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Dicionário

Algas

– As algas são plantas inferiores, não têm caules, raízes, folhas ou flores. Vivem geralmente na água ou em locais ricos em água e são muito abundantes nas zonas costeiras. Têm tamanhos muito variados, desde as algas microscópicas formadas por uma só célula até algas gigantes que podem chegar aos sessenta metros. Há algas de todas as cores.

AnémonasAnémonas-dodo-mar – Apesar de parecerem flores, as anémonas-do-mar são animais. São aparentados com os corais e com as alforrecas. Vivem no mar e têm muitas vezes cores brilhantes. Têm muitos tentáculos, que estão revestidos por minúsculos arpões venenosos. Quando algum animal toca numa anémona-do-mar, ela projecta esses arpões, podendo chegar a paralisá-lo desta forma. O seu tamanho varia entre poucos milímetros e um metro de diâmetro. Podem viver cerca de cinquenta anos!


Baleias

– São os maiores animais que já existiram na Terra (nem os dinossáurios ultrapassavam as maiores baleias). Não são peixes, mas sim mamíferos que vivem no mar. Respiram por pulmões e têm um orifício respiratório no topo da cabeça. Algumas conseguem permanecer debaixo de água mais de uma hora, mas todas têm que vir à superfície de vez em quando para respirar e é nessa altura que expelem os jactos de vapor que todos conhecemos. Existem baleias com dentes, como os cachalotes e as orcas, e baleias que, em vez de dentes, possuem as chamadas “barbas”, lâminas que filtram a água que passa por elas, agarrando os pequenos seres vivos que são o alimento dessas baleias. As baleias comunicam através de sons que emitem debaixo de água e que se propagam a grande distância (chegam a alcançar dois mil quilómetros!); algumas baleias compõem autênticas canções. A maior baleia é a baleia-azul, que atinge trinta metros de comprimento e cem toneladas de peso. É uma das várias espécies de baleias que estão em perigo de extinção.

Búzios – É habitual chamar búzios a várias espécies de gastrópodes – os parentes dos caracóis – que têm concha externa em forma de espiral. Habitam geralmente nas zonas litorais. Deslocam-se com a ajuda de um pé musculoso, por arrastamento.


Caranguejos – Os caranguejos pertencem ao filo (grupo) dos artrópodes, que, como o nome indica, inclui animais com patas articuladas. A este grupo pertence a maior parte dos animais conhecidos: insectos, escorpiões, centopeias, maria-cafés e crustáceos. Os crustáceos são parentes dos caranguejos. Incluem animais muito diferentes deles, como os percebes, e as cracas, mas também “primos” mais chegados, como os camarões e a lagosta. O corpo dos caranguejos é revestido por uma carapaça dura, o exosqueleto que o protege (incluindo as dez patas). Geralmente, os caranguejos andam sobre o fundo e, com ajuda de pinças, vão apanhando toda a espécie de pequenos seres vivos, que lhes servem de alimento. A longevidade das várias espécies é variável e pode ultrapassar os dez anos. Quanto ao tamanho, o rei incontestado é o caranguejoaranha do Japão, que chega a medir três metros de envergadura!

CavaloCavalo-marinho – Apesar do seu aspecto estranho, estes engraçados animais é peixes; o seu nome deriva do aspecto da sua cabeça e do seu pescoço, que fazem lembrar um cavalo. Têm características esquisitas, como o facto de serem os machos que engravidam e que depois dão à luz e o de poderem mover os olhos independentemente um do outro. Têm o corpo coberto por espigões e têm uma cauda preênsil, ou seja, capaz de agarrar os objectos. Alimentam-se de pequenos peixes, camarões e outros pequenos crustáceos. Os cavalosmarinhos são fiéis no amor e quando formam casais fazem-no para toda a vida. Existem cerca de trinta e cinco espécies, que começam a estar ameaçadas de extinção.


Conchas – As conchas são uma espécie de escudos de defesa, duros e resistentes, que muitas espécies de moluscos, animais de corpo mole, fabricam para se protegerem. São exemplos as conchas dos caracóis, dos búzios, das ostras ou da amêijoas. Nos mares tropicais há uma infinidade de conchas de todas as cores e formatos, tão belas que parecem ter sido feitas por um artista!

