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Parlamento Europeu recebe Jornal de Abrantes Página 4

/ JORNAL DE ABRANTES / Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei / Diretora Joana Margarida Carvalho AGOSTO 2017 / Edição nº 5558 Mensal / ANO 117

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Páginas 12 e 13

Pág. 20

Ao lado da SAPEC, em frente às bombas combustíveis BP

MAÇÃO

Centro de Negócios foi inaugurado e representa investimento de 1ME Especialidades Gelados Tradicionais Crepes Tostas Croissants Scones

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ENTREVISTA /

“Em Abrantes foi onde encontrei mais pessoas difíceis de lidar. Mas também há pessoas muito boas” Paulo Bispo é motorista do Abusa, em Abrantes, mas é também o representante da empresa aqui e o mecânico que cuida dos dois autocarros ao serviço. Como é daqui, soube do concurso para o Abusa, sugeriu à empresa, que concorreu e ganhou. Conduz o Abusa há 4 anos. Como é o seu trabalho?

É um trabalho muito difícil, porque a grande maioria dos passageiros são pessoas de idade. É preciso muita paciência para lidar com elas, porque muitas vezes saem à rua para ter com quem falar, que é o motorista, que anda ali com calor, estafado de todo… e a pessoa é capaz de perguntar cinco vezes seguidas “que dia é hoje?”. E há algumas pessoas que são muito difíceis. Em todo lado há pessoas boas e menos boas. Mas em Abrantes, custa-me dizê-lo porque sou de cá, há pessoas que se acham muito importantes. Já trabalhei em muitos lados, de norte a sul do país, e este é o lugar onde encontrei mais pessoas difíceis de lidar. Mas também há pessoas muito boas. Ultimamente, de há um ano para cá, tenho perdido alguns bons amigos que fiz ali e fico triste quando sei da sua morte. Mas nunca fui tão maltratado como em Abrantes. Mas são pessoas de idade…

Por exemplo?

Não posso falar disso, porque são pessoas idosas e porque sou o representante da empresa. E por isso, reconheço às pessoas o direito de reclamarem. Mas, como motorista, em quatro anos não vejo que as pessoas tenham apresentado reclamações com fundamento. Por vezes está muito calor e as pessoas não gostam de estar à espera. Se esperam 10 minutos parece-lhes muito mais tempo, porque os idosos não têm bem a noção do tempo. E, se cá fora estão 40 graus, lá dentro chega aos 60. A Rua Grande, por exemplo, é uma zona muito difícil de fazer, porque não há cor-

rente de ar, o carro aquece muito. E não podemos esquecer que os passageiros do Abusa são pessoas às vezes muito idosas, que requerem muita atenção. E uma pessoa mais nova nem sempre está com paciência para lidar com pessoa de mais idade, e nem sempre está em boas condições porque está cansado ou anda ali com muito calor… e num trabalho diferente do que é habitual, pois a nossa empresa trabalha sobretudo para o turismo.

Se mandasse, que decisões tomava?

Deixava as coisas como estão. Não, mandava tapar alguns buracos na rua junto à igreja de S. João, pois o motor do autocarro, e é um autocarro! Chega a bater no chão.

Este é um serviço diferente do habitual. Como funciona?

É um autocarro que faz um circuito fechado. Começa às 8horas da manhã e vai até às oito da noite. Sábados, domingos e feriados, das 9 às 15horas, com uma volta diferente, que vai ao parque de São Lourenço e ao cemitério de Santa Catarina. Não tem horários de passagem, nem paragens fixas. A pessoa tem de saber qual é o circuito, espera o carro e quando ele vem levanta a mão a fazer sinal. O carro para e a pessoa sobe. E para sair, é o mesmo, a pessoa diz onde quer sair, o carro para e a pessoa sai. Assim é melhor para as pessoas, sobretudo para as pessoas idosas. A uma pessoa que vem de fora, dizemos que o carro passa mais ou menos de 30 em 30 minutos. Mais coisa menos coisa, porque pode haver demoras: se há um problema, por

exemplo se numa rua estreita como a da Câmara, que é uma rua difícil, está uma camioneta a descarregar, pode demorar aí uns 10 minutos, já não é meia hora, são 40 minutos, e se o motorista nessa volta tem de ir à casa de banho, já demora um pouco mais. Os bilhetes podem ser pré-comprados na Câmara, mais baratos, ou serem comprados ao motorista.

E o bilhete é valido por…

O que está estabelecido é que vale duas voltas a partir do lugar onde a pessoa entra. Uma vez ou outra vêm turistas… Digo-lhes que podem fazer uma volta para verem o circuito na cidade e depois, na segunda, dizem onde querem ficar.

“Se houvesse alguma informação, creio que havia mais turistas a aproveitar e a visitar o castelo”

Costuma haver turistas?

Muito poucos, quanto mais não seja porque um turista não conhece o serviço e não sabe como o pode usar. Os autocarros de turismo costumam parar no largo Primeiro de Maio, mas não sabem o que é o Abusa e que o podem apanhar e ir até ao castelo. Se houvesse alguma informação, creio que havia mais turistas a aproveitar e a visitar o castelo, por exemplo.

Em média, quantas pessoas circulam por dia?

Depende dos dias. E nos últimos tempos tenho perdido alguns bons clientes, pessoas por quem já tinha amizade. Mas, em média, ao longo do ano, talvez umas 80 pessoas por dia. Quase só idosos, é muito raro transportar uma pessoa mais nova.

O mini autocarro é da Câmara ou da empresa?

É da empresa Vale do Ave, embora a decoração esteja feita pela Câmara. Temos dois carros, o que costuma andar ao serviço e outro para o caso de haver algum problema.

E quantos são os motoristas?

O motorista da empresa sou eu, depois temos mais um ou dois para reforço, porque eu tenho outras coisas a fazer. Sou o representante

/ PERFIL Paulo Bispo Idade: 43 anos (1973) Estado: casado Residência: Sardoal Profissão: motorista, há 12 anos Empresa: Vale do Ave (Riba de Ave, Guimarães)

da empresa e, por isso, tenho de ir às reuniões e como sei de mecânica sou eu que faço esse serviço. Em três anos, o carro nunca precisou de ir a uma oficina, mudo pastilhas, faço a reparação do motor, faço tudo. Agora concorremos a mais quatro ou cinco escolas no concelho, se ganharmos o concurso vou ter de me dedicar a outras coisas.

Isso significa que a empresa está a apostar nesta zona?

A empresa dedica-se mais ao turismo. Mas como eu estou aqui e faço tudo, como disse, a empresa aproveita, eu trato de tudo e eles não precisam de se preocupar. Alves Jana

agosto 2017 / jornal de abrantes

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REPORTAGEM /

Bruxelas recebe Jornal de Abrantes em exposição

/ “O encerramento de um jornal centenário é uma perda para a Humanidade” – João Palmeiro, presidente da API / Jornal de Abrantes é uma das publicações centenárias com tiragem ininterrupta

/ Joana Margarida Carvalho representou o Jornal de Abrantes em Bruxelas

/ Representantes das publicações periódicas centenárias Foi inaugurado no dia 12 de julho, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, uma exposição das publicações centenárias portuguesas na qual o Jornal de Abrantes esteve representado. A exposição, que ficou patente na sede do Parlamento até dia 14 de julho, juntou as 31 publicações periódicas centenárias e onde os representantes de cada uma foram convidados a marcar presença. Durante a permanência em Bruxelas, os representantes dos órgãos centenários almoçaram com os eurodeputados Sofia Ribeiro e José Manuel Fernandes, tiveram um encontro na Embaixada de Portugal com representantes da comunidade portuguesa na Bélgica e visitaram o Comité Económico e Social Europeu, onde assistiram a uma apresentação por Gonçalo Lobo Xavier, vice-presidente daquele organismo. Na inauguração da exposição, estiveram também presentes os eurodeputados Marinho Pinho, Marisa Matias e Ana Gomes. “O encerramento de um jornal

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jornal de abrantes / agosto 2017

centenário é uma perda para a Humanidade, equivalente ao desaparecimento de uma pirâmide do Egipto”, afirmou em Bruxelas João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API). Na cerimónia inaugural, o responsável, em declarações ao JA, afirmou que o sonho da API será tornado realidade “no dia em que a UNESCO reconhecer os centenários portugueses como património imaterial da humanidade. Nesse dia, será um sonho”. A presença das publicações centenárias em Bruxelas foi “um primeiro passo” e o passo seguinte será “uma luta política”. “A luta é, como foi para o fado, como foi para o cante alentejano e outras atividades culturais que já estão reconhecidas como património imaterial. É uma luta política e temos que a fazer”, afirmou João Palmeiro. Promovida pela API, com o apoio de alguns eurodeputados e da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã, na exposição foi possível encontrar o “pluralismo e

a diversidade da imprensa portuguesa. A ideia de que a imprensa portuguesa não é jornais nacionais contra os regionais e os regionais contra os nacionais”, salientou o presidente da API. “Estes jornais só se publicam há mais de cem anos porque os leitores acreditam neles, não é mais nada do que isso. E isso está aqui demostrado, de um país com dimensão de Portugal, que não é uma dimensão continental, mas que é uma dimensão imensa”, aludiu. Segundo João Palmeiro, a exposição seguirá para “a Assembleia da República em outubro e aí já será uma peça importante do trabalho para o reconhecimento de património cultural imaterial. E depois da Assembleia da República, já temos pedidos quer na comunidade portuguesa em França, quer na comunidade portuguesa na Bélgica”. Na cerimónia, e perante os representantes da imprensa portuguesa, o eurodeputado José Manuel Fernandes disse que a “exposição e os jornais centenários dizem muito da nossa alma, das nossas raízes,

