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Boletim Informativo da Paróquia São José do Ipiranga - nº 51 - setembro de 2013

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APRESENTANDO O BOLETIM

ueridos paroquianos e leitores,

“A Palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz em nosso caminho”(Sl 119,105). Neste mês chamado de ‘mês da BÍBLIA’, somos convidados a colocar a Palavra de Deus em um lugar ainda mais alto em nossa vida. Nossa fé católica se fundamenta sobre três pilares fundamentais: Escritura, Tradição e Magistério. A Palavra de Deus é a fonte de nossa fé cristã, por isso, devemos estudá-la e rezar sempre com ela. Apresentamos o artigo sobre o mês da Bíblia proposto pela CNBB. No artigo ‘Ministério da Palavra’, veja a beleza de ser ministro da Palavra de Deus. O ministro empresta a sua voz para Deus falar à comunidade. No dia 08 celebraremos a festa da natividade de Nossa Senhora e no dia 29 a festa dos arcanjos. Leia também os artigos sobre a importância de ser Dizimista fiel e sobre o ano da fé. Apresentamos a programação da semana Bíblico-Missionária que acontecerá em nossa paróquia. E por fim, as informações e atividades de nossa paróquia. Fraterno abraço!

MÊS DA BÍBLIA 2013

DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS A PARTIR DO EVANGELHO DE LUCAS

“Alegrai-vos comigo, encontrei o que havia perdido” (cf. Lc 15).

Padre Ramires Henrique de Andrade, nds

respondidas as seguintes questões: Quem é o autor deste Evangelho; Quando, onde e com qual finalidade foi escrito; Quais os pontos fundamentais da teologia lucana, da teologia da história, da ética lucana; Qual o papel das mulheres na narrativa, entre outros temas importantes.

O tema proposto para o estudo do mês da Bíblia 2013 é "Discípulos missionários a partir do Evangelho de Lucas", sob a perspectiva do discipulado missionário, conforme o enfoque do Projeto de Evangelização: "O Brasil na missão continental". O tema escolhido percorre os cinco aspectos fundamentais do processo do discipulado: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o seguimento, a comunhão fraterna e a missão. O lema indicado pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência O estudo versará sobre o início da Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) missão pública de Jesus na Galileia. é "Alegrai-vos comigo, encontrei o O relato é marcado pela presença de que havia perdido" (cf. Lc 15). Jesus na sinagoga e tem como centro Na abordagem do tema, serão

a proclamação do cumprimento do texto do profeta Isaías (Is 61,1-2). Os temas da vocação, missão e exigências do discipulado serão assuntos que vão ao encontro da perspectiva do tema deste ano e têm a finalidade de acentuar a radicalidade na resposta dos discípulos (Lc 5,11), além de enfatizarem o desprendimento, que é uma atitude própria de todo discipulado. Será aprofundado o papel das mulheres no seguimento de Jesus e abordará as parábolas presentes em Lucas 15, tendo como tema o processo de conversão dos discípulos chamados a seguirem Jesus, o Cristo. No Evangelho de Lucas 24,13-35 há um relato exclusivo de Lucas e que descreve o caminho catequéticolitúrgico marcado pelo escutar e reler as Escrituras à luz do Mistério Pascal de Jesus, bem como pelo reavivar em nós a certeza de que é no partir o pão que o encontro com o Ressuscitado se faz sempre presente e que somos enviados (as) a anunciar a alegre notícia: Jesus ressuscitou e vive em nosso meio.


M I NI ST É R I O D A PA L AV R A

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m dos momentos da Celebração Eucarística é a Liturgia da Palavra. A Palavra de Deus é solenemente proclamada para atingir o ouvido e o coração das pessoas. O Concílio Vaticano II, no documento Sacrosanctum Concilium, fazendo menção às diversas presenças de Cristo durante a Celebração Eucarística, diz que Cristo está presente também na sua Palavra, “pois é Ele mesmo que fala quando se lêem as Escrituras na Igreja”

