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a j / JORNAL DE ABRANTES / Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei / Diretora Joana Margarida Carvalho JULHO 2017 / Edição nº 5557 Mensal / ANO 117

CM de Mação

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ENTREVISTA

Cónego José da Graça faz um balanço de 50 anos de sacerdócio O Conselho Pastoral das Paróquias de São Vicente e São João está a promover a celebração das suas Bodas de Ouro Sacerdotais com um conjunto de iniciativas. Pág. 3

Mação Mostra-se 24ª Feira Mostra de 28 de junho a 2 de julho

NESTA EDIÇÃO

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O concelho volta a estar no centro do mundo ao piano, durante sete dias Pág 8 PUBLICIDADE

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REGIÃO / Abrantes

Direção do CRIA apresenta documento inspetivo que dá conta de irregularidades A direção do CRIA apresentou, no dia 19 de junho, as conclusões do relatório final da ação inspetiva levada a cabo pela Segurança Social, no âmbito das irregularidades que levaram em 2015 à instauração de processos de averiguações no seio da instituição. Segundo a atual direção, o documento inspetivo dá conta de irregularidades ocorridas no mandato anterior e numa situação que pode levar a que o CRIA seja ressarcido em 27.887, 65 euros. Nelson de Carvalho, presidente da direção do CRIA, apresentou as conclusões e leu aos jornalistas os pontos avaliados durante a auditoria: “Muito embora a instituição tenha normalizado a situação no atual mandato verificou-se que não existiam atas das reuniões do conselho fiscal dos anteriores mandatos, conduzindo e explicando não ter existido um verdadeiro controlo de legalidade no funcionamento da associação inerente ao exercício das competências de fiscalização. Quer as atas do referido órgão, quer os demais órgãos sociais, padecem de fragilidades relacionadas com a sua formalização sem prejuízo de as atas serem redigidas digitalmente, as mesmas devem fazer parte de num livro”, lia-se. Segundo o documento inspetivo da Segurança Social, no mandato anterior, “a instituição não cumpria com a exigência dos seus estatutos no que respeita a aceitação pela direção dos candidatos a associados, uma vez que não existia deliberações em ata nesse sentido. Porque é incorreta esta situação, não deve voltar a ocorrer, devendo a direção pugnar ou deliberar,

CMA

FOTO LEGENDA /

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jornal de abrantes / julho 2017

/ Atual direção é liderada por Nelson de Carvalho e ainda composta por Piedade Pinto, 1ª secretária e Aníbal Melo, tesoureiro registando devidamente as deliberações relativas a demissão ou não admissão dos associados”. “Igualmente se confirmou a existência de irregularidades na admissão de associados não se verificando nos mandatos anteriores a aceitação das propostas dos associados pela direção. Conforme peculiarizava os estatutos do CRIA, esta situação vem sendo regularizada para com a existência de deliberações e aceitação e rejeição. Por outro lado, verifica-se pertinente a inexistência de um livro de associados”, referia o documento. No que se refere aos critérios de elegibilidade dos órgãos sociais, Nelson Carvalho chamou atenção para este ponto, pois segundo o responsável “tinha sido dito que os órgãos da atual direção tinham sido eleitos ilegalmente”. Segundo

o documento inspetivo, “verificou-se que decorria ainda o prazo de adequação dos estatutos do CRIA das IPSS não sendo comprovada a ilegalidade da eleição dos atuais órgãos sociais”. No que diz respeito à avaliação do sistema de controlo interno, contabilidade, etc, identificou a equipa inspetiva da Segurança Social “falhas em relação aos caixas, depósitos bancários, associados e viaturas, designadamente o controlo efetuado aos caixas não resultou provado. Na movimentação das contas bancárias, era utilizado um cartão de débito contrariando as posições estatutárias”. “Os documentos de suporte à contabilidade do ano de 2014 não estavam numerados sequencialmente, não estavam classificados nem organizados por diários, im-

possibilitando a realização da presente auditoria. E tornou indispensável aguardar pelas conclusões da auditoria realizada por uma empresa externa e que condicionou a conclusão do presente processo de averiguações”, salientou Nelson Carvalho. “Da análise dos recibos de vencimento da ex-diretora executiva, da ex-diretora executiva adjunta e da ex-chefe dos recursos administrativos, verificaram-se pagamentos tais como a título de exemplo: complementos, ajudas de custo, subsídios de transporte sem que existam deliberações por escrito, autorizações e justificações e documentos que sustentem a sua atribuição”, salientou o presidente da direção aquando lia o documento. A ação inspetiva conclui que “a instituição foi lesada em 27.887, 65

euros. As verbas em causa foram auferidas sem justificação legal para o efeito, configurando enriquecimento sem causa, termos em que a instituição deverá ser ressarcida e os órgãos sociais responsabilizados através da participação ao Ministério Público pela prática de atos ilícitos”. “Em relação aos gastos com o alojamento, formação, combustível, malas entre outros, realizados pela ex-diretora executiva e pela ex-diretora executiva adjunta, comprovou-se que os mesmos não foram autorizados superiormente, o que conduziu à extensão de processos disciplinares”, deu conta ainda Nelson Carvalho. “Comprovou-se o aumento dos salários de alguns funcionários, com a atribuição de uma compensação de 10% de vencimento conforme a deliberação escrita. Comprovou-se que os relatórios e contas de 2015 estiveram disponíveis na secretaria da instituição para consulta dos associados constando atualmente da página institucional”. Já em declarações aos jornalistas presentes, Piedade Pinto afirmou que o documento inspetivo não representou “uma surpresa” e que “veio confirmar as nossas suspeitas desde o início”. Por sua vez, Nelson Carvalho salientou que “a restruturação orgânica que fizemos, o levantamento do inquérito e o pedido de auditoria está de acordo com o que aqui está. Portanto, veio-se a revelar que foram atos necessários”. O processo segue agora para o Ministério Público e a atual direção refere que vai aguardar pelos desenvolvimentos processuais.

A edição de 2017 das Festas de Abrantes fica marcada pelo encerramento das comemorações do centenário da elevação de Abrantes à categoria de cidade. O centro histórico da cidade foi motivo de atração pelo artesanato urbano, a animação de rua, as tasquinhas e os doces tradicionais. Aurea, Pedro Abrunhosa e Abrantes Big Band e GNR foram os cabeças de cartaz da edição de 2017. Devido aos trágicos incêndios de Pedrogão Grande, a Câmara Municipal decidiu cancelar todas as atividades musicais do último dia das Festas de Abrantes. Os concertos foram reagendados para o dia 30 de junho, na Praça Barão da Batalha.


REGIÃO / Abrantes

Pedalar por uma causa: Abrantes - Gibraltar com Pedrógão no coração / Nuno Gomes e Daniel Simões dois amigos abrantinos que têm promovido uma série de desafios pessoais em termos desportivos, entre os quais se contam a realização do projeto “Diagonais”, quatro etapas diferentes em que estabeleceram a ligação de Abrantes às quatro cidades/cantos de Portugal em BTT (Vila Real de Santo António, Sagres, Caminha e Bragança), com cada um desses trajetos a ter a duração limite de 24 horas. Quando se encontravam

a preparar o novo desafio de ligar Abrantes a Gibraltar, abateu-se sobre a Região do Pinhal a tragédia dos incêndios, que tão graves consequências tiveram. Na sequência da catástrofe, pensaram de imediato em transformar este seu desafio numa ação de solidariedade, vendendo cada um dos quilómetros que cada um completar, com o intuito de angariar aproximadamente 11.000 euros. Quem se propuser adqui-

rir quilómetros que reverterão a favor daqueles que foram atingidos pelos incêndios, pode fazê-lo para o IBAN PT50001800000604424302177, devendo enviar o respetivo comprovativo para o e-mail 555kmpedrogao@gmail.com, pelo qual também será possível obter mais informações. Neste momento, cerca de metade dos quilómetros que Nuno Gomes e Daniel Simões se propõem fazer já foi vendida a

um mecenas. Depois de regressarem de Gibraltar, Nuno e Daniel convidarão todos aqueles que habitualmente andam de bicicleta em Abrantes a fazerem-lhes companhia num pelotão que se deslocará a Pedrógão para fazer a entrega dos donativos alcançados. José Martinho Gaspar

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Nuno Gomes e Daniel Simões lançaram a si próprios o desafio de ligar Abrantes a Gibraltar, no dia 26 de julho, em bicicleta de BTT, num limite temporal de 24 horas, em que farão 555 quilómetros, que se propõem vender a 10 euros cada, com o intuito de angariar fundos para serem entregues a vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande. Nuno, professor, e Daniel, veterinário/oficial do exército, são

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REGIÃO / Sardoal

Parque da Lapa vai ser requalificado res na sociedade nos tempos que correm, algo que se tem verificado entre os equipamentos públicos do município. Relativamente à Lapa, Jorge Gaspar refere que foram atos de vandalismo que decorreram “no ano passado e no 1º trimestre de este ano”. “Vandalizaram as casas de banho, numa segunda fase a instalação elétrica, as portas e o roubo de janelas. Por último, e mais recentemente, foi o grelhador”. As obras vão ser efetuadas pelos serviços operacionais da Câmara e por uma empresa externa. “As requalificações são nas casas de banho, o acesso em madeira ao quiosque, recuperar o grelhador com um apoio robusto (para

que não seja roubado) e reforçar a proteção de segurança daquele pequeno poço”. As mesas e bancos de madeira também vão sofrer beneficiação. A obra terá a duração aproximada de 15 dias “com cerca de 3000€ de adjudicação externa e a nossa mão-de-obra”, que inclui reconstrução/substituição de equipamentos e inclusão de um lava-loiça. “Vamos ver como será a reação das pessoas a este novo arranjo. Esperemos que não voltem a estragar tudo. Na semana de 20 a 27 de junho a obra estará terminada”, finalizou. Fátima Saraiva Estagiaria ESTA

