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CORREIODORIBATEJO.COM

ANO: CXXII NÚMERO: 6404

SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014 PUB

Armando Ferreira, administrador da Olitrem

“Prefiro ter maquinaria adequada e uma equipa capaz, do que ter um Jaguar estacionado à porta” EMPRESAS & EMPRESÁRIOS PÁG. 15

Mariana Viegas e Mariana Ginestal Machado perpetuadas em ruas de Santarém no Dia Internacional da Mulher

Estrada Nacional 3 - Km 41,2 Portela das Padeiras - 2000-646 Santarém Tel.: 243 356 000 - Fax: 243 352 113 geral@pneusol.pt

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Festas da cidade de Santarém regressam ao Campo Emílio Infante da Câmara De 18 a 23 de Março, Santarém respira um ambiente tipicamente ribatejano, em que o sagrado e o profano dão as mãos, para celebrar a cidade e S. José, o seu patrono. Campinos, toiros, artesanato, gastronomia, música e folclore preenchem o Campo Emílio Infante da Câmara, misturando alegria, movimento, cor e sabores, para festejar as tradições da terra. Nesta edição, o Correio do Ribatejo recorda-lhe ainda como eram as festas de há 100 anos. Este é o momento ideal para reflectir sobre que cidade podem os escalabitanos esperar. Mas mais do que reflectir, importa saber que medidas estão em curso para garantir o futuro e se ainda há espaço de manobra para celebrar. O Correio do Ribatejo lançou uma série de questões aos responsáveis políticos da autarquia no sentido de perceber que rumo está a levar o concelho. PÁG 02,03 E 12

de 18 a 23 de Março João Paulo Narciso e Martinho Vicente Rodrigues

Debate

Rotary Clube de Santarém distingue excelência profissional

“É tempo de Santarém decidir de uma vez por todas onde quer Salgueiro Maia”

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Edição de 6ª -feira - Preço: € 0.70 - Semanário Regional T. 243 321 116 / 910 719 513 Redacção: Rua Serpa Pinto Nº 98 2000-046 SANTARÉM Aponte o seu smartphone e instale já a aplicação Correio do Ribatejo para iOS e Android PUB


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FESTAS DA CIDADE DE SANTARÉM

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

Festas da cidade de Santarém regressam ao Campo Emílio Infante da Câmara De 18 a 23 de Março, Santarém respira um ambiente tipicamente ribatejano, em que o sagrado e o profano dão as mãos, para celebrar a cidade e S. José, o seu patrono. Campinos, toiros, artesanato, gastronomia, música e folclore preenchem o Campo Emílio Infante da Câmara, misturando alegria, movimento, cor e sabores, para festejar as tradições da terra. Durante seis dias, milhares de pessoas são esperadas no campo da Feira para assistirem a largadas de toiros, desfiles de campinos e de cabrestos, espectáculos equestres, romarias, folclore com ranchos do concelho, mercados tradicionais, tasquinhas ribatejanas, provas desportivas, espaços de diversão para crianças e jovens e concertos. O programa das Festas de S. José 2014 foi apresentado no dia 10 de Março, em conferência de imprensa que se realizou na Casa de Portugal e Camões, em Santarém. Segundo António Valente, presidente da empresa Viver Santarém, as Festas de S. José contam com “um programa muito diversificado” apesar de “o orçamento ser mais reduzido do que o ano passado”. O montante despendido pela organização ainda não é conhecido, mas as festas serão feitas com “grande dignidade”, disse o responsável, destacando os “espectáculos para todos os gostos”, com tauromaquia, bandas rock do concelho, fado, e o concerto da Orquestra Típica com o tenor Carlos Guilherme.

Por seu turno, o vereador António Melão salientou a “diversidade das actividades” que constam do programa das Festas, das quais destacou as actividades desportivas, os espectáculos tauromáquicos e os concertos com as bandas da cidade: Tributo a Pearl Jam e as bandas Vulture e Vira Casaca e ainda os concertos com David Antunes, Vanessa Silva e Midnight Band, no dia 18, Teresa Tapadas a 19 de Março, no dia 21 com Jim Dungo, além de Os Azeitonas. Já Luís Arrais, presidente do conselho de administração da empresa municipal, relevou do programa os eventos desportivos levados a cabo “para todas as idades”, que se realizaram no dia 22 de Março, durante todo o dia, das 10 às 18h, organizados pela Sportevents, no Jardim da Liberdade, bem como para o 21º Torneio de Futebol Cidade de Santarém. Destaque também para a Exposição “Santarém através do olhar das crianças”, patente no Convento de S. Francisco, de 19 a 23 de Março e para o 1º Concurso de Favas e Ervilhas. No evento marcarão também presença vários expositores de produtos típicos e de artesanato regional, bem como as tasquinhas e stands de doçaria regional. De realçar ainda a presença no dia 23 de Março, do programa da SIC “Portugal em Festa”, que será transmitido desde Santarém.

Santarém está a preparar-se para assinalar mais uma edição das Festas Cidade e de S. José, o seu patrono, padroeiro dos artífices e artesãos. Este é o momento ideal para reflectir sobre que cidade podem os escalabitanos esperar no futuro. Mas mais do que reflectir importa saber que medidas estão em curso para garantir o futuro e saber se ainda há espaço de manobra para celebrar. O Correio do Ribatejo lançou uma série de questões aos responsáveis políticos da autarquia no sentido de perceber que rumo está a levar o concelho.

1 Está em curso a revisão do PDM, um documento estratégico que vai ditar o futuro do concelho. Que futuro é esse? 2 Neste momento, a Câmara está sob um regime de assistência financeira e cerceada na sua capacidade de realizar inves-

timento. De que forma se poderá inverter isso? 3 Cada vez mais se nota um fosso maior entre as freguesias rurais – muitas delas estão a perder serviços de proximidade,

como postos de saúde ou escolas – e a sede de concelho. Que medidas poderiam ser tomadas para esbater estas diferenças? 4 Já se cumpriram 100 dias sobre a tomada de posse do novo executivo autárquico. Que balanço se pode fazer?

Ricardo Gonçalves Presidente da Câmara Municipal de Santarém Embora o futuro do nosso Concelho não se esgote no PDM, este Plano está a ser delineado ouvindo todos os interessados, e será o resultado do rigor que pomos na elaboração deste documento. Temos no nosso Concelho potencialidades ímpares no país: centralidade, acessibilidades, redes de equipamentos e serviços e proximidade territorial a grandes polos de desenvolvimento agrícola e industrial. Estas potencialidades devem ficar espelhadas neste plano estratégico e esse é o nosso maior desafio.

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A Câmara de Santarém não está cer-

2 ceada na sua capacidade de realizar

investimento. O novo paradigma de gestão pública decorrente das dificuldades que vivemos a nível nacional, e internacional, exigem de nós a melhor gestão, racionalização e rentabilização dos recursos existentes e é com esta premissa que qualquer investimento tem de ser feito, no presente e no futuro. Para a elaboração do Plano Territorial Integrado da Nut III Lezíria do Tejo, em que o nosso Concelho se insere, documento estruturante para definição da estratégia para o próximo quadro comunitário de apoios 2014-2020, contribuímos com 84 projetos, divididos por 11 áreas de intervenção. Para além dos apoios comunitários a que

nos vamos candidatar, e a exemplo de outros investimentos já concretizados, iremos estabelecer protocolos e acordos com parceiros que permitam concretizar estes projetos. Este é um trabalho que exige deste executivo grande rigor, empenho e determinação, mas esse foi o pressuposto com o qual fomos eleitos e que iremos cumprir.

3 No plano da reorganização adminis-

trativa do território, e consequentemente de distribuição de serviços chamados de proximidade, da responsabilidade da administração central e das empresas com participação pública, algumas freguesias rurais viram deslocalizadas ou


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encerradas valências ou serviços públicos. Ainda assim, tem sido conseguido pela Câmara de Santarém, por intervenção junto da administração central e das empresas, num esforço conjunto com os órgãos das freguesias, que as nossas freguesias rurais não sejam prejudicadas neste processo, garantindo sempre que as populações mantenham a acessibilidade a estes serviços e, por vezes, com melhoria de qualidade. Tomemos o exemplo do posto de correios de Pernes. Após o esforço consertado entre a Câmara e o executivo da Junta de Freguesia junto da empresa, foi encontra-

da a solução mais adequada para manter aqueles serviços próximos da população. Quanto às escolas, e considerando o decréscimo da população em idade escolar, os ganhos de qualidade para as crianças que se obtiveram com a construção dos novos Centros Escolares, no nosso entender, superam o incómodo que possa ter gerado o encerramento de algumas escolas nas freguesias rurais. O executivo municipal mantém-se atento e sempre que se perspetive alguma alteração a este nível, atuaremos com assertividade e de forma concertada, na defesa dos interesses da população.

FESTAS DA CIDADE DE SANTARÉM

4 O balanço dos 100 primeiros dias dos

4 anos do mandato deste executivo é, para nós, muito positivo. Dentro das linhas mestras que definimos no nosso programa eleitoral, pusemos já em marcha alguns projetos. A intervenção na área social, cuidar dos que mais precisam, é a mais complexa e exigente. A conjuntura nacional, o nível do desemprego, a retração da economia, a falta de investimento público são motivos de grande preocupação e geram novos problemas que acrescem aos estruturalmente já existentes. Por em prática as nossas propostas na área

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do empreendedorismo, captação de investimento, criação de emprego, apoio à criação de empresas inovadoras e criativas tem sido uma prioridade. Não menos importante, a diminuição da dívida do Município em 4.065 mil euros neste início de mandato é reveladora da nossa estratégia de consolidação das nossas contas. Caracterizados pela transparência, rigor e responsabilidade, temos procurado reunir consensos na expetativa de fazer muito mais pelo concelho, e de, em conjunto, trabalharmos para um futuro melhor para Santarém.

Idália Serrão Vereadora do PS na Câmara Municipal de Santarém caso tivéssemos sido escolhidos para gerir os destinos da autarquia. Uma vez aprovado, e aguardo com muita expectativa que o seja durante o actual mandato autárquico, relembrando que foi uma promessa não cumprida nos últimos oito anos, tem uma vigência de duas décadas e envolve decisões de grande responsabilidade. Terá por isso de contar com o contributo de decisores, técnicos, organizações e cidadãos do nosso concelho. Este será o garante de que todos estamos a contribuir para a construção do nosso futuro colectivo.

2 Os momentos de fragilidade são

O PDM é um instrumento importantíssimo para o concelho de Santarém. É a matriz do desenvolvimento económico e social do nosso território: da sede de concelho e de todas as freguesias, na salvaguarda da sua diversidade, para que aponte os caminhos do progresso e do desenvolvimento. O que esperamos do novo PDM é que consiga Revitalizar Santarém apostando em eixos prioritários como o emprego e a competitividade, a coesão social, a revitalização urbana e a identidade de Santarém, como aliás oportunamente referimos que seria a estratégia a adoptar,

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oportunidades únicas para fazer reformas e para tomar grandes decisões. Urge pensar numa nova orgânica para a Câmara e para as empresas municipais, executando-a. Reforma que deverá ser acompanhada de um maior rigor na gestão financeira. O saneamento da dívida deverá ser feito em simultâneo com a gestão corrente e com o investimento, atendendo também àqueles que deverão ser os encargos do município com as contrapartidas nacionais do novo quadro comunitário de apoio que Santarém não pode desperdiçar. Esta poderá ser a última oportunidade para a revitalização do concelho. A par do rigor na gestão financeira e da criatividade nas soluções, devem aprofundar-se as par-

cerias preparando o futuro. Adoptar uma postura proactiva que não se limite a reagir aos constrangimentos do dia-a-dia; a mera gestão de tesouraria e a preocupação com a redução da dívida, por si só, são manifestamente insuficientes para um concelho, capital de distrito, que vemos definhar e perder centralidade. Só recuperaremos a esperança com uma liderança que se afirme em defesa de Santarém.

3 É errado pensar que se podem fe-

char serviços de proximidade porque nas freguesias rurais todos acedem a um terminal electrónico para tratar da “décima” ou para fazer prova de rendimentos; as pessoas da geração dos meus pais e algumas ainda com menos idade, não têm computador nem ligação à internet. Também considero uma violação grosseira da privacidade, porque se fechou o posto de correios, e uma pessoa tem que se deslocar a um estabelecimento comercial para receber a reforma ou então uma notificação do tribunal, a exposição a que se submetem os nossos concidadãos. Neste aspecto, e independentemente da proposta apresentada pelo último executivo da Câmara de Santarém para extinguir freguesias, e das malfeitorias que o actual Governo tem feito ao encerrar serviços de proximidade, considero que a sede de concelho tem

que se deslocar às freguesias, também para apoiar os cidadãos na resolução dos problemas que decorrem de todas estas decisões. Mas acerca de propostas concretas tive oportunidade de falar e escrever no período que antecedeu as últimas eleições autárquicas.

4 Não obstante o actual Presidente da

Câmara de Santarém ter integrado o Executivo camarário nos últimos oito anos como vereador, vice-presidente e Presidente da Câmara, foi vontade dos eleitos do Partido Socialista viabilizar o orçamento para o ano de 2014, dando assim condições ao novo Executivo para que pudesse desenvolver o seu trabalho. Passados 100 dias sobre a tomada de posse constatamos que não se vislumbra um rumo para o concelho nem sustentabilidade na decisão. A falta de uma estratégia para Santarém tem agravado os problemas que se arrastaram nos últimos anos: O concelho continua sujo, com um centro histórico a definhar, com estradas esburacadas e falta de esperança no olhar dos escalabitanos. Santarém precisa de um novo rumo, mas também precisa de afirmar uma liderança mais forte, empenhada e assertiva.

Francisco Madeira Lopes Vereador da CDU na Câmara Municipal de Santarém

O PDM está em revisão há demasiado tempo, por decisão do PSD no seu primeiro mandato e por razões pouco claras, o que representou um factor de atraso no desenvolvimento e na correcção de erros territoriais e de estratégia para o nosso Concelho. Sendo um instrumento fundamental e, por exigências legais, cada vez mais abrangente, não apenas a nível do urbanismo e ocupação dos solos, mas com implicações sérias a nível do tecido económico e do investimento, o primeiro PDM, como a generalidade dos da sua geração,

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padeceu de erros de concepção que prejudicaram as freguesias rurais, levaram a um crescimento excessivo e pouco racional da cidade e pouco equilibrado para o Concelho. Assim, a actual revisão, embora o contexto económico concelhio e a situação financeira da autarquia sejam muito frágeis, o que coloca constrangimentos difíceis de ultrapassar, o futuro vai depender da capacidade que todos tivermos para compreender que não se pode continuar a repetir os erros do passado em que PSD e PS caíram. Santarém tem que compreender as apostas certas que tem que fazer, nas suas potencialidades, vantagens competitivas e usar o território com sustentabilidade ambiental, ou continuaremos a marcar passo e com o futuro eternamente adiado.

2 As respostas são as mesmas que dis-

cutimos na campanha eleitoral. É fundamental renegociar a dívida quando houver margem para tanto, e exigir da parte da Administração central outra atitude para com Santarém. Isto passa por rever vários negócios ruinosos em que se caiu, por exemplo no caso dos imóveis com a Estamo, apresentados falsamente sob a capa de uma grande benesse para Santarém, e outros com privados, alguns de contornos de legalidade mais que duvidosa, como hoje o próprio PSD admi-

te, caso da concessão do estacionamento. Acabar com outsourcings e potenciar a máquina municipal, valorizando os trabalhadores. A própria empresa municipal Viver Santarém não pode continuar a consumir recursos públicos e dinheiros dos contribuintes sem, em nossa opinião, justificar a pouca actividade que desempenhou ao longo destes anos, quer antes quer depois da fusão numa só empresa das três anteriores. Mas o mais importante é procurar ajudar à dinamização económica. Só aumentando as receitas municipais se conseguirá inverter este ciclo.

3 Não se pode separar esse fenómeno

das políticas nacionais e concelhias que têm vindo a ser, e continuam a ser aplicadas. A extinção de Freguesias foi um erro tremendo, cometido pelo Governo e pelo PSD na Assembleia Municipal com o silêncio e concordância tácitos do PSD na Câmara Municipal, e que a CDU não desiste de tentar reverter. E, não obstante a cidade também ter conhecido essa dita “agregação”, é incomparável a situação com as Freguesias rurais, em que a Junta de Freguesia assume um papel muito mais próximo e actuante junto das populações do que as da cidade onde os serviços prestados se confundem com os prestados directamente pela Câmara. Depois o suces-

sivo encerramento de serviços públicos, ou chamada racionalização, de serviços de saúde, postos dos CTT, escolas e jardins de infância, à escala nacional, sem ter em consideração a realidade do território e o seu desenvolvimento equilibrado e harmonioso, estão a ser ruinosos. Só mudando estas políticas e fazendo as Freguesias participarem da gestão municipal como parceiros estratégicos é possível inverter a situação.

4 O balanço possível é que a autar-

quia se encontra refém da débil situação financeira em que PS e PSD a colocaram. Mais refém se encontra ainda com a complexa camisa de forças que o actual quadro legal imposto pela Administração Central, sem qualquer respeito pelo princípio da autonomia do poder local, com a lei dos compromissos, novo regime de competências das autarquias, lei das finanças locais. Perante isto, o actual executivo PSD continuando a governar a Câmara, agora em minoria, tenta empatar a situação com sorrisos e diálogo com a oposição, mas sem ter demonstrado ainda, na prática ter, nem capacidade nem vontade, para realmente mudar alguma coisa da gestão desregrada dos dois últimos mandatos.


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SOCIEDADE

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Comemorações dos 40 Anos do 25 de Abril

Mariana Viegas e Mariana Ginestal Machado perpetuadas em ruas de Santarém no Dia Internacional da Mulher

As professoras Mariana Ginestal Machado e Mariana Viegas emprestam, desde o passado sábado, 8 de Março, os seus nomes a duas ruas de Santarém, no Jardim de Baixo, junto à Escola D. João II. Com um percurso que se cruza na docência e no amor a Santarém, bem frisados no decorrer das intervenções na manhã de sábado, as homenageadas viram o seu nome proposto para duas ruas da cidade pela União de Freguesias da Cidade de Santarém, tendo o seu presidente, Carlos Marçal, elogiado a “excelência do seu trabalho ao serviço do ensino” e as mulheres que “sempre souberam defender os ideais em que acreditavam”. Dois exemplos de cidadania que assim

ficarão perpetuados na cidade de Santarém que tão bem serviram. Teresa Lopes, em nome da Comissão das Comemorações do 25 de Abril fez a caracterização das homenageadas (ler caixas nas páginas 4 e 5). Em nome da família de Mariana Viegas usou da palavra a filha, Hélia Viegas, que sublinhou o “orgulho” de ver o nome da sua mãe proposto para nome de rua nesta cidade ainda mais “junto a uma escola”, ela que foi uma “grande contadora de histórias que levava sempre para as salas de aula”, lembrou Hélia Viegas. Rosa Maria Ginestal Machado Albuquerque foi quem agradeceu, em nome de toda a família o facto de Santarém home-

nagear, no Dia da Mulher, “uma das mais ilustres escalabitanas que ao longo de décadas ensinou magistralmente gerações de jovens estudantes”. A sobrinha da homenageada elogiou a “cultura invulgar” da “Tia Mariana”, “amante das artes e das letras”, incansável amiga que nunca negou os seus valores e ideais. Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara de Santarém, destacou o papel desempenhado por ambas na cidade, enquanto cidadãs que defenderam as causas “da igualdade e da justiça”, que representam bem os ideais de Abril e que, sendo homenageadas no Dia Internacional da Mulher, “dignificaram o significado desse momen-

Mariana Simões Lopes Pereira Viegas Mariana Simões Lopes Pereira Viegas nasceu na Amadora, a 10 de Setembro de 1918, sendo filha de António Cardoso Lopes e de Maria da Conceição Simões. Na localidade fundada pelo seu pai beneficiou de uma infância despreocupada junto dos seus seis irmãos mais velhos que a influenciaram nas suas escolhas e interesses. Cedo começou a praticar desporto ao formar e integrar a primeira equipa portuguesa feminina de hóquei em patins. Posteriormente, também praticou patinagem artística. O teatro foi um dos interesses que uniu toda a família que escrevia e representava as suas peças. Mais tarde, enquanto docente, Mariana Viegas encenou várias récitas anuais de alunos finalistas levando à cena nos teatros Rosa Damasceno e Taborda mui-

tos dos dramaturgos portugueses. Em 1936, o seu irmão António Cardoso Lopes, o “Tiotónio” fundou a revista de banda desenhada “O Mosquito” que incluía uma separata dedicada ao público infanto-juvenil feminino denominada “A Formiga”, da responsabilidade de Mariana, a “Anita Pequenita”. No início da década de 40, a publicação bissemanal chegou a atingir uma tiragem de 40 mil exemplares. A sua necessidade de conhecimento e o facto de ser a filha mais nova de uma vasta família facilitou a concretização de um sonho, frequentar e concluir a licenciatura em filologia clássica, sempre com o objectivo de leccionar. Após o casamento com o farmacêutico Francisco Pereira Viegas, em

1946, passou a residir em Santarém onde conciliou a sua vida familiar com a sua vida profissional. Do seu casamento nasceram dois filhos, Mário e Hélia que acompanhou na educação e nos sonhos. Mariana Viegas leccionou sempre na Escola Industrial e Comercial de Santarém, donde se aposentou quando a Escola já se denominava Secundária Dr. Ginestal Machado. Também exerceu funções de docente na Escola do Magistério Primário, no Colégio de Santa Margarida e no externato Braamcamp Freire. Mariana Viegas desenvolveu um vasto conjunto de actividades extra curriculares como teatro, visitas de estudo, algumas fora de Portugal, ensino de comportamentos sociais, arranjos florais e muitas outras práticas culturais, sociais e recreativas.

to histórico”. Símbolos de riqueza de espírito e de valores humanos, ambas “inspiraram gerações que por elas passaram”, afirmou Ricardo Gonçalves. Muitas dezenas de familiares e amigos assistiram ao descerramento das placas toponímicas, animado pela participação da Banda Filarmónica do Xartinho. O programa de comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974 resulta de uma organização conjunta da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril, da Associação José Afonso, da Câmara Municipal de Santarém, das juntas de freguesia e de associações e colectividades do concelho.


