Page 13

Outubro 2006

.12

palavra som No final dos anos 1960, o grupo dos poetas concretos reconheceu afinidades estéticas com o chamado “grupo tropicalista", integrado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Gal Costa, Os Mutantes, Tomzé, Gal Costa, Rogério Duprat e outros. Um dos elos entre eles era

a obra de Oswald de Andrade, revalorizada pelos concretos, e o seu conceito de antropofagia; outro elo, as experiências de linguagem, particularmente nos poemas e letras de canções: a forma como Caetano e seus companheiros trabalhavam as palavras e o som levou

Augusto de Campos a identificar os tropicalistas como trovadores modernos – evocando a antiga arte de associar palavra e som dos poetas provençais. Campos publicou vários ensaios e estudos sobre os tropicalistas, depois reunidos

no volume “Balanço da Bossa", de 1968 (com reedição ampliada em 1974). Anos mais tarde, em 1997, Caetano dedicou um capítulo do seu livro “Verdade Tropical" à importância da poesia concreta e de Augusto na sua trajetória artística.

A reportagem da revista “Veja", de 1968, aqui reproduzida, assinala as afinidades criativas entre os concretos e os tropicalistas, e registra a repercussão na imprensa brasileira desse diálogo criativo.

Suplemento Lierário  
Suplemento Lierário  

Edição de Outubro de 2006

Advertisement