II Encontro Internacional de Piano “com provas dadas” O Sardoal volta a estar no centro do mundo ao piano, de 30 de junho a 6 de julho, com grandes obras, escolas pianísticas e interpretações. O II Encontro conta com a presença de alguns dos mais conceituados músicos a nível mundial: os professores Aquiles Delles Vigne, Adriano Jordão e Wolfgang Holzmair. “Manuel Araújo toca por todo o mundo e veio tocar ao Sardoal. Apaixonou-se pela beleza da nossa vila e pelas suas características. Sardoal tem 500 anos de um microclima cultural com provas dadas”, referiu Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal. O pianista Manuel Araújo viu no Sardoal “potencialidade para fazer aqui o Encontro Internacional de Piano”, salientou o presidente de Câmara, elucidando que a edição anterior foi “uma aposta ganha”. O presidente avançou ainda que este ano o Encontro Internacional

de Piano vai ter uma novidade: será introduzido um piano nas três capelas existentes na vila, desde o largo do Pelourinho até ao Centro Cultural. “Quem percorrer esta avenida vai ouvir pianistas a tocar piano diariamente”. “O evento no ano passado foi uma loucura, mas foi muito importante porque serviu para conhecer depressa as potencialidades e os problemas logísticos de Sardoal. Foi possível conhecer tudo o que [a vila] teria disponível para fazer um encontro maior. Este ano, quase triplicamos o número de participantes”, salientou Manuel Araújo. Este evento cresceu e traz muitos participantes de vários países, como por exemplo o músico de renome, o professore Aquiles Delles Vigne. No entanto, a grande novidade deste ano é a presença de Wolggang Holzmair, diretor da Sommerakademie de Salzburgo. “Conseguimos atrair cá o diretor da Sommerakademie,

/ Manuel Araújo e Miguel Borges de Salzburgo, que é uma das instituições mundiais mais importantes da referência da música”, adiantou ainda Miguel Araújo. Este ano, o Encontro conta novamente com atribuição do prémio Jovem Talento, que oferece bolsas de estudo a dois pianistas. Os pianistas vão ter oportunidade de mostrar o seu talento durante os sete dias do Encontro e ficar alojados em casas de famílias sardoalenses. Na edição de 2017, o Encontro Internacional de Piano conta com um orçamento autárquico de 6 mil euros. Fátima Saraiva Estagiaria ESTA

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jornal de abrantes / julho 2017

A exposição de pintura “Regressando a Casa”, de Massimo Esposito, está patente no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Esta exposição nasce do interesse que o autor teve em perceber como é que as mulheres se adaptam a uma sociedade que está a mudar rapidamente e de que forma fazem as suas introspeções e se autoprotegem. Massimo Esposito descreveu o Centro Cultural de Gil Vicente, como “um espaço muito bonito, muito bem decorado”, como sendo um espaço ideal para esta exposição. “Estes quadros representam mulheres quando regressam a casa. A nossa sociedade mudou muito, vamos a ver no tempo dos nossos avós era impensável uma mulher viver sozinha, trabalhar sozinha, agora não”, explicou o pintor. “Falei com várias amigas, tentei

saber o que é que elas fazem e tentei reproduzir da melhor maneira possível. Estou a trabalhar com a Liga e acho que é importante. E visto que eu pessoalmente não posso ajudar, disponibilizo quadros, esboços e pequenas recordações. Tudo o que for vendido vai reverter a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro”, reforçou o pintor. “O Massimo veio ter connosco ao grupo de apoio e explicou-nos que gostava de se ligar à Liga Portuguesa Contra o Cancro. Nós ficámos muito contentes como é óbvio”, referiu Matilde Sacavém, da Liga. Por sua vez, Miguel Borges agradeceu ao pintor pela iniciativa: “Sempre o admirei e ao seu trabalho como artista, que tem tido um impacto muito grande”. A exposição pode ser visitada até dia 26 de agosto. Fátima Saraiva Estagiaria ESTA

Digressão da Companhia Nacional de Bailado passa pelo Sardoal Digressão da Companhia Nacional de Bailado passa pelo Sardoal No âmbito da digressão comemorativa dos seus 40 anos, a Companhia Nacional de Bailado (CNB) apresenta no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, dia 29 de junho, pelas 21h30m, o espetáculo “A Perna Esquerda de Tchaikovski”. Estreado em fevereiro de 2015, o espetáculo parte da memória do corpo da bailarina Barbora Hruskova e das marcas deixadas no seu corpo pela vida profissional. Tiago Rodrigues, dramaturgo, produtor

e encenador revisita a carreira da bailarina, que estará acompanhada por Mário Laginha ao piano. Em 2014, a CNB fez uma homenagem a Barbora Hruskova, bailarina principal da companhia, que terminou a carreira nesse ano e fez a despedida com o bailado “Giselle”. De nacionalidade francesa, Barbora ingressou na CNB em 2003 como primeira bailarina, após ter passado pela Companhia de Bailado de São Francisco, nos Estados Unidos, e pelo Ballet Real da Flandres, na Bélgica.

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A reunião do executivo da Câmara Municipal de Sardoal decorreu no dia 7, no salão nobre dos Paços do Concelho. A obra pretende requalificar o que foi destruído na sequência dos 3 atos de vandalismo efetuados no local com a instalação dos sanitários, as portas, das janelas, a parte elétrica e por último, o grelhador. “Esta requalificação tornou-se inevitável. Tínhamos duas hipóteses ou cancelávamos aquela área de lazer, (aquilo está num estado lastimável), ou fazíamos pequenas alterações”, informou Jorge Gaspar, vice-presidente da Câmara de Sardoal. O vice-presidente refere que os atos de vandalismo têm sido vulga-

“Regressando a Casa” de Massimo Esposito em exposição solidária


REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

Câmara aprova Estratégia Integrada de Desenvolvimento do concelho Barquinha, com a intervenção em vários edifícios completamente degradados e com isenções feitas pelo Município. A consolidação de novas plataformas, ou seja, a relação dos cidadãos à Administração Pública e vice-versa. E, por último, uma orientação estratégica extremamente importante que tem a ver com o impulso da dimensão económica”, enumerou o presidente. “A reativação da Base Aérea número 3, o desenvolvimento de um conjunto de apoios às empresas, nomeadamente na zona de Atalaia, e a criação do Ninho de Empresas e programas de apoio”, são outros objetivos previstos no documento orientador. Fernando Freire explicou ainda que a estratégia definida para o concelho passa também pela promoção da “sustentabilidade ambiental, com a criação do saneamento básico das Madeiras e toda a zona nascente do concelho”, complementando as intervenções que foram feitas no último ano na ETAR da Praia do Ribatejo e no próximo ano na de Tancos.

/ O documentado orientador para os próximos anos foi realizado pela empresa Augusto Mateus & Associados “A questão da eficiência energética de edifícios públicos, que é transversal a um projeto de fundos comunitários a todos os concelhos da Comunidade Intermunicipal” e a “questão florestal com a criação de ZIF`S e outros mecanismos, para atenuar ou evitar os riscos

florestais cada vez mais presentes”, também estão contempladas no documento. O incentivo à mobilidade, ao Transporte a Pedido e ao uso do transporte elétrico, dotando o concelho com alguns postos de carregamento de viaturas elétricas é

outro objetivo, bem como a promoção dos produtos endógenos, dos percursos ribeirinhos, dos recursos endógenos naturais e culturais. O autarca barquinhense referiu-se ainda à área da Educação, dando conta que é necessário continuar a valorizar “a oferta educativa com a dinamização do Centro de Educação em Ciências, a aprendizagem experimental e também a avaliação das políticas educativas face aos novos desafios por parte do Governo”. Por último, e também prevista, está a modernização tecnológica com a aquisição de meios informáticos e eletrónicos para facilitar o acesso dos cidadãos à Câmara Municipal e à Administração Pública. “São estas as grandes vertentes, as grandes orientações estratégicas que foram apresentadas e que foram aprovadas por unanimidade”, na última reunião de Câmara realizada a 14 de junho. Joana Margarida Carvalho e Fátima Saraiva Estagiaria ESTA PUBLICIDADE

A Câmara Municipal de VN Barquinha aprovou por unanimidade, na última reunião do executivo camarário, a Estratégia Integrada de Desenvolvimento do concelho. O documento orientador para os próximos anos foi elaborado pela empresa Augusto Mateus & Associados, num investimento autárquico de cerca de 12 mil euros. Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de VN da Barquinha, começou por explicar à Antena Livre que é “uma estratégia que faz o respetivo enquadramento histórico e diagnóstico do concelho até à presente data. É uma estratégia articulada com a Estratégia Integrada de Desenvolvimento do Médio Tejo para no fundo alocar fundos comunitários aos vários projetos que temos”. O autarca avança que foram “definidas várias orientações, nomeadamente três grandes vetores”. Um vetor que assenta na natureza, nos rios, no património e na produção artística e criativa. Um segundo vetor que “no fundo visa o alastramento da renovação urbana da

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“Sabores do Tejo” de portas abertas A nova Loja “Sabores do Tejo”, em Vila Nova da Barquinha, já entrou em funcionamento. A “Sabores do Tejo” é uma loja de produtos endógenos derivados da produção local, explorada em parceria com a Associação de De-

senvolvimento Integrado do Ribatejo Norte (ADIRN). “Será uma loja dedicada aos produtos endógenos da região favorecendo todos. Pertencemos a uma comunidade, a uma estratégia e devido aos visitantes que

temos, que são muitos, podemos aqui alocar e promover os nossos produtos. Aproveitamos para ter ali um espaço de degustação dos produtos regionais”, referiu Fernando Freire, presidente da CM de VN da Barquinha.

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REGIÃO /

Vila de Rei: Câmara aprova Quinta Pedagógica e Alojamento Local em São João do Peso Foi aprovado por unanimidade, na reunião do executivo camarário vilarregense, no dia 20 de junho, a construção de uma Quinta Pedagógica e Alojamento Local, na localidade de São João do Peso. O espaço, já existente, é constituído por um solar e um terreno agrícola e vai ser reconvertido numa Quinta Pedagógica e Alojamento Local, num investimento de cerca de 500 mil euros. Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, recordou que a Autarquia adquiriu aquele espaço no ano de 2003 com o intuito de alojar pessoas provenientes do Brasil, que estavam integradas num projeto Municipal. O objetivo passava por fixar pessoas no concelho, em concreto na aldeia mais desertificada da altura, que era São João do Peso. Entretanto, a casa ficou desocupada e atualmente “encontra-se a precisar de muita manutenção”, referiu o presidente. “No nosso programa eleitoral tínhamos previsto realizar uma quinta pedagógica, e assim juntamos o “útil ao agradável”, na medi-

