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ENTREVISTA /

“O aumentar da fasquia implica sempre pôr em todos os jogos um grande querer vencer” Vasco Miguel André Gonçalves nasceu em Abrantes há 40 anos, na freguesia de S. João, hoje União das Freguesias de Abrantes e Alferrarede, iniciando assim o seu percurso na estrada da vida. É casado, tem uma filha, iniciou a prática do basquetebol em 1990, tendo representado a Seleção Distrital em todos os escalões e na época de 1992 / 1993 representou a Seleção Nacional. Começou a sua carreira como treinador em 1995 e no seu primeiro ano de sénior jogou pelo Eléctrico Futebol Clube, Ponte de Sôr. Como foi o início da tua aventura na modalidade de eleição? E porquê o basquetebol?

A minha aventura no basquetebol começa aos 12 anos de forma tardia na Escola D. Miguel de Almeida por influência do professor Carlos Quinta Gomes. Como eu era alto para a idade que tinha, o professor viu em mim um potencial jogador e que podia triunfar numa modalidade com pouca expressão no nosso país.

/ Vasco Miguel André Gonçalves

Tudo é possível para aquele que se atreve”

pre acompanhando o progresso da modalidade.

Como se formam atletas? Enquanto líder quais os valores que gostas de transmitir às tuas atletas?

A oportunidade de treinar surge aos 17 anos a convite do professor Passarinho, que na altura era um dos grandes impulsionadores do basquetebol no Clube Náutico de Abrantes. A oportunidade dada levou a que eu nem pensasse duas vezes, pois a paixão pelo basquetebol falava mais alto.

A formação das atletas inicia-se com um ambiente familiar saudável, em que as regras sociais e alimentares começam em casa. Depois, é necessário que o clube dê continuidade a esse trabalho, criando condições de treino e formando responsáveis competentes ao nível do treino e competição. Enquanto líder tenho a preocupação de trabalhar sempre em grupo, porque sozinhos vamos demorar mais tempo a atingir os nossos objetivos. Funcionamos como uma família, onde transmito às minhas atletas valores como a amizade, a união, solidariedade, atitude, dedicação, lealdade e auto-superação constantes que são o produto final do nosso sucesso.

A tua formação como jogador foi fundamental para que pudesses passar todos os ensinamentos que tiveste às tuas atletas?

Como treinador, identificas as jovens que não estão a ter sucesso escolar? Se sim, que medidas tomas?

Como surgiu a oportunidade de treinar e jogar ao mesmo tempo? Porquê o Clube Náutico de Abrantes?

Sim, sem dúvida. Ao longo dos anos fui trabalhando com vários treinadores pelos vários clubes que passei e pelas várias seleções. Esse conjunto de ensinamentos deram-me capacidades, que hoje tento transmitir às minhas atletas. Nunca descurando a minha preparação diária, estudando e vivenciando experiências para evoluir e ir sem-

Sim. Existe uma relação muito aberta com as minhas atletas por isso, tentamos definir um caminho que nos leve a bom porto. Quando o problema é escolar, juntamos o grupo com o objetivo de se encontrar uma solução para contornar e contrariar o que está errado, de forma a chegarmos onde queremos e não dissociando os pais deste

processo. Quando os problemas são familiares ou outros, falo com a atleta individualmente para que possamos encontrar uma solução para o que está a acontecer. Conversamos muito para encontrar formas de entreajuda com os meus conselhos e experiência de vida a servirem sempre de exemplo.

Como conjugas a parte competitiva com a componente pedagógica?

A conjugação destas duas componentes tem em primeiro lugar a ver com a minha mentalidade de trabalho, o acreditar sempre naquilo que faço, depois a realização de dois treinos por semana torna mais fácil a gestão destas componentes.

Já com alguns anos ligado à formação de jovens, quais são as maiores dificuldades que as jovens encontram nas transições de escalão?

As dificuldades que uma jovem pode encontrar nas transições de escalão são apenas no aspecto físico, pois nos escalões existem várias atletas de idades diferentes. A subida de escalão origina muitas vezes a separação de atletas sendo esse o grande problema. O desfazer do grupo vai dificultar ao máximo o trabalho que se desenvolve durante a época, em prejuízo da próxima.

Haverá alguma relação na escolha do basquetebol por parte das jovens tendo como motivo a transmissão pela televisão dos

jogos da NBA?

Penso que não, porque antigamente havia mais transmissões de jogos do que atualmente. Mas, também é importante estar atento porque a obsessão pelo seu ídolo pode criar falsas expectativas e alguma frustração.

Quando preparas uma época defines objetivos ou vão sendo definidos com o decorrer dos jogos?

Os objetivos são definidos no início da época, depois tens que construir uma equipa competitiva que permita passar as diferentes fases do campeonato com sucesso. O aumentar da fasquia implica sempre pôr em todos os jogos um grande querer vencer, muito empenhamento para que tal aconteça e jogar sempre melhor que os adversários. Nesse aspeto tenho tido sorte, porque tenho aumentado a fasquia todas as épocas e já vamos atraindo público aos pavilhões.

O que faz com que uma jovem atleta seja potencial candidata a ter uma carreira interessante na modalidade?

Uma jovem pode tornar-se potencial candidata quando sobressai dos outros elementos da equipa, mas para que isso aconteça é necessário fazer uma avaliação muito rigorosa de determinados critérios com base nos fatores psicológicos, físicos e de coordenação. Durante o processo de formação há muitas potenciais candidatas que se perdem e aparecem outras que não se

estava à espera, mas há que referenciar a interioridade como sendo ela um factor que pesa na escassez de atletas e de espaços de treino.

Qual o papel dos pais nos treinos e nos jogos?

O papel dos pais é muito importante. Tenho a sorte de ter um grupo de pais sempre disponíveis na distribuição de tarefas relacionadas com a logística inerente aos jogos e durante os jogos vibram bastante no apoio à equipa.

Como são as condições de treino?

As condições de treino são muito boas, mas por vezes o improviso é fundamental. Existe apenas um espaço para treino, o piso não é dos melhores e as tabelas são poucas.

Conta um momento que te tenha marcado positivamente enquanto treinador? E negativamente?

O momento mais marcante da minha carreira enquanto treinador foi o ter vencido o Torneio Internacional do CAB – Madeira em femininos e sendo a primeira equipa do continente a vencer o mesmo. O ter perdido a final do campeonato distrital por 5 pontos marca de forma negativa a nossa prestação, mas não tenho nada apontar às minhas atletas porque elas tiveram uma entrega e dedicação total ao jogo.

Qual o teu lema de vida?

Tudo é possível para aquele que se atreve. Carlos Serrano abril 2018 / jornal de abrantes

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EVENTOS /

XIII Gala Antena Livre & Jornal de Abrantes A 21 de abril no auditório da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes em Abrantes Pela primeira vez na sua história, a Gala Antena Livre & Jornal de Abrantes (XIII Edição), muda de sitio e em vez do habitual Cineteatro São Pedro em Abrantes, que, entretanto, fechou portas, passa para o Auditório da Escola Secundária Doutor Manuel Fernandes em Abrantes. Como sempre a organização do evento gosta de referir, vai acontecer mais uma noite cheia de Glamour e muitas emoções. A Gala é uma referência no panorama cultural da região. Anualmente, a equipa da rádio Antena Livre & Jornal de Abrantes decide galardoar algumas empresas, instituições e pessoas da região, mas também do país. Ao longo de 13 anos, a equipa dos dois órgãos de comunicação tem surpreendido, ao revelar algumas pessoas que fazem pulsar a região e o país. Nalguns casos até, fazem questão de mostrar e galardoar aqueles que têm um trabalho meritório nas mais diversas áreas, mas que por vezes não são conhecidos do grande público, acabando por se revelar bem como ao que fazem no seu dia a dia. Na área nacional, já foram galardoados neste evento, nomes como Júlio Isidro, José Rodrigues dos Santos, Júlio Magalhães, Dina Aguiar ou Sandra Felgueiras vindos da TV nacional ou grandes nomes da música como Sara Tavares, Diogo Piçarra, Teresa Salgueiro, António Manuel Ribeiro entre muitos outros. A surpresa, é mesmo a palavra de ordem da noite, visto que a equipa faz questão de manter em segredo o nome dos galardoados, até ao momento em que recebem o Galardão. Será, portanto, na noite do próximo dia 21 de abril que serão revelados os galardoados este ano nas áreas de: Responsabilidade Social; Educação; Desporto; Empresa; Música Regional; Música Nacional; Inovação; Personalidade Carreira e Comunicação Nacional. Além dos momentos de entrega dos Galardões, a XIII Edição da Gala Antena Livre & Jornal de Abrantes terá também alguns momentos musicais, proporcionando assim, duas horas de bons momentos.

/ Galardões

/ Diogo Piçarra

/ Júlio Isidro

/ José Rodrigues dos Santos

/ Sara Tavares

/ Carlos Soares

/ Mira Godinho

/ Sandra Felgueiras

Era um dia como outro qualquer. A diferença fê-la um grupo de homens que disseram entre si, a seu modo, “Vamos fazer o que ainda não foi feito”. Assumiram que era hora de fazê-lo e fizeram. O resto, sabemo-lo há muito. Esta é a mensagem fundamental daquele dia cuja luz ainda hoje brilha. O resto são derivados. Podemos discutir o antes do 25 de Abril. Podemos discutir o depois do 25 de Abril. E podemos discutir o hoje que nos é dado viver. Mas há algo que parece indiscutível, hoje como ontem há muito que “ainda não foi feito” e que necessitamos que o seja. Já sabemos que hoje – como ontem – não há unanimidade sobre o que precisa de ser feito. Sabemos que há muitos que dizem, de mil modos, “Vão sem mim, que eu vou lá ter...” No 25 de Abril também era assim. Contudo, houve alguns que fizeram a diferença.

