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Palavra do pároco

Especial

O Ano da Fé – Ilustra a força e a beleza da nossa Fé O Ano da Fé tem como proposta repassar a história da nossa fé, que faz ver o ministério insondável da santidade entrelaçada com o pecado.

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Esperança que move a partilha e nota de esclarecimento

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STA. EDWIGES

Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXII * N. 264 * Dezembro de 2012

Advento, a realização e confirmação da Aliança É uma trajetória que passa pela fidelidade a Deus e ao próximo

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Nossa Santa

O Natal, Santa Edwiges, e o que devemos crer e praticar Para que, de fato, a celebração do Mistério do Natal seja celebrada como se espera, a Igreja dispõe do tempo de preparação ao nascimento do Senhor, que é Tempo do Advento...

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Notícias

Viva - Encontro da Juventude da Região Ipiranga O primeiro encontro de preparação para a jornada mundial da Juventude em 2013.

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02 calendário editorial Reflexão

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Calendário Paroquial Pastoral 2012

Mal havíamos chegado à metade do mês de novembro e o comércio já estava entrando em clima de Natal. As pessoas aproveitaram os feriados que este mês proporcionou, para começar os preparativos da festa natalina. Para nós cristãos esta festa tem outro significado, que vem sendo deturpado pelo consumismo desenfreado a cada ano, onde o Papai Noel e a Árvore de Natal se tornam o centro mais importante. Mas na realidade cristã é a época de relembrar o nascimento de Jesus. Um dia desses estava lendo um texto que falava do Natal e gostaria de compartilhar com vocês: Um entrevistador de televisão estava caminhando nas ruas de Tóquio na semana do Natal.  Como em quase todo o mundo, as compras de Natal são um grande sucesso comercial.  O entrevistador parou uma jovem senhora na calçada e perguntou: “O que quer dizer o Natal?” Rindo, ela respondeu: “Eu não sei. Seria o dia em que Jesus morreu?” Apesar da sua falta de conhecimento, existia alguma verdade em sua resposta. Nos dias atuais, mesmo nos países não cristãos, o Natal parece uma festa de muitas festas e presentes. O único que não está presente é o Senhor Jesus, o aniversariante, a razão da comemoração do Natal. As casas estão enfeitadas de bolas coloridas, as mesas estão repletas de pratos saborosos, por toda parte são encontradas garrafas de bebidas, todos se abraçam, cantam e dançam, tudo é alegria. Mas onde está o aniversariante? Onde está o dono da festa?  Onde está o Salvador? Onde está o Senhor que nasceu para nos dar vida e vida com abundância?Parece que Cristo continua relegado à manjedoura de Belém, longe de nossos olhos, de nossa casa, de nossas vidas.  Mas não deveria ser assim.  Ele é a única coisa importante do Natal, o motivo real de nossa alegria, e a origem da única salvação que existe. O Natal deve ser comemorado com Jesus na manjedoura de nossos corações, nas cores de nossa felicidade com sua salvação, na fartura de nossa adoração e obediência. A festa é Jesus, a alegria é Jesus, os louvores são para Jesus, os abraços devem ser dados a Ele e por causa da gloriosa obra que veio para fazer. Jesus é a única razão da estação. O que significa ter um Feliz Natal? Ganhar muitos presentes? Comprar roupas novas? Reformar a casa? Comer? Festejar? Reunir a família? Tudo isso é apenas consequência de um Feliz Natal que aconteceu quase dois mil anos atrás. E não devemos esquecer jamais a vinda de Jesus e a sua missão que inclui a nós no seu plano de salvação. Um “Feliz Natal” existe quando Jesus é o Senhor e Salvador de nossas vidas, o iluminador de nossos lares, o guia de todas as nossas decisões.  Isso é ter um Feliz Natal! Vamos aproveitar esse período parar refletir e dar o real sentido no Natal e colocá-lo em prática, seguindo o que a igreja nos pede. Desejo a todos um Feliz e Santo Natal e que o ano de 2013 seja repleto de coisas boas. Fiquem com Deus!

1 Sab

Catequese (Encerramento) Infância Missionária (Preparação p/ novena) Grupo de Oração

— Salão Pe. Segundo Salão São José Marello

— 14h30 às 16h 19h

2 Dom

AJUNAI (Encontro dominical) Catequese (Confraternização) Pastoral dos Coroinhas (Formação Advento/Natal)

Salão Pe. Segundo Salão São José Salas S. Pedro e S. Paulo

9h às 11h 10h30 10h às 11h30

6 Qui

Apostolado da Oração (Reunião) S.A.V. (Adoração Vocacional)

Salão São José Santuário

14h 19h30

7 Sex

Apostolado da Oração (Missa da 1ª sexta-feira do mês) Grupo de Canto (Ensaios)

Santuário

20h

8 Sab

Imaculada Conceição de Nossa Senhora Infância Missionária (Novena de Natal) Grupo de Oração

Salão Pe. Segundo Salão São José Marello

14h30 às 16h 19h

9 Dom

Vicentinos (Assembleia Vicentina) Pastoral da Família (Curso de Noivos) AJUNAI (Encontro dominical) Pastoral dos Coroinhas (Formação Advento/Natal)

Salão S José Marello OSSE Salão Pe. Segundo Salas S. Pedro e S. Paulo

8h às 12h 8h às 17h 9h às 11h 10h às 11h30

11 Ter

Pastoral do Dízimo (reunião)

Salão São José

20h

12 Qua

Terço dos Homens (Confraternização)

Santuário

20h

14 Sex

Pastoral da Família (Confraternização) Grupo de Canto (Ensaios)

A definir Santuário

A definir 20h

15 Sab

Ministros Extraord. Sagrada Comunhão (Reunião) Grupo de Oração

Salão São José Salão São José Marello

17h 19h

21 Sex

Vicentinos (Preparação de Cestas Básicas) Grupo de Canto (Ensaios)

Salão São José Marello Santuário

7h às 12h 20h

22 Sab

Vicentinos (Preparação de Cestas Básicas e reunião)

Salão São José Marello

8h às 12h

25 Ter

Natal de nosso Senhor Jesus Cristo

Santuário

20h

Sagrada Família

Santuário

20h

30 Dom

Karina Oliveira

karina.oliveira@santuariosantaedwiges.com.br Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco: Pe. Paulo Siebeneichler, OSJ

Responsável e Editora: Karina Oliveira Diagramador: Ronnie A. Magalhães Fotos: Gina, Victor Hugo e Arquivo Interno Equipe: Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; José A. de Melo Neto; Rosa Cruz; Martinho V. de Souza; Marcelo R. Ocanha; Fernanda Ferreira e Rafael Carvalho

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 06/12/2012 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 6.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (011) 2215.6111


palavra do pároco 03

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dezembro de 2012

Esperança que move a partilha e nota de esclarecimento Eu, Pe Paulo, pároco e reitor da Paróquia Santuário Santa Edwiges, escrevi para essa coluna dois textos.Um para ser da coluna do mês que escrevo normalmente, e este para substituí-lo, até para falar de um ocorrido entre nós, e que cabe a mim dar esclarecimentos sobre a realidade, de uma Igreja Católica Apostólica Romana. A caridade é o Amor, e o próprio Jesus nos pede no evangelho “amai-vos uns aos outros”(Jo15, 9-17), e tantas outras citações podem apresentar o próprio Jesus nos chamando ao amor, ao Jovem rico que manda doar os seus bens para entrar no reino(Mt 19,21), e assim se faz a motivação de atender aos pobres, aos sofridos, e aos endividados como o exemplo de Santa Edwiges a nossa padroeira, de onde vem de Cristo o convite a amar, e da sagrada ceia o exemplo do serviço, lavar os pés(Jo13,14), o convite a nós também, este cuidado de lavar os pés uns dos outros. Movidos por esta esperança, e por esta fé, vou esclarecer umas dúvidas vossas, ou de quem não tem noção, e a afirmação mais descabida de que a Igreja Católica é rica. Pois bem, vos digo, é muito rica, e leia o restante para não ficar desinformado de quanta riqueza. Quem é católico e participa, sabe a fonte desta riqueza em números, veja: • Primeira Riqueza - CRIANÇAS: 530 crianças atendidas nas Obras Sociais, sendo oferecido a elas o alimento, o auxilio na educação, reforço escolar e a cultura por meio de projetos e com parcerias, que nem sempre é suficiente para manter, mais se faz esforços desmedidos para dar o melhor. • Segunda Riqueza - DOENTES: Pessoas com dificuldade de adquirir os remédios. São atendidas aproximadamente 50 pessoas por semana na farmácia da OSSE. • Terceira Riqueza - POBRES: 4224 cestas básicas entregas às famílias carentes, desde janeiro até este mês. • Quarta Riqueza - PORTADORES DO HIV: Mais ou menos 60 é o número dos atendidos no Projeto Esperança. • Quinta Riqueza - LEVE LEITE: 300 pessoas atendidas neste programa toda semana em parceria com a Prefeitura. • Sexta Riqueza - ADVOGADOS: Várias pessoas são encaminhadas ao atendimento deste profissional voluntário da Obra. • Sétima Riqueza - PSICOLOGIA: Muitos os beneficiados para terapia. • Oitava Riqueza - SERVIÇO SOCIAL: Atendimento aos beneficiados das cestas,

