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ENTREVISTA /

“É bom sentir que alguém perto de nós está atento ao que fazemos”

Paulo Sousa

Chama-se Nuno Grácio, e desenvolve a sua arte na BaseCer a partir de Tramagal para todo o país, e já dá também os primeiros passos além-fronteiras. Este ano, a Antena Livre e o Jornal de Abrantes quiseram apresentálo publicamente e atribuíram-lhe o “Galardão Inovação”. Nuno Grácio, emocionado dizia que foram anos em que muita coisa mudou “Lembro-me de sair de casa em tempos difíceis sem saber se teria combustível para voltar para trás”. Hoje é um homem que gere um negócio de sucesso.

Nuno, como é que começou esta aventura?

A aventura começou quase por mero acaso quando me vi no desemprego e com necessidade de trabalhar. Nessa altura, optei por apostar num negócio próprio e o mundo do azulejo apareceu-me como uma opção quase que natural. Primeiro porque o meu sogro me ofereceu o empréstimo de uma linha de produção de azulejo e segundo devido ao facto de já ter trabalhado ligado a este artigo. Daí até à atividade atual tudo se deve a um processo de perceção do mercado que fui conquistando e das suas necessidades.

Já havia interesse nas tradições e em manter as mesmas, ou foi uma paixão que foi crescendo?

O tradicionalismo português sempre foi a base desde o início da atividade. O slogan da empresa desde o início que foi “BaseCer - A base da Tradição”.

Essencialmente, o que é que aqui se faz?

Aqui trabalhamos algumas das matérias primas que melhor nos identificam no mundo enquanto país, a cerâmica e a cortiça. Pegamos nessas matérias primas adaptamo-las ao mercado dos souvenirs para turistas ou simplesmente à personalização para prendas e merchandising, quer individualmente quer combinando as matérias entre si ou com outras como a madeira ou o têxtil. Em termos de artigos produzimos magnéticos, ca-

necas, azulejos individuais, painéis de azulejo pintados à mão, bases para quentes, almofadas, t-shirts, peças de cerâmica, copos de shot, postais de cortiça, relógios, presépios em miniatura, porta-chaves, tabuleiros. E a listagem de artigos a produzir ainda não se encontra fechada. Continuamos a desenvolver artigos.

E tudo produção “caseira”?

A matéria prima é comprada no mercado ibérico, contudo todo o processo de preparação, adaptação e personalização é feito por nós através de técnicas mais ou menos artesanais. Tentamos, contudo, ser o mais independentes possível na capacidade de produção dos nossos artigos.

Quem ajuda? Este trabalho é feito por quantas pessoas?

Este trabalho é basicamente produzido no seio familiar por mim e pela Mariana [esposa], contando com algumas ajudas externas de algumas pessoas com quem troco experiências e opiniões a fim de desenvolver alguns novos produtos. Contudo, ainda este ano contamos ter a necessidade de acrescentar mais alguém ao nosso grupo de trabalho de uma forma mais constante, uma vez que é nossa intenção alargar substancialmente a área territorial do mercado que pretendemos servir, bem como o expectável aumento de necessidade proveniente do aumento do fluxo de turistas que o país espera para este ano.

Na Gala antena Livre & Jornal de Abrantes, no teu discurso, disseste que foram tempos difíceis. Hoje em dia, este negócio sai de Tramagal, para todo o país, mas também para fora do país! Estavas preparado para este crescimento?

Não vou dizer que nos meus sonhos mais secretos não ambicionava ou imaginava alcançar isto, ainda assim, assumo que tudo se precipitou face às minhas mais altas ambições. As coisas começaram a acontecer, e ainda continuam, mais depressa do que aquilo que consigo antever. Cada vez que aumento a capacidade de produção face ao normal fluxo de encomendas do ano anterior este estabelece um novo record. Vamos ver se este ano conseguimos estar mais equilibrados em relação ao trabalho que nos vá surgindo. Algo me diz que ainda não será este ano que vamos conseguir equilibrar as coisas.

Quais são as maiores dificuldades com que te deparas?

Dormir (Risos). Durante os meses de abril a novembro. Dormir durante a época alta de turismo no nosso país é mesmo o mais difícil. A par disso somente o conseguir pôr em prática todas as ideias que trago na cabeça de coisas a criar, ou a dificuldade em desenvolver alguns projetos em parceria com colegas com quem criei um núcleo de entre ajuda para a inovação conjunta do que cada um produz individualmente.

Na Gala, quisemos apresentar-te de certa forma, como uma revelação, porque achámos que a região (o Médio Tejo) não te conhecia?

Sinceramente, creio que não. 99% ou mais do que produzimos é levado para fora da nossa região. É maioritariamente um produto de venda rápida, e descaracterizada. Mesmo os trabalhos mais emblemáticos em que colaborámos dificilmente chegaram ao conhecimento da nossa comunidade mais próxima. Trabalhos como o emblemático painel comunitário da cidade do Porto (+/- Quem és, Porto?) assinado pelo Miguel Januário, ou o mural de brasões heráldicos das freguesias do concelho de Gouveia, em Gouveia, assinado pelo Telmo Pereira, ou a coleção de souvenirs do Pine Cliffs Hotel, A Luxury Collection Resort (Grupo Sheraton), ou as lembranças do “Festival del Perdón”, em Alcalá, de Guadaíra, em Espanha, ou ainda as ofertas de inauguração do mural comemorativo dos 30 anos da Fundação Ormeo Junqueira Botelho em Cataguases, no Estado de Minas Gerais, no Brasil. Contudo, assumimos a nossa cota parte de culpa, sempre nos preocupámos em demasia talvez, em nos fechar no nosso espaço de trabalho sem nos “mostrarmos” a quem nos está mais próximo.

Quais são os teus planos para a empresa?

Os planos passam por continuar a construir uma dinâmica que nos

permita encarar o futuro com estabilidade. Continuar a aprender e a crescer no nosso meio de mercado e procurar alargar o nosso trabalho a outras áreas de negócio. Até porque, confesso…a Gala foi há pouco mais de uma semana e estão a abrir-se portas! Já fui à televisão e tudo, a convite da autarquia de Abrantes, a quem agradeço a oportunidade e o convite.

O que é que este Galardão Inovação representou para ti e tua equipa, e que passos gostarias agora de dar?

Receber este galardão foi para nós uma grande honra e enche-nos de orgulho. É bom sentir que alguém perto de nós está atento ao que fazemos e que valoriza esse mesmo trabalho. A nossa gratidão por esse facto não tem medida. Quanto ao pós galardão, sinto que a responsabilidade em continuar a criar e a inovar aumentou, ao mesmo tempo que nos encorajou a avançar para um novo projeto em parceria com um amigo. Este novo projeto visa atingir uma amplitude nacional e tem a intenção de servir como apoio aos turistas que nos visitem a conhecer e explorar todos os pontos de interesse do concelho ou de uma localidade em particular, a qualquer hora e a qualquer dia da semana, aliando a tradição às novas tecnologias. Contamos ainda este ano avançar com o projeto. Paulo Delgado

maio 2018 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Abrantes

Contas de 2017 aprovadas por maioria. Oposição alega não se rever nas opções políticas da maioria PS A Assembleia Municipal de Abrantes (AM) aprovou, por maioria, no dia 20 de abril, o relatório de Prestação de Contas da Câmara Municipal e dos Serviços Municipalizados (SMA), referentes ao ano 2017. As contas foram votadas como um único documento e mereceram os votos contra da bancada do PSD e contaram com sete abstenções da bancada do BE, do CDS-PP, da CDU e dos presidentes da União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto e da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos. Já na reunião de Câmara, no dia 13 de abril, o BE absteve-se justificando que o “documento representa políticas do executivo com as quais o BE não se revê”. Argumento este também utilizado na sessão da AM. Por sua vez, o PSD, na sessão da Câmara Municipal, votou a favor da prestação de contas dos SMA. No entanto, o vereador Rui Santos absteve-se nas contas de 2017 da Câmara Municipal. Na sessão da AM, Fernanda Apa-

/ As contas mereceram os votos contra da bancada do PSD e contaram com sete abstenções da bancada do BE, do CDS-PP, da CDU e de dois presidentes de Junta rício justificou o voto contra da bancada social-democrata, dando conta que o documento “revela uma política na qual nós de facto não nos revemos”. Já João Salvador Fernandes (PSD) alegou o pouco tempo que a bancada teve “para analisar” o relatório, referindo que “ninguém

leu as 2415 páginas do documento que nos foi entregue com seis dias de antecedência”. O deputado disse que tal “documento, até por respeito ao número 2 do artigo 4.º do estatuto do direito de oposição, deveria ter sido veiculado a todos os partidos com uma precedência de, pelo menos,

PSD consegue ver aprovada proposta de nome rua Eurico Heitor Consciência A Assembleia Municipal de Abrantes, aprovou por maioria, no dia 20 de abril a proposta do PSD de recomendação para atribuir o nome de Eurico Heitor Consciência a uma rua. João Salvador Fernandes, líder da bancada do PSD, foi quem apresentou a proposta de recomendação e começou por lembrar que “no passado dia 6 de abril de 2018, esta casa, torpedeando o mais elementar bom senso, chumbou uma proposta de criação de um prémio de cidadania ativa e intervenção cívica em honra do Dr. Eurico Heitor Consciência”. “Uma decisão que, além de privar esta Assembleia Municipal de um instrumento para prestar homenagem a quem se destaca, enquanto cidadão, no colocar dos interesses comunitários à frente das conveniências pessoais, ofende a memória do ilustre cidadão e douto causídico que era o Dr. Eurico Heitor Consciência”, aludiu. Em resposta, Jorge Beirão, eleito pelo PS, disse que nunca foi in-

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Jornal de abrantes / maio 2018

tenção “ofender fosse quem fosse, e aliás a votação foi secreta”. “Acontece que é o PS que está em maioria, mas quem é que me diz a mim que por exemplo, o Dr. Manuel dos Santos (PS) com certeza votou a favor”, referiu o deputado socialista, tendo avançado que o PS votava favoravelmente a proposta de recomendação para atribuir o nome de Eurico Heitor Consciência a uma rua. Recorde-se que o PSD propôs a criação do Prémio de Cidadania Ativa e Intervenção Cívica Eurico Heitor Consciência, na Assembleia Municipal extraordinária, do dia 6 de abril. A votação, por voto secreto, contou com 10 votos a favor, 19 contra e 3 abstenções. A proposta foi chumbada.

PSD quer voltar a “Reflorir Abrantes” Foi aprovada, por unanimidade, na sessão da Assembleia Municipal, a proposta do PSD “Reflorir Abrantes, por uma cidade florida!”

