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LCPT Magazine LARA CROFT PT – O Maior Fansite Português de Tomb Raider Miguel Marques (Webmaster)


LCPT

magazine #2


A REVISTA ONLINE DO LARA CROFT PT ESTÁ DE VOLTA, E ESTÁ MUITO MELHOR!

E

ste é provavelmente o projeto sobre o qual somos mais questionados. A primeira edição foi lançada no dia 23 de novembro de 2014 e não fizemos novas publicações desde então. Muitos nos perguntam o porquê do projeto ter sido abandonado, e a verdade é que não nos comprometemos a nenhuma regularidade com a revista. Mas também é certo que não tencionávamos esperar 3 anos para lançar uma segunda edição. O que aconteceu foi o seguinte: Nós queríamos trazer mais conteúdo para a revista, como entrevistas e artigos. O problema persistia no facto de não precisarmos de uma revista para o fazer, quando temos posse de um site, onde é bem mais fácil publicar conteúdo que pode, inclusive, ser traduzido facilmente para várias línguas. Porquê publicar um artigo numa revista se podemos publicá-lo no site? O mesmo serve para as entrevistas. Rapidamente o LCPT Magazine se tornou um projeto secundário. Então devem estar a perguntar-se o porquê de termos decidido reatar o LCPTM. É muito simples, esta revista será bem diferente do que estão habituados. O LARA CROFT PT é conhecido pelos seus artigos de opinião polémicos e pelas suas entrevistas de sucesso. E tivemos muito conteúdo original desde a publicação da última revista. Porque não compilar tudo no mesmo sítio? Melhor: Porque não atualizar os artigos, adicionando novos parágrafos e novos subtemas? Ainda melhor: Porque não juntar conteúdo totalmente novo, feito exclusivamente para esta entrevista? O LCPT Magazine é, então, uma compilação escrita do nosso melhor conteúdo, atualizado, e uma estreia em primeira mão do nosso mais novo conteúdo, mesmo antes de ele ficar disponível no site! Já para não mencionar os artigos e entrevistas que são 100% exclusivos desta edição, e não serão publicados em nenhum outro sítio. Como distinguir o que é novo do que é velho? Fácil! Sempre que vir a marca [NOVO] antes de algum conteúdo, significa que se trata de algo inédito. Mas não é tudo! Há 3 anos lançamos o LCPTM #1 com o slogan “A revista na qual os fãs participam” e, de facto, tudo Miguel Marques

o que havia nessa edição eram opiniões de fãs sobre alguns temas relacionados a Tomb Raider. Não quisemos deixar isso de parte! As opiniões dos fãs continuam presentes nesta revista, constituindo um dos conteúdos que só poderá ser encontrado aqui. Recapitulando: Temos textos inéditos feitos por fãs, tal como na primeira edição, e ainda juntamos uma compilação fantástica de artigos e entrevistas, atualizados, e, como se não fosse suficiente, temos conteúdo novo, nunca antes visto. A segunda edição do LARA CROFT PT Magazine tem mais do quádruplo do tamanho da primeira, e muito, mas muito mais conteúdo. Em nome de toda a equipa, espero que os fãs fiquem satisfeitos com a nossa decisão de não deixar este projeto morrer. Sintam-se livres para mandar as suas sugestões ou pedidos para entrar nas próximas revistas. Boa leitura!


Judith Gibbins foi a atriz que interpretou a Lara Croft no Tomb Raider II e III. No início deste ano, o LARA CROFT PT conseguiu uma entrevista no Skype com ela, em comemoração aos 20 anos desde o lançamento do TR2. Sim, nós falámos com a Lara Croft! A entrevista está disponível no nosso canal do YouTube e, agora, foi transcrevida pela primeira vez.


“Agora é hora para a nossa terceira aventura.” JUDITH GIBBINS - ENTREVISTA EXCLUSIVA Quando decidiram fazer um segundo jogo, com uma atriz diferente, Tomb Raider já era um grande sucesso. Você conhecia a Lara Croft antes de ficar com o papel?

deram-me uma página do guião (roteiro) e no dia seguinte eu já estava em Londres para começar a gravar. Tão rápido quanto isto.

Não, eu não conhecia. Eu nem sabia como ela era, envergonho-me de dizer. (risos) O meu irmão estava a trabalhar como programador na Core Design na altura e ele disse-me que estavam a fazer audições para a voz de uma personagem do jogo, então eu fui lá e fiz a audição com cerda de outras 8 moças. E eu perguntei ao meu irmão Martin “Como é ela?” Então essa foi a primeira vez que eu vi como ela era, receio dizer. Eles

Nós sabemos que, hoje em dia, os jogos podem demorar muito tempo para serem feitos, especialmente agora que eles usam captura de movimentos. Consegue lembrar-se de quanto tempo demorou para gravar todas as suas falas para um jogo?


Para um jogo, meses. Nós íamos para Londres, com os outros atores e atrizes, para gravar lá, e depois voltávamos para Derby, e depois eles podiam mudar o guião e voltávamos para Londres, e ainda podíamos fazer mais uns arranjos em Derby. Eles gostavam de estar sempre a mudar o guião, então sim, demorou algum tempo. Outra coisa, só me davam páginas do guião, então eu não sabia o que estava a acontecer na história e nas aventuras dela, então foi muito difícil interpretá-la na altura. Eu queria interpretar e fazer sentido, mas eu só tinha algumas páginas, então, muitas vezes, eu tinha de adivinhar. E também, se eu quisesse ir por outro caminho e fazer a minha própria interpretação, eles eram muito rigorosos com isso. “Não, nós queremos que tu soes assim” ou “mais sensual”, entendes? Esse tipo de coisas. Porque agora ela é mais como uma atriz, não é? Sim, é de loucos o quão diferente… Quer dizer, não é diferente, ainda é a Lara, mas agora é um foco diferente. É, também havia muito secretismo antigamente, então ninguém podia saber quem fazia as vozes, e as modelos da altura não podiam dizer nada. Havia muita coisa privada sobre isso antigamente, então era muito difícil.

Eu lembro-me que, mesmo as modelos da altura, não estavam autorizadas a interagir ou falar com ninguém… É verdade. Onde quer que fossemos, estávamos escondidas. E eu queria contar a toda a gente, porque eu estava tão animada! Eu não podia, mas agora todos sabem, por isso está tudo bem. Pode contar-nos mais sobre os seus dias no estúdio? Como era um dia normal enquanto voz da Lara Croft? Nada era normal de todo, todos os dias eram diferentes. Eles queriam cada jogo lançado no espaço de um ano, então eles queriam um todos os Natais. Então era um

bombardeio de “Hoje vamos fazer isto, hoje vamos fazer aquilo… Não, vamos mudar, vamos fazer isto…” Então nunca sabes realmente o que vais estar a fazer, mas como parte da equipa da Core Design, havia uma ótima atmosfera de família e todos nos ajudávamos uns aos outros, porque haviam dias bastante stressantes (estressantes), às vezes a equipa ficava lá durante a noite e estávamos todos cansados, mas ainda tínhamos uma boa


camaradagem juntos. Nós divertíamo-nos. E muitos takes errados, deixa-me dizer-te! (risos). Era muito intenso, ir lá e, obviamente, estar pronta para trabalhar e gravar, e às vezes à última da hora diziam “Não, tens de ir para Londres e fazê-lo nos grandes estúdios de gravação.” E depois voltávamos para Derby para acabar umas coisas, como já disse. Desculpa se me estou a repetir. Posso dizer, todos os dias eram diferentes, eu não sabia o que esperar. E depois podia haver uma fuga do guião e diziam-me “Queremos que faças uma entrevista para esta rádio” ou para a televisão, ou para a imprensa… E depois ficávamos à espera de outra coisa e íamos para França ou Berlim e, à tarde, eu fazia uma entrevista ali. E depois voltávamos para o guião, então era maníaco! Era muito divertido.

“Perdoe-me se essa foi apenas a sua forma de abrir as portas para mim.”

A maior coisa que fizemos foi quando eu fui para a E3 Atlanta, em 96 ou 97. Isso foi

Esmagadora. Era suposto termos feito 2 entrevistas por dia… Como eu disse antes, eu estava nos bastidores, exc eto a minha voz. E nós acabamos por fazer uma entrevista a cada hora, porque isto é tão popular. Foi um pouco assustador, porque foi a minha primeira vez numa viagem longa, porque eu tive de ir, obviamente, para Atlanta. Foi até um pouco solitário, porque eu não podia interagir com ninguém. Então toda a gente estava a conversar e a ter um costume antigo, e eu não podia fazer nada disso. Foi uma experiência estranha. E infelizmente, no caminho de volta, eu estava num voo diferente do resto do pessoal, e eu fiquei presa em O’Hare por causa do tempo, então tive de ficar em Chicago sozinha. Isso não foi muito agradável (risos). Mas aquilo abriume os olhos, porque, obviamente, a Nintendo e muitas outras empresas estavam lá. Eu era muito ingénua acerca da indústria dos videojogos. E eu pude observar à minha volta e isso abriu-me os olhos para entender o quão massiva é a indústria dos jogos de computador.

mesmo incrível. Mas eu não podia contar a ninguém, então toda a gravação foi literalmente feita dentro de um pequeno armário. E, lá fora, toda a gente estava a olhar para a Lara em cerca de 16 ecrãs de TV. E eu estava no meu pequeno armário a ler o guião alto para todos. Tive várias experiências com coisas assim. De certeza que lhe pedem muito para reproduzir todo o tipo de frases da Lara quando a conhecem. O que eles mais lhe pedem para dizer? Pedem-me para dizer “Não, isso não está correto. Volte ao início e tente de novo.” Porque quando eles estão a fazer aquilo eles pensam “Não, por favor não digas aquilo de novo!” E claro, eu digo de novo. Também me perguntam qual foi a minha primeira fala na audição para o Tomb Raider II e era

Tenho uma divertida: Como era gravar todos os sons de mortes e respiração da Lara? Meu deus, isso era o que demorava mais. Tenta segurar a tua respiração e depois recupera o fôlego. E aquilo soava como grunhidos. O que eles queriam que eu fizesse era segurar a minha respiração, depois respirar, e soar sensual. Consegues imaginar? Como, nesta Terra? Era mesmo difícil. Nós simplesmente tentámos e tentámos e, claro, quando uma ficou boa, eles usaram-na e usaram-na. Mas divertimo-nos muito a fazer isso. (risos) Você disse que foi para a E3 como Lara. Como foi essa experiência?


Isso é incrível. Nem consigo imaginar, simplesmente viajar para um sítio tão longe e… Aquilo do avião é uma chatice, mas… Sim, foi difícil porque na altura o meu filho era muito novo, uns 10 ou 12 anos. Eu crieio sozinha, então na altura foi difícil. Mas a experiência da Lara tem sido tremenda, então valeu a pena. Você fica triste por não ser a voz da Lara hoje em dia? Se a chamassem para ser a voz de um novo jogo, você regressaria? Sim, eu não pensaria duas vezes. Eu fiz a audição para o Tomb Raider IV, mas, claro, como a história sabe, eu não fiquei com o papel. Também estou muito mais experiente agora, com a vida, com a representação e todo o resto, então sim, eu ia amar. Eu ia simplesmente amar! E espero que os meus fãs amassem também (risos). Definitivamente! Eu ia adorar vê-la de volta como Lara, ia deixar-me muito feliz, com certeza! Oh, muito obrigada! Você é influenciada por algum traço da Lara? Qual é a sua característica preferida na personalidade dela? A força dela, eu acho. Ela é forte e ela sabe o que quer, e não vai descansar enquanto não o conseguir. Ela é uma mulher forte, o que acho que ressoa com todas nós, mulheres. E claro, ela é bonita (risos). Ela é o pacote completo! (risos) Sim, ela é! E também ser capaz de fazer o que tu amas fazer. Espero ter respondido à tua pergunta. Sim! Nós queremos saber se você está familiarizada com a nova Lara Croft e se você tem alguma ideia de como ela está hoje em dia, nos novos jogos. Sim, claro, eu acompanhei todas as vozes. É simplesmente incrível como ela está, quer

dizer… Para mim, ela não parece a Lara, porque eu era a Lara como ela era antes. E obviamente, as coisas mudam com o tempo, e os gráficos tornam-se cada vez melhores, então eu acho que todas as vozes foram diferentes e boas, porque a Lara também progrediu e ficou diferente. Faz sentido? Faz, parece que, ao longo dos anos, a Lara tem definitivamente evoluído. Parece que a história mudou algumas vezes, dependendo de jogos, filmes, comics, parece que vai oscilando, dependendo do ano. Sim, mas ela está fantástica, só que parece totalmente diferente para mim. Para mim não é a Lara. Entendes o que quero dizer? Sim, especialmente quando se começa com os jogos clássicos, do Tomb Raider I ao III, é uma criatura bastante diferente comparada com a Lara original, da Core Design. Claro, mas, como disseste, está evoluída e está fantástica! Bem, ela ainda está por aí depois de 20 anos, então… E falando nisso, este ano celebram-se os 20 anos do lançamento do Tomb Raider II. Então, há 20 anos os fãs ouviram-na como Lara Croft pela primeira vez. Porque é que acha que os jogos fazem tanto sucesso? Eles continuam a fazer sucesso até hoje. Acha que é tudo sobre a Lara Croft ou há algum outro elemento que está a mantê-la tão bem sucedida? Em Derby tivemos uma dia sobre o 20º aniversário da Lara, e muita gente que vinha ter comigo dizia “Você é uma grande memória da nossa infância” e eu acho que eles passaram isso para os seus filhos, então acho que é parte do crescimento deles. Então isso passa para a próxima geração e para a próxima. Acho que tem muito a ver com isso.