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jornal de abrantes / abril 2018

“Todos” nunca é um princípio; é, quando muito, um final. Isso não invalida que seja necessário conhecer os problemas, concertar cumplicidades, definir para onde se quer ir, estudar caminhos e, sobretudo, produzir resultados. Positivos. Há uma ordem de trabalhos a nível internacional, europeu, nacional, regional e local. E, já agora, pessoal. É primavera, tempo de rejuvenescimento. É Abril, marca de compromisso. Celebrar o 25 de Abril é sublinhar a decisão e o gesto daqueles que passaram à ação. E toda a celebração só vale alguma coisa se semear um compromisso na vida. Sempre. Então, hoje… e sempre… “Vamos fazer o que ainda não foi feito.” Alves Jana


ECONOMIA /

São Facundo e Vale das Mós já ligados

Luna Hotel Turismo tem nova diretora executiva Tânia Evaristo, 35 anos, natural de Lisboa, é a nova diretora executiva do Luna Hotel Turismo, em Abrantes. Com uma vasta experiência em hotelaria, assume agora o renovado hotel da cidade. A nova diretora falou à imprensa, no cocktail de apresentação, que teve lugar o dia 21 de março. Tânia Evaristo começou por revelar que as primeiras impressões da cidade “têm estado a ser muito boas”. Relativamente ao Luna Hotel Turismo, confessa que “fiquei muito surpreendida pela positiva com a renovação que foi feita no Hotel. Está um trabalho fantástico, conseguiram fazer deste Hotel um Hotel chique, um Hotel Boutique, com uma decoração muito simpática, feita com muito bom gosto”. E depois, há a localização “que é fantástica. A vista dos quartos e do restaurante é deslumbrante e confesso que chegar de manhã ao meu local de trabalho e dar de caras com esta vista, é logo meio caminho andado para começar o dia com um andamento mais positivo”. Ao assumir as novas funções, Tânia Evaristo tem como objetivo “continuar o bom trabalho que tem sido feito até agora e contribuir mais para a divulgação de Abrantes” pois, como afirma, “durante a semana temos uma boa ocupação mas, ao fim de semana, não temos tanta afluência”. A nova diretora está disposta a “contribuir para que existam mais iniciativas em Abrantes, para chamar mais clientes e divulgar a cidade e a região”. O Luna Hotel Turismo abriu

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jornal de abrantes / abril 2018

No dia 31 março foi inaugurada a estrada alcatroada que liga São Facundo e Vale das Mós, em Abrantes. A requalificação deste troço de estrada em terra batida, com uma extensão de 3.470 metros, estrada foi um investimento da Câmara Municipal de Abrantes, revestida da maior importância para as populações locais: permite a ligação em segurança entre os dois territórios, agora “unidos” administrativamente; concretiza uma antiga reivindicação de ambas as comunidades e dos autarcas locais. Do Executivo Municipal, estiveram presentes a Presidente da Câmara, Maria do Céu Albu-

/ António Onofre e Tânia Evaristo oficialmente a 2 de junho, depois de uma total reabilitação que o devolveu à cidade. Pouco depois da sua abertura, teve como diretor o abrantino António Onofre, que agora se despede do Luna Hotel e ruma ao Algarve, para assumir a direção de duas unidades hoteleiras do Grupo Luna. O trabalho em Abrantes “correspondeu dentro do que estávamos à espera. Era uma lacuna que a cidade tinha e que a abertura do Hotel veio colmatar”. “Sempre dissemos que queríamos que este Hotel fosse para os abrantinos e, felizmente, isso veio a verificar-se. A adesão dos abrantinos tem sido boa e nós estamos muito felizes por isso”, disse. Ao referir-se à experiência que leva de Abrantes, António Onofre confessa “ter de falar de duas formas: primeiro, como diretor do Hotel, foi uma satisfação ter estado aqui porque me permitiu ter trabalhado noutro ramo da hotelaria, mais pequeno, onde nunca tinha

trabalhado; depois, como abrantino, particularmente satisfeito porque a minha terra, finalmente, tem um Hotel, tem um sítio onde pode receber condignamente quem nos visita e porque este Hotel é meu filho duas vezes. Porque ajudei a criá-lo e porque é da minha terra”. Em março deste ano, o Turismo de Portugal atribuiu ao Luna Hotel Turismo de Abrantes a classificação de hotel 4 estrelas, assinalando o nível de serviço e as comodidades que a unidade presta. A unidade hoteleira de Abrantes é composta por 44 quartos e suítes, decorados e mobilados sob o conceito clássico alusivo à época da sua inauguração, e tem um espaço dedicado a eventos, como casamentos, batizados, banquetes, conferências e congressos, piscina exterior, ginásio e jacuzzi, e serviço de bar e restaurante, que aposta num cardápio com a gastronomia tradicional da região. Patrícia Seixas

querque e os vereadores Manuel Valamatos (PS); Rui Santos (PSD) e Armindo Silveira (BE). A inauguração foi antecedida de uma ação de limpeza da floresta, em Vale das Mós, junto ao edifício da escola e em S. Facundo, junto ao campo de futebol. A ação foi promovida pelas populações das duas localidades e associações da freguesia: Associação Juvenil Cem Rumos; Casa do Povo de S. Facundo; Associação O Vale; Clube Cultural e Recreativo de Vale das Mós; Rancho Folclórico e Etnográfico Os Camponeses de Vale das Mós; Associação Desportiva de Caça e Pesca de Vale das Mós e União de Freguesias.

VENDE-SE Prédio Urbano - Abrantes Na rua dos Quinchosos n.º 1, C EN T RO H I ST Ó RI C O, composto de casa de rés-do-chão com oito divisões, primeiro andar com 8 divisões, tem 35 vãos e logradouro com a área total de 306,0000 m2, inscrito na matriz predial sob o artigo 502. As propostas devem ser entregues em carta fechada com a designação exterior: “ P r o p o s t a d e A q u i s i ç ã o d e P r é d i o Ur b a n o e m A b r a n t e s ” , nos Serviços Administrativos da Instituição até dia 20 de abril de 2018. n o d ia 2 Oim ó v e l e n A s d e

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Reserva-se o direito de não serem aceites consideradas as propostas que não interessem.

P a r a q u a lq u e r e s c la r e c im e n to c o n ta c te : Santa Casa da Misericórdia de Abrantes Rua Dr. José Joaquim de Oliveira. 2200 - 416 Abrantes Telefone: 241 360 020 / e-mail: scmabrantes@sapo.pt Abrantes, 15 de março de 2018 Pela Mesa Administrativa O Provedor, António Alberto Melo Dias Margarido


REGIÃO / Abrantes Município avança para a compra do Cineteatro São Pedro. Negociações continuam

Posto dos CTT de Alferrarede vai manter-se sob a gestão privada

Ao que tudo indica a Câmara Municipal vai mesmo adquirir o Cineteatro São Pedro, em Abrantes. Questionado, no dia 20 de março, na reunião de Câmara, por Armindo Silveira, vereador do BE, sobre o ponto de situação das negociações, João Caseiro Gomes, vice-presidente, referiu que há uma nova proposta a ser preparada pelo Município de Abrantes para apresentar, dentro de pouco tempo, à Sociedade Iniciativas de Abrantes, proprietária do equipamento. Já em declarações ao JA, João Caseiro Gomes não detalhou os pormenores da proposta, dando conta que a mesma ainda está a ser “definida”, mas o que está em causa é a compra do imóvel. “O nosso interesse é na aquisição do património. A proposta será para compra”, afirmou o vereador à Antena Livre. João Caseiro Gomes avançou que já “houve uma troca de correspondência entre as duas entidades,

O anunciado fecho do posto dos CTT, em Alferrarede, tem agora um desfecho favorável para a comunidade abrantina sendo que o serviço prestado vai continuar a ser assegurado sob a gestão de um privado. O anúncio foi feito no dia 6 de março por Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal, na reunião de Câmara. A autarca avançou que ontem obteve “a informação detalha que já foi assinado um contrato entre um privado e a administração dos CTT”. “É um prestador de seguros que se vai instalar naquele espaço e em simultâneo fazer a gestão do posto dos CTT, não naquele espaço em concreto, mas sim, no prédio acima, ao lado da ótica, numa loja que pertence ao grupo Ondalux”, explicou. O novo posto deverá abrir “no início da primeira semana de abril” e “as colaboradoras, que são duas, já estão a ter formação neste mo-

entre a Câmara Municipal e a Sociedade Iniciativas de Abrantes” e que “há uma aproximação entre ambas as partes”. “Nós estamos a preparar uma informação e logo que ela esteja terminada iremos dá-la a conhecer. Estamos a trabalhar nela e logo que a informação esteja definida iremos fazê-la chegar à Iniciativas de Abrantes e trazer para conhecimento à Câmara”, acrescentou

o vereador. “Como ainda não temos a proposta fechada, não vou avançar mais nada, pois ainda estamos a avaliar em termos legais como é que isto se pode operacionalizar”, disse. Por último, o vereador salientou que espera que o assunto tenha “um final feliz para ambas as partes”.

mento para poderem começar a exercer essas funções”, referiu Maria do Céu Albuquerque, dando conta que “a loja atual só encerrará uma semana depois de o outro posto já estar a funcionar”. “Congratulamo-nos com este desfecho. Com o facto da sociedade civil se ter organizado, se ter mobilizado, para criar condições para a manutenção daquele posto dos CTT”, finalizou.

