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Fundado em 1891 por João Arruda - Director: João Paulo Narciso

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ANO: CXXII NÚMERO: 6401

SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014 PUB

Educação

Nuno Bordalo Pacheco assume direcção da ESES

Amiais de Baixo prepara cinco dias de festa

EDUCAÇÃO PÁG. 06

Estrada Nacional 3 - Km 41,2 Portela das Padeiras - 2000-646 Santarém Tel.: 243 356 000 - Fax: 243 352 113 geral@pneusol.pt

EMPRESAS & EMPRESÁRIOS PÁG. 17

Eleições marcadas para 25 de Março

Um deles vai liderar o Politécnico O Instituto Politécnico de Santarém vai a votos no próximo dia 25 de Março. Na corrida para o cargo de presidente, para o próximo quadriénio, estão dois candidatos: Jorge Justino, actual presidente e Alexandre Caldas, ex-presidente do conselho geral. Estas eleições coincidem, precisamente, com a data que o Governo estipulou para dar a conhecer as linhas orientadoras para a reorganização da rede do ensino superior. Este será um dos principais desafios que o novo presidente do IPS terá de enfrentar, de forma a garantir o funcionamento de uma das mais importantes instituições do distrito. Nesse sentido, o Correio do Ribatejo formulou um conjunto de questões aos dois candidatos para conhecer as suas principais propostas e a forma como pensam gerir o Politécnico nos próximos quatro anos. EDUCAÇÃO PÁG 04 E 05

Convite público para amanhã, sábado, às 16h00, na sede deste Jornal

Joaquim Veríssimo Serrão na Galeria de Notáveis do Correio do Ribatejo

O Correio do Ribatejo procede ao descerramento do retrato do Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, na Galeria de Notáveis deste Jornal, na sua sede, amanhã, sábado, dia 22, pelas 16h00. GALERIA DE NOTÁVEIS PÁG 02 E 03

Edição de 6ª -feira - Preço: € 0.70 - Semanário Regional T. 243 321 116 / 910 719 513 Redacção: Rua Serpa Pinto Nº 98 2000-046 SANTARÉM Aponte o seu smartphone e instale já a aplicação Correio do Ribatejo para iOS e Android PUB


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GALERIA DE NOTÁVEIS

Opinião Francisco Morgado miradourocr@gmail.com

Miradouro de S. Bento

Hoje falo eu!

Calcularão, os que semanalmente vêem aqui a esta coluna que tem o meu nome, como têm sido felizes estes meus últimos dias. Um corrupio de gente, novos, velhos e os do meio, aparecem por aqui a visitar-me, não por mim é claro, mas porque querem ver aquilo a que chamam um mar de água. É evidente que não quero arrefecerlhe os entusiasmos com este transbordar do Tejo e afins, mas cá mesmo no íntimo não posso deixar de sorrir, porque cheias de verdade, daquelas de arrepiar, mesmo quando se olhavam cá de cima, já não voltam nunca mais a estes campos do Ribatejo e felizmente que assim é. Hoje é tudo mais previsível. Sabe-se a que horas chegam as águas, quanto sobem e quanto descem, há velozes barcos a motor, tempo para resguardar tudo, mas também pão fresco, correio, idas ao médico, serviços que os sempre disponíveis bombeiros prestam aos que, sabendo embora antecipadamente que vão ficar isolados, não dispensam, ainda assim, perder o aconchego de suas casas. Para as televisões, os habitantes da beira-rio, dizem-se habituados porque lhe nasceram os pés na água e sorriem para as camaras, gozando o seu minuto de fama. Houve até um que em directo, virando-se para o amigo lhe perguntou se ele ia regar a horta, escancarando-se-lhe logo a boca num riso mal contido. Como vão longe os anos em que da casa do Manuel da Horta, mal se lhe distinguiam os contornos do telhado. Eram outros os tempos em que se espreitava os pés da Santa Iria, ou Santa Irene na Ribeira, com receio que a água os tivesse já submergido. Aqui ouvi dizer muitas vezes que, se assim fosse, o Tejo entraria também em toda a baixa pombalina da cidade de Lisboa e o povo lá sabia porque o dizia. As cheias de então vinham para ficar duas ou três semanas e por mais de uma vez ao ano, sendo que os benefícios para a terra alagada eram então sempre maiores que os seus prejuízos. Hoje não é assim, mas também não havia plásticos nos campos e os tipos de sementeiras eram diferentes. Já não se conta com os ciclos das cheias para planificar o trabalho agrícola e por isso elas hoje aparecem como coisa rara e pouco vista. A lezíria do Ribatejo e as suas terras de aluvião não seriam o que são sem o contributo deste caudal de vida que é o rio Tejo. Estreito em Rodão, curvilíneo, vencendo os obstáculos naturais ou artificiais, a sua água corre lesta para o destino marcado de se encontrar com a imensidão do oceano. Também é por ele que eu existo como local de lazer. Para que o contemplem na paisagem, quando corre manso por entre os salgueiros plantados nas suas margens, brotando ares de fresquidão nos encalorados dias dos verões, ou para que se surpreendam ao vê-lo poderoso e guerreiro galgando o leito e conquistando terras firmes. Se não fosse tu, meu amigo Tejo, mesmo sabendo que já não és o que foste, estes últimos dias seriam afinal como os de sempre. Só e abandonado, porque até o namorar aqui no miradouro, é coisa de outros tempos.

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Convite público para amanhã, sábado, às 16h00, na sede deste Jornal

Joaquim Veríssimo Serrão na Galeria de Notáveis do Correio do Ribatejo O Correio do Ribatejo procede ao descerramento do retrato do Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, na Galeria de Notáveis deste Jornal, na sua sede, na Rua Serpa Pinto, em Santarém, amanhã, sábado, dia 22, pelas 16h00. A sessão contará com a presença dos filhos do professor, Adriana e Vítor Serrão e intervenções de Manuela Mendonça, presidente da Academia Portuguesa de História e de Martinho Vicente Rodrigues, director do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão. Joaquim Veríssimo Serrão é colaborador deste Jornal há sete décadas, tendo interrompido a sua efectiva colaboração, em 2009, por razões de saúde. O retrato do professor é o segundo a fazer parte da Galeria de Notáveis do Correio do Ribatejo, depois do de Celestino Graça, cujo descerramento aconteceu a 25 de Janeiro último. No ciclo de homenagens que, mensalmente, este Jornal irá promover, até ao final do ano, seguir-se-á, a 29 de Março, José Bernardo de Figueiredo Duarte, anterior director desta publicação.

Joaquim Veríssimo Serrão, fragmentos de Vida

Joaquim Veríssimo Serrão nasceu em Santarém, a 8 de Julho de 1925, sendo filho do comerciante Joaquim Vicente Serrão e de Adriana dos Santos Veríssimo Serrão. Aos 12 anos de idade perdeu a sua jovem

mãe o que o marcou profundamente. Em 1943 concluiu os seus estudos no Liceu de Santarém tendo ingressado na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, para, no ano seguinte, ter optado pelo curso de História. Discípulo dedicado de grandes mestres como Damião Peres, Joaquim de Carvalho, Francisco Rebelo Gonçalves, Mário Brandão e Manuel Lopes de Almeida terminou a sua licenciatura em 1948. Ensaio Histórico sobre o Significado e Valor da Tomada de Santarém aos Mouros em 1147, foi o seu primeiro livro publicado em 1947, prefaciado por Rebelo Gonçalves e inserido nas festividades do oitavo centenário da tomada de Santarém aos mouros. Virgílio Arruda convidou-o, em 1945, para iniciar a sua colaboração com o jornal Correio do Ribatejo, onde para além de rever as provas assumiu o cargo de director de Verão. Quatro anos depois tornou-se um dos mais assíduos colaboradores do semanário regionalista ao publicar dezenas de artigos incluindo bastantes ensaios históricos. No final da década de 40, manteve uma intensa actividade cultural na cidade que o viu nascer ao dirigir a Associação Académica de Santarém e o seu jornal A Briosa (1949), ao proferir conferências no Club Literário Guilherme de Azevedo (1948) e ao escrever juntamente com Henrique Vigário a opereta musical “Portas do Sol”, estreada no teatro Rosa Damasceno, a 31 de Maio de 1949, num sarau organizado pelo

Orfeão Scalabitano. Paralelamente leccionou em colégios particulares e no Ateneu Comercial enquanto passava longas horas a investigar na Biblioteca Braamcamp Freire. Neste período publicou A Mundividência na Poesia de Guilherme de Azevedo (1948), Santarém, História e Arte (1950) e Santarém na História de Portugal (1950). Entre Novembro de 1950 e 1960 exerceu o cargo de Leitor de Cultura Portuguesa na Universidade de Toulouse, em França, enquanto prosseguiu as suas investigações, sempre com Portugal e especialmente Santarém no coração. Neste período defendeu as dissertações “A Infanta D. Maria de Portugal e a sua Fortuna no Sul de França”, na Universidade de Toulouse, em 1953, e seis anos mais tarde “O Reinado de D. António Prior do Crato (1580-82)”, na Universidade de Coimbra, obtendo o duplo doutoramento. Simultaneamente regeu no Centro de Estudos Hispânicos as “cadeiras” de “História Moderna de Portugal” e “Civilização Portuguesa”. A partir de Dezembro de 1960, o professor Veríssimo Serrão foi nomeado primeiro assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa iniciando nesta instituição uma carreira académica em Portugal. Sete anos mais tarde regressou a França, desta vez a Paris, para fundar e dirigir o Centro Cultural Português a convite da Fundação Calouste Gulbenkian, onde se manteve até 1972. Nesse ano foi nomeado Professor Catedrático da Universida-

Opinião Vitor Serrão*

Professor Universitário e Historiador de Arte

*

Joaquim Veríssimo Serrão – Uma vida devotada ao ofício da História Não é fácil falar de Joaquim Veríssimo Serrão em meia-dúzia de linhas, sobretudo para quem, como o autor deste breve texto, possa ser suspeito de parcialidade decorrente do vínculo familiar. A figura e obra têm uma dimensão de tal grandeza que coabita mal com sínteses parcelares. Mas forçosamente terei de registar aqui, enquanto seu filho (e como farão aliás todos os que o conhecem), o testemunho de uma vida inteira de trabalho árduo e de ensino universitário exemplar, uma personalidade forte e aguerrida, um percurso de existência atribulado e heterogéneo, com margens de lutas, polemização e sucesso, uma carreira seguida a pulso onde emergem títulos académicos, reconhecimento de pares, frutos pedagógicos, produção científica incontável, formação discipular numerosa, prémios internacionais (como o galardão Príncipe de Astúrias), uma obra monumental (são célebres os dezoito tomos da História de Portugal da editorial Verbo), etc etc. Tudo isto, que cobre sete décadas de trabalho, não pode ser resumido assim, em traços rápidos, pois uma vivência de riqueza de saberes, feita de mil pesquisas, de mil viagens, de mil lições, de centenas de teses, de incontáveis explosões de talento, de títulos e publicações, não se conta – vivencia-se, expande-se através dos frutos que lega e das pistas que abre. E, todavia, existem duas vertentes dominantes e indissociáveis no seu longo percurso de quase 89 anos. Uma delas é o amor pela História como ciência humanística formativa, uma ciência de fontes e factos acumulados, de investigação acesa e de perscrutações sobre um passado que se revela fértil de ensinamentos para o nosso

futuro. A outra é o amor pela sua Scálabis, terra natal, antiga vila realenga, ‘capital do Gótico’, a cidade a que dedicou em 1959 o livro Santarém – História e Arte, por certo uma das mais felizes monografias históricas jamais escritas na nossa língua sobre uma cidade portuguesa. Esses dois amores explicam o perfil intelectual e humano de Joaquim Veríssimo Serrão e a qualidade que todos lhe reconheceram e reconhecem. No centenário semanário Correio do Ribatejo, Veríssimo Serrão deixou centenas de artigos, todos eles de dignificação dos valores histórico-patrimoniais da sua cidade – recordo-me bem, há meio século, de o ver neste espaço a corrigir provas, a trocar impressões com o seu director, o Dr. Virgílio Arruda, sobre os temas das prosas e de seguir, com o senhor Mário Lopes e outros tipógrafos, a composição das mesmas. Muitas vezes, cá aparecia o meu avô, Joaquim Vicente Serrão, de saudosa memória, e outros escalabitanos ilustres como o Engº Zeferino Sarmento, e ainda Celestino Graça, João Moreira, António Cacho e outras personalidades que o jornal agora justamente homenageia… Recordo, entre muitos outros textos no Correio, a sua luta para salvar a torre do velho mosteiro da Trindade, impedindo sua demolição in extremis e contrariando estúpidos interesses de lesa-património. Esse era um tempo em que Santarém assumia um certo carácter diferenciado no contexto do país, que era estimulante, com desenvolvimento integrado e fidelidade à sua memória histórica – pelo menos, ele pensava assim. Por isso quis voltar à sua cidade, ao atingir a jubilação de professor catedrático da Universidade de

Lisboa, para viver os últimos anos. A obra científica de Veríssimo Serrão é imensa e fala por si: centenas de publicações, entre livros, edições críticas, ensaios, artigos e comunicações, largas dezenas de orientações de teses universitárias, um esforço editorial relevante na direcção da Academia Portuguesa da História e do Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian, e dezenas de projectos de investigação por si dinamizados. É homem de causas e de fidelidades, como o explica a longa amizade com Marcello Caetano, e o livro com a troca de correspondência entre ambos, que lhe dedicou, estando o antigo governante já exilado no Brasil. Resta dizer, numa síntese como esta, que numa prova cabal do seu amor pela cidade, a sua biblioteca da casa de Salmeirim com mais de 40.000 volumes (além do arquivo pessoal, com largos milhares de manuscritos, fichas de investigação e notas) foi por si doada à Câmara Municipal de Santarém e em boa hora integrados no Centro de Investigação Prof. Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS), dirigido pelo Prof. Doutor Martinho Vicente Rodrigues e concebido como um dinâmico centro de pesquisas de História, tanto santarena como portuguesa. É este o perfil do historiador que o Correio do Ribatejo, fiel à forte personalidade do ilustre escalabitano e em memória de uma colaboração de mais de meio século nas suas páginas, agora desejou homenagear. Agradeço, por isso, a João Paulo Narciso, a Teresa Lopes Moreira e a Ludgero Mendes, este gesto que é da mais elementar justiça, e que tanto nos sensibiliza.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

de de Lisboa, e no ano seguinte assumiu o cargo de reitor. A queda do regime em 1974 levou-o a um afastamento temporário do mundo académico lisboeta. A sua bibliografia aumentou generosamente neste período com destaque para um dos grandes projectos da sua vida, a publicação de uma História de Portugal. A partir de 1977 passou a ocupar na Academia de Ciências de Lisboa, secção de História a vaga deixada pelo seu mestre Damião Peres. Entre 1980 e 1984 empenhou-se na constituição do Instituto Politécnico de Santarém. Em 1995 jubilou na Universidade de Lisboa, retirando-se da presidência da Academia Portuguesa de História onze

anos mais tarde. A sua colaboração com o Correio do Ribatejo manteve-se até 2009 fazendo dele o cronista que mais escreveu e durante mais anos para esta publicação. Muito do seu percurso académico e pessoal pode ser seguido ao longo das páginas deste jornal centenário. Joaquim Veríssimo Serrão é detentor de múltiplos prémios e condecorações quer em Portugal quer além-fronteiras e tem cerca de meio milhar de títulos publicados que muito engrandeceram o pensamento histórico português. O Correio do Ribatejo orgulha-se de poder contar com este distinto escalabitano na sua Galeria de Notáveis.

Alguns dos artigos assinados por Joaquim Veríssimo Serrão no Correio do Ribatejo “A História como Verdade em Braamcamp Freire”, 5/2/1949, pp. 1, 8. “Reflexões sobre uma Carta de Guilherme de Azevedo”, 3/12/1949, pp. 1, 8. “Em Torno da Figura de Guilherme de Azevedo”, 29/11/1952, pp. 1, 8. “Para um Verdadeiro Turismo”, 7/8/1954, p. 8. “A Torre da Trindade – Uma Relíquia do nosso Património Artístico, que se Impõe Defender”, 2/10/1954, pp. 1, 8. “Há Cem Anos: Um Protesto da Vila de Santarém”, 9/10/1954, pp. 1, 10. “Santarém, Terra de Verdadeiro Turismo”, 16/10/1954, p. 1. “Santarém na Obra de Almeida Garrett”, 11/12/1954, pp. 1, 8; 18/12/1954, pp. 1, 8; 25/12/1954, pp. 1, 26; 8/1/1955, pp. 1-2, 8; 5/2/1955, pp. 1, 8. “Toponímia Escalabitana”, 30/7/1955, p. 8. “Considerações em Torno dos Santarenos Ilustres”, 6/8/1955, p. 8; 13/8/1955, p. 8; 20/8/1955, p. 8. “A Comissão Municipal de Arte e Arqueologia”, 3/9/1955, pp. 1, 8. “A Vila de Santarém nos Primeiros Meses do Domínio Filipino”, 24/12/1955, pp. 11, 18. “Impõe-se a Fundação do Arquivo Histórico de Santarém”, 6/7/1957, pp. 1-2, 8. “Poeiras do Cineclubismo” in Correio do Ribatejo, Santarém, 12/1/1957, p. 4. “Uma Estátua ao Rei de Portugal D. António, Prior do Crato”, 12/7/1958, pp. 1, 8. “O Terramoto de 11 de Novembro de 1858 e os seus Efeitos em Santarém”, 8/11/1958, pp. 1, 9. “Defesa e Valorização dos nossos Monumentos”, 9/7/1960, pp. 1, 12. “Um Arquivo Histórico e outras Aspirações”, 16/7/1960, pp. 1, 10. “Sucessos da Vila de Santarém no Ano de 1555”, 30/6/1962, pp. 1, 10. “O Arquivo Histórico de Santarém e o Palácio de Landal”, 21/12/1963, p. 44. “Perfil de Celestino Graça”, 23/9/1977, pp. 1, 3. “Herculano e o País Real”, 30/9/1977, pp. 1, 3, 14. “Oliveira Marreca”, 26/1/1979, p. 5; 2/2/1979, p. 7; 9/2/1979, p. 6. “No 350.º Aniversário da Morte de Frei Luís de Sousa”, 15/10/1982, p. 17. “A Saudade de um grande Amigo”, 13/1/1989, pp. 1, 26. “O Dr. Virgílio Arruda há-de ficar na História de Santarém como um dos Homens que Marcaram o nosso Tempo”, 23/3/1989, pp. 1-2. “ Evocação da História dos 100 Anos do Correio do Ribatejo, do seu Fundador e do Dr. Virgílio Arruda”, 12/4/1991, pp. 1-2, 28; 19/4/1991, p. 32. “Um Ribatejano Ilustre e um Santareno Adoptivo, o Dr. Carlos Cacho”, 10/9/1993, pp. 1, 22. “Zeferino Sarmento Historiador e Amigo de Santarém”, 15/1/1993, pp. 1, 24. “Santarém e o Infante D. Fernando”, 3/10/2003, pp. 1, 3. “Saudades de um grande Amigo, António Cacho”, 29/10/2004, p. 22. “Há 50 Anos - Como foi Salva a Torre da Trindade”, 13/9/2005, pp. 1-2. “Uma Glória Literária de Santarém”, 14/10/2005, p. 3. “Gratidão e Saudade para com o Dr. Virgílio Arruda”, 6/1/2006, p. 5. “Saudades de um Amigo do Coração, Leonardo Ribeiro de Almeida”, 27/1/2006, p. 3. “No Primeiro Centenário do Pintor Braz Ruivo”, 13/4/2006, p. 3. “Fragmentos de Oiro, Envelhecer”, 3/10/2008, p. 11.

GALERIA DE NOTÁVEIS

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EDUCAÇÃO

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Eleições no Instituto Politécnico de Santarém colocam frente-a-frente Jorge Justino, actual presidente e Alexandre Caldas, ex-presidente do Conselho Geral O Instituto Politécnico Santarém vai a votos no próximo dia 25 de Março. Na corrida para o cargo de presidente, para o quadriénio 2014-2018, estão dois candidatos: Jorge Justino, actual presidente e Alexandre Caldas, ex-presidente do conselho geral do IPS. Estas eleições coincidem, precisamente, com a data que o Governo estipulou para dar a conhecer as linhas orientadoras para a reorganização da rede do ensino superior.

Este será um dos principais desafios que o novo presidente do IPS terá de enfrentar, de forma a garantir o funcionamento de uma das mais importantes instituições do distrito. Nesse sentido, o Correio do Ribatejo formulou um conjunto de questões aos dois candidatos para conhecer as suas principais propostas e a forma como pensam gerir o Politécnico nos próximos quatro anos.

Prof. Jorge Justino, candidato à Presidência do Instituto Politécnico de Santarém

“O Instituto Politécnico de Santarém, em tempo de crise, passa com um saldo de 1 milhão de euros para 2014, aumenta as receitas próprias em 12,3% e mantem sensivelmente o número de alunos”

Na minha candidatura estão explicitadas 21 razões que me levaram a esta decisão, nomeadamente: a experiência adquirida no desenvolvimento da atividade em inúmeros cargos de direção e de gestão ao nível do ensino superior, nomeadamente no Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, no Instituto Politécnico de Santarém e na Escola Superior Agrária de Santarém; o grande empenho, espírito de missão e de serviço público com uma liderança forte e de sucesso, levando o Instituto Politécnico de Santarém a um reconhecimento como instituição de qualidade de ensino superior; o sucesso na sustentabilidade e no desenvolvimento do Instituto, com a criação de valor acrescentado, apesar dos Orçamentos de Estado reduzidos; a paixão pela instituição e pela região; a capacidade científica adquirida na elaboração e coordenação de projetos de investigação aos níveis nacional e internacional, o incremento da produção científica desenvolvida com reconhecimento internacional em cooperação com instituições de elevado prestígio. Acresce a submissão à FCT de uma proposta para acreditação de um “Centro de Investigação em Qua-

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lidade de Vida” em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria; a forte ligação ao meio empresarial e à região, com partilha de conhecimento e inovação, a implementação do Sistema de Garantia da Qualidade no Instituto Politécnico de Santarém. É de salientar que esta candidatura, para além de apresentar um programa exequível, constitui uma resposta às inúmeras solicitações dos meios institucionais e da comunidade. As principais propostas estão agrupadas em cinco eixos principais: uma estratégia em termos de sustentabilidade e valorização do Instituto; um Instituto como pólo de desenvolvimento da região e do país e com projecção internacional; uma intensificação da qualidade, inovação e capacidade de superar desafios com a produção de valor; um incentivo à qualificação e ao apoio social dos funcionários e estudantes e ao desenvolvimento cultural e desportivo; uma aposta no incremento da investigação e da transmissão de conhecimento para o tecido produtivo. No entanto, relativamente aos grandes projetos podemos considerar a dinamização da construção da Residência de Estudantes da Escola Superior de Desporto de Rio Maior; o desenvolvimento do Plano Estratégico até 2020, devendo o Instituto escolher os melhores parceiros que possam garantir uma estratégia de sustentabilidade e desenvolvimento da nossa instituição em termos de reorganização do Ensino Superior; a certificação do Sistema de Garantia

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da Qualidade pela A3ES, já em implementação no IPS; a candidatura à Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT), do “Centro de Investigação em Qualidade de Vida”, em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria e o Estudo Socioeconómico do Impacto do Instituto Politécnico de Santarém na Região. O Instituto Politécnico de Santarém, presentemente, apresenta uma boa sustentabilidade financeira e em termos do número de alunos, tendo passado para o ano civil de 2014 com um saldo de cerca de 1 milhão de euros, aumentado as receitas próprias em 12,3%, e mantido sensivelmente o número global de alunos. No entanto devemos continuar a pugnar por um Orçamento de Estado compatível com o nosso desenvolvimento e necessidades, complementado com a verba das propinas, intensificar a prestação de serviços à comunidade e a realização de projetos, o financiamento internacional, particularmente o Europeu e o mecenato. A ligação e a cooperação com as CCDR será, também, uma mais-valia em termos orçamentais e de partilha de conhecimento. Acresce que a oferta formativa pode ser mais eficaz, em algumas áreas, se for dada em cooperação com instituições parceiras. Também deve ser atrativa e orientada para a atividade profissional e as necessidades das regiões.

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O maior desafio de futuro do IPS será, sem dúvida, o desenvolvimento do Plano Estratégico até 2020, que incluirá as estratégias e decisões de parcerias em termos de Reorganização do Ensino Superior. Temos que ser proactivos

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e não podemos deixar que decidam por nós e eventualmente contra nós O Instituto Politécnico de Santarém tem de ser reconhecido pelo seu valor e pela sua qualidade de formação. Conforme já foi dito, os cursos devem ser atrativos e orientados para o mercado de trabalho, de acordo com as necessidades das regiões. Neste contexto devem ser feitos estudos de mercado e proporcionar aos estudantes uma fácil integração na instituição e na comunidade regional. Também há um número significativo de alunos, que após o terminus do Ensino Secundário ou equivalente, não consegue entrar no Ensino Superior, por dificuldades de obtenção dos mínimos exigíveis nas provas de ingresso, ou até mesmo financeiras dos agregados familiares. O Instituto Politécnico de Santarém tem mantido, há vários anos, o valor das propinas e tem pugnado por um apoio social justo aos estudantes. A internacionalização no Instituto Politécnico de Santarém é já uma realidade. Dado que foi aprovado o Estatuto do Estudante Internacional, o Instituto poderá diversificar, ainda mais, o seu público-alvo a estudantes estrangeiros. Para além disso existe ainda a possibilidade de criarmos mais cursos internacionais, os quais têm tido bastante sucesso.