30 dias, e os partidos deveriam ter sido convidados para uma sessão de esclarecimento, como aconselham as boas práticas tangentes à transparência democrática”. Em resposta ao PSD, Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, alegou que o Município cumpriu com os prazos de entrega da documentação previstos na lei e reforçou que se estava a pedir aos deputados “uma avaliação política e não técnica” do relatório. Maria do Céu Albuquerque referiu que os eleitos estavam “perante um ato meramente administrativo” e que o relatório de Prestação de Contas cumpria “escrupulosamente tudo aquilo que são as nossas obrigações legais”. “Há uma gestão efetivamente muito bem-feita, muito criteriosa e que há muito ainda para fazer, mas também graças a este esforço somos capazes de continuar a ter capacidade de investimento e melhorar a vida dos nossos cidadãos”, reforçou a presidente. Sobre o documento, a autarca

abrantina referiu que a taxa de execução da receita da Câmara Municipal “foi bastante superior àquilo que era a nossa expetativa, foi ultrapassada claramente e estamos a falar de uma taxa de execução de 63% pese embora ao nível da despesa, a execução tenha sido baixa nomeadamente ao nível da despesa de capital por via do atraso da execução do quadro comunitário”. “Podemos constatar é que a poupança corrente ascende a 6 milhões e quatrocentos mil euros. Sendo que, relativamente ao ano anterior, estamos a falar de um aumento de 19%”, explicou. No que diz às contas de 2017 dos SMA, Maria do Céu Albuquerque considerou existir “um ganho do reconhecimento externo por parte de entidades externas aos serviços municipalizados, destacando o certificado com selo qualidade exemplar da água para consumo humano”. Joana Margarida Carvalho

AM aprova proposta de recomendação por um Julgado de Paz

/ Eurico Heitor Consciência João Salvador Fernandes, líder da bancada social-democrata, apresentou a proposta, que acolheu a unanimidade dos eleitos, tendo recordado que “Abrantes já gozou da enorme honra de ser uma urbe famosa pelas suas flores, principalmente, os crisântemos. E deveu essa glória, em grande parte, ao mestre jardineiro Simão António Vieira e aos seus discípulos”. “Todos os munícipes já ouviram a menção a Abrantes, Cidade Florida. Contudo, com o passar dos anos, essa tradição estética e cultural, que tanto orgulhava os abrantinos, tem-se vindo a perder, sendo, hoje em dia, mais uma referência histórica do que uma realidade”, considerou o deputado. “O PSD considera que é preciso recuperar essa tradição e utilizá-la como um fator diferenciador que traga mais desenvolvimento económico, social e cultural ao nosso Município”, salientou. JMC

O Bloco de Esquerda viu aprovada, por maioria, a sua proposta de recomendação por um Julgado de Paz em Abrantes. A proposta, votada no dia 20 de abril, na sessão da Assembleia Municipal (AM), foi aceite pela maioria dos eleitos, tendo contado com um voto contra do CDS/PP e quatro abstenções, uma do presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos e três abstenções da bancada do PS. Na proposta, apresentada por Joana Pascoal, refere o BE que “os Julgados de Paz são tribunais com competência para apreciar e decidir questões litigiosas nas áreas cível e criminal. Graças a estas instituições tem sido possível descongestionar o movimento processual dos tribunais e permitir que estes se concentrem em causas mais complexas, permitindo-lhes decidir mais rapidamente e melhor”. Por sua vez, Tiago Fidalgo, disse que o CDS PP, estava contra a proposta apresentada “por uma questão de estratégia para Abrantes”. E explicou: “Não podemos andar há dois ou três anos a discutir o Mapa de Organização Judiciário. Ir contra as valências que na ver-

dade foram tiradas ao Tribunal de Abrantes, que foram várias e foram para outros concelhos, e de repente estar a entrar nesse mesmo caminho a esvaziar novamente de competências e de atribuições o Tribunal de Abrantes”. Fernanda Aparício (PSD) felicitou a proposta do BE, mas lembrou que foi iniciativa do vereador do PSD, Rui Santos, a ideia da criação de um Julgado de Paz, em Abrantes, numa proposta apresentada numa reunião de Câmara, em janeiro passado. Por último, Jorge Beirão (PS) afirmou que bancada socialista se congratulava com a proposta de recomendação por um Julgado de Paz em Abrantes, mas recordou que “o Bloco de Esquerda sempre se preocupou com a justiça de uma forma diferente do PSD”. Fazendo referência ao Mapa Judiciário, levado a cabo pela Governação PSD/CDS PP, Jorge Beirão acusou o PSD de nunca se ter preocupado “quando os tribunais foram encerrados”. Mas, considerou, haver “sempre uma oportunidade de retificarmos a nossa posição”. JMC


REGIÃO / Abrantes

Debaixo de chuva, Tramagal homenageou os seus combatentes Apesar da chuva persistente que marcou a manhã do dia 21 de abril, a população de Tramagal, não arredou pé da cerimónia de homenagem aos seus combatentes. Numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, pelo Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-General Chito Rodrigues, e pelos autarcas de Abrantes e Tramagal, entre outras individualidades civis e militares, foi inaugurado um monumento de louvor aos ex-combatentes da freguesia. A construção do monumento inaugurado foi um propósito que partiu da sociedade civil, através de um grupo de ex-combatentes da freguesia, acompanhado pelo núcleo de Abrantes da Liga dos

Combatentes. A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia assumiram o investimento. Victor Hugo Cardoso, presidente da Junta de Freguesia, começou por dizer que “há dias na vida do homem, nas comunidades em que a história acontece. E, hoje, em Tramagal acontece história”. “A freguesia do Tramagal inaugura hoje para muitos exemplares, a homenagem aos combatentes da Guerra do Ultramar, através deste monumento que simboliza um espaço de memórias, de lições aprendidas, mostrando às gerações futuras exemplo da honra da imputabilidade e dos valores pelos seus que vale a pena lutar”, salientou aos presentes. Presente na cerimónia, o secre-

tário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, salientou o papel da Liga dos Combatentes. “A Liga dos Combatentes está prestes a fazer 100 anos. Uma Liga, que ao longo deste século que passou desde a primeira era para cá, tem sido a instituição que em Portugal mais se tem batido pela preservação da memória dos combatentes e pela defesa dos direitos dos combatentes, pela proteção daqueles que têm defendido Portugal em diferentes cenários de guerra”, referiu o governante. Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal, citou um poema de Manuel Alegre, evocando “uma justa homenagem aos homens que partiram para o Ultramar. Àquele que ficou e àque-

/ O monumento apresenta três placas de pedra representando os três ramos das Forças Armadas les que voltaram com as mágoas que trouxeram de uma Guerra que foi violenta”. O monumento, projetado pela arquiteta da Câmara de Abrantes, Maria João Espadinha, apresenta três placas de pedra representando os três ramos das Forças Armadas, onde estão gravados os nomes dos vários países e continentes referen-

tes à Guerra no Ultramar. O monumento inclui ainda um memorial com a inscrição referente ao combatente do Tramagal João Lourenço Nunes, o único militar da Freguesia que perdeu a vida na Guerra do Ultramar. Foi na Guiné, em fevereiro de 1968. Joana Margarida Carvalho

Parques Tecnológicos são “fundamentais” para a economia da região – Sec. de Estado da Indústria do para as indústrias de produção, cujas áreas preferenciais de atuação são a engenharia mecânica, automação, eletrónica e informática e contactou com alunos e docentes da ESTA nos laboratórios de imagem, audiovisual e interativo. Quando questionada sobre a importância dos Parque Tecnológicos e forma como os mesmos subsistem, Ana Lehman disse que “é sempre desejável assegurar um conjunto de oportunidades de financiamento. Agora, no âmbito do Programa Interface temos um conjunto de apoios virados para essa realidade. E estamos empenhados para que exista financiamento para este tipo de atividades”, garantiu a Secretária de Estado, tendo referido que “é a primeira vez num Governo em Portugal que há uma política estruturada para a

/ A presidente da CMA avançou que no Parque estão 32 empresas incubadas área do empreendedorismo”. A governante salientou que as dinâmicas dos Parques Tecnológicos são “fundamentais” para o pulsar

da economia de uma região. “Nós temos instituições académicas, de ensino superior e da investigação de excelência. E depois, por outro

lado, temos também empresas com grande potencial que precisam da inovação das universidades, dos politécnicos e de vários centros. Neste caso, o que verifiquei foi uma excelente parceria entre essas entidades regionais e este parque”. Já Maria do Céu Albuquerque, presidente da CMA, avançou que o objetivo da Câmara foi “mostrar que somos um território de gente muito capaz, com muito trabalho feito. Trabalho que nem sempre é visível, porque não temos a escala que outros têm, porque temos uma massa critica mais pequena, mas ainda assim estamos a fazer um trabalho que é notável por exemplo nesta infraestrutura, onde neste momento estão 32 empresas em registo de incubação”. Joana Margarida Carvalho

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A Secretária de Estado da Indústria, Ana Lehman, visitou no dia 16 de abril, o TAGUSVALLEY – Parque Tecnológico do Vale do Tejo, em Alferrarede, onde, acompanhada pela presidente da CMA, Maria do Céu Albuquerque e o diretor geral, Pedro Saraiva, se inteirou da atividade do Parque. A governante interagiu com empresários que estão a desenvolver projetos empresariais de base tecnológica na incubadora. Ficou a conhecer o centro transferência tecnologia alimentar que se centra na aplicação das novas tecnologias ao sector alimentar e no desenvolvimento de novos produtos, nomeadamente através da utilização das mais recentes técnicas de conservação. A governante visitou o LINE.IPT, centro de investigação vocaciona-

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REGIÃO / Abrantes

25 de Abril deu a voz aos jovens que estão preocupados com o futuro e a política vigente A Sessão Extraordinária Evocativa do 25 de Abril da Assembleia Municipal, realizou-se no auditório da Santa Casa da Misericórdia, dando a palavra a jovens do concelho. A luta pela democracia no Século XXI foi o tema da sessão evocativa do 25 de Abril. Contou com a presença de Domingos da Cruz, Professor Universitário/Escritor Angolano, que falou sobre a “Luta da Democracia no século XXI”. Numa sessão participada, os deputados da Assembleia Municipal, questionaram o professor e estabeleceu-se o diálogo, sob a moderação do jovem João Morgado, aluno da Escola Sec. Dr. Manuel Fernandes. Seguiram-se as intervenções dos jovens representantes dos partidos que integram a Assembleia Municipal de Abrantes. Discursos “desacreditados” da política vigente e bastante preocupados com o futuro dos jovens marcaram a sessão evocativa. O primeiro a usar da palavra foi Thomas Matafome, com 26 anos, pelo CDS-PP, que deixou duras criticas. “O 25 de Abril é mais um dia, é mais um feriado. Todos os anos falamos do mesmo como se de alguém se tratasse que já morreu e de quem educadamente falamos bem”, começou por dizer o jovem,

