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JANEIRO 2013 · Diretora HÁLIA COSTA SANTOS · Editora JOANA MARGARIDA CARVALHO · MENSAL · Nº 5503 · ANO 112 · DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

AT U

de

jornal abrantes

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Mação, Sardoal, Vila de Rei, Abrantes, Constância e Vila Nova da Barquinha

Receba comodamente o Jornal de Abrantes em sua casa 12 publicações · 10 euros (despesas de envio) · 241 360 170

Especial Saldos. páginas 10 e 11

Comerciantes e consumidores satisfeitos com as promoções que antecedem os saldos MUNICÍPIOS

AGRICULTURA

REGIONAL

Fusão de Comunidades não avança

Agricultura em Mação é mote de convívio

Aprovada lei da extinção de freguesias

A fusão de três Comunidades Intermunicipais era uma possibilidade apontada pelo Governo. A proposta não avançou devido ao facto de o município de Ourém não estar de acordo com a provável fusão. página 12

Mação já recebeu o primeiro Mercado Mensal no âmbito do projeto “Os quintais nas praças do pinhal”. Nesta edição fomos conhecer a vida de César Marques que, aos 72 anos, se dedica à restauração e à agricultura. página 5 e 6

A polémica em torno da extinção de mais de mil freguesias em todo o país parece não ter fim, mas na Assembleia da República foi dado mais um passo na confirmação da medida. página 13

Alvará 155A

Autorização 96

Departamento Comercial Nelson Rosa PRÓXIMA FORMAÇÃO: 21 JAN 2013 968 647 094 | nerosa@sapo.pt


2 ABERTURA FOTO DO MÊS

EDITORIAL

de

jornal abrantes

JANEIRO 2013

FICHA TÉCNICA Diretora Hália Costa Santos (TE-865) halia.santos@lenacomunicacao.pt

Editora Joana Margarida Carvalho (CP.9319) joana.carvalho@lenacomunicacao.pt

O futuro será aquilo que soubermos fazer

Sede: Av. General Humberto Delgado – Edf. Mira Rio, Apartado 65 2204-909 Abrantes Tel: 241 360 170 Fax: 241 360 179 jornaldeabrantes @lenacomunicacao.pt

Redação Ricardo Alves (TP.1499) ricardo.alves@lenacomunicacao.pt

Alves Jana André Lopes Paulo Delgado

Publicidade Miguel Ângelo 962 108 785 miguel.angelo@lenacomunicacao.pt

No dia 10 de dezembro, alguém que passou pela Rua Actor Taborda, no centro histórico de Abrantes, lembrou-se de cortar os pneus dos carros ali estacionados. Puro ato de vandalismo, sem justificação possível.

INQUÉRITO

Um desejo para o mundo, um desejo para o país, um desejo para si?

Secretariado Isabel Colaço

Design gráfico António Vieira

Produção gráfica Semanário REGIÃO DE LEIRIA

Impressão Grafedisport, S.A.

Editora e proprietária Media On Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65 2204-909 Abrantes

GERÊNCIA Francisco Santos Ângela Gil

André Rodrigues

André Santos

Inês Luz

Rossio Ao Sul do Tejo

Abrantes

Abrantes

Para o mundo que haja mais amor, alegria, paz e partilha, mais respeito, mais igualdade, e menos conflitos, guerras, falsidade e crueldade. Para Portugal, acima de tudo, que consigamos de alguma forma levantar-nos e dar um passo em frente na recuperação das dificuldades! Para mim, que tenha saúde, amor e alegria! Que continue rodeado dos amigos, familiares e pessoas especiais, que seja feliz!

Para o mundo desejo maior tolerância nas influências religiosas que tanta guerra estão a provocar. Para Portugal que os políticos mudem de atitude e olhem para as pessoas e causas sociais em vez de olhar para os bens e vantagens políticas e para mim desejo arranjar emprego.

Que o mundo possa sorrir de paz, porque cada vez mais precisa dela. Parece que cada vez está tudo mais ao contrário. Para Portugal desejo que consiga ultrapassar esta fase que parece nunca mais ter fim. E para mim, desejo apenas ser feliz e ter sempre vontade de sorrir!

Espera-se que com a mudança de ano surjam novas (e boas) coisas. A tradição diz-nos que Ano Novo significa Vida Nova. E nós vamos reproduzindo a ideia, na esperança de que ela nos sirva para qualquer coisa. Nem que seja para começar a prometida dieta… Se cada um de nós pode decidir ‘mudar de vida’ fazendo pequenas alterações nos seus hábitos e rotinas, o certo é que continuamos todos muito dependentes de realidades que nos são exteriores. Tanto no mundo como no país como na região, reina a incerteza. Não sabemos o que nos trará o ano de 2013. Não sabemos que conflitos podem surgir a nível mundial, não sabemos como é que a economia portuguesa se vai aguentar, não sabemos como é que regionalmente nos vamos organizar. Ficamos na dúvida, mas temos que continuar a andar. Poupando onde pudermos, sendo criativos se formos capazes, apostando no que é fundamental. E o essencial continua a ser o mesmo: educação e formação. Sobretudo em momentos de incerteza, aquilo que cada um tiver (por mérito, por esforço ou por uma combinação dos dois) será o seu seguro de vida. Aquilo que cada um souber, souber fazer, souber criar, souber explorar, souber desenvolver… Isso será, provavelmente, a única garantia para se alcançar dias minimamente satisfatórios.

HÁLIA COSTA SANTOS

SUGESTÕES Departamento Financeiro Ângela Gil (Direção) Catarina Branquinho, Gabriela Alves info@lenacomunicacao.pt

Eurico Heitor Consciência UMA POVOAÇÃO Florença, naturalmente.

Sistemas Informação

UM CAFÉ Chave d’Ouro, obviamente.

Hugo Monteiro dsi@enacomunicacao.pt

PRATO PREFERIDO Bacalhau, constantemente.

Tiragem 15.000 exemplares Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo no ICS: 124617 Nº Contribuinte: 505 500 094 Sócios com mais de 10% de capital Sojormedia

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IDADE Mais anos do que rugas RESIDÊNCIA Abrantes/Cascais PROFISSÃO Advogado – sempre

UM RECANTO PARA DESCOBRIR Não se deve descobrir nada nesta altura do ano, para evitar gripes. UM DISCO Um disco de Newton.

UM FILME Ladrões de Bicicletas. UMA VIAGEM Itália, sempre. UMA FIGURA DA HISTÓRIA D. João II, porque sim. UM MOMENTO MARCANTE Um pontapé do Ronaldo que marque golo. UM PROVÉRBIO Quando a necessidade bate à porta sai a vergonha pela janela.

UM SONHO O triplo do atual salário mínimo nacional para todos. UMA PROPOSTA PARA UM DIA DIFERENTE NA REGIÃO Pescar salmões no Lago do Jardim do Castelo.


ENTREVISTA 3

JANEIRO 2013

ELISABETE CHAMBEL, VOLUNTÁRIA NA CRUZ VERMELHA DE ABRANTES

“A Cruz Vermelha tem tudo para funcionar bem desde que haja boa vontade” Aos 35 anos, Elisabete Chambel é voluntária na Cruz Vermelha de Abrantes. Admite a dificuldade de conciliar o voluntariado com a vida pessoal e profissional, mas não permite que isso a faça desistir de ajudar os outros. Os conhecimentos que adquiriu com esta atividade de voluntariado já lhe permitiram evitar que o pior acontecesse a um idoso: “Se não fosse o curso da Cruz Vermelha não o conseguia salvar.” Por que é que decidiu juntar-se à Cruz Vermelha Portuguesa? Porque, de algum modo, me dá gosto e prazer fazer parte daquela equipa. Sei que estou a ajudar uma instituição e alguém. Como foram os treinos e a preparação? Primeiro, foram as reuniões sobre a Cruz Vermelha e um curso intensivo sobre a história da Cruz Vermelha. Depois, foi a parte do treino e do socorrismo. Tivemos vários formadores, aprendemos um pouco de tudo. Eu fiz mais uma formação que alguns colegas não fizeram, que é a parte da condução defensiva. Estou apta para conduzir transportes de socorro. Essa foi a parte mais dura, aquela parte militar em que passamos por um esforço físico. O esforço é só físico ou é também psicológico? Não, tem mesmo a parte psicológica. Há aquela altura que nós temos de cumprir tropa. Fizemos flexões, ginástica, corremos, é mesmo resistência física. Atrás da parte física vem a parte psicológica. Tivemos três colegas que desistiram. Um, por saúde, e dois porque não aguentaram a parte psicológica. Qual foi a experiência mais mar-

cante desde que é voluntária? A experiência mais marcante foi há poucos dias e não foi na Cruz Vermelha. A minha profissão é com idosos. Estávamos a servir a refeição e houve um idoso que se engasgou, parou a respiração. Tive de entrar em manobras de reanimação, tentar desobstruir as vias aéreas. No fim de lhe ter salvado a vida dei comigo a chorar. Se não fosse o curso da Cruz Vermelha não o conseguia salvar.

e ao domingo. É quando há mais afluência de urgências e nós temos que ver em que altura é que há mais necessidade, temos de aproveitar esses períodos para trabalhar.

O que tira da experiência como socorrista? Uma enorme riqueza porque um socorrista anda sempre numa adrenalina, aparece um telefonema, um “codu”, que é uma chamada para ir socorrer alguém de urgência, e nunca sabemos o que vamos encontrar. Acha que valeu a pena todo o esforço? Valeu e vale, porque cada noite de serviço há sempre uma experiência nova. Nós, neste momento, com o sistema de saúde que temos, fazemos muitas transferências de Abrantes, Tomar e Torres Novas, e convivemos com muita gente. Entramos em muitos lares e residências e, por vezes, vamos ao encontro do que eles precisam, de um bocadinho de conversa. É uma experiência muito gratificante, cada noite há algo que trazemos para casa. Consegue conciliar o trabalho com o voluntariado e com a vida familiar? Até aqui tenho conseguido, mas é muito difícil coordenar as três situações quando se tem um filho com sete anos que começa a exigir muito de nós. Neste momento estou a contar com o apoio da mi-

“É uma experiência muito gratificante, cada noite há algo que trazemos para casa”

nha sobrinha que está a residir em minha casa. Se não fosse o apoio dela eu teria de abdicar este ano da Cruz Vermelha porque o meu horário profissional não coincide com o horário do voluntariado. É complicado, mas com força de vontade tudo se consegue. O que é que o seu filho diz? O meu filho diz ‘a minha mãe é bombeira’, ‘a minha mãe anda nas ambulâncias’. Sei que tem muito orgulho em mim. Ele conta isso aos colegas e eu sei que fica contente e todo vaidoso quando eu entro na escola e os meninos perguntam: ‘Quem é aquela polícia?’ Ele responde: ‘Não é polícia! É bombeira e é a minha mãe!’

Quantas horas é que faz mensalmente na Cruz Vermelha? Eu faço 12 horas. Mas se houver um serviço de urgência para Lisboa eu não vou estar a ver se são 22h00 ou se são 23h00. Há que aproveitar o serviço para Lisboa até porque tem uma rentabilidade grande para a instituição, porque esses serviços são cobrados. Nós sabemos a hora a que entramos, mas não sabemos a que hora chegamos a casa, não sabemos a hora em que saímos da Cruz Vermelha. Mas, por norma, são seis horas no período noturno, entre as 18h00 e as 24h00. Ao sábado a Cruz Vermelha funciona das 9h00 às 18h00. Estamos com uns projetos para trabalhar durante a noite

Como é que está a Cruz Vermelha em termos de recursos? Devíamos ter mais ambulâncias. A Cruz Vermelha em Abrantes era uma instituição muito esquecida. De há uns anos para cá é que se ouve falar na Cruz Vermelha. Temos vindo a adquirir carros conforme a necessidade que temos e conforme a parte monetária. Neste momento temos bons recursos a nível de materiais. Em recursos humanos somos uns 30 ou 40 voluntários, mas muito poucos a darem disponibilidade de horário, ou seja, não nos adianta termos uma grande lista quando não podemos recorrer a esses meios. Por vezes pedem-nos para darmos assistência em provas, em festas e muitas das vezes não podemos aceitar porque não temos quem vá. Tínhamos um projeto que era fazer rastreios de glicémia, tensão arterial e peso aos domingos de manhã nas aldeias e tivemos que desistir desse projeto porque não temos meios humanos. O trabalho da Cruz Vermelha está a correr bem? Está a correr bem, já correu mal porque tínhamos menos colegas. Neste momento terminou um curso de socorristas e podemos alargar a nossa equipa e prestar mais e melhor serviço. E neste momento acho que a Cruz Vermelha tem tudo para funcionar bem desde que haja boa vontade da parte humana. Cátia Francisco

Aluna de Comunicação Social da ESTA

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4 DESTAQUE

JANEIRO 2013

Água: lei obriga a pagar sem que haja consumo A lei é geral mas os municípios podem optar. Em Abrantes há casos de empresas que estão fechadas, habitações que estão sem utilização, mas as contas continuam a chegar.

O Decreto-Lei n.º 194/2009 de 20 de agosto define um regime comum, uniforme e harmonizado aplicável a todos os serviços municipais, independentemente do modelo de gestão adotado e obriga a efetuar a ligação à rede pública de abastecimento de água e/ou de saneamento de águas residuais. O caso de Cremildo, 61 anos, é um bom exemplo da aplicação da lei. Cremildo, empresário em Abrantes, no ramo automóvel, adquiriu o restaurante ‘Chez Michel’ há cerca de um ano, que passou para o filho. Perante a condição do edifício, degradado, reconstruiu -o, fez obras e só não o abriu porque avaliou “a situação financeira do país e achou que não era a melhor altura para o fazer, principalmente no setor da restauração”. Assim, enviou uma funcionária cortar a

água e foi aí que se apercebeu que todos os meses teria de pagar cerca de 50 euros utilizando ou não o serviço. Feitas as contas, em um ano Cremildo pagou cerca de 600 euros de água que não usa, num edifício sem utilização e sem contador desde há um mês. “Tenho pago sempre, mas acho que é um roubo ao contribuinte”, afirma revoltado. Recentemente a mesma funcionária dirigiuse novamente aos serviços da autarquia onde lhe disseram que ficava mais barato se o proprietário fizesse uso doméstico e não como empresa. “Mas para isso teria que cessar atividade junto das finanças”, conta Cremildo.