Esse é um ponto muito bom. Falando do meu filho, eu deixei-o começar a jogar Tomb Raider III, e ele agora está obcecado. Ele até tem umas figuras de ação clássicas da Lara no quarto e ele quis que eu lhe fizesse um pequeno coldre, e ele corre por aí a fingir que é a Lara Croft, então eu acho que esse é um ponto muito bom. Que isto tem sido passado, acredite-se ou não, de geração em geração. Sim, e acho que tem sido mesmo passado, porque as memórias deles, do jogo, são muito boas e felizes. E acabaste de falar nos coldres e tal, isso é outra coisa que acho absolutamente brilhante: o cosplay. As pessoas que se vestem e têm esta comunidade maravilhosa, eu tento acompanhar tudo. E acho incrível a comunidade que eles têm, e eles ajudam-se uns aos outros, e também falam de outras coisas. Eu nem sequer estou ciente disto, mas é quase uma segunda família. Então acho que esse é outro lado da Lara que também está a progredir, não achas? Eu concordo plenamente, sendo, eu própria, uma cosplayer, eu tenho amigos para a vida que fiz por causa de Tomb Raider, por fazer cosplays. É incrível. É, de facto, parece ser. Você tem uma personagem de videojogos favorita? Caso você jogue, de todo. Tenho de admitir, eu não consigo jogá-los. A coordenação entre a minha mão e os meus olhos é terrível. Mas quando o meu filho estava a crescer, ele estava muito interessado no Final Fantasy e eu achei os gráficos absolutamente incríveis, especialmente porque o jogo saiu na

mesma altura de Tomb Raider. E depois, claro, ele gostava do Pikachu. O único outro jogo que tentei jogar foi Call of Duty, e eu só morria o tempo todo. Temo que não seja muito fã dos jogos em si. Sou mais uma amante de filmes, tenho de dizer. Passatempo favorito? Dançar. Comida favorita? Salada. A viagem dos seus sonhos? Malta. Um animal? Cão. Um filme? Aliens. Um ídolo? Billy. Gostaria de deixar uma mensagem para o LARA CROFT PT e para os fãs portugueses e brasileiros? Claro que quero, sim! Olá a todos, espero que gostem desta entrevista, e espero que me vejam como uma pessoa normal, como todos somos, e eu só fui abençoada com a oportunidade de ter feito a Lara. Como digo, eu não estaria aqui a conversar com vocês se não fosse por todos vocês, os fãs. Então eu agradeço-vos do fundo do meu coração, muito obrigada. E continuem a aproveitar a saga da Lara!

Entrevista completa disponível em vídeo no nosso canal de YouTube.


Escrito por Miguel Marques, este artigo de opinião consiste numa série de sugestões para o próximo jogo, que foram enviadas para a Crystal Dynamics. O texto foi ainda atualizado, exclusivamente para esta revista!


ARTIGO – O QUE OS FÃS QUEREM VER EM ‘SHADOW OF THE TOMB RAIDER’?

H

á uns meses, Crystal Dynamics enviou um questionário a todos os fansites oficiais, a partir do qual pudemos sugerir melhorias ao estúdio. Entre várias outras coisas, melhorias para uma próxima aventura. E eu sugeri tudo e mais alguma coisa. A sério, tudo e mais alguma coisa. E todas as sugestões foram lidas em grupo no estúdio. Esteve tudo em privado, pelo menos até agora. Vou levantar os pontos que podem ser melhorados no próximo Tomb Raider e dar as minhas sugestões, claro. Foram 345 longas perguntas. Não vou mencionar tudo porque vocês também devem ter uma vida. Mas o mais importante estará aqui – e quem sabe uma segunda parte – então vamos a isso! O QUE ESTÁ ERRADO EM RISE? Falta de inovação. Há momentos em que o jogo é confundível com o anterior. Quiseram jogar pelo seguro, mas será que nas continuações isso será o suficiente? Uma das coisas que quis salientar naquele questionário foi o meu interesse em que a Crystal

a

arriscasse mais. Só assim Tomb Raider se manterá por muitos e bons anos. Claro, tivemos todo um novo conceito de assassinatos silenciosos, um mundo muito maior, vários novos tipos de flechas, o natural. A história repete-se. Umas habilidades novas, uns equipamentos novos e está feita uma sequência. A mudança da personalidade da Lara também não foi tão evidente de um jogo para o outro. Sim, ela está ligeiramente mais confiante e desta vez foi ela que procurou a aventura. Mas é só isso. Eu não esperei 2 anos para ouvir um simples “Nem fodendo” ou um “Venham tentar, venham!”. Eu queria mais. Nós queríamos mais. Bem, vou parar de apontar os defeitos e começar a apresentar soluções.


PERSONAGENS Não sei se gosto do conceito de “Vamos colocar personagens novas em todos os jogos e elas nunca mais vão aparecer na série.” Sinto que não me posso identificar com elas porque nunca mais as vou ver. Exemplo: O Jonah foi a ÚNICA personagem a transitar do primeiro para o segundo jogo. Em Rise, a Lara só conhece pessoas que jamais aparecerão nas sequências. Nativos de um povo antigo. Ninguém pode tornar-se amigo da Lara e entrar nas próximas aventuras, entendem? Corta um pouco a emoção nas relações entre as personagens. Fora que muitos dos que podiam regressar nos próximos jogos acabam por morrer. Tanto em Rise como no Tomb Raider 2013. Pensem num jogo no qual as personagens retornam nas continuações. Já se devem ter lembrado de algum, certo? Não é um sentimento bom ver os nossos amigos de volta? Eu acho. No gameplay chega a ser ridículo. São todos inúteis. Ninguém ajuda a Lara em nada. Alguém se perdeu? A Lara vai lá. É preciso ir buscar umas ferramentas? A Lara vai lá. Falta pão em casa? A Lara vai

lá. Não admira que ela tenha andado no psicólogo depois de tanta escravatura. Ok, é um jogo, temos de ter missões e coisas para fazer. Mas, como disse, tornase ridículo e surreal que ninguém se digne a ajudá-la. Podíamos ter uma ajuda no combate em alguns capítulos, porque não? Porque é que a Sofia não foi uma verdadeira aliada no jogo? Porque é que a Lara faz tudo sozinha? Até parece preguiça do estúdio em criar uma inteligência artificial nãoinimiga. E sim, a essência de Tomb Raider é fazer o jogador sentir-se sozinho nos enormes túmulos, a explorá-los. Aquele sentimento de solidão, sabem? Mas se o querem ter presente no jogo não insiram tantas personagens. E ninguém se queixaria de um capítulo onde a Lara cooperasse com uma personagem. Lá está, seria uma inovação no mundo de Tomb Raider. NÓS QUEREMOS VEÍCULOS Desde o Tomb Raider 2013 que os fãs querem ver a Lara montada num cavalo numa sequência emocionante e épica de


fuga. Segundo o estúdio, não deu para usar a ideia no primeiro jogo. Ok, saiu o segundo. Nem um cavalo, nem um jipe, uma mota, um triciclo, NADA. Veículos são um elemento clássico que encaixa na perfeição no universo pósreboot de Tomb Raider. Porque é que ainda não os vimos é a grande pergunta. Em Rise, porque é que não foi a Lara a conduzir o carro na Síria? Porque não foi ela a esquivar-se dos helicópteros? É como digo, são demasiadas oportunidades desperdiçadas. E não, os veículos não têm de ser usados só em fugas e sequências rápidas. Eles têm o pretexto perfeito para inserir um veículo ao estilo Underworld no próximo jogo. Os cenários são cada vez maiores e a Lara, um dia destes, perde uma das pernas de tanto correr. É tão simples, deixem-nos usar um veículo para explorar livremente o cenário, como no México do TR: Underworld. Facilitava muito. Imaginem a Lara na sua mota, ela estaciona, segura-se com uma perna, inclina-se, apanha umas madeiras, reposiciona-se e acelera. Seria tão mais prático.

Detalhe: A nova Lara já andou de mota nas comics. Então, querida Crystal, não brinquem com o nosso coração. [NOVO] Também no próximo filme de Tomb Raider, Alicia Vikander, que interpreta Lara Croft, conduz uma bicicleta em Londres. Parece que a nova Lara e os veículos estão cada vez mais próximos, só falta incluí-los nos jogos! O COMBATE Apesar de todas as novidades, Rise of the Tomb Raider tem um combate demasiado genérico. Isso não seria um problema, se os encontros com inimigos não acontecessem com tanta frequência. Mas ainda podem torna-los divertidos, com algumas melhorias.

Os inimigos mortos silenciosamente dão uma certa satisfação. Assim como acertar umas flechas na testa de uns agentes da Trindade. A situação cai de nível quando nos referimos às outras armas. A mira não é das melhores, as armas não são suficientemente interessantes e não há variedade. Além disso, só se pode trocar de arma nos acampamentos. E com “trocar de arma” digo escolher outro tipo de arco, pistola, escopeta ou rifle. Porque o leque de opções não vai muito além


disso. Não vemos uma sniper, um lançafoguetes, nada. Quanto ao combate corpo-a-corpo: Usar o machado foi interessante... No primeiro jogo. Agora sinto que não é o suficiente. Digo, no primeiro era uma novidade, era algo interessante. No novo, apesar de serem 2 machados, não tive a mesma sensação. O inimigo não sabe reagir aos ataques corporais. Ele vai levar com o machado até ser abatido para, finalmente, fazermos uma finalização. Por falar em finalizações, elas são as mesmas do jogo anterior. Outro ponto negativo.

E os renders? O Tomb Raider 2013 teve renders e imagens de divulgação magníficas. Mas em Rise eles fizeram poucos, repetitivos, e – a maioria – feios. Principalmente o rosto da Lara, que era reaproveitado de outras imagens e, com tanto Photoshop, a Lara tinha a mesma cara em quase todas as imagens. Mais uma vez, parece preguiça da parte da Crystal. Menos reciclagem, por favor. Já agora, podíamos ter renders da Síria. Focaram demasiado na Sibéria, quando a Síria é a melhor parte do jogo. [NOVO] A LARA CROFT

O combate corpo-a-corpo podia ser alterado no próximo jogo. Mostrem-nos uma Lara mais experiente. Algo que interaja com o ambiente. Algo que alterne entre esquiva e ataque. E porquê usar só os machados? A Lara podia usar os seus punhos e a sua faca, se ela estivesse com uma arma na mão quando um inimigo aparecesse, ela podia reagir batendo-lhe com a arma na cabeça, etc. Tornaria tudo muito mais interessante. A CARA DA LARA CROFT Ó bendita Crystal Dynamics, devemos nós abrir uma petição para que vocês escolham um rosto definitivo para a Lara? Desde 1996 a Lara muda de aparência a cada jogo que passa. Estranho, mas nem me incomoda tanto. O problema é que em Rise a Lara tem rostos diferentes. Sim, dentro do mesmo jogo. Há momentos em que ela é a cara da Camilla Luddington. Mas, por mais estranho que pareça, usaram a modelo Ariel Suzanne para modelar o rosto da Lara. E em momento nenhum do jogo a Lara me pareceu essa mulher.

Esta é, talvez, a mudança mais importante. A nova Lara perdeu muita personalidade comparada com a Lara clássica. E sim, ela é mais nova e inexperiente, mas estarão mesmo dispostos a sacrificar a nossa empatia pela protagonista do vosso jogo, em troca de um realismo maior na evolução da sua personalidade? A Lara já é uma autêntica assassina. Mata sem dó nem piedade. Porque é que não podem acelerar também a evolução do comportamento dela? Os fãs sentem falta de uma Lara confiante, com personalidade forte, que desafie e provoque os inimigos, mesmo estando às portas da morte, que seja sarcástica nas suas conversas e que mostre que é poderosa e que as coisas acontecem da forma que ela quer. Sentimos falta da Lady Croft.


E isto não significa que a Crystal deva abdicar dos momentos tensos e emotivos. Pelo contrário, se eles não acontecerem o tempo todo, tornam-se muito mais impactantes para o jogador. A personagem forte e intocável a sofrer surpreende bem mais do que a personagem fraca e inexperiente a sofrer, não é? Mostrem-nos uma Lara que sorria face ao perigo. Aí sim ficaremos abalados nos momentos baixos dela. OS CENÁRIOS Neve, neve, neve, neve, mais neve, neve, e mais neve, neve, muita neve, muita neve. Chega de neve. Queremos desertos, florestas, oceanos. E não sei por quanto tempo vai resultar o conceito de todo o jogo se passar no mesmo mapa. Yamatai, Sibéria. Chega. Queremos a Lara a viajar mais, só isso trará mais diversidade no que toca aos cenários. Chega de viajar pelo mapa através de acampamentos. Ela que viaje através de aeroportos. Rise of the Tomb Raider é perfeito até acabar a fase da Síria. A partir daí estamos presos ao mesmo mapa até ao final. Claro que não é só neve, temos cavernas, um vale, etc. Mas ainda me sinto preso. Seria incrível se conseguissem manter o ritmo que o início do jogo tem. A história

estava a ser contada com tanto dinamismo, com tantas viagens, flashbacks, ação... E depois estamos na Sibéria e pronto, fim da diversão. O jogo volta a tornar-se divertido só na base soviética, pelo menos para mim, e o ritmo do início só é retomado no final do jogo. Triste. Falando da dimensão dos cenários: Apenas parem. Se aumentam mais um centímetro quadrado nos mapas eu entro em desespero. Já está num tamanho ótimo. Mais do que isto seria perder demasiadamente o foco na história. O jogo é quase mundo aberto porque o jogador tem a opção de parar de prosseguir na história para explorar o cenário. Adicionem mais túmulos pelo ambiente, porque esses sim nunca são demais. CONCLUSÃO Pode ter parecido que o jogo é horrível, porque aqui só mencionei os defeitos. Mas não se enganem, é um jogo maravilhoso, com ótimas críticas e, recentemente, eleito um dos 50 melhores jogos da história pelo “TIME”. Mas claro, há sempre como melhorar e nós, como fãs, só queremos ver a saga cada vez melhor. Quero saber a vossa opinião!


[NOVO/EXCLUSIVO] OPINIÃO DOS FÃS - EXPECTATIVAS PARA ‘SHADOW OF THE TOMB RAIDER’?

JOANA NETO

ABEL ALENCAR

Brighton, Reino Unido

Ceará, Brasil

Sempre achei esta pergunta interessante, provavelmente porque abre um tópico de discussão enorme e começamos a pensar em todas as possibilidades, alterações e melhorias: O que mais pode Lara fazer, onde poderá ir?

Rise of the Tomb Raider certamente foi um ótimo sucessor do jogo de 2013, mas está longe de ser perfeito. Enquanto adicionou novidades e mecânicas muito interessantes, manteve algumas falhas do seu antecessor, que espero (e acho que todos os fãs) serem corrigidas no novo jogo da franquia.

