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Mês da Padroeira

Especial

Nhá Chica

Mês da Santa Edwiges

Reconhecida pelo Papa Bento XVI como Venerável, Nhá Chica será beatificada em Maio de 2013. Conheça um pouco de sua vida de santidade.

No mês de outubro foram realizadas as festividades para celebrar o dia de Santa Edwiges.

Pág. 03

Pág. 16

STA. EDWIGES

Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXII * N. 263 * Novembro de 2012

Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo!

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O seu reinado no mundo já está se desenvolvendo na expectativa da realização plena...

OSJ

Passagem da Relíquia de São José Marello no Brasil! São José Marello como todo santo, na verdade, não é alguém do passado, mas sim, uma pessoa do presente e do futuro.

Pág. 14

Para refletir

Morrer é Viver! No dia em que celebramos os mortos, tudo fala de vida, de modo que podemos afirmar, com toda certeza e alegria, que morrer é viver.

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02 calendário

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novembro de 2012

Calendário Paroquial Pastoral 2012

editorial Caros Leitores e Leitoras do Jornal Santa Edwiges É com grande alegria a que venho comunicá-los, que a partir desse mês estaremos juntos nas próximas edições. Meu nome é Karina Oliveira, vou ser colaboradora do Jornal de Santa Edwiges, confiante em Deus para desempenhar um bom trabalho. Procurarei desenvolver as atividades pertinentes as minhas funções, executando-as de forma a atender as expectativas a mim confiadas. Desde o meu batismo, frequento o Santuário Santa Edwiges, fiz a minha 1ª Eucaristia, Crisma e participei da Infância Missionária e dos Coroinhas. Sou graduanda do curso de Engenharia de Produção. Aceitei o convite para atuar na área de Comunicação, pois creio que o ser humano é capaz de estar aberto a novos aprendizados, e desafios para o seu crescimento em vários âmbitos, seja na vida familiar, na comunidade e na sociedade em geral. E já iniciando a minha tarefa, irei comentar dois destaques do jornal desse mês. No feriado do dia 2 de novembro em que se celebra o Dia de Finados, as igrejas católicas se reúnem com a comunidade para rezar por aqueles que estão na presença de Deus. No dia em que celebramos os mortos, tudo fala de vida, de modo que podemos afirmar, com toda certeza e alegria, que morrer é viver. O Pe. Bennelson Barbosa e o Pe. Paulo Siebeneichler, falam em seus artigos sobre esta temática, confira na pág. 06. Teremos também, a Solenidade de Cristo Rei, celebrada no último domingo do ano litúrgico, veja o artigo na pág. 12, que relata “o mistério da criação e da redenção do homem e da humanidade”. Por fim, esta edição também é muito especial, pois você poderá encontrar as fotos e matérias sobre todos os eventos ocorridos no mês da padroeira, além das nossas páginas fixas com artigos de formação e informações sobre a Igreja e outros temas. Estou à disposição de todos os leitores e de coração aberto, caso queiram sugerir, criticar ou dar novas ideias, para que cada vez mais possamos melhorar o Jornal Sta Edwiges! Fiquem com Deus!

1 Qui

Apostolado da Oração (Reunião) S.A.V. (Adoração Vocacional)

Salão São José Santuário

14h 19h30

2 Sex

Comemoração de todos os fieis falecidos

3 Sab

Infância Missionária (Espiritualidade Missionária) Grupo de Oração

Salão Pe. Segundo Salão São José Marello

14h30 às 16h 19h

4 Dom

Solenidade de todos os Santos AJUNAI (Encontro dominical) Pastoral dos Coroinhas (Formação Espiritualidade)

Salão Pe. Segundo Salas S. Pedro e S. Paulo

— 19h

9 Sex

Pastoral da Família (Pós-Encontro) Grupo de Canto (Ensaios)

Salão São José Marello Santuário

20h 20h

10 Sab

Infância Missionária (Compromisso Missionário) Catequese (Formação de Catequistas) Grupo de Oração

Salão Pe. Segundo Sala Pe. Pedro Magnone Salão São José Marello

14h30 às 16h 17h 19h

11 Dom

Dia Nacional da Juventude Catequese (Venda de bolos) AJUNAI (Encontro dominical) Pastoral dos Coroinhas (Formação Espiritualidade)

A definir Salão São José Marello Salão Pe. Segundo Salas S. Pedro e S. Paulo

A definir 7h às 12h 9h às 11h 10h às 11h30

13 Ter

Pastoral do Dízimo (reunião)

Salão São José

20h

17 Sab

Infância Missionária (Vida de Grupo) Ministros Extraord. Sagrada Comunhão (Reunião) Grupo de Oração

Salão Pe. Segundo Salão São José Salão São José Marello

14h30 às 16h 17h30 19h

18 Dom

AJUNAI (Encontro dominical) Pastoral dos Coroinhas (Formação Espiritualidade)

Salão Pe. Segundo Salas S. Pedro e S. Paulo

9h às 11h 10h às 11h30

22 Qui

Catequese (Reunião de Pais)

Santuário

20h

23 Sex

Vicentinos (Preparação de Cestas Básicas) Pastoral da Família (3ª Etapa ECC) Grupo de Canto (Ensaios)

Salão São José Marello OSSE Santuário

7h às 10h30 19h30 20h

24 Sab

Pastoral da Família (3ª Etapa ECC) Vicentinos (Entrega de Cestas Básicas e Reunião) Infância Missionária (Reunião) Preparação do Batismo Grupo de Oração

OSSE Salão São José Marello Salão Pe. Segundo Salão São José Salão São José Marello

O dia todo 8h às 10h30 14h às 16h 17h30 às 22h 19h

25 Dom

Cristo, Rei do Universo (Dia do Leigo) Pastoral da Família (3ª Etapa ECC) Pastoral dos Coroinhas (Formação Espiritualidade) Celebração do Batismo S.A.V. (Reunião)

OSSE Salas S. Pedro e S. Paulo Santuário Salão Pe. Segundo

O dia todo 10h às 11h30 16h 16h30

28 Qua

Terço dos Homens (Adoração ao Santíssimo)

Santuário

20h

30 Sex

Grupo de Canto (Ensaios)

Santuário

20h

Karina Oliveira

karina.oliveira@santuariosantaedwiges.com.br Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco: Pe. Paulo Siebeneichler, OSJ

Responsável e Editora: Karina Oliveira Diagramador: Ronnie A. Magalhães Fotos: Gina, Victor Hugo e Arquivo Interno Equipe: Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; José A. de Melo Neto; Rosa Cruz; Martinho V. de Souza; Marcelo R. Ocanha; Fernanda Ferreira e Rafael Carvalho

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 05/11/2012 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 6.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (011) 2215.6111


especial 03

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Nhá Chica “Francisca de Paula de Jesus, Nhá Chica, nasceu em Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno – São João del-Rei (MG). É filha de mãe escrava e, supostamente, pai branco. Aos 26 de abril de 1810, recebeu o Sacramento do Batismo, na capela do distrito onde nasceu. Foram seus padrinhos: Ângelo Alves e Francisca Maria Rodrigues. Com 8 anos de idade, veio para Baependi (MG) acompanhada da mãe, dona Maria Isabel, e do irmão Theotônio Pereira do Amaral, morando, assim, os três em uma casinha no alto da colina. O referido lugar, alguns anos mais tarde, ganhou o nome de Rua da Conceição e a casa, onde viveu Nhá Chica, foi conservada através das décadas, até os dias atuais e tem o nº 165. Quando a pequena Francisca tinha apenas 10 anos de idade, sua mãe faleceu deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria aquelas duas crianças: Nhá Chica com 10 anos e Theotônio com 12. Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, aqueles meninos cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora que, pouco a pouco, foi conquistando o coração de Nhá Chica. Esta a chamava carinhosamente de “Minha Sinhá” que quer dizer: “Minha Senhora”, e nada fazia sem primeiro consultá-la. Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou. Rejeitou com liberdade todas as propostas de casamento que lhe apareceram. Foi toda do Senhor. Davase bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e para cada um tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração. Ainda muito jovem, era procurada

Somos amigos de Jesus Cristo porque o experimentamos como o Bem em nossa vida e por isso o propomos às outras pessoas.

para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócios. Muitos não tomavam decisões sem primeiro consultá-la e, para tantas pessoas, ela era considerada uma “santa”, todavia, em resposta para quem quis saber quem realmente era, respondeu com tranquilidade: “...nunca fiz milagres: eu rezo à Nossa Senhora, que me ouve e me responde; é por isso que posso responder com acerto quando me consultam e afirmo o que digo.” As coisas acontecem “...porque eu rezo com fé”. Sua fama de santidade foi se espalhando de tal modo que pessoas de muito longe começaram a frequentar Baependi para conhecê-la, conversar com ela, falar-lhe de suas dores e necessidades e, sobretudo, para pedir-lhe orações. Atendia a todos com a mesma paciência e dedicação, mas nas sextasfeiras não atendia a ninguém. Era o dia que lavava as próprias roupas e se dedicava mais à oração e à penitência. Isso porque sexta-feira é o dia que se recorda a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação de todos nós. Às três horas da tarde, intensificava suas orações e mantinha uma particular veneração à Virgem da Conceição, com a qual tratava familiarmente como a uma amiga. Nhá Chica era analfabeta, pois não aprendeu a ler nem a escrever. Desejava somente ler as Escrituras Sagradas, mas alguém as lia para ela e a fazia feliz. Compôs uma Novena à Mãe de Deus e em Sua honra construiu, ao lado de sua casa, uma capela, onde era venerada uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição, que era de sua mãe e diante da qual rezava piedosamente por todos aqueles que a ela se recomendavam. Essa imagem, ainda hoje, se encontra na casinha onde ela viveu, sobre o altar da antiga Capela. (...) Ao longo dos anos, a “Igreja de Nhá Chica” passou por algumas reformas e, atualmente, é o “Santuário Nossa Senhora da Conceição” que acolhe peregrinos de todo o Brasil e de diversas partes do mundo. Muitos fiéis que o visitam fazem seus pedidos e, depois de um tempo, voltam para agradecer e registrar as graças recebidas.