Obrigação pela qualidade da água A obrigação de ligação imposta por lei é justificada por ser “forma de garantir a qualidade da água consumida, o tratamento adequado dos efluentes e a gestão racional e sustentada dos recursos hídricos. O munícipe é obrigado a estar ligado e a entidade pública gestora é obri-

• Restaurante que nunca chegou a abrir paga 50 euros por mês gada a manter a rede em boa condição”, lê-se no site da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos. Carlos Pina da Costa, presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMAS), afirma que a política da empresa gestora que preside tenta facilitar “a vida ao

cidadão, numa crise social profunda, e quando não registamos atividade efetiva, a qual controlamos, aceitamos aplicar as tarifas domésticas, as mais baixas”. O responsável pelos SMAS já estava no cargo quando o regulamento foi adotado, afirmando que assume as suas responsabilidades. Questio-

nado sobre a opção que assiste às autarquias, neste tipo de situações e suas regulamentações, Pina da Costa disse que “se é proibido avançar no vermelho não implica que não haja quem o faça e polícias que o permitam”. Com cada vez mais casas vazias e empresas encerradas, é de prever que situa-

ções como a de Cremildo sejam cada vez mais frequentes. O incumprimento da obrigação de ligação constitui contra-ordenação punível com coima que pode ir até 3.740 euros, caso o infrator seja pessoa singular, e até 44 890 euros, se for pessoa coletiva. Ricardo Alves

RPP SOLAR: Protocolo polémico alterado e sede da empresa muda para Lisboa Novo cronograma da obra e retirada de prazos de execução são outras alterações. Cheque de 1.1 milhões à espera de ser recebido na tesouraria abrantina.

Na reunião do executivo abrantino de 3 de dezembro, Maria do Céu Albuquerque anunciou a proposta de Alexandre Alves, que para além do novo cronograma, prevê a mudança da sede da empresa de Abrantes para Lisboa, e que a mesma passe a não ter imposição de datas de execução. O empresário aceita pagar o valor integral dos terrenos – 1.1 milhões de euros - deixando de existir a venda do terreno por um valor simbólico, altera-

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ções a serem feitas ao protocolo celebrado em 2009, através de uma adenda. O executivo aprovou esta proposta depois de dar conhecimento de um parecer jurídico favorável elaborado por um advogado da autarquia, sendo a recuperação do investimento financeiro um dos pontos mais importantes do mesmo. Já Alexandre Alves acredita que o pagamento da verba e as alterações efetuadas ao protocolo vão no sentido da salvaguarda do futuro do projeto.

Candidaturas abertas Alexandre Alves anunciou a abertura de 460 vagas de emprego para a empresa. O

anúncio foi publicado na imprensa: 400 vagas para a linha de montagem, 30 para técnicos de manutenção, 18

vagas para licenciados em engenharia industrial, mecânica, robóticas ou similares, entre outros, como professo-

res, formadores e responsáveis por economia e gestão. O empresário garantia em início de agosto de 2012,

aos microfones da Antena Livre, que “depois das limpezas em agosto, em setembro as empresas de construção acabam o que têm para acabar, em outubro vêm as máquinas e em janeiro (2013) começamos a produção”. Facto é que, questionada em reunião do executivo sobre as avaliações efetuadas pela comissão técnica da autarquia no terreno da empresa, a presidente abrantina, Maria do Céu Albuquerque, afirmou que os trabalhos estão em execução mas com algum atraso, tendo aceitado o novo cronograma da obra, submetido há cerca de um mês. Ricardo Alves


DESTAQUE 5

JANEIRO 2013

Orçamento de Abrantes: “Não vivemos uma época de grandes investimentos”

Na Assembleia Municipal de Abrantes do dia 14 de dezembro foi discutido e aprovado o Orçamento para o ano de 2013. Maria do Céu Albuquerque, presidente da autarquia, lembrou que “não vivemos uma época de grandes investimentos”. Por isso, “a intenção não é ficar na história pela grande obras, mas sim pela dinamização do que já existe e pela aposta nos pequenos projetos”. Os projetos anunciados para o ano 2013 foram as habitações a custo controlado, a primeira fase de requalificação da praça central do Pego,a requalificação da praça central de São Miguel do Rio Torto, o jardim da República (Abrantes), a residência artística, a galeria municipal, a requalificação da rede viária, o pontão de Rio de Moinhos em Aldeinha, as unidade de saúde de Abrantes e de Carvalhal, a residência de estudantes e a ampliação da estação de canoagem no Rossio, para além de saneamento e eficiência energética. Para além dos novos projetos, será dada continuidade a outros já em desenvolvimento. Nomeadamente

a aquisição de equipamentos para os centros escolares, o centro de acolhimento do Tejo no Aquapolis, o mercado municipal, as hortas comunitárias, a estação de canoagem de Alvega, o hipódromo dos Mourões, a rota do Tejo e o restauro dos frescos da Igreja de Sta Maria do Castelo. Estas são obras já em execução que Maria do Céu Albuquerque quer fazer avançar. No que diz respeito aos projetos que estão em fase de desenvolvimento mas à espera de financiamento encontra-se a requalificação do Convento de São Domingos, para o futuro MIIA, a nova ESTA, os centros escolares da Encosta Sul e de Alvega, a requalificação do jardim do Castelo, o parque Vale da Fontinha e a praia fluvial de Fontes, entre outros. A alineação do terreno para o Hotel Turismo de Abrantes também esteve na ordem do dia. Trata-se de um projeto que prevê a ampliação e construção de um novo edifício que vai aumentar as valências e serviços da unidade hoteleira. Para se concretizar, está prevista a venda

por parte da autarquia dos terrenos onde está situada a antiga piscina da cidade. Sónia Onofre, do ICA, questionou o valor de baixo custo (cerca de 5.800 euros) que o terreno vai ser vendido e referiu o episódio da penhora de que o Hotel foi alvo. Maria do Céu Albuquerque disse que o valor da venda do terreno se traduz num incentivo para a criação de uma unidade necessária ao concelho. A alienação de terreno para o hotel turismo foi assim aprovada com duas abstenções. Quanto à questão da penhora levantada por Sónia Onofre, a presidente disse que a Câmara está a lidar com um empresário de confiança. A intenção de criar uma cooperação única de bombeiros que sirva dos concelhos de Abrantes, Mação, Constância e Sardoal também levantou algum debate, apesar do ponto não ter sido levado à aprovação. Manuela Ruivo, do PSD, disse que a autarquia deveria resolver com urgência o quadro de pessoal dos bombeiros municipais e a forma de pagamento aos voluntários.

Já João Viana, do ICA, referiu divergências entre a autarquia e a cooperação de bombeiros de Abrantes, alertando para a forma de pagamento dos voluntários de Abrantes, que envolve os bombeiros de Constância. Em causa estão notícias vindas a público sobre o pedido de inspeção que o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais apresentou para que a situação dos pagamentos seja averiguada. A presidente da autarquia disse que falta apenas a cooperação de Constância aprovar o protocolo que prevê a agregação das várias cooperações numa única. Quanto aos bombeiros municipais, adiantou que a Câmara tem feito de tudo para os manter, face ao “tratamento injusto” com que Estado responde a este tipo de situações. “Nós recebemos 90 mil euros para fazer face às despesas com o corpo de bombeiros, mas quando falamos dos voluntários que trabalham por vezes em territórios mais pequenos, estamos a falar de quantia que ronda os 300 e os 500 mil euros”.

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6 AGRICULTURA

JANEIRO 2013

AOS 72 ANOS, CÉSAR MARQUES DEDICA-SE À RESTAURAÇÃO E À AGRICULTURA

“Mação é uma terra santa, aqui tudo se produz” Mação já recebeu o primeiro Mercado Mensal no âmbito do projeto “Os quintais nas praças do pinhal” e a adesão foi notória. Pequenos agricultores que conciliam a sua vida profissional com a agricultura, venderam os seus produtos durante o dia 9 de dezembro. Uma iniciativa que trouxe vida à vila maçaense, tal como nos contou César Marques. César Marques tem 72 anos, é natural de Mação, e mantém uma cafetaria aberta há cerca de 20 anos no coração da vila. Desde sempre se dedicou à terra. A paixão foi-lhe passada pela mãe, e assim, mantém, há muitos anos, uma pequena plantação no concelho. “Nasci no tempo em que tínhamos de criar para sobreviver, hoje

• César Marques e a esposa: “Tudo o que levei para o mercado, vendi” mantenho esta preocupação, e tenho muito carinho naquilo que planto.” Na sua horta pode-se encontrar um pouco de tudo, desde a couve portuguesa,

o feijão-verde, a hortelã, os coentros, os grelos, a couveflor, as maçãs, as laranjas, os limões, as peras, entre outros produtos hortofrutícolas. César Marques viu com

muito bons olhos a iniciativa “Os quintais nas praças do pinhal”. Participou não pelo negócio, mas pela colaboração e pelo convívio. “Tudo o que levei para o mercado,

vendi, correu muito bem! Foi um balanço positivo pelo lucro que obtive, mas sobre tudo pela envolvência que ali se estabeleceu entre os produtores e os visitantes.” Nesta iniciativa da Pinhal Maior e das autarquias, todos os produtores são convidados a participar nas próximas feiras, a realizar nos cinco concelhos envolvidos: Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Mação. César Marques admitiu ao JA que tem a pretensão de participar apenas nas feiras em Mação, e justificou: “A minha dedicação à agricultura é de facto uma realidade, mas tenho de conciliar com atividade aqui no café que me ocupa bastante tempo. Uma coisa é certa, gostaria imenso que esta iniciativa fosse para

continuar, fiquei contente com o convívio que se estabeleceu, numa terra em que falta sobretudo alguma vida aos fins de semana.” É da sua horta que provêm os produtos para as deliciosas sopas e sandes que César Marques e a sua esposa Maria Luísa garantem no espaço comercial. “As nossas sopas são bastante apreciadas e procuradas. Aqui há uns anos formavam-se filas para saborear os nossos deliciosos petiscos e pratos. Mas com o avançar do tempo as coisas foram mudando. Hoje fico satisfeito pela adesão que ainda tenho às sopas, nesta terra santa onde tudo se produz “, concluiu o agricultor. Joana Margarida Carvalho

NOVO MERCADO DE ABRANTES

Câmara rescinde contrato com empresa construtora A empresa tinha até 10 de dezembro para recomeçar obra, depois de não conseguir acesso a plano de recuperação financeira.

A Câmara Municipal de Abrantes (CMA) esperou até dezembro para que a obra recomeçasse, depois de um pedido da empresa Sociedade de Construções José Coutinho, S.A. para a suspensão dos trabalhos até essa data, por dificuldades financeiras. Findo o prazo e sem resolução à vista, a autarquia resolveu negociar a rescisão de contrato com a empresa e a solução passa agora por dois cenários: ou o contrato passa para outra empresa que finalize a obra

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do mercado ou será lançado novo contrato para conclusão da obra, através de concurso. Recorde-se que início de maio foi autorizado o prolongamento do prazo da empreitada até 30 de setembro, sendo a obra posteriormente suspensa até dezembro. O novo Mercado de Abrantes foi adjudicado por cerca de 1,3 milhões de euros, sendo comparticipada pela União Europeia num montante de 977 mil euros, e a data para a conclusão apontava para abril. Esta mesma data foi transmitida aos comerciantes do mercado, que estão sem casa desde que, em março de 2012, a ASAE encerrou o antigo mercado por falta de hi-

• O objetivo é que conclusão da obra “não demore muito mais tempo” giene e condições sanitárias. Para Maria do Céu Albuquerque, presidente da CMA, a “situação chegou ao limite e que não se pode tolerar mais”, reconhecendo que a obra já devia estar concluída “mas ainda nem a meio vai”. Em

declarações à Antena Livre, a autarca lamentou os danos e prejuízos causados e que a “todos toca”. “A Câmara é a menos prejudicada, apesar de ser uma obra emblemática para o município, mas os cidadãos utilizadores, o comer-

ciante que faz do mercado o seu posto de trabalho, os comerciantes, nomeadamente da rua, que veem o seu negócio prejudicado, são todos lesados e nós somos absolutamente solidários.” A autarca admite que o exe-

cutivo camarário não pode fazer mais do que o que faz nesta altura, apontando o dedo à crise atual “e que afeta muitas empresas, que passam por dificuldades muito grandes, como é o caso da empresa Sociedade de Construções José Coutinho, S.A. que concorreu a muitas obras e tem um património valioso mas que atendendo às condições do mercado não está o conseguir rentabilizar”. Maria do Céu Albuquerque explica que “tudo fizemos para viabilizar a obra junto da empresa”, mas que agora o objetivo é criar um cenário em que conclusão da obra “não demore muito mais tempo”. Ricardo Alves


AGRICULTURA 7

JANEIRO 2013

OS AGRICULTORES INTERESSADOS EM ADERIR AO PROGRAMA PROVE PODEM CONTACTAR A TAGUS

“As organizações de produtores deverão ser o meio privilegiado para o escoamento dos produtos” Num momento em que já se assiste a algum regresso à terra para a cultivar, Pedro Saraiva, técnico coordenador da TAGUS – Ribatejo Interior, respondeu, por email, a algumas perguntas que ajudam a compreender como está a ser apoiada a produção agrícola na região. Esta associação para o desenvolvimento da região tem vindo a dar respostas a projetos neste setor e continua disponível para o fazer. Como é que a TAGUS tem vindo a apoiar os agricultores da região? A TAGUS, na sua relação direta com os produtores agrícolas, tem uma função de complemento e apoio na diversificação da sua atividade, porque em termos diretos os regulamentos apenas permitem pequenos apoios aos investimentos na transformação e comercialização dos produtos transformados. No entanto, temos apoiado alguns investimentos interessantes, como é o caso do espaço de acolhimento enoturístico do Casal da Coelheira, os investimentos de Turismo em Espaço Ryural ligados ao Cavalo e centros hípicos, mudanças de imagens nas embalagens e rótulos de produtos locais, para além de todo um trabalho complementar da TAGUS na lógica da promoção e valorização dos produtos locais da região, em particular o Azeite e o Vinho. Como é que alguém que tenha terrenos cultiváveis, mas não tenha conhecimentos em agricultura, pode potenciar esses mesmos terrenos? A principal fórmula será a atividade agrícola, mas, como qualquer atividade económica, tem que es-

tar bastante suportada no conhecimento do mercado e todas as condicionantes para a ele aceder, mas também nas condições de produção. É evidente que não é necessário ter um curso de agronomia para ser agricultor, mas a procura de informação, a realização de formação e a experiência e gosto pelo trabalho serão essenciais ao sucesso do projeto. Por outro lado, as resposta lógicas seriam o arrendamento a quem já tem atividade agrícola ou a própria florestação, se as áreas forem de dimensão e com condições suficientes. Como é que alguém que tenha excesso de produção pode colocar os seus produtos no mercado? Estamos num momento complexo para dar esta resposta. Atendendo à reforma fiscal em curso, a necessidade de estar coletado como agricultor é essencial para precaver eventuais dissabores. Independentemente da dimensão e quantidades produzidas, o fator central é o mesmo: acesso ao mercado. As organizações de produtores deverão ser o meio privilegiado para o escoamento dos produtos. A outro nível, na nossa região, têm-se vindo a consolidar atividades, como é o caso da feira franca ou mercados de produtos da terra... O objetivo é facilitar precisamente o estabelecimentos dos chamados mercados de circuito curto, de venda direta entre quem produz e quem consome. A organização de cabazes hortofrutícolas que de forma sistemática estabelecem essa relação entre o produtor e consumidor são igualmente um caminho. Por exemplo, o PROVE, dinamizado