/ O espaço ficará sob a gestão municipal e terá 5 quartos da em que precisamos de melhorar aquele espaço e porque temos alguns alunos que querem ficar ali”, explicou o autarca. Ricardo Aires lembrou que em São João do Peso existe a “ponte dos três concelhos que é monumento nacional” e na sua envolvência alguns “percursos pedestres, a

praia fluvial do Pego das Cancelas e do Bostelim, que é bandeira azul”. Com a nova Quinta Pedagógica o executivo vilarregense quer “mostrar ao turista e aos alunos, que vêm de fora, o que é que o concelho de Vila de Rei produz. Refiro a produção de azeite, do medronho, etc e dar o exemplo de uma floresta

ordenada, dando um sinal que as pessoas não podem ter a floresta como têm”, fez notar o autarca. No decorrer da reunião de Câmara, Miguel Jerónimo, vereador da oposição, salientou a mais-valia do projeto, contudo discordou da valência do alojamento local, dando conta que o novo espaço deveria

de estar centrado sobretudo na vertente pedagógica, direcionada para o público escolar. No entanto, e após alguma discussão em torno do assunto, o vereador eleito pelo PS aprovou a elaboração do projeto tal como previsto pela maioria social-democrata. O espaço, que ficará sob a gestão municipal, será constituído por 5 quatros, uma sala de estar, lavandaria, cozinha, instalações sanitárias, salas de exposições, um auditório e um espaço multiusos. As salas de exposição serão destinadas à mostra das atividades e dos produtos locais, como o vinho, mel, o azeite, a tecelagem e a cestaria. O espaço exterior será constituído por uma zona de fumeiro, de para preparação do pão com forno e uma zona dedicada aos animais domésticos. Este espaço exterior vai ainda contar com um jardim, com hortas, um pomar de medronho e cereais, um olival, uma zona de colmeias e floresta. Joana Margarida Carvalho

Constância: Manuela de Azevedo foi homenageada Constância homenageou Manuela de Azevedo, impulsionadora das Pomonas Camonianas, no dia do épico, a 10 de junho. A homenagem teve lugar no Jardim Horto de Camões e contou com declamações e a presença de familiares e amigos. Durante a cerimónia foi realizada uma entrega de alguns bens pessoais de Manuela de Azevedo à Associação Casa Memória de Camões. “Manuela de Azevedo veio a Constância pela primeira vez em 1954 era então uma jovem jornalista do Diário de Lisboa e veio para aqui para fazer uma notícia. Fez uma visita a uma casa em ruinas que o povo dizia que tinha sido onde Camões viveu”, explicou António Matias, presidente da Casa Memória de Camões. “Ela não fazia ideia de como esta viagem lhe ia mudar a vida e como ela viria a mudar a vida de Constância. Há uma Constância antes e depois de Manuela de Azevedo. A dimensão que o poeta Camões atinge quer, no concelho quer em Portugal, deve-se ao imenso trabalho feito por ela própria”, aludiu

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/ Manuela de Azevedo

/ Júlia Amorim e António Matias Coelho depositaram uma coroa de flores em homenagem ao poeta António Matias. “O monumento a Camões é inquestionavelmente um ícone de Constância e devemo-lo a Manuela,

foram várias as obras que publicou e o esforço que fez na divulgação de Camões”, finalizou o responsável. Por sua vez, Júlia Amorim, Pre-

sidente da Câmara Municipal de Constância, referiu que ”o dia de Camões tem para nós há muitos séculos um significado muito im-

portante, além da identidade que nos liga aos rios, Camões é outra linha identitária da nossa história coletiva”. “Este gesto simbólico da deposição da coroa de flores junto ao monumento a Camões quer dizer que Camões continua vivo. É um poeta do nosso tempo e mais que tudo estes jovens que passam por aqui são eles que nos levam a ter esperança que o nosso mundo pode ser melhor”, fez notar. Fátima Saraiva Estagiária ESTA


ESPECIAL / 24ª Feira Mostra do Concelho de Mação Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação, refere que a Feira Mostra

“É uma altura para elevar a autoestima dos maçaenses” Qual é que é a importância deste certame para o concelho? O que é que ele representa para os maçaenses e para a região do Médio Tejo?

Aquilo que nós tentamos, ano após ano, é que a Feira Mostra de Mação seja cada vez mais a feira em que todos os maçaenses se possam rever. Mostramos nesta feira o que de melhor fazemos em termos económicos, empresariais, gastronómicos, culturais e desportivos. É um ponto de encontro entre muitos maçaenses espalhados pelo país e pelo estrangeiro. É uma altura onde as associações do concelho que connosco colaboram, quer seja no espaço de restauração, quer seja nas diversas atividades paralelas que são desenvolvidas, demostram que sabem fazer eventos desportivos, culturais, criativos e que têm capacidade de organização. Portanto, acho que é um momento importante para o concelho, de comunhão entre todos e onde eu penso que as pessoas estão de uma forma despretensiosa e voluntariosa a trabalhar em prol de um objetivo comum – que o concelho fique bem visto e bem representado para aqueles que nos visitam. Para aqueles que aqui vivem diariamente, que sintam orgulho em ver que temos um concelho onde acontecem coisas boas, onde sabemos organizar, sabemos receber e sabemos mostrar. Somos um concelho com potencial.

O modelo da feira está consolidado? Este certame tem sido inconstante no que respeita ao seu formato.

Este modelo resultou no ano passado, penso que é adequado para aquilo que é o investimento que a Autarquia faz na montagem da feira. É um investimento comportável para as finanças da Câmara e, por outro lado, não exige demasiado aos expositores, aos empresários do concelho e às associações. Quando se colocou a questão com os restaurantes que vão estar presentes e com as associações, foi possível perceber que estavam confortáveis com a solução.

O que representa a Feira Mostra para os agentes comerciais e empresariais locais?

Temos feito um esforço para que os expositores da feira sejam essencialmente do concelho. Obviamente não temos nada contra

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aos expositores de outros pontos do país, muito menos aqueles que vêm dos nossos concelhos limítrofes, mas faz sentido que sendo uma Feira Mostra do concelho estejam, preferencialmente expostos as nossas gentes. E tem sido possível fazer a Feira só com a prata da casa. Ainda assim, algumas atividades económicas do concelho poderiam estar ali mais representadas, mas por opção dos próprios empresários ou por indisponibilidade, isso não acontece. Nós, Câmara Municipal, damos todas as condições e tudo fazemos para que os empresários, agentes económicos do concelho apresentem aquilo que têm. Dito isto, só não está representado quem não quer, obviamente que não é crítica nenhuma, muito pelo contrário. O que nós proporcionamos aos agentes económicos do concelho são cinco dias de Mostra, onde provavelmente vêm uns milhares de pessoas, que poderão ficar a perceber aquilo que cada empresário faz e tem para oferecer.

Como é que tem sido a recetividade dos agentes económicos locais à Feira?

Felizmente temos tido os stands completos com os agentes económicos do concelho. Este ano, são cerca de 85 stands. Para além dos 85, temos todos aqueles empresários que estão ligados à AmarMação, do sector agroalimentar, presuntos, talhos, industriais das carnes, os vinhos, os azeites e o mel. Nos 85 stands estão alguns institucionais, as escolas, as catequeses e a Junta de Freguesia.

Quais são os outros momentos que vão nortear este certame?

Vamos fazer uma apresentação pública do projeto do Centro de Atividades Ocupacionais de Mação, dia 1 de julho, às 18h00. Vamos dar a conhecer o espaço, e como vai ficar. Não é ainda um projeto definitivo, digamos que é apenas um primeiro esboço daquilo que será o novo equipamento. Esperamos, se tudo correr bem, que o concurso público possa ser lançado ainda durante este ano. Durante todo o verão o projeto ficará concluído, depois lançaremos o concurso e a execução da obra. No dia 30 de junho, está confirmada a presença do Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, que irá inaugurar o Centro de Negócios e presidir à visita oficial da Feira

Mostra e à distinção dos empresários. Apesar de não haver uma inauguração formal, também a entrada da vila estará concluída nessa ocasião.

A feira Mostra é um momento de encontro entre os maçaenses. Como é que os próprios maçaenses se apropriam deste certame?

É uma altura muito importante. É uma altura de encontros. Muitas pessoas aproveitam esta oportunidade para vir a Mação, aproveitam para sentir o pulsar do concelho e é nesse sentido que trabalhamos. É uma altura para elevar a autoestima dos maçaenses, aqueles que aqui vivem, que trabalham e que têm as suas raízes.

Qual é investimento alocado para a edição de 2017?

O investimento para este ano é cerca de 120 mil euros. Não ultrapassámos aquilo que estava previsto em relação ao ano passado. Pode haver uma oscilação de 4/5 mil euros, mas não é nada de extraordinário. Mantivemos aquilo que tem sido o habitual, não houve aqui nenhum deslumbramento significativo.

A Sede das Associações como está a funcionar, após ter sido inaugurada há mais de um ano?

Está a funcionar bem. É um espaço muito elogiado pelas pessoas. O nosso gabinete empreendedor já era um dos objetivos do mandato, e, portanto, o objetivo está cumprido. Temos novas pessoas lá a trabalhar, pessoas a dinamizar o espaço que provavelmente vão-se transferir para o Centro de Negócios. Na sede das Associações estão a AMARMação, AFLOMação, GEMA, MELBANDOS e a ACRIPINHAL. São cinco associações todas ligadas ao sector produtivo e empresarial. Faço um balanço positivo e relembro que reabilitámos três edifícios que estavam debilitados no centro histórico.

O Ministro da Agricultura anunciou em Mação a Reforma da Floresta. Que repercussões é que isso pode ter para o concelho?

Foi com agrado que vimos a preocupação do Governo em trazer esse assunto para cima

da mesa. Penso que a breve prazo podem haver melhorias nomeadamente no que diz respeito ao aligeirar da legislação em relação às ZIF`S, o que poderá melhorar o incremento das mesmas. Contudo, há aqui sempre um problema de fundo que tem a ver com a possibilidade de financiamento para essas áreas. O que tem sido transmitido é que as verbas para esta área estão praticamente esgotas ou perto disso e são muito direcionadas para os grandes produtores florestais. Portanto, temos aqui um problema que não está resolvido, muito longe disso. Em todo caso, o Governo quis assumir esta questão - assumir uma reforma que o país seguramente lhe cobrará o sucesso ou insucesso da mesma. Vamos ver como é que isto tudo se traduz em termos práticos.

O Museu de Mação vai entrar em obra. O que está previsto?

O rés-do-chão está com problemas muito complicados ao nível de infiltrações de água e é necessário dar-lhe outra dignidade e outro aspeto. Queremos ainda tornar a entrada do museu mais atrativa. Outro projeto que fica para desenvolver é o Núcleo Museológico na Ortiga.

Estamos quase a fechar um ciclo, qual é a marca deixada pelo executivo que lidera?

Diria que a fechar o mandato estou de consciência muito tranquila com o trabalho que desenvolvi. Digo isto com muita tranquilidade, baseado em factos e não em sensações, portanto, aquilo que fizemos ao longo de 4 anos foi mais do que a obra física. Tentei levar até ao limite a relação de proximidade junto dos munícipes. A disponibilidade diária que eu e os meus colegas tivemos para ouvir, falar, rir e estar com as pessoas são factos prováveis.

Considera que fez política de proximidade?