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Os ‘M’s’ das Marianas juntaram-se ao ‘M’ de Mulher no Fórum Actor Mário Viegas O Fórum Actor Mário Viegas acolheu, no passado sábado, data em que se celebrou o Dia Internacional da Mulher, uma Evocação de Mariana Ginestal Machado e de Mariana Lopes Viegas, com a participação de Pedro Canavarro, Pedro Tavares de Almeida, Hélia Viegas e música a cargo do Conservatório de Música de Santarém e de Susana Alves. A iniciativa encheu o auditório do Fórum onde, ao longo de três horas, os oradores partilharam com o público as memórias vividas junto destas duas professoras que marcaram de forma indelével várias gerações de alunos. Pedro Canavarro fez a ponte entre as memórias do sobrinho de Mariana Ginestal Machado, Pedro Tavares de Almeida e da filha de Mariana Lopes Viegas, Hélia Viegas, relatando que, mais do que suas professoras, “foram duas amigas”, cujas lições extravasaram as salas de aula. Na sua intervenção, Pedro Canavarro começou por historiar acerca do papel decisivo da mulher na construção do país, ou ‘mátria’, como fez questão de se referir ao território nacional. Dando como exemplos Inês de Castro, Filipa de Lencastre, ou mesmo a Padeira de Aljubarrota ou Catarina Eufémia – símbolo de Abril - Pedro Canavarro afirmou que, em Portugal, “houve sempre um enaltecimento da Mulher”. Apesar disso, fez notar, e “numa Europa também ela feminina”, só na segunda metade do século XX é que a mulher “ascende aos seus direitos”. Manifestando-se “frontalmente contra” as cotas que impõem um número de nomes de mulheres nas listas dos partidos quando concorrem a eleições, o responsável pela Fundação Passos Canavarro defendeu que hoje já não faz sentido existir este sistema. “O valor da mulher deve impor-se naturalmente sem a necessidade de imposição de cotas”, disse, defendendo que esse conservadorismo seja posto de parte.

Pedro Tavares de Almeida, Pedro Canavarro e Hélia Viegas

“Mulheres como Mariana Ginestal Machado e Mariana Lopes Viegas mostram precisamente que estes subterfúgios não têm razão de existir”, afirmou. “Num período onde reinava o conservadorismo e a ortodoxia de pensamento [no período antes do 25 de Abril], estas duas mulheres tiveram a capacidade única do diálogo, de nos fazermos ouvir uns aos outros”, afirmou Pedro Canavarro. “Ambas eram oriundas de famílias cultas e este foi o substrato que lhes permitiu conseguir esta modernidade”, disse, acrescentando: “nunca nivelaram por baixo. Procuraram sempre que fossemos melhores e tinham a cultura da excelência”. Segundo Pedro Canavarro, estas “duas Marianas” foram “mulheres extraordinárias e únicas” que tocaram de uma “forma decisiva” gerações inteiras. “Foram duas Mulheres que me ensinaram a ser Homem”, concluiu Pedro Canavarro. Nesta cerimónia, o sobrinho de Mariana Ginestal Machado, Pedro Tavares de Almeida, recordou as “excepcionais quali-

dades humanas” da tia que lhe ensinou a “pensar criticamente” e lhe transmitiu os valores da tolerância e generosidade. “Foi uma excepcional pedagoga, com uma reconhecida capacidade de suscitar a reflexão”, disse Pedro Tavares de Almeida, confessando que herdou da tia o gosto pela História. Para o professor da universidade Nova de Lisboa, Mariana Ginestal Machado foi um espírito “independente e livre” que sempre recusou cargos de destaque, tendo mesmo chegado a declinar “convites feitos por vários partidos” para integrar listas a eleições. “[Mariana Ginestal Machado] deixounos, pela sua vida, um exemplo que é de admirar”, referiu. Digna de admiração é também a vida de Mariana Lopes Viegas, uma outra professora que deu inúmeras lições de vida. Como recordou a sua filha, Hélia Viegas, Mariana Lopes Viegas, que era natural da Amadora, veio para Santarém com uma “enorme bagagem de múltiplos interesses” e uma “enorme vontade de ensinar” e

Mariana de Almeida Ginestal Machado Mariana de Almeida Ginestal Machado nasceu em Santarém, a 9 de Outubro de 1919, sendo filha do professor e político republicano António Ginestal Machado e de Maria da Piedade de Almeida Topinho Ginestal Machado. Mariana, juntamente com os seus sete irmãos, viveu uma infância despreocupada, feliz e repleta de ensinamentos. Para além das aulas que recebia na casa de família e da troca de conhecimentos estabelecida especialmente com os irmãos mais velhos, a sua educação foi enriquecida com os saberes e valores transmitidos pelos pais. Na adolescência perdeu o seu irmão primogénito, António, que faleceu vítima de tuberculose, em 1927, o que marcou profundamente a adolescência dos irmãos Ginestal. No Verão de 1940, o patriarca de família faleceu provocando uma nova alteração na vida de Mariana e dos seus irmãos mais jovens. Nessa época, Mariana e as suas irmãs Fernanda e Maria Augusta desejavam frequentar a universidade. A fim de acompanhar as filhas no estudo, Maria Topinho fechou a casa de família e mudou-se com estas filhas para Coimbra. Mariana concluiu o

curso em Ciências Históricas Filosóficas em 1944, enquanto a irmã Maria Augusta cursou Ciências Físico-Químicas. Na segunda metade da década de 40, as mulheres Ginestal regressaram a Santarém e Mariana começou a sua actividade de pedagoga ao leccionar história e filosofia nos Colégios de Santa Margarida, Andaluz e Braamcamp e, a partir do início da década de 80, na Escola Secundária de Marvila, actual Ginestal Machado, e no Liceu de Santarém, onde se profissionalizou. A 22 de Junho, o Liceu homenageou-a publicamente. Pelo meio ficaram as aulas dadas em sua casa ou no jardim das Portas do Sol onde Mariana Ginestal se empenhava na árdua tarefa de ensinar a pensar, a argumentar, a ler o conhecimento. As suas aulas eram enriquecidas com novas trocas de saberes a que adicionava a sua paixão pelos livros, teatro e dança. Ao longo da sua vida manteve uma forte ligação ao dramaturgo Bernardo Santareno sendo uma das divulgadoras da obra deste escalabitano. Desde cedo, Mariana Ginestal ligou-se à vida associativa seguindo as pisadas do seu irmão Manuel,

chegando a exercer funções de dirigente do Círculo Cultural Scalabitano durante a década de 60. À semelhança do seu pai e dos seus irmãos Manuel e Armando nunca escondeu o seu pensamento nem a sua intervenção cívica e política. Nas eleições para a Assembleia Nacional de 1969, Mariana Ginestal foi apontada como a candidata ideal para concorrer pelo círculo de Santarém, o que não veio a suceder por, entre outros motivos, esta se encontrar fora de Portugal. No entanto, quer antes quer depois do 25 de Abril de 1974, mostrou-se sempre adversa a cargos políticos, apesar de ter militado no MDP/CDE, optando por exercer o seu papel de educadora de gerações e gerações de escalabitanos. A Câmara Municipal de Santarém homenageou-a publicamente como “Escalabitana Ilustre”, a 18 de Março de 1995. O seu último acto público decorreu em 2005 quando participou na homenagem alusiva ao centenário do nascimento do seu irmão Manuel Ginestal Machado. Mariana Ginestal Machado faleceu na casa onde nasceu a 16 de Maio de 2006. Teresa Lopes Moreira

transmitir conhecimento. “Era a mais nova de sete irmãos e, de certa forma, apanhou as vertentes de todos eles”, disse Hélia Viegas. Assim, desde a banda desenhada aos programas de rádio, passando pelo hóquei, patinagem artística, teatro e música, eram muitas as facetas pelas que Mariana Lopes Viegas abraçou. “Era uma mulher que tinha uma enorme curiosidade e uma grande vontade de ensinar”, disse, acrescentando: “deu sempre a sensação aos alunos que era uma contadora de histórias, incentivando-os a participar”. “Foi uma mulher com uma grande força interior e determinação”, disse, emocionada Hélia Viegas. Estas iniciativa realizou-se no âmbito do programa das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, organizada pela Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém, pela Câmara Municipal de Santarém e pela União das Juntas de Freguesia da Cidade de Santarém. Filipe Mendes


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Opinião Nuno Serra Deputado do PSD eleito por Santarém

Correio do Parlamento

O nosso Distrito Se é certo que o Distrito de Santarém tem uma centralidade que em conjunto com a diversidade de fatores económicos que o enriquece, também não é mentira que tem sido pouco potenciado, ou mesmo, pouco apoiado. O rentabilizar do potencial do nosso distrito, de cada um dos seus Concelhos, das suas Freguesias, tem de assumir-se com uma estratégia articulada e construída com o envolvimento daqueles que, efetivamente, conhecem a realidade local. Existem áreas sobre as quais o Distrito de Santarém tem de obrigatoriamente ter um maior envolvimento. Turismo - distrito de Santarém tem um território extenso e é rico em património cultural, religioso e ambiental. Temos também um valioso património gastronómico e enraizadas tradições ligadas às atividades do campo, à agricultura, que podem e devem ser motores de desenvolvimento. A aposta no turismo desenvolve a economia local, tal como trará maior visibilidade ao Distrito, atraindo mais pessoas e empresas. Economia - Atrair e apoiar a instalação de novas empresas no distrito, incentivando a dinamização do nosso tecido socioeconómico, implica envolvimento, com regularidade, com associações empresariais como o NERSANT e Associações Comerciais e Industriais. Agricultura - O distrito de Santarém é o maior produtor de tomate e de arroz, onde se localiza a maior lezíria, onde estão situados os melhores e mais férteis terrenos agrícolas do país, tendo também uma grande área florestal. Ter o privilégio de ter um distrito com todas estas características é também ter a responsabilidade de colocar a nossa agricultura no mapa europeu. É imperioso apoiar a promoção de produtos tradicionais regionais, fomentando as produções e os métodos tradicionais artesanais e apoiando o desenvolvimento da gastronomia regional. Desertificação do Interior – É urgente combater problemas os grave que assolam o distrito de Santarém como uma baixa taxa de natalidade, a desertificação de algumas zonas do interior, perda de serviço de saúde, tribunais, e outros serviços urge: Criar incentivos à natalidade, numa estratégia concertada com Municípios, comunidades locais e poder central, serão forma de fixar e atrair as populações para os locais mais desertificados.

Deslocalização da Estátua de Salgueiro Maia em discussão

“É tempo de Santarém decidir de uma vez por todas onde quer Salgueiro Maia” Os partidos políticos da oposição na câmara de Santarém, PS e CDU defendem um “debate alargado” e sem pressas sobre a futura localização da estátua de Salgueiro Maia O monumento está há sete anos no ‘Jardim dos Cravos’, na entrada da cidade pela N3, local onde o militar foi recebido pela população em 1974, após ter liderado o golpe que a 25 de Abril, depois de ter estado no Largo Cândido dos Reis e posteriormente num armazém da Câmara aquando da realização de obras no local. Agora, tem sido aventada a hipótese de deslocalizar novamente a estátua do herói popular da Revolução para o Jardim da Liberdade [em frente ao Tribunal de Santarém] ou novamente para a rotunda do Largo Cândido dos Reis. Ramiro Matos, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Santarém chegou mesmo a pedir um debate “célere” para que seja encontrado consenso entre as várias forças políticas e materializar esta intenção já no dia 25 de Abril deste ano, uma hipótese que parece afastada. Ricardo Segurado, vereador socialista na Câmara de Santarém, considera que “é tempo de Santarém decidir de uma vez por todas onde quer Salgueiro Maia”, mas defende que o debate seja feito com tempo. Na última reunião pública, Ricardo Segurado manifestou-se ainda contra a ideia da colocação da estátua no Jardim da Liberdade. “Deixo claro que esta é uma opinião pessoal que não vincula o PS”, ressalvou, explicando que aquele local “é uma afronta a tudo o que Salgueiro Maia defendia”. “Colocar a estátua do Capitão de Abril ao pé da de Prior do Crato é uma salganhada”, disse, defendendo que o monumento deve ser posto junto à Escola Prática de Cavalaria. “Ele [Salgueiro Maia] não quereria estar no Jardim da Liberdade, que representou o fim do Centro Histórico e foi algo de muito pernicioso para a cidade”, afirmou.

Para Francisco Madeira Lopes não é “aconselhável nem correcto” fazer um debate à pressa para decidir a questão até Abril. “Por respeito à memória de Salgueiro Maia, que tão desrespeitado foi em vida, não devemos provocar uma aceleração da decisão que deve ser tomada após um debate tranquilo e sem prazos”, declarou o vereador.

Mais Santarém defende monumento na EPC

Em comunicado, o movimento Mais Santarém, com representação na Assembleia Municipal considera que a deslocalização da estátua do Capitão de Abril “não é um assunto de decisão urgente, nem requer uma conclusão imediata, como alguns pretendem”. Para o movimento independente de cidadãos, “decisões como esta não devem ser apenas políticas, não devem ficar à mercê do parecer de quem detém o poder em cada ocasião”, defendendo que “deverão ser ponderadas as várias hipóteses, privilegiando uma discussão aberta sobre a localização deste símbolo de Santarém e da Liberdade”. Apesar disso, o Mais Santarém considera que, a ter lugar uma deslocação do monumento a Salgueiro Maia do actual local, “a sua nova localização deverá ser o mais próxima possível da ex-Escola Prática de Cavalaria”. “O Jardim da Liberdade não tem qualquer ponto de interesse turístico que possa levar visitantes a frequentá-lo. Ficaria esse monumento, isolado e volumetricamente desenquadrado”, afirma o mesmo comunicado. “O Mais Santarém é frontalmente contra a instalação do monumento a Salgueiro Maia no Jardim da Liberdade e também contra a urgência dessa alteração. A fazerse a deslocalização, apoiará a sua instalação junto à ex-Escola Prática de Cavalaria”, conclui. FM

Opinião Ilídio Tomás Lopes paradoxos.correio@gmail.com

Paradoxos

O podre da maçã! Portugal, num mero exercício de fashback, faz-nos lembrar uma maçã, que muitos pretendem mostrar luzidia e sã, mas que não passa de um fruto podre, irreversivelmente corroído. O discurso político em geral, já cheira a oco e está desprovido de substância. A palavra, na sua forma escrita ou falada, há muito que perdeu o seu valor. Com o aproximar de mais um ato eleitoral, já se sente a preocupação em apanhar os estilhaços do passado recente, a avaliar pela demagogia do discurso, embebido em pura retórica política. Desenha-se na nossa memória a imagem de uma sociedade estilhaçada, projetada no prolongado período de que ainda necessitaremos para que exista uma real consolidação pós-troika. Os alvitrados 20 anos catapultam a minha geração para o fim de um caminho, tomando assim consciência de termos sido alvo de um hediondo crime, num ataque sem precedentes à soberania nacional. Ainda há quem resista em perceber que esta morte social é o resultado da corrupção camuflada, do enriquecimento ilícito e da manipulação que corrói lentamente o fruto nascido no Éden. Pior do que roubar essa maçã, é furtar de forma silenciosa o património material e imaterial de um país, hipotecando gerações e a sua soberania. O nosso país tem batido os mais diversos recordes nos indicadores da degradação social, apesar de alguém apregoar que o país está bem melhor. Que país é este onde prescrevem processos contraordenacionais relevantes, seguidos de declarações de que não existe impunidade em Portugal? Que país é este onde o discurso político se resume ao debate sobre a existência, ou não, de um programa cautelar? Que país é este onde se projeta a precariedade do trabalho como uma das grandes bandeiras desta economia pseudo moderna? Que país é este onde que se procura trazer de novo para a ribalta quem procurou contornar o caminho sério da aprendizagem e da conquista do conhecimento? Que país é este onde apenas se consegue perseguir e punir as classes mais desfavorecidas? É este o Portugal de hoje, o país onde nos fizeram calcorrear caminhos, muitas vezes tortuosos, em nome de dogmas europeus e europeístas. Habitamos um país onde a corrupção não reside na luta pela sobrevivência, apanágio de muitas classes das economias em desenvolvimento, mas sim na extorsão silenciosa de quem procura dignificar e honrar a memória nacional. Estamos num país em que já apodreceram as maçãs e onde começam a sucumbir as macieiras. Estamos num país em que nos recusamos a aceitar de que há muito tempo o rei perdeu as suas pobres vestes. Oxalá o próximo passo não seja a transformação das nossas praças em “Coliseus Romanos” da era moderna.


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SOCIEDADE

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Rotary Clube de Santarém premeia “capacidade de liderança, ética profissional e sentido de serviço à comunidade”

Presidente do Rotary Club de Santarém, Jorge Silva ladeado por Martinho Vicente Rodrigues, Prémio Carreira e João Paulo Narciso, Profissional do Ano

O jornalista e director do Correio do Ribatejo, João Paulo Narciso e o historiador Martinho Vicente Rodrigues foram distinguidos esta terça-feira pelo Rotary Club de Santarém, respectivamente com os prémios ‘Profissional do Ano’ e ‘Prémio Carreira’ pelo papel de relevo que têm exercido na comunidade, personificando os valores do movimento rotário: “capacidade de liderança, ética profissional e sentido de serviço à comunidade”. Olga Silvestre, Governadora assistente do Distrito Rotário, destacou “a coragem, em-

penho e dedicação” que João Paulo Narciso manifesta ao longo de mais de uma década na direcção do Jornal Correio do Ribatejo, “contribuindo para o engrandecimento da cidade”. Na sua intervenção, a causídica lembrou os “tempos difíceis” pelos quais a publicação passou, o que levou o homenageado a constituir uma sociedade com Ludgero Mendes e Teresa Lopes Moreira para “salvar o projecto” que, nas suas palavras, é um dos “mais prestigiados do país”, encerrando nas suas páginas mais de um século de

história. “Os dois homens que premiamos hoje destacam-se pela excelência e pelo serviço que prestam à comunidade através da acção, perpetuando assim os grandes valores que o Rotary defende”, referiu Olga Silvestre. Para Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara de Santarém, que se associou a esta cerimónia integrada nos 50 anos do Rotary Clube de Santarém, tratou-se de uma “homenagem merecida” a “dois amigos”. “As cidades foram perdendo as suas referências e, muitas das vezes, é no seio dos clubes Rotários que encontramos essas referências e todo um repositório de valores que é preciso recuperar”, disse. “Esta homenagem vem na altura certa porque faltam valores e é necessário que os ‘Homens Bons’ tenham o reconhecimento efectivo”, disse o autarca. Referindo-se ao Correio do Ribatejo, Ricardo Gonçalves afirmou que esta publicação “terá de ter mais apoio” uma vez que não é apenas um jornal, mas sim um repositório da História da região. “Com João Paulo Narciso, o Correio do Ribatejo conheceu a cor e espero que venham mais cores por aí”, disse, elogiando o jornalista e agora empresário pelo “papel determinante” que teve ao impedir que a publicação encerrasse portas em Março do ano passado. Dirigindo-se a Martinho Vicente Rodrigues, Ricardo Gonçalves enalteceu “as qualidades humanas e profissionais” do historiador que preside ao Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão. “Se o Centro tem hoje uma dimensão internacional, isso deve-se à sua visão de futuro e à sua juventude de pensamento”, afirmou. Na sua intervenção, João Paulo Narciso fez questão de frisar que decidiu aceitar a distinção na condição desta ser extensível a todos quantos, ao longo de 122 anos, fizeram e fazem parte do projecto, desde o tipógrafo ao colaborador que “dobrava jornais” e ao “empreendedor” João Arruda. “Este reconhecimento é extensível a toda a equipa, à minha família e também a Te-

resa Lopes Moreira e Ludgero Mendes que comigo fundaram uma empresa para salvaguardar este projecto impresso”, disse Paulo Narciso, que recordou os “momentos difíceis” pelos quais o jornal passou, tendo estado a um passo do encerramento. Por seu turno, Martinho Vicente Rodrigues confessou que este foi “um momento elevado” da sua vida, encarando esta distinção como “um prémio”. “Estive sempre atento ao ensinamento e ao exemplo dos meus mestres e apresentome aqui como aprendiz pronto a servir o Rotary Clube de Santarém”, afirmou o historiador. Anualmente, o Rotary Clube de Santarém distingue profissionais nas várias áreas de intervenção para vincar o papel de relevo que estas personalidades exercem nas suas comunidades. Ao longo deste meio século, já foram homenageados nomes como Miguel Botas Castanho (bioquímico), João Manso (gerente da Bonduelle), Beatriz Martinho (fundadora do Conservatório de Música de Santarém) ou Joaquim Veríssimo Serrão (historiador). Nesta cerimónia, integrada nos 50 anos do clube rotário de Santarém, Carlos Marçal, presidente da União de Freguesias da Cidade de Santarém revelou que o nome do movimento será dado a uma das rotundas da cidade, na rua 31 de Janeiro, marcando o “importante trabalho” que a organização tem realizado. Na calha está também o projecto de encontrar um espaço físico para acolher e colocar à disposição do grande público o espólio de meio século de serviço à comunidade. O Rotary Clube de Santarém pertence ao movimento Rotary International, a primeira organização de clubes prestadores de serviços a ser criada. Os mais de 1,2 milhões de voluntários sócios dos Rotary, distribuídos por 34 mil Clubs em mais de 200 países e áreas geográficas, emprestam o seu tempo e talento em consonância com a máxima rotária: “Dar de Si Antes de Pensar em Si”. Filipe Mendes

Centenário do Concelho de Alcanena apresentado no Dia Internacional da Mulher

Opinião Fátima Vasques

O Dia de uma Escola Uma escola festeja a data em que proveu o cumprimento da sua missão. Festejar a razão de ser de uma instituição que vive diariamente com alunos, docentes e comunidade. Nesta missão, ensinar e aprender conjugam-se na finalidade maior. Alguém ensina um outro; outro que, por sua vez, também dá a aprender, numa esfera comum de reivindicação. A escola pública tem sido alvo de múltiplas incursões. Há quem queira feri-la, quando lhe é devida proteção e qualidade, subtraindo-a a votos regulados pela mediocridade. O que deve exigir-se-lhe é a excelência, criando-se condições para que esse patamar supremo seja o objetivo global, focado nos vários agentes participativos, e da mesma consequência. A Escola Dr. Ginestal comemora o seu dia. Sexta-feira em festa, data de 15 de março antecipada, por ser sábado. Dia aberto, com representantes de 45 empresas da região na Cerimónia de Assinatura dos Protocolos envolvendo os alunos dos Cursos Profissionais de

Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e de Técnico de Multimédia. Às 15 horas, a bandeira Eco-Escolas será hasteada, marcando o ano de 2014 como mais um ano de projetos ecológicos. Pelo fim da tarde, chegam os alunos de Mérito e Excelência para a entrega simbólica do fim de uma jornada, nesta que será sempre a sua escola. Nesse nosso orgulho maior e com feito recente, inclui-se o aluno João Madeira, vencedor da medalha de prata nas III Olimpíadas Nacionais de Filosofia, que decorreram no passado fimde-semana em Paços de Ferreira, e que irá representar o nosso país nas Olimpíadas Internacionais de Filosofia, a realizar na Lituânia. Representará Portugal, Santarém e a Escola Dr. Ginestal Machado, que pelo 3º ano consecutivo vê alunos seus em tão prestigiados voos filosóficos! Por esse mundo fora andam já alunos nossos, exercendo as mais variadas profissões. São eles os valorosos. São nossos. São fruto da escola pública.

