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Fundado em 1891 por João Arruda - Director: João Paulo Narciso

CORREIODORIBATEJO.COM

ANO: CXXII NÚMERO: 6402

SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014 PUB

Catarina Marcelino

Alegria na Fundação Madre Andaluz com o regresso a casa de jovem atropelada

PS de Santarém quer acabar com stands de beira de estrada no concelho

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Correio do Ribatejo presta homenagem a um dos seus mais ilustres colaboradores

Joaquim Veríssimo Serrão imortalizado na Galeria de Notáveis

O historiador Joaquim Veríssimo Serrão está, desde o último sábado, imortalizado na Galeria de Notáveis do Jornal Correio do Ribatejo, iniciativa que pretende perpetuar a memória de alguns dos colaboradores que ajudaram a construir um projecto que este ano assinala 123 anos de publicação ininterrupta. GALERIA DE NOTÁVEIS PÁG 02 E 03

Santarém

Carnaval

Gastronomia

CDU denuncia fiscalização ilegal de parquímetros na cidade

Samora Correia com corso gratuito prepara três dias de folia

Enguia é soberana nas mesas de Salvaterra durante o mês de Março

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CULTURA PÁG 11

EMPRESAS & EMPRESÁRIOS PÁG 17

Edição de 6ª -feira - Preço: € 0.70 - Semanário Regional T. 243 321 116 / 910 719 513 Redacção: Rua Serpa Pinto Nº 98 2000-046 SANTARÉM Aponte o seu smartphone e instale já a aplicação Correio do Ribatejo para iOS e Android PUB


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GALERIA DE NOTÁVEIS

Opinião Francisco Morgado miradourocr@gmail.com

Miradouro de S. Bento Os novos embaixadores As dificuldades e os problemas que Portugal tem tido ao longo dos últimos três anos, de forma mais acentuada acrescentaria eu, criaram uma enorme quantidade de novos embaixadores, que agora são a nossa bandeira nos lugares mais insuspeitados do mundo. Ao contrário dos de carreira, não levam os dias no conforto dos gabinetes, ou em reuniões mais ou menos inconclusivas, praticando, como lhes ensinaram, a arte do sorriso, a forma de falar acrescentando pouco, exímios na arte do adiar a palavra final. Estes embaixadores a que me refiro, mergulham em cheio nos países onde estão, dão ao anfitrião acolhedor o melhor dos seus conhecimentos técnicos e como são latinos, facilmente se integram e amam o ambiente novo, mas sobretudo o que mais estimam, é saber que, trabalhando, recebem por isso a justa recompensa do seu esforço. Por regra são quadros jovens, ainda que um ou outro possa ter já prateado capilar. Une-os não só o facto de terem sido eles a preencher e assinar a sua própria nomeação para naqueles locais, como comungam de um sentimento, também ele, muito lusitano. A saudade. Refiro-me obviamente aos novos emigrantes, que agora quase diariamente usam as portas de embarque dos aeroportos, deixando atrás um rio de tristeza, lágrimas e ansiedades de pais que, impotentes, compreendem racionalmente o porquê, enquanto o coração o nega com veemência. As televisões vão no seu encalço e revelam como os países emergentes aceitam, acarinham e agradecem a sua decisão, mas também a velha Europa precisa e elogia as qualidades dos nossos novos embaixadores. Tememos, para não afirmar que temos a certeza, ser esta não uma comissão de serviço, mas uma instalação definitiva e será tanto mais assim, quanto mais jovem for o trabalhador emigrado. No momento em que escrevo estas linhas, os noticiários informam que somos agora o nono país mais pobre da comunidade europeia, perdendo alguns lugares. Logo outra diz que a economia nacional está a crescer. Mas como disse o comentador dos domingos, não é nas famílias que se nota esse crescimento. O torniquete não afrouxa e o sufoco é muito, sobrando cada vez mais facturas e dias para o fim do mês. Uma coisa é carte. Esta nova geração tem competência e preparação técnica, os professores ensinam com dedicação e nem uns nem outros têm culpa de que este país não os queira, percebendo que sem sangue novo, sem novas competências para pensar e decidir, Portugal fica cada dia mais longe do fim do túnel, onde os arautos dizem que há uma luz. No século XXI Portugal volta a estar na moda. Não por dar “novos mundos ao mundo”, mas pela competência profissional e pela qualidade dos nossos jovens. Novos embaixadores que confirmam ser Portugal terra de gente boa, mas com más políticas.

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Joaquim Veríssimo Serrão imortalizado na Galeria de Notáveis do Correio do Ribatejo

Sala cheia para aplaudir a vida e a obra do Professor Joaquim Veríssimo Serrão

O historiador Joaquim Veríssimo Serrão está, desde o último sábado, imortalizado na Galeria de Notáveis do Jornal Correio do Ribatejo, iniciativa que pretende perpetuar a memória de alguns dos colaboradores que ajudaram a construir um projecto que este ano assinala os seus 123 anos de publicação ininterrupta. “Joaquim Veríssimo Serrão é um Homem sempre presente nesta casa. Temo-lo connosco diariamente, enquanto referência e, se não podemos contar com a sensatez e o brilhantismo da sua escrita, saibamos continuar a aprender com o nos deixou, com as suas virtudes de homem bom e sábio”, vincou João Paulo Narciso, director do Correio do Ribatejo. Esta sessão, que lotou por completo a sede do jornal, no coração do Centro Histórico de Santarém, contou com a presença do historiador que, apesar da fragilidade do seu estado de saúde, fez questão de estar presente. Coube ao filho, Vítor Serrão, proceder ao descerramento do retrato que figurará nas centenárias paredes deste jornal: “Agradeço ao Correio do Ribatejo esta homenagem tão sentida e profunda ao meu pai”, disse, emocionado. “Hoje lembramos a faceta de grande escalabitano, que devotou a sua vida ao trabalho, à pedagogia e à vida militante em prol da cultura e do património”, afirmou. Destacando “o amor por Santarém” que o seu pai sempre manifestou, Vítor Serrão manifestou a sua “profunda gratidão” por esta homenagem, perpetrada pela “pérola dos jornais deste país”, onde Joaquim Veríssimo Serrão “tanto trabalhou desde 1944 até 2009”. “Recordo-me que, em pequeno, vivenciei com o meu pai, dentro das quatro paredes deste jornal, um trabalho que me encantava

que era o de corrector de provas tipográficas, acompanhando os tipógrafos que compunham, letra a letra, os jornais da altura”, afirmou. “Ajudei a dar forma a notáveis artigos, que tive a oportunidade de ler e reler, alguns deles que tiverem um papel preponderante na defesa do património desta cidade”, disse Vítor Serrão. “Esta cerimónia enche-me de orgulho, mas é um orgulho partilhado por todos os escalabitanos, amigos de meu pai”, disse, comovido. Nesta homenagem pública, Manuela Mendonça, presidente da Academia da História, lembrou também a estreita ligação que Joaquim Veríssimo Serrão sempre manteve com Santarém e o jornal onde colaborou ao longo de décadas e foi, inclusive, ‘director de verão’. “O primeiro trabalho que publicou, no longínquo ano de 1948, foi precisamente “A conquista de Santarém”. O reconhecimento da prioridade dada, no seu coração, a esta terra, é a primeira homenagem que lhe podemos prestar”, começou por dizer Manuela Mendonça. Mas Joaquim Veríssimo Serrão foi também um homem do mundo. Por isso, assumiu, em Novembro de 1950, o cargo de Leitor de Cultura Portuguesa, na Universidade de Toulouse. Para Manuela Mendonça, este facto “terá sido o arranque para uma grande carreira, na senda dos grandes Mestres com quem então conviveu”, afirmou. Esta dimensão internacional de Joaquim Veríssimo Senão acabou por levá-lo, em 1967, a fundar e dirigir o Centro Cultural Português em Paris, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian. “Foram mais cinco anos de permanência em França, onde continuou servindo a cul-

tura portuguesa pela dinâmica que imprimiu a esse Centro”, afirmou a presidente da Academia da História. Na sua intervenção, Manuela Mendonça recordou ainda a passagem de Veríssimo Serrão pela reitoria da Universidade de Lisboa, carreira que seria interrompida em 26 de Abril de 1974, quando pediu a demissão do cargo. “É da mesma data o seu afastamento de funções docentes na Universidade. Essa situação de injustiça teve a duração de cinco anos, durante os quais o Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão intensificou o seu labor científico, legando à historiografia portuguesa obras de inestimável valor científico. De entre elas se destaca a sua monumental História de Portugal, hoje já com 18 volumes publicados”, afirmou a responsável da Academia da História.

O sonho da Universidade do Ribatejo

Na sua intervenção, Manuela Mendonça relembrou ainda o papel de Joaquim Veríssimo Serrão na fundação do Instituto Politécnico de Santarém. Segundo disse, este seria “o primeiro passo de um desígnio maior”: fundar uma Universidade na sua terra natal. “Não logrou concretizar esse objectivo”, lamentou Manuela Mendonça. “Em Julho de 1984 regressaria ao seu trabalho na Faculdade de Letras, para nela se vir a jubilar em Julho de 1995. Nestes anos, imprimiu ao Departamento de História, onde valorizou e ajudou os docentes nas respectivas carreiras, estimulou e acompanhou doutoramentos, criou e dirigiu os primeiros mestrados, nomeadamente em História Moderna e História do Brasil, acompanhando as muitas dissertações a


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eles inerentes”, afirmou. “Na aliança criada entre o professor, o investigador e o autor, Joaquim Veríssimo Serrão enriqueceu a historiografia portuguesa com mais de 400 títulos, sem considerar entradas em dicionários e colaborações em jornais, onde se destacou o Correio do Ribatejo, que hoje o homenageia, juntando-se a tantos outros preitos de gratidão que o Professor tem recebido”, disse. Manuela Mendonça falou ainda dos 35 anos que Veríssimo Serrão cumpriu como presidente da Academia Portuguesa da História. “A sua acção à frente deste órgão cimeiro da cultura portuguesa foi de inestimável valor não apenas dentro de Portugal, como no estrangeiro. Que fique aqui hoje bem patente o nosso reconhecimento por ter sabido e querido dinamizar uma Casa que recebeu, em riscos de fechar, em 1975”, declarou. “Foi a sua força, a sua determinação, o seu dinamismo que impediu que tal acontecesse e permite, ainda hoje, à Academia Portuguesa da História um lugar de destaque entre as suas congéneres, nacionais e estrangeiras”, concluiu Manuela Mendonça.

Joaquim Veríssimo Serrão “permanecerá uma lição de plenitude”

Para o historiador Martinho Vicente Rodrigues, discípulo de Joaquim Veríssimo Serrão e presidente do Centro de Investigação que lhe herdou o nome, esta iniciativa do Correio do Ribatejo “veio em boa hora”. “Este jornal, que sempre viveu a informação em liberdade, que sempre soube estabelecer a relação entre a memória e a identidade, depois de uma cadeia de sucessos e actos de cultura, é um vínculo eterno de tantos Santarenos”, afirmou. “O estado de alma que aqui nos congrega, e que o Correio do Ribatejo quer consubstanciar numa expressão de dupla realidade: o júbilo de acolher o colaborador ilustre, Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, na “Galeria dos notáveis do Correio do Ribatejo”, e a certeza de se ficar enobrecido, por vê-lo continuar entre os colaboradores do Correio do Ribatejo”, considerou o professor Martinho Vicente Rodrigues. Na sua intervenção, recordou as “liçõesdiálogo” que manteve no jardim da casa de Veríssimo Serrão, no Salmeirim, e “na “catedral”, a sua Biblioteca. “Nesse Salmeirim, onde escrevia a sua História de Portugal, o Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão procurava o trilho de vidas e pessoas de há centenas de anos, fruto da análise dos diferentes níveis da complexa realidade histórica de cada época, apoiado no seu ficheiro de milhares de fichas, e na sua biblioteca que ultrapassa os quarenta mil livros, pouso obrigatório para tantos dos seus alunos”, rememorou. Para Martinho Vicente Rodrigues, Veríssimo Serrão manteve sempre “um olhar atento sobre os problemas reais, cheio de esperança no mundo, sempre com a preocupação da valorização do homem”. “Adepto de nada deixar de fora, tudo analisar, tudo procurar compreender, num esforço permanente de aproximação à verdade dizia: “Aquilo em que acredito firmemente é que a vida fez-se para dignificarmos a pessoa humana e para honrarmos o tempo que nos foi dado viver, fazendo o bem e não fazendo o mal.”, disse Vicente Rodrigues.

Estátua para homenagear Veríssimo Serrão

Nesta sessão de homenagem pública, dinamizada pelo Correio do Ribatejo, Martinho Vicente Rodrigues revelou que está na calha a concretização de uma estátua para marcar a bronze a vida e obra daquele que é considerado um dos mais notáveis historiadores nacionais. “Não faria, pois, sentido, silenciar um outro fio de afinidade entre o Professor e Santarém, que está no projecto de uma estátua ao Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, a ser levado a efeito por um grupo de amigos, estando na linha da frente o Dr.

Martinho Vicente Rodrigues, Manuela Mendonça, João Paulo Narciso e Vitor Serrão

José Manuel Nogueira, o amigo de sempre”, revelou. “Em meu nome pessoal e do Centro de Investigação, direi que esta homenagem do “Correio do Ribatejo”, ao Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, é uma emergência cultural, aviva o prestígio do seu nome, o fulgor da sua inteligência, o renome da sua obra e a fortaleza da sua vontade. Mas também cria um processo de auto-reflexão e autoquestionamento, da forma de Santarém estar na cultura”, concluiu. Para Martinho Vicente Rodrigues, “não há dúvida” de que Veríssimo Serrão “é um dos grandes historiadores portugueses”, um reconhecimento patente nas muitas condecorações de que foi alvo, em Portugal (recebeu a Grande Cruz da Ordem de Santiago da Espada), mas sobretudo no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, de que destaca o Prémio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais (1995).

“A minha vida é o vício da leitura, não posso viver sem água, como não posso viver sem livros”.

Entre 1925 e 1943 Veríssimo Serrão fez, em Santarém, os seus estudos liceais e aos 18 anos sai da cidade para estudar Direito. Mas um ano mais tarde, em 1944, muda de curso, para Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que conclui como o melhor aluno em 1948, com a tese “Sentido da História”. Leccionou em colégios particulares, deu aulas no Ateneu Comercial e escreveu em diversos jornais, entre eles o Correio do Ribatejo. Em 1950 foi nomeado pelo Governo de então Leitor de Cultura Portuguesa na Universidade de Toulouse, onde fez o primeiro doutoramento. Em 1957 defende outra dissertação de Doutoramento em Coimbra, e foi primeiro Assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, instituição à qual esteve ligado durante 44 anos. Dirigiu o Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris durante cinco anos (1967-1972), onde ajudou a editar mais de 60 livros e catálogos. Em 1963 foi convidado para tutelar o Ministério da Educação do Governo de Marcello Caetano, cargo que recusou, tendo sido nomeado reitor da Universidade de Lisboa em 1973. Presidiu à comissão instaladora do Instituto Politécnico de Santarém, e foi o seu primeiro presidente. Em Julho de 1984 re-

Vitor Serrão procedeu ao descerramento do retrato do pai

gressa à Faculdade de Letras de Lisboa e em 1995 é Jubilado por aquela Academia. Em 05 de Julho de 1995, Veríssimo Serrão dá, na Torre do Tombo, a sua última aula, depois de ter sido mestre de milhares de alunos. Entre 1975 e 2005 presidiu à Academia de História, é autor de dezenas de títulos, entre os quais se contam os 18 volumes da História de Portugal que resultaram de mais de três décadas de investigação. Doutor Honoris Causa pelas universidades Paul Valéry (Montpellier) e Complutense de Madrid é, em 1969 agraciado com a medalha de ouro de Santarém e, mais recentemente, ‘emprestou’ o seu nome a uma avenida da cidade. 26 Anos depois de ter lutado pela instalação da Universidade do Ribatejo, foi instalado na cidade que o viu nascer, um Centro de Investigação que lhe herda o nome e os livros. O centro nasceu de um acordo celebrado em Novembro de 2009, altura em que

Joaquim Veríssimo Serrão, decidiu doar à autarquia a sua biblioteca pessoal e que foi reunida numas instalações cedidas pela autarquia na Casa de Portugal e de Camões (antigo Presídio), mas que agora se estende a todo o mundo. Joaquim Veríssimo Serrão, actualmente com 87 anos, decidiu doar à autarquia a sua biblioteca pessoal, com cerca de 30.000 livros, 90 caixas com documentos manuscritos (entre os quais a correspondência que trocou com Marcelo Caetano, ex-primeiro ministro do Estado Novo entre 1969-1974) e objectos da biblioteca de sua casa. O acervo inclui ainda os ficheiros que Veríssimo Serrão, que presidiu durante três décadas à Academia Portuguesa da História, usou para as suas investigações, os diplomas do historiador, quadros, condecorações e moedas. Filipe Mendes


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SOCIEDADE

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

CDU denuncia fiscalização ilegal de parquímetros em Santarém O vereador da CDU no executivo da Câmara de Santarém denunciou esta segunda-feira, na reunião camarária, que a empresa concessionária do estacionamento tarifado da cidade está a recorrer a uma firma de segurança privada para fazer a fiscalização de parquímetros e está a autuar, de forma ilegal, quem estaciona sem pagar. A empresa de segurança privada foi contratada pela Abispark, que pretendeu resolver o problema da falta de fiscalização do estacionamento tarifado, após ter denunciado o contrato de prestação desse serviço pela empresa municipal Viver San-

tarém. “Andam nas ruas da cidade funcionários de uma empresa de segurança a realizar o trabalho de fiscalização dos parquímetros que era feito pelos funcionários da empresa municipal”, afirmou Francisco Madeira Lopes. “A que título andam a cobrar dinheiro aos munícipes e a quem nos visita?”, questionou o vereador, pedindo que a Câmara “se faça respeitar”. Na resposta, o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves disse que a situação, a confirmar-se, “é ilegal”, uma vez que essa fiscalização compete à Câmara ou à PSP.

PAEL nas mãos do Revisor Oficial de Contas A Câmara de Santarém aprovou, na última reunião do executivo, a contratação dos serviços de um Revisor Oficial de Contas (ROC) que dará o visto às contas do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) antes de toda a documentação ser remetida para a DGAL - Direcção-Geral das Autarquias Locais. Este é o último passo para que a primeira tranche do PAEL, no valor de 14 ME, cerca de 60 por cento do montante global do programa, seja fechada e posteriormente desbloqueada a restante verba. Os vereadores socialistas abstiveram-se na votação deste ponto por entenderem que a autarquia deveria ter contactado três empresas e não apenas duas – como é o procedimento habitual – e pelo facto de nenhuma delas ser de Santarém. “Compreendemos que este trabalho tem de ser feito, porque decorre da Lei, mas discordamos que apenas duas empresas

tenham sido convidadas, sendo que nenhuma é do concelho”, vincou António Carmo. O presidente da autarquia justificou esta opção com o facto dos dois ROC contactados já trabalharem com a Câmara e estarem por dentro do processo. “Este processo é fundamental para a libertação da segunda tranche e vamos actuar com a máxima rapidez possível”, declarou.

Uma dezena de municípios sob assistência

Dez dos 21 municípios do distrito de Santarém apresentaram candidaturas ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), sendo Cartaxo e Santarém os que apresentam valores mais elevados. Câmara Municipal do Cartaxo é o único município do distrito a aderir a um pro-

grama próprio de reequilíbrio financeiro, da ordem dos 27,5 milhões de euros, que se juntam aos 17,6 milhões de candidatura ao PAEL, integrando o grupo de municípios sujeitos a condições mais gravosas. Da ordem dos 45 milhões de euros é o ajustamento financeiro da Câmara Municipal de Santarém, que associa aos 24 milhões de euros de candidatura ao PAEL mais 21 milhões para saneamento financeiro (passando para médio e longo prazo dívida de curto prazo). Torres Novas foi outro município do distrito que associou a figura do saneamento financeiro à candidatura ao PAEL, procurando um financiamento da ordem dos 16,3 milhões de euros (7,3 milhões ao PAEL e nove milhões para saneamento). Acima do milhão de euros candidataram-se ao PAEL os municípios da Chamusca (4,5 milhões de euros), Ourém e Entroncamento (ambos a 3,4 milhões de

euros). Já Tomar, cujo executivo aprovou uma candidatura no valor de 3,6 milhões de euros, viu a sua pretensão ser chumbada pela assembleia municipal. Rio Maior candidatou-se a uma verba próxima dos 987.000 euros, Vila Nova da Barquinha a 845.000 euros, Almeirim a 842.000 e Sardoal a 707.000 euros. Os municípios de Alpiarça e Alcanena têm já em curso planos de saneamento financeiro, o primeiro desde Abril de 2011, num valor de 6,1 milhões de euros, e o segundo desde Outubro de 2011, no valor de 5,5 milhões de euros. Invocando a “boa saúde” das contas autárquicas, os municípios de Abrantes, Benavente, Constância, Coruche, Ferreira do Zêzere, Golegã, Mação e Salvaterra de Magos não aderiram a qualquer programa de financiamento.

Revisão do PDM concluída dentro de um ano O vereador com o pelouro do Urbanismo na Câmara de Santarém acredita que o processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM) estará concluído e aprovado dentro de um ano. A informação foi dada na última reunião do executivo, realizada na segundafeira, em resposta a uma interpelação de António Carmo, que pediu o ponto de situação do processo. “A revisão do PDM é um objectivo prioritário para o planeamento do concelho”, afirmou Luís Farinha, revelando que, neste momento, está a analisar um dos três cenários que a equipa de acompanhamento havia formulado no início do processo. “Concluímos recentemente a primeira fase, assim como a Carta Arqueológica

do concelho”, afirmou o responsável. Actualmente, o processo encontra-se na fase de apreciação da Revisão dos Estudos de Caracterização e Diagnóstico, por parte das entidades que constituem a Comissão de Acompanhamento (CA) designada para o efeito. Esta revisão do PDM visa responder aos desafios de desenvolvimento, como o turismo e o reforço do posicionamento do município em relação às actividades ligadas ao sector da agro-pecuária, assim como o ensino e a investigação neste domínio. O processo está em curso desde 2010 e chega agora a uma fase de definição, onde serão feitas as escolhas efectivas do rumo que o concelho vai seguir nos próximos anos.

No documento que suporta a Revisão dos Estudos de Caracterização e Diagnóstico, são elencados sete “desafios” aos quais a capital de distrito terá de responder nos próximos anos, nomeadamente: “Santarém, capital do Vale do Tejo; Santarém, polo nacional para a formação e inovação em agricultura e pecuária; Santarém, principal montra da fileira agro-pecuária; Santarém, interface turístico da região; Santarém, espaço de oferta turística diferenciada; Santarém, base logística regional e Santarém, território qualificado”. A partir desta análise, a Comissão de Acompanhamento propõe um modelo de desenvolvimento territorial sustentável para o concelho assente no seguinte postulado: “Santarém apostará nos seus

recursos, na sua cultura e na sua urbanidade para se afirmar como concelho competitivo, atractivo e inovador e para potenciar a sua vocação de polo agrícola e turístico nacional”. Aliás, conforme já se defendia na Proposta Técnica, “a aposta estratégica deve ser conduzida por uma lógica de grande selectividade em torno das vertentes de diferenciação do concelho”. É neste quadro de oportunidade que a Revisão do PDM de Santarém se inscreve, “constituindo-se por isso como um momento para que o concelho se repense, possibilitando o reequacionar de funções, vocações e papéis, e, assim, mobilizar energias”, pode ler-se no documento preparatório.

