Page 192

Gravador ou gravurista? Até o século XVIII, existiam duas maneiras de produzir impressos. A xilografia ou xilogravura, nas quais a tinta é impressa do topo das matrizes. E a gravura de metal, na qual a tinta é colocada nos sulcos da matriz e, de lá, tirada à força nas prensas apropriadas. No século XIX, surgiu uma maneira fácil de imprimir, baseada no fato de que a gordura e a água se repelem mutuamente. A partir daí, foi possível preparar uma matriz plana de pedra, que possui sulcos minúsculos naturais, na qual podemos pintar e desenhar com material gorduroso. Só resta “fechar” os sulcos livres com uma solução de goma arábica aderente e temos uma matriz pronta para entintar com um rolo. Essa matriz deve estar sempre úmida.

Litografia como a chamaram tomou conta do século XIX. Em vez de pedra, descobriram que podiam usar uma chapa “granitada” em que os necessários sulcos podem ser feitos fisicamente. Chapa logo virou cilindro de uma máquina de imprimir centenas de cópias em várias cores em uma hora. Ao mesmo tempo, o mundo da arte começou a ser sacudido, sem dúvida, com a invenção da fotografia, que desferiu um golpe no orgulho dos pintores. Esses seguiram então um caminho vedado à máquina: o Impressionismo. Outros caminhos também foram explorados numa história bem conhecida.

André Dusek / Acervo pessoal

192

Milan Dusek - Obra gravada  
Milan Dusek - Obra gravada  

Catálogo de gravuras do artista plástico Milan Dusek. Brasília, 2014.

Advertisement