encaminhamentos para empregos e outros recursos governamentais. Nona Riqueza - BAZAR DE ROUPAS: Diversas pessoas são favorecidas pelas roupas a preço acessível de nosso bazar beneficente, além dos que necessitam sem poder de aquisição, ganham estas roupas para sua necessidade. Décima Riqueza - COMPUTAÇÃO: Adolescentes que tem a sua primeira instrução e acesso aos meios digitais na Osse. Décima Primeira Riqueza - CASA DA CRIANÇA SANTA ÂNGELA: 400 crianças e adolescentes atendidos com acompanhamento dos estudos escolares. Em média 300 famílias recebem sacolinhas de Natal, contabilizando um total de 2500 crianças, sendo os atendidos e mais os seus irmãos e parentes necessitados. Além de um intenso e amplo encaminhamento a partir do serviço social nesta unidade, dada à vulnerabilidade social na realidade. Décima Segunda Riqueza - LAR SAGRADA FAMÍLIA: Atendimento a 19 senhoras que são internas, oriundas de famílias carentes, que tem todo o cuidado necessário para uma vida saudável respeitando sua idade avançada e os problemas físicos que se assolam por conta desta idade e suas realidades. Décima Terceira Riqueza - COMUNIDADE NOSSA SENHORA APARECIDA: Dentro da Comunidade Heliópolis circula um povo bonito, bom, cheio de vida, e que neste ano, com sacrifícios à duras penas irão arrecadar fundos, e em conjunto reformar e ampliar o templo, devolvendo aos tantos membros dos grupos, pastorais, movimentos e serviços sociais ali estabelecidos, um local amplo e mais confortável. Décima Quarta Riqueza - COMUNIDADE DA PARÓQUIA E SANTUÁRIO: 5000 ou mais atendidos a cada domingo. Aproximados 7.000 a 10.000 atendidos nos dias 16 de cada mês, 35 grupos de pastorais e movimentos, mais de 1000 pessoas comprometidas com o dízimo, 1200 colaboradores para campanha do terreno, em torno de 270 colaboradores na festa da padroeira, desde o canto, coleta de alimentos, segurança e não vou citar todos para não ser injusto, e mais uns 300 colaboradores voluntários nos dias 16 para as devoções de Santa Edwiges. Décima Quinta Riqueza - MORADORES DE RUA: Todos os domingos são disponibilizados para os moradores de rua, aproximando um total

de 300 a 400 marmitas, além de água, e com empenho dos voluntários que também cortam os cabelos, cuidam de suas feridas e entregam-lhes roupas, calçados e no frio, cobertas. • Décima Sexta Riqueza - VISITAÇÃO AOS ENFERMOS: Os membros das pastorais e movimentos visitam e cuidam dos enfermos e idosos de seus grupos. Têm ainda outras tantas riquezas, como a vida de fé, as ações escondidas feitas por profundo amor e no desejo que não se saiba a sua esquerda a que faz a sua direita. (Mt6, 3) Viu quanto bem? Pois é, e assim se faz a vida esclarecida em toda a riqueza católica. E por isso, ainda somos alvos de calúnias e infortúnios como, danos ao patrimônio e roubos, ou ainda perseguições. Tudo isso para esclarecer: a Igreja foi roubada no dia 19 para o dia 20 de novembro. Levaram algo, que veio de pequenas gotas de pessoas simples e humildes, dadas no dízimo, nas ofertas, e que pode tirar o pão da boca de um pobre, de um necessitado e de uma dor acalmada de um doente. Meu caro, o padre já perdoou a quem feriu o patrimônio, não fiquei triste e nem com ódio de quem de repente pensou achar um monte de valores, e não sabia que o maior de todos os valores está em fazer a vontade de Deus, “cuidar dos pobres, por que deles é o reino dos céus” (Mt5, 3). Como diz um velho provérbio, “Deus tem mais a dar”, não faltará para nós à fé, a esperança e a certeza de quem necessita, não ficará desamparado em nada. Perguntaram-me, ladrão tem possibilidade de entrar no céu? Digo-te que sim. Desde que se faça como Zaqueu, deixar de praticar o que não é certo. Deixe Jesus entrar na sua vida e em sua casa (Lc 19, 1-10) e como atitude devolva o que não lhe pertence, e ou ainda como o Dimas na cena da Cruz, que reconhece o seu erro, e arrependido pede para Jesus se lembrar dele, e Ele o diz, “ainda hoje estarás comigo no paraíso” (Lc23, 42-43). Como é Jesus Cristo que nos chama a amar, possamos neste Natal o deixar entrar em nossas vidas, e aumentemos ainda mais em nós a esperança, a fé, para fazer da caridade um gesto de amor. Finalizo certo da fé que professo, da esperança que envolve a caridade que minha comunidade faz e com ela organizo, desejo a todos um ótimo Natal de Jesus, e um ano de 2013 cheios de Paz, Vida e Luz.

Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br


04 obra social

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Atividade: Centro para Crianças e Adolescentes Santa Edwiges

O (CCA) Centro para Crianças e Adolescentes Santa Edwiges, destinado ao atendimento de 120 crianças e adolescentes na faixa etária compreendida entre 06 a 14 anos e 11 meses, tem por finalidade oferecer um espaço de convívio e bem estar social. Desenvolvendo um trabalho socioeducativo na promoção de atividades como: acompanhamento ao estudo, grupo de orientação, roda de conversa, brinquedoteca, informática, oficina de música e incentivo a leitura. Priorizando usuários em situação de risco e vulnerabilidade, assegurando espaços para o estabelecimento de relações de afetividade, protagonismo e autonomia que garantam a sociabilidade e a convivência grupal. O CCA Santa Edwiges objetiva também a ampliação do universo cultural, o acesso à tecnologia e a experimentação de participação na vida pública, bem como na emancipação de nossos futuros cidadãos no pleno exercício da cidadania e na atuação como atores e protagonista de sua própria história.

Venha nos fazer uma visita! Marquês de Maricá, 288- Sacomã – São Paulo - SP Telefone: (011) 2591-2281 Horário de Atendimento: Segunda à Sexta-feira 08h00 ás 17h00 Participe desse sonho de vida e crescimento. Faça a sua doação aceitamos material escolar: lápis grafite e colorido, giz de cera, canetas hidrocor, tintas plásticas, massa de modelar, pintura facial, cola colorida, folhas sulfite, papel colorset, cartolinas, EVA, brinquedos e jogos educativos. Itaú – Agência 0249 - C/C 38.265-6 ou Bradesco - Agência 00528 - C/C 0072870-5 www.obrasocialstaedwiges.blogspot.com Acompanhe os últimos acontecimentos do CCA Santa Edwiges na programação da semana da criança e do adolescente.

A Espiritualidade do Natal

Para compreender melhor as solenidades do Natal é preciso ter presente a visão da nossa cultura atual. Para isso Leonardo Boff nos diz: “Há dentro de nós uma chama sagrada coberta pelas cinzas do consumismo, da busca de bens materiais, de uma vida distraída das coisas essenciais. É preciso remover tais cinzas e despertar a chama sagrada. E então irradiaremos. Seremos como um sol”. Peguemos agora o sentido original da celebração do Natal chamada “manifestação do Senhor na carne”. A liturgia do Natal recorda todo o realismo da Encarnação terrestre do Verbo. O Filho de Deus não se disfarça em homem, mas permanecendo Deus, é também real e concretamente homem; Ele se manifesta na realidade total do homem. “Ele se aproximou na forma de uma criança pobre que nasce no subúrbio, no meio de animais. Para que ninguém se sentisse distante Dele, para que todos pudessem experimentar o sentimento de ternura que desperta uma criança que queremos carregar no colo e sobre a qual nos vergamos, maravilhados”. (Leonardo Boff). O Mistério do Natal não nos oferece somente um modelo para imitar a humildade e pobreza do Senhor que está deitado na manjedoura, mas nos dá a graça de sermos semelhantes a Ele. Este é o caminho que Deus escolheu para acercar-se de nós, para poder andar conosco por nossos estreitos caminhos. “Talvez seja um Deus que não nos explique a razão do mal do mundo, mas que sofre junto conosco. Talvez não nos explique por que tanto tra-

