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JORNAL VERNÁRIA

TRIMESTRAL DEZEMBRO 2011 2011/12 N. 01

NESTE NÚMERO... Voluntário na Solidariedade Fernando Teles

O Valor do Natal

Aurora Vilela Fernandes

Pé-Pó Um Porquinho Tró-ló-ló Ana Cunha e Domingos Silva

... e mais!!!


Jornal Vernária | dezembro 2011 Ficha Técnica Escola: Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo Diretor: Alberto Rui Monteiro da Silva Colaboradores: Ana Maria Cunha, Anabela Alves, Armando Ferreira, Aurora Vilela Fernandes, Bárbara Carvalho, Carla Álvares, Carla Gonçalves, Cláudia Rocha, Constantino Carneiro, Daniel Sousa, Daniel Vilaverde, Domingos Silva, Duarte Machado, Eduarda Afonso, Eliana da Silva, Elsa Gonçalves, Fernando Gomes, Fernando Teles, Filipa Oliveira, Hélia Fernandes, João André Rocha, João Sousa, Jonas Alves, José Brás, Juliana Ramalho, Maria João Marques, Miguel Novais, Rui Melo, Rui Monteiro, Samuel Vieira, Sandra Costa Brás Endereço: Rua Drª. Maria Júlia Alves Martins, 4850 - 549 VIEIRA DO MINHO Telefone: 253 647201 Email: vernariajornal@gmail.com Grafismo e Fotografia: Sandra Costa Brás

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Conteúdos 5 Editorial 6 Notícias

6  Notícias Gerais 6 Primeiro Dia de Aulas | Centro Escolar do Cávado 6 Desfolhada | J.I. Centro Escolar do Cávado 6 Eleição 2011-2012 | Associação de Estudantes 7  Dia Mundial da Alimentação | 16 de outubro 7 Jardim de Infância | Mosteiro 7 Jardim de Infância | Centro Escolar do Cávado 7 Os Garranitos | EB1 Vieira do Minho 7 Jardim de Infância | Cantelães 8 Escola e Jardim de Infância | Mosteiro 8 EB1 | Eira Vedra 8 Escola e Jardim de Infância | Guilhofrei 8 Jardim de Infância - sala D | Vieira do Minho 9  Comemorações do dia de S. Martinho | 11 de novembro 9 EB1 | Pinheiro 9 Clube da Floresta - O Cedro | EB/S Vieira de Araújo 10 Um Minuto de Silêncio…11/11/2011 às 11h11m | EB1 de Eira Vedra 10 S. Martinho na Escola | EB1 de Tabuaças 10 Dia de S. Martinho | EB1 / JI Guilhofrei 11  Comemorações do Dia de Halloween 11 Brincar às Bruxas | JI Centro Escolar do Cávado 11 Uma Abóbora Assustadora | EB1 de Pinheiro 11 Halloween no 1º Ciclo | EB1 de Eira Vedra 12 Halloween! Exposição e Concurso de Trabalhos 12 Concurso: Uma História de Terror | Jonas Alves 12 Halloween | JI de Vieira do Minho

13 Variadas

13 Dia do Não fumador | EB1 e JI de Mosteiro 13 Comemoração do Dia Mundial da Filosofia 14 A Caixa de Areia | JI Cerdeirinhas 15 Dia Mundial dos Direitos Humanos 15 Thanksgiving

15 Projeto Tampinhas 16 Dia da Floresta Autóctone | EB1 / JI de Guilhofrei 16 Plano da Matemática II | Constantino Carneiro 17 Dia Internacional das Pessoas com Deficiência | Miguel Novais 17 XX Torneio de Voleibol | Miguel Novais

18  Discurso Direto 18 Entrevista com Júlia Rodrigues | 11º F

19  Em Foco 19 Voluntário na Solidariedade | Fernando Teles 20 A Escola (Também É) Lá Fora | Armando Ferreira 22 O Dia Europeu das Línguas | Duarte Machado 23 5ª Edição Quadro de Excelência e de Valor do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo 25 Homenagem a Domingos Silva | Fernando Gomes

26 Opinião 26 Ler, porquê? | Alunos do 10º C 27 Páginas do “Diário de Leitor” | Juliana Ramalho 28 Páginas do “Diário de Leitor” | Cláudia Rocha 30 Leitor de Banheira - O Diário | José Brás 31 Richard Towers na EB/S Vieira de Araújo | Hélia Fernandes 31 Livros com Arte

32 Inspirações 32 Ser Psicólogo | Anabela Alves

33 Contos

33 O Valor do Natal | Aurora Vilela Fernandes 34 No Conjunto Dramático do Universo de Fernando Pessoa, Eu Sou Alberto Caeiro | João André Rocha 38 ...Eu Sou o Próprio Fernando Pessoa | Duarte Machado 39 ...Eu Sou Ricardo Reis | Eliana da Silva 40 ...Eu Sou Álvaro de Campos | Rui Monteiro 41 Pé-Pó Um Porquinho Tró-ló-ló | Ana Maria Cunha com ilustrações de Domingos Silva

43 Poesia

43 Ai Quem Me Dera... Viajar Até à Lua | 6ºA


Conteúdos 43 Poema a S. Martinho | 4º ano CE Cávado 44 Who am I? | Samuel Vieira 44 A Poem by Class 11th B | 11º B 45 A poesia Tem Uma Casa… | 4º ano EB1 Eira Vedra 45 Poema a S. Martinho | Centro Escolar do Cávado 46 Poemas das 5 Vogais | JI de Mosteiro 46 Canção das 5 Vogais | JI de Mosteiro 47 Canção adaptada da Vaca Leiteira | JI Tabuaças 50  Poesia Inspirada em Fernando Pessoa 50 Poema de Alberto Caeiro Para Mim (I) | João Sousa 50 Poema de Mim Para Alberto Caeiro (II) | João Sousa 50 O Meu Lar | Daniel Vilaverde

51  English Fiction

51 Different Lifestyles | Bárbara Carvalho 51 Email to...

52  Fora d’Aulas 52 Clubes

61  Desporto Escolar 61 Encontro de Orientação

62  Outras Atividades

62 Caminhada Pelo Trilho dos Castanheiros

63 Curiosidades 63 Jogos

63 Adivinhas 63 Descobre as Palavras e Preenche o Crucigrama

64 Piadas

64 Abecedário Maluco

65  Outras Coisas... 65 A Nossa Escola | EB1 Pinheiro 65 Cabreira... | JI de Vieira do Minho 65 Pequenos Cidadãos... | JI de Vieira do Minho

66 Classificados

66  Horários dos Clubes

66 Clube de Solidariedade 52 Clube da Floresta: O Cedro | Realização do Trilho do Turio 66 Clube das Artes 53 XII Olimpíadas da Floresta e Dia da Floresta Autóctone | 66 Desporto Escolar O Cedro 66 Cantinho do Francês 54 Dia Internacional da Prevenção das Catástrofes Naturais | O Cedro 54 Ciência Viva | Ana Cunha 55 Clube da Solidariedade Aberto à Comunidade | Carla Álvares 55 Clube da Solidariedade - Vieira é Solidária | Maria João Marques 56 Clube das Artes | Sandra Costa Brás

57  Visitas de Estudo

57 Visita a Braga | CEF Mesa e Bar 58 Beleza de Outono | EB1 de Pinheiro 58 Beleza de Outono | EB1 de Pinheiro 58 Outono na Palma da Mão | JI de Mosteiro 59 A Vindima | EB1/ JI de Mosteiro 60 Curso de Receção Organiza Visita de Estudo a Londres | Filipa Oliveira


Editorial Caros leitores e caras leitoras, Eis-nos na fase pós-arranque e quase em velocidade de cruzeiro de mais um ano letivo, desta feita, o de 2011-2012, imbuído de dinâmicas à imagem do conceito de escola/ agrupamento que desejamos (moderno, atento, interventivo, sereno e, ao mesmo tempo, que quebre rotinas, atual). A Revista Vernária, de alguma forma, um dos espelhos da vida do nosso agrupamento e dos princípios emanados no Projeto Educativo sempre se mostrou fiel ao seu papel de diário / semanário / mensário / trimensário / anuário das vivências dos diversos intervenientes que, geração após geração, deixaram a sua marca neste recém-criado Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo. Neste contexto, é imperioso deixar umas sentidas palavras de reconhecimento, de afeto e de enaltecimento pelo trabalho realizado pela equipa cessante e por todas as equipas antecessoras, bem como a todos aqueles que, direta ou indiretamente, terão colaborado nas edições e formatos pelos quais a Revista Vernária já passou ao longo da sua provecta existência. E, neste dealbar de uma nova tipologia de Revista Vernária, é, também, o momento para formular os melhores votos de um trabalho profícuo à nova equipa de docentes que se voluntariaram para assumir a enorme responsabilidade de dar continuidade a este projeto de anos e anos com sucesso, através de uma postura de inovação que se espera frutífera, à medida da vontade manifestada, esperando que este novo figurino (jornal digital, trimestral), uma espécie de “regresso ao passado com contornos de futuro”, consiga obter o sucesso almejado pela nova equipa responsável e que acreditamos vir a ser uma realidade. Este “regresso ao passado com contornos de futuro” vai de encontro às nossas atuais preocupações de contenção de custos e rentabilização de recursos, sendo que as mesmas se entrelaçam com o novo figurino, por oposição com os de tempos idos - formato jornal impresso. Esta contenção não se aplica aos votos de Boas Festas, já que são imensos e que aproveito, em jeito de conclusão, para vos formular nesta fase do ano e que se avizinha a passos largos.

Alberto Rui Monteiro da Silva, Diretor do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo


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Notícias Gerais Primeiro Dia de Aulas | Centro Escolar do Cávado

A nossa turma, que é do 4º ano, foi para o 1º andar, na sala ao lado da biblioteca. O professor António fez a chamada e nós fomo-nos sentar no lugar que ele mandou. Seguidamente, um de cada vez, fez a sua apresentação, dizendo o nome completo e a escola que tinha frequentado no ano anterior. Foi um dia fixe, mas aconteceram muitas coisas diferentes. Alunos do 4º ano

Desfolhada | J.I. Centro Escolar do Cávado Iniciámos o ano letivo com atividades conjuntas. A primeira (e que nos deu muito prazer) foi a desfolhada. Fomos com os meninos da EB1 até um campo cheio de milho. Foi muito divertido!

Eleição 2011-2012 | Associação de Estudantes

Este ano, no nosso primeiro dia de aulas, foi tudo muito diferente em relação ao que estávamos habituados. Dia 8 de setembro de 2011, começou a escola, mas nada foi igual aos outros anos. Em vez de uma escola pequena como a nossa antiga, encontrámos um grande Centro Escolar. Em vez de um grupo pequeno de alunos, encontrámos um grande grupo. Uns vieram para o jardim e outros para a primária, mas não eram da mesma terra, como era costume. Este ano vieram de várias freguesias do Concelho de Vieira do Minho, porque acabaram as escolas primárias e os jardins na região do Cávado. Em vez de um professor apareceram muitos e também muitas empregadas. Naquele dia, quando ali chegámos, vimos uma escola enorme. Ficámos um pouco assustados, pois olhávamos à nossa volta e tudo nos parecia complicado. Então, depois de uma pequena reunião e uma volta, pelos recreios, para conhecermos tudo, ficámos mais descansados. Depois fomos chamados por anos, para as salas que nos indicaram.

Teve lugar no dia 31 de outubro de 2011 o ato eleitoral para a eleição dos corpos gerentes da Associação de Estudantes do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo 2011-2012. A cerimónia de tomada de posse teve lugar no dia 07 de novembro de 2011, na sala de trabalho adstrita à Direção Executiva e contou com a presença da Exmª Srª Presidente do Conselho Geral, do Exmº Sr Diretor do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo, da Coordenadora do Pessoal Não Docente e de elementos de ambas as listas concorrentes, bem como elementos dos corpos gerentes da Associação de Estudantes anterior. Regista-se a colaboração de três elementos da lista F que aceitaram o convite do presidente. Nos discursos de circunstância dos diversos intervenientes foram formulados votos de um trabalho profícuo e eficaz, no sentido de ir ao encontro da melhoria da qualidade de ensino na sede do Agrupamento de Escolas.

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Jornal Vernária | dezembro 2011

Dia Mundial da Alimentação | 16 de outubro Jardim de Infância | Mosteiro

Jardim de Infância | Cantelães

Na semana dedicada à alimentação trabalhámos a história “A lagartinha comilona”. Em articulação com o 1º ciclo, ouvimos a história em PowerPoint e fizemos teatro de fantoches. Meninos e meninas, convosco... “A lagartinha muito comilona”, na voz dos docentes e depois das crianças. Silêncio…. Atenção…… foram uma constante! Após a animação do livro “A lagartinha comilona”, as crianças ainda permaneceram no panorama da alimentação saudável, mas com outra vertente. Depois da grande dor de barriga da lagartinha comilona (como resultado de ter ingerido tantos doces), era importante incentivar as crianças a adquirirem comportamentos saudáveis através da exploração de alimentos que algumas não gostam de comer, mas que fazem bem à saúde e promovem o seu crescimento. Para iniciar esta sensibilização, nada melhor do que abordar a alimentação saudável e a promoção de bons hábitos, assim, outras atividades foram desenvolvidas na escola.

As crianças do Jardim de Cantelães estão atentas a uma alimentação saudável. A aquisição de hábitos alimentares corretos é fundamental para uma vida saudável. Desde cedo as crianças e os seus familiares devem ter presente a importância de uma boa alimentação para uma vida feliz e saudável. Diariamente as crianças são sensibilizadas para uma alimentação variada e concretamente o consumo de frutas e legumes. O dia da alimentação foi disso um bom exemplo. A roda dos alimentos foi um trabalho realizado pelas crianças que diariamente se confrontam com ela e quem melhor que as crianças para chamar a atenção dos adultos. Todos os dias o lema das crianças do Jardim de Cantelães É: «Crescer, brincar e a saúde preservar».

Jardim de Infância | Centro Escolar do Cávado Para comemorarmos o dia da alimentação fizemos umas deliciosas e coloridas espetadas de frutos variados e adorámos saboreá-las!

Os Garranitos | EB1 Vieira do Minho Os Garranitos resolveram proceder à confeção de uma salada de fruta, com os seguintes objetivos: Promover atitudes de hábitos alimentares saudáveis; Desenvolver capacidades e atitudes, nos nossos alunos, de forma a contribuir para a mudança de mentalidades do ponto de vista alimentar; Contribuir para o desenvolvimento saudável, tanto físico como psicológico, dos alunos. 7


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Dia Mundial da Alimentação | 16 de outubro Escola e Jardim de Infância | Guilhofrei No passado dia 17 de outubro, a comunidade educativa da E.B.1/J.I. de Guilhofrei celebrou o Dia Mundial da Alimentação. A comemoração desta efeméride consistiu na confeção de uma sopa, cujos ingredientes, batata, cenoura, abóbora, feijão, penca, couve e cebola, foram trazidos e preparados pelos alunos, acompanhados de perto pelo pessoal auxiliar e docente. Por volta do meio dia, “os aprendizes de cozinheiro”, já sentados à mesa, depois de servidos pelas tarefeiras e pessoal auxiliar, puderam saborear a sopa “mais completa” que alguma vez comeram. Com esta iniciativa, o corpo docente, de forma persistente e proativa, pretendeu incutir hábitos alimentares saudáveis nas crianças e sensibilizar os pais e encarregados de educação, bem como a sociedade em geral para as boas práticas alimentares. Água mole em pedra dura…

Escola e Jardim de Infância | Mosteiro De forma a assinalar o Dia Mundial da Alimentação, dialogando e fomentando hábitos de vida saudáveis, as turmas da Escola e do Jardim de Infância do Mosteiro elaboraram trabalhos alusivos ao tema da alimentação saudável. Confecionaram umas espetadinhas saudáveis e uma salada de frutas, que foram servidas num lanche convívio.

Jardim de Infância - sala D | Vieira do Minho Para comemorar o Dia da Alimentação e lembrar a sua importância para a nossa saúde, apresentámos a peça de teatro ‘O casamento da Couvinha’ a todos os meninos do Jardim de Infância.

EB1 | Eira Vedra Para comemorar o Dia Mundial da Alimentação resolvemos fazer umas espetadas de fruta. Foi divertido escolher e decorar a nossa espetada e ver alguns meninos que nunca comiam fruta na escola a comer e a gostarem. Todos sabemos que a fruta é muito saudável e os nossos professores estão sempre a dizer-nos que devemos comer todos os dias fruta, variando ao longo da semana. Para ser mais fácil decidimos elaborar ementas de lanches saudáveis na nossa escola. E todos comemos muitos alimentos saudáveis ao longo da semana, desde pão, fruta, iogurtes, cereais e até bolo, mas tem de ser sem creme. 8


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Comemorações do dia de S. Martinho | 11 de novembro Clube da Floresta - O Cedro | EB/S Vieira de Araújo O Clube da Floresta “O CEDRO” promoveu a comemoração do dia de S. Martinho/Festa do Castanheiro, no dia 11 de novembro de 2011. Em substituição da tradicional fogueira, os membros do Clube organizaram um almoço-convívio na Cantina da Escola, que contou com a presença de vários alunos, professores (entre os quais o nosso caro professor António Silva) e funcionários. A animação musical ficou a cargo do nosso “colaborador” de sempre: o Sr. Francisco Costa, assistente operacional da nossa Escola. A turma do 11º F dinamizou o evento com arranjos florais alusivos à quadra, que ornamentaram a Cantina e outros espaços da Escola. Um bem-haja a todos os participantes e colaboradores, não esquecendo a Dª Filomena e a Dª Maria, funcionárias da Cantina, que nos assaram as castanhas e “aturaram” as nossas desafinações aquando do momento musical!

http://espinhosela.blogspot.com/

EB1 | Pinheiro No dia 11 de novembro festejámos o dia de S. Martinho, na nossa escola, em articulação com os alunos do Jardim de Infância. Os meninos do primeiro ano e os do Jardim dramatizaram a história das “cinco vogais” e cantaram uma canção. Assistimos também à dramatização da história da Maria Castanha. Cantámos canções sobre o magusto e ouvimos a lenda de S. Martinho. No fim das atuações fomos comer castanhas e beber sumo. Brincámos e divertimo-nos muito.