BE propõe classificação do antigo Mercado Diário. Maioria PS rejeita A proposta do BE para a classificação do antigo Mercado Diário como Imóvel de Interesse Municipal foi no dia 20 de março rejeitada pela maioria PS na reunião do executivo camarário. Armindo Silveira, vereador do BE, procedeu à leitura da proposta e explicou que a mesma surge para evitar a demolição daquele edifício. “Perante o que está no Plano de Urbanização de Abrantes (PUA), que prevê a demolição daquele edifício, que nós, BE, somos contra, esta classificação tem como razão maior sensibilizar a Câmara de Abrantes que aquele edifício tem valor arquitetónico”, referiu o vereador bloquista. Armindo Silveira fez alusão ao

arquiteto, António Varela, que segundo o vereador esteve ligado à “remodelação” do equipamento e foi um dos impulsionadores do “modernismo em Portugal e que privou com Almada Negreiros”. Como também fez referência ao engenheiro civil, Jorge de Sena, “o grande poeta, que durante onze anos trabalhou como engenheiro civil na Câmara de Lisboa e na instituição que desenhou o edifício do antigo Mercado Municipal”. “Aquele edifício que está ali é importante a nível arquitetónico por aquilo que representa pela linha modernista em Portugal em que António Varela foi um dos seus impulsionadores. E pelo valor social que tem, seria uma pena que

ele fosse demolido”, salientou o vereador, tendo lembrado que “há casos de requalificação de edifícios deste tipo que se tornaram focos culturais interessantes. Torres Novas é um deles”. Rui Santos, vereador do PSD, votou a favor da proposta bloquista, tendo referido que não se revê na demolição do antigo Mercado Municipal. Em resposta, João Caseiro Gomes, vice-presidente do Município, procedeu à leitura de uma declaração de voto, que justificou o voto contra do PS, e que lembrava que “o Plano de Urbanização de Abrantes foi objeto de revisão, sujeito a um período de Discussão Pública, ocorrido entre 2 e 27 de julho de

2016”. João Caseiro Gomes referiu que a proposta do PUA abrangia o edifício do antigo Mercado Diário e que para aquele local está previsto a “criação de entrada qualificada e percetível no Centro Histórico (…) garantindo fácil circulação automóvel com velocidade reduzida e forte qualificação do espaço pedonal”. O vice-presidente avançou que durante “o período de Discussão Pública não existiu qualquer participação contra a demolição do antigo Mercado Diário” e que “o atual Plano de Urbanização de Abrantes entrou em vigor, nos termos da lei, no dia 6 de junho de 2017”. O responsável argumentou

ainda dando conta que “a intervenção de António Varela não é estruturante (…) Não se trata, de uma obra de raiz da autoria do Arquiteto António Varela, não sendo por isso uma obra emblemática (representativa) e relevante deste arquiteto, uma vez que a sua intervenção no edifício foi pontual, não reunindo, por esses motivos, valor tipológico como obra sua, de raiz, de referência”, aludiu. Por último, João Caseiro Gomes disse não ser “adequado” a Câmara estar a assumir uma posição, sendo que dia 6 de abril haverá uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal sobre o tema. Joana Margarida Carvalho

abril 2018 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Mação

Câmara e União de Freguesias cessam acordo com mais de 30 anos As relações estão tensas entre a Câmara Municipal de Mação e a União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira. Na reunião do Executivo da Câmara Municipal de Mação, realizada a 16 de março, foi discutido e aprovado por maioria, com a abstenção do vereador do PS, uma proposta da União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira a dar conta da alteração do acordo que existia entre Autarquia e Junta de Freguesia no programa de limpeza de arruamentos. Vasco Estrela, presidente da Câmara de Mação, disse ter sido “apanhado de surpresa” pois em reunião feita anteriormente, o presidente da União de Freguesias não tinha manifestado discordância com as condições que existiam. No entanto, o autarca desvaloriza, dizendo que “não se passa nada de especial”. “Havia um acordo tácito, com mais de 30 anos, entre a Câmara e as Juntas de Freguesia e que também vigorou no anterior mandato, onde nunca foram sinalizados grandes problemas”, explicou Vasco Estrela. No passado dia 5 de março, o Executivo reuniu com os presidentes das Juntas de Freguesia do concelho “onde o presidente da União de Freguesias fez considerações sobre este assunto, não adiantou

/ “Havia um acordo tácito, com mais de 30 anos, onde nunca foram sinalizados grandes problemas” - Vasco Estrela. nada em contrário nem em discordância de fundo relativamente àquilo que eram as condições que estavam em cima da mesa”. Vasco Estrela refere que, agora, “o senhor presidente entendeu colocar uma série de questões para manter o acordo, entende que neste momento não é possível mantê-lo da forma que tinha e a Câmara não aceita essas condições”. Relativamente às exigências do presidente da União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira, o presidente diz que é “essencialmente, dinheiro” para além do

funcionário. Ora, “a Câmara entende que não está em condições de cumprir” com estas exigências pois “não vemos nenhuma razão objetiva para algo se ter alterado”. Vasco Estrela adianta “que mais nenhuma Junta colocou esta questão, mas não sei se vai colocar ou não”. José Fernando Martins, presidente da União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira explicou ao JA as razões desta tomada de posição. Reivindica um acordo de delegação de competências, afirma que o presidente da Câmara lhe mentiu e diz que

a Autarquia tinha conhecimento deste problema. Nuno Barreta, vereador socialista do Executivo falou desta situação, disse que “a Junta nos apresenta uma proposta de que, de alguma maneira, precisa de ser ajudada economicamente para garantir esse serviço (…) o Executivo decidiu não ir por aí”. Nuno Barreta espera agora “que não diminua a qualidade do serviço e que não aumentem os custos para a Autarquia”.

A partir desta terça-feira, a Rodoviária do Tejo vai repor a carreira pública que tinha suspendido e que liga Mação à Estação de Ortiga. A suspensão unilateral da carreira, anunciada em reunião de câmara a 28 de fevereiro, foi considerada na altura pelo presidente da Câmara de “inqualificável”. A A u ta rqu i a rec la m ou e a Rodoviária voltou atrás. “Tenho de agradecer e reconhecer que a Rodoviária do Tejo repensou a situação e reconheceu que há um contrato para cumprir e que vai cumprir. A forma como as coisas foram feitas não foi a mais correta”, explicou Vasco Estrela. Quanto a justificações para o ocorrido, a empresa defendeu-se “com alterações legislativas, que era um procedimento mais ou menos normal e que não houve intenção de hostilizar a Câmara nem os munícipes deste concelho”. “As justificações estão aceites e não há ressentimentos sobre isso”, acrescentou o presidente. A carreira será reposta após a Páscoa e, explicou Vasco Estrela, “o que tornava a situação ainda mais caricata e mais grave” é que a carreira Mação – Estação da Ortiga “faz ligação com o Transporte a Pedido”.

Patrícia Seixas

Feira Mostra já tem cartaz musical

Mação homenageou os seus bebés No dia 2 de março, foi dia de homenagear os bebés do concelho de Mação nascidos em 2017. A cerimónia decorreu no auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, com cerca de 24 bebés e os seus pais. A Câmara Municipal de Mação e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Mação entregaram pacotes literários aos 24 bebés do concelho, nascidos em 2017, numa cerimónia totalmente dedicada aos mais novos membros da comunidade maçaense. Com o projeto “Bebé + Mação” a Autarquia entregou a todos os pais de bebés do Concelho um cabaz com produtos e talões-presente

Rodoviária do Tejo repõe carreira para a Estação de Ortiga

/ Catarina Martins e Miguel Alves para o bebé no valor de 250€. O cabaz base é composto por produtos para o bebé, no valor de 150€ e por dois talões-presente no valor de 50€ cada. Catarina Martins e Miguel Alves, pais de Salvador Alves, referiram que o apoio “é uma ajuda para

/ Carlão as pessoas que querem continuar a viver em Mação”. A Biblioteca Municipal oferece também a todos os bebés um Cartão de Leitor com o seu nome, tornando-os os mais recentes membros deste espaço dedicado aos livros e à leitura.

A Feira Mostra de Mação vai decorrer de 27 de junho a 1 de julho, no Largo da Feira e já tem cartaz musical definido. Kwantta, Tributo aos Xutos, Orquestra Filarmónica 12 de Abril com Jorge Palma, UHF e Carlão, por esta ordem, vão passar pelo pal-

co principal do certame que, como habitualmente, vai trazer milhares de visitantes a Mação. O formato da Feira Mostra irá ser o mesmo de anos anteriores mas todas as atividades irão ser formalmente apresentadas em breve.

abril 2018 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Vila de Rei

Animais abandonados passam a ser transportados para Canil-Gatil de Proença-a-Nova Os gatos e cães de Vila de Rei vão começar a ser transportados para o Canil-Gatil de Proença-a-Nova. O Município entregava os seus animais abandonados em Tomar, mas atualmente o Canil-Gatil intermunicipal daquela cidade já não tem capacidade para os animais de Vila de Rei. Na reunião de Câmara, de dia 16 de março, foi aprovada, por unanimidade, a mudança de canil, que agora representa uma comparticipação autárquica de quatro mil euros anuais. A sugestão da mudança foi realizada pelo veterinário municipal que fez chegar à Câmara um documento que dá conta que “em 2017 o CRO (Centro de Recolha Oficial) de Tomar apenas recebeu, procedente do Município de Vila de Rei, uma cadela parida e respetiva criação em 9/1 e um cão em 29/5, alegando sempre indisponibilidade nas restantes dezenas de solicitações efetuadas”. O veterinário municipal sugere assim a adesão do Município de Vila de Rei ao Canil de Proença-a-Nova

/ Na reunião de Câmara foi aprovada, por unanimidade, a mudança de canil por considerar ser “mais viável, até pela sua proximidade e económica solução para esta complexa problemática, que será imensamente

Município avança com requalificação da Zona Industrial do Souto

O executivo camarário de Vila de Rei aprovou por unanimidade a abertura de um Concurso Público para a realização da empreitada de “Infraestruturas urbanísticas na Zona Industrial do Souto”. Segundo a informação do Município, de entre os trabalhos a desenvolver, destaca-se a criação de arruamentos, rede de águas e esgotos, rede elétrica, iluminação e telecomunicações, que irão dotar a Zona Industrial do Souto de melhores condições para atrair novas empresas para o concelho. O Concurso Público será publicado em breve em Diário da República, com um preço base de 500.000,00€ (comparticipados a 85% pelo FEDER – Fundo Europeu