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Tanto o Instituto Politécnico de Santarém como o Instituto Politécnico de Tomar têm o seu espaço em termos de qualidade e de reconhecimento do seu valor. É sabido que o Presidente do Instituto Politécnico de Santarém é sensível a ligações com outras instituições, proporcionando uma maior sustentabilidade, grandeza, aumento de massa crítica e produtividade. A escolha e o modelo dependerá da decisão dos órgãos estatutariamente competentes.

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CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

EDUCAÇÃO

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Por que razão decidiu avançar com uma candidatura à presidência do IPS?

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Quais são as suas principais propostas?

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Fala-se muito das dificuldades financeiras a que as instituições de Ensino Superior Politécnico devem fazer em resultado de cortes orçamentais e de novos desafios colocados pelo desenvolvimento da oferta formativa. Como deverá o IPS ultrapassar estas dificuldades?

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Qual considera ser o maior desafio de futuro para o IPS?

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Como é que se combate a tendência da diminuição de candidatos ao ensino superior?

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Faz sentido existirem dois institutos politécnicos no distrito de Santarém?

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Prof. Alexandre Caldas, candidato à Presidência do Instituto Politécnico de Santarém

“Os estudantes, professores e funcionários do IPS bem como os cidadãos, autarquias e empresas na região precisam de um Politécnico de Santarém forte, no país e internacionalmente” Quero dizer-vos que eu a minha equipa executiva temos a motivação e força necessária para liderar este projecto de Mudança. Sou doutorado em Inglaterra num dos melhores centros mundiais especificamente na gestão de Educação, Ciência e Tecnologia. Quero trazer para a região o que de melhor se pratica a nível internacional e a minha rede de contactos internacionais. Possuo a experiência necessária como Gestor, com mais de 20 anos de experiência nos 3 sectores (Académico, de Gestor Público e Empresarial), quer a nível nacional quer internacional. No último ano, no Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, geria 120 milhões de euros para as comunidades da inovação e conhecimento em 28 países da Europa. A minha experiência e conhecimento estratégico como anterior Presidente do Conselho Geral do Instituto, de 2009 a 2013, contribuem agora para uma Acção de gestão efectiva e com resultados imediatos. Temos uma Equipa executiva experiente e de excelência transversal às Escolas do IPS. Com experiência efectiva de direcção das Escolas e gestão do IPS, o que garante um conhecimento da realidade e necessidades específicas do Instituto. Os nossos concidadãos, empresas e as organizações públicas podem confiar que vamos dar um grande passo em frente na educação e desenvolvimento da nossa região.

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O plano de acção está estruturado em três princípios estratégicos: Identidade do Instituto, Liderança e Gestão, e Financiamento e Sustentabilidade. É minha intenção construir uma efectiva identidade do Instituto, valorizando os seus activos estratégicos – as suas cinco Escolas Superiores e as três unidades orgânicas transversais. O Instituto vai adoptar como prioridade uma forte liderança na coordenação estratégica das actividades do Instituto e das suas cinco Escolas e apostar na modernização administrativa e em novos modelos de gestão profissional que permitam a autonomia das suas escolas. Finalmente, uma reorientação estratégica de fundo do Financiamento e Sustenta-

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bilidade do Instituto. O Instituto tem hoje um orçamento global de 16.1 milhões de euros, de natureza tradicional e dependente exclusivamente de verbas do Orçamento de Estado, das propinas dos estudantes e de pequenos projectos, todos com tendência de diminuição no futuro. É clara a evolução negativa e debilidade estrutural do financiamento global do Instituto Politécnico de Santarém. Em 2013, embora aparentemente existisse um saldo de gestão de 600.000 euros a 1 milhão de euros, esta verba é meramente proveniente de receitas e arranjos contabilísticos extraordinários, como por exemplo a execução de duas garantias bancárias da construção dos edifícios da Escola de Desporto de Rio Maior e o recebimento de 15% adicionais de verbas QREN passando a comparticipação de 70% para 85% nas zonas de convergência. O ano de 2013 provou estas debilidades estruturais pois esteve em atraso o pagamento da Caixa Geral Aposentações, em Agosto, esteve em sério risco o pagamento dos subsídios de férias aos funcionários do IPS em Novembro e tiveram mesmo de ser cessados contractos de trabalho com 20 docentes. A minha equipa de gestão vai tomar duas acções de gestão financeira imediatas, para resolver a debilidade e défice estrutural do Instituto que no final de 2013 é da ordem dos 1,5 milhões de euros: um plano de contingência a curto prazo (2014 e 2015) e um plano de financiamento sustentável de médio prazo (2014-2018). No plano de contingência de curto prazo, de implementação logo no dia 1 de tomada de posse do Executivo, tem como objectivo sanar o problema de défice estrutural já para o ano de 2014, de cerca de 1,5 milhões de euros. O plano de sustentabilidade financeira de médio prazo (2014-2018), também a iniciar desde o dia 1 da gestão do executivo, visa conseguir a sustentabilidade de longo prazo do Instituto através de Serviços à Comunidade (empresas, Municípios e outras organizações) no âmbito nacional, regional ou internacional (formação especializada, serviços às empresas) e de projectos estratégicos e financiamento internacional (em particular do Programa Europeu da Ciência e Inovação - Ho-

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rizonte 2020, dos Programas Operacionais Regionais e dos Programas Europeus de Inovação). Mas também cooperação tecnológica com a CPLP. O Instituto Politécnico de Santarém precisa de uma identidade, força e sustentabilidade para sobreviver e garantir o seu futuro na Região, no País e internacionalmente. Acredito que o principal desafio é afirmar o IPS como a instituição de referência no Ensino Superior da Região e cooperar estrategicamente com as Autarquias (Comunidades Intermunicipais da Lezíria e Médio Tejo), bem como com a NERSANT (Associação Empresarial da Região de Santarém) na constituição de Investimentos Territoriais Integrados, quer permitam a sustentabilidade do Instituto na sua oferta de Ensino, Investigação aplicada e Serviços à comunidade. Ao concretizar o seu principal objectivo e desafio, o IPS estará a preparar-se para as principais linhas de reforma para a Rede de Ensino Superior. Em qualquer processo de Parceria, Consórcio ou Fusão, nunca colocar em causa a sobrevivência ou identidade do Instituto e das suas Escolas Superiores, e a sua liderança/participação equitativa nas futuras entidades de ensino superior a serem criadas; a adopção de prazos mais alongados de definição de compromissos e orientações estratégicas nesta matéria: 3 meses (parcerias), 12 meses (consórcios) e 2 anos (eventuais fusões); a Gestão Estratégica das Parcerias, Consórcios e Fusões, sustentada numa consulta aberta à comunidade do Instituto e respectivos órgãos de gestão, sob direcção da Presidência do IPS e coordenação final do Conselho Geral do IPS; a rápida implementação de sólidos estudos de viabilidade, com cadernos de encargos profissionalmente definidos e ultrapassando a mera caracterização das instituições, mas definido cenários de evolução rigorosos e sustentados. Deverá ser dado um prazo máximo de 3-12 meses para conclusão destes vários estudos de viabilidade.

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A Missão do Instituto, nos domínios do Ensino, da Investigação

e da prestação de serviços de Extensão à Comunidade só é verdadeiramente concretizada com um plano estratégico que coloque o ensino de qualidade e os estudantes/alunos no centro da actuação do Instituto, especialmente a sua integração em empresas. E naturalmente com um Plano de Comunicação global do Instituto para captação de alunos (inclusive de alunos da CPLP e ERASMUS) aproveitando o novo Estatuto dos Estudantes Internacionais. Sim, faz sentido, mas tem de ser fortalecida a parceria estratégica e eventualmente no futuro formas de consórcio entre as duas instituições. Ambos apresentam vantagens competitivas e áreas territoriais de impacto regional diferenciados. Faz todo o sentido manter a identidade e autonomia de cada um dos Institutos, mas também definir um plano de cooperação efectiva entre os dois Institutos aos seguintes níveis: Coordenação da Oferta Formativa de ensino; Parcerias e eventuais Consórcios em Investigação Aplicada; Parcerias e eventuais Consórcios em Ofertas de serviços à comunidade; Parceria e consórcio no âmbito das Comunidades de Inovação e Conhecimento (que juntam Ensino Superior, Autarquias e Empresas) por meio de Investimentos Territoriais Integrados. Vamos lutar para que estes investimentos sejam centrais na captação de financiamento conjunto para o período 20142020.

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EDUCAÇÃO

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Opinião Ilídio Tomás Lopes

Bordalo Pacheco assume direcção da ESES

paradoxos.correio@gmail.com

Paradoxos

O verbo “Adiar” Adiar é sinónimo de transferir para o dia seguinte, de protelar, de procrastinar, de demorar, de dilatar. Exceto no que respeita à delapidação social, assim parece acontecer no constante devir da sociedade portuguesa. São os processos que se arrastam nas respetivas instâncias judiciais, com desfecho expectável de coisa nenhuma, são as investigações que, por razões estranhas e obscuras, tardam em iniciar ou concluir, é o combate à corrupção e ao branqueamento que importa esconder, são os traços de sobrevivência que interessa ignorar, é o Portugal profundo que interessa banir da geografia, em nome de indicadores modernos de desenvolvimento e de cidadania. Adiar significa comprometer o futuro e as próximas gerações, é o expoente máximo da cobardia individual e coletiva, significa partir para chegar a parte nenhuma, traduz uma morte lenta e silenciosa. Não fora certamente esse destino que as últimas gerações idealizaram quando, nos mais conturbados e obscuros contextos, ousaram enfrentar e transgredir. Discute-se hoje quem deve ocupar um lugar em panteões nacionais e quais os efeitos das alterações climáticas que tanto condicionam o nosso bem-estar. À margem da substância, debatese politicamente se no pós troika teremos programa cautelar ou se sairemos do tormento, imaculadamente limpos. Seguramente que a primeira opção poderá trazer esperança no repor da justiça e na sustentabilidade geracional mas não trará certamente retorno no combate eleitoral que se avizinha. Por isso, importa sair limpo da ocupação financeira e adiar para mais tarde a recuperação da dignidade individual e social. O combate eleitoral, esse não pode ser adiado e é de retorno efémero. Alheio às sucessivas tentativas de perpetuação desse poder, começa a preparar-se o ataque à massa humana que acorre aos mercados e às feiras, definem-se os tempos e os percursos das arruadas, desenrolam-se as bandeiras que, desde a última vez que cumpriram a sua função, jazem esquecidas nos fundo dos armários e das prateleiras. Enquanto se perfilam as marionetas, em atos de pura submissão miserabilista, também os indignados preferem adiar. Seremos, por isso, um país eternamente adiado, que opta pela superficialidade e pelo descartável, em detrimento do valor geracional assente em princípios éticos. A intemporalidade dos valores de cidadania há muito que, na sociedade portuguesa, perdera o seu verdadeiro significado e sentido. Privilegiam-se os holofotes do presente e adiam-se os alicerces do futuro. Talvez nesse futuro, que poderá não estar muito distante, a memória portuguesa se resuma apenas a uma simples ladainha, toda ela assente na eterna conjugação do verbo adiar.

Nuno Bordalo Pacheco é o novo director da Escola Superior de Educação

Nuno Bordalo Pacheco é, desde o passado dia 13 de Fevereiro, o novo director da Escola Superior de Educação (ESES) do Instituto Politécnico de Santarém, sucedendo no cargo a Jean Campiche. Ao Correio do Ribatejo, o novo director da ESES assume que a altura é de dificuldades mas, segundo disse, “as crises são um desafio”. “Neste momento, de facto, estamos com alguns problemas que se prendem com o subfinanciamento do Ensino Superior, escassez de alunos, para além da visão expressa pelo Ministério da Educação face à qualidade do ensino ministrado nas Escolas Superiores de Educação”, referiu o responsável. Para Nuno Bordalo Pacheco, esses três factores “são condicionantes” da acção da Escola, “mas não são inultrapassáveis” e mostrou-se confiante que essas dificuldades “são circunstanciais”. Por outro lado, e em relação à redefinição da rede de ensino superior, que está em curso, o director da ESES deixou claro que tudo fará “para que haja uma real participação da comunidade neste assunto”. “É uma questão estratégica que, se for mal resolvida, não haverá planos ou pro-

jectos que consigam superar o problema”, afirmou. Questionado pelo Correio do Ribatejo sobre a possibilidade de encerramento de Escolas durante o processo, Bordalo Pacheco é peremptório: “acredito que esse cenário não se coloca”. “Estamos em crise. Há escassez de alunos em determinadas áreas, mas estou convicto que esse aspecto é conjuntural. Embora não se coloquem questões de encerramentos, estamos perante aspectos de optimização e de identidade”, afirmou. “Um dos aspectos importantes do programa de acção que defini, e que foi aprovado por unanimidade na assembleia de escola, foi precisamente a defesa do Ponto 1 dos nossos estatutos, que diz: ‘a ESES é uma Unidade Orgânica do IPS que tem autonomia administrativa, científica e pedagógica’”, afirmou. Nesse sentido, o responsável afirmou: “lutaremos sempre por preservar essa autonomia, o que não significa, de maneira nenhuma, qualquer tipo de tendência a caminho do isolamento. O trabalho em rede é essencial”. Para Bordalo Pacheco, a melhor maneira de defender a Escola, o Instituto e a

região é “não nos regermos por ideias únicas e analisar as diversas possibilidades, os diversos tipos de ligações que possam existir, o seu grau e natureza e diversidade geográfica”. Para os próximos quatro anos, o novo director da ESES estabelece, como linha de acção principal “o repensar da oferta formativa”. “O mundo está em mudança e a Escola também. Os desafios hoje são outros e não podemos fazer hoje, ou amanhã, aquilo que fizemos ontem. Devemos lutar pela preservação daquilo que de bom fizemos, em particular as licenciaturas e mestrados, que pretendemos continuar a garantir com a qualidade que nos é característica e reconhecida, mas também temos que olhar para os novos públicos e as novas geografias”, afirmou ao Correio do Ribatejo. Dando como exemplo os Cursos de Especialização Tecnológica (CET), que este ano começaram a ser leccionados na Escola, Bordalo Pacheco não fecha a porta, como via de actuação, aos chamados ‘Cursos Superiores Curtos’. “Encaramos estes cursos, não como a nova vocação da ESES ou do IPS, mas sim como uma nova oferta que estamos aptos a desenvolver e achamos que temos o dever de desenvolver”, afirmou. “Se a comunidade em que estamos inseridos necessita deste tipo de formação, estamos aqui para oferecer esse serviço. Não haverá, contudo, a mínima concessão em aspectos de qualidade: a qualidade desses cursos há-de ser a mesma das licenciaturas ou mestrados”, garantiu Nuno Bordalo Pacheco. “Não encararemos estes cursos técnicos superiores profissionais como uma formação de segunda”, reforçou. Por outro lado, disse, a ESES quer ter uma palavra a dizer no que respeita à formação nas empresas e, em termos das “novas geografias”, a Escola quer capitalizar o know-how de quase duas décadas na área do e-learning. “Haverá uma aposta muito grande na componente do ensino à distância. Já temos alguns casos, e vamos tentar desenvolver este tipo de ensino, nomeadamente com a criação de um mestrado em regime de b-learnig no Brasil”, concluiu. Nuno Bordalo Pacheco é professor na Escola Superior de Educação de Santarém (ESES), onde coordena o Centro de Competência TIC (CCTIC), o Departamento de Tecnologia Educativa e o Curso de Educação e Comunicação Multimédia. Licenciado e Mestre em Engenharia pelo Instituto Superior Técnico (IST) e pela Universidade Nova de Lisboa, tem dedicado a sua actividade profissional ao ensino e ao desenvolvimento de ferramentas e recursos informáticos para o uso das TIC na Educação.

Presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria defende ligação do Politécnico de Santarém a Lisboa O presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo defende a ligação do Instituto Politécnico de Santarém a uma grande Universidade de Lisboa, sublinhando a importância de atrair massa crítica para a estratégia de desenvolvimento pretendida para a região. “Devemos juntar-nos aos melhores e não ficar entre iguais”, disse Pedro Ribeiro, citado pela Lusa, sublinhando que esta é uma opinião pessoal que não vincula a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT). Para Pedro Ribeiro, o facto de a Lezíria se encontrar inserida na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, com acesso a fundos comunitários, pode atrair investigadores das grandes universidades de Lisboa, sem

acesso a esses fundos. Como exemplo, apontou a possibilidade de aliar recursos da região, como o polo do INIAV na Fonte Boa (antiga Estação Zootécnica Nacional, com larga experiência no domínio da produção animal), a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Santarém e o Agrocluster do Ribatejo, ao Instituto Superior de Agronomia (ISA/ Universidade de Lisboa) para introduzir inovação no sector agro-industrial, definido como uma das apostas da CIMLT para o quadro comunitário 2014-2020. “Esta é uma opinião pessoal, só me vincula a mim. Para termos centros de excelência precisamos de investigadores”, declarou o também presidente da Câmara Municipal de Almeirim. A CIMLT quer aproveitar o próximo

quadro comunitário para se tornar um território de referência nacional e internacional no sector agro-industrial, criativo e inovador, com recursos humanos altamente qualificados e de elevada qualidade ambiental, de acordo com a estratégia Lezíria 2020. O Programa Territorial Integrado (PIT) tem vindo a ser discutido entre os 11 municípios que integram a CIMLT e 19 parceiros da região com vista a definir os projectos a candidatar ao novo período de programação de fundos comunitários 2014-2020. A CIMLT integra os municípios de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Opinião Nuno Serra Deputado do PSD eleito por Santarém

Correio do Parlamento

Os Heróis O «Financial Times» diz que Portugal «é o herói-surpresa» da retoma na Zona Euro. Diz mesmo que o nosso País está a dar a volta à crise. Os dados são indesmentíveis, basta olhar para os principais indicadores: desemprego a cair, produção industrial a crescer, exportações aumentarem, saldo externo positivo, clima de confiança económica e dos consumidores em alta, crescimento na criação de empresas e as projeções unanimes, internas e externas, que a economia vai crescer em 2014 e 2015. Somos de fato um País de super-heróis, heróis e algumas vedetas! Nada disto era possível sem os maiores super-heróis, os Portugueses e as nossas Empresas! Aqueles que encararam os sacrifícios como uma missão para recuperar Portugal, que nunca baixaram os braços quando foi preciso trabalhar para conquistar um País melhor e que acreditaram que podiam dar aos seus filhos e netos um futuro mais sustentado. Os governantes e oposição que seriamente encararam a débil situação de Portugal como uma prioridade a resolver, despindo-se das questões partidárias e de maquiavelismos internos, olhando só para o futuro daqueles que vivem neste canto da Europa e assumindo o dever que lhes foi atribuído nas eleições, governar um país, uma região ou um concelho e o fizeram sem interesses terceiros, são sem duvida uns heróis. Para terminar temos também as nossas vedetas, e não estou a falar daquelas que se aperaltam com os fatos domingueiros para ir as festas das revistas. Estou a referir-me aqueles que, estejam no governo, oposição ou no comentário político, nunca se lhes vislumbrou uma ideia construtiva acerca de nada, vivem nas sombras dos partidos para terem cargos e protagonismo, não conseguem existir no mundo da economia real onde o mérito e a verdade falam mais alto e para eles um projeto que tenha em vista o bem comum de todos é o título de um livro só editado no estrangeiro. Naturalmente as vedetas sedentas de protagonismo desprezam os super-heróis e tentam denegrir e ofuscar os heróis. Mas na nossa vida, ou em qualquer livro de banda desenhada, são os super-heróis e heróis que as populações reconhecem, salvam o mundo e marcam a história.

SOCIEDADE

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Autarcas de Santarém e Alcanena reúnem-se no dia 28 com ministro do Ambiente

O ministro do Ambiente vai receber no próximo dia 28 de Fevereiro os autarcas de Santarém e de Alcanena, na sequência de um pedido feito pelos dois municípios tendo em conta a degradação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena. A presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira, disse esta segunda-feira, 17, que o encontro com o ministro e o secretário de Estado do Ambiente foi agendado para o próximo dia 28, recordando que a audiência foi pedida pelos dois municípios, devendo incluir ainda a Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Água de Alcanena (AUSTRA, que inclui os industriais dos curtumes) e os deputados eleitos pelo distrito. A autarca disse esperar que da reunião saia o enquadramento que permitirá dar continuidade ao protocolo assinado em 2009 entre o Ministério do Ambiente, o município e a AUSTRA e que previa a realização de um investimento superior a 20 milhões de euros para a reabilitação e requalificação do sistema que trata os efluentes domésticos e os da indústria de curtumes. “As imagens da semana passada (do colector a correr directamente para o rio dada a quantidade de água) mostram bem o colapso” de um sistema que apresenta numerosas roturas, deixando sair “para o solo e para as ribeiras todo o efluente industrial não tratado”, frisou. O pedido de reunião conjunta – feito pelos municípios de Alcanena e de Santarém, pelos deputados eleitos pelo distrito e pela AUSTRA – foi decidido numa reunião realizada no dia 28 de Janeiro com o objectivo de fazer o ponto de situação das intervenções previstas no protocolo assinado em 2009. Para Fernanda Asseiceira, a preocupação neste momento é fazer um “trabalho conjunto para avaliar o enquadramento a dar ao financiamento” necessário para concretizar os seis projectos previstos no protocolo. O acordo visava resolver as insuficiências de um sistema que tem sido responsabilizado pela poluição do rio Alviela (sentida particularmente no concelho de Santarém), mas também do solo e do ar, afectando a qualidade de vida e com riscos para a saúde das populações do concelho de Alcanena.

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SOCIEDADE

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

PSD de Santarém quer “debate alargado” sobre interior

Onde comer bem...

...em Santarém

A distrital de Santarém do PSD quer “um debate alargado” e urgente, no seio do partido, sobre os territórios de baixa densidade, levando ao congresso que se realiza no fim-de-semana 14 propostas para travar os problemas estruturais do interior. A moção/proposta que a distrital de Santarém quer ver discutida e votada no XXXV Congresso Nacional do PSD, intitulada “A Desertificação do Interior - Que Futuro para os Territórios de Baixa Densidade?”, tem por primeiro subscritor Vasco Estrela, tesoureiro da Comissão Política Distrital (CPD) do partido e presidente da Câmara Municipal de Mação. “Entendeu a CPD abordar o assunto dos territórios de baixa densidade, tema tão caro ao nosso distrito, fazendo um pequeno diagnóstico e apresentando propostas concretas que pretendem mitigar as assimetrias existentes entre os territórios do interior e do litoral, numa lógica de coesão territorial”, afirma a distrital em comunicado. A moção sublinha que o encerramento de serviços públicos de proximidade “não pode ser encarado numa perspectiva meramente económico-financeira, no ‘bolo’ nacional, ignorando-se os benefícios sociais e humanos” que esses serviços representam em áreas de baixa densidade, nomeadamente na atracção e fixação de pessoas. “Perante este circunstancialismo, é urgente que o PSD, como partido com elevadas responsabilidades na definição de um novo rumo para o nosso país, no período pós-crise que se avizinha possa fomentar e adoptar medidas de promoção da competitividade territorial, através de políticas específicas e transversais aos diversos ministérios do Governo de Portu-

gal, com o especial objectivo de travar os problemas estruturais dos territórios de baixa densidade”, afirma a moção. O documento apela a “um debate alargado”, com “carácter de urgência”, com participação das estruturas concelhias, distritais e regionais, “para que estes territórios de baixa densidade possam abandonar uma caracterização que lhes tem sido atribuída, de territórios esquecidos, com constante perda de capital humano e social”. “O nosso partido, sendo fiel à sua matriz e à sua história, não se pode resignar e assistir ao definhar de grande parte de Portugal. Temos de assumir claramente um compromisso com os portugueses e afirmar que dentro de 10 anos a actual situação não se verifica com a gravidade que tem actualmente. Portugal precisa de saber o que o PSD quer fazer com 2/3 do território do nosso país”, lê-se na moção. Entre as medidas propostas contam-se a “manutenção de todos os serviços nas áreas de baixa densidade”, como tribunais, serviços de finanças, segurança social, saúde, e outros, com reforço das competências dos municípios na gestão dos equipamentos e recursos humanos. A canalização de fundos comunitários que promovam a coesão e a competitividade territorial, a preservação e desenvolvimento do sector primário e o fomento de actividades artesanais e tradicionais, a melhoria das acessibilidades, a qualificação profissional e o apoio ao empreendedorismo, estratégias integradas de base territorial e criação de incentivos fiscais à fixação de empresas e de jovens são, entre outras, medidas que a CPD de Santarém quer que o partido discuta e faça chegar ao Governo.

Tiago Preguiça lidera Federação Distrital da Juventude Socialista de Santarém

Onde comer bem...