da nossa força, porque é ser português na resistência ao longo dos tempos. Temos aqui a nossa história, temos aqui também a nossa diversidade e fazemos jus ao lema «unidos na adversidade»”. “Estes jornais contribuem para os valores da União Europeia, para a democracia, para a liberdade. Contribuem também para a solidariedade e dão voz. É uma das formas de promovermos a coesão territorial e de combatermos o centralismo, por isso, esta é também uma forma de prestarmos homenagem às mulheres e aos homens que se dedicam, que dão o melhor de si, para que as notícias, para que o local, para que a liberdade seja transmitida”, fez notar o eurodeputado. “Estes 100 anos destes jornais significam, perante toda resistência e resiliência, que apesar do digital, apesar de todas as novas tecnologias, eu estou certo que continuarão pelo papel e continuarão também a divulgar os nossos territórios e a contribuir para o sucesso e os valores da União Europeia,

e um valor essencial que é paz e solidariedade”, finalizou. No decorrer deste ano, outros momentos protocolares irão acontecer de homenagem ao trabalho realizado pela imprensa centenária, na qual o Jornal de Abrantes está integrado. Os jornais que fazem parte da imprensa centenária portuguesa, com uma tiragem ininterrupta, são: “A Aurora do Lima”, “A Comarca de Arganil”, “A Guarda”, “A Ordem”, “A Voz do Operário”, “Açoriano Oriental”, “Boletim Salesiano”, “Cardeal Saraiva”, “Correio da Feira”, “Correio do Ribatejo”, “Diário de Notícias”, “Diário de Notícias da Madeira”, “Folha de Domingo”, “Folha de Tondela”, “João Semana”, “Jornal de Abrantes”, “Jornal de Estarreja”, “Jornal de Noticias”, “Jornal de Santo Thyrso”, “Maria da Fonte”, “Notícias da Covilhã”, “Notícias de Gouveia”, “O Amigo do Povo”, “O Concelho de Estarreja”, “O Despertar”, “O Penafidelense” e “Soberania do Povo”.


REGIÃO / Abrantes

Relvados sintéticos avançam e representam “um sonho tornado realidade”

/ Os três dirigentes associativos e Maria do Céu Albuquerque com o apoio da FPF. “Falamos de um investimento global (por cada sintético) na ordem dos 130 mil euros, 390 mil euros na globalidade”, referiu Maria do Céu Albuquerque, presidente da CMA, dando conta que os clubes de Tramagal e Pego “já assinaram com a Federação e irão receber 60 mil euros de financiamento cada um. E depois estamos a falar de um clube que partiu do zero e é

com grande satisfação que vimos o envolvimento que os clubes tiveram para encontrarem o financiamento adicional”. Segundo a autarca abrantina, “o Pego e o Tramagal conseguiram angariar, cada um, cerca de 15 mil euros. E a equipa de Alferrarede conseguiu angariar 40 mil euros junto da comunidade e mais 15 mil euros de uma candidatura ao Instituto Português do Desporto e da

Juventude (IPDJ), que será outra fonte de financiamento”. A presidente assegurou que a “Câmara Municipal financiará a componente que falta a este processo. Vamos propor que seja aprovado um financiamento adicional na ordem dos 180 mil euros e também assumimos, com toda a transparência, que esse montante será diferente para cada clube”. “A nossa comparticipação irá até aos 55 mil euros, para o Pego e para o Tramagal. Em relação aos Dragões irá até aos 70 mil euros”, afirmou Maria do Céu Albuquerque, explicando que o investimento do Município é “complementar ao que cada um dos clubes conseguiu, seja por via das candidaturas apresentadas, seja por via do esforço financeiro das comunidades”. Presentes na cerimónia, os três dirigentes associativos (Casa do Povo do Pego, do Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede “Os Dragões” e do Tramagal Sport União), congratularam-se com o apoio anunciado pelo Município. Luís Lopes, presidente do TSU,

afirmou que este resultado é “um sonho tornado realidade. É o desenvolver de um conceito para três equipas que estão a competir na segunda distrital e que estão a contribuir para o desenvolvimento do concelho”. Para o responsável, a instalação do sintético é muito importante no incentivo à prática da modalidade e que “agora sim, há condições mais que suficientes para a nossa competição”. Por sua vez, Carlos Cadete, presidente da direção do clube pegacho, relembrou que a freguesia do Pego “é a única que tem uma equipa feminina no concelho” e que “obrigatoriamente temos que jogar na relva e a construção deste sintético faz toda a diferença”. Por último, Nuno Mateus, presidente de “os Dragões” reforçou a ideia que hoje se tinha concretizado um sonho. No final da cerimónia, Maria do Céu Albuquerque deu conta que quer ver inaugurados os três campos até ao final do próximo mês de agosto. Joana Margarida Carvalho PUBLICIDADE

“Um sonho tornado realidade”, foi este o entendimento unânime dos três dirigentes associativos da Casa do Povo do Pego, do Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede “Os Dragões” e do Tramagal Sport União sobre a instalação dos três relvados sintéticos nas diferentes freguesias. A Câmara Municipal de Abrantes anunciou no dia 11 de julho que vai garantir uma componente financeira para apoio à instalação de relvados sintéticos nos campos de futebol, através de um protocolo a celebrar brevemente com os clubes. A CMA compromete-se a transferir a verba máxima de 55 mil euros quer à Casa do Povo do Pego, quer ao Tramagal Sport União, os dois clubes que viram os seus projetos aprovados no âmbito do programa de apoio ao desenvolvimento de infraestruturas desportivas, promovido pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Já aos “Dragões” de Alferrarede, a CMA vai assegurar a verba máxima de 70 mil euros, sendo que o clube não foi contemplado

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agosto 2017 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Abrantes

Proteção Civil faz balanço em sessão aberta Teve lugar no dia 12 de julho, no Edifício Pirâmide, o habitual briefing quinzenal da Proteção Civil em Abrantes. Desta vez, os deputados da Assembleia Municipal foram convidados a assistir e participar, bem como a comunicação social. Na sessão, foi efetuado o balanço das atividades e do trabalho desenvolvido no âmbito da Proteção Civil, atualmente na denominada “Fase Charlie”. Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal, iniciou a sessão dando conta das “duas candidaturas aprovadas, uma já executada e outra em fase de preparação de execução para consolidação de duas zonas que tiveram incêndios, uma em Martinchel e outra em Fontes”. No âmbito do PRODER, o Município fez uma intervenção na criação de faixas de proteção, no norte do concelho e “apresentamos já uma nova candidatura no PDR2020, para concluir o trabalho que não foi feito na primeira candidatura. Estamos a falar de uma candidatura de 1ME”. A partir de dia 1 de agosto, a Câmara Municipal verá o “gabinete de Proteção Civil, gabinete Florestal e um gabinete de Intervenção e de Apoio ao Desenvolvimento Agrícola serem reforçados de competências” mencionou a presidente, acrescentando que “vai ter uma comandante operacional municipal da proteção civil e um engenheiro técnico florestal”. “Esta equipa vem

/ A presidente da Câmara disse que 98% do património florestal no país é privado reforçar o gabinete florestal com uma engenheira geógrafa que já existe e com um engenheiro agrónomo que já esta na Câmara”. A autarca referiu que o “concelho apresenta cerca de 60% de mancha florestal e, nesta altura, está completamente coberto com zonas de intervenção florestal”, afirmando que é necessário que os privados coloquem “os seus bens,

os seus terrenos dentro destas zonas para que, do ponto de vista da intervenção, possa ser feito um trabalho mais sistemático de maneira a podermos chegar a esta fase sem correr riscos excessivos”. A presidente de Câmara esclareceu que “98% do património florestal do nosso país é privado”, e que os proprietários têm “responsabilidades diretas, mas que

infelizmente nem todos assumem essa responsabilidade”. Questionada pelo JA sobre quais as medidas tomadas pelo Município quanto à limpeza e manutenção dos terrenos próximos de habitações, Maria do Céu Albuquerque, explicou que o que fazem é o que “decorre da lei. É a notificação dos proprietários para que o possam fazer sobre pena de poderem

incorrer em coimas, por falta de limpeza”. Foi ainda referida a importância da prevenção e da consciência social. Mário Silvestre, comandante distrital, explicou que “os cidadãos só tomam consciência que temos um problema quando dos incêndios decorrem vítimas,” A discussão não pode ser feita só hoje, mas tem que ser feita sempre, tem que se ganhar consciência”, aludiu. “Houve 21 ocorrência num só dia, no dia 3 de julho, no distrito de Santarém. Enquanto não mudarmos a mentalidade das pessoas, não dá”, concluiu Mário Silvestre. O comandante dos Bombeiros Municipais de Abrantes, António Jesus, iniciou a sua intervenção dando conta das últimas ocorrências no concelho de Abrantes e Constância, referindo-se também à problemática dos maus hábitos dos portugueses. A palavra foi dada aos parceiros, onde apresentaram aos presentes a sua área de intervenção, tais como o 2º comandante António Ferreira, em representação do RAME de Abrantes, a GNR, João Furtado Pereira, presidente da Associação Humanitária, Bruno Freitas, da Afocelca, André Nunes, da Gestiverde e o Comandante da PSP de Abrantes, Daniel Marques. Fátima Saraiva Estagiária ESTA

Pelo quinto ano consecutivo, Abrantes recebeu o 180 Creative Camp, que decorreu de 2 a 9 de julho e que teve uma programação organizada em três eixos: Academia, Fábrica e Festival. A Criatividade em Abrantes foi apresentada no passado dia 5 de julho, no Jardim da República, numa conversa entre alguns agentes locais e 43 participantes do 180 Creative Camp. Thomas Mandl, do “What Else Europe”, juntou-se a Paulo Estrada, da Sofalca, Lurdes Martins, da Associação Palha de Abrantes, Carlos Bernardo, responsável pelo Blog de Viagens “o Meu escritório é lá fora” e Paulo Passos, designer em Abrantes. Por sua vez, no dia 4 de julho realizou-se a 180Media Arts Conference, no cineteatro São Pedro, em Abrantes. A conferência foi norteada sobre

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Canal 180

180 Creative Camp deixa marca e promete voltar em 2018

os temas da arte, música, vídeo, arquitetura e tecnologia, onde estiveram presentes Jeff Hamada, fundador do BOOOOOOOM, Chris Unwin, da thecreatoclass.com, Inês Nepomuceno, designer gráfica, Antónia Folguera, da Sónar+D e We

Are Europe, Srephan Friedli e Ulrik Martin Larsen, da putput.dk, e Andres Colmenares e Lucy Rojas, fundadores do Internet Age Media. A 180Media Arts Conference teve como objetivo juntar os criativos e os vários artistas numa con-

versa com o intuito de criar um ponto de partida em comum para todos os participantes do campo. O 180 Creative Camp terminou no passado dia 8 de julho, com um dia de workshops. As intervenções e obras artísticas desenvolvidas,

pelos criativos foram conhecidas, ao final da tarde, pelo centro histórico da cidade. O Creative Camp despediu-se da 5ª edição com a atuação do hip hop do Conjunto Corona, no Skate Parque.