Corais – Os corais são animais da família das anémonas-do-mar e, se estas parecem flores, os corais assemelham-se a pedras. Estes pequenos e simples animais fabricam uma estrutura externa calcária, onde habitam; é ela que lhes dá um aspecto de rocha. Vivem geralmente em colónias de muitos indivíduos, nos mares tropicais, chegando por vezes a formar ilhas, chamadas atóis de coral, ou grandes formações submarinas, chamadas recifes de coral. Têm cores e formas muito bonitas e variadas.


Gaivotas – Estas conhecidas aves são animais grandes e robustos e podemos contá-las entre os animais que mais bem se adaptaram ao convívio com os seres humanos. De facto, chegam a viver em cidades, se bem que sejam aves costeiras. Têm grandes asas e também capazes de marchar e nadar ou flutuar no mar. Alimentam-se, em grande parte de desperdícios vários, como restos de carne ou peixes mortos, podendo também capturar animais vivos. Algumas gaivotas têm por hábito roubar as crias dos ninhos de outras aves. São animais inteligentes. Por exemplo, para comerem os animais que vivem dentro das conchas, deixam-nas cair enquanto voam, para que se partam ao bater nas rochas. Fazem o ninho no solo ( em dunas de areia, em muitos casos). Geralmente, as gaivotas são brancas e têm zonas do corpo cinzentas ou negras.

Golfinhos – Os golfinhos são animais muito próximos das baleias apesar de serem muito menores (não ultrapassam os três metros de Comprimento). Tal como elas, são mamíferos que, por estarem adaptados à vida do mar, têm algumas semelhanças com os peixes. Por exemplo, têm as quatro patas transformadas noutras tantas barbatanas. Os golfinhos são, sem dúvida, dos animais mais inteligentes que existem (há até quem considere que possam ser mais inteligentes que os seres humanos!). A verdade é que têm uma enorme capacidade para aprender e para distinguir objectos de diferentes tamanhos e formas. Além disso, adoram brincar, o que também é sinal de inteligência. Vivem em grupo, quer dizer, são animais sociais, e cooperam uns com os outros. Sabe-se que os animais doentes ou feridos são amparados e ajudados por outros. Para se orientarem dentro de água, os golfinhos não confiam muito na visão. Possuem uma espécie de radar debaixo de água, chamada sonar: eles vão emitindo sons e sempre que os sons batem num objecto fazem ricochete e o golfinho ouve este eco, conseguindo perceber, exactamente, que objectos estão à sua volta.


Icebergue – Um icebergue é um bloco de gelo flutuante, separado dos gelos polares. Atingem por vezes muitos quilómetros de comprimento e dezenas de metros de altura tornando-se verdadeiras montanhas de gelo flutuante. A velocidade com que se deslocam nos oceanos oscila com os ventos, a massa de gelo e principalmente as correntes marítimas. Vão-se derretendo por influência do aquecimento atmosférico, das águas quentes, do Sol, das chuvas e das brisas salgadas.

Lapas – As lapas são moluscos costeiros. O seu corpo mole está protegido por uma única concha cónica e achatada e muito resistente. Agarramse irmãmente às rochas e conseguem dessa forma protecção contra os inimigos e contra a rebentação das ondas. Mas podem deslocarse, da mesma forma que um caracol se desloca. É normal ver rochas cobertas de lapas.


OuriçoOuriço-dodo-mar – Os ouriços-do-mar são parentes das estrelas do mar. Têm o corpo arredondado e ligeiramente achatado, com uma concha interna dura. Não têm cabeça. Da concha redonda partem numerosos espinhos móveis e entre eles há muitos pés com aspecto de tentáculos; ambos são usados na locomoção e os pés servem ainda para agarrar objectos (como algas, o seu alimento preferido). Os maiores ouriços-do-mar têm uma concha com cerca de trinta centímetros de diâmetro.

Peixes – Os peixes pertencem ao grupo de animais a que também pertencem os anfíbios (os animais que podem viver dentro e fora de água), os répteis, as aves e os mamíferos: são vertebrados, o que significa que têm uma coluna vertebral e um crânio. Existem cerca de vinte mil espécies de peixes. São aquáticos e não se afogam porque conseguem retirar oxigénio da água, através das brânquias (ou guelras). Quase todos têm o corpo coberto por pequenos escudos protectores, as escamas. Os peixes pequenos vivem frequentemente em grandes grupos, os cardumes. As dimensões dos peixes vão desde os nove milímetros de um caboz filipino aos doze metros (e vinte toneladas!) do tubarãobaleia.