• Pedro Saraiva, técnico coordenador da TAGUS pela TAGUS, é um modelo, que não tem dado resposta suficiente porque os produtores com quem temos procurado alargar a rede não têm ainda uma estrutura que permita assegurar um fornecimento constante aos muitos pedidos recebidos da parte dos mais de 100 consumidores que ainda se encontram em espera. Os agricultores interessados em aderir ao sistema de entrega semanal de hortofrutícolas da TAGUS possam contactar-nos através de email (pedro.saraiva@ tagus-ri.pt).

rem terrenos abandonados de familiares ou mesmo a comprarem terrenos para cultivar)? Se sim, pode dar exemplos? Sim, alguns têm sido os contactos de pessoas que ou ficaram em situação de desemprego ou estão à procura de uma nova atividade económica. Temos sugerido as linhas de apoio para os Jovens Agricultores ou as regulares do eixo 1 do PRODER. São pessoas que pretendem valorizar leite de cabra, produzir frutos vermelhos, hortofrutícolas para venda direta...

A TAGUS tem vindo a notar, na região, um regresso à terra (pessoas sem experiência a recupera-

Existem produtos agrícolas de que o mercado necessite mais? Se sim, quais?

Atualmente, somos importadores de mais de metade do que consumimos em Portugal. O que é que é preciso para se ser apoiado pela TAGUS (quer ao nível do desenvolvimento de projetos quer ao nível de financiamento)? Basta contactar os nossos serviços instalados no TAGUSVALLEY - Tecnopólo do Vale do Tejo, em Alferrarede, para que possamos conhecer a intenção da pessoa e em seguida poder dar sugestão para os passos sequenciais que podem ser dados na concretização dos seus projetos.

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8 SOCIEDADE

JANEIRO 2013

ABRANTES

BNI Estratégia promove jantar solidário

• BNI está disponível para participar em mais desafios no âmbito da solidariedade “A deficiência não é a diferença, diferentes somos todos.” Esta foi a frase mais pronunciada ao longo da noite do jantar de Natal do BNI Estratégia. O evento solidário, que aconteceu no Parque de São Lourenço, teve como objetivo reunir um conjunto de doações para Centro de Recuperação Infantil de Abrantes, CRIA. Cinco mil euros foi o valor alcançado, através do pagamento do jantar, um leilão de rifas e mais algumas doações de empresários que marcaram presença na iniciativa. Humberto Lopes, o presidente do CRIA, explicou as dificuldades que a instituição tem enfrentado diariamente. Dificuldades que não passam pela inclusão dos portadores de deficiência na sociedade, mas sim na integração dos mesmos: “ Infelizmente o nosso Estado promove apenas a inclusão, isso não basta, é necessário que haja a integração. Exemplo disso

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é o facto de termos formação profissional para os utentes com mais de 15 anos, que ficam com formação profissional e com o 9º ano de escolaridade. Esta formação é financiada pelo IEFP. Depois, quando estes utentes se apresentam no IEFP para se candidatarem a empregos, não lhes é reconhecida a habilitação referente ao 9º ano. São situações destas que temos de mudar.” Humberto Lopes agradeceu o valor que reverteu para a instituição e explicou que o dinheiro vai ser investido nas carências que o CRIA tem e para os projetos que tem em marcha, como um pavilhão de hipoterapia e a construção de um armazém.

CRIA utiliza o donativo para carências e projetos que tem em curso Daniel Campos, presidente do BNI Estratégia, garantiu que a região pode contar com o BNI para este

tipo causas solidárias: “Ficou bem claro que somos um parceiro para mais desafios deste âmbito.” Por sua vez, Saldanha Rocha, presidente da Câmara Municipal de Mação, fez um balanço do trabalho desenvolvido pelo CRIA, explicando que sempre pôde contar com a instituição para servir o seu concelho. Já Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, frisou que a comunidade abrantina é uma comunidade que se entrega a grandes causas e o CRIA é exemplo disso. Pedro Costa, presidente da Delegação de Abrantes da Ordem dos Arquitetos, Eduardo Margarido, presidente do Lions Clube de Abrantes, António Afonso, diretor executivo do BNI da região, e Terry Hamill o diretor do BNI de Portugal foram outras presenças assinaladas nesta noite de âmbito solidário. Joana Margarida Carvalho

Refeições sociais para quem mais necessita

Constância limita despesas e impostos

A cantina social do concelho de Constância que é assegurada pela Santa Casa da Misericórdia de Constância vai começar a fornecer refeições sociais às famílias mais carenciadas do concelho. São cerca de 40 utentes sinalizados que vão usufruir deste serviço, que vai decorrer sobre um regime de takeaway, para consumo domiciliário, a baixo custo, que pode apenas custar cerca de 1 euro por cada refeição. Vão poder beneficiar das refeições pessoas ou famílias que comprovem a situação de carência económica, de acordo com os critérios definidos no regulamento interno da cantina social. A rede de cantinas sociais, criada no âmbito do Programa de Emergência Alimentar, é uma iniciativa do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, tendo como objetivo garantir às famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade económica o acesso a refeições diárias. António Teixeira, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Constância, explicou como se processa o fornecimento de refeições: “Esta é uma situação que pode vir a resolver grande parte da carência e dificuldade das pessoas que nos procuram. Basta dirigirem-se à Santa Casa para levarem para as suas casas as principais refeições do dia, almoço e jantar.”

Para o ano de 2013 a Câmara de Constância promete continuar a “implementar medidas que limitem despesas, seja em consumos de bens e serviços, na amplitude das Festas do Concelho e de Nossa Senhora da Boa Viagem ou na realização de atividades culturais de baixos custos como Gostar de Constância, Jogos Concelhios ou Animação de Verão”. Entre outras medidas, a autarquia anuncia, em comunicado, que “voltará a não aumentar os preços da água, nem haverá qualquer acréscimo nas rendas cobradas quer sejam de habitações ou de espaços comerciais pertencentes ao município”. O Programa Viver Constância, a Concessão de Apoios a Estratos Sociais Desfavorecidos (apoio financeiro a estudantes a frequentar estabelecimentos de ensino superior), a Ação Social Escolar, bem como o acompanhamento, através do Gabinete de Ação Social, Educação e Saúde, de diversos casos sociais, são também exemplos das ações que Câmara de Constância coloca à disposição da sua população. Relativamente aos impostos, e no que ao IMI diz respeito, a taxa aplicável aos prédios urbanos será reduzida para 0,6% e nos prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI reduzir-se-á para 0,3%, ou seja, para o mínimo previsto na lei.

JMC

Fórum “Responsabilidade Social e Igualdade de Género” A Câmara Municipal de Abrante promoveu passado dia 18 de dezembro, no Tagusvalley – Tecnopolo do Vale do Tejo, um fórum dedicado ao tema ““Responsabilidade Social e Igualdade de Género”, integrado no projeto “Igualdade de Género e Não discriminação em Abrantes”. Com a realização do Fórum dirigido às entidades empregadoras, associações profissionais e patro-

nais locais pretendeu-se promover e sensibilizar as pessoas presentes para as questões da igualdade de tratamento e de oportunidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Um outro objetivo foi o de sensibilizar para a importância do desenvolvimento e implementação de planos de igualdade que geram progresso, coesão e competitividade das entidades empregadoras.


EMPRESAS 9

JANEIRO 2013

Os prejuízos de quem passa na A23

Aquecimento ohmico já disponível no InovLinea

Vieram para ficar, as portagens na A23 estão na região desde passado dia 8 de dezembro de 2011. Desde a sua introdução que a região nunca mais foi a mesma. Atualmente centenas de carros e camiões passam dentro das cidades, vilas e aldeias deixando para trás o troço da A23 entre o concelho de Mação e Torres Novas.

Os utentes que não podem fugir a esta autoestrada portajada têm visto a sua carteira a ressentir-se, mas são as grandes empresas de transportes as principais quem mais sofre com este processo. O aumento das despesas de portagens, depois da entrada em vigor da obrigação de pagamento nas ex-Scuts, casou um agravamento na despesa em cerca de 250% neste setor. O Jornal de Abrantes conheceu a realidade de uma empresa de transportes. Nasceu em 1986 na cidade de Torres Novas, chama-se Transportadora Internacional Felício e Filhos, lda. e foi fundada por João de Sousa Felício, empresário desde 1979, dedicado ao setor dos transportes. Esta transportadora dispõe de uma frota de 130 viaturas, com 140 colaboradores, e

MÁQUINA INOVADORA

opera em todos os países da União Europeia, Suíça, Marrocos e com um caráter regular em Espanha, França, Itália, Alemanha, Benelux, Suíça e Áustria. Foi desde a introdução de portagens que a empresa sofreu um acréscimo na despesa que se transformou numa grande penalização. “Não é possível aumentar o custo da portagem ao preço final feito ao cliente, pois a concorrência no setor é elevadíssima e obriga-nos a trabalhar com preços de transporte a baixo custo”, explicou o sócio maioritário João de Sousa Felício. Só na A23 a transportadora está a gastar 15.000 euros mensais e 5.000 nas restantes autoestradas, o que significa segundo a empresa “ um im-

pacto de 2% face ao volume de negócios”. 70% do pagamento é efetuado na Auto Estrada da Beira Interior (A23) e 30% nas outras ex-Scuts. Quando as portagens estavam para ser introduzidas a transportadora tudo fez para evitar a situação. “Através das associações ANTRAM e ANTP manifestamos o nosso desagrado. Em algumas manifestações tudo fizemos para mostrar a realidade dos transportadores portugueses. Tentamos explicar que isto só veio penalizar o setor, com a perda de competitividade, a extinção de muitas empresas e postos de trabalho, mas foi tudo sem efeito.” - conclui João de Sousa Felício. Joana Margarida Carvalho

Uma máquina de aquecimento ohmico, que permite a conservação e a cozedura dos mais variados alimentos, foi apresentada ao público no passado dia 20 de dezembro. Trata-se de um novo equipamento para o setor agroalimentar que vai estar disponível no InovLinea, no Tecnopolo do Vale do Tejo em Alferrarede, para todas as empresas do setor sediadas no país e na Europa. O presidente do Agrocluster do Ribatejo, Carlos Sousa, falou desta inovadora máquina com emoção, referindo-se à mesma como um “monte de aço inox reluzente”. “É um objetivo cumprido ver esta tecnologia de conservação aqui presente, quando em agosto esta máquina chegou, vi um sonho realizado”, reconheceu Carlos Sousa. Já Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes e do Tagus Valley, disse que este é um grande passo para fortalecer o setor alimentar, muito importante para a economia regional e nacional. “Tivemos o pri-

vilégio de através de, uma comparticipação de 85% integrada nos fundos comunitários, adquirir este novo equipamento, que representou um investimento de 530 mil euros. Entendemos que este foi um investimento muito importante, pois é uma máquina, única, e agora disponível para a utilização de todas as empresas.” Pedro Saraiva, diretor executivo do TAGUS Valley, explicou as potencialidades desta nova máquina à Antena Livre: “Trata-se de um equipamento que conserva e aquece o produto, para que este não se estrague,

não se deteriore. Isto é feito através da corrente elétrica, o aquecimento é passado através do próprio alimento, realizando uma cozedura uniforme. A preservação das características naturais do alimento é assegurada. Tudo o que seja sopas, carnes, leite, frutas, etc, são produtos que podem beneficiar desta nova máquina”. Este processo foi conduzido pelo InvLinea, o Centro de Transferência Tecnológica de Produtos Agroalimentar e o Tagus Valley, em colaboração com a autarquia de Abrantes, a NERSANT e a STI. JMC

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PRODUTOS REGIONAIS 10 ESPECIAL SALDOS

NOVEMBRO JANEIRO 2012 2013

SALDOS E PROMOÇÕES PERMITEM ESCOAR STOCKS E AGRADAM AOS CONSUMIDORES

“Só através dos saldos que podemos comprar artigos que precisamos a baixo preço” A época oficial de saldos de inverno começa a 28 de dezembro mas, à semelhança do que já tem acontecido nos últimos anos, muitos comerciantes abrantinos, como outros no resto do país, anteciparam as promoções e agradaram aos clientes na época pré-natalícia. Com o aproximar da época natalícia as ruas da cidade florida enchem-se de cor e de música. Várias atividades promovem o centro histórico da cidade e incentivam a uma maior adesão ao comércio local. As lojas aproveitam o ambiente para dar início às promoções natalícias. Apesar das promoções anteciparem a época oficial de saldos, há consumidores que, mesmo assim, preferiram adiar as suas compras de Natal, aproveitando a verdadeira época de saldos. É o caso de Isabel Pitacas, que deixou algumas das suas compras para depois do Natal: “Sei de muitas pessoas próximas de mim que o fizeram, combinaram com muitos familiares que a prenda vinha após o Natal, com os Reis, aderindo um pouco à tradição espanhola”. Adelaide Gomes, lojista há 27 anos na cidade de Abrantes, confirma a ideia: “Algumas pessoas deixaram as compras de Natal para os saldos, pois podem fazê-las mais baratas”. Ao longo dos tempos a diferença entre saldos e promoções sempre foi uma dúvida tanto para os comerciantes como para os consumidores. Para muitos é um mecanismo de marketing promovendo, assim, o artigo lançado no mercado; para outros é uma simples oportunidade de escoar o stock. Fernanda Santos Diogo, comerciante há 20 anos e proprietária de uma loja de roupas para criança, explica o seu ponto de vista relativamente à diferença que sente na época de promoções e sal-

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dos: “Hoje em dia as promoções fazem-se durante todo o ano. A filosofia de algumas casas é estarem sempre com promoções o que, na minha opinião, é apenas um instrumento de marketing”. Para muitos dos comerciante a crise é, atualmente, o pretexto ideal para manterem os descontos durante todo o ano, pois o consumidor é impelido a comprar em época de saldos e promoções. “É apenas uma manobra que está mais do que estudada para atrair os clientes”, adianta Fernanda Santos Diogo. Explica ainda que muitos dos seus clientes, apesar das promoções, preferem aguardar pelos saldos para fazerem algumas das suas compras. No entanto, a comerciante afirma que “a maior parte das pessoas não se conseguem orientar

nos saldos, porque as coisas já estão muito escolhidas. E essa talvez seja a diferença mais acentuada entre saldos e promoções”. No entanto, para alguns consumidores, a diferença entre saldos e promoções é mínima. Rosária Moreira afirma não ver grande distinção: “O que se nota mais é que os saldos vêm logo a seguir às promoções. Nas promoções encontramos descontos de 20 a 30%, enquanto na época de saldos já temos descontos até 70%”. No entanto, reconhece que as promoções que os lojistas praticam hoje em dia estão cada vez mais próximas dos saldos. “Se formos a ver os preços, estes já estão mais virados para saldos por decisão dos próprios comerciantes, pois os coitados não vendem e metem as promoções a preços de saldos para

tentar vender mais depressa os seus produtos e meter dinheiro em caixa.”