REGIÃO / Abrantes

Água das Casas é pioneira em sistema de intervenção contra incêndios um motor fixo para duas bocas-de-incêndio e um motor móvel para a outra parte da povoação. “Temos 2 motores e 3 bocas-de-incêndio. Podem funcionar as três ao mesmo tempo, podem estar a trabalhar à

mesma hora, temos água e força suficiente para isto tudo”, concluiu Abílio Alves. Fátima Saraiva Estagirária ESTA

/ Abílio Dias Alves PUBLICIDADE

A aldeia de Água das Casas, na freguesia de Fontes, Abrantes, têm o único sistema de primeira intervenção contra incêndios há 13 anos. Abílio Dias Alves foi um dos impulsionadores deste sistema. O ti Abílio, como é conhecido na aldeia, de 85 anos, nasceu em Água das Casas e rumou até Lisboa onde trabalhou na Carris até à sua aposentação, em 1988. Ti Abílio, em conversa com o JA, explicou que a povoação com aproximadamente 40 pessoas, no grande fogo de 2003 viu “tudo a arder à sua volta, os bombeiros estiveram cá, mas abalaram antes de o lume cá chegar, não esteve cá ninguém. Foi nessa altura que pensámos: Temos que fazer alguma coisa. Temos aqui tanta água a ver se conseguimos fazer alguma coisa, para nos defendermos e proteger a povoação”. Foi no ano de 2004 que começou a ser planeado o sistema de intervenção. Abílio Alves explicou que inicialmente a população “foi ver o que havia no mercado, estudamos a distância, a altura e fomos perguntando, quem tinha um motor e o que era possível fazer”. “Em Lisboa comprámos o motor. Em Ourém adquirimos todo o material que faltava, como as bocas-de-incêndio e as mangueiras”, conta. As obras começaram e “pedimos ajuda à Câmara para abrir as valas”, referiu o morador, que clarificou que “a montagem foi feita pelos serviços municipalizados, mas nós é que pagámos ao homem”. Abílio Alves afirmou que mal as obras foram concluídas “experimentou-se tudo e viu-se se havia pressão ou se falhava alguma coisa” e de facto nada falhou. A população convidou o executivo camarário para ver o sistema em funcionamento e agora de vez enquanto “experimentamos. Quando fazemos a festa o recinto fica sujo e aproveitamos para colocar o sistema a trabalhar. Lavamos as ruas e espera-se que não seja necessário para outros males”, aludiu Abílio Alves. Este sistema foi planeado e inteiramente adquirido pela Associação, que Abílio Alves explica ser uma Comissão de Melhoramentos de Água das Casas. “Nós, habitantes, formámos uma Associação para fazer melhoramentos” e todos os anos a aldeia organiza uma festa no final do mês de julho, onde os lucros revertem para as atividades da coletividade. O sistema de defesa conta com

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REGIÃO / Mação

Centro de Negócios “é um exemplo para o resto do país” – Sec de Estado da Indústria “Este projeto é um exemplo para o resto do país”, foi assim que João Vasconcelos, Secretário de Estado da Indústria, iniciou o seu discurso na cerimónia de inauguração do novo Centro de Negócios de Mação. O Centro de Negócios / Ninho de Empresas de Mação foi inaugurado no dia 30 de junho, na presença do governante e das forças vivas do concelho. O novo equipamento já tem assegurada a instalação de 8 empresas e tem capacidade para 29. João Vasconcelos afirmou que Mação “é um dos poucos municípios do país que tem hoje uma infraestrutura preparada para receber uma indústria em 24 horas (…) Isso hoje é fundamental com a rapidez das economias”. “Este projeto coloca uma exigência que vai muito além das fronteiras deste Município. O Governo, eu próprio e as organizações estamos com vocês nesta caminhada. E esta infraestrutura terá impacto não só em Mação, mas em toda a região”, salientou o governante.

/ A cerimónia foi marcada pela assinatura de um protocolo entre o Gabinete Empreendedor de Mação, GEMA, e a NERSANT

/ João Vasconcelos e Vasco Estrela João Vasconcelos referiu ainda que o novo Centro de Negócios reúne “todas as condições para ser um farol de oportunidades nesta região de baixa densidade do país”. O Centro de Negócios / Ninho de Empresas de Mação é um projeto da Câmara Municipal de Mação que consistiu na requalificação de edifícios industriais já existentes para a instalação de empresas a

preços competitivos, tendo em consideração a qualidade do espaço e o elevado potencial para o desenvolvimento de atividades empresariais. Vasco Estrela, presidente da CM de Mação, disse que o novo espaço tem o intuito “de desenvolver o concelho, de fixar empresas e ajudar ao surgimento de novas. Entendemos que é uma obra estru-

turante e muito importante para o concelho”. O presidente lembrou que a Autarquia investiu cerca de 1ME na nova infraestrutura. “Dinheiro este somente municipal, ou seja, sem qualquer ajuda, sem qualquer comparticipação. Temos este espaço porque entendíamos que era urgente dotar o concelho de um equipamento que possibilitasse o

surgimento e a consolidação de novas empresas”, fez notar. “A CM de Mação através do seu gabinete empreendedor, GEMA, vai tentar dinamizar até ao limite este espaço, mas obviamente que precisamos da ajuda de todos”, reforçou. O Centro de Negócios / Ninho de Empresas fica situado na zona industrial das Lamas. Joana Margarida Carvalho

Câmara e CRIA assinam protocolo e avançam com Centro de Atividades Ocupacionais e Lar Residencial respostas à população da sua área de intervenção, reduzindo as listas de espera. Na cerimónia, que decorreu na Feira Mostra de Mação, Nelson Carvalho, presidente da direção do CRIA, referiu que se trata de um “bom projeto e uma boa parceria para intervir no território e na comunidade. Para procurarmos juntos resolver problemas, aproximarmo-nos das famílias e das pessoas e prestar bons serviços”. Por sua vez, Vasco Estrela, presidente do Município, em declara-

ções ao JA, salientou que a assinatura do protocolo entre as duas entidades “formalizou aquilo que vai ser uma realidade e que já esta em andamento”. “A Câmara Municipal de Mação ao formalizar este acordo com o CRIA, está também e em termos definitivos a assumir que quer que esta valência seja uma realidade, aqui em Mação”, salientou o autarca maçaense. No projeto para o CAO de Mação estarão disponíveis 20 vagas enquanto o Lar Residencial contará

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jornal de abrantes / agosto 2017

/ No CAO estarão disponíveis 20 vagas enquanto o Lar Residencial contará com 30 camas com 30 camas, num investimento de cerca de 500 mil euros. Para a reabilitação do edifício do antigo quartel, no largo dos

Bombeiros, a Câmara de Mação já tem parte deste financiamento aprovado no âmbito do PARU.

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A Câmara de Mação e o CRIA – Centro de Recuperação e Integração de Abrantes assinaram, no dia 1 de julho, um protocolo para a cedência do antigo quartel dos bombeiros voluntários para criação de um Centro de Atividades Ocupacionais e um Lar Residencial, na vila de Mação. A unidade do CRIA em Mação, com as respostas sociais de Centro de Atividades Ocupacionais e Lar Residencial, permitirá ao CRIA continuar a dar resposta ao território, aproximando ainda as


REGIÃO / Vila de Rei

Fundação João Garcia avança com ampliação e reestruturação do edifício do CAO A Fundação Garcia vai avançar para os trabalhos de alteração do edifício do CAO e Lar Residencial, juntando assim as valências do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e Lar Residencial no mesmo edifício. A empreitada foi adjudicada à empresa Henrique Mateus & Filhos, Construção Civil, Lda pelo valor de 696.451,35€, com um prazo de execução de 12 meses, informa a Autarquia em nota de imprensa. O atual edifício do CAO, terreno, projetos de arquitetura e projetos de especialidade foram cedidos pelo Município de Vila de Rei, sendo que os trabalhos a executar incluem a ampliação do piso existente – com a construção de salas de atividades e a reformulação das instalações sanitárias – e a constru-

ção de dois pisos adicionais, com 15 quartos (num total de 30 camas). Nas instalações do atual Lar Residencial, a Administração da Fundação Garcia tem a pretensão de criar uma Casa de Abrigo para, futuramente, poder albergar vítimas de violência doméstica e mães solteiras, lê-se na mesma nota. O presidente do Município vilarregense, Ricardo Aires, afirma que “é de destacar o papel desempenhado pela Fundação Garcia na prestação dos melhores cuidados às pessoas portadores de deficiência. Este novo investimento vai criar ainda melhores condições para os seus utentes, ao mesmo tempo que vai, no futuro, permitir a criação de uma nova resposta social nas instalações do agora Lar Residencial”.