/ Discursos “desacreditados” da política vigente e bastante preocupados com o futuro dos jovens marcaram a sessão evocativa dando conta que “as promessas todos os anos reiteradas foram muitas, não é de estranhar que os políticos tenham fama de quase nunca cumprirem com o que prometeram em 44 anos”. “A minha pergunta é: se há mais liberdade, se há mais democracia, se há mais emprego, mais segurança, menos corrupção mais liberdade de expressão… Não me parece. As promessas do 25 de Abril foram isso mesmo, promessas”, considerou Thomas Matafome. De seguida, foi a vez de Beatriz Cruz, com 15 anos, que represen-

tou o Bloco de Esquerda. A jovem reportou se à história. “Os últimos anos de Marcelo Caetano foram marcados por um clima de crise económica, pela falta de liberdades públicas e pela continuidade do regime autoritário. Foi no seio das Forças Armadas que o descontentamento e a tensão se acentuaram”. “Após o 25 de Abril, várias barreiras foram transpostas, tais como: a formação de vários partidos políticos, passou a haver liberdade de expressão e de imprensa, um salário mínimo nacional para os trabalhadores e o serviço militar deixou de

ser obrigatório”, salientou. Em representação da CDU, Ana Cruz referiu que “jovens cada fez mais têm dificuldade para constituírem família, pois não têm estabilidade financeira, devido ao trabalho precário. Trabalho esse que as grandes marcas ou empresas insistem em continuar a ter, apesar de precisarem sempre do mesmo número de trabalhadores, onde podiam passar a ter trabalhadores efetivos, mas preferem continuar com contratos onde os trabalhadores não sabem se no dia seguinte continuam a trabalhar ou se são despedidos”. Por último, a jovem lembrou que “para que exista uma verdadeira democracia, é importante a participação de todos na luta dos nossos direitos”. Bernardo Fernandes, pelo PSD, lamentou que o “cidadão duvida da Democracia enquanto sistema (…) e isto porque já não acredita nas instituições, nos políticos, na justiça e na igualdade de oportunidades. A dura realidade é esta: os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres são cada vez mais pobres, dando assim origem a uma balança social desequilibrada”. “Por isso, o que deverá ser a luta pela democracia no séc. XXI em Portugal? Deverá ser uma luta

pela constante credibilização do regime”, aludiu. A última a usar da palavra foi de Laura Branco, pelo PS, que também deixou presente as preocupações que assolam os jovens. “Enquanto jovem e cidadã ativa que sou, preocupa-me que alguns dos jovens não reflitam sobre aquilo que foi a vida dos nossos antepassados e, principalmente daqueles que lutaram pelos nossos direitos. Eles conseguiram com que nos dias de hoje tenhamos a liberdade de dizer exatamente aquilo que achamos, de lutar por aquilo em que acreditamos e fazer aquilo que nos faz feliz. A História não pode ser apagada, mas pode ser esquecida”, fez notar a jovem do 12º ano, da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu. A jovem, que falou em representação do PS, pediu ainda aos jovens para que reflitam “bem sobre os objetivos” e pensem “seriamente sobre os assuntos da atualidade pois seremos nós o futuro e é nosso dever passar esse exemplo para as gerações vindouras”. A sessão, que contou com sala cheia, iniciou-se com uma encenação alusiva ao 25 de Abril pelos alunos do Curso Profissional de Artes do Espetáculo da Escola Sec. Dr. Manuel Fernandes. Joana Margarida Carvalho

Câmara Municipal entrega meio milhão de euros ao movimento associativo

SMA distinguidos com o Selo de Qualidade de Resíduos Urbanos

A Câmara Municipal de Abrantes e o movimento associativo do concelho formalizaram no dia 18 de abril, na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural (EPDRA), na Herdade da Murteira, Mouriscas, os contratos-Programa do FINAbrantes – Programa de Apoio a Coletividades do Concelho no montante de cerca de 321 mil euros. Ao total deste montante soma-se ainda a verba relativa ao apoio à atividade desportiva no concelho, no valor de 183 mil euros, cujos contratos-programa foram assinados com os clubes e outras entidades, em dezembro de 2017, pelo que a Câmara está a colocar ao serviço dos movimentos associativos mais de meio milhão de euros de investimento. Na cerimónia, Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal, referiu que o FINAbrantes “é um grande inves-

Os Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA) foram distinguidos com o Selo de Qualidade de Resíduos Urbanos, atribuído anualmente pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, ERSAR, e pelo Jornal Água & Ambiente. A entrega do selo de qualidade decorreu no dia 19 de abril, durante o 12.º Fórum Nacional de Resíduos, em Lisboa. Manuel Jorge Valamatos, presidente dos SMA, congratulou-se com a distinção, referindo que foi “com muita satisfação que recebemos a notícia que vamos receber, no dia 19, em Lisboa, o prémio de Qualidade de Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos. Isto quer dizer que temos um conjunto de ações e de metodologias afetas a todo um sistema de recolha de resíduos sólidos, que está a funcionar bem”.

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/ A presidente da CMA salientou que o FinAbrantes é “um grande investimento” autárquico timento, constituído por pequenos investimentos, onde cada uma das freguesias quer dar resposta a um conjunto de preocupações, de aspirações, de desejos e de um envolvimento da sociedade civil,

que é determinante para podermos trabalhar em conjunto para aumentar a qualidade de vida dos nossos cidadãos”. O FINAbrantes tem o objetivo de apoiar a manutenção das ativi-

dades realizadas pelas diferentes entidades nas áreas da cultura, desporto, eventos, juventude e intervenção social, de forma regular e diversificada.


REGIÃO / Constância

A Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, esteve, no dia 13 de abril, de visita ao Centro Ciência Viva de Constância (CCVC), onde apelou aos alunos do ensino profissional para que sigam estudos a nível superior. Numa conversa com os alunos presentes, a Secretária de Estado falou sobre os cursos ministrados nos politécnicos e chamou a atenção para a importância da formação e da ciência. Maria Fernanda Rollo mostrou-se preocupada com os níveis “baixos” de acesso ao ensino superior. “Nós temos ainda hoje níveis muito preocupantes que cumpre também contrariar. Apenas um em cada três dos nossos jovens, com idade de 20 anos, está no ensino superior. São valores muito baixos”, salientou a governante, dando conta que “por outro lado, ao nível das escolas profissionais apenas cerca de 12% de todos os que estão inscritos nessas escolas vão para o ensino superior”. Com estas visitas que está a levar a cabo pelos diversos Centros de

/ A secretária de estado mostrou-se preocupada com os níveis “baixos” de acesso ao ensino superior. Ciência Viva do país, a responsável disse que quer passar a mensagem que “hoje em dia, um jovem com ensino superior tem cerca de 85% de mais oportunidades de arranjar emprego do que aquele que não tem ensino superior”. “Sabemos que metade das profissões como nós conhecemos hoje vão desaparecer e seguramente as profissões do futuro vão exigir mais competências. E as competências adquirem-se nestas formações su-

periores. E a ciência é cada vez mais indispensável para tudo isto”, reforçou Maria Fernanda Rollo. Questionada sobre como se pode convencer os jovens a apostar no interior do país, a governante lembrou que “compete a cada um de nós cuidar destes territórios e garantir que eles têm as condições adequadas para aquilo que é o mais importante, que é o bem-estar”. Joana Margarida Carvalho

Centro Escolar de Santa Margarida continua encerrado Problemas com agravamento de maus cheiros de origem desconhecida levaram no dia 8 de abril a Câmara Municipal de Constância a anunciar o encerramento do Centro Escolar de Santa Margarida até que se apurem as causas do problema. O Centro Escolar continua encerrado e a Autarquia espera resultados de novas análises. Na Assembleia Municipal de Constância, reunida no dia 27 de abril, e questionado pelo presidente da Associação de Pais e outro popular, o presidente da Câmara Sérgio Oliveira, deu conta que o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) “já fez as análises à qualidade do ar”. Contava a Câmara Municipal ter a situação resolvida até ao dia 27 de abril, ou seja, ter os dados para tomar uma decisão, mas o IPT não conseguiu ter o relatório pronto até àquele dia. Sérgio Oli-

veira explicou que para além do IPT, o Município contactou também uma empresa privada que vai fazer medições à qualidade do ar. “Por indicação do Sr. Delegado de Saúde foram realizadas análises à água da fonte, do açude e à água que corre na rede pluvial. E nós descobrirmos, junto de algumas barreiras do Centro Escolar, uma nascente com uma água que deita o cheiro que se sente no Centro Escolar. Essa água também foi para análise”, adiantou o presidente, garantindo que “o cheiro vai de fora para dentro do Centro Escolar”. “A solução pode passar pela ventilação da rede pluvial de forma a que não haja concentração daquele tipo de gases e com a garantia que não estamos a falar de gases que sejam nocivos para as crianças e para quem está lá a trabalhar”, concluiu.

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Secretária de Estado apela “à formação e à ciência”

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REGIÃO / Constância

Aniversário celebrado com monumento que evoca os feitos “passados, presentes e futuros”

Despediram-se da família para servir o nosso país em África, na Guerra do Ultramar. Foram 13 anos. Muitos não voltaram. João Monteiro voltou ferido. Diz que deu “um pouco” da sua vida. Por lá ficaram alguns “camaradas” que “deram mais do que um pouco, deram a sua vida. Sacrificaram-se e morreram lá”. O tempo passou mas, para João Monteiro, “ainda mexe muito, quer com o coração quer com a moral dos ex-combatentes”. As memórias surgem, mais uma vez. Agora porque os ex-combatentes foram homenageados na cerimónia que marcou os 40 anos da Brigada Mecanizada de Sta. Margarida, em Constância, um campo militar onde vivem 1500 pessoas, entre militares e respetivas famílias. Celebrar 40 anos de existência da Brigada Mecanizada faz-nos recuar no tempo. No primeiro dia do ano de 1978, a publicação do Decreto de Lei 91 determinou a criação da 1ª Brigada Mista Independente (BMI). Desde 2006 que a BMI é a Brigada Mecanizada (BrigMec), “elemento central das forças pesadas do Exército português, na qual convivem diferentes estágios de modernidade” e que tem o seu expoente máximo nos carros de combate. O General Henrique Garcia, primeiro Comandante da BrigMec num tempo em que esta ainda era BMI, voltou a esta que também é a sua “casa” para assistir à homenagem aos ex-combatentes portugueses com a inauguração de um monumento que pretende evocar os feitos do passado e presente e os que ainda estão por vir. Este foi o primeiro momento da cerimónia do aniversário, a 6 de abril, um dia que ameaçou chuva durante toda a manhã. Os militares juram servir Portugal e os portugueses. Por essa razão o Brigadeiro General Eduardo Mendes Ferrão, comandante da BrigMec, nota a presença do Chefe de Estado Maior do Exército, General Frederico Rovisco Duarte, nesta cerimónia, como “sinal de inequí-

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voco apoio e elevado estímulo para servir mais e melhor o exército, Portugal e os portugueses”. À chegada dos autocarros com os convidados à pista de aviação, pelotões de militares estão em parada. Na tribuna ficam os ex-combatentes e respetivos familiares, assim como entidades convidadas. Entre elas, os autarcas Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, e Sérgio Oliveira, presidente da Câmara de Constância. Os militares tomam a posição de sentido e fazem continência, levantam-se os restantes e, devendo “descobrir os que se encontrem com a cabeça coberta”, cantam em uníssono, militares e civis, “A Portuguesa”. Ouve-se a “corneta” do Exército, toma a palavra o Comandante da BrigMec. Uma primeira referência é para Constância, onde está o campo militar, para assinalar os protocolos assinados com o município, que contribuem para “promover o concelho, melhorar as condições de vida dos munícipes e da família militar e afirmar como ativo estratégico a nível regional e local”. No balanço das atividades, as palavras mais sentidas do comandante da BrigMec terão sido para os operacionais que estão no teatro de operações do Iraque. Oficiais, sargentos e praças que “estão, de um modo discreto, a desempenhar um trabalho excecional, assegurando a missão de apoio de formação e treino das Iraq Security Forces”. O comandante não hesita nos elogios: “São o melhores de nós, que erguem bem alto o nome de Portugal”. Se 2017 foi um ano “marcado por agravadas dificuldades e constrangimentos tanto de efetivos como de ordem material e financeira, a que a Brigada deu cabal e oportuna execução a um conjunto de diversificas tarefas” (passando por Espanha e por Timor), 2018 é um ano em que voltará a ser marcado por missões internacionais, incluindo no Afeganistão. Para que estas missões tenham sucesso, fica

Alunos de Comunicação Social da ESTA

A Brigada Mecanizada assinalou 40 anos com uma cerimónia que evocou ex-combatentes e atuais militares. As missões internacionais são motivo de orgulho, mas o apoio dado às populações, nomeadamente nos incêndios, também é: “Sabemos que conquistámos o coração dos portugueses pela nossa eficácia e pela atuação desinteressada.” O Chefe de Estado Maior do Exército levou um pedido para “modernizar a infantaria”.