Época de saldos antecipada Antigamente a época de saldos começava mais tarde, a 8 de Janeiro. O facto de não existir tanta concorrência também fazia a sua diferença. No entanto José Reis, comerciante há 30 anos, explica que “por exemplo há 10 anos tínhamos já muitas marcas diferentes mas, nessa altura, o consumidor tinha muito poder de compra. Já hoje compram apenas o que é extremamente necessário e mais barato”. Quando José Reis abriu o seu negócio não se falava de promoções nem de descontos e, segundo o próprio, as lojas faturavam na mesma: “Só com a vinda das grandes superfícies e com

os grupos grandes é que as campanhas de promoções e descontos se começaram a alargar”, conclui. Para a maioria dos comerciantes, a diferença mais acentuada relativamente ao passado, e que a maioria considera ser prejudicial, é a alteração dos diferentes ‘timings’ da época dos saldos. “Anteciparam os saldos quase um mês e acho que isso só nos prejudica. Os saldos deveriam ficar agendados para o final da estação, era uma mais-valia para os consumidores e para nós comerciantes”, comenta Fernanda Diogo. Apesar desta alteração, os saldos são, principalmente em época de crise, uma mais valia para todas. Ana Bexiga, chefe de loja, afirma ser uma época de muito trabalho, aguardada com ansiedade

e expetativa, mas rentável: “Conseguimos escoar o stock e ao mesmo tempo satisfazer o nosso cliente que compra tudo aquilo que gosta por um preço relativamente baixo. Assim, acaba por ser, para nós, um trabalho bastante gratificante pois vemos claramente os resultados do nosso esforço.” Joana Duarte, enquanto consumidora, defende que “os saldos são benéficos para nós portugueses. No tempo de crise que estamos a atravessar é uma lufada de ar fresco, pois cada vez mais os portugueses têm menos poder de compra e é só através dos saldos que podemos comprar artigos que precisamos a baixo preço”. Ana Rita Martins, Débora Dias e João Santos,

alunos de Comunicação Social da ESTA


ESPECIAL SALDOS 11

JANEIRO 2013

Trocas em época de saldos

• O consumidor deverá ter em atenção as informações disponíveis nas lojas Para muitos consumidores a dúvida sobre a troca dos produtos em época de saldos permanece. O jurista Bruno de Vasconcelos Rodrigues explica: “Caso o produto adquirido pelo consumidor não apresente nenhuma desconformidade, a loja não se encontra legalmente obrigada a efetuar a troca ou a devolução do dinheiro. Apesar disso, a loja poderá substituir o bem, conceder um vale ou devolver o dinheiro ao consumidor casa seja essa a política comercial adotada.” Em períodos de saldos, o vendedor pode, independentemente de motivo e mediante acordo com o consumidor, substituir o produto vendido em três situações: quando o estado de conservação do produto corresponder ao do momento da aquisição; quando seja apre-

sentado o comprovativo da compra, que deve conter a menção expressa à possibilidade de troca de produto; quando a troca seja efetuada pelo menos nos primeiros cinco dias úteis a contar da data de aquisição. Se o consumidor adquirir um produto fora da época dos saldos e pretender trocálo já durante o período dos saldos, em princípio só o poderá fazer, como se disse anteriormente, se a loja assim o autorizar ou mediante anterior acordo entre vendedor e consumidor. Normalmente, a primeira possibilidade que a loja dá é a de o consumidor trocar o bem adquirido por outro que se encontre disponível na loja. “Caso o consumidor concorde com a troca, apesar de estar a decorrer um período de saldos, o preço

a ter em conta será o preço praticado anteriormente. Por exemplo, se o consumidor comprou uma camisola amarela e quer trocá-la por uma verde, mesmo que a loja se encontre com 50% de desconto, ele não tem direito a trocar uma camisola por duas”, explica o jurista. Mas pode acontecer que o consumidor não encontre nenhum outro artigo na loja para trocar com o já adquirido. Por isso, ele poderá receber o seu dinheiro de volta ou um vale para descontar noutra altura. Neste último caso, colocase questão de saber se “o consumidor tem o direito à totalidade do que pagou ou a metade, caso o bem apresente na época de saldo um desconto, por exemplo, de 50%. À partida, o consumidor tem o direito a receber,

em dinheiro ou num vale, o valor correspondente ao preço que pagou pelo produto antes do período de saldos. Por exemplo, na situação de receber um vale com o valor total, o consumidor não poderá descontálo em período de saldos, sob pena de abuso de direito.” O consumidor deverá ainda ter em atenção as informações disponibilizadas nas lojas, uma vez que estas frequentemente afixam que em período de saldos não se efetuam trocas. “Nestes casos, o consumidor não poderá trocar o bem nem receber o valor pago por ele, a menos que este apresente alguma desconformidade”, conclui. Ana Rita Martins, Débora Dias e João Santos,

alunos de Comunicação Social da ESTA

Saldos e promoções: a diferença O Decreto-Lei n.º 70/2007, de 26 de Março, é o diploma que define as práticas comerciais com a redução de preço abrangendo, por isso, os saldos, as promoções e liquidações. Segundo o jurista Bruno de Vasconcelos Rodrigues, “os saldos consistem na venda de produtos a um preço inferior ao habitual, por se aproximar o fim da estação. Têm como objetivo promover o escoamento dos stocks adquiridos para uma determinada estação”. Relativamente às promoções, estas “também são vendas a um preço inferior ao habitual ou com condições mais vantajosas, com o objetivo de potenciar a venda de determinados produtos ou para lançar novos produtos no mercado. A grande diferença entre saldos e promoções reside no facto de os saldos só poderem ser praticados no período estabelecido na lei”, conclui. A lei define que a venda em saldos se realiza anualmente em dois períodos: entre 28 de dezembro e 28 de fevereiro e entre 15 de julho e 15 de setembro. O jurista refere que a legislação explica ainda que “a venda de produtos com defeito é permitida desde

Bruno Vasconcelos Rodrigues

que seja anunciada de forma inequívoca por meio de letreiros ou de rótulos, devendo os mesmos estar expostos num local previsto para o efeito e destacados dos restantes produtos. Os produtos com defeito devem conter uma etiqueta que identifique claramente qual é o respetivo defeito. Caso não se observe estas obrigações, o vendedor está obrigado por lei a trocar o produto por outro que preencha a mesma finalidade ou a devolver o dinheiro, mediante a apresentação do respetivo comprovativo de compra”.

Períodos de saldos definidos por lei Entre 28 de dezembro e 28 de fevereiro Entre 15 de julho e 15 de setembro

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12 MUNICÍPIOS

JANEIRO 2013

“É DIFÍCIL ARTICULAR UMA REGIÃO ONDE NEM TODOS SE REVEEM NUMA AMPLIAÇÃO”

Possível fusão das três comunidades intermunicipais não avançou Ao longo do mês de dezembro discutiu-se, na região, uma pretensão do Governo: a fusão de três Comunidades Intermunicipais. O que se ponderou foi a união da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), da Comunidade do Pinhal e Interior Sul e da Comunidade da Beira Interior Sul. António Rodrigues, presidente da CIMT, veio dizer que a proposta não avançou devido ao facto de o município de Ourém não estar de acordo com a provável fusão. Adiantou que depois da reunião do dia 14 de dezembro, em que foi votada a junção aos municípios do Pinhal Interior Sul e da Beira Interior Sul, depois de aceite a premissa de que nenhum município deixaria o Médio Tejo, houve “um recuo” por parte da autarquia e da Assembleia Municipal de Ourém. A premissa era que todos os municípios do Médio Tejo estivessem de acordo, como tal como não aconteceu a proposta não avançou. António Rodrigues explicou que a fusão com a Pinhal Interior Sul foi vista com bons olhos por todos os autarcas da CIMT. Já agregação à Beira Interior Sul suscitou algumas reservas e oposições: “Não há unanimidade, é aqui que se impõe o problema, logo o Governo terá de resolver”. A CIMT continua disponível para analisar qualquer pro-

• “A identidade do próprio Ribatejo é aqui a grande questão” posta do Governo sobre este assunto, mas sempre na condição de o Médio Tejo manter todos os 11 municípios. O presidente da CIMT percebe a posição do Governo “pois temos de ganhar economia de escala uma vez que no próximo quadro comunitário de apoio, prevê-se uma interação direta com Bruxelas, ou seja, as comunidades intermunicipais terão mais responsabilidades.” O problema coloca-se com o alargamento e em determinar

relações entre regiões. “É difícil articular uma região onde nem todos se reveem numa ampliação. O ideal era uma fusão com a Lezíria, voltávamos a um tradicional quadro do Ribatejo”.

O olhar dos autarcas Ao longo destas semanas a Antena Livre foi ouvir alguns autarcas do Médio Tejo e as opiniões foram divergentes. Por exemplo, Miguel Borges, vice-presidente da autar-

quia de Sardoal, vê com bons olhos a fusão proposta, afirmando que é necessário deixar de olhar para os concelhos como uns “quintais” mas antes numa perspetiva “regional”, adiantando que o Sardoal podia assumir alguma vantagem nesta agregação.“Deixaríamos de ser um concelho periférico para sermos um concelho integrado no seio de uma comunidade. Os pequenos municípios, como é o caso do Sardoal, podiam vir a ganhar uma nova força.

Está previsto neste novo quadro comunitário uma maior responsabilização das comunidades intermunicipais a vários níveis e, assim, queria acreditar que este alargamento só iria trazer vantagens em relação ao que temos hoje”. Já Vila Nova da Barquinha não via com agrado esta agregação. Fernando Freire, vereador na autarquia, defende que esta é uma proposta que deveria ser ouvida nas Assembleias Municipais das

Comunidades, e isso ainda não aconteceu. Era um processo delicado que iria mexer com a organização do território. A questão identitária era uma das preocupações do vereador: “A identidade do próprio Ribatejo é aqui a grande questão, é necessário preservar as identidades, pois estamos a falar de culturas completamente diferentes e distintas”. Já Máximo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Constância, analisou esta agregação das três comunidades como um autêntico “disparate”. Explicou que, caso fosse para agregar as comunidades de Médio Tejo e Pinhal e Interior Sul, parecia justificável, pois era apenas passar de 11 para 15 municípios. “Do ponto de vista geográfico não há grande diferença, era um crescimento razoável que não ia descaracterizar o território. Agora esta intenção que estava em cima da mesa deixava de ser coerente. O território pouco tem a ver um com o outro.” Vasco Estrela, vereador na autarquia de Mação, vê com bons olhos esta fusão. Até à data de fecho de edição não foi possível obter declarações sobre este assunto de Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes. Joana Margarida Carvalho

AUTÁRQUICAS 2013

Faltam ainda muitos meses mas não faltam candidatos As eleições estão marcadas para outubro: há presidentes que atingem limite de mandatos imposto por lei, vices que se tornam sucessores naturais a candidatos, candidatos novos e outros repetentes. A luta pelo poder local já começou. O Partido Socialista tem sido o mais ativo até ao momento, estratégia admitida

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pelo presidente da federação distrital, António Gameiro. Sob a sua direção realizaram-se sondagens, nomeadamente em Chamusca e Constância, e paulatinamente, mas bem cedo, os candidatos vão sendo anunciados ou estão em vias de o serem. Em Tomar a candidata é Anabela Freitas, ex-deputada à Assembleia da República,

e no Entroncamento o nomeado é Jorge Faria, gestor e professor universitário. No Sardoal será Fernando Vasco, atual vereador na autarquia, o escolhido, ao passo que em Constância o nome mais provável, a ser anunciado no dia 13 de janeiro, é o de António Mendes, major paraquedista. Na Chamusca a escolha é entre Joaquim José Garrido e

Paulo Queimado. O PSD já divulgou alguns nomes para concorrer em outubro, como é o caso de Vasco Estrela, em Mação, atual vice-presidente da autarquia liderada por Saldanha Rocha que não pode recandidatar-se. Em Tomar, António Lourenço dos Santos, antigo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, confir-

mou já a sua candidatura pelos social-democratas. Paulo Bica, no Entroncamento, é o candidato escolhido pelo Partido Popular sendo um caso raro de antecipação por parte deste partido. Há depois os casos que são aparentemente lógicos na luta pela sucessão. Vice-presidentes e vereadores que são apontados, mas ainda não

confirmados. Casos de Fernando Freire em V.N. da Barquinha (PS), Miguel Borges no Sardoal (PSD) e Pedro Ferreira em Torres Novas (PS). Na Barquinha Miguel Pombeiro não pode recandidatar-se e o mesmo acontece com Fernando Moleirinho no Sardoal e com António Rodrigues em Torres Novas. RA