Obras de remodelação avançam no Quartel dos Bombeiros

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila de Rei vai avançar com os trabalhos de remodelação do edifício do Quartel. O Município de Vila de Rei avança em nota de imprensa que a empreitada foi adjudicada à empresa ALVAPE – Construções e Obras Públicas Lda., pelo valor de 197.421,71€ + IVA, com um prazo de execução de 5 meses. Este valor foi obtido através de uma candidatura

ao programa PO SEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no uso de Recursos, do projeto Portugal 2020, e com um apoio de 20.000€ por parte do Município. Os trabalhos de remodelação do Quartel incluem a criação de uma camarata feminina, salas operacionais, salas de formação e reunião, gabinetes e de um pequeno pavilhão para viaturas, bem como a remodelação da secretaria de

comando, central telefónica e sala do Bombeiro. Para Emídio Mora, Presidente da Direção da A.H. Bombeiros Voluntários de Vila de Rei, “os trabalhos de remodelação do Quartel vão providenciar melhores condições de trabalho aos Bombeiros, tornando o edifício mais operacional e possibilitando um melhor desempenho por parte dos nossos elementos”.

Habitantes de Milriça reclamam por melhores condições na aldeia

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Mais de uma dezena de pessoas, na sua grande maioria moradores de fora do concelho, mas com segunda residência na aldeia de Milriça, freguesia de Vila de Rei, marcaram presença na reunião pública do Executivo Municipal de dia 18 de julho. Ana Pedro, nomeada porta-voz do grupo, começou por dizer que “as pessoas estão bastante descontentes por gastarem algumas das suas economias e verem vários constrangimentos na aldeia, que

não vemos noutras aldeias do concelho”. Ana Pedro falou também da (insuficiente) “limpeza dos caixotes do lixo. De Verão o cheiro é insuportável”. Ana também reclamou para que se retirem os caixotes do lixo da via pública. Outra das críticas, prendeu-se com o facto de muitas das ruas da Milriça não serem alcatroadas. “A maioria da população da Milriça são pessoas idosas que gostam de fazer as suas caminhadas e reúnem-se em grupos. Como nas

ANTÓNIO PIRES DE OLIVEIRA ADVOGADO ESCRITÓRIOS: ABRANTES: Rua de Santa Isabel, n.º1 - 1.º Dt.º - Tel.: 241 360 540 - Fax: 241 372 481 MAÇÃO: Rua Ten. Cor. P. Curado, 2 - R/c Dt.º - Telef/Fax: 241 519 060 - Fax: 241 519 069

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jornal de abrantes / agosto 2017

/ Moradores da Milriça apresentam críticas em reunião do Executivo estradas que não estão alcatroadas não existe a limpeza de ervas, as pessoas não circulam por lá. Como resultado, utilizam a Estrada Nacional 2 (EN2)”. Mas as queixas não se ficaram por aqui pois Ana Pedro acrescentou que, “sempre que chove, existe uma inundação da via pública por águas pluviais devido ao declive de estrada, e não há qualquer escoamento. A água vai pela rua abaixo. Muitas vezes preciso de botas de borracha para entrar em casa. Quando chove muito, os moradores chegam a colocar blocos de cimento com tábuas em cima para poderem passar para a casa dos vizinhos”.

O presidente da Câmara Municipal explicou aos moradores que “as estradas que estão em terra batida, paralelamente à EN2, são da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP). O meu conselho é que façam um abaixo-assinado à IP, porque também dá mais força ao Município”. Já no que respeita à situação das águas, o presidente disse não ter conhecimento da situação, mas pediu para que lhe fosse reencaminhado um email que Ana Pedro afirmou ter enviado para a Autarquia em 2008, a dar conta do que se passava. Ricardo Aires respondeu também às críticas quanto ao não alca-

troamento das ruas e adiantou que “salvo erro, em 2006, o Município de Vila de Rei quis alcatroar essas estradas que agora referem, e como o Município de Vila de Rei não tem cadastro, na altura não nos deixaram alcatroar. Já as estradas internas, são da nossa responsabilidade e no Gabinete de Obras da Câmara Municipal já está o projeto de alcatroamento de duas ruas, entre elas a Rua das Garcias”. Quanto às ervas, “são competência da Junta de Freguesia mas vamos transmitir. Sobre a recolha do lixo, vamos averiguar o que se passa”, respondeu Ricardo Aires. Patricia Seixas


REGIÃO / Constância

Assembleia aprova isenção de taxas do Villa Tejo Nature & Spa Hotel

/ A isenção de taxas foi aprovada por maioria, contou com 4 votos contra do PS e uma abstenção de um vogal socialista candidato do Partido Socialista refere concretamente na sua alínea a): A atração de investimento privado que leve à criação de emprego e à fixação de jovens, e ainda, na alínea d): Uma aposta forte no turismo e no desporto como fonte de criação de riqueza e desenvolvimento, não se percebendo por isso

a abstenção do Partido Socialista na Câmara Municipal e agora o voto contra nesta Assembleia Municipal”. Rui Ferreira disse ainda ser “evidente que, no caso concreto, o Partido Socialista nem cumpre o prometido há 4 anos nem tão pouco quer cumprir o que já é prometido para o próximo mandato

autárquico”. A bancada da CDU votou favoravelmente a isenção de taxas, justificando que “a isenção de taxas que é hoje aqui analisada e votada é para nós, eleitos pela CDU, da mais elementar justiça quando comparada com os incentivos da Zona Industrial de Montalvo

e com a necessidade urgente de alavancarmos ainda mais este setor económico concelhio de forma a rentabilizarmos equipamentos já existentes como sejam o Centro de Ciência Viva, o Parque Ambiental e outros, e acima de tudo a criação de 30 postos de trabalho, essencialmente jovens”. No final, Célia Abreu, vogal socialista, mostrou-se indignada pelo facto de, na Declaração de Voto da CDU já vir contemplado o sentido de voto dos socialistas. Célia Abreu pediu a palavra para responder à Declaração de Voto mas, ao ver a sua pretensão negada, a vogal abandonou a Assembleia Municipal. As obras do Villa Tejo Nature & Spa Hotel já arrancaram e a unidade hoteleira representa um investimento de 3,7 milhões de euros, com o apoio de fundos comunitários. A inauguração está prevista para a primavera de 2019. Patricia Seixas

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A Assembleia Municipal de Constância reuniu no dia 20 de julho em sessão extraordinária. Um dos pontos da Ordem de Trabalhos era a análise, discussão e eventual aprovação do pedido e isenção de taxas da Vila Poema – Sociedade Exploração de Gestão Hoteleira, Lda, entidade que se encontra a construir o Villa Tejo Nature & Spa Hotel. A isenção das taxas, no valor de 1980 euros, foi aprovada pela maioria da CDU e contou com 4 votos contra do PS e uma abstenção de um vogal socialista. Célia Abreu, do PS, perguntou à Assembleia acerca do montante, e questionou se o valor de “1980 euros, num universo de 5 M€, pesa mais a quem? Ao Município ou ao investidor?” Rui Ferreira, líder da bancada da CDU, apresentou uma Declaração de Voto, onde critica o PS e refere o programa eleitoral dos socialistas para as próximas eleições autárquicas. O vogal comunista referiu que “o folheto de apresentação do atual

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ESPECIAL / Vila de Rei

“A maior Mostra dos produtos endógenos e de comércio” Vila de Rei está em festa de 29 de julho a 6 de agosto com a 28ª Feira de Enchidos, Queijo e Mel (FEQM). À semelhança de anos anteriores, o certame alia o melhor da gastronomia e artesanato locais a um programa de animação musical diversificado. Aurea, Kumpania Algazarra, Augusto Canário & Amigos, Quim Barreiros, Deolinda Kinzimba e David Antunes & The Midnight Band são alguns dos nomes musicais que prometem animar os milhares de visitantes esperados no evento. Tal como nos anos anteriores, o programa da Feira vai igualmente contar com mais uma edição da

CM de Vila de Rei

Feira de Enchidos, Queijo e Mel de 29 de julho a 6 de agosto

Feira do Livro, exposições, animação de rua, rastreios de saúde, programa desportivo, tasquinhas e com a realização da 30.ª Colheita de Sangue. Para Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, o evento assume grande importância para o concelho, pois “é a maior Mostra dos produtos endógenos e de comércio que nós temos no nosso concelho. É esta Feira de Enchidos, Queijo e Mel que faz com que os nossos comerciantes, os nossos artesãos, industriais e outras pessoas que fazem por vezes hobby de certos produtos endógenos, possam dar a conhecer os produtos

que são feitos no concelho. Por isso, é uma Mostra que deve continuar”. O autarca avança que adesão ao certame aumentou por parte dos produtores locais. Este aumento, segundo o presidente deve-se ao facto de a Câmara Municipal ter potenciado a relação com os produtores, empresários e comerciantes locais. “O Gabinete de Apoio ao Munícipe e também o Gabinete de Inserção Profissional veio dar mais aproximação entre o Município e as empresas. A nossa funcionária tem feito um trabalho excecional com as empresas locais, dando a conhecer, por exemplo, o regulamento dos nossos estímulos, o

apoio aos recursos humanos e também à indústria e ao comércio, e por isso, acho que eles se sentem mais acarinhados e mais acompanhados”, salientou Ricardo Aires. “Foi neste mandato que nós conseguimos o Gabinete de Inserção Profissional que foi um serviço que não existia no concelho de Vila de Rei e ao mesmo tempo o CLDS3G. Foram dois serviços que vieram dar muito apoio aos nossos empresários e ao nosso comércio local. A Feira de Enchidos, Queijo e Mel é uma verdadeira montra para eles, porque passam por aqui milhares de pessoas durante estes nove dias”, concluiu o presidente.