balho para tão pouca felicidade, mas trabalha junto, e se faz carpinteiro. Assume tudo o que é radicalmente humano. Chora expressando a tristeza com a morte do amigo Lázaro. Entretém amizade com duas mulheres, Marta e Maria, e com Maria de Magdala, chamada de sua companheira, por mais escandaloso que isto fosse naquele tempo. Enche-se de ira sagrada e toma do chicote quando vê o espaço sagrado sendo transformado num mercado. Mas também se enche de indizível ternura abraçando as crianças e dizendo, resolutamente, que ninguém as afaste”. (Leonardo Boff) A manifestação do Senhor conduz o homem à participação da vida divina. Assim, a verdadeira espiritualidade do Natal não consiste na imitação de Cristo “do lado de fora”, mas “viver Cristo que está em nós” e manifestá-lo com a vida no seu mistério de obediência, pobreza e humildade. Portanto, o fruto espiritual do Natal consiste no empenho moral de viver a graça da Redenção e da Regeneração, de conservar interiormente o Espírito Santo que nos faz filhos de Deus. “Tudo isso é Jesus, tudo isso é Deus na nossa carne quente e mortal.  Um Deus que encontramos dentro de nós e de nosso cotidiano, sem precisar buscá-lo aqui e ali, mas buscá-lo na nossa interioridade, onde Ele, um dia, penetrou e de onde nunca mais saiu assim nos fazendo filhos e filhas, semelhantes ao seu Filho Jesus. E quando chegar a nossa hora de partir, Ele vem, toma o que é Dele e leva para o Seu Reino, isto é, nos leva

para refletir cada um para Sua casa, porque nós, Seus familiares, pertencemos a casa Dele”. (Leonardo Boff) Enfim, porque Deus nos faz filhos seus em Cristo, inserindo-nos como membros da Igreja, a graça do Natal exige também uma vida de comunhão fraterna. “Agora vamos festejar, vamos comer, vamos ser todos irmãos e irmãs, vamos acender a luz na convicção de que a luz tem mais direito do que todas as trevas. Fazemos isso tudo por causa Dele, Jesus, o Filho bem-amado, porque somos irmãos e irmãs Dele, também filhos e filhas bem-amados”. (Leonardo Boff). Para terminar mais uma citação de Leonardo Boff que diz: “Se reservarmos em nossa vida um pouco de espaço para essa espiritualidade, ela vai, nos transformando, pois este é o condão da espiritualidade: produzir uma transformação interior. Essa transformação acenderá nossa chama interior que produz luz e calor e nos dá mil razões para vivermos como humanos. Assim, caminharemos serenos neste mundo, junto com outros e na mesma direção que aponta para a Fonte de abundância permanente de vida e de eternidade. E mergulharemos nessa Fonte de espiritualidade, que é Fonte de espírito, de vida, de amor, de realização e de paz”. Isto é viver a espiritualidade do natal e se tornar sensível ao nascimento de Jesus e da manifestação da própria vida imbuia da fé e da esperança. Por isso voz desejo muita paz neste Natal e que a fé indique os caminhos de um feliz Ano Novo.

Pe. Paulo Sérgio - OSJ Vigário Paroquial


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nossa santa 05

O Natal, Santa Edwiges, e o que devemos crer e praticar Quando as festividades do Natal se aproximam é comum às pessoas dizerem: “Natal é tempo de família; de se reconciliar, de perdoar...” É, realmente, há diversas compreensões sobre “a magia do Natal”, como se este acontecimento primordial da e na História da Humanidade fosse um “especial de fim de ano”, que nos torna só um pouquinho mais humanos. Será que ainda é assim? Quando eu estava em Belo Horizonte-MG, o Bispo Auxiliar da Arquidiocese, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, em abertura do Ano da Fé numa paróquia afirmava: “Há anos atrás a fé era já um pressuposto na vida das pessoas; a gente já ‘tinha fé’ para ir dando prosseguimento à vida!” O mesmo bispo constatava que hoje não é mais assim. É preciso um esforço tremendo para se ter e falar de fé. O que discorri acima me faz questionar o pensamento de certa parcela das pessoas que, como coloquei no primeiro parágrafo, afirmam sobre o que é o Natal. Primeiro, porque o centro do acontecimento do Natal, Jesus Cristo, não é posto em evidência de fé. Depois, a troca de presentes, que pode ser realmente algo bom, está condicionada pelo consumo material que tal ato depreende. Espiritualidade, reflexão, celebração passam de longe dos tais pensamentos sobre o Natal de nosso Senhor Jesus Cristo! Para que, de fato, a celebração do Mistério do Natal seja celebrada como se espera, a Igreja dispõe do tempo de preparação ao nascimento do Senhor, que é Tempo do Advento, que “celebra a vinda de Jesus Cristo no tempo e na história dos homens para trazer-lhes a salvação. É, portanto, o tempo da expectativa e o cristão é chamado a vivêlo em plenitude para poder receber dignamente o Senhor no momento em que vier” (cf. Missal Cotidiano - Missal da Assembleia Cristã. São Paulo: Paulus, 1985, p.8). Mas, o que este espaço que tem a ver com o modo de ser de Santa Edwiges, pode nos ajudar com a reflexão sobre o Tempo do Natal? Tentemos esclarecer, utilizando o texto já referenciado do Missal Cotidiano da Assembleia Cristã, junto da vida de Santa Edwiges

que, mês a mês, na sua novena meditamos. O texto do Missal Cotidiano orienta sobre as atitudes interiores que nos preparam para a vinda de Jesus no Natal. A primeira delas é sobre “a vigilância na fé e da oração” que, obviamente, indica que não devemos nos distanciar da prática do contato diário com Deus para que, olhando a realidade, e enxergando nos “sinais dos tempos” a vinda do Senhor na nossa vida e história seja uma experiência de fé. Ora, a meditação do 9º dia da novena de Santa Edwiges, sobre o “cuidado com a vida espiritual”, também nos faz compreender que a fé e a oração são imprescindíveis “para converter outras pessoas, sendo indispensável que nos tenhamos convertido a nós mesmos”. A seguir o texto indicativo sobre o Advento como preparação para o Natal nos exorta à conversão, pois, assim como na Quaresma, o tema da conversão nos é proposto para nos encontrarmos com Jesus Cristo no presépio e, mais ainda, na Palavra e na Eucaristia. Andar nos caminhos de Deus, sem nos desviar pelos caminhos do consumismo, dos gastos excessivos com presentes e até mesmo à gula da ceia (lembrando que a gula ainda é um pecado capital) é muito importante. Santa Edwiges nos ensina a sermos fieis discípulos do crucificado (cf. Ladainha de Santa Edwiges). Com o advento para o Natal, somos convidados a dar testemunho de Jesus, para que as afirmações do senso comum, que abriram este artigo, seja uma verdadeira expressão da vivência em família, do perdão e reconciliação consigo, com os outros, mas primeiramente com Deus. Na novena de Santa Edwiges, encontramos na meditação do 6º dia, sobre as pequenas coisas, os alcances para que vivamos sempre em atitude de santidade. Por fim, na preparação para o Natal temos as figuras e modelos da Virgem Maria e de seu amado e casto esposo, São José, que na anunciação feita a ambos sobre o nascimento de Jesus (Mateus 1,18-24 e Lucas 1,26-38) não se colocaram em atitude de temor, como se Jesus lhes fosse uma ameaça na vida, mas sim se dispuseram à participação plena no bem querer de Deus! Tristemente,

Sagrada Família - Painel central da Catedral Sagrada Família. Campo Limpo-SP - Obra de Cláudio Pastro

vemos nosso Salvador ser rejeitado na História da Humanidade, mesma humanidade que Ele salvou na Cruz! Maria Santíssima, São José e, séculos depois, Santa Edwiges, mantendo um coração pobre e vazio de seus próprios sentimentos e desejos, num verdadeiro coração de pobre (cf. Mateus 5, 3), acolheram Jesus no Mistério de sua Encarnação para que Ele fique no meio de nós (cf. Lucas 24, 29) e nos faça trilhar, até a sua volta definitiva o caminho para céu, “cada dia renovando a esperança de chegar junto d’Ele na paz que do Pai do céu procede” (cf. Oração Eucarística 5). Um Santo e Glorioso Natal à todos vocês! Deo gratias!

Martinho Vagner

martovagner@yahoo.com.br


06 advento

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Advento, a realização e confirmação da Aliança.