PS defende alargamento da rede suburbana da CP até Santarém O PS de Santarém quer que a autarquia siga o exemplo do Cartaxo e reúna com responsáveis da CP para discutir a possibilidade de estender a rede suburbana de comboios até ao concelho. “Seria importante que a Câmara de Santarém se juntasse à do Cartaxo e à de Almeirim para lutar pelo alargamento da tarifa suburbana que hoje se estende apenas até à Azambuja”, pediu o vereador Ricardo Segurado na reunião do executivo realizada segunda-feira. O presidente da autarquia escalabitana referiu que esta possibilidade está em

cima da mesa e está a ser equacionada no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo. Recentemente, Pedro Magalhães Ribeiro, autarca do Cartaxo, reuniu com o coordenador da CP Regional e Longo Curso para discutir a possibilidade de estender a rede suburbana até uma das estações daquele concelho, uma vez que o comboio é o principal meio de transporte utilizado por um número significativo de munícipes, que estudam ou trabalham na área metropolitana de Lisboa. Nesta reunião foram discutidos os flu-

xos diários entre o Cartaxo e Lisboa assim como os benefícios económicos e sociais para todos os munícipes, sendo que da parte da CP existiu abertura para estudar a viabilidade da alteração proposta, em sintonia com as decisões do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), entidade que regula e planeia o sector dos transportes terrestres. “Há décadas que a população defende que a rede suburbana de comboios deveria chegar ao Cartaxo, porque muita gente trabalha e estuda em Lisboa e o seu principal meio transporte é o comboio. A Câ-

mara Municipal, não só deve ser a portavoz das necessidades da população, como deve desenvolver todos os esforços para conquistar mais valias e melhores condições de vida para os seus munícipes, é nisso que estamos empenhados em fazer”, afirmou Pedro Magalhães Ribeiro. O presidente da Câmara Municipal aproveitou ainda esta reunião para discutir com a CP a possibilidade de a empresa disponibilizar um comboio especial para apoiar um grande festival de música que se pretende realizar em Valada, no próximo mês de Setembro.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Opinião Ilídio Tomás Lopes

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Alegria regressa à Fundação Madre Andaluz

Jovem atrolepada em passadeira recupera em casa

paradoxos.correio@gmail.com

Paradoxos

Entre Kiev e Lisboa Na semana em que se assinalou o Dia Mundial da Justiça Social (20 de fevereiro), agudizou-se também o conflito que há meses tem trazido a Ucrânia para a ribalta da imprensa internacional. Entrincheirada entre Moscovo e o Ocidente, qual peça obscura num jogo sem regras definidas, aquele país temeu e tremeu, face a um possível desmoronar das conquistas independentistas de 1991. A sua diversidade cultural, religiosa, e linguística, têm-no tornado num território de conflitos, ao sabor da arbitrariedade política, da corrupção e da ineficácia. Foi em nome da justiça social e em nome das conquistas do passado, que a oposição ucraniana não sucumbiu na sua luta e acreditou no dia seguinte. A queda de Viktor Ianukovich e a marcação de eleições para o próximo dia 25 de maio representa, sob o olhar ocidental, um passo em frente na clarificação de uma “nova” geografia política. Em nome do combate contra um regime autoritário e hostil, manifestamente submisso a Moscovo, transformou-se a praça da independência no mais mediático palco da indefinição geopolítica. Por cá, assinalar aquele dia resumiu-se a um simples punhado de fragmentos dispersos. Na semana em que o serviço nacional de saúde entrou, por exemplo no hospital do Funchal, em rutura, em que o Infarmed sinalizou o consumo de psicofármacos como um problema de saúde pública, em que os organismos internacionais continuam a ensombrar as nossas perspetivas futuras, vai-se apregoando que a vida das pessoas não está melhor mas o país, num claro atropelo à cidadania, está bem melhor. Num país cujas estruturas e interesses instalados continuam imutáveis, onde a cada passo esbarramos com a apatia social, não é difícil encontrar traços inequívocos de sobreposição entre os poderes Português e Ucraniano. Porém, diferencia-nos severamente a passividade e o conformismo, em cujos dicionários linguísticos a palavra justiça assume certamente distintos e antagónicos significados. Enquanto a Ucrânia está entrincheirada entre os blocos Europeu e Russo, Portugal vai definhando enquanto nação soberana entre o reino hispânico e um mar em fúria que, à semelhança de outras forças, vai delapidando a nossa fronteira continental. O Dia Mundial da Justiça Social é fruto da cimeira mundial sobre desenvolvimento social, realizada, em 1995, em Copenhaga. Trouxe para o calendário mundial um dos maiores dogmas que deveria alicerçar e orientar qualquer conduta social. Porém, por cá a justiça é, parafraseando Agustina Bessa Luís, “como um ladrão furtivo na noite”. No virar de cada esquina está sempre alguém à espreita, esfumando-se de forma cobarde, no início de cada amanhecer.

Catarina Marcelino, Directora Técnica da Fundação Luiza Andaluz

Já está em casa, e a recuperar, a jovem de 17 anos que, no passado dia 21 de Janeiro, ao final da tarde, foi atropelada na Rua Pedro de Santarém. Sirila regressava da Escola e estava a atravessar a rua, na passadeira, quando foi colhida por um carro que seguia na direcção da rotunda do W Shopping. Foi arrastada vários metros e lutou pela vida no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Venceu e já está em casa. Com ela, regressou também a alegria à Fundação Luiza Andaluz que, como disse ao Correio do Ribatejo Catarina Marcelino, responsável da instituição que tem a guarda da menor, “viveu um dos piores momentos dos últimos anos”. “A Sirila regressou a casa no sábado, dia 15, e tem feito um progresso surpreendente. Os médicos também ficaram bastante surpresos com esta evolução que ela apresenta”, disse ao Correio do Ribatejo. Catarina Marcelino acredita que o acidente resultou de “um momento de distracção normal que todos nós, enquanto condutores, temos”, mas alerta para a necessidade de ser revista a tipologia e o perfil rodoviário de algumas das passadeiras na cidade, até porque os atropelamentos têm sido frequentes (ver Edição de 31 de Janeiro do Correio do Ribatejo). “Acho que ela vai recuperar totalmente. Foi um acidente grave, mas os médicos estão optimistas e até espantados com o tempo de recuperação”, disse a directora técnica da instituição, acrescentando: “ela é uma lutadora”. Sirila regressou directamente do Hospital de Santa Maria para casa. Apesar de estar ainda “um pouco estranha e confusa”, conhece muito bem os cantos à casa. Anda sozinha e tem autonomia, mas ainda fala pouco. “Dá-me a sensação que ela se defende um pouco, porque ainda fica muito cansada”, explica Catarina Marcelino.

Dias difíceis, mas também de grande solidariedade

No dia em que se deu o acidente, 21 de Janeiro, a instituição assinalava os seus 89 anos de serviço à comunidade. O dia era de festa e a notícia do acidente foi recebida com um misto de incredulidade e consternação. “Não queríamos acreditar que aquilo tinha acontecido… Foi horrível e transtornou muito as outras raparigas”, confessou Catarina Marcelino. As horas que se seguiram foram de profunda angústia: “naquela hora, senti-me completamente impotente. Queria pegar nela ao colo para a proteger e não podia… foi muito difícil”, disse, emocionada ao

nosso jornal. “Estou cá há dez anos e foi a primeira vez que aconteceu um caso destes. Custou-me particularmente, sobretudo porque a vida dela não tem sido fácil”, contou. À medida que o tempo ia passando, houve também um sentimento de união reforçado: “na primeira semana, Sirila não podia ter visitas, mas sensibilizou-me muito que as colegas fossem lá para estar comigo. Foram extraordinárias”, recordou. “Começámos paulatinamente a ter esperança, quando ela saiu do coma, quando começou a olhar para nós, quando me deu um beijo. Sempre que fazia pequenos progressos era uma festa”, contou Catarina, com um sorriso. “Organizámo-nos em tempos fortes de oração, assim como toda a comunidade. Dizem-me na rua: ‘fartei-me de rezar pela sua menina’. Foi um apoio importante”, confessou, acrescentando: “acho que este momento nos fez pensar em muitas coisas... fez-nos passar a olhar para ela de outra maneira, como um bem muito precioso”. “Eu sei que elas são cuidadosas. Tanto que ela ia na passadeira quando se deu o acidente. Quando ela começou a melhorar, conversámos sobre o que aconteceu. Disse-lhe: ‘estás aqui porque vinhas da Escola, ias na passadeira e veio um carro, sem querer, que te bateu’, rememorou. “Ela respondeu-me: ‘então a culpa não foi minha’. Há aqui uma percepção de que aquilo que aconteceu não foi culpa dela e isso tranquiliza-a”, analisou. Desde que Sirila regressou a casa, as rotinas alteraram-se um pouco. Há sempre uma Irmã que a acompanha e dorme no seu quarto. Mas a vida regressa, paulatinamente, à normalidade e, como qualquer adolescente, já não dispensa o telemóvel: “já utiliza o telefone e ouve as músicas do David Carreira”, contou Catarina Marcelino A jovem demonstra também vontade de recuperar a sua própria rotina: “há dias, veio cá o explicador de matemática e foi vê-la antes de iniciar a aula. E ela viu-o e, passado um bocado, calçou-se e foi para a aula”, contou a responsável.

Paradigma da institucionalização em mudança

Catarina Marcelino não tem dúvidas que o paradigma da institucionalização de crianças e jovens sofreu uma “profunda mudança” na última década. Actualmente, a Fundação Luíza Andaluz, um Lar de Infância e Juventude que acolhe crianças que são retiradas às famílias, por vários motivos, acolhe 22 jovens, com idades entre os 7 e os 18 anos “A nossa missão é ajuda-las a construir

esperança”, refere Catarina Marcelino, acrescentando que os desafios que hoje se colocam são muito diferentes do passado. “Mudou tudo. O paradigma da institucionalização de há dez anos atrás mudou completamente. Hoje, recebemos sobretudo jovens que já passaram por algumas coisas nas suas vidas”, refere a responsável. “Cada vez chegam à instituição mais adolescentes, com uma maior autonomia. Nós estávamos mais habituadas a trabalhar com gente pequenina. Agora, este trabalho com adolescentes exige da nossa parte uma outra atitude”, disse Catarina Marcelino. “Este acidente da Sirila trouxe muito ao de cima esta nova realidade e esta atenção que temos de ter mais com elas. Não tanto do terem de saber fazer coisas mas do perceber como está o seu estado de espírito e a sua parte emocional. Geralmente temos muita habilidade em disfarçar emoções e elas também”, explica. De facto, o processo de institucionalização pode ser acompanhado de sentimentos de perda, abandono e solidão na medida em que implica o confronto com a realidade de negligência e insensibilidade parental. É nesse sentido que, para Catarina Marcelino o domínio afectivo e emocional das crianças e jovens institucionalizados deve conhecer um maior incremento. “Os serviços de saúde mental não respondem às necessidades. As consultas de pedopsiquiatria são praticamente impossíveis de conseguir”, lamenta, acrescentando ser necessário uma maior formação para os técnicos porque, segundo diz, “os tempos são outros”. Por outro lado, afirma a responsável, “caímos no extremo de querermos, de certa forma, aburguesar as instituições. Ou seja, estamos a dar-lhes uma perspectiva que não é a real. Quando elas saem aos 18 anos e regressam à origem, não têm o que têm aqui. Tem que haver um equilíbrio”, defendeu. Regra geral, as jovens que chegam à Fundação “acalmam e adaptam-se bem”, diz Catarina Marcelino, explicando que a maioria consegue reorganizar os laços de vinculação e manter ligações afectivamente duradouras. Por isso, quando saem, aos 18 anos, “geralmente têm um projecto. É rara aquela que quer permanecer até aos 21. Temos a certeza que fazemos o melhor que sabemos e que levam ferramentas para o que quiserem”, explicita. “No caso da Sirila, que está na instituição há sete anos, e completa 18 em breve, é uma preocupação que ela vinha manifestando e nós fomos sempre dizendo que ela ficará enquanto quiser”, concluiu.


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SOCIEDADE

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Catequista de Azambuja acusado de abuso sexual de crianças está em liberdade

O antigo sacristão e catequista de Casais da Lagoa, Azambuja, que vai começar a ser julgado em Abril acusado de 14 crimes de abuso sexual de quatro crianças está em liberdade à espera que se inicie o julgamento. O jovem de 29 anos, Rodrigo P., chegou a estar em prisão preventiva após ter sido detido em Junho de 2012, mas o juiz de instrução criminal do Tribunal de Santarém mandou libertá-lo no final do ano aquando da reavaliação das medidas de coacção. A decisão teve a ver com o facto de o Ministério Público não ter deduzido acusação dentro do prazo de quatro meses. O juiz de instrução só podia prorrogar o tempo de prisão preventiva ou decidir co-

locá-lo em prisão domiciliária se o processo se revestisse de especial complexidade, mas não estavam reunidos os pressupostos para tal. Ao contrário do que a Agência Lusa divulgou na semana passada, o jovem também não ficou obrigado a permanecer na habitação com pulseira electrónica. O arguido não ficou no entanto na terra onde terão sido cometidos os crimes e foi residir para casa de um familiar no Cartaxo, estando assim afastado das vítimas e do local dos crimes. O arguido, natural de Vila Franca de Xira, era decorador de arte floral e fazia arranjos para casamentos e baptizados, colaborando também com uma empresa de flores em Vila Franca.

MUNICÍPIO DE SANTARÉM ASSEMBLEIA DA UNIÃO DAS FREGUESIAS DE SANTARÉM (MARVILA), SANTA IRIA DA RIBEIRA DE SANTARÉM, SANTARÉM (SÃO SALVADOR) E SANTARÉM (SÃO NICOLAU)

EDITAL CRISTINA MARGARIDA GOMES CASANOVA DE PEREIRA MARTINS, Presidente da Assembleia da União das Freguesias da Cidade de Santarém (Marvila), Santa Iria da Ribeira de Santarém, Santarém (São Salvador) e Santarém (São Nicolau), faz público que de acordo com a alínea b), do número 1, do Art.º 14º, da Lei n.º 75/2013 de 12 de Setembro, convoca a Assembleia de Freguesia para a Sessão Extraordinária, que terá lugar no edifício da Sede da União de Freguesias de Santarém, sito na Rua 1º de Dezembro, nº 13, r/c, com início às 21.00 horas, do próximo dia 05 de Março de 2014, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1. Discussão e Aprovação do Regulamento da Tabela de Taxas e Licenças e Aprovação de Taxas e Licenças; 2. Apreciação da norma de controlo interno; 3. Atribuição de nomes de ruas; 4. Informações. Santarém, 21 de Fevereiro de 2014 A Presidente da Assembleia Cristina Margarida Gomes Casanova de Pereira Martins

Dia Internacional de Oração da Mulher Adventista No próximo dia 1 de Março, com uma semana de avanço ao Dia Mundial da Mulher, a igreja Adventista em Santarém celebrará nesse sábado a efeméride através de reflexão e oração dedicadas, de forma especial, ao papel e aos problemas que a MULHER enfrenta no seu dia-a-dia, seja no contexto particular onde se insere, seja em contextos onde o seu estatuto a deixa desprovida de direitos essenciais à normal existência humana. A reflexão, em termos de homilia, fundamentar-se-á nos Evangelhos, lembrando muitas das personagens femininas que mereceram a atenção, o cuidado, o amor, a cura, o perdão de Jesus. Hoje ainda, entre os muitos afazeres que a esperam, a mulher pode sentir-se ansiosa como Marta, e as palavras do Mestre, sempre actualizadas, ser-lhe-ão bálsamo. Marta

ou Maria? Eis a questão para a vida. A celebração, da Mulher para a Mulher mas aberta de forma gratuita a toda a comunidade, decorre nas instalações do templo situado em Vale de Estacas, a partir das 11h00, seguida de um momento de agradável convívio durante o qual será servida refeição ligeira (volante), e findará com momentos de oração de louvor e de intercessão por todos os casos que ali forem apresentados pelo participantes, seja de forma personalizada seja de forma anónima. Conservemos na memória cada bênção recebida de Deus e, ao considerarmos o Seu grande amor, confiemos tudo nas mãos que foram pregadas na cruz por nós! Contacto (se necessário): 93 849 42 89 / 91 902 85 74 / 243 469 155


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Opinião Idália Serrão Deputada do PS eleita por Santarém

Correio do Parlamento Portugal são todos os portugueses Dou forma a este artigo poucas horas depois do encerramento das Jornadas Parlamentares do Partido Socialista, e dois dias após o congresso do principal partido do Governo. Sobre este último, reunião magna de um partido no poder, carregada de insólitos, idiossincrasias e peculiaridades, realço as declarações do líder parlamentar que antecederam os trabalhos e marcaram a atualidade política: “a vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor“ afirmou Montenegro com veemência, rematando que os portugueses saberão reconhecê-lo nas legislativas. Aumento da pobreza; aumento das desigualdades; número mais elevado de sempre de desempregados; emigração em massa; maior valor de sempre da dívida; aumento brutal de impostos; maior descida de sempre dos rendimentos disponíveis; cortes na saúde; cortes na educação e na ciência; destruição da classe média; ataque a reformados e funcionários públicos… Depreendemos do discurso oficial que para o Governo as pessoas são um empecilho à estratégia que engendraram! Desenganem-se! Portugal são todos os portugueses. Um povo nobre e com dignidade! O caminho que o Governo escolheu, de enfraquecimento das funções sociais do Estado, a receita aplicada há 32 meses em Portugal, de um Estado mínimo para um Mercado máximo, não é uma inevitabilidade, mas uma receita neo-liberal aplicada com a clara consciência dos efeitos que causa nos portugueses. E o Governo fá-lo propositadamente. Com a noção claríssima do mal causado, tentando fugir à responsabilidade da sua decisão, como por exemplo quando um dos seus Secretários de Estado informa o Parlamento que os novos cortes nas pensões apenas terão efeitos a partir de junho de 2014 (com eleições para o Parlamento Europeu no dia 25 de maio de 2014) porque o Governo se debate com um problema informático. Quer falta de pudor! Esta corrente ideológica, que desgasta o Estado nas suas funções sociais, para afirmar mínimos inaceitáveis, que tão impregnada está no Governo de Portugal, também domina as principais instituições europeias. Como se não nos bastasse, o síndrome de bons alunos de Passos e Portas, submissos a esta Europa de todas as desigualdades, também contribui para agravar a nossa situação. É por isso tão urgente inverter este rumo. Ter novas políticas para Portugal e exigir da Europa uma resposta em moldes completamente diferentes daqueles que têm vindo a ser praticados. Afirmar a voz de Portugal junto das instâncias europeias e beber nelas políticas comuns baseadas na justiça e na equidade. Com as pessoas efetivamente no centro da ação. Refletir sobre realidades e indicadores que condicionam a vida dos portugueses, acompanhados por pessoas de vários quadrantes políticos, reafirmar ideologias e debater soluções, foram matérias das jornadas parlamentares do Partido Socialista que hoje terminaram na Nazaré. Com a responsabilidade de quem não se resigna ao fatalismo da realidade, mas aponta um novo rumo e aposta na mudança. Portugal somos nós. Portugal são todos os portugueses! PS: No mesmo dia fui e vim à Nazaré. Demorei cerca de uma hora em cada viagem. Lembro-me bem do fado da minha infância para passar umas semanas na praia: carroça de Almoster até ao Entroncamento do Espanhol, onde apanhávamos a carreira; demorávamos uma eternidade em intermináveis curvas de enjoos; saíamos de madrugada, com a noite ainda escura e chegávamos ao destino lá para o meio da tarde. A esta distância o tempo e o espaço têm outra dimensão: reafirmam o território, que é de todos os portugueses e que deve ser fruído em igualdade de oportunidades.

SOCIEDADE

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PS quer acabar com stands de beira de estrada em Santarém A venda de automóveis na via pública não dá mostras de abrandar no concelho de Santarém. Estes “comerciantes” concentram-se, geralmente, junto a grandes superfícies comerciais, como supermercados e hipermercados, ou a vias com bastante trânsito. Para tentar colocar um travão a este tipo de “comércio desleal”, o vereador socialista da Câmara de Santarém, Ricardo Segurado, pede mão pesada da autarquia na fiscalização. Na última sessão do executivo, o vereador alertou para o “crescimento” destes stands de beira de estrada, afirmando que estes representam uma fuga, um escape ao fisco e uma porta aberta para a ilegalidade, prejudicando o negócio dos empresários “que lutam por fazer algo pela economia”. “A Câmara e a PSP devem tomar medidas para impedir a proliferação desta venda ilegal”, pediu o vereador. Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Santarém reconhece o problema mas explica que este não é de fácil resolução. “Já oficiamos por diversas vezes a PSP, mas não compete à Câmara, por si, fazer essa fiscalização. A denúncia tem de partir dos proprietários dos terrenos onde esses veículos se encontram e, muitas vezes, é impossível encontrar os donos”, afirmou o autarca.

Uma realidade transversal no País

Um pouco por todo o País é possível surpreender carros estacionados em locais públicos ostentando informação que indica estarem à venda. Milhares de carros usados estão ilegalmente à venda na via pública e as autoridades parecem fechar os olhos às transgressões

Martinho Vicente Rodrigues encabeça lista de apoiantes de Alexandre Caldas à presidência do IPS Alexandre Caldas divulgou esta semana os nomes da comissão de honra da sua candidatura, que terá como presidente o professor e historiador Martinho Vicente Rodrigues, director do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão. A lista é composta por “60 personalidades de prestígio regional, nacional e internacional, com ampla diversidade”, afirma Alexandre Caldas em comunicado. Professores e investigadores, autarcas da região, empresários e gestores de empresas, líderes de associações empresariais, diplomatas e embaixadores fazem parte deste rol, entre as quais estão José Eduardo Carvalho (presidente da Associação Industrial Portuguesa); José Turquel (chefe de gabinete do Nobel da Paz Ramos Horta, ex-Presidente da República Democrática de Timor Leste); Domingos Simões Pereira (ex-secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa); Veiga Simão (professor catedrático jubilado e ex-ministro da Educação); António Campos (presidente da Comissão Executiva da Nersant); Maria do Céu Albuquerque (presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo); Vítor Serrão (professor catedrático e investigador); e Idália Serrão, (deputada e vereadora da Câmara de Santarém). A eleição para a presidência do IPS está marcada para 25 de Março, e será disputada entre o actual presidente da instituição, Jorge Justino, e Alexandre Caldas.

e, na maior parte dos casos, não autuam os transgressores, ora por falta de meios, ora por desconhecimento da Lei. O Código da Estrada prevê que esses veículos sejam bloqueados e removidos quando estacionados em parques e há um decreto-lei que determina multas para os carros à venda nas bermas da estrada. O artigo 4.º, alínea m) do Decreto-Lei nº 13/71 diz ser proibido e, por conseguinte, ilegal, permanecer junto às estradas a vender quaisquer artigos ou objectos. Quem prevaricar pode ser punido com multas entre os 2,5 euros e os 250 euros, consoante a gravidade. Já o Código da Estrada, no artigo 163.º, n.º1, alínea g) considera estacionamento indevido ou abusivo o de veículos ostentando qualquer informação com vista à sua transacção, em parque de estacionamento. O veículo pode ser bloqueado e removido e o infractor pode ficar sujeito a uma coima de 30 euros (infracção leve), mais 50 a 60 euros pelo serviço de reboque e 10 euros por cada noite que o veículo passar no parque da Polícia. Apesar da legislação, proliferam os stands de automóveis, muitos utilizando espaços públicos e é frequente verem-se automóveis das mais diversas marcas e modelos e com preços “acessíveis” a todos. Dos topo-de-gama a autênticas “pechinchas”, há de tudo um pouco. Por exemplo, um Peugeot 205, já com mais de uma deze-

na de anos em cima, à venda num local próximo do E.Leclerc, em Santarém, ostenta, nos vidros traseiros, um tímido convite: “Procuro novo dono” e, mesmo ao lado, um Renault Clio ostenta o já pouco atractivo “Troco por euros”.