Aurea, David Antunes, Deolinda Kinzimba, Quim Barreiros e muito mais na Feira de Enchidos Queijo e Mel A XXVIII edição da FEQM volta a apresentar um programa musical variado, com o palco principal do Parque de Feiras a receber alguns dos principais nomes da música nacional. Aurea, Kumpania Algazarra, Augusto Canário & Amigos, Graciano Ricardo, Quim Barreiros, À-Part, Os Quatro e Meia, Deolinda Kinzimba e David Antunes & The Midnight Band prometem oferecer espetáculos musicais com muita qualidade e trazerem, por si só, milhares de visitantes ao certame. Depois de ter passado pelos principais palcos nacionais, como o Coliseu dos Recreios ou o Rock in Rio, Aurea visita Vila de Rei, no dia 29 de julho, onde promete um espetáculo único, onde não faltarão certamente os seus mais conhecidos temas como “Busy (for me)”, “I Didn’t Mean It”, “Okay, Alright” ou “Scratch My Back”. David Antunes & The Midnight Band voltam a atuar em Vila de Rei no dia 6 de agosto, após um grande concerto para o público Vilarregense na edição da FEQM de 2015. Vencedora da edição de 2015

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/ Aurea e David Antunes do programa televisivo “The Voice”, Deolinda Kinzimba fará a sua estreia em Vila de Rei, num espetáculo marcado para 5 de agosto. No que diz respeito aos restantes artistas, os Kumpania Algazarra sobem a palco no dia 30 de julho e Augusto Canário & Amigos no dia 31. Já Graciano Ricardo vai animar a festa no dia 1 de agosto, Quim

Barreiros no dia 2, os À-Part no dia 3 e os Quatro e Meia encerram o certame a 6 de agosto. O palco 2 irá contar com as atuações de grupos musicais do Concelho – Orquestra Tradicional da Escola de Música de Vila de Rei, Grupo de Concertinas da Casa do Benfica de Vila de Rei, Grupo de Cantares “A Bela Serrana” e Villa

d’el Rei Tuna - e com outros grupos de música popular como o Grupo de Canto Alentejano “Os Lagoias” do Orfeão de Portalegre, Tuna Sénior da ACSA/Usila, Associação de Inovação e Tradições “EmCantos”, Rancho Clube Bonjardim, Grupo de Adufeiras do Rancho Etnográfico de Idanha-a-Nova e Rancho Folclórico de Pedrógão Pequeno.

O certame volta igualmente a contar com um palco destinado à música eletrónica e de dança, com as atuações de DJ Seadas e MC Pinkie, DJ Luís Pinheiro, DJ Joomfer, DJ Street, DJ Sergy, DJ Timewall, DJ Charles G, DJ Salavisa e DJ Hugo Rafael.


ESPECIAL / Vila de Rei UM PROGRAMA PARA TODOS OS GOSTOS Vila de Rei vai receber, de 29 de julho a 6 de agosto, a XXVIII edição da Feira de Enchidos, Queijo e Mel (FEQM). Organizado pelo Município de Vila de Rei, o certame volta a apresentar muitas e variadas atrações, esperando voltar a receber milhares de pessoas ao longo dos nove dias do evento. A inauguração da FEQM está marcada para as 17h00, do dia 29 de julho, e contará com a presença do Coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino. Durante os nove dias do evento, os visitantes são também convidados a visitar a 19ª Feira do Livro, no antigo edifício do Espaço Internet de Vila de Rei, e a visitarem a Exposição de Pintura de Els Smulders, no Museu Municipal, e a Exposição de Trabalhos do Concurso de Fotografia Padre João Maia – “Património e Identidade Cultural”, na Biblioteca Municipal José Cardoso Pires. De destacar ainda a realização da 29ª Colheita de Sangue, que terá lugar, entre as 15h00 e as 19h00, do dia 5 de agosto, e o variado programa desportivo que será desenrolado ao longo de todo o certame e que inclui, entre outros, um Torneio de Ténis, demonstração das Turmas de Ballet do Vilarregense F.C., Aula de Zumba, Passeio de Canoagem, Prova de Orientação Noturna ou o Encontro de Motas Clássicas e Motorizadas. Com 110 expositores confirmados, uma maior área expositiva, a maior representação de empresas vilarregenses de sempre, o melhor do artesanato e gastronomia regional e os deliciosos enchidos, queijo e mel da região, a organização espera repetir o habitual sucesso da FEQM com largos milhares de visitantes previstos em Vila de Rei.

28ª Feira de Enchidos, Queijo e Mel inaugura novo Parque de Feiras Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal, em entrevista ao JA, avança que são esperadas cerca de 50 mil pessoas, que passam pelos nove dias na FEQM. É a 28ª edição da Feira de Enchidos, Queijo e Mel. Quais as novidades na edição deste ano?

A Feira de Enchidos, Queijo e Mel este ano vai ter o projeto da requalificação do Parque de Feiras terminado. Vamos ter uma zona de espetáculos nova que é o palco 2 e é um anfiteatro e vamos também colocar um grupo de stands ao contrário do que era habitual. Pensamos que vai resultar, porque vai ter mais sombra, mas vamos analisar e fazer um inquérito acerca desta modificação.

Estamos a falar da visita de quantas pessoas?

Posso dizer que estamos a falar de 50 mil pessoas, que passam pelos nove dias aqui no concelho, na FEQM.

É altura de regresso às origens por parte dos que estão fora?

Todos os vilarregenses que estão fora do concelho voltam. Já é uma semana que eles marcam no seu mapa anual para virem à terra e às festas do concelho. Fora os turistas e as pessoas que queiram vir ver os nossos produtos endógenos e as nossas riquezas que são as praias fluviais.

Há uma aposta clara no cartaz musical…

É um investimento que o Município faz desde há uns anos, não foi só este ano. A Feira dos Enchidos, Queijo e Mel é a nossa festa do concelho. O dia do Concelho é um pouco mais solene e a festa é a um mês e meio do 19 de setembro. Por isso nós pomos o cartaz principal sempre na Feira de Enchidos, Queijo e Mel, e penso que estamos a fazer o correto, porque no dia 19 de setembro o tempo é um bocadinho instável.

A FEQM integra outras atividades, como a Feira do Livro, exposições, programa desportivo e muita animação...

É uma festa diversificada, mas nós já fazemos isto há alguns anos e, por isso, temos um público-alvo já quase definido para o desportivo, para o cultural, para a gastronomia, para os mais novos… É um

programa de 9 dias que dá para todas as pessoas. Há uns que gostam de uma coisa, outros gostam de outra, mas ao mesmo tempo estamos a fazer a vontade às pessoas, porque é a festa do concelho, as festas em que nós temos que dar o máximo para que os nossos produtores e comerciantes possam ter mais pessoas a ver. Para lhes proporcionar uma alavancagem na nossa economia local.

A gastronomia tradicional também vai ter oportunidade de se mostrar. Quantos stands de restauração é que vai ter a feira?

Vamos ter dois restaurantes e depois temos várias associações, com petiscos. É uma tenda que vai estar na zona das tasquinhas, com cerca de 700 m2. Dá para muitas pessoas e come-se muito bem. É uma aposta grande na gastronomia tradicional, como o maranho, principalmente, o bucho, os enchidos, o queijo e o tradicional frango no churrasco e as febras.

Estamos a falar de um investimento de quanto por parte do Município?

Com os stands, cartaz musical, trabalho extraordinário das pessoas, publicidade, marketing… cerca de 100 mil euros.

As IPSS continuam a ser o maior empregador do Concelho. Têm surgido atividades novas, ativi-

dades empresariais?

Aprovámos há pouco tempo duas empresas de metalo-mecânica e outra empresa de sucata. Sei que as duas empresas de metalo-mecânica já entregaram os projetos e uma delas já está a começar as obras na zona industrial do Souto. São três empresas novas este ano. Estamos a ver se conseguimos ainda mais empresas, é o nosso objetivo para o concelho, mas ter estas três empresas num ano já é bom. Ainda por cima, a empregar mais pessoas do sexo masculino, porque há mais desemprego do sexo masculino no concelho de Vila de Rei.

As praias fluviais são uma das montras do concelho de Vila de Rei. O concelho também apostou forte na sua promoção, como por exemplo na TAP. Como é que correu?

Neste momento ainda não temos o retorno real. Pensamos que no inverno é que vamos verificar esse retorno do verão. Mas é uma aposta que fizemos e estamos a continuar a fazer. O próximo Executivo terá a oportunidade de fazer outras apostas. Nós vamos ter a nossa e, se formos nós a ganhar, vamos ter uma aposta forte na internacionalização de Vila de Rei. Já estamos a trabalhar nessa situação.

Internacionalização em que sentido? A nível de feiras internacionais.

Estamos a falar em circuitos de turismo, que neste momento estamos a fazer a tal candidatura, e estamos a ajudar os nossos produtores, pois estes circuitos comerciais são bastante válidos para eles.

Um dos grandes problemas com que o nosso país se debate, e Vila de Rei nunca pode fugir ao tema, são os incêndios. Estamos em época de incêndios, de que modo é que a Autarquia se está a precaver?

