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Nossa Santa

Jornada Mundial

As vocações na vida da Santa Edwiges

Patronos da JMJ 2013

Nossa Santa Edwiges foi menina, jovem, mulher e esposa respondendo à vocação dada por Deus. Pág. 05

São pessoas que souberam viver a radicalidade do Evangelho e hoje são modelo de vida...

Pág. 10

STA. EDWIGES

Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXII * N. 260 * Agosto de 2012

Promotores de vocações Quem promove a vocação é aquele capaz de apresentar ao jovem uma alternativa de vida, algo que realmente vale a pena lutar e empenhar toda a sua existência, uma escolha por Cristo.

Pág. 11

Especial

Há vagas para moças A presença da mulher na vida da Igreja Católica Apostólica Romana remonta às suas origens, está naturalmente na sua constituição e natureza. Grande número de mulheres acompanhava Nosso Senhor Jesus Cristo...

Pág. 03

Especial

Evangelho de Jesus Cristo A palavra “evangelho” não é uma invenção cristã! Ela existia antes do Cristianismo. Era uma palavra fortemente política, pois referia-se à chegada de alguém muito especial...

Pág. 15


santuariosantaedwiges.com.br

STA. EDWIGES

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Calendário Paroquial Pastoral 2012

Editorial

Comunicação e Vocação Agosto é o mês das vocações, disto a maioria dos cristãos católicos sabem, mas afinal, o que é Vocação? A palavra vocação vem do latim  vocare  que significa chamado. Todos nós somos chamados, de uma forma ou de outra à fazer algo, à alguma coisa. Antigamente este termo significava qualquer espécie de aptidão. Por exemplo: aptidão para medicina, música, artes, etc.. Depois ele foi adquirindo um significado religioso passando a designar o chamado de Deus. (www.tendafranciscana.org.b) Com apenas 24 anos, ainda estou na espera, na busca ou na tentativa de ouvir e descobrir o chamado de Deus para minha vida, mas posso dizer que a comunicação é um dom que Deus me ofertou e no caminho da descoberta vocacional, pretendo utiliza-lo da melhor forma. Gostaria de compartilhar um trecho de um texto interessantíssimo que Dom Redovino Rizzardo, Dispo de Dourados, escreveu. A mensagem está interligada exatamente com a primícia que fiz, comunicação e vocação. A forma como lidamos com a nossa vida, como respondemos a nossa vocação e como nos apresentamos diante dela, agora no auge de tantos meios tecnológicos. Acompanhe um trecho: ...á que perguntar não ofende – pode-se afirmar, sem mais nem menos, que a comunicação é a grande conquista da sociedade atual? Para uma multidão de pessoas, a resposta vai em sentido contrário. Uma delas é Jean-Paul Sartre (1905/1980). Em sua célebre peça “A portas fechadas”, ele coloca num mesmo quarto de hotel um homem e duas mulheres. O local é hermeticamente fechado: não há janelas e a porta está trancada. A luz é intensa e o calor, insuportável. Os três inquilinos acabaram de falecer, e o lugar onde se encontram, é o inferno. Depois de uma vida devassa, onde o egocentrismo reinou soberano, ei-los imóveis, impassíveis e silenciosos, um frente ao outro, “comunicando” através dos olhos frios e inflexíveis o que lhes pesa no coração: a raiva e a frustração. Em dado momento, a tensão é tamanha, que um deles explode e diz para os outros dois: “Vocês lembram do enxofre, do fogo, dos diabos que os padres diziam existir? Como veem, nada disso é verdade. O inferno são os outros!”. Infelizmente, a comunicação cresce em sofisticação, evolui na técnica, mas deixa a desejar no que é essencial: a comunhão, partilhando as graças que Deus derrama em quantos se abrem ao seu amor. A história da humanidade é o reflexo da história que cada ser humano desenvolve em seu interior. Façamos a experiência: nos dias em que tudo nos anda “atravessado”, dominados pela raiva, pela tristeza e pela desesperança, em poucos minutos contagiamos a todos os que nos cercam. Mas, se você tentar superar suas mágoas e amar (do jeito de Deus) cada pessoa que se aproxima, verá que, em poucos instantes, o céu começa a brilhar ao seu redor. (http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-redovinorizzardo/9979-a-comunicacao-que-nao-comunica) É exatamente isto, não é? Acredito que a vocação nasce realmente desta busca, de buscar o Céu na terra! Um bom mês de agosto a todos! Abraços Fraternos

Juliana Sales

julianasales@santuariosantaedwiges.com.br

Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco: Pe. Paulo Siebeneichler, OSJ

Agosto de 2012

Romaria até Aparecida-SP (Frat. S.José / Past. Missio) AJUNAI (Encontro dominical) Início da Catequese Pastoral dos Coroinhas (Formação sobre vocações)

Aparecida-SP Salão Pe. Segundo Santuário Salão São José Marello

O dia todo 9h às 11h 9h 10h às 11h30

Catequese (Reunião de pais)

Santuário

20h

10 Sex

Pastoral da Família (Pós-Encontro) Grupo de Canto (Ensaios)

São José Marello Santuário

20h 20h

11 Sab

Região Episcopal Ipiranga (Reciclagem p/ MESC 2010) Encontro Anual dos Coroinhas e Cerimoniários Infância Missionária (Espiritualidade missionária) Catequese (Formação de catequistas) Grupo de Oração

Par. N.Sra. Saúde Catedral da Sé Salão Pe. Segundo Sala Pe. Pedro Magnone Salão São José Marello

8h30 às 12h 10h 14h30 às 16h 17h 19h

12 Dom

Abertura da Semana Nacional da Família AJUNAI (Encontro dominical) Pastoral dos Coroinhas (Formação sobre vocações)

Catedral da Sé Salão Pe. Segundo Salão São José Marello

9h 9h às 11h 10h às 11h30

14 Ter

Pastoral do Dízimo (reunião)

Salão São José

20h

17 Sex

Grupo de Canto (Ensaios)

Santuário

20h

18 Sab

Região Episcopal Ipiranga (Reciclagem p/ MESC 2010) Infância Missionária (Compromisso missionário) Ministros Extraord. da Sagrada Comunhão (Reunião) Grupo de Oração

Par. N.Sra. Saúde Salão Pe. Segundo Salão São José São José Marello

8h30 às 12h 14h30 às 16h 17h30 19h

19 Dom

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora Catequese (Venda de bolos) Pastoral dos Coroinhas (Formação sobre vocações) Região Episcopal Ipiranga (Terço Meditado)

Salão São José Marello Salão São José Marello Par. N.Sra. Mãe de Jesus

7h às 12h 10h às 11h30 15h

24 Sex

Vicentinos (Preparação de Cestas Básicas) Grupo de Canto (Ensaios)

Salão São José Marello Santuário

7h às 10h30 20h

25 Sab

Vicentinos (Entrega de Cestas Básicas e reunião) Catequese (Encontro sobre vocações) Infância Missionária (Vida de Grupo) Batismo (Formação de pais e padrinhos) Grupo de Oração (Adoração ao Santíssimo)

São José Marello Santuário Salão Pe. Segundo São José Salão São José Marello

8h às 10h30 14h às 17h 14h30 às 16h 17h 19h

26 Dom

AJUNAI (Encontro dominical) Pastoral dos Coroinhas (Formação sobre vocações) Batismo (Missa) S.A.V. (Reunião)

Salão Pe. Segundo Salão São José Marello Santuário Salão Pe. Segundo

9h às 11h 10h às 11h30 16h 16h30

26 Dom

AJUNAI (Encontro dominical) Pastoral dos Coroinhas (Formação sobre vocações) Batismo (Missa) S.A.V. (Reunião)

Salão Pe. Segundo Salão São José Marello Santuário Salão Pe. Segundo

9h às 11h 10h às 11h30 16h 16h30

29 Qua

Terço dos Homens (Adoração ao Santíssimo)

Santuário

20h

31 Sex

Grupo de Canto (Ensaios)

Santuário

20h

5 Dom

9 Qui

Responsável e Editora: Juliana Sales Diagramador: Ronnie A. Magalhães Fotos: Gina e Arquivo Interno Equipe: Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; José A. de Melo Neto; Rosa Cruz; Martinho V. de Souza; Marcelo R. Ocanha; Fernanda Ferreira e Rafael Carvalho

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 07/08/2012 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 6.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (011) 2215.6111


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Especial

Agosto de 2012

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Há vagas para moças! “Grande número de mulheres estava ali, observando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia, prestando-lhe serviços”(Mt 27, 55). A presença da mulher na vida da Igreja Católica Apostólica Romana remonta às suas origens, está naturalmente na sua constituição e natureza. Grande número de mulheres acompanhava Nosso Senhor Jesus Cristo durante a sua vida pública, prestando-lhe serviços. Algumas delas são nomeadas no evangelho: “Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu” (Mt 27,56). A missão da Igreja requer necessariamente a atuação da mulher, desde a família, Igreja Doméstica, até às mais diversas instituições eclesiásticas, sempre com uma presença diferenciada em cada dimensão. A presença de mulheres santas ao longo da história da Igreja é uma demonstração palpável de como elas assumiram e assumem os mais diversos ministérios a serviço do Povo de Deus. Há uma presença singular da mulher na vida da Igreja, como religiosa, consagrada, freira ou irmã de caridade. Os nomes usados são vários, mas a realidade é uma só: conhecimento, amor e seguimento a Jesus Cristo pobre, casto e obediente, tendo como referência Maria, a Mãe de Jesus, bem como as mulheres que o acompanharam durante a sua vida.   São muitas as congregações religiosas femininas, surgidas ao longo da história, como respostas aos sinais dos tempos, sempre inspiradas pelo Divino Espírito Santo, semeadas, nascidas e cultivadas no contexto da Igreja, Mãe e Mestra. Ainda hoje, o Divino Espírito Santo suscita novas formas de consagração e de vida religiosa que vão lançando raízes, criando estruturas e produzindo também bons e generosos frutos. Cada congregação religiosa tem um carisma próprio, desenvolvido por um fundador ou fundadora, que orienta a vida espiritual e a ação pastoral de seus membros. As congregações religiosas têm sempre algo em comum, mas são diferentes entre si, o que mostra modos diversos de realização da ação pastoral da Igreja, Corpo Místico de Cristo,