(Sacrossantum Concilium 7). E este ganha trabalho, ganha voz e força por aqueles e aquelas que se dispõem a serem porta-vozes de Deus. A CNBB, em diversos pronunciamentos e documentos, chamou esses homens e mulheres de “Ministros/Ministras da Palavra”, ou seja, são eles e elas os responsáveis da proclamação da Palavra de Deus. São eles e elas que devem fazer com que a Palavra atinja a vida dos ouvintes, daqueles e daquelas que participam da Celebração Eucarística. A Igreja se reúne formando uma assembleia para ouvir a Palavra. É necessário que alguém apresente esta Palavra, leia, ou melhor, proclame esta Palavra que é Jesus Cristo. Podemos dizer que esta é a tarefa de um anjo, pois anjo é a tradução de uma palavra grega que significa mensageiro. Também em hebraico o sentido é o de alguém que porta uma mensagem, uma comunicação. Ele é apenas um canal da mensagem. O importante é a mensagem, mas sem o anjo não pode haver a comunicação. Assim, o leitor transmite a mensagem do Senhor e da Salvação que Ele opera. Deve fazer de modo digno e frutuoso. A fé cristã é basicamente uma transmissão. O ato de transmitir está na base tanto da Escritura quanto da Tradição da Igreja. A Escritura foi primeiro contada, relatada, partilhada de modo oral, entre as pessoas. É a novidade, a história, o fato transmitido. A liturgia celebra a Palavra, não apenas lê a Palavra. O anúncio da Palavra de Deus é o ponto alto e constitutivo tanto da antiga como da nova Aliança. Por isso, ao proclamar a Palavra, precisamos considerar que esta produz efeitos. Na Paróquia São José do Ipiranga é a Pastoral dos Ministros da Palavra que cuida das funções litúrgicas de Leitores, Salmistas e Comentaristas. A Pastoral se reúne toda 1ª segunda-feira do mês, às 20 horas, na nave da igreja, sob coordenação de Diógenes José da Silva, Márcia Rosiane Benevenuto Luisi e Regiane Tacconi Escobar. Durante o mês de setembro estaremos de plantão na entrada da igreja para receber sua inscrição. Venha ser um agente pastoral. A comunidade precisa do seu trabalho!

ministrosdapalavra@ymail.com

A RCANJOS SÃO M I GU E L , SÃO G A B R I E L E SÃO R A FAEL

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Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “a existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé”. Eles são os “servos e mensageiros de Deus” (CIC 328 e 329).. Durante o ano litúrgico, a Igreja celebra a memória dos anjos em determinadas datas. O mês de setembro tornou-se mais festivo para os cristãos, pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos mais famosos da história do catolicismo - Miguel, Gabriel e Rafael - para o dia 29 de setembro, data em que se comemorava apenas o primeiro. Esses três arcanjos representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao trono de Deus e são seus "mensageiros dos decretos divinos" aqui na terra. Miguel, que significa "Quem é como Deus?" é considerado o príncipe guardião e guerreiro, defensor do trono celeste e do Povo de Deus. Fiel escudeiro do Pai Eterno, chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus, Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento, padroeiro da Igreja Católica. É citado três vezes na Sagrada Escritura. O seu culto é um dos mais antigos da Igreja. Gabriel significa "Deus é meu protetor" ou "homem forte de Deus". É o arcanjo anunciador, por excelência das revelações de Deus e é, talvez, aquele que esteve perto de Jesus na agonia entre as oliveiras. Comumente está associado a uma trombeta, indicando que é aquele que transmite a Voz de Deus, o portador das notícias. Além da missão mais importante e jamais dada a uma criatura, que o Senhor confiou a ele: o anúncio da encarnação do Filho de Deus. Rafael, cujo significado é "Deus te cura" ou "cura de Deus", teve a função de acompanhar o jovem Tobias, personagem central do livro Tobit, no Antigo Testamento, em sua viagem, como seu segurança e guia. Foi o único que habitou entre nós. Guardião da saúde e da cura física e espiritual é considerado, também, o chefe da ordem das virtudes. A Igreja Católica considera esses três arcanjos poderosos intercessores dos eleitos ao trono do Altíssimo. Durante as atribulações do cotidiano, eles costumam aconselhar-nos e auxiliar, além de levar as nossas orações ao Senhor, trazendo as mensagens da Providência Divina.


NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA

Semana Bíblico-Missionária

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ia 08 de setembro, exatamente nove meses após a comemoração da Imaculada Conceição de Maria, a Igreja comemora a natividade de Nossa Senhora. O dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus. De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos. Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade. Que a Festa da Natividade nos faça relembrar essa história tão especial, com os olhos agradecidos diante daquela que soube dizer “sim” e, através disso, tornar-se mãe não somente de Jesus, mas de toda a humanidade.

O D I Z I M I STA E A E VA NG E L I Z AÇÃO

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m sua carta aos Romanos, (cf Rm 10,14-17) Paulo apresenta o anúncio da Palavra de Jesus Cristo como fonte de fé. Em 1 Cor. 9,16, ele diz: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho”. Devemos pensar como Paulo. Evangelizar deve ser prioridade em nossa vida. Proclamar a Boa Nova é ser fiel a Jesus Cristo. O anúncio é fonte de fé e salvação. A fidelidade dos batizados é condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. A Igreja aumenta, cresce e se desenvolve pela santidade de seus fiéis (Catecismo da Igreja Católica - CIC 2044/45/46). Os leigos que forem capazes de se formar para evangelizar, devem também preparar catequistas com uma formação bíblica, teológica, didática e comunicação social (cf CIC 906). O dever de evangelizar do cristão inclui a responsabilidade de conscientizar a comunidade quanto a necessidade do dízimo na Igreja. O ponto inicial para o cumprimento deste dever é o estudo da Palavra de Deus, referente ao dízimo. Eis algumas passagens: Gn 14,20; 28,22; Ex 23,19; Lv 27,30-33; Dt 18,4; Ml 3,8-12; Pr 3,9-10; Gl 6, 6; 1 Cor 9,13. Como segundo passo, proponho as leituras bíblicas como pressuposto da exigência do dízimo. Vejamos algumas passagens: Mt 6,2431; 11,29; 23,23; Is 61,1; Lc 17,10; Pr 11,2; 15,33; At 2,42-47; Lc 17,6; Sl 27,13-14; 1 Cor 13,1-8; Eclo 2,7-9; 35, 6-13; 1,27; 31,22; 31,20; 19,4-10; Ef 6,10-13. No domingo do dizimista, de comum acordo com o pároco, é recomendável ocupar o microfone e evangelizar sobre o dízimo. Muitos fiéis não são dizimistas porque não têm a consciência da necessidade do dízimo, ainda não se sentem corresponsáveis e não sabem onde é empregado. Num terceiro momento, é necessário tentar viver o que aprendemos. Quem vive a pregação acompanhada de testemunho, produz mais efeito. Só podemos proclamar o que vivemos. Como quarto item, precisamos pregar sobre o dízimo, em família, nos grupos paroquiais, aos fiéis, aos amigos, vizinhos, conhecidos, em todos os ambientes que frequentamos. O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé, espaço ideal para catequizar sobre o dízimo. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã (CIC 1666). Um elemento viabilizador da Igreja doméstica é a partilha, chamada dízimo. Pela graça do sacramento do Matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos (CIC 2225). A educação para a fé por parte dos pais deve começar desde a mais tenra infância, o que reclama uma consciência do dever de ser dizimista. Os pais têm a missão de ensinar os filhos a orar, a partilhar e a descobrir sua vocação de filhos de Deus. A paróquia é a comunidade eucarística e o centro da vida litúrgica das famílias cristãs; ela é um lugar privilegiado da Catequese dos filhos e dos pais (CIC 2226). Os recursos de sustentação devem vir, sobretudo, da partilha do dízimo. Evangelizar é caminho de santificação. É necessário despertar o ardor missionário que existe dentro de cada um de nós e a missão exige o dízimo. Assim, caros dizimistas, vamos evangelizar! Vamos anunciar a Boa Notícia! Jesus ressuscitou e está vivo no meio de nós! Marta Sampaio Lima Elia Integrante da Pastoral do Dízimo da Arquidiocese de São Paulo