Fotografia: Miguel Novais

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Comemorações do dia de S. Martinho Um Minuto de Silêncio…11/11/2011 às 11h11m | EB1 de Eira Vedra

no dia,…..etc. Aproveitou-se também, nos dias que antecederam este culminar de festejo, para se falar e investigar mais, sobre alimentação saudável e alimentos particularmente desta época, como castanhas e cogumelos. Os professores das AECS não estiveram presentes, devido a horário noutras escolas, no entanto não deixaram de colaborar nos preparativos, (ensaio de canções, pinturas e confeção de invólucros). A professora Conceição do Ensino Especial, não só colaborou connosco como esteve presente no dia. O interesse e entusiasmo manifestado por todos, motiva e justifica a preservação das nossas tradições.

No dia de S. Martinho, dia 11-11-2011, tivemos a oportunidade de viver uma data única (uma coincidência que só se repetirá daqui a 1000 anos, em 11-11- 3011), e às 11h11m decidimos participar na iniciativa mundial “um minuto de silêncio…” pelos menos favorecidos e vítimas da fome. Esta data em que participaram alunos, professores, auxiliares de educação e encarregados de educação, foi oportuna, pois além de proporcionar um momento de reflexão conjunta por todos aqueles que sentem privações de variadíssimas espécies, teve o propósito de despertar as consciências cívicas de todos, enquanto cidadãos do Mundo, num momento festivo e de particular abundância.

Dia de S. Martinho | EB1 / JI Guilhofrei Também o Dia de S. Martinho não foi esquecido pela nossa escola, tendo sido devidamente festejado, apesar do dia chuvoso que se fez sentir. Assim, dadas as más condições climáticas, o programa sofreu pequenas alterações: como não nos foi possível cantarolar “à volta da fogueira”, enquanto o pessoal auxiliar assava as castanhas, nós e alguns dos encarregados de educação e os professores assistimos a uma “aula” de sensibilização para a prevenção de incêndios, ministrada pelo “mestre”, e sempre disponível, senhor Eng.º António Campos, da Divisão de Atividades Económicas e Desenvolvimento Local, da Câmara Municipal de Vieira do Minho. Esta palestra, prevista no Plano de Atividades do nosso Clube da Floresta “Os Micófilos”, está interligada com a iniciativa de reflorestação do Merouço, levada a cabo, por nós, no ano letivo passado. Terminada a sessão de sensibilização, os interesses concentraram-se na degustação das castanhas, entretanto assadas. A adesão dos encarregados de educação foi tal que superou as expectativas previstas pelo corpo docente da escola. Ficamos muitos satisfeitos, porque os encarregados de educação de Anissó e de Soutelo também estiveram presentes na palestra e no magusto.

S. Martinho na Escola | EB1 de Tabuaças No dia onze de novembro de 2011, fizemos na nossa escola o tradicional magusto, envolvendo, professores titulares de turma, professora do Ensino Especial, AECS, alunos, assistentes operacionais e tarefeiras da hora do almoço. Como o dia estava frio e chuvoso, não se fez a tradicional fogueira, contudo, não faltaram as castanhas assadas e a boa disposição, (atuações de alunos e funcionárias e atribuição de prémios surpresa, aos alunos, mediante respostas assertivas, sobre a festividade). Esta festa foi preparada com alguma antecedência. As crianças foram trazendo as castanhas ao longo da última semana, foram-se ensaiando canções alusivas à época e particularmente ao dia, prepararam-se alguns trabalhos destinados à véspera e ao próprio dia como, apresentação de um Power Point sobre a Lenda do Verão de S. Martinho; crucigramas sobre a mesma Lenda; realização de fichas de interpretação escrita; preenchimento de lacunas na Lenda em banda desenhada; pinturas alusivas ao tema; construção de um invólucro para guardarem as castanhas 10


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Comemorações do Dia de Halloween Brincar às Bruxas | JI Centro Escolar do Cávado

Halloween no 1º Ciclo | EB1 de Eira Vedra

Brincar às bruxas, com abóboras, aranhas, morcegos e tudo o que assusta, foi a nossa forma de festejarmos o Halloween. Pedimos guloseimas aos meninos da EB1, senão fazíamos … diabruras!

O Halloween está a chegar e vai ser uma alegria, nós vamos saltar durante todo o dia. Vamos fazer uma festa com muita fantasia, vamos todos mascarados, não é preciso ter fobia. Nós vamos cantar, bruxas e monstros vamos ver… Muitas brincadeiras vão fazer Sem ficar assustados.

Uma Abóbora Assustadora | EB1 de Pinheiro

 

Era uma vez uma abóbora, que no dia das bruxas foi a uma festa num castelo assombrado. A abóbora disfarçava-se de figura muito feia e assustadora. Quando chegava ao castelo, todos os morcegos, vampiros, fantasmas e seres horríveis, tremiam de medo. Esta abóbora causava um efeito mágico e tornava os outros seres adormecidos. A abóbora quando se apercebia que estavam todos a dormir, fazia-lhes feitiços, partidas, sustos e como tinha muito apetite comia os mais saborosos. Depois de descansar, acordava bem-disposta e distribuía doces, chocolates e guloseimas a todos. Diana, Hélio, Luís, Marco, Telmo | 4º ano

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Turma A


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Comemorações do dia de Halloween Halloween! Exposição e Concurso de Trabalhos

Halloween | JI de Vieira do Minho

O grupo de Inglês vem, por este meio, agradecer a fantástica colaboração de todos os alunos na Exposição do Hallowe’en! Chegaram trabalhos lindíssimos, muito elaborados e ‘aterrorizadores’, no entanto, como divulgado anteriormente, só haveria um prémio por ciclo e que tivesse obedecido ao solicitado, ou seja: • Pré-escolar: desenhos alusivos à festividade; • 1º ciclo: vassouras de bruxa; • 2º ciclo: abóboras (jack-o-lanterns); • 3º ciclo: bruxas; • Secundário: o conto mais assustador. Assim, e tendo em conta a opinião do júri - D. Júlia Rodrigues, Professor Fernando Gomes, Professora Elsa Ribeiro e Professora Filomena Rocha - foram premiados os seguintes alunos: • 1º ciclo: EB da Sede 4ºG; • 2º ciclo: João Dinis Álvares 5ºD; • 3º ciclo: Catarina Gonçalves 9ºB; • Secundário: Jonas Alves 12ºC. Muito obrigado a todos e para o ano mais novidades ‘assombrosas’ surgirão!!!

Estamos cá todos pela primeira vez… Os nossos dias no Jardim de Infância têm sido bastante entretidos, muitos dias de diversão e outros com mais trabalhinho. Somos a sala dos três anos do Jardim de Vieira. A nossa educadora é a Susana, e a nossa assistente operacional é a Fé. Vamos contar-vos um dos nossos dias enfeitiçados. Na véspera da comemoração do Dia das Bruxas, em conjunto, na nossa sala de atividades, confecionámos os nossos fatos de morcegos. No dia 31 de outubro festejámos o Halloween na sala e fizemos também uma visita às salas dos nossos amigos, que por sinal também estavam muito engraçados… Pregámos-lhes partidas, e fizemos muitas travessuras, mas também os recompensámos com doçuras. Foi um ótimo convívio entre salas. No final do dia, de regresso a casa, tivemos uma surpresa “um saquinho com doçuras”. Na próxima edição do “Jornal Vernária” teremos de certeza mais novidades. Sala 2 - Sala dos 3 anos

Concurso: Uma História de Terror | Jonas Alves Quando soube da existência do concurso, pensei logo em participar, já que gosto de escrever, especialmente quando o tema me dá a possibilidade de pôr em prática a minha imaginação. Como o tema era “Uma História de Terror”, estabeleci desde o início uma meta, que era a de não chegar a um “final feliz”, acabando, na minha história, o personagem principal assassinado e o assassino solto, sem ser descoberto. Poucos dias depois da entrega, fui informado que tinha vencido o concurso, e recebi o prémio, um dicionário de Inglês, no mesmo dia! Fabulous!! Jonas Alves | 12º C

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Variadas Dia do Não fumador | EB1 e JI de Mosteiro

Comemoração do Dia Mundial da Filosofia

No dia 17 de novembro, a escola e jardim de infância do Mosteiro, comemoraram o Dia do Não Fumador. Dialogaram sobre os malefícios do tabaco, viram um powerpoint, pintaram desenhos e inventaram as seguintes quadras :

O Dia Mundial da Filosofia foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Todos os anos ele é comemorado na terceira quinta-feira do mês de novembro. A data da comemoração, neste ano, acontece no dia 17 de novembro. Para celebrar este dia, o Grupo Disciplinar de Filosofia promove alguns eventos alusivos, já que o principal objetivo da data é disseminar a filosofia, sensibilizando o público para a atualidade das questões estudadas por esse campo do saber e a sua estreita ligação com os valores culturais necessários. É também o momento propício para chamar a atenção para a sua importância e a oportunidade para compreender, com Merleau-Ponty, que “a verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo”. Assim, associado a este evento, o Grupo Disciplinar de Filosofia promoveu, no dia 17 de novembro, uma exposição de materiais alusivos ao tema, na biblioteca da escola, para os cursos regulares e, para os cursos profissinais foram exibidos filmes.

Quero feliz viver Para poder crescer Para isso não devo fumar Pois quero ainda brincar. Eu não devo fumar Pois quero muito viver Fumar pode matar Para isso me vou proteger. Uma coisa te vou dizer Uma coisa te vou contar Fumar pode matar Não te queiras prejudicar. Quando vejo gente a fumar Fujo dali sem parar Não quero a minha saúde prejudicar E me poder vir a matar. Com a saúde não se deve brincar Por isso não deves fumar. Se fumas tens de deixar, Senão mais tarde te irá matar.

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Variadas A Caixa de Areia | JI Cerdeirinhas

Depois de termos escolhido a areia que queríamos - meia areia - que dá para fazermos construções, e de termos encomendado ao avô do João e do José, chegou a nossa areia, numa carrinha basculante. Foi com a ajuda do Sr. Alvarino que a colocámos dentro da nossa caixa no recreio. Agora já podemos fazer as nossas construções. Somos uns meninos com sorte!

Os meninos do Jardim das Cerdeirinhas começaram o novo ano letivo atarefados com a limpeza da caixa de areia no recreio exterior. Esta é a equipa dos «trabalhadores da limpeza».

Agora depois de tudo limpinho vamos esperar pela areia nova para as nossas construções.

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Variadas Dia Mundial dos Direitos Humanos

Thanksgiving

O grupo de Inglês da EB/S Vieira de Araújo comemorou o Dia Mundial dos Direitos Humanos no passado dia 9 de dezembro, dando vida ao Polivalente com um PPT sobre a temática e com música, cuja letra também visava a chamada de atenção para a necessidade de defendermos os nossos direitos em permanência! E, lembrem-se, temos o direito a:

Como já vem sendo hábito, o grupo de Inglês não pode deixar de registar esta festividade. Este ano de modo diferente: com direito a peru como manda a tradição! Foram vistos cartoons espalhados pela cantina, onde o peru apelava a que alterassem o prato desse dia, mas não teve sorte nenhuma ;)! Acabou por ser degustado por alunos e professores (e que bom que estava)! Foi uma ocasião também de reflexão, pois havia vários agradecimentos espalhados pela cantina. Pequenas coisas que temos e não valorizamos, por exemplo, o estar grato por ter uma família!

Projeto Tampinhas Todos os alunos do Centro Escolar do Cávado estão a participar no Projeto “Tampinhas”. O objetivo deste Projeto é recolher o maior número de tampinhas de plástico para ajudar um colega nosso que precisa duma mão. A mão dele é especial e por isso é muito cara e nós queremos contribuir como podemos. Soubemos que se recolhermos muitas toneladas de tampinhas, com o dinheiro conseguido na transformação desse plástico vai ser possível pagar a mão para esse menino. Nós estamos muito empenhados na recolha das tampinhas e os nossos pais e amigos também, as sacas chegam à escola continuamente. Temos um saco gigante na escola onde todos os alunos despejam as tampinhas que vão recolhendo. Os alunos do 1º ano decidiram ir despejar no saco gigante quando todos os alunos da sala tivessem trazido uma saca de   tampinhas. A participação neste Projeto tem desenvolvido em nós atitudes de respeito e solidariedade pela e na diferença, aumentado as capacidades de interajuda e contribuído para a preservação do Ambiente porque estamos a reciclar. 15


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Variadas Dia da Floresta Autóctone | EB1 / JI de Guilhofrei

Plano da Matemática II | Constantino Carneiro

No passado dia 24 de novembro fizemos uma visita de estudo ao monte do Merouço, mais concretamente ao espaço identificado por MICÓFILOS, onde há um ano plantámos várias árvores levadas do viveiro que tínhamos na escola. Ao contrário do ano passado, em que estiveram pessoas da Câmara Municipal e do Agrupamento, tal como os nossos colegas do Jardim de Infância, este ano fomos apenas nós “Os Micófilos”, pois o objetivo era verificar se as árvores plantadas tinham pegado todas, se já tinham crescido ou se tinham ardido durante o último verão. Ficámos um pouco tristes com a situação, porque algumas das árvores não pegaram e secaram e outras até têm água a mais nas covas. Mas as que se adaptaram bem ao terreno estão muito bonitas e já cresceram alguma coisa. Quem quiser conhecer o “nosso” espaço, deve procurá-lo junto ao “Parque das Merendas”, mesmo no cimo do monte do Merouço. Nós fomos lá no dia 24, mas o Dia da Floresta Autóctone é no dia 23 de novembro. Só que o tempo estava incerto e tivemos medo que chovesse. Também apanhámos algum lixo que havia naquele espaço. Valeu a pena.

Nos dias de hoje, existe necessidade de utilizar cada vez mais na sala de aula, as novas tecnologias no ensino aprendizagem da matemática. É preciso enterrar o lápis e a borracha, bem como, o quadro e o giz como únicos instrumentos de trabalho dos alunos. É importante olhar para as novas tecnologias como ferramentas que podem ajudar alunos e professores a melhorar as aprendizagens. No nosso cantinho da matemática na internet http:// pm.aeva.pt os alunos, de todos os níveis de escolaridade, (do 1º ciclo ao ensino secundário) podem encontrar jogos matemáticos, concursos mensais, notícias e até documentos que os professores de matemática disponibilizam para apoio à sua disciplina. É oportuno, agradecer ao colega de trabalho Vítor Pereira pela sua dedicação e disponibilidade na criação da plataforma que serve de meio de comunicação entre todos os discentes e docentes de matemática de todo o Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo. Não te esqueças, visita o site da matemática: http://pm.aeva.pt

Constantino Carneiro | Coordenador do Plano de Matemática II

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NOTÍCIAS

Jornal Vernária | dezembro 2011

Variadas Dia Internacional das Pessoas com Deficiência | Miguel Novais

(Fafe), APACI (Barcelos), Clube APPACDM de Gaia, CARPD-Touguinha e MADI (ambas de Vila Conde), Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio (Póvoa de Lanhoso) e também da Escola EB/S Vieira de Araújo.

Fotografia: Miguel Novais

Miguel Novais | docente de Educação Física

XX Torneio de Voleibol | Miguel Novais Alguns professores da nossa escola participam pelo terceiro ano consecutivo no XX Torneio de Voleibol para Professores e que é organizado pela Associação de Professores de Educação Física de Braga. De acordo com a tradição, tem sido um bom momento de convívio social e desportivo, onde os professores, mostraram os seus dotes de “voleibolistas”, reunindo nas mesmas equipas professores de diferentes escalões etários e áreas disciplinares diversificadas, unidos no espírito de respeitando todas as regras de desportivismo, tentarem obter o melhor resultado possível para a representação da sua Escola. Durante o presente ano os professores que constituem a nossa equipa de professores são: Miguel, Paulo, João, Bruno, Tânia, Luísa, Antonina, Leonor e Anabela. Saudações desportivas!