REGIÃO 13

JANEIRO 2013

Aprovada lei da extinção de freguesias O projeto de lei foi aprovado no dia 7 de dezembro em votação final global, com os votos a favor da maioria PSD/PP com os votos contra das bancadas do PS, PCP, BE e PEV. A polémica em torno da extinção de mais de mil freguesias em todo o país parece não ter fim mas na Assembleia da República foi dado mais um passo na confirmação da medida. A proposta do Governo tem sido muito contestada pelos autarcas que marcaram presença no dia da discussão (6 de dezembro) junto às escadarias do parlamento, local que desde há cerca de ano e meio tem sido um dos lugares comuns e habituais onde os portugueses têm expressado a sua indignação. Se nas escadarias eram cerca de 700 os manifestantes, nas galerias do plenário encontravam-se ainda representantes da Associação Nacional de Freguesias (ANA-

FRE), mas não esboçaram qualquer tipo de manifestação durante o debate. "Freguesias sim, extinção não" foi o grito mais ouvido, sob chuva, ao mesmo tempo que dentro do plenário se discutia a lei. Os manifestantes envergaram t-shirts e empunharam bandeiras com alusões a freguesias condenadas com a posterior aprovação do dia seguinte. O presidente da ANAFRE foi questionado pelos jornalistas presentes em frente à Assembleia da República sobre se o protesto poderia vir a ter impacto na decisão dos deputados e impedir a mais que certa aprovação pela maioria no governo. Armando Vieira afirmou que "a esperança é a última a morrer". Apesar de a manifestação não ter surtido efeito na votação, Armando Vieira disse ainda que iria “usar todos os meios legais ao dispor" para que a reforma não

avance, aludindo a uma queixa enviada para Bruxelas na qual a associação argumenta que o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica viola normas da Carta Europeia de Autonomia Local. Armando Vieira, também presidente da junta de Oliveirinha (Aveiro) e militante social-democrata, mostrou-se chocado com o comportamento dos deputados ao aprovarem em bloco a lei. Em audição parlamentar, dias depois de estar presente no plenário, afirmouse ainda “bastante chocado que deputados não tenham votado de acordo com a sua consciência. Sei que muitos não concordam”. A fixação das sedes das futuras freguesias está prevista só para depois das eleições autárquicas o que, ainda segundo Armando Vieira, “vai criar inúmeros problemas e tensões entre freguesias”. Ricardo Alves

Nova viatura para os Bombeiros de Vila de Rei

Desde o passado dia 17 de dezembro que o município de Vila de Rei tem à sua disposição uma nova viatura florestal de combate a incêndios. Esta viatura representou um investimento de cerca de 133 mil euros e foi conseguida através de uma candidatura ao programa Mais Centro – Programa Operacional Regional do Centro, tendo envolvido a Câmara Municipal e da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila de Rei. Para o vereador da Câmara Municipal de Vila de Rei, Paulo César, “esta aquisição representou uma mais-valia clara, ao se constituir

como a única viatura que tem determinadas características essenciais, tornando-se a principal a viatura de combate a incêndios dentro da frota que opera no município”. Segundo a nota enviada à imprensa, este veículo possui mecanismos de segurança passiva da cabine, cablagens elétricas e de ar comprimido, estrutura tubular de proteção e segurança, cortina de proteção contra campos térmicos, para além de uma bomba de alta e baixa pressão com comando de paragem de emergência e dispositivo complementar de emergência.

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14 REGIÃO

JANEIRO 2013

CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS EM VILA NOVA DA BARQUINHA

VALORIZAÇÃO DO TERRITÓRIO

Espaço inovador promove cultura científica

Grande Rota do Zêzere potencia o turismo

• Várias dezenas de pessoas, de todas as idades, marcaram presença na abertura do CIEC O dia 6 de janeiro de 2013 marcou a abertura de mais um espaço dedicado à educação e divulgação da Ciência em Portugal. Localizado em Vila Nova da Barquinha, a escassos quilómetros do Castelo de Almourol e do novo Parque de Escultura Contemporânea, o Centro Integrado de Educação em Ciências (CIEC) constituiu mais uma atração para a região. O CIEC é um conceito pioneiro, não só pela sua versatilidade, como também pelo facto de ser parte integrante de uma escola inovadora do 1º Ciclo do Ensino Básico – Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha. O Centro visa alimentar o gosto e interesse pela Ciência e pela aprendizagem em ciências desde os primeiros anos, mas também pretende promover a cultura científica dos indivíduos ao longo da vida. Fernando Freire, vereador de Vila Nova da Barquinha com o pelouro da Educação, explica que uma das formas de tirar frutos deste projeto, desenvolvido com o apoio da Universidade de Aveiro, será saber, dentro de alguns anos, “qual a carreira profissional das crianças que interagem com este projeto”. Fernando Freire adianta que as propostas feitas pelo CIEC têm sobretudo a ver com a realidade local, sendo espaços de experimentação e de aprendizagem em diferentes contextos. Por exemplo, “vamos ter um módulo para explorar os voos”, uma experiência relacionada com a Escola de Tropas Paraquedistas de Tancos. Neste caso os visitantes po-

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derão ver “como se faz a elevação (de aviões) e como que é que funcionam as asas”, entre outros aspetos. Numa outra área, os visitantes poderão “interagir uns com os outros, mandando mensagens de uns para os outros”. Fisicamente o CIEC é constituído por um laboratório de ciências originalmente concebido e equipado para o ensino formal das ciências para os primeiros anos de escolaridade e por um espaço de educação não formal de ciência aberto ao público. Este espaço está organizado em cinco áreas temáticas com módulos interativos contextualizados na história e cultura local, através dos quais os visitantes podem explorar conteúdos e fenómenos científicos e tecnológicos. Além das cinco áreas temáticas interativas permanentes – “Embarca com a Ciência”, “Explorando o Castelo”, “Explorando a Barquinha”, “Explorando o Tejo” e “Explorando o Voo” – o CIEC dispõe também de uma multiplicidade de espaços exteriores como o “Espaço cultivar ciência” (Pomar Tutti Frutti, Jardim com sentido(s), Horta (com)vida), o “Espaço a ciência do desporto” (Parque de desportos radicais, Campo de futebol), entre outros recursos como um anfiteatro ao ar livre e um parque infantil. A amplitude de valências permitirá organizar diversas atividades periódicas, como o “Jantar com ciência” (trimestral), “Café/chá de ciência” (bimestral) e as “Histórias com ciência” (bimestral).

No CIEC, os visitantes poderão ainda planificar e experimentar os seus inventos ou projetos na “Oficina inventa & experimenta”, ou até mesmo levar o CIEC para casa, através da requisição de Kits de ciência para experimentar com a família. Para além de também vir a albergar exposições temporárias, este novo equipamento poderá ainda ser utilizado pelo público para a realização de “Atividades à medida”, como festas de aniversário, eventos para empresas e formação de professores. O CIEC estará aberto ao público nos dias úteis (10h00 às 18h00) e aos fins de semana e feriados (14h30 às 18h00), encerrando à segundafeira. Fernando Freire explica que, embora seja especialmente pensado para os alunos do ensino básico, trata-se de “um espaço livre de acesso a todo o público”. Aliás, “os pais podem acompanhar os respetivos educandos, que serão acompanhados por um monitor”. O vereador da Barquinha adianta que mesmo antes de abrir ao público já tinha sido feito marcações por parte de entidades de Aveiro e Coimbra. As marcações de visitas podem ser feitas através dos telefones 249715663, 926642703, email info@ciec.vnb.pt, ou nas instalações do CIEC – Escola Ciência Viva, Rua D. Maria II, 2260-434 Vila Nova da Barquinha. Toda a informação sobre este equipamento está disponível online no site: www.ciec.vnb.pt e também na rede social Facebook em www.facebook.com/ciec.vnb.

A Grande Rota do Zêzere vai avançar já a partir deste verão. Trata-se de um conjunto de troços para fazer a pé, de bicicleta ou de canoa que vão estar devidamente sinalizados em redor do rio Zêzere. O objetivo é, segundo a Rede de Aldeias de Xisto, a promoção turística do território. Constância é um dos municípios envolvidos e vai juntar-se a mais 13 neste projeto, que são: Figueiró dos Vinhos, Abrantes, Ferreira do Zêzere, Oleiros, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Sertã, Vila de Rei e Guarda, Covilhã, Fundão, Castanheira de Pêra e Manteigas. Segundo Máximo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Constância, esta ideia representa uma “mais-valia”, pois potencia a oferta turística e vai atrair visitantes ao longo do rio. “Constância virá a beneficiar desta Grande Rota, embora tenha apenas uma pequena parte do percurso delineado. No nosso território não vai haver grandes intervenções, apenas pequenos arranjos no trajeto, uma intervenção de cerca de 10 mil euros. Devemos apostar

no que melhor temos, transformando as nossas potencialidades em ferramentas de atração ao território.” Máximo Ferreira chamou à iniciativa um “projeto âncora ligado ao território” que pode ser usufruído de várias maneiras, de forma faseada ou total. “É uma verdadeira valorização do território da qual pretendemos obter bons resultados”, finalizou o autarca. A rota vai iniciar-se em Manteigas, no centro da Serra Estrela estendendo-se até à foz do rio, em Constância. São vários os percursos para fazer a pé, de bicicleta ou de canoa, quando houver aproximação a albufeiras. Este projeto, que nasceu em 2010 e está a ser financiado por fundos comunitários, está integrado na Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE das Aldeias de Xisto. Em 2014, está previsto o lançamento de um novo portal na Internet e de uma aplicação da rede para dispositivos móveis sobre esta Grande Rota do Zêzere. JMC

VILA DE REI

Feira de Velharias atrai visitantes Já no próximo dia 27 de janeiro a autarquia de Vila de Rei vai voltar a promover a já tradicional Feira de Velharias, Antiguidades e Colecionismo. É a sexta edição desta iniciativa, que se integra nas comemorações do dia de S. Sebastião e tem entrada livre. Paulo César, vereador na autarquia de Vila de Rei, explicou ao JA que este é um certame de grande êxito no concelho. “O mês janeiro é uma altura do ano em que há menos atividade cultural no concelho, logo procuramos atrair visi-

tantes com várias iniciativas. Esta é uma das que tem colhido algum êxito. Os visitantes são pessoas que buscam peças muito específicas ou peças para as suas coleções, chegam-nos de toda a parte do país.” O evento pretende reunir um conjunto de expositores de vários tipos de artigos, desde pequenos objetos pessoais a outros de coleção ou mesmo móveis antigos, servindo o gosto dos que apreciam este tipo de feiras.


REGIÃO 15

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Tecnopolo do Vale do Tejo abre-se à comunidade No próximo verão o Tecnopolo do Vale do Tejo estará aberto à comunidade e pronto para receber aceleradores de empresas. Este será o resultado do contrato para a infraestruturação, assinado a 20 de dezembro, entre a direção do TAGUSVALLEY e o consórcio das empresas ASIBEL Construções e Asibetumes Obras Públicas. A empreitada, no valor de 1,3 milhões de euros, deverá

Certificação internacional de património do Médio Tejo No âmbito do projeto intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT)“Afirmação Territorial do Médio Tejo”, foi adjudicado o procedimento com vista à certificação internacional de 22 bens culturais no Médio Tejo. Cada um dos 11 municípios desta região indicou dois bens para serem certificados. No caso de Abrantes, trata-se da Igreja se São Vicente e do Cineteatro São Pedro. De acordo com a CIMT, “esta certificação constituise como uma iniciativa pioneira de âmbito regional, de elevada relevância para a região e para o país”. Com esta ação a CIMT “pretende a criação de uma rede patrimonial integrada, com o objetivo de uma melhor gestão do seu património cultural, bem como da promoção do desenvolvimento cultural, turístico e económico da região do Médio Tejo”. O processo de certificação será realizado pela HERITY Internacional, uma Organização Mundial para a Avaliação e Certificação da Qualidade na Gestão de Património Cultural, criada em 2002, com sede em Roma, e que avalia os padrões de qualidade dos sítios patrimoniais em todo o mundo. Este processo de avaliação e de certificação é reconhecido pelo Comité do Património Mundial da UNESCO (agência da ONU para a Educação, Ciência e Cultura). As vantagens são inovação, simplicidade, excelência, lógica de recompensa e independência da avaliação.

iniciar-se em meados de janeiro e prevê completar a primeira fase de infraestruturação deste Parque de Ciência e Tecnologia. Esta intervenção inclui, entre outros aspetos, a construção de um novo acesso ao parque no lado Este, a demolição do muro envolvente, a urbanização de quatro hectares e arranjos exteriores. Realizada a obra, a população poderá interagir com

O lançamento do livro “Cultura e Artes da Pesca Tradicional no Rio Tejo em Ortiga – Mação”, da autoria de João de Matos Filipe, reuniu cerca de 70 pessoas, no dia 19 de dezembro, no Instituto Politécnico de Tomar. Tratase de um projeto que contou com o apoio desta instituição de ensino, nomeadamente através dos cursos de Licenciatura em Gestão Turística e Cultural e de Mestrado em Desenvolvimento de Produtos de Turismo Cultural. Aliás, coube a Luís Mota Figueira, diretor dos dois cursos, fazer a apresentação do livro. O autor do livro, João de Matos Filipe, natural de Ortiga, concelho de Mação, é

Abrantes Igreja de São Vicente Teatro São Pedro Alcanena Museu da Aguarela Roque Gameiro Centro Ciência Viva Constância Museu dos Rios e das Artes Marítimas Jardim Horto Camoniano

Mação Museu de Arte PréHistórica e do Sagrado no Vale do Tejo Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição Ourém Castelo Museu de Arte Sacra e de Etnologia de Fátima Sardoal Centro Cultural Igreja de São Tiago e de São Mateus Tomar Sinagoga Núcleo de Arte Contemporânea Torres Novas Castelo Villa Cardillio Vila Nova da Barquinha Castelo de Almourol Igreja da Atalaia

é co-financiado em 85 por cento pelo Programa Operacional Regional do Centro, no âmbito do Sistema de Apoio a Parques de Ciência e Tecnologia e Incubadores de Empresas de Base Tecnológica. O INOV.TECH é um dos cinco projetos estruturantes repartidos por várias cidades da região Centro que integram o programa estratégico INOVIDA.