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jornal de abrantes / abril 2018

de Desenvolvimento Regional) e um prazo de execução de 8 meses. Ricardo Aires, presidente da Autarquia vilarregense, afirma que “estes trabalhos de beneficiação da Zona Industrial do Souto inserem-se na política prioritária deste executivo camarário de criar condições para que as empresas se possam fixar no nosso Concelho, gerando mais postos de trabalho e dinamizando a economia local. “A Zona Industrial do Souto vai passar a reunir todas as condições para atrair e fixar novas empresas, através de uma obra e num investimento que julgamos ser essenciais para o crescimento e consequente desenvolvimento de Vila de Rei”, acrescentou.

agravada com a entrada em vigor da Lei 27/2016 de 23 de agosto”. Em declarações ao JA, Ricardo Aires, presidente da Câmara Mu-

nicipal de Vila de Rei, explicou que nos últimos meses têm acontecido “alguns constrangimentos”, na medida em que o veterinário de Vila

de Rei tenta “colocar os vários cães em Tomar” e não é bem-sucedido no seu objetivo. “Por isso, nós não podemos manter esta situação. A Associação que está a gerir o canil (a APAT Associação Protetora dos Animais de Tomar), não deixa que os cães de Vila de Rei entrem no canil, sendo assim tivemos de procurar outra solução. Não podíamos ter os cães numa estação intermodal, que se encontra no nosso estaleiro, meses e meses”, fez notar. Ricardo Aires garantiu que “o canil de Proença-a-Nova tem todas as condições” e que é “gerido pela Associação Pinhal Maior” com a qual a Câmara de Vila de Rei é parceira. Questionado sobre a quantidade de cães abandonados, o presidente afirmou que não é uma realidade significativa e que não se justificava o concelho ter um canil próprio, tendo lembrado que na sua maioria estes equipamentos são intermunicipais. Joana Margarida Carvalho

Parque de Trituração de Madeira Queimada vai ser realidade O vice-presidente do Município de Vila de Rei, Paulo César Luís, esteve presente, a 23 de março em Mangualde, na constituição formal e assinatura dos contratos para a construção de uma Parque de Trituração de Madeira Queimada em Vila de Rei, numa cerimónia presidida pelo Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos. A criação deste Parque, fruto da aprovação da candidatura apresentada ao ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, vai permitir o escoamento da madeira ardida durante os incêndios deste Verão, contribuindo para a sustentabilidade do abastecimento das indústrias consumidoras e para o aproveitamento económico desta matéria-prima, explica o Município em nota de imprensa. Paulo César Luís salienta que “depois de, no passado Verão, termos visto metade do nosso Concelho dizimado pelas chamas, a criação de um Parque de Madeira Queimada assume uma elevada importância, possibilitando uma fonte de receitas adicional à população

/ Paulo César Luís e Luís Capoulas Santos que viu os seus terrenos serem devastados pelos incêndios. Juntando a isso, será também um incentivo complementar para a remoção da madeira ardida e consequente limpeza dos terrenos, com vantagens a nível ecológico e ambiental”. Os Parques de Trituração de

Madeira Queimada estão aptos a receber madeira com diâmetro inferior a 20 cm, com um período mínimo de 3 meses de parqueamento da madeira e um preço mínimo garantido ao produtor da madeira em pé de 10€ por tonelada, finaliza a mesma nota.


REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

VN Barquinha apresenta Portal da Rede de Bibliotecas relevância em todos os contextos educativos, desempenhando um papel fundamental no nosso projeto-piloto de inovação pedagógica, articulando horizontal e verticalmente com os diversos agentes educativos”. A representante da Rede de Bibliotecas Escolares, Teresa Santa-Clara, destacou a forte ligação de Vila Nova da Barquinha às artes, a ciência e à educação e disse ter gostado de ver os alunos em atividades nas bibliotecas. “Há aqui uma fortíssima ligação à natureza, às artes e às ciências, sempre presentes no vosso Agrupamento. Mas o que mais gostei de ver no vídeo de apresentação, foram as imagens das vossas bibliotecas, de ver os alunos a trabalharem com livros, tablets, computadores, com jogos… a interagir. Todas com um traço em comum que era a alegria de fazer alguma coisa em conjunto”. Já Fernando Franco, em repre-

/ Paulo Tavares, Luísa Morais (professora bibliotecária) e Fernando Freire sentação do Diretor Geral de Educação, falou de um Agrupamento que conhece bem e que classifica de “inovador”. No final, deixou um desafio: “Eu pertenço a um grupo da Comissão Europeia (…) e vamos ter uma visita de vários estrangeiros e o desafio que lancei ao diretor do Agrupamento foi de trazê-los cá para lhes mostrar como o Agrupamento trabalha e, ao mesmo tempo, mostrar a esses parceiros de vários países europeus, que este é um concelho de eleição em todo o país e

que deve ser mostrado e divulgado”. A última palavra foi do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha. Fernando Freire explicou os investimentos feitos pelo Município “que estão fundamentados em motivações culturais (…) mas não só a parte cultural nos importa pois importa, e de que maneira a área da educação e a parte da escola. Por isso fizemos uma revolução no campo escolar, com várias infraestruturas e sentimos, de facto, esta vivência” por parte de

todos. O autarca destacou a importância dos livros e, no final, citou Bill Gates: “Os meus filhos terão computadores, sim. Mas antes, terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever… inclusive, a sua própria história”. A Rede de Bibliotecas de Vila Nova da Barquinha conta com seis equipamentos, 3 municipais e três bibliotecas escolares. Patrícia Seixas PUBLICIDADE

Foi ao som do Hino do Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha, pelos alunos do Clube de Música, que se deu início à cerimónia de assinatura do Protocolo de Cooperação e à inauguração do Portal da Rede Municipal de Bibliotecas do concelho. Uma cerimónia que teve lugar a 5 de março, na Escola D. Maria II. Paulo Tavares, diretor do Agrupamento de Escolas, confessou que este era um momento “ansiado por todos nós há algum tempo (…) fruto de um esforço conjunto entre o trabalho desenvolvido pelo Agrupamento e pelo Município. A Rede de Bibliotecas é muito significativa quando entendemos que esta é fundamental na otimização do processo de ensino e de aprendizagem, contribuindo para o enriquecimento de toda a comunidade educativa”. O diretor frisou que “a Biblioteca Escolar assume uma enorme

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SOCIEDADE

/ Vasco Marques, ao centro, a explicar os objetivos da iniciativa

/ José António Almeida no arranque da ação com as crianças

Crianças fazem renascer Mação No Dia da Floresta, a 21 de março, cerca de 200 crianças do 1º ciclo tornaram Mação mais verde, com a plantação de um conjunto de árvores no Vale do Rato. Os mais novos tiveram oportunidade de proceder à plantação das árvores com o apoio dos técnicos presentes, participaram num conjunto de ações formativas com a GNR e a Proteção Civil e fizeram uma ação de sensibilização junto da comunidade, na qual distribuíram folhetos para uma floresta mais limpa e segura. A entidade organizadora foi a Câmara Municipal em parceria com o Agrupamento de Escolas. No local, Vasco Marques, vereador, começou por referir que a ação se revestia de “grande simbolismo”. “Este dia, tem um grande simbolismo por representar o princípio da primavera. A primeira primavera depois de um verão muito mau que tivemos aqui em Mação e esta primavera para as crianças e para todas as pessoas de Mação significa um recomeçar”, salientou Vasco Marques.

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jornal de abrantes / abril 2018

O vereador explicou que nem todas as árvores “morreram, a maior parte, irão sobreviver e as outras que morreram estão a ser repostas por uma empresa que nos patrocinou. E com ajuda das crianças e dos funcionários estamos a dar um sinal que um novo futuro começa”. O responsável lembrou que muitas das crianças que ontem participaram na ação, viveram o flagelo dos incêndios do último verão. “Muitas das crianças que estão aqui, que vieram de Cardigos e principalmente as de Carvoeiro, viveram um verão muito dramático. Algumas delas tiveram de ser evacuadas e pelas suas tenras idades ainda não percebem bem o ciclo da vida e pensam que pelos fogos as árvores morreram”, fez notar Vasco Marques, realçando que muitas crianças do concelho “ficaram marcadas pela negativa por aqueles dias e por todas as situações muito desagradáveis que envolveram os fogos”. O vereador salientou que “o homem que destrói, também é o homem que constrói e essa a men-

sagem que queremos transmitir. Iremos certamente construir uma nova floresta e construir o futuro destas crianças”. Ontem, no Vale do Rato, foram plantadas diversas espécies de árvores, desde o pinheiro bravo, o medronheiro, carvalhos e sobreiros.