Em missões internacionais ou em tragédias nacionais, a Brigada Mecanizada está ao serviço das populações

o recado: é preciso “modernizar a infantaria para que satisfaça os serviços NATO”. Solicitados a intervir em missões para fazer a paz e contribuir para a estabilidade das populações de países nos cinco continentes, o Brigadeiro General Eduardo Men-

des Ferrão recorda que também tiveram que fazer face à “tragédia dos incêndios”, um “infortúnio” que “atingiu de forma tão dura os portugueses”. “Sabemos que conquistámos o seu coração pela nossa eficácia e pela atuação desinteressada, pela proximidade que conseguimos estabelecer com as pessoas e com instituições. Sentimo-nos recompensados apenas pelo bem que conseguimos fazer.” A cerimónia incluiu ainda a condecoração de militares e civis com medalhas que pretendem galardoar os “serviços de caráter militar relevantes”, “militares que revelem excessivas qualidades e virtudes militares”, os “militares ou civis que, no âmbito técnico-profissional, revelem elevada competência” e “militares com participação em operações militares ou tenham desempenhado uma comissão nas expedições ultramarinas”. Em co-

mum, os homenageados referem a importância deste reconhecimento para a sua carreira. A 1º Sargento Ana Pinho, galardoada com a Medalha de Mérito Militar, a única mulher no conjunto de seis homens com a mesma medalha, assegura: “Não me sinto diferente por ser mulher, sinto-me militar.” A cerimónia terminou com o desfile das tropas em parada a prestar continência ao Chefe do Estado Maior do Exército, seguidas pelos carros de combate, destacando-se os Leopard 2a6 e os M60. Apesar da ameaça de mau tempo, tudo decorreu sem chuva, que começou a cair no exato momento em que foi servido o almoço. Parecia que a organização militar chegava ao ponto de conseguir controlar as condições atmosféricas. Elsa Custódio aluna de Comunicação Social da ESTA


REGIÃO / Sardoal

Em maio há jazz no Sardoal

Sardoal debateu problemas do Associativismo

Nos dias 4, 5 e 6 de maio, os apreciadores da música jazz rumam ao Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, para uma nova edição do Sardoal Jazz. Considerado já uma referência entre os eventos do mesmo género, o Sardoal Jazz começa no dia 4, às 21:30, com os Desundixie, estando o dia 5 de maio

Incorporado no projeto Contrato Local de Desenvolvimento Social 3ª Geração, “CLDS 3G | Sardoal SIM”, em parceria com o Município do Sardoal e o apoio da Fajudis – Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém, decorreram no passado dia 28 do corrente mês, no Cento Cultural Gil Vicente, as III Jornadas do Associativismo. Os trabalhos iniciaram-se com uma Ação de Capacitação de Agentes Associativos, abordando o tema “Organização e Funcionamento dos Órgãos Sociais”, contando com a intervenção de Sérgio Pratas, Licenciado em Direito e Mestre em Administração e Políticas Públicas. Da parte de tarde, após uma breve introdução do vereador Pedro Rosa, que abordou o percurso que foi feito, desde o início das candidaturas pelas coletividades e salientando que apesar da necessidade da dilatação de prazos, conseguiram terminar o processo,

interventivos, dada a sua maior proximidade para com a comunidade onde se situam. Fez-lhes, contudo, um alerta, indicando a necessidade premente que há em procurarem outras ajudas, para além da Autarquia, por outros meios e noutros locais porque “a manta é curta e o saco tem fundo” como referiu. Acentuou ainda as dificuldades com que a Autarquia se virá a deparar, com a sua intervenção no cumprimento das normas estabelecidas na limpeza dos terrenos. Após as assinaturas protocolares, seguiu-se a discussão sobre a “Organização de Eventos”. Neste espaço, foi debatida a forma como podem e devem ser geridas todas as atividades que as associações desenvolvem, desde um simples torneio de sueca até à preparação de outras festividades de maior complexidade. Sérgio Figueiredo estagiário ESTA PUBLICIDADE

reservado à atuação dos Violets Are Blues, às 18 horas, e de César Cardoso Quarteto, às 21:30. A encerrar o evento estarão os LST – Lisboa String Trio, grupo composto pelos reputados músicos José Peixoto (guitarra clássica), Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e Carlos Barreto (contrabaixo).

com as respetivas entregas, um mês antes do que no ano transato, facto este que em muito beneficiará as associações, pois disporão de meios mais cedo para fazer face às suas necessidades. Abordou ainda o facto de algumas das associações não estarem devidamente representadas pelo seu presidente, que atempadamente comunicaram a sua impossibilidade de comparência, sublinhando que tal se deve ao facto do associativismo ser feito “por voluntariado e altruísmo e as pessoas nem sempre têm disponibilidade de deslocarem”. Por sua vez, Miguel Borges, presidente da Câmara deste concelho, antes do procedimento das assinaturas dos documentos protocolares, na sua intervenção fez uma breve dissertação, da necessidade da existência do associativismo, sobre a necessidade de intervenção das Associações e do facto de ser a própria Autarquia a delegar-lhes certo tipo de poderes

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XIII GALA ANTENA LIVRE E JORNAL DE ABRANTES /

/ Galardão Comunicação Nacional - Ana Leal

/ Galardão Cultura - Artejo

/ Galardão Inovação - Nuno Grácio

/ Galardão Personalidade Carreira - Cónego José da Graça

/ Jaime Marta Soares

/ Pedro Vaz e Tozé Brito

Paulo Sousa

A gala como você gosta homenageou a região e o país

Comecemos pelo fim: foi uma Gala muito bonita numa noite fantástica! Assim mesmo e estaria tudo dito! Mas contamos-lhe tudo! A XIII Gala Antena Livre e Jornal de Abrantes decorreu no sábado, 21 de abril de 2018 e salda-se naquele que é o seu objetivo maior: reconhecer e homenagear, todos os anos, o que de melhor se faz no país e na nossa região. As palavras que marcaram a noite foram, sem dúvida, paixão, curiosidade, sonho, solidariedade e humanismo.

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O Auditório do cinquentenário e renovado Liceu de Abrantes acolheu a XIII Gala Antena Livre e Jornal de Abrantes. Casa cheia numa noite de emoções fortes. Ali, como em 89,7, tudo começou com a Edição da Manhã conduzida por Paulo Delgado e Patrícia Seixas. Sim, percebeu bem, Edição da Manhã. Mas os apresentadores, que nos guiaram em voz off, deram um salto mágico até à noite e deu-se início à Gala que foi conduzida em palco por Alexandra Pimentel, Miguel Pequeno e Joana Margarida Carvalho. Foram 10 os homenageados da noite nas áreas de Cultura, Inovação, Desporto, Educação, Empresa, Música Regional, Música Nacional, Jornalismo, Personalidade Carreira e Responsabilidade Social. O primeiro galardão da noite foi para o Agrupamento de Escolas N.º 2 de Abrantes com grande destaque para os 50 anos da Escola Dr. Manuel Fernandes que se comemoram este ano. O conhecido Liceu de Abrantes começou por ser o Liceu Nacional de Abrantes, foi depois Escola nº 2 de Abrantes e,

posteriormente, Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes. Hoje em dia é a escola Sede do Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes. O Diretor do Agrupamento, Alcino Hermínio e o Professor Mário Pissarra, que coordena a Comissão organizadora dos 50 aos do Liceu de Abrantes receberam o galardão Educação, destacando a missão da escola que será sempre “formar pessoas”! De seguida, o Galardão Cultura que foi para o projeto Artejo. Artejo é um projeto artístico promovido pelo Município de Vila Nova da Barquinha com a Fundação EDP, através do programa Arte Pública. O Artejo traz a Vila Nova da Barquinha 10 intervenções artísticas distribuídas pelas 4 freguesias procurando democratizar o acesso à arte e envolver a população com a cultura. Nas palavras do Presidente do Município de V.N da Barquinha, Fernando Freire, quando recebeu o galardão “a cultura torna as pessoas mais felizes”! O prémio Empresa foi para a Zona B, de Nuno Madeiras e Pedro Oliveira que comemora já 20 anos ao serviço da música na região.