Livro sobre a pesca em Ortiga

Concelhos do Médio Tejo Locais a certificar pela Herity

Entroncamento Museu Nac. Ferroviário Igreja da Sagrada Família Ferreira do Zêzere Igreja de Nossa Senhora da Graça Torre de Dornes

parque, desenvolvendo-se sinergias entre as entidades do Tecnopolo do Vale do Tejo e a comunidade local. Por outro lado, o TAGUSVALLEY ficará com condições para a construção de infraestruturas para projetos de maior dimensão e um acelerador de empresas para integrar negócios empresariais saídos da incubadora. Inserido no projeto INOV. TECH, este investimento

licenciado em História. Aposentado e atualmente a exercer funções de investigador independente, apresentou alguns dos temas mais curiosos e diferenciadores referidos na obra, assumindo o levantamento do passado cultural, social e económico da comunidade piscatória de Ortiga como a essência deste projeto. Para além do presidente do IPT, Eugénio Pina de Almeida, estiveram também na cerimónia Carlos Cupeto, em representação da Agência Portuguesa do Ambiente, e Joaquim Emídio, diretor do jornal O Mirante, que fez a edição do livro.

Abrantes apoia o desporto com 160 mil euros Através do programa FINABRANTES 2012/2013, a Câmara de Abrantes atribuiu cerca de 160 mil euros a 30 clubes ou associações que promovem a prática desportiva através de 16 modalidades e cerca de 1500 praticantes. A maioria do apoio foi para entidades que atuam no âmbito da competição, mas uma parte da verba foi entregue a entidades que simplesmente promovem a atividade física. O apoio a equipas de atividades federadas de caráter regular abrange 55 equipas (que envolvem cerca de 1000 desportistas) e 230 atletas de desportos individuais. A autarquia apoiou também a promoção de

atividades desportivas ou recreativas de lazer, meramente lúdicas, atribuindo cerca de seis mil euros a nove clubes ou associações onde cerca de 250 abrantinos praticam futebol ou ginástica.

Pilares fundamentais Segundo a autarquia, esta medida, que surge depois do Programa de Apoio às Coletividades do Concelho de Abrantes, “visa manter e apoiar as atividades das diversas entidades, nas áreas do desporto, do recreio, de forma regular e diversificada, visto serem pilares fundamentais de coesão social e do apoio aos interesses e necessidades de cada cidadão”.

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16 EDUCAÇÃO

JANEIRO 2013

Prémios para melhores alunos de Abrantes “Queremos mostrar a todos o vosso mérito e o trabalho que desenvolvem para terem um futuro melhor.” Foi desta forma que a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, descreveu o prémio que a autarquia e a Tejo Energia entenderam atribuir aos alunos do 12º ano que no ano letivo passado obtiveram os melhores resultados nas quatro escolas do concelho com ensino secundário. Um diploma de mérito e um cheque de 1.250 euros foram entregues a cada um dos sete jovens estudantes premiados. Paulo Almirante, administrador delegado da Tejo Energia, explicou que os prémios têm um dupla função: são o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos jovens estudantes, mas também “um estímulo para os colegas”. Frisando a importância do ambiente escolar, na cerimónia de entrega dos prémios este responsável deixou ainda uma palavra para os professores, salientando o “trabalho árduo” que desenvolvem para que os alunos tenham sucesso. Cláudia Rosa foi uma das alunas premiadas. Soube que ia receber o prémio através da mãe. “Mandoume uma mensagem para o meu telefone a dizer que tinha recebido uma carta, a dar-me os parabéns e a dizer que estava muito orgu-

• Tejo Energia e Câmara de Abrantes entregaram a cada aluno um diploma de mérito e um cheque de 1.250 euros lhosa. Fiquei muito emocionada.” Cláudia tem 18 anos e o sonho de seguir Medicina, “mas uma pequena adversidade” não a deixou fazê-lo já este ano. Entrou para Medicina Dentária, em Coimbra, e está a aproveitar para conhecer o mundo académico. “É um ano para eu crescer.” O dinheiro do prémio servirá para investir no sonho de ser médica. Foi com um “sentimento de dever cumprido” que Ana Carolina Alarico recebeu a notícia de que tinha sido a melhor aluna da sua escola, na sua área. Atualmente está a frequentar o curso que era a sua primeira opção: Enge-

nharia Química, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Apesar de o momento não ser o melhor para quem tem a sua idade, sabe que “se os jovens forem bons vão ter sempre muitas portas abertas e é nisso que têm que se focar”. No caso de Sidney Espírito-Santo, o ensino superior ainda vai ter que esperar um pouco. Foi o melhor aluno da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes (EPDRA) e já está a trabalhar em Lisboa, num restaurante. A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril é o próximo sonho deste jovem que

veio de S. Tomé e Princípe para Abrantes para estudar Turismo Alimentar. Sente-se “mesmo realizado” a receber este prémio, que dedica à Escola, aos colegas e “especialmente” à mãe. Tiago Garrido também foi distinguido como melhor aluno da sua área. Tirou o curso Tecnológico de Desporto e está a concretizar o seu objetivo: “Integrar o Exército Português”. Estava na Escola Prática de Cavalaria de Abrantes quando recebeu a notícia de que iria receber o prémio. Sentiu-se orgulhoso. Tenta sempre ser o melhor para se superar a si próprio e aconselha os mais novos a

fazer o mesmo. Em termos de futuro, quer entrar na Escola de Sargentos ou ingressar na GNR. Para além do desempenho dos jovens premiados e dos respetivos professores, as famílias foram outro dos elementos destacados na cerimónia de entrega de prémios que decorreu na EPDRA, em vésperas de Natal. Alexandra Reis, mãe de Gonçalo Reis, outro dos alunos premiados, reconhece que o papel dos professores e as condições das escolas são muito importantes, mas também garante que “o trabalho em casa é fundamental” porque se reflete nos resultados. Vê

o prémio que o filho recebeu como “uma recompensa por todo o trabalho” que ele desenvolveu e sente-se “muito vaidosa”. As escolas com ensino secundário identificaram os melhores alunos dos cursos Científico-Humanísticos e dos cursos Profissionais. A Escola Dr. Manuel Fernandes, a Dr. Solano de Abreu e a Octávio Duarte Ferreira (do Tramagal) indicaram um aluno ou aluna por tipo de curso e a EPDRA indicou o seu melhor aluno. Para além de Cláudia, Ana Carolina, Sidney, Tiago e Gonçalo foram ainda premiadas Mariana Torres e Alicia Klotzel. Hália Costa Santos

Há música na Biblioteca da Escola Dr. Manuel Fernandes Ao longo do 1º período tem havido concertos de música e canto à hora de almoço na Biblioteca da escola sede do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Fer-

nandes, em Abrantes. Os alunos-artistas que já tiveram oportunidade de se apresentar foram o David Alves e o João Luís André; os The Kast (Filipe Estrada,

Francisco Gomes, Miguel Estrada, Miguel Nunes e Pedro Afonso) e a Salomé Silveira. Desta forma pretende-se mostrar aos alunos que a escola os valoriza, não só nos

seus resultados académicos mas também noutras áreas do seu interesse, oferecendo-lhes a oportunidade para que possam mostrar aos seus colegas os seus

dotes musicais, e ainda tornar cada vez mais atrativo e acolhedor o espaço da Biblioteca Escolar. Esta iniciativa, que tem tido enorme sucesso junto

de alunos, professores e funcionários da escola, irá continuar ao longo do ano letivo com a apresentação de outros artistas.

“Acompanhe o desporto da região em direto” Antena Desportiva – Ao domingo entre as 14h e as 18h Movimento – À segunda-feira entre as 21h e as 23h jornaldeabrantes


EDUCAÇÃO 17

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ESTA recebe alunos vindos do Brasil Durante três semanas cinco estudantes da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Brasil, estiveram na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) no âmbito de um protocolo assinado há cerca de dez anos entre as duas instituições. O objetivo é o intercâmbio académico e científico de docentes e estudantes de graduação e pós-graduação. Anna Gabriela, Anna Porto, Jonathan Adam, Lindiara Hagemann, Laura Gomes e o professor Jair Giacomini constituem o grupo de brasileiros que este ano frequentaram as aulas dos cursos de Comunicação Social e Vídeo e Cinema Documental da ESTA. Já sabiam que Abrantes é uma cidade pequena, mas mesmo assim foram largos os elogios que lhe fizeram. Para Jonathan, aluno de 20 anos do curso de Produção e Media Audiovisual, Abrantes “é uma cidade muito bonita, tem uma arquitetura linda”, acrescentando que “a adaptação à cidade foi muito fácil, uma vez que o povo português é muito simpático e caloroso”.

Enquanto a conversa decorria de forma lenta, Jonathan conta-nos um dos episódios engraçados que passou em Abrantes. Ele diz que se tinha dirigido a um balcão de uma loja para comprar “chicletes” e o empregado perguntou-lhe se ela falava em inglês, pensando que ele não falava português. Isto tudo por causa das diferenças existentes nas palavras e nos seus significados entre Portugal e Brasil. Antes de vir para Portugal, Ana Gabriela, 20 anos e do curso de Produção e Media Audiovisual, sabia que vinha para um país em crise, mais em crise do que há um ano atrás. Para saber mais pormenores, ela falou com alunos que já tinham vindo de intercâmbio para a Abrantes e ficou com as expectativas bem altas. Uma vez que lhe disseram que “Abrantes e Portugal são muito importantes, em contexto histórico e de riqueza cultural, e que Abrantes é uma cidade clássica e muito bonita bonita”. Quando chegou viu que não se tinha enganado ao vir para cá.

“A adaptação à cidade foi muito fácil, uma vez que o povo português é muito simpático e caloroso”

A partilha de momentos diferentes com pessoas de outro país, conhecer o povo português (que é tão parecido e tão diferente ao mesmo tempo do povo brasileiro, e que se percebe através da língua) e as aulas a que assistiram são as mais-valias que o intercâmbio proporcionou a este grupo de jovens estudantes brasileiros. Já o professor Jair, e em resposta à

pergunta sobre as mais-valias que esta experiência proporcionou, diz: “Ter participado neste intercâmbio entre a Unisc e a ESTA foi umas das grandes experiências de vida que tive até hoje. Em primeiro lugar, houve todo o processo de preparação para a viagem, as reuniões com os alunos da UNISC e os contactos com os professores da ESTA e com o aluno que ficou responsá-

vel por nos apoiar. Dessa forma, há a vivência de viajar em grupo e isso, em si, já é um grande aprendizado. Levo de Abrantes e da ESTA a melhor impressão possível. A cidade é encantadora e hospitaleira. A ESTA, seus professores, alunos e funcionários foram muito acolhedores, simpáticos e prestativos em todos os momentos. ESTA - Uma grande experiência!” Sandra Barata, professora da ESTA responsável pelo intercâmbio, acentua que “estes protocolos de cooperação com instituições de ensino superior brasileiras revelam-se uma mais-valia, quer para a instituição, quer para estudantes e docentes, porque permite o intercâmbio científico e académico, o contacto com métodos de ensino diferentes, mas também a partilha de experiências culturais diferentes”. Por outro lado, adianta que este tipo de iniciativas contribuem para a implementação da Estratégia Internacional do Instituto Politécnico de Tomar (IPT). Micael Reis

aluno de Comunicação Social da ESTA

MESTRADO DE MANUTENÇÃO TÉCNICA DE EDIFÍCIOS DA ESTA/IPT

Projetos académicos desenvolvidos em contexto profissional Gonçalo Silva, aluno do Mestrado de Manutenção Técnica de Edifícios do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), defendeu, na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), no passado dia 17 de dezembro, o seu trabalho de final de curso, intitulado “Auditoria Energética na Nestlé Waters Direct Portugal”. Este e outros projetos comprovam a estreita ligação entre a formação proporcionada pelo IPT e o mundo empresarial e industrial. O objetivo do projeto de Gonçalo Silva foi o de “realizar uma auditoria energética nas instalações (Fábrica) da Nestlé Waters Direct Portugal estudando as condições de utilização de energia da instalação e na identificação de oportunidades de melhoria do desempenho energético da mesma, com o objetivo de reduzir o peso da fatura energética na estrutura de custos globais”. A re a l i z a ç ã o d a Au d i to r i a

Energética nas instalações contribui para a redução de custos, por permitir a caracterização da estrutura de consumo da instalação, a identificação e caracterização dos setores e/ou equipamentos com potencial de redução de consumo, identificação e quantificação das medidas para uma utilização racional da energia. Este projeto foi elaborado principalmente com conhecimentos adquiridos ao longo do Mestrado em Manutenção Técnica de Edifícios e um vasto trabalho de recolha e tratamento de todas as informações recolhidas nas instalações da Nestlé Waters Direct Portugal. O próximo trabalho de final de curso a ser apresentado, no âmbito deste Mestrado da ESTA/IPT, foi desenvolvido por Nuno Antunes. Trata-se de um estudo sobre as Instalações Técnicas Hospital Rainha Santa Isabel, em Torres Novas. O Mestrado em Manutenção Téc-

• Gonçalo Silva, à direita, com o júri do projeto que defendeu nica de Edifícios pretende assegurar aos estudantes uma especialização de natureza profissional, capaz de permitir a intervenção de forma interdisciplinar nas diversas especiali-

dades desta área, nomeadamente em aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC), redes de fluidos, instalações elétricas, domótica, redes de dados e comunicações,

proteção e segurança, acústica, iluminação, entre outras, desde a fase do projeto, à construção e manutenção.