A aposta está centrada na limpeza

“As árvores estão a ser colocadas em determinados locais para evitar que em situações de fogo, os mesmos não avancem com a violência que avançaram no passado. E depois, estamos a tentar manter as espécies aqui de Mação”, disse Vasco Marques, dando conta que é intenção do Município “colocá-las em locais onde não haja tanto perigo de novas situações”, como as que aconteceram em 2003 e em 2017. Questionado sobre os trabalhos de limpeza que estão a decorrer no concelho, Vasco Marques explicou que a aposta está centrada “nas zonas que ainda não arderam”, a

freguesia de Cardigos e uma boa parte da freguesia de Amêndoa. “Nesta fase, estes locais terão de ser alvo da nossa maior atenção para conseguirmos preparar o próximo verão e para tentar que continuem verdes conforme estão. Apesar de ser uma pequena área do concelho que não ardeu, as exposições climatéricas e também a quantidade de hectares que estão em causa fazem com que seja muito difícil cumprirmos os prazos” impostos pelo Governo, fez notar. Vasco Marques recordou que as equipas do concelho “são limitadas” e os recursos também e que as áreas de intervenção “são muito significativas”. Outro fator a ter em conta, é que o Município pode contar cada vez menos “com as populações porque estão ausentes ou porque parte das presentes são idosas. Mas os trabalhos continuam a ser efetuados”, garantiu. Na receção às crianças, José António Almeida, diretor do Agrupamento de Escolas, deixou presente a ideia que é muito importante que as crianças fiquem integradas do

que se passou no território e que possam contribuir para melhorar as potencialidades do mesmo. “Para nós, é muito importante que as nossas crianças sejam desde muito cedo integradas no território, conheçam o mesmo, as suas potencialidades e os seus problemas”, afirmou António José Almeida. “Elas sabem e já têm essa consciência que um dos problemas de Mação têm sido os incêndios, mas os incêndios não nos deixam definitivamente em baixo. E é importante que elas também contribuam, mesmo que seja de uma forma muito simbólica para o renascimento de uma paisagem que venha a ser mais organizada, mais ordenada e é um bocadinho essa formação que eles vão receber em contexto real”, acrescentou o diretor. Por fim, José António Almeida considerou que “seria pouco inteligente da nossa parte afastarmo-nos completamente da realidade que nos circunda e onde estamos integrados”. Joana Margarida Carvalho


SOCIEDADE

Caixa de Crédito Agrícola põe crianças a replantar o concelho Mais de uma centena de crianças do 1º ciclo plantaram, no dia 21 de março - Dia da Árvore, 125 medronheiros, em Cabeça das Mós, Sardoal. A responsabilidade da ação foi da Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Norte e Tramagal, do Município de Sardoal e do Agrupamento de Escolas. O momento que juntou os mais pequenos, professores, colaboradores da Caixa de Crédito Agrícola, autarcas e membros da Proteção Civil do concelho, foi preenchido com atividades e revestiu-se de grande simbolismo. Para além da plantação dos medronheiros, num local que foi afetado pelos incêndios em 2017, as crianças procederam à pintura de um mural coletivo onde deixaram um desenho de uma floresta viva e segura. Arnaldo Santos, presidente do conselho de administração da Cai-

xa de Crédito Agrícola do Ribatejo Norte e Tramagal, começou por explicar à Antena Livre a escolha de Sardoal para assinalar a efeméride. “O concelho de Sardoal é um concelho que faz parte da nossa área própria de atuação e foi um dos concelhos mais fustigados pelos incêndios florestais, não obstante os outros”, afirmou Arnaldo Santos, referindo que o segundo motivo prendeu-se pelo facto da Caixa de Crédito Agrícola ser natural desta região. “As caixas nasceram aqui. Portanto, temos uma afetividade muito grande e houve uma ligação muito próxima com as pessoas e com os problemas delas. E estas datas, como o Dia da Árvore, são datas para nos fazerem ter alguma iniciativa e a Caixa de Crédito Agrícola pela sua génese ligada à agricultura e às artes naturalmente que se envolve”, ressaltou o responsável. Questionado sobre a envolvên-

cia das crianças, Arnaldo Santos afirmou que “é de pequenino que se troce o pepino, como diz o povo. E é a eles que devemos ensinar o que é dar valor à natureza. Neste sentido, eles pintaram uma floresta, de acordo com o seu gosto, e utilizaram as cores do Crédito Agrícola, que é o verde e o laranja. E depois, cada criança plantou uma árvore”. O responsável, salientou o papel de responsabilidade social assumido pela Caixa de Crédito Agrícola, dando conta que “dentro das nossas escassas possibilidades tentamos estar em todas e de facto temos uma panóplia de apoios que damos ao longo do ano às nossas associações, às IPPS. Sempre que possível estamos com as instituições”. A iniciativa, que levou os alunos e professores a plantarem as árvores, pretendeu sensibilizar a comunidade escolar para a proble-

mática da preservação da natureza, recuperando, simultaneamente, uma área afetada pelos incêndios. Presente na ação, Pedro Rosa, vereador na Câmara Municipal, reforçou que o objetivo “foi dar uma oportunidade às nossas crianças de vivenciarem o que é a reflorestação”. É importante fazermos este tipo de iniciativas que têm a ver com a cidadania e nomeadamente com a proteção do meio ambiente. E as crianças são as nossas porta-vozes para este tipo de posturas que a sociedade deve ter”, salientou. Sobre os trabalhos de reflorestação, Pedro Rosa lembrou que há “requisitos e implicações legais” a ter em conta. “E, portanto, este terreno que está aqui em particular é um terreno que é propriedade da Câmara e as espécies replantadas são incluídas nas espécies agrícolas”. “O medronheiro é uma espécie

que pode ser reflorestada nestes moldes e, por isso, privilegiamos este tipo de reflorestação. Este também foi um dos terrenos afetados pelo incêndio e que já carecia de alguma limpeza. Estamos a falar de todo o trabalho de prevenção que temos de preparar para o verão no sentido de protegermos as nossas populações”, explicou Pedro Rosa. Por fim, o vereador disse que a iniciativa permitiu juntar “o útil ao agradável” e fazer “uma desmatação das espécies que estavam. O medronheiro é para nós uma mais valia, e pode fazer um virar de consciência sobre o que é que as pessoas podem ter ao pé das suas casas”. A ação contou com a colaboração dos Bombeiros Municipais de Sardoal e da Guarda Nacional Republicana. Joana Margarida Carvalho

Crianças fizeram reflorestação no Parque Urbano de S. Lourenço No Dia Mundial da Árvore, 21 de março, alunos da Escolas D. Miguel de Almeida e Dr. Solano de Abreu e também um grupo de utentes do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes levaram a efeito uma ação de reflorestação do Parque Urbano de S. Lourenço. Manuel Jorge Valamatos, vereador na Câmara Municipal de

Abrantes, destacou a importância da sensibilização das crianças para as questões da natureza. Relativamente à limpeza da floresta no concelho, o vereador com o pelouro do ambiente falou do trabalho que o Município tem vindo a fazer sendo que, para já, a limpeza ainda está do lado dos privados. abril 2018 / jornal de abrantes

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REGIÃO /

Municípios estabelecem protocolo com a Universidade do Porto

/ Miguel Borges com o seu Concelho enquanto estudam e também quando terminam os seus estudos. Os nossos jovens podem contar connosco e contamos também com eles, com as suas competências e tudo faremos para que possam voltar à sua terra e dar um futuro mais risonho ao interior de Portugal”. A partir desta parceria, os Municípios de Sardoal e Mação terão

/ Vasco Estrela acesso a um banco de currículos de estudantes e diplomados, registados no Gabinete de Apoio ao Estudante e Empregabilidade da Universidade do Porto. O objetivo é que as empresas dos concelhos possam, com base nesta sinergia, encontrar e recrutar recém-licenciados para oportunidades de emprego qualificado. A cerimónia, realizada, no dia 8 de março, na Reitoria da Universi-

dade do Porto, contou com a participação da Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, bem como dos Reitores das Universidades do Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro, Vigo e Universidade Católica Portuguesa - Centro Regional do Porto. Alcanena, Armamar, Baião, Castanheira de Pera, Castelo de Vide,

Mação, Mesão Frio, Mogadouro, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Grândola, Ponte de Sor, Pedrógão Grande, Porto de Mós, Santa Marta de Penaguião, Sardoal, Sousel, Trancoso, Torres Vedras, Trofa, Valongo, Vila Pouca de Aguiar e Vila Venha de Rodão juntam-se, agora, à rede de mais de 50 autarquias parceiras da Universidade do Porto. PUBLICIDADE

A Câmara Municipal de Sardoal e de Mação estabeleceram um protocolo com a Universidade do Porto. O objetivo da parceria instituída passa pela divulgação das potencialidades dos concelhos e a receção de estágios profissionais. “Este é um protocolo no âmbito do empreendedorismo”, afirmou Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, dando conta que a finalidade é que “os licenciados e pós-graduados pela Universidade do Porto possam perceber que o interior tem qualidade e é uma oportunidade de negócio e de trabalho”. “Esta é uma parceria que resulta numa exposição não só daquilo que são os trabalhos da Universidade do Porto, mas também de uma exposição daquilo que é a qualidade de vida do nosso interior e das suas oportunidades de emprego”, salientou a autarca. Para o presidente do Município de Mação, Vasco Estrela, “este protocolo com a Universidade do Porto é mais um passo, mais uma contribuição para que os nossos jovens percebam que podem contar

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REGIÃO / Sardoal

Concelho já conhece “Estratégia para o Futuro” O Município de Sardoal apresentou, no dia 17 de março, a Estratégia Integrada de Desenvolvimento de Sardoal, que delineia as orientações estratégicas globais para o futuro do Concelho, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico do Concelho de Sardoal e a também a nova Identidade Visual do Município. Sob o lema “Sardoal – Estratégia para o Futuro”, o documento Estratégia Integrada de Desenvolvimento de Sardoal foi apresentado por Vânia Rosa, da Ernst & Young – Augusto Mateus & Associados. A consultora traçou o perfil do concelho e retratou “um concelho no Centro, com perfil de baixa densidade, com uma dinâmica demográfica que introduz restrições à resposta económica e que pressiona a resposta social, uma coesão social como fonte de atratividade e pilar de qualidade de vida dos sardoalenses e o embrião de um ecossistema de produção artística que se sustenta na tradição ligada às artes e à criatividade”. Vânia Rosa apontou as quatro orientações estratégicas para consolidar a visão de futuro de Sardoal e estas passam por “garantir qualidade de vida e atratividade, afirmar o turismo religioso, estruturar o ecossistema criativo de produção artística e valorizar a dimensão rural”.