Nuno Madeiras referiu “a vontade de continuar este percurso por, pelo menos, mais 20 anos” e o desejo de ver o filho seguir o seu sonho e trabalho! Na área Inovação o galardão foi, este ano, para a BaseCer, Artesanato de Portugal made in Tramagal, de Nuno Grácio. Esta inovadora empresa dedica-se ao azulejo, à cerâmica, impressões têxteis, gravação em laser e chega a todo o país com os seus produtos inovadores sendo que, nas palavras de Nuno Grácio, “estar em Tramagal, Abrantes, centro do país, poderia ser limitador, mas tornou-se uma mais valia pois daqui chegamos a clientes desde Valença e a Albufeira, não estamos limitados a uma só zona”. O galardão Desporto foi entregue à Associação Desportiva de Mação (ADM). Este galardão marca uma área que mexe muito com o país e com as pessoas tendo sido referido que este galardão é sinónimo de conquista e tormenta, futebol, paixão e massa associativa. João Espírito Santo, presidente da Direção da ADM, recebeu o prémio e sublinhou exatamente isso, “o es-

forço da direção, a entrega e paixão dos jogadores e o importante apoio dos maçaenses a quem se dedicam as vitórias da ADM com a certeza de que estamos, também, a dar ânimo e alegria aos maçaenses depois de tudo o que vivemos no verão passado”. A Associação Desportiva de Mação, que comemora 40 anos em novembro deste ano, é a atual detentora da Taça do Ribatejo, que irá disputar novamente dia 13 de maio, venceu a Supertaça Dr. Alves Vieira e, já este ano, alcançou o 1.º lugar do Campeonato Distrital de 1.ª Divisão da AF Santarém. Do Desporto passou-se à Música Regional tendo o galardão sido entregue ao grupo Hyubris, de Tramagal. No ano em que comemoram 15 anos e preparam novo trabalho e novos concertos, os Hyubris agradeceram a distinção lembrando que a sua apresentação pública se deu, exatamente, numa Gala Antena Livre. Filipa Mota referiu que “é um prazer estarmos há 15 anos a fazer, com o coração, aquilo que mais gostamos, música, e este reconhecimento dá-nos mais força”. Os Hyubris têm um EP e dois


/ Galardão desporto - ADM

/ Galardão Responsabilidade Social - Cooperações de Bombeiros

/ The Joe`s álbuns gravados. Porque sete é o número mágico o sétimo galardão da noite foi o Personalidade Carreira e destacou o trabalho de um homem que tem marcado de forma muito distinta e séria a região. O Cónego José da Graça recebeu o prémio Personalidade Carreira pelo seu trabalho inequívoco dedicado às pessoas. Com trabalho social afirmado e consagrado em várias áreas o Cónego José da Graça referiu agradecer mas não merecer pois faz apenas o que deve sublinhando gostar de “trabalhar para os outros e se ser padre não é isso, então não quero ser padre”. Referiu ainda que “o meu mal é sonhar, eu dou por mim a sonhar e já não quero. Ainda hoje disse para mim, pára! Mas não sei se vou parar!” São 50 anos de vida dedicada à Igreja e, acima de tudo, ao Social, às pessoas e às suas dificuldades. Uma distinção muito merecida e aplaudida de pé! O prémio Jornalismo foi entregue a uma cara bem conhecida da TVI cujo trabalho se destaca pela investigação e denúncia. A jornalista Ana Leal veio a Abrantes receber

/ Galardão Educação - 50 anos Liceu

/ Galardão Empresa - Zona B

/ Galardão Musica Nacional - Tozé Brito

/ Galardão Musica Regional - Hyubris

/ Convívio final este galardão, homenagem séria a uma Jornalista que traz as verdades como elas são até nossas casas. Ana Leal referiu sentir uma honra dupla pela distinção pois, além do reconhecimento do seu trabalho, trata-se da Gala de uma rádio local sendo que a sua carreira começou, há 30 anos, numa rádio local. Ana Leal referiu que “o meu papel é denunciar o que não está bem e, enquanto me deixarem, vou fazê-lo. Quando não me deixarem, também vou dizer porquê”, afirmou, crente num jornalismo de investigação e denúncia daquilo que não dignifica e só prejudica o nosso país! No panorama Musica Nacional o galardoado foi o incontornável Tozé Brito. O génio, o compositor, o músico que ao longo dos últimos 50 anos escreveu grande parte dos êxitos nacionais, foi ao palco receber o Galardão e referiu que a distinção tem um gosto particular pois “das coisas mais gratificantes na vida é fazermos o que gostamos”. O músico que aos 15 anos decidiu fazer da música a sua vida “contra tudo e contra todos” citou Einstein para quem o segredo era

manter “curiosidade e paixão” o que mantém e o tem guiado nos últimos 50 anos. Tozé Brito tem disco novo “A Memória do Amor” e preside atualmente a SPA – Sociedade Portuguesa de Autores. O momento final da noite foi muito especial e coroou-se de emoção. Os 3 apresentadores subiram ao palco por não ser tarefa fácil anunciar o galardão Responsabilidade Social que reconheceu o trabalho e a dedicação de 6 Corporações de Bombeiros da região. Subiram ao palco os Presidentes de Câmara e os Comandantes dos Bombeiros de Abrantes, Mação, Sardoal, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha e Constância. O galardão foi entregue por Jaime Marta Soares que, em Abrantes, referiu o trabalho dos bombeiros de Portugal que “fazem muito bem aquilo que têm que fazer e fazem diariamente. Marta Soares referiu que “os Bombeiros são homens e mulheres iguais aos outros mas nas vidas de quem farda estão sempre a solidariedade e o humanismo, é isso que os distingue!”. A ovação da sala fez-se de pé a emoção ao

/ Patrícia Seixas, Miguel Pequeno, Joana Margarida Carvalho, Paulo Delgado e Alexandra Pimentel lembrar os incêndios que varreram a região em 2017 foi geral. O reconhecimento do trabalho dos nossos Bombeiros encerrou a noite e um capítulo menos feliz da região. Olhos postos no futuro e na esperança de novos e melhores desafios, mais e felizes dias e, acima de tudo, votos de boas notícias que nos chegarão sempre, prontamente, pela Antena Livre e pelo Jornal de Abrantes. Na sala, em 89.7 ou pelo site antenalivre.pt, quem acompanhou a XIII Gala Antena Livre, contou ainda com excelentes momentos musicais. A Música foi brilhantemente assegurada pela banda em palco The Joe’s, por Pedro Vaz, pelos Hyubris e por Tozé Brito que se fez acompanhar pelo seu produtor, genro e companheiro Pedro Vaz. Se no passado ano o administrador da Media On Comunicação Social referiu que a Gala é uma aposta a continuar pela qualidade comprovada e pelas pessoas que merecem ser distinguidas por fazer a diferença, a noite de 21 de abril de 2018 comprovou isso mesmo. Vera Dias António

/ A Gala Antena Livre e Jornal de Abrantes só foi possível graças ao apoio da Câmara Municipal de Abrantes, Mitsubishi Fuso Truck, Caima, Indústria de Celulose, Pegop, ILC – Instituto de Línguas de Abrantes e Carpego automóveis. O evento contou com as seguintes parcerias: Escola Dr. Manuel Fernandes, Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes Restaurante Stª Isabel Restaurante, São Lourenço By Trincanela, Restaurante os Molares, Hair Stylist- Cláudia Alpalhão e Ana Carmo, O Canteiro, Ourivesaria Massa, Casal da Coelheira. O Som: José Taroco e a sua equipa Rui e Ricardo, Técnico de Som João Lopes, Vj Carlos Aparício, Bild – produção de vídeos, Copianço, Luna Hotel, Textos: Alves Jana, Cobertura jornalística: Vera António Dias, Paulo Passos design e Fotografia: Paulo Sousa. maio 2018 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Vila Nova da Barquinha Nova ZIF vai englobar terrenos militares / A nova ZIF foi apresentada em reunião do Executivo e vai abranger todo o concelho “a primeira fase está feita, nomeadamente com a sustentação de barreiras, a intervenção em espaços florestais na sequência da requalificação do espaço florestal na zona das Limeiras, da Praia do Ribatejo” e com a limpeza de faixas de contenção em andamento. No que diz respeito aos proprietários, ao autarca afirmou que “vejo as pessoas a limparem”, dando como exemplo a malha urbana de Tancos “onde está toda a gente a fazer a limpeza”. No entanto, a ZIF de Vila Nova da Barquinha apresenta uma novidade. Inclui terrenos militares. O presidente da Câmara Municipal explicou que uma ZIF “é uma associação de todos os proprietários do território e, como sabem, muita da

da nossa área, muito perto de um terço do concelho, tem servidões militares. Conseguimos, junto do Ministério da Defesa, sensibilizá-los para esta pareceria que também não é nova. Já existia no Campo Militar de Santa Margarida”. Fernando Freire adiantou que houve que sensibilizar “para estas questões de associações de produtores florestais para que consigamos candidatar a fundos comunitários, que é isso que está aqui em causa, para fazer as limpezas do respetivo território”. A nova ZIF vai englobar todo o concelho de Vila Nova da Barquinha e uma parte do concelho de Constância. Patrícia Seixas

O Município de Vila Nova da Barquinha vai criar um Centro de Estudos Politécnicos, numa parceria com o IPT – Instituto Politécnico de Tomar. “Foram as próprias instituições que o pediram”, explica Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, avançando que isso se fica a dever “à dinâmica e ao desenvolvimento de atividades”. “As áreas que estamos neste momento a protocolar incidirão essencialmente nos domínios do Património, arqueologia e ciências auxiliares, artes, fotografia e comunicação”. Ou seja, como explicou o presidente, “é muito daquilo que vimos fazendo já no âmbito do Centro de Estudos de Arte Contemporânea, uma parceria que vem sendo mantida e com excelentes resultados em termos de frequência desde 2012 e avançamos agora para um patamar mais adiante”. Fernando Freire disse que “se

está a trabalhar bem e temos tido resultados muito bons nestas áreas das artes, da fotografia, do vídeo, quer em outras que temos desenvolvido já há cinco anos”. Então, “porque não certificar ou qualificar mesmo com o carimbo do IPT este tipo de atividades?” “É uma mais valia para a região, para a educação e também para a economia”, afirmou o autarca. Património, arqueologia, artes, fotografia e comunicação é então o curso politécnico que irá iniciar já no próximo ano letivo em Vila Nova da Barquinha. As aulas vão ter lugar no Centro de Estudos de Arte Contemporânea e também no Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo “onde temos já a funcionar um subgrupo em ninho de empresas onde estão vários artistas”. Patrícia Seixas

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Na reunião do Executivo da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, realizada a 11 de abril, foi apresentada a nova Zona de Intervenção Florestal (ZIF) de Vila Nova da Barquinha. “Quando as coisas nos acontecem, não basta dizermos que está tudo mal. Tem que haver, de uma vez por todas, alguma estratégia e planeamento”, justificou o presidente da Autarquia Fernando Freire. “E das duas, uma…”, disse, acrescentando que “ou temos uma visão negligente da floresta, como foi até aqui, ou entramos em medidas sustentáveis de floresta, medidas concretas e vamos para o terreno e vamos fazer”. Decidiu-se “tomar uma atitude coerente de plantação de árvores que se adaptem ao território e que não permitam o alargamento de uma frente de fogo”. Fernando Freire adiantou que

VN Barquinha vai ter Centro de Estudos Politécnicos

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REGIÃO / Mação

Mação movimentou-se pelo Interior Mação recebeu o Movimento Pelo Interior (MPI) no dia 6 de abril. Mação recebeu o Movimento e movimentou-se em grande força pelo interior. O Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira encheu numa tarde de semana numa resposta da população ao desafio de debater o futuro do interior. Esta sessão que Mação acolheu foi a terceira de cinco que o MPI está a promover. Vasco Estrela, presidente do Município de Mação abriu o painel de convidados referindo que “ninguém tem dúvidas de que o Interior do país vai ser um território deserto, este será o problema mais grave que o país tem para enfrentar nos próximos anos. Caminhamos de forma dramática e assustadora para esse tempo”. Vasco Estrela afirmou que “devem ser feitos investimentos públicos nestes territórios, para que possam ajudar e motivar outro tipo de projetos que sejam complemen-

tares a esses mesmos investimentos”. Concluiu sublinhando que “as decisões custam dinheiro, implicam recursos e implicam decisões e coragem. Veremos se os nossos políticos têm essa coragem”. Convidado desta sessão, Luís Braga da Cruz, ex-Ministro de Economia, referiu que “as questões do Interior são questões de emprego, independentemente de ser em mundo rural”. Referiu também os problemas da competitividade, da sustentabilidade (nomeadamente ambiental) e as questões sociais. Braga da Cruz afirmou a necessidade de “identificar os problemas e pensar como se deve proceder”. Defendeu o regresso da política integrada de base territorial para apoiar a resolução de alguns problemas do interior. Salomé Rafael foi também convidada como oradora. A presidente da NERSANT – Associação Empresarial de Santarém referiu a desertificação e a falta de investimento em empresas produtivas que se