A assinalar o 6.º aniversário CAVA e integrado nas Comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, realizou-se em Vieira do Minho uma grande jornada desportiva de salutar convívio e integração, elevando a um expoente de grandeza superior o ideal “todos diferentes, todos iguais”. O CAVA, em parceria com a ANDDI, o Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo (Professores de Educação Física) e o COM – Clube de Orientação do Minho, organizou o “O´CAVA”, evento que contou com duas atividades no seu programa: Orientação Adaptada (na Praça Guilherme de Abreu e artérias circundantes) e Crosse Integrado (no Parque Florestal). Foi com um sol radiante que cerca de 270 jovens e adultos participaram de diversas formas no evento. Alunos das Escolas de Vieira de Araújo (Vieira do Minho) ajudaram na organização, preparação e enquadramento dos participantes na atividade de Orientação e Crosse, enquanto outros participaram ativamente nas provas desportivas. Estiveram também presentes atletas e utentes com deficiência e alunos com necessidades educativas especiais, vulgo NEE’s, oriundos das seguintes instituições/escolas: CERCIFAF

Miguel Novais | docente de Educação Física

Fotografia: Leonor Santos

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DISCURSO DIRETO

Jornal Vernária | dezembro 2011 Entrevista com Júlia Rodrigues | 11º F No dia 11 de novembro de 2011, a turma do 11ºano, turma F (Curso Profissional Técnico de Animador Sociocultural) entrevistou a D. Júlia. Turma - D. Júlia, soubemos que, para além de desempenhar um cargo administrativo na secretaria da nossa escola, também se dedica às artes. Como surgiu o seu interesse pelos objetos que faz? Júlia – Surgiu como um passatempo! Quando estive destacada numa escola em Santarém, comecei pela bijutaria, só depois, quando vim para cá, é que comecei com as caixinhas, as telas… T – Como e onde aprendeu a pintar os seus quadros e a fazer as suas bijutarias? J – Não vão acreditar, mas foi através da Internet e das revistas que compro, que explicam como se faz. Para já ainda não dei nenhuma aula prática. T – Tem tido sucesso? J – Sim. Tenho para venda, no Pingo Doce, algumas peças

que variam de acordo com a época e tenho participado nas feiras de artesanato. Não vou para longe porque não tenho tempo para dispor. Também participei na escola profissional da Póvoa de Lanhoso, e já estive lá este ano na final do curso de Animação Sociocultural. T – Como gere o seu tempo para fazer essas atividades? J – À noite, quando surge uma ideia. Às vezes tenho uma peça durante uma semana ou mais, e quando surge uma ideia lá vou eu fazer mais um bocadinho. É assim, aos pouquinhos. T – Em quê ou em quem se inspira para fazer a sua arte? J – Depende. Às vezes passo num sítio, vejo uma peça e tiro uma ideia. Quando vou à cidade ou quando passo nas ruas estou sempre a ver onde pode surgir uma ideia para um trabalho. T – Enquanto faz esses trabalhos tem ajuda de alguém? J – Não. Sou eu que faço sozinha. T - Agradecemos-lhe o tempo que disponibilizou e desejamos-lhe o maior sucesso!

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EM FOCO

Jornal Vernária | dezembro 2011 Voluntário na Solidariedade | Fernando Teles Escrevo estas linhas sobre “Solidariedade e Voluntariado” em plena quadra natalícia, o ambiente, por excelência para a temática. O Natal envolve-nos num halo de ternura que nos enche o coração e, como enche, transborda para o próximo, para o Outro, para o que nos olha como companheiros da caminhada. Vale a pena referir que companheiro, companhia, são palavras derivadas de panis, pão em Latim. Portanto, companheiro é aquele que nos faz companhia, isto é, participa do mesmo pão. Assim, a solidariedade e este imediato sentido de voluntariado, são espontâneos, essentes, fluentes, neste tempo natalício, em que juntamos à saudade memorial da infância, esta ânsia de ser outra vez menino, olhar o outro com total transparência, com uma pureza que rejeita qualquer opacidade. A criança facilmente entra relação com um companheiro da mesma idade, é um imediato voluntário. É um solidário. Embora etimologicamente nada tenha a ver com a palavra solidão, ao dizer-mos “solidário” e “solidariedade” faz-nos reportar, de forma imediata, à ideia de solidão. O maior sofrimento humano, parece-me, é a solidão. Sofrer só, viver só, morrer só, são “vivências” na profundeza extrema da dor. Daí que o voluntário deva ser um companheiro de viagem, de total entrega, sem qualquer resquício de ante-câmara de recompensa. Companheiro que converse, ouça, sobretudo. Hoje, a maior pobreza é exatamente a solidão. Os bens matérias têm de estar certamente presentes na doação, mas quem tenha alguma experiência de voluntariado sabe que é no “estar” que reside uma boa parte do ser solidário. Convém não esquecer que o ser voluntário nasce da profundidade da voluntas (vontade em Latim). Daí que, insista-se, o voluntariado nasce da espontaneidade do coração, sem esperar nada em troca, a não ser o sorriso ou os ais de quem sofre. Custa ver voluntários com cartões de certificação, com acessos facilitados, com refeições de instituições, com expectativas de “obrigados” repetidos e cansados. Essa a corrupção do volun-

tariado, a negação do coração, da ternura que devem ser os generais de uma guerra com a dor e a pobreza. Na verdade, todo o agir humano deve partir do coração. Da ternura que se faz menino, com o do Presépio, para cair nos braços dos que sofrem. Ser voluntário é estar presente como um arroio fresco que flua para a vida do Outro. É dar-se sem mais. Coração a coração. Olhos nos olhos. Um bom 2012 em ternura que atapete flores nos caminhos dos que vivem à espera de um beijo de solidariedade. Professor Fernando Teles

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EM FOCO

Jornal Vernária | dezembro 2011 A Escola (Também É) Lá Fora | Armando Ferreira A Casa de Lamas, que desde 17 de julho de 2011, passou a chamar-se de “ Casa Museu Adelino Ângelo” é, sem dúvida, um dos mais nobres e emblemáticos exemplares do património histórico construído, existente no concelho. Casa solarenga setecentista, afirma-se pelo seu valor histórico sendo hoje, para além do seu testemunho vivo, um espaço de referência e de excelência onde se vive e se sente o pulsar que dá vida artística e cultural a Vieira do Minho e a quem nos visita. Como testemunho e importância histórica, este espaço remete-nos, por exemplo, para o século XVIII, mais concretamente para 1779, ano em que o seu fundador, Alexandre José de Lemos, proeminente fidalgo a quem os monarcas da época atribuíram variadíssimos títulos, cargos e funções, nomeadamente o de comandante das milícias de Vieira do Minho, recebeu como gratidão, através de carta de brasão da rainha D.ª Maria I, as Armas dos Vieiras e Lemos que ostentam a imponente e elegante fachada principal (cf. imagem). Cada espaço, cada pedra da Casa dos Lemos/Casa de Lamas, são testemunhos vivos que respiram, por todos os seus poros, factos relevantes da História de Portugal. Alexandre António de Lemos, filho do fundador, fez frente, na antiga Vila de Ruivães, ao avanço das tropas de Napoleão Bonaparte, aquando da segunda invasão francesa, estávamos em março de 1809. Não impediu, contudo, o avanço dos franceses que, ironia do destino e importante facto histórico, viriam a servir-se da Casa dos Lemos como quartel-general das tropas napoleónicas, obrigando a família a fugir para o Porto. Caminhando no tempo da História, tendo Vieira e a Casa dos Lemos como atores e protagonistas, situemo-nos no ano de 1846, meados do século XIX. Portugal era governado por Costa Cabral, “a governação cabralista e os famigerados cabralistas”, cujas medidas reformistas e de rutura com a mentalidade conservadora vigente, nomeadamente as leis da saúde e a proibição de enterrar as pessoas no interior das igrejas, mereceram a ira popular e levaram ao levantamento e à rebelião das mulheres do

Minho, conhecida na História como a “Revolução do Minho ou da Maria da Fonte”, liderada pelo padre Casimiro José Vieira, pároco da freguesia de Pinheiro, do concelho de Vieira do Minho. A Casa dos Lemos, nesta altura de insurreição popular, era a sede do Governo Civil de Braga e fiel depositária das vinhetas para cobrança dos impostos. Valeu à Casa e aos seus habitantes o facto do padre Casimiro Vieira ser amigo da família dos Lemos e assim se evitaram males maiores. Este acontecimento trouxe para os anais da História de Portugal a Casa de Lamas e Vieira do Minho, assim como a liderança de um padre, Casimiro Vieira e, principalmente, o primeiro movimento organizado e reivindicativo do género, levado a cabo em Portugal pelas humildes mulheres camponesas do Minho. Para terminar, a importância histórica da Casa de Lamas, não obstante muito mais haver para referir, o que abona o que anteriormente se disse, refira-se a genealogia, isto é, as gerações familiares que cruzam a Casa de Lamas com José Maria de Miranda Magalhães e Meneses, Capitão- Mor e Senhor da “ Casa de Dentro”, situada em Ruivães, e a ligação destas Casas, e as suas gentes e este território de Portugal, à guerra civil fratricida entre D. Miguel e D. Pedro, entre liberais e absolutistas. José Maria de Miranda Magalhães e Meneses, um miguelista convicto, foi morto em 1832, na contenda entre estas duas fações que proporcionaram aos historiadores o relato de uma das páginas mais amargas da História de Portugal. A Casa de Lamas é, como se depreende, um livro aberto de HISTÓRIA VIVA do concelho e do país, assim saibam professores e os alunos aproveitar e explorar estas potencialidades que se encontram disponíveis e aqui tão perto. No ano de 1995 a autarquia de Vieira do Minho adquiriu o imóvel da Casa de Lamas, procedeu a obras de restauro e melhoramentos diversos, tornando-se, indubitavelmente, no fórum cultural do concelho, com exposições e atividades várias. Dezassete de julho de 2001, marca um momento decisivo da Casa de Lamas, com a assinatura de um protocolo entre a 20


EM FOCO

Jornal Vernária | dezembro 2011 Câmara Municipal e a Fundação Adelino Ângelo. Da assinatura desse protocolo, entre outras, ficou plasmado que a Casa de Lamas abrigasse a Sede da Fundação Adelino Ângelo, passando a designar-se “ Casa Museu Adelino Ângelo” e com isso, a Casa Museu e o Concelho de Vieira do Minho ficam a fazer parte do roteiro internacional dos museus; usufrui de uma exposição permanente do mestre Adelino Ângelo, com cerca de cinquenta quadros, renováveis de seis em seis meses, com um importante acervo pictórico privilegiando as temáticas da vida cigana, dos loucos, dos marginais e dos Cristos, daquele que é reconhecido internacionalmente como o melhor pintor impressionista dos nossos dias. “ retratista de singular mestria, Adelino Ângelo está entre los mejores pintores europeus”,(Javier Losada, crítico de arte). Do protocolo assinado entre os dois outorgantes, ficou definido, também e de forma clara, o compromisso e parcerias com instituições de interesse internacional e nacional, onde se

inclui o Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo, assim como um concurso anual de pintura para jovens com idade que não ultrapasse os vinte anos, cabendo ao vencedor um importante prémio material. A Casa Museu Adelino Ângelo, pretende ser um espaço de partilha e de cumplicidade; um espaço histórico e cultural de interesse transversal; um lugar de portas abertas a todos, privilegiando o nosso corpo docente e os nossos alunos, independentemente da idade e dos conteúdos programáticos; uma escola ou o complemento dela, num mundo global e pluricultural, porque a Escola (TAMBÉM É), lá fora.

Armando Ferreira: Docente de História, investigador de História Local e Interlocutor da Fundação Adelino Ângelo e a Câmara Municipal.

foto: http://noitesdeinsonias.blogspot.com/2010/05/camilo-na-casa-de-lamas-vieira-do-minho.html 21


EM FOCO

Jornal Vernária | dezembro 2011 O Dia Europeu das Línguas | Duarte Machado O Dia Europeu das Línguas é celebrado no dia 26 de setembro, desde 2002. Tem como objetivo, não só celebrar a elevada quantidade de línguas nativas presentes na Europa, mas também relembrar a importância das diferentes línguas e da capacidade de as falar a diferentes níveis (sejam eles pessoais, sociais, ou mesmo económicos) no mundo atual que caminha no sentido da globalização, e para isso procura a existência de um pequeno número de línguas faladas por todos. Esta celebração foi criada pelo Conselho da Europa (orgão internacional que promove a cooperação entre os diferentes países da Europa em diversas áreas) nos finais do Ano Europeu das Línguas (2001) e tem sido celebrada desde então. Atualmente, cerca de 45 países, maioritariamente Europeus celebram este dia das mais variadas formas, sendo sobretudo incentivada a população mais jovem, visto que são aqueles que apresentam maior facilidade em aprender novas línguas e serão, no futuro, os que mais delas necessitarão. A sua criação justifica-se devido à abundância de línguas nativas presentes nos diversos países da Europa (cerca de 200). O uso de algumas destas línguas está em declínio devido a razões sobretudo económicas e políticas. Assim, é importante relembrar a importância da aprendizagem de novas línguas, o que se manifesta não só numa realização pessoal, mas também num avanço cultural, e por vezes económico. A aprendizagem de novos idiomas revela-se tão vantajosa já que estes são o principal instrumento de comunicação entre as diferentes pessoas, sendo assim necessário para entender os diferentes povos do mundo. Para além dos benefícios relacionados diretamente com o Dia Europeu das Línguas, existem muitos outros benefícios a diferentes níveis, já que uma celebração deste tipo permite a união de diferentes povos, que falam diferentes línguas, mas que lutam por uma mesma causa. Ainda é, também, uma forma de incentivar as pessoas da Europa a aprender novas Línguas/Culturas, evitando o seu desaparecimento, que pode ter consequências tão graves como a perda de identidade de um povo.

Assim, é importante celebrar este dia, e sobretudo divulgar a sua existência para salvar as mais ricas culturas que se encontram dispersas pelo nosso continente, mas que não têm possibilidades de se manifestar quando os interesses económicos e políticos são postos em primeiro plano, tal como acontece nos dias de hoje.

Duarte Machado | 12ºB | no âmbito da disciplina de Inglês

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EM FOCO

Jornal Vernária | dezembro 2011 5ª Edição Quadro de Excelência e de Valor do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo A 5ª edição da cerimónia protocolar de entrega de prémios do Quadro de Excelência no Desempenho Escolar e de Valor 2010/2011, dos alunos do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo, qual evento com contornos de verdadeira tradição, decorreu no Auditório Municipal, no dia 02 de dezembro de 2011, pelas 21 horas. Teve o brilho e o charme das festas de entrega de óscares. Realizada numa ambiência de formalidade informal e de genuína alegria partilhada por todos, e a edição deste ano foi testemunhada pelo diretor regional da educação do norte, Dr. João Grancho, pelos elementos da Direção Executiva do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo, pelo Executivo Camarário (liderado pelo Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Dr. Jorge Dantas, Vice-Presidente, Dr. Pedro Álvares e Vereadora da Educação, D. Aurora Marques), pela Presidente do Conselho Geral, Professora Antonina Dias, pelo Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de escolas Vieira de Araújo, Sr. Paulo Magalhães e respetiva equipa, pelo Presidente da Associação de Estudantes, Luís Ribeiro, pelas Coordenadoras de Conselho de Docentes do Ensino Básico – 1º Ciclo, de Diretores de Turma do Ensino Básico e de Ensino Secundário, Paula Fernandes, Antonieta Machado e Sandra Bessa Moreira, respetivamente, pelo docente (pintor e escultor) Domingos Silva e por uma centena de alunos laureados que foram ao palco receber o óscar “O Vieirinha” (escultura con-

cebida pelo acima referido docente Domingos Silva, professor na EB/S Vieira de Araújo e alvo também de uma merecida homenagem). Os laureados tiveram direito ainda a um diploma que premeia o mérito escolar ao longo do ano letivo transato, bem como a um prémio individual que será divulgado posteriormente. Com a sala literalmente a rebentar pelas costuras, a cerimónia foi aberta pelo diretor do Agrupamento de Escolas, Alberto Rui Monteiro da Silva, que, agradecendo a presença de todos, desejou que a festa fosse um tributo a todos aqueles que acompanham o processo educativo: pais, docentes, não docentes, enquanto conjunto de intervenientes atentos, solícitos e sincronizados com muitos objetivos, mas agremiados numa só união de sinergias promotoras da formação pessoal e escolar. No intervalo de cada grupo de alunos laureados, a sessão preparada ao pormenor pelo Agrupamento de Escolas e Associação de Pais em parceria com a Autarquia, teve momentos musicais, expressão corporal, de representação, de conto animado, com coreografias e encenações carregadas de simbolismos adequados ao momento, bem concebidas e executadas, principalmente pelo subdiretor, professor Fernando Gomes, o verdadeiro “one-man-show”. Paulo Magalhães, presidente da Associação de Pais, que também participou numa atividade de entretimento, deixou palavras de estímulo pelo trabalho e esforço desenvolvidos pelos alunos, tendo frisado que “fazer parte da Associação é uma aprendizagem constante, é 23


EM FOCO

Jornal Vernária | dezembro 2011

sentir a escola de várias formas, é ajudar na organização da vida escolar dos nossos filhos”. Jorge Dantas, Presidente da Câmara, deu os parabéns pela noite memorável, muita bonita que estava a assistir e referiu-se ao esforço que a autarquia está a fazer com a escola pública melhorando o parque escolar. “O centro escolar de Vieira é a maior obra pública que o município alguma vez fez”. Reafirmou a continuidade dos três compromissos eleitorais: oferta de manuais escolares para o 1º ciclo, refeições escolares e bolsa de estudo para alunos universitários. O Diretor Regional de Educação do Norte, visivelmente agradado com a naturalidade como fluía a cerimónia registou um Agrupamento de Escolas com sentido de presença e sentido de viver educação e com identidade. Agradeceu aos laureados e referiu-se como um homem de escola e não de gabinete, distinguindo três dimensões escolares: alunos, com esforço e dedicação; a família, determinante no estímulo; os professores como garante de uma educação. Terminou referindo: “Voltarei a Vieira do Minho. Estou bem impressionado com esta escola.“ A festa, apresentada por Fernando Gomes e Elsa Ribeiro,

coadjuvada na organização técnica por Raúl Ribeiro e Miguel Pereira, na organização da plateia pelas alunas e alunos do Curso Profissional de Secretariado (12º ano, turma D), terminou com uma intervenção solene, o hino vieirense, magistralmente interpretada pelo Grupo Coral da Universidade Sénior e pelos cantores, meninos e meninas, da Academia Valentim Moreira de Sá.