Começamos novo Ano Litúrgico e um novo ciclo da liturgia com o Advento, tempo de preparação para o nascimento de Jesus Cristo no Natal. É hora de renovação das esperanças, com a advertência do próprio Cristo, quando diz: “Vigiai!”, para não sermos surpreendidos. A chegada do Natal, preparado pelo ciclo do Advento, é a realização e confirmação da Aliança anunciada no passado pelos profetas. É a Aliança do amor realizada plenamente em Jesus Cristo e na vida de todos aqueles que praticam a justiça e confiam na Palavra de Deus. Estamos em tempo de educação de nossa fé, quando Deus se apresenta como oleiro, que trabalha o barro, dando a ele formas diversas. Nós somos como argila, que deve ser transformada conforme a vontade do oleiro. É a ação de Deus em nossa vida, transformando-a de Seu jeito. Neste caminho de mudanças, Deus nos deu diversos dons conforme as possibilidades de cada um. E somos conduzidos pelas exigências

da Palavra de Deus. É uma trajetória que passa pela fidelidade ao Todo-poderoso e ao próximo, porque ninguém ama a Deus não amando também o seu irmão. O Advento é convocação para a vigilância. A vida pode ser cheia de surpresas e a morte chegar quando não esperamos. Por isso é muito importante estar diuturnamente acordado e preparado, conseguindo distanciar-se das propostas de um mundo totalmente afastado de Deus. Outro fato é não desanimar diante dos tipos de dificuldades e de motivações que aparecem diante nós. Estamos numa cultura de disputa por poder, de ocupar os primeiros lugares sem ser vigilantes na prestação de serviço. Quem serve, disse Jesus, é “servo vigilante”. Confiar significa ter a sensação de não estar abandonado por Deus. Com isso, no Advento vamos sendo moldados para acolher Jesus no Natal como verdadeiro Deus. Aquele que nos convoca a abandonar o egoísmo e seguir Jesus Cristo.

Preparar-se para o Natal já é ter a sensação das festas de fim de ano. Não sejamos enganados pelas propostas atraentes do consumismo. O foco principal é Jesus Cristo como ação divina em todo o mundo.

Dom Paulo Mendes Peixoto Bispo de São José do Rio Preto.

O Ano da Fé – ilustra a força e a beleza da nossa Fé. Em comemoração ao cinquentenário da abertura do Concilio Vaticano II, o Papa Bento XVI propôs para toda Igreja o Ano da Fé que iniciou no dia 11 de outubro de 2012 e vai até 24 de novembro na festa de Cristo Rei. O objetivo do Ano da Fé é ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Pela fé o cristão introduz sua comunhão com Deus e com a Igreja. A fé é como uma porta, quando passamos por ela através da Palavra anunciada e temos o coração aberto para a graça, existe uma transformação na vida do homem e da mulher. A nossa fé nos leva a uma transformação interior e exterior. A fé cresce quando é vivida como uma experiência de amor recebida e que é comunicada como experiência de graça e de alegria. Ela nos torna fecundos, porque alarga o coração com esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar vida. Abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor. Ela nos compromete, principalmente quando professamos nossa fé com a boca, implicando um testemunho e um compromisso público. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. O Ano da Fé tem como proposta repassar a história da nossa fé, que faz ver o ministério insondável da santi-

dade entrelaçada com o pecado. É também uma ocasião propicia para intensificar o testemunho da caridade. A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente a mercê da dúvida. Podemos perceber que muitos personagens bíblicos foram movimentos pela fé e foi por essa fé que viveram tudo e mais um pouco. Eles mostram que pela fé nada pode continuar estável e imutável. Pela força de Deus tudo é possível. Vejamos alguns exemplos: Pela fé, Maria acolheu a Palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus. Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre. Pela fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida em torno do ensino dos Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia. Pela fé, os mártires deram sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformaram, tornando os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores. Pela fé, homens e mulheres consagraram sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. O apóstolo Paulo pede ao discípulo Timóteo que

ano da fé

procure fé. A fé é uma companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. A fé obriga cada um tornar se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Vivamos com intensidade esse ano da fé e peçamos ao Senhor que aumente a nossa fé. Que a nossa fé nos oriente e nos conduza aos caminhos de Deus. Pe. Bennelson da Silva Barbosa Vigário Paroquial e Formador


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dezembro de 2012

batismo 07

Batismo 28 de outubro de 2012 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

Emilly Dias de Jesus Emilly Pereira de Jesus Enzo Ribeiro Dias de Souza Francisco Dalessandro dos S. Silva Kauan da Silva Ramalho Lucas Fabiano da Silva Lopes Pablo Fernandes Martins Samuel Silva Oliveira Sarah Hellen Melo Oliveira Thaise Rodrigues Carlos Pereira

Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836


08 notícias

Viva – Encontro da Juventude da Região Ipiranga Aconteceu no dia 20 de outubro no Santuário São Judas Tadeu, no Jabaquara, o primeiro encontro de preparação para a jornada mundial da Juventude em 2013. Esse encontro foi chamado de Viva com a participação aproximadamente 300 jovens da Região Ipiranga. O encontro iniciou com uma grande animação dirigida pelos jovens do Santuário São Judas e por um teatro que narrou a historia da Salvação de uma maneira criativa e com uma mensagem direcionada ao público juvenil. A missa foi um ponto forte do encontro, uma vez que o Santuário São Judas celebrava a novena do seu padroeiro com toda a juventude da Região. Quem presidiu a celebração foi o Pe. Everton, responsável pelo setor juventude da região e a pregação ficou por conta do Pe. Pedro, pároco da Paróquia Santa Paulina de Heliópolis. Ao termino da missa os jovens foram para o salão para uma Cristoteca que por sinal não deixou ninguém parado com os ritmos e danças conduzidos pela Equipe da Aliança de Misericórdia. Por fim teve um show com a Banda Dom que cantou e emocionou a juventude com suas musicas e testemunho. Pe. Daniel conduziu uma adoração ao Santíssimo junto com a Banda Dom, pedindo as graças ao Cristo a toda juventude da região Ipiranga. Vamos com toda Igreja do Brasil acompanhar toda movimentação da Juventude em preparação a Jornada que teremos em julho de 2013 no Brasil com a presença do Papa. Peçamos ao Cristo que ilumine a nossa juventude hoje e sempre.

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dezembro de 2012

Abertura do Ano da Fé No dia 04 de novembro foi realizado na Paróquia Santa Rita de Cássia, no bairro de Mirandópolis, a Abertura do Ano da Fé. A celebração foi presidida por Dom Tomé, bispo da Diocese de São José do Rio Preto, contamos também com a participação dos padres da Região Episcopal Ipiranga.

Na homilia, Dom Tomé resaltou a necessidade de nós acolhermos, vivermos, testemunhar e celebrar a fé. Depois da homilia, os padres distribuíram para assembleia a Carta Pastoral do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, que nos da orientações para termos o melhor proveito do Ano da Fé.

Confraternização dos voluntários da 53ª Festa de Santa Edwiges No dia 27/10 (sábado), após a missa festejar com todos aqueles que propordas 16h, ocorreu um momento de agra- cionaram para milhares de pessoas, modecimento e confraternização para os mentos prazerosos de festa e alegria. voluntários da 53ª Festa de Santa Edwiges. O Pe. Paulo, pároco e reitor do Santuário, entregou uma singela lembrança para os coordenadores de cada barraca, e também para todos aqueles que colabora-ram durante todos os dias da festa. Em seguida, no Salão São José Marello, houve uma confraternização em agradecimento pelo trabalho realizado e também uma oportunidade para

Que todos vivam este Ano da Fé como um “ano da graça de Deus” para suas vidas. Pelo dom da fé, temos acesso ao mais importante em nossas vidas: a comunhão e a familiaridade com Deus, que preenche de sentido a vida!

Pe. Bennelson da Silva Barbosa Vigário Paroquial e Formador


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dezembro de 2012

Bodas de Ouro de Izaíra e Walmir No dia 10/11 foi celebrado no Santuário Santa Edwiges “As Bodas de Ouro de Izaíra e Walmir”. O presidente da celebração foi o Pe. Paulo Siebeneichler, pároco e reitor do santuário. Izaíra e Walmir se conheceram em um encontro casual e inusitado no velório do tio de Izaíra, tudo começou em meados de 1960, em Vila Ventura interior de São Paulo. O noivado aconteceu 8 dias antes do casamento, que se deu no dia 10/11/1962, em Ibirá na igreja de São Sebastião, com o Padre Assis. Após o casamento passaram a residir no sitio do pai da noiva em Uchoá, onde viveram bons momentos, e de lá nasceram seus filhos Regina e Silvio. Depois de 6 anos de casados decidiram vir para São Paulo, mais precisamente na Rua Protocolo, na região do Sacomã, este bairro porto de acolhida onde moram até os dias de hoje. Com 11 anos de casados, Deus os presenteou com a terceira filha “Selma”, moraram durante muitos anos pagando aluguel, mais Deus olhando para a luta diária do casal seja a Iza na sua maquina de costura, ou Walmir trabalhando a noite para o sustento da família, conseguem comprar a casa própria tão sonhada. Os filhos cresceram sempre na presença carinhosa destes pais: casaram-se e com isso a família cresceu com mais dois genros, uma nora e dois netos. Regina casou-se com Antonio Silvio casou-se com Elaine, pais da neta Ana Carolina. Selma casou-se com Anderson, pais do neto Vinicius.