Teve lugar, no passado dia 8 de Março em Alcanena, a sessão solene de apresentação das Comemorações do Centenário daquele Concelho, que contou com as intervenções de Vicente Batalha, coordenador do programa comemorativo, Miguel Santos, jovem do concelho de Alcanena, vencedor de várias medalhas conquistadas nas Olimpíadas Nacionais e Internacionais da Matemática, Joaquim Pereira Henriques, primeiro presidente da Câmara Municipal de Alcanena eleito após o 25 de Abril de 1974, Silvestre Pereira, presidente da Assembleia Municipal de Alcanena e Fernanda Asseiceira, presidente da Câmara Municipal. Coube a Fernanda Asseiceira a apresentação do programa, que teve início em Janeiro e decorrerá até Maio de 2015, salientandose, entre outras iniciativas, o ciclo de exposições, iniciado em Janeiro de 2014, na Galeria Municipal Maria Lucília Moita; o desfile de Carnaval das escolas do concelho, realizado no passado dia 28 de Fevereiro, sob o tema do Centenário do Concelho, e que reuniu

cerca de um milhar de crianças; os XXVIII Jogos Florais do Concelho de Alcanena, cujo prazo de entrega de trabalhos já se encontra a decorrer; inauguração de exposição de fotos antigas do concelho; as cerimónias oficiais de comemoração do centenário do concelho, que decorrerão no dia 8 de Maio, e cujo programa inclui, para além das iniciativas habituais, entrega de condecorações e espectáculo evocativo do centenário, encenado por Vicente Batalha; e a Gala “Novos Talentos, Talentos Novos”, no próximo dia 10 de Maio, que, pelo segundo ano consecutivo, prestará homenagem aos elementos qua mais se destacaram no movimento associativo concelhio. Noite de Fados e Encontro de Coros do Concelho, Encontro de Bandas Filarmónicas, Raid Cicloturismo Lisboa-Alcanena, entre outras iniciativas de âmbito cultural e desportivo, estão também incluídas no programa de comemorações do centenário do Concelho de Alcanena.


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EDUCAÇÃO

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Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão e IPS cooperam na área da Qualidade de Vida Com o propósito de institucionalizar os projectos de cooperação cultural entre o Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS) e o Centro de Investigação em Qualidade de Vida (Instituto Politécnico de Santarém/ Instituto Politécnico de Leiria) – CIEQV – as duas instituições celebraram, no passado dia 7 de Março, um Protocolo Regulamentar de Colaboração que terá a vigência de três anos. A intenção é desenvolver programas anuais que contemplem estudos sobre os temas que são comuns, sendo que o planeamento e a execução dessas actividades caberá a ambos os organismos. Em particular, o documento estabelece que, nas acções de divulgação cultural, será feito um intercâmbio de conteúdos relativos aos espaços e às actividades promovidas por qualquer das instituições. Nos portais da web serão igualmente difundidas as publicações das duas entidades e o acesso será prioritário e privilegiado para as pessoas indicadas por qualquer das partes aos espaços e às actividades promovidas. As duas instituições, ambas impulsionadas por Joaquim Veríssimo Serrão, comprometem-se a organizar e promover acções de divulgação cultural, assim como a fazer alusão à promoção, patrocínio ou apoio, não só das partes cooperantes, mas também de outras entidades. A assinatura contou com a presença do director do CIJVS, Martinho Vicente Rodrigues, do responsável pelo CIEQV, Pedro Sequeira, Luís Farinha, vereador da Câmara de Santarém, responsáveis da empresa municipal ‘Viver Santarém’ e Alexandre Caldas, membro do Conselho Ciêntifico do CIJVS. Na sua intervenção, o director do CIJVS, Martinho Vicente Rodrigues aproveitou para saudar este “casamento” que alia a investigação ao ensino. “Mal estará a cultura e o ensino quando a investigação fraquejar. Seria como um rio sem água”, disse o responsável. “Trata-se de um momento notável para as duas instituições”, disse Martinho Vicente Rodrigues, colocando á disposição do politécnico os meios do centro e a eventual publicação de artigos na revista científica que é editada. Vincando a grande disseminação do CIJVS, que está implantado “em todo o mundo”, o responsável aproveitou a ocasião para anunciar que outros protocolos estão na calha, nomeadamente com Espanha e Brasil. “Os centros de investigação existem para dignificar o conhecimento e para o alargar”, disse o director do CIJSV, que está em funcionamento desde o dia 26 de Maio de 2012 e conta já com mais de 200 investigadores inscritos, não só nacionais, mas também da Colômbia, Macau, Itália, França, Canadá e Espanha, entre outros. Este Centro “não foi criado apenas para a grande elevação catedrática”, assumindose antes como “uma casa de saberes”, aberto também a estudantes, “para que tomem o primeiro contacto com a palavra investigação, numa perspectiva de habituação de

princípios e organização”. A intenção, disse Martinho Vicente Rodrigues, é que o CIJVS seja um “ponto de partida para a heurística, qualquer que seja o campo do saber”. Segundo Pedro Sequeira, director do CIEQV, este protocolo surge depois de muito trabalho já realizado entre as duas instituições. “O CIJVS teve a coragem de apoiar o congresso “Investigação, Inovação e Tecnologia: novos desafios”, que a Unidade de Investigação do IPS organizou recentemente, e não foram precisos papéis”, disse, vincando que este protocolo vem apenas dar forma à cooperação que já está efectivada. Para o responsável, este protocolo fecha um ciclo: “a cidade de Santarém teve o sonho de ter um centro de investigação e o IPS, através do seu presidente, sempre incentivou que o mesmo existisse. Faltava apenas esta junção”, referiu. “Santarém precisa de investigação aplicada para que possa evoluir. E através desta parceria, está dado um passo fulcral nesse sentido”, frisou Jorge Justino, presidente do IPS, também presente na cerimónia protocolar. “É fundamental juntar todas estas sinergias – câmaras, politécnicos e centros de investigação – para que o território possa evoluir”, referiu, frisando que a região “ficou mais rica” com o estabelecimento desta parceria. “Apesar do nosso centro ser muito jovem, vai ser acreditado em breve pela Fundação da Ciência e Tecnologia, e envolve uma

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área de extrema importância, a área da qualidade de vida, que está posicionada estrategicamente no Plano Horizonte 2020 e o IPS tem uma investigação sólida neste domínio”, salientou Jorge Justino.

“É com bastante orgulho que eu vejo esta parceria que é feita em prol dos dois centros e que projecta Santarém como cidade do conhecimento e da inovação”, concluiu o presidente do Politécnico de Santarém.


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CULTURA

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Hoje há Cesta d’Artes no Fórum Mário Viegas

Café-concerto com danças de salão apresentadas com o rigor artístico do New Star Dance Clube, distinguido com vários prémios nacionais, e com a alegria da música e cantares tradicionais pelo Grupo Aja Festa do Núcleo de Santarém da Associação José Afonso animam a noite de hoje, sexta-feira, a partir das 21h30, no Fórum Actor Mário Viegas, em Santarém. Entradas a dois euros.

Schola Cantorum da Catedral de Santarém na Missa de São José a 19 de Março O coro de pequenos cantores da Schola Cantorum da Catedral de Santarém participa na Missa de São José, padroeiro de Santarém. Esta celebração litúrgica terá lugar no próximo dia 19 de Março, quarta-feira, pelas 15h30, na Igreja Catedral de Santarém. O repertório a interpretar pela Schola Cantorum, sob a direcção de Pedro Rollin

Rodrigues, inclui andamentos da “Missa in feriis per annum” de canto gregoriano, “Gloria” da Missa Puerorum do compositor do Liechtenstein Josef Rheinberger (1839-1901), “Angelus ad Virginem” do Tropário de Dublin (arr. Alan Bullard, n.1947) e “Panis Angelicus” do compositor belga César Franck (1822-1890). David Paccetti Correia acompanhará no órgão

romântico construído porJames Chapman Bishop em 1835 e restaurado por Nuno Rigaud em 2008. A Schola Cantorum da Catedral de Santarém foi fundada em Agosto de 2012 e oferece ensino de Coro e de Órgão a crianças e jovens dos 6 aos 18 anos de idade. Esta estrutura da Catedral de Santarém conta com o apoio permanente da Câmara

Municipal de Santarém. A Schola tem previstas ainda para este ano actuações no Porto (29 de Março, Ig. de Nossa Senhora da Boavista), em Viana do Castelo (30 de Março, Ig. da Misericórdia) e a participação no XXXIX International Congress of Pueri Cantores (Paris, 9 a 13 de Julho).

Eurico Dias profere comunicação “Os Primórdios da Academia das Ciências” na 29ª Assembleia de Investigadores do CIJVS Eurico Dias profere a comunicação “Os Primórdios da Academia das Ciências”, na 29ª Assembleia de Investigadores do CIJVS, no próximo dia 20 de Março, às 18h30, no CIJVS/Casa de Portugal e de Camões. A comunicação pretende explanar, ao tempo da criação da Academia Real das Ciências de Lisboa [1779], que esta instituição científica pretendeu renovar, em paralelo com os estudos puramente científicos, a elite do panorama historiográfico nacional, promovendo a edição de várias publicações académicas, das quais destacamos as Memorias de Litteratura Portu-

gueza [1792-1814], colectânea em oito volumes, e onde estão reunidos os melhores contributos historiográficos do seu tempo. Pretende-se ainda dar a conhecer ao público universitário, uma panorâmica das Memorias referidas, bem como das individualidades que promoveram a investigação histórica sobre a égide da Academia Real das Ciências de Lisboa. Quantas transformações assistiu a civilização ocidental entre 1779 e 1820 e nas quais a Ciência, tal como todas as áreas da Erudição (e do Poder), se metamorfosearam para uma nova didáctica da História.

Opinião Massimo Esposito

massimoesposito57@gmail.com

Pirataria artística Eu não gosto de criticar, não quero tocar as “sensibilidades” alheias e sobretudo de colegas. Tento fazer o meu trabalho como professor de pintura (transmitir conhecimentos) e fazer as minhas pesquisas pessoais, a nível de artes plásticas (pintura com vinho, com azeite, óleo sobre cortiça…) depois de longos anos de escola e cursos profissionais. Gosto de conviver com outros artistas e trocar impressões. Pretendo, também, quando faço uma exposição que me digam, sinceramente, o que pensam, para que possa desenvolver-me positivamente. E quem me conhece sabe que é verdade. Mas há duas coisas que não consigo engolir, aceitar e partilhar: 1. A falta de profissionalismo.

Estou farto de ver “exposições” de “artistas” que nem sabem mexer no pincel, que nem sabem o que “expor”. Vejo em “galerias” quadros copiados de outros artistas e assinados como “Mena”, “Dida”, ou “Jonny” que, afinal, são a cabeleireira da esquina ou o talhante da praça (nada contra estes profissionais) mas que um dia decidem “ser artistas” e, vai daí, surgem como o novo Picasso e a nova Frida... Meu deus! Não sou contra as pessoas que iniciam o gosto pela pintura e querem conhecer mais... mas sou contra os ineptos que pensam ser artistas sem ter um mínimo de preparação técnica... É como se eu gostasse de curar dentes e para isso abria um consultório médico, passando a intitular-me “dentista”. Acho que a ordem dos dentistas me iria denunciar, não é verdade? E eu quero denunciar estes “impreparados” que estão a conspurcar o mercado e o trabalho de outros que estudaram, aplicaram-se e lutam diariamente para “vender” as suas

A crescente divulgação científica e as novas tendências historiográficas europeias marcaram profundamente a Ciência em Portugal, manifestando-se especialmente na própria «escrita» da História. Eurico Gomes Dias nasceu em Torres Novas, em 1976. É Bacharel e licenciado em Comunicação Social, pelo ISLA - Instituto Superior de Línguas e Administração de Santarém, pós-graduado em Direito da Comunicação pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, pós-graduado, mestre e doutor em História Medieval e do Renascimento pela Faculdade de Le-

tras da Universidade do Porto, onde prepara agora as Provas de Agregação.

‘Arteemtodaaparte’ obras. 2. Falta de ideias. Muitas vezes sou convidado para ver a inauguração do artista “emergente” do momento. Emergente? Pode ser jovem, simpático, ou fazer “coisas engraçadas”, mas onde está a ideia nova? Onde encontro um novo estímulo? Nada! Só uma “papa” refeita, em suportes diferentes, com cores diferentes, mas sempre a mesma “papa”! Ou outros que põem os desenhos de estudo, os esboços primários e os contrabandeiam por “novas visões” e, pior ainda, outros que falcatruam o próprio curriculum, ampliando-o, embelezando-o, para construírem uma “carreira esplendorosa”. Coitados dos artistas que se esforçam, que labutam e tentam vender as suas obras. Por tudo isto denuncio veementemente a intrusão no mercado de tantos piratas que contaminam o bom e brilhante mundo da Arte!


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Domingo há teatro para crianças no Circulo Cultural Scalabitano

CULTURA

Convento de S. Francisco recebe exposição: Santarém através do olhar das crianças “Santarém através do olhar das crianças” é nome da exposição que vai estar patente de 19 a 23 de Março, nos claustros do Convento de S. Francisco, no âmbito de um projecto desenvolvido pelos jardinsde-infância dos Agrupamentos de Escolas do concelho de Santarém. Nesta mostra pedagógica que envolve sete jardins-de-infância (Fontaínhas, Almoster, Alcanede, Alcanhões, Sobral,

Este domingo, pelas 16h00, há teatro para crianças no Círculo Cultural Scalabitano, com “As Minhas MAIS… Marionetas”, pelo TRULE – Investigação de Formas Animadas – Évora. Trata-se de um espectáculo de pura poesia visual em que os bonecos, tocados por graça infinita e pelos dedos mágicos do bonequeiro, nos mostram pedaços de vida

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Anacoreta e Vale de Santarém), os mais pequenos vão dar a conhecer uma infinidade de interesses, de necessidades e de vivências quotidianas desta cidade milenar. Esta viagem por Santarém, através do olhar das crianças, vai percorrer de forma itinerante o concelho regressando novamente ao Convento de S. Francisco, por ocasião das comemorações do Dia Mundial da Criança, a celebrar a 1 de Junho.

em histórias de sonhar e encantar. O bonequeiro Manuel Dias, é um dos mais reputados artistas do mundo deste género de arte. Construção e concepção do espectáculo a cargo de Manuel Costa Dias; Manipulador: Manuel Costa Dias; Régie: Gertrudes Pastor ou Joana Dias.

IRMANDADE DA SANTA CASA CONVOCATÓRIA

ASSEMBLEIA GERAL

DA MISERICÓRDIA DE SANTARÉM REUNIÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL

CONVOCATÓRIA A Presidente da Assembleia Geral da APPACDM de Santarém – ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PAIS E AMIGOS DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA MENTAL DE SANTARÉM, convoca, todos os associados para uma Assembleia Geral a realizar no dia 28 de Março de 2014, pelas 20h, nas suas instalações, na Quinta Nossa Senhora do Rosário – Vale de Santarém, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1 – Aprovação do Relatório de Atividades e Contas relativas a 2013; 2 – Outros Assuntos. A Assembleia considera-se legalmente constituída desde que à hora marcada estejam presentes mais de metade dos associados com direito a voto. Caso isso não se verifique reunirá uma hora depois, em 2ª convocatória, com qualquer número de presenças. Vale de Santarém, 11 de Março de 2014 A Presidente da Assembleia Geral (Carla Ana C. Almeida Barata Picanço)

Nos termos do n.º 1 do artigo 38.º do Compromisso, convoco o Definitório da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, para uma reunião a realizar no dia 26 de Março de 2014, quarta-feira, pelas 17 horas, na Travessa da Misericórdia, 13, em Santarém, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1) Apreciação e votação do Relatório e Contas de Gerência do ano 2013; 2) ERPI (Estrutura Residencial para Idosos) S.Domingos; 3) Apresentação e Votação da 1ª. Rectificação ao Orçamento para o ano de 2014; 4) Outros assuntos. Não estando presente, à hora indicada, o número de Irmãos que o Compromisso prevê, a Reunião do Definitório realizar-se-á, uma hora depois, com os que estiverem presentes. Santarém, 5 de Março de 2014 O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL, Herminio Paiva Fernandes Martinho (Eng.º) Nota: As contas de Gerência encontram-se à disposição dos Irmãos, na Secretaria da Misericórdia, a partir do dia 19 de Março de 2014;conforme estipula o nº. 1 do artigo 22º. do Compromisso.

Associação dos Agricultores do Ribatejo

CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Nos termos dos artigos 21º. 23º. e 24º. dos Estatutos da Associação dos Agricultores do Ribatejo, convocam-se todos os Associados para uma Assembleia Geral Ordinária a realizar no dia 20 de Março de 2014, pelas 11 horas, na sede da Associação dos Agricultores do Ribatejo, sita na Rua de Santa Margarida, nº. 1-A, em Santarém. A sessão terá a seguinte ordem de trabalhos: 1. Apreciação, discussão e votação do Relatório de Actividade e Contas do Exercicio de 2013 e do Parecer da Comissão Revisora de Contas. Fora da ordem do dia: Será reservado o tempo entendido por conveniente para abordagem de outros assuntos de interesse dos associados. Se à hora marcada para a reunião não se encontrarem presentes, pelo menos, metade dos votos totais dos associados, a Assembleia Geral funcionará com qualquer número de associados e votos presentes meia hora depois. Santarém, 5 de Março de 2014 O Presidente da Assembleia Geral Pedro Maria Moreira de Almeida Seabra


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MEMÓRIA

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Opinião Carlos Oliveira

Porta do Sol

Amanhã é outro dia Entro no café e peço uma bica e um pastel de nata. Sabe-me bem saborear o doce e o amargo. São sabores que, tal como a vida, nos dão sensações diferentes. Umas doces, outras amargas. Curioso é que na vida as amargas não me sabem bem. Como toda a gente, prefiro as doces! O açúcar da vida é um condimento imprescindível à “alimentação” do Homem. Desde que se conhece, o Homem experimenta amarguras que o atormentam, e, ao mesmo tempo, estados de alma que lhe aliviam ou anulam as suas dores. Digamos que há sempre uma pitada de “açúcar” para saborearmos. Teremos que a procurar, encontrá-la e merecê-la! Ficaremos então mais receptivos à doçura e à harmonia da vida, e menos permissivos aos azedumes e sentimentos de rancor que nos desumanizam. Podemos dizer que, aos poucos, lentamente, a Humanidade vai-se adoçando (ou não?). E isso acontece surpreendentemente, já que nada, mesmo nada, nos leva a pensar assim quando lemos os jornais ou vemos os noticiários das televisões. Aí faz-se a manipulação das mentalidades, promovendo-se a cultura da desgraça e a enciclopédia do sofrimento. Os telejornais abrem com desastres fatídicos e fecham com crimes hediondos. Espalham o medo e o sangue pelas nossas casas! “Quanto maior for o terror do lobo ameaçador, maior será o medo do indefeso cordeiro, e mais fácil será comê-lo! ” Li que a Terra iniciou uma transição planetária. Que somos protagonistas de um processo de ascensão rumo a um degrau mais elevado de espiritualidade. Energias cósmicas afectam o nosso planeta, rumo a uma nova dimensão, para a qual nos devemos preparar espiritualmente, com serenidade. Este novo tempo permite o exercício da fraternidade tão naturalmente como dizer “bom dia”. Há muito tempo que a boa vontade e a tolerância, são a sementeira do Homem Novo. Infelizmente, continuamos teimosos, oferecendo resistência às mudanças. Ainda não compreendemos que amanhã, este dia de hoje já não existe.