Mais do que nunca conhecemos a história do passado de Lara: A sua família, o seu pai e amigos/a. No entanto, ainda não sinto que conhecemos Lara como pessoa: a sua personalidade foi tão alterada nos passados jogos que sinto que perdemos um pouco de “Lara” pelo caminho. Tomb Raider (2013) fez um ótimo trabalho em recomeçar essa jornada, e Rise of the Tomb Raider seguiu o mesmo caminho e desenvolveu Lara um pouco mais. Espero que assim continue. O título em si soa-me um pouco sombrio e, embora tenha adorado The Angel of Darkness, essa sim, foi uma jornada um tanto fora de contexto que espero não se volte a repetir. No entanto, e para responder á original pergunta sobre o que gostaria de ver em Shadow of the Tomb Raider: novos locais ainda não explorados. O mundo é enorme e adoraria ver paisagens para além de Europa e Egito. Sim eu sei que Lara visitou Japão, América, África e tantos outros mas não da para negar que Egito e Europa são os locais mais bem viajados por Lara. Principalmente refiro-me a locais do género Iraque, Pérsia, Turquia, com uma cultura que acho que forma uma receita digna de um jogo da franquia Tomb Raider. Enigmas, puzzles e artefactos para matar a nostalgia dos fãs mais antigos, enquanto mantemos uma Lara que ainda explora as suas origens enquanto explora o mundo.

Começando com Lara, o centro de tudo. Nota-se uma evolução na personagem, mas ela ainda lembra muito a menina indefesa que ficou presa em Yamatai (o que não faz muito sentido, visto que ela já enfrentou inimigos de todos os tipos com muita bravura). A humanização de Lara é algo muito positivo, mas ela ainda se machuca muito, com muita facilidade, algo que é dramaticamente ressaltado no jogo. Ao meu ver, ela já pode resistir a mais coisas, sem se lamentar tanto. Ainda sobre Lara, acho que ela pode começar a andar com as próprias pernas, sem perseguir o que seu pai já buscava. Tem muita coisa lá fora, Lara! Seguindo, os puzzles são outro “problema”. Deixeme explicar melhor. As tumbas estão maiores e melhores, em relação ao reboot, mas ainda longe da dificuldade que consagrou a franquia. Além disso, muitos puzzles ficam em tumbas opcionais, o que faz com que eles não apareçam muito na história em si. Em “Shadow”, espero puzzles mais complexos e que estejam mais presentes enquanto elementos da história. A IA dos inimigos é outra coisa que precisa ser melhorada. É algo ainda muito mecânico (embora esteja melhor, em comparação com o reboot). Ainda sobre IA, Lara podia muito bem ganhar uma companhia que realmente a ajudasse (desculpa, Jonah). Tomb Raider é sobre Lara, sim, mas uma ajudinha é sempre bem-vinda. No combate em si, a mira não é das melhores e a cobertura é falha. Em alguns pontos, o combate brilha, mas ele precisa de um polimento. No geral, é isso que quero ver melhorado em “Shadow”. O que a Crystal nos reserva?


Só no LARA CROFT PT: Uma fan fic que continua a história de Rise of the Tomb Raider, o último jogo. “Quando o Passado Bate à Porta” é uma narrativa cheia de reviravoltas e revelações, e fecha, com chave de ouro, uma trilogia. Comece já hoje!


MENSAGENS

20 Anos de Tomb Raider

Shelley Blond foi a primeira atriz a dar voz à Lara Croft, no primeiro jogo por parte da Core Design, que lançou em 1996.

Alison Carroll foi a modelo que divulgou o jogo Tomb Raider Underworld, em 2008. Ela foi também a primeira modelo oficial a receber um treino físico para poder interpretar Lara Croft.

O YouTuber Zangado, como grande fã, jogou todos os jogos e elaborou uma análise detalhada para cada um deles. São quase 4 horas de conteúdo relacionado à Lara Croft no seu canal com quase 4 milhões de inscritos.

Nathan McCree foi o compositor oficial dos 3 primeiros jogos.

AS PARTICIPAÇÕES QUE

FIZERAM

A

FESTA !

Foram muitos os vídeos que recebemos, muitos os desejos de ‘Feliz aniversário’ e, claro, muitas as mensagens dedicadas à Lara e aos seus 20 anos de sucesso. E nós estamos extremamente gratos por cada uma participações. O vídeo #TombRaider20 – LARA CROFTPT é, atualmente, o mais visto do nosso canal, graças ao sucesso que os fãs fizeram do projeto. Aqui está a lista completa de participações: Fernanda Bullara, Shelley Blond, Tanya Alexander, Earl Baylon, Noah Hughes, Philip AnthonyRodriguez, Phillip Sevy, Luiz Laffey, Raymond Croft, Jenn Croft, Annie Roig, Rodrigo Santos, Nathan Mccree, Zangado, Guilherme Gamer, Melonie Mac, Alison Carroll, Dorian Lockett e Kay Bess. Como se tudo isto não fosse suficiente, o LARA CROFT PT conseguiu duas novas artes exclusivas: Um render 4k feito pelo artista Martim Monteiro, e uma arte em panqueca feita pela página Dancakes.


ESPECIAIS

Melonie Mac é uma fã de longa data da Lara Croft. Ela tem uma relação bastante próxima com a produtora Crystal Dynamics e esteve, inclusive, na E3 2015 a convite da Xbox, para divulgar Rise of the TR.

Kay Bess fez a voz e a captura de movimentos da Ana Croft, a personagem secundária mais importante de Rise of the Tomb Raider. Ela faz o papel de madrasta da Lara Croft.

20 Anos de Tomb Raider

Guilherme Gamer não esconde o seu amor por Tomb Raider do milhão de fãs que o segue.

Jenn Croft posou como referência para a arte da capa de Rise.

Em 2016 a série Tomb Raider completou 20 anos de existência. É realmente inacreditável que a Lara se tenha mantido no topo depois de tanto tempo. O LARA CROFT PT quis comemorar esta data especial da melhor forma possível e, em agosto do ano passado – aproveitando também para celebrar o nosso aniversário – nós lançamos um vídeo bombástico, com mais de 40 minutos de mensagens de pessoas bastante conhecidas na nossa comunidade. Nós convidámos todo o tipo de pessoas que fizeram parte da história da Lara ao longo dos anos. Aliás, até algumas Laras fizeram parte da festa! Passamos por desenvolvedores, atores, modelos, cosplayers, YouTubers, compositores, artistas de comics, fãs, etc. Em dezembro, a Crystal Dynamics reconheceu o nosso projeto especial com um OFP Award, uma premiação oficial, entre os fan sites, que é feita no fim de cada ano. O LARA CROFT PT ganhou o prémio de melhor comemoração do 20º aniversário de Tomb Raider, prémio que nunca mais será entregue a nenhum site. Foi realmente o conteúdo mais especial que já tivemos a honra de postar. E podem ver o vídeo completo no nosso canal do YouTube. Nenhum fã de Tomb Raider vai querer perdê-lo!


Escrito por Miguel Marques, este foi o primeiro artigo de opinião publicado pelo LARA CROFT PT e, muito provavelmente, a maior discussão, até hoje, entre os fãs de Tomb Raider. O texto foi atualizado exclusivamente para esta revista, com novos pontos de vista sobre diferentes temas.


ARTIGO – LARA CLÁSSICA VS. LARA REBOOT

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arece que, nos últimos dias, um conflito antigo entre os fãs de Tomb Raider tem vindo a ressurgir das cinzas, se é que alguma vez ele esteve morto. Lara clássica ou Lara reboot? A nova Lara foi realmente necessária? A resposta é curta e clara: Sim. E quanto ao “Lara clássica vs Lara reboot” tenho uma palavra para descrever essa guerra: ridícula. Vocês podem preferir a Lara clássica? Claro! Vocês podem preferir a nova Lara? Claro! Vocês podem odiar as duas? Óbvio. Só não exponham a vossa opinião como se fosse facto, como se fosse uma tese e não um ponto de vista. Neste artigo vamos tentar abrir os olhos de muitos fãs que dedicam o seu tempo a este tipo de brigas. SOBRE O GAMEPLAY O reinício da série que o mundo conheceu em 2013 foi a mudança mais inteligente feita em toda a saga. Em primeiro lugar, é necessário que os fãs entendam que ou temos a nova Lara ou não teríamos nenhuma. A Lara clássica, ou mesmo a Lara da trilogia LAU (Legend, Anniversary, Underworld) jamais estaria nas bocas do mundo atualmente. Nós assistimos a uma queda de relevância cada vez maior da marca e nenhum de nós gostou de ver isso. Querendo ou não, o gameplay estava ultrapassado. Faltava inovação. O público estava a mudar, o mundo estava a mudar. Tudo mudava, exceto Tomb Raider. E se o Tomb Raider 2013 nunca tivesse

existido? Em que situação estaria a série hoje? Provavelmente falida. Repararam que desde 1996 a Lara pouco ou nada mudou? Comparem o Tomb Raider Original com o Tomb Raider Underworld, por exemplo. Uma mulher atlética que corre, salta, escala, dispara, resolve puzzles e encontra artefatos míticos. Claro, o gameplay foi aprimorado e a história melhorou cada vez mais e foi ganhando mais profundidade. As razões pelas quais a Lara embarcava nas suas aventuras foram ficando cada vez mais críveis. E sim, a cada jogo surgiam uns

movimentos novos, uns equipamentos novos, umas roupas novas. Mas acham que, quase 20 anos depois, isso ainda era suficiente? Tomb Raider brilhava nos puzzles. Esses sim eram sempre diferentes e desafiadores. Mas só isso chegava para o público geral? O reboot de 2013 acertou em cheio nesse aspeto. Um gameplay totalmente atualizado. Mira manual, um combate corpo-a-corpo finalmente decente, um foco diferente nos assassinatos silenciosos, uma nova arma muito bem-vinda: o arco. Alguns fãs podem não gostar deste gameplay? Claro, mas são obrigados a reconhecer que esta mudança foi necessária para o próprio bem-estar financeiro da Crystal


Dynamics, já que seria o fim de Tomb Raider mais tarde ou mais cedo. “Mas mudou tudo, porque é que se chama Tomb Raider?” Meus amigos, a marca era conhecida, a personagem era conhecida. O gameplay está sim completamente diferente, mas há motivos para ainda ser um Tomb Raider. E não, infelizmente não são os puzzles. A NOVA LARA Quando algo faz sucesso não podem faltar as críticas. Durante anos os produtores (e os fãs) tiveram de ouvir, por exemplo, que Tomb Raider só fazia sucesso por causa do aspeto provocador da Lara. Não entenderam? Peitos gigantes, cintura minúscula, roupas apertadas ao ponto de ser impossível não explodirem assim que ela desse a primeira cambalhota, calções quase cuecas que ela usava no meio da neve. Continuo?

Sou da opinião de que a mulher deve sair à rua da forma mais provocadora que conseguir, se ela o quiser fazer. E não é por isso que ela deve ser comparada a nenhuma prostituta. Ainda que prostitutas ganhem a vida de forma válida, pelo menos para mim. Não é porque a Lara anda com roupas minúsculas que ela foi feita para os homens – e algumas mulheres, porque não? – se babarem e jogarem apenas e só por causa da sua aparência. Pelo contrário, segundo o criador da Lara, Toby Gard, ela foi criada como uma mulher demasiado perfeita e inalcançável. Não como um pedaço de carne que qualquer um podia comprar. Ela andava provocadora porque se sentia bem consigo própria, porque ela queria andar assim e porque ela podia andar assim. Mas a Crystal fartou-se de ouvir acusações dessas. Porque hoje em dia qualquer mulher que seja sensual num filme, jogo, etc, deve ser apedrejada. E

todo o sucesso desse filme ou jogo foi necessariamente devido à sensualidade dessa personagem. Bem, problema resolvido. A nova Lara tem dimensões completamente humanas, roupas nada provocantes e até a sua autoestima caiu. Porque agora a Lara é humana. “Tomb Raider só faz sucesso porque a Lara é sensualizada” – Vivam com esta: O Tomb Raider 2013, o primeiro jogo da nova Lara (não sensualizada) foi o jogo mais vendido de TODA a série. [NOVO] Acho pertinente compartilhar convosco a definição de objetificação. Isto consiste em tratar uma pessoa como um objeto. Objetificar. Simples, não? Não. Muita gente não entende e diz que a Lara era objetificada. Tratar-se-ia de objetificação se o único papel da personagem fosse ser usada (como se usam os objetos) como estímulo visual. Se ela tem voz, personalidade, planos e objetivos, ela NÃO É objetificada. O que ela veste ou as dimensões do seu corpo não têm nada a ver com isso. surgiram as críticas dos próprios fãs. A Lara estava demasiado diferente. É impressão minha ou ninguém entendeu que, naquele jogo, a Lara tinha 21 anos? A Lara que conhecíamos estava na casa dos 40. As pessoas mudam o tempo todo. Como querem comparar duas mulheres com mais de 20 anos de diferença? E não, a nova Lara não é o passado da Lara clássica. Nem a Lara clássica é o futuro da nova Lara. Isto é, são universos diferentes. Aos 40 anos, a nova Lara não será a Lara irreal que era a Lara clássica. Mas até lá vai certamente aprender e evoluir muito. E vocês, com essas guerras, estão a perder algo tão mágico como assistir à evolução da nossa personagem favorita. Algo que nunca tivemos a oportunidade de ver. [NOVO] Pessoalmente, eu prefiro a Lara clássica. É um pouco impossível preferir a personalidade da Lara reboot. Mas eu consigo entender que a Lara reboot não é tão badass como a Lara clássica DE PROPÓSITO. Claro, todos esperamos que essa evolução não demore muito mais, porque queremos ver características clássicas a surgir gradualmente, mas não precisamos de


despejar ódio para cima de uma personagem que salvou Tomb Raider, pelo menos financeiramente. ELEMENTOS CLÁSSICOS Vejo muita gente a sentir falta de elementos clássicos. Os puzzles, as viagens e a personalidade da Lara? Não. A trança, os calções e as pistolas gémeas. O quão ridículo soa isto? A maior parte dos fãs sente falta de elementos visuais e, atrevo-me a dizer, inúteis. Eu, pessoalmente, sinto falta da Lara confiante e do seu humor sarcástico. Sinto falta das viagens dela pelo mundo e de quebra-cabeças complexos. Claro, seria lindo ver um capítulo onde a Lara usasse uma trança ou uns calções, assim como foi ótimo vê-la com duas pistolas no final do Tomb Raider 2013. Todos gostamos de nostalgia. E a Crystal Dynamics está a trazer esses elementos aos poucos. A mansão da Lara é outro exemplo. Só não sinto a necessidade de ter esses elementos durante todo o jogo. Até porque a Crystal não gastou uma fortuna em TressFX para a Lara usar uma trança. Mas faz assim tanta diferença usar uma ou duas pistolas no gameplay? Rabo de cavalo ou trança, calças ou calções? Não acho correto que vocês usem o cabelo, o rosto, a roupa ou as armas para insultar os novos jogos. Nem mesmo a personalidade é um argumento válido. A Lara ainda é muito nova, ela não pode ser a mesma pessoa, não faria sentido. Não é errado sentir falta de qualquer um dos aspetos que referi. Só é errado usar a ausência deles como defeitos a apontar. Já experimentaram focar nas qualidades? Temos uma arma silenciosa pela primeira vez. Temos um monte de novas habilidades, temos um jogo completamente realista, uma história muito mais forte, gráficos estonteantes. E um dos maiores defeitos apontados por alguns pode tornar-se uma grande qualidade: Nós estamos a assistir à ascensão da Lara, como sugere o segundo título pós-reboot, Rise of the Tomb Raider. Quantas vezes vimos a Lara chorar? Sangrar? Rir, gritar, cair, desmaiar? Tínhamos uma Lara quase supermulher, quase sem emoções. Não