Nhá Chica morreu no dia 14 de junho de 1895, aos 87 anos de idade, mas foi sepultada somente no dia 18, no interior da Capela por ela construída. As pessoas que ali estiveram sentiram exalar de seu corpo um misterioso perfume de rosas durante os quatro dias de seu velório. Tal perfume foi novamente sentido no dia 18 de junho de 1998, 103 anos depois, por autoridades eclesiásticas e por membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa da Beatificação de Nhá Chica e, também, pelos pedreiros, por ocasião da exumação do seu corpo. Seus restos mortais se encontram ainda hoje no mesmo lugar, no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição, em Baependi, protegidos por uma urna de acrílico, colocada no interior de uma outra urna de granito, onde são venerados pelos fiéis.” (Texto da Irmã Gertrudes das Candêias) Dom Tomé Ferreira da Silva

Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo


04 obra social Sem trégua

Em meados da década de 60, surgiu a OSSE – OBRA SOCAL SANTA EDWIGES, época em que sequer se imaginava que um dia seria lapidado o termo terceiro setor, forma de se designar a gama de entidades que suprem a lacuna existente entre as necessidades sociais e a atuação do Estado. Neste quase meio século de existência a OSSE – OBRA SOCIAL SANTA EDWIGES cresceu, ganhou sede própria, muitos voluntários e uma infinidade de serviços prestados à população, o que não poderia ser diferente em razão de sua localização, próxima a uma comunidade carente e uma grande quantidade de crianças e jovens em situação de risco. Neste período, muitos foram os governos que passaram em todas as esferas do poder, porém, somente nesta última década é que se viu uma preocupação maior em possibilitar uma vida mais digna aos moradores dessa comunidade, o que se destaca pelas obras de urbanização em Heliópolis e principalmente, as iniciativas no campo da educação e da cultura, no entanto, esta preocupação estatal

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parece-nos ainda muito longe da ideal e esta conclusão deriva de uma constatação muito simples, qual seja, desde sua criação, a OSSE – OBRA SOCIAL SANTA EDWIGES jamais experimentou um decréscimo em suas atividades, ao contrário, o número de pessoas atendidas aumenta periodicamente ou no mínimo, se mantém estável. O que ocorre então com a iniciativa pública? Seria modesta demais para solucionar a situação que por anos macula a vida daqueles menos abastados? Faltam recursos financeiros para a consecução de projetos que possam dar a estes uma vida mais digna? Falta mobilização a esta comunidade? Sinceramente não sei a resposta, mesmo porque as hipóteses aqui levantadas não esgotam as possibilidades de explicação, porém, uma coisa tenho como certa, somente a vontade política é que pode dar rumo a ações que visem a dignidade humana e a experiência nos ensina que nem sempre a vontade política é espontânea, muitas vezes, ou na maioria delas carece da mobilização social para ter vida. Assim, aproveito o fato de estarmos prestes a eleger um novo mandatário para o município para individualizar aquele que melhor empunhe a bandeira da dignidade humana, olhando não só para a nossa comunidade, mas também para

a nossa cidade, o nosso país e porque não dizer, para o nosso mundo. Espero que esta reflexão tome igualmente a sua consciência quando estiver exercendo a sua obrigação de votar, não se prendendo a aquele que mais promete aos eleitores ou a aquele que melhor agride seu oponente, mas sim a aquele que tenha um mínimo de compromisso com os mais necessitados, não em sua bancada política, mas sim em seu caráter, ainda que seja difícil distinguir um do outro. No mais, cabe-nos lembrar a quem demos nosso voto e cobrá-lo com relação à suas promessas, sem esquecer que a mobilização social não pode nunca dar trégua.

Amauri Balbo Conselho Fiscal -OSSE

para refletir

Tão longe e tão perto Há muito tempo atrás, existia uma tribo que tinha o dom de falar com os animais e insetos. Nesta tribo havia um rio que descia da montanha. Porém, cada ano que se passava esse rio ia secando, até que um dia, o rio se tornou algumas poças de água e quase não dava para abastecer a tribo. Então, se reuniram os anciãos com o chefe da tribo para discutirem o assunto e decidiram enviar um guerreiro em busca de um local para transferir a aldeia, foi escolhido o filho do chefe para a missão. No outro dia bem cedo o guerreiro levantouse e saiu de sua casa no meio da aldeia e foi em direção da mata. Passado algumas horas, o guerreiro avistou alguns macacos brincando em uma grande árvore. Ele pensou consigo, vou conversar com eles. Chegando bem perto perguntou: -Ei! Senhor macaco, pode me dar uma informação? E o macaco respondeu: -Diga jovem guerreiro! O guerreiro contou sua história e perguntou onde ele poderia encontrar água para sua tribo. O macaco disse: -Eu sei, porém já é tarde, fica conosco e participe de nossa festa, e pela manhã lhe falarei aonde encontrar água. O guerreiro pensou e disse que ficaria. Ele festejou a noite inteira, comeu, bebeu e dançou com a macacada. No outro dia à tarde o guerreiro perguntou: Onde posso encontrar água para meu povo? O macaco respondeu: -Fica conosco, vamos festejar essa noite de novo. O guerreiro se lembrou de sua família e disse não posso! Então o macaco respondeu:

Já que é assim, está vendo aquela montanha lá na frente, do outro lado há um grande rio. Partindo dali, o guerreiro subiu à montanha e desceu do outro lado e não encontrou nada e, descobriu que o macaco havia mentido. Triste continuou caminhando até encontrar um descampado na mata e de longe viu um onça pintada, devagar e com medo chegou perto dela e perguntou a onça: -Senhora onça, porventura, onde eu posso encontrar água? A onça o olhou de cima até embaixo e disse: -Que coisa feia, você está acabado, eu vou lhe dar umas aulinhas de beleza e amanhã lhe mostrarei aonde podes encontrar água. O guerreiro pensou e disse que ficaria. No outro dia um pouco mais belo, perguntou a dona onça: -Onde posso encontrar água para meu povo? A onça respondeu: -Tenho muitas aulas para lhe dar ainda, porém como insiste lhe direi. Está vendo aquela floresta ali na frente, no meio dela há um grande lago. Boa sorte disse a onça. O guerreiro foi ao encontro do lago, passados alguns dias de viagem e vendo que nunca chegava ao meio da floresta, viu que havia sido enganado de novo. Triste e abatido sentou-se em uma pedra e começou a chorar, pois não sabia o que fazer e as lembranças de seu povo morrendo de sede o machucavam profundamente. Enquanto isso passava por ali um coelho que vendo o guerreiro triste perguntou: -Por que choras guerreiro? O guerreiro respondeu: -Fui enganado duas vezes, por um macaco e uma onça, e meu povo está morrendo de sede. O tempo passa e eu não encontro nada. O coelho respondeu:

-Guerreiro bobo, não sabe que o macaco só pensa em festa e a onça só na beleza. Eles não ajudariam em nada. Porém eu vou lhe ajudar. Existe um lugar que tem água, é depois desta floresta passando por uma montanha, uma viagem de alguns dias, lá você encontrará uma tribo e dentro de uma casa vai encontrar uma fonte de água. Em que direção perguntou o guerreiro. -É só voltar, disse o coelho. -Mas essa tribo é a minha, e lá não há água alguma exclamou o guerreiro! -Vamos lá! Eu mostrarei que há água sim. O guerreiro pensou um pouco e disse que ia junto com o coelho. Na mesma velocidade do coelho, voltaram correndo para casa, na viagem de retorno viram a onça e os macacos, e chegando à tribo o coelho o levou até a sua casa e disse: -A água esta aí, basta cavar. Sem demora, começou a cavar, e logo começou a jorrar água e quanto mais ia aprofundando, mais água saía do meio da casa, até formar um rio. Todos ficaram felizes. MORAL DA HISTÓRIA Muitas vezes procuramos sentido para a nossa vida longe de nós mesmos, seja em extravagâncias ou atividades sociais que não nos agregam. Ou até mesmo, atrás de uma máscara de beleza e futilidades, esquecendo que o sentido de tudo, está dentro de nós mesmos e mais perto do que pensamos. A nossa sede só é saciada quando nós nos conhecemos! Pense nisso!