/ “Ninguém tem dúvidas de que o Interior do país vai ser um território deserto” – Vasco Estrela reflete, também, na falta de emprego. Salomé Rafael referiu que atraindo empresas, nomeadamente pela redução dos custos de contexto, se atraem pessoas e famílias para viver no interior. Graça Franco, diretora de informação da Rádio Renascença foi a moderadora da sessão que contou com um elevado número de intervenções do público. O Movimento pelo Interior foi criado no final de 2017 com o objetivo de, num prazo de 12 anos (3

legislaturas), apresentar um conjunto de políticas públicas para corrigir os desequilíbrios estruturais do país, levando para o interior pessoas, empresas e algumas estruturas da administração pública e sendo, dentro desse período, clara a reversão da situação que hoje se vive nos territórios do Interior. Este Movimento está aberto a todas as personalidades e instituições que queiram aderir e tem o alto patrocínio do Presidente da República. Miguel Cadilhe, Jor-

ge Coelho e Pedro Lourtie são os coordenadores para as políticas de Ordenamento do Território, Fiscal e da Educação. A Câmara Municipal de Mação aderiu a este Movimento e acolheu a 3.ª edição desta conferência. Depois de Bragança, Covilhã e Mação, o Movimento vai querer continuar a ouvir o país e ainda vai realizar conferências regionais em Portalegre e em Beja. Lusa

A Liga Regional de Melhoramentos de Ortiga pretende levar a efeito a colocação de um relvado sintético no Campo de Jogos Moinho de Vento. Com a equipa a disputar o Campeonato da 2ª Divisão Distrital, esta é uma ambição da coletividade e, para tal, encontra-se a preparar uma candidatura ao IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude. Um dos critérios para a aprovação é o “envolvimento municipal”. O assunto foi levado a reunião do Executivo Municipal, no dia 28 de março, e o presidente Vasco Estrela referiu ter “algumas reservas” pois considera que “a pertinência daquele equipamento é discutível do nosso ponto de vista”. E justificou dizendo que, “infelizmente, a população não abunda, muito menos a população jovem”, lembrando que o concelho já tem uma infraestrutura com essas condições que poderá ser utilizada por todas as Associações do concelho, referindo-se ao Campo Municipal Agostinho Pereira Carreira. No entanto, a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, ajudar a Liga em 40 mil euros. “Assumimos o compromisso pois

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Ortiga “na luta” por um relvado sintético

/ Pelado do Campo de Jogos Moinho de Vento, em Ortiga estamos ao lado da Liga Regional de Melhoramentos de Ortiga”, afirmou o autarca. A candidatura ao IPDJ poderá ter a comparticipação até 50 mil euros, num investimento de mais de 100 mil euros. “Com a ajuda da Câmara já serão 90 mil euros

e eles terão depois de ver como é que conseguem o restante”, disse Vasco Estrela. À semelhança do que se passou no concelho de Abrantes, com a instalação de três relvados sintéticos, aqui “a comunidade também não se deverá alhear desta intenção

de interesse local” e terá que “fazer a sua parte”. Na reunião do Executivo, o vereador Nuno Barreta (PS) disse partilhar “das mesmas preocupações” da maioria social-democrata e assumiu que o concelho “é vítima da desertificação”. No

entanto, adiantou que a colocação do relvado sintético no Campo de Jogos em Ortiga poderá vir a ser “um investimento que sirva para dinamizar a freguesia”. Deixou ainda a ressalva de que este tipo de investimentos não têm que “ser sempre patrocinados pela Câmara Municipal”. A questão de instalação de relvados sintéticos poderá não ficar por aqui no que diz respeito ao concelho de Mação. É que, na reunião de Câmara, Vasco Estrela deu conta de, no futuro, Envendos e Carvoeiro poderem ter a mesma pretensão. No entanto, da parte desses clubes, ainda nada foi comunicado à Câmara Municipal. De referir que Envendos tem uma equipa sénior que disputa o Campeonato do Inatel e o Carvoeiro tem o objetivo de voltar a essa mesma competição. Vasco Estrela comunicou também que irão ser efetuados alguns melhoramentos no Campo Municipal Agostinho Pereira Carreira que se prendem com “remodelação da iluminação”. Patrícia Seixas


DESPORTO / “Vestimos sempre o fato de macaco para depois vestirmos o smoking” “Somando os tempos de jogador e de treinador, já lá vão 46 anos de futebol! Aos 14 anos iniciei a carreira de jogador e nunca mais parei… Neste tempo todo, houve momentos menos bons, claro, mas muitas conquistas… 10 Campeonatos Distritais, 3 Supertaças e 3 Taças. Representei como jogador os clubes Nisa e Benfica, Estrela de Portalegre, Castelo de Vide e Gavionenses. Como treinador, trabalhei com o Gavionense, Nisa e Benfica, Castelo de Vide, Crato, Gafetense e Mação”. Qual é o sentimento que o João Vitorino sente neste momento?

O que sinto é uma alegria imensa, um orgulho enorme na minha equipa, nos meus jogadores, neste grupo fantástico que tive o gosto de treinar. E sinto muito regozijo pelas pessoas de Mação, num ano em que houve uma calamidade enorme, num ano em que muitas pessoas perderam tudo o que tinham… Este triunfo é ainda mais especial porque foi ganho pelos e para os maçaenses. Tenho um sentimento de dever cumprido! Concretizámos os objetivos a que nos propusemos. Eu pus a fasquia muito alta porque confiava neste grupo e sabia que conseguiríamos conquistar algo importante. Ainda temos coisas para conquistar… a Taça do Ribatejo, no dia 13 de maio, no Entroncamento, é mais um objetivo que tenho fé que conseguiremos concretizar.

A conquista da Supertaça e o início da caminhada, fazia prever este final feliz? Qual foi o momento em que sentiste ser possível a conquista do campeonato?

Desde o início tive uma confiança ilimitada nesta equipa. Depois da conquista da Supertaça e a exibição da equipa no início do campeonato, com dez jogos ganhos consecutivamente, senti aí que íamos conseguir algo especial…Uma ambição realista, firmada na qualidade do plantel, de uma equipa que esteve no topo da tabela do campeonato da primeira à última jornada. Eu senti desde o início que este final feliz ia acontecer, sabia que os objetivos não eram irrealistas. Acho que este campeonato foi muito competitivo e por isso valoriza mais a nossa vitória.

O gerir do plantel, unir o balneário, foi a condição “sine qua non” para atingir o êxito?

Gerir o plantel e unir o balneário não foi fácil, mas quero salientar

que foi muito importante termos conseguido. Vi que eram jogadores ambiciosos, que comungavam das minhas ideias, que queriam conquistar títulos e… ficar na história… A simbiose desses objetivos e o empenho na procura da sua concretização foi imprescindível para o êxito do grupo.

A mística só se consegue quando se ganha, mas esta época sentiste os adeptos mais perto da equipa do que na passagem anterior?

A mística consegue-se com vitórias, claro, mas é criada pelo conjunto que se constitui com dirigentes, equipa técnica, jogadores e pelo calor dos adeptos e isso sentiu-se tanto há 11 anos como agora. Na altura, talvez houvesse mais gente (em Mação), mas o apoio que recebemos é e foi incondicional…

Já tinhas tido uma passagem pelo clube. Como analisas o sucesso desta, comparativamente com a anterior?

São conjunturas diferentes… na altura era preciso tirar o Mação de uma classificação aflitiva para uma classificação de tranquilidade e conseguimos ficar no grupo da frente. Esta época era para ganhar o campeonato e taças… após a Supertaça sentimos que podíamos ganhar tudo, com a qualidade dos jogadores e todos sincronizados – estrutura diretiva, equipa técnica, jogadores e adeptos – sabíamos que tínhamos valores para isso e conseguimos! São épocas diferentes, com objetivos distintos, mas ambas gratificantes.

João Espírito Santo e Fábio Patrício, foram eles os responsáveis por criar a excelente equipa para que pudesses desenvolver o teu trabalho?

Foram importantíssimos porque tudo fizeram para que eu fosse treinador do Mação. São pessoas espetaculares, são homens do fute-

bol que compreendem a envolvência deste fenómeno que é o futebol. Sabem os prós e os contras deste mundo… O João Espírito Santo, particularizando um pouco, mais do que ninguém, por todo o trabalho que tem feito no futebol na região, foi decisivo para este desenlace… O Fábio Patrício é um jovem com grandes capacidades e destacou-se pela extremosa organização no seu trabalho… (já tinha sido meu jogador na minha primeira passagem no Mação) é um jovem com enorme capacidade de trabalho. Ambos estiveram sempre perto da equipa e ajudaram-nos em tudo. E foi a conjugação do trabalho de todos os elementos deste grupo, em que eles se incluem, que conduziu a este êxito histórico. Mas não podemos esquecer que outros, antes de nós, prepararam este caminho. Todo o trabalho desenvolvido por diretores, treinadores e jogadores anteriores conduziu o Mação aqui! Aqui, a este momento, este triunfo… Isto é para os maçaenses.

A caminhada para o título teve muitos obstáculos, qual foi o momento mais difícil do percurso?

O período mais difícil foi mesmo a primeira derrota em casa, com o Abrantes e a segunda, com o Cartaxo. Mas como em todas as grandes equipas, há fases com algum decréscimo exibicional, mas tivemos uma resposta cabal. O mais importante foi que, perante os desaires, a equipa teve capacidade de reação e soube sempre reerguer-se, conseguindo no imediato brilhantes vitórias. A vitória em Almeirim foi o grande clique, onde mostrámos a nossa capacidade de resposta e superação. Nos momentos decisivos nunca vacilámos. Os adversários foram extraordinários e contribuíram para a competitividade do campeonato. Por tudo o que já disse, salientado o nosso trabalho, julgo sermos merecedores de ser campeões a três jornadas do fim… Tenho de destacar que a força da equipa veio muito dos maçaenses, de quem perdeu tudo e mesmo assim foi às bancadas apoiar a equipa.

Ao longo da época fomos falando, senti sempre em ti algumas cautelas no teu discurso que apontava para o apaziguamento: “não ganhámos nada”, “todos os jogos são finais”… porquê tão cauteloso no discurso? No seio do grupo sempre con-

/ João Manuel Vitorino, 60 anos, natural de Nisa, casado, dois filhos e dois netos seguimos blindar o balneário. A nossa ambição era ser campeão e sentíamos confiança uns nos outros, estivemos sempre serenos e confiantes no que estávamos a fazer. Sabíamos que estando em primeiro só dependíamos de nós. Fiz questão de manter sempre a equipa sob o lema de que, com a qualidade que tínhamos, conseguiríamos ser campeões. Fora do balneário o meu discurso tinha de ser diferente… Nós sabíamos o que queríamos, mas encarámos os jogos com muita humildade e como finais, com muito respeito pelos adversários. Pela experiência que tenho, tinha de ser cauteloso e manter sempre a humildade.