conseguem ver a obra de arte que são os novos jogos neste sentido? Conseguiram tornar a Lara humana, torna-la uma personagem que parece real. Vocês acham que a Lara clássica nasceu acrobata e confiante? Ela passou por muita coisa antes. E é isso que nós estamos a ver agora. LARA CLÁSSICA VS. LARA REBOOT Apenas parem. Preferem os jogos clássicos? Ótimo, joguem-nos como jogos antigos e CLÁSSICOS que são, não fiquem a compará-los aos jogos atuais porque não faz sentido. Vocês não têm de aceitar tudo o que os produtores fazem. Claro que os jogos atuais também não são perfeitos, mas eles salvaram a série e nós temos de estar gratos por isto. Preferem os jogos atuais? Que bom, joguem-nos e fiquem animados por futuras notícias, mas não critiquem um jogo de 1996 onde aqueles “gráficos horríveis” e aquela “jogabilidade horrível” eram dois dos aspetos mais elogiados na época. Lembrem-se que os jogos atuais serão considerados como tendo gráficos e jogabilidade ultrapassados no futuro. Tomb Raider é um jogo que se manteve relevante ao longo de 20 anos, justamente graças aos reboots. Todos temos os nossos jogos favoritos e aqueles dos quais gostamos menos. Mas é tudo Tomb Raider. É tudo Lara Croft. CONCLUSÃO O objetivo do reboot foi exatamente esse. O objetivo foi 200% cumprido: chocar. Uma mudança radical na Lara e no jogo. Pronto, Tomb Raider está de volta ao topo. Agora é só esperar que a Lara fique cada vez mais experiente, mas sem cair no ridículo do impossível. E é isso que os novos jogos contam. A transição. Então chega de treta e vamos todos jogar os jogos que mais gostarmos, pode ser? Se eu não gosto de alguma coisa eu simplesmente não vejo/ouço/jogo. Não fico a discutir na Internet com pessoas que gostam. Porque o mundo é feito de pessoas diferentes. E lembrem-se, amiguinhos: Opinião não é facto.


[NOVO/EXCLUSIVO] OPINIÃO DOS FÃS - LARA CLÁSSICA VS. LARA REBOOT.

GONÇALO MARQUES

BARBARA DEMEROV

Seixal, Portugal

São Paulo, Brasil

Lara clássica. O Tomb Raider 2 foi o que me fez gostar de jogos, é uma das razões pela qual eu prefiro mais a clássica do que a do reboot. A Lara clássica tinha mais charme, tinha sempre a resposta na ponta da língua, tinha a frieza quando era necessário. Eu nunca fui pelos looks mas sim pelas atitudes.

Lara Croft é a personagem que mais marcou a minha vida, sem exageros. A Lara clássica fez parte da minha infância mais do que qualquer outro personagem dos games. Comecei a jogar Tomb Raider aos 8 anos de idade graças ao meu pai, e o resultado foi que eu acabei crescendo com ela.

A Lara que eu mais gostei foi a do AOD, adorava a expressão dela em cada frase, a forma como a dizia e o quão badass era. AOD foi um dos piores jogos tecnicamente na série de jogos da TR mas foi aquele que, para mim, trouxe mais profundidade à personagem interpretada pela Jonell Elliott que fez um ótimo trabalho (também adorei o trabalho da Keeley Hawes sendo as duas as minhas favoritas). Eu gosto de ambas mas prefiro mais a clássica do que a do reboot. Esta briga existente entre fãs é uma estupidez total, porque que não podemos gostar de ambas as Laras? Ambas têm personalidades quase idênticas se não iguais, diferenciando umas coisas. Estamos numa era em que as opiniões nunca são respeitadas e ter gosto diferente de alguém, neste caso é a preferência do reboot ou da clássica, traz um conflito que não devia existir. É difícil gostar das duas ou respeitar a pessoa que têm gosto e opinião diferente? Sejamos uma comunidade mais unida!

Por consequência de jogar avidamente cada game, tenho mais carinho e boas lembranças com a Lara clássica, principalmente por ver sua evolução mais humana no decorrer dos anos (Angel of Darkness e Underworld são bons exemplos disso). Por esse lado mais humano, a Lara do reboot também me agrada bastante - afinal, eu sei que até mesmo aquela personagem que eu conheci no final dos anos 90 não era tão confiante, corajosa e madura desde sempre. Afinal, quem já nasce assim? Era claro que Lara precisava começar de algum lugar, então acho incrível o que planejaram fazer com ela a partir do game de 2013. Balancear e humanizar uma personagem cuja aparência chamava muita atenção no passado é algo realmente incrível e poucas figuras icônicas dos games têm isso. Por isso, não vejo sentido em brigas relacionadas à qual Lara é “a melhor”. Não existe uma Lara superior, mas sim uma Lara com quem você se identifica mais. A maior verdade é a de que todos os fãs de Tomb Raider são sortudos por terem uma vasta série de games, HQ’s e filmes para decidir qual estilo de Lara é o seu favorito – isso sem desmerecer os outros, que também são importantes para compor a personagem.


Só no LARA CROFT PT: A nossa primeira fan fic, que foi lançada juntamente com o site, em 2014. “O Karma Veste-se de Negro” é uma história misteriosa e surpreendente que narra uma aventura inesquecível. Disponível completa online!


Peter Connelly foi o compositor do Tomb Raider 4, 5 e 6, e ĂŠ um dos mais elogiados pela comunidade. O LARA CROFT PT conseguiu uma entrevista exclusiva com ele, e ĂŠ completamente inĂŠdita! Saiba mais sobre o processo para se fazer uma trilha sonora na Core Design.


“Sinto-me mais forte agora.” [NOVO] PETER CONNELLY– ENTREVISTA EXCLUSIVA Você foi o segundo compositor da série Tomb Raider. Por essa altura os jogos já eram um enorme sucesso. Você era fã? Sentiu-se pressionado quando foi contratado? Eu era um grande fã, menos de 12 meses antes de eu começar a trabalhar na Core, eu estava a jogar o Tomb Raider II com o meu sobrinho, e a pensar “Quem me dera poder trabalhar num jogo como este.” Cerca de 6 meses depois eu tive a minha primeira entrevista com a Core Design e no dia 14 de setembro de 1998 eu comecei a trabalhar

para eles. Pouco tempo depois eu estava designado para o TR4, então podes imaginar o quão animado eu estava, e SIM, eu estava a cagar-me de medo por seguir os passos do Nathan.

O Tomb Raider: The Angel of Darkness tem uma das trilhas sonoras mais elogiadas da série inteira. Como se sente acerca disso? Foi uma experiência incrível poder gravar a música no Abbey Road e tê-la interpretada pela incrível Orquestra Sinfônica de


Londres. Não é toda a gente que consegue experienciar esse duplo golpe, então nós estamos eternamente gratos (eu e o Martin Iveson (coescritor do AOD)) por termos tido essa oportunidade magnífica. Provavelmente o destaque da minha carreira até agora.

O TR: AOD foi obviamente bem mais sombrio do que os outros jogos. Quais foram as instruções que os produtores deram? E de onde surgiu a inspiração? Muitas das músicas foram baseadas nas que eu tinha feito no TR4 e no TR5. Para ser honesto, ninguém nos deu instruções. A Core era tranquila quanto a forçar criatividade e nós fomos deixados com os nossos próprios equipamentos e a criatividade foi deixada para nós. Nós sabíamos em que direção queríamos ir, isso era óbvio, mas podíamos ficar descansados sabendo que, se houvesse algum problema com a nossa direção, seríamos chamados à atenção. Mas 9.9 em cada 10 vezes, era tudo tranquilo e deixado para nós.

Como é que você se sente, tendo feito parte dos jogos clássicos, ao ver a direção que a Crystal Dynamics está a tomar com os novos jogos? O que você mudaria na Lara de hoje em dia, se pudesse? A Crystal Dynamics está a fazer um trabalho excelente com a franquia e eu realmente gosto da abordagem deles. Claro, não será o mesmo do que a série original, mas os tempos mudam e continua a ser um grande sucesso, seria estúpido afastarem-se da direção que estão a tomar. Eu acho que a nova Lara não parece a Lara que eu conheci, mas essa é só a minha opinião.

E quanto a outros compositores? Você tem algum favorito? Eu tenho muito respeito por muitos compositores. Eu admiro o trabalho do John Williams, a música dele consegue fazer-me chorar e qualquer um que consiga fazer isso através da música é um génio. Também amo o trabalho do Hans Zimmer, tudo aquilo que ele toca vira ouro e eu admiro completamente o uso que ele faz de sintetizadores e sons eletrônicos nas suas músicas. IMENSAMENTE inspirador.

Se tivéssemos, hoje, a trilogia que o TR: AOD era suposto começar, qual seria a sua abordagem para as novas trilhas sonoras? Alguma ideia? As lições aprendidas ao compor música para ser tocada por instrumentistas reais foram tão grandes, a música só podia melhorar. E, como já passaram mais de 15 anos desde as gravações na LSO, eu aprendi muito mais em vários níveis como compositor / produtor / orquestrador, então, se eu tivesse a oportunidade de fazer algo deste género de novo, acredito que só podia melhorar.

Você quer deixar uma mensagem para o LARA CROFT PT e para os fãs portugueses e brasileiros? Obrigado a toda a comunidade de TR, MUNDIALMENTE, vocês são uma comunidade incrível e eu estou muito honrado por ter feito parte do fenómeno. Espero que hajam mais oportunidades. Amor para Portugal e para o Brasil! Abraços e beijos!


Só no LARA CROFT PT: Esta é uma mini fan fic, narrada por Lara, a contar como é a sua vida após os eventos do Tomb Raider (2013). Aborda os temas de stress pós traumático, ansiedade e depressão. Fácil e rápido de ler!


Escrito por Miguel Marques, este artigo de opinião, que também pode ser um artigo de investigação, foi feito em exclusivo para esta edição da revista e não está disponível em nenhum outro sítio. É um conteúdo 100% [NOVO], que debate um tema bastante interessante e pouco comentado: A Lara Croft é uma vilã? Parece de loucos mas faz sentido…


[NOVO] ARTIGO – A LARA CROFT É UMA VILÃ?

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uitas vezes somos demasiado precipitados ao atribuirmos o título de “herói” a certas personagens. Especialmente quando se trata do protagonista. Ainda mais especialmente quando se trata da personagem que nós controlamos num jogo. Esta pode ser uma informação chocante para alguns de vocês, mas a Lara Croft não é a heroína da história. E temos várias evidências para o afirmar. Então, seria ela uma vilã? Vamos descobrir!

Bem, comecemos por definir alguns conceitos. Herói é o indivíduo que se destaca por atos de extraordinária coragem, valentia, força de caráter, ou outra qualidade considerada notável. Vilão é o indivíduo que possui qualidades morais negativas, que é vil ou desprezível. Já sei, a descrição do herói é praticamente a descrição da Lara. Ou talvez não seja. Será que vocês andaram a olhar da forma errada para a personagem estes anos todos?

Ok, talvez o termo “vilã” seja muito forte. É por isso que temos uma terceira palavra, que se encaixa na

perfeição com a personagem da Lara. Antiherói é o indivíduo, geralmente protagonista de uma obra, que não possui as virtudes tradicionalmente atribuídas aos heróis. No fundo, tem atos heroicos, mas o seu comportamento não é propriamente exemplar. Porque é que a Lara Croft é um anti-herói, perguntam? Bem, chegámos à parte de mostrar as provas.

Este assunto não se trata de teorias malucas da parte dos fãs. A Lara já foi oficialmente descrita como anti-herói várias vezes. Toby Gard, o criador da personagem, disse o seguinte, numa entrevista:

“A Lara é fogo e gelo, mente e paixão, força e agilidade, mas ela também é um anti-herói incomum.”

Podíamos terminar o artigo por aqui, certo? Se o criador da Lara a descreve como um anti-herói, quem somos nós para questionar? Mas ainda temos muito mais para discutir!

No livro “Rules of Play”, Gard diz que “Thank Girl”, uma série de comics do final dos anos 80, serviu de inspiração para a criação da Lara Croft. A história é sobre uma mulher, descrita como anti-herói, que conduz e vive num tanque de guerra. Aliás, os esboços iniciais de Toby Gard, durante a criação da Lara, mostram, de facto, uma mulher muito mais militar, mercenária, que manuseia armas de guerra e que, num dos desenhos, segura cabeças com uma das mãos.


Sim, eram só artes conceituais, ideias para o jogo. Então, o que a Lara faz de tão errado nas suas aventuras? Bem, podemos já começar pelo nome “Tomb Raider” (Assaltante de túmulos). Não é uma coisa muito correta de se fazer, pois não? Quem é a Lara Croft? Uma aristocrata britânica, milionária, que se interessa por arqueologia e coleciona relíquias de valor incalculável. O Scion, a Adaga de Xian, o Amuleto de Hórus, etc, são apenas artefactos que ela perseguiu para as suas próprias e egoístas ambições. Como ela menciona no primeiro jogo: “Eu só jogo por desporto.” É um passatempo, uma diversão. A Lara quer a relíquia e ela vai consegui-la, nem que tenha de matar tudo e todos os que se atravessarem no seu caminho.

Claro, ela já salvou o mundo, várias vezes, ao evitar que artefactos poderosos caíssem nas mãos erradas. Mas ela só se viu nestas situações por acidente, enquanto estava a procurar o artefacto para ser apenas mais um item na sua coleção e, por acaso, existia outro alguém atrás do mesmo objeto. A

única exceção para isto é quando, no Tomb Raider IV, ela abre mão do Amuleto para evitar o apocalipse e, obviamente, evitar a sua própria morte. Mesmo no Tomb Raider: Legend, as suas motivações ainda são egoístas: A mãe dela. Sim, é um motivo mais forte do que “quero este item para a minha coleção”, mas continua a ser um motivo pessoal e egocêntrico. “Vou descobrir o que aconteceu com a minha mãe, nem que tenha de matar toda a gente na Terra.”