ANO DA FÉ

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fé é a resposta à revelação de Deus que nos dá a capacidade de ler e interpretar, mediante a nossa história individual e de toda a humanidade, os gestos de salvação operados por Deus. A pessoa de fé é aquela que imerge na história porque sabe que é nela e nos fatos concretos que Deus se manifesta e se revela, e não nas especulações, nos nossos conceitos abstratos. O conhecimento de Deus, portanto, é possível somente quando ele decide fazer-se conhecer – e concretamente o fez por meio da história humana de Abraão, de Isaac, de Jacó e de seu Filho, Jesus Cristo. O Concílio Ecumênico Vaticano II nos oferece excepcional documento sobre a revelação divina, Dei Verbum (O Verbo de Deus): “Ouvindo religiosamente a Palavra de Deus e proclamando-a com confiança, este Santo Sínodo adere às palavras de São João: ‘Anunciamos-vos a vida eterna, que estava junto ao Pai e se nos manifestou. O que vimos e ouvimos, vo-lo anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco e nossa comunhão seja com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo’ (1Jo 1,2-3), a fim de que, pelo anúncio da salvação, o mundo inteiro, ouvindo, creia, crendo, espere, esperando, ame”. No ANO DA FÉ, relembrando os 50 anos do Concílio Vaticano II, somos convidados a conhecer e “dar as razões de nossa esperança” (1Pd 3,5) e a afirmar: “Eu sei em Quem acreditei” (2Tm 1,12).

SERVIÇO PASTORAL TRABALHOS ADMINISTRATIVOS E PASTORAIS Pároco: Padre Ramires Henrique de Andrade, nds Vigário: Padre Antônio Glugoski, nds Coadjutor: Padre Manoel Miranda Neto, nds EXPEDIENTE PAROQUIAL Rua Agostinho Gomes 1941 Telefone: 2063-1818 / 2063-2523 Site: www.paroquiasjdoipiranga.com.br ATENDIMENTO DA SECRETARIA Segunda a sexta-feira: 8h às 17h Sábados: 8h às 12h e 13h30m às 17h Informações sobre Batismo, Catequese e Matrimônio

HORÁRIO DAS MISSAS Segunda a sexta-feira

19 horas

Sábado

15 horas – Missa de São José

Domingo

8h, 9h30, 11h, 16h30 e 19 horas

Quarta-feira

12h10m

1ª quinta-feira do mês Missa da Misericórdia - 20 horas Todo dia 19

Missa de São José – 10h/16h e 19h

LOUVOR Apostolado de Sion: 5ª feira às 9h - Adoração ao Santíssimo

 Oração do Terço: 5ª feira às 18h15  Missa em honra a Nossa Senhora de Sion: 5ª feira às 19h  Missas mensais: último domingo de cada mês - 11h

Apostolado do Sagrado Coração de Jesus - 1ª sexta-feira do mês, às 19 horas. Grupo de Oração (RCC): quinta-feira às 20h Encontro de Oração: terça-feira às 15h

Disponível no site da Paróquia São José http://www.paroquiasjdoipiranga.com.br

Mãe Rainha Três Vezes Admirável: segunda-feira: às 15h - Terço e hora Santa. MOVIMENTO Formiguinhas de São José: quarta-feira, das 9 às 17h Acólitos e Coroinhas, Batismo, Catequese, Comunicação, Criança, Crisma, Dízimo, Ecumenismo, Escuta, Família/ECC, Juventude, Lazer, Liturgia, Ministros Extraordinários da Santa Comunhão, Ministros da Música, Ministros da Palavra, Noivos, Saúde, Social.

36�� EC C - ENC ONTRO DE CASAIS C OM CRISTO

"Toda quarta-feira, das 9h às 17h, venha conhecer o trabalho de artesanato e do bazar das Formiguinhas de São José".

INSCRIÇÕES LIMITADAS !!!!!!!! Data : 27/28/29 Setembro 2013 Informações : Nane – 99768-5758 Cesar – 94100-5678 e-mail : contatoecc@hotmail.com

Livraria da Paróquia São José

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