sempre no desejo de responder à sua missão recebida de Nosso Senhor Jesus Cristo. A variedade das congregações religiosas mostra também a riqueza e o dinamismo do Divino Espírito Santo, que faz a Graça de Deus, infinita, manifestarse de modos diversos na história, diante da impossibilidade humana de acolhê-la na sua totalidade e de imediato. São como diversas manifestações de um único e indizível mistério, que não se contrapõem, mas se complementam. As mulheres, jovens moças, são chamadas por Jesus Cristo para a vida religiosa e consagrada na Igreja, dentro de uma congregação religiosa específica, seguindo um carisma próprio amadurecido ao longo do tempo da Igreja. O Povo de Deus, o Corpo Místico de Cristo, precisa de mulheres que deixem a família, o trabalho, o mundo, para viverem um seguimento de amor a Jesus Cristo, a exemplo da Virgem Maria, de dedicação total e exclusiva a Deus. Querida jovem, pense  bem, olhe para o seu coração: Nosso Senhor Jesus Cristo deseja-a santa e feliz como religiosa e consagrada. Ele precisa de você para mostrar o amor de Deus às crianças, aos jovens, aos estudantes, aos enfermos, aos que se encontram em região de missão, aos empobrecidos e esquecidos pela sociedade, para ajudar na difusão do evangelho e na promoção da dignidade humana, ou ainda para viver no silêncio do claustro na imolação diária através da oração. Não tenha medo de dizer sim a Nosso Senhor Jesus Cristo, pois vale a pena! Na Igreja e nas congregações religiosas femininas há vagas, e muitas, para moças que sejam corajosas e ousadas para seguirem Nosso Senhor Jesus Cristo pobre, casto e obediente, como fez Nossa Senhora. Venha você também! Para conhecer algumas congregações religiosas femininas, entre no site da Região Episcopal Ipiranga,  www.regiaoipiranga. com.br, no menu principal clique em religiosas. 

Dom Tomé Ferreira da Silva

Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo


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Obra Social

Agosto de 2012

Definindo a missão, a visão e os valores Um dos aspectos mais importantes, senão o mais diretivo e o que mais nos orienta para o fim do nosso trabalho, é o estabelecimento da missão, da visão e dos valores que a nossa obra social se fundamenta.

A missão deve responder o que a obra se propõe a fazer, e para quem. O enunciado da missão é uma declaração concisa do propósito e das responsabilidades da nossa obra com as pessoas que são atendidas. A visão é a descrição do futuro desejado para a Obra. Esse enunciado reflete o alvo a ser procurado: pelos esforços individuais; pelos esforços das equipes e pela alocação dos recursos. A visão

deve ter o perfil que a empresa deve se tornar quando toda boa vontade, intenções, esforços, recursos e projetos, que se tem na cabeça e no coração, passarem pelas mãos de todos os colaboradores para se a concretização da realidade, por uma construção conjunta. Os valores são princípios, ou crenças, que servem de guia, ou critério, para os comportamentos, atitudes e decisões de todas e quaisquer pessoas, que no exercício das suas responsabilidades e na busca dos seus objetivos, estejam executando a Missão, na direção da Visão. Depois de algumas reuniões da diretoria da Obra Social Santa Edwiges e de algumas visitas as filiais, percebemos que há uma necessidade de esclarecer a missão, a visão e os valores da instituição, visando melhorar a prestação de serviço à população, tendo critérios para avaliar o empenho e a motivação dos colaboradores e parceiros, assegurar a sustentabilidade e crescimento dos projetos sociais. Para atingir esse objetivo a diretoria da OSSE está propondo um projeto que visa treinar todos os funcionários iniciando através de dois encontros, um no mês de agosto e outro em setembro. O primeiro encontro será no dia 10 de agosto nas dependências da Casa de Apostolado Salvatoriano na Vila Guarani, em São Paulo. Este encontro

desenvolverá uma integração entre funcionários e diretoria, mas também ajudará no processo de construção final da definição da missão, dos valores e visão da OSSE. Teremos um resgate histórico geral da Paróquia, da OSSE, do Lar Sagrada Família e da Casa da Criança Santa Ângela para compreender a finalidade do nosso trabalho.

Que essa nova fase da Obra Social Santa Edwiges possa reforçar o trabalho social e contribuir cada vez mais com a qualidade de vida dos nossos principais destinatários que são as crianças, os jovens e os idosos. Que Santa Edwiges interceda por nós. Pe. Bennelson Barbosa

Vigário Paroquial do Santuário Sta. Edwiges

Para refletir A BONECA DE SAL Há um conto em que se relata a existência de uma tribo, que vivia em um deserto distante do mar. Tal tribo possuía uma característica única: todos eram bonecas e bonecos de sal! Entre os guerreiros desta tribo, destacava-se uma boneca que era considerada a mais corajosa e destemida. Ela dizia aos amigos que tinha um sonho: “conhecer o mar”, pois, tinha escutado várias histórias do mar, por meio dos relatos de viajantes e mercadores que por ali navegavam. Eles contavam que o mar era imenso, profundo e cheio de mistérios em suas águas. Isso aguçava a curiosidade e vontade da boneca. Certo dia, voltando de uma caçada com os outros guerreiros, a boneca viu a possibilidade de realizar esse sonho. Foi ao chefe de sua tribo e contou-lhe sobre seu sonho, de conhecer o mar, e da possibilidade em concretizá-lo. O chefe, vendo que a boneca queria aumentar seus horizontes, permitiu que fosse ao “encontro dos sonhos”. A boneca se preparou, pegou seu arco e suas flechas com mais alguns apetrechos, e iniciou a viagem ao desconhecido. Viajou por alguns dias, que se tornaram semanas e depois meses. Enfrentou de tudo pelo caminho, sol ardente, florestas fechadas, animais de toda forma e tamanhos e até enfrentou tempestades com muita cautela.

Quando, porém, estava para desistir, chegou ao topo de uma alta montanha e pode ver ao longe um imenso lago de águas azuis, inspirando-a ir mais a frente. Com confiança dirigiu-se em direção do lago. Ao chegar bem perto soltou um grito de espanto: “O que é isso!?”. E como um trovão as águas responderam indignadas: “O que eu sou!?”. “Por acaso nunca me viu!?”. A boneca assustada respondeu: “Não! Eu moro no deserto e lá não tem tanta água assim”. Muito bem! Exclamam as águas e dizem: “Eu sou o mar!”. A boneca respondeu: “Foi para conhecê-lo que vim para cá, viajei muito tempo para estar aqui”. O mar disse para a boneca: “Veio aqui para me conhecer, então toque minhas águas com a ponta do pé”. Receosa, mas muito mais curiosa, a boneca de sal toca com a ponta do pé a água e observa que seus dedos se dissolvem e ela grita ao mar. “O que me fizeste”. O mar responde: “para conhecer-me deves dar um pouquinho de você, para assim conhecer um pouquinho de mim. Quer me conhecer profundamente? Adentre minhas águas”. Ela pensa por alguns instantes e começa adentrar as águas, quanto mais caminha mais ela conhece o mar, e quanto mais adentrava no mar, mais vai se dissolvendo até se tornar invisível aos olhos. Na busca do conhecimento, a boneca descobre que quanto mais profundo é o mistério,

mais de si deve ser doado para descobrir a verdade. E com o passar do tempo, o mar e a boneca de sal tornaram-se uma só pessoa. Este é um conto de como o mar ficou salgado! Moral da história Para conhecermos os mistérios do Reino de Deus, temos que vivenciar a experiência de Cristo profundamente, assim, como fez a boneca de sal para conhecer o mar. Doar-nos faz parte da busca, conforme vimos na história. Adentrando aos mistérios escondidos, vamos conhecer cada vez mais e mais este Reino, até quando nós tornarmos “invisíveis aos olhos humanos” que enxergam o mar da incredulidade atualmente, mas não estaremos a sós, pois permaneceremos no pleno conhecimento do Reino de Deus. Como diz a passagem da Escritura com relação a São João Batista que anuncia Jesus Cristo: É preciso que ele cresça e que eu diminua. (cf. João 3,30).

Pe. Paulo Sérgio - OSJ Vigário Paroquial


Nossa Santa

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Agosto de 2012

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As vocações na vida da Santa Edwiges “Nossa Santa Edwiges foi menina, jovem, mulher e esposa respondendo à vocação dada por Deus. Depois, promoveu todas as vocações segundo os desígnios do Pai Celeste orientando seus filhos e filhas no modo cristão-católico de ser como bons filhos, maridos e esposas, religiosos na veneração às coisas e pessoas sagradas”. No mês de agosto, principalmente no Brasil, prestamos nossa atenção e preces às vocações na vida da Igreja. Este é um tema sempre presente naqueles que tem Deus por guia e centro da vida, com Jesus Crucificado-Ressuscitado na graça do Espírito Santo. No tocante à vida social agosto é o mês do “não-casamento” e das possíveis “loucuras caninas”. Ora, isto é coisa de provocar risos! Muitos são os textos e vozes que falam deste tema. Dom Fernando Mason, Bispo de Piracicaba, nos ajuda a entender o que é a vocação: “Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda diretamente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (Marcos 2,14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: “Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus.” (Romanos 1, 1)”.1 Santa Edwiges em sua vida nos dá um bom testemunho das vocações que ela seguiu e promoveu como boa filha de Deus. Na vocação ao matrimônio assumido como dom de Deus, no serviço ao outro, gerando filhos na graça divina procurava ser fiel e afetuosa esposa junto de seu

Duque Henrique – considerado o costume do “arranjo de noivado” à época. Num primeiro momento Henrique também se coloca como respeitoso e amoroso, mas isso irá mudar, pois este é um rei justiceiro e ambicioso. Como esposa fiel Edwiges torna-se mãe e “educadora piedosa de vossa prole”, “modelo e proteção dos noivos” e “protetora das famílias cristãs” (cf. “Ladainha de Santa Edwiges”. A vocação matrimonial no momento histórico de Santa Edwiges pautava-se pela contração do vínculo esponsal, procriação e educação da prole e vida segundo os bons costumes. São os séculos 12 e 13, mas quem sabe poderíamos, em nossa época tão particular, nos pautar pelos mesmos bons costumes e preservação da família como instituição querida e amada por Deus. Os tempos serão assim tão outros?