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EM FOCO

Jornal Vernária | dezembro 2011 Homenagem a Domingos Silva | Fernando Gomes O docente Domingos Mendes da Silva, a prestar serviço na Escola EB/S Vieira de Araújo, no grupo 240 (Educação Visual e Tecnológica) foi homenageado durante a Cerimónia do Quadro de Excelência no Desempenho Escolar 2010-2011. Professor há mais de 30 anos, pintor e escultor há mais de 40, nasceu na freguesia de Travassos, do concelho da Póvoa de Lanhoso, no dia 14 de dezembro de 1955, no seio de uma família de ourives. Concluiu a escola primária em Travassos e prosseguiu a sua instrução no Liceu Sá de Miranda e no Conservatório Calouste Gulbenkian, em Braga. Foi no Conservatório que se iniciou no mundo das artes. Em 1975 frequentou o curso de Artes do Fogo na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis (Porto), findo o qual viajou para França e Suíça. Trabalhou para subsistir, mas sempre aproveitou para pintar e contactar com o mundo das Artes. Em 1979 regressa a Portugal e inicia a sua carreira no ensino (Cerâmica) exatamente na Escola Soares dos Reis, onde estudara poucos anos antes. E, apesar de prosseguir, em diferentes escolas, a sua carreira docente, sempre procurou oportunidades para, ele mesmo, acrescentar à sua formação novos cursos no campo das artes, tendo, em 1982, frequentado o curso de Pintura na Cooperativa de Ensino Artístico – Árvore, no Porto. Em 1999 concebeu o projeto para o Monumento ao 25 de abril erigido na Póvoa de Lanhoso. Trabalhos de sua autoria, integram diversas coleções particulares ou foram adquiridas por instituições públicas. É da sua autoria o quadro alusivo à justiça, presente na sala de audiências do Tribunal de Vieira do Minho. Álvaro Queiroz, que já filmou mais de mil artistas nos seus ateliers, elaborou em 2004 um documentário sobre a sua obra em vídeo que foi arquivado no Museu da Cinemateca Portuguesa em Lisboa. É, também, promotor do evento “Arte do Carvalho” que agremia e divulga anualmente em Travassos inúmeros artistas e acontecimentos culturais. Criador e mentor da imagem de marca do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo, o “Vieirinha” (aquele menino de calças de ganga, camisola rosa, a abraçar um enorme lápis , de cabelos

espetados e de sorriso sempre em riste) e que tem sido a face visível deste agrupamento ao longo dos anos, desde os primórdios da Revista Vernária até à atualidade, Domingos Silva deu a este personagem novas e contextualizadas variantes, com a sua adstritação ao Quadro de Excelência no Desempenho Escolar e de Valor, desde a sua implementação no ano letivo de 2006. São da sua autoria, também, algumas obras que fazem parte do espólio da Escola EB/S Vieira de Araújo e que se encontram aí afixadas desde há muitos anos, das quais a mais marcante é aquela que aborda as diferentes iconografias da vida e que pretende evidenciar aos alunos todo o caminho da existência. Fernando Gomes | vice diretor do Agrupamento de Esc. Vieira de Araújo

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OPINIÃO

Jornal Vernária | dezembro 2011 Ler, porquê? | Alunos do 10º C Passado um período cheio de emoções, sinto-me com coragem de começar da seguinte forma:

pouco difícil para mim, pois não tinha tido muitas experiências de leitura (gosto mais de esperar pelo filme!). Entrando numa praia onde ainda não me tinha habituado a estar, comecei a ler irregularmente, apenas umas dez páginas (se isso) por semana. Sentia-me uma “carta fora do baralho”, em relação aos outros: eles que avançavam cada vez mais e lendo dois livros de cada vez. Até senti que aquela “praia” talvez não fosse nunca a minha. Faltando ainda algumas (muitas) páginas, disse-me: “Já chega! Se quero uma coisa, tenho de lutar por ela!”. Aí senti-me capaz de tudo e consegui ler metade do livro numa noite: senti-me realizada! E sabem que mais? Hoje sinto que aquela praia é mesmo a minha e até já sei ”surfar”, sinto-me completamente” a carta do baralho”!

Querido Diário, Estou a ter experiências inimagináveis: sinto-me como um pássaro a voar sem destino. Sim, sem destino, pois não quero pousar em breve. Comecei o período com algo que, para muitos, era “pesado”, ou seja, abri as hostilidades com o livro “A Fúria Divina” de José Rodrigues dos Santos. Quando terminei de o ler já o tratava como “o meu livro”. De seguida avancei para algo mais leve, mas mais complexo “O Quarto Livro de Crónicas” de António Lobo Antunes (continuo a lê-lo, pois não é algo que se leia de um dia para o outro). Pelo meio deste livro, avancei com outro que li num “abrir e fechar de olhos”, sendo ele “Os Novos Mistérios de Sintra” de uma vasta autoria. Nunca pensei em ler um livro em dois dias, é “obra”! Por último, mas não menos importante, em parceria com as crónicas, estou a ler “O Anjo Branco” de José Rodrigues dos Santos. Ao longo deste período deves ter reparado que estou fascinada por José Rodrigues dos Santos. É um autor que (não faço a mínima ideia porquê) me fascina, a sua escrita, o seu “blá-blá-blá” deixam-me estupefacta. Em suma, só sei que te posso dizer que este período foi melhor do que eu esperava, em termos de leitura. Até ao próximo período não vou deixar de “voar” e de me “encantar” com os livros, antes pelo contrário, não é uma interrupção letiva que me vai deter. Agradeço-te os bons momentos que me ofereceste, mas não te esqueças que para o ano há mais. Até lá: “Boas Festas!!!”.

Elsa Gonçalves | 10ºC

No início deste período escolar, eu comecei uma nova etapa, enquanto aluna de Literatura Portuguesa, que incluía sobretudo ler, “coisa” a que eu não estava de todo habituada. Talvez por isso, ao início, eu estivesse receosa: tinha “medo” de não estar à altura, digamos, deste novo desafio. Hoje sou “outra” pessoa, pois descobri que com um simples livro podemos aprender tanta coisa. É fascinante pensar na quantidade de coisas que eu aprendi. Comecei por ler romances e a verdade é que, a partir de agora, não os vou largar, porque estes despertam em mim tal sentimento de curiosidade e de interesse que até então eu não sabia que tinha. Há uma frase em particular num destes romances que li que me chamou a atenção e que é sobre a maioria dos seres humanos não perder tempo a olhar para o vazio, para aquilo que parece o nada, mas que está cheio de tudo. Isto é tão verdade! E vê-se tanto nos dias de hoje. Mas isto tudo para quê? Para dizer que, se no início eu pensava que iria ler por obrigação, acabei por descobrir que, a partir de hoje, os livros vão passar a fazer parte da minha vida.

Cláudia Rocha | 10ºC

Eu, este período, acabei por ler muito pouco: li um livro com 150 páginas de António Lobo Antunes, chamado ”Memória de Elefante”. Confesso que a escolha do livro foi boa, mas foi um

Eduarda Afonso | 10ºC 26


OPINIÃO

Jornal Vernária | dezembro 2011 Páginas do “Diário de Leitor” | Juliana Ramalho 16.09.11

crónicas que tenho de reler inúmeras vezes, para compreender a escrita e o objetivo do escritor para com os leitores. Estou satisfeita com o escritor e, na minha próxima reflexão, vou falar da crónica que, até agora, me deixou rendida.

Hoje começo uma rotina à qual já estava um pouco habituada. Adoro ler, e agora, à parte do prazer de o fazer, tenho de cumprir com o que me pedem e sugerem. A escolha de escritores portugueses restringiu um pouco as minhas opções, mas estou entusiasmada, porque, na verdade, “o que é nacional, é bom!”. Estou extasiada com este Projeto, pois podemos partilhar as nossas opiniões, na turma e para além da turma… Para mim, vai ser a continuidade do meu percurso como leitora, embora com algumas inovações, como a poesia. Francamente ler poemas não é algo que desperte de todo o meu interesse, mas acredito que, com o PIL, isso vá mudar. 30.09.11

04.11.11 Mudei de rumo: iniciei um Romance. Não sou adepta dos “romances”, mas este até me agrada bastante, pelo menos até agora… Os Romances fazem-me lembrar lamechices inúteis de um mundo cor-de-rosa. No entanto o “Rio das Flores” tem mudado a minha opinião e, até agora, é uma história interessante e carregada de expetativas. Acho importante dizer que o PIL está a desenvolver-nos a mente e a alargar o nosso conhecimento, contribuindo para uma imaginação mais acesa. Enfim, vou então “nadar” por este “Rio” e espero não me afogar a meio, para chegar ao fim com um novo gosto virado para os Romances. 11.11.11

Hoje apresentei à turma o que andava a ler: “Conversas com Lobo Antunes”, de Maria Luísa Blanco. Foi o primeiro livro que escolhi para iniciar o meu projeto de leitura. Já vou adiantada na leitura, e vou alargar os meus horizontes com outro livro de crónicas deste escritor, que, quando o folheei, me pareceu interessante. 13.10.11

E cá ando eu, no meio do “Rio das Flores”, mas também com o excelentíssimo Lobo Antunes a pairar. Ando a repetir crónicas, para percebê-las melhor, pois este “senhor” tem a capacidade de me surpreender, mas também de me confundir com algumas frases e citações. Parece haver sempre um fundo de verdade e realidade vividas nos dias de hoje. Quanto ao “Rio”, vejo que, ao longo do enredo, há imensa e cada vez mais história, o que me agrada. Críticas à República, críticas à monarquia, um relato histórico impressionante! Enfim, uma pesquisa feita pelo autor que nem os maiores caçadores de erros históricos se deram ao trabalho de fazer.

A desilusão começou. Procuro sempre nos livros saciar a curiosidade de saber mais e, com a entrevista de Maria Luísa Blanco a Lobo Antunes, isso não está a suceder. Ainda não é certo, mas penso que vou findar com a leitura deste livro, mesmo que já vá a metade. Não me despertou o interesse desejado e penso que, ao ler, temos que obter prazer com a leitura. Isso não está a suceder comigo. Por outro lado, estou a adorar o “Livro de Crónicas” de Lobo Antunes. O que me estimula mais o interesse é o facto de haver

Juliana Ramalho | 10º C 27


OPINIÃO

Jornal Vernária | dezembro 2011 Páginas do “Diário de Leitor” | Cláudia Rocha 1ª Página

que mais me impressionou foi a da Eduarda, porque, apesar de já ter lido “A Ilha das Trevas”, continuo a gostar de ouvir falar sobre ele, pois é relacionado com a história de Portugal, ou seja, a guerra em Timor. Mas o livro que mais me cativou foi o do Luís: “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago. Para terminar, gostava de acabar de ler o meu romance (no espaço de uma a duas semanas), porque estou “mortinha” por começar a ler Eça de Queirós.

Hoje, na aula de Literatura Portuguesa, começámos a descobrir o nosso “eu leitor”. Eu achei bastante interessante a ideia de criarmos um portefólio para o PIL. Nesta primeira aula começámos por saber como organizar as nossas ideias, ou seja, a organização da leitura, do portefólio, etc.. Penso que vai ser algo “engraçado”, não só para a vida de estudante, mas para quando formos adultos nos relembrarmos desta experiência e compararmos as nossas opiniões. Para mim e para os meus colegas leitores: Boa Sorte!

4ª Página Continuamos a partilhar a nossa experiência de leitores. Estou entusiasmadíssima com o romance que estou ler, estou quase a acabar (talvez o termine hoje!). Esta semana fiquei “viciada” em ler, li aproximadamente 300 páginas em dois dias, isto é “obra”. O meu livro continua a falar sobre a religião muçulmana, que é contada graças à vida de Ahmed, tal e qual como tem permanecido a história de Tomás Noronha. E o final surpreendente, sobre o que vai acontecer à bomba atómica é: hummm… Para a semana saberás leitor!

2ª Página Já há uma semana que decidi qual livro que irei ler primeiro: “Fúria Divina” de José Rodrigues dos Santos. Eu escolhi esta obra por causa do autor, que é um dos meus preferidos e um dos meus ídolos. Já é a terceira obra que eu vou ler deste escritor, a primeira foi “ O Sétimo Selo”, e, seguida desta, foi “A Ilha das Trevas”. Este livro fala sobre a bomba atómica, que foi roubada, penso eu, pelos muçulmanos. Neste momento (confesso!) ainda não percebi muito bem sobre o que se trata. Sei que Tomás Noronha é a personagem principal, ele é um homem que decifra mensagens codificadas. Também tenho informação (dos livros anteriores que li) que Tomás Noronha é a personagem principal de quase todos os livros. Penso que vou gostar, pois adoro livros que envolvem ficção científica, mistério, etc..

5ª Página Hoje foi o dia de eu apresentar o final do livro “A Fúria Divina” de José Rodrigues dos Santos. Posso afirmar que foi um dos livros mais entusiasmantes que eu já li. Um dos capítulos de que eu mais gostei foi o último, pois é “cómico”: acaba quando Tomás deseja ter relações sexuais com a sua parceira de equipa e descobre que ela é lésbica. Aprendi vários conceitos sobre a religião muçulmana e descobri que a bomba atómica foi roubada por Ahmed (a mando da AL-Qaeda) e que a bomba foi desarmada por Tomás, na América, quando estava quase a explodir. Agora, “o meu eu leitor” gostava de ler um livro ou de crónicas ou de contos.

3ª Página Hoje partilhei a minha experiência de leitura com os meus colegas, penso que ninguém ficou nem vai ficar impressionado com o meu livro, pois é um romance bastante “grande”…mas gostos são gostos! De todos as experiências de leitura dos meus colegas, a 28


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Jornal Vernária | dezembro 2011 6ª Página Hoje apresentei o final do “meu” livro à turma. É verdade, só agora reparei que já o trato como “meu”. Estabeleci uma relação com o livro, que é inimaginável. De momento, posso afirmar que este romance foi dos que mais me apaixonou. Por enquanto, a minha vida como leitora apresenta um ponto de interrogação, mas penso que não durará muito.

Hoje, na aula do PIL, um colega meu apresentou o seu livro, o qual já acabou de ler, e eu comprometi-me a lê-lo. Chama-se “Os Novos Mistérios de Sintra” é de vários autores portugueses. Sei que fala sobre uma misteriosa chave. Sei que vou gostar e apreciar este livro. Espero para a semana já te anunciar o seu final, mas, até lá, aguardemos … Fotografia: http://www.4freephotos.com/pt/Pilha_de_livros_antigos-limage-2b25ddc 52cd16b8a7834a1151eaec619.html

7ª Página Já sei o que ler, graças à minha “pedagoga” de Literatura que me emprestou o “Quarto Livro de Crónicas” de António Lobo Antunes. Já li uma crónica, mas, para que a compreenda melhor, terei de voltar a lê-la. Para a semana dir-te-ei a minha opinião, em relação ao livro. Por agora ainda estou perdida e desconcentrada, mediante isto peço-te paciência … logo saberás do meu interesse pelo tal livro. 8ª Página Estou a adorar algumas crónicas, pois transmitem-nos morais fantásticas. Hoje não te vou contar o conteúdo da crónica de que mais gostei; apenas te vou dizer que fala sobre “migalhas”. Terás que esperar, tal como os meus colegas, não “és” mais do que eles!! Esta última semana apenas li seis crónicas, mas foi como se tivesse lido o dobro, pois li-as, reli-as e voltei a lê-las; por vezes são bastante confusas, mas, depois de as reler, fico deslumbrada. Por hoje é tudo, para a semana mais será! 9ª Página Finalmente! Chegou a hora de saberes a verdade sobre “Migalhas”. Esta crónica fala sobre aqueles pequenos gestos que significam tanto, que ajudam a superar os momentos de dificuldade, ou seja, que simplesmente chegam para nos confortar. “Vou contar-te um segredo: há alturas em que as migalhas ajudam.” (in, Quarto livro de crónicas de António Lobo Antunes). 29


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Jornal Vernária | dezembro 2011 Leitor de Banheira - O Diário | José Brás Sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Começou hoje (praticamente) a época de leitura à séria e à portuguesa! No âmbito do programa de Literatura Portuguesa, teremos de ler 5 obras, durante o ano letivo corrente. Desde poesia a obras teatrais, passando pela prosa, existe apenas uma regra: as obras terão de ser escritas por autores portugueses. Sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Ontem, fui à Biblioteca. Depois de esmiuçar todas as prateleiras entre livros novos e outros que nem por isso, encontrei alguns livros dos quais consegui ler a sinopse até ao fim, sem achar entediante. Para acabar com o dilema, escolhi aquele que achei mais engraçado: “Onde reside o amor” de Margarida Rebelo Pinto. Consiste num conjunto de crónicas, envolvendo assuntos que, em conjunto, formam a bomba alheia: o sexo e a modernidade. Espero lê-lo até ao fim, até para depois poder persuadir a professora, que parece ter torcido um pouco o nariz à minha escolha, a “admirar” a “sopeirice” civil. Sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Bem, dizem que não se julga o livro pela capa, mas, neste caso, ficaria bem dizer: não se julga o livro pela sinopse. Comecei a ler o livro, a que me propus, no passado sábado… li, li, li… até que, chegado à página 70, parei! Poderia ter parado mais cedo, mas bateu-me a esperança e li mais para ver se vinha um futuro melhor. A esperança desvaneceu, quando o futuro se tornou negro e um pouco íntimo demais para o meu gosto. Sexta-feira, 7 de outubro de 2011 “José vai à Biblioteca, temporada I” – nesta temporada o José vai à biblioteca entregar o livro que nem chegou a ler. Esta poderia ser a minha história de vida como leitor, mas não seria a temporada I, seria a II, visto que já vai na segunda vez que vou entregar um livro sem o ler.