As Festas na Cidade em 1914 Os feriados municipais foram instituídos após a Implantação da República, cabendo a cada concelho a proposta da data a celebrar. Santarém começou por comemorar o dia 18 de Maio, na sequência da entrada das tropas liberais na cidade no final da Guerra Civil, em 1834. Em 1914, a cidade organizou pela segunda vez as suas festas com o objecto de manter presentes os “princípios liberais” e homenagear o Marquês Sá da Bandeira através do “lançamento da pedra fundamental duma estátua”. À Sociedade de Propaganda e Defesa de Santarém competiu organizar novamente os festejos que atraíssem “forasteiros de todas as regiões do país” na sequência do que sucedeu com relativo sucesso em 1913, de forma a combater o ostracismo a que a cidade se encontrava votada. O vasto “campo da feira” continuava a apresentar-se como a sala de visitas da cidade e o palco privilegiado para a efeméride. No dia 15 de Maio, a Sociedade de Propaganda distribuiu gratuitamente aos seus sócios o primeiro número do jornal Santarém. O programa das festas que decorreram entre 16 e 19 de Maio era muito diversificado incluindo uma Feira Franca, uma Parada Agrícola e Pecuária à qual assistiu o ministro do Fomento, Aquiles Gonçalves, a exposição de um aeroplano, um concurso hípico, entradas de touros, touradas, uma Batalha de Flores, iluminações e fogo-de-artifício. Os concertos nos coretos do Campo Sá da Bandeira, os festivais de música no Jardim da República e a animação musical das ruas da cidade ficaram a cargo das Bandas 28, 24, Bombeiros de Santarém e das Fanfarras do Asilo, da Misericórdia e do Grémio Ribeirense. Nas noites de 17 e 18 de Maio, decorreram no Jardim das Portas do Sol festivais onde actuaram o Rancho Tricanas das Olarias, Aveiro e a Banda Concentração 24 de Agosto de Lisboa. No dia 18 de Maio decorreu um cortejo cívico entre a praça Visconde Serra do Pilar e o Largo do Seminário, presidido pelo ministro da Guerra, António Pereira d’Eça, a fim de homenagear o Marquês Sá da Bandeira. A guarda de honra foi feita pelo Regimento de Infantaria 34 e a sua Banda durante o lançamento da primeira pedra do monumento. O maestro Nicolau Júnior escreveu o hino da cidade de Santarém para estrear na ocasião. Durante as festas, os forasteiros puderam visitar o património edificado da cidade como as igrejas da Graça, do Seminário, da Piedade e do Milagre, o Museu, os colégios de Santarém e Nacional e a Biblioteca Camões. Também puderam ser visitados, mediante marcação prévia o Presídio Militar, a sala da Junta Geral, a igreja do Hospital e os teatros Rosa Damasceno e Ribeirense. A pedido da Sociedade Propaganda e Defesa, a Companhia do Caminho de Ferro do Norte e do Leste estabeleceu um serviço especial de comboios

para Santarém, por ocasião das festas, à semelhança do que sucedeu em 1913, com redução de preços em 2.ª e 3.ª classes em todas as estações compreendidas entre Lisboa e o Entroncamento, Abrantes, Paialvo, Elvas, Figueira, Coimbra, Porto, Pampilhosa e Aveiro e nas estações compreendidas entre Vendas Novas e Santarém.

Depois das Festas

Ao longo das prolongadas festas não faltaram o sol, os arcos triunfais, as bandeiras, os foguetes, as iluminações, a música pelas ruas e praças e o “badalar festivo do Cabaceiro”. A Parada Agrícola que se organizou para o desfile no Largo das Amoreiras reuniu o gado e alfaias agrícolas devido ao empenho da Escola Agrícola e da Estação Zootécnica. Segundo João Arruda, seria importante que concorressem a estas paradas as grandes casas agrícolas da região. A Feira Franca teve pouca expressividade porque a Câmara não a divulgou através de editais reduzindo-a a uma “penúria de barracas”. A Batalha de Flores contou com poucos carros sendo vencedor José Pedroso ao apresentar uma réplica de uma casa minhota. A actuação dos cavaleiros Morgado de Covas e Adolfo Machado nas duas touradas revelou-se um êxito que atraiu muito público. O mesmo sucedeu durante as entradas de touros, onde nem mesmo quando alguns dos animais se estremalharam e fugiram fe-

rindo oito pessoas, levou os populares a dispersarem. Os festivais nos Jardins da República e das Portas do Sol revelaram-se um êxito apesar da deficiente iluminação no primeiro caso por falta de “pessoal acendedor” e no segundo devido à potente iluminação da avenida das Olaias. Para João Arruda, o parque das Portas do Sol revelava-se o melhor local para, de futuro, se realizarem as festas diurnas. O concurso hípico não se realizou prejudicado pela coincidência da realização de provas hípicas durantes alguns dias em Lisboa. O aviador Sallés não fez a sua ascensão no aeroplano Duperdussin, propriedade do estado, prevista para o dia 19 de Maio, pois “não conseguiu reparar a tempo o seu deteriorado aparelho” (CE, 23/5/1914, p. 1). A salva de vinte e um tiros prevista para o lançamento da primeira pedra do monumento ao Marquês Sá da Bandeira também se ficou pelas intenções. Segundo o Correio da Extremadura, “… o modesto agrupamento que a seu cargo tomou a abrolhosa missão de festejar a histórica data de 18 de Maio, de tudo conseguiu triunfar, honrando a histórica cidade…” (Idem). O referido artigo estimulava a Sociedade de Propaganda e Defesa de Santarém a organizar os festejos de 1915 e a garantir a inauguração da estátua do Marquês Sá da Bandeira, projecto que não se veio a concretizar. Teresa Lopes Moreira


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Olitrem assinala “50 anos de oportunidades”

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Vinhos

Evento

CoopRibatejo

Estratégia

‘Vinhos do Tejo’ relançam projecto da Rota Enoturística

Mesa já está posta para receber a Feira das Tasquinhas em Rio Maior

NERSANT dá a conhecer alternativas ao financiamento bancário tradicional

Viver o Tejo dinamiza margens ribeirinhas do Ribatejo

Está tudo a postos para o arranque da 29.ª edição das Tasquinhas de Rio Maior, certame que decorrerá entre os dias 28 de Março a 6 de Abril, onde diversas associações e colectividades regionais dão a conhecer o que de melhor se faz na área da gastronomia, pondo à mesa petiscos que anualmente vão conquistando milhares de apreciadores. PÁG. 16

No âmbito do projecto Coop Empresarial no Ribatejo, a NERSANT encontra-se a dinamizar no Ribatejo, sessões de apresentação sobre os mecanismos de financiamento a projecto de expansão e crescimento das empresas. Estas sessões têm como objectivo dar a conhecer algumas alternativas ao financiamento bancário tradicional. PÁG. 17

Inicialmente criada para promover a região do Médio Tejo, a marca VIVER O TEJO – Turismo Cultura e Animação, criada pela NERSANT, vai passar a abranger também a região da Lezíria do Tejo. Esta nova estratégia territorial vai permitir à marca VIVER O TEJO, a dinamização do potencial turístico de todo o Ribatejo. PÁG. 14

2014 é o ano em que o projecto da Rota dos Vinhos do Tejo, que conta com o apoio de 22 produtores da região vitivinícola, vai ser relançado. A estratégia de relançamento do projecto iniciou-se quarta-feira, dia 12 de Março, com a participação, pela primeira vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa. PÁG. 24


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NERSANT reúne com desempregados para apresentar medida Vida Activa A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, encontra-se a dinamizar desde Dezembro, acções de formação no âmbito da medida Vida Activa. Estas acções de formação, direccionadas exclusivamente para desempregados, encontram-se a decorrer por todo o distrito de Santarém. Por forma a integrar no mercado de trabalho o maior número de desempregados possível, a NERSANT encontra-se a realizar diversas sessões de esclarecimento sobre o tema. Foi no final do mês de Novembro passado, que a NERSANT assinou com o

IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, um acordo de cooperação para o desenvolvimento de um conjunto de acções integradas no âmbito da medida Vida Activa, iniciativa deste instituto que pretende consolidar, integrar e aperfeiçoar um conjunto de intervenções orientadas para a activação dos desempregados, favorecendo a aprendizagem ao longo da vida, o reforço da empregabilidade e a procura activa de emprego. Embora os cursos tenham bastante procura por parte dos desempregados, a NERSANT encontra-se a dinamizar diversas sessões de esclarecimento sobre esta formação e condições de participação nas mesmas. Nestas reuniões, é explicado que as acções de formação se destinam exclusivamente a desempregados, jovens ou adultos, subsidiados ou não, registados nos Centros de Emprego do IEFP, independentemente das habilitações escolares. A formação pode ser frequentada em diversas áreas, estando disponíveis as acções “Técnico/a de Vendas”, “Técnico/a

Comercial”, “Técnico/a de Comércio Internacional”, “Técnico/a de Secretariado “, “Técnico/a Auxiliar de Saúde” e “Agente em Geriatria”. A realização de acções de formação no âmbito da presente Medida, permitirá aos participantes a aquisição e/ou reforço das suas competências, contribuindo de forma activa, para uma mais rápida e efectiva integração socioprofissional. A medida potencia, assim, o regresso ao mercado de trabalho por parte dos desempregados, através de uma rápida integração em acções de formação de curta duração, que permitam a aquisição de competências relevantes, ou a valorização das competências já detidas, possibilitando, sempre, a continuidade do percurso de qualificação. Os desempregados interessados em frequentar estas acções de formação, devem contactar a NERSANT através dos contactos 249 839 500 ou dfq@nersant.pt. Mais informações sobre o projecto e forma de inscrição podem ser consultadas no portal da NERSANT, em www.nersant.pt.

Aponte o seu smartphone e saiba mais.

Neste momento, a NERSANT já iniciou 4 acções de formação no âmbito da medida Vida Activa, uma em Torres Novas, uma em Benavente, uma em Abrantes e uma em Santarém.

Marca criada pela NERSANT chega à Lezíria

Viver o Tejo dinamiza margens ribeirinhas do Ribatejo Inicialmente criada para promover a região do Médio Tejo, a marca VIVER O TEJO – Turismo Cultura e Animação, criada pela NERSANT, vai passar a abranger também a região da Lezíria do Tejo. Esta nova estratégia territorial vai permitir à marca VIVER O TEJO, a dinamização do potencial turístico de todo o Ribatejo. Foi com o objectivo de atrair mais visitantes às margens ribeirinhas do Tejo, que a NERSANT – Associação Empresarial da região de Santarém, criou a marca VIVER O TEJO, que se encontra a dinamizar na região do Médio Tejo desde há já algum tempo. O objectivo da associação é exponenciar o potencial das margens ribeirinhas do Tejo, dinamizando toda a economia local que dele vive e, consequentemente, atraindo mais visitantes

para estas zonas. A marca VIVER O TEJO tem tido grande adesão junto dos operadores turísticos da região do Médio Tejo, perímetro geográfico ao qual estava inicialmente confinado o projecto, e donde são oriundos a mais de uma centena de aderentes ao mesmo. Sendo o rio Tejo elemento âncora neste projecto, e estando o mesmo muitas vezes condicionado por abrangência de áreas administrativas e de difícil delimitação territorial, a NERSANT entendeu abrir a possibilidade de adesão de novos parceiros pertencentes à região da Lezíria do Tejo. Assim, instituições ou empresas associadas ao turismo, de toda a região do Ribatejo, poderão contactar a NERSANT caso pretendam conhecer melhor ou aderir a esta marca (adesão gratuita). Neste

momento, a NERSANT está já no terreno a divulgar o projecto junto das empresas, entidades ou municípios interessados em aderir ao mesmo, sendo importante referir que quanto mais aderentes tiver a marca VIVER O TEJO, melhor esta servirá os seus objectivos. No âmbito da marca VIVER O TEJO, a NERSANT já criou o portal do projecto, bem como dinamizou diversas actividades outdoor que pretendem dar visibilidade à região, nomeadamente passeios pedestres, descidas de canoa e challenger’s. Os interessados em aderir devem contactar a NERSANT através dos contactos 249 839 500 ou geral@viverotejo.pt. O portal do VIVER O TEJO pode ser conhecido em www.viverotejo.pt.


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Olitrem assinala “50 anos de oportunidades” A Olitrem, Indústria de Refrigeração, S.A. comemorou no dia 5 de Março o quinquagésimo aniversário da marca Marecos. No âmbito desta celebração, a empresa organizou uma convenção na sua sede, em Tremês, de forma a divulgar o que de melhor faz. Na convenção estiveram vários clientes nacionais, mas também espanhóis, franceses e belgas, entre outros. Esta é já a quarta convenção desta empresa, que integrou também uma visita à fábrica onde os clientes ficaram a conhecer como tudo é feito. “Temos tecnologia de ponta e muita flexibilidade para responder às necessidades dos nossos clientes. É importante para nós que eles conhecem in loco essa nossa capacidade produtiva”, sublinhou Armando Ferreira, administrador da empresa. Os 50 anos da marca Marecos, domínio da Olitrem S.A., são um marco histórico para esta empresa que surgiu na cidade de Luanda, Angola, no dia 05 de Março de 1964. A empresa, Frio Marecos Lda, foi fundada por Armando Ferreira Marecos. A sua actividade foi transferida para a localidade de Tremês / Santarém, em 1974, devido aos acontecimentos políticos e o clima de instabilidade social que se vivia em Angola, na época. Após o falecimento do fundador, os filhos Armando, Edite e Dulce assumiram com determinação e visão empresarial a gestão da empresa. “É uma marca que nos diz muito porque tem o nome do meu pai, Armando Marecos Ferreira. É Uma marca de referência nos mercados PALOP e em todo o mundo que foi preservada pela Olitrem, mantendo a mesma imagem que é associada à qualidade e robustez”, frisou ao Correio do Ribatejo. Apesar da conjuntura económica adversa, a Olitrem é uma empresa que está a crescer, em contraciclo, preparando uma ampliação da fábrica e expandindo a outras áreas de negócio. “Conseguimos chegar aos 50 anos com muita insistência e muito trabalho”, confessou o responsável, acrescentando: “Os ciclos económicos somos nós que fazemos. Não desanimo perante as adversidades e não desanimo com facilidade, apesar de esse ser, talvez, o caminho mais fácil”, confessou.

Estes 50 anos de implantação de mercado ma marca Marecos marcam precisamente a intenção de afastar a imagem de crise. “Eu resolvi chamar a esta fase não um fim de crise mas sim um princípio de oportunidades, como está bem vincado no catálogo de produtos deste ano, referiu Armando Ferreira. “Este é um ano de oportunidades, no qual decidi trazer para a empresa algo novo. Acabei de contratar seis recém-licenciados, com o objectivo de criar uma nova imagem e uma nova posição no mercado, buscando novos canais”, revelou ao Correio do Ribatejo. Exemplo disso, foi a contratação de um elemento com mestrado em ciências farmacêuticas com o fito de criar um canal científico para a empresa, com a produção e comercialização de produtos voltados para as farmacêuticas. “Neste momento já somos líderes em Portugal em produtos para este segmento no ramo de frio, mas queremos expandir esta vertente, ampliar o catálogo e internacionalizar nesta área”, explicou o administrador do grupo Oplitrem. “O objectivo é levarmos a Inglaterra, já no próximo mês de Novembro, à maior feira mundial neste segmento, toda uma nova linha com especificações próprias e criarmos também uma gama de novos

produtos para compilarmos um catálogo científico”, concretizou. Recentemente, a empresa absorveu também a equipa de uma empresa que encerrou em Braga, com know-how e posicionamento no mercado para a criação de um canal interno de escaparates em aço inox e extractores de fumo, entre outros produtos. “Agora temos a capacidade de produzir internamente e com melhor qualidade”, explica armando ferreira. A par disso, a empresa encontra-se num processo de ampliação das instalações, processo que decorre há dois anos, e que está agora na fase da especialidade para que a obra possa arrancar dentro de poucos meses e que englobará um sector de fabricação, com cerca de 3 mil metros, e um outro para armazenagem. Segundo Armando Ferreira, a flexibilidade e a capacidade de fazer “exactamente o produto que o cliente quer”, são as imagens de marca da Olitrem, que aposta forte também na “capacidade de resposta, qualidade e durabilidade do produto”. “Temos uma incorporação de matérias-primas nacionais na ordem dos 65 por cento - 87 por cento a nível europeu - e apenas uma pequena percentagem de produto asiático, porque não é fabricado em mais lado nenhum. E isso dá-nos uma imagem de qualidade que é amplamente

reconhecida”, frisa Armando Ferreira. A Olitrem fechou o ano passado 16 ME, um valor que ficou “quase” dentro dos objectivos. “Ficámos a 100 mil euros dos objectivos. Parece que o valor não é significativo, mas para a nossa empresa é muito relevante”, confessou ao nosso jornal. Mesmo com a actual crise que se faz sentir é uma empresa em forte expansão e conta com 110 colaboradores, distribuídos pelos diversos departamentos. Ultimamente tem-se feito uma grande aposta na qualidade e inovação dos produtos, como por exemplo o Cold Crystal Display um armário frigorífico com LCD incorporado na porta ou o ARV 200 Vision. A Olitrem é das maiores empresas do mercado nacional, na área da fabricação de equipamentos de frio o canal HORECA. Comercializa os seus produtos em 16 países, espalhados em três continentes Europa, África e Ásia. Para o futuro, a empresa manterá a mesma postura que tem tido até a data, encarando este ano como um ano de crescimento e diferenciação nos mercados onde actua. “Para mim, é mais importante ter a maquinaria adequada e uma equipa capaz, motivada e altamente qualificada, do que ter um Jaguar estacionado à porta”, concluiu Armando Ferreira.


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Entidade Regional de Turismo lança site promocional do Ribatejo A Turismo do Alentejo e Ribatejo acaba de lançar na Internet o novo site promocional dos 11 municípios ribatejanos que integram a instituição, um portal que aposta, fortemente, na divulgação da oferta do território. Localizado em www.visitribatejo. pt, o novo portal oferece aos utilizadores várias funcionalidades, como por exemplo a hipótese de partilhar conteúdos do site Ribatejo com os amigos das redes sociais, a consulta da agenda de eventos, ou a pesquisa e visualização da vasta oferta turística do destino. Criado em parceria com a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, o visitribatejo - que se encontra em fase de testes durante 30 dias mantém a filosofia de navegação do portal do destino Alentejo, adaptada aos conteúdos e à oferta do território Ribatejo. Neste âmbito, o portal tem como objectivo principal promover a oferta turística ao nível do alojamento, restauração, empresas de animação turística, operadores marítimo turísticos, enoturismos, serviços de incoming ou museus locais a visitar, entre outros. O visitribatejo estabelece ainda ligação com outros canais de divulgação online, nomeadamente a app mobile YouGo Alentejo e Ribatejo, o facebook visitribatejo, o youtube visitribatejo e ainda com o site visitalentejo.pt. Em breve, a Agência Regional de Promoção Turística Externa pretende lançar a versão do portal em vários idiomas estrangeiros.

Alentejo e Ribatejo na BTL

O Alentejo e o Ribatejo estão representados na Bolsa de Turismo de Lisboa numa das maiores áreas expositivas do certame, num stand com cerca de 600 m2. A oferta turística das duas regiões concentra-se assim num espaço que, para além da presença institucional da Entidade Regional de Turismo, conta com a participação de 18 empresas e 29 autarquias. O desfile de Cante Alentejano que promove a Candidatura deste bem a Património Imaterial da Humanidade - agendado para amanhã, sábado, 15 de Março, às 14h00, é uma das muitas iniciativas em destaque no stand. Durante o certame, a decorrer até domingo, os visitantes vão ter oportunidade de conhecer a vasta e diversificada oferta turística do Alentejo e do Ribatejo, para além de assistir a apresentações de projectos, eventos, lançamentos, animações culturais e musicais, e participar em degustações e provas de vinhos.