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UMA HISTÓRIA DE CORAGEM

SAÚDE

Livro sobre Safira apresentado em Abrantes

Exercite o seu cérebro, vamos prevenir a demência

“Safira e a luta contra o cancro” é o título de um livro escrito por Patrícia Fonseca, grande-repórter da revista Visão, que será apresentado em Abrantes no dia 18 de janeiro, às 21h30, na Biblioteca António Botto. Trata-se de uma publicação que resulta de um rigoroso trabalho jornalístico que deu a conhecer a história de uma menina a quem foi detetado, num rim, um tumor, raro e agressivo, quando tinha apenas quatro anos de vida. Para além da luta individual de Safira, o livro conta os dias, os meses e os anos de uma família que correu o mundo em busca de

uma terapêutica alternativa à quimioterapia proposta pelo Instituto Português de Oncologia (IPO). Mais do que um registo jornalístico com pinceladas literárias, este livro de Patrícia Fonseca é o cumprimento de uma missão social. Não só porque os direitos de autor revertem a favor da Associação de Divulgação, Apoio e Prevenção do Cancro criada com o nome da menina, mas também porque as palavras e ideias nele contidas levantam questões sobre as quais importa refletir. Nomeadamente, a escolha dos pais em relação aos tratamentos a que serão submetidos os filhos. Por isso, no prefácio, a autora explica: “Foi precisamente porque alguns setores da sociedade tentaram desvalorizar a sua causa (dos pais de Safira), desconsiderando -a por partir de ‘gente alternativa’ e ‘meio-hippie’, que entendi ser necessário revelar, de forma abera e transparente, a postura desta família perante a vida.” O livro “Safira e a luta contra o cancro” é uma emocio-

nante história real, com todos os ingredientes das histórias de sucesso, contada com rigor jornalístico e sensibilidade literária. Tem momentos altos e baixos, tem alegrias e tristezas, tem certezas e incertezas. Causa revoltas, mas transfere emoções. Mostra mundos, realidades e tratamentos diferentes daqueles que são considerados a norma. Sobretudo, é uma história de coragem e de esperança, que mantém sempre um registo elegante. Safira, a menina dos caracóis loiros, já fez sete anos. “O que lhe reserva o futuro, ninguém sabe. Mas ela ousa imaginá-lo.” Sonha ser maestrina. Entretanto, habituou-se a ser reconhecida e admirada na rua. Para além da reportagem publicada na revista Visão (e que fez capa), a sua história também foi contada por Patrícia Fonseca na SIC, em co-autoria com o jornalista Pedro Coelho, e ganhou dois prémios. O trabalho jornalístico contou a história de Safira; o livro, da editora ASA, assume-a como uma causa.

A demência é uma doença cerebral, geralmente crónica ou progressiva, afetando as funções corticais superiores, como é o caso da memória, do pensamento, da orientação, da compreensão, do cálculo, da aprendizagem, da linguagem e do juízo crítico. As patologias predisponentes são, por exemplo, idade superior a 65 anos, sexo feminino, fatores genéticos, hipertensão arterial, diabetes, carência de vitamina B12 ou ácido fólico. Mesmo na ausência de fatores predisponentes, o declínio das funções cognitivas é uma consequência normal no processo de envelhecimento. O declínio tem um

deve ser adotado, prevenindo declínios cognitivos. São também importantes todos os passatempos que envolvam raciocínio, como jogo de cartas, crochet e palavras cruzadas. Deve-se evitar consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e manter uma boa alimentação. “ O demente é um homem despojado dos bens que possui, é um rico que ficou pobre” Esquirol Susana Pires da Silva

Médica Interna do Ano Comum no CHMT Estágio em Cuidados de Saúde Primários

10 Sinais para a Demência - Perda de memória; - Dificuldade em realizar tarefas do quotidiano; - Problemas na linguagem; - Desorientação no tempo e no espaço; - Diminuição da capacidade de julgamento;

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impacto relevante na qualidade de vida, associandose ao risco elevado de limitações funcionais e dependência de terceiros. Segundo as estatísticas, em 2009, existiam em Portugal 153.000 doentes com demência. Sendo 2012 o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre as Gerações, devemos informar a população dos sinais de alerta, mantendo-se atentos a familiares e amigos. A demência, apesar de ser um processo evolutivo do envelhecimento, pode ser prevenido. Seja em idosos ou adultos, os resultados indicam que um estilo de vida que inclui atividade física

- Dificuldade em realizar tarefas complexas; - Colocação de objetos em locais inusitados; - Súbitas alterações de humor; - Mudanças na personalidade; - Apatia/Passividade.


DESPORTO 19

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VELHAS GLÓRIAS DO HÓQUEI EM PATINS

“Os dias de jogo eram dias de festa e uma alegria para o povo” Adepto ferranho do Sporting Club de Portugal, Virgílio Pereira, agora com 80 anos, recebe-nos na sua barbearia, no Rossio-ao-Sul do Tejo, meticulosamente forrada de verde com fotos e recortes dos seus ídolos preferidos, velhas glórias do desporto, naturalmente do Sporting. De frente, em lugar de destaque, ressalta, pelo colorido, uma foto sua com Sousa Cintra (então presidente do Sporting) aquando duma visita ao núcleo sportinguista de Abrantes. Porém, não é do Sporting ou sequer de futebol que iremos conversar, mas dos velhos tempos do hóquei em patins de Abrantes que tem em Virgílio Pereira uma das suas estrelas principais. Tudo remonta ao ano de 1955. Na época, a modalidade gozava de prestígio a nível nacional e exercia influência sobre a mocidade de então. Com

apenas 15 anos, juntamente com outros jovens amigos de Abrantes, decidiram fundar uma equipa de hóquei em patins. Sem instalações, sem apoios e sem campo para jogar recorriam a um ringue improvisado existente no quartel de Infantaria. Posteriormente, para atos mais solenes, como os jogos com equipas federadas, recorriam ao campo do Benfica, localizado atrás da Igreja de S. Vicente. Existia uma grande rivalidade entre as equipas de Abrantes e do Rossio. Disputavam entre si as simpatias dos abrantinos que enchiam os locais onde estes atuavam em apoio incondicional aos seus jogadores. Virgílio Pereira lembra colegas que encheram de alegria a massa associativa, como o Barata, o José Manuel Coelho, o Carlos Martins, o Lavado, o Massa e o Piriquito, entre mui-

tos outros, que faziam as delícias dos aficionados pelo hóquei em patins. Os momentos altos da sua “carreira” desportiva como guarda-redes foram ao serviço do Clube da Fundição de Abrantes que disputava os torneios da então CUF, da União Desportiva Rossiense (UDR) e de outras competições particulares de âmbito Regional e Nacional. Tudo acabou por volta de 1970 quando decidiu emigrar com a família para a África do Sul em busca de uma vida melhor. Veio a saber, posteriormente, com pena sua, que devido à busca incessante de novos valores que proliferavam por aqui, por parte das grandes equipas nacionais, pouco a pouco, se viria a perder uma tradição de décadas com raízes em Abrantes. A UDR é o fiel depositário dessas tradições e tem no seu palmarés diversos

títulos regionais e nacionais da primeira divisão. Ainda ouvimos Manuel Fernandes (Tio João), de 83 anos, corroborar as palavras emocionadas de Virgílio Pereira quando referia o impacto que os jogos tinham na sociedade de então. “Eu gosto muito do hóquei em patins. Na altura, não perdia um jogo. Havia excursões para os jogos e até as nossas mulheres faziam questão em assistir aos jogos. Não havia muito para nos divertirmos.” Refere ainda que “os dias de jogo eram dias de festa e uma alegria para o povo”. O facto é que pouco a pouco se foi perdendo esta tradição e agora só restam, para a posteridade, as palavras embargadas das memórias de quem viveu estes tempos na primeira pessoa. Francisco Rocha

aluno de Comunicação Social da ESTA

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LUGARES COM HISTÓRIA

O Outeiro de S. Pedro A meio da encosta do morro de Abrantes, virada a sudoeste, com o Castelo por cima e olhando o Tejo que corre em baixo, encontra-se uma plataforma escorada por paredes de pedra xistosa, que os abrantinos conhecem por Outeiro de S. Pedro. Nesse local, teve o seu primeiro assento a igreja de S. Pedro, o Velho, assim denominada para se distinguir de S. Pedro, o Novo, que se encontrava onde está hoje o Teatro de S. Pedro. Desconhece-se a data da sua construção, sabe-se apenas que Fortunato de Almeida, no seu “Catálogo de todas as igrejas e mosteiros que havia nos reinos de Portugal e Algarve, nos anos de 1320 e 1321”, já dá conta da sua existência. Mais tarde, como estava muito arruinada, foi transferida para dentro da vila, ficando com o seu segundo assento na, hoje, rua de S. Pedro, antiga rua dos Coelheiros. No nº 14, podemos ver uma placa de azulejos, assinalando esse facto e informando que ali existiu, como igreja paroquial, até 1834, altura em que foi suprimida por “falta de fregueses” sendo então anexada à igreja de S. João. Em fins do século XVIII, no Outeiro de S. Pedro, ainda foram encontrados, numa escavação, restos dos alicerces do primitivo templo. Mas a referência mais forte, para os abrantinos, em relação a este local é a que o associa a D. Nuno Álvares Pereira e à batalha de Aljubarrota. Segundo a tradição, o Condestável teria acampado ali com as suas tropas, antes da partida para a famosa batalha. Não se sabe o que teria dado origem a esta tradição, mas ela está hoje, e com razões fundamentadas, posta em causa. Segundo as crónicas da época, foi em Abrantes que D. João I soube da entrada do exército castelhano no

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país, daqui teria enviado um emissário para avisar Nuno Álvares do que se estava a passar e foi também em Abrantes que os dois reuniram o conselho de guerra, decidindo, depois, irem ao encontro do exército inimigo. A Crónica do Condestável informa-nos que este, vindo do Alentejo ao encontro do rei, acampou com as suas tropas além do Tejo, a cerca de duas léguas desta vila e daí partiu e “e se foi alojar cerca de Abrantes, em umas hortas”. Estas “hortas” referem-se, certamente, não a este Outeiro, mas a um local situado no sopé do monte, mais plano e espaçoso e, portanto, muito mais adequado a um acampamento militar. Ora o sítio hoje conhecido por Alferrarede (não Alferrarede Velha) foi até há poucos anos conhecido por Hortas, sendo, pois, muito pro-

vável que D. Nuno tivesse escolhido este local ou as suas imediações para estabelecer o seu acampamento. E, na verdade, quando se olha atentamente para o Outeiro de S. Pedro, é difícil admitir que naquele pequeno espaço pudessem ter ficado alojados três mil homens, com os seus cavalos, armas e restante material de guerra e, ainda por cima, estando parte do terreno ocupado pela igreja de S. Pedro, onde, aí sim, é muito provável que Nuno Álvares Pereira tivesse assistido à missa, antes da partida para Aljubarrota. Com o apoio da tradição ou com o relato das crónicas da época, a verdade é que Abrantes sempre se sentiu ligada à figura do Condestável e, muito especialmente, durante o período do Estado Novo. A imprensa fazia disso eco e por ela sabemos

que já nos anos trinta do século XX, se começava a pensar em abrir uma subscrição para arranjar fundos, com a finalidade de erigir aqui um monumento, em honra desta figura ilustre da história nacional. A revista“Brotéria”, de Maio de 1940, refere que a Câmara de Abrantes estava a receber donativos, para que nas comemorações dos centenários da independência e restauração da Pátria se integrasse a inauguração de um monumento àquele herói nacional. Não se sabe ao certo qual foi a causa, mas facto certo é que, embora já tivessem reunido mais de trinta mil escudos, quantia avultada para a época, o monumento não se construiu nessa altura. Os anos foram passando e na imprensa local, recorrentemente, iam aparecendo artigos lembrando o referido monumento. Em 1961, quando da passagem das relíquias de Nuno Álvares por Abrantes, apareceram novos e veementes apelos, em alguns dos quais transparecia até o desejo de o transformar em igreja, mas ainda não foi desta que a ideia se concretizou. Depois, em 1966, quando Abrantes fez cinquenta anos como cidade, mais artigos surgiram lembrando o tão falado monumento, até que em 1968, finalmente, passou do nimbo onde até então vivera e se concretizou em realidade. E como a tradição tem muita força, o local para ele escolhido foi precisamente o Outeiro de S. Pedro. A inauguração ocorreu no dia 1 de novembro, na presença do Presidente da Repú-

blica, almirante Américo Tomás, do bispo da diocese, D. Agostinho de Moura, do presidente da Câmara, dr. Agostinho Batista, e de outras altas individualidades, sempre debaixo de uma chuva torrencial que também quis comparecer à cerimónia. A parte arquitetónica, já com linhas modernas, deve-se ao arquiteto Duarte Castel-Branco, a escultura em bronze dourado foi da autoria de Lagoa Henriques e a construção ficou a cargo de Apolinário Marçal. O custo total da obra foi de 300 contos, havendo ainda nos cofres da Câmara 100 contos, provenientes da antiga subscrição. Mas não passaram muitos anos sem que este monumento, tão desejado por muitos e inaugurado com tanta pompa e circunstância, tivesse sido vandalizado. A escultura de D. Nuno, orando em frente de um crucifixo, foi roubada, possivelmente até fundida e, hoje, o monumento encontra-se completamente vazio, não sabendo já muitos dos abrantinos mais novos a quem ele foi, em tempos, dedicado. Bibliografia: - Candeias da Silva, Joaquim, “…contributo para a aclaração do topónimo Hortas… e não só”, Jornal de Alferrarede, Novembro de 2012 - Morato, Manuel António, “Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes”, edição da C. M. de Abrantes, 1981 - Jornais: Correio de Abrantes e Nova Aliança das décadas de quarenta, cinquenta e sessenta do século XX Teresa Aparício


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RETRATO TIPO PASSE

Tó Manel, dos Vales

António Manuel Martins Silva tem 58 anos e é “militantemente solteiro”. Professor, diz que só se reforma “quando me expulsarem da escola”. Ele é o guardião da Memória histórica dos Vales e um dos pilares do associativismo local.