Como se diz: “À terceira é de vez!” e, por incrível que pareça, desta vez o livro foi-me recomendado e parece-me interessante. Espero que seja este o livro, que por distração não disse o nome - “As Intermitências da Morte” de José Saramago, que lerei até ao fim. Caso contrário, a “Maria” ou a “Caras” também passarão a ser “Literatura Portuguesa”. Sexta-feira, 18 de novembro de 2011 A esta altura, já estava a contar as pedras da calçada de São Bento - se é que esta calçada existe, o que me custa acreditar, porque calçadas há poucas e eu não era tão “parolo” para andar a contar as pedras da mesma… E, por falar em São Bento, lembrei-me agora que podia pedir ao Santo das causas perdidas para me ajudar a acabar o livro de uma vez. Isto tudo para dizer que quando uma pessoa está com um livro há um mês, ou até mesmo mais, ela consegue fazer tudo, até pedir ao santo, para o acabar de uma vez por todas. (…) Finalmente, esta “tempestade passou” e mostra-se agora um céu azul – ou seja, estou a melhorar como leitor. Vou, com certeza, acabar o livro esta semana e, no fim, veremos se a morte volta, ou nos deixa descansadinhos – que é como quem diz! Sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Após dois meses, em que quase queimei as pestanas para ler alguma coisa de jeito, passando por uma onda de “sopeirice”, chegando à “praia da reflexão” e acabando, com Saramago, na agência funerária ao lado da morte, finalmente levei um livro na mão que consegui ler até ao fim. Estes dois meses foram repletos de grandes sentimentos: aventura e desespero (no bom sentido da palavra, se é que o tem), pois a turma leu de tudo. Por último, digo que estas semanas foram bastante produtivas e interessantes, tanto para nós como para a professora, que, com certeza, se deliciou com as nossas aventuras e desventuras. José Brás | 10ºC 30


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Jornal Vernária | dezembro 2011 Richard Towers na EB/S Vieira de Araújo | Hélia Fernandes e inclui 32 peças para se poder jogar. Na minha opinião, estas ideias são fantásticas, de uma criatividade enorme e excelente, que talvez mais ninguém tenha imaginado. Ideias que podem abrir novos caminhos no mundo da literatura e enriquecer a alma. O autor com o maior entusiasmo, terminou dizendo que já apresentou as suas criações ao universo editorial mundial, aproveitando o momento para anunciar que também já tem mais sete livros escritos e prontos a publicar, os quais me deixaram curiosíssima. Aguardemos. Hélia Fernandes | 12ºF

Livros com Arte No dia 24 de outubro, o autor Richard Towers (pseudónimo do artista e músico Martinho Torres) esteve na Biblioteca da escola para falar dos livros e da leitura. Apresentou dois livros-objeto, atos criativos editados pela Neoma Produções, editora do próprio escritor. Trata-se de um conceito novo, inovador e diferente, “livros com arte”, o qual foi explicado, de uma forma interativa, aos alunos e professores presentes. Num ambiente descontraído, que incluiu a leitura de trechos dos livros pelos alunos, acompanhado à viola pelo autor-músico Martinho Torres, foi proposta aos presentes uma incursão pelo inovador mundo literário do autor, através de duas obras – Tempo e Reflexos. Penetrámos, assim, no íntimo processo criativo do autor, ficando a conhecer os segredos por detrás da conceção do livro-relógio e do livro-espelho, que, além de se lerem, com o maior prazer, são objetos que funcionam: o relógio marca as horas e o espelho reflete os narcisos que todos somos.

No dia 24 de outubro, na Biblioteca da Escola Básica/S Vieira de Araújo, a minha turma (12ºF) teve o privilégio de assistir à apresentação dos novos projetos do escritor Richard Towers, o livro-relógio “Tempo” e o livro-espelho “Reflexos”, os quais adorei e achei interessantíssimos. Tiveram origem num argumento para um disco feito pelo próprio escritor que é também editor e músico. É um conceito novo, inovador e diferente, “livros com arte” que, para além de se lerem, são objetos que funcionam: o relógio para nos situarmos no tempo e o espelho para refletir o que somos. Richard Towers falou-nos do próximo “livro-objeto” a ser lançado, o “livro-xadrez” um livro em que a capa é um tabuleiro 31


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Jornal Vernária | dezembro 2011 Ser Psicólogo | Anabela Alves É uma imensa responsabilidade. Não apenas isso, mas também uma dádiva notável, um grande privilégio. É respeitar os direitos e dignidade da pessoa, a fim de proteger a intimidade da mesma. É fazer acontecer por meio da palavra, do olhar e das expressões…até mesmo do silêncio. É promover auxílio a quem precisa sabendo ouvir, sem julgar. É ser transparente, mantendo na consciência o peso da ações, da palavra, do conselho. É o dom de tocar no que há de mais precioso e sagrado no ser humano: os seus segredos, medos, alegrias, prazeres e inquietações. É saber ouvir, saber falar no momento exato, com as palavras corretas. É ter bom senso e saber o poder de uma palavra perante uma pessoa fragilizada. É a capacidade de tirar de dentro o melhor que temos para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar. É entender, respeitar e ajudar. É tirar as vendas dos olhos das pessoas para que consigam enxergar mais além dos problemas, das dificuldades. É ter respeito pelos direitos humanos protegendo os direitos de quem nos confia os seus segredos, tratando a todos com igualdade. Mesmo na contra-esperança, esperar. O privilégio de tantas vezes ser o único na vida de alguém que não tinha com quem contar para dividir a sua solidão…

… a nossa não é mais uma profissão. Quem acode a nós não faz para nos trazer boas notícias (Sandor Ferenczi) … … vem à procura de uma resposta para as suas dúvidas e interrogações e de uma saída para o seu sofrimento (Viktor Emil Frankl) … … às vezes, até podemos ser colocados no lugar de culpados pelo simples facto de termos ajudado a ver (Erich Fromm) … … podemos ouvir que não tinham consciência dos problemas até falarem connosco e poucas vezes nos agradecem por isso (Karen Horney) … … qualquer um diria que não existem motivos para ser Psicólogo, salvo que alguém tem de o ser (Karl Jaspers) … … por vezes, muito de vez em quando, não tantas vezes como gostaríamos podemos testemunhar como alguém superou um conflito (Paul Watzlawick) … … como resolveu o evitável ou como aceitou o inevitável. Podemos ser testemunhas, de vez em quando (Donald Winnicott) … … de como a vida se preencheu novamente de sentido, de como se recuperou um sorriso (Irvin Yalom) …”. Anabela Alves, Psicóloga do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo

Talvez não exista um motivo para escolher ser Psicólogo… “…implica horas a ouvir o sofrimento, lidar com o mais profundo do ser humano (Sigmund Freud) … … vislumbrar mais além do evidente e frequentemente sentir a impotência de não poder conseguir a tomada de consciência (Alfred Adler) … 32


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Contos O Valor do Natal | Aurora Vilela Fernandes A neve caía, dezembro era o mês do frio e dos brancos mantos de neve. Lili olhava, mais uma vez, para o portão de sua casa. Viver no campo sempre a confortou e alegrou mas…, naquele dia, sentia-se gelar por dentro, apesar do calor que se fazia sentir no seu quarto. Hoje seria noite de consoada e … nem sinal do pai. Pegou numa caneta e num papel e começou a desabafar com palavras: “ Pai, há três meses que trocaste este lindo Portugal por esse gelado país. Sei que na Suíça se ganha mais dinheiro mas… preferia que estivesses sempre perto de mim. Disseste que virias passar o Natal connosco e nem sinal de ti! Por que não apareces? A mãe está descontrolada, lá em baixo, o teu telemóvel nem dá sinal! Será que consegues imaginar como me sinto neste momento?” A mãe chamou-a: - Lili, vem para baixo, está a ficar escuro! Quero que me ajudes com a ceia de consoada. O teu pai já não vem! Não estejas à espera de um milagre de Natal! A mãe de Lili estava muito nervosa e aborrecida, esperava que o marido viesse passar o Natal com a família, mas começava a concluir que não viria. Lembrou-se do que o marido lhe dissera, na semana anterior: “ O meu patrão quer que eu trabalhe na semana do Natal e disse que me pagaria em dobro, mas...”. Algumas horas mais tarde, sentaram-se ambas à mesa. A mesa estava repleta de iguarias. Nada faltava da tradicional ceia de consoada. A árvore de Natal piscava orgulhosa, deixando revelar os maravilhosos adornos que a vestiam. Lili dirigiu o olhar para a janela, viu duas estrelinhas a brilhar, lembrou-se dos avós que tinham ido para o céu e que sempre recordava, com muito amor. Foi buscar duas estrelinhas, guardadas numa caixinha de veludo, brilhavam como diamantes lapidados, beijou-as e pendurou-as na árvore. Olhou novamente para aquela árvore, aproximou-se do presépio, admirou o Menino Jesus, que dormia descansado sob o olhar atento de Maria e São José, pediu um

milagre. A tristeza era imensa. Olhava para todos aqueles presentes que tinha “exigido” à mãe e, entre lágrimas, murmurou: - Mãe! -Diz, filha! -Sabes, agora consigo ver o verdadeiro valor do Natal. Afinal, não são os presentes, nem a mesa cheia de boa comida que nos fazem verdadeiramente felizes. Agora percebo quando dizem que o Natal é a festa da família! Descobri que é Natal porque estou contigo à mesa, sinto a presença de duas estrelinhas que sempre me acompanham e guardam, mas falta-me a presença de alguém que podia estar sentado nesta mesa, mas não está. Também não está guardado, na forma de estrela, na minha caixinha de veludo. É noite de Natal, descobri o significado desta quadra, mas sinto muita tristeza no meu coração! A mãe não lhe conseguiu dirigir palavra. As lágrimas lavavam-lhe a cara. Nesse preciso momento, a campainha tocou, ambas saltaram da cadeira dirigindo-se para a porta de entrada. O coração desta doce menina de dez anos batia apressadamente, com a mão trémula abriu a porta. - Ah! Pa... pa… pai!!! – Lili gritou descontrolada. As explicações daquele atraso não foram dadas nos quinze minutos que se seguiram, pois os beijos e abraços falaram mais alto. Quando finalmente foi possível, o pai de Lili explicou o que lhe sucedera. Lili beijou e agradeceu ao menino que descansava nas palhinhas, olhou novamente para aquela árvore e sorriu para duas estrelas que lhe piscaram o olho. Foi assim que Lili descobriu o valor do Natal, concluiu também que, afinal, no Natal, milagres acontecem. Aurora Vilela Fernandes, docente de Português e Inglês 33


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Contos No Conjunto Dramático do Universo de Fernando Pessoa, Eu Sou Alberto Caeiro | João André Rocha Hoje acordei exaltado com o barulho de uma máquina que fazia um frenesim insuportável. Não bastando a exaltada forma de acordar, depois de custosamente abrir os olhos, dou por mim num quarto completamente desconhecido: a cama, de ferro cor beije e traços antigos requintados, chiava a qualquer movimento; ao meu lado, duas mesas de cabeceira com candeeiros antigos repletos de rendados nos seus abajures e fotografias a preto e branco envolvidas em requintadas molduras cor de ouro. As paredes também elas beijes e repletas de quadros, retratando a agricultura e paisagens do centro do país, fizeram com que me apercebesse que não estava, de facto, na minha casa. Não sabia onde me encontrava. Levantei-me e curioso direcionei-me a uma pequena janela por onde entravam finas faixas de luz denunciadas pelo pó que pairava no ar. Lá fora, um trator lavrava um enorme campo, daí o barulho. Tudo o que a minha visão alcançava era plano; conseguia quase ver a bela linha do horizonte. Estava calor. Os campos eram de cor amarelada e eram ocupados por sobreiros al-

ternadamente organizados e vítimas de homens que os despiam e aproveitavam a cortiça. Depois de observar a deslumbrante paisagem, fui à descoberta da casa em que acordara. Saí do quarto e, depois de percorrer um comprido corredor também ele repleto de quadros nas paredes, fui ter a uma cozinha o n d e uma pequena e enrugada velhinha fazia croché numa cadeira de baloiço. Assustado, perguntei-lhe quem era e o que fazia eu naquela enorme casa. A idosa respondeu-me rapidamente: “João, o que se passa contigo filho? Eu estou velha e és tu quem se esquece da sua querida tia- avó!”. Naquele momento, cheio de curiosidade, pedi à querida senhora que me contasse tudo sobre a minha vida. A minha “tia- avó” assim o fez: contou-me que estávamos em julho de 1902, informou-me que nascera em Lisboa a 1885 e que me encontrava na sua quinta situada no Ribatejo. Segundo ela, eu adorava a Natureza e escrever sobre ela; perdera os pais em pequeno e, quanto às minhas habilitações literárias, apenas tinha o quarto ano de escolaridade e não desempenhava nenhuma profissão. 34


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Jornal Vernária | dezembro 2011 No momento a dúvida ocupou a minha mente: estaria a enrugada velhota a dizer a verdade ou a gozar com um jovem que, sem se lembrar de nada, tinha dormido na sua casa? Assustado, fugi para uma grande sala à procura de uma porta que me permitisse o acesso ao lado de fora da casa. Essa sala estava cheia de memórias, quadros com fotografias gigante e pinturas imponentes de condes e outras personalidades importantes. Num desses quadros um bebé era o centro das atenções e um pai, uma mãe e uma senhora idosa acariciavam-no: esse bebé parecia eu. Encontrei a porta de acesso ao exterior. Era tudo tão bonito naquela quinta! Os sobreiros, verdes e de tronco grosso, não se deixavam afetar pela agradável brisa que escorregava nos meus braços. Via os pássaros de cores alegres e ouvia-os cantar de felicidade, outros, maiores e de cor mais escura, assaltavam as oliveiras na esperança de levar no seu bico negras e carnudas azeitonas para

alimentar as suas crias que chilreavam no ninho assustadas com o ladrar grosso do cão que, atento a tudo, guardava a quinta. A relva alta acompanhava o movimento das rosas e dos malmequeres, das tulipas e dos cravos que no pátio dançavam ao som da brisa. Apesar de estar à sombra, sentia o calor do centro do país. Ao longe, a minha vista apenas conseguia ver pequenas ovelhas de cor clara que pastavam nos imensos campos. Em frente a mim, passavam homens com chapéu de agricultor, uns a pé e outros galopando em imponentes cavalos. O dia era claro como a água e os meus olhos estavam já cansados de ver tanto e tão bonito. Pela primeira vez não pensara sobre o movimento das flores, sobre o voar dos pássaros ou sobre o pastar do gado, limitava-me apenas a sentir e a viver a exterioridade com base nos meus sentidos. Algo de estranho se passava comigo: parecia viciado no uso dos meus sentidos e tentava a todo o custo não intelectualizar sobre o que via, sentindo-me livre e feliz. Todas as pessoas que passavam por mim cumprimentavam-me (como se me conhecessem…) e eu, confiante, também as cumprimentava. Passou mais um trabalhador e, enchendo o peito de coragem, perguntei-lhe onde estava. “ - O menino está 35


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Jornal Vernária | dezembro 2011 no Ribatejo, na casa da sua tia-avó - disse de modo simpático e intrigado o homem”. Afinal era verdade, a senhora não me mentira. Confuso, fui andando pela enorme quinta, acabando por me sentar num rochedo deslumbrado com a imensidão de campos em meu redor onde pastavam rebanhos e mais rebanhos. Sem conseguir controlar a minha mão, esta foi buscar, debaixo do rochedo, um bloco de notas antigo onde se encontrava também uma esferográfica. Tudo o que ali estava escrito eram poemas referentes à natureza e todos eles estavam escritos com a minha caligrafia. Na capa do bloco podia ler-se “ Guardador de rebanhos” e uma inexplicável vontade de escrever ocupou a minha cabeça. Peguei na esferográfica e noutra secção do bloco que não a do “Guardador de rebanhos” escrevi:

nunca antes tinha feito). Conseguira pela primeira vez exprimir os meus sentimentos no papel. Voltei para a herdade orgulhoso do que tinha feito e, enquanto caminhava, mais uma vez a natureza mexia comigo: via cães a brincar, via o sol cada vez mais alto, aquecendo a minha pele transpirada. Olhava para o lado direito, para o lado esquerdo e tudo era mágico, os meus sentidos estavam mais recetivos que nunca e a minha alma livre de pensar. Cheguei à herdade. Tudo estava normal, menos normal era um velho guarda-chuva que se encontrava no alpendre da casa. Curioso, abri-o e algo de fantástico acontecera: amarrado à pega do guarda-chuva comecei a voar. Assustado, não larguei nunca o mágico instrumento que me levava por meio do infinito e longínquo azul do céu. Passei por campos e mais campos, grandes e pequenas moradias até que entrei num mundo completamente diferente. As

Tudo o que vejo é lindo. Vejo campos e árvores E animais e o céu. A planície reflete-se nos meus olhos E eles são tudo o que sou. A brisa que me abraça E o calor que me aconchega Dão ar da sua graça. Não os vejo mas sinto E por isso sou feliz. Num estalar de dedos, tinha escrito um poema (coisa que 36


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Jornal Vernária | dezembro 2011 casas eram mais modernas, existiam ruas paralelas a outras e perpendiculares a ruelas, as casas eram mais altas, as ruas movimentadas, as pessoas eram muitas e sofisticadas. Ia pairando de rua em rua, passava por pequenas mercearias com coloridas montras de frutos, via livrarias com inúmeros livros, via lojas de roupa como nunca antes tinha visto, mercados com tudo o que podia existir, via senhores com seu chapéu sentados em esplanadas a beber um café e a ler o jornal, outros jogavam cartas em pequenas mesas e donos de cafés discutiam a atualidade política. Estava na capital, estava em Lisboa. Repentinamente a minha mão escorregou da pega do guarda-chuva e sem me lembrar de nada acordara num hospital. No calendário da parede em frente à cama estava assinalado o ano de 1915. Um médico sussurrava para outro à porta do quarto: “Este doente não tem qualquer hipótese, sofre de tuberculose e terá pouco tempo de vida.”. Esse doente era eu, que estava já de olhos fechados e não tinha força para os abrir, caí em sono profundo e uma luz branca ocupava o escuro, cada vez de maneira mais forte, tornando-se o escuro num fundo branco (estava a morrer, mas pelo menos morreria feliz em comunhão com a natureza) …

Os meus olhos abriram repentinamente e, ainda atordoado e confuso, ouvi a voz da minha irmã: “Levanta-te, João! São já dez horas da manhã!”. Ela estava com uma lanterna apontada diretamente para os meus olhos. Estava no meu quarto e tudo era como dantes. Não passara tudo de um emocionante sonho influenciado pela aula de português do dia anterior, na qual tínhamos estado a falar sobre os heterónimos de Fernando Pessoa, nomeadamente de Alberto Caeiro.