Ourém é pioneira na “guerra” aos stands na via pública

A autarquia de Ourém foi a primeira no distrito a avançar com medidas para acabar com a situação ilegal em que se encontram os carros de particulares à venda estacionados em locais públicos, lançando um aviso aos proprietários e prometendo recorrer às forças policiais, sustentando que é da sua competência fiscalizar a ocupação da via pública de forma indevida. Além do aviso público preventivo, a autarquia tem procedido, nos locais públicos, em conjunto com a PSP e GNR, ao bloqueamento, remoção e depósito dos veículos que estejam em situação de estacionamento abusivo e nos quais conste informação do tipo “trata”, “vende” ou simplesmente o número de telefone. Em Ourém, as regras estão definidas desde 2012: “o proprietário do veículo será responsabilizado por todas as despesas ocasionadas pela remoção, sem prejuízo das sanções legais aplicáveis”.

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EDUCAÇÃO

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Opinião Fátima Vasques

Graduação dos estudantes da 1ª edição

Os nossos, os vossos e o meu… Com frequência, muitas das conversas no feminino vão ao encontro de episódios vividos com os filhos; os dos outros e … dos que tiverem mais à mão! Passado e presente, com as variáveis da idade, do número de irmãos e ainda situação parental. Sou testemunha de um desses momentos. As manhãs dos fins-de-semana são madrugadas, ainda embalados em sono alto. A criançada salta para a cama dos papás! À porta do quarto, perguntam se já estão acordados e recebem as respostas (mais ou menos) acertadas: “Agora, já!”- respondem; ou, “ Ainda não!”. Aqui, fogem em devido respeito à vontade matinal dos seus progenitores. Uma das mães fala do seu tempo de colégio, com entrada aos 6 anos e (não parece revelar mágoa) recorda: “não tive nada disso” e muito do que não viveu quer proporcionar aos seus 3 filhos, para que gozem as experiências que não teve. E quanto ao pequeno-almoço na cama, vindo dos filhos? E as mães que não gostam de comer na cama, nem ao domingo? Vamos às estratégias de abordagem,

para que não soe a ofensa. Mas, quando se gosta, fica-se babado, de tanta vaidade! Como vão, de resultados escolares? Mais conversa (e gargalhadas). Também aqui, cada - mãe – uma - opinião, divergente na essência, embora o objetivo seja o mesmo: melhores resultados, comportamento exemplar. Gostar dos professores, da escola, dos amigos… Mas, nem tudo é sempre tão cor-de-rosa… Ai, mas falta falar da cozinha, onde os nossos filhos fazem valer os seus dotes artísticos (tantas dúvidas!). Uns gostam de misturar açúcar e farinha desde muito novos, outros preferem o que lhes aparece à frente!? Mas, a partir de que idade se deve proporcionar a autonomia, num lugar com tanta perigosidade (risos)? Vamos à história de engodos e enganos: as mães lá vão conseguindo provar que, afinal, o “não gosta nada disso!” pode ter um final feliz, escondido entre artimanhas culinárias, para que se prove, se goste e não se possa dizer, final e teimosamente, “continuo a não gostar”! Diferenças? Mínimas!

Curso de Mestrado Erasmus Mundus em Enfermagem de Emergência e Cuidados Críticos com sucesso total

A Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém integra um Consórcio com outras instituições europeias, que acolhem o Curso Master Mundus em Enfermagem de Emergência e Cuidados Críticos, de entre as quais a Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, a Universidade de Oviedo em Espanha e a Universidade de Metropolia de Ciências Aplicadas, em Helsínquia. Este curso tem a duração de 18 meses (três semestres) sendo que o primeiro semestre ocorre sempre em Portugal, alternadamente em Santarém e em Faro. Os seus 12 estudantes, provenientes de países dos quatro continentes, iniciaram os seus cursos em Santarém, que concluíram, agora em Fevereiro de 2014. Damos relevo ao sucesso atingido quer individualmente por cada estudante quer pelo curso de uma forma global. As provas públicas de discussão das teses de fim de curso decorreram na Universi-

dade de Oviedo (instituição coordenadora do consórcio) nos passados dias 10 e 11 de Fevereiro. Nos júris das provas participaram professores de todos os países do consórcio (dois da Escola Superior de Saúde, que presidiram a cinco teses de um total de 12). Colaboraram igualmente duas professoras da Universidade Federal de São Carlos, Brasil, enquanto instituição parceira do consórcio. No dia 14 de Fevereiro decorreu a cerimónia de graduação dos mestres, na Universidade de Oviedo onde estiveram presentes a directora da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém, Isabel Barroso e o pró-presidente para o Sistema de Garantia da Qualidade do Instituto Politécnico de Santarém, José Amendoeira, em representação do presidente do Instituto Politécnico de Santarém, Jorge Justino.

DATAS E LOCAIS DA REALIZAÇÃO DAS SESSÕES/AUDIÊNCIA PÚBLICAS Nos termos do disposto nos artigos 15.º e 16.º, do Regulamento da Eleição do Presidente do Instituto Politécnico de Santarém, vem-se por este meio dar conhecimento das datas marcadas para a realização das

EDITAL

sessões/audiência públicas para apresentação das candidaturas a Presidente do IPS, bem como da data de reunião de audição em Conselho Geral.

ELEIÇÕES PARA A PRESIDÊNCIA DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM

Sessão pública para apresentação da candidatura, em Santarém: Auditório da Escola Superior de Saúde de Santarém, dia 11 de março, 3ª feira, pelas 15h00m;

PUBLICITAÇÃO DAS CANDIDATURAS ADMITIDAS Nos termos do disposto no artigo 11.º do Regulamento para a Eleição do Presidente do IPS, procede-se à divulgação da lista definitiva de candidatos: Prof. Doutor Alexandre Paulo Fernandes Varela Simões Caldas

Sessão pública para apresentação da candidatura, em Rio Maior: Auditório da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, dia 17 de março, 2ª feira, pelas 10h30m; Reunião de audição em Conselho Geral, em Santarém, aberta ao público: Salão Nobre dos Paços do Município, dia 24 de março, 2ª feira, pelas 15h00m.

Prof. Doutor Jorge Alberto Guerra Justino Mais se informa que o programa de ação e o curriculum vitæ dos candidatos está publicitado na página principal da Internet do IPS.

Instituto Politécnico de Santarém, 17 de fevereiro de 2014 O Presidente do Conselho Geral Doutor João Ramalho Ribeiro


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CULTURA

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Em Março, no Centro Cultural Regional de Santarém

Pintura, Mulher, Cesta D’Artes, Poesia e Memórias da Cidade preenchem programação do Fórum Mário Viegas Pintura de Paula Jacob é a proposta do Fórum Actor Mário Viegas do Centro Cultural Regional de Santarém (CCRS) para abrir o mês de Março. A inauguração da exposição terá lugar amanhã, sábado, pelas 16h00 e permanecerá patente ao público até ao próximo dia 15. “As plantas com tudo o que nelas se entrelaça” dominam a pintura de Paula Jacob. A sua inquietude e curiosidade levam-na a explorar técnicas, materiais e temas diversos, do desenho à aguarela, da pintura a óleo sobre tela às recentes experiências do “scratch” ou as tintas “ecoline”. Ana Paula Oliveira Jacob nasceu em Santarém. Com o curso de especialização avançada em Biociências pela Universidade de Coimbra, é licenciada em Multiplicação de Plantas e bacharel em Produção Agrícola pela Escola Superior Agrária de Santarém.

Teve aulas de desenho e pintura com António Oliveira Tavares e José Quaresma e Workshop na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Participou em diversas exposições individuais e colectivas em Lisboa, Beja e Santarém. A mostra pode ser visitada, de segunda a sexta-feira, das 16h00 às 18h30 e aos sábados, das 10h30 às 13h00. Dando continuidade à sua programação cultural referente ao mês de Março, o CCRS recebe, dia 8, pelas 21h30, as comemorações do Dia Mundial da Mulher, com uma evocação de Mariana Ginestal Machado e Mariana Viegas, igualmente no âmbito do programa das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, com as participações de Pedro Canavarro, Pedro Tavares de Almeida e Hélia Viegas e a participação musical do Conservatório de Música de Santarém, numa organização do Centro Cultural Regional de Santarém, Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e da

Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril. Dia 14, sexta-feira, pelas 21h30, será a vez de nova Cesta D’Artes, com as danças de salão do New Star Dance Clube, música e cantares tradicionais populares pelo Grupo Aja Festa do Núcleo de Santarém da Associação José Afonso. Dia 21, Dia Mundial da Poesia, a sessão terá “Poemas com Asas de Liberdade”, com a distribuição de poemas pelas ruas da Cidade, pelas 16h00, e, às 21h30, serão de Poesia e Música, com o Conservatório de Música de Santarém. Dia 27 de Março, às 15h00, Comemorações do Dia Mundial do Teatro, com teatro para a infância e o “Aqui há Gato”. Finalmente, a 28 de Março, pelas 21h30, ‘Memórias da Cidade’, uma visita à Santarém de ontem e de hoje, com a participação de Ludgero Mendes. No decorrer da sessão serão projectadas e comentadas fotografias de José Freitas.

8 de Março, em Santarém

Ruas Mariana Ginestal Machado e Mariana Viegas inauguradas no Dia da Mulher Santarém assinala a 8 de Março o Dia da Mulher com um conjunto de actividades que se estendem ao longo do dia e começam pelas 11h00, no Jardim de Baixo, junto à Escola D. João II, com a inauguração da Rua Dr.ª Mariana Viegas e intervenções de Teresa Lopes, pela Comissão do 25 de Abril, Carlos Marçal, presidente da União de Freguesias de Santarém e de Hélia Viegas em

nome da família da homenageada. Segue-se, pelas 11h30, a inauguração da Rua Dr.ª Mariana Ginestal Machado, com a Banda Filarmónica do Xartinho a fazer a ligação entre as duas ruas. Seguem-se intervenções do representante da família, Miguel Ginestal Albuquerque e do presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves. Pelas 15h00, na Casa do Brasil,

Opinião Massimo Esposito

massimoesposito57@gmail.com

Emma Hack Sou pintor desde os 11 anos e estou fascinado pelo trabalho pictórico. Normalmente, as pessoas pensam na pintura e vêem um quadro a óleo, um fresco, no máximo uma aguarela, mas a pintura não é só isso... A pintura evoluiu imensamente e jovens há que estão a reinventá-la, seja com materiais, seja, em suportes diferentes. Os graffiti, nascidos como escritas revolucionárias/urbanas, são agora um factor comum em muitas galerias. Desenho com lâmpadas fluorescentes, esculturas com latas de Coca-Cola, uso de tintas para carroçaria e, muito mais, aparecem regularmente no mercado internacional. Não temos de exagerar, como fazem alguns que, por exemplo, pintam com excrementos humanos ou sangue... Ou outros que pensam que cortar um tubarão às fatias e expô-lo dentro de cubos de plexiglass seja arte. Mas podemos usar técnicas ou ideias em suportes ou metodologias diferentes e... voilá temos novas expressões de arte!

Conheço, já há algum tempo, o trabalho de Emma Hack, uma antiga estilista e profissional de maquilhagem dos Estados Unidos. Ao longo dos anos, ela passou a pintar todo o resto do corpo e dedica-se agora ao Body -Painting (pintura corporal). Numa recente exposição ela apresentou um lindíssimo trabalho para promover uma linha de papel de parede. Pintou as modelos com os mesmos padrões e cores do papel e depois fotografou-os em conjunto. Resultado: um incrível ‘choque visual’ onde se vê, ou melhor, se consegue intuir, que, na parede fotografada, existe também uma mulher. Agradável e profissional, encanta todos os que vêem as suas obras e, ultimamente, começou a pintar também animais, tartarugas, jacarés e lagartixas que se encaixam muito bem no trabalho. Conclusão: tudo pode servir como suporte e tudo pode servir como instrumento pictórico, agora… é preciso juntar a fantasia e temos resultados como aqueles de Emma Hack. Aqui em Santarém há jovens que têm ideias novas? Novas técnicas? Então porque não contactar-me para desenvolvermos um projecto de arte sustentável e criativa?

terá lugar a Sessão Evocativa do Dia da Mulher, com momentos musicais a cargo do Coro do Círculo Cultural Scalabitano e intervenções do representante da Comissão do 25 de Abril, Carlos Oliveira, de Everilde Pires do Movimento para a Igualdade de Género do SPGL, da representante do Movimento Democrático das Mulheres e de Fabíola Cardoso.

À noite, no Fórum Mário Viegas, a partir das 21h30, homenagem a Mariana Ginestal Machado e Mariana Viegas, que incluem intervenções de Lurdes Asseiro, do representante da Comissão do 25 de Abril, Manuela Marques, de Pedro Canavarro, Pedro Tavares Almeida e Hélia Viegas e ainda momentos musicais a cargo de Susana Alves e do Conservatório de Santarém.

‘Arteemtodaaparte’


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CULTURA

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Opinião Humberto Nelson Ferrão nelson.ferrao@gmail.com

Ludgero Mendes Sócio de Mérito do Grupo Académico de Danças Ribatejanas

Avaliação nacional de Ranchos: avaliada fica a Federação!

Vira que não vira o movimento folclórico vai sendo presenteado por solavancos no seu seio que deveriam criar menos incerteza e garantir mais confiança às práticas de cada grupo folclórico. No final do ano passado, as avaliações dos ranchos folclóricos filiados na Federação do Folclore Português (FFP) foram motivo das conversas de cada um dos interessados na vida desta Federação e do movimento em geral. No afinco de procurar a excelência do “folclore português”, a FFP pretende uma separação do “trigo do joio” que até agora tem sido uma guerra perdida, nas diferentes tentativas já feitas. E deve continuar a sê-lo, se não houver alterações… Este é um assunto que é uma casca de banana. E a FFP e os ranchos folclóricos não têm sabido fazer o que deve ser feito para a defesa da etnografia e do folclore. Foi assim com a falta de estudo e de leituras nacionais e estrangeiras sobre o fenómeno do folclore, foi também com a recusa de entender o folclore das décadas mais recentes, foi assim com as estrelas de classificação dos ranchos, parece ser agora também com a última avaliação dos ranchos seus associados, em termos nacionais… Neste jornal temos dado conta de um mal-estar nalguns ranchos federados na FFP, mas parece haver muitos medos para tratar este assunto (tal como outros) de forma aberta e transparente. Abertura e confiança precisam-se! Mesmo que se reduza o número de filiados. Neste processo perceberam-se ausências de enquadramento, informação e confiança. Perceberam-se datas desconexas, grande desfasamento de respostas a perguntas solicitadas, os critérios deveriam ser melhor explicados, percebe-se mal o contexto etno-antropológico em que se insere este tipo de avaliação dos ranchos, risco elevado de diferenças nos critérios de avaliação entre cada um dos Conselhos Técnicos Regionais (CTR), de Norte a Sul, para o mesmo objeto de análise ou item em avaliação. Bem, se isto for razão para o “estado a que isto chegou”, então rapidamente devia interessar aos CTR e à FFP, a abertura de um novo ciclo estruturado e sistemático de conhecimento mais realista das tradições folclóricas e dos enganos que giram à sua volta. Por isso, devia ser mais apropriado: - Comunicar a cada grupo as qualidades dos critérios e esclarecer as nuances que eles podem colocar aos argumentos que cada rancho tem como inquestionáveis, desde há muito tempo… É o mínimo de transparência e de confiança… - Construir uma base regional de conhecimento folclórico, aproveitando esta iniciativa para inventariar os vários elementos etnográficos e elencar

numa grelha os conhecimentos, por vezes contraditórios, que se forem conseguindo sobre cada um. E para isto os CTR deveriam ter um papel fundamental para a orientar estes objetivos. De resto, o CTR Ribatejo deve ser dos mais bem apetrechados a nível nacional para desenvolver este tipo de trabalho, conhecendo-se as reflexões que por aqui vamos fazendo. Mas não podem ser os CTR de um lado e os Ranchos do outro. Não! Têm de estar todos do mesmo lado, colaborantes e francos nos mesmos objetivos As entorses que se constatam têm de ser colmatadas de repente, até para crédito dos CTR. Isto é: por exemplo, um rancho mais representativo (tipo suf +) está misturado com a mesma avaliação de um rancho que tem um trabalho menos representativo (tipo suf -). Isto é muito discriminador para quem fez algum trabalho e deveria haver cuidado com este tipo de apreciações. Ah, e percebe-se mal (ou ainda não foi explicado…), porque estes tipos de ranchos estão no mesmo patamar de satisfatório, quando um é mais representativo e o outro sabemos que nem por isso. Com isto, este processo de avaliação está a produzir consequências nefastas em que alguns grupos já não querem permutas com outros de avaliação satisfatória, mas de representatividade bem melhor e que já estão a ser discriminados, porque não estão na avaliação de BEM. Mas há ainda uma outra situação relacionada com os avaliadores dos CTR e com os avaliados. Alguns destes não reconhecem as capacidades dalguns avaliadores que, percebe-se, podem estar a beneficiar os seus grupos (donde são oriundos), quando avaliam os defeitos dos outros, mas não valorizam os mesmos erros nos seus próprios grupos. Para evitar este tipo de incertezas e de dúvidas (quais telhados de vidro…) deviam ter-se criado critérios âncora, alicerces, enquadramentos antropológicos por onde se guiariam todos – os avaliadores e os avaliados… e, aparentemente o que foi feito não garantiu totalmente este objetivo. Por isso, apesar destas anomalias, sugerimos que os ranchos folclóricos não se preocupem demasiado com as suas avaliações não correspondidas. Em vez disso, façam antes o trabalho que a FFP e os CTR deveriam incentivar, com guiões práticos, mas não o fazem. O caminho deve ser menos de fiscalização e mais de estímulo ao trabalho etnográfico ativo que cada rancho deve possuir para se apresentar com um credível projeto cultural e de animação da sua comunidade. Por isso, os ranchos devem preocupar-se sempre com as recolhas, mesmo as atuais, os levantamentos desde as danças até à gastronomia, criar um PROJETO. Vão para o terreno! Leiam mais, conversem melhor e (re) produzam novas práticas com base nos conhecimentos adquiridos por estas formas. Ah, e coragem para divulgar as vossas avaliações… O resto, são assuntos banais com pouco interesse para o essencial que é preciso fazer. Não se preocupem com o acessório… O que é isso? Bem, vamos debater outras qualidades e construi-las com a mesma energia que agora existe… nem mais nem menos!

Ludgero Mendes recebeu o título de ´Sócio de Mérito’, atribuído pelos restantes componentes do Grupo Académico de Danças Ribatejanas e Grupo Infantil de Danças Regionais, no dia em que completou 57 anos de idade. Numa cerimónia intimista, antecedendo o ensaio do Grupo Infantil da passada sexta-feira, os seus elementos expressaram a Ludgero Mendes o “reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no Grupo, assim como na realização do Festival Internacional de Folclore Celestino Graça”, disse Luísa Tomé, em nome dos restantes elementos. João Cotrim usou igualmente da palavra em nome dos componentes mais antigos, para elogiar a dedicação de Ludgero Mendes ao Grupo, prosseguindo o trabalho do fundador, Celestino Graça. Lançou o repto para que o homenageado consiga manter a união do grupo e garantir a sua continuidade, apesar dos tempos difíceis que se atravessam. Também Graça Maria Graça, Jorge Bacalhau e João Cotrim haviam sido agraciados com o diploma de Sócio de Mérito, numa cerimónia que decorreu no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém. “Como elemento do grupo e presidente do mesmo, é ele que tem mantido a decisão de realizar os ensaios do Grupo Académico com os músicos e de realizar o Festival Internacional de Folclore Celestino Graça, com os seus préstimos monetários, sem os

quais não seria possível estas realizações”, referiu a tesoureira do Grupo no decorrer da breve mas sentida homenagem. O reconhecimento dos elementos do Grupo Académico ao seu presidente decorre numa altura em que a Cidade de Santarém celebra o Centenário do Nascimento de Celestino Graça, “homem que muito deu ao Grupo”, lembrou Luísa Tomé. “Foi um Homem de grandes feitos e que passou o seu testemunho a muitas pessoas. O Sr. Ludgero Mendes, que recebeu e aceitou esse testemunho, deu continuidade ao seu trabalho mantendo sempre sua memória e o lema de Celestino Graça: “ O Folclore não é só para dançar é também para formar Homens e Mulheres,” concluiu. Visivelmente emocionado, Ludgero Mendes prometeu não deixar cair no esquecimento o Homem que foi Celestino Graça, sublinhando o quanto aprendeu com ele. Assegurou ter o seu trabalho “mais facilitado” pela “sintonia” existente no seio dos Grupos e a capacidade dos seus elementos para manter bem vivo este projecto. Seguiu-se o habitual corte do bolo de aniversário depois de entoados os ‘Parabéns a Você’. Pouco depois, o tempo foi de ensaio para os elementos mais novos, afinal, como notou Ludgero Mendes, “eles são o garante da continuidade deste Grupo”.

Fórum Ribatejo reuniu em Constância Plataforma de reflexão e intervenção cultural, o Fórum Ribatejo reuniu no passado domingo, dia 16 de Fevereiro, na 13ª Assembleia de Membros, durante a qual se apresentou um breve balanço do percurso efectuado ao longo dos seus quatro anos de existência e de actividade. A reunião teve lugar em Constância, no espaço cultural municipal da “Antiga Cadeia”, e aí foi decidida a recondução do Prof. Aurélio Lopes nas suas funções de coordenador, por um novo mandato de dois anos. Entre outras decisões orgânicas e operativas, o colectivo do Fórum decidiu promover o I Encontro de História Local do Ribatejo, iniciativa que decorrerá na Golegã, a 5 de Abril próximo, e cujo objectivo assenta no levantamento tão exaustivo quanto possível de pessoas que têm vindo a dedicar as suas investigações a este tão aliciante tema, para além de proporcionar o conhecimento entre si, tendo em vista posteriores interacções, em que possam permutar experiências e informações, nomeadamente no acesso a fontes e aos pro-

cessos de divulgação dos seus trabalhos. A comissão responsável pela organização deste I Encontro ficou constituída por Alves Jana, de Abrantes, Elsa Lourenço, da Golegã e Luís Nazaré, de Santarém. Foi ainda decidido que o Fórum Ribatejo se irá pronunciar acerca da diluição administrativa do Ribatejo (fruto da confluência de interesses diversos, pessoais e grupais), através de um documento resultante da reflexão interna e que a seu tempo será divulgado publicamente. Após o tradicional almoço de confraternização, esmeradamente servido num restaurante local, onde tivemos o grato prazer de reencontar o nosso Amigo Prof. Cândido de Azevedo, decorreu uma visita a Constância, superiormente conduzida pelo anfitrião, Dr. Matias Coelho, que centrou a sua atenção na Igreja Matriz, no Miradouro do Tempo, no Museu Vasco de Lima Couto e no Horto Camoniano, sempre acompanhados de perto pela exuberante paisagem sobre o rio Tejo, então, a deitar pelas costuras.