Totalmente. O Vasco que aqui entrou em 2013 é o mesmo que irá sair. Sempre fui aos mesmos sítios, sempre fui a mesma pessoa, sempre falei com os mesmos, não me pus em “bicos de pés” por ser Presidente e após estas eleições, serei o mesmo. Joana Margarida Carvalho e Fátima Saraiva Estagiária ESTA


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JULHO 2017

ESTA JORNAL

Santana-Maia, o advogado que teve projeção mediática nacional com o caso de Ponte de Sôr

“A justiça dos homens é sempre uma coisa muito imperfeita” D

MARTA VIDIGAL ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

Santana-Maia Leonardo, advogado há 26 anos, começou por frequentar o curso de Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras em Coimbra. Foi para a Bélgica estudar Jornalismo, mas acabou por não finalizar nenhum dos cursos. Após se ter casado e ter tido dois filhos ainda prestou serviço militar. O seu interesse pelo Direito acabou por surgir e licenciou-se na Universidade Autónoma de Lisboa. Tem uma tradição familiar toda ligada ao Direito, tendo a sua mãe sido a primeira juíza conselheira em Portugal. No seu escritório em Abrantes, com uma vista privilegiada, partilha algumas das suas ideias e preocupações com a vida. Como revolucionário que é, de sorriso na cara e olhar focado, realça a sua grande determinação em defender “a sociedade civil, a liberdade de expressão e o novo modelo de desenvolvimento para Portugal”. No início da sua carreira, como a imaginava? Nasci praticamente dentro do Direito, o meu avô como advogado a minha mãe como juíza e o meu pai também licenciado em Direito. A minha mãe, como primeira juíza conselheira, tem uma dimensão superior à minha. Tenho é uma situação mais mediática pelo facto de ter aparecido na televisão e de também, como advogado, gostar muito de intervir. Estou muito ligado à escrita e por isso, muitas vezes, a minha dimensão mediática vem muito também da minha intervenção, não só na área de direito, mas na intervenção politica, de cidadania. Já defendeu algum caso que fosse contra os seus princípios? Porquê? Quando sou contratado como advogado, a minha missão não é saber se aquela pessoa tem de ser condenada ou não. Eu quero saber a posição do meu cliente, quero ver, face à prova que existe, o que é que eu posso fazer para aquela pessoa ou ser absolvida ou ter uma pena melhor. Nenhum de nós tem a certeza absoluta de que as coisas que se passaram são mesmo verdade. O mais certo é que o que é dado como comprovado não seja aquilo que se passou na realidade. Uma coisa é a justiça de Deus, que vê tudo e sabe tudo como se passou. Outra coisa é a justiça dos homens, em que cada um diz a sua coisa. Muitas vezes há elementos que faltam, muitas vezes aquilo que é dado como provado não corresponde efetivamente àquilo que se passou. Mas é a justiça. A justiça dos homens é sempre uma coisa muito imperfeita. Como vê a advocacia atualmente?

A advocacia atualmente sofre dos mesmos problemas da sociedade. Hoje vivemos num mundo «salve-se quem puder». Há muitos advogados, há muitos clientes, muita concorrência. Há alguns advogados que são mais ciosos, mais leais, tal como há outros menos leais. Mas é próprio do mundo em que nós vivemos, que é um bocadinho cada um por si. Antigamente, havia menos advogados, as pessoas conheciam-se melhor, era mais fácil até confiar-se na palavra dum e doutro. Com tantas pessoas, todos nós hoje desconfiamos um bocadinho dos outros. Como é que se encontra o processo do caso de Ponte de Sor? O processo do Ruben, da nossa parte, está resolvido. As pessoas muitas vezes não perceberam bem a situação. A questão é que, desde o início, tive a consciência que o processo nunca ia chegar à fase criminal em Portugal porque a imunidade diplomática ia impedir a ação. Na História, desde a convenção de Viena até hoje, na Europa, não houve nenhuma vez em que fosse levantada a imunidade diplomática. Por isso, a minha solução era conseguir a indemnização, precisamente graças à comunicação social. Conseguimos criar um equilíbrio entre nós e a comunicação social sem deixar-mos que isto descambasse para a questão do popularucho. Podia também enervar muito o Estado do Iraque e romper connosco, mas ao mesmo tempo consegui manter uma tensão. Conseguimos chegar ao último dia e fazer de maneira a que fosse o Iraque que se propusesse a pagar a indemnização que nós tínhamos acordado. Só com os Média a manter o caso na ordem do dia é que fazia com que o Governo iraquiano tivesse interesse em resolver o problema. Por isso conseguimos durante seis ou sete meses manter o caso sempre na opinião pública com algum interesse. Acha que o facto de estar envolvido neste caso veio dar-lhe mais visibilidade como profissional? Com certeza, sobretudo quando a imagem que se passa é boa. Às vezes aparecer na televisão não quer dizer que seja uma vantagem. Eu penso que, pelo menos para uma larga maioria, as pessoas ficaram com uma boa imagem do meu trabalho e até da minha postura. Por isso, a televisão com certeza que me favoreceu. Como avalia a sua passagem pela política? A minha passagem pela política tem também um bocadinho a ver com o meu lado de advogado. Não o advogado cliente, mas sim o advogado dos cidadãos. A minha intervenção na política nunca foi de profissional, ou seja, nunca fui aquela pessoa que tem uma carreira política. Como vereador na

FOTOGRAFIA MARTA VIDIGAL

L Santana-Maia: “A minha intervenção na política, ou na escrita, é sempre com intuito da defesa de um modelo (de cidade) mais equilibrado.”

Às vezes aparecer na televisão não quer dizer que seja uma vantagem

oposição ia às sessões da Câmara, apresentava a minha versão, mas tive sempre a minha profissão. Por isso só o fazia como amador, sendo a minha intervenção sempre na defesa dos direitos da sociedade civil, da liberdade de expressão e do novo modelo de desenvolvimento

para Portugal. Eu sou um defensor do modelo das cidades médias. Lisboa cresce e o país esvazia-se para a capital. Por isso, a minha luta é a defesa de um país equilibrado e a minha intervenção na política, ou na escrita, é sempre com intuito da defesa de um modelo mais equilibrado. Escreveu um livro. Ser escritor é também algo que deseja que faça parte da sua vida? Gostei sempre de escrever. A minha escrita tem sempre a ver com a essa faceta de intervenção. A questão do jornalismo é a minha outra faceta. Mas a minha escrita no livro “Terra de Ninguém”, e no outro que tem pequenos contos, é sempre com o espírito de intervenção. Nunca escrevo nada por escrever, tento sempre passar uma mensagem que são as minhas ideias em relação ao mundo em que vivo. No final da sua carreira, como gostaria de ser recordado? Hoje vivemos no tempo do efémero. Por isso eu prefiro viver mais. Eu gostava de morrer bem com a

minha consciência. Morrer de bem comigo, realizado e com a consciência tranquila. Hoje há tantos cientistas, todos os dias se descobrem tantas coisas, escrevem-se tantos livros que tudo hoje é efémero. Depois de mortos, passar um milhão de anos ou um ano é igual. A eternidade é assim, daqui a um milhão de anos ninguém nos conhece, nem o Camões se calhar é conhecido (risos). O que é importante para cada um de nós é deixarmos aos nossos filhos um mundo melhor do que aquele em que nós vivemos. No fim ao cabo, houve tantas pessoas que nasceram e morreram para nós termos esta vida e a gozarmos. Era o que dizia um grande realizador que eu gosto muito: “Em vez de nos preocuparmos em deixarmos o melhor para os nossos filhos, é melhor deixarmos os nossos filhos melhores para o mundo.” Nós também temos a obrigação de fazer para os outros, de os nossos filhos também serem bons para continuarem este mundo.g


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Se porventura houvesse um apagão a nível nacional, a única barragem para um arranque imediato seria Castelo do Bode

UM IMENSO ESPELHO DE ÁGUA Uma barragem imponente é o ponto central de um local único. O contacto com a natureza, os desportos náuticos e o puro lazer são a imagem de marca de Castelo de Bode. O turismo é uma aposta forte, enquanto quem sempre ali viveu da pesca lamenta algumas das opções feitas.

SÉRGIO FIGUEIREDO ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

No rio Zêzere, afluente do Tejo, a cerca de 10 quilómetros da sua foz, foi construída uma das barragens mais bem concebidas da época. Situada nas escarpas dos limites dos concelhos de Tomar e Abrantes, a barragem de Castelo de Bode começou a ser construída em 1945. É uma das maiores reservas de água nacionais, destinada essencialmente ao consumo humano. A pureza, textura e limpidez destas águas são características que a tornam própria para consumo. Daqui é feita a captação de água potável, para mais de dois milhões de habitantes da área urbana de Lisboa e concelhos limítrofes. Atualmente, em resultado de obras recentes, abastece igualmente concelhos mais próximos, nomeadamente Abrantes, Sardoal e Mação. Paulo Pereira, encarregado geral da barragem, faz uma visita guiada e fala do seu enorme espelho de água, do seu funcionamento, das suas características. A barragem de Castelo de Bode foi “construída em betão do tipo arco e gravidade, possui uma altura de 115 metros, com um desenvolvimento de coroamento de 402m”. E acrescenta: “Apesar de não ser a maior nem a mais moderna, é talvez a mais importante e única.” O encarregado da barragem mostra o descarregador de cheias, constituído por dois canais e uma descarga de fundo com duas válvulas de regulação. “É muito segura”, acrescenta. A capacidade deste colosso no domínio de cheias é tal que pode controlar uma cheia, com probabilidades de ocorrência de 1000 em 1000 anos, cujo caudal de ponta foi calculado em 4750 m3 por segundo. Contudo, o seu fornecimento energético não

é totalmente aproveitado. Paulo Pereira vai dizendo que, para que a captação de água possa ocorrer sem percalço, a cota da barragem não pode baixar ao seu mínimo. O motivo são os motores destinados à captação de água, pois não conseguiriam sugá-la para os diversos destinos, por impossibilidade e sobreaquecimento, face ao esforço exigido. Mas isto em nada altera o valor deste empreendimento. O conjunto de geradores, turbinas, geradores e circuito hidráulico, permitem um arranque imediato em caso de necessidade. Paulo Pereira adianta que, “se porventura houvesse um apagão geral a nível nacional, Castelo do Bode seria a única barragem que consegue por si só, sem auxílio de qualquer combustível, iniciar de imediato o fornecimento de energia, pois é auto suficiente”. Apesar da modernidade atual, na concessão de turbinagem e potência, como se verifica nas mais modernas barragens, esta, mesmo após anos e anos de funcionamento, ainda continua a “dar cartas” dada a sua robustez.