A vocação à vida religiosa também era estimada por Santa Edwiges, bem como por suas filhas. Estas ligaram-se a mosteiros de vida contemplativa, sendo Edwiges uma fiel benfeitora e mantenedora de tais locais de oração e súplica constante a Deus pela vida do mundo e da Igreja. Edwiges assumiu para si, mesmo casada, os dons da perfeição evangélica: pobreza, castidade e obediência; rica se fez pobre, guarda sua castidade marital para Cristo e obedece estritamente o Evangelho por amor do Reino de Deus (cf. Mateus 19,3-12 e Catecismo da Igreja Católica 914-915). Outro grande apreço de Santa Edwiges, no que diz respeito às vocações, era com o que ela sentia por aqueles a quem era dada a graça do sacerdócio ministerial, ou seja, a vocação sacerdotal. Como a celebração da eucaristia era o centro da vida de Edwiges, como assim o é da Igreja (cf. Sacrosanctum Concilium n.º 10), a santa dos pobres e endividados nunca abandonava um padre que por ali passasse, e ficasse de presidir e celebrar a missa, a eucaristia de todos os dias. Nossa padroeira nos ensina que o reconhecimento da ação de Deus na nossa vida, na vocação que assumimos – leigo/a, casado/a, consagrado/a, sacerdote – deve ser um reflexo do dom de Deus, que continua a vir ao nosso encontro por mil caminhos, mesmo hoje num mundo tão dilacerado por discórdias, frivolidade, relativismo e individualidade, bastando a nós dar a Deus uma resposta livre e responsável como nos dizeres de Dom Fernando Mason que acima foi citado. Rezemos juntos: “Jesus, mestre divino, que chamastes os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas escolas, e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas. Dai força para que vos sejam fieis na missão de apóstolos leigos, sacerdotes, religiosos e religiosas, para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém”. (Oração Vocacional) Deo Gratias!

Martinho Vagner

martovagner@yahoo.com.br


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Palavra do Pároco

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Agosto de 2012

Agosto das Vocações, do Saber Lutar Queridos e queridas deste jornal e meios de comunicação do Santuário Santa Edwiges!

Estamos no mês de agosto, e é neste mês que o nosso olhar precisa se voltar para as vocações, em nossa atitude de chamados, de convocados para a realização do Reino de Deus. Como Cristãos, temos que corresponder em todas as horas, fazendo com que o rosto do Cristo se torne presente e atuante, seja pela ação, presença e testemunho em nossa sociedade. Saber lutar! Eis uma ação, uma atitude que nos inspira Santa Edwiges no tema de nossa novena do mês de agosto. Diz o provérbio: “cada opção tem sua decepção”, eis uma boa bússola para dar um rumo na vida e nas nossas atitudes cristãs. Optar é um gesto, uma atitude de grandeza... Não significa ser tolo ou sadomasoquista, apresenta-se nesta opção a maturidade de saber fazer escolhas, julgamento e encaminhamento de uma vida para a sua realização com grandeza e sobriedade, com

a paz de saber que nem tudo é para todos e cada um deve realizar bem a sua parte. Em um tempo que se apresenta com tantas formas de violência, optar parece deixar de ser feliz ou deixar de ter prazer. Ao contrário, optar, faz parte da construção de alicerces da vida, poderá ter as opções com base a princípios de vida, de valores, com vontade e desejo de construção de uma nova sociedade. No empenho de deixar a sua marca pela eficiência, pela ética, pela vida, há uma gama grande de espaços para ser e fazer acontecer o bem e o bom para uma humanidade mais ampla de amor e vida plena para todos. Que o mês de agosto nos inspire em Santa Edwiges, para que possamos onde quer que estejamos sermos sinais, luzeiros de esperança, de novidade e de harmonia que conjuga, mesmo em meio a todas as

circunstâncias mais diversas, a presença solidária, a presença amiga de um projeto de vida, não para os outros, mas para a minha pessoa, para a vida que eu a vivo. Que este mês possa ser um tempo de olhar para a vida, e na juventude olhar para a vida matrimonial, vida religiosa e sacerdotal não como vida para os outros, e sim como uma vida para mim, e já em uma vocação, na renovação de meus votos de amor, fidelidade, dedicação, de ser plenitude na minha escolha e no meu testemunho. Que Deus os abençoe neste mês e rezemos por todos os que contribuem para o Reino de Deus e sua Justiça. Com muita estima e carinho Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br

Novena de Santa Edwiges 8º DIA – SABER LUTAR Meditação Dizia Santa Joana D`Arc que na luta não devemos fazer questão de vencer, mas de combater. Bater-se com bravura é nosso dever, enquanto a vitória pertence a Deus. Na vida espiritual muitas pessoas só pensam no triunfo e no sucesso, sem ligar muita importância aos embates que é preciso enfrentar para atingir o fim desejado. Gostam de encontrar o prato feito, como se diz. Outros acham que por já haverem conquistado um certo sossego espiritual, não necessitam mais estar alerta. São pessoas que, só porque fazem certas práticas espirituais, pensam estar salvas e livres de qualquer perigo. Coitadas, nem pensam que o inimigo não dorme... A palavra de Cristo continua válida: “Vigiai, pois, já que não sabeis nem o dia e nem a hora” (Mateus 25,13). E São Francisco de Sales, brincando, dizia que as nossas más inclinações nos abandonam somente quinze minutos depois da nossa morte.

Exemplo Santa Edwiges tinha particular devoção pela cruz de Cristo. E as suas meditações reportavam-se a quase todos os mistérios da Redenção. E, mais ainda, ela procurava viver a espiritualidade da cruz, expressa nestas palavras de Cristo: “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Marcos 8,34) A devoção de Edwiges à cruz de Cristo e a Maria fez lembrar as palavras do Concílio Vaticano 2º: “... A Beata Virgem avançou em peregrinação de fé; manteve fielmente a sua união com o Filho até a cruz; sofreu junto com Ele. E com ânimo materno se associou ao seu sacrifício, consentindo com amor na emulação da vítima por ela mesma gerada. Finalmente, pelo próprio Cristo Jesus, moribundo na cruz, foi dada como mãe ao discípulo João e a todos nós” (Documento Luz das Nações nº 58). Como mulher, Edwiges sabia o quanto custou a Maria ter-se associado à obra dolorosa

de Jesus na salvação do mundo. Por isso dedicava particular veneração à Virgem Santíssima. Trazia constantemente consigo uma pequena imagem da Mãe de Deus, e vários fatos miraculosos demonstraram-lhe como a Virgem correspondia à sua devoção.


Batismo Batismo 24 de junho de 2012

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Agosto de 2012

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Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)


08

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Notícias

Agosto de 2012

RCC celebra 17 anos! No primeiro sábado do mês de julho (07), o Santuário contou com a presença do Pe. Abério Christ para celebrar a ação de Graças do Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima (Grupo da Renovação Carismática Católica do Santuário Sta. Edwiges), que fez 17 anos de evangelização. Com a presença do casal que foram os iniciadores do Grupo de Oração, João e Deise, a coordenadora regional da RCC e outros ilustres representantes

Fotos: Fátima Saraiva

de diversas comunidades de São Paulo, foi promovida uma bela festa da recordação de um serviço de amor ao Reino de Deus e dos irmãos. Em nome da coordenação um agradecimento a todos os presentes, nesta grande noite de alegria. Quer participar ou conhecer o grupo de oração? As reuniões acontecem todos os sábados às 19h. Esperamos por você! Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ

3º Congresso Missionário Nacional em Palmas (TO) Nos dias 12 a 15 de julho de 2012, aconteceu o terceiro Congresso Missionário Nacional realizado pelas POM – Pontifícias Obras Missionárias em unidade com a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil na Arquidiocese de Palmas – TO, junto com outros organismos de evangelização. O objetivo geral do terceiro Congresso foi “Assumir a dimensão universal da missão, neste mundo secularizado e pluricultural, guiados pelo Espírito, a serviço do Reino, à luz do Concílio Vaticano II e da caminhada da Igreja na América”.

Os dias do congresso tiveram temáticas próprias, norteando cada dia e tornando-o significativo de acordo com a proposta. O primeiro foi o dia do Caminho, em referência a todas as caminhadas até Palmas; o segundo o do Encontro, com a companhia de todos que ali estavam presentes e a importância de encontrar todos que buscam os mesmos objetivos. E por fim, o terceiro dia, o da Partilha, com os resultados das oficinas e partilhas riquíssimas de experiências missionárias nos cinco continentes, provindas de padres, religiosas (os) e de leigas (os) que fizeram suas caminhadas pelos continentes.