Nasci aqui, nos Vales (Cardigos, Mação), em 1954. Fiz aqui a escola primária e entrei no Seminário diocesano, onde andei seis anos. Depois vim para Proença-a-Nova continuar os estudos. Entrei em Direito, em 1972, dois dias antes de ter sido assassinado Ribeiro Santos. Foi um tempo conturbado e acabei por ter de anular a matrícula por ter participado numa greve. Fui matricular-me em História. Com a licenciatura, vim dar aulas para Proença-a-Nova, onde ainda hoje continuo como professor. Quando cheguei, em novembro de 76, ninguém queria dar Introdução à Política, porque a escola tinha sido ocupada pelo COPCON e isso tinha sido interpretado como um ataque à Igreja Católica e todos os professores que chegavam colocados pelo Ministério “eram” comunistas. Como eu fui o último professor a chegar, ficou para mim. E eu sempre usei barbas, “Aí vem o Fidel”. Foi duro. Mas acabei

AS CARAS DA RÁDIO

por ser até presidente do Conselho Diretivo. Em 80, lembrei-me de fazer o mestrado em Ciências da Educação, em Lisboa. Para a tese, sobre o ensino colonial pelos missionários, cheguei a ir a Timor fazer investigação. Estava lá no momento da independência. No associativismo, trazido por Artur Fernandes, um homem bom, estou desde os 16 anos, onde tenho ganhado muita experiência. Ao longo dos anos, já fui presidente da Associação e tenho sido uma espécie de retaguarda nos tempos de crise associativa, sou eu que fico com a chave e dou andamento ao expediente até aparecer outra direção. Hoje sou o presidente da mesa da Assembleia Geral. Ao longo de todos estes anos, tenho colaborado nos jornais de Mação e Proença-a-Nova. E escrevo para mim, muita coisa que não está publicada. E tenho um blogue, http://terrasdopolome.webnode.pt, dedicado a esta minha terra, à educação e a “picar”, são as provocações políticas ou “inquietações”. Além disso, nas “peregrinações”, tenho a minha experiência de Timor. Vale a pena ler. Dedico-me à fotografia, militante e desgraçadamente, porque isto está cada vez mais caro. A máquina anda sempre no carro. Fiz um curso de 300 horas, que deu para aprender umas coisas. Com este bichinho, acabei por recolher milhares de fotografias que as pessoas da aldeia me cedem e estou a organizar um arquivo digital. Além disto tudo, sou um bibliófilo. Tenho mais de vinte mil livros. Projetos, tenho muitos, mas isso fica para depois. Para já, vou arrumar os livros. E, de imediato, colocar os meus livros de história local à disposição de quem estiver interessado, por exemplo das escolas. Recolha por Alves Jana

ALVES JANA…

Filosofalando “voa” para outras estações de rádio “Falar da Vida a partir da Filosofia, e falar da Filosofia a partir da Vida” é o slogan que o indicativo da rúbrica “Filosofalando” nos transmite desde o início de dezembro de 2011, quando começou a ser emitido na rádio Antena Livre em diversos horários durante a emissão diária. Alves Jana, doutorado em Filosofia e colaborador da Antena Livre, havia terminado em setembro de 2011 um período de alguns anos em que assumiu a Direção Geral da Antena Livre & Jornal de Abrantes, para se dedicar a tempo inteiro à sua empresa pessoal na área da Formação, Cultura e Coaching, através da qual tem desenvolvido várias atividades na região. Paulo Delgado, responsável pela programação da Antena Livre, contou ao JA que “era importante ter no ar algo que falasse da vida, tal como ela é e sem rodeios ou papas na língua e que nos colocasse a pensar sobre a vida de uma forma positiva, e ainda que nos desse opções para que pensando, possamos viver melhor e sorrir mais”. O responsável acrescentou ainda que “Alves Jana é a pessoa indicada para o fazer, pelas suas experiências profissionais e pessoais e, claro, pela sua formação. A rúbrica é exatamente aquilo que pretendíamos”. O auditório da Antena Livre recebeu com entusiasmo esta rúbrica que acabou por ganhar “outras vidas” e passou também a web revista

com o mesmo nome, sendo que já vai na sua terceira edição. A revista “Filosofalando” pode ser recebida por e-mail, bastando para isso fazer o seu pedido para jalvesjana@gmail.com. 2013 marca também o início da emissão desta mesma rúbrica noutras estações de rádio do país. Já está no ar desde janeiro na Rádio Hertz de Tomar (www.radiohertz.pt ou 98 fm) e na Rádio Sines para todo o litoral alentejano (www.radiosines.com ou 95.9 fm), estando a decorrer ainda conversações com outras rádios inte-

ressadas neste conteúdo da Antena Livre, não só em Portugal, mas também em estações de rádio espalhadas pelo mundo e que emitem para as comunidades portuguesas. Alves Jana está também contente com o resultado do Filosofalando, como contou ao JA: “É muito bom fazer este trabalho e sentir que posso levar às pessoas a Filosofia, mostrando-lhes que efetivamente a mesma está muito mais relacionada com a nossa vida quotidiana do que muitas pessoas possam pensar”.

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Desejamos a todos os Abrantinos, um bom ano de 2013 Sede: Av. Defensores de Chaves, 2200-301 ABRANTES Tel./Fax 241 366 233 Urb. Encosta da Barata, Bl. L, loja 4, 2200-183 ABRANTES Tel. 241 332 601 Rua de Vale de Morenas, Chainça, 2200-173 ABRANTES

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22 CULTURA

JANEIRO 2013

COORDENAÇÃO DE ANDRÉ LOPES

AGENDA DO MÊS

Ana Laíns apresenta disco

ABRANTES Até 25 de janeiro de 2013 - Exposição “Figurado de Barcelos” – Galeria Municipal de Arte Até 15 de maio de 2013 – Exposição “Vida e Morte – A pré-história no Concelho de Abrantes”- Museu D. Lopo de Almeida – Castelo, de terça a domingo, das 10h às 18h Até 30 de maio – Exposição “Cinema em Abrantes entre 1931 e 1974” – Arquivo Municipal Eduardo Campos, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30 5 de janeiro – Concerto de Ano Novo com a Soprano Filipa Passos e o Pianista Francisco Sassetti – Igreja de São Vicente, às 21h30 9 de janeiro a 1 de fevereiro – Exposição “Como Encantar um ArcoÍris”, de Paulo Galindro – Biblioteca António Botto 11 de janeiro – Concerto Solidário da Rádio Tágide, com atuações de José Cid e Remédiu Santu – Entrada: 5 euros - Pavilhão da Metalúrgica – Tramagal, 22h 17 de janeiro – Encontro com o ilustrador Paulo Galindro – Biblioteca António Botto, 10h30 e 14h 18 de janeiro –“Ler os nossos…”com Patrícia Fonseca – Apresentação da obra “Safira e a luta contra o cancro” – Biblioteca António Botto, 21h30 18 de janeiro – “Viver a Música/Tramagal” – Cine-teatro São Pedro, às 21h30 25 de janeiro – Concerto com a fadista Ana Laíns – Cine-teatro São Pedro, às 21h30 31 de janeiro – Entre Nós e as Palavras com… Valter Hugo Mãe, apresentação da obra “A Máquina de Fazer Espanhóis” – Biblioteca António Botto, 21h30 CINEMA – Org. Espalhafitas – Cine-Teatro S. Pedro, 21h30: 2 de janeiro – “Poesia” 9 de janeiro – “Galinhas com Ameixas” 16 de janeiro – “Paradise Now!” 23 de janeiro – “Os Amantes Crucificados” 30 de janeiro – “Reality”

BARQUINHA 5 de janeiro – Palestra “Para além da Idade Média: o castelo de Abrantes entre os séculos XV-XIX”, com Gustavo Portocarrero – Centro Cultural, às 17h

CONSTÂNCIA

Ana Laíns regressa à cidade de Abrantes, desta vez para apresentar o disco “Quatro Caminhos”. O concerto está agendado para o dia 25 de janeiro, no Cine-teatro São Pedro, às 21h30. A fadista assinala 10 anos de canções num concerto intimista, onde não faltarão os temas do mais recente trabalho discográfico, editado em 2010, e que aborda, entre outras coisas, algumas temáticas da vida e o respeito pelo caminho que cada um segue. Com um percurso eclético, a cantora que nasceu em Tomar, continua a traçar o seu percurso entre o fado e a música tradicional portuguesa, com a ajuda de autores como Amélia Muge e Diogo Clemente, que jun-

Figurado de Barcelos recriado em Abrantes A criatividade do artesanato português, bem visível no figurado de Barcelos, vai estar em exposição na Galeria de Arte de Abrantes até ao dia 25 de janeiro. O trabalho de três barristas e duas famílias ligadas à arte de trabalhar o barro expõem figuras modeladas e pinta-

Até 6 de janeiro – Exposição de Peças Natalícias pelos artesãos do concelho – Posto de Turismo Até 31 de janeiro – Mostra Bio-bibliográfica de Mo Yan – Biblioteca Alexandre O´Neill 6 de janeiro – Concerto de Órgão pela Associação CICO – Igreja Matriz, às 16h 12 de janeiro a 3 de fevereiro – Exposição de Fotografia “Ecos do Silêncio”, de Maria Isabel Clara – Posto de Turismo DVDteca à sexta – Biblioteca Alexandre O´Neill, às 15h: 11 de janeiro – “Os Irmãos Dalton” 18 de janeiro – “Brave – Indomável” 25 de janeiro – “Os Pilares da Terra”

SARDOAL Até 26 de janeiro de 2013 – Exposição “Trinta Olhares”, Clube de Pintura do GETAS - Centro Cultural 12 de janeiro – Concerto com a banda “Meia Volta de Úrano” – Centro Cultural, às 21h30 CINEMA - Centro Cultural Gil Vicente, 16h e 21h30: 5 de janeiro – “007 Skyfall” 26 de janeiro – “Twilight – Amanhecer II”

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das à mão, recriando um mundo fantástico e imaginário. Lavradores, junta de bois, banda de música, presépios, galos, entre outras figuras, são alguns trabalhos de Júlia Côta, Júlia Ramalho, Conceição Sapateiro, Família Mistério e Família Baraça, patentes em Abrantes. O fi-

gurado de Barcelos constitui um instrumento da cultura e história de Portugal, assumindo características únicas que podem ser adquiridas por quem visitar a mostra. A Galeria de Arte está aberta de terça a sábado, das 10h às 12h30 e das 14h às 18h30.

Poesia e música juntas em espetáculo no Sardoal A poesia e a música compõem o espetáculo “Meia Volta de Úrano”, que vai ser apresentado no Centro Cultural Gil Vicente, Sardoal, no dia 12 de janeiro, pelas 21h30. Esta é uma obra original de Rui Malaquias e João Madeira, composto pela música

MAÇÃO Até 11 de janeiro – Exposição “Crianças no Mundo com Direitos” Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira 18 de janeiro – Conferências no Museu “Arqueologia e sociedade: tentativa de formulação de uma perspectiva crítica inspirada no pensamento de Slavoj Zizek” com Vítor Oliveira Jorge – Instituto Terra e Memória, às 19h 24 de janeiro - Conferências no Museu “Arqueologia e sociedade: tentativa de formulação de uma perspectiva crítica inspirada no pensamento de Slavoj Zizek” com Elísio Summavielle – Instituto Terra e Memória, às 17h 25 de janeiro – “3 histórias partilhadas com quem nos faz falta!”: contar e ouvir histórias de um tempo que foi de Ontem, contadas Hoje para serem relembradas Amanhã – Biblioteca Municipal, às 14h e 21h

tos compuseram a letra do single “Quatro Caminhos” que dá nome ao CD. Ana Laíns tem somado alguns acontecimentos que têm consolidado a sua carreira musical como o caso de ter gravado recentemente com Boy George, estrela da pop britânica. O espetáculo de Abrantes será uma viagem ao universo de cariz português que vai dar ao fado tradicional e ao cancioneiro, proporcionando momentos onde se comprova a universalidade da música portuguesa, na voz de uma cantora que tem levado o fado além-fronteiras. Os bilhetes custam 10 euros e podem ser comprados no Posto de Turismo ou no Cine-teatro no próprio dia do concerto.

da “Banda Uranium” e que pretende representar “uma viagem ao universo da Mulher madura”. Fazendo alusão a vários elementos como a saudade, a maturidade, a intimidade, a liberdade, o medo, a frivolidade, a intolerância, o desejo e a própria loucura.

Neste espetáculo participam Filipa Frade, João Madeira, Telmo Marques, Pedro Santos Rosa, Fernando Piedade e Joana Costa. Os bilhetes têm o preço único de 5 euros e estão à venda na bilheteira no Centro Cultural.

Exposição sobre os direitos das crianças em Mação

Constância acolhe exposições de artesanato e fotografia

“Crianças no Mundo com Direitos” é o tema da uma exposição que pode ser visitada, até 11 de janeiro, no Centro Cultural Etelvino Pereira, em Mação. A mostra organizada pelo Instituto de Apoio à Criança, pretende informar e consciencializar jovens, professores e pais sobre “o muito que ainda falta fazer em torno dos Direitos da Criança e qual o contributo que cada um pode dar”. A exposição é constituída por 38 painéis com informação

Artesãos do concelho de Constância dão a conhecer os seus trabalhos de artesanato, até ao dia 6 de janeiro. O Posto de Turismo Tu acolhe a exposiçã ção de peças Natalícias, ccomo presépios, velas e sabonetes sa decorados com c figuras alusivas ao o Natal, N bordados, entre e outros o objetos, feitos doss mais m diversos materiais. s. A partir do dia 12 de janeiro, e até 3 de fevereiro, o artesanato dá lugar à fotografia com a exposição “Ecos do Silêncio”. Os trabalhos são de Maria Isabel Clara, natural de Abrantes, e podem ser vistos também no Posto de Turismo da vila.

do contexto social, económico e político de vários países, alguns dos quais onde se verifica a privação dos Direitos da Criança. Atividades desenvolvidas pelo Instituto de Apoio à Criança, informação sobre a Convenção sobre os Direitos das Crianças, assim como trabalhos e projetos desenvolvidos em escolas portuguesas e um “Jogo dos Direitos”, fazem parte desta exposição itinerante que está apresentação em Mação.


JANEIRO 2013

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NUTRIÇÃO Dr.ª Mariana Torres OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA Dr.ª Lígia Ribeiro, Dr. João Pinhel OFTALMOLOGIA Dr. Luís Cardiga ORTOPEDIA Dr. Matos Melo OTORRINOLARINGOLOGIA Dr. João Eloi PNEUMOLOGIA Dr. Carlos Luís Lousada PROV. FUNÇÃO RESPIRATÓRIA Patricia Gerra PSICOLOGIA Dr.ª Odete Vieira; Dr. Michael Knoch; Dr.ª Maria Conceição Calado PSIQUIATRIA Dr. Carlos Roldão Vieira; Dr.ª Fátima Palma UROLOGIA Dr. Rafael Passarinho NUTRICIONISTA Dr.ª Carla Louro SERVIÇO DE ENFERMAGEM Maria João TERAPEUTA DA FALA Dr.ª Susana Martins

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Jornal de Abrantes - Fevereiro 2013