Situado sensivelmente na parte central do interior e a única forma de acesso ao elevador que nos conduziu aos 50 metros, aos 85 metros e quase ao cimo da barragem, entramos no túnel que atravessa a barragem (lés a lés). É um túnel escuro como todos, mas diferente no acato estampado nas suas paredes, a escuridão total apenas é quebrada pela luminosidade ligeira que fornecem algumas lâmpadas. Por outro lado, a sua mudez e a opulência inspiram confiança e permitem que se continue até ao fim. É através deste local que se tem acesso às respetivas comportas de descarga. Só à vista se pode ver a sua grandeza e comprovar a sua robustez. Aos 85 metros de altura, saindo-se para o exterior, vislumbra-se uma paisagem rara, agradavelmente assombrosa. Lá no fundo corre um ligeiro riacho, ladeado por fortes margens de betão. Os penhascos e o verde da sua vegetação, não fora o balanço que o vento lhes imprime, mais pareceriam os elementos de um quadro, bem pintado sobre a natureza. É um verdadeiro

cenário paisagístico de descrição difícil. Para além da água e da energia A barragem de Castelo de Bode é mais do que água e energia. Há alojamentos turísticos e locais que reúnem as condições perfeitas para a realização das mais diversas atividades náuticas, piscatórias e de lazer. Há bungalows para arrendar, com uma situação privilegiada, mesmo junto à água. Ao nível desportivo, o wakeboarding é a mais recente aposta. Bem no meio da albufeira localiza-se a bonita Ilha do Lombo, um local idílico, onde está uma agradável estalagem. Na área circundante à barragem existem outras estruturas turísticas e hoteleiras. Susana Coelho, diretora comercial do grupo GJC Hotels, que gere o complexo de Apartamentos do Lago, a Estalagem Lago Azul e o barco São Cristóvão, explica que este “permite, em quatro horas de passeio no lago, ter uma sensação única”. Com capacidade para 164 pessoas, é um espaço especial para reuniões, celebrações ou simples-

Um dia de pesca num cenário único

Quem chegar ao raiar da aurora, pelo lusco-fusco da manhã, pode esperar um dia especial. Colocando o barco na água, a quilha rasga o acetinado daquele líquido quieto e misterioso. No ar as águias guincham em busca da presa, uma perdiz chama e esconde os seus perdigotos no meio do juncal e logo atrás avista-se um casal de patos com os filhotes. Durante o dia pesca-se, o almoço é num qualquer dos muitos lugares estendidos na margem para o efeito. O descanso é mesmo ali, ao comprido,

junto à água, debaixo de qualquer árvore, ouvindo o chilrear do rouxinol. A tarde passa. É hora de voltar à faina e pescar. Começa o sol a pôr-se e regressa a beleza, a quietude do lugar, o sussurrar das pequenas ondas produzidas pelo vento. Os últimos raios de sol refletem-se na água, dando a ilusão duma explosão de raios de cores diversas. Um verdadeiro arco-íris que brota em forma de fogo de artifício, com saída da água em direção ao infinito. A água começa ficar serena e a au-

sência do som apenas é quebrada por batidelas dispersas de algum peixe que salta. Apenas se vê o círculo ondulante que cresce, mas se extingue perto, em resultado do salto. A barragem Castelo de Bode constitui um previlégio. Desde a sua opolência, à quantidade de pessoas a quem proporciona água, passando pelos momentos de lazer que oferece, até à beleza luxuriante da paisagem. É um imenso espelho de água que parece refletir os sentidos e os pensamentos.g

mente momentos de relaxamento. No que concerne aos Apartamentos do Lago, a diretora comercial garante que “são o local perfeito para viajantes que estão à procura de paz, tranquilidade e harmonia, envolvidos pela natureza”. Quanto à Estalagem Lago Azul, que conta com um restaurante panorâmico, Susana Coelho explica que “proporciona toda a calma e serenidade de um lugar relaxante, com uma beleza única”. Antigamente a pesca “era a sério” Muito antes de haver tudo isto, a barragem era um pacato lago, apenas incomodado pelos barcos de pesca, pescadores de cana e alguns veraneantes. Durante todo o ano praticava-se pesca desportiva e profissional. Especialmente para a apanha de lagostim vermelho e peixe variado como achigã, carpa, barbo e boga. José Machado, conhecido como “o tio Machado” de águas das Casas, recorda outros tempos: “Antigamente a pesca à cana e à rede era a sério. Apanhava-se e vendia-se muito peixe. Havia muito peixe. Depois vieram estas modernices, barcos de todo o lado, motas de água, largaram o lagostim. A pesca está de rastos.” E deixa uma crítica: “Estes doutores não sabem o que fazem. É claro que o lagostim come as ovas dos outros peixes. Acabaram com tudo. E mais agora com os peixes que aí puseram, o lúcio perca devora o resto. Mas é o que pretendem, a barragem fica só para os ricos. Para nós, que sempre dela vivemos, acaba o rendimento.” Mas ao longo das margens, e apesar da revolta do “tio Machado”, encontra-se sempre alguém à pesca lúdica.g


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JULHO 2017

ESTA JORNAL

Presidente da Associação Comercial e Empresarial lamenta diminuição da população na região e valoriza o tecido económico existente

“Há um país de um lado da A1 e outro país no outro lado da A1” D

FOTOGRAFIA JOANA RODRIGUES

JOANA RODRIGUES ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

Numa conversa descontraída, Joaquim António Serras, presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE), explica como funciona a associação e apresenta os problemas atuais do comércio e da indústria nas regiões interiores do país. Afirma que “a disponibilização de terrenos a preços baixos nas zonas industriais possibilitou que os empresários ficassem com infraestruturas diferentes, ou seja, mais adaptadas à realidade”. Fala das boas relações que estabelecem com as autarquias e que estas “acarinham tudo aquilo que são as atividades económicas”. Refere ainda a importância do surgimento de algumas start-ups no âmbito de produtos de tecnologia de ponta: “O TagusValley é importante para o desenvolvimento desse tipo de empresas.” A ACE conta com cerca de 650 associados, dá consultoria e formações e atua em cinco concelhos: Abrantes, Mação, Vila de Rei, Constância e Sardoal. Por que é que atuam em cinco concelhos? A associação já tem muitos anos de história. É uma associação muito antiga e foi evoluindo ao longo do tempo. Inicialmente os concelhos à volta de Abrantes não faziam parte, mas depois fomos começando a abranger outros territórios. Estamos inseridos num território onde a densidade populacional não é muito elevada e, portanto, os concelhos não são muito grandes. O que não quer dizer que as pessoas de Lisboa e do Porto não possam fazer parte da nossa associação. Sentimos a necessidade e a procura por parte das entidades ligadas às atividades económicas desses concelhos, mas depois fomos alargando a nossa área de atuação. Que particularidades têm os concelhos? O concelho de Abrantes é aquele que tem maior dimensão, tanto em termos populacionais como em termos de empresas. Especificamente pode haver uns que se distinguem mais por uma questão, outros por outra. Abrantes destaca-se mais pela indústria a nível da metalomecânica, indústria automóvel e a questão de energia. Já o Sardoal está mais dedicado à área da produção de vinhos, a questão do artesanato, alguns doces regionais. Mação é mais virado para a transformação de produtos à base de carne, como o presunto. Constância está mais virada para o turismo e alguns docinhos que também têm lá. Penso que todos eles se complementam. Como pode caracterizar a nível eco-

L Joaquim António Serras acredita que autarquias e empresas estão a remar “no mesmo sentido” nómico ou empresarial os cinco concelhos onde atuam? O concelho de Abrantes tem algumas empresas com maior dimensão, estamos a falar de empresas como a Mitsubishi ou a Pegop que contribuem muito para a criação de emprego. Em termos industriais, os outros concelhos já são concelhos de menor dimensão, mas também têm as suas particularidades e produzem artigos bons e de qualidade. Quais são as ameaças e oportunidades de cada concelho? A principal ameaça de todos os concelhos talvez seja a densidade populacional. As populações deslocam-se para os grandes centros urbanos. Esse problema, na nossa região, nota-se, inclusivamente em Abrantes, que é dos maiores e tem estado a perder população. Corremos o risco de muitas aldeias do interior desaparecerem. Cada vez existe menos população, não existem oportunidades e as pessoas acabam por se deslocar para

os grandes centros, nomeadamente para Lisboa e Porto. É como se o nosso país estivesse inclinado e tendesse mais para o litoral, como se houvesse uma fronteira, há um país de um lado da A1 e outro país no outro lado da A1. Qual é a representatividade que tem em cada um dos concelhos? Em termos de representação será Abrantes o maior, mas distribui-se uniformemente pelos outros concelhos. Penso que acompanha mais ou menos o número de habitantes por concelho e o número de atividades comerciais por cada um deles. Qual é a relação que têm com as autarquias? Temos uma relação com as autarquias excelente. Nós defendemos os nossos associados, os empresários em geral, o tecido económico. Todas as autarquias também acarinham tudo aquilo que são as atividades económicas, portanto também encaram os empresários de uma forma muito positiva. Po-

demos dizer até que, nos últimos anos, as relações têm melhorado com todos os concelhos. O aparecimento dos espaços com empreendedorismo e com aquilo que tem sido feito no sentido de aparecerem novas ideias de negócio, novas empresas, tanto ligadas aos setores tradicionais como aos setores das novas tecnologias, aponta que remamos todos no mesmo sentido. Sentem que as autarquias apoiam e se envolvem na divulgação e promoção dos produtos da região? Sim, cada vez mais, as autarquias preocupam-se com isso. Toda esta nova geração de presidentes, desde o início teve essa preocupação. Nota-se cada vez mais a criação de estruturas por parte dos municípios. Basta acompanharmos as notícias, como é o exemplo de um serviço que abriu recentemente, em Abrantes, que funciona no balcão de atendimento do município. Todas estas iniciativas são de louvar. Mostram a preocupação que há com os municípios e com

as pessoas que os representam no sentido de estimular o empreendedorismo e o emprego na região. Por que é que há zonas industriais em concelhos como Sardoal, Mação e outros, sendo eles tão pequenos? O Sardoal penso que não chega a ter 100 km2, Mação já é maior e tem as respetivas zonas industriais. Essas zonas são muito importantes, existem negócios e atividades que se desenvolveram porque saíram de instalações reduzidas ou que não tinham funcionalidade. A disponibilização de terrenos a preços baixos nas zonas industriais possibilitou que os empresários ficassem com infraestruturas diferentes, ou seja, mais adaptadas à realidade. Mesmo que muitas vezes apareçam empresas que depois desaparecem, as infraestruturas ficam e aparecerão outros empresários, outras empresas que as vão utilizar. A zona industrial do Sardoal está praticamente completa, mas há ali uma necessidade clara de ampliá-la e nós defendemos isso claramente. Mação está a fazer alguns investimentos, está a criar um espaço onde pode implementar novas empresas, não apenas com espaços de escritório, mas também com espaços para oficinas e pequenas indústrias de transformação. Abrantes tem várias zonas industriais e tem mesmo um programa para isso, ou seja, se o empresário precisar de um lote pode contactar diretamente os serviços do município que eles apresentam rapidamente todos os lotes que têm. Existem empresas a trabalhar em tecnologia de ponta ou produtos inovadores aqui na zona? Têm surgido algumas empresas, algumas start-ups nesse sentido. Existem algumas empresas ligadas à IBM que têm desenvolvido aqui alguns serviços. O TagusValley é importante para o desenvolvimento desse tipo de empresas. É importante que se consiga esse tipo de investimentos para o interior, porque normalmente estão sempre nos grandes centros. A vossa Associação aposta na comunicação e nas novas tecnologias? Nós apostamos nas novas tecnologias, nos novos meios de comunicação, nas redes sociais e até achamos que a existência do polo tecnológico de Abrantes, ligado ao Instituto Politécnico de Tomar (IPT), é importante e é importante a sua continuidade. Vejo tudo de bom grado aquilo que é o envolvimento do IPT e as empresas da região. Vê-se a surgir empresas que apostam na comunicação e no marketing digital e está relacionado com aquilo que o IPT leciona aqui na nossa região. Se as empresas estão a surgir é porque existe essa necessidade por parte dos agentes económicos ou por parte de outras entidades.g