Esta é a parte divertida! Vamos lá analisar tudo o que a Lara já fez de… pouco correto, digamos. Coisas que nós, ao jogar, ignoramos completamente. Primeiramente é importante que se diga que sim, na maioria dos casos, a Lara mata para sobreviver. E existe um diálogo numa HQ clássica bastante interessante: “Quantas pessoas já mataste na vida, Lara?” “Só aquelas que me tentaram matar.”


Mas será isto 100% verdade? Bem, vamos à lista de coisas que a Lara faz e que um herói, pelo menos um tradicional, não faria: Os humanos e animais que a Lara mata nos dois primeiros jogos são, de facto, na sua maioria, ameaçadores, mas e quanto aos monges do Tibet no Tomb Raider II e os pequenos macaquinhos do Tomb Raider III? Claro, é uma opção do jogador, mas se existe a opção, é algo que a Lara faria. Aliás, a Lara do TR3 é a menos politicamente correta. Ela ataca uma tribo, invade e assalta instalações do governo dos EUA, ataca prisioneiros e guardas de segurança e, mais tarde, quando ela está a escapar da Antártida, ela rouba um helicóptero, sorri e mata o piloto, que não mostrou qualquer sinal de ameaça. Ela também ataca polícias em outros jogos e, inclusive, no TR: The Angel of Darkness, ela comete uma série de crimes para tentar provar a sua inocência num homicídio. Aliás, além de muitos assassinatos, ela assalta o museu do Louvre.

A Crystal Dynamics está, atualmente, nos dois últimos jogos, a retratar uma Lara que se identifica mais com os traços convencionais de um herói. Sim, ela continua a matar muita gente, mas reparem: Tanto no início do Tomb Raider 2013, como no início do Rise, a primeira abordagem é sempre uma tentativa de diálogo e ela só parte para a violência quando realmente corre perigo de vida. Ela grita “Não, vocês não precisam de fazer isto! Por favor!” no início do TR2013, e ela levanta a arma em sinal de paz, quando encontra o Konstantin pela primeira vez em ROTTR. A Lara antiga não pensaria duas vezes antes de começar a matar toda a gente. Podemos começar a ver os jogos mais antigos com outros olhos. Se pensarmos

bem, tudo o que a grande parte dos inimigos nos jogos queria era o mesmo que a Lara, ou então eram apenas pessoas que cruzaram o seu caminho, como a tribo no TR3, ou animais famintos, ou pessoas a fazer o seu trabalho, como os guardas. Mas nada – absolutamente nada – vai impedir uma personagem como a Lara Croft de conseguir os seus objetivos. Lá está, um anti-herói não tem atitudes de um herói convencional. Aliás, se imaginarmos que não jogávamos com a Lara, mas sim com outra personagem, e tínhamos de ser os primeiros a chegar ao artefacto, quem seria o vilão? Pois é. Tudo isto para não mencionar a forma rude com que ela fala com as pessoas, mesmo os que estão a ajudar, e a forma como ela parece superior na presença de outros. Ela não mostra compaixão, ela tem prazer em matar, ela diverte-se com a morte dos inimigos e brinca com isso, como quando assustou o Pierre no TR: Chronicles, para o fazer cair do precipício.

Atenção: Isto não é, de forma nenhuma, uma crítica à Lara clássica. Aliás, pessoalmente, adoro a ideia de que ela seja um anti-herói, ou até mesmo uma vilã. O humor sarcástico dela, a auto confiança que ela transparece, etc. É uma personagem que nos deleita a cada cena. Quem sabe se, no futuro, a Lara do reboot vai ganhando alguns destes traços.

O que vocês acham, depois de ler este artigo? Começaram a ver as coisas de uma forma diferente ou ainda querem discordar do criador da personagem, já que ele não esteve envolvido em todas as sequências? Dêem-nos a vossa opinião.


Earl Baylon é o ator que interpreta Jonah Maiava no Tomb Raider 2013 e Rise of the Tomb Raider. Em 2016 o LARA CROFT PT teve a honra de ter uma entrevista no Skype com ele, que está disponível no nosso canal do YouTube. Podem agora, pela primeira vez, ler a transcrição da nossa conversa com o ator. Aproveitem!


“Todos fazemos as nossas próprias escolhas.” EARL BAYLON - ENTREVISTA EXCLUSIVA Como te sentes em ser a única personagem secundária a permanecer do primeiro para o segundo jogo? Quando eu recebi a chamada a informar que estaríamos a fazer uma sequência para Tomb Raider eu não tinha a certeza de quantas pessoas iam retornar. Quando recebi o guião (roteiro) no primeiro dia e percebi que seria só eu e a Camilla (Lara), foi interessante porque eu fiquei bastante feliz por voltar, mas também um pouco triste, porque ter muita gente ali, no primeiro jogo, era muito divertido. Não que no segundo jogo não tenha sido divertido, mas eu senti a falta de todos (risos). E senti-me muito sortudo! Mas sentiste-te meio sozinho?

Acho que me senti um pouco sozinho. Digo, o segundo jogo é, no geral, uma experiência mais solitária. No primeiro tínhamos a tripulação inteira do Endurance e na maior parte do segundo é só a Lara, sozinha. A forma como nos sentíamos no estúdio refletiu-se no jogo em si. O Jonah está diferente agora. Gostaste do seu novo visual em Rise of the Tomb Raider? Sim, eu achei que ficou bem fixe (legal). No primeiro dia, quando estávamos no estúdio para gravar Rise, um dos produtores veio ter comigo, com o seu Tablet, e mostrou-me a arte conceitual do Jonah. E eu achei muito fixe, porque ainda se vê que é ele, mas a barba cresceu, ele cortou o seu pequeno


rabo de cavalo, deixou crescer os lados… Então sim, eu gostei do novo design. E muitas pessoas dizem que ele ficou mais parecido comigo. Não sei o quanto concordo, mas enfim. O que nos podes dizer sobre o teu casting? Sabias que era para Tomb Raider? Não, quando eu fui escalado para o projeto em 2011, eu acho, o jogo estava sob um nome de código, que era “FireCracker”. Então eu fui para a audição sem saber do que se tratava, eu só tinha visto a personagem. E as falas… Eles não nos dão partes reais do guião, por uma questão de segurança. Preocupavam-se em não deixar vazar nada, até porque o projeto ainda estava a ser produzido, então mantinham tudo em segredo. Mas no guião da audição a personagem não se chamava Jonah, e a personagem da contracena não se chamava Lara. Nem me lembro qual era o nome, acho que era Joshua ou algo do

género. Eu não fazia a mínima ideia do que era, só sabia que era um jogo. Depois fui a uma segunda audição e uns dias depois a minha agência mandou-me um contrato de confidencialidade. E no topo dizia “Crystal Dynamics e Square Enix Company” e eu fiquei tipo “Meu deus, o que é isto?” Não achei que fosse algo desta dimensão. Depois de eu assinar o contrato a minha agência ligou-me e disse “Parabéns, vais fazer parte do novo Tomb Raider!” Eu fiquei louco, e eu não podia gritar ou enlouquecer, porque eu estava nos bastidores do meu espetáculo de improviso. Então tive de ficar quieto, e também não podia dizer a ninguém, porque eu assinei o contrato de confidencialidade. Foi uma celebração silenciosa por cerca de um ano. E o que achas acerca do Jonah ser um cozinheiro? Cozinhas na vida real? Sim, eu cozinho na vida real! Se me seguem no Instagram vão notar – e as pessoas dizem-me isso – eu só posto sobre coisas Nerds, dados poliédricos, miniaturas de D&D, e comida. E sou eu que cozinho tudo, então é interessante que o Jonah seja um cozinheiro. Identifico-me com ele nesse ponto. Consegues lembrar-te de uma cena que teve de ser gravada muitas vezes em Rise of the Tomb Raider?


No Rise acho que não houve nenhuma cena que tivéssemos de gravar muitas vezes. O que costuma ter de ser gravado muitas vezes são as cenas mais técnicas, que exigem mais movimento ou muitos atores. Eu lembro-me da cena em que… (SPOILER) A cena em que o Jonah é esfaqueado. Ele está com o Konstantin numa cadeira, a ser interrogado, e depois ele pula no Konstantin e agarra a arma e tudo isso… E a Lara está do outro lado do vidro. Isso demorou um pouco, porque havia muito timing envolvido, tipo o momento em que era suposto eu levantar-me e atacar o Konstantin, e o momento em que a Lara deve arrombar a porta… Tudo isso envolve

procura de ingredientes exóticos, mas ao mesmo tempo também ficaria em apuros e em situações difíceis, das quais ele teria de se livrar. E o que o Jonah saquearia? Dispensas. Não só dispensas, mas dispensas ameaçadoras. E também relíquias do World of Warcraft, porque eu jogo muito. Tomb Raider 2013 ou Rise? Rise, é um jogo lindo. Ser silencioso ou correr e disparar? Correr e disparar! Sou horrível em ser silencioso, não consigo. Último jogo? Bastion, é um jogo Indie. RPG de ação. E qual vai ser o próximo jogo? Vou acabar Rise, porque ainda não tive tempo de o fazer.

muita técnica, e isso demora um pouco, não se faz à primeira. Qual é a tua opinião sobre um futuro jogo só teu, com o Jonah como protagonista? E, se fosses um Raider (saqueador), o que ias roubar, além de tumbas? Um título s ó do Jonah! Seria fixe! O engraçado é que quando o primeiro jogo saiu, em 2013, muitos dos meus amigos jogaram e diziam “A tua personagem é fixe, eles precisam de fazer um spin-off!” Então alguns dos meus amigos surgiram com esta ideia, que seria “Jonah, Chef de Ação” Seria uma mistura dele a percorrer o mundo à

Queres de ixar uma mensagem para o LARA CROFT PT e para os fãs portugueses e brasileiros? Queria agradecer a todos! Obrigado por apoiarem o jogo e por me terem chamado! É muito bom. Espero poder ver-vos de novo, quem sabe nos próximos jogos… Um dia vou poder dizer-vos, mas agora eu não faço ideia, não sei o que vai acontecer. Eu adoro fazer isto, responder a perguntas, porque eu também sou fã de muita coisa e eu quero sempre fazer perguntas e eu vou sempre responder o que eu puder quando me perguntarem a mim. E é isso, muito obrigado!

Entrevista completa disponível em vídeo no nosso canal de YouTube.


FearEffectInferno

O primeiro artigo informativo do LARA CROFT PT, escrito por Miguel Marques, é um exclusivo desta edição do LCPT Magazine, que não vai ser publicado em mais lugar nenhum. Vamos desvendar um pouco sobre bastidores do site, mais especificamente na criação de uma fic. É uma leitura interessante mesmo para os que não acompanham a nossa ficção de fã.


[NOVO/EXCLUSIVO] ARTIGO – BASTIDORES DA FAN FIC Nota: Este artigo não contém quaisquer spoilers da nossa última fan fic, mas contém spoilers da DLC ‘Blood Ties’ de Rise of the Tomb Raider. Sim, este mês fazem 3 anos desde que a primeira edição da nossa revista saiu, mas este não é o único aniversário a ser celebrado em Novembro. Há um ano, a nossa mais ambiciosa fan fic foi lançada. “O Extraordinário” foi a primeira história interativa de Tomb Raider no mundo, e contou com 8 finais diferentes. O feedback dos fãs foi, mais uma vez, inacreditável. Eu fico muito feliz por vocês gostarem das fics e acharem cada uma melhor do que a outra. Elas são feitas com muito carinho. Mas vocês conhecem o processo para se criar uma fan fic no LARA CROFT PT? Conheça, neste artigo, a história que tínhamos planeada inicialmente, os finais em que tínhamos pensado, as razões pelas quais mudamos tudo, e muito mais! Não é necessário ter lido a fic para entender este texto, mas para vocês, que leram, será mais interessante! E vocês foram muitos! Na ideia inicial, a história não seria interativa e nem seria sobre descobrir o que tinha acontecido com a mãe da Lara, porque todos assumíamos que ela tinha simplesmente morrido, e pronto. Inicialmente a história tratar-se-ia de um enorme incêndio na Mansão Croft, que resultaria na morte do Jonah. Mas isso o leitor só ia descobrir no final da história. Depois desse evento, a Lara ficaria internada em estado crítico, mas sem grandes memórias do que tinha acontecido. Então, anos depois, ela narra histórias que se passavam antes e depois do acidente (o incêndio) e, em ambos os casos, o Jonah estava lá e interagia com ela. Tudo para depois, no final, o leitor descobrir que o Jonah morreu no incêndio que aconteceu ANTES de várias histórias relatadas pela

Lara, onde ele estava, aparentemente, vivo. O leitor poderia tirar duas conclusões deste final: A Lara estava a ver um espírito, ou estava a alucinar. Acontece que esta premissa não era totalmente original, por ser bastante inspirada por livros já existentes, então rapidamente se desistiu da ideia. Os que leram devem estar a reconhecer pequenas partes, que permaneceram na versão final. Mas, ainda assim, mudamos praticamente tudo. E como surgiu a ideia da Lara ir tentar descobrir o que aconteceu com a mãe dela? Simples. A Crystal Dynamics começou a lançar trailers e gameplays da nova expansão para Rise of the Tomb Raider, o ‘Blood Ties’. Uma das cenas mostrava a Lara a ler uma carta do tio Atlas DeMornay que mencionava, no final, que a Amelia, mãe da Lara, tinha desaparecido de forma misteriosa. Automaticamente ficamos entusiasmados e começamos a teorizar sobre o que podia ter acontecido com a Amelia. Estaria ela viva? Começamos a criar uma história a partir disto, pegando também na personagem do tio, que já tinha surgido nas HQs. Quem lê as nossas fics sabe que nós gostamos de incluir e usar bastante as comics, principalmente na nossa fan fic “Quando o Passado Bate à Porta”, a continuação de ROTTR. Jamais imaginaríamos que a história da DLC ia estragar tudo. Porquê? Porque ela basicamente respondeu a todas as perguntas que tínhamos: Como a mãe morreu, onde ela está, porque é que a Lara não sabia de nada, etc. Tudo o que tencionávamos responder na fic. Mas não desistimos. E se a Lara ainda não tivesse ouvido todas as fitas do pai? E se a Amelia não tivesse morrido nos Himalaias, depois do acidente? E se algo muito mais terrível tivesse acontecido, e o Richard tivesse omitido os verdadeiros factos? Nós


mudámos a história inteira de forma a que continuasse a respeitar todos os jogos e comics, mas que ainda tivesse várias perguntas a ser respondidas. E claro, novas questões e revelações surgem.

meses. E quisemos continuar assim. Então a alternativa foi criar um documento gigante, que guiava o leitor de uma página para a outra, para que a sua escolha pudesse ser seguida.