Texto e ilustrações: João André Rocha | 12º B

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Contos ...Eu Sou o Próprio Fernando Pessoa | Duarte Machado Quem sou eu? Sinto-me diferente. Hoje não sou eu. Sinto-me como me senti quando era criança, algo que pensei estar há muito perdido em mim. Hoje consigo, ao mesmo tempo, ter o prazer de Caeiro ao sentir a natureza, ter a impassibilidade e despreocupação de Reis e o gosto pela civilização moderna de Campos. Conseguiria escrever um poema que mostrasse a divindade da natureza, falando sobre máquinas, com versos soltos e com rima. Assim sendo, não posso ser um outro heterónimo de Pessoa, mas também não posso ser “Pessoa”, do qual me lembro como um fragmento de um eu perdido. Talvez eu seja uma parte de Fernando Pessoa. Posso, por outro lado, ser aquilo que falta em Pessoa, ser a “ parte perdida”, que finalmente foi redesFotografia: http://www.fpessoa.com.ar/ coberta e o pode novamente completar e tornar inteiro. Hoje posso apreciar o mundo exatamente como ele é, na sociedade em que vivo, já que consigo, não só apreciar a natureza na sua forma mais pura e original com os meus sentidos, como também apreciar os traços da civilização moderna que me rodeia, ultrapassando os problemas (se é que existem problemas), o que me permite uma completa integração com o que me rodeia e, ao mesmo tempo, ser consistente e integro. Consigo assim atingir

o que nem Fernando Pessoa nem as suas criações conseguiram. Devo ser, portanto, uma sombra do que Pessoa poderia ter sido. Fui criado e tornei-me o criador. Quero deixar isto gravado neste papel para saber que existi, para me salvar de mim mesmo e para mostrar que completei o meu objetivo. Hoje sou o verdadeiro Pessoa. Não aquele que escreveu, nem aquele que viveu ou mesmo aquele que se fragmentou e lutou, mas sou o resultado e prova de que a minha vida não foi em vão. Tornei-me o meu mestre, sou feliz. Olho então pela janela, vejo um rio, uma floresta e, pela primeira vez, percebo, percebo tudo! Escrevo o meu último poema, a minha verdadeira identidade: Epifania Vejo um barco a passar calmamente pelo rio, O vapor a sair pelas suas chaminés, Tal como o fumo de uma floresta a arder, A morrer sem porquê. Contudo, não penso nas árvores que morreram, Nem no barco que passou. Eu penso no rio como se não houvesse um barco, E na floresta, como se não tivesse ardido, E sinto-me feliz porque pensei, E vi o que os olhos não veem.

Duarte Machado | 12ºB 38


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Contos ...Eu Sou Ricardo Reis | Eliana da Silva Por isso, recuso-me a amar e a preocupar-me com o bem ou o mal dos outros. Recuso-me a beijar, a abraçar, a acariciar, seja quem e em que circunstância for. Simplesmente, recuso-me a sentir de modo a que tenha pena de já não poder viver. Minha vida é como um rio Que desaguará no mar. Não sentirei um vazio Porque sabia que essa hora ia chegar. Desconheço os laços de amar Como desconheço a tortura da dor,

Almada Negreiros. Auto-retrato com o grupo da Brasileira (1925)

Não há nenhuma sensação por controlar

Neste momento, encontro-me sentado, olhando para o rio que passa diante de meus olhos. Isso basta-me. Decido escrever, pois é uma relação sem compromissos, sem sensações. Viver nada mais é que uma pausa, que nos é dada, antes de partir. A pausa à qual chamam Vida é para desfrutar… calmamente. Olho para os outros e não compreendo, nem percebo a necessidade de tantos afetos se a morte é inevitável. Na vida, sinto-me um aparte, sinto-me isolado. Sinto-me diferente de todos os que me rodeiam. Sinto-me como a rosa que trago no bolso, que colhi antes de me sentar neste local. As rosas (talvez por serem brasileiras e aqui a temperatura ser elevada) não resistem muito tempo, o seu perfume natural começa a desaparecer, tal como a vida que nelas há. De novo, olho em meu redor e os afetos são constantes e, de novo, não percebo as pessoas que não compreendem que isso apenas lhes trará uma sensação dolorosa e um sentimento de perda, na hora da despedida. Os laços com outrem não nos salvarão do Fim.

Pois não quero sentir nenhum dissabor.

Eliana da Silva | 12ºB

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Contos ...Eu Sou Álvaro de Campos | Rui Monteiro Fase decadentista e sensacionista

trair, parece que nos deslocamos para outro mundo onde o único objetivo é relaxar. Até que, por fim, tudo acaba numa fração de segundo, quando nos aventuramos além das nossas capacidades ou, simplesmente, quando não temos mais força para nos aguentarmos na prancha.

Acordo todos os dias cansado, com uma estranha necessidade de procurar algo novo. A minha vida é uma rotina que precisa de ser quebrada. A falta de sensações, o tédio de passar o dia inteiro a dormir ou a ver televisão está a dar cabo de mim. Tantos dias desperdiçados, tantos dias não vividos! Podemos fazer tudo Fase do cansaço e do tédio o que desejamos, apenas não existe nada que nos agrade, pois Durante dias continuei a desfrutar daquela maravilha da acreditamos que já experimentamos tudo, que já vimos tudo o engenharia, só que todos sabemos que as coisas boas têm, geralque o mundo tinha para nos mostrar. mente, um fim. Nisto decido fazer algo diferente. Quando a escola começa, a nossa vida Pego na minha mota e vou dar um passeio passa a estar outra vez controlada pela roaté um sítio diferente. Após um longo tratina: estudar, estudar, estudar… A vida jeto, chego à Barragem de Ermal. Mal desque conhecemos sofre uma volta de 180º ligo o motor, reparo em algo impressiograus. Tudo o que nos apetece é recuar no nante: um pequeno grupo de indivíduos, tempo, de volta ao verão, de volta à libermenos do que 7, a fazer ski aquático. Logo dade. A motivação é completamente nula, de seguida, questiono-me: “Algum dia o o que torna cada trabalho, por vezes até homem pensou em deslocar-se em cima um simples pensamento, numa tarefa cada água, a uma grande velocidade, usando paz de nos levar à exaustão total. apenas uma prancha?”. Claro que estava Devemos passar uma grande parte da decidido a experimentar aquela grande nossa vida enclausurados numa pequena maravilha. Após um elevado número de sala, sentados numa simples cadeira e, por quedas e de uma quase desistência, conFernado Pessoa por Almada de Negreiros vezes, a ouvir ideias que não nos trarão a segui dar a volta à situação e, finalmente, manter-me em cima da água, e não dentro dela. Bastou um dia mais pequena utilidade no futuro? Esta raiva e este cansaço impedem-me de pensar. O meu para me apaixonar por aquele desporto: a velocidade, a adrenalina nas minhas veias, a sensação de estar a pairar sobre a água, único desejo era voltar para cima daquela prancha; divertir-me, a sensação de voar… As preocupações desaparecem totalmente ser livre e poder sentir todas aquelas emoções maravilhosas oue o único medo é perder o equilíbrio, mas, nesse caso, só temos tra vez. Mas parece que isso vai ter de ficar para o ano que vem. a água fresca à nossa espera. Sinto a água e o ar a baterem na minha cara. A Natureza parece não se importar de todo, pois a Rui Monteiro | 12ºB superfície da água encontra-se tão cristalina que posso observar a minha própria imagem. O silêncio existente ajuda a descon40


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Contos Pé-Pó Um Porquinho Tró-ló-ló | Ana Maria Cunha com ilustrações de Domingos Silva O Sol brilha no horizonte, exaltando pequenas nuvens prateadas suspensas no azul do céu. Ritinha saboreia um delicioso rebuçado, piscando os olhos ofuscados pela luz que se projeta no seu rosto. -O que estás a fazer, filha? – pergunta uma senhora de longos cabelos ruivos, ao sair da Biblioteca Municipal. -Nada mãe! Desculpa, não volto a fazer isso! – responde a menina, enquanto apanha do chão o papel de rebuçado. -Anda aqui filha! Vamos sentar um bocadinho! – afirma a esbelta senhora apontando um banco de jardim, em ferro, pintado de verde e ornamentado minuciosamente. – Vou ler a história que acabei de requisitar. Ritinha tem apenas quatro anos, mas já demonstra um enorme interesse pela leitura. Os seus olhos brilham ao ver a mãe pegar num livro e abri-lo, preparando-se para decifrar aquelas letras misteriosas. Sentam-se ambas, bem juntinhas, e a mãe começa a ler a seguinte história: “Era uma vez uma quinta onde árvores de longas folhas verdes sopravam oxigénio e sorriam a quem passava. Onde alguns animais, como patos, porcos, coelhos ou bezerros passeavam vaidosos, dando-se a conhecer aos olhares curiosos de meninos rabinos em passeio de Domingo. Onde campos cultivados ostentavam as couves e as alfaces de aspeto fresquinho, prontinhas a serem colhidas. Onde os frutos espreitavam das árvores, suculentos, per-

fumando o ar e abrindo o apetite. Nessa quinta vivia um porquinho rechonchudo de corpinho bem graúdo. Nem todos os animais gostavam muito dele…Tinha a língua muito afiada, prontinha a responder àqueles que, no dia-a-dia, o chamavam à atenção dos seus comportamentos menos corretos. - Pé-Pó, não seja Tró-ló-ló! Lixo no chão, isso é que não! – comentou o burro ao observar o porquinho. -Oh burrito Xoné! O teu problema qual é? O lixo não te incomoda, ser porquinho está na moda. O contentor está distante, não tenho pernas de elefante. Constantemente, outros animais da quinta, orgulhosos da beleza do seu lar, perdiam a paciência com o comportamento do Pé-Pó: -Oh, porquinho vaidoso, pode ser todo pomposo sem mal fazer ao ambiente! -Oh, formiga atrevida, mete-te na tua vida! Da minha cá eu sei! Qual é o teu problema, já não posso usar spray!? -Oh, porquinho trapalhão, o vidro põe-se no Vidrão! O papel vai para o Papelão… -Oh, ovelha Montês, o que é desta vez? Isso dá muito trabalho. Minha vida é um atalho para o descanso e pouco mais! -Ai que desgraça Pé-Pó! O que fazes tu às pilhas? Vê se fazes maravilhas. Leva as pilhas ao Pilhão, fica perto do Vidrão, não custa mesmo nada! -Vaca Leopoldina, cuida dos teus filhotes … Eu cá tenho os 41


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Jornal Vernária | dezembro 2011 meus dotes, deixa-te de conversa, ora essa! -Psst! Psst! Oh, Pé-Pó preguiçoso, larga o carro ruidoso, de fumo vaporoso. Dá ao pedal como eu! -Oh, lebre Josefina, não sou um atleta, só de carro chego à meta. Confortável, aqui vou eu! Um certo dia, cansado de conduzir, Pé-Pó encostou-se a uma árvore, preparando-se para dormir uma soneca. Eis então que surge um magnífico cavaleiro, montado num cavalo alado, branco de sua cor. -Basta dessa atitude nefasta! – disse o jovem rapaz, enquanto puxava o porquinho desajeitado para cima do seu cavalo. – Agarra-te bem! - O porquinho sentiu o corpo desprender-se do chão e ser levado pelos ares como de uma pluma se tratasse. Tentava libertar-se desse sonho, mas tudo parecia cada vez mais real! Onde seria levado este porquinho tró-ló-ló? Da quinta onde vivia Pé-Pó já só se avistava uma pequena miragem… gradualmente todo o rasto de verde ia desaparecendo… No meio das camadas de nuvens, uma nova paisagem surgia… O verde da vegetação e o azul dos lagos e rios haviam sido substituídos por tons castanhos-alaranjados. A brisa fresca que emanava da sua quinta transformara-se num ar quase irrespirável. -Onde estamos? – perguntou Pé-Pó. -Voámos e não saímos do lugar! Aquela é a tua Quinta… estás a mirar? – respondeu o cavaleiro. -Mas aqui não há nada! Tudo tem um aspeto assustador! O QUE É QUE ACONTECEU, meu senhor? -Isto é o resultado de comportamentos como o teu. Podes ver cá do céu! Todo o planeta ficará assim… -Como? Não pode ser culpa minha? – indignou-se o porquinho. -Uuuuhhh! – gritou Pé-Pó, enquanto sentia ser largado no ar em direção ao abismo. -Mãe! Quem era aquele cavaleiro? – pergunta a Ritinha logo após o final da história. -Bem... era alguém muito especial! Mas todos nós podemos ser assim especiais… - responde a senhora e, de imediato, começa a cantarolar:

Não voamos pelos céus Em cavalos alados Desfiamos os sonhos Correndo pelos prados Fresca é a brisa Que percorre os nossos montes Límpida é a água Que jorra de nossas fontes O brilho do Sol Enaltece a beleza Todos somos cavaleiros Da mãe-natureza. Ana Maria Cunha, docente de Ciências Naturais Domingos Silva, docente de Educação Visual e Tecnológica

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Poesia Ai Quem Me Dera... Viajar Até à Lua | 6ºA

Poema a S. Martinho | 4º ano CE Cávado

Brincar até o mundo acabar. Mergulhar até ao fundo do mar. Encher a casa com flores. Viver até querer morrer. Saber tudo sem aprender. Explodir para toda a gente rir. Fazer com que as pessoas fossem imortais. Subir até um castelo e depois saltar. Dormir sem roncar. Ficar acordada até nunca adormecer. Rir até me calar. Ir e não voltar. Viajar até o meio do mar. Ter um desejo e podê-lo realizar. Rir até fazer tremer o mundo. Não chatear quem nos está a ajudar. Mergulhar no dinheiro. Voar, até me espetar. Viajar até à montanha mais alta. Voltar a ter pessoas que partiram. Fazer necessidades até a sanita entupir. Mergulhar para não chorar. Viajar até a gasolina acabar. Viajar até Marte para saltar e brincar. Escrever até o caderno romper. Rir até explodir. Rimar até o caderno acabar. Saber-me comportar. Martinho, soldado, guerreiro, Homem da Hungria. Lutou tanto, tanto, Para o mundo mudar um dia!

A missão leva consigo, E o seu caminho seguia. Aparece-lhe um mendigo Que, tristemente dizia:

Trabalho Colectivo | 6ºA

Centro Escolar do Cávado | turma do 4º Ano

“Cavaleiro elegante, De frio eu vou morrer. Desce do teu cavalo A tempo de me valer!” Martinho, com rapidez Do seu cavalo desceu. A sua capa desfez E, metade ao mendigo deu.

Esta ação de valor, Até o tempo mudou E, o frio gelador Em calor se transformou.

Ainda hoje é conhecido, Pelo verão de S. Martinho, Aquele grande gesto Que valeu ao pobrezinho.

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Poesia Who am I? | Samuel Vieira

A Poem by Class 11th B | 11º B

I am the child of my parents.

My life is a permanent challenge

Sometimes I am lazy

But I like living it!

But usually I’m a hard worker

In spite of all the problems

I am what I am!

There is always a good side!

People think I am crazy

We live in a world of contradictions

But - really! - I am quite lazy!

Full of habits and addictions…

I am what I am! If you ask me if I am crazy

This world is getting darker every day

I’ll say I am a little…

And sometimes we feel guilty…

But if you can keep a secret

Now it depends on us

I’ll tell you WHO I AM!

To start a world less filthy! Let’s start a fight!

Samuel Vieira | 9º C

A fight against this world So full of terrorists Only thinking about themselves! Poema coletivo | 11º B

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Poesia A poesia Tem Uma Casa… | 4º ano EB1 Eira Vedra

Poema a S. Martinho | Centro Escolar do Cávado

A poesia tem uma casa

Martinho, soldado, guerreiro, Homem da Hungria. Lutou tanto, tanto, Para o mundo mudar um dia!

cheia de animação com muitos versos feitos com muita atenção.