É uma preocupação que temos todos os dias. Tentamos fazer tudo por tudo, para que as coisas não aconteçam da pior forma. Todas as forças de proteção civil e entidades parceiras estão no terreno a ver se não acontece nada. Em cima desta calamidade que houve em Pedrogão Grande, poderá haver uma janela de oportunidade. Espero que este Governo tenha essa coragem política, que faça chegar uma legislação própria para que os proprietários tenham que cumprir. Eles são donos dos terrenos, mas tem que haver obrigações, tem que haver ordenamento florestal. Neste mandato, não tendo a legislação que nós queremos que haja, já demos estímulos às pessoas, demos apoio para que possam fazer outras culturas para além do pinheiro e do eucalipto. Patricia Seixas e Fátima Saraiva Estagiária ESTA agosto 2017 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Sardoal

II Encontro Internacional premeia os melhores ao piano Decorreu no dia 6 de julho, o concerto de encerramento e a entrega dos diplomas aos vencedores do II Encontro Internacional de Piano, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Ao piano estiveram os vencedores do primeiro e do segundo prémio. O primeiro a subir a palco foi Pedro Afonso Ribeiro, vencedor do 1º prémio na categoria juvenil. Seguindo-se Ksenia Kemova vencedora do 2º prémio ex-aequo, na categoria sénior. Yoana Raycheva foi igualmente premiada com o 2º prémio ex-aequo, na categoria sénior, e por fim, Ruben Micieli venceu o prémio Jovem Talento e o primeiro prémio

na categoria supremo. Miguel Borges, Presidente da Câmara de Sardoal, referiu que esta “semana foi fantástica trouxe ao Sardoal pianistas e músicos de 15 países do mundo”. O presidente avançou ainda que o II Encontro fez com que “muitos sardoalenses recebessem em suas casas os músicos e os pianistas”. “Sendo apenas o segundo ano atingiu um nível muito bom. Contou com a presença de grandes mestres de grandes músicos mundiais e atrás deles vieram os grandes músicos mundiais que estiveram cá durante uma semana”, esclareceu o presidente. “Este ano, tivemos uma novidade, estiveram três pianos nas

Miguel Araújo é cabeça de cartaz das festas do concelho Sardoal recebe mais um ano as suas festas anuais, de 21 a 24 de setembro, com concertos, exposições, mostra de artesanato e gastronomia. Miguel Borges, Presidente da Câmara de Sardoal, afirmou à Antena livre que as festas de Sardoal deste ano contam com “um modelo idêntico ao do ano anterior”. O primeiro dia vai contar com uma noite de fados com “artistas cá da terra”. No dia 22, sobe a palco Samuel Úria “um jovem compositor, que está agora na moda e que a juventude gosta bastante”, referiu o autarca. Samuel Úria, 36 anos, natural de Tondela, é considerado pela crítica nacional um dos artistas mais talentosos da sua geração. No dia 23, o palco é entregue a Miguel Araújo. O músico promete tocar canções bem conhecidas do público português. Miguel Borges lembrou que Miguel Araújo é responsável pela composição de diversas músicas portuguesas, que vão desde o fado a outros géneros musicais. No último dia, a 24 de setembro, “temos os Led On, um tributo a Led Zeppelin, feito por quatro dos melhores músicos portugueses”, afirmou o presidente. Led On é composto por Paulo Ramos na voz, Mário Delgado na guitarra, Zé Nabo no baixo, Manuel

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Paulo nos teclados e Alexandre Frazão na bateria, procurando recriar o ambiente fantástico da música intemporal dos Led Zeppelin. “São três noites de qualidade, de muita qualidade”, salientou o autarca, dando conta que as Festas de Sardoal contam ainda com muito desporto, com a habitual prova de hipismo, com momentos culturais como o Encontro de Filarmónicas e a atuação do Rancho Folclórico de Alcaravela e com algumas exposições. “Vai haver sempre muita animação durante estes quatro dias”, reforçou Miguel Borges.

/ Pianistas foram premiados na presença do presidente da Câmara, Miguel Borges capelas” da vila, que eram tocados todos os dias, desde o largo do Pelourinho até ao Centro Cultural. “Era lá que os pianistas trabalhavam das 9h00 da manhã às 21h00”, aluiu o autarca. Por sua vez, Manuel Araújo, pianista e na qualidade de subdiretor artístico do Encontro, disse que o evento “correu muito bem e que foi uma semana de grandes surpresas e que superou as expectativas”. O pianista referiu que este II

Encontro Internacional de Piano quase que triplicou ao nível de participantes e de dimensão no que diz respeito à edição do ano passado. “Para uma segunda edição é incrível ter aqui pianistas que foram premiados em grandes concursos internacionais”, aludiu. Manuel Araújo anunciou que o Sardoal “esteve inundado durante 7 dias por quase 30 músicos e com as respetivas famílias e pessoas que os acompanhavam. Foi realmente

algo magnífico”. O II Encontro contou com a presença de alguns dos mais conceituados músicos a nível mundial: os professores Aquiles Delles Vigne, Adriano Jordão e Wolfgang Holzmair. A iniciativa contou com cerca de 50 pessoas envolvidas desde os pianistas, às suas respetivas famílias e aos professores. Fátima Saraiva Estagiária ESTA

Município abre novo concurso para construção da escola Em reunião do Executivo da Câmara de Sardoal, realizada no dia 14 de julho, foi revogado o procedimento do concurso para a construção da Escola Básica 1,2,3 e Secundária de Sardoal e aprovada a abertura de um novo concurso, reformulado e com um novo montante. O projeto passou de 3,7 milhões de euros para 4 milhões e 80 euros. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal, explicou à Antena Livre que esta alteração se fica a dever ao facto de “na altura, concorreram 14 empresas mas nenhuma apresentou os requisitos necessários para lhe ser adjudicada a obra, nomeadamente a questão do preço. Todas acharam que os 3,7 milhões de euros era um preço baixo demais para aquilo que era a obra”. O presidente explicou que “isso não aconteceu só no Sardoal, tem acontecido noutros pontos do país, pois há um aumento dos custos da construção civil. Tem aumentado bastante e essa tem sido a justificação que nos têm dado”. Como tal, “teve que ser revisto e reformulado o projeto. Também incluímos uma situação, que no anterior não estava e que é o caso da eficiência energética. Introduzimos melhorias porque o primeiro

projeto era de Classe B e vai passar a ser de Classe A e aqui estamos a falar de 200 mil euros. Reformulámos também algumas opções que estavam feitas de modo a que o projeto ficasse melhor. Houve também uma melhor rentabilização que, para além de aumentar em termos de valor, trouxe outro tipo de opções que, acreditamos, agora vá haver concorrente para a escola”. O atraso no arranque da obra não vai ter nenhuma implicação no normal funcionamento das aulas, garantiu Miguel Borges, pois “o ano letivo já está pensado de forma a que não haja alterações. Começar a 15 de setembro ou a 15 de janeiro, vai ter o mesmo impacto no desenrolar do normal funcionamento do

ano letivo”. Vai então ser aberto novo concurso, com novos valores, para a construção da Escola Básica 1,2,3 e Secundária de Sardoal. Na reunião, o vereador Rui Serras, do Grupo de Independentes de Sardoal, votou favoravelmente a abertura de novo concurso, bem como o vereador socialista, Fernando Vasco. No entanto, o vereador do PS acrescentou que votava favoravelmente a nova escola “embora entendamos que este dinheiro podia ser melhor aplicado noutras situações. Mas votamos favoravelmente devido às circunstâncias de muito desse dinheiro vir de fundos comunitários”. Patricia Seixas


FESTIVIDADES / Rio de Moinhos recebeu um fim-de-semana em cheio

Alvega, no concelho de Abrantes, recebeu de 29 até ao dia 2 de julho a XVI Feira Gastronómica e Cultural. O certame contou com quatro dias de festa, onde não faltou a gastromania tradicional, o artesanato, a cultura, o desporto e o turismo. Adélia Botas, uma das visitantes que afluiu ao certame, referiu que no dias 1 e 2 o certame “esteve muito bom” e que aproveitou para saborear a típica gastronomia. O ensopado de javali, a fritada de peixe, as sopas de verde, as cou-

ves com feijão, o bacalhau assado, a cabidela de galinha, entre outros, foram apenas alguns dos pratos gastronómicos tradicionais que se podiam encontrar na XVI Feira Gastronómica. A Feira Gastronómica e Cultural tinha ao dispor seis tasquinhas e doze stands expositores, em plena Praça da República. O evento, que foi da responsabilidade da União de Freguesias de Alvega e Concavada, contou com a participação e dinamização de várias associações locais.

Rui André afirmou que certamente milhares de pessoas passaram por Rio de Moinhos durante os dias 1 e 2 de julho: “Todos os grupos que atuaram durante o fim-de-semana representaram mais de 800 refeições servidas, fora os visitantes que passaram pela festa. Envolvemos os restaurantes e os cafés da nossa freguesia. Conseguimos criar uma dinâmica de um fim-de-semana cheio”, reforçou o autarca. “A economia local mexeu. Falei com vários empresários locais que me disseram que se fosse assim todos os dias seria muito bom para

a nossa economia”, aludiu. O primeiro momento a destacar no certame foi a apresentação do livro “Rio de Moinhos – O Rio e a Fé”, da autoria de Rui André e em co-autoria com Sónia Pacheco. Uma obra pretende “perpetuar a alma do povo riomoinhense, através de registos, essencialmente fotográficos”. Rui André avançou que o próximo Encontro dos Rio de Moinhos de Portugal irá decorrer em Rio de Moinhos de Penafiel, nos dias 30 de junho e dia 1 de julho de 2018. JMC PUBLICIDADE

Alvega recebeu 4 dias de gastronomia, cultura e música

Rio de Moinhos, no concelho de Abrantes, recebeu nos dias 1 e 2 de julho, o XIII Encontro Nacional dos Rio de Moinhos de Portugal, o VI Festival de Doçaria e Artesanato da Zona Norte do Concelho e o II Entre Margens. Rio de Moinhos reuniu três eventos num só certame que juntou culturas e tradições, costumes e saberes, valores e vivências. Num só local, milhares de pessoas viveram, aprenderam, ensinaram e trocaram as mais diversas experiências. Rui André, presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, disse que o fim-de-semana “ultrapassou as expectativas, de tudo aquilo que nós tínhamos programado”. “O convívio, o voltar a juntar novamente os Rio de Moinhos de Portugal e desta vez os dois eventos - o Festival de Doçaria e de Artesanato e o Entre Margens - foi dar um toque diferente a este encontro, o que veio melhorar e aumentar a partilha da amizade que já existe entre os riomoinhenses de Portugal”, salientou o presidente.