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Durante estes anos, o casal procurou ensinar a seus filhos caráter, valores de vida, conhecer e amar a Deus sobretudo. Hoje, este casal exemplo de superação de amor e união compartilha conosco um pouco de sua historia de vida. Isa, tão carinhosamente chamado por nós nesta comunidade, você é aquela que nos presenteia a cada semana com a ornamentação do altar, é sempre sorriso e alegria na Pastoral da Acolhida, ao acolher aqueles que chegam a este santuário, uma amiga constante no Apostolado da Oração, no Ministério da Eucaristia sempre com muito zelo e amor ao Cristo, por tudo isto e muito mais ficamos felizes por celebrar os seus 50 anos de união com o Walmir, que com certeza ele enxergou tantas outras virtudes e qualidades em você. Hoje vocês são motivo de orgulho e alegria para a sua família e para esta comunidade. Parabéns ao Casal, que Deus continue os abençoando! Cleusa Maia

As crianças e os adolescentes da Casa da Criança Santa Ângela agradecem pela doação das Sacolinhas de Natal Venha conhecer este trabalho, ele acontece o ano todo e precisa da sua colaboração. Rua Michele Príncipe, 300. Cep: 04230-046 Tel: (11) 2063-8126 Cel: (11) 99621-6937/ (11) 99835-6035 Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta Feira das 08h às 17h Faça uma doação aceitamos: ALIMENTAÇÃO NÃO PERECÍVEL: LEITE EM PÓ INTEGRAL, ACHOCOLATADO, BISCOITO DOCE E SALGADO, MARGARINA, GELÉIA ETC. PRODUTOS DE LIMPEZA: PAPEL HIGIÊNICO, ÁGUA SANITÁRIA, SABÃO EM PÓ, SABONETE LÍQUIDO PARAAS MÃOS ETC. MATERIAL PEDAGÓGICO: PAPEL SULFITE, LÁPIS DE COR, LÁPIS PRETO, BORRACHA, CANETA HIDROGRÁFICA ETC.   Banco Itaú- Agência: 0249-C/C:61150-0 www.casadacriancasantaangela.org.br Email: casadacriancasantaangela@uol.com.br


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dezembro de 2012

O projeto de vida de São José Marello

Cada vez mais se aproxima o grande momento da JMJ 2013. E tendo em vista esse momento, gostaria de propor para esse mês a reflexão que está em voga no mundo juvenil... O PROJETO DE VIDA!

E o que São José Marello tem a nos ensinar sobre isso? Vejamos... Acreditar que a vida é uma grande construção, feita passo a passo, com uma meta fixa, foi o que orientou a vida de São José Marello. Desde sempre, ele projetou sua vida acreditando que seus atos no presente, teriam consequências no futuro. Marello foi um homem do tempo presente, ou seja, o seu projeto de vida passava pela necessidade de viver bem o hoje, para que o amanhã pudesse ser frutuoso. Se formos pesquisar na vida de São José Marello, não encontraremos um projeto escrito, a não ser na sua volta ao seminário, quando esboçou uma regra de vida que seguiu depois de um período de experiências e algumas frustrações. O seu projeto de vida estava fundamentado em uma vontade firme de fazer sempre a vontade de Deus em sua vida. Isso fica claro quan-

do ele diz a um de seus amigos: Quando, meu caro amigo, quando é que vamos começar de verdade? (...) em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, agora mesmo” (Carta 24)E sobre a atitude firme de recomeçar sempre ele continua: “Nunc Coepi! Agora começo, diziam os nossos grandes mestres que vive-ram antes de nós. Repitamo-lo também nós diante de Deus, com sinceridade e firmeza” (Carta 36). Outro ponto importante na caminhada de São José Marello é o fato dele ser uma pessoa focada em seus propósitos. Já é bem famoso e conhecido por nós o seu pensamento quando diz: “Quando a meta é fixa, abala-se o mundo e o céu venha abaixo, é preciso olhar para ela, sempre para ela” (Carta 10). Assim ele ensina-nos que o fato de temos claro aquilo que queremos e perseguimos como meta de vida, nos ajuda a termos a nossa história na mão, afinal, quando não sabemos onde queremos chegar, qualquer vento pode nos levar para qualquer lugar. O fato de termos uma meta fixa em nossa vida não nos exime do fato de revermos sempre os caminhos com os quais chegaremos ao nosso objetivo. O Marello, com certeza teve que rever muitas vezes o seu projeto de vida, haja vista o fato que já mencionamos dele ter saído do seminário, e nesse período, o mesmo experimentar as incertezas que fazem parte também do nosso projeto de vida. José Marello deixou a vida de seminário e tentou ser um comerciante como seu pai, pensou em ser jornalista, ou até mesmo se engajar politicamente. Mas mesmo que às vezes os nosso projetos de vida sofram com as incertezas,

o projeto de Deus para nossa vida é sempre claro, e foi isso que aconteceu com o Marello, por isso que ele nos exorta: “Precisamos ter paciência conosco mesmo”. Sendo assim, percebemos claramente na vida de São José Marello uma abertura para a ação de Deus. Ele nos diz: “Conformidade total com a vontade de Deus: eis o grande meio para progredir no caminho da perfeição; mas, por sua vez, esse meio torna-se o fim (em) relação aos meios que devemos utilizar para obtê-la”. (Carta 52). E Ele continua: “Acima de tudo considera sempre que tu estás fazendo a vontade de Deus, alinhando a proa da tua embarcação para onde aponta o capitão do leme” (Carta 83). Olhando rapidamente a vida de São José Marello vamos perceber que seu projeto de vida continua, e como diz uma música “está vivo entre nós”, uma vez que sua obra continua na pessoa de cada Oblato de São José, seus filhos espirituais, mas também em cada

jovem josefino-marelliano, que se coloca numa trajetória de vida onde ele pode contemplar em seu projeto de vida algo que o próprio Marello vislumbrou. Portanto nos coloquemos na Escola do Marello, como alunos aplicados que querem viver a mesma experiência de felicidade que ele próprio viveu, para que assim nós possamos dizer como ele: “Saber coordenar todos os nossos pensamentos, todos os nossos afetos, todas as nossas energias numa ideia fixa: viver nessa ideia, apaixonarmo-nos por ela... (Carta 9). Que São José Marello nos ajude e seja nosso exemplo para que nos coloquemos a perseguir a nossa meta, que no fim das contas é sempre nossa felicidade. São José Marello, rogai por nós e iluminai a juventude!

Frei José Alves de Melo Neto Assessor Pastoral j_neto85@hotmail.com

programação de natal Dia 24 de Dezembro Vigília de Natal às 20h Dia 25 de Dezembro Natal do Senhor às 9h e 19h Dia 31 de Dezembro Ação de Graça pelo Ano às 20h Dia 01 de Janeiro Missa às 9h e 19h Venha participar desse momento especial de fé e esperança!


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dezembro de 2012

A Vocação de Maria Certa vez o Papa João Paulo I, conhecido como o Papa do Sorriso, querendo demonstrar a intensidade do amor de Deus para com a humanidade, disse que Deus é Pai, mas também é mãe! O profeta Isaías ensina que Deus tem por nós um amor de mãe: “Ainda que uma mãe pudesse esquecer o filhinho, eu nunca me esqueceria de você (Is 49, 15). Deus é Pai, ama as pessoas com ternura materna desde toda a eternidade. Até mesmo nos momentos em que esquecemos e até abusamos da liberdade que nos foi concedida Deus envia seu Filho como Salvador. O apóstolo Paulo ao falar de Jesus lembra que: “foi igual a nós em tudo, menos no pecado”. Por nós morreu numa cruz para que assim pudéssemos ter novamente a vida que jamais acabará. Uma vida plena em Cristo! Sua presença é por nós sentida hoje pela Palavra, pela Eucaristia e pela vida de tantas Testemunhas do seu amor. Ele está presente encorajando e trazendo a luz e a força do Espírito Santo ao longo do caminho. Para que tudo isso acontecesse houve uma linda história voca-

cional recordada por todas as gerações de nossa fé. Uma jovem de Nazaré foi chamada para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus. E Lucas, o evangelista da infância de Jesus, narra como isto aconteceu (cf. Lc 1,26-38). A resposta dessa jovem de tradição judia, simples e humilde, após o diálogo com o anjo foi de extrema confiança naquele que tudo pode: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38). Pouco sabemos sobre Maria a partir das páginas bíblicas. O Livro sagrado limita-se a dizer que era uma Virgem e se tornou por obra do Espírito a mãe do Salvador. Esteve presente com Jesus em muitos momentos marcantes com em Caná, na festa de casamento (Jo 2,1-10), e aos pés da cruz (Jo 19,25-27). Maria foi a vocacionada coerente e sempre viveu de acordo com aquilo em que acreditava. Permaneceu firme na alegria, na incompreensão e no sofrimento. Soube viver pela Fé na Palavra de Deus e se colocou na condição de serva que se doa até o fim conforme a vontade de Deus.