Os temas foram trabalhados com a presença do Irmão Israel José Nery e o Pe. Paulo Suess. Na sequência foram divididos oficinas por dimensões: infância, adolescência e juventude missionária; leigos e leigas, religiosos e religiosas e ministérios ordenados. Depois às discussões de grupo e finalizando com os plenários. A síntese foi levada ao grande grupo de presentes, o que vai dar origem às conclusões do terceiro Congresso Missionário Nacional. A grande riqueza do Congresso foram às presenças de padres da Venezuela, Argentina e Itália, estes ligados à animação missionária em seus países. Eles vieram participar, contribuir e estar neste espírito missionário, e também de leigos da Venezuela, onde se realizará o CAM 4 – COMLA 9 na cidade de Maracaibo. E claro, além da presença numerosa de bispos, padres, religiosas (os), leigas (os) e institutos seculares, uma diversidade fazendo unidade na busca de ser missão para o Reino de Deus. Alguns gritos foram feitos neste Congresso, o maior foi com relação à formação dos novos presbíteros. É preciso formá-los para a sensibilidade e necessidade missionária, seja para receber a formação, como posteriormente vivenciar isto em

seu sacerdócio, no acolher e na promoção das ações missionárias. Outro apelo é para os leigos e leigas. A necessidade de a Igreja ser eminentemente missionária. Além deste apelo ad gentes, foram expressas realidades e necessidades nacionais de urgências, vindo da Amazônia, das cidades grandes e das periferias. Uma felicidade que já existe são as diversas ações de missões em curso, o que anima e impulsiona a vida eclesial para a missão. “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio” (Jo 20,21) Jesus Cristo nos chama, que este seja o meu e o seu convite e envio! Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ

Animador Missionário da Província Nossa Senhora do Rocio


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Notícias

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VIII Mostra de Dança de São Paulo EducAção: por uma atitude que humaniza Nos dias 14 e 15 de julho a cidade de São Paulo, especificamente o Santuário Santa Edwiges, se transformou num local de debate, um espaço autêntico e próprio para falarmos sobre o tema EducAÇÃO! O dia começou com a chegada dos participantes da cidade de Ourinhos que foram acolhidos pelos nossos paroquianos, tomaram café e foram para a primeira atividade do dia. Os bailarinos foram direcionados ao CEU Meninos, enquanto os demais e alguns jovens daqui fizeram um  tour  pela cidade de São Paulo, passando pela Estação Mercado, 25 de Março, Mosteiro S. Bento, Estação da  Luz e Museu da Língua Portuguesa.

Logo após o almoço, deu-se início ao evento principal, ou seja, a Mostra de Dança propriamente dita, com 12 danças e mais algumas convidadas. Foi um show de mensagens, coreografias, estilos e músicas e, que tudo junto, contribuíram para que fosse estabelecida essa grande roda de discussão em torno do tema Educação, que vai além dos portões das instituições escolares, ela está na cultura, na arte, na formação do cidadão. A abertura contou com a participação do Coral Infanto Juvenil do Instituto Baccarelli, sob a regência de Regina Kinjo e o piano por Cláudia Cruz. Já o encerramento ficou nas mãos da Banda Via 33, com a apresentação da versão acústica do

seu novo trabalho. O vocalista Jonny, atuou durante muitos anos nos grupos de adolescentes e jovens do Santuário Sta Edwiges. Logo após a Mostra, ocorreu um momento para a confraternização dos grupos, ou seja, uma grande festa. Nem mesmo o frio que fazia em São Paulo foi capaz de tirar a animação da galera que motivados pelos jovens do nosso Santuário, dançaram, cantaram e até fizeram um desfile de moda com os figurinos das danças. No domingo pela manhã (15/07) foi realizado o Ofício Divino da Juventude e uma roda de discussão sobre o que é possível fazer para que aconteça na prática, o tema e o lema

da Mostra. E para coroar tudo isso, os jovens participaram da Celebração Eucarística, elevando graças a Deus por tudo de bom que aconteceu na VIII Mostra de Dança. O presidente da celebração foi o vigário paroquial, Pe. Bennelson Barbosa. Agradecemos a todos que estiveram envolvidos direta e indiretamente nesta 8ª edição da Mostra de Dança. Aos nossos padres, Paulo, Paulo Sérgio e Bennelson, aos jovens e as pastorais que auxiliaram no acolhimento e na alimentação. Que Sta Edwiges continue intercedendo por todos! Juliana Sales e Frei José Alves de Melo Neto - OSJ


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Jornada Mundial

Agosto de 2012

Patronos JMJ 2013 Caros amigos e amigas, Nesse mês vamos conhecer aqueles que serão os Patronos dessa Jornada Mundial. São pessoas que souberam viver a radicalidade do Evangelho e hoje são apresentados como modelo de vida, não por serem perfeitos, mas por buscarem a perfeição, cada qual ao seu modo.

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

Protetora da Igreja e das Famílias No ano 1717, três pescadores, ao lançarem a sua rede para pescar nas águas do rio Paraíba, encontraram a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Devido aos muitos milagres realizados e aumento da devoção foi proclamada padroeira do Brasil em 1930 e anos depois foi erguida, em sua homenagem, uma grande basílica que acolhe milhões de peregrinos todos os anos. A JMJ a invoca como Protetora da Igreja e das famílias! Oração Mãe de Deus e Senhora minha, rogai incessantemente por minha família que hoje consagro a vós! Amém. SÃO SEBASTIÃO

Soldado e Mártir da Fé Sebastião preferiu a fidelidade a Cristo a toda e qualquer honra civil e militar e, por esse motivo, foi expulso dos quadros do exército e morto na perseguição de Diocleciano no ano 300. Vemos destacar-se na vida do Santo a sua valentia e amor ao Senhor Jesus. A JMJ o invoca como Soldado e mártir da fé! Oração Que vossa intercessão alcance-me a graça de obedecer mais a Deus do que aos homens, tornando-me um soldado de Cristo. Amém.

SANTA TERESINHA DE LISEUX

Padroeira das Missões Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu na França, em 1873. Aos 15 anos, entrou num Mosteiro Carmelita, lugar onde viveu com humildade, simplicidade sua plena confiança em Deus. Foi proclamada padroeira das missões em 1927, por seu profundo desejo de ser missionária e sua disposição de oferecer tudo pelo bem dos demais. A JMJ a invoca como Padroeira das missões!

SANTO ANTONIO DE SANTANA GALVÃO

Arauto da Paz e da caridade Nasceu em Guaratinguetá em 1739. Da família com grandes recursos e possibilidades, renunciou a tudo e ingressou na ordem Franciscana. Pregador da paz e da caridade com palavras e obras, tornou-se modelo de entrega. Seus milagres começaram ainda em vida, distribuindo pílulas feitas por suas próprias mãos, que geravam grandes curas. O invocamos como arauto da paz e da caridade! Oração

Oração Concedei-me, por vossa intercessão, o ardor missionário para levar Jesus a todos os povos! Amém. BEATO JOÃO PAULO II

Intercedei para que, a vosso exemplo, eu promova a paz e a caridade em todos os momentos de minha vida. Amém.

Amigo dos jovens O Papa João Paulo II, o Grande, foi o criador da Jornada Mundial da Juventude em 1984. Considerado como o Papa dos jovens esforçou-se no diálogo com eles e convidou-os a reconhecer o seu lugar e missão dentro da Igreja. Seu pontificado foi duradouro e ajudou a conduzir os cristãos, tendo como base as inspirações do Concilio Vaticano II. Lutou até o último momento de sua vida compartilhando conosco sua felicidade de entregar-se totalmente a Cristo e à Virgem Maria. O invocamos como amigo dos Jovens! Oração Confio-me a vossa intercessão a fim de viver sinceramente a amizade com Cristo e com os irmãos. Amém.

Acompanhem na próxima edição os Intercessores da JMJ 2013. Fonte: www.rio2013.com Frei José Alves de Melo Neto Assessor Pastoral j_neto85@hotmail.com


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Vocações

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Promotores de vocações Quem deve promover a vocação na vida do jovem? De quem é a missão de lhe causar entusiasmo pelas coisas de Deus e da Igreja? Ora, se já compreendemos que vocação é o chamado de Deus, ao seu convívio e à missão de anunciar o seu amor ao mundo; se sabemos quais são as vocações (leiga, religiosa, matrimonial e sacerdotal), dessa forma, todos somos promotores das vocações. Um casal que vive no cotidiano a verdadeira vocação ao matrimônio, que se sente na missão de educar as novas gerações para o bem e a paz. Quando vivem o amor a dois numa abertura a comunidade, são capazes de irradiar este amor e motivar os filhos e outros jovens a buscar este mesmo ideal. O Irmão, a Freira, o Frei, a Consagrada que atua em meio aos pequenos da sociedade, aos sofridos e marginalizados, ou mesmo no serviço paroquial, quando deixa transparecer a alegria de sua escolha e a certeza de servir ao Cristo no próximo, contagia muitos outros. O padre feliz é aquele que partilha a satisfação de fazer as vezes do Cristo, sumo sacerdote; que anuncia aquilo que realmente crê, acompanha as pessoas em suas

dores e alegrias, ouve, aconselha, trabalha em prol da difusão do Reino fraterno e solidário. O jovem, o adulto que empenha sua vida; trabalha, paga contas, estuda, cuida de casa, faz cursos diversos, passeia com a família e ainda encontra tempo para zelar de uma pastoral na Igreja, é um exemplo de verdadeiro amor. Amor gratuito, de resposta àquele que nos amou por primeiro. Todos promovemos vocações à medida, que mostramos satisfação com aquilo que assumimos. Que motivação terá um jovem de se casar, ouvindo todos os dias alguém só reclamando do casamento e ainda se lamentando do dia em que se casou? Ou ainda de um padre ou irmã resmungando das muitas tarefas e dizendo o tempo todo que sua vida é difícil e cansativa? Pare! Sejamos jovens ou adultos, somos estimulados o tempo todo por motivações. Necessitamos de referências. Assim com o os Apóstolos tinham em Jesus a referência de vida, hoje também devemos buscar a quem nos espelhar. Precisamos de parâmetros para viver. Na linguagem comercial, quando se fala em promoção refere-se à diminuição de preço ou outra alter-

nativa, que facilite ao consumidor a compra de determinado produto. Promover é a arte de facilitar, despertar, ou melhor, motivar as pessoas a irem ao encontro de seus objetivos, mostrar caminhos. Não é diferente quando se fala em promover vocação. Quem promove é aquele capaz de apresentar ao jovem uma alternativa de vida, algo que realmente vale a pena lutar e empenhar toda a sua existência, uma escolha por Cristo.