Pe. Paulo Sérgio - OSJ Vigário Paroquial


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novembro de 2012

nossa santa 05

Santa Edwiges e a glória do céu

Só compreenderemos a santidade de Edwiges, se com ela aprendermos que as coisas do dia a dia, nos seus mais diversos questionamentos, nos levam todos os dias para a glória do céu, observando e praticando a Fé, que abraçamos no Batismo e que faz de nós gente que espera e confia em Deus.

Santuário Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida (nave norte). Obra de Cláudio Pastro. Foto: Imprensa/Santuário Nacional

Cristo Sol e as Santas Mulheres na História da Igreja

O mês de novembro, normalmente, assinala-se como o qual não se espera muita coisa ou talvez sim. No mundo do trabalho as pessoas esperam, com certa apreensão e expectativa, a gratificação laboral do 13º salário, tendo em vista o consumo de produtos ou a manutenção das contas para o Natal. Depois, os estudantes dos vários campos da educação preparam-se para os exames e médias finais, objetivando a “passagem do ano” para um próximo período de aulas, levando em conta se irão ou não “ficar de recuperação”. Dentro de um período de experiência pastoral neste ano de 2012, também fiquei me perguntando o que espero do final do ano. Grifei por três vezes o verbo e estado de esperar, porque é deste modo que, justamente, esperamos muitas coisas no final do ano civil. Para tentar responder minhas interrogações mais pertinentes, dentro deste espaço da coluna sobre Santa Edwiges, deparei-me com a Solenidade de todos os Santos que ocorre no dia 1º de novembro, onde celebramos o exemplo daqueles que “esperaram, mas também fizeram alguma coisa da vida e na vida”.

Santa Edwiges, nossa padroeira e exemplo de cristã, têm como tema de reflexão no último dia de sua novena o seguinte: o cuidado com a vida espiritual. É certo que já celebramos a novena e solenidade de nossa padroeira durante o ano que passou, mas é daí que me vem as perguntas que me fiz e que compartilho também com você leitor/a de nosso periódico mensal: quais foram as nossas realizações durante o ano? O que construímos? Quais foram os erros que cometemos? Afinal, cuidamos de nossa vida espiritual, além das praticidades materiais e humano-afetivas do dia a dia? Pois bem, a vida espiritual meditada na experiência religiosa do contato com Deus, que para nós perpassa a História da Salvação, culminando na Encarnação, Missão, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus tem sim tudo a ver com as perguntas que acima nos apontam para a reflexão: o que de fato esperamos? Será que devemos esperar somente o mês de dezembro para “refletir sobre o ano que passou”? De fato, não devemos proceder todos os dias sobre

a nossa caminhada rumo ao céu, renovando a esperança de chegar até Jesus? (cf. Oração Eucarística 5) A glória do céu é o estado de vivência definitiva que almejamos, pois, não somos cidadãos deste mundo, somos cidadãos do céu (cf. Filipenses 3,17-21). A solenidade de todos os Santos nos indica que se formos coerentes com aquilo que assumimos, a nossa Fé, o Batismo que recebemos e nos lavou do pecado, a Eucaristia de Jesus Cristo que nos fortalece a cada dia, com o dom do Espírito Santo recebido na crisma o testemunho de vida que desempenhamos na história nos servirá de resposta para este momento de final de ano, mas também da vida que construímos em Deus. Ora, os Santos e Santas de Deus assim fizeram.

Jesus Cristo, Senhor e Rei do Universo, celebrado no último domingo do ano litúrgico, o qual Santa Edwiges teve como centro de sua vida, também deve ocupar o lugar central do nosso coração, do nosso desempenho no trabalho, na vida escolar ou acadêmica, no seio familiar, na caminhada com a sociedade, pois é Ele com o Pai na graça do Espírito Santo que nos ajuda a anunciar e testemunhar com alento a fé cristã, em todos os cenários do mundo de hoje, para que a santidade seja uma experiência forte de todos os que acreditam na relação de comunhão e amor que é a Santíssima Trindade. Deo gratias!

Martinho Vagner

martovagner@yahoo.com.br


06 palavra do pároco Felicidade, o que é?

Ao intitular, felicidade e fazer a pergunta, o que é? Venho através deste artigo, falar sobre as alegrias que nos reúnem e de alegrias que nos separam. Parece complicado, mais é um tema a ser tratado e vivenciado durante a vida, sobretudo nos tempos em que celebramos a morte. Falando sobre os acontecimentos deste mês, também estamos celebrando o ano da fé, proclamado no dia 11 de outubro 2012 em Roma, pelo Papa Bento XVI, como celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II (fato este que mudou muito a nossa história e o modo de vivenciar a fé). A celebração oficial acontecerá em nossa Igreja de São Paulo, no dia 04 de novembro com a missa de abertura na Catedral da Sé e em Igrejas das Regiões Episcopais, e ainda em cada comunidade paroquial. A importância deste evento é marcar esta data e com ela uma grande atenção ao estudo da fé e de suas atitudes para o mundo e o testemunho do que se acredita. A felicidade que destaco, é exatamente àquela que vem da fé! É muito comum ver pessoas das mais diversas categorias e grupos sociais que

Morrer é Viver!

Para alguns, Finados é um feriado gostoso, ocasião para sair do stress da cidade grande. Para outros, é dia de lembrar tudo, menos à morte ou as pessoas que já faleceram. Para outros é um dia trágico e difícil devido à perda dos seus entes queridos. Mas alguns e principalmente para os cristãos católicos, é um dia de esperança e de comunhão com quem amamos e continuamos a amar, apesar de termos perdido sua presença física. Não é um dia de tristeza, mas de saudades daqueles que partiram rumo à casa do Pai. Dia de Finados é marcado por três características: é o dia da saudade, o dia de fazer memória, o dia de professar a fé na ressurreição. No dia em que celebramos os mortos, tudo fala de vida, de modo que podemos afirmar, com toda certeza e alegria, que morrer é viver. A razão disso tudo é a pessoa de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, primeiro fruto dentre os que ressuscitam dos mortos. Jesus é aquele que a morte não interrompe o amor, por amar sem limites e sem barreiras toda humanidade.

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novembro de 2012

Caro devoto de Sta Edwiges e caro leitor deste Jornal!

têm e vivem a fé, com uma paz viva nos olhos, nas palavras, nas atitudes, nas esperanças, nas dores, nas perdas e nos ganhos. Olhando para o Evangelho de Mateus, ( 5, 3-10) “felizes os bem-aventurados, passam pelas provações e tem nelas o consolo, o Reino enfim, a paz”. Neste mês de novembro, a primeira celebração é de todos os Santos e depois de todos os falecidos. A nossa fé nos aponta a uma verdade chamada comunhão dos Santos e no livro do Catecismo da Igreja Católica (946-962) é possível encontrar a reflexão e orientação sobre esta realidade. Muitas vezes encontro os paroquianos que perderam seus entes queridos, relatando sobre esta relação de perda... ”parece que o vejo ali, não consigo ir a este ou aquele local por que a lembrança é muito forte...”. Sabemos que a vida é passageira e a lembrança é permanente. Somos um único corpo em Cristo e em sua comunhão. Certamente estas lembranças irão nos conduzir ao bem, sobre o que devemos fazer e os ensinamentos que devemos seguir. Temos que devolver ao Criador o que ele nos deu, e

esta comunhão acontece na morte, mas o estado físico não nos separa de quem amamos. Chamo-a de felicidade esta partida, os cristãos que viveram estes ensinamentos com força, mesmo no sofrimento, não reclamam de Deus, e sim, pedem sempre a sua ajuda. Apesar da partida deixar saudade, permanece uma força consoladora e os ensinamentos para aqueles que ficam, ajudando a tornar esta ausência presente, ainda que distante. Somos cidadãos do Reino, somos caminheiros para a eternidade. Vivamos o presente, com esperança no futuro e sendo produtores da paz e de uma felicidade dada pelo Cristo à certeza da casa do Pai, aos que dela merecerem. Felizes serão estes merecedores, e desejo a todos os que lerem este artigo, uma bela hospedagem, quando for o tempo certo. Agradeçamos a Deus pela vida e rezemos pelos que morreram para a felicidade e a paz. Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br

dia de finados A visita que fazemos ao cemitério, as preces que elevamos a Deus, as velas que acendemos, as flores que oferecemos aos nossos entes queridos são um expressão do nosso amor e carinho a eles. É também expressão de nossa confiança em aqueles que não estão mais juntos de nós fisicamente, que não caminham conosco em nosso dia a dia, definitivamente, não morreram. Essa garantia é o próprio Jesus quem nos dá: “aquele que crê em mim, mesmo que morra viverá eternamente” (Jo 11,25). Para o cristão, a morte é o início de uma nova etapa. Embora a tristeza nos domine quando perdemos um ente querido, a esperança nos consola, pois, como rezamos na Liturgia, “para os que crêem, a vida não é tirada, mas transformada”. Em toda celebração dominical professamos a nossa fé e dizemos que cremos na ressurreição e na vida eterna. Essa fé nos ajuda a superar todo pecado e todo sinal de morte que possa existir em nossas realidades. Assim, celebrar o dia dos Finados é um convite para celebrarmos a vida e a esperança no Cristo ressuscitado.