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Porta do Sol

Diálogo com Gil Vicente Não sabeis, Mestre, como lamento que, nos dias de hoje, o vosso talento não possa registar em farsa, comédia ou auto, os momentos comoventes desta proclamada política, que já nos recolocou no topo da economia europeia! EVOÉ! Mas porque as alterações sociais foram muitas tereis, certamente, alguma dificuldade em mudar de barca aqueles que outrora, ocuparam outra. Para vos ajudar, se mo permitis, dar-vos-ei breves notas. Prestai, ora, atenção: Da Barca do Inferno excluí o fidalgo pois extintos são, e a alcoviteira, porque, hoje, casamentos, ajuntamentos, separações são de livre alvedrio, sem ajuda. O lavrador deverá partir na barca do Paraíso pois por falta de recursos teve que emigrar, há muitos anos, e sempre sofreu: “ainda que queira ser pecador... não tem tempo nem lugar, nem somente de alimpar as gotas do seu suor...” Pr’ó inferno, ieramá, levareis os políticos, corruptos, ladrões, corregedores, juízes (que o diga Marinho Pinto), clérigos e frades. Vede, Mestre, a enorme barca que tendes de aparelhar... Mas não esmoreçais, a do Paraíso não é menor. Nela parirão os funcionários públicos e aposentados que os governantes “... bradam com eles porque assobiam a um cão e logo... excomunhão na pele”. Também ministros, secretários, fiscais os martirizam. “Muito atribulados são... cada um péla o vilão per seu geito”; os meninos (vítimas inocentes) e os parvos, julgai com finura, pois se corruptos não foram, foram políticos “rapinaram coelhorum, pernas de perdigotorum e mijaram nos campanairos”, que tudo podem, o povo é que não... Precisais de lugar pera os licenciados que devem emigrar demandando trabalho. Os professores não teem escolas nem alunos, os enfermeiros, hospitais com recursos. Os idosos devem morrer, a bem da nação, com lugar no Panteão. Aparelhar barcas é fácil - muitas se quedam nos estaleiros de Viana, assim como arregimentar diabos timoneiros (o Primeiro ou o Presidente)... e outros ajudantes, que saltitam prazenteiros nos corredores de S. Bento. Anjos é que não... Com a vossa argúcia, já vos interrogastes, como se pode viver assim. Sofrendo, Mestre. Por tal vos peço- deixai-me ser Arrais na Barca do Paraíso. Serei severa com os figurões que almejam lá entrar, não lhes perdoando qualquer culpa. A minha esperança é regressar pela Porta do Sol com a barca repleta de pessoas de Bem!

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Samora Correia com corso gratuito no domingo e terça-feira Doze carros alegóricos, com mais de meio milhar de figurantes e a animação da Escola de Samba de Ovar, vão desfilar em Samora Correia no domingo e na terçafeira de Carnaval. Dora Coutinho, presidente da Associação Recreativa e Cultural Amigos de Samora (ARCAS), que organiza o Carnaval de Samora Correia, refere que o corso de Samora Correia se distingue pelo facto de ser gratuito e de ser deixada à criatividade dos participantes a escolha dos temas, pelo que cada carro alegórico retrata uma temática. Outra característica deste Carnaval é que, “por tradição, os reis são sempre da terra, pessoas que vivem esta época com muita folia”, frisou, sublinhando que a rainha deste ano, Paula Pirica, “é uma pessoa com 74 anos e que há muito brinca ao Carnaval”, tal como o rei, Rogério Justino. A passagem de testemunho dos reis do ano anterior aos que assumem a função é um dos momentos “de muito boa disposição” que se vivem durante os seis dias de festa, com a leitura do “testamento”, que decorre no Palácio do Infantado na noite de sábado, a que se segue uma “noite de dança” de mascarados no pavilhão da ARCAS. O Carnaval de Samora Correia começa na manhã de sexta-feira, 28 de Fevereiro, com o “desfile das escolinhas”, no qual também são as escolas de primeiro ciclo e os jardins-de-infância a escolher os temas. Além dos corsos, que se realizam nas tardes de domingo e de terça-feira, na segunda-feira realiza-se mais um baile de mascarados, também no pavilhão da ARCAS, para o qual já estão inscritas mais de 800 pessoas. O Enterro do Santo Entrudo, “uma es-

Foto de Arquivo

Opinião Everilde Pires

CULTURA

pécie de carro funerário que leva o ‘santo’, acompanhado pelas ‘viúvas’, pelo ‘padre’ e pelo ‘sacristão’, que percorre as ruas, parando junto a algumas casas onde residem habitantes visados pelo ‘testamento’”, realiza-se na quarta-feira à noite, culminando com a explosão do ‘santo’ no Largo do Calvário, disse Dora Coutinho. O Carnaval tem sempre um “convidado especial”, este ano uma das moradoras do programa televisivo Casa dos Segredos, Joana Dinis, adiantou. Sublinhando que Samora Correia vive esta época de folia “há muitos, muitos anos”, Dora Coutinho disse que este é o 27.º ano em que o Carnaval é organizado. Só a participação voluntária da população, tanto na organização como na confec-

ção de alguns fatos, permite que o Carnaval de Samora se faça com um orçamento de 40.000 euros, financiado em parte com subsídio e apoio logístico da autarquia, mas essencialmente com as receitas obtidas nos bailes, nas vendas de comes e bebes e na publicidade dos comerciantes, bem como dos contributos dos visitantes, afirmou. Segundo Dora Coutinho, o município dá tolerância de ponto na terça-feira, além de que muitas pessoas acabam por tirar férias neste período. “Não faz sentido que a terça-feira de Carnaval não seja feriado, porque é muito importante para o pequeno comércio e a restauração, sobretudo com as dificuldades que estão a viver”, disse.

Pantufa no Mundo Disney com Eduarda Soeiro e The New Stars O Círculo Cultural Scalabitano volta a festejar o Carnaval, no espaço do Teatro Taborda, no próximo dia 4 de Março, pelas 16h00, com o palhaço Pantufa do Veto Teatro Oficina e a cantora escalabitana Eduarda Soeiro. O espectáculo pretende envolver as crianças e jovens no maravilhoso mundo das histórias infantis, divulgadas pela Disney, através de uma

fantástica viagem contada pelo palhaço Pantufa e animada pelas músicas cantadas por Eduarda Soeiro e The New Stars. Um espectáculo para toda a família que desperta os sentidos artísticos do teatro e da música, fazendo-nos reviver maravilhosos cenários do nosso imaginário que vão certamente encantar crianças e adultos…

José Ferreira Coelho na 28.ª Assembleia de Investigadores do CIJVS José Manuel Martins Ferreira Coelho profere a comunicação ”A Minúcia da Pintura de Nuno Gonçalves na Conceitualização Anatómica Humana” na 28.ª Assembleia de Investigadores do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS), no próximo dia 6 de Março, às 18h30, na Casa de Portugal e de Camões. O autor vai analisar uma representação iconográfica de uma relíquia, apresentada numa pintura a óleo sobre madeira de um dos maiores valores da escola portuguesa do século XV. O detalhe morfológico de um fragmento do osso occipital, com elementos específi-

cos do mesmo, atesta a minúcia e o estado da arte, num período, cerca de 100 anos anterior à grande obra de André Vesalius (Humani Corporis Fabrica, 1542). José Manuel Martins Ferreira Coelho nasceu em Lisboa a 7 de maio de 1943, frequentou o Queen Elizabeth´s School de 1947 a 1953 e o Liceu D. Pedro Nunes de 1953 a 1960. Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em 1967 e doutorou-se pela mesma Universidade em 1999. Foi oficial da Marinha de Guerra Portuguesa, Reserva Naval (13º CFORN) de

1968 a 1971. Assumiu as funções de Chefe de Serviço de Saúde, da Companhia N.º 1 de Fuzileiros Navais e Chefe de Serviço de Saúde da Circunscrição do Lago Niassa. Foi Delegado de Saúde da Circunscrição do Lago Niassa de 1969 a 1970. Docente da cadeira de Anatomia Humana da FML – Faculdade de Medicina de da Universidade de Lisboa, de 1972 a 1984. Fez a carreira de Cirurgia Geral e de Urologia dos Hospitais Civis de Lisboa, como especialista em ambas as áreas e Chefe de Serviço Titulado de Cirurgia Geral.


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CULTURA

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Opinião Mª Fernanda Barata

Baú de Recordações

Museu de Riachos recebe pintura de Maria José Couto

Honras merecidas Celestino Graça, incansável defensor de Santarém, foi a primeira personalidade, cujo retrato figura na Galeria de Notáveis do Correio do Ribatejo. No passado sábado, dia 22 de Fevereiro, foi descerrado o retrato do notabilíssimo Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, na Galeria de Notáveis do considerado Correio do Ribatejo. Os dois Cidadãos bem merecem esta distinção, porque elevaram Santarém e o Ribatejo de uma forma singular, digna de registo na memória de todos nós. Só motivos de saúde me impediram de estar presente na bonita homenagem a este ilustre Professor e Historiador, que tanto valorizou o Correio do Ribatejo, nele colaborando, brilhantemente, durante décadas. O Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão foi, desde o tempo em que frequentou o Liceu de Santarém, um verdadeiro Amigo da nossa Família, tendo escrito em 1992, o prefácio do livro sobre todas as terras do Concelho de Santarém da autoria de meu Pai, Albertino Henriques Barata e publicado pela Câmara Municipal, quando era seu Presidente, o saudoso Cidadão Ladislau Botas. No velho Liceu de Santarém, o ilustre Professor, que todos admiramos, foi aluno dilecto de meu tio, José Henriques Barata, com quem manteve uma firme amizade, mesmo quando permaneceu em França, exercendo o honroso cargo de Leitor de Cultura Portuguesa na Universidade de Toulouse ou quando funou e dirigiu o Centro Cultural Português, convidado pela Fundação Calouste Gulbenkian. O Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão tem o apreço e a amizade de todos nós porque, sendo um sábio, sabia descer às pessoas duma forma única e inesquecível. O “nosso” Correio do Ribatejo é um Jornal de referência, não só porque é centenário mas porque distingue os Notáveis Um cumprimento ao Leitor

A Galeria das Artes do Museu Agrícola de Riachos recebe amanhã, sábado, 1 de Março, pelas 16h00, a inauguração da exposição de desenho e pintura de Maria José Couto, pintora do Núcleo de Arte de Riachos (NAR), residente em Santarém. Maria José, uma força expressiva na arte de recriar a figura humana e as suas emoções, através do desenho e da representação mostra-nos desta vez uma inédita exposição dos seus mais recentes trabalhos plásticos dedicados ao retrato. A exposição ficará patente até ao dia 31 de março. A pintora escalabitana conta no seu currículo com dezenas de exposições coleti-

vas e individuais realizadas em Santarém, Riachos, Torres Novas, Entroncamento, Abrantes, Caldas da Rainha e Coruche. Frequentou vários workshops e acções de formação na área das artes. Participou em sessões de pintura ao ar livre, desenho de figura humana com modelo ao vivo, e aprendeu a dominar diversas técnicas na área do desenho e da pintura. Lecciona a disciplina de Desenho na Universidade da Terceira Idade de Santarém (UTIS) desde 2011. Frequenta o Curso de Formação Artística (Pintura) na Sociedade Nacional de Belas Artes (S.N.B.A.) Lisboa, desde 2013.

Chamusca não esquece o Jogo do Quartão em Quarta-feira de Cinzas

Na próxima Quarta-feira de Cinzas, dia 5 de Março assinala-se mais um ano de tradição na Vila de Chamusca. O dia será dedicado ao Jogo do Quartão uma tradição vem do tempo em que o costume de ir à fonte era um hábito diário e o mesmo era feito com um Cântaro de barro, o Chamado Quartão. Nestes tempos o abastecimento era feito muitas vezes em fontes naturais, com as mulheres a transportarem à cabeça o Quartão em Barro que servia para consumo. Esta tarefa diária criava naturalmente muitos acidentes no transporte o que fazia com que durante o ano se fossem acumulando nos quintais os velhos quartões. O hábito diário deu lugar à tradição, e todos os anos os rapazes encontram uma forma de diversão e percorrem a Vila com carros para pedir todos os Quartões acidentados e transporta-los para o centro da

Vila para junto de Tabernas onde começava o Jogo. Jogo simples mas de enorme diversão em que o cântaro circula de mão em mão, voando em jogos de surpresa, até que algum mais descuidado o deixe cair e o transforme em cacos. Nesta situação a alegria é geral com o distraído a dirigir-se à taberna mais próxima para pagar “uma rodada” de vinho a todos os participantes. O jogo assume aqui o seu lado mais lúdico, mas acima de tudo a aproximação dos rapazes e homens para uma festa transgressora onde o vinho se espalha em gargantas roucas e gritos de diversão. Hoje a tradição mantém-se, adaptada a novos tempos, mas com a mesma vontade de manter viva a herança dos nossos antepassados e fazendo desta tradição uma das mais genuínas que se conhecem.

A nossa carteira

Fazem Anos 28 de Fevereiro Maria Palmira Gomes Costa Ferreira de Jesus Odete Duarte Esteves Faria Proa Maria Lucília Morgado Bernardino Babette de Miranda Avilez Melo e Castro Teodora da Cunha Pereira Dinis Carlos Pinto José Cesar Peralta Madeira de Jesus Mendes Adelaide Correia Braga de Vasconcelos 1 de Março Ana Maria Carreira Fole Berta Rosa de Cipriano Senna Neves António José Nico Alves Lopes Maria Celina Santos Silva Diogo Manuel Dias Silva Lopes Maria Inês Maximiano Custódia Bernardes 2 de Março Ana Maria Sapinho Pereira Caldas Cristina Pereira Rodrigues Maria Senhorinha Brito Pina Helena Maria Rodrigues Caetano Neves Cabrita António Eugénio Cordeiro Lobo d’Avila Ana Isabel Netto d’Almeida Oliveira Mendes António Manuel Cordeiro Fernandes Carlota Ferreira Ambrioso João Carlos Rosário Cruz 3 de Março José Ferreira dos Santos João José de Oliveira Falcão António da Silva Luís Alexandre Veríssimo Rojão de Almeida 4 de Março Phedra Correia Caldas José de Sousa Cabral Calheiros Feliciana dos Santos Brulha Feliciano Maria Elizabete Pereira Lima Batista Inês Martins Ambrioso 5 de Março Maria Teresa Paiva Mateus Sofia Silvia Braamcamp Sobral Lobo de Vasconcelos Luís da Silva Cruz Guilherme Catrola Godinho João Costa Azevedo Helena Filipina Caldas Picão Fernandes Maria José Castelo Vieira Arlindo Ferreira Beirante Dinis dos Santos Fonseca Joaquim Manuel Inácio Faustino 6 de Março Amália Ester Lopes Pereira da Guia Maria Amélia Duarte Pinto Correia José Júlio Pedro Silvina da Coito Fandinga Maria Isabel Pontes da Piedade Pereira de Almeida


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EMPRESAS & EMPRESÁRIOS

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EMPRESAS&EMPRESÁRIOS Seminário

Restaurante “El Rocío” serve, em Santarém, comida Ibérica com muito bom gosto

Março é o Mês da Enguia em Salvaterra PÁG. 14

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APPACDM de Santarém alarga valências no Cartaxo

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro visitou, no passado dia 24 de Fevereiro, a Casa João Manuel – Lar Residencial e Residência Autónoma da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental (APPACDM) de Santarém, erguida na Rua S. Francisco, junto ao Jardim de Infância do

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Cartaxo. Nesta visita, proporcionada por Luís Amaral, presidente da direcção da APPACDM, marcaram também presença o director do Centro Distrital da Segurança Social de Santarém, Tiago Leite, a coordenadora das estruturas residenciais, Filipa Dias e a coordenadora pedagógica, Maria Nogueira. EMPRESAS & EMPRESÁRIOS PÁG. 15

Nersant

Galardões

Vinhos

Saúde

Interioridade prejudica empresas de Mação

Turismo do Alentejo entrega prémios

Terra Silvestre e Cabrito no Forno do restaurante Almourol, a harmonização perfeita

Centro Hospitalar quer inverter redução dos partos

Com o objetivo de reunir contributos para delinear o seu plano estratégico de inovação e competitividade para a região de Santarém 2014-2010, a NERSANT esteve na Câmara Municipal de Mação, onde recebeu, em conjunto com o Presidente da Câmara local, Vasco Estrela, um conjunto de empresários desta região. PÁG. 16

A Turismo do Alentejo, ERT revelou recentemente os prémios Turismo do Alentejo 2013, numa cerimónia realizada na Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz que contou com a presença de inúmeros parceiros, entre públicos e privados. PÁG. 14

Desde 1880 que a família Batoréu se dedica à vitivinicultura, sua actualização e desenvolvimento, em Aveiras de Cima, Região do Tejo. Esta actividade tem passado de geração em geração até aos dias de hoje. PÁG. 24

A redução do número de partos na maternidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), em Abrantes, está a preocupar a administração da instituição que anunciou a introdução de medidas para inverter a situação. PÁG. 22


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EMPRESAS & EMPRESÁRIOS

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CENTRO DE SOLIDARIEDADE SOCIAL NOSSA SENHORA DA LUZ

Vencedores dos Prémios Turismo do Alentejo 2013

ASSEMBLEIA GERAL (Reunião Ordinária) Para cumprimento do estabelecido no artº. 28, parágrafo 2º., alínea c, do Regulamento Interno, convoco a Assembleia Geral do Centro de Solidariedade Social Nossa Senhora da Luz para reunir no dia 16 de Março pelas 14,30 Horas, na sua sede social sita em Póvoa de Santarém, com a agenda seguinte: 1 - Apresentação, discussão e votação, bem como parecer do Conselho Fiscal das contas da gerência referentes ao exercicio de 2013; 2 - Apresentação de uma proposta da Direção para alteração dos Estatutos da Instituição; 3 - Outros assuntos de interesse da instituição. Nota: Se não for possível o funcionamento da Assembleia conforme o determinado em 1ª. Convocatória, devido á falta de quórum, a mesma funcionará meia hora depois com qualquer número de sócios (Artº. 30º, parágrafo 1º do Regulamento Interno). PÓVOA DE SANTARÉM, 24 DE FEVEREIRO 2014 O PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL JOSÉ CARLOS SARAMAGO CARVALHO

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A Turismo do Alentejo, ERT revelou recentemente os prémios Turismo do Alentejo 2013, numa cerimónia realizada na Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz que contou com a presença de inúmeros parceiros, entre públicos e privados. Dos 66 projectos a concurso, o júri decidiu atribuir os seguintes galardões aos candidatos às sete categorias a concurso: Melhor Projecto Público: Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos – Prémio; Melhor Evento: Romaria a Cavalo - Menção Honrosa; Melhor Gastronomia: Restaurante do L’And Vineyards – Prémio; Melhor Animação Turística: Emotion – Life on Adventure – Prémio; Mundo Montado – Turismo Responsável no Alentejo – Menção Honrosa; Melhor Enoturismo: Adega Mayor S. A. – Prémio, Enoturismo Cartuxa – Menção Honrosa; Melhor Turismo Rural: Herdade do Vau – Prémio,

Quinta das Lavandas – Menção Honrosa, Monte do Zambujeiro – Menção Honrosa; Melhor Empreendimento Turístico: Ecorkhotel – Évora, Suites &SPA – Prémio. Prémios Extra Concurso: Prémio Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo: José Manuel Nogueira Ramos – Delegado do AICEP na Irlanda; Prémio Comunicação Alentejo: Correspondentes do Alentejo das Tv’s generalistas Teresa Marques / Paulo Nobre – RTP, Amilcar Matos – TVI, e Hugo Alcântara / Luís Godinho – SIC; Prémio Especial Turismo do Alentejo: Confraria Gastronómica do Alentejo, Agência Regional de Promoção Turística. No decorrer da cerimónia, foram ainda atribuídas Distinções Iniciativa às Festas das Flores do Redondo, à Mercearia Gadanha e ao Alentejo Marmóris Hotel & SPA.

Parceria Tajo/Tejo Vivo dinamiza festival gastronómico ibérico durante todo o mês de Março No dia 1 de Março inicia um festival gastronómico ibérico em mais de 50 restaurantes dos territórios situados nas margens do Tejo. Promover a gastronomia e os produtos associados ao rio, envolvendo os estabelecimentos de restauração, produtores de vinho, azeite, enchidos e fumeiro locais é um dos objectivos deste evento português e espanhol que se prolongará por todo o mês de Março. A actividade surge no âmbito do Tajo/ Tejo Vivo e pretende a valorização e promoção, não só da gastronomia associada ao rio, como também a típica das regiões junto ao Tejo e os seus produtos, incentivando o consumo dos mesmos. E por outro lado, estimular o trabalho em rede a nível Ibérico dos restaurantes, produtores e das Associações de Desenvolvimento Local parceiras neste projecto de cooperação. O Tajo/Tejo Vivo abrange municípios desde Castilla (Espanha) ao Ribatejo (Portugal) e neste 1º Festival Gastronómico decorrerá, nomeadamente, em 57 restaurantes localizados em Talavera, Sierra de San Vicente y la Jara, Castilla la Mancha (Espanha), Raia Centro Sul, Pinhal Inte-

rior, Sôr e Ribatejo (Portugal). Pimientos de piquillo rellenos de boletos com crema de morcilla, ensalada de hiros, revuelto de morcilla conpiñones, solomillo, presa ibérica são alguns dos pratos castelhanos. Já no território nacional, a restauração terá maranhos, bucho, cabrito assado, ensopado de borrego, sopa de peixe do rio, pratos de sável, fataça, achigã, enguias, lúcio, lampreia e pratos de caça. A que também se juntam açordas, migas e cozinha fervida. Neste festival desafiam-se também os produtores de vinho, azeite e enchidos que durante o mês da acção poderão realizar provas dos seus produtos, visitas guiadas a instalações, vinhas e olivais. O Tajo/Tejo Vivo é um projecto de cooperação ibérica, apoiado pela abordagem LEADER, do Programa de Desenvolvimento Rural (ProDeR) e assenta numa estratégia comum, inovadora e sustentável, de forma a contribuir para o aumento da competitividade e desenvolvimento social, económico e ambiental desses locais, e os afirme, como um destino turístico consolidado.


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Casa João Manuel

APPACDM de Santarém alarga valências no Cartaxo O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro visitou, no passado dia 24 de Fevereiro, a Casa João Manuel – Lar Residencial e Residência Autónoma da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental (APPACDM) de Santarém, erguida na Rua S. Francisco, junto ao Jardim de Infância do Cartaxo. Nesta visita, proporcionada por Luís Amaral, presidente da direcção da APPACDM, marcaram também presença o director do Centro Distrital da Segurança Social de Santarém, Tiago Leite, a coordenadora das estruturas residenciais, Filipa Dias e a coordenadora pedagógica, Maria Nogueira. A visita teve como objectivo conhecer as novas valências da APPACDM, bem como a abrangência da sua actividade e as dificuldades e necessidades enfrentadas pela instituição. Desde fins de Outubro do ano passado que a valência do Cartaxo começou a acolher utentes, contando neste momento com a permanência de 12 pessoas no Lar Residencial e 5 na Residência Autónoma. A Segurança Social mantém acordos de cooperação com a APPACDM relativamente a todos os utentes, à excepção de um. Pedro Magalhães Ribeiro enalteceu a qualidade e conforto das novas valências da APPACDM, afirmando que “esta instituição presta um serviço inestimável à comunidade, sendo especialmente um importante suporte para as famílias com pessoas portadoras de deficiência. É complexo lidar com a diferença e ainda existem muitas barreiras e preconceitos que a sociedade tem de ultrapassar”, constatou o autarca. O funcionamento da Casa João Manuel é assegurado por 15 funcionários – alguns com horários parciais – e, dos 17 utentes que a frequentam, dois trabalham e os restantes frequentam durante o dia o Centro de Actividades Ocupacionais, situado noutra valência da instituição, no Vale de

Santarém. Considerando toda a logística necessária que envolve o transporte diário dos utentes do Cartaxo para Vale de Santarém, a instituição ambiciona construir junto ao Lar Residencial e Residência Autónoma do Cartaxo, um espaço para as Actividades Ocupacionais destes utentes. A nova estrutura construída no Cartaxo será oficialmente inaugurada em Março, mês em que a instituição comemora mais um aniversário.