A missão leva consigo, E o seu caminho seguia. Aparece-lhe um mendigo Que, tristemente dizia:

Esta casa não tem janelas nem portas para entrar mas tem quadras muito belas que gostam de rimar.

“Cavaleiro elegante, De frio eu vou morrer. Desce do teu cavalo A tempo de me valer!”

A poesia tem uma casa toda feita de quadras que podem ou não rimar fazer rir ou chorar.

Martinho, com rapidez Do seu cavalo desceu. A sua capa desfez E, metade ao mendigo deu.

A poesia tem uma casa toda feita de estrofes com ela vamo-nos divertir e com estas palavras nos despedir.

Esta ação de valor, Até o tempo mudou E, o frio gelador Em calor se transformou.

Turma A | 4º ano | EB1 de Eira Vedra

Ainda hoje é conhecido, Pelo verão de S. Martinho, Aquele grande gesto Que valeu ao pobrezinho. Centro Escolar do Cávado | 4º Ano 45


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Poesia Poemas das 5 Vogais | JI de Mosteiro

Canção das 5 Vogais | JI de Mosteiro

Nós somos os 5 AMIGOS

A A A - Minha abelhinha (2x)

Nós somos as 5 VOGAIS

Ai que bom seria se tu fosses minha (2x)

Somos as 5 LETRAS

E E E - Minha escovinha (2x)

Que se empregam Mais

Quem te pôs as mãos sabendo que és minha? ( 2x)

AEIOU I I I - O índio já chegou ( 2x) A Correr no bosque se despenhou (2x)

A A A - eu gosto de chá O O O - Os Óculos da avó (2x)

E E E - e leite com café

Todo partidinho numa perna só ( 2x)

I I I - gosto de estar aqui OOO-

comer pão de ló

UUU-

e ficar com barriga de peru

A A A - quem vem EEE-a

U U U - Seu urubu ( 2x)

lá?

andar a pé

I I I - quem está aí? OOO-a

fazer ó,ó

U U U - parece um canguru 46


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Poesia Canção adaptada da Vaca Leiteira | JI Tabuaças

 

 

Era uma vaca leiteira Não era uma vaca qualquer

 

Era um cãozinho de guarda não era um cãozinho qualquer

Dava queijo e manteiguinha

Comia os ossinhos

Ó que vaca tão fofinha

Sacudia as pulguinhas

Dlão,dlão

Au, au, au, au

Comprei-lhe um chocalhinho

Comprei-lhe uma coleirinha

Pu-la no campo a pastar

Fechei-o na casotinha

Comia as ervinhas

Olhava para o portão

Sacudia as mosquinhas

Assustava o ladrão

Dlão,dlão

Au, au, au, au

(versão conhecida) 47

 


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Era um gatinho de companhia Não era um gatinho qualquer

 

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Era um esquilo guloso Não era uma esquilo qualquer

Era muito peludinho

Saltava no raminho

Dormia no sofázinho

Comia tudo sozinho

Miau, miau…

T, t, t

Comprei-lhe um peixinho

Comprei-lhe umas bolotinhas

Para com ele brincar

Deu-lhe para ele comer

Deu-lhe uma sapatada

Segurou-a nas patinhas

Comeu-o duma assentada

Encheu as bochechinhas

Miau, miau…

T, t, t

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Era uma vez um menino Não era um menino qualquer

 

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Era uma vez uma menina Não era uma menina qualquer

Andava às corridinhas

Brincava na casinha

No jardim das cerdeirinhas

No jardim das cerdeirinhas

Lá, lá, lá, lá

Lá, lá, lá, lá

Comprei-lhe umas chuteiras

Comprei-lhe uns sapatos altos

Para ele jogar à bola

Para ela ser a mãe

Corri na relvinha

Fazia a comidinha

Chutava a bolinha

Era uma mãe amiguinha

É golo, é golo…

Muh… (beijo) (Inventado pelo grupo)

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Poesia Inspirada em Fernando Pessoa Poema de Alberto Caeiro Para Mim (I) | João Sousa

Poema de Mim Para Alberto Caeiro (II) | João Sousa

Hoje acordei E lembrei-me de um amigo, Reparei que ele Tinha muitas parecenças comigo. Comecei a pensar E vi que, tal como eu, Ele não tinha nada com que se preocupar.

Tal como tu, Não tenho preocupações. Não sou panteísta, Mas gosto das diferentes sensações. Também não sou pagão, Mas aceito a realidade sem qualquer contestação. Tal como tu, Eu gosto da Natureza. Mas para mim o que está em primeiro lugar É a família com certeza! Porque, ao contrário de ti, Eu tenho Vida!

Eu gosto muito de escrever Porque esse é o meu dever. Ao contrário do João Que prefere ir andar no seu grande carrão. Enquanto eu ando a deambular pelo campo, Olhando de canto a canto, Ele anda a acelerar Porque, tal como eu, não é o medo da morte que o vai paralisar.

O Meu Lar | Daniel Vilaverde À entrada sinto o cheiro Do soalho velho e húmido E vejo, junto à lareira, de lume intenso, A velha tia a pensar… Em que pensa? Porquê? Ao ver fico triste e saio Parto para um longo passeio Pelos trilhos da quinta

Nem tudo o que nos liga são as parecenças, Nós também temos algumas diferenças: Eu recuso o pensamento, Porque isso é uma perda de tempo! Já ele costuma pensar, Nas alturas em que está a precisar. Apesar de termos diferenças Somos bons amigos Não somos perfeitos Mas somos unidos.

Que belos caminhos floridos Pela Natureza feitos! É nestes que me sinto bem, Tocando nas flores, nas árvores E no solo. Fico em paz… Este é o meu Lar! 50


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English Fiction Different Lifestyles | Bárbara Carvalho

Email to... Hello Tânia!

Last Friday a group of New Age Travellers camped pretty close to my house. My neighbours were a little upset because of the noise and the trash, and also because they don’t really like their lifestyle. I, otherwise, thought that it was very cool that they were there. I have the same routine almost everyday and I see the same places everyday, too, so I thought that their lifestyle is really interesting. They are always travelling, going to concerts, meeting new people, doing some crazy things… They are living their lives and enjoying them! I met some of the people who were camped there. I spoke to a girl who is a little older than me. She had so much to talk about. She had travelled half the world. I was very jealous because I have never left this place. She is homeschooled, so her mother is her teacher. She can really learn about things that happened in lots of countries. She knows the history of almost every country she has gone to. It’s a different way of learning and it is really captivating. It is not boring as it is at school. I was really curious about how they had money and she told me that her parents do manual jobs. They don’t need the luxurious lifestyle that some of us have to be happy. I was really interested in their lifestyle. I wouldn’t mind going on a caravan and travel around the world too. Maybe one day I’ll do it!!

I’m right now in front of the TV set watching the new show called “So you think you can dance!” and I’m looking at a couple of dancers and they are awesome. I think that they are dancing tango, but I’m not sure. I wish you were watching them, too. It’s fantastic how a couple of strangers can have such chemistry. I’m hoping that you can watch them soon. They are on Fox Life. See you in California, Carla Gonçalves | 8º C

Hello Sérgio! I’m in the USA to watch the US open. I’m waiting to see Rafael Nadal. He’s the best tennis player in the world. I like Roger Federer and Novak Djokovic too, but Nadal is the best. You know that I like tennis. The only way to play this sport is in a tennis court. Next time, you’ll come with me to watch this competition, okay? Well, see you next week in Portugal. Bye Daniel Sousa | 8º E

Hi Michael! At this moment I’m in London watching the swimming olympiad. They are now doing man butterfly. All the contestants are very good and they swim extremely fast. I love swimming. The only bad thing about it is that you need a river or a swimming pool to practice. It’s lots of fun and you can do it with your friends or just by yourself. See you when I arrive in Portugal. I’ll talk to you later.

Bárbara Carvalho | 11º D

Rui Melo | 8º E 51


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Clubes Clube da Floresta: O Cedro | Realização do Trilho do Turio No dia 4 de novembro de 2011, no âmbito do Plano de Atividades do Clube da Floresta, os elementos d’ “O Cedro” realizaram um percurso pedestre no Trilho do Turio. Durante o percurso, observámos a paisagem outonal, maravilhando-nos com o que de mais belo a Natureza nos dá. A realização deste trilho tinha como principais objetivos a recolha fotográfica e de amostras das espécies vegetais autóctones e em particular a análise dos vários tipos de cogumelos, para ficarmos a conhecer um pouco mais sobre esta espécie. Devido à escassez de chuva, poucos foram os que avistámos. Porém, a análise possível foi deveras proveitosa, feita com a ajuda do Sr. Francisco Costa, assistente operacional na nossa Escola, muito entendido nesta matéria e a quem muito agradecemos pelos esclarecimentos prestados. Além disso, observámos e estivemos atentos também a outras espécies autóctones, vegetais e animais, das quais destacamos os bosques de coníferas, algumas espécies ripícolas e alguns garranos que encontrámos a pastar livremente na Serra. Acompanhou-nos a turma do 11º E, do Curso Profissional de Técnico de Gestão do Ambiente, com as professoras Sandra Rebelo e Luísa Gonçalves. A atividade saldou-se pela positiva, pois a par da maravilhosa paisagem e da boa companhia, todos ficámos mais recetivos e sensibilizados para a riqueza da floresta, da Serra, dos seus recursos e para a necessidade de as protegermos, em prol dum planeta mais saudável!

Fotografia: Miguel Novais

Fotografia: Miguel Novais

Fotografia: Miguel Novais

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Clubes XII Olimpíadas da Floresta e Dia da Floresta Autóctone | O Cedro Quarenta e cinco alunos do Clube da Floresta Cedro, pertencentes às turmas 6º A, 9º C e 11ºF no dia 23 de novembro (Dia da Floresta Autóctone) participaram na 1ª Fase (fase-escolas) das XII Olimpíadas da Floresta, promovidas pelo PROSEPE. A preparação para este teste de escolha múltipla permitiu enfatizar o estudo da importância da Floresta e ao mesmo tempo sensibilizar para a sua proteção. Para a turma do secundário, decorreu ainda, após a realização dos testes, uma palestra, proferida pelo nosso técnico operacional, o Sr. Francisco Costa, cujo tema central foi “Como proteger a nossa Floresta”. Os Dez Mandamentos Ambientalistas 1. Estabeleça princípios ambientalistas 2. Faça uma investigação de recursos e processos 3. Estabeleça uma política ecológica de compras 4. Incentive os seus colegas 5. Não desperdice 6. Evite poluir o Meio Ambiente 7. Evite riscos 8. Anote os seus resultados 9. Comunique 10. Arranje tempo para o trabalho voluntário

Fotografia: http://filipepachecofoto.blogspot.com/2010/11/mais-pingos.html

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Clubes Dia Internacional da Prevenção das Catástrofes Naturais | O Cedro No dia 2 de novembro o Clube “O CEDRO” procedeu à Comemoração do Dia Internacional da Prevenção das Catástrofes Naturais, com uma atividade local de sensibilização da comunidade escolar, com vista à redução da ocorrência de incêndios florestais, as catástrofes (ditas naturais) que mais afetam a floresta portuguesa. Tal atividade decorreu no Escritório do Bloco B, nesse dia e não naquele em que efetivamente se comemora a prevenção das referidas catástrofes (12 de outubro), ironicamente porque dada a frequência de incêndios florestais durante esse mês, tal atividade teve que ser adiada várias vezes. No início da sessão, a professora Elsa Ribeiro deu as boas-vindas ao palestrante e fez uma breve introdução ao tema em análise, destacando o papel ativo que todos devemos ter na preservação da floresta. Seguidamente, um aluno do Curso Profissional de Animação Sociocultural, Nicolas Domingues, declamou o poema “Uma prece por ti, Floresta”, de Hermínio da Cunha Marques. Depois, o Adjunto dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, Sr. António Fidalgo, proferiu uma palestra alusiva ao tema. Através duma apresentação em PowerPoint sobre as principais causas e consequências dos incêndios florestais, formas de prevenção, alguns dados estatísticos e imagens muito realistas dos últimos incêndios ocorridos na Serra da Cabreira e zonas limítrofes, o Sr. Fidalgo veiculou ideias muito concretas sobre este flagelo, apelando a todos nós, cidadãos comuns, para termos um papel mais ativo na prevenção dos fogos, quer nas florestas, quer na proximidade das nossas casas. No final da sessão, o Adjunto foi agraciado com uma planta emblemática: um pequeno cedro, ofertado pelo Clube da Floresta da nossa Escola, com uma faixa contendo a seguinte frase: “Entre o VERDE e o CINZA…tu escolhes!”, numa clara alusão ao nosso papel na preservação dum planeta mais verde, mais saudável, mais sustentável!

Um muito obrigado aos Bombeiros de Vieira do Minho e, em especial, ao Sr. Fidalgo, a todos os professores e alunos que participaram e prepararam a atividade e lhe deram seguimento, posteriormente, em diversas aulas, bem como à Direção da Escola.

Ciência Viva | Ana Cunha Três alunos do 10º A (Adriana, Nelson e Renato) resolveram participar no concurso “Jovens jornalistas em Ciência”, promovido pela Ciência Viva e patrocinado pela embaixada dos Estados Unidos da América. O concurso é composto por três provas: uma reportagem escrita, uma reportagem em vídeo e uma entrevista áudio. Na primeira prova, o tema é de âmbito local, tendo sido selecionada, pela organização do concurso, a Universidade Sénior de Vieira do Minho. O primeiro passo já foi dado: no passado dia 6 de dezembro, toda a turma do 10ºA dirigiu-se à Universidade Sénior para recolher informação necessária à concretização da reportagem. Quanto ao resto… Não há palavras para descrever o ambiente caloroso com que fomos recebidos. Mais difícil, ainda, é converter em vocábulos o olhar espelhado dos seniores que fazem da vida uma busca incessante do saber! Ana Cunha | Professora de Biologia e Geologia do 10ºA

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Clubes Clube da Solidariedade Aberto à Comunidade | Carla Álvares

artigos. O clube quer ajudar as famílias mais carenciadas dos alunos do agrupamento de escolas e, na recolha alimentar e de produtos de higiene, os vieirenses vieram às compras e deixaram o seu contributo. Muitos foram os que passaram e perguntaram se era só nesse domingo. O Clube de Solidariedade responde que não. Haverá outras iniciativas. Mais poderão contribuir para que os alunos do concelho tenham aprendizagens mais sólidas. Quando não há preocupações com o estômago aprende-se mais e melhor. O Clube espera por todos vós para ajudar a aprender! E não percas no dia 18 de janeiro às 10h30, na BEVA, a divulgação de ONG’s, finalidades, sensibilização para as causas e no dia 29 de janeiro, domingo, recolha de bens alimentares e de higiene no Pingo Doce! E não te esqueças: “A verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca.”(Antoine De Saint Exupery) 

Abrimos a porta da sala no dia 6 de dezembro e metemos ‘mãos à obra’ na verdadeira aceção da expressão! Já tínhamos tantas coisas para arrumar e pôr em ordem, que nem sabíamos exatamente por onde começar! Começámos pelas roupas de bebé até às roupas de adulto, passando pelos sapatos, manuais escolares, romances, mochilas, bonés, muitos pacotes de arroz, massa, latas de atum, salsichas… Pois é! Declaramos aberto, à comunidade em geral, este espaço sito na EB/S Vieira de Araújo, no Bloco 1, 1º andar. A quem se destina? A TODOS! A todos os que queiram dar! A todos os que queiram dar uso a coisas pouco usadas! A todos os que queiram fazer uma refeição melhor! A todos os que precisem. Estaremos lá à 2ª das 12h00 às 12h45, 3ª das 10h20 às 11h50, 4ª das 10h20 às 11h50, 5ª das 8h30 às 11h50 e 6ª das 13h30 às 15h00.

Clube da Solidariedade - Vieira é Solidária | Maria João Marques Domingo é dia de descanso… Está frio e sabe bem entrar na cozinha com a lareira acesa logo pela fresquinha… O cheiro dos cozinhados começa a notar-se a meio da manhã. Espalha-se por toda a casa e acorda os mais preguiçosos que aproveitaram para esticar um pouco mais o soninho. Mas não... no domingo de 6 de novembro, Vieira esteve acordada. O Clube de Solidariedade do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo esteve no Pingo Doce durante todo o dia e verificou que os Vieirenses gostam de dar. Os alunos membros do clube espalharam sorrisos e espírito solidário à entrada do supermercado e, com todo o empenho, foram arrecadando as dádivas de cada um. Notou-se não só o espírito solidário, mas também o espírito académico. A preocupação com os colegas mais necessitados era transmitida na mensagem que passavam às pessoas que iam entrando e nos olhares felizes a cada pacote de massa ou arroz que acrescentavam à pilha de

Fotografia: Miguel Novais

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Clubes Clube das Artes | Sandra Costa Brás um território de prazer, um espaço de liberdade, de vivência lúdica, capaz de proporcionar a afirmação do individuo reforçando a sua auto-estima e a sua coerência interna, fundamentalmente pela capacidade de realização e consequente reconhecimento dos seus pares e restante comunidade, através da exploração de diferentes formas e técnicas de criação e processos comunicacionais.