...em Anteporta - Rio Maior

Decorreu no passado dia 15 de Fevereiro, na Biblioteca Municipal de Tomar, a XVI Convenção Federativa da Juventude Socialista de Santarém. A candidatura ‘Mais Próximos de Ti – Uma Geração com Futuro’, única apresentada a sufrágio, encabeçada por Tiago Preguiça, foi a escolhida para liderar os destinos da organização distrital de Santarém da JS, durante os próximos dois anos. Licenciado em Estudos Europeus pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e com uma Pós-graduação em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, Tiago Preguiça é deputado na Assembleia Municipal de Santarém e na Assembleia da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo. Profissionalmente, o novo líder da Federação da JS, exerce a actividade de Consultor de Comunicação. Nuno Ferreira, líder da JS Tomar, foi eleito presidente da Mesa da Comissão Política Distrital e Vasco Casimiro, militante da JS Cartaxo, foi o primeiro eleito como inerente à Comissão Política Distrital do PS Santarém. No discurso de encerramento da XVI Convenção Federativa da JS Santarém, Tiago Preguiça referiu que a Federação Distrital de Santarém da Juventude Socialista “não se resignará” e promete “fazer a diferença”, diariamente, “com pequenas acções em prol dos nossos concidadãos”. “A política merece ser enobrecida, a política merece ser engrandecida. A nossa geração e o nosso país merecem melhor”, enfatizou.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

CULTURA

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Fotobiografia de Alves Redol apresentada no Cartaxo A obra “Alves Redol - Fotobiografia - Fragmentos Autobiográficos” foi apresentada no Auditório da Quinta das Pratas, no passado sábado, numa sessão que contou com a presença do autor, António Mota Redol, filho do consagrado escritor. A obra reúne numerosas fotografias, documentos inéditos e detalhes biográficos até agora conservados no espólio familiar. O editor Luís Nazaré Gomes, da Althum. com, classificou esta obra como “um trabalho que, do ponto de vista da construção, se conjuga e intrinca no seu todo. Ao lermos esta obra, vamo-nos entranhando pela alma de Alves Redol e vamo-nos apercebendo do papel tão relevante deste grande escritor”, frisou. António Mota Redol, autor da obra, começou por frisar que o lançamento desta fotobiografia foi “um grande desafio” e que ela se torna “um marco importante” das comemorações dos 75 anos da edição de “Gaibéus” (1939), o primeiro romance de Alves Redol. O filho do consagrado escritor descreveu vários episódios da vida e da obra de Alves Redol, destacando o seu trabalho desenvolvido no Ribatejo, cuja região “fez questão de conhecer de uma ponta a outra”, frisou. Da recolha exaustiva de documentação e elementos etnográficos e dos contactos com as gentes ribatejanas, Alves Redol escreveu obras como “Avieiros”, “Glória - uma aldeia do Ribatejo” ou “Cancioneiro do Ribatejo”. “O seu trabalho de recolha era muito moroso e complexo. Ele documentava-se intensamente, não era um etnógrafo pro-

fissional, mas agiu como se fosse”, referiu António Mota Redol, exemplificando que, para escrever a obra “Avieiros”, o escritor estudou essa comunidade de pescadores durante vários anos e instalou-se várias semanas na aldeia da Palhota, no concelho do Cartaxo, convivendo com os pescadores em terra e na actividade da pesca no rio Tejo. O autor da fotobiografia frisou que esta obra “conta a história de Alves Redol desde que nasceu até à sua morte, com muitos pormenores, tentando reproduzir tudo o que foi possível saber e encontrar”. A obra faz igualmente referência “a muitos episódios da sua vida pessoal que eram completamente desconhecidos, como a sua tendência para a depressão, e que permite perceber muitos aspectos da sua obra”, revelou António Mota Redol. Nesta sessão de apresentação da obra, o professor Vítor Viçoso - que colaborou na obra com uma selecção de fragmentos dos romances, entrevistas, textos e palestras de Alves Redol - fez uma reflexão sobre a corrente literária neo-realista, na qual Alves Redol se evidenciou. O professor afirmou que “Alves Redol não só documenta e ouve as pessoas, como se torna um elemento da própria comunidade. Ele afastou-se um pouco do olhar do etnógrafo para abraçar o sonho comum, o sonho de uma sociedade liberta de escravidão”, patente na relação entre “a documentação e a invenção de um novo mundo”. Vítor Viçoso apresentou também Alves Redol como “um homem de uma exigên-

António Mota Redol

cia enorme em relação ao seu processo de escrita” e “um escritor com uma vocação persistente para a autocrítica”. A propósito da estadia de Alves Redol na aldeia da Palhota, o professor Vítor Viçoso partilhou que o escritor “só conseguiu autorização para se instalar na Palhota com a condição de levar a mulher, porque não podia permanecer lá enquanto homem solteiro” e que se envolveu de tal forma na

comunidade que veio a apadrinhar o primeiro casamento na Palhota, que aconteceu após aí se ter instalado. “Alves Redol é sobretudo um homem do Ribatejo, que dizia que quando morresse, gostaria que o seu corpo fosse lançado ao mar, que era o Rio Tejo, assim conhecido em Vila Franca de Xira. Isto demonstra o fascínio que ele tinha pelo Tejo e pelas Lezírias”, acrescentou Vítor Viçoso.

“Lembrando Zeca Afonso, 27 anos depois” No âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, em Santarém, a Casa de Convívio de S. Vicente do Paul será palco, este domingo (dia 23), às 16h00, da homenagem “Lembrando Zeca Afonso, 27 anos depois”, iniciativa promovida pela Associação José Afonso - Núcleo de Santarém, com a parceria da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém e o apoio da União de Freguesias de S. Vicente do Paul e Vale de Figueira.

Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão e Associação para a Acreditação da Gestão do Capital Intelectual assinam protocolo O Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS) e a Associação para a Acreditação da Gestão do Capital Intelectual (ICAA) celebraram, no passado dia 11, um Protocolo Regulamentar de Colaboração, pelo período de três anos, com o propósito de “institucionalizar os projectos de cooperação cultural” entre os dois organismos. O Protocolo, firmado pelo período de três anos, pretende institucionalizar a cooperação cultural entre as duas Entidades, segundo programas anuais que contemplem estudos sobre os temas que são seus objectivos comuns.


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CULTURA

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Aniversário de Carlos Reis assinala-se hoje em Torres Novas O Museu Municipal Carlos Reis (MMCR) promove hoje, sexta-feira, dia 21, um conjunto de actividades para comemorar o aniversário do nascimento do pintor Carlos Reis (21.02.186321.08.1940). A partir das 9h30, terá lugar uma visita de duas turmas de alunos de Artes Visuais, da Escola Secundária de Maria Lamas, à exposição ‘Carlos Reis, a cor e a luz da alma portuguesa’. A visita, dedicada à vida e obra do mestre torrejano, será orientada por técnicos do Museu Municipal Carlos Reis. Muito mais do que um «passeio» pelo núcleo de pintura de Carlos Reis, propõe-se uma leitura da sua obra no contexto artístico de finais do século XIX e na primeira metade do século XX. Às 15 horas será feito o acolhimento aos visitantes da Liga dos Amigos do Museu Malhoa (Caldas da Rainha), para uma visita ao MMCR. A partir das 16 horas haverá

Companhia Teatro do Ribatejo

O Carteiro é êxito na Chamusca

Depois do êxito do romance e da sua adaptação ao cinema e de ter sido já representado em todo o mundo, com muito êxito dada a qualidade da obra de Neruda, é agora a vez de a Chamusca assistir a um dos espectáculos que mais tem emocionado esta Vila. O Teatro de Bolso da Chamusca está transformado na Isla Negra onde viveu Pablo Neruda para receber o Carteiro que aprendeu a saborear as palavras na poesia de Neruda. Um grande momento de teatro que vai receber a quarta representação, amanhã, sábado, dia 22, às 21h30, antes de iniciar uma digressão nacional. Recorde-se que Pablo Neruda é um dos mais importantes poetas do século XX tendo recebido em 1971 o Prémio Nobel da Literatura e foi ainda um participante activo na luta por um Chile democrático. Com encenação de João Coutinho, cenografia de Elsa Mendes e João Cachapuz, este é um espectáculo que prestigia o Teatro na região, no regresso da Companhia de Teatro do Ribatejo aos grandes textos da dramaturgia universal. Um talentoso elenco de actores, entre os quais, António Mendes, Francisco Matias, Elsa Mendes, Custódia Solca, Cláudia Monteiro, Álvaro Galrinho, Ricardo Marques e César Pinto, fazem deste Carteiro um respirar poético e artístico que faz da Chamusca uma Vila Teatro, Uma Vila ARTE! As reservas podem ser feitas para o telefone 915206234 ou por mensagem no facebook para Companhia de Teatro do Ribatejo.

Cartaxo Sessions esta noite no CCC Os americanos Holy Wave e os portugueses Cave Story apresentam-se no Centro Cultural do Cartaxo (CCC), hoje, sexta-feira, a partir das 23h00, em mais uma edição das Cartaxo Sessions, que desta vez conta com os concertos dos americanos Holy Wave e dos portugueses Cave Story. O primeiro álbum da banda texana “Knife Hits” foi gravado no prestigiado estúdio Cacophony Recorders. Igualmente sucesso está a alcançar o último disco “Reverberation Appreciation Society”. Antes dos Holy Wave, atua a banda das Caldas da Rainha Cave Story.

uma conversa sobre Carlos Reis, intercalada por flashes musicais, da responsabilidade dos alunos da escola de música do Choral Phydellius. Esta iniciativa é gratuita, e aberta a todos os públicos. Carlos Reis nasceu em Torres Novas a 21 de Fevereiro de 1863. Foi um pintor notável pela sua aptidão para transmitir luminosidades. Trabalhador incansável, pintou numerosos quadros, alguns de grandes dimensões e é considerado «o mágico do branco», pela sua forma de comunicar as transparências da luz, em expressões inigualáveis. O actual núcleo de pintura de Carlos Reis do MMCR é composto por 30 obras do autor, bem exemplificativas da dupla qualidade de paisagista e retratista de Carlos Reis, revendose nelas a predilecção do pintor para retractar aspectos do quotidiano da vida campestre. O Museu Municipal Carlos Reis pode ser visitado de terça a sexta, das 9 às 12h30 e das 14h30 às 17h30. Aos sábados e domingos funciona das 14h às 17h30. Encerra ao público à segundafeira e dias feriados. A entrada é gratuita.

Caroline Samuel Pimenta Carvalho e Mariana homenageado Dias Coutinho no Brasil expõem na galeria 55 Samuel Pimenta, escritor de 23 anos, foi Caroline Carvalho com ‘Animalutopia’ e Mariana Dias Coutinho com ‘In Situ’ são as novas propostas da Galeria 55 na Rua 1.º de Dezembro, em Santarém. As exposições são hoje inauguradas pelas 18h00 e manter-se-ão patentes ao público até 18 de Março.

Tuna da UTIS no Espaço C A Tuna da Universidade da Terceira Idade de Santarém (UTIS) dá um concerto no Espaço C do Círculo Cultural Scalabitano, amanhã, sábado, dia 22, pelas 21h30. A Tuna da UTIS é já uma referência de boa disposição, talento e musicalidade na região de Santarém. Depois de passarem por diversos palcos e festivais, levam amanhã ao Espaço C a sua energia contagiante num repertório que varia entre música dos anos 20, 30, canções tradicionais portuguesas e autores contemporâneos.

Acção de formação

Como Gerir uma Associação nos tempos de hoje A Federação das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto de Santarém promove amanhã, sábado, dia 22, pelas 16h00, na Sociedade Recreativa Operária, em Santarém, a acção de formação “Como gerir uma Associação nos tempos de hoje”. Esta acção procurará ser um importante instrumento para o trabalho a desenvolver pelas Associações, face à actual legislação.

indicado pela “Literarte - Associação Internacional de Escritores e Artistas”, com sede no Brasil, para receber a Comenda Luís Vaz de Camões. O escritor português é um dos convidados em destaque naquele que será o maior encontro de escritores, poetas e artistas do Brasil, o “Sarau Nacional”, onde será entregue a comenda, a acontecer na Usina do Gasômetro de Porto Alegre, no âmbito das Comemorações dos 800 anos da Língua Portuguesa, nos dias 18 e 19 de Julho. “O Samuel tem-se destacado pela militância cultural e pela valorização da lusofonia e dos novos escritores. Além disso, alguns dos prémios literários que já conquistou demonstram que é um dos novos valores literários da Língua Portuguesa.”, explica Izabelle Valladares, Presidente da Literarte. Samuel Pimenta estará no Brasil cerca de dois meses para promover a sua escrita junto de escolas e universidades, bem como na Bienal do Livro de S. Paulo, em Agosto. “Será uma óptima oportunidade para me aproximar e retribuir o apoio dos leitores brasileiros que me acarinham desde o início, quando me limitava a partilhar os meus textos no meu blog.”, diz Samuel Pimenta. O jovem escritor foi convidado, também, para assumir funções como Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa, entidade que reunirá personalidades do mundo académico e cultural lusófono, uma outra forma de a Literarte demonstrar o reconhecimento pelo seu trabalho. “O Núcleo pretende homenagear académicos, escritores e artistas que se têm destacado pelo seu trabalho e o Samuel parece-nos a pessoa indicada para assumir o papel de presidente, pela sua visão jovem e vontade de querer levar a Língua Portuguesa mais longe, de uma forma rigorosa e meritória.”, diz Izabelle Valladares. A Literarte estará em Portugal em Março para destacar vários escritores e artistas portugueses e lusófonos, numa cerimónia que acontecerá na sede da CPLP, dia 27 de Março, pelas 16h00.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

MEMÓRIA

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As Memórias de João Gomes Moreira

Cafés e Restaurantes do Largo do Seminário nos Anos 40 e 50 Em 2014, o aspecto geral do Largo do Seminário é muito diferente do que era nos meus tempos de estudante (anos 30 e 40). Nesta bela praça, que já se chamou Terreiro do Paço, Rossio, Passos Manuel, agora Marquês Sá da Bandeira, mas que será sempre o velho Largo do Seminário. Neste belo espaço destacam-se, a monumental Igreja de Nossa Senhora da Conceição (o Seminário Patriarcal e em cuja ala esquerda esteve instalado o Liceu Sá da Bandeira até 1943), a Igreja da Piedade e a estátua do Marquês Sá da Bandeira, elementos preciosos que merecem uma crónica especial. Hoje, quero dedicar-me aos estabelecimentos de restauração e aos cafés existentes nesses recuados tempos e cuja frequência era bem diferenciada.

Café Brasileira ou do Vigário

Espaço largo com dois bilhares e onde se reuniam geralmente os negociantes da região. O proprietário era o lavrador e grande industrial, Florentino Dias Vigário senhor de muitos prédios, propriedades e de um lagar de azeite. Ali se combinaram e concretizaram bastantes transacções comerciais. À entrada, no lado direito havia uma venda de café, torrado na altura da compra pela responsável, a D. Anália (ou Natália?) e, creio, também venda de tabaco. O gerente, o Sr. Carvalho, tinha três filhos o Fernando, empregado na ourivesaria Albano Colaço, o Armando, regente agrícola e o Joaquim, funcionário bancário. O chefe de escritório era o Sr. Martins também com 3 filhos que estudavam, entre os quais a Célia que foi minha colega. Na copa lembro-me dos seguintes empregados: o Norton Garcia, o Fonseca e o João Almeida, o qual, mais tarde foi abrir um café em Pernes. Desde os anos 90, o velho Brasileira é uma loja de modas. No passeio, à frente do café, pararam durante muitos anos, as camionetas de passageiros da firma “Os Capristanos” das Caldas da Rainha, que mais tarde mudou as suas instalações para a Rua 31 de Janeiro, esquina com o demolido Bairro César.

Café do Sr. Lopes, hoje Bijou

É explorado pelo Sr. Alfredo Oliveira desde 1952. Tem igualmente entrada pela Rua Capelo e Ivens. Nos anos 30 tinha um bilhar e mais tarde uma “Laranjinha”, quer dizer, um pequeno bilhar com diversos buracos, cada um com um valor e um boneco de madeira (o Negus) à frente do buraco mais pontuado. Deitá-lo abaixo era perder todos os pontos acumulados. Tenho informação de que este café, antes de ser do Sr. José Fernandes Lopes, de Rio Maior, foi uma loja de fazendas do Sr. Ajax Rato que anos depois, no prédio a seguir, possuía uma mercearia onde se vendiam os célebres “Celestes de Santa Clara”. Durante os anos 1947-1950, o café foi explorado pela firma Eloy, Cardoso & Montez. Por cima da actual Bijou reside a família Veríssimo, da farmácia.

Café e Taberna do Fialho

Nas portas, sem número, entre o 23 e o 24, localizava-se o restaurante e a taber-

na do Sr. António José da Silva Fialho, onde hoje se situa o Banco Millennium. No local funcionou, desde 1966, o Banco Português do Atlântico e anteriormente uma loja de peças da firma Luís Baptista, Ldª, com stand de automóveis, Opel, Blitz e Chevrolet, na Rua Cidade da Covilhã, em frente ao Jardim da República. Na sala de entrada do Café Fialho existiam uns gabinetes onde o proprietário permitia que os estudantes vindos, de burro, de Vilgateira, Várzea e do Entroncamento, tomassem as suas frugais refeições que traziam num saquito. Quanto muito bebiam uma gasosa ou um pirolito para justificar a presença. Nesses tempos a “malta” ainda não bebia cerveja como actualmente! Só lá para as “sortes”… Subiam-se uns degraus e entravase num vasto pátio que ainda hoje deve existir, com cisterna e onde se petiscava e se saboreava o bom vinho da região. Por ali passaram grandes figuras de Santarém. Tinha outra entrada (ou saída) pela Rua de S. Nicolau e que foi tapada, creio que com a abertura da Casa Tágide, de Cristiano Branquinho, em frente à relojoaria Santos. Era por aqui que os carros de bois, depois carroças, descarregavam os barris de vinho. Este espaço foi vendido pelos herdeiros do Sr. Fialho (Sr. Godinho que tocou na Banda dos Bombeiros), a Jacinto Cardoso da Silva que para ali transferiu a sua tipografia.

Café do “sôr” Mariano

Logo a seguir ao Sr. Fialho, na porta 23, era o café-cervejaria do Sr. Mariano Rosa Fernandes, (hoje loja da firma “Gwen”) com três divisões. Nesse local terá existo uma esquadra de polícia até 1915. O Sr. Mariano colocava os barris com o vinho que vendia a copo, debaixo da larga escada que conduzia ao 1º andar da casa onde nasceu o Marquês Sá da Bandeira (1795-1876). Ao fundo ficava uma sala escura com um bilhar ao meio, onde se realizavam renhidas “parceiradas”, sempre com grande assistência de estudantes e, mais tarde, depois de 1943, de amadores deste desporto. O Sr. Mariano Rosa Fernandes, antigo correeiro, estava sempre bem-disposto e ficou célebre por algumas tiradas maliciosas que proferia quando lhe faziam determinadas perguntas ou quando se manifestava com observações suas sobre ocasiões pontuais. Deixo uma como exemplo. Um senhor padre entrou no estabelecimento e perguntou ao Sr. Mariano: “Por favor, a que horas, depois de almoço, tenho camioneta para Torres Novas?”. O Sr. Mariano respondeu: “Não posso informar pois não sei a que horas o Sr. Padre almoça!”. O Sr. Mariano era irmão do antigo alfaiate, Romão Rosa Fernandes, pai do engenheiro técnico agrário, Joaquim Peralta Fernandes (1920-1976), que foi meu colega na Comissão da Feira do Ribatejo (1954-1974). Em frente ao café, paravam as camionetas da firma Claras, de Torres-Novas. Nesse local também existia uma bomba de gasolina, da Móbil Auto-Gazo, que ainda utilizava o sistema “carbox”, dois

depósitos de vidro com a capacidade de 5 litros cada que enchiam movidos por uma alavanca accionada pela força braçal. Esta bomba era explorada pelo motorista José do Nascimento, sogro do cabeleireiro António Silva.

Taberna do Sr. António Lopes (do relógio)

Este estabelecimento de vinhos, no Largo do Seminário, no rés-do-chão do primeiro prédio a seguir à Igreja da Piedade, nºs 1 e 2, era propriedade do Sr. João António da Costa Lopes. Lá dentro, na parede por detrás do balcão, havia um curioso relógio representando uma cara humana e cujos olhos pareciam abrir e fechar conforme o andamento do badalo no seu movimento de vai vem. António Lopes teve quatro filhos: Joaquina do Carmo Lopes Madeira, casada com o bancário Mário Madeira; Joaquim do Carmo Lopes, industrial de automóveis no Porto; Manuel João do Carmo Lopes, bancário; e Maria Leonor Carmo Lopes Montoia, esta, felizmente, ainda entre nós. Em frente à taberna paravam as camionetas de passageiros para Lisboa das firmas Abílio da Noiva Mendes, de Mira d’Aire; Adelino Pereira Marques, de Pedrogão Grande; Barreiros e Pinaz, Lda., que seguia por Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra e Bolo; e de Cernache do Bom Jardim. De registar que estes autocarros de passageiros deixaram de estacionar no Largo do Seminário no ano de 1945, quando uma camioneta de carga, ao passar na rua de S. Nicolau (gaveto com Bêco dos Tanoeiros), esmagou contra a parede da sapataria Abílio David, dois jovens estudantes do Liceu, respectivamente filhos do enfermeiro Abrantes e do comerciante de fazendas Neves, estabelecido na Praça Velha. Por decisão da Câmara as referidas camionetas passaram a estacionar no Largo da Piedade, em frente ao Jardim da República.

Pensão Rapideza

E chegamos à célebre Pensão Rapideza, local onde existe um anexo da Benetton e antes foi a livraria Progresso, de João Portugal. Eram proprietários da Pensão o Sr. Amadeu Torcato e a D. Vicência. A sala da Pensão era espaçosa, tinha muitas mesas e uma coluna ao meio. Ao fundo, localizava-se a cozinha onde o Sr. Amadeu também vendia uns copitos de vinho aos habituais fregueses que entravam por uma porta existente na Travessa do Chiado. Na referida cozinha, mais ou menos nos anos 40, diversas vezes ouvi tocar a exímia acordeonista Eugénia Lima, a qual, quando contratada para perto de Santarém, sempre visitava os seus amigos da Rapideza e oferecia um pequeno concerto aos clientes e a quem a ouvia cá fora. O 1º andar tinha quartos alugados aos estudantes. A janela em estilo manuelino, que dava para o Largo é muitas vezes erradamente associada à trágica morte de Inês de Castro. A verdadeira janela onde se passou esse episódio, em 1355,

situa-se num dos pátios do Seminário, ao tempo, Palácio Real. Foi voz corrente na cidade que, em 1917, após a aparição de Nª Sª de Fátima, na Cova da Iria, o Sr. Amadeu Torcato, de farto bigode e republicano assanhado, de parceria com o vizinho Fialho, o António Chaufer (ou o sr. Gante) e uns senhores de Pernes, se dirigiram ao local numa furgoneta. Nessa noite arrancaram a milagrosa azinheira e trouxeramna para Santarém onde a passearam pelas ruas. Também li noutro sítio que a azinheira que trouxeram não era aquela onde apareceu a Virgem mas outra que lhe ficava ao lado. Fica a dúvida!

Taberna do Gante

No nº 34 esteve muitos anos a taberna do Sr. António Domingos Gante (ou o António Chauffeur) que a trespassou ao Sr. Joaquim Balofo. Mais tarde pertenceu a uma senhora que vendia comida a peso e o estabelecimento chamava-se o “Prato”. Nestes anos a que me refiro o estacionamento dos automóveis de aluguer era deste lado do Largo. À esquina da “Bijou” ainda se encontra um dístico redondo, com um grande E no meio a lembrar esse facto. Depois a praça de automóveis passou para o Largo do Padre Chiquito.