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Mesa já está posta para receber a Feira das Tasquinhas em Rio Maior Está tudo a postos para o arranque da 29.ª edição das Tasquinhas de Rio Maior, certame que decorrerá entre os dias 28 de Março a 6 de Abril, onde diversas associações e colectividades regionais dão a conhecer o que de melhor se faz na área da gastronomia, pondo à mesa petiscos que anualmente vão conquistando milhares de apreciadores. Aos atractivos gastronómicos juntamse a animação musical, os concertos e actuações de Dj’s, os workshops de cozinha, numa festa que a autarquia riomaiorense considera ser “uma aposta ganha”, marcada pela “diversão, convívio entre as pessoas e a promoção do concelho através da gastronomia regional”. João Lopes Candoso sublinhou, na apresentação do certame, que decorreu no dia 10 de Março, no Cineteatro Municipal de Rio Maior, que “as Tasquinhas são consideradas de interesse para o turismo nacional” e a presença do presidente da Entidade de Turismo do Alentejo e Ribatejo “é o reconhecimento daquilo que as Tasquinhas são para o panorama local, regional e nacional em termos de turismo.” Por sua vez, Isaura Morais recordou que este é um evento que “traz muitos visitantes a Rio Maior”, sendo a montra da gastronomia e tradições do concelho. Segundo a presidente da Câmara de Rio Maior, o evento pretende “evidenciar a gastronomia do concelho, através da representação das freguesias e do movimento associativo”. Ceia da Silva, presidente da Entidade de Turismo do Alentejo e Ribatejo, vincou que “a gastronomia é o terceiro motivo de visita a esta região”, pelo que espera que, ano após ano, seja possível “melhorar, acrescentar valor e inovar este certame” por forma “a trazer mais visitantes ao concelho e à região” Sendo uma mostra gastronómica, a Feira das Tasquinhas distingue-se de todos os outros festivais de gastronomia que ocorrem um pouco por todo o país. O acontecimento é sobretudo uma festa comunitária, um espaço e um tempo de convívio que se apresenta como elemento de sedimentação das sociabilidades regio-

nais e, simultaneamente, factor de desenvolvimento do potencial económico da região. Assim, à semelhança do ano anterior, a organização voltará a premiar as melhores tasquinhas que irão estar presentes neste Festival Gastronómico, num incentivo à tipicidade e à tradição das mesmas e reconhecendo o trabalho desenvolvido pelas colectividades. Promover a gastronomia e os produtos locais, divulgar as potencialidades turísticas de Rio Maior e potenciar a economia local são objectivos perseguidos e concretizados com êxito, ano após ano pela organização da “Feira das Tasquinhas” em que estão sintonizados quer o município quer as freguesias e as gentes e agentes locais. Irão estar presentes este ano 22 tasquinhas das colectividades do Concelho de Rio Maior, e dois restaurantes da cidade, num total de 24 tasquinhas. No exterior do Pavilhão, estará situada a zona dos bares, o espaço de animação nocturna destinado aos mais jovens, com DJ’s todas as noites. Também no exterior estará patente a mostra de artesanato e doçaria com cerca de 50 expositores. Em termos de programa oficial, destaque para as demonstrações de culinária ao vivo com Igor Martinho; a tenda dedicada ao público jovem, com representações dos bares do Concelho, Dj’s e animação; competições desportivas, como o 1º Trail Urbano, logo no dia 20 de Março e a V Maratona de BTT “Castro S. Martinho/ Tasquinhas de Rio Maior”, no dia 30 de

março; as actividades de aeróbica na rua, em vários dias do evento, bem como o 9º Torneio de Golf “Tasquinhas 2014”, no dia 5 de Abril e também no dia 5, o 23º Grande Prémio Internacional de Rio Maior em Marcha Atlética. Haverá também todos os dias um espaço dedicado à saúde com vários rastreios e provas de vinhos. Destaque ainda, no dia 6 de Abril, para a transmissão em directo de Rio Maior do programa da SIC “Portugal em Festa”. As Tasquinhas são promovidas pela autarquia riomaiorense desde 1986 e realizam-se, anualmente, no Pavilhão Multiusos, espaço coberto próprio, requalificado em 2001, com cerca de quinze mil metros quadrados. O certame obteve, em 2006, a “Declaração de Interesse para o Turismo”, emitida pela Direcção Geral de Turismo. A marca “Tasquinhas” é, já ela própria, uma marca registada. As Tasquinhas realizam-se de 28 de Março a 6 de Abril, e estão abertas ao público de segunda a sexta-feira das 19 às 24h, e aos fins-de-semana das 12 às 24h. Nos dias 31 de Março, 1, 2 e 3 de Abril as entradas são livres, e nos restantes dias o preço de ingresso é de 1,5 euros para o público em geral, e 1,25€ para estudantes e portadores de cartão RMJovem e cartão Rio Maior 65. Orçado em 66 mil euros, a principal novidade do certame é a introdução da venda de bilhetes on-line, que se encontraram disponíveis na Ticketline uma semana antes de o evento começar.


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Projecto Empresarial do CoopRibatejo

NERSANT dá a conhecer alternativas ao financiamento bancário tradicional No âmbito do projecto Coop Empresarial no Ribatejo, a NERSANT encontra-se a dinamizar no Ribatejo, sessões de apresentação sobre os mecanismos de financiamento a projecto de expansão e crescimento das empresas. Estas sessões têm como objectivo dar a conhecer algumas alternativas ao financiamento bancário tradicional. A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, esteve em Benavente e em Ourém esta semana, com o objectivo de dar a conhecer algumas soluções complementares ao financiamento oferecido pelos bancos. Nestas sessões, a NERSANT começou por dar a conhecer um programa de investimento em projectos empresariais em expansão ou crescimento. Em Benavente, por se tratar da Lezíria do Tejo, a associação convidou a Sociedade de Capital de Risco ‘Capital Criativo’, sociedade gestora do programa Revitalizar Sul, para apresentar esta solução de financiamento. Na sessão de Ourém, por sua vez, a NERSANT contou com a parceria da ‘Oxy Capital’, Sociedade de Capital de Risco gestora do Fundo Revitalizar Centro, direccionado para as empresas do Médio Tejo. Ambas as sessões deram a conhecer os respectivos programas Revitalizar, tendo sido explicado detalhadamente às empresas de que tipo de apoio financeiro se trata, condições de elegibilidade, entre outros. As sessões foram bastante participadas, tendo as empresas mostrado bastante interesse neste instrumento, que se pode vir a mostrar útil para os seus negócios. De referir que o Programa Revitalizar integra a disponibilização de soluções de financiamento de suporte a operações

de capitalização de empresas, através da constituição de Fundos de Revitalização e de Expansão Empresarial de base regional. Os Fundos Revitalizar são instrumentos de capital de risco, criados com o objectivo de promover o crescimento e expansão das PME, contribuindo para o desenvolvimento de novos serviços e/ou produtos, processos de internacionalização e aumento de exportações. Destinam-se a capitalizar PME que apresentem modelos de negócio sustentáveis e que prossigam estratégias de crescimento e expansão. Na sessão, a NERSANT deu ainda a conhecer o Coop Empresarial no Ribatejo, projecto que pretende dinamizar operações de concentração e cooperação entre

as empresas da região, cujas vantagens foram dadas a conhecer por Pedro Ferreira, professor do ISCTE que colabora com a associação empresarial neste tipo de serviço. Este projecto também desafia as empresas a participarem numa Bolsa de Subcontratação de bens /serviços, com vista a optimizar meios técnicos que estejam a ser subutilizados pelas mesmas. Por outro lado, empresas que necessitem desses serviços poderão recorrer a esta bolsa minimizando assim a sua necessidade de realização de investimento. António Campos, Presidente da Comissão Executiva da NERSANT, alertou as empresas para o facto de “para além dos

apresentados, haver diversos apoios para as empresas e diversas formas de financiar os seus negócios. A NERSANT está a disposição de todas as empresas para reunir com individualmente, analisar cada situação de forma individual, e a partir daí direccionar a mesma para o tipo de financiamento mais adequado”, fez saber o dirigente associativo. Para mais informações sobre os fundos Revitalizar ou operações de fusões e aquisições, os interessados devem contactar o Departamento de Apoio Técnico, Inovação e Competitividade da NERSANT, através dos contactos datic@nersant.pt ou 249 839 500.


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CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

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CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

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Largo Cândido dos Reis, n.º 3 - 1.º Telef. 243326310 Fax 243333587 2000-241 SANTARÉM

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ADVOGADO Rua Dr. Jaime Figueiredo, 24 - A - 1.º Esq.º Telef. 243325036 – 2000-237 SANTARÉM Praça da República, 29-1.º Esq.º - Almeirim Telefs. 243597997/8 – Fax 243597999

ORLANDO MENDES TERESA PINTO FERREIRA Sociedade de Advogados, R.L.

Travessa do Fróis, 3 - 1.º e 2.º 2000-145 SANTARÉM Telef. 243328444 – Fax 243391079 E mail: orlandomtpf_socadv.rl@mail.telepac.pt

ANA MARTINHO DO ROSÁRIO ISABEL ALVES DE MATOS VICTOR BATISTA ADVOGADOS Av.ª do Brasil, 1.º C (Edifício Scálabis) Telef. 243326242 – SANTARÉM

A. PEREIRA GOMES

SOLICITADOR Av. D. Afonso Henriques, 55, 1.º Dt.º 2000-179 SANTARÉM TM. 917232393 d.cabral@sapo.pt

ADVOGADO Rua Pedro de Santarém, 59, r/c Telf. 243770372 – Fax 243770381 2000-223 SANTARÉM

SAÚL BAPTISTA

ADVOGADO Rua Dr. Ginestal Machado, 13 - 1.º Telef. 243357290 – Fax 243357291 2005-155 SANTARÉM

MARIA JOÃO CATROLA

ADVOGADA Rua Pedro de Santarém, 33 - 1.º Esq.º 2000-223 SANTARÉM Telef./Fax 243591648 – TM. 919100473 e-mail: mariajoaocatrola-1457 e @adv.oa.pt

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ADVOGADA Largo Cândido dos Reis nº11-2º Esqº • 2000-241 Santarém Telf/Fax. 243 322 728 • Telm. 913 258 563 962 756 540

Andreia Correia Bernardo SOLICITADORA Cédula Profissional n.º 5637 Moçarria - Santarém Telm. 916274191/963237874 Email: 5637@solicitador.net

JORGE HUMBERTO MALACAS BALCÃO ÚNICO DO SOLICITADOR Rua Pedro de Santarém, 59 – r/c 2000-223 Santarém Tel/Fax: 243 326 500 * 919 000 120

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Médico Especialista OUVIDOS – NARIZ – GARGANTA Marcações: Telef. 243591521, a partir das 16 horas.

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FRANCISCO PEDRÓGÃO ADVOGADO Rua Pedro de Santarém, n.º 65 - 1.º Dt.º Telef. 243 042 631 – Fax 243 357 674 2000-223-SANTARÉM

MADEIRA LOPES FRANCISCO MADEIRA LOPES ADVOGADOS Telef. 243323700 – Fax 243332994 Rua Elias Garcia, 24-1.º Apartado 173 – 2001- 902 SANTARÉM

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ADVOGADO Praça Sá da Bandeira, n.º 22 - 1.º Esq.º 2000-135 SANTARÉM Telef. 243 333 556 – Fax: 243 325 159

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DR. MARTINHO DO ROSÁRIO UROLOGISTA – Doenças dos Rins, Vias Urinárias e Aparelho Sexual Masculino – Consultas às 2.ª, 4.ª e 6.as-feiras – Urofluxometria diariamente – Biópsias da Próstata Eco-Dirigidas com resposta Histológica em 3 dias Marcações diárias das 9 às 12 e das 15 às 20 horas Consultório: R. José Saramago, 17 - 1.º – 2005-143 SANTARÉM – Telef. 243327431

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Rodrigo Raposo Fernandes Médico Dentista

Informa todos os seus pacientes que se encontra a partir de agora a exercer na Clínica do Exmo. Senhor Doutor Eduardo Lopes, CLIMECO, na Rua Vasco da Gama 23, Loja B e C, 2000-232 Santarém

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NOTARIADO PORTUGUÊS CARTÓRIO NOTARIAL DE CARLOS ARÊS EM ALCANENA A cargo do Notário Carlos Manuel Godinho Gonçalves Arês ---Certifico para efeitos de publicação que, por escritura de JUSTIFICAÇÃO lavrada no dia cinco de Março do ano de dois mil e catorze, exarada de folhas trinta e nove a folhas quarenta, verso, do Livro de Notas para Escrituras Diversas TRINTA E UM-E, deste Cartório, os senhores MATEUS VIEIRA DE MATOS e mulher MARIA DE LURDES ANTUNES DA LUZ MATOS, casados sob o regime da comunhão geral de bens, ambos naturais da freguesia de Comenda, do concelho de Gavião, residentes na Rua 5 de Outubro, número 4, no lugar de Castelo Cernado, Comenda, Gavião, declararam que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do seguinte: --------------------Prédio urbano sito na Rua 5 de Outubro, número 8, no lugar de Castelo Cernado, na freguesia de Comenda, do concelho de Gavião, composto de casa de rés-do-chão e primeiro andar para habitação com a área de trinta e dois metros quadrados e quintal com a área de cento setenta e cinco metros quadrados, perfazendo a área total de duzentos e sete metros quadrados, a confrontar de Norte com Maria de Lurdes Antunes da Luz Matos, ora primeira outorgante mulher, de Sul com José de Oliveira Tomás, de Nascente com José Dias Valente e de Poente com Rua Pública, omisso na Conservatória do Registo Predial de Gavião, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 193. ---------------------------Que o prédio urbano ora justificado veio à sua posse por doação verbal efectuada ao justificante marido por volta do ano de mil novecentos oitenta e quatro pelos seus pais, José de Matos e mulher Sílvia Vieira, casados que foram sob o regime de comunhão geral de bens, residentes que foram em Comenda, Gavião, não tendo no entanto chegado a celebrar a respectiva escritura pública. -----------------Que, desde a referida data, vêm exercendo continuamente a sua posse, à vista de toda a gente, praticando todos os actos inerentes à sua qualidade de proprietários, usufruindo de todas as utilidades do prédio, habitando-o e fazendo a sua conservação e limpeza, na convicção de exercerem direito próprio, ignorando lesar direito alheio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, pacificamente, porque sem violência, contínua e publicamente, sem a menor oposição de quem quer que seja, verificando-se assim todos os requisitos legais para que se possa afirmar que adquiriram o identificado prédio por usucapião, título este que, por natureza, não é susceptível de ser comprovado pelos meios normais. ------------------------------------------------------------------------------Está conforme o original e certifico que na parte omitida nada há em contrário ou além do que nesta se narra ou transcreve. -------------------------Alcanena, 05 de Março de 2014. O Notário, (Carlos Manuel Godinho Gonçalves Arês) Conta registada sob o n.º 11


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5248 A Família de Fernando Guedes de Passos Canavarro participa que, dia 14 de Março, pelas 19 horas, na Igreja de S. Nicolau, em Santarém, será celebrada missa do 30º dia pelo seu eterno descanso. Agradecem a todos aqueles que se dignarem assistir a tão piadoso acto.

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Dom Fernando, Lda. Registo na D.G.A.E N.º 2549

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Nuno Xavier: 965 025 085 – Leonor Xavier: 962 723 941

AGRADECIMENTO MISSA DO 30º. DIA

Serviço Permanente: 243 408 205 e 243 479 515

A família, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como seria o seu desejo, vem por este meio, agradecer a todas as pessoas que estiveram presentes nesse momento de dor, ou de que qualquer outra forma lhe manifestaram o seu pesar. A todos o nosso muito obrigado. Informa-se ainda que será celebrada missa pelo 30º. Dia, no próximo domingo dia 16 de Março, às 10:30 horas, na Igreja S. Vicente do Paúl.

Funerais – Trasladações – Cremações Tratamos gratuitamente de toda a documentação dos subsídios de funeral www.agenciafunerariaxavier.pai.pt SEDE: Rua do Comércio, 10 – 2025-040 ALCANEDE Telefs. 243 408 205 – 243 406 156 – Fax 243 406 157 FILIAL: Rua S. Tiago, 115-117 – 2025-562 TREMÊS DGAE: 2235 e DGAE: 2008

N. 05/03/1935 - F. 11/02/2014

A FUNERÁRIA DE JORGE ALMEIDA, LDA.-D.G.A.E. 1137-2537 TELEF. 243 441 038 - TM: 917 273 370 – SOBRAL - S. VICENTE DO PAÚL


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

NECROLOGIA

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CASAIS MARIA DELFINA - TREMÊS

ALTO DO BEXIGA – SANTARÉM

ATALAIA-ALMOSTER

PÓVOA DE SANTARÉM

VILA NOVA DO COITO – ALMOSTER

ALPIARÇA

CELESTE MOREIRA

CREMILDE FERREIRA CARVALHO FERNANDES DA SILVA BENTO

MARIA DA PIEDADE MONTEZ

JOÃO DA PIEDADE CANELAS

MIGUEL ANTÓNIO DINIS GAMA

JOÃO PAULO VIEIRA DOS SANTOS MIRANDA

Agradecimento e Missa do 30º. dia

56º. ANIVERSÁRIO NATALÍCIO

MISSA

2 ANOS DE ETERNA SAUDADE

N. 8/05/1921 - F. 14/02/2014

Faleceu a 16/03/2012

5251 Seus filhos, genros, nora, netos e bisnestos, agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa de 30º. Dia, pelo seu eterno descanso no próximo domingo dia 16, às 11,30 horas na igreja de Almoster, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

6 Anos de Eterna Saudade 20/03/2008 - 20/03/2014

5241 Seu filho, nora, netos e bisneta recordam com profunda dor e saudade a passagem do 6º Aniversário do seu falecimento. VALE DE FIGUEIRA

5243 Seu marido, filhos, nora, genro, netos e restante família, recordam com profunda dor e saudade o seu falecimento e participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo dia 16 às 19 horas, na igreja de Jesus Cristo (Hospital Velho), agradecendo antecipadamente a todas as pessoas que se dignarem a assistir a este acto religioso. ALCANHÕES

(Sargento-Ajudante Fuzileiro)

113 MESES DE ETERNA SAUDADE 19/10/2004 - 19/03/2014

5257 Dia de S. José, dia do Pai

“Recordamos com fé a passagem de mais este dia sem a sua companhia” Seus filhos, esposa, genro e neta participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo dia 20 às 19:30 horas, na igreja de Póvoa de Santarém agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

JOÃO MÁXIMO DA CUNHA

MARIA PEPINO BATISTA AGRADECIMENTO E MISSA DO 7º. DIA Nasceu 07/10/1916 - Faleceu 05/03/2014

VITOR MANUEL FERREIRA AZINHEIRA

Agência Funerária Helder Vacas, Lda. Telef. 243 333 520 - SANTARÉM DGAE Nº. 1241

Agência Funerária Lopes & Benavente, Lda. Telef. 243 323 888 – SANTARÉM

Ribatejo por

Agradecimento

SANTARÉM

5239 Sua esposa, filhos, irmãos e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Assine o

MARIA TOMÉ MARTINS SIMÃO

5249 Seus filhos, genro, nora, netos e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Particcipam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo dia 16, às 10:30 horas na Igreja de Alcanhões, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Agradecimento

VALE DE SANTARÉM

Correio do

Agradecimento

N. 03/12/1952 - F. 03/03/2014

5238 Sua mãe participa que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo dia 16, às 11 horas na igreja Paroquial de Alpiarça, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

SANTARÉM – PÓVOA DE SANTA IRIA

Nasceu 17/11/1944 - Faleceu 06/03/2014

Agência Funerária Helder Vacas, Lda. Telef. 243 333 520 - SANTARÉM DGAE Nº. 1241

5250 Sua irmã, cunhado e sobrinho, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo dia 19 às 19 horas, na Igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

PÓVOA DA ISENTA

LEONARDO CORDEIRO RODRIGUES 5252 Sua esposa, filhos, genro, nora, netos e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

19/03/1958 - 19/03/2014

MARIA AUGUSTA DA SILVA Agradecimento e Missa do 7º. Dia N. 08/05/1930 – Póvoa da Isenta F. 07/03/2014 – Santarém

5262 Seus filhos e restante família, agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa de 7º. dia pelo seu eterno descanso no próximo domingo dia 16, ás 10:30 horas, na Igreja da Póvoa da Isenta, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto. Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243 108 492 Santarém

Participação de Falecimento e Agradecimento N. 5/02/1932 - F. 21/02/2014

5242 Sua esposa, filho, netos e bisnetos, cumprem o doloroso dever de participar o falecimento do seu saudoso extinto, ocorrido no passado dia 21 de Fevereiro, tendo-se realizado o funeral no dia seguinte para o cemitério da Póvoa de Santa Iria. Agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Querem ainda agradecer especialmente aos Médicos e Enfermeiras e todo o pessoal do serviço de Oncologia do Hospital Distrital de Santarém por todo o apoio e dedicação dispensada. A todos bem haja.