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DESPORTO /

Desporto no feminino: Abrantinas em plano de destaque preocupação por parte de alguns países, principalmente europeus e norte americanos, de pôr em prática um conjunto de medidas específicas ou de acções consertadas entre os poderes públicos e instituições desportivas, para diminuir o fosso de participação das raparigas e mulheres em todos os níveis. Esta preocupação levou a que o número de participantes federadas nas diversas modalidades desportivas crescesse, mas ainda nos posicionamos na cauda da Europa. Portugal é hoje um exemplo de todo esse trabalho desenvolvido por tanta gente, Federações, Associações, que vão dando a possibilidade das meninas participarem em equipas mistas nos diversos campeonatos organizados pelos mesmos. O concelho de Abrantes é neste momento marcado por um conjunto de atletas que têm marcado a sua posição no panorama nacional. Joana Marchão, a menina que queria jogar com os rapazes, teve uma época de ouro ao conquistar o título nacional de futebol. Na festa do futebol, realizado no Jamor,

venceu o seu segundo troféu. Nada mais, nada menos que a Taça de Portugal em representação do clube do seu coração, o Sporting Clube Portugal. Os títulos sempre foram uma constante da sua vida, pela sua perseverança, dedicação e da forma como se aplica, a glória fica muito mais perto. Numa modalidade que tantos valores tem dado nos últimos anos ao desporto nacional, a sportinguista Francisca Laia é mais uma atleta abrantina de excelência na canoagem portuguesa. Falar desta atleta é falar de títulos. Em maio conquistou duas medalhas de prata na Taça do Mundo de Velocidade (K2, 200m, K2, 500) em Montenhor-o-Velho, em junho foi ouro na terceira etapa da Taça do Mundo (K2, 200) em Belgrado, Sérvia e, em julho, prata nos Campeonatos da Europa de Velocidade (K2, 200) em Plovdiv, Bulgária. Com este segundo lugar em campeonatos, estreia-se no pódio enquanto sénior. Depois de várias medalhas em juniores e sub-23, este pódio assume uma importância de relevo e um

óptimo indicador, tendo em conta que estamos em início de época, servindo também de motivação para os mundiais que vão decorrer na República Checa em agosto. Mariana António, a menina de sorriso fácil, tem no atletismo a sua paixão. Nesta época desportiva trocou o Sporting de Abrantes pelo de Portugal e sagra-se campeã nacional de esperanças na estafeta de 4x100 m. A mudança trouxe algumas dificuldades de adaptação que vai ultrapassando com o trabalho desenvolvido pelo clube e pela fibra desta abrantina que com a sua garra vai chegar com certeza ao sucesso. Com todas estas conquistas é bom que tenhamos a consciência de que o desporto geralmente é utilizado para promover a igualdade, mas muitas vezes os desafios de um atleta podem ser completamente diferentes se ele for homem ou mulher.

/ Joana Marchão

/ Francisca Laia

Carlos Serrano

/ Mariana António PUBLICIDADE

Passados 40 anos daquela que foi a primeira recomendação expressa sobre o tema “ Mulheres e Desporto” – Primeira Conferência de Ministros e Altos Responsáveis pela Educação Física e pelo Desporto (MINEPS I,1976), esta serviu para despertar as mentes e se passasse à acção. O trabalho desenvolvido e a perseverança de várias organizações de mulheres, sempre com o objectivo de lhe dar visibilidade a fim de colocar na agenda internacional, levou à realização de inúmeras conferências, seminários, encontros por todo o mundo e, passado estes anos todos, podemos falar de um balanço muito positivo. Hoje, muitos desses obstáculos evocados como causas, razões culturais, mentalidades, vão caindo cada vez mais, levando a que as mentes se abram de maneira a criarem políticas desportivas e valorizarem muito a importância do envolvimento desportivo no meio escolar. No início deste século, com a persistência de muitos agentes desportivos, começou a haver alguma

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REPORTAGEM /

Abrantinos em Ponta Delgada

Quem vai aponta Delgada, nos Açores, quer conhecer as maravilhas locais, desde as lagoas e furnas ao património cultural. Tem muito por onde escolher, dificilmente vai ficar dececionado. Mas não perde nada se reservar um tempo para descobrir a aventura de dois abrantinos que ali dão cartas.

Pedro Bento Natural de Sentieiras (S. Vicente), aprendeu com o pai, António Bento, o empenho nas coisas da cultura. Em Abrantes fez várias tentativas de futuro, entre elas um bar, mas acabou por rumar a Lisboa. Até que em 2004 aportou aos Açores. Dois anos depois foi convidado a gerir a galeria Arco 8, que é a mais antiga dos Açores (1985). Aceitou, deu-lhe uma nova dinâmica. “Temos tido aqui muitos dos artistas mais relevantes, por exemplo a Paula Rego, e alguns dos artistas açorianos mais relevantes começaram aqui e agora já andam pelo país inteiro”, conta Pedro Bento ao JA. “O que me propus foi dinamizar um pouco a vida cultural dos Açores através das artes performativas e das artes plásticas. A galeria estava muito restringida às artes plásticas. Então, comecei com cinema de autor, teatro, dança… Muitos dos grupos e associações que têm sido fundados na última década têm começado por desen-

Ricardo Santos Em frente ao Teatro Micaelense, que é uma instituição, o restaurante Boca de Cena é um lugar muito especial a vários títulos. A porta já estava fechada quando o JA chegou e bateu, mas abriu-se para uma conversa, com os últimos clientes ainda na sala. É um espaço agradável, de design cuidado. O restaurante tem uma cozinha óptima, com assinatura de chefe, e tem a particularidade de o chefe, Ricardo Santos, o “russo” de Casais de Revelhos, fazer tudo sozinho: cozinha e serve à mesa, recebe os clientes e lava a loiça, faz as compras e o mais que é preciso. Como é que consegue? Segredo profissional e, sem dúvida, muita dedicação, muito trabalho. Mas a verdade é que é

volver as suas iniciativas aqui, no Arco 8. Isso é importante, porque este conceito só é viável com o apoio e o carinho dos artistas.” E

uma casa de sucesso, com as melhores referências. Na sua página do Facebook, uma cliente deixou a sua avaliação: “O Restaurante Boca De Cena é paragem obrigatória para quem passar pela ilha de São Miguel. O melhor bife de atum do mundo e o melhor polvo do mundo! O Ricardo Santos além de um incrível chef é um anfitrião fantástico e faz com que os pratos incríveis sejam apenas uma parte de toda esta experiência (e tão rica que é!). Podia estar aqui a dizer muito mais coisas, mas palavras serão sempre apenas isso... palavras. Por isso visitem, provem e desfrutem de toda esta experiência. No final vão chegar à mesma conclusão que eu: ‘sempre que voltar a Ponta Delgada tenho de cá vir!’” Mas vamos ao princípio. A esposa, educadora de infância, não conseguia arranjar trabalho, concorreu para os Açores, foi colocada e o Ricardo, que tinha tirado o curso de cozinha, acompanhou-a, em 2000. Começou a trabalhar num restaurante

o percurso tem sido de continuada afirmação do projeto. “De início, este tipo de negócio não encaixava bem nos hábitos instituídos, mas

numa simbiose entre entretenimento e cultura temos conseguido cativar cada vez mais pessoas.” Um dos efeitos foi a abertura horizon-

tal entre vários públicos. “Quando cheguei, havia iniciativas muito interessantes, mas estavam cingidas a um público muito específico.” Hoje, o Arco 8 é uma referência e é tido em conta quando Ponta Delgada programa as suas iniciativas de grande impacto. Uma das hipóteses que se abre é Ponta Delgada candidatar-se a Capital Europeia da Cultura. Pedro Bento olha a hipótese com satisfação e dúvida. “Passados dez anos, é sinal de que tem dado alguns frutos, mas duvido que seja possível.” Mas, se vier a acontecer, de certeza que vai passar por ali. Pedro Bento foi comprando as quotas da antiga proprietária e hoje é o dono do Arco 8, um bar-galeria que pontua a noite e a vida cultural de Ponta Delgada. “O espaço não é meu, é património municipal, a empresa sim.” Na fachada, um trabalho de Vhils parece dar o mote de que o mundo passa por ali. No Facebook, é Arco 8 Azores. A programação é de elevado nível, em parceria com os vários projectos e entidades. Sem esquecer o apoio aos artistas que estão a começar e ali encontram um primeiro porto de abrigo. “Dá-me muito gozo vê-los crescer”, remata Pedro Bento.

mexicano, depois num vegetariano, a seguir num “casamentos e batizados”… até que “comecei a ficar cansado de abrir restaurantes para outros e, em 2008, disse, ‘Não, vai ser agora’”. E foi. Com modéstia, diz que “está a ter um bocadinho de sucesso”. É considerado o primeiro ou segundo dos Açores. “Sempre cheio, é preciso reservar, senão não se apanha lugar”, avisa o Ricardo. No princípio, com a crise geral, não foi fácil. Mas hoje… “Cozinha e sala, não é fácil. É para homens”, ri-se. “Faço cozinha de autor: pego nas cozinhas de todo o mundo e faço o meu próprio prato, com produtos dos Açores e alguns do continente.” Reconhece que “está a correr bem. Apostei na altura certa, no tempo da crise. Quando deu a volta, já cá estava”. E remata: “Gosto de cá viver e… Vamos ficando por cá”. Alves Jana

agosto 2017 / jornal de abrantes

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CULTURA /

Ciência Viva no Verão com atividades para os mais novos À semelhança de anos anteriores, Constância recebe diversas atividades no âmbito da Ciência Viva no Verão, as quais decorrem até ao dia 9 de setembro, numa organização do Centro Ciência Viva de Constância. O Parque Ambiental de Santa Margarida recebe, no dia 4 de agosto, às 20:00, a iniciativa “O outro lado da vida das borboletas”, que pretende dar a conhecer o Borboletário “quando a noite cai”. A atividade repete-se nos dias 18 e 30, às 19:30. No dia 11 de agosto é a vez do Centro Ciência Viva ser palco de “Chuva de Estrelas no Parque”, a partir das 21:00, enquanto no dia 12, no Parque Ambiental de Santa Margarida, será possível “Conhecer plantas usadas pelos nossos avós”, às 9:30. O Centro Ciência Viva volta a ser local de encontro, no dia 18 de agosto, para a atividade “Observar o Céu Noturno no Parque”, às 21:00, e no dia 21, para observar o

“Eclipse Solar no Parque”, às 18:00. “Matemática com sol e sombras” é o nome da atividade a decorrer no Parque Ambiental de Santa Margarida, no dia 23 de agosto, às 15:00, enquanto a última iniciativa do mês de agosto, no dia 30, às 15:00, no Centro Ciência Viva, terá como temática “O sol – cozinhar, brincar e observar”. Todas as atividades são gratuitas mas requerem inscrição no Centro Ciência Viva de Constância ou em www.cienciaviva.pt.