Taberna Aleluia

Em 1915, o estabelecimento dos nºs 19 e 20 pertencia a António Braz Ruivo pai de Augusto Braz Ruivo (1906-1983), funcionário da Caixa Geral de Depósitos e do comerciante António Braz Ruivo, com loja de ferragens (actual Duarte e Reis). Mais tarde, a taberna foi trespassada a Jacinto Rodrigues Montês que a conservou até 1920, segundo o comerciante Joaquim Vicente Serrão (19041991). A praça foi sucessivamente ocupada por outros estabelecimentos como: a partir de 1915, pela correaria de Manuel Jacob, pai do veterinário, Dr. Manuel Moreira Jacob e de Alfredo Moreira Jacob, cobrador da Câmara Municipal de Santarém; pelos Armazéns da Sociedade Mercantil, Lda. dos quais foi sócio o banqueiro Manuel João Telhada e onde esteve empregado Joaquim Vicente Serrão entre 1921 e 1922; e pelo “stand” de automóveis FIAT, da responsabilidade de António Paula de Oliveira que teve, durante muitos anos, uma oficina no Largo da Piedade. Este senhor – conforme regista o Boletim do A.C.P. - deslocou-se de propósito a Paris para trazer o primeiro automóvel que existiu em Santarém e que pertenceu ao Sr. Martins Bacalhoeiro. Ao terminar esta crónica, lamento que se tenha acabado com a bonita calçada à portuguesa que durante tantos anos fez o encanto daquela Praça. Os inestéticos lajedos ali colocados em sua substituição, não estão de acordo com a história e a arquitectura do local. João Gomes Moreira


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MEMÓRIA

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Opinião Mª Fernanda Barata

Baú de Recordações Um pouco de História de Atalaia As crónicas que o meu pai escrevia e que eram publicadas no conceituado Jornal Correio do Ribatejo “tinham o fim de levar ao conhecimento do Povo, o passado histórico da terra que o viu nascer.” Do meu “Baú” retiro hoje a crónica sobre a Freguesia de Atalaia, concelho da Barquinha ou Vila Nova da Barquinha, criado em 1839. Aqui fica registada a referida crónica que lembra o Professor Albertino Henriques Barata, grande Amigo do Correio do Ribatejo e de seus ilustres Directores. A fundação da Barquinha, segundo reza a tradição, deverá remontar ao século XI. O seu topónimo provém da palavra árabe “Ata-lâa”, que significa monte, de onde se pode vigiar (atal aiar). Em 1147, a povoação foi resgatada do poder mourisco, pelo nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques. Foram-lhe concedidos os seguintes forais: o primeiro foi-lhe concedido por D. Afonso II, em Outubro de 1212. O segundo foi-lhe concedido em 1285 por D. Dinis e o terceiro, por D. Manuel I, em Lisboa, em 2 de Novembro de 1514. O Rei D. Dinis mandou-a repovoar e cercá-la por muralhas de que, nos tempos de hoje só restarão vestígios. Em 1600, Barquinha já tinha a categoria de vila, facto este que comprova o seu valor. Quando o concelho da Barquinha foi extinto, Atalaia e outras freguesias foram integradas no concelho da Golegã. Esta medida patrocinada por João Franco, foi depois anulada. Os filhos primogénitos dos Marqueses de Francos foram os Condes e Alcaides-Mores da vila da Barquinha. Estes fidalgos, “por sua vez apresentavam os Priores da Paróquia que recebiam a renda anual de quinhentos mil réis”. Os dois primeiros Condes de Atalaia foram: - D. Pedro Vaz de Melo, nomeado por D. Afonso V em 1470 e D. Francisco Manuel, nomeado por D. Filipe II de Espanha e I de Portugal, em 17 de Julho de 1583. A freguesia de Atalaia é de segunda ordem e tem por orago Nossa Senhora da Assunção. A Igreja Matriz, considerada Monumento Nacional por Decreto nº 453 de 19/02/1925, possui azulejos do século XVII de D. José Manuel, nosso filho de D. Luís Manuel de Távora, 4º Conde de Atalaia, com um epitáfio em latim, cuja tradução é esta:- “ D. José Manuel, Cardeal Presbítero da santa Igreja Romana, Patriarca da Santa Igreja de Lisboa, que regeu durante quatro anos, um mês e dezanove dias. Fora eleito no ano do Senhor, 1758, no dia 9 de Julho. Descanse em paz.” Este Príncipe da Igreja faleceu em Atalaia, tendo sido o 2º Patriarca de Lisboa. Um cumprimento ao Leitor

Opinião Fátima Vasques

Opinião Manuela Ribeiro

No lugar do Tempo O caminho era direito, mas na rua de cima! O mesmo passeio, sem alterar direção. Ainda bem, porventura pensou a minha mãe:“menos perigoso”. É que, fosse o mesmo de outro modo, eu não teria feito diferente. Aventura de ir, para aprender as Letras. À minha primeira professora, a essa Senhora muito devo; ao hoje. Do que em mim despertou para outros saberes; do que aprendi; da facilidade que sempre teve em ensinar, revelar como se fazia, como se liam os sentidos em letras e números e formas. Minha mãe costumava costurar junto de uma camilha, sendo-lhe sobreposta uma renda, também obra sua. Junto a elas, mesa e mãe, passei grande parte da infância e juventude lendo, estudando e brincando, nos intervalos das fugas para a Dona Vitalina primeiro e, mais tarde, das idas e vindas do liceu. Como recordo bem o aconchego, verão ou inverno, entre os cheiros da cozinha; apenas os sentidos e a companhia. Quantas vezes perguntava à minha mãe o que não me sabia responder mas, não raro, outras histórias

eram contadas e delas vinha um ensinamento-outro. A rua Almeida Garrett foi, então, essa outra alegria. Cresci, estimada, no seio daquela família, vivendo os seus hábitos. As mesinhas eram pequenas e as cadeiras também, de madeira, à altura do nosso crescimento até aí, como que à espera da partida que, invariavelmente, iria acontecer, mas num outro dia. Desta casa de afetos, com quadro de giz na parede, desenhos, letras e matemática, ciências, história e geografia, com as mesas e as pequenas cadeiras, parti para realizar a minha primeira prova escolar, de forma oficial. Mestra e aprendiza conjugaram-se no presente perfeito do tempo: a 1ª classe foi saltada, dado que a rapariga sabia demais e não teve necessidade de a frequentar. E assim foi. Para a Mestra Dona Vitalina, o meu reconhecimento. Em todos os dias, de todos os tempos. Vamo-nos cruzando, felizmente, entre afazeres de uma e de outra. E assim é.

A nossa carteira

gues Ana de Oliveira Marques Amélia Cardoso Carvalho Maria José d’Oliveira Rodrigues Duarte Domitília Concórdia Landácias Augusto Moreira de Sousa Barbosa Augusto Francisco Nabiça João Francisco Almeida Ambrioso Maria Inês Pereira Pestana Ascenso Pires 24 de Fevereiro Maria Alcina Alves de Sousa Barata Márcio António Vale e Pina Barreto 25 de Fevereiro Joana Ramos Vieira Isabel Maria Duarte da Fonseca António Manuel Saramago Costa Maria Teresa Sousa Nogueira Mendes 26 de Fevereiro Maria Luiza dos Reis Motta Ruth Cândida Maria Jorge Serrão Abel Barroso Hipólito Branca Aurora Duarte Cintrão Miguel Inácio Júnior Aldina da Conceição Costa João Leandro da Silva Ferreira Monteiro Deolinda da C. Monteiro de VilaLôbos Risques 27 de Fevereiro Maria Helena Vieira Januário José Simão Fradique Sandra Amélia Caneira Menino

Fazem Anos 21 de Fevereiro Maria Manuela de Medeiros Ferreira Viana de Oliveira Carvalho Luís António Baptista Simões Serra Natividade Maria Cardoso Francisco Sá Silva Magalhães Santos Helena Maria Rodrigues Santos Ferreira Maria Natália Rodrigues Ludgero António de Jesus Mendes 22 de Fevereiro Margarida Antonieta Durão Maria Clotilde Henriques Puga Maria Augusta Rosa Isaac Costa Ana Maria Duarte Rodrigues Carlos Alberto Simões Monteiro Neves Jorge Joaquim de Paiva Magalhães Vasconcelos Benites João Duarte Anachoreta Caldas Alberto Pedro Monteiro Joaquim Fernando Bento Picôto Manuel Ruy Paciência de Sousa Barbosa José Francisco Quelhas Serrão de Faria Ana Maria Mota Ferreira Paulo Ricardo Nunes Valério Batista 23 de Fevereiro Filomena das Dores Pereira Rodri-

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Porta do Sol

Harmonia

Escrevo esta crónica no Brasil, em pleno centro do estado de Minas Gerais, no vale do Matutu. Um vale considerado sagrado porque em tempos passados, na entrada do vale entre duas montanhas - A cabeça do leão e o Pico do papagaio - todas as tribos de índios deixavam as suas armas e no vale não se conheciam guerras. Hoje, o vale continua a manifestar a harmonia entre os reinos. As plantas, os animais e os humanos convivem num respeito profundo pelo outro, sabendo que todos são parte da Unidade. As populações vivem no que chamam de – Comunidades – numa energia em que o individuo e o grupo interagem de forma fluida e complementar. Olho em frente ... vejo as encostas do vale, ouço o borbulhar da água no riacho e um falcão, no galho de uma árvore, faz questão de me acompanhar na escrita. Por alguns minutos, e tal como no passado, Portugal e Brasil estão juntos ... descobrindo-se mutuamente. A harmonia do vale sagrado segue em cada letra deste texto e toca cada leitor português que o lê. Há uma energia de resgate de memórias que segue junto, o estado de Minas Gerais teve uma forte presença de escravatura, e muitos destes vales foram trabalhados com negros vindos das ex colônias, mas hoje nestes novos tempos, estamos prontos para largar esse apego ao sofrimento e nos abrirmos á harmonia do reencontro de povos numa energia de paz. Agora surge um águia, bem na minha frente ... é a liberdade que se manifesta ... é o relembrar que podemos deixar as armas na entrada dos vales das nossas vidas e procurar as soluções numa energia de harmonia. Quando entramos na sala do chefe, na casa da sogra, na sala de tribunal, podemos fazer essa Escolha ... deixar as armas na entrada do “vale”. O que aconteceria se isso acontecesse na entrada da Assembleia da República? ... se os políticos deixassem as armas na entrada do “vale”? Tudo é possível, e a mudança do Todo começa em cada mudança individual. Tal qual a entrada do “vale” são as nossas Portas do Sol, onde podemos Escolher deixar as armas do lado de fora. Se as vamos recolher na saída, é só mais uma Escolha ... e como sempre só nossa, porque ... ... somos os criadores de todas as Portas do Sol das nossas vidas.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

EMPRESAS & EMPRESÁRIOS

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EMPRESAS&EMPRESÁRIOS Restaurante “El Rocío” serve, em Santarém, comida Ibérica com muito bom gosto PÁG. 14

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Mitsubishi do Tramagal vai iniciar exportações para Turquia e Marrocos Investimento de 10 ME realizado pela Águas do Ribatejo em Almeirim considerado “fundamental”

Os eleitos do Município de Almeirim reconhecem que o investimento de 10 ME realizado pela Águas do Ribatejo (AR) nas obras em fase de conclusão é uma mais-valia para as populações e que o Município por si não teria capacidade para realizar estas obras. Sem estes investimentos, a curto prazo, estaria comprometida a qualidade no abastecimento de água e no tratamento de esgotos.

EMPRESAS & EMPRESÁRIOS PÁG. 16

“Almeirim tomou a melhor opção e basta comparar com o que está a acontecer nos concelhos que seguiram outro caminho para verificar que este é o melhor modelo”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Pedro Ribeiro, no final duma visita de trabalho aos principais equipamentos construídos e requalificados nas quatro freguesias, na tarde de sábado, 15 de Fevereiro. EMPRESAS & EMPRESÁRIOS PÁG. 14

Ambiente

Projecto

Festa

Vinhos

Município de Torres Novas e Resitejo sensibilizam crianças para a importância da reciclagem

NERSANT pretende criar um cluster na área da Regeneração Urbana

Amiais de Baixo prepara cinco dias de festa

Vinhos da Alorna ‘ganharam asas’

A freguesia de Amiais de Baixo, Santarém, vai viver cinco dias de festa, num evento que mistura uma vertente religiosa muito forte, com aspectos mais pagãos. As festas populares em honra do Mártir São Sebastião realizam-se este ano entre hoje, dia 21, e terminam terça-feira, 25 de Fevereiro. PÁG. 17

O Quinta da Alorna Reserva Arinto & Chardonnay é um dos 18 vinhos que fazem parte da Carta de Vinhos da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP). Este néctar branco, complexo pela fruta fresca e citrina do Arinto e pelas notas fumadas do Chardonnay, atravessa agora fronteiras a bordo da companhia aérea portuguesa, à procura de novos mercados e de novos consumidores. PÁG. 24

Uma parceria entre o Município de Torres Novas e a Resitejo - Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo permitiu sensibilizar cerca de 1000 crianças de todo o concelho para a importância da reciclagem e para o funcionamento do Ecocentro. PÁG. 16

Teve lugar no passado dia 12 de Fevereiro, no Santarém Hotel, a sessão de apresentação pública do projecto Regenerapolis - Uma oportunidade de desenvolvimento económico, promovido pela NERSANT, onde estiveram presentes mais de 60 participantes, entre autarcas, entidades bancárias, empresários da fileira da construção civil e imobiliário. PÁG. 15


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EMPRESAS & EMPRESÁRIOS

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Investimento de 10 ME realizado pela Águas do Ribatejo em Almeirim considerado “fundamental” Os eleitos do Município de Almeirim reconhecem que o investimento de 10 ME realizado pela Águas do Ribatejo (AR) nas obras em fase de conclusão é uma maisvalia para as populações e que o Município por si não teria capacidade para realizar estas obras. Sem estes investimentos, a curto prazo, estaria comprometida a qualidade no abastecimento de água e no tratamento de esgotos. “Almeirim tomou a melhor opção e basta comparar com o que está a acontecer nos concelhos que seguiram outro caminho para verificar que este é o melhor modelo”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Pedro Ribeiro, no final duma visita de trabalho aos principais equipamentos construídos e requalificados nas quatro freguesias, na tarde de sábado, 15 de Fevereiro. As novas estações de tratamento de água de Almeirim e Benfica; os novos reservatórios de Fazendas de Almeirim, Benfica e Almeirim; as ETAR para tratamento de esgotos em Paço dos Negros e Raposa foram alguns dos equipamentos visitados por cerca de quatro dezenas de autarcas. Moura de Campos, director-geral da Águas do Ribatejo, destacou a imponência da ETAR intermunicipal Almeirim/ Alpiarça, implementada num terreno de 18 ha, junto ao Paul da Goucha, com lagoas gigantes a céu aberto onde o esgoto é tratado de forma natural e com reduzidos custos de energia. A ETAR, seis estações elevatórias e quase 20 km de condutas nos municípios de Almeirim e Alpiarça, custaram 5,3 ME.

Durante a visita, os eleitos observaram bandos de aves que nidificam na ETAR e várias espécies numa flora abundante. Para surpresa de alguns, o cheiro a esgoto só apareceu na fase final do tratamento, apesar da estação estar em pleno funcionamento recebendo os esgotos de Almeirim e Alpiarça. “Antes destas obras, os esgotos corriam directamente para a linha de água e para a Vala de Alpiarça. Hoje temos parâmetros de elevada qualidade no tratamento”, referiu o director-geral. Moura de Campos explicou que este equipamento, com um excelente enquadramento paisagístico, é amigo do ambiente porque tem impactos ambientais “muito reduzidos” e um baixo consumo de energia. “Temos essa preocupação na aquisição dos equipamentos. Os custos reduzidos de energia e de manutenção são fundamentais para garantir a sustentabilidade do projecto”, sublinhou, referindo que o custo da energia tem um peso muito significativo na produção de água e no tratamento de esgoto. O presidente do Município, Pedro Ribeiro realçou que com a conclusão das obras que estão em curso no concelho, fica garantida uma cobertura superior a 95% a nível do abastecimento de água com reservas para cerca de 48 horas em caso de avaria no sistema, e a 90% no saneamento. Almeirim fica ao melhor nível da União Europeia e com equipamentos preparados para um horizonte temporal superior a 20 anos. Os investimentos realizados foram financiados pela União Europeia, mas a AR assegura o financiamento da sua compar-

NOTARIADO PORTUGUÊS - CARTÓRIO DE SANTARÉM A CARGO DA NOTÁRIA ISABEL MARIA RAIMUNDO DE OLIVEIRA FILIPE BATISTA MARQUES ---Eu Isabel Maria Raimundo de Oliveira Filipe Batista Marques, Notária do Cartório Notarial de Isabel Marques, na cidade de Santarém, CERTIFICO, para efeitos de publicação que por escritura de onze de Fevereiro de dois mil e catorze, lavrada de folhas cento e vinte e cinco a folhas cento e vinte e sete, no livro de notas para escrituras diversas número duzentos e trinta e oito-A ---a) JOSÉ BAPTISTA PINTO, viúvo, natural da freguesia de S. José da Lamarosa, onde é residente na Rua Luís de Camões, nº. 13, concelho de Coruche; e ---b) JOSÉ MANUEL NUNES BAPTISTA e mulher ISABEL MARIA FERREIRA DE OLIVEIRA BAPTISTA, casados segundo o regime de comunhão de adquiridos, naturais ele da freguesia e conselho de Coruche e ela da freguesia de Santarém (São Nicolau), concelho de Santarém, residentes na Quinta do Ameixial, Ameixial, S. José da Lamarosa, outorgaram uma escritura de JUSTIFICAÇÃO na qual com exclusão de outrém se declaram únicos donos e legítimos possuidores do seguinte:

a António Maria Inácio e mulher Ana Maria Lopes, casados que foram segundo o regime de comunhão geral e residentes em Paços Negros, Fazendas de Almeirim, por compra verbal, não a tendo, no entento, reduzido a escritura pública; posteriormente, em vinte e sete de Maio de dois mil e treze veio a falecer aquela MARIANA ROSÁRIO NUNES VENDA, na freguesia de Santarém (S. Nicolau), concelho de Santarém, natural que foi da freguesia e concelho de Coruche, com última residência habitual na Rua Luís de Camões, nº. 13, São José da Lamarosa, Coruche, no estado de casada em primeiras e únicas núpcias de ambos e sob o regime da comunhão geral de bens, com o justificante indicado na alínea a),sem deixar testamento ou qualquer outra disposição de última vontade, tendo-lhe sucedido como únicos herdeiros seu marido, ora justificante identificado em a) e um filho, ora justificante identificado em b), conforme Procedimento Simplificado de Habilitação de Herdeiros e Registos, com o Processo nº. 1164/2013, lavrado no dia vinte e três de Julho de dois mil e treze, na Conservatória do Registo Civil de Coruche.

---Prédio rústico, composto de terreno de vinha e semeadura, com oliveiras, figueiras e sobreiros, denominado gleba nº. 152-A + 153, no lugar de Herdade dos Gagos, freguesia de Fazendas de Almeirim, concelho de Almeirim, com a área de quinze mil quinhentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel Florêncio Caniço e Custódio Mendes, de Sul com Manuel Felício Pombas e caminho público, de nascente com Manuel Domingos Moreira e de poente com Manuel Florêncio Caniço, DESCRITO na Conservatória do Registo Predial de Almeirim sob o número OITOCENTOS E TRINTA E UM/Fazendas de Almeirim, onde a aquisição se mostra registada a favor de António Maria Inácio e mulher Ana Maria Lopes, conforme Ap. 5, de 07/01/1970, a destacar do inscrito na matriz cadastral respectiva sob o artigo 173, da secção 040, o qual proveio do artigo 1 da secção 040, conforme certidão emitida em 20/10/2013 pelo Serviço de Finanças de Almeirim e anteriormente artigo 70 (parte), conforme declaram.

---Que, desde há mais de VINTE ANOS que o mencionado JOSÉ BAPTISTA PINTO, por si e desde vinte e sete de Maio de dois mil e treze, também o referido JOSÉ MANUEL NUNES BAPTISTA, em representação da mãe pré-falecida vêm exercendo sobre este prédio uma posse, de boa-fé, contínua, pacífica e pública, à vista e com conhecimento de toda a gente, cultivando-o, sem oposição de quem quer que seja, pagando os respectivos impostos, tudo isto por um lapso de tempo superior a vinte anos, pelo que o adquiriram por usucapião.

---O justificante indicado em a) e sua falecida esposa MARIANA ROSÁRIO NUNES VENDA, no ano de mil novecentos e noventa e dois, adquiriram o mencionado prédio rústico

A Notária Isabel Maria Raimundo de Oliveira Filipe Batista Marques Conta registada sob o nº. 258/001

---Estando assim impossibilitados pelos meios normais, de comprovar a aquisição do identificado imóvel, invocam, por esta forma a USUCAPIÃO, como meio aquisitivo do direito de propriedade suprindo a ausência de título com vista ao registo de aquisição a seu favor ---ESTÁ CONFORME. ---Cartório Notarial de Isabel Marques, onze de Fevereiro de dois mil e catorze.

ticipação recorrendo à banca com pagamento de 3ME em juros e amortizações em 2013. “Este valor é pago com a receita das facturas, são todos vocês consumidores que pagam porque a empresa não tem outras receitas e os municípios estão impedidos de colocar dinheiro na AR”, referiu o director-geral Moura de Campos, sublinhando que por decisão de todos os presidentes, os resultados líquidos apurados são canalisados para investimento em obras e infra-estruturas e para atenuar as actualizações no tarifário. O presidente da Câmara Municipal de

Almeirim explicou que apesar dos consumidores pagarem mais pelos serviços do que pagavam quando a gestão era municipal, estão a pagar um valor justo e “muito inferior” ao dos outros sistemas da região. “Se verificarem o quadro comparativo dos tarifários, entendem porque esta é a melhor opção para todos nós”, realçou. Moura de Campos explicou ainda a responsabilidade social que assegura redução na factura para famílias de menores recursos económicos, famílias numerosas, instituições sem fins lucrativos e autarquias.

Risa distinguida pela SAP como Parceiro de Excelência 2014 A empresa RISA Consulting, sedeada em Vila Moreira, Alcanena, recebeu o prémio SAP EMEA Regional Partner Excellence Award 2014 na categoria Business One. A Risa foi considerada pela SAP o parceiro com melhor desempenho nas regiões da Europa, Médio Oriente e África (EMEA) e da Europa Central e de Leste (MEE) no que diz respeito «a contributos notáveis com impacto nas vendas globais da SAP e nos objectivos de geração de canal». O prémio foi entregue em Barcelona, du-

rante o SAP EMEA-MEE Field Kick-Off´Meeting 2014. João Artur Rosa, Administrador da Risa, considera que este prémio “traz uma enorme satisfação e resulta de um trabalho de excelência que esta equipa tem vindo a fazer ao longo dos anos e que agora vê o seu mérito reconhecido” pelos nossos parceiros. Atualmente, a Risa tem já clientes em mais de 13 países. De recordar que a Risa é associada da NERSANT, integrando a sua estrutura diretiva.

Opinião Tiago Leite Muitos continuam a dizer mal de tudo o que o governo do nosso país faz, porque não devíamos cumprir com o acordo da Troika ou porque não devíamos sequer ter assinado o mesmo acordo. Uma coisa é certa assinamos, estamos e vamos cumprir, contra todas as perspectivas e contra muitos prognósticos. A colocação de dívida a 10 anos, com uma taxa ainda um pouco elevada, é mais um sinal de que estamos no caminho certo, que estamos a ganhar a confiança dos investidores internacionais. Cada dia que passa, mais pessoas acreditam que o caminho traçado por este governo foi, e é, o mais correcto, que os sacrifícios que todos nós estamos a passar finalmente fazem sentido. Até os mais críticos começam a dar créditos ao bom trabalho deste governo, começam a dar o braço a torcer, a assumir que estavam errados quando criticaram a forma de gerir o país.

Mas nem todos querem aceitar esta realidade, ainda esta semana ouvimos o presidente do maior partido da oposição fazer grande críticas a este governo, criticas sérias e fundamentadas, críticas de quem sabe bem o que quer para o país, de quem mostra soluções credíveis e realistas, sim, sim estou a elogiar, não posso deixar de o fazer, quando oiço o Dr. José Seguro dizer com firmeza, que quando for governo volta a reabrir os tribunais que agora fecham… não faz qualquer sentido, ou faz, se pensarmos que está a falar de um acontecimento não realizável...Mas mais ainda, o Sr. Dr. disse, durante a semana passada, esta pérola, “vejam o tamanho das ondas e o governo nada faz”... São estas as soluções, as ideias, as alternativas, para mim está bem patente, quando não se tem nada para dizer ganhamos em ficar calados, podem não ser humildes o suficiente para elogiar o trabalho dos outros, mas mais vale calar do que dizer...


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Projecto Regenerapolis da NERSANT desafia as empresas da fileira da construção civil

NERSANT pretende criar um cluster na área da Regeneração Urbana Teve lugar no passado dia 12 de Fevereiro, no Santarém Hotel, a sessão de apresentação pública do projecto Regenerapolis - Uma oportunidade de desenvolvimento económico, promovido pela NERSANT, onde estiveram presentes mais de 60 participantes, entre autarcas, entidades bancárias, empresários da fileira da construção civil e imobiliário. A presidente da direcção da NERSANT, Maria Salomé Rafael, explicou que “este projecto está direccionado para os empresários do sector da construção civil, sector este que atravessa um momento crítico”, acrescentando de seguida que “é importante que os empresários conheçam o que está previsto para intervenção nas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) de cada município”. Os objectivos gerais deste projecto consistem na criação de um cluster de empresas do sector da construção civil, direccionado para a regeneração urbana, bem como, no apoio à procura de novas oportunidades de negócio nesta área. Outros objectivos são a identificação de mecanismos de financiamento para a reabilitação urbana já existentes; mobilizar o acesso a outros instrumentos de financiamento que poderá passar pela criação de um fundo de activos para financiamento da RU; a criação de uma bolsa de concursos a obras nacionais e internacionais, bem como, delinear projectos conjuntos de intervenção urbana com a participação dos diferentes parceiros (NERSANT, Comunidades Intermunicipais, Municípios e empresas). Para além disto, a NERSANT pretende disseminar, junto dos recursos técnicos das empresas, um manual de boas práticas e técnicas emergentes na RU, conferindo particular interesse às técnicas construti-

vas energeticamente eficientes. António Fonseca Ferreira, ex-presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo e especialista na área do Urbanismo, foi um dos oradores da sessão, tendo feito uma caracterização do contexto urbanístico português, identificando alguns dos constrangimentos e desafios que se colocam à regeneração urbana. Para este especialista, hoje em dia, devido à burocracia existente “é mais fácil construir de novo do que recuperar o que já existe”. Outro dos oradores convidados pela NERSANT foi João Paulo Craveiro, presidente da Coimbra Viva, SRU., o qual

mencionou alguns dos desafios decorrentes destas operações urbanísticas, nomeadamente, a criação e operacionalização de um Fundo de Investimento Imobiliário, no contexto das ARU´s, na cidade de Coimbra. Os secretários executivos das Comunidades Intermunicipais da Lezíria do Tejo, António Torres, e do Médio Tejo, Miguel Pombeiro, explicaram as estratégias que estão a ser seguidas pelas duas Comunidades nesta matéria. António Torres afirmou que a CIMLT já está a trabalhar há algum tempo nesta matéria, tendo já sido identificadas pelos municípios da Lezíria, 41

ARUS, 35 das quais já aprovadas. Tendo em vista a entrada do próximo quadro Comunitário a CIMLT está a preparar o Plano Territorial Integrado da Lezíria, onde conta com a colaboração da NERSANT, e onde será dado grande enfoque à questão da Regeneração Urbana. No Médio Tejo, de acordo com Miguel Pombeiro, existem algumas incertezas relativamente à estratégia a seguir, sendo que o próximo quadro comunitário ainda permanece um pouco indefinido, relativamente aos instrumentos de financiamento e às responsabilidades de gestão em matéria de Regeneração Urbana.