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D FOTOGRAFIA MOMENTOS DIGITAIS

L Carlos Soares e Elvira Lima, responsáveis pela loja que acabou de abrir no centro histórico de Abrantes

Novo espaço comercial, dedicado à Fotografia e à Comunicação, abre em Abrantes

“Fazia sentido estar aqui e não noutro sítio” BEATRIZ BAPTISTA ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

Carlos Soares e Elvira Lima são um casal que se aventurou a abrir uma loja/estúdio de fotografia no centro histórico de Abrantes. O dia da inauguração, que contou com a presença da presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque, foi a 7 de junho. É na Rua Bernardino Machado que se encontra o “Mo-

mentos Digitais”, um projeto que já existia há uns anos, mas que só agora se transforma em espaço físico. “Um passo bem pensado e bem calculado”, como conta o seu responsável. Há quanto tempo é que faz fotografia? Faço fotografia há 10 anos, sobretudo desportiva. Tenho um blogue, “Desporto em Abrantes”, que tem sete anos de existência e

que tem tido muita visibilidade. O blogue tem mais de 2 milhões de visitantes. E começou por aí o meu primeiro contacto com a fotografia. Durante estes anos como fotógrafo deve ter algumas histórias divertidas, tem alguma em especial? Nas vertentes desportivas há sempre muitas histórias divertidas. Assim de repente não me estou a lembrar de nenhuma (risos). Mas todos os fins de semana encontro

Aparentemente até se pode achar que há pouco movimento, (no centro histórico) mas até há mais do que habitualmente se imagina

” “Sol” a loja solidária que dá roupa a quem precisa IRENE VALE ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

Ao descer a rua inclinada do Castelo de Abrantes, como quem vai para o Cineteatro São Pedro, encontra-se a loja “Sol”. É uma loja da Paróquia de Abrantes, que há dez anos doa roupa aos mais necessitados. Esta loja está ao cargo de voluntárias que uma vez por semana dão um pouco de si aos outros. Inicialmente a loja estava no antigo largo dos Bombeiros, onde o espaço era reduzido. Uma parceria com a empresa Vítor Guedes (Azeites Gallo), sediada em Abrantes, permitiu remodelar um outro local. “Arranjaram-nos aquilo como deve ser” - diz Isabel Gallardo, voluntária da loja “Sol”. A loja tem três andares. No primeiro está a roupa de criança, no segundo está a de homem e a de mulher. No último andar permanece a roupa da estação anterior, visto que as voluntárias, para além de fazerem a seleção da roupa boa, fazem ainda a mudança da roupa de inverno para a de verão. Quando se entra, depara-se com as voluntárias, a anotar papéis ou a acompanhar os

beneficiários da loja. A roupa está distribuída por cabides e armários, que separam as partes de baixo, das partes de cima. Alguma roupa está meio que empilhada devido ao frenesim de mãos, como qualquer outra loja de roupa. Mesmo no meio da confusão, todos conseguem entender-se e levar o que realmente precisam. Quem vai buscar roupa a custo zero precisa apenas de apresentar papéis que comprovem que precisa de ajuda. Podem ser documentos do Centro de Emprego ou da Segurança Social. “É basicamente o que pedimos”, explica Isabel Gallardo. Depois é lhes entregue um cartão, que precisam de levar cada vez que vão à loja, para haver um controlo do que levam. Em cada mês, os beneficiários da loja podem levar três peças de roupa ou de calçado para adulto. A roupa de criança é a mais procurada, mas também a que existe em maior quantidade. Por isso, nesse caso, “abrimos o leque”, o que significa que as famílias podem levar mais peças. Ainda assim, Domingas, de 29 anos, diz que “três peças por mês não é nada”. “Havia de levar o que faz falta”, acrescenta esta mãe de cinco filhos. Isabel

Gallardo mostra documentos que comprovam que se abrem exceções: há quem vá à loja mais do que uma vez por mês e quem leve mais peças do que o estabelecido. Maria Fernanda da Conceição, 76 anos, tanto entrega como vai buscar roupa à loja. Por isso, compreende a necessidade de se controlar a quantidade de roupa levada por cada pessoa: “Existem certas pessoas que conheço que vêm aqui, que depois vendem a roupa, ou deitam-na fora.” Isabel Gallardo confirma: “Por isso é que não lhes podemos dar só peixe, temos que lhes dar a cana para eles aprenderem a pescar, porque se lhes damos muita roupa eles deitam-na fora e voltam para buscar mais.” As ajudas à loja são algumas. Há quem colabore e dê o “que acha que deve dar”. A maior parte das vezes dão dinheiro, que depois reverte para quando “temos que ir comprar roupa, principalmente para bebés”. Também serve para “pagar a água e a luz” da loja, revela Isabel. Há ainda entidades que doam roupa, como a MO, pertencente aos hipermercados Sonae de Abrantes. Também existem casos de pessoas como Maria da Conceição, que além de ir buscar

motivos engraçados para fazer trabalhos de fotografia. Tendo em conta que o comércio no centro histórico de Abrantes é maioritariamente tradicional, porquê abrir aqui uma loja de fotografia? Nós somos de Abrantes. Um dos nossos outros projetos, que está presente neste espaço, já existia no centro histórico. Aparentemente até se pode achar que há pouco movimento, mas até há mais do que habitualmente se imagina. Sobretudo nesta rua, onde a loja se situa. E nós achámos que fazia sentido estar aqui e não noutro sítio. Como é que tem sido a adesão? A adesão tem sido boa. Este projeto, o Momentos Digitais, é uma loja/estúdio de fotografia e ao mesmo tempo também de serviços de comunicação. Este projeto já existia há dois ou três anos, embora sem um espaço físico. Como foram surgindo diversos trabalhos e muitos pedidos ultimamente, achamos bem abrir um espaço. Assim temos outra visibilidade e podemos dar um andamento diferente aos nossos trabalhos. Antes de abrir a loja, teve algum receio? Este passo de termos uma loja física foi um passo bem pensado e bem calculado. Temos alguns clientes que já vinham de trás e que trabalham connosco, na área da Comunicação, nomeadamente na gestão de páginas do facebook e na criação de sites. Portanto, foi mas um passo, mas com o risco calculado. Quais são os objetivos da loja? Para já, criar um bom serviço ao cliente. Havia muitas pessoas que me perguntavam, quando queriam adquirir alguma foto de desporto, onde o podiam fazer e eu não tinha um espaço físico. Agora existe um espaço físico onde as pessoas o podem fazer. Mas também é um espaço onde podemos fazer reuniões de trabalho, que antes era difícil. Portanto, é muito mais fácil, se alguém quiser pedir uma informação, pedir um orçamento, fazer algum trabalho em estúdio. É muito mais fácil assim. g

roupas para o bisneto, também doa roupa. “Ainda agora trouxe um saquinho de roupa que não lhe servia”, conta. “Ajudo quem me ajuda a mim”, conclui. A verdade é que a loja “Sol” ajuda muitas pessoas em Abrantes, além das abrangidas pela exclusão social. Por exemplo, quando “ardeu a casa toda” a uma senhora, a loja ajudou-a, doando-lhe roupa. A Paróquia de Abrantes desenvolve outros projetos, onde a loja “Sol” participa, como é o caso do projeto “Homem”, que ajuda toxicodependentes, o “Recordar é viver”, que ajuda idosos, um espaço em Alferrarede que ajuda crianças, e outro em Ponte de Sôr, para onde mandam roupa. Isabel Gallardo assegura: “Trabalhamos todos em conjunto.” Isabel Gallardo é uma das seis voluntárias deste projeto. Participa desde o início e diz que compensa sempre ajudar. Convida as pessoas a visitar a loja, às quartas-feiras, e faz um apelo: “Quem quiser contribuir, e tiver coisas (roupa) dos 14 aos 15 anos”, é o que mais falta faz. Basta entregar na loja, na paróquia, ou pôr nos contentores de roupa espalhados pela cidade. g


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FOTOGRAFIA DR

ESTA JORNAL

Estudantes da ESTA no programa Erasmus

À procura de um novo estímulo criativo BEATRIZ BAPTISTA ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

L Cada estudante a terminar o curso sobe ao palco rodeado de amigos e familiares

Finalistas da ESTA queimam as fitas e despedem-se da cidade

Emoções à flor da pele num dia especial MARTA VIDIGAL ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