Mas quando surgiu o dia dos finados? O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 depois de Cristo. Foi introduzido por Santo Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica. Pe. Bennelson da Silva Barbosa Vigário Paroquial e Formador


batismo 07

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Batismo 30 de setembro de 2012 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19) Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836

Geovana Firmino Sant’Ana

Maria Eduarda B. T. dos Santos

Giulia Zanardi

Maria Luiza Barbosa Cruz

Isabelly da Silva de Souza

Julia Yara Firmino Sant’Ana

Murilo Silva dos Santos

Thiago Araújo Simões

Rua Cel. Juvenal de Campos Castro, 325 Jd. Sta Tereza - São Paulo Tel.: 3926-1376 / 3628-1376


08 notícias

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Campanha de prevenção do Câncer e outras doenças O Hospital A.C Camargo esteve no Santuário Santa Edwiges nos dias 06 e 07 de outubro, na primeira etapa de sua campanha, fazendo a coleta de sangue de todos os interessados da região do Heliópolis e proximidades. Foram quase 1.000 pessoas atendidas, que farão o diagnóstico de câncer e outras doenças. De acordo com sua missão de “combater o câncer paciente a paciente”, o hospital envolve diversas comunidades nestas ações de difusão; fazendo palestras com médicos especializados, exames diagnósticos e muitas outras atividades, de forma gratuita, atendendo assim, milhares de pessoas e salvando muitas vidas! Conheça mais sobre o Hospital A.C Camargo: http://www.accamargo.org.br. O Santuário Santa Edwiges e sua comunidade paroquial agradece o Sr. Paulo Aleixo, Gerente da Rede Voluntária do A.C.Camargo e toda a sua equipe, pela disponibilidade e atenção dada a todos que por aqui passaram. Que Santa Edwiges continue a interceder por todos que fazem este belo trabalho!

Pastoral da Acolhida em nova fase! Aconteceu no dia 30 de setembro na missa das 18h30 em nosso Santuário, a apresentação e benção dos novos uniforme que serão utilizados pela Pastoral da Acolhida. Foi um momento singelo e marcante para os membros que há tempo estavam planejando essa nova fase. O objetivo do uniforme é melhorar cada vez mais a atuação da pastoral da acolhida

uma pastoral capaz de revelar a atitude terna e amável de Cristo Bom Pastor. Para completar a alegria, durante o almoço aconteceu um churrasco no Seminário Teológico Pe. Magnone, dos Oblatos de São José para todos os membros da Pastoral da Acolhida. Marcaram presença familiares, os freis e os padres do nosso Santuário.

em nossa comunidade, levando Cristo a todos que participam em nosso Santuário. Após a homilia do Padre, os membros da Pastoral da Acolhida receberam uma benção especial e juntos pediram num só coro a Jesus que fossem capazes de acolher com amor e misericórdia a todos. Que o ministério de acolhida seja

Peçamos a intercessão de Santa Edwiges para que a nossa Pastoral da Acolhida seja um marco em nosso Santuário. Que todos sintam acolhida do próprio Cristo Senhor.

II Treinamento dos colaboradores da Obra Social Santa Edwiges Aconteceu no dia 25 de setembro nas dependências Casa de Apostolado Salvatoriano na Vila Guarani, em São Paulo, o II treinamento dos colaboradores da Obra Social de Santa Edwiges que uniu as diversas unidades (Lar Sagrada Família, Casa da Criança Santa Ângela, Osse e Paróquia). Esse encontro teve a devolutiva das pesquisas, dos testes e da construção coletiva da missão, visão e dos valores da nossa obra. Foi um momento de troca de experiência e motivações entre todos os colaboradores.

A assessoria do II treinamento contou com a ajuda da Célia, Índia (Casa da Criança Santa Ângela), Tereza Mara, Silmara e Fernanda (Osse), Pe. Paulo Sergio, Pe. Paulo e Pe. Bennelson (Paróquia) e Patrícia (aluna de psicologia da FMU). Leia em nosso site as conclusões que chegamos com ajuda dos nossos colaboradores e diretores da Obra Social Santa Edwiges. Acesse: www.santuariosantaedwiges. com.br/obras-sociais

Pe. Bennelson da Silva Barbosa Vigário Paroquial e Formador


notícias 09

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novembro de 2012

Renovação dos Votos dos Ministros da Eucaristia No dia 07 de outubro, os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística da Paróquia Santuário Santa Edwiges tiveram seus mandatos renovados para o período de mais dois anos. Este serviço ministerial se dá na Igreja por meio de pessoas de boa vontade que vivendo na comunidade paroquial, dedicam-se em suas pastorais, grupos ou movimentos e são chamados a fazer parte deste ministério. Suas funções são: auxiliar nas celebrações, distribuir a Eucaristia, bem como levá-la aos enfermos a aos que impossibilitados de participar das celebrações se encontram preparados para receber Jesus na Eucaristia. O Santuário é muito grato de todo o bem realizado por estes ministros, e, portanto renova suas provisões no desejo que sempre mais haja a presença e o testemunho da comunhão onde quer que estejam.

Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br

Dia 12 de Uma data marcante para os fieis da Outubro: Comunidade Nossa Senhora Aparecida O Dia da padroeira do Brasil foi marcante para todos da comunidade Nossa Senhora Aparecida do Heliópolis, mas também foi um dia de grandes emoções com a apresentação do projeto de reforma da nova capela. O dia doze de outubro de 2012 ficará marcado para sempre na história da Comunidade Nossa Senhora Aparecida no Heliópolis. Durante nove dias, que antecederam o dia de Nossa Senhora Aparecida, houve uma preparação espiritual para a celebração da padroeira. Este momento contou com a presença de várias comunidades religiosas, como as Irmãs Angelinas, a Congregação dos Espiritanos, Redentoristas e nossos padres Oblatos de São José. No dia doze de outubro, foi o grande dia de celebrarmos a Festa de Nossa Senhora Aparecida. Foi uma grande festa, pois o empenho de toda a comunidade fez com que acontecesse uma bonita celebração, presidida pelo pároco Pe. Paulo Siebeneichler, e participada por um bom número de fieis, que foram até a casa da Mãe Aparecida para agradecer e também pedir graças. Ao final da celebração, o Pe. Paulo, juntamente com o grupo de projetistas apresentou o projeto de reforma da Capela. E essa apresentação logo foi aprovada por todos os fieis da comunidade presente, que constantemente aplaudiam o projeto.

Mas a maior surpresa ainda estava por vir. Para marcar a início oficial da reforma, em um ato simbólico foi quebrada a primeira parede da Comunidade, emocionando muitos fieis, pois ali se iniciava não apenas uma reforma, mas também um grande sonho. Pedimos agora, a Mãe Aparecida que interceda junto a Jesus por esse novo projeto, que ela constantemente se renove, não só materialmente, mas também espiritualmente. Nossa Senhora Aparecida... Rogai por nós e iluminai nossa comunidade! Frei José Alves de Melo Neto e Tamires Dias


10 jornada mundial Intercessores da JMJ 2013

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novembro de 2012

DNJ 2012... Eu vou e você?

Dando continuidade a matéria do mês passado, apresentamos os demais intercessores da JMJ 2013.

BEATA ALBERTINA BERKENBROCK Virtuosa nos valores evangélicos Nasceu em Santa Catarina em abril de 1919. Aos 12 anos de idade foi assassinada porque quis preservar a sua pureza. O martírio e a consequente fama de santidade se espalharam rapidamente. Foi uma menina que cultivou uma grande sensibilidade em sua relação com Deus e com o seu próximo. Nós a invocamos como virtuosa nos valores evangélicos!

O tema do DNJ deste ano é “Juventude e Vida” e o lema “Que vida vale a pena ser vivida?”. O cartaz deste ano foi escolhido pelos membros da Coordenação Nacional de Pastoral Juvenil, formada por jovens de pastorais, movimentos, congregações e novas comunidades que atuam com a juventude. O subsídio para a vivência do DNJ foi elaborado por esse grupo. Segundo o assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB padre Antônio Ramos do Prado (padre Toninho), a construção do subsídio do Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2012 foi feita a partir do aprofundamento do estudo sobre a realidade juvenil e à luz da Campanha da Fraternidade de 2013, fundamentados no texto bíblico de João 10,10: “Eu vim para que todos tenham vida”. “Esse cartaz feito pelo Chiquinho [D’almeida, vencedor do concurso] manifestou com mais propriedade o tema e lema do DNJ, porque focou os sinais da vida da juventude do Brasil”, disse. Para padre Toninho, a ideia do jovem pintando os sinais de vida no Brasil manifesta o protagonismo juvenil dentro e fora da Igreja. “Parabéns ao autor que se colocou à disposição para fazer os ajustes necessários”, afirmou o assessor nacional da Comissão para a Juventude. Texto extraído do site: www.jovensconectados.org.br

Oração Conquistai, em nosso favor, a alegria de perseverarmos no caminho da vivência dos valores do Evangelho. Amém.