Preparação do Plano Estratégico de Inovação e Competitividade 2014-2020

NERSANT convidou empresários de Almeirim para darem o seu contributo

Foram mais de trinta as empresas de Almeirim que responderam ao desafio da NERSANT para darem o seu contributo para o Plano Estratégico de Inovação e Competitividade para a Região 2014-2020 que a NERSANT está a desenvolver, com o apoio do COMPETE. Numa sessão bastante participada que decorreu na Câma-

ra Municipal de Almeirim, e que contou com a presença do Presidente da Câmara, Pedro Ribeiro, os empresários ficaram a saber quais os eixos estratégicos do novo QEC, faltando apenas conhecer os regulamentos e que tipos de projectos serão apoiados. Desta forma, o combate à economia pa-

ralela que põe em causa a sobrevivência das pequenas empresas que ainda se conseguem manter no mercado; a implementação de um sistema de contabilidade simplificada para as microempresas de forma a combater a evasão fiscal; mais apoios para a internacionalização e para a modernização e renovação dos equipamentos

na indústria; a redução da carga fiscal e a melhoria das condições do financiamento bancário foram algumas das condições consideradas essenciais pelos empresários para a melhoria da envolvente empresarial. Outra das questões levantadas prendeu-se com a necessidade de reforçar a componente de investigação e inovação nas empresas, em estreita parceria com as universidades. Para a NERSANT este é também um eixo essencial, devendo a investigação ser aplicada a necessidades concretas das empresas, que possam trazer uma mais-valia aos produtos produzidos e comercializados. De recordar que a NERSANT está a realizar sessões descentralizadas pelos 21 concelhos da região, de forma a recolher os contributos e as propostas dos empresários para a elaboração deste Plano Estratégico, que será decisivo para as empresas e para a economia da região. A apresentação de todas as conclusões, de forma sistematizada, será feita no II Congresso empresarial do Ribatejo, que irá reunir todas as empresas ribatejanas e onde a NERSANT irá apresentar o seu Plano Estratégico para a Região. Mais informações sobre as sessões podem ser solicitadas junto do Departamento de Associativismo, Marketing e Eventos da NERSANT, através do email dame@ nersant.pt ou 249 839 500. No menu agenda do Portal da NERSANT está disponível toda a calendarização das sessões. As inscrições são feitas online.


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CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Mitsubishi do Tramagal vai iniciar exportações para Turquia e Marrocos A administração da actual fábrica da Mitsubishi Fuso Truck Europe (MFTE) do Tramagal, Abrantes, anunciou, dia 12, o início das exportações do modelo Canter produzido na unidade em Portugal para a Turquia e para Marrocos. A entrada da MFTE em Marrocos com aquele modelo, mercado onde a empresa já detém uma quota de mercado na ordem dos 50% de veículos ligeiros e pesados de mercadorias, vai implicar um “aumento significativo” da produção na fábrica do Tramagal, a única na Europa a produzir os modelos Canter. “A produção vai, naturalmente, aumentar. Não necessariamente para o dobro, mas os resultados finais só poderemos aferir com mais precisão no início de 2015”, disse à agência Lusa o administrador executivo da MFTE, Jorge Rosa. A MFTE no Tramagal, actualmente com 313 funcionários, produziu em 2013 cerca de 4 mil viaturas do modelo Canter e registou um volume de facturação de 100 milhões de euros no ano passado, sendo hoje considerada como a “espinha dorsal” da Daimler e da Mitsubishi para a Europa, África e América. A modernização da empresa, com capitais alemães, japoneses e portugueses, e o aumento da produção, fazem parte de um plano de investimentos iniciado em 2011, de vinte e sete milhões de euros, que se prolongará até ao final de 2014. Deste montante, cerca de 5,5 milhões de euros serão aplicados este ano na aquisição de novo equipamento e no desenvolvimento de um novo veículo eléctrico - a Fuso Canter E-Cell, sendo Portugal o país que vai ter a rodar 10 protótipos em teste. “Os carros, ambientalmente integrados, são o futuro da empresa, destinados a mercados de grandes aglomerados urbanos, e é um privilégio para nós que estes protótipos sejam testados a nível mundial, no nosso país”, sublinhou Rosa. A empresa instalada em Portugal, que assinalou os 50 anos de produção automóvel, durante os quais produziu mais de 200.000 veículos, dos quais 95% para exportação, produz actualmente o modelo Canter para 33 países europeus e ainda para Israel. Wolfgang Bernhard, membro do conselho de administração da Daimler Trucks, accionista maioritária da empresa MFTE, esteve presente em Portugal para assinalar o aniversário, tendo referido aos jornalistas que os “mercados chave” em termos de vendas são os da Alemanha, Reino Unido e França.

“Enquanto os mercados da Europa do Sul passavam por um instável desenvolvimento económico durante os últimos anos, as vendas dos comerciais da Fuso na Europa subiram no ano passado para cerca de 4.500 unidades”, frisou. “A disponibilização de um novo Fuso Canter com peso bruto de 8,55 toneladas, deverá conduzir a marca a um aumento na Europa ainda maior este ano”, antecipou Bernhard, tendo apontado a fábrica no Tramagal como a “espinha dorsal” do projecto da empresa. “Os investimentos demonstram também que estamos muito orgulhosos do modelo de sucesso Fuso Canter - principalmente porque reforça a liderança tecnológica da Daimler Trucks na vertente das mobilidades alternativas”, vincou.

‘Estamos hoje a viver mais de acordo com as possibilidades’

O primeiro-ministro disse em Tramagal que os portugueses estão hoje a viver de acordo com as possibilidades do país, tendo afirmado que, se a economia crescer, também o nível de vida poderá voltar a subir. “Ao contrário do que acontecia no passado, estamos hoje a viver mais de acordo com as possibilidades da nossa economia. Queremos, naturalmente, alargar a base da nossa economia e obter dentro de pouco tempo uma possibilidade de crescimento ainda mais intensa para que a economia remunere melhor os seus factores e a sociedade”, afirmou na fábrica da Mitsubishi, que comemorou 50 anos de produção automóvel.

“Portugal vai precisar do investimento estrangeiro nos próximos anos para voltar a crescer”, disse ainda o primeiro-ministro, que defendeu a criação de “pontes” entre Portugal e os outros países, exemplificando com a parceria da Mitsubishi, que envolve Portugal, Alemanha e o Japão. “Sabemos que o caminho que temos pela nossa frente é sustentado, na medida daquilo que a própria economia possibilitar”, advogou. “Os próximos três anos são decisivos para a economia e aí é que o investimento externo vai ser decisivo para a economia crescer. Nunca conseguimos crescer sem captação de investimento externo, mesmo que o Estado seja frugal”, vincou Passos Coelho.

Município de Torres Novas e Resitejo sensibilizam crianças para a importância da reciclagem Uma parceria entre o Município de Torres Novas e a Resitejo - Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo permitiu sensibilizar cerca de 1000 crianças de todo o concelho para a importância da reciclagem e para o funcionamento do Ecocentro. As sessões realizaram-se ao longo das duas últimas semanas nos centros escolares de Assentis e Chancelaria, Olaia, Meia Via, Riachos e da Serra de Aire, para alunos do jardim-de-infância e do primeiro ciclo do ensino básico. Com a ajuda do Ribas, a mascote da Resitejo, os mais novos puderam, de uma forma lúdica e pedagógica aprender de que é feito o papel, o vidro e o plástico, qual a importância da reciclagem para a preservação do meio ambiente e como fazer uma separação selectiva dos resíduos. Foi também explicado aos alunos como

funciona o Ecocentro de Torres Novas, onde se localiza e para que serve. O Ecocentro dispõe de contentores de grandes dimensões, nos quais poderá depositar de forma organizada, os resíduos que pelas suas quantidades ou características não podem ser deixados nos ecopontos. Está localizado na Zona Industrial de Cotôas, onde pode ser entregue vidro, embalagens, óleos minerais, pilhas, radiografias e películas, entulhos de construção e demolição, madeiras, monstros domésticos, equipamento eléctrico e electrónico, resíduos verdes, papel e cartão. As entregas no Ecocentro são gratuitas e funcionam de segunda a quinta das 7h às 18h e às sextas e sábados das 7h às 15h. Está encerrado aos domingos e dias feriados. Para mais informações contacte o Ecocentro através do telefone 910 158 294.


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Amiais de Baixo prepara cinco dias de festa A freguesia de Amiais de Baixo, Santarém, vai viver cinco dias de festa, num evento que mistura uma vertente religiosa muito forte, com aspectos mais pagãos. As festas populares em honra do Mártir São Sebastião realizam-se este ano entre hoje, dia 21, e terminam terça-feira, 25 de Fevereiro. José Augusto Santos, presidente da Junta de Amiais, disse esperar que nesta edição se repita o êxito das anteriores, atraindo milhares de pessoas ao recinto das Festas. “Esperamos muitos visitantes, até porque o cartaz é extremamente apelativo e de grande qualidade”, disse ao Correio do Ribatejo o autarca de Amiais. Segundo referiu, o investimento feito nestas festas, “apesar da crise”, foi semelhante aos dos anos anteriores. Por isso, a animação é sempre um dos pontos fortes das festas e este ano não vai fugir à regra: David Antunes & Midnight Band (dia 21), João Pedro Pais (22), Orquesta 12 de Abril com Luís Portugal (23) e Adriana Lua (24), são os principais nomes do cartaz de 2014. O preço dos bilhetes para os espectáculos são cinco euros, excepto no dia do concerto de João Pedro Pais (sábado, 22), que custa 10 euros. Os visitantes podem ainda optar por adquirir o passe para todos os dias pelo quantia de 20 euros. Destaque ainda para as cerimónias religiosas, com as procissões pelas ruas de Amiais e os vários espectáculos de fogo-de -artifício. Pela noite dentro haverá animação garantida com os DJ’s Kristof e Manata.

Uma festa com mais de 150 anos

A tradicional festa dos Amiais de Baixo realiza-se desde 1847. Começou por ter lugar a 20 de Janeiro, mas, ao longo do tempo, passou a ser festejada no sábado anterior ao domingo magro.

Ganhou igualmente a designação de “Festa em Honra de São Sebastião”, numa alusão ao “martírio dos homens de Amiais, obrigados a longos períodos de ausência passados nos pinhais”. Consta que os trabalhadores locais, acertavam o seu calendário laboral para poderem estar presentes nos festejos anuais, numa altura em que estes homens chegavam a vir a casa apenas pelo Natal, Festa ou Páscoa. As festas duram quatro dias, de sábado magro à terça-feira seguinte, e sofreram profundas alterações desde os últimos anos da década de 1970. Desde essa altura, assistiu-se a uma modernização das estruturas de apoio à festa, que deixaram de ser feitos em madeira, para passaram a ser construções desmontáveis em metal. Tornou-se igualmente um hábito contratar grandes nomes do panorama artístico nacional para actuarem em espectáculos musicais. Também o fogo-de-artifício evoluiu com o tempo. Passou do lançamento de simples foguetes, para um espectáculo de luz e som, que atrai uma multidão de visitantes. No sábado, realiza-se uma procissão, em que o povo, de archotes nas mãos, vai buscar o Arcanjo S. Miguel à capela do cemitério, para depois o conduzir à Igreja Matriz. No domingo, as imagens da igreja local percorrem as principais ruas da vila, enquanto na segunda-feira tem lugar a ultima procissão, com a recondução do S. Miguel ao cemitério. Em 2010, a procissão dos archotes, inscreveu o nome da terra no Guiness, o livro de recordes, ao conseguir reunir 624 pessoas que os transportaram numa distância de uma milha terrestre, 1620 metros, superando o anterior recorde mundial, registado na Suécia.

A Junta de Freguesia de Amiais de Baixo saúda todos quantos a visitem por ocasião das Festas do Mártir São Sebastião Rua Dr. António Maria Galhordas, 133 - 2025-333 Amiais de Baixo Tel.:/Fax: 249 870 787 Email: geral@jf-amiaisdebaixo.pt - jfamiais@sapo.pt Site: www.jf-amiaisdebaixo.pt


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CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

NOTARIADO PORTUGUÊS - CARTÓRIO DE SANTARÉM A CARGO DA NOTÁRIA ISABEL MARIA RAIMUNDO DE OLIVEIRA FILIPE BATISTA MARQUES

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---b) JOSÉ MANUEL NUNES BAPTISTA e mulher ISABEL MARIA FERREIRA DE OLIVEIRA BAPTISTA, casados segundo o regime de comunhão de adquiridos, naturais ele da freguesia e conselho de Coruche e ela da freguesia de Santarém (São Nicolau), concelho de Santarém, residentes na Quinta do Ameixial, Ameixial, S. José da Lamarosa, outorgaram uma escritura de JUSTIFICAÇÃO na qual com exclusão de outrem se declaram únicos donos e legítimos possuidores do seguinte: ---Prédio rústico, composto de terra de semeadura com sobreiros, denominado gleba nº. 642, no lugar de Herdade dos Gagos, freguesia de Fazendas de Almeirim, concelho de Almeirim, com a área de dez mil metros quadrados, a confrontar do norte, nascente e poente com Manuel Guilherme Lidónio e de Sul com Custódio Mendes e caminho de acesso, DESCRITO na Conservatória do Registo Predial de Almeirim sob o número SETECENTOS E TRÊS/Fazendas de Almeirim, onde a aquisição se mostra registada a favor de João Pedro Lopes e mulher Jesuína Moreira, conforme Ap. 4, de 10/07/1969, a destacar do inscrito na matriz cadastral respectiva sob o artigo 173, da secção 040, o qual proveio do artigo 1 da secção 040, conforme certidão emitida em 20/10/2013 pelo Serviço de Finanças de Almeirim e anteriormente artigo 70 (parte), conforme declaram ---O justificante indicado em a) e sua falecida esposa MARIANA ROSÁRIO NUNES VENDA, no ano de mil novecentos e noventa e dois, adquiriram o mencionado prédio rústico a João Pedro Lopes e mulher Jesuína Moreira, casados que foram segundo o regime de comunhão geral e residentes em Paços Negros, Fazendas de Almeirim, por compra verbal, não a tendo, no entento, reduzido a escritura pública; posteriormente, em vinte e sete de Maio de dois mil e treze veio a falecer aquela MARIANA ROSÁRIO NUNES VENDA, na freguesia de Santarém (S. Nicolau), concelho de Santarém, natural que foi da freguesia e concelho de Coruche, com última residência habitual na Rua Luis de Camões, nº. 13, São José da Lamarosa, Coruche, no estado de casada em primeiras e únicas núpcias de ambos e sob o regime da comunhão geral de bens, com o justificante indicado na alínea a),sem deixar testamento ou qualquer outra disposição de última vontade, tendo-lhe sucedido como únicos herdeiros seu marido, ora justificante identificado em a) e um filho, ora justificante identificado em b), conforme Procedimento Simplificado de Habilitação de Herdeiros e Registos, com o Processo nº. 1164/2013, lavrado no dia vinte e três de Julho de dois mil e treze, na Conservatória do Registo Civil de Coruche. ---Que, desde há mais de VINTE ANOS que o mencionado JOSÉ BAPTISTA PINTO, por si e desde vinte e sete de Maio de dois mil e treze, também o referido JOSÉ MANUEL NUNES BAPTISTA, em representação da mãe pré-falecida vêm exercendo sobre este prédio uma posse, de boa-fé, contínua, pacífica e pública, à vista e com conhecimento de toda a gente, cultivando-o, sem oposição de quem quer que seja, pagando os respectivos impostos, tudo isto por um lapso de tempo superior a vinte anos, pelo que o adquiriram por usucapião. ---Estando assim impossibilitados pelos meios normais, de comprovar a aquisição do identificado imóvel, invocam, por esta forma a USUCAPIÃO, como meio aquisitivo do direito de propriedade suprindo a ausência de título com vista ao registo de aquisição a seu favor. ---ESTÁ CONFORME. ---Cartório Notarial de Isabel Marques, onze de Fevereiro de dois mil e catorze. A Notária Isabel Maria Raimundo de Oliveira Filipe Batista Marques Conta registada sob o nº. 257/001


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

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CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

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SANTARÉM

ALCANHÕES

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ANTÓNIO DA PIEDADE SILVA

JOAQUIM NEVES DA CUNHA

AGRADECIMENTO

69º. ANIVERSÁRIO NATALÍCIO

MARIA EMÍLIA CARVALHO FERREIRA

N. 03/01/1936 - F. 16/02/2014

25/02/1945 - 25/02/2014

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243 328 818 Telems. 966007049 968041420 964052764

Sede: Santarém – Praceta Cidade Badajoz, n.º 15 c/v Filial: Alpiarça– Rua Silvestre Bernardo Lima nº 61-B Telef. 243558315/964052764

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Paula Telem. 917 848 011

Sandra Telem. 919 006 899 Sede: Rua Oriol Pena, 103 – 2000-493 Pernes Telef. 243 449 444 – Telem. 917 273 370 Email: geral@afuneraria.com.pt Site: www.afuneraria.com.pt

5181 Sua esposa, filha, genro, neto e restante família, agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Especial agradecimento aos profissionais do piso 9 do Hospital de Santarém, ao pessoal da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, e aos enfermeiros que o acompanharam no seu domicílio. Bem Hajam.

5175 Sua esposa, filhos, noras e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo dia 25 às 19:00 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

SANTARÉM – ALCANHÕES

FUNERAL A CARGO DA AGÊNCIA ALEIXO LDA. TELEFONE: 243 328 115 TM: 968 041 420 E 966 007 049 FILIAL ALPIARÇA TELEFONE: 243 558 315 TM: 964 052 764

SANTARÉM

18/02/2013 - 18/02/2014 1 ANO DE ETERNA SAUDADE

5177 Sua Filha, Neta e restante Família recordam com profunda dor e saudade a passagem do 1º. aniversário do seu falecimento.

N: 14/05/1926 - F: 13/02/2014

5164 Sua esposa, filhos, genro, nora, netos e bisneto agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. AGÊNCIA FUNERÁRIA HELDER VACAS, LDA. TELEF. 243 333 520 – SANTARÉM DGAE Nº. 1241

5193 Seus filhos, nora, netos, bisneta e restante família, agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. FUNERÁRIA DOM FERNANDO, LDA. TELEF. 243 108 492 SANTARÉM

JOSÉ HENRIQUES INÊS GOMES N. 20/10/1949 - F. 15/02/2014

JOÃO FERREIRA DA SILVA

(VIÚVA DO ZÉ DOS BILHARES)

VALE DE FIGUEIRA

AGRADECIMENTO E MISSA DO 7º. DIA

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AGRADECIMENTO N: 05/09/1939 - F: 09/02/2014

5191 Sua esposa, filhos, netos e irmã agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa de 7º. dia pelo seu eterno descanso no próximo domingo dia 23, às 16:15 horas na igreja de Alcanhões, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

MARIA GERMANA DA PIEDADE AGRADECIMENTO Nasceu 19/05/1935 - Faleceu 10/02/2014

5176 Seu marido, filho, nora, e netos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. AGÊNCIA FUNERÁRIA HELDER VACAS, LDA- 243 333520 DGAE Nº 1241

FERNANDO GUEDES DE PASSOS CANAVARRO MISSA 7º DIA E AGRADECIEMENTO

5183 Isabel de Basto Canavarro, Fernando Miguel de Basto Canavarro, Pedro Luís de Basto Canavarro, Pedro Manuel Guedes de Passos Canavarro e Família, D. Helena Canavarro Vaz de Almada e Família participam que, dia 22 de Fevereiro, pelas 19 horas, na Igreja de Marvila, em Santarém, será celebrada missa pelo seu eterno descanso. Agradecem a todos aqueles que se dignarem assistir a tão piedoso acto.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

NECROLOGIA

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Efemérides

MARIA GRACIETE ALFAIA DA ENCARNAÇÃO BERNARDINO

VITÓRIA DA SILVA MONTEZ

11 ANOS DE ETERNA SAUDADE

N. 02/01/1934 - F. 14/02/2014

23/02/2003 - 23/02/2014

5187 Seu marido, filho, nora, netos, e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

5174 Seu marido, filhos, genro, nora e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, amanhã sábado dia 22, às 16:15 horas, na igreja de Jesus Cristo (Hospital Velho), agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto

Agradecimento

Agência Funerária Lopes & Benavente, Lda. Telef. 243 323 888 – SANTARÉM

AZÓIA DE BAIXO SANTARÉM

ARTUR FERREIRA DA SILVA 24 ANOS DE ETERNA SAUDADE 21/02/1990 - 21/02/2014

5189 Sua esposa, filhas, genro e netos, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo dia 23, às 11:30 horas, na igreja de Azóia de Baixo, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto. MOÇARRIA

ZULMIRA MOURA DA CRUZ SIMÕES 75º. ANIVERSÁRIO NATALÍCIO 25/02/1939 - 25/02/2014

5178 Seu marido, filhas, genros e netos, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo dia 25, às 19:00 horas, na igreja de S. Nicolau agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto. ABITUREIRAS

GUILHERMINA DA SILVA PEREIRA AGRADECIMENTO N. 07/06/1927 - F. 11/02/2014

Seu marido, filha, genro, netos, bisnestos e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Agência Funerária Lopes & Benavente, Lda. Telef. 243 323 888 – SANTARÉM

TOMÁS CARVALHO MORGADO 2 ANOS DE ETERNA SAUDADE 21/02/2012 - 21/02/2014

5184 Sua esposa, filhos, nora, genro, netos e bisnetos, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo dia 23, às 16 horas, na igreja de Abitureiras, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

João Carvalho Agradecimento Nasceu 08/11/1922 - Faleceu 18/02/2014

5194 Seus Irmãos, Cunhadas e Sobrinhos, vêem por este meio agradecer a todas as pessoas que o acompanharam até à sua ultima morada. Agência Funerária HELDER VACAS, LDA- 243 333520 DGAE nº 1241

Faleceu Alexandre Pita Soares O ex-director distrital da Segurança Social de Santarém, A l exa n d re P i t a Soares faleceu na madrugada de terça-feira, em Santarém, aos 73 anos de idade, vítima de doença prolongada. O funeral realizouse na quarta-feira para o cemitério dos Capuchos nesta cidade. O corpo esteve em câmara ardente na Igreja de Jesus Cristo, em Santarém, onde foi rezada missa antes da saída do cortejo fúnebre para o cemitério da cidade. Alexandre Pita Soares deixa três filhos e cinco netos.

21 de Fevereiro: 1431 – Inicia-se o julgamento de Joana d’Arc. 1916 – Primeira Guerra Mundial: começa a batalha de Verdun. Nasceram neste dia… 1397 – Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha (f. 1471). 1907 – W. H. Auden, poeta britânico (f. 1973). 1942 – Margarethe von Trotta, actriz, cineasta e escritora alemã. Morreram neste dia… 1677 – Bento de Espinosa, filósofo neerlandês (n. 1632). 1938 – George Ellery Hale, astrónomo norte-americano (n. 1868). 1984 – Michail Sholokhov, escritor russo (n. 1905). 22 de Fevereiro: 1828 – Regressa a Lisboa D. Miguel, que jura a nova Carta Constitucional do Império Português. 1974 – O general português António de Spínola publica o livro “Portugal e o Futuro”, em que propõe soluções políticas e não militares para os conflitos nas colónias portuguesas em África. 1974 – O Paquistão reconhece a independência do Bangladesh. Nasceram neste dia… 1732 – George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos (f. 1799). 1857 – Robert Baden-Powell, militar britânico e fundador do escotismo (f. 1941). 1949 – Niki Lauda, piloto de automóveis austríaco. Morreram neste dia… 1512 – Américo Vespúcio, explorador e navegador italiano (n. 1454). 1913 – Ferdinand de Saussure, linguista suíço (n. 1857). 1987 – Andy Warhol, cineasta norte-americano (n. 1928). 23 de Fevereiro: 1861 – O presidente-eleito dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, chega secretamente a Washington, D.C. para assumir a presidência, após ter sofrido um atentado fracassado em Baltimore. 1901 – Fundação do Instituto Butantan em São Paulo. 1919 – Benito Mussolini funda em Milão o Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Nacional Fascista. Nasceram neste dia… 1685 – Georg Friedrich Händel, compositor alemão (f. 1759). 1954 – Viktor Yushchenko, político, ex -presidente da Ucrânia. Morreram neste dia… 1855 – Carl Friedrich Gauss, matemático, astrónomo e físico alemão (n. 1777). 1965 – Stan Laurel, actor, escritor e cineasta britânico (n. 1890). 2003 – Christopher Hill, historiador britânico (n. 1912). 24 de Fevereiro: 1991 – Os Estados Unidos iniciam a sua ofensiva terrestre contra o Iraque devido à invasão do Kuwait. 1997 – É anunciada a existência da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula de um animal adulto. Nasceram neste dia… 1500 – Carlos de Habsburgo, Rei de Espanha e Imperador do Sacro Império Romano-Germânico (f. 1558). 1943 – Pablo Milanés, músico e cantor cubano. 1955 – Steve Jobs, empresário norte-a-

mericano (f. 2011). Morreram neste dia… 1777 – D. José I, Rei de Portugal (n. 1714). 1815 – Robert Fulton, engenheiro norte -americano (n. 1765). 1856 – Nikolai Lobachevsky, matemático russo (n. 1792). 25 de Fevereiro: Feriado nacional de independência no Kuwait (do Iraque, em 1961). 1570 – O Papa Pio V excomunga a rainha Isabel I de Inglaterra. 1836 – É patenteado o primeiro revólver, pelo norte-americano Samuel Colt. 1991 – Os países do Pacto de Varsóvia aprovam a dissolução da organização militar criada em 1955, em resposta à Organização do Tratado do Atlântico Norte. Nasceram neste dia… 1841 – Pierre-Auguste Renoir, pintor impressionista francês (f. 1919). 1855 – Cesário Verde, poeta português (f. 1886). 1917 – Anthony Burgess, escritor britânico (f. 1993). Morreram neste dia… 1558 – Leonor de Áustria, Rainha de Portugal e de França (n. 1498). 1945 – Mário de Andrade, escritor brasileiro (n. 1893). 1983 – Tennessee Williams, dramaturgo (n. 1911). 26 de Fevereiro: 1815 – Napoleão Bonaparte foge da ilha de Elba. 1952 – O primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill anuncia que o seu país possui a bomba atómica. 1956 – Termina o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, durante o qual o secretário do Partido, Nikita Khrushchov, com o seu célebre discurso secreto, denuncia as violências e as limitações à liberdade impostas pelo regime de Stalin, o seu antecessor. Nasceram neste dia… 1802 – Victor Hugo, escritor francês (f. 1885). 1932 – Johnny Cash, cantor e compositor (f. 2003). Morreram neste dia… 1525 – Cuauhtémoc, último imperador asteca (n. 1502). 1883 – Miguel Ângelo Lupi, pintor português (n. 1826). 27 de Fevereiro: Feriado nacional de independência na República Dominicana (da Espanha, em 1844). 1812 – Manuel Belgrano hasteia pela primeira vez a Bandeira da Argentina, na cidade de Rosário. 1933 – Incêndio no Palácio do Reichstag, a sede do parlamento alemão, é atribuído ao Partido Comunista, que é proscrito, possibilitando a conquista da maioria parlamentar pelos nazis. 2010 – Sismo de 8,8 graus na escala Richter provoca a morte de 723 pessoas no Chile. Nasceram neste dia… 272 – Constantino, o Grande, imperador romano (f. 337). 1748 – Anders Sparrman, botânico sueco (f. 1820). 1943 – Carlos Alberto Parreira, técnico de futebol brasileiro. Morreram neste dia… 640 – Pepino de Landen, nobre franco (n. 580). 1941 – James Joyce, escritor irlandês (n. 1882).