Pais, mães, famílias, leigos, ministros, padres, irmãos, freiras, devem demonstrar sua satisfação, sua alegria em servir, de modo a encantar a convencer. São José Marello escreveu certa vez: “Vivamos alegres para nos conformar ao preceito: Sirvam ao Senhor com Alegria”. Pe. Marcelo Ocanha - OSJ

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São José

Agosto de 2012

A sagrada família estabelece-se em Nazaré Belém é a cidade de Davi, da qual sairá o chefe que apascentará Israel; a Galiléia, pelo contrario, é a região da qual não surge profeta (cf. João 7,52). A libertação definitiva da escravidão acontecerá na Judéia com a morte e ressurreição de Jesus, porém, deverão transcorrer muitos anos, antes que Jesus, pelo trigésimo ano de idade, se manifeste no rio Jordão. Nazaré, na Galiléia, foi o lugar escolhido por Deus para esconder, à sombra de José, a glória de Jesus, para que ele, crescendo em “sabedoria, idade e graça” (Lucas 2,52), vivesse todas as etapas da vida humana e santificasse a vida cotidiana em todas as suas expressões.. (Tradução e adaptação do texto “San Giuseppe nella catechesi” do Pe. Tarcisio Stramare - OSJ).

Participe do Retiro para Adolescentes 2012 Objetivo: Proporcionar aos adolescentes da nossa comunidade um momento de oração e aprofundamento de métodos orantes. Destinatários: Para adolescentes acima de 12 anos a 16 anos Investimento: R$ 5,00 Mais informações e inscrições pelo site: www.santuariosantaedwiges.com.br

Pe. Giovanni Battista Erittu - OSJ erittugiovanni@gmail.com

SAV - Serviço de Animação Vocacional A missão do Serviço de Animação Vocacional na Igreja e para os Oblatos de São José é: • • • •

Promover o DESPERTAR; Conduzir o DISCERNIMENTO; Levar ao Cultivo e; ACOMPANHAR as Vocações.

Isto tudo no sentido mais amplo: VOCAÇÃO HUMANA, VOCAÇÃO CRISTÃ, VOCAÇÕES LEIGAS, VOCAÇÕES AO MINISTÉRIO ORDENADO, VOCAÇÕES RELIGIOSAS E AS VOCAÇÕES MISSIONÁRIAS. Preocupando-se de maneira especial com as VOCAÇÕES DE ESPECIAL CONSAGRAÇÃO. •

A finalidade é fazer Discípulos, e isso significa, antes de tudo, ser autênticos seguidores do Cristo e viver com intensidade a própria vocação de discípulo missionário para suscitar novas vocações. O serviço na messe não é tarefa exclusiva dos animadores da PV/SAV. A missão é um dom precioso do Senhor, levada adiante por todos os vocacionados. Promover uma cultura vocacional integrada à Pastoral orgânica, que propicie a valorização da Vocação Batismal dos discípulos missionários, em um serviço que vai ao encontro, que acolhe e escuta, que acompanha e envia.

Conceber a PV/SAV como uma ação evangelizadora da Igreja que favoreça o encontro pessoal com Jesus Cristo, para que seja amado, adorado, anunciado a todos.

Considerar a oração como primeiro serviço da PV/SAV, cultivando uma espiritualidade Bíblica, Eucarística e Mariana, como sua fonte inspiradora.

Propiciar uma eficaz formação inicial e permanente dos animadores vocacionais, adequada à realidade.

Consolidar a identidade e a missão do animador vocacional, como discípulo missionário de Jesus Cristo, em comunhão com a Igreja, de modo que possa acompanhar e formar outros discípulos missionários.

Ser presença profética nas instituições sociais e organizações que trabalha em favor da vida e da dignidade humana.

Fonte: Discípulos Missionários a Serviço das Vocações Conclusões do 3º Congresso Vocacional do Brasil

Acompanhe as atividades da pastoral durante o mês Vocacional - Calendário do SAV Data

Atividade

Local

Horário

11 Sab

Oração pela Família – ECC e RCC

Santuário

19h

12 Dom

Encontro Vocacional

Seminário

11h

13 Seg

Semana de Oração pelas vocações religiosas e sacerdotais

18 Sáb

Votos Perpétuos do Frei Neto

Ourinhos

X

25 Sáb

Encontro com a Catequese, Infância Missionária e Coroinhas

Salão Pe. Segundo

14h30

26 Dom

Encontro com os Jovens Encontro com os pais dos padres OSJ que residem em SP

Santuário Santuário

9h 17h

X


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Santo do mês

Agosto de 2012

São Pio X - 21 de agosto

Mensagem especial

No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado “restaurar as coisas em Cristo”. Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença.  Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como “um simples pároco do campo”. Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo “o poder das chaves de são Pedro”. Quando alguém o chamava de “padre santo”, ele corrigia sorrindo: “Não se diz santo, mas Sarto”, numa alusão ao seu sobrenome de família.  No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.

A imagem do santo do mê

Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E desde criança manifestou sua vontade de ser padre. Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e pia, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903. 

Fonte: http://www.paulinas.org.br

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Donana Todos os dias era a mesma coisa. Ano após ano. Pela manhã, após o banho, Donana colocava uma roupa bonita, limpinha, muito bem passada, cheirando a alfazema. Penteava-se caprichosamente. Nem um fio de seu branquinho cabelo ficava fora de lugar. Nem um. Preparava-se como se a um passeio fosse. Depois, com um olhar altivo, corpo ereto, um meio sorriso no rosto, caminhava lentamente até a praça central, cumprimentando a todos que encontrava pelo caminho, desejando que aquele dia fosse melhor que o dia anterior. Ao chegar à praça, sentava-se num banco em frente à fonte luminosa, mantendo os olhos fechados, como se não quisesse ver o tempo passar. Vez por outra uma lágrima escorria em sua face, sinalizando algum sentimento reprimido. Após o relógio da Igreja Matriz bater por dez vezes consecutivas, levantava-se e dirigia-se ao Banco, para pagar suas contas. Se as tinha ou não, a ela não interessava. Esperava calmamente a sua vez na fila... Ninguém zombava de seu jeito diferente, estranho. Afinal, tinha sido professora de quase todos que ali se encontravam. Carinhosa, meiga, paciente. Em suas mãos nenhum aluno deixara de aprender. Costumava passar na lanchonete do Juca para tomar a mesma vitamina de sempre. Nem precisava pedir. Era só aparecer que alguém se prontificava a servi-la. Ficava ali tempo suficiente para deixar o tempo escorrer entre seus dedos. Depois, cabisbaixa, com os ombros arcados para frente, como se o peso da vida fosse demasiado para ela, caminhava a passos lentos, percorrendo as ruas da cidade, falando, sabe-se lá com quem. Vez por outra parava e olhava para os lados como se estivesse procurando alguém. Lá pelo final da tarde, sorridente, feliz, voltava apressada para casa como se muito tivesse que fazer. E tinha. Era o jantar que preparava para ela e sua mãe. Como se ela ainda estivesse lá. Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


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OSJ

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Oblatos de São José: Evangelizar os pobres, a missão continua! Os Oblatos de São José se aproximam dos 40 anos que animam pastoralmente esse Santuário de Santa Edwiges. Desde 1973, os padres, freis e irmãos que aqui trabalham procuram realizar, com a ajuda de muitos leigos, a vocação de discípulosmissionários de Jesus, no estilo de São José, tendo particular atenção para com os pobres e os jovens, a exemplo da Padroeira, Santa Edwiges. A respeito dos discípulos do Senhor, encontramos no início do evangelho segundo Marcos, 3,13-14 que Jesus após subir ao monte chamou os discípulos, constituiu assim o grupo dos doze, para estar com ele e enviá-los a pregar. Bispos, padres, religiosos (as), leigos (as) são os discípulos (as) de Jesus hoje. Todos nós, fomos, um dia, chamados por ele, para estar com ele e ser enviados a pregar. Responder, estar, pregar: são três verbos altamente vocacionais, profundamente missionários. Na tarefa vocacional e evangelizadora temos necessidade periodicamente de recordar que somos chamados por Cristo, que devemos desfrutar de sua presença e de escutarmos o senhor novamente nos enviando em missão. É com esse intuito que periodicamente somos convidados, como leigos, como religiosos e como sacerdotes, a dar uma pausa em nossas atividades, a nos distanciarmos um pouco, até fisicamente para estudar refletir, desfrutar da amizade com Deus, se abastecer para depois voltar para a missão mais animados e fortalecidos. Os Oblatos de São José, da província do Brasil, estiveram reunidos em assembleia entre os dias 02 e 06 de julho passado na cidade de Londrina, PR. O encontro contou com a presença de 41 pessoas, padres e irmãos religiosos, vindos dos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso onde os Oblatos estão presentes e trabalham na obra da evangelização. A assembleia teve como objetivo discutir os caminhos de vivência das novas orientações da Congregação oferecidas pelo último Capítulo Geral dos Oblatos de São José, ocorrido em Asti, Itália, em fevereiro passado, inspirados pela frase “Enviou-me para evangelizar os pobres” Lc 4,16. Além desse tema os religiosos analisaram a situação da congregação, que apesar de enfrentar desafios como o envelhecimento de seus membros e a crise vocacional em alguns países, vive momentos de expansão e crescimento outros países. As conclusões gerais da assembleia sintetizamse na inegociável opção de evangelizar os pobres, no testemunho alegre da vivência da vocação religiosa em comunidade num estilo de vida sóbrio, simples, e de partilha e na valorização da experiência de Deus no quotidiano de nossa vida, como fez São José e o fundador. Que Deus nos ajude nessa desafiante missão e contamos com sua ajuda. Pe. Antonio Ramos de Moura Neto Superior Provincial - OSJ