Pelo 3º ano consecutivo está em funcionamento o Clube das Artes, sob a responsabilidade das professoras de Educação Visual e aberto a toda a Comunidade Educativa. O Currículo Nacional do Ensino Básico salienta que: “As Artes são elementos indispensáveis no desenvolvimento da expressão pessoal, social e cultural do aluno. São formas de saber que articulam imaginação, razão e emoção. Elas perpassam as vidas das pessoas, trazendo novas perspetivas, formas e densidades ao ambiente e à sociedade em que se vive. A vivência artística influencia o modo como se aprende, como se comunica e como se interpretam os significados do quotidiano. Desta forma, contribui para o desenvolvimento de diferentes competências e reflete-se no modo como se pensa, no que se pensa e no que se produz com o pensamento. As artes permitem participar em desafios coletivos e pessoais que contribuem para a construção da identidade pessoal e social, exprimem e enformam a identidade nacional, permitem o entendimento das tradições de outras culturas e são uma área de eleição no âmbito da aprendizagem ao longo da vida. A educação artística no ensino básico desenvolve-se, maioritariamente, através de quatro grandes áreas artísticas, presentes ao longo dos três ciclos: expressão plástica e educação visual; expressão e educação musical; expressão dramática / teatro; expressão físico-motora / dança. A definição de competências específicas, comuns a todas as artes presentes na escola, pretende contribuir, nomeadamente, para a estruturação das ofertas de escola que excedam o âmbito das áreas disciplinares atrás apresentadas, para a realização de projetos de integração artística e, ainda, para a organização de atividades artísticas em espaços de enriquecimento curricular.” O Clube das Artes, entre outros objetivos, pretende proporcionar ao individuo, através do processo criativo, a oportunidade para desenvolver a sua personalidade de forma autónoma e crítica, numa permanente interação com o mundo e, além disso, ser

Sandra Costa Brás | docente de Educação Visual

ARTES

Clube das

VEM MOSTRAR O ARTISTA QUE HÁ EM TI,

VEM EXPERIMENTAR, VEM PINTAR E FAZER ESCULTURAS , VEM VISITAR EXPOSIÇÕES E MUSEUS, VEM MOSTRAR O QUE FAZES E O QUE VALES!

Terças das 13:30 às 15:00 Local: sala de Educação Visual

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Inscrições com as professoras de Educação Visual

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Visitas de Estudo Visita a Braga | CEF Mesa e Bar Tal como previsto no plano anual de atividades, no passado dia 15 de novembro, nós, alunos do 9ºG do curso educação e formação de jovens, Mesa e Bar, juntamente com a nossa professora de Cidadania e Mundo Atual, dos nossos professores da componente tecnológica e do nosso diretor de turma, deslocámo-nos à cidade de Braga. Pela manhã visitámos o Hotel Meliá e o McDonald´s com o objetivo de visualizar as regras de higiene, saúde e segurança no trabalho e assim, entendermos como é que na prática funcionam os restaurantes desde o atendimento, passando pela confeção de alimentos até ao serviço disponibilizado. No período da tarde deslocámo-nos à Polícia Judiciária e à Polícia de Segurança Pública onde pudemos ver as respetivas instalações, equipamentos utilizados, normas de funcionamento e “até soprámos ao balão”. Como estamos a estudar o módulo de Autoridade em Cidadania e Mundo Atual tomámos consciência de tudo o que já estudámos nas aulas. Assim, a turma destaca o departamento de investigação criminal da Polícia Judiciária como o espaço mais interessante desta visita, uma vez que entrámos em contacto com a verdadeira investigação que tanto vemos nos filmes (por exemplo, o CSI), nomeadamente a identificação das impressões digitais. Apesar do dia chuvoso, a visita correspondeu às nossas expectativas, foi agradável e enriquecedora para o nosso percurso formativo. A turma do 9ºG

Fotografia: Sandra Costa Brás

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Visitas de Estudo Beleza de Outono | EB1 de Pinheiro os frutos secos. Com as nozes e castanhas, resolvemos trabalhar a matemática. Construímos a régua dos números até 5 para o cantinho da matemática.

No dia vinte e um de outubro todos os alunos e professoras, desta escola, foram observar a natureza que, nesta altura do ano está toda colorida com as cores do Outono: amarelos vermelhos, castanhos, verdes claros e escuros, cor de laranja... Estas cores misturadas mostram como a natureza é Bela! Fomos a uma quinta, à qual pusemos o nome de “quinta dos gatos” porque uma senhora já idosa que lá morava ficava com todos os gatos que lá aparecessem. É uma quinta muito grande com casas velhas desabitadas, muitos campos e montes cheios de árvores: castanheiros, pinheiros carvalhos, azevinhos... No fundo da quinta passa um ribeiro, onde se encontra um velho moinho. Ouvimos os sons da água a deslizar por entre as pedras, o vento a abanar as folhas, os ouriços a cair, o estalar das folhas, quando pisadas, e sentimos os cheiros. Encontrámos castanhas, cogumelos, bolotas, flores silvestres, folhas de várias cores, pinhas... Fizemos corridas no campo e tirámos fotografias. Todas as coisas que trouxemos irão servir para fazermos trabalhos na escola. Foi um passeio muito divertido! Alunos do 3º ano

Outono na Palma da Mão | JI de Mosteiro Demos largas à nossa criatividade, fomos inspirar-nos no Outono e o resultado foi muito saboroso. Fizemos um levantamento dos frutos da época. As crianças trouxeram frutos (marmelos, maças, figos, castanhas, nozes, uvas, milho e romã). Provámos e comemos os frutos. Fizemos marmelada e doce de abóbora para levar para casa. Fizemos lindas construções com

Fotografia: Sandra Costa Brás

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Visitas de Estudo A Vindima | EB1/ JI de Mosteiro No dia 30 de setembro, os alunos da escola do Mosteiro e o jardim de infância, participaram numa vindima. Quem nos convidou para essa vindima foi uma antiga professora da nossa escola, a D.Graça. Pelas 13h30, fomos todos a pé até à propriedade da D. Graça, que nos recebeu muito feliz. Já lá estavam algumas pessoas para vindimar e nós fomos mais para ver como se fazia a vindima. Participaram todos na vindima e alguns dos meus colegas comeram uvas, eu não comi porque não gosto muito. No fim de nos mostrar como se apanhavam as uvas, fomos visitar a adega, onde vimos as dornas, as pipas e os bidões onde é guardado o vinho para não se estragar. Para mim foi um dia muito importante pois gostei de participar na vindima. Embora também nada disto seja novidade porque os meus pais, todos os anos vindimam. Gostei muito deste dia!

Daniel Antunes | 4º ano TA

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Visitas de Estudo Curso de Receção Organiza Visita de Estudo a Londres | Filipa Oliveira A turma do 12º ano do Curso Profissional de Técnico de Receção está a organizar uma visita de estudo multidisciplinar a Londres, Inglaterra, a realizar no segundo período, entre os dias 15 e 19 de março de 2012. A atividade prevê a visita a locais de interesse linguístico, turístico e cultural e tem como finalidade ampla a abertura de horizontes para a promoção dos conceitos “querer ser” e “querer progredir” dos alunos. Empenhada na preparação da visita desde o início do ano letivo, a turma tem vindo a promover diversas iniciativas com vista à angariação de verbas para o pagamento do transporte, alojamento e alimentação. Em novembro, os alunos marcaram presença no Mercado da Castanha de Vieira do Minho, que decorreu durante os dias 11, 12 e 13, e comercializaram produtos provenientes das colheitas de Outono, como castanhas, feijão, abóbora, hortícolas e frutícolas. No feriado do dia 1 de dezembro, a turma organizou um percurso pedestre pela “Rota dos Castanheiros”, na aldeia de Agra, onde participaram cerca de 40 pessoas. Entretanto, para o segundo período escolar, estão previstas mais algumas atividades, nomeadamente um percurso pedestre a Turio, a participação na Feira do Fumeiro e a apresentação de duas peças teatrais de cariz popular. O grupo convidado é o Teatro Popular de Carapeços, de Barcelos, que sobe ao palco do auditório municipal com “Vende-se Casa Assombrada”, no dia 21 de janeiro, e “A Maluquinha de Arroios”, no dia 18 de fevereiro.

Fotografia: Maria João Marques

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Desporto Escolar Encontro de Orientação O grupo de Orientação do Desporto Escolar da EB/S Vieira de Araújo organizou, em conjunto com o grupo de Orientação da EB23 de Rio Caldo, um ENCONTRO de ORIENTAÇÃO, nos dias 19 e 20 de novembro de 2011. No sábado de manhã realizou-se uma prova de orientação em Vieira do Minho. Com início e final em frente à Câmara Municipal, os participantes puderam optar por um percurso fácil ou difícil e percorreram o Auditório, a Casa de Lamas, o Parque Florestal, o Parque de Campismo, a Escola e o centro da vila. De tarde deslocaram-se para S. João do Campo e visitaram o Museu de Vilarinho das Furnas e a aldeia submersa e participaram numa ação de educação ambiental através da plantação de carvalhos junto ao Parque de Campismo da Cerdeira. Ao final da tarde realizaram uma prova de orientação noturna na aldeia de S. João do Campo.

A noite foi passada na EB/S de Terras de Bouro com o jantar na cantina seguido de um concurso de karaoke! E por fim acantonamento no pavilhão municipal! No domingo de manhã a prova/ treino realizou-se na aldeia de Ventozelo, em Sta Isabel do Monte. Mais uma vez os atletas optaram por um percurso fácil ou difícil e tiveram de o realizar a pares – um atleta de cada escola! Foram 26 “atletas” (12 da EB/S de Vieira de Araújo e 14 da EB 2,3 de Rio Caldo) que ficaram bastante satisfeitos com a sua participação! Para além da parte competitiva – em todas as provas houve prémios no final, houve tempo para o convívio e para a diversão!

Fotografia: Tânia Costa

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Fotografia: Tânia Costa


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Outras Atividades Caminhada pelo Trilho dos Castanheiros A Aldeia de Agra, em Vieira do Minho, foi ponto de partida para um passeio pedestre pelo Trilho da “Costa dos Castanheiros”, organizado pela turma do Curso Profissional de Receção da EB/S Vieira de Araújo, com o objetivo de angariar fundos para uma visita de estudo a Londres. Este passeio realizou-se no dia 1 de dezembro de 2011 e participaram cerca de 40 pessoas! Iniciou-se a caminhada junto da Aldeia de Agra até à Casa de Guarda de Agra. A partir daqui realizou-se um trilho em laço, com uma extensão aproximada de 6,25 km, facilmente realizável por todos. Considerada uma das zonas ecologicamente mais valiosas da Serra da Cabreira – a Costa dos Castanheiros, proporcionou aos participantes um contacto com o que demais belo existe na Cabreira, vocacionado para os apreciadores e conhecedores da natureza.

Fotografia: Sandra Costa Brás

Fotografia: Miguel Novais

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Fotografia: Sandra Costa Brás


CURIOSIDADES

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Jogos Adivinhas 1- Alto foi meu nascimento, caí abaixo, tamanha queda dei, que a minha casa não voltei. 2- Eu sou uma coisa que desaparece no calor e permanece no frio. 3- O que é que tem 8 letras e tirando metade ainda ficam 8? 4- Sou ave, penas não tenho. Capa de ovelhas me cobre. Sou criada numa árvore. Coitadinha, sou tão pobre. 5- Ainda não me deves ter comido como fruta apetecida…Como cidade, sou bastante conhecida. EB1 de Eira Vedra | turma A Soluções na página 66

Fotografia: Sandra Costa Brás

Descobre as Palavras e Preenche o Crucigrama 1. 2. 3. 4. 5.

_ _ D _ _

P E _ _ _

_ _ _ _ _

_ _ _

1. 2. 3.

R _ _ _ O

4. 5.

1. O mesmo que assobio; 2. Quando estou assustado tenho...; 3.O contrário de noite é...; 4. A cor da gema é...; 5. O masculino da pata é o...

V _ T _ R

_ _ _ _ _

_ I _ _ _

_ _ _ _ O _

1. Dá luz; 2. É branco, faz bem e bebe-se; 3. A aranha faz uma...; 4. Jogo com o...; 5. O carro anda com a... Trabalho dos alunos Pedro e Vitor do 1º Ano | EB1 de Pinheiro 63


CURIOSIDADES

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Piadas Abecedário Maluco

A é o André, que caiu da chaminé.

S é o Simão, lava os dentes com carvão.

B é a Beatriz, que bebe água do chafariz.

T é o Tomás, não anda p’rá frente, mas anda p’ra trás.

C é a Catarina, faz a sopa com farinha.

U é o Urbano, entrou na casa por um cano.

D é o Duarte, para as asneiras tem arte.

V é o Vitó, às cavalitas da avó.

E é o Edgar, que só gosta de namorar.

X é o Xavier, que engoliu uma colher.

F é a Francisca, que tropeçou numa patanisca.

Z é o Zeca, com piolhos na careca.

G é a Gabriela, a dançar com uma panela.

Alunos do 4º ano | EB1 de Mosteiro

H é a Helena, a cavalo numa pena. I é a Inês, foi ao baile com o Marquês. J é o José, foi a Braga e partiu o pé. L é a Leonor, com o seu penico voador. M é a Mariana, magra como uma banana. N é a Natália, dorme com a sandália. O é a Olga, trabalha no dia de folga. P é o Paulino, que parece um violino. Q é o Quim, lava a cabeça com pudim. R é a Rita, salta como uma cabrita. 64


CURIOSIDADES

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Outras Coisas... A Nossa Escola | EB1 Pinheiro

Cabreira... | JI de Vieira do Minho

A escola de Pinheiro é uma escola diferente das outras escolas e tem interesse histórico. Esta escola foi construída no tempo da ditadura nacional, quando António Salazar governava o nosso país, em tempos muito difíceis. A construção desta escola iniciou-se e concluiu-se no ano de 1931. A nossa escola começou ao mesmo tempo, por ser escola e a habitação da professora que nela trabalhava. Esta escola é toda em pedra, tem duas salas de aulas, duas casas de banho, uma cozinha, uma cantina, um espaço para arrumos, um espaço coberto e um recreio ao ar livre. Do lado esquerdo da escola, pode observar-se a Serra da Cabreira, um pequeno ribeiro, que é um afluente do rio Ave e sobre este uma ponte muito antiga. A nossa escola já acolheu várias gerações de alunos e já teve muitas professoras a ensinarem.

No âmbito do projeto “Cabreira: nascente de vida e de saúde”, participamos na Mostra Nacional de Projetos Ilídio Pinho Ciência na Escola que se realizou na Exponor e demos a conhecer o património de Vieira do Minho, a sua serra e o rio Ave. Além de integrar a referida mostra, coube-nos abrir esta exposição nacional apresentando a dramatização “A lenda da Cabreira”. Apresentámos o trabalho realizado sob o lema da defesa e valorização do nosso património ambiental, procurando sensibilizar para a preservação dos recursos hídricos, de forma a que as nossas crianças cresçam valorizando as suas raízes, e formando a sua identidade sociocultural.

Pequenos Cidadãos... | JI de Vieira do Minho Abraçamos o projeto do Agrupamento Vieira de Araújo e do Departamento Pré-Escolar ‘Pequenos Cidadãos - Grandes Criadores’ de um modo muito especial, trabalhando o reforço das competências cívicas das crianças, nas múltiplas atividades e favorecendo a aprendizagem centrada em estratégias ativas e colaborativas, como diz a canção:

Trabalho coletivo dos alunos do 1º e 4 ano

Na escola, todos juntos Aprendemos a crescer Nunca ninguém sabe tudo Todos temos que aprender Aprendemos a ouvir quando alguém está a falar Para pedir a palavra Pomos o dedo no ar

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CLASSIFICADOS

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Horários dos Clubes Clube de Solidariedade

Modalidade: GINÁSTICA Professora Responsável: Tânia Costa

2ª feira - 13:30-15:00 - Prof. Miguel Novais

Horário dos Treinos

3ª feira - 10:20-11:50 - Prof. Carla Álvares

4ª feira das 17:00 às 18:25

4ª feira - 10:20-11:50 - Prof. Cristina Azevedo

6ª feira das 17:00 às 18:25

5ª feira - 08:30-10:00 - Prof. Odete Silva

Material necessário: equipamento desportivo e sabrina

10:20-11:50 - Prof. Mª João Marques

6ª feira - 13:30-15:00 - Prof. Miguel Novais

Modalidade: FUTSAL INFANTIL B MASCULINO Professor Responsável: Octávio Cunha Horário dos Treinos

Clube das Artes

4ª feira das 15:10 às 17:40

3ª feira - 13:30 - 15:00 - Prof. Sandra Brás

5ª feira das 15:10 às 15:55 Local: Campo exterior/Pavilhão Municipal

Desporto Escolar Modalidade: NATAÇÃO

Modalidade: FUTSAL INICIADOS

Professora Responsável: Ana Maria Pitães

Professor Responsável: Bartolomeu Peixoto

Horário dos Treinos

Horário dos Treinos

2ª feira das 9:00 às 10:00

4ª feira das 15:55 às 17:40

4ª e 5ª feira das 15:00 às 16:00

5ª feira das 17:40 às 18:25

Material necessário: Touca, chinelos de banho e fato de banho

Local: Campo exterior/Pavilhão Municipal

Modalidade: ORIENTAÇÃO

Cantinho do Francês

Professora Responsável: Tânia Costa e Miguel Novais

5ª feira - 14:15 - 15:00 - Prof. Ana Paula Monteiro

Horário dos Treinos 4ª feira das 14:00 às 16:30 (em Braga) 5ª feira das 14:00 às 15:30 (em Vieira do Minho)

Soluções das Adivinhas da página: 63 R.1: Castanha, R.2: Manteiga. R.3: Biscoito. R.4: Avelã. R.5: Lima

Ponto de encontro: Ginásio de baixo 66


Próximo Número: março de 2012

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