Abrantes com serviço de tele-assistência A Câmara Municipal de Abrantes vai alargar o protocolo com a Cruz Vermelha Portuguesa para aumentar o funcionamento do serviço de tele-assistência de 16 para 20 idosos apoiados, um investimento na ordem dos 2.700 euros.

Em comunicado, a autarquia refere que este reforço no protocolo resulta de uma monitorização que deu conta da importância desta resposta social para as pessoas em situação de isolamento, em particular para as do segmento sénior, tendo-se “revelado positivo e pro-

motor de um sentimento generalizado de segurança e conforto” junto das pessoas beneficiárias e das suas famílias. O serviço de tele-assistência, que funciona 24 horas por dia, consiste na instalação de um aparelho em casa através do qual os utentes podem cha-

mar uma equipa da Cruz Vermelha a qualquer hora e destina-se sobretudo a idosos, doentes e dependentes, ou pessoas que vivam sozinhas em locais isolados, que sintam a necessidade de chamar alguém para lhes prestar apoio.

“Potes Mouros” reabrem ao público A Junta de Freguesia de Alcobertas reabriu ao público, na passada sexta-feira, o edifício e espaço envolvente aos “Potes Mouros”, um dos monumentos arqueológicos daquela freguesia, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da Junta, João de Deus, e da presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura

Morais. Com a reabertura deste espaço, cujas instalações e zona envolvente foram completamente recuperadas, pretende-se aumentar o número de turistas que todos os anos visitam os monumentos e a paisagem serrana de Alcobertas, servindo este edifício de “âncora” para esses visitantes, pois

é capaz de assegurar diversos tipos de actividades nas suas instalações, que ficam também abertas à utilização pela comunidade e associações locais. Nas instalações funcionarão ainda cursos de formação profissional, em moldes ainda a protocolar com as instituições competentes.


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EMPRESAS & EMPRESÁRIOS

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

NERSANT escuta empresas para definir estratégia de inovação e competitividade para a Região de Santarém

Interioridade prejudica empresas de Mação

A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, vai levar a efeito por toda a região, um conjunto de sessões que têm como objectivo a recolha de contributos das empresas para a definição o “Plano estratégico de inovação e competitividade para a Região de Santarém 2014-2020”. No dia 18 de Fevereiro, foram ouvidos os empresários de Mação. Com o objetivo de reunir contributos para delinear o seu plano estratégico de inovação e competitividade para a região de Santarém 2014-2010, a NERSANT esteve na Câmara Municipal de Mação, onde recebeu, em conjunto com o Presidente da Câmara local, Vasco Estrela, um conjunto de empresários desta região. Na sessão de abertura, Maria Salomé Rafael recebeu os empresários, explicando o intuito da reunião: “a NERSANT está a percorrer todo o território da região através da realização destas sessões de trabalho em todos os concelhos do nosso distrito. Pretendemos ouvir os empresários, as suas opiniões e sugestões em prol de um maior crescimento da economia regional”, defendeu a Presidente da Direcção da NERSANT, que passou de seguida a palavra ao Presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, que agradeceu a presença de todos e reforçou a importância desta iniciativa da NERSANT. Sendo Mação o concelho mais interior do distrito de Santarém, a problemática da interioridade foi largamente discutida pelos empresários presentes na sessão. Embora reconheçam que o concelho tem vias de comunicação de qualidade, admitem também que a principal fonte de escoamento dos seus produtos, a A23, é cara, o que acaba por dificultar o negócio. “O país continua a funcionar a dois caminhos”, afirmaram os empresários, referindo-se ainda à fraca resposta da banca, especialmente no interior, e aos custos de exploração (energia), que continuam a ser mais elevados no interior do que no litoral. Desta forma, acreditam os empresários presentes na sessão, o interior vai continuar a perder gente, o consumo cada vez menor, o que mina as hipóteses de investimento no concelho, considerada também essencial pelos presentes. Para além da interioridade, também o setor primário, considerado pelos presentes o futuro do concelho e do país, foi abordado na sessão de trabalho. De acordo com os empresários, é necessário que haja uma desburocratização e simplificação da legislação deste setor, tão tradicional. “É

necessário que haja uma desregulamentação para as pequenas empresas deste setor. Não faz sentido que micro ou pequenas empresas tenham que responder aos mesmos regulamentos, às mesmas análises e testes, que as grandes indústrias”, fizeram saber os presentes. Ainda no âmbito do setor primário, as empresas presentes afirmaram ainda haver uma necessidade de matéria-prima. No caso da olivicultura, por exemplo, existem centenas de hectares de terenos particulares onde a azeitona não é apanhada, quando muitas vezes os lagares têm dificuldade em conseguir a mesma. Foi deixada uma sugestão que passa pela criação de uma associação que proporciona às pessoas o não desperdício deste bem. Outros entenderam que o financiamento a projetos de agricultura devem ter maior financiamento neste concelho do que noutros do Ribatejo, devido à interioridade deste território. Outras questões surgiram ainda durante o decorrer da sessão, como a necessidade de criação de sinergias entre as instituições da região. Em relação aos comentários ouvidos, o Presidente da Câmara Municipal de Mação, não quis deixar de deixar algumas palavras aos seus empresários: “Tardiamente começamos a olhar para a interioridade de outro modo. O país está a ficar demasiado inclinado para o litoral, o que traz problemas estruturais aos territórios. Penso que finalmente acordamos esta é a ocasião para resolver estas questões. Por isso, devemos olhar para os territórios e diferenciá-los, por forma a neles se fixarem pessoas”. Esta sessão realizou-se com o apoio do COMPETE, no âmbito do projeto INOVRibatejo, no qual está inserido a realização de um “Estudo estratégico de inovação e competitividade para a Região de Santarém e a definição de ações de apoio às empresas no período 2014-2020”. Na reunião, foram ainda apresentadas alguma diretrizes do programa Horizonte 2020, quadro comunitário que sucede ao 7.º Programa Quadro até então em vigor. Na próxima semana, vão ser ouvidas as empresas de Salvaterra de Magos e Benavente, no dia 25 de fevereiro. Em março, a NERSANT vai ouvir as empresas no Sardoal, Abrantes, Golegã, Chamusca, Alcanena, e Ourém. No mês de abril, a NERSANT vai ainda repercutir estas sessões em Rio Maior, Cartaxo, Ferreira do Zêzere, Entroncamento, Coruche, Santarém e Torres Novas. Mais informações sobre as sessões podem ser obtidas junto do Departamento de Associativismo, Marketing e Eventos da NERSANT, através do e-mail dame@ nersant.pt ou 249 839 500. No menu agenda do portal da NERSANT (www.nersant. pt), está disponível toda a calendarização das sessões. As inscrições são feitas online.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

EMPRESAS & EMPRESÁRIOS

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Março é o Mês da Enguia em Salvaterra

Hélder Esménio, presidente da Câmara de Salvaterra de Magos e Ceia da Silva, presidente da ERT Alentejo na apresentação do Mês da Enguia

Março volta a ser “Mês da Enguia” no concelho de Salvaterra de Magos, uma iniciativa da autarquia que vai na sua 18.ª edição e que conta com a adesão de 15 restaurantes e várias iniciativas culturais. Março é o mês da Enguia em Salvaterra de Magos. Todos os anos, milhares de pessoas rumam ao concelho para descobrir a gastronomia local. A edição deste ano envolve 18 restaurantes a confeccionar a enguia das mais variadas formas.

Com a participação de mais de 140 restaurantes do Alentejo e Ribatejo

Entidade Regional de Turismo promove Semana Gastronómica do Porco A Turismo do Alentejo e Ribatejo está a promover até 3 de Março, a Semana Gastronómica do Porco, uma iniciativa que tem por objectivo divulgar os restaurantes, a qualidade gastronómica, e a excelência dos produtos alentejanos e ribatejanos. A Semana conta com adesão de mais de 140 restaurantes que, espalhados pelos 58 concelhos que integram os destinos Alentejo e Ribatejo, acrescentaram às ementas pratos que têm como produto principal o porco, confeccionados com a mestria dos saberes e sabores tradicionais. Atrair mais clientes aos estabelecimentos das regiões e, simultaneamente, dar a conhecer a excelência da gastronomia e dos produtos endógenos são os principais objectivos da Entidade Regional de Turismo. A Semana Gastronómica do Porco - implementada nos últimos anos no Alentejo - é a primeira de várias iniciativas semelhantes que irão decorrer ao longo do ano nos dois territórios.

Há muito que este certame extravasou os limites do concelho, para se tornar numa referência não só regional como nacional, onde a “rainha” é a Enguia. Mas, ao longo deste mês, os visitantes terão também a oportunidade de descobrir ou de se reencontrarem com as tradições, a história, o património sobretudo cultural e edificado deste concelho ribeirinho e tipicamente ribatejano. Perspectivam-se, assim, 31 dias de muita animação, Feira de Artesanato e de Produtos Regionais, 15 restaurantes aderentes quatro casas vinícolas, quatro locais de alojamento e três opções de turismo náutico. Do menu dos restaurantes aderentes vão

constar obrigatoriamente pratos como ensopado, caldeirada e fritas com arroz de feijão, podendo ser encontradas outras iguarias, entre as quais o calulu de enguias, as enguias de fricassé, ou molhata de enguias. Entre as actividades associadas ao evento contam-se a Feira de Artesanato e de Produtos Regionais, um espaço com cerca de 800 metros quadrados que contará com a participação de cerca de 70 artesãos e produtores regionais e que funcionará aos fins-de-semana e na véspera de Carnaval à noite. Pelo palco da feira irão passar as associações, clubes e colectividades do concelho, funcionando como “montra” das actividades destas entidades. Durante todo o mês de Março estará patente a exposição “Comércio de Antigamente - Histórias e Memórias”, no Celeiro da Vala, onde serão recriados vários cenários, como uma barbearia, a casa do aferidor de pesos e medidas, uma alfaiataria, uma taberna, uma ‘pharmacia’ e uma mercearia. A mercearia terá, além de uma vertente “expositiva”, tal como os outros cenários, uma outra “activa”, onde os visitantes podem encontrar os donos da “loja” e produtos para venda. A iniciativa vai ser também associada à campanha de apoio ao “comércio local”, desenvolvida pela Câmara Municipal, estando representadas, individualmente, 12 mercearias do concelho, que podem vender os seus produtos. A mercearia terá ainda uma “vertente solidária”, destinando-se os produtos comer-

cializados para a “Loja Social”, um projecto do município com o objectivo de serem distribuídos às famílias mais carenciadas. No Centro de Interpretação do Cais da Vala estará patente a exposição fotográfica “Património Ribeirinho”, que pretende dar a conhecer a importância do rio Tejo como elemento de referência de património natural e imaterial. A exposição resulta do desafio lançado a vários fotógrafos amadores do concelho para tentarem captar a beleza e riqueza natural do Tejo, contando com a participação de oito fotógrafos. Na Biblioteca Municipal, poderá ser vista a exposição “A Lezíria, a Charneca e o Rio”, que reúne trabalhos de pintura de alunos da Universidade Sénior de Salvaterra de Magos, resultantes das disciplinas de aguarela e pintura a óleo.

Feira de São Matias decorre até 9 de Março em Alferrarede A presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, inaugurou no passado dia 21, a edição de 2014 da Feira de São Matias que decorre até 9 de Março no espaço do Tecnopólo do Vale do Tejo, em Alferrarede. Com um modelo mais reduzido devido à realização de obras naquele espaço, foi ainda assim possível libertar um espaço exterior, nomeadamente para instalação de divertimentos (carroceis e pista e carros de choque), bares, roulottes de farturas, pipocas e algodão doce, que constituem algumas das atracções do secular

certame que anima a região durante três semanas. Já o espaço do pavilhão coberto está ocupado pelos stands de venda de quinquilharia e outros. O certame é complementado com uma mostra de produtos regionais, com a participação de produtores de mel, enchidos, compotas, doces e outras iguarias. Para preencher as tardes de sábados e domingos, a partir das 16h00, haverá animação cultural. Assim, amanhã, sábado, dia 1 de Março, haverá dança contemporânea com o Espaço “Idança”. Domingo, dia 2, o Rancho Folclórico de Casais de

Caminho de Santiago vai ter sinalização em todo o Médio Tejo Foi assinado no passado dia 20, no Município de Tomar, um protocolo de parceria entre a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, que esteve representada por Pedro Machado, e a Associação de Peregrinos Via Lusitana, por José Luís Sanchez, no âmbito do Projecto de Sinalética e Promoção do Caminho de Santiago. A sessão foi presidida por Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, e contou ainda com o presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, e o vereador Paulo Neves, da Câmara de Ferreira do Zêzere, os três concelhos abrangidos pelo protocolo. O documento tem como principal objectivo proceder ao levantamento das necessidades de sinalética do Caminho Português de Santiago que atravessa o Centro de Portugal, nestes três municípios da região do Médio. Conforme o texto do acordo, o levantamento e entrega do relatório final esta-

rá concluído até dia 31 de maio de 2014. O projecto de sinalética segue as normas do Conselho da Europa para o Itinerário Cultural Europeu - Caminho de Santiago, facilitando a sua interpretação pelos peregrinos das mais diversas nacionalidades. Este acordo de parceria vem dar continuidade ao projecto desenvolvido pelo Turismo do Centro de Portugal de qualificar e marcar o troço do Caminho Português de Santiago na região Centro, colocando Tomar agora nessa rota. Na sua intervenção Anabela Freitas voltou a valorizar o turismo como ponto central da estratégia de desenvolvimento do concelho, sublinhado que com a entrada do Turismo Religioso para o PENT – Plano Estratégico Nacional de Turismo, a valorização dos Caminhos de Santiago “faz mais sentido que nunca” para o concelho de Tomar.

Revelhos apresentará modinhas, jogos e brincadeiras. E, pelas 16h45, acturá a escolinha do Rancho Folclórico da Casa do Povo do Pego. Dia 8 de Março haverá Hip-Hop pela academia “Bi-Dom” e, finalmente, no dia 9, actuarão o grupo de cantares “O Rouxinol” da Sociedade Artística Tramagalense e a Tuna Amizade da Universidade da 3ª Idade de Abrantes. A Feira está aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 13h00 às 24h e aos sábados e domingos, das 10h00 às 24h00.


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CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

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5202 Sua esposa, filho, nora, neto e restante família, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 2 às 10:30 horas, na igreja de Sta. Cruz na Ribeira de Santarém, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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Seus pais, irmão e restante família participam que serão celebradas missas pelo seu eterno descanso, quinta-feira, dia 27, às 19 horas na igreja de S. Nicolau e domingo dia 2 às 10:30 horas na igreja de Alcanhões.

DGAE: 2235 e DGAE: 2008

MISSA DO 9º. MÊS


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

NECROLOGIA

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SANTARÉM

SANTARÉM

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30º. Dia

02/03/2004 - 02/03/2014

N. 02/01/1934 - F. 14/02/2014

JACINTO DA CONCEIÇÃO VENÂNCIO

5201 Seus filhos, noras, netos e bisnetos recordam com profunda dor e saudade a passagem do 1º. Mês do seu falecimento.

10 Anos de Eterna Saudade

Agradecimento

Agradecimento N. 13/05/1914 - F. 24/02/2014

5213 Seus filhos, nora, netos, bisnesto e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

5210 Seus filhos, nora, genro, netos e bisnetas, recordam com profunda dor e saudade a passagem do 10º aniversário do seu falecimento.

Alcanhões ACHETE

5187 Seu marido, filho, nora, netos, e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Agência Funerária HELDER VACAS, LDA- 243 333 520 DGAE nº 1241

Agência Funerária Lopes & Benavente, Lda. Telef. 243 323 888 – SANTARÉM

SANTARÉM ACHETE

João Carvalho Nasceu 08/11/1922 * Faleceu 18/02/2014

Agradecimento

5213 Seus Irmãos, Cunhadas e Sobrinhos,vêem por este meio agradecer a todas as pessoas que oacompanharam até à sua ultima morada.

MANOEL NUNES FRAZÃO Agradecimento Missa do 7º. Dia N. 18/12/1920 - F. 21/02/2014

5212 Sua família, agradece muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participa que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo dia 2 de Março, às 10:30 horas, na Igreja Matriz de Achete, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto. A todos um bem haja.

A Funerária de Jorge Almeida, Lda. Telef. 243 441038 – Tm: 917 273 370 Sobral – S.Vicente do Paúl

Agência Funerária HELDER VACAS, LDA- 243 333 520 DGAE nº 1241

SANTARÉM – TORRES NOVAS

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO N.10/02/1941 - F. 18/02/2014

5197 Sua família, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, vem por este meio participar o falecimento do seu ente querido, agradecendo a todas as pessoas que estiveram presentes neste momento de dor, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

4 ANOS DE ETERNA SAUDADE

MOÇARRIA

3/03/2010 - 3/03/2014

5219 Seus pais, irmãos e restante família, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 2 de Março às 10:30 horas, na Igreja de Alcanhões, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

DIAMANTINA MARIA CALDEIRA Missa do 30º. dia

DR. ALEXANDRE HERCULANO DA CUNHA PITA SOARES

Agência Funerária Scalabitana Servilusa Telef. 800 204 222

SARA ISABEL PEREIRA VINAGRE

SANTARÉM

5211 Seus filhos, genro, nora e netas, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso amanhã sábado, dia 1, às 16:15 horas na igreja de Jesus Cristo (Hospital Velho), agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Agradecimento e Missa do 7º. Dia N. 03/09/1943 – Figueira dos Cavaleiros F. 22/02/2014 – Santarém

MANUEL MARIA CUSTÓDIO 78º. ANIVERSÁRIO NATALÍCIO 28/02/1936 - 28/02/2014

5205 Sua mulher, filhos e neto recordam, com profunda dor e saudade, a passagem do 78º Aniversário do seu nascimento.

MARIA DA LUZ DUARTE TEODÓSIO 21 ANOS DE ETERNA SAUDADE 26/02/1993 - 26/02/2014

5204 Mãe há 21 anos deixaste-me porque não me levas-te mas agradeço a Deus por te levar apesar de chorar e sofrer tenho a certeza que estás melhor do que eu, Mãe se for possível pede a Deus que me dê força e coragem ou me leve para junto de ti. Seu marido, filhas, genros, netos e bisnetos, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 2 de Março, às 9:45 horas, na igreja dos Combonianos – Jardim de Cima, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

CELESTE CORREIA CARVALHO N. 09/11/1929 - F. 26/02/2014

Agradecimento

5216 Seu filho, nora, neta e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Agência Funerária lopes & Benavente, Lda. Telef. 243 323 888 – SANTARÉM

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5215 Sua esposa, filhas, genro, netos e restante família, agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, hoje dia 28 ás 18:30 horas, na Igreja do Vale de Santarém, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto. A familia de Jacinto da Conceição Venâncio, sensibilizados com as demonstrações de carinho, interesse e apoio manifestados, vêm por este meio agradecer ao Serviço de Urgência e Enfermeiras dos Pisos 4 e 9 do Hospital Distrital de Santarém. Um agradecimento especial ao Sr. Dr. Martinho do Rosário. “Não há peso em ouro, que vos pague” Bem hajam. Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243 108 492 Santarém


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SAÚDE

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Médio Tejo

Centro Hospitalar quer inverter redução dos partos

A redução do número de partos na maternidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), em Abrantes, está a preocupar a administração da instituição que anunciou a introdução de medidas para inverter a situação. “Vamos começar por aproximar os cuidados médicos da população, através de um protocolo piloto com o Centro de Saúde de Ourém, e em que os nossos pediatras e obstetras vão fazer consultoria aos utentes daquele município, que é muito populoso e composto por muita gente jovem”, disse o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT, Joaquim Esperancinha, citado pela Lusa. As parturientes seguem, “tendencialmente, os médicos que as acompanham na gravidez, seja na maternidade pública ou na privada, e o município de Ourém, que é parte integrante do CHMT, é um desses exemplos, até pela capacidade de atracção que Leiria exerce pela proximidade territorial. Vamos tentar inverter a actual situação, que não é um exclusivo do Médio Tejo, antes um problema nacional”, vincou o gestor. Os números apresentados por Esperancinha relativos aos últimos cinco anos in-

dicam que, desde 2008, com cerca de 1.200 partos, o número de parturientes a utilizar a maternidade do CHMT caiu quase 40%, para valores que, em 2011 eram de 985 partos, em 2012 de 967 partos, e, em 2013, apenas de 784 partos. O protocolo “dá-nos esperanças de poder inverter os resultados”, disse aquele responsável, anunciando a intenção de replicar o projecto aos restantes centros de saúde dos municípios do Médio Tejo, começando por Abrantes, onde está a maternidade, e onde cerca de 40% da população não tem médico de família. “Temos de ir devagar, vamos vendo como decorre esta experiência, até porque só temos oito obstetras e não conseguimos chegar a todo o lado. Temos vagas, abrimos concursos para reforçar os quadros médicos, mas não há candidatos a concorrer”, criticou, acrescentando que “1.200 partos era o número ideal a alcançar a médio prazo”. A presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), Maria do Céu Albuquerque, que também preside à Câmara Municipal de Abrantes, disse à Lusa, por sua vez, que a actual realidade “é preocupante”, tendo defendido a introdução de “medidas que confiram novas dinâmicas e novos factores de atractividade”. “O facto de as parturientes serem acompanhadas por médicos na privada leva a que, ou as grávidas escolham um hospital particular para terem os seus filhos, ou escolham um hospital público, que não os do Médio Tejo, onde os médicos que as acompanham trabalhem”, observou. “Temos de criar condições para contrariar esta tendência, caso contrário é a manutenção da própria maternidade do CHMT que fica em causa”, vincou a autarca. Maria do Céu Albuquerque defendeu a introdução de consultas de obstetrícia “em todos os centros de saúde” do Médio Tejo e “outras iniciativas que confiram atractividade e que possam ser colocadas na balança aquando da escolha do local onde os bebés possam nascer”.

Grupo de Dadores de Sangue de Pernes promove quatro colheitas em Março Correspondendo ao insistente apelo das autoridades nacionais no sentido de aumentar as dádivas de sangue no País devido à sua necessidade constante, o Grupo de Dadores de Pernes promove, em Março, mais quatro recolhas de sangue, em Santarém (duas), Sobral e São Vicente do Paúl. A primeira dádiva do mês acontece na tarde do próximo dia 7 de Março, no Hospital Distrital de Santarém, repetindo-se dia 21, no mesmo local. A 9 de Março o Grupo de Pernes promove nova colheita, desta vez entre as 9h00 e as 13h00, em Sobral e no Centro Paroquial de São Vicente do Paúl, a 30 de Março, também entre as 9h00 e as 13h00. Compareça! Dar sangue é dar vida!