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Especial

Agosto de 2012

“Evangelho de Jesus Cristo” Iniciamos no mês de Maio uma série de artigos que tentam destacar o Evangelho segundo Marcos. O motivo é que este ano de 2012 é, na Liturgia da Igreja Católica Romana, o ano de Marcos. Naquele mês fizemos uma introdução geral ao Evangelho como situação de anúncio de Jesus Cristo e de sua mensagem. Este Evangelho é transcrito de quatro formas narrativas, que são os Evangelhos que conhecemos: Marcos, Mateus, Lucas e João. No mês de Junho introduzimos o texto do Evangelho de Marcos. Vimos um pouco a sua divisão e alguns temas importantes no texto. Em Julho, mês passado, destacamos algumas passagens importantes de Marcos e continuamos a introduzir os temas principais do texto, colocando em evidencia a relação que existe entre um e outro. O texto narrativo do Evangelho é um tecido que dá forma a um corpo: o anúncio da Pessoa e Missão de Jesus Cristo. Neste artigo veremos o conteúdo da palavra “evangelho” e analisaremos o nome do personagem do qual se apresenta o Evangelho: Jesus Cristo. 1. Evangelho e Evangelizar - A palavra “evangelho” não é uma invenção cristã! Ela existia antes do Cristianismo. Era uma palavra fortemente política, pois referia-se à chegada de alguém muito especial, geralmente um general, um representante de um rei ou o próprio rei ou imperador. Um “arauto”, que é quem dava a notícia, anunciava o Evangelho. Ele fazia o anúncio que, em grego, se diz “querigma”. Esta palavra, então, significa “anúncio”, mas não um qualquer e sim o anuncio de um evangelho. E evangelho era a boa notícia que o arauto anunciava, podendo ser uma vitória militar, a visita da autoridade (rei, se representante, etc.) ou algo importante, como o nascimento, a libertação, etc. Antes do primeiro texto que chamamos de “Evangelho” e que está no Novo Testamento, ser escrito, quem mais usou este conceito foi Paulo nas suas cartas. De fato, encontramos o verbo “evangelizar” uma vez em Mateus, dez vezes em Lucas, 15 vezes em Atos dos Apóstolos, duas vezes na Carta aos Hebreus, três vezes na 1 Pedro, duas vezes no Apocalipse e 21 vezes nas cartas paulinas. O substantivo “evangelho” nós encontramos quatro vezes em Mateus, oito vezes em Marcos, uma vez em 1 Pedro e também uma no Apocalipse. Nas cartas paulinas aparece 60 vezes! Isto é significativo, pois dá a entender que Paulo tinha grande consciência de que anunciava, ou seja, era o “arauto”, de uma boa notícia. Por exemplo, lemos em 1 Coríntios 1,1: Lembro-vos, irmãos, o evangelho que vos anuncie, que recebestes, no qual permaneceis firmes… Paulo anuncia um “evangelho”, uma “boa notícia”. Ela diz respeito a Jesus Cristo em seu Mistério. 2. Jesus, a Pessoa - O primeiro versículo de Marcos diz assim: Princípio do Evangelho de Jesus Cris-

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No ano em que a Igreja lê, na liturgia, o Evangelho de Marcos, é oportuno que descubramos o significado da palavra “evangelho” e do nome Jesus Cristo.

to, Filho de Deus. Já vimos, anteriormente, o que significa “Filho de Deus” neste contexto de Marcos. Usamos para a análise textos do próprio Evangelho segundo Marcos. No presente artigo queremos analisar o nome Jesus Cristo. Afinal, é Ele quem é apresentado e proposto no texto de Marcos. Jesus era um nome muito usado no Antigo Testamento e nos tempos do Novo Testamento. Veja que um nome, todos os nomes (ou quase todos!), têm um significado. No caso de Jesus o significado é “Senhor Salva”. A forma antiga do nome era Yehoshuá. É a junção entre o verbo yah, em hebraico “ser” ou “existir” e o verbo ysha’, que é “salvar”. O nome tem o sentido de “ser salvação”. Ocorre que este primeiro verbo, yah, é também a base para o nome de Deus, que em Êxodo 3,15 é apresentado como Yhwh, e pode ser traduzido por “o existente” ou “Sou aquele que sou”. O Nome de Deus é complicado de ser traduzido. Os Judeus não o pronunciavam pois tinham o maior respeito por ele - por Deus e pelo seu Nome, que era, na mentalidade judaica, a própria presença de Deus. Eles pronunciavam, no lugar do Nome de Deus, a expressão Adonay, que significa “Senhor de mim” ou “meu Senhor”. Quando os textos escritos em hebraico foram traduzidos para a língua grega, o Nome Yhwh foi traduzido para “Senhor”. Sendo o nome Jesus originalmente Yehoshuá ou, simplificado para yeshuá, pode ser traduzido como “o Senhor é a salvação” ou “o Senhor salva”. Este é o significado no nome Jesus. E com este sentido outros personagens bíblicos tiveram o mesmo nome: – Josué, o líder que conduziu o povo da Aliança até a entrada na Terra Prometida; – um homem da tribo de Levi, no tempo do rei Ezequias (2 Crônicas 31,15); – um sacerdote (1 Crônicas 24,11); – vários contemporâneos de Zorobabel, governador da Judeia depois do Exílio (Esdras 2,6; 3,9; Neemias 8,7); – o sumo sacerdote Josué (Zacarias 3,1); – um dos antepassados de Jesus Cristo (Lucas 3,19); – um tal Jesus, o Justo, colaborador de Paulo (Colossenses 4,11). Também o nome Oséias é uma forma do nome com o mesmo sentido de Jesus. O nome Yeshuá foi traduzido para o grego como Iesoús, para o latim como Iesus e veio para o português como Jesus. Ele identifica a Pessoa: o Senhor, o Deus da Aliança, é a Salvação. Ele salva, isto é, conduz tudo para o Santo, que é o Pai, por meio da ação do Espírito Santo. Ele conduz ao projeto original da Aliança: a comunhão com Deus. 3. Cristo: um projeto de missão - A palavra “cristo” é de origem grega. Vem de christos, que por sua vez é uma tradução da palavra hebraica mashiah, “ungido” do verbo mashah, “ungir com azeite”. Este é um ato simbólico: a unção com azeite, no Antigo Testamento, era o sinal de escolha de uma pessoa para uma missão importante. Os que assumiam tais missões em Israel eram os

ungidos, os messias. O ato de ungir ou derramar óleo na cabeça de alguém, que formava o ungido ou messias, deixou de ter lugar como ação concreta, tornando a sua motivação, que era a escolha de Deus, o fundamental. Os reis, sacerdotes e profetas eram, simbolicamente, ungidos, no sentido de escolhidos para uma missão especial no conjunto do Povo da Aliança. A ideia de messias surgiu com os Profetas e os reis. Foi alimentada durante séculos, mesmo quando já não existiam reis e profetas, chegando até Jesus que muitas vezes é chamado de “filho de Davi”. Em Marcos, primeiro texto do Evangelho a ser escrito, isso ainda não está muito evidente, mas seguramente é um dos elementos importantes que motivam o desejo de Jesus em manter em segredo alguns de seus milagres. O nome “cristo” é uma qualidade para Jesus. Aos poucos passou a fazer a dupla de identificação “Jesus Cristo” ou, como chama Paulo, na maioria das vezes em suas cartas, “Cristo Jesus”, colocando primeiro a missão, depois o nome do personagem. Marcos apresenta, logo no título de seu texto, a declaração de que ele está apresentando a boa notícia a respeito de Jesus, o personagem que veio fazer concreta a salvação do Deus de Israel, o Senhor. Ele é o Messias, o Cristo, isto é, o escolhido de Deus para a transformação da história. Veja que estamos apenas nas primeiras palavras do Evangelho. Em um total de 678 versículos, distribuídos em 16 capítulos, analisamos brevemente o conteúdo de parte de um único versículo, o primeiro. Seguramente seria possível descobrir muitas coisas interessantes lendo todos os demais. Aos poucos vamos fazendo estas descobertas. Pe. Mauro Negro - OSJ Biblista PUC Assunção. São Paulo SP mauronegro@uol.com.br