Quanto à interatividade: Nas histórias anteriores, muitos dos vossos elogios diziam que a fic vos fazia sentir dentro de um jogo. O que é incrível. Então nós começamos a pensar em formas de aumentar ainda mais essa sensação. Claro, Tomb Raider não é um jogo de interatividade com a história em forma de escolhas, que mudam o desfecho. Mas um jogo é muito sobre interatividade, certo? Não seria fácil criar várias histórias baseadas em escolhas do leitor. Nem rápido. E também não queríamos adicionar essa novidade só por adicionar. Queríamos que fosse bem feito e que as escolhas tivessem realmente um impacto significativo na narrativa.

Também não quisemos que as escolhas tivessem um efeito imediato na história. Seria demasiado óbvio, previsível e fácil. Ou seja, não queríamos que a escolha tivesse impacto no primeiro parágrafo do capítulo seguinte e que, depois, a história continuasse igual. Por exemplo: “Ir à casa de banho” ou “Ir à cozinha”? O leitor escolhe e, independentemente da escolha, a Lara vai acabar na sala de estar. NÃO. Nós quisemos que, além do efeito imediato (A Lara vai para a cozinha, por exemplo), a escolha tivesse um impacto a longo prazo, por exemplo, vários capítulos depois, acontecer algo que faça o leitor pensar “Isto aconteceu porque eu fui para a cozinha no capítulo X”. Claro, isto torna tudo mais difícil de organizar, mas também torna tudo mais divertido.

Bem, foram 8 finais diferentes, então acho que temos objetivo concluído. Mas como foi escrever tudo aquilo? Nada fácil, já vos adianto. Inicialmente quisemos simplificar as coisas e lançar um capítulo de cada vez que, no final, teria uma escolha para se fazer. A opção mais votada seria a que nós íamos seguir e, no futuro, publicar a continuação, com uma nova escolha. Mas nós sempre lançamos a fan fic inteira online, nunca quisemos fazer-vos esperar por um novo capítulo todas as semanas ou todos os

E, para os que nunca leram nenhuma das nossas histórias, fica o convite! Temos 5 fics exclusivas disponíveis no site, todas com feedback bastante positivo. Mas nenhuma, asseguro-vos, está da forma que foi inicialmente pensada. Espero que tenham gostado deste pequeno artigo informativo, sobre os bastidores de um dos nossos mais icônicos projetos, as fan fics.


Só no LARA CROFT PT: A primeira história interativa de Tomb Raider é nossa! Comece hoje mesmo a ler e encontre a resposta para todas as perguntas não respondidas nos jogos. As suas escolhas têm um impacto. Escolha sabiamente.


Annie Roig-Pate, também conhecida como “The Cosplay Mom”, é uma das cosplayers e embaixadoras oficiais da Lara Croft. Ela já esteve presente em vários eventos, já conheceu muita gente, e já fez entrevistas exclusivas para o LARA CROFT PT, como é o caso da Judith Gibbins. Agora é a vez dela! Em exclusivo para esta revista!


“Não achas que já viste o suficiente?” [NOVO/EXCLUSIVO] ANNIE ROIG – ENTREVISTA EXCLUSIVA Tu foste uma das cosplayers embaixadoras oficiais da Lara Croft na SDCC, no ano passado. Como foi essa experiência? Foi uma jornada hilária e inacreditavelmente incrível! Fiz uma tonelada de novos amigos, reencontrei os velhos, posei para centenas de fotos com fãs, filmei variadas promoções para todas as redes sociais de Tomb Raider, jantei com os atores, aproveitei o lindo painel de Tomb Raider, no qual a Meagan Marie me fez chorar (no bom sentido!) e emocionou-me na frente de toda a gente durante um desafio de Zombie Escape Room! Tantas

memórias fantásticas e entusiasmantes foram feitas e eu nunca as vou esquecer!

Que outras personagens interpretaste através do cosplay? Quais são as que ainda pretendes interpretar? Neste ponto é quase impossível dizer todas as personagens das quais fiz cosplays, além da Lara Croft, mas vou fazer o meu melhor para lista-las! Fiz cosplay de várias personagens da série Resident Evil, como Jill Valentine, Ada Wong, Claire Redfield, Rain Ocampo (dos filmes de Resident Evil) e


Moira. Também já fiz cosplays de várias personagens da série Silent Hill, como Maria, Angela Orosco, Heather Mason, Lisa Garland, Bubble Head Nurse, e estou atualmente a trabalhar na roupa da Cynthia Valesquez. Outras series de video jogos incluem Alice de Alice: Madness Returns, e Chloe Price de Life is Strange. Eu sei que há mais uma tonelada, mas não vos quero ocupar o dia todo! E quanto às que eu gostava de continuar a interpretar, são a Lara Croft, Chloe Price, e Jill Valentine!

Qual é a tua roupa favorita da Lara, de todos os tempos? Já fizeste esse cosplay? Eu vou ter sempre um cantinho especial no meu coração para a roupa clássica, mas eu também amo muito a roupa do Legend e as roupas do Underworld. Já fiz sessões fotográficas com a roupa do Legend, mas ainda não consegui criar as do Underworld. Seria um desafio!

No inicio do ano tu entrevistaste a Judith Gibbins para o LARA CROFT PT. Como foi? Os fãs adoraram o resultado, mas contanos um pouco dos bastidores. Fico tão feliz por ouvir que os fãs amaram o resultado! Foi uma experiência animadora e aterradora ao mesmo tempo. Nunca achei que teria uma oportunidade como esta, de entrevistar literalmente a voz da minha infância! A Judith foi tão simpática, até tirou um tempo depois da gravação para perguntar como o meu filho estava, porque ela tinha ouvido que ele estava doente. Ela é muito sensata e tem um coração doce. É de loucos pensar que, mesmo depois da entrevista, nós ainda mantemos contacto quando podemos!

Que direção gostarias de ver a Lara tomar nos próximos jogos? Algum desejo para ‘Shadow of the Tomb Raider’? Pessoalmente, eu estou bem com a direção que ela está a tomar, então eu estou animada para ver o que novos capítulos vão trazer. Sobre o ‘Shadow of the Tomb Raider’, isso é novo para mim! Tenho estado tão ocupada com a vida familiar e a minha nova carreira na medicina, que não tenho tido tempo para me atualizar sobre as últimas notícias. É triste, eu sei, mas estou super animada para saber mais sobre isso!

Animada para o filme de Tomb Raider? Qual é a tua opinião até agora? Eu estou muito animada para o filme de Tomb Raider! Pelo trailer e pelas fotos que vi, parece que a Alicia vai fazer jus à Lara. Estou curiosa para ver como a história vai ser, eu gosto que estão a fazer algo muito parecido com jogo reboot. Definitivamente terei de contratar uma babysitter para poder ir ver este filme ao cinema!

Queres deixar uma mensagem para o LARA CROFT PT e para os fãs portugueses e brasileiros? Eu só queria agradecer muito por gastarem algum tempo a ler a minha entrevista! Para os que seguem o meu trabalho há algum tempo, eu prometo que estou a preparar uma tonelada de novas roupas divertidas e sessões fotográficas, e até sessões fotográficas em família, com cosplay! Eu aprecio o suporte contínuo e infinito feedback positivo e amor que vocês todos me mandam diariamente. Quase tenho de me beliscar, porque não parece real! Vocês são todos incríveis, e tem sido uma honra e um prazer.


Só no LARA CROFT PT: Todos os medos de Lara começam a tornar-se realidade e só há uma forma de travar esta maldição. Embarque nesta aventura exclusiva e descubra tudo aquilo que a arqueóloga mais famosa do mundo teme.


Tivemos uma homenagem ao próximo filme de Tomb Raider, com um retrato digital da atriz Alicia Vikander como Lara Croft.

CELEBRANDO

3 ANOS DE LARA CROFT PT Em agosto deste ano, o LARA CROFT PT celebrou o seu 3º aniversário com um vídeo mega especial, de quase 1 hora, repleto de novas artes exclusivas. Nós contactamos um leque incrível de artistas que fizeram novos trabalhos, exclusivamente para a nossa celebração. Aqui vocês podem ver alguns deles, mas para conhecer todas as obras, veja o vídeo no nosso canal do YouTube, não só para comtemplar os resultados finais, mas também para observar todo o processo e, claro, ouvir um pouco da história do nosso site!


Phillip Sevy, artista oficial das comics de Tomb Raider, da Dark Horse, foi um dos artistas convidados!


Escrito por Miguel Marques, este artigo de opinião finalmente responde a uma dúvida frequente entre os fãs do reboot: A Lara e a Sam tinham algum tipo de relação amorosa? O LARA CROFT PT contactou Rhianna Pratchett, escritora do jogo. Mas não é tudo: Damos também a nossa opinião sobre relações amorosas, no geral, em Tomb Raider, e o texto ainda foi atualizado, em exclusivo para esta revista!


ARTIGO – A NOVA LARA É HOMOSSEXUAL? - COM RHIANNA PRATCHETT

M

uito se especula sobre a sexualidade da arqueóloga mais famosa de todos os tempos. Para uns pode parecer um detalhe insignificante, mas a verdade é que todas as histórias merecem um romance no seu enredo, mesmo a mais frenética aventura. A nova Lara ainda não teve essa oportunidade. A Lara clássica, por exemplo, já teve relacionamentos, tanto nos jogos como nas comics. É neste âmbito que surge a dúvida: ‘Qual é a orientação sexual da Lara?’ Se bem se lembram, na época do lançamento do Tomb Raider 2013, corriam rumores de que, inicialmente, os produtores estavam interessados em criar uma relação homossexual entre a Lara e a Sam, uma das personagens secundárias. De facto, até hoje, vários fãs acreditam neste relacionamento. O LARA CROFT PT contatou Rhianna Pratchett, a escritora do jogo, e questionou-a sobre este assunto: “É verdade que, no início, era suposto a Lara ter uma relação homossexual com a Sam? Se sim, como funcionaria isso no enredo e porque é que a ideia foi descartada?” A resposta de Pratchett esclarece tudo:

“Não, não é verdade que era suposto a Lara ter tido uma relação homossexual com a Sam. Foram só especulações da comunidade por eu ter mencionado numa entrevista (há mais de 4 anos) que eu teria sido criativamente aberta à ideia da Lara ser gay. No entanto, isto nunca foi discutido com a Crystal Dynamics e também não me cabe a mim decidir, já que a Crystal / Square Enix têm controlo absoluto sob a personagem.” É esta a resposta à pergunta que nos fazemos desde 2013. Em nenhum momento da produção do jogo, por mais inicial que seja, foi posta a ideia de uma relação homossexual – ou qualquer outra – na história. Isto não significa que não possa vir a acontecer e, por isso, a questão mantémse: A Lara Croft é homossexual? Aparentemente nem a Crystal Dynamics sabe ainda. E vocês, com base no que já viram desta nova Lara, o que acham? Eu, pessoalmente, gostava bastante que a Lara começasse a viver um romance nas suas aventuras – seja com um homem ou com uma mulher – e não quero só por querer, mas sim porque isto traria uma nova profundidade à história. Pensem numa saga de filmes ou jogos. Qualquer uma. Ela tem


romance no enredo, certo? Tal como também tem traços de comédia. Seja qual for o género. Há sempre romance e comédia. Mas com Tomb Raider isto não acontece. Noutros artigos já criticámos o facto de tudo ser demasiado sério nas novas aventuras. Não há espaço para uma piada ou um momento de descontração. Coisa que até filmes e jogos de terror têm. Mas este não é o foco, hoje estamos a falar do amor. Sim, há o amor pelos amigos e sim, há o amor pelo pai dela. Mas é suficiente? Não acho que a Lara seja demasiado independente ou forte para se apaixonar. Nem a Lara clássica o era. A introdução de um relacionamento amoroso na história só a enriqueceria mais. Outra coisa que falta nas aventuras da Lara hoje em dia são personagens memoráveis. Só temos o Jonah a transitar do primeiro para o segundo jogo, por exemplo. Uma nova personagem para se envolver com a Lara já seria um passo em frente nesse

problema. E não seria interessante ver como a Lara iria gerir a sua aventura com os seus amigos com o seu amor? Isto criaria toda uma nova dimensão na narrativa, que não seria só algo do género ‘cada jogo tem um artefacto e a Lara tem de o encontrar’. Passaríamos a ter um elo de ligação maior entre os jogos, por exemplo ‘Como está a relação deles nesta nova aventura? Como vai evoluir?’ Tudo o que eu não quero que aconteça com um possível relacionamento entre a Lara e outra personagem é que isto seja aproveitado para o famoso ‘vamos salválo’ ou ‘salvá-la’, ou seja, não quero que as aventuras passem a ser por causa de uma personagem, como Rise foi por causa do pai da Lara ou o 2013 foi por causa, na maior parte do jogo, da Sam. E daqui a uns anos? Querem que Tomb Raider acabe? E quando a Lara for demasiado velha para as suas aventuras? Fazem outro reboot? Não acham que se


vai tornar chato e repetitivo? Porque não a filha da Lara? Seria algo fresco depois da Lara se aposentar. ‘Ela não pode ter filhos se for lésbica’. Pode sim, hoje em dia há muitas formas. E não estou a falar só da adoção. Sinceramente não me interessa se ela é heterossexual, homossexual ou bissexual. Mas sim, a Lara precisa de um romance na sua vida. Claro, se ela for bissexual ou homossexual sempre seria mais ‘incomum’ do que ser heterossexual. Seria algo diferente no mundo dos jogos além do tradicional caso hétero e, por isso, seriam menores as hipóteses de se tornar uma história idêntica a uma que já vimos noutro sítio qualquer. [NOVO] Correm rumores de que, no novo filme Tomb Raider, estrelado por Alicia Vikander, a Lara terá um interesse amoroso. O LARA CROFT PT contactou o ator Antonio Aakeel para tentar confirmar se, de facto, ele fará o papel de novo interesse amoroso da Lara. Tudo o que conseguimos foi o seguinte: “Infelizmente, por agora, não tenho permissão para divulgar nada além do facto de que a minha personagem se chama Nitin. Mais será revelado mais próximo da estreia.”