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SAÚDE

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Andreia Forcado Médica Dentista na Clínica Great Care - WMed

Medicina Dentária Preventiva A Medicina Dentária Preventiva é a área da Medicina Dentária responsável pela PREVENÇÃO do aparecimento das lesões de cárie, gengivites, bem como de todo o sistema estomatognático. É, ainda, responsável pela EDUCAÇÃO para uma ótima higiene oral. É das primeiras consultas a que o paciente deverá comparecer, na medida em que são fornecidas instruções corretas sobre a escovagem dos dentes e, ainda, outras medidas de controlo da placa bacteriana. Nesta consulta poderão ser aplicadas medidas preventivas como a aplicação tópica de flúor, aplicação de selantes de fissura, a realização de uma destartarização, ensino de técnicas de escovagem e utilização do fio dentário, bem como a realização de um Rx (ortopantomografia) que permite ao Médico-Dentista complementar o seu diagnóstico inicial. Visitas regulares ao consultório (de 6 em 6 meses) e uma adequada higiene oral promovem a saúde oral, tal como o diagnóstico precoce de eventuais patologias e consequentemente uma boa saúde geral. A medicina dentaria preventiva aparece como um obstáculo à progressão de todas as doenças que afetam a cavidade oral. A PREVENÇÃO DIÁRIA é o modo mais económico, menos doloroso e menos preocupante de cuidar da saúde, evitando o surgimento e/ ou o agravamento de problemas dentários. Quadro ilustrativo de uma técnica de escovagem

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Com suaves movimentos circulares, escove a face voltada para a bochecha e a face interna dos dentes, e a superfície usada para mastigar.

Com movimentos suaves, escove também a lingua para remover bactérias e purificar o hálito As técnicas da higiene oral são o método mais eficiaz para prevenir as doenças orais.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Políticas do governo estão a “matar antecipadamente os portugueses”

António Filipe, deputado do PCP na Assembleia da República eleito pelo Distrito de Santarém, considera que as políticas que o governo tem seguido, em matéria de saúde pública, estão a “matar antecipadamente os portugueses”. Para o parlamentar, o estado em que se encontra o Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve-se ao subfinanciamento para as unidades hospitalares, aos vários cortes que têm reduzido a qualidade na prestação de serviços, ao aumento das taxas moderadoras e à lei dos compromissos que tem asfixiado este serviço “tão necessário” no país. As declarações de António Filipe foram feitas esta sexta-feira, dia 14, durante uma audição sobre os problemas da saúde no distrito de Santarém promovida pelo Grupo Parlamentar e a Direcção da Organização Regional de Santarém (DORSA) do PCP, iniciativa que decorreu na Sala de Leitura Bernardo Santareno. Segundo António Filipe, esta situação reflecte-se, com muita nitidez, no Hospital de Abrantes, onde se concentra a Urgência Médico-Cirúrgica de 15 concelhos, a que se juntam os serviços de urgência básica de outros seis concelhos. O deputado eleito pelo distrito de Santarém disse ainda que os serviços médicos prestados pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e dos três hospitais a ele associados (Abrantes, Tomar e Torres Novas), abarcam uma “área geográfica imensa, com população muito idosa e com dificuldade de mobilidade, que não encontra médicos de família na sua área de residência [nos centros de saúde], nem por vezes nos próprios hospitais” para onde se deslocam. “O serviço de urgências do hospital de Abrantes entrou em ruptura, com congestionamentos e aumentos muito significativos nos tempos de espera, disse António Filipe, frisando que a situação é “preocupante”. Por outro lado, acrescentou, “existe um subfinanciamento por parte do Serviço

Nacional de Saúde que resulta em escassez de meios técnicos e humanos no próprio hospital, que não está preparado nem foi feito para substituir a rede de cuidados primários” de saúde. “Muitas pessoas já nem procuram cuidados médicos nem tomam os medicamentos”, notou António Filipe, preocupado com uma realidade que, apontou, “se multiplica pelo País”. Por isso, o deputado do PCP defendeu que devem existir soluções que aproximem as pessoas da prestação de cuidados médicos, através de novas formas de incentivo, para uma melhor distribuição dos profissionais de saúde pelo território nacional, para além de um incremento do número de médicos de família “para o atendimento em cuidados de proximidade”. Este debate contou com a participação de Octávio Augusto, da Comissão Política do PCP, que afirmou que as políticas seguidas pela tutela visam “desmantelar o SNS para transferir a saúde para grupos privados”. Octávio Augusto disse que a situação “está a agravar-se em todo o lado, inicialmente na parte sul do distrito e agora na zona norte, também já com alguma gravidade, pelo que importa saber que medidas vão ser tomadas pelo Ministério da Saúde para garantir o acesso das populações aos cuidados de saúde a que têm direito”. “É preciso olhar de frente para o problema e para a gravidade com que ele se apresenta, e procurar as medidas de fundo que permitam resolver a prazo a questão da falta de médicos de família no distrito de Santarém”, acrescentou. Octávio Augusto sublinhou que o acesso ao serviço nacional é “um problema dramático em todo o distrito” e destacou que “a luta das populações e autarcas” pela manutenção de cuidados de saúde de proximidade deve continuar. “É preciso continuar nesse caminho que impediu o encerramento de extensões de saúde e a manutenção de serviços públicos e, por vezes, houve autênticos milagres”, concluiu o responsável da DORSA do PCP.

SAÚDE

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VINHOS

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Vinhos da Alorna ‘ganharam asas’ O Quinta da Alorna Reserva Arinto & Chardonnay é um dos 18 vinhos que fazem parte da Carta de Vinhos da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP). Este néctar branco, complexo pela fruta fresca e citrina do Arinto e pelas notas fumadas do Chardonnay, atravessa agora fronteiras a bordo da companhia aérea portuguesa, à procura de novos mercados e de novos consumidores. E, de facto, o mercado da exportação é o destino mais forte dos vinhos produzidos na Quinta, que está há cinco gerações na família Lopo de Carvalho, e que continua a ser a casa que se orgulha da sua tradição, história e produtos. Sendo um dos mais reconhecidos produtores da região Tejo, a Quinta da Alorna exporta já para 25 mercados internacionais, que têm sido o foco prin-

cipal da sua actividade. Para este sucesso, não é alheia a variada gama de vinhos da Alorna. Os vinhos da Quinta da Alorna são feitos a partir de uma selecção das melhores castas e produzidos com recurso às novas tecnologias de vinificação. Dos brancos, passando pelos rosés e tintos e terminando nos colheita tardia, a Quinta produz vinhos de diversos estilos para todos os gostos e bolsos, todos eles elaborados pela enóloga Martta Reis Simões.

Região do Tejo produz vinho desde a Idade Média

A região do Tejo é conhecida por produzir vinho desde a Idade Média, com exportação em alta escala para Inglaterra no século XIII. O rio separa a terra em três áreas diferentes de produção de vinho, Bairro, Charneca e Lezíria. Mas se, no passado, o que prevalecia era a quantidade, agora, a passagem das vinhas das margens do rio para solos mais secos e pobres contribuiu para o aumento da qualidade dos vinhos do Tejo, vendidos a preços bastante competitivos. A relação qualidade/preço é, aliás, uma das grandes mais-valias da

região, e os vinhos da Quinta da Alorna não fogem à regra. Localizada na região vitivinícola do Tejo, a Quinta da Alorna data do séc. XVIII e deve o seu nome a D. Pedro de Almeida, o 1º Marquês de Alorna. Esta empresa produtora de vinho é uma das maiores detentoras de vinha corrida na região com um total de 220 hectares. Com uma área total de 2800 hectares, localizada próxima de Santarém, a Quinta tem vindo a diversificar as suas áreas de negócio, tendo como princípios “a sustentabilidade, a responsabilidade social e a conservação da natureza”. A floresta ocupa a maior parte da quinta, com 1900 hectares, as culturas agro-industriais têm 500 hectares. Na área vitivinícola, as vinhas passaram a ser plantadas na charneca (solos mais pobres), dando origem a vinhos mais concentrados. O investimento passou também pela adega, onde foram investidos 5,5 milhões de euros nos últimos 12 anos.

Quinta da Alorna: de 1723 até hoje

Apesar de não haver registos concretos, o Palácio da Quinta da Alorna terá sido mandado construir por D. Pedro de Almeida Portugal (1715-1756) e ainda hoje o brasão dos Almeida Portugal permanece na fachada. Para além desse existe uma outra pedra de armas que se diz pertencer às famílias Sampaio e Leite numa das fachadas do Palácio, tendo ainda lugar, junto ao portão, os brasões que constituem as armas dos Assumar e Alorna. D. João de Almeida, filho de D. Pedro e pai de D. Leonor, que viria a ficar celebre sob o pseudónimo literário de “Alcipe”, mandou plantar as primeiras vinhas da Quinta. E foi assim que na Quinta da Alorna se começou a fazer aquilo que ainda hoje se faz: produzir vinhos. D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre, que esteve presa no Convento de Chelas entre os oito e os 26 anos, só apos ter sido libertada passou a habitar o Palácio da Quinta da Alorna. Após o casamento, que a levou a várias capitais europeias, volta à Quinta da Alorna em 1823 com graves problemas financeiros que atenuo, em parte, entregando as colheitas de azeite da Quinta e alienando algumas parcelas da propriedade. A Quinta da Alorna volta à prosperidade após o falecimento da Marquesa de Alorna e apenas quando é vendida pelas suas filhas a José Dias Leite Sampaio, Visconde da Junqueira, que investiu no azeite, pecuária e vinhos. A Sociedade Agrícola da Alorna Lda, nasce em 1915 após o falecimento da Condessa da Junqueira, D. Emília Angélica Monteiro de Sampaio, filha do

Visconde da Junqueira, que por não ter descendência acaba por propiciar que a Quinta seja herdada por seis parentes seus afastados, cabendo a cada um igual quota na Sociedade. Mais tarde, os seis proprietários vendem a propriedade que é adquirida por seis novos sócios. Um deles, Manuel Caroça, que acaba por ser o único proprietário uma vez que compra de imediato as quotas dos restantes cinco sócios. Manuel Caroça tem uma única filha, Fernanda Caroça que casa com Fausto Lopo de Carvalho, um prestigiado médico que se encarrega também da gestão da Quinta que aqui volta à prosperidade. D. Fernanda e Fausto Lopo de Carvalho têm três filhos que o avô, Manuel Caroça, faz herdeiros da Quinta da Alorna ainda em vida. A partir de 1945, data em que falece Manuel Caroça, a propriedade passa a ser gerida inteiramente pela sua filha, genro e netos. Quase 30 anos mais tarde, no pós 25 de Abril a Quinta da Alorna vive momentos difíceis e é graças à força e determinação dos trabalhadores que viram as suas casas e sustento ameaçados, que a Quinta não é ocupada. D. Fernanda sempre proporcionou aos trabalhadores da Quinta da Alorna condições acima da média para a época. Abriu as portas da capela para que todos pudessem assistir às missas, deu casas novas aos trabalhadores e contratou um médico para zelar pela saúde todos os que dedicavam o seu trabalho à propriedade e à família.

Quinta da Alorna em Almeirim com nova loja

Depois de um período de remodelações que alteraram por completo a estrutura da sua loja, a Quinta da Alorna reabriu recentemente com um espaço renovado que oferece outras potencialidades e uma maior gama de produtos. A ‘Loja da Quinta’ tem agora uma imagem mais sóbria onde predominam os tons neutros e a madeira, com destaque para os vinhos que são os únicos elementos a colorir o espaço. Ali podem encontrar-se os vinhos produzidos na Quinta da Alorna, desde as últimas colheitas, até aos vinhos menos comuns que não se encontram facilmente nas superfícies comerciais ou restaurantes. A loja tem ainda outros produtos da região como mel, biscoitos, compotas, azeite, especiarias, enchidos e acessórios de vinhos. Situada junto à estrada nacional, a loja dispõe de estacionamento para visitantes e está aberta todos os dias.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

DESPORTO

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Scalabis Night Runners ganha sede no antigo campo da Feira A Câmara Municipal de Santarém (CMS) e o Scalabis Night Runners Club (SNRC) assinaram na passada sexta-feira, dia 14, pelas 18 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um protocolo com vista à cedência das instalações do antigo restaurante Panorama, no antigo campo da Feira. O espaço, encontra-se encerrado desde a saída da Ordem dos Técnicos Agrários. Na cerimónia estiveram presentes, Ricardo Gonçalves, Luís Farinha e Inês Barroso, presidente e vereadores da CMS, respetivamente, Nuno Lima, João Almeida, Luís Baptista, presidente, vice -presidentes e secretário do SNRC, respetivamente, para além de uma dezena de membros do Clube. O presidente da CMS não têm dúvidas que o espaço “satisfaz as intenções de ambas as partes”. “Tenho a certeza que o vão dinamizar de uma maneira bastante assertiva, que irá ao encontro das pretensões, não só vossas, de todos os que correm e de todas as pessoas que têm como associados, mas também das nossas pretensões enquanto instituição que tem de estar próxima das entidades associativas e desportivas, como é o vosso caso”, disse Ricardo Gonçalves. Nuno Lima agradeceu a cedência do

espaço pela autarquia que “rapidamente correspondeu com a sugestão do edifício que está numas condições bastante boas e que satisfazem completamente as pre-

tensões que nós temos para o uso a dar àquele espaço”. O SNRC foi criado a 3 de Dezembro de 2012 e voltará a organizar, no próximo

dia 19 de Abril, a segunda edição da Scalabis Night Race. A sede foi cedida por um período de dez anos.

Torneio Nadador Completo 2014

Viver Santarém conquista cinco medalhas Mendes (CNAB) e João Serrano (CNCA). Destaque ainda para o trofeu alcançado por Ivo Lopes de Melhor Performance do Torneio no Género Masculino. Destacaram-se ainda João Baeta e João Bastos, respectivamente, 5.º e 8.º da geral. No Escalão de Juvenis B Femininos o destaque vai para a vice-campeã Distrital Patrícia Baeta, que foi Prata neste Torneio. No Escalão de Juvenis A Femininos o destaque vai para a vice-campeã Distrital Beatriz Dias, sempre em muito bom plano em todas as provas em que participou. Resultado disso é a Prata alcançada e um recorde regional de Juvenis A, nos 200 Metros Estilos. A Viver Santarém fez-se representar por 17 nadadores no Torneio Nadador Completo 2014 composto por um conjunto de provas pontuáveis de 100 metros nos estilos Livre, Costas, Bruços e Mariposa e os 200 Metros Estilos. O somatório de todas as pontuações dita a classificação final. Mais uma grande jornada para a Natação do Distrito, num espaço privilegiado, a piscina interior do Complexo Aquático de Santarém, com oito pistas e bancada com 420 lugares, o que permite albergar todo o tipo de provas oficiais de natação.

Rectificação Cento e sessenta e um nadadores, em representação de 13 clubes do distrito, participaram, no Torneio Nadador Completo 2014, prova organizada pela Associação de Natação do Distrito de Santarém (ANDS) no passado fim-de-semana e que decorreu no Complexo Aquático de Santarém. A Viver Santarém alcançou cinco medalhas neste Campeonato, duas de Ouro e três de Prata, deixando à tona de água o trabalho dos treinadores Renato Rodrigues e Tiago Simões. No escalão Infantis B Masculinos, o nadador da Viver Santarém e campeão distrital João Diogo Lopes, alcançou a medalha de Ouro com 1691 pontos, em segundo lugar ficou o nadador João Calado do CNAB

e, em terceiro, Tiago Santos do CNRM. No mesmo escalão, destaque para o nadador Diogo Mendes que terminou o campeonato no 5º Lugar, conseguindo um Tempo de Admissão aos Campeonatos (TAC) para o Zonal de Infantis. No escalão Infantis B Femininos destaque para a nadadora Margarida Batista que pulverizou todos os seus recordes pessoais, alcançando um TAC nos 100 metros Costas para o Zonal de Infantis, terminando no 7º lugar da geral. No escalão Infantis A Masculinos o destaque vai para o vice-campeão Distrital Miguel Santos que alcançou a prata neste Torneio e um TAC aos 200 metros estilos para o Campeonato Nacional de Infantis.

No escalão Infantis A Femininos regista-se a entrega das nadadoras Mariana Fidalgo, Ana Carvalho, Erica Madruga e Leonor Marques que melhoraram grande parte dos seus recordes pessoais: Ana Carvalho foi 8.ª da Geral, Mariana Fidalgo, 9.ª, Erica Madruga, 14.ª, Leonor Marques, 17.ª, no escalão de Infantis A femininos. No Escalão de Juvenis B Masculinos o nadador Tiago Campos terminou no 5.º lugar, conseguindo melhorar grande parte dos seus tempos de inscrição. No Escalão de Juniores e Seniores o principal destaque vai para o nadador campeão distrital e absoluto, Ivo Lopes que alcançou a medalha de Ouro, com 2736 pontos, deixando para trás os nadadores André

Na notícia “20 primeiros lugares para a natação da Viver Santarém”, publicada na edição de 14 de Fevereiro último, foram publicadas algumas imprecisões que nos apressamos a corrigir: O nadador João Lopes também fez 1.º Lugar nos 200 m livres e tal não é referido; O nadador Francisco Rodrigues fez 2.º nos 200 m livres e não 3.º, como por lapso é referido; O nadador Ivo Lopes fez 1.º nos 200 m mariposa e não nos 100 m mariposa; a nadadora Beatriz Dias fez 2.º nos 100m livres e não 1.º, como por lapso é referido. Pelos lapsos, as nossas desculpas.


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DESPORTO

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Vitória Clube de Santarém consagra seniores femininos, mas não revalida título de juniores

Não há belas sem senão…

O público vitoriano recebeu as novas campeãs distritais de seniores femininos

No passado fim de semana, duas das mais belas gerações de atletas do Vitória Clube de Santarém estiveram em desfile nas principais passerelles do futsal distrital. Mas enquanto a equipa sénior feminina, com a beleza exuberante que só a maquilhagem dos campeões consegue conferir, se passeou pela primeira vez na Nave de Santarém após assegurar matematicamente o título distrital, e derrotou o CADE por 5-2… no Pego surgiu um senão: os juniores masculinos, no grandioso jogo do título, frente ao CD Patos, viram esfumar-se a hipótese de se sagrarem bicampeões distritais do escalão. Em tarde de gala, as donzelas vitorianas voltaram a “vestir-se” para matar, e escreveram um novo capítulo no jogo de sedução que têm mantido com os adeptos desde o início da temporada. Nem o ambiente de festa, apelativo à descontração, desviou as novas campeãs distritais da grande responsabilidade que agora carregam nos ombros, e mais uma vez ficou evidente que o dorso das pupilas de Fred Condeço é aquele no qual melhor assentam as faixas que distinguem o melhor conjunto da prova. Conxi, a atravessar irresistível fase goleadora, bisou no encontro e reforçou a sua

posição no topo da tabela de marcadoras (leva 19 pontapés certeiros), sendo imitada por Pulga, que, com 15, é a segunda da lista. Marcas para tentar melhorar na derradeira jornada do Campeonato Distrital, no reduto do Fazendense, que, com mais um golo apontado do que o Vitória, exibe para já o rótulo de equipa mais finalizadora da prova. De resto, hegemonia total para as escalabitanas: melhor defesa (apenas 12 golos consentidos em 11 encontros), melhor goal average e primeiro lugar na Taça Disciplina da Associação de Futebol de Santarém (uma única cartolina amarela), provando que é possível ser-se competitivo (e muito!) privilegiando o fair play… O desafio com o CADE marcou ainda a merecida homenagem à infausta Mariana Piedade, que, a atravessar um longo calvário, voltou, ainda que por ínfimos instantes, a reatar a calorosa relação de amizade que durante os últimos 7 anos manteve com o esférico. Com um pontapé de saída carregado de simbolismo, a jovem de 19 anos recebeu o título honorário de campeã distrital, vendo reconhecido o valioso contributo prestado à equipa desde a sua génese, só interrompido por grave lesão contraída no joelho esquerdo e por sucessivas operações, que a vão mantendo afastada da competição por tempo indeterminado. Nesta penúltima jornada, alinharam Patrícia Santos, Inês Bento, Conxi (2), Pulga (2) e Andreia Neves; Carla Paulino, Catarina Madeira, Carolina Reis (1), Marta Pilré, Marlene Fernandes e Cátia Santos.

Juniores entregam ceptro

Mariana Piedade foi homenageada após calvário que se prolonga há um ano

Irreconhecível. Haverá ainda quem ouse jurar que o grupo de atletas que surgiu trajado de azul e branco no Pavilhão do Pego, no último domingo, para defrontar o CD Os Patos no jogo de atribuição do título distrital de juniores masculinos não era o mesmo que, no início da temporada, somou 7 triunfos de enfiada e parecia condenado a ser o crónico bicampeão distrital. Apáticos e, valha a verdade, desgastados pelo conjunto de sucessivos e inesperados infortúnios somados ao longo da época, os comandados de Ricardo Mesquita baquearam por impensáveis… 10-3.

A lesão do guardião Duarte Cego (no desafio que, há semanas atrás, frente a este opositor, poderia ter valido, logo ali, a revalidação do título) e a emigração de Daniel Carvalho (uma das principais figuras da formação) para terras germânicas foram golpes pesados aos quais o conjunto não conseguiu reagir da melhor forma, desperdiçando pontos inesperados na etapa final da prova. No encontro de todas as decisões, a superioridade do oponente não merece contestação, ficando, para os vitorianos vencidos, a honra e a certeza de que representam uma das gerações de atletas mais importantes da história do clube azul, contribuindo decisivamente, com os seus feitos, o seu talento e sua paixão clubística, para que o Vitória Clube de Santarém seja, hoje, cada vez mais, um dos expoentes máximos do futsal distrital. Com o início da aventura sénior para alguns, continua assegurado um futuro de qualidade para o emblema escalabitano, enquanto os restantes procurarão recuperar o título já na próxima temporada. Destaque ainda para um gesto raro que simboliza na perfeição o espírito que reina no jovem clube escalabitano: unindo forças na angariação de verbas para a compra de uma ambicionada passagem de avião, a família vitoriana tornou possível o regresso (por três dias) do citado Daniel Carvalho, que viajou propositadamente da Alemanha para dar o seu contributo nesta inglória jornada decisiva, apontando mesmo o golo que, logo aos 6 minutos, ainda colocou o Vitória em vantagem.

Infantis piscam olho ao Guinness?

E se uma equipa jovem de futsal de Santarém ganhasse entrada directa no mítico livro dos recordes? A questão, em tom espirituoso, até poderá nem ser impertinente, pois não será fácil encontrar muitos conjuntos de futsal que, ao cabo de 10 rondas disputadas, registem a média astronómica de… 17,6 (!) golos por jogo. A este cálculo, decorrente dos 176 tentos já apontados, subtrai-se apenas o demérito por 7 remates certeiros consentidos nas próprias malhas. Eis os números delirantes da equipa “A” de infantis do Vitória Clube de San-

João Peitaço tornou-se o melhor marcador de sempre das camadas jovens do clube

tarém! Na passada jornada, disputada no reduto do lanterna vermelha, o GD Ribeira Fárrio, os jovens tubarões azuis somaram um 14-0 à sua imponente folha de serviços, goleada que apadrinhou mais um marco histórico na lista de proezas individuais de atletas vitorianos: João Peitaço, com um poker, atingiu os 103 golos oficiais vestido de azul e branco, tornando-se o maior goleador de sempre das camadas jovens do clube. A jovem promessa, de apenas 12 anos, é já um dos principais símbolos do Vitória Clube de Santarém, integrando, esta temporada, um plantel recheado de grandes talentos que promete, nos próximos anos, dar que falar no futsal distrital e oferecer inúmeros êxitos ao emblema vitoriano. Assim mantenham a dedicação e a humildade dos verdadeiros campeões. Outros resultados ‒ Infantis: VCS “B”, 16 – UF Entroncamento, 2; Benjamins: Vitória CS, 2 – CA S. Vicentense, 1; Juvenis: Vitória CS, 4 – GD Ribeira Fárrio, 1; Juniores femininos: Vitória CS, 1 – Leões de Porto Salvo, 7; Iniciados: CD Patos, 9 – Vitória CS, 2.