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Todos os anos acontece e todos anos é especial. A Queima das Fitas começara outra vez para se despedir dos futuros profissionais que se formaram em Abrantes. A cidade e a ESTA tratam sempre de o fazer com a melhor das homenagens. Com uma pitada de amor e já de saudade deixam «voar os passarinhos» para começarem mais uma viagem. “Acima de tudo nunca desistirem e lutarem sempre pelos seus sonhos”, foi a mensagem que a docente Marta Azevedo deixou aos estudantes que agora terminam os seus cursos. Foi num domingo de maio, quente e emocionante, que familiares e amigos se reuniram na praça Raimundo Soares, em Abrantes, para concluir um ciclo. Os finalistas de Comunicação Social, Vídeo e Cinema Documental, Engenharia Mecânica e Tecnologias da Informação e Comunicação subiram ao palco para agradecerem a quem os acompanhou no percurso da licenciatura. Dita a tradição que, no dia da Queima das Fitas, todos se devem reconfortar com um almoço entre amigos próximos e familiares, para depois se dirigirem ao local da cerimónia. Como a tradição nunca se quebra, assim acontece. O espaço enchia-se cada vez mais. As expressões, emocionadas e orgulhosas, traziam um ambiente cheio de agitações. As lágrimas já se viam em algumas caras, uns por se irem embora, outros por verem os amigos a partir. As conversas assim o comprovavam: “Tenho muito orgulho nos finalistas”; “Tenho muita pena, em especial de alguns, que se vão embora”; “Vou deixar alguém que marcou a minha passagem por aqui.” Os finalistas começaram, um a um, com as pernas a tremer, a subir ao palco para dizerem algumas das suas «últimas» palavras. Para alguns, é uma grande sensação. “Consegui em minutos transmitir e sentir tudo o que eu vivi em três anos, foi um sentimento mesmo muito bom, não dá para descrever”, explica Adriana Lopes, uma das finalistas. Muitos finalistas chamaram ao palco as pessoas que consideram mais importantes, fazendo os

agradecimentos da praxe. Depois do discurso, queimaram uma fita preta que simboliza o fim deste capítulo. Para a finalista Eduarda Charneca, é “uma magia única que só sabe quem faz o percurso académico completo e que culmina com o queimar daquela fita preta!” Os professores, apesar de viverem todos os anos este momento, nunca deixam de sentir “um misto de emoções”. Marta Azevedo, explica que, “se por um lado, é um grande orgulho vê-los a chegar ao fim duma etapa da vida deles, por outro lado fica também uma tristeza, uma melancolia de os ver partir”. A família também não é exceção. Podem não estar presentes nestes três anos, mas não deixam de se emocionar por vê-los «partir» mais uma vez. “É um orgulho imenso, sem dúvida, mas ainda não completamente total. Esse será quando eu souber que ele está bem na vida e que a vida está bem com ele”, afirma Pedro Lopes, pai de um dos finalistas. Nas barraquinhas matava-se a sede que o calor trazia. “Temos águas, sumos e cerveja, é só escolher!”, diziam os vendedores que pertenciam à Associação de Estudantes. O chamado «sumo de cevada» foi a bebida de eleição que pôs em muitos os sentimentos à flor da pele. No meio da confusão viam-se abraços, choros e momentos de pura alegria com sorrisos de orgulho contagiantes. As promessas eram feitas no momento do furor. Os ‘afilhados’ punham-se de joelhos para honrar os ‘padrinhos’ que agora se iam embora. Já os ‘padrinhos’ aproveitavam os últimos momentos de tradição académica para os praxar. A noite começou a chegar, o que não foi sinal de o dia acabar. O palco foi substituído por música e ali restavam os mais jovens já sem os familiares. De traje vestido e copo na mão, partilharam os medos, alegrias e vivências que passaram na cidade e na ESTA. “Já sinto saudades, mas sim, Abrantes vai sempre ficar no coração, sempre”, garante Adriana. Eduarda, embora de expressão feliz, dizia sentir um misto de emoções, sendo algumas delas antagónicas: “Se estou contente por estar a finalizar mais uma etapa da minha vida, estou triste por este fim me fazer dizer um triste, mas cheio de bons momentos, adeus!” g

Foi na porta 10, no Jardim da República, em Abrantes, que encontrei a Marta Salazar e o André Oliveira. A noite estava estrelada, as fortes rajadas de vento podiam ser ouvidas a partir de casa. Enquanto uma quiche entrou no forno, conversámos sobre a próxima experiência deles, o Erasmus. Marta e André são um casal que se conheceu em Abrantes. São alunos da ESTA, onde frequentam a licenciatura em Vídeo e Cinema Documental. A Marta vem de Sintra e está a terminar o 2º ano, enquanto o André vem do Cartaxo e está a terminar o 1º ano. Perceberam que, nesta fase do curso, seria vantajoso procurar mais estímulos criativos. “Descobri que no 2º ano as ‘cadeiras’ que vão ser lecionadas não me interessam assim tanto. Então resolvi pesquisar, para ver o que podia trazer de proveitoso sair daqui”, explica André. Já Marta sentiu que precisava de ser estimulada e desafiada criativamente. Ao nível da licenciatura que frequentam, a ESTA tem duas opções para os estudantes que optam por estudar um semestre noutra instituição de ensino, no âmbito do programa Erasmus. “Um queria mais Barcelona, outro queria mais Grécia. Então atirámos uma moeda ao ar e calhou a Grécia”, diz Marta divertidamente. O cinema que vão estudar é ficcional, um

pouco diferente da vertente documental que desenvolvem na ESTA. “As ‘cadeiras’ que vamos ter lá vão ser mais técnicas, ou seja, não é tanto fazer filmes, mas toda a parte do software. Neste caso não vamos ser prejudicados por ser ficcional”, garante André. Já se ia sentido o cheiro a vir da cozinha, neste dia foi ele a cozinhar. Quando estiverem a estudar na Grécia só vão falar inglês. “Acho que é mais fácil do que o grego”, brinca André. Para Marta, o único receio são as frequências e os trabalhos, que têm de ser igualmente escritos na língua da Rainha Isabel II. Também vão ter aulas obrigatórias de grego. Ao contrário da família do André, que o apoiou a 100% nesta aventura, o pai da Marta, no início, não achou muita piada. “Queria que eu fosse para um país mais desenvolvido, mais américas, inglaterras, onde o cinema tem grande força.” Por isso, “acha que eu escolhi mal o país, mas ficou contente na mesma”. Ambos os estudantes da ESTA esperam passar por experiências e vivências diferentes e enriquecedoras, aprender uma nova cultura. Uma dessas novas experiências é passar o Natal pela primeira vez fora de casa. “Como só acaba em janeiro, não compensa estar a vir no Natal. Claro que vai ser difícil, pois é uma época onde se reúne a família toda, mas a experiência vai valer a pena”, adianta André. “Eu quero sair de lá com um filme feito”, finaliza o jovem. Piiim, a quiche ficou pronta. g FOTOGRAFIA BEATRIZ BAPTISTA

L Marta Salazar e André Oliveira preparam-se para fazer um semestre da sua licenciatura na Grécia


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XVIII edição do f’ESTA, Festival de Tunas de Abrantes

O fim de semana dos

“ESTUDANTINOS” O f’ESTA é um evento que “nunca desilude”. Durante um fim de semana, Abrantes enche-se de jovens estudantes do ensino superior que partilham o gosto pelas tunas. A música é o denominador comum, mas o espírito de família em que vivem é também marcante. Para além dos prémios, fica, sobretudo, o convívio e a alegria. D

FOTOGRAFIA RUI NEVES

MARIA AZEVEDO ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

Pelas ruas de Abrantes já se começava a ver pessoas vestidas de preto. Os universitários saíam à rua com os seus trajes e garrafas debaixo dos braços. As gargalhas eram muitas e já se fazia sentir o que se aproximava: mais uma edição do Festival de Tunas. A cidade preparava-se para receber cânticos de tunas de vários sítios do país. O ponto de referência era o café Portugal, mais conhecido por PT. As capas faziam de tapetes para que os ‘doutores’ se sentassem, outros cobriam-se com elas como se fossem mantas. A praça do PT já começava a encher, a música já se ouvia e movia os corpos para que estes dançassem. As Tunas juntavam-se e faziam a festa. Apesar de não serem desta cidade, rapidamente se integraram. A ESTATuna, anfitriã do evento, preparou tudo para que o festival fosse muito mais do que um concurso de tunas no Cineteatro São Pedro. Esse é, naturalmente, o momento alto, mas durante todo o fim de semana, em que Abrantes se enche da música característica dos estudantes do ensino superior, a animação é uma constante. Cada tuna tinha pelo menos dois guias para os orientar, mostrando-lhes as ruas da cidade. “Ser guia, foi uma experiência nova para mim. Gostei muito apesar da responsabilidade que recai sobre nós nesses dias. Ainda assim, é uma oportunidade de conhecermos novas pessoas e de estarmos, de certa forma, mais ligados a uma tradição académica, a tuna” - afirma uma das guias, Irene Vale, aluna da ESTA. Joana Jerónimo, também aluna da ESTA, esteve igualmente a acompanhar uma tuna de outra cidade: “Ser guia foi uma experiência fantástica, conheci pessoas novas e ajudou-me, visto que estou em Comunicação Social. Adorava repetir, é uma experiência que os alunos devem ter. É cansativo, mas no final o agradecimento da tuna é fenomenal.” Durante este fim de semana, entre 28 a 30 de abril, o ponto fulcral da festa era o antigo mercado, onde havia música ao vivo. No entanto, as tunas ensaiavam sempre que podiam, o que acabava por contagiar. João Obelha Maia, de Felgueiras, da Tum’Acanénica, explicava a essência da música que

L Nas tunas somos uma família, passamos muito tempo juntos

os une: “A tuna significa música num registo completamente diferente de uma banda ou de uma filarmónica. A malta vive de uma forma diferente e a tuna é isso mesmo, um grupo que se dá muito

bem pela música. Depois temos aquela parte do convívio e boémia que também nos caracteriza.” Já Cristina Valentim, de uma outra tuna, acentuava o espírito de grupo: “Para mim, nas tunas somos uma família, passamos muito tempo juntos e é impossível não criar laços muito profundos com as pessoas lá estão.” Outro tuno, conhecido como ‘Ser Humano’ (alcunha dada pela sua tuna), acrescentava que “o verdadeiro significado de tuna é um grupo que canta como um coro, como uma orquestra, e que vive como amadores”.