“Visão de futuro para o Sardoal: ser um território equilibrado, ligado aos seus recursos endógenos, polarizado pela vila histórica, sede de cultura religiosa e produção artística, articulado em redes de complementaridades. Missão: Assegurar o equilíbrio social e económico, com tónica na qualidade de vida”, lê-se no documento. “É o ponto de partida para o muito trabalho que nós temos pela frente”, disse o presidente da Câmara Municipal. “Depois da fase de reconhecimento daquilo que são os nossos recursos, este é o ponto de partida para transformarmos esses mesmos recursos num produto diferenciador, concorrencial e atrativo para que cada vez mais as pessoas nos possam visitar, mas também para captar mais e melhor investimento para o Sardoal”, afirmou Miguel Borges. O objetivo é claro: “aumentar a capacidade de fixar as pessoas, aumentar a riqueza, dar dinâmica à nossa pequena economia local. No fundo, são documentos fundamentais, estratégicos, para que, com eles, possamos fazer chegar a nossa vontade de crescer àqueles que são os decisores, por exemplo, dos fundos comunitários, para que percebam que as coisas em Sardoal não são desgarradas mas que há um fio condutor, uma estratégia e

/ É o ponto de partida para o muito trabalho que temos pela frente” – Miguel Borges

uma riqueza que queremos transmitir”. Conhecidos que são os pontos fortes do concelho, foram identificados também os pontos fracos. Para os ultrapassar, Miguel Borges diz que “a maneira mais eficaz é reconhecer que eles existem. Sem os identificarmos, nunca conseguiremos soluciona-los e ultrapassá-los”. Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico para o concelho de Sardoal O Plano Estratégico de Turismo foi igualmente apresentado na sessão e foi Miguel Borges que o deu a conhecer. O documento refere que “para

planificar o desenvolvimento do Turismo num Concelho com as características de Sardoal, é necessário pensarmos no longo prazo (dez ou mais anos), e concebê-lo como processo de mudança e projeto territorial, antecipando futuros e gerando dinâmicas. O presente Quadro Comunitário de Apoio - Portugal2020 poderá vir a possibilitar o financiamento de pelo menos parte do conjunto de ações identificadas a médio/longo prazo. Procurar-se-ão outras fontes possíveis de financiamento e, quando adequado, recorrer-se-á a verbas próprias”. Como linhas de orientação

estratégica, foi delineado a “afirmação da marca e melhoria da visitabilidade, fomentar o ecossistema criativo, valorizar o turismo religioso e patrimonial, valorizar o turismo de natureza e atividades associadas ao mundo rural e promover o alinhamento da iniciativa privada para o turismo”. Programa Estratégico de Reabilitação Urbana Delineadas as linhas de orientação estratégica para o futuro do concelho de Sardoal, há também que olhar para o edificado e melhorar o estado de conservação do Centro Histórico da vila. A apresentação do PERU - Programa Estratégico de Reabilitação Urbana esteve a cargo de dois arquitetos, Pedro Costa e Ana Gomes, da Modo Associados. A arquiteta referiu que se “assistiu a um desenvolvimento do território nos últimos 30 anos” mas, “chegámos a um ponto paradoxal”. Ana Gomes explicou que “apesar de ter havido todo este desenvolvimento em termos de redes e infraestruturas, o edificado que já estava à data construído e que foi construído entretanto, chegou a um ponto em que começa a notar-se uma certa degradação”. Com a delineação da ARU – Área de Reabilitação Urbana, em abril de 2015, “permitiu que os privados tivessem acesso a um conjunto de benefícios fiscais ao apostar na reabilitação”. Sardoal – Terra Pura Desde o dia 17 de março que o Município de Sardoal tem uma nova identidade visual. Sardoal – Terra Pura foi apresentado aos presentes na sessão por Paulo Monteiro, da Glorybox, nas suas várias formas e cores e, segundo Miguel Borges, é “uma imagem identitária do nosso concelho que queremos que as pessoas associem ao que de bom nós temos e que sirva ela também de atratividade”. Patrícia Seixas

Semana Santa - “Um património vastíssimo e riquíssimo”

Paulo Sousa

Sardoal recebeu mais uma Semana Santa que terminou este domingo de Páscoa. Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, esteve presente em Sardoal, no dia 29 de março, e percorreu as diferentes capelas e igrejas enfeitadas. No local, disse ao JA que foi possível vislumbrar “a diversidade e a riqueza patrimonial, mas muita mais do que isso, um património que está disponível para ser visitado”. O responsável considerou que cada vez mais é necessário dar a conhecer Sardoal pela potencialidade religiosa que tem. “Normalmente

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pensamos em Fátima, pensamos no Caminho Português de Santiago, pensamos no turismo judaico e não temos esta perceção, de que há um património vastíssimo e riquíssimo, como hoje ficámos a conhecer nesta visita. Eu diria quase nesta expedição que foi feita pelas capelas enfeitadas pelas flores do Sardoal que nos permite, de fato, criarmos aqui um novo produto”, avançou. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, salientou que a Semana Santa “é sempre um momento muito alto, um momento de grande introspeção, um momento alto da igreja católica e para todos

aqueles que são os crentes e o que tudo isso representa. É também importante para os sardoalenses. Os que têm orgulho na sua terra e que têm orgulho em todo este património material e imaterial”. Para além das manifestações religiosas, vai continuar patente a exposição “Piedade – monstra te esse matrem”, no Centro Cultural, até 26 de maio. E os trabalhos do “Projeto Capela” estarão patentes até 19 de maio, no Espaço Cá da Terra. No dia 15 de abril, acontece, às 17h30, na Igreja Matriz, o concerto de Páscoa levado a cabo pela FUS.


REGIÃO / Constância

A tradição voltou a cumprir-se em Constância. 50 embarcações coloriram os rios A tradição voltou a cumprir-se em Constância, no dia 2 de abril, Segunda-feira da Boa Viagem. Cerca de 50 embarcações chegaram às 13h00, à margem do rio Zêzere, para receberem a bênção de Nossa Senhora da Boa Viagem. As embarcações, representativas da quase totalidade dos municípios ribeirinhos do Tejo, desde Abrantes até ao mar, participaram num cortejo fluvial nos rios Tejo e Zêzere para receberem as Bênçãos de Nossa Senhora da Boa Viagem que, em terra, percorreu as ruas da vila numa procissão com grande envolvimento religioso. As tripulações das embarcações chegaram trajadas ao modo das épocas de então, lembrando os tempos em que os rios eram estradas e deles vinha o ganha-pão de grande parte da população. Em jeito de balanço, António Matias Coelho, responsável pela organização da festa do rio, disse que “até agora, foi a melhor festa de sempre em termos organizativos, porque as coisas correram muito bem. As embarcações que era suposto virem, vieram todas. As pessoas chegaram alegres e bem-dispostas. O tempo também ajudou. Estava prevista muita chuva e caíram só uns pingos. Partimos e chegámos à hora…e estamos muito contentes”. O responsável avançou que este ano embarcaram cerca de 200 pessoas para participarem na festa. “Nós viemos de Tancos com as embarcações que vêm de jusante, que eram cerca de 30 e tal, mas depois temos as embarcações que vêm de montante, de Abrantes, e temos ainda as embarcações das

pessoas da zona, da Praia do Ribatejo, da Amoreira e daqui. Temos ainda os escuteiros de Alenquer, que há muitos anos participam na nossa festa e que têm cerca de duas dezenas de canoas”, enumerou António Matias, tendo acrescentado que em Tancos estiveram “cerca de 130 pessoas embarcadas e o total foi mais de 200 pessoas embarcadas”. Para manter a festa do rio é necessário “conhecer e respeitar” as tradições, considerou o responsável. “O segredo destas atividades é em primeiro lugar conhecer.

Conhecer a tradição e as pessoas que se envolvem nisto. E, depois, tão importante como conhecer é respeitar. Fazer tudo no sentido de acrescentar, mas acrescentar de uma forma que faça sentido, que tenha nexo. Ou seja, que seja um acrescento para mais, e não que represente menos ou ao lado. O objetivo é que se torne [a festa] maior e mais forte. É isso que temos tentado fazer ao longo destes quase 30 anos”, explicou. António Matias lembrou que “a festa tem mais do que 230 anos, mas nós começámos a fazer este

cortejo desde 1991 e tem vindo sempre em crescendo. Temos connosco quase todos os municípios ribeirinhos, escuteiros, muitos particulares…é uma grande festa, do Tejo todo”. Por sua vez, Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal, presidiu pela primeira vez à cerimónia e agradeceu a presença de todos na festa que apelidou de “festa do povo”. “Esta é uma grande festa de homenagem aos nossos antepassados, à ligação da nossa vila aos rios e aos nossos marítimos. E a vossa vinda pela bênção de Nossa Senhora da Boa Viagem é uma bênção que todos nós pedimos. Tanto aqueles que andam em água, como em terra, para que tenhamos umas vidas plenas e que estejamos sempre juntos ao longo das nossas vidas”, referiu o autarca. Sérgio Oliveira disse que era com orgulho que via “uma grande representação de Municípios e de pessoas em nome individual que se quiseram juntar à nossa festa (…) que é festa do nosso povo e da nossa terra”. Paralelamente à chegada das embarcações a Constância e às bênçãos, integraram as festas do concelho, o 30º Grande Prémio da Páscoa em Atletismo/EDP Distribuição, a 10ª Caminhada, uma Mega-Aula de Zumba, a XXIX Mostra Nacional de Artesanato, a XII Mostra de Doces Sabores, Saberes e Sabores do Concelho, as tasquinhas típicas, diversas exposições, um espetáculo piromusical e as ruas floridas. Joana Margarida Carvalho

Constância vai ter novo médico de família O Município de Constância informa que o concelho volta a ter médico de família a tempo inteiro durante o próximo mês de maio. A nova médica vai ser Elisabete Brandão. Mais informa o Município que até à colocação da médica em maio, o concelho será servido pela atual médica Sira Iglésias, em regime de prestação de serviços, com o reforço de mais 12 horas por semana no início de abril, pela médica Galina Monteanu, o qual totaliza 32 horas semanais. O Município tem vindo a acompanhar de perto a situação referente ao médico de família, com o Coordenador das Unidades de Cuidados de Saúde Primárias (UCSP) de Abrantes, Constância, Mação e Sardoal e com o ACES Médio Tejo, entidades com a responsabilidade na colocação dos clínicos. A Autarquia reconhece “que não é a situação ideal, mas foi a solução encontrada até à resolução desta situação em maio”.