Piscinas do Cartaxo recebem Carnaval com Jogos Aquáticos

Muita diversão e exercício físico é o que espera os foliões que se atreverem a entrar na brincadeira No próximo dia 28 de Fevereiro, a partir das 20h30, todos que quiserem divertir-se enquanto cuidam da saúde, podem ir às piscinas municipais do Cartaxo e participar nos jogos aquáti-

cos, especialmente organizados para celebrar o Carnaval de 2014. Para participar basta ter mais de 18 anos e inscrever-se até dia 26 de Fevereiro, junto de qualquer um dos professores ou na secretaria das piscinas. A inscrição é gratuita e a diversão é garantida.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

DESPORTO

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Associação Académica de Santarém

Juniores regressam às vitórias e… à liderança

Os Juniores da Associação Académica de Santarém (AAS) venceram o G.D. Benavente por 4-3 no recomeço do Campeonato, após uma paragem de duas semanas. Uma vitória tirada a ferros, mas inteiramente justa, recolocou a equipa na liderança. Após três situações de desvantagem (0-1, 1-2 e 2-3) a vitória chegou ao minuto 95, de grande penalidade, pelos pés de Bernardo Graça, após excelente jogada individual de André Silva. Atitude e crença até final compensaram o sofrimento num jogo impróprio para cardíacos. Por sua vez, os Juvenis da AAS empataram (1-1) frente à E.F.C. Alcanena. Quem se deslocou à Agrária para assistir à partida teve oportunidade de presenciar um belíssimo jogo. Os Iniciados ‘A’ venceram em Tomar a União local por 2-0. Uma exibição muito

personalizada, num campo difícil e perante uma boa equipa. Factos que ainda valorizam mais a vitória dos comandados de António Costa. Marcaram os golos da Briosa Igor Martins e Pedro Guedes. Os ‘B’ perderam frente ao C. D. Amiense, por 1-0, derrota que penaliza a ineficácia no ataque de uma equipa em crescimento. Dois golos de Rodrigo Pascoal deram a vitória aos Infantis ‘A’da Briosa que venceram o G.D. Coruchense por 2-1 numa vitória justa, mas sofrida, num campo difícil com um adversário muito superior ao que a classificação dita, bem organizado e com bons jogadores. A Briosa soma por vitórias os jogos realizados nesta fase final. Os Infantis ‘B’, por sua vez, venceram no Chã das Padeira a União de Santarém, por 3-1. Os Infantis ‘C’ venceram o Moçarriense por 2-0, num jogo que valeu pela atitude

demosntrada na 2.ª parte. Com esta vitória a AAS termina a 1ª Volta no 1º lugar. Marcaram os golos: António Esteves e Miguel Alcobia. Os Sub-11 ‘A’ venceram no terreno do 2.º classificado, a A. D. Fazendense, por 5-1. Boa exibição e bom resultado rumo ao objectivo traçado de qualificação para a fase final do Campeonato. Os ‘B’ receberam e venceram o G.D. Forense por 6-0 num jogo sempre controlado pela Briosa e com um resultado que não sofre contestação. Com mais esta vitória a equipa segue em 1.º lugar da Série C – Nível 2. Golos de Tomás Batista (4), Leonor Xavier e João Silva. Os Sub-10 ‘A’ venceram por 5-1 e continuam na liderança do grupo, mas à imagem da primeira volta sentiram algumas dificuldades para ultrapassar a equipa do Barrosense. Numa primeira parte algo

cinzenta, fica para a história do jogo a segunda parte, bem conseguida, e os três pontos averbados. Golos de Tomás Neves (2), Xavier Malpique, Francisco Sousa e Bernardo Rodrigues. Por sua vez, os Sub-10 ‘B’ venceram no terreno do Footkart ‘C’, por 3-0. Exibição segura e controlada, mas com algumas falhas na finalização. Golos: Diogo Antunes, Afonso Mota e um autogolo. Os ‘C’ perderam frente ao S. Abrantes e Benfica por 4-1. Apesar da derrota frente ao líder da Série A, a equipa esteve em bom nível. Finalmente, os Sub-6 tiveram um encontro na tarde de sábado organizado pelo Soccer Scalabis e jogaram com duas equipas do C. D. “Os Águias” e frente à equipa do Soccer. No final, o saldo foi de três derrotas, pelo mesmo resultado: 2-1.

União Desportiva de Santarém

Seniores vencem em casa do líder Na manhã de sábado, a contar para 6ª jornada do campeonato distrital de infantis, nível II, os Infantis da União Desportiva de Santarém (UDS) deslocaram-se a Pontével, para defrontar o Grupo Desportivo local. A equipa apresentou-se com o seu sete habitual formado por Tomás Conceição, Pedro Carreira, Miguel, Henrique, Miguel Arrais, Bernardo Leite, Bernardo Bernardino, Diogo, Emanuel e Guilherme. Jogo de sentido único, em que a formação escalabitana dominou, em todos os sectores, terminando com o resultado final de 0-9, uma vitória esclarecedora para uma equipa que prima pela qualidade de jogo assente numa boa circulação de bola e virtuosismo dos seus executantes. Na próxima jornada, recebem a Associação Académica de Santarém, no Campo Chã das Padeiras. Os Benjamins Sub-10 A da UDS iniciaram da melhor forma a 2ª volta do Cam-

peonato Distrital. Na recepção ao Águias de Alpiarça, a UDS venceu por 8-3, numa partida em que realizou uma exibição com altos e baixos. A equipa como já vem sendo habitual, entrou muito forte e dominou toda a 1.ª parte. Por duas vezes, o adversário empatou o jogo, mas a equipa percebendo que tinha mais argumentos nunca perdeu a concentração. Golos foram muitos, e para todos os gostos. Marcaram, Crespo, Tomás (2), Alexandre, Tiago (2) e Manel. Os Águias nas duas vezes que chegaram à baliza da União fez dois golos. Na 2ª parte, a UDS perdeu o controlo do jogo e mostrou-se desligada, com os sectores muito afastados uns dos outros. Acabou por sofrer mais um golo, num penalty, e marcou também por mais uma vez, por Luís Crespo, que bisou na partida. Próxima partida, deslocação a Abrantes, para jogar a 9.ª Jornada do Distrital, frente ao Benfica local.

Ainda no passado sábado, em visita ao Soccerscálabis, a equipa Sub-8 (nascidos em 2006), constituída pelos seguintes atletas: Lourenço Silva e Moisés Mendes (Guarda-redes), António Pita, Bernardo Santos, Francisco Madruga, Henrique Gonçalves e Rodrigo Stoffel, portou-se de forma digna e conseguiu uma interessante vitória por 7-5, com golos de António Pita (1), Francisco Madruga (1), Rodrigo Stoffel (1) e Bernardo Santos (3). No domingo, de manhã, e acedendo a um convite do SL Cartaxo, o destino foi o Campo das Pratas com as equipas de sub-7 (nascidos em 2007 e 2008) e sub8 (nascidos em 2006). Sob condições atmosféricas muito adversas a UDS alinhou com Afonso Almeida, Carlos Mendonça, Francisco Pita, Kiko Duarte, Henrique Pinho, Gonçalo Silva, Lourenço Gonçalves e Afonso Ferreira – nos sub-7; Lourenço Silva, Moisés Mendes, António Pita, Henrique Gonçalves, Bernardo Santos, Ro-

drigo Stoffel e Francisco Madruga – nos sub-8. Em sub-8 realizaram apenas um jogo, com a equipa sub-9 do SL Cartaxo, tendo sido derrotados por 7-1 (golo de Henrique Gonçalves). Os sub-7, realizaram dois jogos. O primeiro contra o EFC Ouriquense (sub-8) e perderam por 4-0. O segundo contra o SL Cartaxo, já foi mais equilibrado, tendo perdido por 1-0, mas com uma exibição muito mais conseguida. Os Iniciados em mais uma jornada do Campeonato distrital da 2ª divisão, receberam o líder, a equipa da União de Almeirim e perderam por 3-0, um resultado enganador perante a boa exibição da equipa unionista. Os seniores alcançaram uma vitória em casa do líder Barrosense (1-0) e o resultado é, sem dúvida, um passo de gigante rumo a fase de apuramento para a subida de divisão.


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DESPORTO

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Grupo de Futebol Empregados no Comércio

O Grupo de Futebol Empregados no Comércio saiu de Ourém com uma pesada derrota por 3-0, com 2-0 ao fim da etapa inicial. O Ouriense vestiu a pele de líder e não teve dificuldade em bater a turma dos Caixeiros que fez tudo para contrariar a supremacia da equipa visitada. O resultado pode até considerar-se excessivo para a turma ‘azul’ já que o futebol dos Caixeiros teve até, em certos momentos do jogo, contornos de algum brilhantismo. Só que a máxima do futebol não deixa margem para duvidas: quem não marca sofre e foi o que se passou no reduto do Ouriense que assim continua líder da 1.ª Divisão Distrital. Realce para a excelente recepção que a equipa de Santarém teve em Ourém, onde foi presenteada com um almoço, após o jogo, uma vez que este se realizou às 11 da manhã. Próximo jogo dos Caixeiros é já domingo, dia 23, às 15h00, no campo da Escola Agrária, em Santarém, frente a um dos primeiros classificados, o Coruchense. O clube pede o apoio dos seus associados e simpatizantes e deu a conhecer o “jogador do mês de Dezembro” que é Nuno Teixeira, “pela grande dedicação demonstrada, por ser um atleta correcto, bastante humilde e ter conquistado o respeito de todos”, informa o clube em nota enviada ao Correio do Ribatejo.

Futsal: Caixeiros vence S. Vicentense por 2-1

Em jogo a contar para o Campeonato Distrital de Iniciados Masculinos, em Fu-

Foto de Arquivo

Caixeiros perdem em Ourém

tsal, os Caixeiros receberam e venceram o Clube de Andebol S. Vicentense por 2-1. Ao intervalo, os Caixeiros já venciam pela margem mínima, 1-0. No recomeço do jogo, os Caixeiros deixaram-se surpreender e a equipa visitante alcançou o empate. Com o decorrer do jogo os Caixeiros alcançariam ainda o segundo golo, segurando assim os três pontos em disputa. Por sua vez, os seniores masculinos perderam em casa frente ao Riachos por 4-6, num jogo difícil à partida, dada a posição que a equipa visitante ocupava na tabela classificativa. Contudo, isso não invalidou que os Caixeiros, com todo o mérito, arte e engenho, colocassem em campo o seu jogo, permi-

tindo chegar ao intervalo a vencer por 3-0. O intervalo fez bem á turma visitante que encurtou a diferença. No entanto, a equipa da casa não se contentou e chegou mesmo ao 4º golo. A margem existente transmitiria alguma segurança à equipa da casa, que nunca pensou ser possível a reviravolta no marcador. Com dois jogadores da equipa da casa expulsos pela equipa de arbitragem, a tarefa ficou mais facilitada para os Riachos que chegou à vantagem de dois golos, fixando o placar num 4-6 final.

Em jogo a contar para o Nacional de Juniores Masculinos, os Caixeiros foram

derrotados em casa pelo Almada FC pela margem mínima, 27-28, na derradeira jornada do Campeonato. Ao intervalo os Caixeiros perdiam pela diferença de quatro golos e na segunda parte apenas conseguiu reduzir a diferença. Marcaram pelos Caixeiros: Sérgio Abrantes (10), Alfa Balde (5), Carlos Ciebres (4), João Sousa (3) e Plamen Avramov (3) e Filipe Neto (2). Por sua vez, os Infantis estrearam-se no Campeonato Regional com uma pesada derrota em Samora Correia (51-3). Esta foi a jornada de estreia de cinco atletas dos Caixeiros nesta competição e logo contra a um dos adversários mais difíceis. Os três golos dos Caixeiros foram apontados por Pedro Viegas.

Mantendo sempre uma vantagem de três ou quatro golos, o HCS acabou por sofrer dois golos nos últimos minutos, estabelecendo o resultado final em 9-7 favorável à

turma escalabitana. Os escolares do HCS venceram o HC Turquel onde só o resultado foi positivo dado que a exibição não foi das mais conseguidas. Quando na 1ª parte estavam a vencer por 3-0 nada faria prever que pudessem realizar as outras três partes da partida a um nível bastante inferior, sendo bastante perdulários no capítulo da finalização. Os benjamins perderam frente ao Física de Torres Vedras que é o líder do grupo, tendo, contudo, realizado uma boa exibição. Os bambis terminaram da melhor maneira a participação na prova com uma vitória frente ao Lourinhã, por 6-3, onde se destaca a evolução destes pequenos jogadores. Na 1ª volta só derrotas e na 2ª, só vitórias. Os resultados do fim-de-semana foram os seguintes: Seniores: GCC “Os Corujas” – HCS, 7-9, Escolares: HCS – Turquel, 3-2; Benjamins: HCS – Física 5-12; Bâmbis: Lourinhã – HCS, 3-6. Os próximos jogos são os seguintes: amanhã, sábado, às 15h00, HCS-AD Oeiras (Escolares); 16h30, HCS – Carregado (Seniores). Domingo, ás 16h00, HCS-Estremoz (Iniciados).

Andebol: Juniores perdem em casa por um golo com o Almada

Hóquei Clube de Santarém

Seniores vencem fora de casa

Benjamins do Hóquei Clube de Santarém

Os seniores do Hóquei Clube de Santarém (HCS) estrearam-se a vencer fora de casa, frente ao Coruche, num jogo em que começaram a perder logo no primeiro mi-

nuto de jogo. Com o decorrer do tempo foram corrigindo posições, o que permitiu não mais estarem em desvantagem, tendo terminado a 1ª parte a vencer por 5-2.

Mais Lezíria

Benavente vence Torneio de Sueca O MAIS Lezíria voltou a mexer no passado domingo, dia 16 de Fevereiro, com um Torneio de Sueca que teve lugar na Sociedade Filarmónica Alpiarcense 1º de Dezembro, em Alpiarça. O Torneio contou com a participação de cerca de meia centena de pessoas dos vários Municípios da Lezíria do Tejo, sendo as equipas vencedoras as seguintes: 1º - José Luís Costa / Justino San-

tos – Benavente; 2º - António Augusto / Amílcar Silva – Coruche; 3º - Nuno Leal / António Cordeiro – Alpiarça. O MAIS Lezíria é um projecto da CIMLT e dos seus onze Municípios associados - Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém - e tem como principais objectivos promover um grande

convívio desportivo na Lezíria do Tejo, a integração social, a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida, incentivando a participação de todos, incluindo as crianças, idosos e pessoas com deficiência. O MAIS Lezíria 2014 vai prosseguir, dia 8 de Março, com o Festival Escolas Natação dos 6 aos 10 anos, em Coruche.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Ecos do Burladero Ludgero Mendes

Por boas e más razões a Sociedade do Campo Pequeno, SA é notícia, pese embora que, como referimos na pretérita semana, em princípio a questão que despoletou a maioria das notícias, pouco ou nada afecte a preparação e o desenrolar da temporada, que terá início na praça da capital durante o mês de Maio. O processo de insolvência que originou esta turbulência não recai directamente sobre a Sociedade do Campo Pequeno, SA mas sim sobre a Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP) que gere o Campo Pequeno, e é relativo a uma dívida de 30 mil euros a uma construtora. Segundo a SIC, canal televisivo que não divulga a Festa Brava mas que está sempre na linha da frente para emitir atoardas que, supostamente, possam denegrir este sector de actividade sócio-cultural, o Tribunal do Comércio proferiu em Janeiro a declaração de insolvência, acrescentando que já no ano económico de 2011 a SRUCP tivera prejuízos de três milhões de euros e o passivo era já superior a 96 milhões de euros. A administração da Empresa, entretanto, assegurou que o espaço vai “continuar a funcionar normalmente”, apesar deste incidente de percurso, confirmando as declarações prestadas anteriormente por Rui Bento, director de Actividades Tauromáquicas da Empresa, que garantiu “o normal funcionamento da próxima temporada tauromáquica”, a qual será composta por dez corridas de toiros e

TAUROMAQUIA

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Campo Pequeno é notícia uma novilhada. Entretanto, com vista à presença de alguns toureiros em Lisboa, Rui Bento adiantou que “estão muito avançadas as negociações com Pablo Hermoso de Mendoza e com Diego Ventura começámos a falar para que volte a Lisboa, após dois anos de ausência.

“Galardão Prestígio Campo Pequeno 2013”

A Administração da Sociedade Campo Pequeno, SA decidiu atribuir o “Galardão Prestígio Campo Pequeno 2013” ao ganadeiro Mário Vinhas, proprietário da ganadaria Mário Vinhas e Herdeiros de Manuel Vinhas. A distinção pretende premiar a trajectória de ganadeiro de Mário Vinhas, uma das mais respeitadas personalidades do meio tauromáquico português e que é proprietário de um dos encastes mais prestigiados da ganadaria brava peninsular, o encaste Santacoloma. À ganadaria Mário e Herdeiros de Manuel Vinhas pertencia o curro de toiros que reinaugurou a Praça de Toiros do Campo Pequeno, a 18 de Maio de 2006. Esta ganadaria, que pasta na Herdade do Zambujal (Palmela), foi fundada em 1946 com vacas e sementais de Pinto Barreiros. O seu efectivo actual formou-se a partir de vacas e sementais de Joaquin Buendía, ao qual foram acrescentados, a partir de

1992, sementais de Los Caminos, Buendia e Ana Romero. A entrega do “Galardão Prestígio” terá lugar em data a anunciar pela Sociedade Campo Pequeno, SA.

Ganadarias para 2014

Quatro das ganadarias que mais se destacaram no Campo Pequeno na temporada tauromáquica de 2013, já têm presença

assegurada em Lisboa, na temporada de 2014 – Canas Vigoroux, António Silva, Luís Rocha e António Charrua. Entretanto, segundo comunicado da Empresa, veiculado por Rui Bento, estão em curso negociações com outras prestigiadas ganadarias portuguesas, de forma a assegurar curros da máxima qualidade, não só para a Praça de Toiros do Campo Pequeno, bem como para as restantes praças geridas pela empresa.

João Moura Júnior e Rui Bento chegam a acordo Curtas… Ao Estribo!

João Moura Júnior será apoderado em Portugal, a partir da presente temporada, pelo Gestor Taurino do Campo Pequeno, Rui Bento, que promete uma gestão de carreira “coerente com o estatuto de figura

que este cavaleiro indiscutivelmente possui”. Para Rui Bento, a decisão de apoderar João Moura Júnior visa a consagração da imagem do cavaleiro, a nível nacional, e culmina um processo de várias tentativas efectuadas em temporadas anteriores e agora concluído. “João Moura Júnior centrará a sua actividade profissional de 2014 em Portugal, pois, pretendo que ele tenha no seu país o mesmo reconhecimento profissional e a dimensão de que já desfruta por todo o mundo taurino”, afirmou Rui Bento, que adiantou também que “O João irá integrar cartéis da máxima categoria e em praças do maior prestigio, de modo a fazer valer no seu país o seu notável curriculum, do qual destaco o facto de ter sido o primeiro do “escalafón” espanhol em 2012”. João Moura Júnior é, entre os cavaleiros portugueses da nova geração, o mais internacional de todos, com triunfos marcantes nas principais praças de toiros do país vizinho – Madrid, Barcelona, Sevilha, Valência, Castellón, Puerto de Santa Maria,

Moita nas mãos da Aplaudir, Lda Os accionistas da Sociedade Moitense de Tauromaquia decidiram confiar a concessão da Praça de Toiros “Daniel do Nascimento”, da Moita do Ribatejo, à empresa “Aplaudir, Lda.”, de João Pedro Bolota, apesar de esta não ter sido, em termos monetários, a mais alta das quatro que concorreram. A proposta de Paulo Pessoa de Carvalho era, segundo consta na Moita, a preferida, mas... a Sociedade Moitense de Tauromaquia apossou no antigo Cabo dos Forcados Amadores de Alcochete e empresário de sucesso há já alguns anos. A candidatura do antigo cavaleiro tauromáquico José Moita da Cruz, associado a António Duque Neto, foi a grande surpresa do concurso para adjudicação da praça de toiros da Moita do Ribatejo, sendo que foram apresentadas mais três proostas: de João Pedro Bolota, de Ricardo Levesinho e de Paulo Pessoa de Carvalho.

A empresa “TopToiros”, de Raimundo e Palhais, que fora a única concorrente no primeiro concurso, e cuja proposta foi recusada pelos sócios da proprietária da praça, não se apresentou desta feita a concurso, apesar de na altura ter dito que o faria. A decisão foi tomada em assembleia-geral da Sociedade Moitense de Tauromaquia, e agora a “Aplaudir, Lda.”, que para além de outras praças consagradas, como a Monumental “Celestino Graça”, de Santarém, e a Praça do Montijo, tem uma tarefa imensa pela frente, pois, em termos de importância, a “Daniel do Nascimento” é uma das praças de maior responsabilidade no panorama taurino nacional, nomeadamente através da realização da Feira de Setembro, por ocasião das festas populares em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem. Felicidades!

Salamanca e Málaga, entre outras – bem como em França, México, Colômbia e Equador. “O João Moura Júnior foi o último cavaleiro português a abrir a porta grande da Monumental de Madrid, há duas temporadas”, recordou Rui Bento, para quem o Campo Pequeno tem igualmente sido marcante na carreira de João Moura Júnior, que ali tomou a alternativa, a 3 de Maio de 2007, apadrinhado por seu pai, João Moura e com o testemunho do rejoneador espanhol Pablo Hermoso de Mendoza, é na actualidade o único cavaleiro que se encerrou com seis toiros em Lisboa, após a reinauguração da praça, e é ainda o cavaleiro que mais vezes abriu a Porta Grande da Monumental de Lisboa. João Moura Júnior inicia a sua temporada de 2014 em Espanha, a 28 de Fevereiro em Aguilar de la Frontera, e em Portugal a 15 de Março, em Vila Viçosa, no Festival da Rádio Campanário. Formulamos os nossos melhores de grandes sucessos a esta nova dupla.

O matador de toiros Vítor Mendes participará no próximo dia 2 de Março no Festival Taurino de Homenagem ao ganadaeiro Hubert Yonnet, em Saint Gilles, integrado na 7ª edição de “Printemps des Jeunes Aficionados”. Serão lidados três novilhos de Hubert Yonnet pelo diestro português que alternará com Richard Millian e Stéphane Fernandez Meca. O Grupo Tauromáquico “Sector 1” informa que no próximo dia 1 de Março irá realizar, pelas 20 horas, um Jantar/Conferência subordinado ao tema “Matadores de Portugal’, tendo como convidado o Coronel José Henriques, que traçará o percurso histórico do toureio a pé no nosso país. O evento realiza-se no Restaurante “Leão d’Ouro”, em Lisboa, e para mais informações e/ou inscrições devem contactar o “Sector 1” pelo telefone 213462887 ou pelo e-mail (grupotauromaquicosector1@gmail.com), até dia 26 de Fevereiro. Granja, 1 de Março, às 15.15 horas; Festival Taurino: Cavaleiros: Luís Rouxinol, João Salgueiro, Rui Santos, Gilberto Filipe, João Salgueiro da Costa e Luís Rouxinol Jr.; Forcados Amadores de São Manços, da Póvoa de São Miguel e de Monsaraz; Ganadarias: Pinto Barreiros, Luís Rocha, Veiga Teixeira, São Martinho, Murteira Grave e Alves Inácio.