Em algum momento sentiste pressão nos jogadores?

São jogadores experientes, com qualidade… na altura dos desaires sentimos que não fomos competentes... Quando perdemos, perdemos todos. Sabendo que tínhamos de ser mais organizados e mais competentes, e que se continuando a trabalhar conseguíamos. Todos sentimos a pressão, mas deitar a toalha ao chão… nunca! Vamos à luta, deitamos mãos à obra… E nos momentos decisivos esta equipa esteve sempre ao mais alto nível.

Quais foram os pilares da glória, dentro do campo, embora ainda falte a final da Taça Ribatejo?

Foram todos os jogadores! Seria injusto particularizar… as individualidades estiveram sempre inseridas num coletivo forte e por isso fomos sempre regulares… todos são importantes, uns jogaram mais outros menos… mas para mim foram todos importantes… mesmo os que jogaram menos deram sempre tudo nos treinos, ampliando a competitividade aos que jogaram mais. Todos ganharam espaço na equipa porque todos quiseram ajudar a equipa. A união e a matriz do nosso trabalho, a atitude competitiva imposta nos treinos e transportá-la para os jogos foram os nossos pilares.

O momento é de festejo e euforia. Como é que o líder do grupo vai trabalhar a mente dos jogadores para a final da Taça Ribatejo?

O momento é de festejo, mas há tempo para tudo! Festejar, mas não esquecer os objetivos que temos para concretizar. O sentido de responsabilidade é muito forte, há uma dinâmica de grupo fortíssima e sabemos que queremos ganhar a Taça do Ribatejo e vamos estar concentrados e compenetrados para trazer a taça para Mação e, no momento certo, as nossas mentes estarão focadas na concretização da vitória. Entretanto, também aproveitarei para dar minutos a alguns jogadores e proporcionar a todos situações e condições físicas para estarem a 100% na final da taça. Estamos focados, mas há tempo para a festa e tempo para trabalhar… todos sabemos que queremos ficar na história com uma época que será difícil de igualar.

Conta um momento que te tenha marcado positivamente enquanto treinador? E negativamente? Felizmente foram vários, nos clubes por onde passei, como jogador e como treinador, tive mais momentos positivos do que negativos… Foram muitos bons momentos.

Títulos conquistados. O sentimento de tarefa cumprida, quando o culminar de um trabalho conjunto se traduz nos objetivos concretizados. Seria difícil enumerar esses momentos ou mesmo destacar um em particular. Negativamente, alguns momentos em que os obstáculos foram mais fortes e não consegui alcançar as metas a que me propus… Na balança, pesam seguramente mais lembranças positivas.

Qual o teu lema de vida?

Gosto de viver a vida, sou amigo do meu amigo e gosto de aprender todos os dias. No meu dia-a-dia procuro sempre que as pessoas à minha volta estejam bem, vivo um dia de cada vez mantendo sempre a ligação ao futebol até que possa porque é essa a minha paixão. Carlos Serrano maio 2018 / jornal de abrantes

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CULTURA / AGENDA /

Espaço Jovem, 17:00 19 de maio – “Sabores c/ Conto e Medida” com Marta Fernandes, da Verde Pastel - Mercado Municipal, 10:30 20 de maio – Grupos Folclóricos infantis do Pego, Casais de Revelhos e Martinchel – Aclama (Martinchel), 16:00 22 e 23 de maio – Jornadas Sociais – Edifício Pirâmide 24 de maio – “Entre nós e as palavras” com o escritor Raul Minh´alma – Biblioteca Municipal António Botto, 21:30 25 de maio - Música – Jorge Fernando - Auditório da Escola Sec. Dr. Manuel Fernandes, 21:30 (10€) 26 de maio – “Sons no Mercado” com SET Musical (saxofone, trombone e trompete) – Mercado Municipal, 9:30 26 de maio – A Bebeteca ao sábado – Biblioteca Municipal António Botto, 10:30 e 11:30

Abrantes

A Saúde Mental em debate “A Saúde Mental Hoje - novos (?) desafios e novas (?) estratégias” é o tema do I Encontro da Associação Internacional de Estudos Sobre a Mente e o Pensamento (AIESMP), a ter lugar no dia 12 de maio, na Casa do Brasil, em Santarém, entre as 9:30 e as 17:30. A primeira sessão do Encontro, com início às 10:00, é subordinada a “Hipnose Clínica: Teoria e Prática” e conta com as intervenções de Rosa Bastos e Faustino Santos, estando a moderação a cargo de Luís Barbosa. Cristina Peres e Filipe Madeira são os oradores convidados do segundo painel sobre “Stress Organizacional e Saúde Mental no Trabalho”, moderado por Aurélio Lopes. Depois de uma pausa para almoço,

o evento prossegue com uma nova sessão dedicada ao “Desenvolvimento Infantil e Parentalidade” com os contributos de Ana Isabel dos Santos, Leonor Bento Fialho e Patrícia Mendes, sendo moderada por Paulo Domingos. A encerrar os trabalhos estará um painel dedicado aos “Programas de Reabilitação Psicossocial em Saúde Mental”, que conta com a presença de Teresa Massano e Carla Ferreira, moderado por António Mendes. As inscrições para o I Encontro da AIESMP são gratuitas e podem ser efetuadas através do e-mail congresso.aiesmp@gmail.com e dos contactos: 914 150 506, 936 821 025 e 916 647 126.

15.º Festival Rock na Vila reúne o melhor da música portuguesa

Até 20 de maio – Exposição “O espaço da religião” – Museu D. Lopo de Almeida, Castelo, de terça-feira a domingo, das 9:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00 Até 31 de maio – Exposição “Um Mundo de Insetos” – Parque Tejo, de segundafeira a domingo, das 09:00 às 20:00 Até 23 de junho – Exposição “No Princípio...”, de Henrique Vieira Ribeiro – Galeria de Arte Contemporânea – Coleção Figueiredo Ribeiro, terça-feira a sábado, das 10:00 às 12:30 e das 14:30 às 19:00 4 de maio – Música – José Horta Quartet – Auditório da Escola Sec. Dr. Manuel Fernandes, 21:30 (3€) 5 de maio – “Produtos de Cá” com a “Janela de Sabores” – Mercado Municipal, 10:30 6 de maio – Música – Arrebimbá Fundo Orquestra de Percussão da Casa do Povo de S. Facundo – Fontes, 16:00 7 de maio a 31 de agosto – Mostra Documental “Junta de Paróquia e Freguesia de São João” - Arquivo Municipal Eduardo Campos 11 de maio a 29 de junho – Exposição “Toda a esperança do mundo”, de Alfredo Cunha e Luís Pedro Nunes – Biblioteca Municipal António Botto 11 de maio – Música – Rodrigo Serrão apresenta “Do amor e outras história” – Auditório da Escola Sec. Dr. Manuel Fernandes, 21:30 (5€) 12 de maio – “Sabores do Mercado” com Maria Gama do blogue “Põe-te na linha” – Mercado Municipal, 10:30 16 de maio – Encontro Infantojuvenil com a escritora Manuela Ribeiro, apresentação do livro “Versos para meninos que comem a sopa toda” – Biblioteca Municipal António Botto, 10:30 e 14:00 18 de maio – Workshop “Aprender com os nossos” – Hip Hop para iniciantes –

Constância Até 31 de maio – Exposição “Constância e a Grande Guerra – Das Manobras de Tancos à Batalha de La Lys” – Antiga Cadeia, quinta-feira a domingo, das 14:00 às 17:30

Mação 13 de maio – Quintais nas Praças do Pinhal – Largo dos Combatentes 25 de maio – “À Conversa com…” – Centro Cultural Elvino Pereira, 21:00 Sardoal Até 19 de maio – Exposição “Projeto Capela” – Espaço Cá da Terra Até 26 de maio – Exposição de arte sacra “Monstra te esse matrem” – Centro Cultural Gil Vicente 4, 5 e 6 de maio – Sardoal Jazz com Desbundixie, Violets Are Blues, César Cardoso Quarteto e LST – Lisboa String Trio – Centro Cultural Gil Vicente 12 de maio – Workshop de biscoitos caseiros – Cá da Terra, 18:30 (4€)

15 de maio – “Voltar aos Clássicos”, sessão sobre uma obra literária – Centro Cultural Gil Vicente, 21:30 18 de maio – Prova de cerveja artesanal (Ermida) – Cá da Terra, 19:00 (12€) 25 de maio – Teatro “Montanha-Russa” pelo Teatro Nacional D. Maria II – Centro Cultural Gil Vicente, 21:30 (4€) 26 de maio – Documentário “Canção a Meio” de Maria Remédio – Centro Cultural Gil Vicente, 16:00 27 de maio – Feira da Primavera

Vila de Rei Até 20 de maio – Exposição “A Arte da Renda” – Museu Municipal, de quartafeira a domingo, 9:30 às 12:30 e das 14:00 às 17:00 Até 1 de julho – Exposição “Fotografia de cena na era do preto e branco”, fotografias do aquivo da RTP – Museu Municipal 19 de maio – XV Maio a Cantar com Grupo Coral Instrumental “Moinhos da Maré”, Grupo de Cantares “Brisas do Tejo” e Grupo de Cantares “A Bela Serrana – Auditório Municipal, 21:00 20 de maio – IX Mercado Medieval com animação musical, jogos tradicionais, artesanato e gastronomia local – Largo da Misericórdia e Rua Rainha Sta. Isabel 1 e 2 de junho – 15.º Festival Rock na Vila – Parque de Feiras

Vila Nova da Barquinha Até 27 de maio – Exposição “A terceira margem e as ruinas circulares”, de João Seguro – Galeria do Parque 4 a 5 de maio – Feira d´Época com venda de produtos da terra, artesanato, gastronomia, chás, licores, mel, doçaria – Largo 1.º de Dezembro/Parque Ribeirinho 31 de maio, 1, 2 e 3 de junho – “Kurikuri – O Mundo de Fantasia” com insufláveis, slide, escalada , workshops, dança – Parque Ribeirinho

/ Linda Martini O Parque de Feiras de Vila de Rei recebe, nos dias 1 e 2 de junho, a décima quinta edição do Festival Rock na Vila, que voltará a contar com alguns dos principais nomes da música portuguesa. Organizado pelo Município de Vila de Rei, a edição de 2018 apresenta como cabeças de cartaz as banda Mundo Segundo e Linda Martini. No dia 1 de junho sobem a palco os Dante; GROGNation; Mundo Se-

gundo; DJ Pete Days, DJ Salavisa, DJ Seadas e MC Pinkie com participação especial de Fábio KeyRocker. Já no dia 2 de junho, o Festival conta com as atuações dos Somma; Cityspark; Linda Martini; DJ Rita Mendes e o DJ Hugo Rafael. A entrada para o 15.º Rock na Vila é gratuita, bem como o campismo no Parque de Feiras.