BEATA LAURA VICUÑA Mártir da pureza Nasceu no Chile, em 1891. Aos 10 anos de idade fez a sua Primeira Comunhão e, a partir deste momento, fez o propósito de amar a Deus com todas as suas forças. Esforça-se por tornar a Jesus conhecido e por reparar as ofensas contra Ele. Vendo a sua mãe em situação de pecado, ofereceu sua vida em troca de sua conversão. Foi tomada por uma grave enfermidade e chamada à presença de Deus aos 12 anos. Invocamos sua intercessão como mártir da pureza! Oração Obtende as graças de que necessito e ajudai-me a aderir com o coração puro e doce à vontade do Pai. Amém.

SANTO ANDRÉ KIM E SEUS COMPANHEIROS Mártires da Evangelização No início do séc. XVII a fé cristã chegou pela primeira vez à Coréia. Um grupo fervoroso contava com a direção espiritual do Padre André Kim, primeiro presbítero dessa comunidade. Em 3 perseguições entre os anos 1839 e 1866 morreu junto a outros 102 companheiros mártires, consagrando com o seu precioso sangue os primórdios da Igreja coreana. Os invocamos como mártires da evangelização! Oração Rogai incansavelmente por mim, para que eu esteja sempre unido a Cristo e seja perseverante na fé, pois quero levar a verdade a todas as nações. Amém.

Peçamos então a todos os Patronos e Intercessores, que possam, junto a Jesus, olharem e cuidarem de toda a juventude, de maneira especial àquelas que estarão presentes na JMJ 2013 no Rio de Janeiro. Todos os Patronos e Intercessores da JMJ 2013... Rogai por nós e iluminai a juventude! Frei José Alves de Melo Neto Assessor Pastoral j_neto85@hotmail.com


vocações 11

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novembro de 2012

Vocação: Na igreja, para igreja e com a igreja Toda vocação nasce na Igreja e sua razão de ser, não é outra, senão para o bem e o crescimento da Igreja. Em seu seio são geradas as inspirações, o desejo de servir e de viver para Cristo e com Cristo. Sendo mãe, a missão da Igreja é propor e cultivar vocações. Dessa forma, os jovens e adolescentes devem desenvolver e amadurecer sua fé cristã e seu amor na vivência comunitária e na experiência pessoal com Jesus Cristo, cabeça de Igreja. (cf. 1Cor 12, 12-30). Jesus Cristo desejando que sua missão continuasse, ordenou a Pedro junto aos demais apóstolos, que prosseguissem com seus projetos e para isso lhe entregou as chaves de sua Igreja (cf. Mt 16,18). A partir de então compreendemos toda a parte estrutural e hierárquica da Igreja. Participar da Igreja, ser batizado é consequentemente ser convocado(a) a fazer parte da comunidade de discípulos que seguem Jesus e entregam sua vida pelo reino a fim de tornarem seu o projeto daquele que nos amou por primeiro e por nós deu-nos a vida. A Igreja testemunha Jesus Cristo ressuscitado por meio de seus

vocacionados a partir da experiência do encontro, da convivência e da partilha do pão (cf. Lc 24, 13-35). É dever missionário e catequético da Igreja a transmissão do ardor sempre crescente pela causa do Reino. As vocações legitimam sua natureza quando encontram no Cristo a sua raiz. Esta raiz está presente hoje na Igreja corpo místico de Cristo. Há um belo canto que diz: “A eucaristia nos faz Igreja, comunidade de amor”. A Eucaristia é ápice da

vida cristã. É nosso encontro por excelência com o Filho que se dá no vinho e no pão. E qual vocação responsável pela Eucaristia senão a sacerdotal? Sendo comunidade de amor, a melhor forma de demonstrar isso ao mundo é na experiência da vida comunitária proporcionada pela vida consagrada que constitui comunidades de fé e vida. Além do mais a Eucaristia é encontro das famílias. Estas são edificadas pela vocação matrimonial

que juntas partilham seus interesses, sua fé, suas alegrias e esperanças num único e precioso encontro. Somos Igreja à medida que deixamos fluir em nós a vontade do Pai celeste, somos Igreja pela participação, pela comunhão, pela animação. A dinâmica do Espírito Santo presente e atuante na vida da Igreja, unifica todos os membros tornando-os um só corpo, cuja cabeça é Cristo. É o amor concretizado no dia a dia da vida da Igreja, que a tornará mais fecunda e mais digna de seu Mestre. É por isso que insisto: A Igreja é lugar de descoberta da vocação, de amadurecimento e santificação de vidas consagradas ao Senhor da Messe. “Por instituição divina, a santa Igreja é estruturada e regida com admirável variedade. Pois como em um só corpo temos muitos membros, mas todos os membros não tem a mesma função, assim nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo, e cada um de nós somos membros uns dos outros”. (Rom 12, 4-5).(Constituição Dogmática “Lumem Gentium” Nº 32). Pe. Marcelo Ocanha - OSJ

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12 são josé SÃO JOSÉ PATRONO DA IGREJA Pio IX proclamou, no ano 1870, São José patrono da Igreja universal, por ter sido ele o legítimo e natural guarda, chefe e defensor da Sagrada Família. É conveniente e digno de São José que, conforme ele defendeu em todos os acontecimentos a Família de Nazaré, assim agora defenda com o seu paterno patrocínio a Igreja de Cristo.

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novembro de 2012

Jesus aponta São José Oração a São José

como o modelo dos discípulos e como modelo do serviço.

A maneira humilde, mas madura, demonstrada por São José no serviço e na “participação” na economia da salvação, deve ajudar a Igreja a reencontrar continuamente a própria identidade, que é aquela da “religiosa escuta da palavra de Deus” (Dei Verbum nº1), ou seja, da absoluta disponibilidade no serviço fiel à vontade salvífica de Deus, revelada em Jesus. São José é para todos um singular mestre no serviço da missão salvífica de Cristo, tarefa que na Igreja pertence a cada um e a todos.

Patrono universal da Igreja e dos pais. A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, cheios de confiança, solicitamos o vosso patrocínio. Pelo laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre nós, que somos a herança que Jesus Cristo conquistou com seu sangue, e nos socorreis nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder. Protegei, ó guarda providente da divina família, o povo eleito de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos, do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes a vida ameaçada do Menino Jesus, defendei agora a santa Igreja de Deus das ciladas de seus inimigos e de toda a adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer e obter no céu a eterna bem-aventurança. São José rogai por nós. Amém. (Tradução e adaptação do texto “San Giuseppe nella catechesi” do Pe. Tarcisio Stramare - OSJ)

Pe. Giovanni Battista Erittu - OSJ erittugiovanni@gmail.com

Dom Orani João Tempesta, O. Cist. Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo! O último domingo do ano litúrgico, o XXXV  do Tempo Comum, nos traz de volta para a fonte e o ápice da nossa fé. É celebrado no dia 25 de novembro, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Toda a liturgia da Palavra e a Liturgia da Eucaristia, que são os dois momentos essenciais da Missa, fazem-nos espiritualmente desfrutar deste grande tema de relevância teológica e moral para todo crente. E é o apóstolo Paulo a compreender os aspectos essenciais do tema no texto da Primeira Epístola aos Coríntios (1Cor 15,20-26.28), que podemos ler e meditar: “Irmãos, Cristo ressuscitou dentre os mortos, as primícias dos que morreram, porque, se por meio de um homem a morte veio até nós, também por meio de um homem veio a ressurreição dos mortos, e, como todos morrem em Adão, assim todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias, depois na sua vinda aqueles que são de Cristo. Então virá o fim, quando Ele entregar o reino a Deus Pai, depois de reduzir a nada toda autoridade e todo poder. Pois Ele deve reinar até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. E quando tudo tiver sido sujeito, Ele, o Filho, estará sujeito Àquele a que sujeitou todas as coisas, que Deus seja tudo em todos”. A recapitulação de todas as coisas em Cristo é a chave para o mistério da criação e da redenção do homem e da humanidade. Cristo é o Alfa e o Ômega,