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A.A.C.C Ademar Ashicar Ademar e Maria Vitória Ademar Machado Ademir Santiago Garcia Adevaldo José de Castro Adoração e Francisca Delgado Bayo e Família Adoração e Francisca Delgado Bayo e família Adriana e Douglas Arruda Adriana Fresneda Soares Rogério e Família Agmar Maria dos Santos Agueda Guimarães Aguimar e Izabel de Souza Aguimar Souza Ailton Leriano Alleman Ailton Wagner Cordeiro Airton Sampaio e Amália Maria de Souza Alaíde Lucinda de Almeida Alaíde Maria dos Santos Alaide Santiago Fernandes Alaíde Santos Coelho Alairson Ricardo da Silva Alan Lopes da Costa Albino Rodrigues e Lidya Rodrigues Albino Rodrigues e Lydia Rodrigues Alcino Rodrigues de Souza Alda Soares Lima Alessandra Albuquerque Braga Alessandra Boscariol da Silva Alex Leriano Alleman Alexandre Sabatine Roda Alexandre Siqueira Alexandre Xavier de Oliveira Alexandre, Katia e Tereza Alfredo Elin Alfredo Pisani Altair Marchesini das Neves Álvaro Ernesto Janussi Álvaro Leopoldo Furtado Amélia Marin Grillo Ana Alves do Nascimento Ana Cavalcante de Alencar Aquino Ana Claudia Couto Barreto Ana Cristina da Silva Camargo Ana Cristina da Silva Camargo e família Ana da Costa Oliveira Coimbra e Família Ana da Silva Camargo e família Ana Dalva Pereira Correia Ana Lúcia Tertuliano e Família Ana Luiza e Eduarda - Família Souza Ana Luz Santos Ana Maria Ana Maria da Penha e Francisco Ana Maria, Osvaldo, Rafael e Renato – Família Barros Ana Marina de Freitas Siqueira Ana Padilha Marques Ana Paula Caciano Bispo, Sebastião B. Leão e Maria Madalena Ana Paula da Silveira Siqueira Ana Paula Marabelli Ana Paula Roveri e Familia Ana Rosa de Carvalho Ana Ruiz de Oliveira Ana Salustriana Bandeira Ana Teresa Stoppa Cruz e Família Anair Meireles Soares Anderson Félix Ferreira e Família André Tadeu Braga Andréa Francisca dos Santos e filhos: Rafael, Gabriele e Leonardo Ângela, Marcos, Higor. Hingrid e Thiago Aguiton Anônima Anônimo Anônimo Anônimo Antonia Alexandre de Sousa Antonia Ballestero Foge Antonia Koziot Antonio Alessi Antonio Alves de Freitas Antonio Cristóvão de Almeida Antonio de Souza Sobrinho Antonio Falcon Junior e Família Antonio Faustino da Silva e família Antonio Lima de Moura Antonio Pereira Monteiro Filho Antonio Poiato e família Antonio Teixeira Neto Aparecida do Amaral Campezzi Aparecida Lourdes Brianti e família Apostolado da Oração Argeu Carlote Argeu Carlote Argeu Carlote Argeu Carlote Arlindo Ferreira Armando Santos Menezes Armazém do Sabor Armenny Markarian Alertermakian Augusto Pinto Ferreira Auricério Inácio da Silva e Família Aurivan de Paiva Silva Avelino e Beatriz Rosa Avilmar Souza Bartira Motta

Benedita R. B. oliveira e Cristiane N. Oliveira Benedito Abreu de Souza Benedito Aparecido Mendonça Benedito Assunção Coimbra Bonilha e Gil Transportes Breno Sylos Bruno Alleman Camila Rosa da Costa Carlos Alberto de Araújo Junior Carlos Antonio Alves Godoi Carlos e Cristina Marcondes Carlos Roberto de Moura Barbosa Carlos Roberto de Moura Boraba e família Carmen Violandi Conceição Caroline Santos Toribio e família Catequese de 1ª Eucaristia do Santuário Sta Edwiges Cecília Alves Célia e família Celia Teixeira da Silva Chirlei Pires Albuquerque Chirlei Rosana Ferreira Cícero Alves Clarindo de Souza Russo Claudia Lima da Silva Claudia Rejane Cassiano Leão Cláudio Breviato Cleiciane Alexandre Bezerra Cleonice Estorte e família Cleonice, Beatriz, Therezinha, Niete e Lindalva Cleusa Maciel Ferreira e familia Comunidade Nossa Sra. Aparecida Conceição de Maria Souza Creche São Vicente Pallotti Crianças Delgados dos Santos Daniel de Oliveira Vilas Boas e família Daisy Carvalho e Silva e Família Delcio Pesse (Brigth Dentes) Deusimar e Fátima Saraiva Oliveira e Família Dinaldo Mendes Bernardes e família Djanane Ângelo Alves Domingos Malzoni Domingos Mormita Domingos Sávio Alves de Faria Doris Antonia dos S. França e família Drusila Fernanda Gomes Milani Dulce do Nascimento Diniz Edda Cattarin Val y Val Edilberto, Erineide B., Mouro, Antonio M. e Rosália Bezerra Edilson Pereira de Andrade Edimilson P.Silva e Ernando Pacheco Edinalva J. Sousa e família Edison Vicentainer Edivan José de Sousa Veloso Edna Gonçalves de Macedo Edson da Silva Cruz e Família Edspress Industria Gráfica LTDA (Edson Luis Delavega Leon) Edvaldo Batista dos Santos Edina Arleta Beraldo Efigenia e José Ribeiro Elaine Cristina de Almeida Gilio Elenicio Delmondes de Andrade Elenicio Delmondes de Andrade Elias e Fernanda Gedeon Eliete Mussi Sapia e Alice Jadham Mussi Eliete Ferreira dos Santos Elisa Nilsa Fernandes Elisa Nilza Fernandes Elisana Ribeiro Eloísa Caltadelote Elza C. Genaro e Família Emilia, Fátima Maria e Maria Lucia Engesonda Fundações e Construções LTDA Erivan Carvalho da Cruz Ernanes Rosa Pereira Estevam Panazzol Eudinice Fiuza Lobo Eurides Almeida Matos Neto Evani L. M Evanira do Amaral Carrara e Família Evelin – Familia Cestari Noronha Fabiana Aparecida de Araújo e família Fabio Adib Massini Nunes Fábio Souza Ramos e família Família A. Amaral Família Almeida Andrade Familia Asevedo Berrocal Família Bertone Amaral Família Coviello, Caputo e Oliveira Família Dassie Magalhães Gomes Família Dassie Magalhães Gomes Família Dassie Magalhães Gomes Família Fernandes dos Santos e Delgado Família Ferreira Amaral Família Fiuza Família Fiuza Família Florisvaldo Jesus Santana Família Gonçalves Família Guimarães e Siviero Família Lucinda Gorreri Família Maia dos Santos Família Marquezine e Apostolado da Oração Família Moryama Família Nunes Rodrigues Família Piccin Família Santos e Silva Família Santos e Silva

Família Santos Lima Família Sena Família Sena de Almeida Família Tinelli Fátima Busani e Antonio Fátima e filhos: Tadeu, Tiago e Fernanda Lopes Fátima E. S.Moraes Fátima Monteiro de Ariola Fausto Ferreira de Freitas Fernanda Carolina Inácio Dayko Fernando Augusto Silva Fernando Gomes Martins Flávia Regina Rodrigues Flavio T. Pessuto e Família Florisa Sergina dos Santos Francisca Alves Nascimento, Tiago, Mateus e Felipe Francisca Paulino Silveira Francisco Araújo Lima Francisco Augusto Salles Wohlers e familiares Francisco Carlos Abranches Francisco de Assis Cabral e Família Francisco de Assis Pereira e Família Francisco de S. Leite e Francisca Inês Francisco e Antonia Amâncio Sobrinho Francisco Fernandes de Freitas e Família Francisco Michele e Guilherme Francisco Tomaz Ferreira Fraternidade São José Gabriela Augusta Oliveira Gazzan Izar Genésio Pereira Feitosa Geni Antonia da Silva e Família Geralda Generoso dos Santos, Antonio Marcos e Márcio Moreira Geraldo Alves Martins Getulio Sanches Gilberto da Silva Santana Gilmar Antonio B. Lírios Gilmar Barione Gisele Guimarães Ramos e Família Giseli Elaine Lopes de Freitas Glauce Avelar Gláucia Marques Jácomo Grupo de 3ª Idade Luar de Prata Guiomar Carvalho de Oliveira Gustavo Ashcar Hamilton Balvino de Macedo e Família Hebert AKira Kuniosi Heleno Amorim Linhares Helio Martins de Aguiar Helio Mendes Vale e familia Helio Ranes de Menezes Filho Henrique Caires Nóbrega Netto Hermes Redentor Pereira Sencion Hiroshi Koto Ildo de Araújo e família Ilzimar Alves Soares Irandéia Ribeiro Santana de Souza Irene e Helio Irene Pocius Torolo e Antonio Demetrio Isaura de Jesus Cardoso Isaura Generoso dos Santos, Bruna e Bianca Ismael Ferreira de Matos e Família Ivete dos Santos Souza Ivete Gonçalves de Lima Elin Ivoni da Silva Calisto e Família Izaíra Toneti e família Jaciro Tiverom e família Jailda Ferreira da Silva Jandira e família / Francisca e Família Janice Monteiro Vieira (esposa do Sr. Mievel) JM Produtos Minerais Joana Adelaide Carvalho Joana Celestino de Sá Braga Lima Joana Teixeira dos Santos e Família João Augusto da Silva João Batista, João Alfredo e Marlene João Batista Piovan João Batista Turíbio João Bosco Alves João Bosco Calou João Braz Machado e Luciene Santos Borges João Carlos Crema João Evangelista Rocha de Jesus João Guimarães João Mario e Maria Helena João Pequim João Pereira de Andrade e Família João Ramiro Fusco João Ricardo Silva de Oliveira João, Alexandra e Camila Joaquim e Marilene do Nascimento Joaquim José de Santana Neto Joaquim Pedro da Silva Jobel Felix da Costa Jonatas Rodrigues Reis e Valéria de Sá Correia Reis Jorge Dantas dos Santos José Alves Pereira José Antonio Bruno e família Jose Augusto Ferreira da Mota e Família José Barbosa dos Santos José Batista do Amaral e Amélia Crivelari do Amaral José Carlos Andrade Santos José Carlos Pinheiro José da Roz e Família José de Sousa Medeiros José Donizete Candido do Vale e Família