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Selantes de Sulcos e Fissuras O que são os selantes? As fossas e fissuras anatómicas dos dentes desde há muito tempo que foram reconhecidas como áreas susceptíveis para o início da lesão de cárie dentária. Os selantes funcionam como método de prevenção de novas lesões cariosas. São resinas fluídas aplicadas sobre as fossas e fissuras do dente, selando mecanicamente o dente, anulando desta forma o local preferido dos microorganismos, em especial o causador da cárie. Porque são necessários? As cerdas das escovas não conseguem alcançar o fundo dos sulcos e fissuras por serem muito largas. Assim os selantes protegem directamente o dente permitindo uma melhor limpeza e proteção dos restos alimentares e da placa bacteriana, de modo a reduzir o risco de novas lesões de cárie. Funcionam como uma barreira, ou seja, como uma pelicula protetora. São essenciais dado que mais vale prevenir do que tratar.

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Depois

Imagem ilustrativa de selantes de fossas e fissuras.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Novos horários do Atendimento Complementar do Centro de Saúde do Cartaxo O Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria vai proceder ao “reajustamento” do horários de funcionamento do Atendimento Complementar do Centro de Saúde do Cartaxo, unidade a que os utentes apenas se devem dirigir para o atendimento de situações agudas que não permitam aguardar por consulta agendada. Assim, a partir de amanhã, sábado, 1 de Março, o horário de funcionamento do Atendimento Complementar do Centro de Saúde do Cartaxo passará a ser o

seguinte: Dias úteis: das 20h00 às 22h00; Dias não úteis: das 09h00 às 19h00. Simultaneamente, os horários de trabalho de alguns médicos afectos ao Centro de Saúde do Cartaxo irão ser alargados, de forma a permitir uma melhor resposta das Unidades de Saúde do Centro de Saúde do Cartaxo, indo ao encontro das necessidades da população deste Concelho, informa o Agrupamento em nota enviada à comunicação social.

SAÚDE

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AGRADECIMENTO Mário Martinho de Oliveira, vem por este meio expressar o seu reconhecimento aos médicos cirurgiões: Dr. José Oliveira Santos Dra. Madalena Romero e Cardiologista Dra. Margarida Leal Pelo empenho e carinho demonstrado antes e durante uma cirurgia de risco a que fui sujeito e efectuada pelos mesmos, em 15 de Janeiro do corrente ano. Extensivo ainda ao pessoal de enfermagem do 4º. Piso do Hospital Distrital de Santarém. A Todos bem hajam Varzea, 25 de Fevereiro 2014


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VINHOS

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Nota de Prova

Mário Louro* Enólogo / Consultor CVR Tejo

*

Terra Silvestre

Agro-Batoréu

2010 Reserva Castas : Touriga Franca 50%,Syrah 25%, Alicante Bouschet 15%,e Cabernet Sauvignon 10 % Notas de prova (28.2.2014) Produzido em Aveiras de Cima, em terra dura”bairro”. Cor vermelha com ligeiras nuances acastanhadas, aspecto velado. À temperatura sugerida,16 °C, o aroma, apresenta notas de fruta preta fresca, com sinais de maturação e alguma evolução positiva. Tem sabor intenso a fruta, notas de madeira, um índice de souplesse elevado. Os taninos estão bem presentes mas mostram- se redondos no final de boca. Apresenta algum retrogosto acentuado, sendo o perfil de vinho para consumir com assados de carne ou peixe bem condimentados, naquela temperatura Sugere-se a decantação, em “decanter” frio.

Desde 1880 que a família Batoréu se dedica à vitivinicultura, sua actualização e desenvolvimento, em Aveiras de Cima, Região do Tejo. Esta actividade tem passado de geração em geração até aos dias de hoje. Em 1988 foi constituída a Sociedade Agrícola Agro-Batoréu Lda., tendo como objectivo a produção, engarrafamento e comercialização de vinhos de qualidade. Associando tradição, arte e tecnologia, os vinhos são produzidos a partir de castas seleccionadas criadas em vinhas

A harmonização perfeita

Terra Silvestre e Cabrito no forno com batatinha de rebolão e grelos salteados em azeite do Ribatejo Ingredientes: 2kg de Cabrito 0,04Kg Alho / Sal / Pimenta (moída no momento) 0,009Kg - Louro 0,25L - Vinho Branco 0,07Kg - Limão 0,02L - Azeite Ribatejo 0,1kg - Salsa Corta-se o cabrito pequenos pedaços. Põem-se a marinar durante algumas horas com os alhos esmagados, sal, pimenta, o louro cortado aos bocados, o vinho branco e algumas gotas de limão. Coloca-se no forno de lenha e deixa-se assar até tomar a textura e cor necessárias. Para acompanhar, Batata de rebolão e Grelos salteados em azeite e alho.

BATATAS de Rebolão: Ingredientes: 1 kg de batatas novas 1 dl de azeite 4 dentes de alho 1 colher de chá de colorau 1 folha de louro pimenta e sal Confecção: Cozem-se as batatas com a pele em água e sal. Pelam-se ainda quentes. Deita-se o azeite num tacho de barro e juntam-se os dentes de alho picadinhos, o colorau, o louro e pimenta em pó e leva-se ao lume. Quando este molho estiver quente, introduzem-se as batatas e sobre o lume agitam-se o tacho, obrigando as batatas a rebolar. Quando estiverem bem louras, servem-se. Receita para 4 pessoas

próprias em Aveiras de Cima, numa área de cerca de 40 hectares. A qualidade dos vinhos deste produtor tem por base um conjunto rico e diversificado de castas tradicionais portuguesas, tais como Arinto e Fernão Pires (vinhos brancos), Trincadeira, Aragonês e Touriga Franca (vinhos tintos). Recentemente, introduziram nas vinhas castas internacionais, incluindo Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet e Syrah. A produção anual de vinho é de aproximadamente 50.000 L de vinho branco e 200.000 L de vinho tinto.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

DESPORTO

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Seniores masculinos do Vitória Clube de Santarém perdem final da Taça, mas iniciados goleiam no dia seguinte os Caixeiros

Depois das tempestadez vem sempre a bonança A grande final da Taça do Ribatejo de Seniores masculinos constituía um dos momentos mais alto da história de um clube que, à custa do trabalho desenvolvido na formação, se vai habituando cada vez mais a estar presente nas grandes galas do futsal distrital e nacional. Porém, desta vez, do outro lado da quadra, estava o pior opositor possível para as ambições dos vitorianos: o Clube Desportivo de Fátima, claramente a melhor equipa distrital da actualidade, viveu tarde de inspiração e triunfou categoricamente por… 10-0. Mantendo a mesma estrutura com a qual, em 2012/13, enfrentaram o exigente Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, os fatimenses apresentam um pecúlio cem por cento vitorioso em toda a presente temporada, um registo que fazia antever evidentes dificuldades para o emblema de Santarém, completamente transfigurado em relação aos momentos de esplendor que chegou a exibir no início da época. A saída de alguns atletas influentes e outras tantas baixas por lesão fragilizaram a turma de Ricardo Mesquita, que, no seu percurso até a este encontro decisivo, somava 8 vitórias em 8 jogos na competição. Ainda assim, o esmagador peso dos números deste resultado não apaga o brio demonstrado pelos vitorianos em grande parte do encontro, como bem ilustra o facto de, em ambas as partes, apenas ter visto o adversário balançar as redes após os 8 minutos iniciais (num total de 20, cronometrados). No entanto, a busca pelo ponto de honra gorar-se-ia nos pés de Bruno Sousa e do júnior Bruce, que desperdiçaram várias oportunidades de presentear a insuperável falange de apoio que se deslocou ao Pavilhão Municipal de Constância. Composta essencialmente por atletas das camadas jovens, a claque vitoriana foi uma das principais animadoras da festa do futsal de Santarém, provando que o futuro do Vitória Clube de Santarém está assegurado: é arrepiante verificar o sentimento da juventude por este emblema! E, quando assim é, qualquer derrota pesada se camufla com a palavra honra…dez. Na grande final, alinharam Gata, Carraça, Alex, Baixinho e Bruno Sousa; Bruce Pedroso, Filipe Paulino, Edgar Bagaio, Sérgio Fernandes, João Gomes e Chico Rodrigues. O guardião Rúben Santos não foi utilizado.

Iniciados do Vitória estiveram imparáveis no dérbi com os Caixeiros

Iniciados goleiam Caixeiros

No entanto, no dia seguinte às tempesta… dez, vem sempre a bonança, e o Vitória Clube de Santarém é o grande campeão no minicampeonato dos dérbis do concelho: nos confrontos com GFEC Caixeiros, GF Achete e CA S. Vicentense, os vitorianos somam 10 triunfos, 3 empates e somente 1 desaire. A abrilhantar este registo consta agora o resultado obtido pela formação de iniciados, que, no passado domingo, recebeu os Caixeiros e goleou inequivocamente por 6-1. Com um domínio esmagador em toda a linha (45 remates efectuados contra apenas 6 da equipa visitante), os pupilos de Ivo Costa souberam alhear-se do ambiente electrizante que, independentemente do escalão, sempre se instala nestes clássicos da cidade, e, logo desde os primeiros minutos, começaram a dar expressão ao marcador. Luís “Barrão” Menino, o pivô de serviço dos tubarões azuis, respondeu corajosa-

mente a um remate forte de Miguel Garcia e fez de cabeça o primeiro golo, aos 6 minutos, numa altura em que o domínio azul já era avassalador. Minutos mais tarde, foi a vez de o número 9 encetar jogada esplendorosa de combinação com Francisco Sousa, o pequeno genial do Vale de Santarém, que, em esforço, atira “de carrinho” para o fundo das malhas. Ainda antes do descanso, seria o aniversariante Miguel Garcia a autopresentear-se com um foguete teleguiado do meio da rua, sem hipóteses para o guardião contrário. Afligido por um conjunto significativo de ausências (João Veiga e João Cartaxo lesionados e João Leitão recentemente transferido), o técnico Ivo Costa ver-se-ia forçado a proceder à chamada de um atleta infantil, Jony Ribeiro, que acabaria mesmo por realizar exibição de gala. O talentoso ala, que no defeso trocou a Académica de Santarém pela família vitoriana, seria o autor do quarto golo da tarde, após magistral jogada de envolvimento com João Rato. Numa das raras incursões à baliza ad-

versária, os Caixeiros ainda reduziram, mas, no reatamento, o Vitória logo recuperou os quatro tentos de vantagem, com Takuara a contar com o infeliz contributo da camisola 7 contrária. E seria mesmo Diogo “Takuara” Ferreira, o histórico bombardeiro do emblema azul, a assinar o momento mais apoteótico da contenda: sobre a hora, no seio da área, aproveitando uma defesa incompleta do guarda-redes, o camisa 7 vitoriano desfere um transcendental pontapé de bicicleta, que explode com as redes dos Caixeiros e leva à loucura a moldura humana presente na Nave Municipal de Santarém. Épico! Alinharam no dérbi Luís Guedes, Miguel Garcia (1), Francisco Sousa (1), Henrique Jesus e Luís Menino (1); Rodrigo Cristovam, João Rato, Diogo Takuara (2), Lucas Martins, Rodrigo Cotrim e Jony (1). Outros resultados ‒ Infantis: VCS “A”, 8 - VCS “B”, 4; Benjamins: Vitória CS, 1 – Ribeira Fárrio, 1; Juniores masculinos: FutAlmeirim, 11 – Vitória CS, 5.

Hóquei Clube de Santarém

Iniciados começam Taça APL com vitória No primeiro jogo a contar para a Taça APL (Associação de Patinagem de Lisboa) os iniciados estrearam-se com uma vitória por 12-8 frente ao Estremoz. Apesar da vitória os iniciados realizaram um jogo abaixo das suas possibilidades no entanto, deram excelentes indicações em determinadas alturas do jogo de que poderão fazer uma prova positiva. Os escolares golearam o Oeiras por 8-1 num jogo muito bem conseguido corrigindo a injustiça da 1ª volta verificada em casa do adversário. Em Santarém, apenas o Benfica consegui ganhar e onde se realça 10 jogos e 9 vitórias num percurso quase exemplar. Os seniores perderam em casa num jogo onde o resultado é injusto e onde a sorte não quis nada com a equipa Escalabitana com pontaria afinada aos postes onde a bola teimava a não entrar. Os resultados do fim-de-semana foram os seguintes: Escolares, HCS, 8 - AD Oeiras, 1; Seniores, HCS, 4 - AD Carregado, 6; Iniciados, HCS, 12 - CF Estremoz, 8. Os próximos jogos são os seguintes: Amanhã, sábado, dia 1 de Março, 09:30, Iniciados, H C Villejuif – HCS;

10:30, Bambis, UD Vilafranquense – HCS; 11:00, Benjamins, HCS - AD Oeiras; 11:30, Escolares, HCS-Parede FC; 12:00, Iniciados, UD Vilafranquense-HCS; 13:00, Bambis, HCS-SC Torres; 14:30, Benjamins, UD Vilafranquense-HCS; 15:30, Escolares-UD Vilafran-

quense-HCS; 18:00, Seniores, Parede FC-HCS. Domingo, dia 2 de Março, 09:00, Benjamins, HCS-FC Alverca; 10:30, Escolares, HCS-AD Oeiras; 12:00, Bambis, HCS-FC Alverca; 12:30, Iniciados, H C Portimão-HCS.

Com a excepção do jogo dos seniores todos os restantes são relativos ao Torneio do União Desportiva Vilafranquense que terá lugar em Vila Franca de Xira e onde o HCS foi convidado a participar nos escalões de bambis, benjamins, escolares e iniciados.


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DESPORTO

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União Desportiva de Santarém

Vitória sobre o Porto Alto abre portas para a 2.ª fase A equipa sénior da União Desportiva de Santarém (UDS), ao vencer por 2-0 a formação do Porto Alto, está a apenas um ponto de seguir em frente para a segunda fase do Campeonato Distrital da 2ª Divisão da Associação de Futebol de Santarém e, deste modo, poder disputar a subida ao primeiro patamar do futebol distrital. Na próxima jornada, a UDS ficará à espera do resultado do confronto entre União Desportiva de Rio Maior e União Futebol Clube de Almeirim e se a turma almeirinense não vencer a UDS estará na segunda fase, independentemente do resultado que averbar em Glória do Ribatejo. Na vitória frente ao Porto Alto a União alinhou com: Rúben Carreira, Teodoro, João Paulo, Bruno Duarte e Júlio Ricardo Alves (Pedro Santos), Carrilho e Nelson Lopes, João Moura (Galhardo), José Santos (Tiago) e Costinha. Como suplentes não utilizados a dupla Tony e Paulinho tinha no banco, Piedade, Tiago, Marius, Pedro Melo e Samuel. No confronto com o Porto Alto a UDS manteve o seu padrão de jogo, com elevada percentagem de combinações directas e transições rápidas para o ataque, apresentando um futebol difícil de contrariar. Moura, numa rápida jogada de envolvimento, inaugurou o marcador e trouxe a serenidade às hostes unionistas. Ainda na primeira parte, realce para a segurança defensiva da UDS, com um meio campo muito poderoso, não permitiu qualquer

aproximação ao seu sector mais recuado. Carrilho, Nelson e Ricardo Alves dominaram todas as fases do jogo e souberam transformar com mestria recuperações de bola em vistosas jogadas de ataque. O AREPA viria a sofrer o segundo golo numa boa jogada de Costinha que, rodeado de três adversários, ‘escondeu’ a bola e, à saída do guarda-redes, desviou primorosamente para a baliza adversária. A segunda parte não teve a qualidade dos primeiros 45 minutos, mas a UDS, sempre muito coesa e organizada, não concedeu qualquer hipótese à equipa visitante. Ao cair do pano, Tomás Galhardo e Costinha poderiam ainda ter ampliado a vantagem, mas seria um castigo demasiado pesado para a formação visitante. O mais importante para as cores da união estava conseguido: consolidar o 2.º lugar, afastar o Porto Alto da corrida aos lugares de acesso à fase final e manter a distância de cinco pontos para o quarto classificado.

Benjamins vencem em Abrantes

Na disputa da nona jornada do campeonato distrital de Benjamins, nível III, e equipa de Sub-10 “B” da União Desportiva de Santarém (UDS) recebeu no Campo Chã das Padeiras a equipa “B” do Núcleo Sportinguista de Rio Maior, tendo a vitória sorrido à turma riomaiorense por 1-2. A equipa de Benjamins Sub-10 “A” da UDS continua a realizar uma boa pres-

Salvaterra de Magos prepara Prova Professor António Lopes

tação no campeonato distrital de Benjamins, nível II e na deslocação ao terreno do Abrantes e Benfica, venceu por 1-4, numa partida que também se caracterizou pelos momentos de convívio da comitiva unionista, numa demonstração de que os jogos de futebol infantil também podem ser uma festa. Na próxima ronda a UDS recebe o Salvaterrense, líder destacado do campeonato, na disputa da 10ª Jornada do Campeonato

Os Amigos da Corrida de Salvaterra (ACS) organizam, dia 23 de Março, pelas 10h30, uma corrida pedestre denominada “XIV 12 Km de Salvaterra Prova Professor António Lopes”. Esta corrida destina-se a todos os atletas, federados ou não, no âmbito da corrida para todos, tendo os seguintes

Distrital. Na manhã do passado sábado, em jogo a contar para 8ª jornada do Campeonato Distrital de Infantis, nível II, a UDS recebeu a forte formação do Footkart, tendo perdido por claros 7-0. Na próxima jornada, na deslocação a Salvaterra, a atitude terá que ser muito diferente, pois só com maior entrega ao jogo e respeito pelo adversário a UDS conseguirá outro resultado.

escalões: MASCULINOS: Seniores (20/39 anos); VET I (40/44 anos); VET II (45/49 anos); VET III (50/54 anos); VET IV (55/59 anos); VET V (60/64 anos) e VET VI (+65 anos); JUNIORES (Nascidos em 1995/96), FEMININOS: Seniores (20/34 anos); VFI (35/44 anos); VFII (+45 anos).

Zona Alta e União Benaventense vencem corta-mato no Cartaxo O Cartaxo recebeu no passado dia 23 mais uma edição do Corta-mato Distrital Olímpico Jovem e Distrital Curto. O evento foi organizado pela Associação Escola de Atletismo Rui Silva (AEARS), e decorreu na Quinta das Correias. Estiveram presentes na competição 214 atletas em representação de 15 clubes da Associação de Atletismo de Santarém e um da Associação de Atletismo de Leiria. A AEARS fez-se representar por 53 atletas dos vários escalões e géneros, e uma vez alcançou excelentes resultados nos escalões de formação tanto por equipas como individualmente, em termos colectivos destaque para: 1º lugar em Infantis Masc, 2º lugar em Infantis Fem, 1º lugar em Iniciados Fem e Masc, 1º lugar em Juvenis Masc, e no Corta-mato Curto 4000m a equipa Sénior Feminina conquistou o 2º lugar por equipas e sagrou-se vice campeã distrital. Individualmente destaque para os pódios dos seguintes atletas: Patrícia Duarte 1ª Benj A Fem, Carlota Franco 2ª Benj B Fem , Rodrigo Silva 1º Benj A Masc, Tomás Santos 2º Benj A Masc, Miguel Oliveira 3º Benj A Masc , Carolina

Oliveira 2ª Inf Fem, Pedro Carvalho 2º Inf Masc, Rui Serrão 3º Inf Masc, Patricia Silva 1ª Iniciada Fem, Pedro Santos 1º Iniciado Masc, Rudi Venâncio 2º Iniciado Masc, Sara Fragata 1ª Juv Fem, Filipa Teófilo 2º Juv Fem, Duarte Santos 3º Juv Masc. No Corta-mato Curto (4000m) Feminino destacaram-se as seguintes atletas: 1ª Sofia Marmelo do CAFZZ com 16,41 (Campeã Distrital de Corta-mato Curto), 2ª Ana Filipa Roberto da UDZA com 16,58, 3ª Vera Marqueiro da JDAL com 17,06. Colectivamente venceu a equipa da União Desportiva e Rec. Da Zona Alta (Campeã Distrital de Corta-mato Curto Feminino). No Corta-mato Curto (4000m) Masculino destacaram-se os seguintes atletas: 1º João Valente do CAFZZ com 12,55 (Campeão Distrital de Corta-mato Curto), 2º Joel Martins do CUAD com 13,07, 3º Bruno Batista do CNRM com 13,23. Colectivamente venceu a equipa do Clube União A. Benaventense (Campeão Distrital de Corta-mato Curto Masculino).


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Associação Académica de Santarém

Juniores vencem em Fátima com dez jogadores em campo Os Juniores da Associação Académica de Santarém (AAS) venceram em Fátima por 2-1. Apesar do domínio exercido, a Académica não conseguiu concretizar algumas situações de golo eminente. Tudo ficaria mais difícil com a expulsão (justa) de André que deixou a equipa numa situação difícil. Tudo se complicou ainda mais com um golo do adversário aos 40’, numa jogada de rápido contra-ataque. Ao intervalo, com a entrada de Rodrigo Neves para reforço do meio campo, aliado a uma enorme união de todos os atletas, a equipa manteve um 3x3x3 e assumiu o controlo do jogo. Duas defesas de Filipe anteciparam o golo do empate por Bernardo Batista (55’) na mais bonita jogada de todo o encontro. Era o alento necessário para o assalto final aos 3 pontos que viria a resultar numa jogada individual de Bernardo Graça, culminada com remate rasteiro e colocado. Noutra frente, os Juvenis empataram (11) na casa do C.C.R.D. Moçarriense. Os Iniciados ”A” (con)venceram perante uma equipa que somava por vitórias os jogos disputados. A vitória por 2-1 frente à E. F. C. Almeirim não tem discussão e apenas peca por escassa, tal a supremacia exercida em campo. Os Iniciados ”B” perderam frente ao N. S. Rio Maior ”C” por 5-1. Para a história fica um bom jogo, com algumas melhorias que espelham a evolução que, ainda assim, esta equipa tem tido ao longo do ano, mas que acabam por não valer de nada, uma vez que essa subida de qualidade não se reflecte em golos. Os Infantis ”A” foram protagonistas de um dos momentos caricatos da época. Perante uma equipa da A. D. Fazendense ”B” que apenas se apresentou com 5 jogadores, apenas jogaram a 1ª parte, visto que um atleta da equipa adversária entretanto se lesionou, tendo o árbitro terminado o encontro ao intervalo. O resultado foi de 9-0. Golos: Leonardo Jorge (2), Filipe Rodrigues (2), Salvador Coutinho (2), Ruca, Francisco Oliveira e David Silvestre. Os Infantis ”B” venceram o G.D. Pon-

tével por 9-0 e tal como o marcador indica, o resultado não sofre qualquer tipo de contestação. A equipa na próxima jornada desloca-se ao terreno do Footkart E.F.K.A.”B”, equipa com quem partilha a liderança na Série A do Nível 2. Os Infantis ”C” perderam, por 4-2, em jogo particular frente à E. F. Tomar. Derrota que se aceita num jogo muito quezilento. Os Sub-11 ”A” venceram o Soccer Scalabis por 5-0. A Académica fez um bom jogo controlando sempre o desenrolar do mesmo. Marcaram pela Briosa Lucas Ferreira (3), Rafael Alcobia e Tiago Rodrigues. Já os Sub-11 ”B” venceram o G.D. Pontével por 6-2. A equipa da Briosa fez uma boa partida com uma grande entrada, pois aos 2 minutos da 1ª parte já vencia por 2-0. A partir daí foi controlar o resultado, vencendo com mérito este desafio. Ao fim de

sete jornadas disputadas, a AAS continua invicta com todo o merecimento. Os golos dos ‘estudantes’ foram apontados por Tomás Batista (2), João Roberto, Emanuel Santos, Benjamim Carmo e Guilherme Monteiro. Os Sub-10 ”A” venceram no terreno do C. A. Riachense ”B”, por 7-1. Uma exibição “low cost” bastou para somar mais três pontos, frente a um adversário com menos um ano de competição mas que tudo fez para honrar as cores do Riachense. Marcaram pela Briosa Martim Canavarro (2), Francisco Nunes (2), Francisco Sousa (2) e Lucas Anjos. Os Sub-10 ”B” venceram a A. D. Fazendense por 1-0. Vitória justa numa das exibições mais conseguidas da época. Com esta vitória a equipa encontra-se agora em 3º lugar na Série B. Miguel Santos foi o autor do golo solitário.