o princípio e o fim de tudo. Ele, que revelou o Pai e o Espírito Santo, é o mediador da única e eterna aliança entre Deus e a humanidade; é Ele o Redentor e Salvador, o Messias que veio e que devemos esperar novamente pela segunda e definitiva vinda à Terra para julgar os vivos e os mortos para a instauração do Reino definitivo e de sua realeza para sempre. O seu reinado no mundo já está se desenvolvendo na expectativa da realização plena. É a inicial fase da instauração do seu Reino, que, em sua plenitude, há de se manifestar no final da história. Um reino que é construído a cada dia através do trabalho daqueles que acreditam em Cristo e nos valores proclamados por Ele. Jesus nos ensina a entrar na dinâmica de amor e de experimentar este amor, porque a verdadeira grandeza do homem, sua verdadeira realeza, a nobreza, especialmente do coração e da mente, é precisamente este amor que se manifesta e sempre é capaz de doar-se. É como o Bom Pastor que vai em busca da ovelha perdida, que cuida do doente, que cuida de todas as ovelhas do seu rebanho, e se alguma está em falta não se resigna à sua perda, mas a busca com insistência. É a ação da graça de Deus agindo silenciosamente e de maneiras misteriosas para a conversão do coração e da vida daqueles que vivem em comunhão com Ele, consigo mesmo e com os outros. E é impressionante o efeito cenográfico e visual do pastor trazido à nossa atenção por meio da passagem do profeta Ezequiel, que é a primeira leitura da Palavra de Deus hoje (Ez 34,11-12.15-17), na Solenidade de Cristo Rei: “Assim diz o Senhor Deus: ‘Eis que eu mesmo vou procurar as minhas ovelhas e vou cuidar

delas. Como um pastor busca o seu rebanho, quando está entre as suas ovelhas que estavam dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares onde foram espalhadas, nos dias nublados e escuros. Eu mesmo conduzirei minhas ovelhas... Esse tema é repetido também no texto do salmo responsorial, tirado de Salmo 22: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará, Ele me faz repousar em verdes pastos, guia-me mansamente em águas tranquilas”. Ele me leva por sendas direitas por amor do seu nome. Mesmo que eu ande pelo vale escuro, não temerei mal algum, porque ele estará comigo... e habitarei na casa do Senhor para sempre.” Com estes sentimentos no coração, podemos concluir o ano litúrgico e dar graças a Deus por todas as bênçãos espirituais que Ele nos deu neste ano, com a esperança de que tenhamos contribuído de modo substancial no caminho para a santidade. Porque cada ano que passa, seja esse litúrgico ou do calendário, é um processo lento, mas seguro, na aproximação final do ingresso definitivo do Reino de Deus. Ingresso que será sancionado com a nossa morte, o último inimigo a ser destruído por este Rei único e especial, humilde e generoso, que veio entre nós, viveu e morreu por nós e ressuscitou por nós. Veja o texto na integra: www.cnbb.org.br


santo do mês 13

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novembro de 2012

São Rafael de São José

Nascido no dia 1º de setembro de 1835, em Vilna, capital da Lituânia, São Rafael de São José era filho do casal André e Josefina, ambos de famílias nobres. Foi batizado com o nome de José e educado pelos pais dentro da religião cristã. Aos oito anos, ingressou no Instituto para os Nobres, da sua cidade natal, onde seu pai era professor e diretor.  Na juventude, pensando em cursar estudos superiores, o pai sugeriu-lhe que frequentasse a universidade de agronomia, mas ele preferiu estudar engenharia civil. Em 1852, foi para a Rússia, onde ficou durante dois anos, mas não conseguiu vaga na Universidade de Petersburgo, então, matriculou-se na Escola Militar de Engenharia.  A sua fé durante a vida juvenil decorreu à sombra do Santuário de Nossa Senhora do Carmo.

19 de novembro

Era um aluno brilhante, mas estudando perdeu a fé. Em 1855, terminado o curso básico, foi admitido para a Academia Militar Superior. Seus dotes morais e sua inteligência realmente eram muito evidenciados Atingiu altos postos na carreira militar, apesar de que não era essa vida que pretendia, mas a Providência Divina o guiava nessa direção.  Em janeiro de 1863, apesar de ter renunciado, foi convidado para o cargo de ministro da Guerra da Lituânia. Assumiu, porque havia estourado a guerra contra a Polônia, para lutar pela liberdade do seu povo e nação. Mas, ao mesmo tempo, também se reconciliou com a fé. Nesse mesmo ano se confessou, comungou e iniciou uma vida de intensa espiritualidade e devoção a Jesus, José e Maria.  Os lituanos foram os perdedores e ele acabou prisioneiro. Foi deportado para a Sibéria, levando consigo apenas o Evangelho, o livro “Imitação de Cristo” e um crucifixo bento, presente de uma de suas irmãs. Foram dez anos no campo de concentração passados nos trabalhos forçados e rezando com seus companheiros.  Libertado e repatriado, entrou na Ordem dos Carmelitas Descalços de Graz, aos quarenta e dois anos de idade, em 1877. Vestiu o hábito dos carmelitas e tomou o nome de Rafael de São José, em 1882, quando recebeu a ordenação sacerdotal.  Distinguiu-se no zelo pela unidade da Igreja e no apostolado infatigável do sacramento da reconciliação. Foi trabalhar no Convento de Cezerna, na Polônia, país em que fundou diversas comunidades.  O grande restaurador da Ordem dos Carmelitas na Polônia morreu no dia 15 de novembro de 1907, em Vadovice, cidade natal do papa João Paulo II, que o canonizou em 1991. A festa em memória a são Rafael de São José foi indicada para o dia 19 de novembro. Fonte: http://www.paulinas.org.br

Mensagem especial

Ela não entendia...

Há muito tempo as visitas não mais apareciam, o seu telefone não tocava e sua casa foi perdendo, junto com ela, o brilho que imaginava ter. A possibilidade de ficar só a angustiava. Afinal, sempre tratara muito bem quem a visitava, atendia prontamente ao telefone e tal e coisa, e coisa e tal... Habitualmente falava muito. Gostava de contar casos, coisas de sua infância, de seus pais e de tantas outras infindáveis infâncias perdidas no tempo, que ela resgatava. Sabe-se lá de onde... Era um lembrar e um contar sem fim, intercalado de guloseimas deixadas no aparador, juntamente com cafezinhos, bolachas feitas em casa e um bolo de fubá, cuja receita herdara de sua avó. Pelo menos isso ela pensava ter certeza e ninguém a contradizia. Ela não dava tempo para que isso acontecesse. Não se dava conta que falava demais e que interrompia seus amigos e parentes a toda hora. A sua boca nervosa falava, falava como se o seu tempo fosse findar antes do tempo. Rejeitava tomar consciência de suas atitudes. Ao entardecer ligava a televisão e sintonizava em seu canal de preferência, que julgava ser o preferido de todos. Mas, tão logo o televisor fosse ligado, ela começava a falar, a comentar, sem se ater que não permitia que se ouvisse o que era falado. Julgava-se uma ótima companhia, um papo gostoso, uma pessoa que sabia tudo que ninguém mais sabia nesse mundo de meu Deus. As notícias mais quentes saiam de sua boca. Ela era a encarregada de transmiti-la a todos. Sentia-se a porta voz de tudo que acontecia mundo afora e fora do mundo. Só não sabia o motivo pelo qual ninguém mais a visitava. Sofria as consequências e não se dava conta de tal. O não perceber não a isentava de nada. Só tomava consciência do que lhe interessava. A muito tinha parado de questionar-se. Simplesmente agia e intransigente, questionava o agir do outro. O “conhece-te a ti mesmo” passava ao longe. Sentia-se triste. Abandonada. Passava seus dias sem receber ninguém, sem ter com quem conversar. Queixava-se por não ter com quem compartilhar seus problemas. Sofria... Depois de certo tempo passou a falar sozinha... Depois, com pessoas que só ela via. Via e sentia a presença, querendo que fossem servidos como se realmente estivessem em sua casa. Com eles era uma pessoa mais atenciosa, menos falante, sempre pronta a ouvir. Ouvir sem interromper. Em seus desvarios, preocupava-se com eles. E aí José, o que você comer? Menina, dizia ela à sua acompanhante, sirva-o, você não está percebendo que ele está faminto? Quero que seja regiamente servido. Mas acontece que quando ela se descuidava, deixava de ser alguém a quem muito se contava, e voltava a ser a falante que sempre fora e aí então passava a falar das desgraças acontecidas em sua vida, na vida do outro, reclamava das indelicadezas que lhe fizeram, das palavras que ela ouvira nas entrelinhas das conversas e que a fizeram sofrer. Sentia-se consumir na agonia, na inquietação que sentia ao relembrar, o ruim, arquétipo que era da infelicidade. Pobre mulher que de tanto falar se esqueceu de ouvir. De ouvir sua voz interior, que certamente clamava por um minuto de paz. Como se possível fosse! Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


14 osj

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Passagem da Relíquia de São José Marello no Brasil! São José Marello como todo santo, na verdade, não é alguém do passado, mas sim, uma pessoa do presente e do futuro. Daqui a poucos dias, comemoraremos 11 anos da Canonização de São José Marello (25/11/2001). 11 anos que José Marello, fundador da Congregação dos Oblatos de São José, religiosos que atendem este santuário foi apresentado a Igreja como santo! E para comemorar esta data está acontecendo em nossa província brasileira a Peregrinação da Relíquia de São José Marello nas comunidades atendidas pelos Oblatos de São José no Brasil. A santidade é um maravilhoso convite que Deus nos fez no batismo e nos dá a graça de alcança-la pelo empenho de nossa vida em seguir os passos de seu Filho Jesus e pela busca de deixarse conduzir pelo seu Espírito. É algo mais perto de nós do que imaginamos. Nosso fundador deixou-nos claro isso através de seus escritos e de sua vida. E a Igreja o confirmou! A peregrinação da Relíquia iniciou na Itália, em novembro passado, quando comemoramos os 10 anos de canonização do fundador. Em seguida foi levada ao Peru, para as comemorações no Santuário de São