José Domingos Gonçalves de Queiroz José e Terezinha Rafael Ferreira e família José Fernandes Góes José Fernandes Gomes Jose Luiz Bravo e Família José Malaquias da Silva José Portilho Gusmões José Richardson Pereira da Silva José Roberto Pereira Lima José Roberto Plima José Roberto Vieira e família José Rodrigo de Oliveira José Severiano de Jesus José Severino Nunes da Silva José, Terezinha, Rafael Ferreira e Família José Valdo de Oliveira e família José Valdomiro Fusco José, Elvira, Juliana e Jussara Silva Santos Josefa Maria da Silva Souza Josete Gomes de Jesus Josete Gomes de Jesus Juraci Barbosa e Cacilda Juracy Pereira da Silva Karina C Kátia Lucinda Gorreri Laido Ciampone Junior Laido Ciampone Junior Lanhouse Santa Fé Leila Izar (em memória) Leila Palmeira Azmar Leonor Alonso Galinaro Lílian Pontes e Fábio Pontes Lodovico Fava Loraine Beltrame Lourdes Ferreira de Santana Lourdes Lima Ribeiro Marcelino Lourdes, Mário e Marcos Vinícius Nemoto Lourdes, Mario Marcos Vinicius Nemoto Lucia Diniz Lourdes da Costa Barbiere e Família Luis Carlos Rufo Luis Celso Pasquale Rosa e Família Luis Cláudio de Oliveira e Maria Aparecida Mendes de Oliveira Luis Laurindo dos Santos (Família Laurindo) Luis Santana da Silva Luiz Alberto Amaral (em memória) Luiz Carlos Montorsi Luiz Fabiano Rodrigues de Sá Luiz Ferreira da Silva Luiz Geraldo Sylos Luiz Henrique Miguel Luiz Pedro da Silva (In Memoria) Luiza Vieira do Nascimento Luiza Cristina Fernandes Luiza Gomes de Macedo Luiza, Gil, Angelina, Roberta, Luiza, Zeneide, Katia, Helena, Francisca e Maria José. Lurdes Aparecida e Pedrina Montovani Luzia Ap. Perobelle Luzia Bicudo Villela de Andrade Luzia Costa Cordeiro e Família Luzineide e Edimar Lydia Rochelli do Amaral Mª de Fátima, Eliza, Rafaela e Anderson Santos Mª Jose, Gil, Angelina, Roberta, Luiza, Zeneide, Kátia, Helena e Francisca Mª Nascimento, Eliza, Samuel e Gabriel Maci Camacho e família Magda Sant’Anna Cabral Pearson Magnólia de Jesus do Reino Maisa Asencio Milani Manoel Ferreira da Silva e Família Manoel Ferreira da Silva e família Manoel Francisco de Oliveira Manoel Joaquim Granadeiro Manoel Pereira Sobrinho Manuel Baleeiro Alvez Manuel Braga Vaz Mara Regina Marcelo Barbosa de Oliveira Marcelo Barbosa de Oliveira e família Márcia de Fátima Teixeira Márcia Regina Silva de Sene Marcio Ferreira Acosta Marcio Ney Ferreira Marco Antonio Fernandes Cardoso Marcos da Roz e Família Marcos Ferreira de Sena Margarida de Faria Rodrigues Maria Amália Marmora Maria Andrade de Souza Maria Antonia Mendes Maria Antonia Pires Vargas Maria Aparecida Bonesso Maria Aparecida Cance de Macedo e família Maria Aparecida e Carlos Eduardo Maria Aparecida e Carlos Eduardo Liberati Maria Aparecida da Silva Maria Aparecida Lima de Souza Maria Aparecida M. Aguiar Maria Aparecida Miola Maria Augusta Cristovam e Família Maria Augusta Justi Pisani Maria Barbosa Ciqueira e Família Maria Bezerra Paiva Soares Maria Cecília Benedito Maria Cirila Martins

Maria Conceição Brandão e Antônio Pereira Maria da Conceição V. Alves e Família Maria da Guia e João Rafael Maria da Paz Silva Gonçalves Maria da Penha S.Pellegrino Maria da Solidade de Oliveira Maria das Dores Lopes Maria das Graças de Oliveira Santos Maria de Fátima Albuquerque de Oliveira Maria de Fátima Campos Vieira Maria de Fátima Pereira Maria de Fátima Teixeira Maria de Fátima, Eliza , Rafaela, Anderson Santos Maria de Lourdes da Conceição Maria de Lourdes Silva Maria de Nazareth Vaze Vilela Maria do Amaral Camargo e família Maria do Carmo Bonilha Maria do Carmo e Mônica Cristina Alencar Ribeiro Maria do Céu da Silva Bento Maria do Socorro da Silva Maria do Socorro R. Mesquita e família Maria do Socorro Ramelo Maria dos Santos Araújo Maria Edina Souza Silva Maria Edna Angelo Marabelli Maria Elisa Arruda Miguel Maria Ferreira Lima Maria Ferreira Vassalo Maria Florinda Vieira Costa Maria Francisca Xavier Maria Guimarães de Paiva Maria Helena Chinaglia Maria Helena dos Santos Maria Heloisa Rodrigues Soares Maria José Maria José da Conceição Santos Pereira e família Maria José de Oliveira e Família Maria José Veloso Braga Maria José Vieira Silva e Família Maria Lucia Correia da Silva Maria Lucinete Costa Saraiva Barbosa Maria Luiza Silva Souza Maria Maristela da Silva Caetano Maria Nascimento, Manoel, Samuel e Gabriel Maria Neci Paes Maria Neuza da Silva Sales Maria Nilza R. Gomes Flaga Maria Odylia Jambeiro Mendes Maria Raimunda Monteiro da Silva Maria Regina Dias Maria Regina Tavares Maria Ribeiro da Silva Maria Rocilda de Lima Maia Maria Rosaria Erciodeo Barreto Maria Roseni Alves dos Santos Maria Silvania Silva Santos Maria Tereza V. Rocha Maria Valdelícia de Sousa Maribel Candaten Marilene David Pinheiro Bento Mariliza e Walter Alberto Brick Marina dos Santos e Família Mario Estanislau Correa Marlene de Oliveira Marlene de Oliveira Maru Markarian Mary Izar (em Memória) Mauricio de Andrade Maurilio Chiuzini Mauro Antonio Vilela e Família Mauro César do Carmo Mercedes Belmiro e Netas Miguel Barros da Silva e famíia Miguel Caludino Ferreira Miguel Muniz Leão Ministros da Sagrada Comunhão Miriam Cristina Mascarenhas Moacir e Sueli da Silva Naelson de Oliveira e família Nalveni Silveira e família Naru Markarian Neci Silva Vieira de Miranda Neisa de Azevedo Alves Nelsinha Helena Ramamalho Neusa Barra Galizzi Neusa Leriano Alleman Neuza Aparecida Campos Neuza Ramos de Souza Newton Mori Nilsa Aparecida Sabino Nilson Batista dos Santos Nilza Maria Rodrigues Nivaldo Mendes Freire Noemia de Oliveira Monerato Norma Izar Odair Caltabeloti e Eloísa Odelita Gomes da Silva Odete e Roseli Priore Odete Maria Teixeira Olga Cuoco Olindo Morellato e Família Olindo Morellato e família Orminda Paccheco Ferreira Orotides Correia Martins Oscália Calmon Oscarino Martins e Fátima Lemos Oscarlina Antonia de Moura

Osmar B. Miranda e Elizabeth S. Ales Miranda Osvaldo Martins Januário Otilio Pereira Oswaldo Cecara e família Pastoral da Acolhida Pastoral Missionária Paula A. Vicente e Graziela V. Supriano Paulino Gomes de Oliveira Paulo Ernesto Tenorio Vilela Paulo Ernesto Tenório Vilaca e Família Paulo Farah Navajas Paulo Vicente de Jesus e Família Paulo Vicente Martins e Família Pedro dos Santos Pedro Moreira Rodrigues Piero Simonetti e Família Quitéria Gouveia Rael Pereira Nunes Railda e Sandra Ferreira de Sena Raymundo Varlese Neto e família Reginaldo Gomes Ferreira Renata Lima Ferreira Renato Ruiz Ricardo Oliveira Passni Ricardo Rodrigues Damasceno Rita de Cassia da Costa Tejada Rita Maria Arantes Roberto e Eliete Gimenez Roberto e Maria Rozilene de Almeida Ruiz Roberto Martini Roberto Parvo e Família Roberto Tagudi Yoko Tagudi Roberval D. Crepaldi Roberval Munhoz e família Romaria de São José dos Campos Romaria Vocacional de Londrina / Apucarana (OSJ) Rosa Bonvegues Rosalia Bezerra e Antonio Mouro Rosangela Colli Rosangela Valvit Consultoria Jurídica e Previdenciária Rosely Priore Rosirene Maria Gomes e família Salvador Carvalho de Araújo Salvina Santo Olegário Jesus Sandra e Samuel Rocha Sandra Regina E. Cavalheiro e Família Sandra Regina Mendes Jefferson e Vanesca Sebastiana Alves Sebastiana Silva (Ana) Sebastiana Martins dos Santos Sebastião de Jesus Gonçalves Sebastião José da Costa Sebastião Vieira Belo Selma Mara Gasperoni e Wilson José Poncetti Selma Panazzo Sergio Kawahara Serize e Edson França Vincenzi Severino Vitalino da Silva Shirlei Pires Albuquerque Silvaldo José Pereira e Família Silvana Pino Alleman Silvana Terezinha Marques de Andrade Solange Spera Sonia Maria Cesari Sonia Varga Ortega Bernardo Gomes e familia Stefany Alleman Stela Maris Peleckas e família Suraia Zonta Bittar Sylvia Cristina Augusto e Família Sylvio Roberto Ricchetti Tadeu Laerte Mattioli Teodora Paiva Pinheiro Thais Andreza de Souza Thalya Sylos Therezinha M. Camargo Romanato Tomás e Antonia Valdeicir Rodrigues Loiola Valdete Gomes Guimarães Valéria Ferrari Tonche da Silva Valter Espolaor e família Vanilde Fernandes e Família Vanja Lúcia Orsine Vanja Orsini Vera Lúcia Caetano Rodrigues Vera Lucia Gouveia da Silva Santos Vera Lucia Sanches Ribeiro Victorio Marzzetelli Vitória Paula de Jesus Souza Waldemar Martins dos Anjos Waldyr Villanova Pangardi Walfredo Ferreira Junior Walter Aristides Camargo e família Wilson Malavolta e Simone Bombassei Wilta das Graças de Almeida Wilton Célio Torino dos Santos Yoshimitsu Magario Zilda da Silva Alves Zulma de Souza Dias


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