N. 24/10/1935 - F. 07/03/2014

5245 Seu marido e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Agência Funerária Lopes & Benavente, Lda. Telef. 243 323 888 – SANTARÉM

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SAÚDE

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

Extinção de carreiras de autocarros entre os hospitais do Médio Tejo preocupa PCP

Prova de Vinhos do Tejo no Brasil

O deputado da CDU pelo distrito de Santarém questionou na passada semana a presidente da Assembleia da República a propósito da eventual extinção de car-

reiras de autocarros entre os hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo (Abrantes, Tomar e Torres Novas). Na missiva dirigida a Assunção Esteves, a que a agência Lusa teve acesso, o deputado António Filipe referiu que a “reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo implicou graves prejuízos para as populações”, nomeadamente com a concentração de serviços, tendo lembrado que “para minorar estes graves inconvenientes foram criadas carreiras de autocarros”, ligando os hospitais que integram o Centro Hospitalar. “A reorganização e concentração de serviços, como aconteceu com a urgência médico-cirúrgica em Abrantes e o consequente encerramento de valências, levou a que os utentes tenham de se deslocar entre os hospitais de Torres Novas, Abrantes e Tomar para serem atendidos, com os incómodos, as despesas e os eventuais danos para a saúde daí decorrentes”, apontou o deputado comunista. António Filipe observa que, “para minorar estes graves inconvenientes, foram criadas carreiras de autocarros ligando os hospitais que integram o Centro Hospitalar”, mas que “o que sucede, porém, é que estão anúncios afixados nos autocarros dando conta da sua extinção no final do

Sociedade Portuguesa de Nefrologia assinala ‘Dia Mundial do Rim’ A Sociedade Portuguesa de Nefrologia assinalou ontem o “Dia Mundial do Rim”, sob o tema “A Doença Renal Crónica e o Envelhecimento”. Esta iniciativa, em mais de 100 países em todo o mundo surgiu da necessidade de informação e sensibilização sobre a doença renal, devido à sua elevada prevalência e significativas morbilidade e mortalidade associadas. A Doença Renal Crónica é caracterizada pela perda lenta, progressiva e por vezes irreversível da função renal e é uma patologia que tem um elevado índice de mortalidade precoce. Embora se possa manifestar em qualquer idade, os idosos compõem a faixa etária mais afetada pela doença renal crónica, sendo por isso considerada uma patologia geriátrica. Tem-se assistido, nos últimos anos, a um incremento das taxas de incidência e prevalência desta doença na população com mais de 65 anos, verificando-se também um aumento da idade média dos doentes a fazer hemodiálise - acima dos 65 anos -, razões que apontam para a necessidade de estar vigilante para o problema junto da população mais envelhecida. Com o avançar da idade as principais causas que podem provocar insuficiência renal são a nefropatia diabética, a hipertensão arterial, as doenças vasculares, as nefropatias hereditárias e as glomerulonefrites. Mas se estas patologias são a causa da maior prevalência da doença renal crónica nesta faixa etária, também a própria alteração da morfologia, estrutura e funcionalidade do aparelho renal associadas ao envelhecimento, têm uma grande responsabilidade na incidência da doença. A atrofia dos rins consequência de alterações vasculares intra e extra renais, é um sinal da possibilidade de se vir a desenvolver insuficiência renal. Na generalidade, a população sénior tende a ter maiores níveis de dependência necessitando de um apoio mais constante e mais atento. A precocidade no diagnóstico permitirá atenuar e prevenir os efeitos desta doença garantindo ao idoso melhor qualidade de vida. O doente aprende e entende melhor e com menos ansiedade porque é que tem de ter alguma restrição

alimentar, qual é o benefício da medicação e porque tem de se submeter a alguns procedimentos clínicos, mais agressivos, que eventualmente lhe possam vir a ser efectuados. A ausência sintomática nos primeiros estádios da doença, incentiva ainda mais esta proactividade e necessidade de estar alerta para a saúde dos rins, principalmente em pacientes com fatores de risco. É fundamental acautelar possíveis alterações a nível da urina. As alterações do débito da urina, a sensação de ardor ao urinar, a presença de sangue ou a dificuldade em urinar, bem como dor ou desconforto na região lombar. Quando se faz o diagnóstico de doença renal e após terapêutica instituída não se obtém uma cura total o doente fica com uma doença crónica conhecida por doença renal crónica (DRC).Esta doença evolui, a maior parte das vezes, de forma progressiva, mais ou menos lenta, dependendo a progressão da etiologia da doença, da terapêutica e da adesão do doente à mesma. Daí que o acompanhamento do idoso, nesta fase, adquira neste contexto um papel relevante na maneira como ele encara toda a problemática do seu estado de saúde. Quando o doente atinge o estádio terminal da DRC as opções terapêuticas disponibilizadas para substituir a função renal são a hemodiálise (HD), a forma comumente utilizada, a diálise peritoneal (DP) e o transplante renal. Uma doença crónica é sempre um factor indutor de apreensão emocional. No idoso, sempre mais fragilizado, a DRC e os tratamentos actualmente disponíveis para manter a vida, habitualmente desconhecidos da população, engendram estados de grande incerteza. Acrescem, ainda, as alterações provocadas na vida quotidiana que provocam naturalmente, nesta faixa etária, estados de ansiedade e mesmo depressivos que requerem por um lado, uma maior acuidade do apoio médico e por outro, um efectivo apoio socio - familiar. *Artigo da responsabilidade da Direcção da Sociedade Portuguesa de Nefrologia

mês de Março”. “A extinção destas carreiras, a confirmar-se, será mais um golpe nos direitos das populações e o acesso aos serviços hospitalares ficará ainda mais dificultado, com as consequências daí decorrentes”, advoga. Na missiva, António Filipe pergunta ao Governo, através do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, “se têm conhecimento do propósito de extinguir as carreiras de autocarros que fazem a ligação entre os hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo e que medidas tenciona tomar para evitar que esse grave atentado aos direitos das populações seja concretizado”.

Andreia Forcado Médica Dentista na Clínica Great Care - WMed

Novos tratamentos em Dermatologia Proteção ungueal plástica para unhas incarnadas As unhas incarnadas (“encravadas”) são frequentes nos adultos jovens entres os 12 e os 30 anos, principlmente no 1º dedo do pé: Os factores predisponentes para o seu desenvolvimento são: • Traumatismo direto; • Corte incorreto da unha; • Calçado apertado; • Defeito da biomecânica de apoio do pé (hiperpronação ). O novo método da proteção ungueal plástica tem por objectivo o restabelecimento do sulco lateral da unha através da inserção suave da protecção ungueal ao longo da margem lateral do prato ungueal, sob anestesia local, até à prega proximal, eventualmente eliminando o tecido de granulação antes do procedimento. Quais os cuidados no poscirurgia? Analgesia eventual durante 48 horas. • A infecção clinicamente evidente implica prescrição de antibioterapia. • Remoção da protecção ungueal pelas 4-6 semanas conforme a gravidade inicial da lesão e o crescimento da unha. Quais as vantagens deste procedimento em comparação com o método cirúrgico clássico? 1. Eficaz com taxa de recorrência baixa (1/13: 7% contra 64%-87% na avulsão cirúrgica e 16% na matricectomia parcial). 2. Procedimento rápido e fácil (15-20 minutos). 3. As actividades normais podem ser retomadas imediatamente (excepto desporto) usando apenas um pequeno penso. 4. Necessidade mínima de material cirúrgico.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

Colheita de sangue amanhã em Santarém A Sociedade Recreativa Operária promove amanhã, sábado, uma colheita de sangue, das 9h00 às 13h00, naquela associação, na Rua Serpa Pinto, número 125, em Santarém (Palácio do Landal). Em simultâneo com esta colheita decorrerá também uma inscrição de doadores de medula. A SRO apela ainda à comparência de novos dadores de sangue e dadores de medula, para estarem presentes nesta Colheita de Sangue com a colaboração do Instituto Português do Sangue e Transplantação.

SAÚDE

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VINHOS

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

Vinhos Com o apoio de 22 produtores e a presença na Bolsa de Turismo de Lisboa

‘Vinhos do Tejo’ relançam projecto da Rota Enoturística Enoturismo tem previsões de crescimento anual entre oito e dez por cento até 2015. 2014 é o ano em que o projecto da Rota dos Vinhos do Tejo, que conta com o apoio de 22 produtores da região vitivinícola, vai ser relançado. A estratégia de relançamento do projecto iniciou-se quarta-feira, dia 12 de Março, com a participação, pela primeira vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), a maior feira nacional do sector, que decorre de 12 a 16 deste mês, na FIL. “As previsões do Plano Estratégico Nacional do Turismo 2013-2015 revelaram, no ano transacto, um crescimento anual do enoturismo entre 8 a 10 por cento até 2015. Estes dados contribuíram muito para o aumento da nossa confiança na delineação de uma nova estratégia para a Rota dos Vinhos do Tejo”, explica Giovanni Nigra, presidente da Associação da Rota dos Vinhos do Tejo. Nesse sentido, vão ser cinco os produtores da Rota dos Vinhos do Tejo que marcarão presença na BTL com o objectivo de dar a co-

nhecer a profissionais e ao público em geral algumas das melhores unidades de enoturismo da região do Tejo, através de provas de vinhos e do contacto directo com os produtores. Os produtores presentes na feira de turismo são a Quinta da Lapa, a Casa Cadaval, a Falua, a Enoport

United Wines e a Quinta da Lagoalva de Cima. A participação na BTL é uma das várias iniciativas que irão ser levadas a cabo pela Rota dos Vinhos do Tejo, no ano do seu relançamento. Esta Rota é composta por quatro percursos, denominados: o ‘Tesouro do Gótico’, do qual fazem

parte sete produtores provenientes de seis sub-regiões vitivinícolas, ‘Touros e Cavalos’, que conta com três produtores e duas sub-regiões, ‘Beira Tejo’, composto por oito produtores de quatro sub-regiões e ‘Tesouro Manuelino’, com quatro produtores pertencentes a três sub -regiões.

Vinalies Paris Internacionals PRODUTOR

VINHO

MEDALHA

Adega Cooperactiva do Cartaxo

Bridão Clássico Tinto 2011

Ouro

Quinta da Badula

Quinta da Badula Reserva Tinto 2010

Ouro

Centro Agrícola do Tramagal

Casal da Colheira Reserva Tinto 2011

Ouro

Casal do Conde

Terras do Vale Merlot Colheita Seleccionada Tinto 2011

Ouro

Adega Cooperactiva do Cartaxo

Bridão Reserva Branco 2012

Prata

Quinta da Badula

Badula Colheita selecioncada Tinto 2012

Prata

Companhia das Lezírias

Companhia das Lezírias Tyto Alba Vinhas Protegidas Tinto 2011

Prata

Quinta da Alorna

Portal da Aguia Tinto 2011

Prata

Quinta da Alorna

Quinta da Alorna Branco 2013

Prata

Quinta da Alorna

Quinta da Alorna Tinto 2011

Prata

Casal do Conde

Casal do Conde Touriga Nacional Cabarnet-Sauvignon Reserva Tinto 2011

Prata

Agrovia, Sociedade Agro-Pecuária

Quinta da Lapa Reserva Touriga Nacional Tinto 2012

Prata

Agrovia, Sociedade Agro-Pecuária

Quinta da Lapa Sparkling brut Branco 2011

Prata

Maior número de medalhas de sempre - Vinalies Paris Internacionals

Produtos do Tejo medalhados:7 - Total de Vinhos premiados:13 - Medalhas de Ouro:4 - Medalhas de Prata: 9


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

DESPORTO

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Clube vitoriano conquista título a 5 jornadas do fim e fez a festa nas ruas de Santarém

Vitória Clube de Santarém é bicampeãodistrital de infantis E vão seis! Há três temporadas que o Vitória Clube de Santarém não pára de somar títulos distritais ao seu palmarés, reforçando um estatuto emergente de potência do futsal distrital. No último domingo, foi a vez de a equipa de infantis repetir o feito da época transacta, sagrando-se bicampeã distrital do escalão… mas, desta feita, a 5 rondas do fim e com um recorde explosivo de golos: 251 em 15 jornadas! E a cidade de Santarém parou para escutar o grito de Vitória de um emblema em ascensão, que juntou dezenas de viaturas para uma comemoração digna de… um grande. A proeza já antes conseguida pelos escalões de benjamins (2011/12 e 2012/13), infantis (2012/13) juniores masculinos (2012/13) e seniores femininos (já em 2013/14) seria imitada com novo resultado astronómico, diante do Clube Desportivo Os Patos, precisamente o 2.º classificado da prova e um dos principais rivais no contexto distrital: a exibição de gala do conjunto vitoriano traduziu-se em retumbantes 17-2! Logo aos 13 segundos, João Peitaço abriu as portas de um sonho cada vez mais escancarado, fazendo o primeiro dos seis golos que adicionou à sua conta pessoal, numa época de sonho: melhor marcador da prova com 69 tentos, num total de 123 em duas épocas e meia vestido de azul e branco, marca que lhe vale o título de goleador-mor da História do clube entre todos os escalões. Uma média que promete quebrar todos os recordes do futsal distrital nas próximas temporadas. Peitaço bisaria logo aos 3 minutos, logo depois de outro dos grandes astros da companhia fazer o gosto ao pé: Eduardo Carvalho, o príncipe de Alcanhões, um jogador completo, exemplo de humildade, com um pé esquerdo capaz de seduzir o mais exigente dos adeptos. No entanto, o fantasma do drama da última jornada do último campeonato (quando Os Patos venderam cara a derrota, por 8-6) voltou a pairar sobre a Nave Municipal de Santarém, quando os visitantes, aos 7 e aos 8 minutos, reduziram a diferença para 3-2. A manhã estava, porém, destinada a ser de glória para a nação azul, e a realidade é que o susto brotou de um par de esporádicas incursões da turma do Rossio ao Sul do Tejo junto da baliza de Paulo Nunes, pois o domínio vitoriano era avassalador. Num ápice, seguiram-se mais cinco gritos de júbilo para os da casa, e os 7-2 ao intervalo quase autorizavam a antecipação da encomenda das faixas. No segundo tempo, a confirmação da superioridade do Vitória assentou em 25 minutos de esplendor, durante os quais se assistiu a um infindável desdobrar de

situações de perigo junto da baliza rossiense, traduzido em mais… uma dezena de golos. Nesse período, surgiu em cena a arte de Miguel Tomé, produto do filão de talentos da fábrica do Vale de Santarém, que rubricou um vistoso hat-trick, abrilhantado pelo melhor golo do dia, num disparo sem preparação, arrumando o esférico na gaveta após convite açucarado de Peitaço. Num desafio em que toda a orquestra esteve em perfeita sintonia, destaque ainda para actuação de luxo de Jony Ribeiro, autor de quatro golos neste jogo do título, ele que é outro dos mágicos do fino espectáculo de ilusionismo encenado pelo mestre Ivo Costa desde Setembro nas quadras distritais. O camisola 10 já ultrapassou a meia centena de remates certeiros (51) na sua época de estreia na modalidade! Quando o árbitro Sandro Silva apitou para o final do encontro, a cidade pôde então aquilatar in loco, pela sexta vez em três anos, o poder da mística da causa vitoriana, numa romaria inesquecível de mais de duas dezenas de viaturas em entusiasmante delírio pelas ruas escalabitanas, com os populares, rendidos, a aplaudirem mais um feito de um clube que soube crescer à

custa da dedicação e do sacrifício daquela que, cada vez com maior fundamento, é apelidada de família vitoriana. Na partida decisiva, alinharam Paulo Nunes, Diogo Madeira, Jony (3), Eduardo Carvalho (2) e João Peitaço (6); Bernardo Garcia, João Francisco (2), Miguel Oliveira, Miguel Tomé (3), Ricardo Ferreira e Tomás Faustino. Mas o feito é repartido igualmente pelo extenso rol de atletas ausentes que compõem o plantel às ordens de Ivo Costa, Fred Faustino e Pedro Martins e que desta vez ficaram de fora das opções: Tiago Nunes, Bernardo Fazenda, Marcelo Guerra, Pedro Santos, Pedro Tavares, João Vitorino, Bruno Costa, Miguel Morais, João Passos e Bernardo Brites, além dos benjamins António Sezões, Miguel Neves e Zé Miguel, que já integraram a equipa “B” na presente temporada.

Seniores masculinos falham apuramento

O início de época de sonho dos seniores masculinos do Vitória, comandados de Ricardo Mesquita e Rui Cardoso, não fazia antever o desfecho confirmado no passado fim-de-semana após a jornada dupla que encerrou a 1.ª fase do Campeonato Distri-

tal: os desaires com S. Vicentense (1-7) e União de Almeirim (2-3) empurraram a equipa para fora da zona de apuramento do futuro campeão distrital do escalão. Com uma versão muito diferente do plantel que arrancou para a presente temporada, os vitorianos têm apresentado um conjunto muito jovem, com vários elementos da equipa de juniores, o que, na hora de analisar o insucesso, permite apresentar a atenuante de o clube não se afastar da sua vocação natural para a aposta no trabalho de formação. Agora, o plantel concentrará esforços na luta pela obtenção do primeiro lugar na fase de apuramento de classificação final para os clubes não apurados e, simultaneamente, na preparação sustentada da temporada 2014/15, com a certeza de que a qualidade do trabalho efectuado acabará por se traduzir nos tão almejados resultados desportivos, como é disso excelente indicador o recente (e inédito) apuramento para a final da Taça do Ribatejo. Outros resultados ‒ Infantis: Ribeira Fárrio, 0 - VCS “B”, 6; Benjamins: Vitória CS, 1 – Ribeira Fárrio, 2; Juniores femininos: Vitória CS, 2 – Zambujeira Serra Calvo, 3.

João Vieira Pinto apresenta Tejo Cup em Santarém A Associação de Futebol de Santarém vai realizar na próxima segunda-feira, dia 17 Março, pelas 18h15, no W Shopping, em Santarém, a conferência de imprensa de apresentação do Torneio Tejo Cup 14, a qual contará com a presença do patrono da edição deste ano, o ex-jogador e actualmente director da Federação portuguesa de Futebol, João Vieira Pinto. Para o antigo internacional portu-

guês e agora dirigente da Federação, João Pinto “é uma honra ser o patrono de um torneio que engloba jovens jogadores de todo o vosso distrito”. Num ano em que a Associação Futebol de Santarém comemora 90 anos de existência, várias vão ser a iniciativas que a actual direcção liderada por Francisco Jerónimo irá realizar, inseridas nas comemorações, como é exemplo o Torneio Tejo Cup’14.


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DESPORTO

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

Associação Académica de Santarém

Juniores cada vez mais primeiros Os Juniores da Associação Académica de Santarém (AAS) venceram o N. S. Rio Maior, por 3-0, e deram passo muito importante rumo ao título. Numa tarde excelente e perante muito público, as equipas da Académica de Santarém e do N. S. Rio Maior, proporcionaram um excelente jogo de futebol. Ambas entraram com espírito de vencer, sendo a briosa mais feliz e eficaz. Perante uma 1ª parte algo estranha, passiva até, foi a partir dos 70’, com a obtenção do primeiro golo do jogo, que a AAS partiu para uma parte final arrasadora. Pacientemente, com disciplina e muita organização, a equipa conseguiu o seu objectivo perante um opositor directo (2.º classificado). O jogo fica também marcado pelo regresso a “casa” de Bernardo Jorge (ex. U. Leiria). Marcaram pela Briosa, Bernardo Batista, Quinzinho e João Amaral. Por sua vez, os Juvenis venceram o C. A. Riachense, por 2-1, num campo (pelado) muito difícil. Apesar das condicionantes, vitória clara e justa da turma escalabitana, com golos de Pedro Mourinha e Francisco Rocha. Os Iniciados ‘A’ venceram no terreno do C. A. Riachense, pela margem mínima, num jogo com duas partes muito disputadas, mas com um péssimo espectáculo para os presentes. Valeu o golo da Académica, que surgiu aos 59’, após um livre de Tomás Melro. Os Infantis ‘A’ receberam e venceram o N. S. Rio Maior ‘A’ por 2-0. Mais uma vitória (embora sem nota artística) e o apuramento à distância de um ponto, quando faltam quatro partidas para disputar. Marcaram pela AAS, David Silvestre e José Maria. Os Infantis ‘B’ venceram em Salvaterra de Magos a equipa ‘C’ local, por 3-0. Foi uma justa e importante vitória sobre um adversário bastante competitivo, num campo difícil de se jogar, devido às suas dimensões. Pela Briosa marcaram os golos Salvador Martinha (2) e João Marecos. Os Infantis ‘C’ venceram a A. D. Fazendense ‘A’ por 4-3, num jogo impróprio para cardíacos. A ‘estrelinha’ acabaria por iluminar a Académica que marcou o golo da vitória já perto do apito final. Por sua vez, os Sub-11 ‘A’ venceram o

G.D. Samora Correia, por 7-1. Foram duas partes distintas, em que apenas na segunda os ‘estudantes’ conseguiram mostrar a sua real valia. Após esta vitória e a cinco jornadas do final da 2ª fase, a equipa de João Alagoa, tem agora 10 pontos de avanço sobre os segundos classificados. Os Sub-11 ‘B’ conquistaram um empate com sabor a vitória no campo do S. L. Cartaxo ‘B’. Do jogo, regista-se a excelente atitude da equipa, que recuperou de uma desvantagem de dois golos, numa boa tarde para a prática do futebol. Os Sub-10 ‘A’ venceram em Fátima a equipa ‘B’ local, por 6-0. Boa exibição e vitória justa, que a equipa dedicou no dia da mulher à “Mãe” Paula Canavarro. Marcaram pela AAS, Diogo Marques (2), Francisco Nunes, Francisco Sousa, Martim Canavarro e Lucas Anjos.

Judo da Casa do Benfica de Santarém no Torneio de Salvaterra

A Casa do Benfica em Santarém participou no domingo (dia 9), em Salvaterra de Magos, no Torneio de Judo para jovens dos 4 aos 14 anos. João Oliveira, da CBS obteve um 1.º lugar enquanto Pedro Oliveira subiu ao pódio no segundo posto. Flávio Vieira, Afonso Prata, Simão Sá e

Carolina Esteves foram terceiros classificados num Torneio onde participaram ainda Pedro Godinho, Rodrigo Agostinho e Maria Lopes. Os atletas da CBS foram acompanhados pelos treinadores Jorge Barroca Vítor e Carlos Ricardo.

Os Sub-10 ‘B’ empataram (1-1) na recepção à U. D. Santarém ‘A’. Foi um bom jogo, com todos os ingredientes de um derby. Enquanto isso, os ‘C’ empatavam (2-2) frente ao CADE ‘B’ num dos campos do excelente complexo desportivo do Entroncamento. Por aquilo que se passou durante os 50 minutos, o resultado é justo e premeia a boa exibição e a atitude da equipa, que nunca virou a cara à luta. Os Sub-10 ‘D’ perderam por 2-1 frente à U. D. Santarém ‘B’. Apenas faltou eficácia na concretização, ainda que em termos de oportunidades fossem praticamente as mesmas para ambas as equipas. A vitória sorriu a quem se superiorizou na finalização. Os Sub-8, Sub-7 e Sub-6 estiveram presentes em mais uma manhã desportiva na Escola Superior Agrária. Duas vitórias,

duas derrotas e um empate, foi o balanço de mais uma manhã de alegria e boa disposição. Os atletas da equipa de Infantis da Briosa Vítor Lisboa, José Salvador e Salvador Coutinho, foram convocados para o 1º Treino da Selecção E13 (Concelhos de Alcanena, Rio Maior e Santarém) com vista à participação no Torneio Inter-Selecções Regionais - Tejo Cup 2014 -, promovido pela Associação de Futebol de Santarém. Finalmente, os veteranos venceram a U. D. Chamusca, por 4-1, num jogo de sentido único, com a briosa a vencer de forma inquestionável, em mais uma jornada de confraternização. Marcaram pela Académica: César Saramago, Nuno Cardigos, Pedro Madeira e Paquita.

Colóquio

Integração de Instituições no Desporto Adaptado

A Associação Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal (ASBIHP), Delegação do Ribatejo e Vale do Tejo, promove a 29 de Março um colóquio subordinado ao tema “Integração de Instituições no Desporto Adaptado”. A ASBIHP - Delegação do Ribatejo e Vale do Tejo é uma delegação regional da ASBIHP – Associação Spina Bífida e Hi-

drocefalia de Portugal. Esta delegação, sem fins lucrativos, tem como objectivo ajudar pessoas com necessidades especiais, designadamente, em áreas de âmbito social, cultural, desportiva e de lazer, com vista à sua plena integração na comunidade envolvente e sociedade em geral.