São José Marello

José Marello em Ranquish, local onde ocorreu o milagre da cura em maio de 1998 dos dois adolescentes Isila e Alfredo. Após as comemorações a relíquia passou por todas as comunidades peruanas. Concluída a visita ao Peru, foi levada a Bolívia e ali visitou todas as comunidades e obras bolivianas atendidas pelos Oblatos de São José naquele país. No Brasil, terra de Nossa Senhora Aparecida, chegou aos meados de agosto. Aqui, visitou primeiro a comunidade do Santuário de Santa Edwiges e a comunidade Oblata local, bem como o Seminário de Teologia, Pe Pedro Magnone que esse ano completa 25 anos, para visitar todas as comunidades e obras josefinas de nossa Província até o mês de fevereiro de 2013, quando será levada para a Província Oblata do México, terra de Nossa Senhora de Guadalupe. Com a peregrinação se deseja favorecer o conhecimento da pessoa, da obra e da santidade e intercessão de nosso santo fundador, São José Marello. Deseja-se ainda, despertar nas pessoas e comunidades o desejo a santidade a partir da vivência do quotidiano. Implorar a intercessão de São José Marello sobre todas as necessidades de nosso tempo. Para isso, foram reeditados novos santinhos com oração, que estarão a disposição de todos em nossas comunidades, juntamente com alguns subsídios para que vocês com criatividade pastoral possam difundir e alimentar sua devoção entre os membros das comunidades. São José Marello como todo santo, na verdade, não é alguém do passado, mas sim, uma pessoa do presente e do futuro. Sua mensagem, seu exemplo de vida, é caminho de santidade também para nós nos dias de hoje, se seguirmos seus passos. Apesar de nossas fragilidades humanas, todos nós podemos trilhar este caminho: eu, você, todos os filhos e filhas do Marello e seus admiradores.

Relíquia Marello

Quais os passos que assumiu e qual a herança espiritual deixada por São José Marello, fundador da Congregação dos Oblatos de São José? Elas são como que um convite para percorrer o mesmo caminho. Vale a pena tentar! Eis aí alguns passos que ele viveu e propõe a nós hoje: 1) Recomeçar sempre. 2)Ter São José como modelo para seguir Jesus. 3)Buscar o Escondimento. 4)Abandonar-se à Providência de Deus. 5)Unir-se com Deus. 6)Ser extraordinário nas coisas habituais. 7) Viver no silêncio e no tra-

balho. 8) Buscar a vontade de Deus em tudo. 9)Ser Cartuxos (pessoas de oração) e Apóstolos (evangelizadores). 10)Buscar os interesses de Jesus. Que São José Marello, através de sua relíquia, traga muitas graças e bênçãos de Deus, sobretudo aquela da busca entusiasta da santidade, a todos nós oblatos, leigos josefinos, nossa província e às famílias de nossas comunidades. Pe. Antonio Ramos de Moura Neto Superior Provincial - OSJ


especial 15 Marcos: segunda parte do Evangelho santuariosantaedwiges.com.br

novembro de 2012

enfrentar a cruz. O tema de Elias e do Profetismo vem A segunda parte do Evangelho de Marcos, 8,31 a 12,44 a tona em 9,9–13. Os versículos seguintes, de 14 a 29, é composta de marcantes encontros, ensinamentos apresentam o complexo episódio do endemoninhado e desdobramentos sobre Jesus e seu Evangelho que não pôde ser libertado pelos seus discípulos. Vem depois uma sequencia interessante. Todo Em artigos anteriores vimos o título do Evangelho começa com mais um anúncio da paixão de Jesus, segundo Marcos é o capítulo 1, versículo 1: Início em 9,30–32. Enquanto Jesus propõe sofrimento e do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Vimos cruz como testemunho, os discípulos discutem sobre que a chamada “abertura” do Evangelho é o capí- quem pode ser o maior! A isto Jesus responde com o tulo 1, versículos 2 a 13. Depois da abertura vem a modelo do serviço e do desprendimento, em 9,33– primeira parte: capítulo 1, versículo 14 até o capítulo 37. Em 9,38–42 Jesus legitima que outros, mesmo 8, versículo 30. Agora iremos observa mais de perto que não sejam de seu grupo, podem estar também a segunda parte do mesmo Evangelho. Esta segun- com ele, mas reconhece que seus companheiros terão da parte é do capítulo 8, versículo 31, até o final do uma grande recompensa. E finalmente em 9,42–50 capítulo 12, versículo 44. Depois desta parte temos surge o tema do escândalo e das suas consequências. o capítulo 13 que é de estilo apocalíptico e, os capíO caminho para Jerusalém. Depois disto começa tulos 14 e 15 que apresentam a paixão e morte de uma nova seção, 10,1–52 Trata-se de 10,1–31. Jesus. O último capítulo, o 16, apresenta o Ressusci- Aqui encontramos um debate sobre o divorcio, em tado e a mensagem da Páscoa. No presente artigo ire- 10,1–12: é um texto complexo para ser entendido mos estudar a segunda parte do Evangelho segundo e aceito e que tem uma conclusão com a perícope Marcos, a saber, 8,31 a 12,44. No último artigo sobre seguinte, 10,13–16, em que as crianças são apreseno Evangelho de Marcos veremos o restante do texto. tadas como modelo de vida. Seguramente o tema As divisões internas do texto. Esta longa parte é da inocência e simplicidade, em contraste com a do Evangelho de Marcos pode ser dividida ainda em complexidade de afetos e pensamentos do adulto. três seções. A primeira pode ser de 8,31 a 9,50, que Em 10,17–27 temos a perícope do homem rico que apresenta Jesus concentrado em seus discípulos. A até tem boas intenções, mas a riqueza lhe obscurece segunda seção é de 10,1 a 52, todo o décimo capítulo. a inteligência. A esta perícope segue a afirmação de Trata-se da caminhada para Jerusalém. E a terceira é Jesus sobre os seus seguidores. em 10,28–31: eles rede 11,1 a 12,44, isto é, os dias de Jesus em Jerusalém. ceberão cem vezes mais de tudo o que deixaram, mas Estas divisões são tentativas de esquematizar o com perseguições. É a realidade dos discípulos que texto de Marcos, tornando-o mais compreensível. De repetem a vida do Mestre. Para confirmar isto temos fato, um dos problemas da leitura dos textos bíblicos o terceiro anúncio da paixão, em 10,32–34. é a fragmentação. Lê-se um texto isolado do que veio Quando tudo parecia esclarecido, acontecem dois antes e de sua sequencia, perdendo assim o fio con- episódios curiosos. Primeiro, em 10,35–40 os filhos dutor da narração e o crescendo da proposta de Jesus de Zebedeu pedem para sentar-se ao lado de Jesus, ou do drama que o envolve. As divisões que apresen- na sua Glória. É um modo de partilhar a vitória e a tamos aqui são, então, um modo de reunir os textos honra. Jesus os questiona sobre sua disposição em em blocos temáticos com alguma coerência e leva- beber de seu cálice e ser batizado como Ele o será. los a uma adequada compreensão no seu conjunto. São dois modos de perguntar sobre a disposição de O cultivo dos discípulos. Esta primeira seção, chegar até às últimas consequências. Eles respondem de 8,21 a 9,50, reúne grande parte dos encontros que estão disponíveis. Mas Jesus diz que Ele mesmo de Jesus com seus discípulos em sua tentativa de não pode conceder isto. O pedido dos dois discípulos educa-los para os momentos de dificuldade que se criou um desconforto enorme entre os demais. Então aproximam. Ele também anuncia estes momentos Jesus lhes ensina que, no Reino de Deus, o que vale de dificuldade e propõe para seus amigos modelos não é o prestígio, a honra, a fama ou o poder, mas sim de comportamento e ação. Infelizmente ele nem o serviço. Vemos isso em 10, 41–45. sempre entendem o que Jesus deseja-lhes transmitir. Esta seção conclui-se com o interessante episódio Logo depois da Confissão de Cesareia, de 8,27–31, do cego de Jericó. Em 10,46–52 Jesus encontra um que é o divisor das duas primeiras partes de Marcos, te- cego, na beira da estrada desta cidade, que lhe pede mos 8,31 a 9,1. Nestes versículos Jesus apresenta clara- para enxergar. Ele grita: Filho de Davi, Jesus, tem mente seu futuro: a perseguição, a traição, o sofrimento e compaixão de mim! (versículo 48). A insistência do a morte. Mas depois vem a Ressurreição. Seus discípulos cego gera o milagre de Jesus: Ele o cura. O desejo não entendem, inclusive Pedro que chega a ser chamado, do cego em ver, seu pedido com toda decisão e fé e por Jesus, de “tentador” ou “Satanás”, em 8,33. a declaração de Jesus como Filho de Davi é um sinal A transfiguração de Jesus, em 9,2–8, é um momento que alguns compreendem sua identidade e missão, no qual Ele demonstra um pouco de sua glória. Mas expressos já no início do Evangelho: Início do Evanela não pode ser ainda considerada, pois é necessário gelho de Jesus Cristo, Filho de Deus (Marcos 1,1).