Quero saber a vossa opinião! Acham que nos próximos jogos teremos algum romance? Quem sabe no novo filme? Qual é a orientação sexual da Lara? Estes artigos de opinião geram sempre algum debate nos comentários do nosso Facebook, o que é muito bom e saudável. Estamos sempre atentos e dispostos a responder e conversar com vocês! A vossa opinião é importante! Espero que tenham gostado deste artigo de opinião um pouco diferente do habitual. Senti que era um assunto importante a ser discutido. Sinto também que vamos perder algumas dezenas de fãs homofóbicos, mas pessoas assim não me fazem falta aqui. Lembram-se de quando o casamento gay foi legalizado nos EUA? Nós mudámos a nossa foto de perfil do Facebook para as cores LGBT e muitos comentários foram do género ‘Vou tirar o meu like desta ***** desta página’. Por isso, caso alguém contra casais homossexuais esteja a ler isto, quero dizer o seguinte: Façam-me um favor e saiam do LARA CROFT PT antes que eu tenha de vos banir por comentários ofensivos. Se simplesmente não gostariam de ver um caso gay em Tomb Raider, tudo bem, estão no vosso direito e a vossa opinião é bem-vinda. Gostaria de saber porquê. É tudo! Obrigado a quem leu e até à próxima!


[NOVO/EXCLUSIVO] OPINIÃO DOS FÃS - RELAÇÃO AMOROSA NOS JOGOS. SE FOSSE LGBT, FARIA DIFERENÇA?

ISAAC MARTINS

JOÃO LAGOA

Espírito Santo, Brasil

Porto, Portugal

Lara Croft sempre foi uma mulher forte e independente (tanto a clássica, quanto a atual), e muitos pensam que um romance poderia estragar isso. Eu discordo, um interesse amoroso não a tornaria fraca, e sim, mais humana. O segundo filme de Tomb Raider mostrou um lado de Lara que para muitos foi ridículo, mas que eu adoraria ver mais nos jogos, o lado romântico. O fato de ela também já ter se apaixonado por alguém e se dececionado foi algo interessante de se ver, pois geralmente quando eu olhava pra ela eu só conseguia ver apenas uma personagem badass, nunca uma mulher real, com um lado pessoal e sentimentos convincentes. Em comparação com a clássica, a Lara do reboot deu um grande salto neste quesito, ela passa uma imagem bem mais emotiva da personagem. Em “Angel Of Darkness” havia uma química entre o Kurtis Trent e a Lara, porém foi muito pouco aproveitada, assim como aconteceu no jogo de 2013 onde parecia existir algo além de amizade entre ela e Sam. Os sentimentos pela “amiga” foram um dos principais motivos de sua força e determinação durante todo o jogo, desesperada para salva-la de Mathias, ela passou por diversas situações difíceis que a ajudaram em seu amadurecimento até conseguir. Os sentimentos não a tornaram fraca, apenas mais forte, e o mais importante, humana! Quanto mais um personagem se aproxima da realidade, mais ele é amado, pelo simples fato de que os jogadores se identificam com ele. Um bom exemplo disso são os personagens dos jogos da Naughty Dog que passam por situações que nós vivemos no nosso dia a dia, e por isso são sempre marcantes. Em relação à sexualidade de Lara Croft nos vídeo games, eu não me importaria nem um pouco com o fato dela ser bi/homo, de fato eu até aprecio a ideia, seria uma ótima forma de representatividade assim como acontece com a Ellie de “The Last Of Us”.

A resposta é não. Aliás, só aumentaria o meu interesse no jogo, além de que quebraria vários preconceitos. Lara voltaria a ganhar um lugar de destaque, desta vez na comunidade LGBTQ, e tornar-se-ia pioneira no que seria uma personagem feminina homo ou bissexual a protagonizar um videojogo. A meu ver, só a tornaria mais humana — querendo dizer que teríamos oportunidade de um vislumbre de um lado incomum mas mais autêntico de uma anti-heroina dura e forte. Lara Croft foi, desde sempre, para as mulheres feministas, um exemplo a seguir, pela sua determinação na superação e pela força, aliás, vista como um símbolo de empoderamento feminino. Se caso no próximo Tomb Raider Lara chegasse sim a ter um relacionamento homo afetivo, ela consagrar-se-ia como um ícone LGBT, e a sua popularidade também aumentaria. Ainda não é muito comum a abordagem da homossexualidade nos videojogos, pelo que esta é necessária, aliás, há que lutar contra o preconceito. E se Lara se juntar a essa luta? Se no filme que há de vir gostava de ver a Alicia a interpretar um papel homossexual? Sim, gostava. Não seria apenas uma ''cópia'' praticamente fiel dos jogos, daria mais desenlace na história, além que tornaria o filme bem mais interessante. Num modo praticamente flashback, não seria engraçado ver aquela Lara de peito triangular, com os seus poucos polígonos, e sem trança, e tão rígida e dura, se relacionar com uma mulher? Seria mais que revolucionário naquela época dos anos 90. Estou mais que ansioso para o próximo capítulo da história da nossa anti-heroína Lara Croft, e ver o que a Crystal Dynamics nos reserva.


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Fernanda Bullara foi a voz brasileira oficial da Lara Croft no jogo Rise of the Tomb Raider. O LARA CROFT PT contactou a dubladora ainda antes do jogo ser lanรงado e, no Skype, tivemos uma conversa bastante informativa, que pode ser vista no nosso canal do YouTube e, agora, pela primeira vez, pode ser lida!


“Você não sabe o quão longe eu já cheguei.” FERNANDA BULLARA - ENTREVISTA EXCLUSIVA Antes de começar a gravar, você já conhecia a Lara? Já tinha jogado algum jogo? Já, sim, mas aqueles bem antigos, do começo dela, que a gente matava o Tiranossauro Rex, tinha os tigres… Jogava, adorava, depois fiquei um tempinho jogando CS, o meu nick era Lara Croft, porque sempre gostei bastante dela. Mas confesso que faz um tempinho que eu não jogo. Eu comprava revista para poder ir acompanhando, jogar direitinho sem perder nada. Como foi gravar a voz da Lara Croft?

Sensacional, fantástico! É como se fosse um sonho, na verdade, eu amo a Lara e ser ela, mesmo que só a voz, é muito legal, e é um trabalho bacana, difícil, é demorado, são várias horas de estúdio, mas é super gratificante. E nesse processo de seleção, você teve muita concorrência para dublar a Lara? Na verdade foi feito um teste, e como a gente assina contrato que não pode contar nada, nem na hora que me chamaram para o teste eu sabia o que é que era. Chegando no estúdio é que o rapaz me contou para que era o teste, e eu fiquei abismada. Falei


“Não, brincadeira.” Não quis nem saber quantas outras pessoas iam fazer o teste, quem eram essas pessoas… “Não quero nem saber, vou só torcer para dar certo.” E aí, quando a gente faz o teste, depois vai para o cliente e ele escuta as vozes e vê a que se encaixa melhor no perfil e no personagem. Depois que eu passei, o rapaz me ligou só para dar a notícia, porque ele viu como eu fiquei empolgada, que eu não estava acreditando que estava fazendo teste para ser a Lara, aí ele me ligou só para dar a notícia. Nossa, fez minha semana, minha alegria. Depois de um tempinho a gente começou a gravar. Você repetia muitas vezes as falas até ficar do jeito que eles queriam? Há um diretor, então o processo é bem parecido com a dublagem mesmo, quando a gente tem o sincronismo, mas tem o diretor, sempre prestando atenção na pronúncia, nas palavras, no jeito, então quando a gente escuta o áudio, volta, se quiser escuta de novo, ensaia, aí no tom que você vai fazer, se é gritado, se é mais sussurrado, para ficar tudo certinho. Aí você faz e, de repente, “Ah, não ficou legal.” Faz de novo. “Hm, ela fez mais assim…” Então, quando a gente

não consegue captar, tem o diretor que cuida disso. “Ah, mas ela estava sussurrando mais, ela estava mais emocionada.” O que escapa, tem sempre alguém para cuidar. E, claro, o que precisar ser refeito, algum re-take, alguma coisa, a gente faz de novo, mas sempre para tentar ficar o melhor possível. Tentei, fiz o que pude como fã e como profissional, adoro o meu trabalho e este está sendo muito legal. Até os colegas de dublagem ficam brincando comigo, me chamando Fernanda Bullara Croft (risos), juntando os nomes… Curti demais, é sensacional mesmo. Você escutava a voz original, da Camilla, e tentava se basear na entonação dela ou fazia algo diferente, mais puxado para o brasileiro? Não, na verdade a gente tenta o tempo todo seguir o original, porque não é um jogo novo, uma coisa que não existe, que a gente pode criar à vontade, até seria meio estranho ou uma falta de respeito, eu chegar lá e fazer do jeito que eu acho que tem que ser feito. Não, ele já existe, já é feito, é dessa forma, é ótimo, é sensacional, então por isso é que, para ser dublador, você tem que ser ator, porque você precisa interpretar, você precisa conseguir copiar mais ou menos o


que aquele ator já fez. Então tudo o que ela fez, a gente grava frase por frase do jogo inteiro, então você escuta, tenta pegar as emoções, pela frase, tentar saber do que ela está falando, porque a gente não tem o vídeo, e fazer o mais próximo possível, para tentar convencer bem, tentar encaixar bem, porque o game vai ser feito, vai ter a carinha, tudo já montado naquela voz, naquela emoção, naquele sentimento que ela passou. Então eu tento fazer igual a ela, para ficar bem legal, e como não tem o sotaque inglês, sempre tentando chegar o mais perto possível na questão da interpretação, da intenção, da profundidade, mas sempre tentando não criar nada de novo ou diferente, não inventar nada, porque já existe e já dá muito certo do jeito que é, então vou lá e faço só a minha parte. Houve alguma fala que tenha demorado mais tempo para ser gravada? Olha, o processo todo, na verdade, é devagar, é muito tempo, é muita coisa, são várias horas de estúdio, mas tem bastante nome, bastante pronúncia diferente, quando ela fala com ela mesma, ela tem frases muito grandes, aí a gente vai falando

e, se eu erro, tropeço ou enrolo alguma coisa, a gente volta do começo para fazer tudo numa frase inteira, sem muita edição, então tem bastante coisa, mas não consigo lembrar de uma em particular, porque foram muitas horas de estúdio. Mas é legal, ela fala bastante. Você quer deixar alguma mensagem para a comunidade brasileira? Sim, eu quero agradecer pelo carinho de todo o mundo. Eu sei que é questão de gosto de cada um, muita gente prefere a voz original, não quer ouvir o som dublado, etc, mas não tem problema, é opção de cada um. Realmente tentei, como amante do meu próprio trabalho e da série, do jogo, fiz o meu melhor, de coração mesmo, foi um trabalho muito especial para mim, e espero muito agradar vocês e responder às expectativas. E é isso, um beijão e obrigada mesmo! Vocês são todos uns amores, só tenho a agradecer as mensagens de todo o mundo, e às vezes se eu demoro para responder é porque eu estou correndo para lá e para cá, ocupada, mas eu guardo todas elas e obrigada, mesmo, pelo carinho de todos!

Entrevista completa disponível em vídeo no nosso canal de YouTube.


Este artigo informativo é importante para os que esperam, até hoje, pela nossa entrevista com Lucy Clarkson. É a primeira atualização pública que fazemos sobre o projeto, que foi anunciado há praticamente um ano. Fiquem a saber tudo o que se passou e os motivos que levaram o LARA CROFT PT a demorar tanto para falar sobre o assunto. O texto é um exclusivo desta edição da revista.


[NOVO/EXCLUSIVO] ARTIGO – ONDE ESTÁ A NOSSA ENTREVISTA COM LUCY CLARKSON? No ano passado, mais ou menos por esta altura, o LARA CROFT PT anunciou no seu Facebook que íamos entrevistar a modelo oficial da Lara, Lucy Clarkson. Nós pedimos aos fãs para comentarem algumas perguntas, que seriam respondidas na nossa conversa com ela. E vocês comentaram muita coisa interessante! Mas, um ano depois, onde está essa entrevista? Não, nós não nos esquecemos, e NÃO, nós não anunciamos a entrevista antes de ter uma confirmação por parte da Lucy, obviamente. Por uma questão de transparência eu vou explicar-vos tudo o que aconteceu. Em agosto de 2016 o LCPT lançou a sua comemoração dos 20 anos de Tomb Raider, com várias mensagens de pessoas relacionadas a Tomb Raider. A Lucy foi convidada, mas não nos deu qualquer resposta. Em dezembro, voltamos a contatá-la, desta vez com um convite para

uma entrevista exclusiva no Skype, já que não tínhamos conseguido a participação dela no vídeo de aniversário. E ela aceitou. Tudo perfeito, nós anunciamos a entrevista (para que os fãs pudessem fazer parte dela, porque não costumamos anunciar estas coisas com tanta antecedência), marcámos dia e hora no Skype, arranjamos uma entrevistadora e preparamos tudo o que ia ser perguntado. A hora chegou, nós ficámos à espera no Skype, e a Lucy nunca apareceu. Quase uma hora depois ela pediu desculpa e disse que houve um imprevisto. Tudo bem, estas coisas acontecem, nós fomos compreensivos. E reagendamos a entrevista. Além de ela ter tornado a não aparecer, ela deixou de nos responder e apagou-nos do Facebook, por onde estávamos a conversar. Muito bem, nós queremos esta entrevista, mas nós também queremos manter a dignidade. Desistimos do projeto, mesmo já


tendo gasto várias horas nele, e, em vez disso, fizemos uma entrevista com Judith Gibbins, a voz da Lara no Tomb Raider II e III. “Há males que vêm por bem.” Um ano depois, com o regresso do LCPT Magazine, nós quisemos também ressuscitar o projeto da entrevista com a Lucy. Voltámos a adicioná-la no Facebook e convidamo-la para uma simples entrevista escrita, que nem ia incluir as perguntas dos fãs. Mais simples impossível. E ela, além de aceitar, ainda insistiu numa entrevista por voz. Deu-nos, inclusive, o seu número de telefone. Nós, prevendo que não ia dar certo, dissemos que queríamos apenas as respostas em texto e, depois, se ela quisesse, podia gravar um vídeo a dizer que fez uma entrevista, e a convidar os fãs para a lerem. “Perfeito!” foi a resposta dela. Nós mandámos as perguntas e sugerimos outra ideia: Se ela quisesse, podia gravar-se a responder a tudo, para que tivéssemos uma versão em vídeo da entrevista. Ela adorou a ideia, disse que até seria bom para a sua nova marca, e o YouTube ia ser ótimo. Quisemos facilitar-lhe ainda mais a vida e, por isso, gravamos as perguntas e mandámos um áudio, para que ela só tivesse de ouvir, pausar e responder. No dia seguinte recebo uma mensagem “Podemos fazer uma chamada de vídeo? Isto está confuso.” Lá combinamos tudo de novo, para uma entrevista no Skype. Íamos aproveitar para incluir as vossas perguntas. E, mais uma vez, ela não apareceu. Aliás, pelo menos desta ela avisou com umas horas de antecedência. E lá reagendamos nós para o dia seguinte. Quando chegou a hora ela simplesmente decidiu que já não queria uma chamada, e que ia gravar as respostas, como tínhamos combinado originalmente. E, pasmem: Ela voltou a eliminar-me do Facebook, parou de responder e não mandou nada. Tivemos de mandar mensagem para o Instagram dela, a perguntar o que se passava. E ela, mais uma