O ARTEJO, projeto artístico com a comunidade, promovido em parceria com a Fundação EDP e a Câmara Municipal, começa a ser visível pelo concelho de Vila Nova da Barquinha. Uma nova intervenção, num posto de transformação em Atalaia, do artista Vhils, já pode ser apreciada. Segundo a informação do Município, a intervenção artística é uma homenagem aos oleiros da aldeia de Atalaia e às técnicas artesanais que utilizavam. Hoje em dia estas referências já desapareceram quase todas, e este mural é um testemunho a uma indústria que deixou um marco

Pérsio Basso & Alexander Silva

Intervenção artística de Vhils já disponível em Atalaia

profundo nesta região. A figura esculpida é baseada numa fotografia de Pérsio Basso, fotógrafo da CM de Vila Nova da Barquinha e retrata João Caetano, um dos últimos oleiros de Atalaia, a moldar barro na sua roda manual.

O ARTEJO tem como objetivo central usar a arte como instrumento de inclusão social, levando-a para locais onde ainda não chegou. Esta iniciativa vai ainda desenvolver mais nove intervenções no concelho, distribuídas por quatro freguesias. maio 2018 / jornal de abrantes

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SAÚDE / Rotary leva Suporte Básico de Vida à escola

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O Rotary Club de Abrantes, em parceria com uma equipa de treze enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), levou a efeito uma ação de formação em Suporte Básico de Vida. Desta vez, os destinatários foram os alunos do 10º e do 11º ano da Escola Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes. A iniciativa, que envolveu cerca de 10 turmas e mais de 250 alunos, pretendeu dotar os alunos de um conjunto de conhecimentos teóricos, mas também práticos, que lhes permita atuar de forma eficaz em situações de paragem cardiorespiratória. O papel do Rotary Club na comunidade “é desenvolver ações que permitam melhorar a formação dos jovens e da comunidade em geral”, afirmou o presidente do Rotary Club de Abrantes, Paulo Sousa. O presidente acrescentou que que “o nosso papel é uma mera correia de transmissão em que juntamos a boa vontade e o desejo das escolas de dar formação complementar aos alunos e a vontade do CHMT em se inserir na comunidade e proporcionando a formação e com outro tipo de serviços fora dos hospitais. A iniciativa surgiu o ano pas-

Paula Gil ENFERMEIRA Espaço da Responsabilidade do ACES Médio Tejo

Ativo ou Inativo? Qual a sua atividade física? Reavalie a sua rotina, transforme-a!

/ Alunos do Secundário aprenderam “uma ferramenta fundamental para todos” sado, no mandato de Joana Maia como presidente do Rotary e “foi ela a grande mentora deste projeto”, avançou Paulo Sousa. João Cabrita, coordenador enfermeiro da formação Suporte Básico, Avançado e Imediato de Vida no CHMT, explicou que “na sociedade em que vivemos, cada vez mais o Suporte Básico de Vida tem o seu papel fundamental no salvar de uma vida em qualquer altura”. O enfermeiro adiantou ainda que “no 10º ano, estes jovens já têm capacidade de perceber o que estão a fazer, a importância dos passos que vão desenvolver e qual é a sua integração na sociedade e ao nível de cadeia de sobrevivência no

NOTÁRIA MARTA JORGE Cartório Notarial de Sintra (Mem Martins) Certifico que no dia vinte e sete de março de dois mil e dezoito, de folhas cento e cento e trinta e dois, a folhas cento e trinta e quatro, do livro de notas para escrituras diversas n”úmero Cinquenta e Sete - A, deste Cartório, se encontra exarada uma escritura de JUSTIFICAÇÃO, na qual: MARIA DO CÉU NUNES BRUNHETA, NIF 186.926.995, divorciada, natural da freguesia de Souto, concelho de Abrantes, residente na Rua Engenheiro Adelino Amaro da Costa, lote 125, rés-do-chão A, Casal da Silveira, Famões, Odivelas, declara. Que é dona e legítima possuidora do prédio urbano, com a área total de sessenta e cinco metros quadrados, composto por casa de rés-do-chão com a área de quarenta e ci1w o metros quadrados e dependência com a área de vinte metros quadrados, sito no Beco das Oliveiras, número 5, Carril, freguesia de Carvalhal, concelho de Abrantes, inscrito na respetiva matriz predial sob o artigo 488, da freguesia de Carvalhal, com o valor patrimonial de 5.540,00 €, a que atribui igual valor, para efeitos deste ato. Que o referido prédio não se encontra descrito na Conservatória dos Registo Predial de Abrantes. Que pretende proceder ao registo de aquisição do referido prédio a seu favor, a referida Conservatória do Registo Predial, porém, não o tem podido fazer em virtude de não ter título para o efeito, nem hipótese de obtê-lo pelos meios extrajudiciais normais. _ Que, em dia e mês que não pode precisar do ano de mil novecentos e noventa e sete, portanto há mais de vinte anos, o referido prédio foi, por ela justificante, adquirido por doação verbal de seus pais Manuel António Brunheta e de Maria Luísa Nunes, casados sob o regime da comunhão geral de bens, residentes que foram em Carril, já falecidos, sem terem outorgado a respetiva escritura notarial. E, como tal não veio a acontecer, nunca chegou a possuir documento formal para prova da sua aquisição.

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Jornal de abrantes / maio 2018

caso de uma situação de paragem cardiorrespiratória”. Joana Maia, a mentora da iniciativa, confessou ter tido como grande impulsionador “o companheiro Manuel Paulo Silva” e o projeto nasceu “da minha ideia de fomentar a formação e a educação e da ideia dele de trazer esta vantagem aos alunos dos agrupamentos de escolas de Abrantes e com intenção de espalhar aos concelhos de Sardoal e Mação, porque achamos que é uma formação única e que pode ser decisiva a salvar a vida de alguém enquanto se aguarda pelos meios de socorro competentes”. Patrícia Seixas

Que, os seus pais Manuel António Brunheta e Maria Luísa Nunes, haviam adquirido o citado prédio, em dia, mês e ano que ignora, por partilha verbal com os demais herdeiros, por óbito dos avós, Domingos António Brunheta e Maria Luisa, da ora justificante, casados sob o regime da comunhão geral, residentes que foram em Carril, falecidos há mais de quarenta anos, tendo pago a totalidade das tornas aos restantes partilhantes, não tendo, no entanto, sido outorgada a respetiva escritura publica. Que, em consequência das mencionadas transmissões, terem sido meramente verbais, não é detentora de qualquer documento formal que legitime o seu domínio sobre o mesmo. Que a posse efetiva do referido prédio, já dura há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu inicio, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente, no gozo pleno das utilidades por ele proporcionadas, habitando-a, conservando-a, pagando os respetivos impostos, considerando-se e sendo considerada como sua única dona, na convicção que não lesa quaisquer direitos de outrem, tendo a sua atuação e posse, sido de boa fé, sem violência e oposição de quem quer que seja e com conhecimento da generalidade das pessoas. Que esta posse, em nome próprio, pacífica, contínua e pública, desde há mais de vinte anos, conduziu à aquisição daqueles direitos por USUCAPIÃO, o que expressamente invoca, justificando o seu direito de propriedade para efeito de registo, dado que esta forma de aquisição não pode ser provada por qualquer outro título formal extrajudicial. Que, supre, assim, a inexistência do título para efeitos de registo, podendo requerer o mesmo na citada Conservatória do Registo Predial após o cumprimento das demais formalidades legais. Está conforme o original. Cartório Notarial de Sintra, vinte a sete de março de dois mil e dezoito A Notária Marta Susana

A

inatividade física é um dos principais fatores de risco para as doenças crónicas não transmissíveis como as doenças cardíacas, a diabetes, as doenças respiratórias crónicas e o cancro. A atividade física tem efeito nos níveis de açúcar no sangue, na insulina e nas hormonas, na inflamação e na função imunológica (função protetora). Reduz a probabilidade de desenvolver cancro do intestino (colon e reto) e, nas mulheres, cancro da mama e do útero (endométrio). Também ajuda a prevenir a obesidade, auxiliando no controlo de um peso corporal saudável, um efeito adicional na redução do risco de cancro do rim, do pâncreas, da próstata, do esófago e da vesícula. Levar uma vida ativa até à velhice é a forma mais fácil de promover a saúde e o bem-estar. Falar de vida ativa e de atividade física não significa necessariamente exercício físico ou a frequência do ginásio, pode passar pela adoção de práticas simples do dia-a-dia, sem grandes “sacrifícios”, que levam à realização de mais movimento – no trabalho, em casa e, sobretudo, nas deslocações. O importante é encontrar nas nossas rotinas diárias, formas de sermos ativos. Cada pessoa deve encontrar a atividade física que faz mais sentido para si. Caminhar, correr, subir escadas, andar de bicicleta, levantar-se com regularidade no trabalho e, porque não, atender o telefone de pé? Estas são tudo formas de introduzir a atividade física no quotidiano, facilitando a adesão a uma vida mais ativa. Desta forma, estamos a contribuir substancialmente para a melhoria da qualidade de vida, da saúde física e mental e para um maior número de anos saudáveis, livres de doenças. Com o avançar da idade, esta tendência de hábitos sedentários aumenta e ainda mais quando associada ao tempo que cada individuo passa sentado por dia. Alguns estudos apontam para níveis

O importante é encontrar nas nossas rotinas diárias formas de sermos ativos elevados de inatividade física em jovens e adultos em Portugal, mais de metade da população. A Direção Geral da Saúde lança, em 2016, o Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, um documento orientador, para a definição de um conjunto de estratégias nacionais, em todos os setores, para a redução do sedentarismo e a promoção da prática de Atividade Física, Saúde e Bem-Estar, ao longo do ciclo de vida. Assim, não se admire que um destes dias, no seu centro de saúde, lhe seja “prescrita” atividade física, adequadamente ajustada ao seu estado de saúde. Importa adotar comportamentos fisicamente ativos em toda a população portuguesa e esta é uma das estratégias encontradas. Em adultos saudáveis, recomenda-se a prática de pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana (significa que consegue manter uma conversa, mas já não consegue cantar) ou 75 minutos de atividade física vigorosa, ou uma combinação das duas, de forma a trazer importantes benefícios para a saúde. Reavalie a sua rotina diária e transforme-a, adotando um estilo novo de vida ativa. Mais atividade física mais bem-estar, mais saúde!


ISABEL LUZEIRO

Médica Neurologista/Neurofisiologista Especialista nos Hospitais de Universidade de Coimbra

Consulta de Neurologia, Dor, Patologia do Sono, Electroencefalograma (EEG) e Exames do Sono Centro Médico e Enfermagem de Abrantes Largo S. João n.º 1 - 2200 - 350 ABRANTES Tel.: 241 371 690

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241 371 566

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241 094 143


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JA - Edição de maio de 2018  

Jornal de Abrantes, Sardoal, Mação, Vila de Rei, Constância e VN Barquinha

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