Maria é hoje reconhecida como Mãe de Jesus, o Filho de Deus; mãe da Igreja, mãe de todos nós, mãe e protetora de todos os cristãos, mãe e modelo de todas as vocações, mãe e medianeira nossa junto ao Pai. Maria é modelo para todas as mulheres que são mães e esposas, mas também para aquelas e aqueles que se consagram ao serviço do Senhor. Sua adesão à vontade de Deus é nosso caminho de compreensão dos desígnios e mistérios de Deus. Suas palavras: “Façam tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5) ressoam ainda hoje na Igreja, assembleia de vocacionados (as) seguidores da exemplar mãe e discípula do Mestre. Para completar passo a palavra ao Pe. Inácio Larrañaga: Posso imaginar aquela mulher que um dia dissera “façam o que ele lhes disser”, percorrendo agora as comunidades com as mesmas palavras na boca: façam tudo o que ele mandou. Se a Igreja se mantinha incessantemente em oração, não seria pela insistência e o exemplo da Mãe? Foi um espetáculo único. Viviam unidos tinha tudo em comum. Eram alegres. Nunca usavam ad-

jetivos possessivos: “meu, teu”. Iam diariamente, e com fervor, ao templo. Gozavam da simpatia de todos. Numa palavra, tinham um só coração e uma só alma. E tudo isso causava uma enorme impressão no povo. Jamais se vira coisa assim. Quem conseguiu esse espetáculo de harmonia? Não seria a mãe, aquela mulher tão cheia de paz e de equilíbrio? Quantas vezes teria passado pelas comunidades, reiterando-lhes: lembrem-se de como ele lhes repetiu. Amem-se! Lembrem que essa foi sua última vontade. Cumpram o que ele mandou. Amem-se!

Pe. Marcelo Ocanha - OSJ

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dezembro de 2012

SÃO JOSÉ E O AMOR SILENCIOSO O amor é também silêncio. Este é mais eloquente do que todas as palavras. Sabemos que quando o mistério é muito grande, a gente emudece. O amor silencioso e paciente nasce da completa renúncia aos próprios gostos egoístas e não é calculista. A santidade é justamente esta atitude de silêncio amoroso que se nutre da contemplação e da total entrega aos projetos de Deus. Foi assim que São José silenciou no momento da Anunciação de Maria, aceitando e acreditando na vontade de Deus, sem pedir explicações e vivendo a escuridão da fé. Foi assim que pensou deixar silenciosamente Maria para que nela se realizasse o sonho de Deus e foi justamente neste momento que o Anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos convidando-o a permanecer ao lado de Maria: “José, filho de Davi, não tenhas medo de acolher Maria como tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Dará à luz um filho, a que, tu o chamarás Jesus porque ele salvará seu povo de seus pecados”. (Mt. 1,20-22)

Podemos afirmar que à heroica simplicidade com a qual Maria aceitou tornar-se a mãe do Salvador, não para tornar-se a Rainha do Céu, mas a “escrava do Senhor” corresponde o heroico silêncio com o qual São José aceitou este plano misterioso do Alto. Desde então será marcado o destino de São José: será o Santo do amor silencioso na obscuridade da vida de Nazaré, tornando-se o Guarda do Redentor. A sua amorosa obediência é um convite para todos nós na resposta à nossa vocação, qualquer que ela seja. O nosso silêncio, como o de São José, deverá tornar-se adoração do mistério de Deus. Daquele dia em diante a vida de São José tornou-se humilde e escondida, mas carregada de um amor silencioso alicerçado na Palavra de Deus. Depois dos longos anos de escondimento na casa de Nazaré, seguindo a vontade de Deus na viagem para Belém, no exílio para o Egito, na oferta de Jesus no templo e nas tribulações do dia a dia, despediu-se deste mundo antes da manifestação gloriosa do seu Filho Jesus.

Na Família de Nazaré José é aquele que provê e que silencia. Silencia até no Evangelho, mas os seus gestos tornam-se palavras tão eloquentes que continuam ecoando pelos tempos, apontando para o caminho autêntico da grandeza e da santidade.

Pe. Giovanni Battista Erittu - OSJ erittugiovanni@gmail.com

infância e adolescência missionária

Aniversário de 13 anos da Infância e Adolescência Missionária No dia 09/11/2012 completou 13 anos que a Infância e Adolescência Missionária foi implantada na Paróquia Santuário Santa Edwiges, no in��cio assessorada pelo Pe. Paulo Siebeneichler (na época Frei Paulo), Cleusa Maia e Luis Carlos Rufo. Hoje os assessores são Amarildo e Kaio, e os coordenadores: Mateus, Kamila, Karolina, Nayara, Natália, Iris, Andressa, Gabrielle, Larissa e Fernanda. Vamos entender um pouco o que é a Infância e Adolescência Missionária. Infância é a primeira etapa da vida de todas as pessoas. A criança é o grande tesouro que Deus confiou à humanidade porque é uma vida a ser desenvolvida. É sempre o símbolo vivo de uma nova criação. É na infância que se firmam as bases para uma juventude e vida adulta saudável. As necessidades do crescimento da vida em Deus e da vocação cristã missionária estão intimamente entrelaçadas com o desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social da personalidade da criança. Quando falamos em missionária, estamos nos referindo a pessoas convidadas, chamadas e enviadas, assim como Abraão, Moisés, Jeremias, Isaías, Maria, Pedro, Paulo e tantos outros.

Da mesma forma, as crianças também são convidadas a serem missionárias exercendo assim importantes atividades em prol do Reino de Deus. A Pontifícia Obra da Infância Missionária é importante porque tem por finalidade desenvolver o espírito de fé, missão, oração e solidariedade. Também atua na dimensão humana no campo social e cultural. Outra coisa importante a ser observada é o exemplo de vida dos padroeiros das missões, Santa Teresinha do menino Jesus e São Francisco de Xavier. No Brasil a Infância Missionária chegou em 1858. Após um bom acolhimento, houve um período difícil, voltando a se reorganizar em 1995. O Encontro Latino-Americano da Infância Missionária, realizado na Colômbia no ano de 1993, foi fundamental para reanimar a obra em nosso país e hoje a maioria das Dioceses brasileiras possuem a Infância e Adolescência Missionária. Nos reunimos todos os sábados na Capela da Reconciliação, das 14h30 às16h00. Venha você também fazer parte desse grupo, que leva a palavra de Deus para seus lares através das crianças!


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dezembro de 2012

Santa Virgínia Centurione Bracelli 15 de dezembro Virgínia, riquíssima, filha de um doge da República de Gênova, nasceu em 2 de abril de 1587. O pai, Jorge Centurioni, era um conselheiro da República. A mãe, Leila Spinola, era uma dama da sociedade, católica fervorosa e atuante nas obras de caridade aos pobres. Propiciou à filha uma infância reservada, pia e voltada para os estudos. Mesmo com vocação para a vida religiosa, Virgínia teve de casar, aos quinze anos, por vontade paterna, com Gaspar Grimaldi Bracelli, nobre também muito rico. Teve duas filhas, Leila e Isabela. Esposa dedicada cuidou do marido na longa enfermidade que o acometeu, a tuberculose. Levou-o, mesmo, para a Alexandria, em busca da cura para a doença, o que não aconteceu. Gaspar morreu em 1607, feliz por sempre ter sido assistido por ela.  Ficou viúva aos vinte anos de idade. Assim, jovem, entendeu o fato como um chamado direto de Deus. Era vontade de Deus que ela o servisse através dos mais pobres. Por isso conciliou os seus deveres do lar, de mãe e de administradora com essa sua particular motivação. O objeto de sua atenção, e depois sua principal atividade, era a organização de uma rede completa de serviços de assistência social aos marginalizados. O intuito era que não tivessem qualquer possibilidade de ofender a Deus, dando-lhes condições para o trabalho e o sustento com suas próprias mãos.  Desenvolvia e promovia as “Obras das Paróquias Pobres” das regiões rurais conseguindo doações em dinheiro e roupas. Mais tarde, com as duas filhas já casadas, passou a dedicar-se, também, ao atendimento dos menores carentes abandonados, dos idosos e dos doentes. Fundou uma escola de treinamento profissional para os jovens pobres. Numa fria noite de inverno, quando à sua porta bateu uma menina abandonada pedindo acolhida,