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

DESPORTO

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União Desportiva de Santarém

Seniores seguem em frente rumo à 1.ª Divisão A equipa sénior da União Desportiva de Santarém (UDS) garantiu, no passado domingo, a passagem à segunda fase do campeonato distrital da 2ª divisão da AF Santarém, apesar de derrotada em Glória do Ribatejo por 3-2. “É sem sombra de dúvida um resultado inesperado, face ao contexto extremamente difícil e perante a competitividade da série de apuramento,” disse ao Correio do Ribatejo o coordenador do futebol da UDS Leonel Madruga. “É igualmente notável o empenho de um grupo de jogadores totalmente amador, que jogam exclusivamente pelo amor ao Clube e à modalidade, o que realça feito alcançado a uma jornada do final da primeira fase, beneficiando da derrota da União de Almeirim em Rio Maior,” acrescentou o responsável. “A derrota por 3-2 em Glória no Ribatejo, não retira brilho ao apuramento, reflecte apenas aquilo quem foi uma tarde menos conseguida da formação escalabitana,” conclui Leonel Madruga. Para a história do clube ficam os nomes de Piedade, Teodoro (Filipe Madeira), João Paulo, Bruno Duarte e Júlio, Pedro Santos (Ricardo Alves), Carrilho e Nelson Lopes, João Moura (Tiago), José Santos e Costinha (Capitão). Como suplentes não utilizados a dupla Tony e Paulinho tinha no banco, Vasco, Leonardo e João Carvalho. A entrada no jogo algo desconcentrada ditou a desvantagem no marcador, o primeiro golo da Glória aparece muito cedo no jogo e com demérito para a formação unionista, que viria ainda conceder mais dois golos. Na segunda parte com os ajustamentos no sector do meio campo, a equipa voltou aos níveis habituais e viria a recuperar no marcador através dos dois golos de Ricardo Alves. A confirmar que a UDS não estava nos seus dias, Costinha desperdiçou uma grande penalidade que daria um justo empate na partida. Na próxima jornada, recepção ao Rio Maior, um jogo entre duas equipas classificadas para a segunda fase, onde em disputa estará, apenas, a ordem dos três primeiros lugares.

Sub-10 B vencem derby

A equipa de Sub-10 “B” da União Desportiva de Santarém (UDS), na disputa da 11ª jornada do campeonato distrital de Benjamins, nível III, recebeu e venceu por dois a um, a Académica de Santarém, vencendo o “derby scalabitano”. Mais uma boa exibição que retrata o bom trabalho da equipa. Na próxima jornada defrontam a

Equipa Sub 10 “B” da União Desportiva de Santarém

equipa do Footkar em Paço dos Negros. Por sua vez, os Benjamins Sub-10 “A” da UDS consolidaram o segundo lugar, estando apenas a uma vitória de carimbar o passaporte para a fase de apuramento do campeão distrital de Benjamins, nível II. Na deslocação ao terreno da vizinha Académica de Santarém, o “derby” desta feita terminou com um empate a um golo, um resultado que traduz o equilíbrio entre as duas formações. Na próxima jornada, na

recepção ao Footkart poderá acontecer a tão esperada vitória e a passagem a segunda fase. Ainda na manhã de sábado, a contar para 10ª jornada do campeonato distrital de infantis, nível II, os Infantis receberam a sua congénere de Samora Correia, num jogo difícil perante o segundo classificado da série. O resultado de 10-0 na primeira volta não intimidou os locais, que arrancaram uma excelente exibição, plena de garra

e determinação que transportou a decisão do jogo apenas para os instantes finais do encontro. Surpreendentemente o equilíbrio foi a tónica dominante e o resultado final de 3-5, penaliza apenas a pouca eficácia da equipa unionista, que ao falhar a grande penalidade que possibilitaria o empate, viria ao cair do pano e numa jogada de contra-ataque sofrer o golo que sentenciou a partida. Fica a boa exibição, o empenho e a galhardia da formação da UDS. Na próxima jornada, na deslocação a Benavente, a equipa unionista mantendo a postura deste encontro poderá alcançar outro resultado. Os juniores da UDS deslocaram-se a Ferreira do Zêzere, e num jogo muito importante para os lugares de manutenção, averbaram uma derrota por 2-0. Registo apenas para o maior empenho dos jogadores unionistas, que procuraram oferecer a vitória ao novo treinador, Pedro Natas, que substituiu o professor Sérgio Domingos no comando da formação da UDS. As equipas do futebol de formação da UDS, das variantes de 5, deslocaram-se a Vila Chã de Ourique, para participar no torneio convívio do Estrela Ouriquense, Os Sub-8 realizaram-se dois jogos perante as equipas de Sub-9 do EFCO e da Póvoa da Isenta. Os Sub-7 apresentaram-se muito desfalcados e no confronto com as equipas de Sub-8 do Fazendense e o EFCO. Ambas as equipas deixam boas indicações para a participação no Encontro Distrital de Traquinas promovido pela AFS, cujo primeiro momento terá início no próximo sábado na Moçarria, pelas 15 horas.

Vitória Clube de Santarém é bicampeãodistrital de infantis No fim-de-semana de 1 e 2 de Março realizou-se o Estágio de Capacitação de Infantis da Associação de Natação do Distrito de Santarém (ANDS) e Associação de Natação de Leiria (ANL), nas Piscinas Municipais de Coruche. Este estágio realizou-se num dia e meio, dividido em três sessões de treino, sob a coordenação dos Directores Técnicos Regionais da ANDS e da ANL, onde estiveram presentes 53 nadadores. A Empresa Municipal Viver Santarém fez-se representar pelos nadadores Miguel Santos e João Lopes, convocados pelo critério dos resultados alcançados no Torneio Nadador Completo - Pontuação FINA, no somatório da prova do torneio. Assim sendo, só os nadadores que terminassem nos dois primeiros lugares

de cada escalão no Torneio Distrital do Nadador completo é que seriam convocados, o que foi o caso dos dois atletas da Viver Santarém. Miguel Santos ficou em 2º Lugar (vicecampeão Regional) no Torneio Distrital do Nadador Completo no seu escalão, Infantis A masculinos, enquanto o nadador João Lopes sagrou-se Campeão Regional deste mesmo torneio no seu escalão: Infantis B masculinos.

Viver Santarém no Mais Lezíria

No passado fim-de-semana, realizouse em Coruche o Festival de Escolas de Natação Mais Lezíria, para nadadores entre os 6 e os 10 anos. Neste evento, organizado pela Câmara Municipal de Coruche e pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, participaram

sete nadadores da Empresa Municipal Viver Santarém: Constança Sousa, Gonçalo Mendonça, Marta Bucha, Maria Inês Dias, Matilde Sousa, Raquel Louro e Sebastião Nogueira, na categoria de Escolas, sob a orientação do Professor Renato Rodrigues. Para estes nossos nadadores, esta cons-

tituiu a sua primeira experiência competitiva, onde o mais importante foi sem dúvida o convívio e o primeiro contacto com o espírito competitivo. Estiveram presentes mais de sete municípios entre os quais Alpiarça, Almeirim, Salvaterra de Magos, Cartaxo, Rio Maior, Coruche e Santarém, com um total de 97 nadadores.


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DESPORTO

Hóquei Clube de Santarém

Iniciados e Escolares cem por cento vitoriosos na Taça AP Lisboa Os iniciados do Hóquei Clube de Santarém (HCS) com o segundo jogo realizado na Taça Ap Lisboa, conquistaram a segunda vitória na prova, desta vez frente ao Hóquei Clube ‘Os Tigres’, de Almeirim. A turma escalabitana dominou a partida, tendo o seu treinador aproveitado para rodar a equipa, sem deixar de cumprir com o primeiro objectivo: vitória no desafio. Os escolares iniciaram a prova com jornada dupla e, consequente, dupla vitória por números alargados, no sábado, também frente aos Tigres de Almeirim e no domingo, no Entroncamento. Os bambis foram a Alenquer jogar com uma equipa a realizar a sua segunda época, pelo que seria expectante a diferença de aprendizagem comparativamente aos jovens escalabitanos que praticamente iniciaram a actividade há seis meses. Foi sem dúvida mais uma experiência enriquecedora na sua curta experiência de hoquistas. Os resultados do fim-de-semana foram os seguintes: Escolares, HCS, 8 - HC ‘Os Tigres’, 0; Bambis, S. Alenquer B, 13 – HCS, 3; Iniciados, HCS, 7 - HC ‘Os Tigres’, 4; Escolares, UF Entroncamento, 1 – HCS, 15. Os próximos jogos são os seguintes: Amanhã, sábado (dia 15), 16h00, Iniciados, ‘Os Corujas’ – HCS; 18h00, Bambis, HCS – Paço de Arcos ‘B’. Domingo (dia 16), 14h30, Iniciados, HCS – UF Entroncamento; 15h30, Benjamins, HCS – Alcobacense CD; 18h00, Seniores, GDR lobinhos – HCS.

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014


CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

Ecos do Burladero Ludgero Mendes

A Monumental “Celestino Graça” – que a 7 de Junho do ano em curso assinala as suas Bodas de Ouro – abrirá as portas, no próximo sábado, às 16 horas, para acolher a corrida inaugural da temporada escalabitana. Em praça estarão os cavaleiros de alternativa Rui Salvador, Luís Rouxinol e Duarte Pinto, que enfrentarão “terroríficos” toiros de Prudêncio da Silva Santos, e a jovem amadora Mara Pimenta que lidará um novilho-toiro de Passanha, estando as pegas confiadas aos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e de Montemor-oNovo, capitaneados, respectivamente, por Diogo Sepúlveda e por António Vacas de Carvalho. Esta corrida, integrada nas Festas de S. José, por ocasião do feriado municipal de Santarém, reúne bastos motivos de interesse, para além de assinalar, também, algumas efemérides aliciantes. Rui Salvador, cavaleiro e arquitecto, natural de Lisboa, mas, profundamente iden-

TAUROMAQUIA

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Sábado, dia 22, Vamos aos Toiros! tificado com a cidade do Nabão, vai comemorar este ano o trigésimo aniversário sobre a data da sua alternativa (Campo Pequeno, 9 de Agosto de 1984), e continua a assumir-se como uma das principais figuras do toureio equestre, conhecido como o toureiro dos “ferros impossíveis”, tanta é a emoção que coloca nas suas poderosas sortes frontais. Luís Rouxinol continua a ser um dos mais carismáticos cavaleiros na actualidade, mantendo intactas todas as condições que o catapultaram ao plano de prestígio que tão empenhadamente logrou alcançar, e que o tornam, de facto, uma referência entre os seus pares. Duarte Pinto herdou de seu pai o carácter de um toureiro sério e pundonoroso que, alicerçado num estilo clássico, busca em todas as corridas a perfeição e o triunfo, que amiúde tem conseguido, nomeadamente no tauródromo escalabitano, cenário de tantas actuações de grande êxito. Mara Pimenta, jovem almeirinense que deu os primeiros passos nesta arte taurina em casa

de Luís Rouxinol, é agora apoderada por João Pedro Bolota, que lhe aponta um futuro muito promissor, dadas as suas enormes faculdades que lhe reconhece. Os Forcados Amadores de Santarém e os de Montemor, dois dos mais antigos e prestigiados dos grupos portugueses, reeditam nesta tarde os imensos confrontos que têm protagonizado ao longo dos longos anos da sua existência, e uma vez mais a praça de toiros de Santarém assistirá a uma dessas inolvidáveis jornadas, em autêntico hino à arte de pegar toiros. As ganadarias de Prudêncio e de Passanha têm grandes pergaminhos e são conhecidas como divisas “duras”, o que, decerto, emprestará muita emoção ao espectáculo, o que se deseja, uma vez que esta é um dos condimentos mais apreciados pelos bons Aficionados. Os preços são idênticos aos que têm sido praticados nas últimas temporadas, havendo bilhetes a partir dos dez euros. Então, sábado, lá estaremos!

“O Toiro de Lide e o Espectáculo”

A origem do toiro bravo esteve no centro do debate, organizado pela Associação “Gentes do Cartaxo” no passado dia 28 de fevereiro. Esta Associação de Solidariedade, Cultura e Recreio promoveu, no passado dia 28 de fevereiro, o colóquio “O Toiro de Lide e o Espectáculo – Os Mistérios da Bravura”. O debate tentou desmistificar a origem do toiro bravo e teve como oradores Eng.º Jorge Carvalho, da Ganadaria Jorge Carvalho, Dr. João Andrade, da Ganadaria Prudêncio Silva Santos, João Telles, das Ganadarias David Ribeiro Telles e Vale Sorraia, João Folque, da Ganadaria Palha, e Vasco Brito Paes, médico veterinário. A moderar o debate esteve José Cáceres. Inspirada nas tertúlias de antigamente,

onde a conversa e o ponto de encontro se proporcionavam naturalmente, a iniciativa contou com uma assistência significativa, despertando o interesse de várias gerações. Até que ponto os ganadeiros têm influência na bravura dos toiros, que qualidades deve ter um bom toiro, os critérios a ter na selecção dos toiros, as diferenças entre o toiro manso e o toiro bravo, o comportamento dos toiros na arena, as ambições de um ganadeiro, a adaptação dos toiros à lide a pé e à lide a cavalo ou do que depende o sucesso de uma ganadaria foram temas sobre os quais os oradores se debruçaram, no decurso de uma longa e agradável conversa. Para o veterinário Vasco Brito Paes, “o

que se pretende hoje do toiro é muito exigente. O meu papel é ajudar o ganadeiro a tentar encontrar um toiro na plenitude das suas faculdades, para que ele consiga demonstrar a sua bravura na praça”, referiu, acrescentando que “um bom ganadeiro consegue perceber todos os sinais que o toiro dá e normalmente é assertivo na escolha dos toiros para as corridas. Mas o problema é que a melhor vaca nem sempre dá o toiro mais bravo, isso é o mais difícil de uma ganadaria”. João Folque defendeu que “o toiro fala e diz-nos verdadeiramente o que é no campo, mas um terço dele é genético e dois terços é meio ambiente, portanto, não deixa de ser uma caixinha de surpresas, porque há muitos aspectos do toiro que não se

dominam”. E acrescentou que “os grandes toiros são normalmente filhos de vacas regulares e não de vacas de bandeira”. Jorge Carvalho lembrou que “o toiro é uma criação do homem e se não houvesse intervenção do homem na selecção, o que tínhamos era um toiro bravio”. Para si, “o verdadeiro toiro bravo é aquele que no campo não se incomoda quando nos aproximamos dele e que nas corridas humilha e tem mobilidade e nobreza”. João Telles revelou que “quando quis transformar a ganadaria virada para o toureiro, ia dando cabo dela”, isto porque “o toureiro normalmente não quer o toiro que o ganadeiro quer e isso acaba por prejudicar a bravura do toiro”. João Telles defendeu também que o toiro que é bravo na lide a pé serve para a lide a cavalo, enquanto o contrário não”. João Andrade não tem dúvidas de que o trabalho de ganadeiro é fruto de uma grande paixão. “A amante do ganadeiro é a ganadaria, se não fosse a paixão, acabariam os toiros bravos, ficariam só os mansos. Se encarássemos as ganadarias só do ponto de vista económico, já não tínhamos ganadarias em Portugal”, referiu. O colóquio, integrado nas comemorações do 7.º aniversário da Associação, teve lugar na Tertúlia “Gentes do Cartaxo”, situada na Praça de Toiros. [C]

Arte e Tradição no centro da Charneca Ribatejana

Arte e Tradição no centro da Charneca Ribatejana O Chouto é uma aldeia do concelho da Chamusca situada na Charneca Ribatejana, a poucos quilómetros da sede do concelho, e é servida por estradas que permitem uma ligação rápida aos grandes centros urbanos da região, sendo, ainda, uma zona privilegiada na ligação ao Alentejo. A aldeia está implantada no verde da Floresta onde o sobreiro é uma árvore de grande importância na economia local, constituindo um espaço ideal para a realização de um evento tradicional fortemente marcado pela ligação do homem à Terra. Preservando um núcleo típico de casas de rés-do-chão, o Chouto beneficia ainda dum grande largo que permite a instalação de um interessante espaço de exposição

artística e económica, único neste Concelho e até na região. A existência de diversas ganadarias bravas nesta região e a potencialidade que estas podem representar para um turismo temático, fazem acreditar que a existência de uma Feira Nacional do Toiro poderá ser um importante factor de desenvolvimento socio-económico, apostando-se na sua integração no circuito de certames nacionais e internacionais deste tipo. Por isso, não se pretende que a Feira do Toiro no Chouto, neste ano de 2014, seja, apenas, um acontecimento pontual, mas, antes, que venha a constituir uma janela de oportunidade para potenciar negócios ligados à gastronomia e à paisagem, se se souber valorizar o Toiro enquanto símbo-

lo destas terras. Assim, nos dias 2, 3 e 4 de Maio o Chouto vai ser uma arena de tradições e arte com Festival Taurino, casetas de produtos tradicionais, largadas de toiros, toirada à corda, flamenco, fado, sevilhanas, recortadores, passeios equestres, treinos de forcados, escolas de toureiro, festas jovens pela noite, exposições temáticas e muito mais que está a ser preparado para uma aldeia que se vai transformar numa multidão de emoções. Todos os contactos com a organização podem ser feitos para o telefone 915306234 ou pelo mail feiranacionaldotoiro@gmail.com. Em Maio a Festa é no Chouto!


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CORREIO POLICIAL

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Problema policial, por “Zé da Vila”

Um enigma para Gustavo Domingos Cabral Rua Serpa Pinto 98 2000-046 Santarém geral@correiodoribatejo.com d.cabral@sapo.pt

Jogos de Lógica O meu pai e eu totalizamos cem anos de idade. Quando o meu filho tiver mais oito anos do que eu tenho actualmente, serei tão velho com o meu pai é actualmente, e serei cinco anos mais velho do que o meu filho no presente momento. Quais são actualmente as nossas três idades? “António e Antonieta sobem a um mesmo andar numa escadaria rolante. Na escada nenhum dos dois fica imóvel. António sobe 34 degraus e atinge o andar em 18 segundos. Antonieta sobe 26 degraus e atinge o andar em 30 segundos. Quantos degraus comporta a escada entre os dois andares? Todos os dias a viatura de uma empresa vai buscar a correspondência aos Correios. Avançando a uma velocidade constante chega e parte à hora precisa, sempre a mesma, em que a correspondência é distribuída. Num dia, a correspondência é distribuída mais cedo. Um carteiro leva -a de bicicleta. No caminho, dez minutos de estrada, encontra a viatura da empresa, que, sem perda de tempo, recolhe a correspondência, volta para trás e chega à empresa dez minutos mais cedo que o habitual. Qual era o avanço dos Correios em relação ao horário habitual da distribuição? Soluções dos problemas publicados no dia 28 de Fevereiro: 1 – Tirava uma porca de cada uma das três rodas e colocava-a no pneu que teve o furo, seguindo assim com três porcas em cada um dos pneus. 2 – O assassino confessou-lhe que matara a tia para receber a herança, mas o idoso, na qualidade de padre, não podia divulgar o segredo da confissão. 3 – Um era vegetariano; de nada valia sacrificar outro. 4 – Se se atirassem para a frente caíam no barco e não na água. 5 – Só se pode tirar fotografias com máquina fotográfica, e não com um turbante! 6 - Um S. Concorrente premiado: Castro Cordeiro

Apesar da força interior para aparentar jovialidade, Gustavo não podia disfarçar o cansaço. Ele próprio duvidava podê-lo esconder por muito tempo. Se “O Rapto do Aldinho” fora fácil de mais, já “O Punhal Maldito que Veio do Passado”, “A Morte do Escritor” e outros mais consumiram-lhe boa parte dos neurónios. Dias e noites de imensas buscas… Assim, G.B. nem protestou à ordem que “veio de cima” para oito dias de férias… já! Férias repartidas - comentou, num sorriso meio chistoso, para o colega de equipa – ainda se fossem férias repetidas! De qualquer modo, partiu para S. Pedro de Moel, habitual refúgio revigorante, entre o cheiro doce dos pinheiros e o ar salgado da imensidão do mar. A “bomba 159” entrou em descanso, trocada por amigos certos, dispostos à cavaqueira, longos passeios, a pesca que compartilhava, a sós, com o mar… um entendimento entre a agitação da água e os seus eternos pensamentos… quiçá, tão só, sonhos jamais revelados… Levantou-se tarde. Espiou o mar, do alto da falésia. Após o almoço, conduziu o passeio de manutenção até ao “Bar dos Anjos”, recanto paradisíaco roubado ao passado. Conversa, jogo de damas, dominó, sueca,

bisca… Televisão só nas transmissões de futebol e nas (imperdíveis!) de Fórmula 1. Abraçou os quatro companheiros com quem se encontrava à noite, gozando as peripécias das longas partidas de bisca de quatro. O Jeremias e o Matos (que partilhavam parte do dia com a pesca), o Vinhas (que se dedicava a tempo inteiro a passear a simpática cadela) e o Pacheco (que tem um quintal murado e árvores de fruta bem tratadas, de que ele cuida com enlevo). E foi a fruta, fundamentalmente as peras, que gerou um duelo entre os quatro referenciados. Pacheco gabava-se de que ninguém conseguia entrar no pomar devido ao temível cão que o guardava, apesar de o portão gradeado ficar no trinco. A bravata soou a desafio e gerou um total silêncio de desagrado. O facto é que, na noite seguinte, um dos parceiros faltou e foi Gustavo quem tomou o seu lugar. Soube-se, entretanto, que, através do portão, alguém lançara dois pedaços de carne ao cão, que os rejeitou. Até parecia mais feroz… Tentativa A, pensou G.B., quando teve conhecimento do acto! Aliás, no decorrer do passeio digestivo, divisou Vinhas a rondar o pomar, ralhar com a cadela e atirar um pequeno seixo a um rafeiro que se

Solução do problema “O Leitor Resolve”, publicado no dia 28 de Fevereiro:

aproximava. Nessa noite, um dos parceiros escalou a traseira do muro através de uma escada que passou para dentro. Ao descer, o cão apareceu e mal teve tempo de subir para o muro, de onde desceu sem escada, com prejuízo das pernas… Na quinta-feira, Pacheco foi à Marinha Grande. Quando regressou e entrou no pomar, encontrou uma cesta de peras apanhadas, uma meia comida! O cão, deitado junto à casota, olhou o dono meio desconfiado, ergueu uma orelha interrogativa, mas indiferente… Roubado, limpamente! Ou, antes, não havia ladrão… deixara lá as peras! Mas… Como iludira o cão? Era a pergunta que tinha para a noite! Um desafio para si, Inspector – eu só quero saber Quem e Como? Mais tarde teve a resposta, óbvia. Pergunta-se: Quem foi o “ladrão” e como conseguiu colher as peras, sem oposição do cão? As respostas devem ser endereçadas, no prazo de 10 dias, para um dos endereços supra. Entre as respostas recebidas será sorteado um livro. A solução e o nome do contemplado serão publicados no próximo dia 28.