Adriano Martins

Live Tejo levou a música à aldeia

/ Dj Ride em Rio de Moinhos Realizou-se no dia 15 de julho, numa promoção da Associação Juvenil Remoinhos d’Água, de Rio de Moinhos, o Live Tejo 2017. O polidesportivo da freguesia encheu-se de apreciadores da boa música para assistirem aos concertos de Valas e DJ Ride. O projeto Live Tejo começou em 2016 e pretendeu desde o seu início ser um evento dedicado à boa música e aos jovens do Médio Tejo. Segundo a organização do evento, “o primeiro ano foi um sucesso e por isso mesmo, a Associação Juvenil Remoinhos d’Água decidiu arriscar e apostar ainda mais. O cartaz do dia 15 apresentou dois grandes nomes do panorama musical nacional e foi de encontro com a “onda musical” que se faz ouvir no país”. Para começar a noite do dia 15, o DJ Mi Sanga, José Tomás regressou a Rio de Moinhos com um novo projeto musical. Depois de vários

/ O músico Valas levou o público ao rubro projetos a solo e em bandas, o DJ Mi Sanga abriu em grande uma noite de bons espetáculos. Seguiu-se a atuação de Valas que conseguiu colocar o público juvenil a cantar “as coisas que ela faz” ou o “acordar assim”. A abrir para o DJ Ride, o sardoalense Blind ofereceu uma atuação energética e agarrou o público para o nome mais esperado da noite. Para terminar com chave d’Ouro, os jovens Daniel Mateus e Miguel Neves fizeram a sua estreia em Rio de Moinhos com o projeto The F*cking Revengers. A Remoinhos organizou ainda uma surpresa, no dia 14 de julho - a Noite Zero, de entrada livre. Uma noite que contou com as atuações da banda Royal Pandemónio e o DJ Pokol. Fez-se assim, um pré-aquecimento para o evento, onde a Associação contou com a presença de muitos jovens do Médio Tejo que se divertiram pela noite dentro.

Ciclo de cinema ao ar livre percorre concelho de Mação O concelho de Mação vai receber cinco sessões de cinema ao ar livre, entre os dias 2 e 6 de agosto, sempre às 21:30. Depois da primeira edição, que decorreu em 2016, as noites de cinema em português estão de volta e estendem-se a vários locais. No dia 2 de agosto, na Praia Fluvial de Ortiga, será exibido o filme “Sei Lá!”, de Joaquim Vieira, adaptado do livro homónimo de Margarida Rebelo Pinto. O Largo dos Combatentes, em Mação, é o local escolhido, no dia 3, para a exibição do filme “Amália”, realizado por Carlos Coelho da Silva e que retrata a vida da fadista portuguesa. As noites de cinema regressam à Praia Fluvial de Cardigos, no dia 4 de agosto, com “Dot.com”, uma comédia realizada por Luís Galvão Teles, com um elenco composto por Margarida Carpinteiro, Marco Delgado, André Nunes e Isabel Abreu. A Praia Fluvial de Carvoeiro recebe a exibição de “O Amor É Lindo, Porque Sim!”, a 5 de agosto, uma comédia de Vicente Alves do Ó. A iniciativa termina no dia 6 de agosto, na Praça da República de Envendos com o filme “Jacinta”, de Jorge Paixão da Costa, que retrata a história de Jacinta, a mais nova vidente das aparições de Fátima. As noites de cinema ao ar livre têm entrada livre, sendo promovidas pelo Município de Mação em parceria com o Instituto de Cinema e Audiovisual.

AGENDA / Abrantes Até 21 de agosto – “BIAgens com livros” - várias atividades e ateliers – Biblioteca Itinerante de Abrantes Até 31 de agosto – Exposição “200 Anos da Invenção da Bicicleta” – Biblioteca Municipal António Botto Até 31 de agosto – Mostra documental sobre a Igreja de Santa Maria do Castelo – Arquivo Municipal Eduardo Campos (Zona Industrial), de segunda a sexta, das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30 Até 29 de setembro – Exposição “O Tempo Inscrito – Memória e Projeção”, da coleção Figueiredo Ribeiro – Quartel da Arte Contemporânea, terça a sábado, das 10:00 às 12:30 e das 14:30 às 19:00 Até 30 de setembro – Exposição “Jogos Matemáticos através dos tempos” – ParqueTejo, Rossio ao Sul do Tejo, 9:00 às 17:30 Até 7 de janeiro de 2018 - Exposição “IX Antevisão do MIAA – Romanização do Médio Tejo” – Museu D. Lopo de Almeida, Castelo, de terça a domingo, das 9:30 às 12:30 e das 14:00 às 18:00 10 de agosto – Animação de verão – Academia de Músicos de Abrantes – Centro Histórico, 22:00

Mercado de produtos hortícolas e artesanato – Praça Alexandre Herculano, das 9:00 às 12:00 11 de agosto – “Poesia e Música à Mesa” com Fred (poesia) e duo de flauta e guitarra (música) – Restaurante Trinca Fortes (jantar) 1 de setembro - “Poesia e Música à Mesa” com Carlos Carvalheiro (poesia) e Ana e David (música) – Restaurante Pezinhos no Rio (jantar)

Mação 2 a 6 de agosto – Cinema ao ar livre – Vários espaços do concelho 5 a 31 de agosto – Exposição “Brincadeiras, Caricaturas”, de Tófê Tavares – Galeria do Centro Cultural Elvino Pereira 12 de agosto – Dia da Juventude – Passeio Pedestre, workshops, jogos tradicionais, entre outras atividades – Praia Fluvial de Cardigos, a partir das 9:00

Sardoal Até 26 de agosto – Exposição de pintura “Regressando a Casa”, de Massimo Esposito – Centro Cultural Gil Vicente, de terça a sexta-feira, das 16:00 às 18:00, e ao sábado, das 15:00 às 18:00

12 de agosto – Dia Internacional de Juventude com jogos, insufláveis e animação musical – Complexo Municipal de Piscinas

3, 10, 17, 24 e 31 de agosto – Cinema ao ar livre – Jardim do Centro Cultural Gil Vicente, 22:00

18 a 21 de agosto – Cosmic Forest Festival – São Facundo

Vila de Rei

24 de agosto – Animação de verão – Noite de Fados – Centro Histórico, 22:00

Constância Até 15 de setembro – Ciência Viva no Verão em Rede – Várias atividades – Centro Ciência Viva e Parque Ambiental de Santa Margarida Até 30 de setembro – Exposição fotográfica “Ruas da Festa” - Antiga Cadeia, de terça a sexta-feira, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 18:30

Até 31 de agosto – Exposição de pintura de Els Smulders – Museu Municipal 29 de julho a 6 de agosto – XXVIII Feira de Enchidos, Queijo e Mel

Vila Nova da Barquinha Até 27 de agosto – Exposição “Nós, vós, eles: failed strategies” de Anni Katajamaki – Galeria do Parque 5, 12, 19, 26 de agosto – Teatro “Viriato” pelo Grupo Fatias de Cá – Castelo de Almourol, 19:19

6 de agosto – Domingo na Praça –

Exposição coletiva de arte contemporânea patente na Quartel A Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes tem patente, até 29 de setembro, uma exposição coletiva da coleção de arte contemporânea Figueiredo Ribeiro. Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, “O Tempo Inscrito – Memória, Hiato e Projeção” apresenta um conjunto de obras de 25 artistas plásticos portugueses e centra-se sobre a ideia de tempo, e sobre a forma que este adquire. Andreia Santana; José Pedro Croft; Luísa Jacinto; Marco Pires; Mauro Cerqueira; Miguel Branco; Nuno Nunes Ferreira; Rui Calçada Bastos; Rui Chafes e Teresa Braula Reis são alguns dos artistas plásti-

cos com trabalhos expostos nesta mostra. A exposição pode ser visitada,

gratuitamente, de terça a sábado das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 19h00. agosto 2017 / jornal de abrantes

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ISABEL LUZEIRO

Médica Neurologista/Neurofisiologista Especialista nos Hospitais de Universidade de Coimbra

Consulta de Neurologia, Dor, Patologia do Sono, Electroencefalograma (EEG) e Exames do Sono Centro Médico e Enfermagem de Abrantes Largo S. João n.º 1 - 2200 - 350 ABRANTES Tel.: 241 371 690

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Profile for Miguel Ramos

JA edição de agosto de 2017  

Jornal de Abrantes, Sardoal, Mação, Vila de Rei, Constância, VN Barquinha.

JA edição de agosto de 2017  

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