sentiu uma grande inspiração, que só pôs em prática após alguns anos de amadurecimento.  Finalmente, em 1626, doou todos os seus bens aos pobres, fundou as “Cem Damas da Misericórdia, Protetoras dos Pobres de Jesus Cristo” e entrou para a vida religiosa. Enquanto explicava o catecismo às crianças, pregava o Evangelho. As inúmeras obras fundadas encontravam um ponto de encontro nas chamadas “Obras de Nossa Senhora do Refúgio”, que instalou num velho convento do monte Calvário. Logo o local ficou pequeno para as “filhas” com hábito e as “filhas” sem hábito, todas financiadas pelas ricas famílias genovesas. Ela, então, fundou outra Casa, depois mais outra e, assim, elas se multiplicaram. A sua atividade era incrível, só explicável pela fé e total confiança em Deus. Virgínia foi uma grande mística, mas diferente; agraciada com dons especiais, como êxtases, visões, conversas interiores, assimilava as mensagens divinas e as concretizava em obras assistenciais. No seu legado, não incluiu obras escritas. Morreu no dia 15 de dezembro de 1651, com sessenta e quatro anos de idade, com fama de santidade, na Casa-mãe de Carignano, em Gênova. A devoção aumentou em 1801, quando seu túmulo foi aberto e seu corpo encontrado intacto, como se estivesse apenas dormindo. Reavivada a fé, as graças por sua intercessão intensificaram-se em todo o mundo.  Duas congregações distintas e paralelas caminham pelo mundo, projetando o carisma de sua fundadora: a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Refúgio no Monte Calvário, com sede em Gênova; e a Congregação das Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário, com sede em Roma.  Virgínia foi beatificada em 1985. O mesmo papa que a beatificou, João Paulo II, declarou-a santa em 2003. O seu corpo é venerado na capela da Casa-mãe da Congregação, em Gênova, com uma festa especial no dia de sua morte. Mas suas “irmãs” e “filhas” também a homenageiam no dia 7 de maio data em que santa Virgínia Centurione Bracelli vestiu hábito religioso. Fonte: http://www.paulinas.org.br

santo do mês 13 Mensagem especial

Meu baú

No silêncio da noite senti a presença da solidão e gostei... Fiz dela minha roupagem e deixando-me encantar com sua presença, percebi como é bom estar só... Só comigo mesma, sentindo bater à porta de minha alma os ecos do passado, se apresentando como que a presentear-me, trazendo de volta as mais doces recordações acumuladas no tempo já vivido. As sombras do passado que estavam a me espreitar, foram chegando de mansinho, trazendo ruídos e sons há muito tempo guardados nas gavetas da vida e que voltaram à minha lembrança, fazendo do passado um cadinho do presente, antevendo um futuro carregado de recordações... As alegrias sentidas ao longo de minha vida, meio a tantas vivências e pessoas, o sentir quantos sonhos realizados estavam a mim se apresentando... E tantas outras coisas boas que fizeram da minha vida o que ela é... Perdi-me no tempo, revendo pedaços de vida independentes e adentrando a sensações que me fizeram ter a certeza de ter passado pela vida, marcado minha presença e sentido presenças que fizeram de mim alguém sem medo de pensar e recordar... Recordar tantas coisas... Imagens memorizadas foram aparecendo, como a não querer nada, mas a trazer-me dias felizes de meu universo familiar. Tão meu. Tão nosso! Odores trazidos pela porta aberta do tudo que vivi, pouco a pouco foram se apresentando... Era o bolo feito por minha mãe... O chá mate com bolachas que vovó e eu levávamos para perto do rádio à hora da novela. Era o primeiro brigadeiro a fazer parte das guloseimas postas à mesa no dia do meu aniversário... Era o cheirinho de bebê de minha boneca, a fazer-me pensar... A pensar-me mãe e embala-la meio a tantas fantasias. Realizáveis, realizadas... Eram os sons dos natais regados a tão pouco, mas que sempre pareceram muito, dadas as circunstâncias... Era a expectativa da chegada do Papai Noel, trazendo sempre o melhor... Segundo seus parâmetros... E me fazendo feliz. Muito! Sempre! Nesse pequeno ou grande espaço de tempo, adentrei a portas fechadas a sete chaves e as abri. Ali estavam guardadas as perguntas sem respostas que transitaram por minha vida. Esvaziei-me delas. Não mais perguntas para as respostas que não vinham. Não mais fariam falta, embevecida que eu estava a juntar tudo de bom que a mim havia acontecido, e o não tão bom assim, que ao dar asas à minha imaginação, transformei. Transformei no que pensei ser o melhor para mim. Ignorei a Caixa de Pandora que esteve a sondar-me. Que fosse navegar em outros mares. Eu não a queria. Só a esperança nela contida a mim interessava. Mas como consegui-la sem que tudo o mais a seguisse? Obstáculos que se apresentaram como presenças invisíveis e instransponíveis, mostraram-me que a luta não foi em vão. Nunca! Em meio a esse redemoinho de emoções, senti a solidão saindo através da porta por ela aberta e acenei agradecida. Como se possível fosse... Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


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dezembro de 2012

Leigos Josefinos Marellianos na caminhada dos Leigos na Igreja do Brasil Os Leigos Josefinos Marellianos estão a cada dia mais articulados e procurando caminhar no passo dos demais leigos da Igreja do Brasil. Desde o último mês estão acontecendo reuniões nos vários setores da província oblata em vista da criação da Associação dos Leigos Josefinos Marellianos nos âmbitos local e provincialmente. Dentro desta caminhada de articulação, fiz questão de que nossos leigos estivessem representados e participassem de um grandte encontro de leigos promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) no início de novembro passado, em Recife, PE. Um evento que reuniu as diferentes formas de organização do laicato do Brasil. Foi assim o 4º Encontro Nacional de Movimentos, Associações e Novas Comunidades, realizado de 2 a 4 de novembro, em Recife (PE). O evento foi realizado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, em parceria com as comissões de Juventude, Ministérios Ordenados e Vida Consagrada e o Setor Universidades da CNBB. Participaram do Encontro 280 pessoas, a maior parte leigos e leigas, além de religiosos, presbíteros e 10 bispos, vindos de diversos lugares de nosso extenso pais. Este encontro está inserido nas atividades promovidas pela CNBB em torno da reflexão do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II. Estavam presentes mais de 100 expressões laicais, que refletiram sobre temas como a atuação do laicato na sociedade e na política; a missão no contexto urbano; o Ano da fé e as novas comunidades; e a ação da juventude. O casal Avelino e Beatriz, da comunidade paroquial de Nossa Senhora de Loreto, Vila Medeiros, participou do encontro representando o grupo dos Leigos Josefinos Marellianos e ficaram muito impressionados com a caminhada feita pelos leigos nestes últimos anos. Avelino e Beatriz participaram dos últimos dois encontros nacionais e tem procurado manter a ligação da caminhada dos leigos de nossa província oblata com os demais leigos de associações, movimentos e pastorais do Brasil.

Eu, na figura de assistente espiritual de nossos Leigos Josefinos Marellianos, participei também do encontro e ao lado de outros sacerdotes, religiosos e bispos pude testemunhar a alegria de fazer parte de uma igreja ministerial, rica na sua expressão laical e na sua diversidade de carismas no seguimento de Jesus Cristo. Ali pudemos perceber a riqueza de cada grupo, a necessidade de buscar sempre a identidade inicial e ao mesmo tempo buscar o respeito, a cooperação e a comunhão na atividade evangelizadora da igreja desenvolvida pelos leigos. Achei oportunas algumas orientações pastorais oferecidas durante o encontro aos participantes. Dentre elas: que cada grupo zele pela sua identidade, pelo seu carisma e finalidade, e ao mesmo tempo procure sempre superar as tentações do individualismo e de se achar o melhor e o único caminho válido de seguimento de Jesus Cristo no hoje de nossa história. Precisamos buscar sempre a unidade, apesar da diversidade que temos. A programação incluiu ricos momentos de partilha, que evidenciaram a riqueza e a diversidade da organização do laicato brasileiro. A missa de encerramento foi presidida por dom Severino Clasen, bispo de Caçador, SC, presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB. Na homilia, ele destacou o testemunho de unidade e diversidade presente na Igreja. Durante o evento, os participantes avaliaram o trabalho da Comissão junto às diversas expressões laicais, em parceria com o CNLB. Foi ainda apontada à necessidade de se realizar parcerias em atividades com outras

Comissões da CNBB, bem como a busca de diálogo para maior aceitação das diversas expressões laicais nas bases da Igreja. Também ficou definida a ampliação da equipe junto ao Setor Leigos da CNBB, que deve integrar representantes das associações nascidas dos carismas das Congregações Religiosas e das Novas Comunidades. Em breve, um livro deverá ser publicado com os subsídios e demais encaminhamentos do Encontro. Nos próximos artigos falarei mais sobre os Leigos Josefinos Marellianos, procure ligar-se a eles. Um abraço e boas festas de natal!