Município elabora Regulamento de apoio ao Investimento O executivo camarário de Constância aprovou, no dia 15 de março, o Regulamento de Concessão de Incentivos ao Investimento no concelho. O ponto, que mereceu a unanimidade do executivo camarário, vai estar agora em consulta pública e brevemente disponível no site do Município. Em declarações ao JA, Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal, explicou que o novo Regulamento “consagra um conjunto de incentivos à instalação de empresas no concelho, com vista à criação de empresas e à fixação de população”.

O autarca avançou que os critérios para a contemplação dos apoios previstos no Regulamento estão relacionados com “a criação de postos de trabalho, o investimento que a empresa vai realizar e a sede social [da empresa] se é ou não no concelho de Constância”. Após a análise destes fatores, o Município apoia com um “conjunto de descontos nas taxas urbanísticas, na taxa de ocupação da via pública, na ligação de ramais de esgoto, na redução de taxas dos empréstimos de viaturas municipais que às vezes são precisas”, entre outros apoios previstos. Para além destes incentivos

“mais abrangentes”, o Município pretende isentar o IMI, por 3 anos, às empresas que apresentarem cerca de 1 ME de investimento e que criem 60 postos de trabalho diretos. “Consideramos que o Regulamento é um aspeto fundamental na atração de investimento”, vincou Sérgio Oliveira, lembrando ainda que o Município desceu o custo dos lotes de terrenos na zona industrial. “Tínhamos por 2 euros o metro quadrado, agora com o Regulamento, fica a 1 euros por metro quadrado a aquisição de terrenos para a instalação de empresas”.

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CULTURA / Fernando Lopes lança livro em Lisboa Fernando Lopes, investigador do LNEG e autor de vários artigos científicos, tem 54 anos, é natural de S. Miguel do Rio Torto e vai lançar o seu segundo livro esta terça-feira, 10 de abril. A publicação, intitulada “A Produção Crescente de Energia de Base Renovável e o Mercado de Eletricidade”, vai ser apresentada pelas 18:30 horas, na sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa. A cerimónia vai contar com a presença do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Mineiro Aires, também ele abrantino, com o presidente da Direção da APREN, António Sá da Costa, e com o administrador da EDP, Pedro Neves Ferreira. “Este livro surgiu naturalmente”, diz-nos Fernando Lopes e “é o trabalho dos últimos cinco anos”. Concorreu a um projeto da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que

venceu, e “era essencialmente para desenvolver um sistema que simulasse parte do mercado de energia”. E a conversa fluiu nesse sentido. Quisemos saber da dependência que hoje temos da eletricidade. “É enorme”, diz o autor. “E cada vez mais. Agora, se isso é um problema ou não, é uma boa pergunta… mas acredito que não seja um grande problema. A eletricidade, as energias renováveis e mesmo a inteligência artificial foram temas que surgiram durante a conversa com o JA. Fernando Lopes perspetiva um futuro “com carros elétricos e até, eventualmente carros sem condutores. Carros que poderão ser partilhados e aí o conceito de estacionamento nas grandes cidades poderá ser bastante aliviado. A condução autónoma é algo que em que a Inteligência Artificial tem apostado.

Bruno Vieira Amaral apresenta livro em Abrantes No âmbito da iniciativa “Entre nós e as palavras”, o escritor Bruno Viera Amaral regressa à Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, no dia 19 de abril, pelas 21:30, desta vez para apresentar “Manobras de Guerrilha: Pugilistas, Pokémons & Génios”. O livro,

lançado no dia 12 de janeiro de 2018, agrega algumas crónicas, publicadas em jornais e sites, que abordam os mais diversos temas, desde Freddie Mercury a Lione Messi, passando por um safari de pokémons no Barreiro. Bruno Vieira Amaral, autor de

“As Primeiras Coisas” e de “Hoje Estarás Comigo no Paraíso”, escreve, em “Manobras de Guerrilha”, sobre algumas das personagens que mais o intrigam, mas também dos gestos que o inquietam ou as terras por onde passou.

Vila de Rei recebe comédia “Quem é o Jeremias?” “Quem é o Jeremias?” é o nome da peça de teatro que sobe ao palco do Auditório Municipal de Vila de Rei, no dia 8 de abril, pelas 16 horas. Octávio Matos, Paula Marcelo, Álvaro Faria, Joaquim Guerreiro e Diogo Xavier são os atores que compõem o elenco do divertido espetáculo, cuja ação se centra no casal Vavá e Bé. A atravessar uma crise conjugal e financeira, os dois vão ver a situação agravar-se quando aparecem, sem avisar, Gega, amigo de infância de Vavá, e Quim e Carlos, os irmãos motards primos de Bé, que vêm para uma concentração que decorre perto de casa. E só falta Jeremias… Mas quem é, afinal, Jeremias? Os bilhetes para o espetáculo (10€) estão à venda na receção da Câmara Municipal de Vila de Rei, na Biblioteca Municipal José Cardoso Pires e na Piscina Coberta de Aprendizagem.

Exposição evoca Constância e a Grande Guerra A antiga Cadeia de Constância tem patente, até 31 de maio, a exposição “Constância e a Grande Guerra – Das Manobras de Tancos à Batalha de La Lys”. Esta mostra tem o intuito de relembrar a Grande Guerra e os efeitos nefastos que provocou em Portugal e, particularmente, em Constância. O Município pretende homenagear os homens do concelho que participaram neste conflito,

“através do estudo e divulgação da sua história, salvaguardando documentos, objetos, testemunhos e memórias de familiares, que são parte integrante da história local e que contribuem para a afirmação da identidade do concelho e da região.” A exposição pode ser visitada, gratuitamente, de quinta-feira a domingo, das 14:00 às 17:30.

AGENDA /

Abrantes

Constância

Até 27 de abril – Exposição “Com um caderno no bolso”, de José María Sánchez – Biblioteca Municipal António Botto Até 30 de abril – Mostra documental sobre a Igreja de São João Baptista – Arquivo Municipal Eduardo Campos, de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30 Até 20 de maio – Exposição “O espaço da religião” – Museu D. Lopo de Almeida, Castelo, de terça-feira a domingo, das 9:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00 Até 31 de maio – Exposição “Um Mundo de Insetos” – Parque Tejo, de segunda-feira a domingo, das 09:00 às 20:00 Até 23 de junho – Exposição “No Princípio...”, de Henrique Vieira Ribeiro – Galeria de Arte Contemporânea – Coleção Figueiredo Ribeiro, terça-feira a sábado, das 10:00 às 12:30 e das 14:30 às 19:00 7 de abril – “Produtos de Cá” com azeites da Casa Anadia – Mercado Municipal, 10:30 7 de abril – Masterclass com José María Sánchez e apresentação do livro “Abrantes: o caderno de Pedro Cabral e Raquel Ochoa” – Biblioteca Municipal António Botto, 16:00 7 de abril – “A Partilha” pelo Grupo de Teatro Palha de Abrantes – Sociedade Recreativa de Bemposta, 21:30 10 de abril – Encontro infantojuvenil com autor Danuta Wojciechowsa – Biblioteca Municipal António Botto, 10:30 e 14:00 14 de abril – “Sabores do Mercado” com a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes – Mercado Municipal, 10:30 14 de abril – Caminhos do Ferro – Teatro de Rua “Dragonologia” pelo Projeto EZ – Centro histórico, 11:00 e 15:00 15 de abril – Caminhos do Ferro – Concerto com Teresa Salgueiro, Praça Raimundo Soares, 21:30 18 de abril – Conferência “Convento de S. Domingos – Passado e futuro”, no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – Edifício Pirâmide, 18:00 19 de abril – “Entre nós e as palavras” com Bruno Vieira Amaral – Apresentação do livro “Manobras de guerrilha: pugilistas, pokémons & génios” – Biblioteca Municipal António Botto, 21:30 20 de abril - Caminhos do Ferro – Teatro de Rua “Big Dancers” por El Carromato – Praça Barão da Batalha, 21:30 21 de abril – “Sabores c/ Conto e Medida” com Sandra Mesquita, do Health Coach Macrobiótica – Mercado Municipal, 10:30 21 de abril – XIII Gala Antena Livre & Jornal de Abrantes 24 de abril – Concerto comemorativo do 25 de Abril com o Coro Misto do Orfeão de Abrantes e a Academia de Músicos de Abrantes – Sociedade Artística Tramagalense, 21:30 26 e 27 de abril – Jornadas da Juventude de Abrantes – Escolas, Espaço Jovem e Parque Radical 28 de abril – XIV Encontro Municipal de Associações de Juventude de Abrantes – Aquapolis, margem sul 28 de abril – “Sons no Mercado” com Rancho Infantil de Martinchel ACLAMA – Mercado Municipal, 9:30 28 de abril – Recital de Saxofone por José Miguel Rodrigues – Junta de Freguesia do Pego, 21:30