O objecto que tem a indicação de 60 AC é falso, por ser impossível indicar aquilo que ainda não sucedera, isto é, 60 anos antes de Cristo! Concorrente contemplado: “Olho Vivo”.

Episódio narrado por Jartur

Burlas, Burlões e outros Aldrabões Uma das burlas mais completas de que temos conhecimento é a que a seguir vamos narrar. Não sabemos se aconteceu, nem onde foi realizada. O que é certo, porém, é que já várias vezes a ouvimos e contámos, em versões mais ou menos modificadas e de origem sempre diferente, o que mais nos leva a duvidar da sua autenticidade. No entanto, ela aí vai. Verdadeira ou fictícia, não deixa de ser interessante. Portanto, cremos, os que a desconheciam vão gostar de a ler, assim como aqueles que a conheciam gostarão de a recordar. Em certa cidade, um senhor bem-posto e de boas falas, dirigiu-se ao gerente de um stand de automóveis, mostrando interesse em comprar um dos melhores modelos. Após as conversas necessárias e a indispensável experimentação do veículo, o cliente resolveu-se a adquiri-lo pelo preço que o negociante havia estipulado. De comum acordo, pois, o vendedor de automóveis confiou plenamente no seu considerável freguês, tendo este feito a entrega dum cheque, cujo valor cobria exactamente a importância da aquisição. Visto que as negociações se efectuaram no fim de uma tarde de 6ª feira, só na segunda - feira seguinte o proprietário do stand poderia levantar o dinheiro a que o cheque dava direito. Nessa mesma segunda - feira, o novo proprietário do carro passaria pelo stand, pois pretendia adquirir diversos acessórios para embelezar o veículo. No sábado, no dia que se seguiu aquele em que a compra fora efectuada, o pro-

prietário do estabelecimento foi procurado por um estranho que desejava falar-lhe, pois desconfiava de um negócio que tinha feito e que julgava relacionar-se também com aquela firma. Ao ver que o carro adquirido pelo visitante era o mesmo que na véspera vendera, o gerente da agência ficou boquiaberto. E ainda mais pasmado ficou, quando soube por que importância irrisória o carro fora revendido. O estranho tentou justificar a razão por que inicialmente não fizera uma ideia pessimista acerca da compra, dizendo que o cavalheiro que lhe vendera o automóvel estava seriamente atrapalhado, pois nessa mesma noite tinha de partir de avião para o Brasil, em viagem de negócios urgente, e não poderia de modo algum levar o carro, até porque, nessa ocasião, necessitava de uma certa importância. Nada mais foi preciso para que o negociante de carros se apercebesse de que tinha sido burlado. O seu cérebro passou a ser obcecado pela ideia de que o cheque que lhe fora entregue e tão confiadamente aceitara não valia mais do que um papel em branco. As diligências começaram, em ritmo desesperante, numa tentativa de apanhar o burlão. Um dos inúmeros telefonemas acertou em cheio. A Judiciária pôs-se em campo e apanhou o procurado, alguns minutos antes da hora a que o avião devia partir. Pondo-se em contacto Judiciária, burlão e burlado, este último confirmou que

o cheque tinha cobertura e que ele não podia adiar a sua ida ao Brasil, visto que isso o prejudicaria em alguns milhares de contos, tal era o valor do negócio que encetara, negócio que acabaria por perder se não seguisse naquele primeiro avião. Mas o proprietário da agência automobilística é que não foi pelos ajustes. Responsabilizou-se perante as autoridades, pela detenção do viajante, prontificando-se, por exigência da Judiciária, a pagar todos os prejuízos que o homem viesse a ter com a protelação da viagem. O viajante – impossibilitado de viajar – foi detido e conservado sob prisão, até que o negociante de automóveis enviasse nova ordem, no dia seguinte, quando um agente da autoridade local fosse com ele ao Banco certificar-se de que o cheque não tinha qualquer valor. Na segunda-feira, todavia, quem recebeu um rude golpe moral e um grande alívio no cofre foi o agente de vendas. No Banco, informaram-no, após a apresentação do cheque, que aquele senhor tinha em depósito uma importância muitas vezes superior ao valor da ordem de pagamento. Escusado será dizer que, provada a “honestidade” do viajante difamado, este recebeu, dias depois, uma muito choruda importância, precisamente o dinheiro gasto na passagem aérea que não realizou e ainda o montante que, como provaram documentos vindos do Brasil, tivera de prejuízo por não ter realizado o negócio. Aqui termina este interessante conto… Um conto do vigário.


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Sudoku

PASSATEMPO

As anedotas do Barbosa

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Soluções Edição Anterior

Já não se ouve falar do aumento de impostos À chegada do marido a casa, ao fim do dia, diz-lhe a mulher: - Olha, hoje, ainda não ouvi, na televisão, falar de mais aumentos de impostos. O marido: - Boa! Até que enfim que eles pararam com isso! A mulher: - Não estejas tão contente, porque não é o que tu julgas. Não ouvi, porque a televisão avariou…

HORIZONTAIS

1 – Teciam. Em maior quantidade. 2 – Vértice da protuberância occipital externa (Anat.). Margem, borda. 3 – Trespassar. 4 – Espaço de tempo correspondente à revolução da Terra em torno do Sol. Membrana interna dos olhos. Antes-de-Cristo (abrev.). 5 – Tornar raso. Falando-se de animais, bravo ou ainda não domesticado (Bras.). 6 – Lódão. 7 – Tentou com audácia. Afeção cutânea e contagiosa, produzida por um ácaro. 8 – Nosso Senhor (abrev.). Igualas (Prov.). Nitroglicerina (abrev.). 9 – Reiterado, repetido. 10 – Provocas o touro. Caixas de madeira revestidas de couro. 11 – Agricultar. Leproso. VERTICAIS

1 – Banda musical. 2 – Indio (s.q.). Sódio (s.q.). Arder (Prov.). 3 – Elegantes, esbeltas. Letra grega. 4 – Mova-se no ar. O m.q. agoirar. 5 – Diz-se de ou o pano que não forma rugas, que não amarrota. 6 – Réus (abrev.). Alta Tensão (abrev.). 7 – Pequeníssima. 8 – Medida. Apelido. 9 – Gemidos. Chapéu alto. 10 – Dar as cores do íris. Anónimo (abrev.). O espaço sobre a Terra. 11 – Relativo ao sarcoma.

Horóscopo CARNEIRO Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Um amor antigo poderá ser esquecido finalmente. Descubra a imensa força e coragem que traz dentro de si! Saúde: Estará melhor do que habitualmente. Dinheiro: Esforce-se no trabalho e poderá conseguir a promoção que tanto deseja. Números da Sorte: 17, 25, 30, 2, 9, 28. Pensamento positivo: Eu concluo tudo aquilo que começo.

nifica Protecção, Luz. Amor: Não seja injusto com os seus amigos, pense bem naquilo que diz. Uma personalidade forte sabe ser suave e leve como uma pena! Saúde: Procure o oftalmologista, pois as dores de cabeça podem estar relacionadas com cansaço ocular. Dinheiro: Tudo estará dentro da normalidade. Números da Sorte: 4, 17, 23, 49, 26, 1. Pensamento positivo: Sei que há uma estrela que brilha por mim!

TOURO Carta Dominante: Cavaleiro de Paus, que significa Viagem longa, Partida Inesperada. Amor: Não deixe que os assuntos profissionais interfiram na sua vida amorosa. Que o futuro lhe seja risonho! Saúde: A sua energia está em alta, não vai querer estar parado. Dinheiro: Poderão surgir algumas dificuldades económicas. Números da Sorte: 21, 14, 16, 23, 45, 9. Pensamento positivo: A vida é uma viagem cheia de surpresas boas.

LEÃO Carta Dominante: 8 de Paus, que significa Rapidez. Amor: Evite as discussões com o seu par, mesmo que tenha razão. A força e a humildade caminham de mãos dadas! Saúde: Tendência para enxaquecas. Dinheiro: Dê mais valor ao seu trabalho, e só terá a ganhar com isso. Números da Sorte: 14, 18, 26, 48, 35, 7. Pensamento positivo: Adaptome rapidamente às novas situações.

CARANGUEJO Carta Dominante: a Estrela, que sig-

DIRECTOR João Paulo Narciso (C.P. n.º 2097) paulo.narciso@correiodoribatejo.com REDACÇÃO Filipe Mendes (C. P. n.º 7984) filipe.mendes@correiodoribatejo.com COLABORADORES DE MÉRITO Joaquim Veríssimo Serrão, João Gomes Moreira, Bertino Coelho Martins e Mário Sousa Cardoso COLABORADORES Alberto Silva, António Canavarro, Cândido Azevedo, Domingos Cabral (Correio Policial), José Barbosa, José Raimundo Noras, Ludgero Mendes (Tauromaquia), Luísa Barbosa, Maria-Alzira Almeida, Martinho Vicente Rodrigues, Nelson Ferrão, Nuno Domingos, Teresa Lopes Moreira e Vicente Batalha

Palavras Cruzadas

GÉMEOS Carta Dominante: a Morte, que significa Renovação. Amor: Procure esquecer as situações menos positivas do seu passado afectivo. Saúde: Poderá sentir uma certa indisposição. Dinheiro: Segurança financeira. Números da Sorte: 23, 11, 36, 44, 29, 6. Pensamento positivo: Tenho sempre o poder de renovar a minha vida.

www.correiodoribatejo.com Semanário Regional Fundado a 9 de Abril de 1891 Fundador: João Arruda Director de Mérito: Virgílio Arruda

VIRGEM Carta Dominante: Valete de Ouros, que significa Reflexão, Novidades. Amor: As brincadeiras na sua relação afetiva serão uma constante, aproveite -as. Que a leveza de espírito seja uma constante na sua vida! Saúde: Não deixe que a irresponsabilidade afete a sua saúde e procure com maior regularidade o seu médico. Dinheiro: Cuidado com os gastos repentinos. Números da Sorte: 9, 46, 27, 33, 21, 14. Pensamento positivo: Reflicto sobre o que desejo

para a minha vida e faço um esforço para o alcançar. BALANÇA Carta Dominante: 10 de Ouros, que significa Prosperidade, Riqueza e Segurança. Amor: Não deixe que o seu orgulho fira a pessoa que tem a seu lado. Preocupe-se com aquilo que você pensa sobre si próprio, faça uma limpeza interior. Saúde: Faça uma caminhada por semana e verá como a sua circulação sanguínea vai melhorar. Dinheiro: Tente fazer um pé-de-meia, pois mais tarde poderá vir a precisar de um dinheiro extra. Números da Sorte: 47, 12, 39, 26, 3, 37. Pensamento positivo: A riqueza interior é o meu maior tesouro. ESCORPIÃO Carta Dominante: o Carro, que significa Sucesso. Amor: Pode estar apaixonado e ainda não se ter dado conta. Que a clareza de espírito esteja sempre consigo! Saúde: Não seja medroso e vá ao médico com mais regularidade. Dinheiro: O seu equilíbrio monetário está para breve. Números da Sorte: 28, 17, 32, 11, 49, 24. Pensamento positivo: O sucesso espera por mim, porque eu mereço! SAGITÁRIO Carta Dominante: o Imperador, que significa Concretização. Amor: A felicidade e a paixão estarão estampadas no seu rosto. A Vida espera por si. Vi-

va-a! Saúde: Poderá sofrer de algumas dores musculares. Dinheiro: Poderá ter alguns gastos extra, previna-se. Números da Sorte: 49, 10, 5, 19, 11, 20. Pensamento positivo: Eu concretizo os meus projectos! CAPRICÓRNIO Carta Dominante: 9 de Ouros, que significa Prudência. Amor: Poderá finalmente deixar os receios de lado e lançar-se de cabeça na paixão. Aprenda a escrever novas páginas no livro da sua vida! Saúde: Cuide mais do seu cabelo e unhas. Dinheiro: Possível aumento salarial. Números da Sorte: 4, 16, 23, 48, 23, 1. Pensamento positivo: Sou prudente nos passos que dou. AQUÁRIO Carta Dominante: o Diabo, que significa Energias Negativas. Amor: O seu ambiente familiar encontra-se na perfeição, aproveite a boa disposição que vos rodeia. Seja um bom professor, eduque para que os mais jovens tenham uma profissão, mas, sobretudo, eduque-os para a vida. Saúde: Andará um pouco em baixo, faça ginástica. Dinheiro: Se pretende comprar casa, esta é uma boa altura. Números da Sorte: 15, 26, 40, 37, 4, 29. Pensamento positivo: Venço as energias negativas através dos pensamentos positivos. PEIXES Carta Dominante: Rainha de Ouros, que significa Ambição, Poder. Amor: Se tem algum problema que o está a incomodar, é tempo de o resolver. Proteja as suas emoções tornando-se cada dia que passa num ser humano mais forte e então sim, será feliz! Saúde: Tendência para algumas dores de garganta. Dinheiro: Não desespere, com a ajuda dos seus amigos conseguirá saldar possíveis dívidas. Números da Sorte: 17, 23, 38, 9, 49, 3. Pensamento positivo: A minha maior ambição é ser feliz.

COLUNISTAS António Filipe, Aurélio Lopes, Carlos Oliveira, Fátima Vasques, Francisco Morgado, Idália Serrão, Ilídio Tomás Lopes, José Augusto Rodrigues, Manuela Marques, Manuela Ribeiro, Maria Fernanda Barata, Massimo Esposito, Nuno Serra e Tiago Leite REDACÇÃO Rua Serpa Pinto, 98 2000-046 Santarém Tel: 243 321 116 geral@correiodoribatejo.com facebook@correiodoribatejo.com DEPARTAMENTO COMERCIAL/PUBLICIDADE Maria Lopes 910 719 513 243 321 116 geral@correiodoribatejo.com publicidade@correiodoribatejo.com Secretariado Carlos Benzinho 910 719 513 243 321 116 DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO E ASSINATURAS Carlos Benzinho geral@correiodoribatejo.com ASSINATURAS Semestral: 10 Euros Anual: 20 Euros Avulso: 0,70 Euros (IVA Incluído) DEPARTAMENTO GRÁFICO Kriamos www.kriamos.pt IMPRESSÃO CORAZE Oliveira de Azeméis DISTRIBUIÇÃO Vasp – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. EMPRESA EDITORA E PROPRIETÁRIA Verdade das Palavras, Comunicação Social , Lda Rua Serpa Pinto, 98 2000-046 Santarém Tel.: 243 321 116 Capital social: 30 mil euros Depósito Legal: 66102/93 N.º de Registo do Título:102555 ISSN 1647 – 2608 Contribuinte n.º 510 075 398 Tiragem: 4600 exemplares


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ÚLTIMA

CORREIO DO RIBATEJO, SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2014

Aquele bife à Central na apresentação do Nuno à liderança da Distrital do PSD estava como o candidato: Óptimo!

Vocês desculpem-me mas eu fui à apresentação da Isaura…

E então? Como foi?

Foi como o anúncio da cerveja no futebol: Sede de vitória… Um contra um… Milhões que vibram, do golo à goleada… Câmara, Parlamento, Bancada… Carregadores de pianos, presidentes, deputados… Bandeiras rasgadas, derrotas suadas... O Distrito? O Distrito... Somos Nós!

Miguel Ginestal Machado

“O legado histórico da família Ginestal Machado foi determinante no meu impulso cívico e político” Miguel Ginestal Machado, sobrinho de Mariana Ginestal Machado, esteve este sábado, em Santarém, na atribuição do nome de rua à sua tia. Professor, mestre em Gestão Pública, foi deputado à Assembleia da República, vereador na Câmara de Viseu e governador civil daquele Distrito, em 2009/2011. Hoje, ocupa o cargo de chefe de Gabinete do Secretário-geral do PS, António José Seguro e é director-geral do PS, desde 2012. O que pensa da atribuição do nome da sua tia a uma rua de Santarém? É uma homenagem justa a uma Mulher livre, que tinha um pensamento percursor sobre o imperativo moral e ético de provocar nos outros as interrogações sobre a política de pensamento único vigente nos tempos da ditadura. A tia Mariana foi uma Mulher à frente no seu tempo. Que recordações guarda dela? Recordo a sua ternura e delicadeza no trato com todas as pessoas e a sua extraordinária humanidade. Recordo ainda com saudade as conversas prolongadas sobre o momento político e a família, sempre acompanhadas por um chá e pelos deliciosos “celestes”. A sua tia influenciou de alguma forma o seu percurso político? O legado histórico da família Ginestal Machado foi determinante no meu impulso cívico e político. Apesar de viver em Viseu nasceu em Santarém. Como vê a cidade onde nasceu nos dias hoje? Saímos de Santarém quando eu tinha dois anos de idade, porque o meu pai foi colocado nos Serviços Florestais em Vila Real. O meu Pai veio para Santarém, julgo que em 1956, formar-se na Escola Agrícola e aqui conheceu e casou com a nossa Mãe. Dos 5 filhos, 3 nasceram em Santarém. Hoje vejo a cidade à luz das recordações que dão sentido à nossa vida: A alegria nas reuniões de família no jardim da casa da Travessa das Frigideiras, o entusiasmo do nosso pai nas largadas de touros no recinto antigo da Feira Nacional de Agricultu-

ra e os passeios até às Portas do Sol, onde a visão a perder de vista da Lezíria é uma das mais deslumbrantes de Portugal. Que leitura faz do actual momento político que Portugal vive? Vivemos um tempo muito difícil e cheio de desesperança. Os mais jovens sentem que não têm futuro, quem trabalha não sente segurança laboral e os pensionistas e os reformados, sentem que não valeu a pena uma vida de trabalho. O governo quebrou as promessas eleitorais, conduziu os portugueses para um caminho de empobrecimento, destruiu a classe media enquanto o número de milionários aumenta a cada dia. Portugal precisa de um novo rumo que aposte na capacidade dos portugueses, nas empresas e no crescimento para gerar emprego. É tempo de termos políticos que cumpram as suas promessas, sem demagogia, nem loas de falsas facilidades. Se pudesse o que apagaria da história de Portugal? Apagaria a política do “orgulhosamente só” que Salazar impôs tempo demais a Portugal. Ainda hoje pagamos por isso. Lema de vida? Nunca desistir quando acreditamos que estamos a fazer o que deve ser feito. Prato favorito? Adoro vários pratos de carne no mítico restaurante Taberna do Quinzena, uma boa alheira e as receitas ribatejanas da nossa mãe: Migas da Avô Maria e as Azevias no Natal.

Um título para o livro da sua vida? O impossível não existe. Música? Bryan Adams. Livro de cabeceira? The audicity of hope - Barak Obama. O que mais aprecia nas pessoas? Aprecio pessoas íntegras e com atitude. O que mais detesta nelas? A falta de respeito porque, na minha opinião, é uma característica de pessoas que não se respeitam a si próprias nem aos outros. Sinto igualmente desprezo por pessoas intriguistas. Acordo Ortográfico. Sim ou Não? Sim, mas felizmente existem correctores automáticos!

PONTO FINAL paulo.narciso@correiodoribatejo.com

Santarém já assinala 40 Anos de ‘Abril’. Fá-lo como Cidade incubadora da Democracia e da Liberdade que ajudou a colorir o cinzentismo com que os portugueses pintavam a sua vida “no tempo da outra senhora”. Com uma programação rica e variada, uma sessão solene na Câmara, ruas a premiar a excelência de Mariana Ginestal Machado e Mariana Viegas, Mulheres de quem só nos podemos orgulhar, as comemorações dos 40 Anos de ‘Abril’ não vão ser assinaladas pela Assembleia Municipal de Santarém porque a proposta do deputado do Bloco de Esquerda só pode contar com os votos dos deputados do PS e do movimento Mais Santarém, a estranha abstenção da CDU e o voto contra do PSD. Venceu a maioria e isso ‘Abril’ ensinou-nos a respeitar. Mas não deixa de ser, no mínimo insólito, um órgão autárquico, autónomo e democraticamente eleito, dizer que não assinala os 40 Anos do 25 de Abril de 1974, porque outro órgão autónomo, a Câmara, já o tinha feito e por ser escassa a participação popular nestas sessões. Cada vez o será mais, se as instituições não derem o exemplo e se a cidade renegar a sua condição de terra inspiradora, de onde nos despedimos do medo, rumo à democracia. Levem a Assembleia a uma escola da Cidade e ensinem às crianças os valores da Liberdade que muitos deles resumem a pórticos e a uma Escola que, na prática, já não lembra a Cavalaria. Vivemos um tempo em que se prima pela indiferença e pela ausência que colocam Santarém mais distante dos valores que levaram Salgueiro Maia a “perder uma noite” para que nós, portugueses, acordássemos para a vida. João Paulo Narciso

Cr 14 março 2014  

Correio do Ribatejo - 14 Março 2014

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