Os Sub-10 ”C” venceram o Mindense ”A” por 4-1 ao fim de oito jornadas sem vencer. Desta vez a equipa conseguiu finalmente aliar a boa exibição à vitória. Marcaram pela Académica José Gonçalves (2), Afonso Cunha e Miguel Gonçalves. Por sua vez, os Sub-10 ”D” perderam frente ao Footkart E.F.K.A.”D”, por 3-0. A derrota penaliza uma equipa que não esteve nos seus melhores dias. Os Sub-8 venceram os dois jogos realizados num encontro em Vila Chã de Ourique. Houve pela parte da equipa técnica do escalão mais jovem da briosa uma opção de integração de jogadores de Sub-7 no escalão Sub-8, que trouxe boas surpresas, quer em dinâmica quer em adaptação no grupo, factores que o clube considera importantes.

90.º Aniversário da AF Santarém

João Vieira Pinto apadrinha Tejo Cup 2014 A Associação de Futebol de Santarém comemora, este ano, 90 anos de actividade, com um conjunto de iniciativas que vão decorrer ao longo de todo o ano. Estão a ser preparados colóquios, envolvendo diversas temáticas em torno do futebol e está prevista também a entrega de diplomas de Sócios de Mérito.

Das comemorações fazem também parte a realização do Tejo Cup 2014 que este ano vai ser apadrinhado por João Vieira Pinto. O antigo internacional português e dirigente da Federação Portuguesa de Futebol citado pela AF Santarém diz ser “uma honra” ter sido escolhido como “o patrono de um torneio que engloba crianças de todo o vosso distrito”.

O ano de 2014 terá a realização, nos relvados do distrito, de vários jogos internacionais (Sub-18, AA Futsal e AA Feminina) e a organização do Torneio Inter-Associações Sub-16 – Futebol Feminino que vai trazer á região, em Abril, 18 selecções distritais. Os festejos do 90.º aniversário encerram com uma Gala, a realizar em Novembro.

A secção de tiro da Casa do Benfica em Santarém (CBS) participou, no passado dia 23, na 1ª Prova de Campeonato Nacional da Federação Portuguesa de Tiro, em Outil, Cantanhede, tendo obtido um 2.º e um 3.º lugares nas modalidades carabina de Ar Comprimido - Field Target. O 2.º lugar em PCP 24J foi alcançado por Bruno Silva, registando-se ainda o 10.º posto de Jorge Calado. O 3.º lugar, em SPRINGER, foi alcançado por Manuel Silva. Classificaram-se ainda, na 7.ª posição, Gonçalo Cândida e,

no 8.º lugar, Alexandre Fernandes, entre 12 atletas. A CBS alcançou ainda um 8.º lugar, em PCP Internacional, por intermédio de Daniel Agostinho, entre 14 atletas. Destaque ainda para o 1.º lugar por equipas alcançado pela CBS em Springer. No mesmo dia, 23 de Fevereiro, atletas da CBS deslocaram-se a S. Bernardino, Peniche, para participarem na 5ª Prova do Ranking INATEL, Zona Oeste de Modalidades Olímpicas de Ar Comprimido, tendo obtido os seguintes resultados: 4.º lugar

em C. Articulada, José Ribeiro; 11.º lugar, António Martinho; 12.º, António Félix e 18º, Fernando Patrício. 7.º lugar em C. Precisão: António Félix; 1.º lugar em Pistola Olímpica, António Martinho, continuando este atleta no 1.º lugar do ranking, após as cinco Provas já realizadas. Em S. Bernardino, a CBS obteve ainda um 3.º lugar em Pistola Olímpica por intermédio de José Ribeiro, um 6º, por António Félix e um 8.º lugar por Fernando Patrício.

Foto de Arquivo

Tiro da Casa do Benfica com lugares no pódio no Campeonato Nacional


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Grupo de Futebol Empregados no Comércio

Caixeiros e Coruche dividem pontos Os Caixeiros empataram a duas bolas com o G.D. Coruche em partida a contar para a 17.ª jornada do campeonato distrital em futebol de 11. Vindo de um ciclo não muito positivo, os Caixeiros receberam a equipa do Coruche, actual 3.ª classificada, e tal como seria esperar a tarefa não foi fácil. O início do jogo foi equilibrado mas um penalti discutível colocou o Coruche na frente, resultado com que se atingiu o intervalo. No recomeço, os Caixeiros apresentaram-se determinados e nunca deram o jogo por vencido, com Danny a restabelecer a igualdade no marcador. No seguimento do jogo, com alguns erros cometidos, muitas paragens e muita cartolina amarela mostrada pelo árbitro da partida, a turma visitante chegou ao segundo golo, obrigando, mais uma vez, os Caixeiros a ir em busca de outro resultado, criando alguns lances de perigo e de alguma pressão ao adversário, nunca baixando os braços nem perdendo a esperança para alcançar a igualdade. No cair do pano, os Caixeiros arranca-

ram uma grande penalidade convertida por Tiago Montez que assim estabeleceu o resultado final em 2-2.

Andebol vence Ponte de Sôr

O andebol dos Caixeiros venceu em casa o GE Ponte de Sôr, por 27-24, na inauguração do torneio de preparação. O jogo foi equilibrado, chegando ao intervalo empatado a 14 golos. No começo do segundo tempo, os Caixeiros entraram determinados e dispostos a vencer a partida e assim foi, pela diferença de três golos: 27-24. Os goleadores que se destacaram neste jogo foram: André Marques com 7 golos, Ruben Simões e Diogo Lázaro com 5 golos cada, Pedro camilo com 4 golos e Afonso Lopes e João Vieira com 3 golos.

Futsal perde com Vitória

O futsal dos Caixeiros perdeu com o Vitória CS, por 6-1, em jogo a contar para a 14ª jornada, encontrando-se na 9.ª posição, com um total de 13 pontos. O tento de honra foi apontado por Maria Beatriz.

Ténis de Mesa dos Caixeiros

Cadetes com duas derrotas no Campeonato Distrital de Equipas No passado dia 23, e após um interregno de quase dois meses, os mesatenistas dos Caixeiros voltaram à competição, a nível oficial. Os Infantis marcaram presença no pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Barcarena, onde se começou a disputar o Campeonato Distrital de Equipas, no escalão de Cadetes. Estiveram presentes 11 clubes que, no total, inscreveram 21 equipas, distribuídas por quatro grupos. O Grupo dos Caixeiros incluía ainda o Sport Lisboa e Benfica “A”, o Sporting Clube de Torres “C”, a ADL Torre e os Leões de Porto Salvo “A”. No primeiro embate, os Caixeiros alinharam frente ao Porto Salvo e perderam por 4-0. No segundo encontro, contra o

Benfica “A”, o resultado foi o mesmo. As próximas jornadas ainda não têm data definida. A prova serviu para os Caixeiros se prepararem para a próxima competição, a ter lugar em Lagos, este fim-desemana (dias 1 e 2 de Março), onde se desenrolam os Campeonatos Nacionais Individuais e Pares, em Infantis e Seniores.

New Star Dance na 1ª Prova do Circuito Nacional 2014

Bombarral recebeu, no passado dia 22, a 1ª prova do Circuito Nacional de Dança Desportiva nas modalidades de dança standard e latinas. Esta prova contou com cerca de 150 pares, oriundos de todas as escolas e associações representativas de norte a sul do continente e ilhas. A New Star Dance esteve presente nesta 1ª prova com uma equipa de 5 pares. A prova não podia começar da melhor maneira para a New Star Dance já que, no escalão de Juvenis 1, Francisco Ramos & Sofia Machado obtiveram o 1º lugar em ambas disciplinas, Standard e Latinas. Os juniores 1 iniciados em dança Standard e intermédios em dança Latina Francisco Bandola & Beatriz Machado obtiveram o 1º lugar em standard e o 3º lugar em Latinas. Com a competição a subir o grau de dificuldade, o par de Juniores 1 intermédios em dança Standard e Latinas Manuel Silva & Beatriz Ferreira classificaram-se no 1º lugar em Standard e no 6º em Latinas.

Já nos pares da categoria Open, Tiago Veríssimo e Margarida Venâncio, juniores 2 open em dança Standard e Latinas, obtiveram o 3º lugar em Standard e passaram à final em latinas. Já Pedro Machado & Helena Machado seniores 1 open em dança Standard, subiram também ao ponto mais alto do pódio: 1º lugar.

Tiago Veríssimo e Margarida Venâncio na Selecção Nacional

O par Tiago Veríssimo e Margarida Venâncio, juniores 2 open, vão representar a New Star Dance e a cidade de Santarém, no estágio da selecção Nacional de Dança Desportiva, promovido pela Federação Portuguesa de Dança Desportiva, a realizar em Rio Maior, este fim-de-semana, de hoje a domingo. O estágio tem como finalidade a preparação de todos os pares seleccionados para representarem Portugal ao mais alto nível nos Campeonatos do Mundo e da Europa, nas modalidades de dança Standard e Latinas.


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Ecos do Burladero Ludgero Mendes

Olivenza, antigo povoado português, cuja posse administrativa por parte de Espanha ainda desperta controvérsias e paixões exacerbadas, acolhe no próximo fim-de-semana mais uma edição, a XXIV, da Feira do Toiro, em cujo âmbito se integra a já famosa feira taurina. Os cartazes aí estão, repletos de figuras do toureio espanhol, mas sem qualquer toureiro português, aliás, como já referimos em anterior apontamento. A Empresa espanhola, de José Cutiño e de Joaquín Domínguez, apenas pretende portugueses na bancada, para lhe encherem os bolsos, quanto ao resto, nem pensar! Para boa informação dos nossos Lei-

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Feira de Olivenza dias 7, 8 e 9 de Março tores, aqui fica a composição dos cartéis: Sexta-feira, dia 7 de Março – Novilhada: Novilhos de Daniel Ruiz para Túlio Salguero, José Garrido e Armillita; Sábado, dia 8 de Março – Corrida de Toiros: 8 toiros de Garcigrande para António Ferrera, Julian López “El Juli”, José Maria Manzanares e Miguel Angel Perera; Domingo, dia 9 de Março – Novilhada Matinal: Novilhos de “El Freixo” para Posada de Maravillas, Ginés Marín e Luis Manuel Terron; Pela Tarde, Corrida de Toiros: Toiros de Juan Pedro Domeq para Enrique Ponce, José António “Morante de la Puebla” e Alejandro Talavante. É sempre questionável o critério de qualquer empresário ao montar os cartéis das corridas ou novilhadas que organiza, e, enquanto entidade privada, que arrisca o seu capital próprio, até é discutível se nos assiste o direito de questionarmos as suas opções, porém, ao longo dos anos, de há muitos anos a esta parte, a crítica da especialidade tem intervindo bastante nesta matéria, e às vezes até conseguindo impor algumas alterações, pois, convenhamos que há órgãos de comunicação social com muita força no meio. Da nossa parte, respeitando as decisões de cada empresário não deixamos de emitir a nossa opinião quando se nos afigura que os interesses dos Aficionados não estão a ser devidamente salvaguardados. Quanto ao mais, é assunto que não nos interessa… Vem este introito ao caso, na sequência do texto de opinião que integramos nesta página, assinado pelo nosso Amigo Carlos Barreiros, da Golegã, bom Aficionado de há muitas décadas, que se insurge com o teor de notícias publicadas por alguns críticos portugueses e com um comentário proferido pelo bandarilheiro Hugo David, a propósito de uma situação que envolve o matador de toiros “Pedrito de Portugal” e a sua ausência nos cartéis da Feira de Olivenza, quando, ao que parece, estava assente a sua inclusão neste importante certame. Havia algumas condições que salvaguardavam tanto o toureiro como o empresário, que, ao que parece, não terão sido respeitadas por este, apesar do envolvimento do alcaide de Olivenza, que teria

Escola de Toureio “Joaquim Gonçalves”

A Escola de Toureio “Joaquim Gonçalves”, dirigida por Pedro Gonçalves e que conta com a habitual colaboração dos bandarilheiros escalabitanos Luís Miguel Gonçalves e Cláudio Miguel, está actualmente sedeada no Picadeiro da antiga Escola Prática de Cavalaria, espaço cedido pela Câmara Municipal de Santarém, que reúne excelentes condições para a prática

TAUROMAQUIA

destas actividades taurinas. A Escola de Toureio, que presta justa homenagem ao antigo Bandarilheiro Joaquim Gonçalves, falecido tão prematuramente em consequência de doença súbita, tem vindo a consolidar a sua estrutura organizativa e conta já no seu historial com a satisfação de haver formado diversos e categorizados toureiros, entre os quais pontifica Cláudio Miguel, que é na actualidade um dos mais conceituados bandarilheiros portugueses, tão justamente premiado nas últimas temporadas por Tertúlias Taurinas e órgãos de Comunicação Social. No desenvolvimento desta actividade é proporcionado aos jovens diestros a aprendizagem de toureio de salão, primeiro degrau para aceder a tão difícil expressão técnica e artística, a par de alguma informação teórica sobre o toiro de lide e sobre o toureio, para além de, numa fase um pouco mais evoluída, se proporcionar o contacto com as reses bravas em campo e em tentas de ganadeiros portugueses. Aos sábados, durante a manhã, funcionam as aulas de iniciação, pelo que os interessados poderão deslocar-se ao Picadeiro da antiga Escola Prática de Cavalaria e experimentar tão difícil, mas tão atraente arte.

intercedido pela presença do diestro luso. Luís Sarmento, que representa o toureiro português, terá publicado um desabafo algo irónico na sua página do Facebook, porém, o entendimento foi que “Pedrito de Portugal” pagaria para tourear em Olivenza, o que, segundo o texto de Carlos Barreiros e os esclarecimentos posteriores de Sarmento, não corresponde à verdade. A referência que é feita é que, se a corrida em que “Pedrito de Portugal” não esgote a lotação do tauródromo extremenho, o diestro português se comprometeria a adquirir os bilhetes sobrantes. Bom, isto é o que se diz, todavia, daí à realidade vai, ao que parece, uma grande distância, até porque as cláusulas negociadas seriam de diversa ordem. Através do Farpas Blogue, o antigo forcado e bandarilheiro Hugo David critica ferozmente a entourage de “Pedrito” e

felicita o empresário, por não aceitar as condições especuladas: “Ao que isto chegou... o matador de toiros Pedrito de Portugal pagava os bilhetes que faltassem para esgotar a praça e ainda os dois toiros que toureava... Parabéns, senhor empresário, por não permitir tal desgraça! Parece que não vivem neste mundo... Quando cinco figuras máximas vetam Sevilha, ou melhor, a sua empresa, por falta de respeito pelos seus companheiros, aparecem estas personagens a fazer tudo ao contrário do que deve ser feito - ser contratado por mérito próprio, respeito e dignidade. Pagar o que quer que fosse por tourear, não se admite nem aos jovens que estão a começar, muito menos a quem se diz Maestro.” A esta opinião, e ao conjunto de comentários produzidos, entretanto, sobre esta matéria, reage, então, Carlos Barreiros, cujo texto aí fica, para melhor esclarecimento. LM

Empresários dignos, para verdade nos espectáculos! Muito me preocupa que em Portugal a mentira prevaleça sobre a verdade. Surge essa forma de rentabilização económica através de quem se tem deixado manipular e instrumentalizar com falsas informações. Depois, e quando assim não é, brotam os que vêm clamar o que não conhecem – porque lhes transmitem o que pretendem que seja dito através de vias tendenciosas. Vem isto a propósito de um “comunicado” que Luís Sarmento postou no passado dia 12 de Fevereiro no seu perfil de Facebook, na qualidade de Representante e “Apoderado” em Portugal do matador de toiros “Pedrito de Portugal”. Nessa comunicação, Sarmento apresenta reiteradas queixas às constantes e mal-intencionadas formas de abandono e exclusão que o empresário de Olivença, José Cutiño, protagonizou na figura do matador português, após meses de negociações entre o Alcaide de Olivença, Bernardino Píriz Antón, e diversas personalidades espanholas, com o empresário José Cutiño, em busca de acertos e garantias de êxito. A finalidade seria a de assegurar a presença do matador “Pedrito de Portugal” num dos cartéis da Feira Taurina de Olivença. Interesse partilhado pelo Alcaide de Olivença, até pelo facto de coincidir com o 20º aniversário de alternativa do matador “Pedrito de Portugal”. Ou seja, uma situação perfeitamente aceitável, nada fora do que, em termos de reaparição, Cutiño já fizera anteriormente com distintos matadores de toiros, como “Espartaco”, Ortega Cano ou “Jesulín de Ubrique”. Sarmento limitou-se a mencionar o persistente modo de ignorância que Cutiño tem continuamente demonstrado para com diversas Figuras que existem em Portugal. Entretanto, é quando surge o veículo publicitário de menor verdade, da inveja! Farpas dá título ao mote “Manager “destapa” Pedrito… revelando que ele pagaria para tourear em Olivença!” Jamais a honra de “Pedrito de Portugal” aceitaria tal situação, a ser verdadeira. Jamais Luís Sarmento, na qualidade que mantém perante o matador “Pedrito de Portugal”, se prestaria a tal cláusula contratual. Existiram acordos e sujeições perante os quais o diestro português se responsabilizaria, contudo, tratava-se

de questões de impedimento, de ausência no cartel. É quando o Farpas coloca lenha na fogueira através dessa informação alterando todo o sentido real do que esteve em discussão. A Empresa tinha previamente estabelecido quais as figuras espanholas que iria apresentar. Estava em jogo a honra e o prestígio de “Pedrito de Portugal” que, pelas razões conhecidas, lutou para estar presente. Tal facto, só seria possível se numa das corridas formassem cartel quatro matadores de toiros. Constantes foram as dificuldades colocadas por José Cutiño, por má-fé, já que, posteriormente, aceitou a presença do matador António Ferrera num dos cartéis, exactamente com quatro matadores. Pois bem, seguindo a difamação que em Portugal se cultiva através de certa comunicação, aparece, através do Farpas, o bandarilheiro Hugo David “Niño del Rio” aos saltos, a proclamar asneiras, provavelmente aconchegadas por brindes. Abordando questões do Maestro “Pedrito de Portugal”, sem critério de verdade. É feio passar um toureiro como Hugo David por dialogar sobre falsas atitudes. Que destemido foi o bandarilheiro Hugo David, no seu “quite” à sua prova de jurista, daquilo de que nada sabe! Hugo David olhe por si, não fale sobre o que não conhece, não se deixe levar desse modo, trabalhe, seja um digno defensor da sua extraordinária classe de bandarilheiros. Prefiro aplaudi-lo ao pisar o “albero”… Quanto ao matador de toiros “Pedrito de Portugal” é, de facto, uma enorme expressão de Arte no toureio a pé, no Mundo em que vivemos. Carlos Barreiros


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CORREIO POLICIAL

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Problema policial, por Figaleira (Amadora)

O Leitor resolve Domingos Cabral Rua Serpa Pinto 98 2000-046 Santarém geral@correiodoribatejo.com d.cabral@sapo.pt

O leitor tem um amigo que é um grande estudioso de História e colecionava peças antigas, artigos e relíquias históricas, o qual teimou consigo para o acompanhar a uma exposição em que se vendem “troféus históricos a um preço inigualável”, organizada por um antiquário, que diz vender parte da sua colecção para custear uma viagem arqueológica. O leitor e o seu amigo entram na sala e são apresentados ao expositor, que se mostra muito agradável e se dir5ige convosco para as mesas e vitrinas onde se encontram os exemplares e troféus. Ele pretende convencer-nos, fazendo comentários sobre os objectos e o seu preço. Pega num e diz: “Eis uma pulseira de ouro puro, encontrada no túmulo de um dos mais antigos faraós egípcios. Reparem nos característicos hieróglifos que contém. E aqui (acrescen-

ta ele, apontando para uma figura de um oriental, rechonchudo e de cócoras) está um Buda autêntico, vindo do Tibete”. Depois, conduz-nos para outra mesa, pegando num objecto: “Eis um verdadeiro tesouro (exclama) – uma inscrição recolhida num túmulo persa”. Passa os dedos sobre os caracteres, já amarelados e ressequidos, apontando para um dos cantos da folha. “Olhem para isto – 60 A.C.. É o que, realmente, lhe dá um valor incalculável! Ah, como lamento ser obrigado a vender todos estes tesouros”! Ambos continuam a apreciar as demais peças expostas – antigos toucados indígenas, armas, roupas, utensílios de cozinha e coisas do género. Entretanto, o expositor pede desculpa e afasta-se, para atender uma chamada telefónica. O seu amigo vira-se para si, entusiasma-

do: “Não é maravilhoso? Esta é uma oportunidade como há poucas, de enriquecer a minha colecção. Estou desejoso de começar a falar com ele sobre os preços”. O leitor detém o seu amigo pelo braço e diz-lhe: “Se estivesse no seu lugar, começaria por investigar, seriamente, a origem de certos objectos. Alguns podem ser autênticos, mas um, pelo menos, tenho a certeza de que é uma falsificação…” Pergunta-se: Qual a razão desta afirmação? As respostas devem ser endereçadas, no prazo de 10 dias, para um dos endereços supra. Entre as recebidas será sorteado um livro. A solução e o nome do contemplado serão publicados no dia 14 de Março.

Solução do problema “A Morte do Coronel”, publicado no dia 14 de Fevereiro:

Jogos de Lógica 1) Um condutor teve um furo. Ao mudar o pneu do automóvel, deixou cair as quatro porcas da jante na sarjeta, fora do seu alcance. Depois de pensar, resolveu o problema e levou o caro até à distante oficina. Como? 2) Um homem idoso, com ar de virtude, lia no jornal a notícia de que uma senhora rica morrera de velhice, deixando os seus bens a um sobrinho. Sem ser o assassino nem o médico-legal, sabia que a mulher fora assassinada, mas não podia denunciar o assassino! Porquê? 3) Três náufragos estão numa ilha deserta, sem quaisquer recursos naturais; esgotados os víveres, estavam prestes a morrer de fome. Decidiram que um tinha de morrer, para alimentar os outros. Os três eram solteiros, tinham a mesma idade, experiência e condição física. De comum acordo, não tiveram dificuldades em decidir qual devia morrer. Porquê? 4) Os mergulhadores têm o hábito de se atirarem de costas, da borda do barco, para a água. Porquê? 5) No Irão, um ocidental não pode fotografar um homem com um turbante. Porquê? 6) O que é que se encontra no centro de Viseu? Sortearemos um livro entre os leitores que nos responderem e mais respostas certas registarem.