Cego de Jericó - Ícone Bizantino

Em Jerusalém. A terceira seção desta segunda parte é 11,1—12,44, na prática dois capítulos inteiros. Jesus está em Jerusalém e há uma perseguição intensa sobre ele. Praticamente é a sua última semana antes da Paixão e Morte. Em 11,1–12 o texto apresenta a sequência da entrada em Jerusalém. Em 11,13–14 e 11,20–26 lemos, em dois blocos, a sequência da figueira estéril, que é uma metáfora da esterilidade de Israel frente à mensagem de Jesus. Em 11,15–19 o texto descreve a expulsão dos vendilhões do templo. Esta sequência conclui em 10,27–33, quando Jesus é questionado a respeito de sua autoridade. Uma nova sequência inicia-se em 12,1–13, com a parábola dos vinhateiros assassinos. Jesus é o filho que o Pai envia e que é morto pelos trabalhadores da vinha. Em 12,14–17 lemos o debate sobre o imposto ao Imperador, debate que Jesus vence fácil. Aqui começa o cerco intenso ao redor de Jesus: primeiro vêm os fariseus e os capangas de Herodes. Em 12,18–27, no debate sobre a ressurreição dos mortos, Jesus é questionado pelos saduceus, um dos grupos organizados, ligados ao templo e ao culto. Em 12,28–34 o questionamento é feito pelos escribas, a respeito do primeiro mandamento. Jesus segue ensinando sobre sua identidade não de filho de Davi, mas de Senhor de Davi, em 12,35–37 e em 12,38–40 Ele questiona os escribas. Na sequência 12,41–44 Jesus apresenta uma viúva como modelo de comportamento e doação. É interessante que esta seção e toda a segunda parte termine com esta imagem da viúva, sinal de fragilidade e dependência, que tem em si a grandeza do Reino que Jesus veio estabelecer. Pe. Mauro Negro - OSJ Biblista PUC Assunção. São Paulo SP mauronegro@uol.com.br


16 mês da padroeira

Mês da Santa Edwiges

No mês de outubro foram realizadas as festividades para celebrar o dia de Santa Edwiges. As comemorações se iniciaram com a tradicional quermesse nos dias 12, 13, 14, 16, 20 e 21 de outubro, com barracas de diversas comidas, doces e bebidas, além do espaço para as crianças e o bingo. O Santuário esteve lotado durante todo o mês. Além da quermesse, tivemos a programação religiosa com a novena de Santa Edwiges, que reuniu paroquianos e devotos no período de 07 a 15 de outubro. As novenas foram presididas por padres convidados da Região Episcopal Ipiranga e também padres Oblatos de São José. Pe. Mauro Negro, osj (1º dia), Pe.William Day Tombini (2º), Pe. Milton Bim (3º), Frei John Londerry Batista, O.de. M (4º), Pe. Pedro Luiz Pereira, (5º), Pe. Daniel Ribeiro (6º), Pe. Clístenes Natal Bósio (7º), Pe. Fernando Baptistute, osj( 8º) e Pe. Alexandre Alves, osj (9º). Já no dia 16, mais de 30 mil fieis passaram durante todo o dia no Santuário, participaram das missas, agradeceram ou pediram graças por intermédio de nossa padroeira. Estiveram presentes nesta data, Dom Julio Akamine, bispo da Região Episcopal da Lapa na missa das 11h e Dom Tomé Ferreira, novo bispo da Diocese de São José do Rio Preto na missa solene às 15h, além de outros padres também da Região Ipiranga e OSJ. Além das missas, as Obras Sociais do Santuário também distribuíram as Sacolinhas de Natal, onde cada criança recebe 1 roupa, 1 calçado e 1 brinquedo, oferecido pelos devotos, paroquianos ou qualquer pessoa interessada em fazer com que o Natal desta criança possa ser mais feliz. As Obras atendem mais de 800 crianças e adolescentes, prestando um serviço à comunidade no acompanhamento dos estudos e atividades diversificadas no horário inverso da escola de ensino fundamental.

No dia 21 houve a procissão após a missa das 15h. Fieis e devotos saíram da Rua Marechal Pimentel e seguiram pelas ruas Frei Sampaio, Marquês de Maricá, Visconde Magé e por fim a subida da Estrada das Lágrimas, onde retornaram para a Paróquia. A procissão foi realizada com intuito de louvar, agradecer e homenagear Santa Edwiges. No mesmo dia ocorreu o encerramento da 53ª Festa de Santa Edwiges. As barracas funcionaram das 11h às 22h, fechando com grande alegria este mês de festividades. O bingo ainda premiou um sortudo com uma Televisão LCD de 32 Polegadas. Agradecemos a todas as pessoas que participaram e se disponibilizaram a nos ajudar, seja nas missas, nas barracas, na organização e também aos que participaram usufruindo e colaborando com as Obras Sociais e com o próprio Santuário. Que Santa Edwiges continue a interceder por você e toda a sua família!

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novembro de 2012


mês da padroeira 17

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novembro de 2012

Testemunho de Marisa Veloso

Procissão

Há 20 anos, Maria vem ao Santuário Sta Edwiges. Ela é devota da padroeira deste templo e possui um estabelecimento com o nome da Santa. Maria criou seus dois filhos adolescentes sozinha, na cidade de Maria da Fé, Sul de Minas, e relata que conseguiu tudo por intermédio de Sta Edwiges e seu trabalho em sua lanchonete. Os filhos agora já crescidos (Edenagues com 40 anos e Edmilson com 35) moram em Cajamar, São Paulo. Como sempre trabalhou de forma informal, Maria pediu que Sta Edwiges lhe concedesse mais uma graça, que intercedesse pela sua aposentadoria e apesar das dificuldades, ela conseguiu! Hoje está aposentada e no dia 16 de outubro veio pessoalmente ao Santuário, agradecer por esta graça alcançada. Emocionada, relatou sua história para o JSE. Que Sta Edwiges continue a interceder por você Maria e toda a sua família!

Novena de Santa Edwiges

Pe. Alexandre Alves Pe. Fernando Baptistute Pe. Pedro Luiz Pereira

Pe. Daniel Ribeiro Pe. Clístenes Natal Bósio

Pe. Milton Bim

Pe. William Day Tombini

Frei John Londerry Batista, O. de M.


apoiadores

53ÂŞ

Festa de Santa Edwiges


apoiadores


20 mês da padroeira

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novembro de 2012

Quermesse

campanha do terreno quitaram o carnê esse mês Alaídes Teixeira da Silva Aliete Ferreira dos Santos Antonia Gonçalves Barbosa Soares Aparecido Moreira Archimedes da Silva Basílio Armando Ceravolo Auberenice P. França Benedita Zotarelle Cassiano de Paula Campos Claudeli e Maycon Silva e Família Cremilda da Silva Nascimento e Juscelia da Silva Cristiano da Silva Sebastião e Lucinete Deusimar Rodrigues dos Santos Ednéia Geraldo Oliveira Edwirges Olimpio Dornelles Euda Cesar da Silva Família Atti Lahr Famílias Nery e Gonçalves Francileide Silva Marques Francisco e Maria Aparecida Pessoa Giselda Maria de Oliveira

Gustavo Ashcar – Ademar Ashicar Iolanda Muniz da Silva Iracy e Neide J. Santos Ivete Pompeu Jelsione e Adriana Rodrigues Jean Campelo Alves João Alexandra e Camila Jorge Izar (In memória) Jorge Rodrigues da Silva José Avelino Dias José Leo Marques Silva Lima José Leo Marquês Silva Lima Loja Juke Box Lucia Celestina de Sá Luiza e Doca Mara Regina Luciano Marciano Lopes Balisa Maria Carmelita Coelho Maria Celestina de Andrade Maria da Penha Oliveira Carvalho Campaner Maria da Silva Nascimento

Maria Dalva dos Santos Maria e Marcos Antonio Maria Jose Medeiros Assunção Maria Neide Lopes da Silva Mauro Luiz Borne e Familia Neide de Oliveira Paulo Barcelos Nilza Maria Filho Bintecourt Nilza Maria Lopez Lessa e Família Olivia Edwiges Fortunato Otavio Prevedello Patrícia e Erick Toledo Paula Fairlie Cabral Pearson Pedro Rodrigues dos Santos Rita Munhoz Rosana Ap Trindade Rosana Cardoso Rosana Cardoso Tania Maria Campos Vieira Valter Hideo Miyabara Vilma Rodrigues da Fonseca Willian Franklin Paiva Costa

mais informações na secretaria ou acesse nosso site www.santuariosantaedwiges.com.br


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