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CORREIO POLICIAL

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Problema policial, por “Procurador Incógnito”

Mentiras Domingos Cabral Rua Serpa Pinto 98 2000-046 Santarém geral@correiodoribatejo.com d.cabral@sapo.pt

Solução (do autor) do problema “Trágica Matança”, publicado no dia 7: Este problema foi difícil de elaborar, por dois motivos especiais: trata-se de uma história real (até quanto nos foi possível) e tem muito a ver connosco – Avô Palaló era o nosso avô materno. Um homem rude, digno, inteligente e respeitado – adjetivos hoje difíceis de juntar, nesta “trepa que trepa, por cima de cada folha”. Sereno nas atitudes, cedo aprendeu a desenvolver o poder da observação, para defesa própria, e a aperfeiçoar o raciocínio. Deixou de ser rapaz e estreou-se homem, num largo poeirento. Em plena campina, agarrado à enxada, e da boca da futura esposa, recebeu a alcunha de Palaló, inexistente nos dicionários, mas que se traduzia na gíria do povo, por “pintainho com farronfas de galo”. Subiu na vida com o esforço do trabalho, que, ao contrário de muitos, viu reconhecido pelo lavrador João Andrade, em cujas propriedades começou como assalariado. Chegou a capataz e eficiente gestor, antes de adquirir a independência e património próprio. No trato com os homens, aprendeu a conhecê-los, tal como distinguia a boa terra da improdutiva. Mas… há sempre um mas. As boas intenções e a amizade ignoraram a capacidade de reconhecer a fera ferida. Zé Grilo perdera-se, por amizade. E, na loucura da perda, disfarçou e, com frieza inusitada, executou o crime premeditado. Algo que ao ponderado Avô Palaló nunca passaria pela cabeça; e não podia perdoar-se por, com o seu convite para a “matança”, ter proporcionado o assassínio. É claro que sabia que o Zé Grilo era dextro (o leitor “viu” como cortou e afiou as canas do jardim da D. Rosa, assim como atentou que, antes de cortar a carne, experimentou o fio da faca no polegar esquerdo, o que só poderia fazer usando a mão direita.). Reparou que cortou a carne de baixo para cima, o que é difícil e toda a lógica manda que, nesta situação, o corte se faça de cima para baixo. Mas estava por demais satisfeito com o entendimento da dupla. É natural, porque não tinha conhecimento sobre venenos, que tivesse tomado os sintomas (“vómitos”, “respiração estertorosa”, “convulsões intensas”, “pupilas dilatadas” “crise epiléptica”, etc. – comuns ao envenenamento por cianeto ou cianureto) como originados pela bebedeira. Só com a análise ligeira do Dr. Chico acerca do cheiro a vinho e alho, que não deixavam descortinar qualquer outro cheiro (neste caso a amêndoas amargas), a necessidade da autópsia e significado da banha curada na boca do morto, começou a raciocinar, encaixando as peças no “puzzle”. Teve a certeza quando, no dia seguinte, encontrou as rãs mortas na pequena pia da torneira do tanque. Refletiu que, quando encontrou o Zé a limpar as mãos à camisa, ele tinha acabado de ali lavar a faca dos vestígios do veneno. Rapidamente as ideias surgiram em turbilhão: o Zé conseguira o veneno na fábrica onde o filho trabalhava (uma tinturaria de têxteis, onde o veneno é utilizado em certas operações), esmagou os cristais venenosos, colocando o pó na face esquerda da faca (daí a necessidade de cortar a carne de baixo para cima, de modo a que o veneno ficasse na carne do Toino e não na sua) e serviu-se, para a aderência, da banha de porco, que se usa nos meios rurais como manteiga e não só. Isto é o que interessa conhecer. Concorrente contemplado: Jorge Alves

Já não via o pai há muitos anos e este nunca demonstrara grande interesse no que se passava por aqueles lados. Invariavelmente, vinha a argumentação do pai: “Não me importava muito porque sabia que estavas em boas mãos com a tua mãe…” Não acreditava, mas o que é que podia fazer? Crescera sem pai e sem o desejo muito evidente de o vir a ter por perto. Podia dizer, mesmo, que lhe era indiferente. Só que, depois de tantos anos, eis que ele aparecia na sua vida e, sinceramente, não sabia como lidar com a situação. Ignorá-lo? Hostilizá-lo? A mãe lançara o aviso para que não acreditasse em tudo o que ele dissesse porque mentia com uma facilidade impressionante e com a convicção própria de quem estava seguro do que dizia… “Não chega olhá-lo nos olhos porque até assim é capaz de mentir e jurar…” “Sabes, filho, a vida nem sempre é como a queremos viver… Há momentos em que temos de tomar decisões e abris mão de muitas convicções… Também eu gostava de ter estado contigo e acompanhar o teu crescimento, mas tive de ir para a América do Sul, por onde andei anos a fio, em expedições, mas sempre contigo nos meus

pensamentos… “Lembro-me de estar numa véspera de Natal, algures pelo Chile a contemplar a Lua e, ao ver nela a tua inicial, recordar os momentos que passei contigo, eras tu ainda um bebé… Dias depois, em plena passagem de ano, naquela bola enorme luminosa, revia a tua cara bolachuda, redonda e sorridente… É mesmo isso, nunca te esqueci, só não tinha muito tempo nem oportunidade para te escrever, entendes? Andei por sítios nunca visitados por brancos, bem no centro da Amazónia, visitei tribos desconhecidas até então e recordo em particular uma aldeia praticamente inacessível em que comi com o chefe da tribo, falei-lhe de muitas das coisas que eles nunca viram e ouvi da sua boca muitas histórias sobre a sua vida, família e tribo… Experiência única, ser o primeiro ser exterior a falar com eles, já imaginaste? E outra vez em que me despedi da vida porque me perdi e andei dias e dias sozinho por montes e vales nos Andes, sem encontrar vivalma, caminhando de noite para me proteger do sol e me orientar pela estrela polar, uma estrela que me parecia ter seis pontas e que logo me recordava o teu nome, que era a minha única referência e me serviu

para encontrar uma aldeia mais a norte e ali encontrar assistência e apoio… Também nessa altura me lembrei de ti e foste a razão da força que me tirou de lá… Ainda estive á porta de uma estação de correios, na Bolívia, no dia de um dos teus aniversários, decidido a enviar-te uma mensagem, um telegrama, que telefone era coisa que por ali não havia, mas não pude mandarte nada porque estava fechada por ser feriado… É o que dá nascer no dia da implantação da República. Eu bem tinha dito à tua mãe que era melhor registar-te a 4 ou a 6, mas ela disse que se nasceste a 5 de Outubro, era a 5 de Outubro que eras registado… Ainda havemos de partir à aventura para aquele mundo espectacular, vais ver…” Francamente, ficara com a certeza de que a mãe o alertara para o perigo das suas mentiras apenas por despeito, mas agora mudara de opinião e achava que o pai era, de facto, um grande mentiroso, ainda que trapalhão… Leitor diga-nos, no prazo de 10 dias, o que se lhe oferecer sobre esta descrição. Sortearemos um livro entre as respostas recebidas. A solução e o nome do contemplado serão publicados no dia 7 de Março.

Conto, por Daniel Silva

Um roubo de nada Olhe bem! Olhe bem o que aquele sacana me fez! – dizia o homem levantando a roupa do corpo e mostrando o peito e a zona dos rins cheios de nódoas negras. Na cabeça, ligeiramente ao lado da orelha esquerda, aquilo que tinha sido um fio de sangue deixava ver uma contusão superficial, o que fizera supor ao inspector ter sido por ali que o atacante arrumara de vez com o assunto… Bem… pelo menos arrumara a escaramuça… - Mais um pouco e ele mandava-me desta para melhor! – reatou o homem, agora jogando a mão à orelha. Disse ainda que era o dono da casa assaltada, que oferecera resistência ao ladrão, estava apenas armado com uma barrinha de metal pouco maior que o punho que a segurava e que pretendera, assim, valer-se do seu físico bem proporcionado. Embora não o dissesse podia concluir-se que acabara, no final, por levar uma lição, lição essa que o faria ter outra atitude caso viesse a encontrar-se na mesma situação num futuro próximo. Pelo menos era o que o inspector pensava. - Ele era um lingrinhas e eu pensei que poderia dar-lhe uma surra para o ensinar. Mas aquele corpinho tinha muita genica e manejava aquela coisa como um daqueles chineses que se vêem nos filmes. De facto, o “trabalho” no corpo do homem tinha sido bem feito, e quem o executara fizera-o com traços de mestria. Se o quisesse, e a avaliar pela precisão dos golpes, todos em sítios ligeiramente afastados dos pontos vitais se se excluir aquele que o pusera a dormir, pois, se ele o tivesse querido não teria tido dificuldade alguma em mandá-lo desta para melhor, se é que de facto a outra é melhor. Não o ter feito era já em

si importante. - Bem! Vamos ao roubado, uma vez que o senhor, ao que parece, com umas radiografias para tranquilizar e uns quantos pensos e pomada se vai safar bem! – disse então o inspector sentando-se no sofá. - Ele roubou-me, roubou-me!... Espere um pouco… deixe ver! – e quase correu para um quadro de parede que afastou prontamente como se fizesse aquilo várias vezes por dia. Lá estava o cofre, primeiro fechado, e depois aberto pelo proprietário. Pelos vistos estava lá tudo quanto devia estar pois o olhar satisfeito do homem não enganava. - Olhe, parece-me que ele não roubou nada! – disse, deitando um novo olhar circundante à sala. Lá esta a aparelhagem de som, a televisão que reflectia a luz de um candeeiro, o vídeo, meia dúzia de peças de estanho e prata espalhadas pelos móveis, juntamente com relógios antigos e algumas peças de cerâmica. - Tudo! Está tudo! - disse, quase gritando de contentamento. – Afinal estas porradas valeram para alguma coisa. Ele teve medo! Sim, o outro pelos vistos tivera medo do ruído que fizeram, dos vizinhos que, afinal, tinha alertado a Polícia. E tinhase, assim, pirado sem levar nada. - Então, já cá não volta! – argumentou o inspector a tentar convencer-se a si mesmo. – Você teve sorte dupla, meu caro senhor. Se ele o quisesse matar, tinha-o feito com a tal barra. Para ele era canja! – ia dizendo, enquanto o acompanhava à ambulância. - Mas… oiça, Inspector! Eu exijo… peço um guarda pelo menos esta noite. Faça-me esse favor! Estou contente por nada ter sido roubado mas não gostaria de passar por outra igual e ficar de novo inconsciente, à mercê da disposição do bandido! Você disse há pouco que ele

não me quis matar. E se ele tivesse querido?! Infelizmente esse é um risco que toda a gente corre, meu amigo. E tentou ser confortante. Até eu, apesar de ser polícia posso contar-lhe que já me roubaram o carro duas vezes. Mas está certo! Eu dou-lhe um guarda por uma noite, mas não mais!... Não podemos estar a proteger os cidadãos individualmente, como deve compreender. Ele compreendia. Aliás, era um indivíduo porreiro. Pensava até que com aquelas características ele seria facilmente detectável, o ladrão. E preso. E que ele poderia então ficar descansado. Foi por isso que lhe disse: - Nós vamos fazer os possíveis para o encontrar. Depois digo-lhe qualquer coisa… - e pensava nas prateleiras cheias de livros daquela casa de solteirão empedernido. Casa impecavelmente limpa apesar de se não notarem vestígios de mulher. Lembrou-se também do cuidado dele, ao perguntar, depois de saber que não haveria fotografias, se podia arrumar as coisas caídas durante a luta. Devia passar noventa por cento do tempo livre em casa. Era do tipo tranquilo e ficara todo contente por ter feito de herói. Espera – pensava ainda o Inspector – espera que te encontres sozinho em casa. Até o barulho dos vermes no solo tu vais ouvir. Coitado. O ladrão rouboute uma coisa e tu dizes que não te roubou nada. Foi uma coisa preciosa que tu tinhas, talvez a mais preciosa de todas. A tua tranquilidade! – E continuava a pensar enquanto olhava o homem, alheio ao futuro que ia encontrar proximamente, sentado agora num banco da ambulância, até que a porta desta se fechou. Depois foi dando pontapés nas folhas das árvores que encontrou pelo chão até chegar ao carro e arrancar.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Sudoku

PASSATEMPO

As anedotas do Barbosa

Soluções Edição Anterior

Uma loira foi de férias ao Brasil. Quando chegou ao hotel e, como estava muito calor, abriu a janela. Assim que o fez, começaram a entrar mosquitos. Apavorada liga para a recepção: - Boa noite, tenho o quarto cheio de mosquitos e estão a incomodar-me. - Se a senhora desligar as luzes eles vão-se embora – disse-lhe o recepcionista. Ela assim fez e, na verdade, os mosquitos foram-se embora. Passados poucos minutos, começaram a entrar pirilampos no quarto e a loira voltou a reclamar: - Mas o que foi agora? – perguntou o recepcionista. Ela responde: - Desligar a luz não resolveu nada! Os mosquitos voltaram com lanternas!

Palavras Cruzadas HORIZONTAIS

1 – Intentando. Nociva. 2 – O m.q. olmo. 3 – Acrescentei. Urtigar. 4 – Habitei, existi. Anda pelo ar. Prejudicial. 5 – Tesouro público (pl.). Pavilhão (Abrev.). 6 – Acalmam, mitigam. Obstáculo. 7 – Género de plantas apiáceas. Folhado de massa com que se envolve carne picada, peixe, doce, etc. (pl.) 8 – Extra-Terrestre (abrev.). Sinal ortográfico. Adiciones. 9 – Aplicação dos venenos em terapêutica. Fala em público. 10 – Lubrificaras. 11 – Eles. Tornado miúdo.

VERTICAIS

1 – Almofada comprida que se estende ao longo da testeira do leito. 2 – Aprumado, ereto. 3 – Dia ou festa de casamento. Tecido fino. 4 – Tálio (s.q.). Cólera. Cabeça (Pop.). 5 – Patrão, senhor. Erupção cutânea caracterizada por crostas ou escamas amareladas ou gretadas (Med.). 6 – Orgão que estabelece a ligação entre os centros nervosos e o corpo. Coligai. 7 – Felizes, venturosos. Sapo amazónico. 8 – Linguagem índica vernácula. Banco Totta e Açores (sigla). Direção (Pref.). 9 – Rei de Bazan. Que revela piedade, humana. 10 – Tornar macio. 11 – Posto de través.

Horóscopo CARNEIRO CCarta Dominante: O Mundo, que significa Fertilidade. Amor: Que o Amor e a Felicidade sejam uma constante na sua vida! Saúde: Ultrapassará qualquer problema graças à sua força de vontade. Dinheiro: Sem problemas neste campo da sua vida. Números da Semana: 2, 3, 5, 8, 19, 20. Pensamento positivo: As minhas ideias dão bons frutos, porque eu acredito nelas! TOURO Carta Dominante: A Torre, que significa Convicções Erradas, Colapso. Amor: Se falar mais abertamente acerca dos seus sentimentos, poderá ver progredir a sua relação afectiva. Que os seus mais belos sonhos se tornem realidade. Saúde: Cuide da sua saúde física, faça mais exercício. Dinheiro: Com trabalho e esforço conseguirá atingir o seu objectivo. Números da Semana: 1, 6, 9, 41, 42, 49. Pensamento positivo: Sempre que estou errado não tenho medo de recomeçar de novo! GÉMEOS Carta Dominante: O Dependurado, que significa Sacrifício. Amor: Não deixe que as más-línguas o influenciem, tenha mais confiança na pessoa que está consigo. Que a sabedoria infinita esteja sempre consigo! Saúde: Tenha cuidado com as correntes de ar. Dinheiro: Seja cauteloso com os seus gastos. Números da Semana: 8, 10, 36, 39, 41, 47. Pensamento positivo: Venço os períodos de

sacrifício através da confiança que tenho em mim próprio! CARANGUEJO Carta Dominante: 7 de Copas, que significa Sonhos Premonitórios. Amor: Estará muito sensível. Levará a mal certas coisas que lhe digam. Seja mais confiante e menos impressionável. Defenda-se pensando no Bem! Saúde: Imponha um pouco mais de disciplina alimentar a si próprio. Dinheiro: Tendência para gastos excessivos. Números da Semana: 5, 6, 7, 10, 18, 22. Pensamento positivo: Acredito nas mensagens que os meus sonhos me trazem. LEÃO Carta Dominante: 5 de Paus, que significa Fracasso. Amor: A sua relação está a passar por um período menos positivo. Aproveite com muita sabedoria os conselhos da sua família. Saúde: Deve tentar dormir pelo menos oito horas por dia. Dinheiro: O equilíbrio financeiro faz parte da sua vida neste momento. Números da Semana: 8, 9, 10, 17, 19, 25. Pensamento positivo: Sei que só erra quem está a aprender a fazer as coisas da maneira certa. VIRGEM Carta Dominante: Ás de Copas, que significa Princípio do Amor. Amor: Procure dar atenção às verdadeiras amizades. Que a bondade esteja sempre no seu coração! Saúde: Tenha mais confiança em si, valorize-se mais. Dinheiro: Cuidado

com as intrigas no local de trabalho. Números da Semana: 15, 26, 31, 39, 45, 48. Pensamento positivo: Existe sempre lugar para a bondade no meu coração. BALANÇA Carta Dominante: 8 de Espadas, que significa Crueldade. Amor: Se tem algum problema que o está a incomodar, é tempo de o resolver. Seja humilde e aprenda a conhecer-se a si próprio. Então conhecerá o mundo! Saúde: O seu sistema imunitário está muito sensível, seja prudente. Dinheiro: Não hesite em pedir ajuda quando estiver com problemas financeiros. Números da Semana: 8, 10, 23, 26, 29, 33. Pensamento positivo: Protejo o meu coração pensando no Bem! ESCORPIÃO Carta da Semana: 9 de Ouros, que significa Prudência. Amor: Se não controlar os seus acessos de agressividade, poderá fazer sofrer uma pessoa que ama. Aprenda a amar-se e então saberá amar tudo e todos! Saúde: Dê mais atenção à sua saúde, não se considere intocável. Dinheiro: Período favorável para esboçar novos negócios e empenhar-se na concretização dos seus projectos. Números da Semana: 4, 8, 17, 28, 39, 45. Pensamento positivo: Sou prudente nos meus actos e nas minhas palavras. SAGITÁRIO Carta Dominante: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: Não seja tão mal humorado! Sorria! Procure ter pensa-

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mentos positivos e não deixe invadir-se por sentimentos ou pensamentos negativos. Saúde: Faça alguns exercícios físicos mesmo em sua casa. Dinheiro: Não deixe para amanhã aquilo que pode fazer hoje. Números da Semana: 4, 8, 11, 19, 23, 27. Pensamento positivo: Sorrio mais vezes e dessa forma a minha vida é mais rica. CAPRICÓRNIO Carta Dominante: Cavaleiro de Espadas, que representa um Guerreiro. Amor: Provável desentendimento com alguém que lhe é muito especial. Que a serenidade e a paz de espírito sejam uma constante na sua vida! Saúde: Não se acomode. Dinheiro: Provável descida do seu poder de compra. Números da Semana: 1, 8, 10, 36, 39, 42. Pensamento positivo: Estou preparado para lutar pelos meus sonhos! AQUÁRIO Carta Dominante: 6 de Paus, que significa Ganho. Amor: Notará um afastamento da pessoa amada, mas não é nada alarmante. Com os nossos pensamentos e palavras, criamos o mundo em que vivemos! Saúde: Muito favorável, aproveite e pratique exercício físico. Dinheiro: Notará que o seu esforço a nível de trabalho será recompensado. Números da Semana: 25, 33, 39, 41, 42, 48. Pensamento positivo: Ganho o respeito e a admiração dos outros através da minha honestidade. PEIXES Carta Dominante: 4 de Ouros, que representa Projectos. Amor: Diga abertamente ao seu companheiro tudo o que acha que nele é menos correto. Seja o primeiro a dar o exemplo! Saúde: Relaxe um pouco mais, anda muito tenso. Dinheiro: Estabilidade financeira. Números da Semana: 1, 8, 10, 14, 19, 22. Pensamento positivo: Acredito nos meus projectos, sei que mereço ser bem-sucedido!

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ÚLTIMA

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Temos três saídas para este agradável almoço: ou saímos com cautela, de forma limpa, ou monitorizados…

Sim, pelos copos que bebeste, monitorizados por uma questão de equilíbrio, com cautela para que não tropeces, agora… de forma limpa...

...Só se ninguém olhar para as nódoas que levas na camisa…

Luís Jacob, presidente da Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS)

“Lamentamos que as UTIs ainda não sejam reconhecidas oficialmente e que o Instituto da Segurança Social não cumpra o acordo que tem connosco” Luís Jacob é presidente da Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS). O responsável vê o envelhecimento não como um problema mas como uma “conquista”. Quanto ao papel das Universidades Seniores na sociedade, Luís Jacob não tem duvidas: “são, na sua essência, uma resposta social que visa diminuir a exclusão e o isolamento dos mais velhos”, mas lamenta que as UTIs “ainda não sejam reconhecidas oficialmente e que o Instituto da Segurança Social não cumpra, desde 2011, na íntegra o acordo que tem connosco o que tem impedido uma maior afirmação da rede”. Considera que a sociedade está preparada para responder à problemática do envelhecimento? Está a adaptar-se gradualmente. Em primeiro lugar considero que o envelhecimento não é um problema, é uma conquista e uma consequência natural das melhores condições de vida a que se tem vindo a assistir de meados do século XX em diante. Em segundo lugar o verdadeiro problema que temos actualmente é a baixíssima taxa de natalidade, somos o 2º país da união europeia com pior desempenho neste indicador com apenas 8,5 nascimentos por 1000 habitantes, em 1960 esta percentagem era de 24,1! Acho que a sociedade está a adaptar-se, segundo os recursos de cada comunidade mais lentamente ou com algum vigor, ao maior número de idosos. Uma população maioritariamente envelhecida tem consequências que já estamos a sentir, como o encerramento de escolas primárias, dúvidas sobre a sustentabilidade da segurança social, aumento da idade de reforma, a desertificação de zonas do interior do país, etc. As respostas que existem (Lares, Apoio Domiciliário, Centros de Dia) são suficientes e adequadas? Considero que sim, na generalidade existe uma consciência profissional elevada e competente. Tecnicamente em Portugal existem sete tipos de respostas sociais para idosos o que permite, em termos teóricos, um bom leque de escolha. Em número de equipamentos, estamos acima da média europeia. Começamos até a assistir em alguns locais à existência de vagas por preencher. Seguramente, o grande desafio é o de flexibilizar os serviços prestados pelas instituições. Todos os utentes/clientes têm necessidades e expectativas diferentes e o que existe é um “pronto-a-vestir” social, forçando a pessoa a adaptar-se àquela

resposta, quando, na minha perspectiva, o correcto seria o contrário. Os profissionais das IPSS estão, regra geral, bem preparados ou precisam de um incremento formativo, assim como as suas direcções? Penso que actualmente a maioria das instituições já tem um quadro de pessoal minimamente formado e informado, que necessita obviamente de formação contínua e regular. Quanto à competência/formação das direcções ainda há muito caminho a percorrer. Claramente precisam de ter mais conhecimentos técnicos sobre gestão e organização! O envelhecimento activo, de que tanto se fala, é uma realidade ou um processo de intenções? O envelhecimento activo sempre existiu, cada um tenta sempre envelhecer da melhor forma que lhe é possível! O que existe hoje é a consciência social do processo de envelhecimento e um leque de actividades/ oportunidades para viver bem a reforma. Fala-se hoje mais disso, constroem-se projectos de vida para depois da vida profissional, a sociedade investe neste tempo! Há uma aposta na qualidade de vida e transformou-se, e bem, o envelhecimento activo num assunto na ordem do dia! Considera que as Universidades da Terceira Idade são uma resposta ao isolamento dos cidadãos na idade maior? Qual a importância da RUTIS? Não tenho dúvidas nenhumas que o são. As Academias e Universidades Seniores são, na sua essência, uma resposta social que visa diminuir a exclusão e o isolamento dos mais velhos, permitindo-lhes a renovação/criação de amizades e o desfrutar de actividades culturais, artísticas e educativas. Para muitos é a primeira vez que têm um acesso frequente a este tipo de eventos e fazem-no a um custo muito acessível! A RUTIS teve e tem um papel decisivo na criação e promoção das Universidades Seniores em Portugal e é hoje a maior rede mundial deste tipo de estabelecimentos. Lamentamos apenas que as UTIs ainda não sejam reconhecidas oficialmente e que o Instituto da Segurança Social não cumpra, desde 2011, na íntegra o acordo que têm connosco o que tem impedido uma maior afirmação da rede. As cidades estão preparadas para responder ao desafio de uma população cada vez mais envelhecida? Que medidas deveriam ser tomadas? Não estarão, mas considero que as cidades, em geral, não estão preparadas para qualquer habitante. As dificuldades que os idosos têm são iguais a uma mãe com um carrinho de bebé, a uma pessoa em cadeira de rodas ou qualquer outra pessoa com algum tipo de limitação de mobilidade. É um caminho que falta percorrer e não é só em nome dos idosos! Basta pensar no mobiliário urbano que enche as ruas, o acesso

aos edifícios ou no estado do pavimento das ruas e passeios. As medidas a tomar estão todas pensadas (ler o relatório das cidades amigas dos idosos) é “só” executar. Lema de Vida? “Mais triste que falhar é não tentar”. Se pudesse alterar algum facto da História de Portugal qual alteraria? O mês de Maio de 2013, quando o Benfica perdeu as 3 finais que disputou. Mais a sério evitaria a ida de D. Sebastião para a Batalha de Alcácer-Quibir, com a consequente perda da independência e o início do declínio do país como nação soberana e influente em todo o mundo da época. Prato favorito? Feijoada. Um título para o livro da sua vida? Nasceu bem, viveu feliz e morreu velho. Música? Toda, depende do momento. Livro de cabeceira? Madrugada Suja, de Miguel Sousa Tavares. O que mais aprecia nas pessoas? Um bom coração/um bom espirito. O que mais detesta nelas? Hipocrisia, faz o que digo, não o que eu faço. Acordo ortográfico. Sim ou não? Não. Se os sete pecados fossem oito, qual seria o oitavo? O desprezo pelos outros.

PONTO FINAL paulo.narciso@correiodoribatejo.com

O Correio do Ribatejo continua a colorir as suas paredes centenárias, amarelecidas pela idade do tempo, com os retratos de quem se deu a este Jornal de forma notável e desprendida. Começámos, em Janeiro, com Celestino Graça, prosseguiremos amanhã com Joaquim Veríssimo Serrão. Chamamos-lhes Notáveis. Porque o são, na verdade. Pessoas que, de forma indelével, mudaram o nosso pequeno Mundo, arquitectando teoremas a que hoje chamamos memórias e ensinamentos do passado, transcritos para o papel em cintilantes fascículos semanais. Amanhã, sábado, pelas 16h00, o Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, colaborador de reconhecido mérito, ‘director de Verão’ desta casa, desde 1945, sempre que Virgílio Arruda se ausentava em viagem, terá o seu merecido retrato neste Jornal. Em 2015, completam-se setenta anos de escrita do Professor nas páginas do Correio do Ribatejo, colaboração que apenas o seu estado de saúde interrompeu, a partir do ano 2009. Temo-lo connosco, diariamente, enquanto referência e se não podemos já contar com a sensatez da sua escrita, saibamos continuar a aprender com o seu legado e com as virtudes de Homem bom, devoto fiel da sua eterna amada Santarém, de quem tão bem disse e escreveu. O professor para nós, mais perto ou mais longe, será sempre fonte sábia de inspiração. Homem de Cultura, defensor do Património, Académico notável, sobressai a sua elegância, mestria e probidade que lhe são peculiares, personalidade a quem todos reconhecem qualidades difíceis de igualar. Veríssimo Serrão deixa-nos escrito, não somente o dom do seu pensamento, mas o exemplo de uma vida dedicada aos livros. Muito do seu percurso académico e pessoal pode ser seguido ao longo das páginas deste Jornal. Das interessantes conversas que trocámos, sempre que o Professor se dirigia à redacção do Correio do Ribatejo, recordo o alvitre que repetia vezes sem conta: “João Paulo, nunca te metas na política. Não mistures o jornalismo com a política”. Caro Professor fique descansado, continuo a seguir o seu conselho… João Paulo Narciso


CR de 21 de Fevereiro de 2014