Pe. Antonio Ramos de Moura Neto Superior Provincial - OSJ


especial 15 Marcos: terceira parte do Evangelho santuariosantaedwiges.com.br

dezembro de 2012

diz o nome, unge os pés de Jesus com um perfume carísO desconhecimento de Jesus e o medo faz com que as pessoas que deveriam aceita-lo, tenham dele rejeição. simo. Muitos a recriminam, com o falso moralismo de Ler o Evangelho é aprender com o testemunho da história. dar o dinheiro do perfume aos pobres. Jesus afirma que ela está preparando seu corpo para a sepultura, o que é Com este artigo veremos o capítulo apocalíptico e difícil de ser compreendido pelos ouvintes. Nos versículos 10 e 11 Marcos comenta o ato da daremos início à terceira parte do Evangelho. Vamos lá! Gênero apocalíptico. Os textos de gênero apoca- traição de Judas. Tais versículos devem ser lidos em a líptico são complexos para um leitor moderno da sequência de 17 a 21, quando Jesus, durante a última Bíblia. Eles foram escritos para quem estivesse pre- ceia, declarou que havia entre eles um traidor. Nos versículos 12 a 16, Jesus dá ordens para a ceia parado para entender, entendesse; e quem não estava preparado ficava confuso. O texto de gênero apoca- pascal que será sua última ceia e nos versículos 22 a lítico mais famoso é o Livro do Novo Testamento 25 ela acontece. Durante esta ceia Jesus deixa uma que se chama, justamente, “Apocalipse”. Mas ele é Memória sua: a partilha do pão e do cálice entre seus apenas um dos livros deste gênero ou estilo de es- discípulos será a presença da Aliança que acontece Nele crita. NA Bíblia temos alguns Livros que são deste mesmo. Grande parte dos cristãos, de muitas confissões gênero, como o Livro de Daniel. E são muitos os religiosas, reconhece neste ato de Jesus o sinal de sua textos bíblicos assim, inclusive dentro dos próprios presença. Os Católicos veem neste ato a própria origem de sua identidade: a Eucaristia. Evangelhos. O capítulo 13 de Marcos é assim. Lembremos que, entre os versículos 26 e 31, Jesus O apocalipse de Marcos. Neste capítulo Marcos faz prediz seu abandono que será o estado em que Ele se o fim do mundo confundir-se com o fim de Jerusalém. encontrará em poucas horas. Pedro e os outros discípuFaz isto tão bem que às vezes o leitor não sabe se o assunto é um ou outro. Depois de uma introdução, los afirmam sua fidelidade, mas Jesus é muito realista e nos versículos 1 a 4, o texto fala de sofrimentos e sabe que o medo será mais forte. O Getsêmani e a prisão. Depois deste episódio as coiprovações. No versículo 9 aparece o primeiro “ficai sas se precipitam sobre Jesus. Entre os versículos 32 e 42 de sobreaviso!” Depois, nos versículos 14 a 23 se anuncia a destruição de Jerusalém e, no versículo 23, acontece a angustia mortal de Jesus no Getsêmani. Os o segundo alerta: “ficai atentos!” Entre os versículos versículos 43 a 52 narram sua prisão brutal e covarde, 24 e 32 Jesus anuncia sua volta, no fim dos tempos, levada a efeito na escuridão e de modo traiçoeiro. Em que ele não indica quando será, mas afirma que, um seguida, nos versículos 53 a 65, Marcos narra o processo dia, acontecerá. Finalmente entre os versículos 33 e acusatório de Jesus por parte das autoridades judaicas. Neste processo são feitas diversas acusações sobre 37 são apresentados uma sucessão de alertas: “AtenJesus, entre elas, de que ele destruiria o templo e o reerção e vigiai…” (33); “Vigiai…” (35); “E o que vos gueria em três dias. Mas era tudo muito confuso, as digo, digo a todos: vigiai!” (37). A insistência na vigilância deixa à mostra a necessidade de observar os testemunhas se contradiziam, sem saber direito o que sinais dos tempos e das pessoas, o que deve ter um dizer objetivamente. Isto nos leva a pensar que as autoridades não tiveram muito tempo para combinar as sentido bem claro em tempos de insegurança. De fato, se o Evangelho de Marcos foi escrito acusações sobre Jesus. O Sumo Sacerdote, no versículo 60, toma a palapouco depois do ano 70 de nossa era, foi então esvra e questiona Jesus sobre sua situação e sobre seu crito em tempos de insegurança. Foram os anos que silêncio frente às diversas acusações. Como Jesus se seguiram à destruição do Templo em Jerusalém, permanecesse quieto o mesmo Sumo Sacerdote laça o que, para os judeus, foi um golpe gigantesco. Os discípulos de Jesus, cristãos, observavam estes fatos a sorte e joga tudo o que tinha. Ele pergunta o que e consideravam como tudo o que parece seguro pode se dizia em vários lugares a respeito de Jesus: “És tu simplesmente desaparecer. Lembravam-se das pala- o Messias, o Filho de Deus Bendito?” (versículo 61). vras e dos alertas de Jesus e, certamente, vigiavam Note-se que a pergunta é dupla: se Jesus é o Messias, uma figura muito especial e decisiva para a história; e sobre sua própria conduta e modo se ser. O capítulo 13 de Marcos tem como função deixar o se Ele é o Filho de Deus Bendito, o que é algo muito leitor preparado para as surpresas que o seguimento de marcante de ser dito por um judeu. Jesus responde claramente: “Eu sou! E vereis o Filho do Homem senJesus pode causar e para a própria vida. O cerco em torno a Jesus. Os capítulos 14 e 15 abor- tado à direita do Poderoso e vindo com as nuvens do dam os momentos mais dramáticos da vida de Jesus. O céu” (versículo 62). Isto é impressionante! Durante fiel que lê estes textos observa neles a ação de Deus Pai e todo o Evangelho segundo Marcos Jesus havia nea confiança ilimitada que Jesus tem Nele. Começamos no gado ou fugido desta identidade de Messias. E, mais capítulo 14. Sabemos pelos versículos 1 e 2 que as autori- impressionante ainda, Ele assume o fato de ser o Filho dades, os chefes dos sacerdotes e os escribas, decidiram de Deus e estar junto do Pai, vindo em glória. Em uma matar Jesus. Nos versículos 3 a 9 o Evangelho apresenta linha de texto Jesus afirma ser o Messias, ser o Proo episódio da unção em Betânia. Uma mulher, da qual se feta e ser o Filho de Deus! Estava ai o motivo para

ser acusado, o crime para ser condenado à morte. Era necessário agora a legitimação do poder romano. Logo depois deste episódio dra-mático, Marcos cita o triste momento em que Pedro nega Jesus (versículos 66 a 72) e, arrependido, com grande amargura, chora. É interessante que, se por um lado Jesus está sozinho perante os poderes opressivos do mal, os dramas pessoais se entrelaçam: Pedro chora por sua traição, os soldados irão agredir profundamente Jesus, as mulheres lamentarão o seu sofrimento, mas Jesus lhes afirmará que devem lamentar o sofrimento delas próprias e de seus fi-lhos e contemporâneos, etc. O medo gera agressão, maldades, ódios, malícias e tramas. Somente a confiança no Senhor e na sua vida mais forte que a morte pode libertar. A morte do Justo. Depois de condenado pelas autoridades judaicas, Jesus deve ser condenado pela autoridade romana. Esta era a única que podia decretar a pena de morte. Os acusadores de Jesus, que Marcos 15,1 indica como os chefes dos sacerdotes, os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio, que era o grupo dos líderes, o levam para Pilatos. Este era o governador romano da Judeia. Somente ele tinha autoridade para condenar à morte um acusado. Pilatos tem três atitudes com Jesus. Primeiro, interroga Jesus: “Tu és o rei dos judeus?” (versículo 2). Jesus não responde e Pilatos ficou impressionado (versículos 2 a 6). Segundo: Pilatos propõe a libertação de um prisioneiro para a comemoração da Páscoa. Ele propõe Jesus ou Barrabás. Os que lá estavam querem Barrabás (versículos 6 a 11). Note-se que a proposta de Pilatos é: “Quereis que eu solte o rei dos judeus?” Esta é a identidade messiânica, a missão de Jesus. As autoridades rejeitam e pedem Barrabás (versículo 11). Por último, Pilatos pergunta o que fazer com Jesus, que ele chama de rei dos judeus. As autoridades, como em um acesso de loucura, pedem que Ele seja crucificado. Pilatos pergunta: “Quem mal fez Ele?” (versículo 14). E o grupo pede que seja crucificado, não respondendo à pergunta do romano. Disto tudo ficam duas questões em aberto. Uma delas é o fato que, depois de interrogar Jesus e não encontrar nele motivos de condenação, Pilatos ficou impressionado (15,5). Em quê consiste esta impressão e por que Pilatos se impressionou? Outra: O fato de que Pilatos, “… querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás e, depois de fazer açoitar a Jesus, entregou-o para que fosse crucificado” (15,15). Por que Pilatos desejou “contentar a multidão”? Tudo leva a entender que Pilatos era pusilânime, isto é, um homem com fraqueza moral, um covarde ou, enfim, medroso. No fim, Marcos não deixa claro o motivo da condenação feita por Pilatos. Será o Evangelho segundo João que dará melhores explicações. No próximo artigo concluiremos esta terceira parte do Evangelho de Marcos. Pe. Mauro Negro - OSJ Biblista PUC Assunção. São Paulo SP mauronegro@uol.com.br


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