Não se tratou de suicídio, porque: a) A porta está fechada à chave, que não se encontra no interior do quarto. Mesmo que o coronel a tivesse fechado por dentro – ao contrário do habitual -, a chave tinha de aparecer; b) Não é encontrada a cápsula do projéctil que a pistola tinha obrigatoriamente de ejectar; c) A disposição das canecas, com a asa virada para a janela e os desenhos para a parede, indicam que o coronel apenas podia movimentá-las com a mão esquerda, o que nos conduz à conclusão de que estava paralisado do seu lado direito. Desta forma, a arma na mão direita da vítima não tem razão de ser. Ele não poderia disparar com a mão direita na face direita. O projéctil foi disparado a curta distância da face direita, provocando os estragos descritos, saindo pela esquerda, onde provocou muito mais estragos, por força do movimento de rotação e desvios que sempre sofre o projéctil ao perfurar tecidos ósseos; d) Um tiro na face não é o ideal para um suicida, que normalmente escolhe locais de morte mais garantida e menos sujeita ao sofrimento, como a têmpora, o céu-da-boca, a nuca e, eventualmente, o coração. e) O coronel não tinha qualquer bengala consigo e dessa forma não poderia deslocar-se até à porta para a fechar à chave, bem como dificilmente se equilibraria para dar o tiro fatal, dada a sua dependência quase completa. Pelos mesmos motivos referidos, é possível excluir a hipótese de acidente, que não encontraria justificação, ainda

pelas razões que a seguir se indicam: A morte do coronel não ocorreu no seu quarto: a) O coronel tinha sempre a janela fechada, como de resto se comprova por estar o soalho completamente seco, apesar da chuva copiosa que esbarrava no vidro. Um só momento aberta, implicava que houvesse marcas. Assim sendo, o cheiro que haveria não seria o do unguento que ele punha no braço, mas sim de pólvora; b) A cápsula teria de ser encontrada; c) Se o projéctil entrou pela face direita e saiu pela esquerda, teria de se alojar algures numa parede, móvel ou objecto, ou perfurar o vidro da janela; d) Um tiro de uma arma de grande calibre (projéctil 9mm, derrubante), em sítio de grande irrigação sanguínea, provocaria uma enorme hemorragia que teria de deixar marcas; e) Ao atravessar a cabeça, atravessando a face esquerda, teria de projectar tecidos e sangue a distância considerável, o que não acontece; f) A ausência das inseparáveis bengalas é mais um factor indicador de que a morte não ocorreu naquele quarto; Chegados a este ponto, resta-nos a hipótese de ter havido um crime. Facilmente se exclui a hipótese da morte ter ocorrido no momento em que o secretário diz ter ouvido o tiro. O estado do corpo, a impossibilidade de ter sido morto naquele quarto, etc., faz com que se conclua que este tiro foi apenas uma manobra de diversão, tentando criar a ilusão, no secretário, de que tudo ocorrera naquele momento e que este

fosse contar à polícia isso mesmo, conduzindo á hipótese de suicídio. Por esse motivo, o porteiro fica ilibado de imediato. Não há acesso possível ao local da morte, por outro local. O secretário apenas entrou pela manhã, não teve tempo de encenar tudo: matar o coronel noutro local; transportá -lo para o quarto – ele é franzino, quase enfezado e o coronel tinha um “corpo enorme” --, sem deixar rastos ou vestígios de sangue no corredor; fechar a porta à chave e esconder esta em local seguro; e fazer tudo isto à revelia do irmão do coronel, que estava ali ao lado, quer ele soubesse da sua presença, quer não, não parece possível, para além de não haver um motivo muito concreto para eliminar o seu patrão. Excluído o secretário, nada nos faz duvidar da existência do tiro que ele diz ter ouvido. Resta-nos, pois, o irmão do coronel. Por razões que se desconhecem, eliminou-o no seu quarto ou em outro compartimento, forjou a cena- deixando atrás de si uma imensidão de erros, como vimos -, disparou a arma no seu quarto, dirigindo o projéctil para o jardim, pela janela aberta, quando sentiu a presença do secretário. Depois, fez a cena que foi descrita. Tentou abrir a porta do quarto do irmão, mesmo sabendo que não ia conseguir por estar fechada, alvitrou o arrombamento e acabou por se lembrar de uma hipótese bem remota – a de a chave de um quarto abrir o outro. Concorrente contemplado: Eduardo Catalino

Burlas & Burlões Em 1925, o grande burlão Victor Lusting, depois das suas primeiras aventuras nos Estados Unidos, regressou a Paris e depressa se apercebeu dos problemas que a cidade tinha para lidar com os gastos de manutenção da Torre Eiffel. Urdiu então um plano para conseguir uma suculenta talhada dessa situação. Lusting fez-se passar por sub-director geral do Ministério dos Correios e Telégrafos e convocou seis industriais do ferro velho para uma reunião confidencial no Hotel de Crillon, um dos mais prestigiados de Paris, para discutir um acordo de ne-

gócios. Uma vez ali reunidos, Lusting explicou que os tinha escolhido com base na sua boa reputação como homens de negócios honestos e depois deixou cair a bomba. Disse ao grupo que a manutenção da Torre Eiffel era muito custosa para a cidade e que não podia manter-se assim por muito mais tempo, razão pela qual se pretendiam vender as sete mil toneladas de metal como ferro velho. Daquele grupo iria sair o vencedor do concurso para a concessão do negócio. Lustig levou os empresários de ferro velho à torre, numa limusina alugada, para uma

ronda de inspecção; pediu ofertas para serem apresentadas no dia seguinte e recordou-lhes que o assunto era um segredo de Estado. O vencedor (que subornou previamente Lusting) foi um tal André Poisson. Vítor agarrou no dinheiro e fugiu para Viena, cidade na qual viveu como um rei durante alguns anos. Surpreendentemente, nada aconteceu. Poisson tinha sido humilhantemente enganado e não foi à Polícia. (Transcrito do livro “História Insólita do Mundo”, de Gregório Doval”, Editora Marcador, com a devida autorização desta).


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Sudoku

PASSATEMPO

As anedotas do Barbosa

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Soluções Edição Anterior

Vizinha doceira Um tipo cruza-se com um amigo na rua e diz-lhe: - Vens todo risonho! Que se passa? O outro: - Tchiuu! Não digas nada! Venho mesmo agora da casa da minha vizinha, que é doceira. Pergunta o amigo: - E comeste alguma coisa? O outro: - Comi-lhe a rabanada…

www.correiodoribatejo.com Semanário Regional Fundado a 9 de Abril de 1891 Fundador: João Arruda Director de Mérito: Virgílio Arruda DIRECTOR João Paulo Narciso (C.P. n.º 2097) paulo.narciso@correiodoribatejo.com REDACÇÃO Filipe Mendes (C. P. n.º 7984) filipe.mendes@correiodoribatejo.com COLABORADORES DE MÉRITO Joaquim Veríssimo Serrão, João Gomes Moreira, Bertino Coelho Martins e Mário Sousa Cardoso COLABORADORES Alberto Silva, António Canavarro, Cândido Azevedo, Domingos Cabral (Correio Policial), José Barbosa, José Raimundo Noras, Ludgero Mendes (Tauromaquia), Luísa Barbosa, Maria-Alzira Almeida, Martinho Vicente Rodrigues, Nelson Ferrão, Nuno Domingos, Teresa Lopes Moreira e Vicente Batalha

Palavras Cruzadas HORIZONTAIS

1 – Facto, acontecimento. Triunfar. 2 – Membrana que envolve os espórios das criptogâmicas. 3 – Ande para trás. Pôde estar dentro. 4 – Câmara Municipal de Lisboa (abrev.). Oceano. Decifrar. 5 – Fazer criar bolor. 6 – Decifra. Trabalhava com arado. Abreviatura de José. 7 – Batatal. 8 – Entregues. Grande quantidade. Ajeite a aba do chapéu. 9 – Equipam. Árvore silvestre. 10 – Relativo a Adónis. 11 – Dota de siso. Engodo.

VERTICAIS

1 – Mata de carvalhos-cerquinhos. Indicação da época. 2 – Ensopar, sorver. 3 – Nome de um peso e de uma moeda dos Hebreus. Dificuldade de respirar que se manifesta por acessos irregulares (pl.). 4 – Organização das Nações Unidas (abrev.). Latitude (abrev.). Acrescentei. 5 – Adiarmos. 6 – O m.q. cuíca (Mús.). Poeta e astrónomo grego (séc. III a.C.). 7 – Redigirei. 8 – Ninho. Tomba. 1101 (Rom.). 9 – Haste. Apêndice caudal de todos os animais (pl.). 10 – O m.q. Belzebu. 11 – Arrastar o sal com o rodo. Escolhida por eleição.

Horóscopo CARNEIRO Carta Dominante: Rei de Ouros, que significa Inteligente. Amor: O amor é um sentimento belo, não faça dele uma obrigação. A luz de Deus enche o mundo, procure recebê-la e sentir em si os seus benefícios! Saúde: Cuidado com as quedas. Dinheiro: Tudo estará a correr pelo lado mais favorável. Números da Semana: 5, 15, 20, 28, 35, 39. Pensamento positivo: Oiço o meu coração com inteligência, sei que ele é o meu melhor conselheiro! TOURO Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Procure dar um pouco mais de atenção às crianças da sua família. Para você que é pai, o exemplo é a lição mais forte que o seu filho pode receber. Saúde: Evite gorduras na sua alimentação porque o colesterol tem tendência a subir. Dinheiro: A sua situação económica manter-se-á estável. Números da Semana: 19, 24, 26, 38, 39, 42. Pensamento positivo: Sei que tenho poder sobre as minhas emoções, não me deixo dominar por elas. GÉMEOS Carta Dominante: 3 de Paus, que significa Iniciativa. Amor: Não viva obcecado com a ideia de perder a pessoa que tem ao seu lado, aproveite antes todos os momentos que tem para estar com o seu companheiro. A sua felicidade depende de si! Saúde: Não se desleixe e cuide de si. Dinheiro: As suas economias estão a

descer, tenha algum cuidado. Números da Semana: 3, 9, 15, 18, 27, 29. Pensamento positivo: Tenho espírito de iniciativa, porque eu sei que sou capaz! CARANGUEJO Carta Dominante: 6 de Ouros, que significa Generosidade. Amor: Esqueça um pouco o trabalho e dê mais atenção à sua família. Procure intensamente sentimentos sólidos e duradouros, espalhando em seu redor alegria e bem-estar! Saúde: Poderá andar muito tenso. Dinheiro: Período positivo e atractivo, haverá uma subida do seu rendimento mensal. Números da Semana: 18, 25, 29, 33, 36, 39. Pensamento positivo: Sou generoso comigo mesmo e com os que me rodeiam. LEÃO Carta Dominante: 2 de Ouros, que significa Dificuldade. Amor: Está hipersensível. Procure não fazer julgamentos precipitados. Seja imparcial! Saúde: Tente fazer uma alimentação mais equilibrada. Dinheiro: Não corra riscos desnecessários, seja prudente. Números da Semana: 1, 9, 11, 28, 31, 34. Pensamento positivo: Venço as dificuldades através do optimismo e da confiança. VIRGEM Carta Dominante: Rainha de Espadas, que significa Melancolia. Amor: A relação com os seus amigos estará agora muito evidenciada. A verdadeira beleza não é visível aos olhos, pois está no coração! Saúde: Poderá ter problemas de

intestinos. Dinheiro: Não seja pessimista e lute por atingir todos os seus objectivos. Números da Semana: 8, 16, 33, 38, 42, 46. Pensamento positivo: Quando a tristeza bate à minha porta, peço ao meu Anjo da Guarda que a mande embora. BALANÇA Carta Dominante: Rainha de Paus, que significa Poder Material. Amor: Passeie mais com os seus familiares. Não basta dar aos filhos a alimentação e educação. Dê-lhes o seu exemplo de honestidade, trabalho e dignidade! Saúde: Estabilidade física e espiritual. Dinheiro: Não é o momento ideal para grandes investimentos. Números da Semana: 2, 4, 7, 12, 16, 17. Pensamento positivo: Alcanço o poder material começando por ter poder sobre os meus pensamentos. ESCORPIÃO Carta Dominante: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: Um amigo irá declarar-lhe uma paixão por si. Seja grato a Deus que lhe dá tanta felicidade e procure espalhar a seu redor alegria e paz! Saúde: Cuide melhor da sua alimentação. Dinheiro: Pode ter uma nova proposta de trabalho. Números da Semana: 14, 26, 28, 31, 37, 42. Pensamento positivo: Acredito que a vida tem propostas maravilhosas para mim. SAGITÁRIO Carta Dominante: Rainha de Copas, que significa Amiga Sincera. Amor: Partilhe os seus sentimentos e decisões com a

pessoa que ama. Seja paciente e compreensivo com as pessoas que vivem a seu lado! Saúde: Com disciplina e controlo melhorará certamente. Dinheiro: Uma pessoa amiga vai precisar da sua ajuda. Números da Semana: 13, 19, 24, 29, 35, 36. Pensamento positivo: A sinceridade domina as minhas relações com os outros, sei que tenho amigos verdadeiros! CAPRICÓRNIO Carta Dominante: 10 de Espadas, que significa Dor. Amor: A sua sensualidade e beleza vão partir muitos corações. Não crie fantasias, para que a sua consciência permaneça tranquila! Saúde: Vigie a sua alimentação. Dinheiro: Esta é uma óptima altura para tentar reduzir os seus gastos. Números da Semana: 14, 27, 30, 34, 36, 38. Pensamento positivo: Acredito que toda a dor pode ser vencida através da Fé! AQUÁRIO Carta Dominante: Cavaleiro de Ouros, que significa Pessoa Útil. Amor: Uma nova amizade ou uma relação mais séria poderá surgir. Enfrente a vida tal como ela se lhe apresenta, com as suas alegrias e tristezas. Saúde: A sua emoção será a causa de alguns transtornos físicos. Dinheiro: A vida profissional está em alta. Números da Semana: 2, 25, 29, 30, 34, 42. Pensamento positivo: Procuro ser uma pessoa útil àqueles que me rodeiam. PEIXES Carta Dominante: 8 de Copas, que significa Concretização. Amor: Irá viver momentos escaldantes com a pessoa que ama. Comece o seu dia feliz, pense no Bem! Saúde: Não coma demasiados doces. Dinheiro: Não gaste mais do que as suas possibilidades. Números da Semana: 8, 26, 33, 54, 68, 76. Pensamento positivo: Sei que sou capaz de concretizar os meus sonhos!

COLUNISTAS António Filipe, Aurélio Lopes, Carlos Oliveira, Fátima Vasques, Francisco Morgado, Idália Serrão, Ilídio Tomás Lopes, José Augusto Rodrigues, Manuela Marques, Manuela Ribeiro, Maria Fernanda Barata, Massimo Esposito, Nuno Serra e Tiago Leite REDACÇÃO Rua Serpa Pinto, 98 2000-046 Santarém Tel: 243 321 116 geral@correiodoribatejo.com facebook@correiodoribatejo.com DEPARTAMENTO COMERCIAL/PUBLICIDADE Maria Lopes 910 719 513 243 321 116 geral@correiodoribatejo.com publicidade@correiodoribatejo.com Secretariado Carlos Benzinho 910 719 513 243 321 116 DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO E ASSINATURAS Carlos Benzinho geral@correiodoribatejo.com ASSINATURAS Semestral: 10 Euros Anual: 20 Euros Avulso: 0,70 Euros (IVA Incluído) DEPARTAMENTO GRÁFICO Kriamos www.kriamos.pt IMPRESSÃO CORAZE Oliveira de Azeméis DISTRIBUIÇÃO Vasp – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. EMPRESA EDITORA E PROPRIETÁRIA Verdade das Palavras, Comunicação Social , Lda Rua Serpa Pinto, 98 2000-046 Santarém Tel.: 243 321 116 Capital social: 30 mil euros Depósito Legal: 66102/93 N.º de Registo do Título:102555 ISSN 1647 – 2608 Contribuinte n.º 510 075 398 Tiragem: 4600 exemplares


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ÚLTIMA

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2014

Os socialistas fizeram uma ‘trip’ à onda da Nazaré para as primeiras jornadas parlamentares da presente sessão legislativa!

Achas que conseguiram um ‘swell’?

Não sei, difícil foi fazer caber na prancha o desemprego, a pobreza, a emigração e a desagregação social sem escapar a um ‘wipe out’…

Ana Simão

“A Menina dos Ossos de Cristal” Ana Simão é portadora de uma doença rara, Osteogénese Imperfeita, vulgarmente conhecida como a doença dos ossos de vidro ou de cristal. É licenciada em Gestão de Recursos Humanos com uma pós-graduação no ISCTE. Trabalhou na Câmara Municipal de Santarém onde exerceu funções na área da cultura, turismo e ultimamente na acção social. Depois de quase 25 anos de trabalho e três de sucessivos internamentos hospitalares, viu-se obrigada a uma aposentação por invalidez. Foi nesse momento que descobriu que há milagres e que a escrita, se não salva ninguém, lhe dá esperança e alegria para continuar. A Menina dos Ossos de Cristal é o seu inspirador testemunho de vida, que será apresentado amanhã, sábado, na Livraria Bertrand, no W Shopping, em Santarém, pelas 15h00. A menina dos ossos de cristal é um testemunho apaixonante na primeira pessoa. O que a levou a escrever este livro? Tenho uma doença rara que provoca muitas fracturas. Há 4 anos tive um acidente e estive muito mal. Fiz 11 cirurgias mas o meu estado de saúde cada vez se agravou mais. Vários médicos levaram o meu caso ao estrangeiro mas não houve solução. Quando tudo estava perdido, o meu médico, professor na Faculdade de Medicina de Lisboa, aconselhou-me a ter acompanhamento psicológico. Foi durante esse processo que a psicóloga, sabendo que eu gostava de escrever me sugeriu que eu escrevesse só para mim. Comecei a escrever como uma terapia e fez-me bem, pois consegui passar para o papel o que não conseguia verbalizar com ninguém. Entretanto fui obrigada a reformar-me por invalidez. Custou-me muito aceitar isso. Só na altura percebi que me tinha dedicado por completo ao trabalho, aos estudos e à minha carreira. Senti-me completamente perdida, sem rumo e com aquela sensação de que “já não sirvo para nada”. Foi então que a ideia do livro começou a ganhar a forma de projecto, por um lado para preencher a minha vida já que gosto de escrever, e por outro para partilhar novas aprendizagens com outras pessoas, seria egoísta se não o fizesse. O livro é um testemunho real e apaixonante de uma menina que venceu todo o sofrimento e se fez mulher numa história de luta e persistência. Sente que os relatos que o mesmo encerra podem vir a ser importantes para outras meninas que agora descobriram a doença? Sim, porque “A Menina dos Ossos de

Cristal” conseguiu concretizar muitos dos seus sonhos: estudou, conseguiu ter o seu emprego, fez uma licenciatura como trabalhador - estudante, tirou a carta de condução, tentou sempre ir mais além e conseguiu apesar das adversidades da doença. É um testemunho que tem nas suas entrelinhas, uma mensagem para todos, para que percebam que independentemente da doença que tenham não percam a esperança e aprendam a aceitar. Sim, porque é de uma aprendizagem que se trata: aprender a aceitar e a lutar. “A Menina dos Ossos de Cristal” ficou encurralada entre duas hipóteses ou lutar ou entregar-se e de facto houve na sua vivência sofrida momentos para lutar e também momentos de entrega em que julgava tudo perdido. O livro retrata a vivência marcante de uma menina rara e também a forma como isso é percepcionado por todos os que a rodeiam, principalmente a família que não sabe lidar com a deficiência. É um testemunho em que cada um de nós se pode rever, quer seja como doente, familiar, amigo, cuidador, profissional de saúde, voluntário ou, simplesmente, como um cidadão observador atento da sociedade. A Osteogénese Imperfeita é uma doença congénita, rara, que se caracteriza por fracturas espontâneas e frequentes dos ossos. A medicina portuguesa está preparada para tratar a esta doença? Não. Múltiplos fatores têm contribuído para isso no País: a falta de apoio, o desconhecimento da doença por parte dos profissionais de saúde, a falta de enquadramento legal da doença, a falta de centros de referência para o diagnóstico e tratamento, a falta de estruturas que permitam uma melhor integração escolar, social e profissional entre outras. As medidas restritivas que têm sido impostas recentemente na área da saúde, levam a problemas dramáticos de falta de acompanhamento médico, já que a partir dos 18 anos os jovens ficam impossibilitados de continuar o seu seguimento médico nos hospitais pediátricos e não existem Centros de Referência onde estes doentes possam ser integrados. Isto leva a que os doentes fiquem “abandonados” à sua sorte. A menina dos Ossos de Cristal é também um livro sobre a vontade de viver uma vida plena, cheia de amor, superando todas as injustiças e adversidades. Foram muitas? Sim. Em criança não percebia porque estava sempre no hospital. A família não sabia lidar com a doença. Não vivi a adolescência e quando dei por mim já era adulta

com responsabilidades. Também senti na pele a discriminação. Nos últimos anos o agravamento do meu estado de saúde, os 3 anos passados em sucessivos internamentos hospitalares, o facto de sentir a minha vida por um fio, fez-me ver a vida de outra forma. Comecei a valorizar tudo aquilo que perdemos quando estamos numa cama de um hospital, inclusive a perda de identidade. “A Menina dos Ossos de Cristal” é um hino ao amor e à felicidade, porque ela celebra cada pequena conquista, aprendeu desde a infância a valorizar isso e celebra a vida acima de tudo. 28 de Fevereiro é Dia Mundial das Doenças Raras. Que significado tem para si lançar este livro em Santarém próximo desta data, a 1 de Março? Esta data é comemorada em mais de 60 países e visa alertar para este tipo de doenças e para as dificuldades que os doentes enfrentam. Existem entre 6000 a 8000 doenças raras. Estima-se cerca de 40 milhões de pessoas na Europa sejam afectadas. Todas as semanas são descobertas novas doenças raras. Em média, 5 a 6 por cento da população portuguesa poderá vir a sofrer de uma doença rara. As doenças raras mais frequentes são as genéticas e as reumatológicas mas alguns tipos de cancro são considerados doenças raras. Perante isto o livro “A Menina dos Ossos de Cristal” é uma gota de água no oceano, mas espero que sirva para uma maior consciencialização das dificuldades sentidas.

PONTO FINAL paulo.narciso@correiodoribatejo.com

A empresa proprietária do Correio do Ribatejo, Verdade das Palavras Comunicação Social, Lda, completa hoje, sexta-feira, um ano de vida. Foi constituída com o intuito de garantir a continuidade de um Jornal que, em Abril, entrará no seu 123.º ano de publicação ininterrupta. Se valeu a pena? Claro que sim! Santarém merece um Jornal que cultive a sua Memória e relacione os factos passados com um presente que nem sempre os merece. Acreditamos que é possível editar um Jornal sem denegrir pessoas ou instituições, ou pormo-nos a jeito para nos comprarem o silêncio. Somos a memória consciente de uma Região, por onde já passaram colaboradores notáveis que estamos a homenagear desde o princípio do ano. No sábado, foi a vez de recebermos Joaquim Veríssimo Serrão. O professor esteve connosco e ouviu vozes do presente contar histórias do seu passado. Chorou, riu, emocionado e feliz, por continuarmos a contar com ele e a recordá-lo tão vivaz quanto a sua notável escrita. Colaborador deste Jornal há quase 70 anos (!) o seu retrato junta-se ao de Celestino Graça, nomes incontornáveis da história de Santarém que embelezam as paredes centenárias de um Jornal que, no dizer do historiador Martinho Vicente Rodrigues, “sempre viveu a informação em liberdade” e “sempre soube estabelecer a relação entre a memória e a identidade”, constituindo-se um “vínculo eterno de tantos Santarenos”. Em breve Veríssimo Serrão terá uma estátua na Cidade que marcará a bronze a vida e obra daquele que é considerado um dos mais notáveis historiadores nacionais. É esta a eterna missão do Correio do Ribatejo: honrar, recordar, agradecer aos que o ajudaram a subir a pulso tantos degraus do tempo e também, sem ressentimento, aos que constantemente nos tiram a escada debaixo dos pés, o que torna essa subida um constante desafio. João Paulo Narciso

Cr 28 fev 2014