Pérolas – As pérolas formam-se no interior dos moluscos lamelibrânquios (a que também pertencem a ostra comestível e o mexilhão). Existem numerosas variedades de ostras perlíferas, mas a maior parte delas apenas produz pérolas de pequeno tamanho e reduzido valor comercial. As pérolas são jóias valiosas, classificadas pelo seu tamanho, perfeição de contorno, forma, transparência e brilho que as caracterizam.

Polvo – Os polvos pertencem ao grupo dos moluscos, que são animais de corpo mole. A este grupo pertencem todos os “primos” chegados dos polvos, como as lulas e os chocos, e também parentes afastados, como os caracóis e os bivalves (amêijoas, mexilhões, etc). Os polvos , as lulas e os chocos são chamados cefalópodes, o que significa “pés na cabeça”. De facto, os polvos têm oito pés (ou braços) directamente ligados à cabeça. Vivem geralmente junto da costa, pois os locais que preferem morar são as cavidades e as fendas que existem nas rochas. Mas também podem morar no alto mar. São capazes de alterar a cor do corpo para se confundirem com o local em que estão, ou seja, são capazes de se camuflarem. Depois, se isso não for suficiente para escaparem aos seus inimigos, fogem a grande velocidade, ao mesmo tempo que lançam um jacto de “tinta” negra na direcção dos seus perseguidores, ficando assim escondidos. Os polvos gigantes existem, mas não costumam ter mais de vinte e cinco quilos. Um polvo que viva quatro anos pode gabar-se de ter tido uma vida longa.


Raias – As raias são peixes primitivos, aparentados com os tubarões. Têm com eles várias características em comum. O esqueleto é feito de cartilagem e não de osso; a pele é grossa e coberta de pequenas escamas em forma de placa aguçada, que a torna áspera; a coca localiza-se na parte ventral do corpo. As raias são predadores de corpo achatado e gostam de estar sobre a areia do fundo do mar. Algumas espécies conseguem dar choques eléctricos violentos, com os quais paralisam as presas. Outras possuem na cauda um espinho venenoso; se são ameaçadas, agitam a cauda e espetam o espinho no inimigo. As raias comuns têm entre trinta e noventa centímetros de comprimento. Mas há um grupo de grandes raias, chamadas MANTAS, que chegam a ter cinco metros de comprimento e seis de largura, podendo pesar uma tonelada e meia. Ao contrário das mais pequenas, têm a boca na parte da frente do corpo e para se alimentarem nadam com ela aberta, capturando assim os pequenos animais e plantas de que se alimentam.

Sargaços – Os sargaços são algas flutuantes. Há uma região do Atlântico Norte, entre os Açores e a Florida (na América), cujas águas calmas estão cobertas por sargaços: é chamado MAR-DOSSARGAÇOS. Antigamente, os marinheiros tinham medo de navegar nesta zona, porque pensavam que os navios não conseguiam desembaraçar-se de tantas algas…


TartarugaTartaruga-marinha – São répteis. Têm o corpo encerrado numa carapaça oval, de onde só saem as quatro patas, a cabeça e a cauda. Não têm dentes mas têm um bico muito duro. As chamadas tartarugas-marinhas só vivem no mar. Têm as patas modificadas, com o aspecto de barbatanas, o que lhes permite nadar. As fêmeas fazem grandes migrações (viagens) para pôr os ovos numa praia bem determinada, enterrando-os na areia, os ovos chegam a ser quatrocentos! Chegam a viver noventa anos, não tantos quanto algumas espécies terrestres. As maiores tertarugas-marinhas podem pesar mais de seiscentos quilogramas. Algumas espécies estão em perigo de extinção.

Tubarões – Os tubarões são peixes marinhos de esqueleto feito de cartilagem (ver raias). São predadores hábeis, havendo várias espécies que são perigosas para o Homem. Têm os órgãos dos sentidos extremamente apurados. Têm quase todos a cabeça pontiaguda, com a boca na posição ventral. Existem várias fileiras de dentes (que chegam a ter sete centímetros de altura!) e os dentes antigos são continuamente substituídos por dentes novos. Curiosamente, as duas maiores espécies de tubarões são inofensivas, pois alimentam-se de seres microscópicos; a maior delas é o chamado tubarão-baleia.


Vinagreiras – Também conhecidas como lebres-do-mar, as vinagreiras são moluscos marinhos sem concha externa, parecidos com as lesmas terrestres, mas de tamanho maior (podem atingir os trinta centímetros). Algumas espécies vivem na zona costeira e são bem visíveis, deslocando-se debaixo de água sobre a areia ou as rochas.

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