vez, disse que ia gravar tudo e enviar no dia seguinte. E não aconteceu. Foi aí que mandámos uma mensagem gigante a demonstrar a nossa indignação com a atitude dela. Fez-nos esperar horas no Skype (não só o LCPT, mas também a entrevistadora que foi suficientemente simpática para suportar isto tudo); explicámos que somos pessoas reais e que também temos uma vida, explicámos que estas coisas não se fazem, independentemente do quão famosa ela possa ser; que já tínhamos gasto horas a editar o vídeo; e que a atitude dela estava a ser desrespeitosa e muito pouco profissional. Finalizámos a dizer que ainda estávamos interessados na entrevista, porque não queríamos dececionar os fãs, mas que só podíamos esperar até dia 28. Ela respondeu “Vou mandar antes do dia 28. Tem um bom dia!” É no dia 29 que estou a escrever isto. Não lhe mandámos mais nenhuma mensagem e não vamos mandar. Tínhamos a revista pronta e tivemos de lança-la só no fim do mês, por estarmos à espera desta entrevista. Estamos há 1 ano a tentar fazê-la. Desculpem, estamos cansados, esta entrevista não vai acontecer. E não estamos a escrever este artigo como uma forma de “vingança”, por não termos conseguido a entrevista. Só queremos explicar o que se passou com este projeto, porque gostamos de vos deixar a par de tudo. Aliás, a Lucy sabia que o íamos fazer, porque quando se anuncia uma entrevista e ela não é feita, temos de explicar o porquê. É questão de valores, que nós fazemos questão de ter. Então sim, foi uma deceção “conhecer” esta “Lara”, ou pelo menos falar com ela. Espero que entendam que nós não desistimos à primeira e que tentámos bastante. BASTANTE. Mas há limites. “Há males que vêm por bem.” Nós vamos compensar-vos, só aguardem!


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Escrito por Miguel Marques, este artigo de opinião foi publicado no LARA CROFT PT antes do primeiro trailer do filme ser divulgado, mas nós atualizamos o texto, exclusivamente para esta revista! A opinião dos fãs é muito dividida quanto à escolha da atriz Alicia Vikander para interpretar a Lara Croft nos cinemas. Vamos tentar entender porquê.


ARTIGO – ALICIA VIKANDER FOI UMA MÁ ESCOLHA PARA INTERPRETAR LARA CROFT?

D

esta vez vamos finalmente falar dela, sim, o assunto que mais deixa as pessoas divididas: Alicia Vikander no papel de Lara Croft. Boa ou má ideia? A resposta é muito simples: Não sabemos. O filme não estreou e, mesmo assim, são muitas as pessoas que, desde o dia em que o anúncio da atriz foi feito, comentam a sua opinião sobre a escolhida. Este texto vai, então, servir para vos tentar acalmar e mostrar boas razões para não

ficarem tão revoltados tão cedo. Vamos debater o assunto! O filme de Tomb Raider baseado no jogo de 2013 foi anunciado há muito tempo, mas só em abril de 2016 é que a atriz da Lara foi oficialmente encontrada. É certo que todos nós, que esperávamos este anúncio tão ansiosamente, tínhamos uma pequena lista de atrizes que

gostávamos de ver a interpretar a nova Lara nos cinemas. O que aconteceu foi que a Alicia foi uma escolha altamente imprevisível. Não haviam rumores da sua participação no elenco e nenhum fã estava a contar com ela. Acho que parte da revolta já começou aí: Muitos fãs ficaram chateados por a sua atriz favorita não ter sido escolhida e qual é a solução? Arranjar defeitos na que ganhou o papel. Claro, muitos fãs estavam abertos à possibilidade de outras escolhas e genuinamente não gostaram da Alicia. Estão no seu direito, mas vamos hoje tentar entender o porquê dessas opiniões – Quase todas sem sentido, já adianto. OUTRAS ATRIZES Momentos antes de Alicia assinar o contrato, corriam rumores na internet de que Daisy Ridley – a estrela de Star Wars: The Force Awakens – estava a ser cotada para o papel. E, de facto, ela era uma das opções. Assim como, muito provavelmente, outras atrizes famosas. Sabem qual é o


problema dessas atrizes e o motivo pelo qual não ficaram com o trabalho? Elas já estão associadas a uma franquia conhecida. Daisy Ridley, Star Wars; Jennifer Lawrence, The Hunger Games; etc. O regresso de Tomb Raider ao grande ecrã precisava de um rosto novo, um rosto talentoso, mas não associado a grandes sagas. Só este ponto já exclui boa parte das atrizes da vossa lista, não é?

APARÊNCIA A grande maioria dos fãs – se não a totalidade deles – critica a aparência de Alicia Vikander. Isso é, pessoalmente, o que mais me incomoda nos comentários de cada imagem nova que sai. A Lara Croft nunca foi apenas sobre beleza e, mesmo que fosse, a Alicia é uma mulher lindíssima. Grande parte dos comentários ataca o físico da atriz. Pernas muito finas, testa muito grande, peito e rabo muito pequenos. Eu leio e penso: “A sério?”. Por acaso a sinopse do filme é sobre alguma supermodelo com todos os padrões de beleza e corpo em dia? Já há algum tempo que as curvas da Lara deixaram de ser a sua imagem de marca. Antes reclamavam por ser uma personagem sexualizada, agora reclamam pelo contrário? Para mim a Lara sempre foi uma personagem que quebra tabus, então estou SIM muito feliz que a atriz tenha o corpo “tábua lisa” como tantos chamam. E vai ser ótimo ver uma mulher protagonista no cinema que não tente chamar a atenção pelo aspeto físico. “Ah, mas ela não parece a Lara! Nem de rosto nem de corpo!” E por acaso alguém neste mundo se parece com a Lara, meus amigos? Ela tem um modelo e rosto diferente a cada jogo que passa, às vezes de uma imagem para a outra dentro do mesmo jogo ela está diferente, ela é uma personagem fictícia e vocês vêm dizer que a Alicia não se parece com ela? Todas as pessoas – que não sejam grandes fãs de Tomb Raider como nós – olham para as imagens da Alicia como Lara e acham IGUAL ao jogo. Porque de facto está. É

uma das adaptações mais fiéis que vocês vão encontrar por aí. Quando não criticam a beleza da atriz, criticam o figurino, maquilhagem e cabelo. Como já vos disse, é uma das adaptações mais fiéis que existem. “Já vi cosplays melhores”. Para começar, a roupa da Alicia no filme não é uma tentativa de copiar a 100% a do jogo, tanto que temos várias diferenças, como o cinto e o tecido da blusa. Acho que é justamente por existirem tantos cosplays na comunidade de Tomb Raider que eles nem tentaram fazer um outfit incrível, caríssimo, cheio de detalhes. Não, gente, é um top de desporto, umas calças confortáveis, umas botas e um rabo de cavalo normal, como qualquer pessoa estaria numa situação destas. A Lara Croft não é a MulherMaravilha. Ela é um ser humano normal, que compra roupa como todos nós. Sinceramente adoro o facto de eles não estarem a ligar se o cabelo está bom, se a roupa é linda, etc. Dá um realismo diferente ao figurino. A Alicia não vai estar constantemente a posar para a câmara durante as cenas, como a Angelina Jolie fazia nos seus filmes. (Não estamos a criticar a Lara da Angelina Jolie. ÓBVIO que nós a adoramos e, para a Lara que ela representava, isso resultava na perfeição). Mas esta nova Lara é diferente. Eles não vão confirmar constantemente se o cabelo está no sítio, se a maquilhagem está retocada, se a Alicia está linda. Eles vão atirá-la para um rio, gritar “AÇÃO” e começar a filmar. Simples assim. Várias pessoas reclamaram também da ausência de franja na Lara, nem que fossem só uns cabelos soltos. Quanto a isso só tenho de dar os parabéns a quem decidiu o penteado da Alicia. Finalmente, depois de 20 anos, a Lara tem um penteado apropriado para as aventuras. Olhem para a Lara dos jogos atuais. Quem é que vai numa aventura com o cabelo na frente da cara e dos olhos? Não é prático, simplesmente não é prático. Ninguém quer saber se fica mais bonito ou não. Isto é um filme, não é um jogo. A Lara não vai estar sempre com o cabelo limpo e perfeito. O cabelo ia colar-se com a transpiração, ia atrapalhar a visão, ia dar


muito mais trabalho. De novo: Este filme não é sobre uma modelo.

mas a grande maioria continua a só conseguir falar da forma como a Alicia aparece no ecrã. É triste.

TALENTO Alicia Vikander não só é bonita, como é também suficientemente talentosa para ser protagonista de um filme de ação. O seu papel em The Danish Girl resultou num Oscar, o que nos garante que as cenas dramáticas de Tomb Raider serão conseguidas sem qualquer dificuldade. Alicia já foi uma dançarina, o que, segundo entrevistas, ajudou muito nas cenas de ação do filme. Fora que, antes das gravações começarem, ela foi acompanhada por um personal trainer e o seu corpo está mais tonificado que nunca. Pronta para interpretar uma heroína em ação. [NOVO] O primeiro trailer do filme saiu e, surpreendentemente, a Alicia é o que menos me incomoda. Vi alguns fãs que decidiram dar uma oportunidade ao filme depois de ver o trailer,

CONCLUSÃO Nós não temos motivos nenhuns para já criticar a atriz sem ver o seu desempenho. Se o filme for mau vai ser pela história, direção, ou outro fator qualquer. O motivo não será a beleza da atriz ou a falta de talento. Estes artigos de opinião geram sempre algum debate nos comentários da nossa página do Facebook e nós adoramos isso. Desde que seja feito com educação, claro. Concordam com o que leram? Discordam? Concordam em parte? Querem acrescentar alguma coisa? Fiquem à vontade! Nós vamos ler tudo e, como sempre, responder ao que conseguirmos. Entrem no debate


[NOVO/EXCLUSIVO] OPINIÃO DOS FÃS - ALICIA VIKANDER NO PAPEL DE LARA CROFT.

RUI C. CAMISÃO

GUILHERME LOPEZ

Santa Catarina, Brasil

Bahia, Brasil

Para apreciar o novo filme de Tomb Raider é preciso ter em mente algo fundamental: apesar de o mesmo contar uma história de origem, não estamos tratando da origem da Lara clássica, mas sim da Lara do reboot. Então esqueçam o passado e esqueçam Angelina Jolie. Para quem faz parte da comunidade de ‘Tomb Raider’, isso pode parecer muito óbvio, mas é comum vermos por aí comentários do tipo “Alicia não se parece em nada com a Lara” ou “o peito não é grande o suficiente”. Sério, gente? Quando o reboot foi anunciado, em 2010, foi falado que uma das intenções dessa nova “Lara” era não ser um ícone sexual como a Lara clássica. Particularmente, fiquei muito contente quando escolheram Alicia para ser Lara, pois foi algo completamente inesperado. Afinal, todos os rumores apontavam para outras atrizes e o anúncio de Alicia como Lara, para mim, foi uma agradável surpresa, ainda mais conhecendo o histórico de atuações dela. A aparência não é 100% fiel à Lara atual, que, por acaso, é uma personagem virtual, mas e daí? Lembram quando Gal Gadot foi anunciada como Mulher Maravilha? Pois é... Muitos veneram Angelina Jolie, que, obviamente, foi a escolha perfeita para os filmes originais (e somente estes, ok?), mas não se esquecem que a atriz foi indicada ao Framboesa de Ouro pelo primeiro filme da saga e que este, assim como sua sequência, possui avaliações péssimas da crítica especializada. Não estou falando que não gosto dos filmes e muito menos da Angelina <3, mas dizer que Tomb Raider (2018) será ruim comparando com os filmes originais não dá. Esperamos anos pelo anúncio de um novo filme. Vimos rumores atrás de rumores. Agora que está tudo gravado, sendo editado e esperando o dia da estreia chegar, o mínimo que temos que fazer é dar um voto de confiança, irmos ao cinema em março de 2018 e apreciar cada segundo desses 14 anos de espera. Sabemos que filmes baseados em jogos não possuem bom histórico, mas tenham em mente que os filmes originais fazem parte desse histórico.

Analisando toda à trajetória da Alicia até o momento, podemos dizer que sim. Ela possui uma fórmula única de passar confiança no que faz. É indiscutível o seu talento. Se olharmos os trabalhos nas telonas, como o filme Ex Machina, e até mesmo A Garota Dinamarquesa, no qual, conquistou o Óscar de Melhor atriz coadjuvante, fica ainda mais evidente seu poder. Como Lara Croft, será uma boa escolha? Bom, Lara sempre passou uma imagem de "durona", autoconfiante, uma jóia para ser apreciada, porém, intocável. E diante a essa pergunta a minha resposta é SEM DÚVIDA! Unir o talento da Alicia Vikander, juntamente com seu empenho focado em treinos, estudo do personagem, toda uma equipe empenhada em fazer o melhor, torna-se uma combinação perfeita, para assim, dar vida a Lara Croft do Tomb Raider 2013 (Reboot) e Rise Of The Tomb Raider (2015). A preparação física é um ponto forte a ser analisado. Como foi visto nos bastidores, ser a Lara não é apenas pegar um arco e flecha, e se aventurar. Requer foco, habilidades e dedicação. Tudo isso é bem representado pela Alicia Vikander. A transformação e adequação a uma personagem é delicado, pois é necessário reproduzir algo existente, a meu ver, um trabalho exaustivo, porém, compensador. Estou animado e confiante. Gosto de saber que a Alicia é um rosto novo, não possui um "rótulo". Ao olha-la, não associamos a um filme de Super-heróis ou algo do tipo, isso é positivo na minha visão. Agora nos resta aguardar e conferir todo esse poder no cinema, que venha Março de 2018.


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