Até 31 de maio – Exposição “Constância e a Grande Guerra – Das Manobras de Tancos à Batalha de La Lys” – Antiga Cadeia, quinta-feira a domingo, das 14:00 às 17:30 20 de abril – Caminhos do Ferro – Teatro de Rua “Dragonologia” pelo Projeto EZ, Parque Ambiental de Santa Margarida, 11:00 20 de abril – Caminhos do Ferro – Concerto de Castello Branco, Centro de Ciência Viva, 21:30 21 de abril - Caminhos do Ferro – Concerto de Rua “Le Chants des Pavillons” pelo La Fause Cie, Praça Alexandre Herculano, 18:00 21 de abril - Caminhos do Ferro – Concerto de Bruno Pernadas - Centro Ciência Viva, 21:30 22 de abril – Caminhos do Ferro – “Romeu & Julieta” pelo Teatro Praga, 16:00

Mação 6 de abril - 3.ª Conferência Movimento pelo Interior – Centro Cultural Elvino Pereira, 14:30 14 de abril – Caminhos do Ferro – Concerto de Daniel Pereira Cristo, 11:00 20 de abril – Caminhos do Ferro – Teatro de Rua “Dragonologia” pelo Projeto EZ, Largo dos Combatentes, 15:00 21 de abril - Caminhos do Ferro – Concerto de Castello Branco, Centro Cultural Elvino Pereira, 21:30 27 de abril – “À Conversa com…” – Centro Cultural Elvino Pereira, 21:00

Sardoal Até 19 de maio – Exposição “Projeto Capela” – Espaço Cá da Terra Até 26 de maio – Exposição de arte sacra “monstra te esse matrem” – Centro Cultural Gil Vicente 17 de abril – “Voltar aos Clássicos” – Centro Cultural Gil Vicente, 21:30

Vila de Rei Até 20 de maio – Exposição “A Arte da Renda” – Museu Municipal, de quarta-feira a domingo, 9:30 às 12:30 e das 14:00 às 17:00 8 de abril – Concerto de Páscoa com Choral Phydellius – Igreja Paroquial da Fundada, a partir das 11:00 8 de abril – Teatro “Quem é o Jeremias?” com Octávio Matos, Álvaro Faria e Paula Marcelo – Auditório Municipal, 16:00 11 de abril – Encontros Documentos sobre “Bibliotecas” – Biblioteca Municipal, 9:15 14 e 15 de abril – Festival de Sopas e Petiscos – Polidesportivo da Fundada, a partir das 11:00 21 de abril – Sarau de Dança com várias escolas - Auditório Municipal, 18:00 Vila Nova da Barquinha Até 27 de maio – Exposição “A terceira margem e as ruinas circulares”, de João Seguro – Galeria do Parque 7 de abril – Ateliers para crianças – Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 10:00 13 de abril – Caminhos do Ferro – Teatro de Rua “Dragonologia” pelo Projeto EZ, Escola D. Maria II, 11:00 14 de abril – Caminhos do Ferro – Concerto de Pedro Jóia, 22:00 15 de abril – Caminhos do Ferro – Concerto com Sopa da Pedra, 18:00

abril 2018 / jornal de abrantes

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SAÚDE / Margarida Arnaut ENFERMEIRA PLS  GRUPO DE TRABALHO DOS COMPORTAMENTOS FAVORECEDORES DE SAÚDE

BE quer “desfazer os erros gritantes da atual” Lei de Bases do SNS

Dia Mundial da Saúde 2018

N

o dia 7 de abril comemora-se o “DIA MUNDIAL DA SAÚDE”. A data foi criada em 1950 e é comemorada no mesmo dia da fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que ocorreu em 1948. O objetivo da data é garantir o melhor nível de saúde para as pessoas em todo o mundo, através da divulgação de temas importantes para a sociedade e que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações. Para este ano, a OMS definiu como tema: “cobertura de saúde universal: para todos, em todos os lugares”, sob o slogan “Saúde para Todos”. Entende-se como cobertura de saúde universal, garantir que todas as pessoas possam obter serviços de saúde de qualidade, onde e quando precisam, independentemente das suas condições financeiras. Ninguém deveria ter que escolher entre boa saúde e outras necessidades da vida. A OMS pretende desta forma chamar a atenção de todos os Países, no sentido de serem melhorados os acessos aos cuidados de saúde, daqueles que ainda os não têm. De forma a reforçar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, todos os Estados Membros da Organização das Nações Unidas (ONU), concordaram em tentar alcançar a Cobertura de Saúde Universal até 2030. Isso inclui proteção de risco financeiro, acesso a serviços essenciais de saúde de qualidade e acesso a medicamentos essenciais seguros, eficazes, acessíveis e vacinas para todos. Segundo dados da OMS, cerca de metade das pessoas do mundo

ainda não conseguem obter serviços de saúde essências. Refere ainda que aproximadamente 100 milhões de pessoas para acederem aos serviços de saúde têm de pagar do seu próprio bolso, o que os empurra para uma situação de pobreza extrema, e mais de 800 milhões de pessoas, gastam pelos menos 10% do seu orçamento familiar nas despesas de saúde. O que se entende por Saúde para todos? O acesso a cuidados de qualidade essenciais e proteção financeira, não só melhora a saúde das pessoas e a expectativa de vida, mas também protege os países das epidemias, reduz a pobreza e o risco de fome, cria empregos, impulsiona o crescimento econômico e melhora a igualdade de gênero. Entende-se, para além da acessibilidade de todos aos cuidados de saúde de acordo com as suas necessidades, um conjunto de ações que visam a melhoria contínua da saúde das populações. Nesta Perspetiva, Saúde para todos, visa a melhoria da saúde das pessoas, da expectativa de vida, protege os Países das epidemias, reduz a pobreza, o risco de fome, cria empregos, impulsiona o crescimento económico e melhora a igualdade de género. Assim, cada cidadão deve participar ativamente na promoção da sua saúde, uma vez que esta, se reflete nas necessidades de saúde da comunidade.

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SOMOS • ESTUDO • PROJECTO

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jornal de abrantes / abril 2018

• ASSISTÊNCIA TÉCNICA

Tel.: 241 379 850 Fax: 241 379 859 Av. 25 de Abril, 675 2200-299 Abrantes Portugal geral@abranfrio.pt

/ Carlos Matias, Armindo Silveira, Piedade Pinto e Moisés Ferreira O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), em colaboração com as estruturas locais do BE, está a percorrer o país com “O Roteiro em defesa do SNS”. A iniciativa passou por Abrantes no dia 26 de março, e contou com a participação do deputado Moisés Ferreira, vice-presidente da Comissão de Saúde, que falou dos objetivos destas ações: “juntar forças em torno desta ideia que é o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”. “Primeiro, porque o SNS é das construções mais edificantes que Portugal teve nos tempos modernos”. Depois, “porque ele tem estado a ser atacado de várias formas ao longo dos últimos anos” e, por último, “na fase em que atualmente estamos, com um SNS que apesar de continuar a ser um dos melhores do mundo, está muito fragilizado, se nós não nos mobilizarmos em torno deste projeto (…) temo que daqui a 10 anos ou 15 anos, nós

estejamos a falar do SNS como uma coisa que nós tivemos e que já não temos”, explicou Moisés Ferreira. As preocupações na área da Saúde, como a progressão nas carreiras e a intenção de alterar a Lei de Bases existente são prioridades para o BE pois, como considera o deputado, “é necessário desfazer os erros gritantes da atual” Lei de Bases “e que prejudicam a saúde, nomeadamente a promiscuidade entre o público e o privado. Nós queremos uma separação clara entre o público e o privado”. Moisés Ferreira avançou ainda que “vamos querer propor um SNS com mais enfoque na prevenção da doença e na promoção da saúde”. Para falar do tema saúde, o Bloco de Esquerda de Abrantes convidou a enfermeira Piedade Pinto que afirmou que o SNS “precisa de ser defendido com unhas e dentes”. Reforçou a ideia de que “ainda hoje temos um dos melhores servi-

/ Rita Soares, Maria do Céu Albuquerque, Luís Pisco e Sofia Theriaga

ços nacionais de saúde do mundo, com indicadores excelentes, muito acima da média. O que fizemos foi extraordinário”. No entanto, a enfermeira lembrou a necessidade da regulação da progressão das carreiras médicas. Na questão da gestão do SNS, mais particularmente a gestão hospitalar, Piedade Pinto acusou a desvinculação das carreiras como um problema grave e que “deve ser resolvido nesta Legislatura”. Presente também na sessão que teve lugar na sala de reuniões da antiga junta de freguesia de S. Vicente, esteve o deputado do BE eleito por Santarém. Carlos Matias adiantou que, para além da Lei de Bases da Saúde, o Bloco de Esquerda está a preparar ainda uma Lei de Bases para uma alimentação adequada, como existe nos países da América Latina. Patrícia Seixas

A Câmara de Abrantes cedeu, no dia 28 de março, à Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Francisco de Almeida uma viatura de passageiros para apoio às visitas domiciliárias por parte dos profissionais de saúde. No momento foi assinado um protocolo de cedência da viatura entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Câmara Municipal de Abrantes (CMA)”. Questionada pelo JA sobre as mais-valias da viatura cedida, Rita Soares, coordenadora da USF, avançou que com a nova viatura, os profissionais da USF passam “a agendar os domicílios” e passam a garantir trabalho na promoção da saúde, sendo que no passado só conseguiam “fazer os tratamentos”. Na União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, Rita Soares lembrou que a USF faz cerca de 8 domicílios médicos semanais e cerca de 15 domicílios de enfermagem. “Não ficando ninguém por ser visto ou visitado”.


ISABEL LUZEIRO

Médica Neurologista/Neurofisiologista Especialista nos Hospitais de Universidade de Coimbra

Consulta de Neurologia, Dor, Patologia do Sono, Electroencefalograma (EEG) e Exames do Sono Centro Médico e Enfermagem de Abrantes Largo S. João n.º 1 - 2200 - 350 ABRANTES Tel.: 241 371 690

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241 371 566

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241 094 143


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JA - Edição de abril de 2018  

Jornal de Abrantes, Sardoal, Mação, Vila de Rei, Constância e VN Barquinha

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