Depois de muito convívio o grande dia de sábado chegou. A Tuna de Abrantes, a ESTATuna, já tinha começado a tratar da barraquinha da comida e bebida e também dos instrumentos para ensaiar no Cineteatro antes do grande momento. O tempo passou a voar e quando demos por nós já tinha anoitecido. Durante o jantar das Tunas com guias, as conversas surgiam fluentemente, assim como gargalhadas espontâneas. Mais uma vez a música não faltava neste ambiente de alegria e entusiasmo. Depois do jantar, seguiram rumo para o Cineteatro. Agora a noite tinha como

O festival visto pela organização “O fESTA é sempre o culminar de meses de trabalho e, quando vejo o resultado final, dá-me sempre muita alegria. O fESTA trata-se sobretudo de amizade e, por isso mesmo, é o encontro anual de amigos e um festival para se reviver histórias e viver umas quantas mais. O XVIII fESTA teve um gosto especial, talvez por ser a décima oitava edição e por voltarmos a ter a velha guarda em palco com o sangue novo. Foi realmente especial vermos elementos mais velhos com elementos mais novos a trabalhar para o mesmo objetivo. Este festival correu muito bem. Desde as tunas convidadas, que foram 5 estrelas e

cumpriram maior parte das nossas indicações, até à Câmara Municipal de Abrantes e à ESTA, que nos ajudaram em tudo o que precisámos. A pouca comunidade escolar que apareceu é incansável e são quase como uma família para nós. De modo geral, posso dizer que o fESTA está um festival crescido e que mantém o espírito de amizade que eu vivi no meu ano de chospra (caloira). Espero que isso perdure durantes muitos anos e que a mensagem de companheirismo e trabalho chegue às próximas gerações que integrarem a ESTATuna.” JÉSSICA OLIVEIRA, MAGÍSTER DA ESTATUNA

companhia os universitários vestidos de negro. As pessoas começaram a chegar ao Cineteatro de Abrantes, para que assim pudessem assistir ao momento mais esperado. As cadeiras começavam a ser preenchidas. Sofia Mota, diretora da ESTA, preparava-se para assistir: “É sempre uma forma de nós fazermos uma ligação entre o meio académico e a comunidade. As tunas conseguem de facto proporcionar-nos um espetáculo muito giro, em que trazem a tradição toda da universidade.” No caso de Abrantes, o Festival de Tunas tem já 18 anos, tantos como a ESTA. O espetáculo tinha começado. As atuações provocavam palmas, gritos e assobios do público. Começava a ser difícil saber qual das tunas seria considerada como a melhor. O ‘Ser Humano’ afirmava que a atuação da sua tuna “podia ter sido melhor”. E acrescentava: “Há sempre coisas para melhorar, mas dentro da possibilidade acho que fizemos um bom trabalho.” Já João Obelha Maia, de Felgueiras, um dos grandes vencedores da noite, dizia: “Foi uma honra para nós vir partilhar um cartaz com as outras tunas e, portanto, ganhar o prémio ‘tuna mais tuna’ e o ‘melhor solista’, vai ser celebrar este feito.” Mesmo assim, sublinhava que “o importante era conviver e divertir e isso refletiu-se nas palavras ditas por algumas das tunas”. Por isso, promete voltar, até porque “para nós é sempre maravilhoso vir a Abrantes, queremos vir cá todos os anos. Cumpre sempre com os nossos objetivos. Este evento nunca desilude.” g


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Última

JULHO 2017

ESTA JORNAL

Mais de 180 animais no canil intermunicipal de Abrantes, Constância e Sardoal

Todas as vidas são uma história por contar e estas não são exceção. Pelo muito que já passaram, e estão a passar na vida, os cães perdidos e abandonados do concelho de Abrantes encontraram uma associação que os acolhe e ajuda, apesar de todas as dificuldades. Ana Fontinha é a mulher por trás do sorriso destes animais. Cada um com o seu olhar e a sua história por contar. Deixando a cidade para trás, são precisas algumas voltinhas de carro e um bom sentido de orientação para chegar ao canil intermunicipal. Depois de alguns telefonemas à dona Ana e cinco minutos a pé, encontramos um caminho de terra batida rodeado de ervas, flores e árvores. No fim do caminho quem nos espera é Ana Fontinha e os seus amigos patudos. “Estava a ver que nunca mais cá chegavam”, brinca, tão carinhosamente assim chamada, dona Ana. Tem 60 anos e é voluntária da Associação de Defesa dos Animais do Concelho de Abrantes (ADACA) desde o seu começo, há 16 anos. Com a criação desta associação inaugurou-se o canil intermunicipal de Abrantes, Constância e Sardoal que existe desde 2007. Foi aí que se tornou uma das principais e única voluntária a tempo inteiro. Vem numa carrinha comercial fechada e, lá dentro, traz alguns dos cães que deviam estar no canil. “Estes são os que não têm onde ficar, por excesso de lotação no canil. Então levo-os para minha casa. Alguns dormem comigo”, explica Ana Fontinha. Apesar de todas as dificuldades que o canil e a ADACA têm passado, dona Ana não se deixa abater. Sente-se no seu sorriso o amor e carinho que tem por todos os animais que acolhe. São mais de 180, conhece-os a todos pelo nome e sabe de cor, melhor do que ninguém, a história de vida de cada um. Mesmo antes dos portões do canil se abrirem, já se sente no ar a agitação dos animais: eles percebem que chegou alguém. Assim que Ana Fontinha entra é a animação total: recebem-nos com uma grande alegria. São muitos saltos, lambidelas e patadas à mistura. Apesar de ser um canil sobrelotado, a higiene é evidente: todos os animais têm pêlo brilhante e notam-se bem cuidados. A partir do momento em que pisa chão do canil, não tira a mão dos seus “bebés”. Apresenta todos: ”Essa é a Becas. Esse é o Bocas, que quer tudo para ele. Esta é a Estrelinha. É talvez das cadelas mais inteligentes que eu tenho aqui

Um Cão, uma História

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ADRIANA CLARO ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

FOTOGRAFIA ADACA

L Ana Fontinha é a alma de um espaço em que todos os cães têm um nome dentro. Este é o Caramelo que, coitadinho, está a envelhecer no canil. Já cá está há muitos anos. Já foi adotado duas vezes: a primeira foi abandonado e a segunda… Queres saber a história? Queres-te rir? Mas não podes pôr em lado nenhum!” E é assim que, entre brincadeiras e risos, vai contado as peripécias por

que tem passado com os seus cães. “O Shake caiu numa armadilha de coelhos. Mas é um cão feliz! Só não tem uma pata. Pior tinha sido se nós não o tivéssemos encontrado. E este é o Barbas, o velhinho. Tem o nariz já todo torto e uma pata partida das brigas.” “Aquela velhinha que tem o fatinho vestido

estava cheia de tumores enormes. A doutora Maria João (Veterinária que ajuda a ADACA) disse-me que ela já era muito velhinha e para ser operada podia morrer. Nos primeiros tempos ela andava bem, comia e tudo. Mas os tumores começaram a abrir e a fazer crateras. E eu optei por operar. Dei-lhe uma oportunidade: se ela sobrevivesse à operação, ótimo. Se não sobrevivesse, fiz aquilo que podia.” Deus quis que ela sobrevivesse e hoje é uma cadela feliz, que se passeia, como uma donzela, pelo canil. Um bocadinho mais tarde conhecemos a Biju. “Biju anda cá!”, chamava Ana. “Escusas de pensar que ela vem, porque não vem. Já a dei duas vezes, mas cheguei lá fora e tive de a trazer para dentro. Ela não vai. Agora sempre que aparecem pessoas estranhas dá-me a sensação que ela pensa que é para a levarem. Escusam de chamar que ela não vem. Esta dorme comigo também.” Entre risos recheados de carinho, comenta: “Tem um medo que a levem que é obra!” Dos dados disponibilizados este ano, até abril, a ADACA entregou cerca de perto de 40 cães. “O problema é que nós damos quatro e logo a seguir entram cinco. E vai dar ao mesmo. Vou mantendo o equilíbrio. Tenho sempre cerca de 180 cães no canil.” “Há uma senhora que, há uns anos, levou uma cadela, e há uns dias telefonou-me. A cadela entretanto teve filhos e ela ficou com três cães.” Agora vai mudar de casa e quer devolver os animais. “Eu aqui tenho 180 cães. Quero é dar animais. Eu ando a esterilizá-los e não estou para as pessoas os devolverem.” Ana Fontinha explica que esse é um dos seus problemas. “A culpa é da mentalidade das pessoas”, afirma. “A utilidade do canil devia de ser para acolher animais atropelados, animais doentes e que não tenham outro meio de sobrevivência. Nunca para receber cães com dono. E eu posso dizer que aqui eles podem entrar, mas ao engano. Que venha alguém entregar-me à porta, não” - assegura dona Ana. Sempre disposta a acolher todos os animais que precisam da sua ajuda, Ana Fontinha confessa que as suas maiores dificuldades não passam pela fala de verba da associação nem pela falta de condições do estabelecimento, mas sim pela falta de pessoas: “A maior dificuldade que passamos aqui no canil é a falta de voluntários.” Com um adeus caloroso, tal como tinha sido a receção, a partida do canil torna-se, mais uma vez, numa festa de lambidelas e patadas. É o que os habitantes do canil têm para oferecer a quem os quiser ajudar. g

“Redes de Comunicação”, um encontro que se tornou possível graças a parcerias, apoios e patrocínios Convidados de diversas áreas, temas variados em cima da mesa, workshops pelas ruas de Abrantes. Foi assim o evento “Redes de Comunicação”, organizado pelos alunos

da licenciatura em Comunicação Social da ESTA, que decorreu entre 15 e 19 de maio. Uma iniciativa que, como habitualmente, trouxe a Abrantes profissio-

nais de renome do mundo do jornalismo e da comunicação empresarial. Este ano a organização apostou ainda no regresso de profissionais formados em Comunicação Social

na ESTA, integrados no mercado de trabalho com sucesso, que puderam desta forma partilhar as suas experiências com os atuais alunos. As “Redes de Comunicação” con-

taram com o patrocínio de diversas entidades e empresas às quais a organização do evento agradece. Sem este apoio não teria sido possível a sua concretização.

FICHA TÉCNICA | DIRETORA: Hália Costa Santos DIRETORA ADJUNTA: Raquel Botelho REDATORES: Adriana Claro, Beatriz Baptista, Irene Vale, Joana Rodrigues, Maria Azevedo, Marta Vidigal, Sérgio Figueiredo PROJETO GRÁFICO: José Gregório Luís PAGINAÇÃO: João Pereira | TIRAGEM: 15000 exemplares IMPRESSOR:Unipress Centro Gráfico, Lda PROPRIETÁRIO: Instituto Politécnico de Tomar MORADA: Estrada da Serra, 2300-313 Tomar EDITOR: Licenciatura em Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes SEDE DA REDAÇÃO: Rua 17 de Agosto de 1808, 220-370 Abrantes


ESPECIAL / 24ª Feira Mostra do Concelho de Mação

Obras referentes a Mação em destaque na Feira do Livro

Cartaz musical conta com “artistas para vários públicos” No que à música diz respeito, o presidente da Autarquia considerou que a Feira tem um cartaz “diversificado”. Luís Represas, HMB, Fernando Pereira, Alma de Coimbra e Handmade são os destaques da animação musical do evento. “Artistas de renome na música portuguesa e artistas para vários públicos”, considerou Vasco Estrela. Ao todo, o recinto da Feira terá dois palcos: o principal e um palco para os Grupos Concelhios, Ballet e DJs. As noites, de quarta-feira e de sábado, serão animadas por

às 21h00, Mação volta a falar dos seus com a apresentação do livro ”Carlos Saramago… de Mação para o Mundo”, de Carlos Saramago.

DJs, todos do Concelho de Mação. De registar também a “importante participação de Grupos de Cantares concelhios que partilham a nossa identidade cultural com todos aqueles que nos visitam: Grupo de Cantares da Serra da Associação Recreativa e Cultural da Serra, Musical Amendoense, Grupo de Cantares do Grupo Cultural “Os Maçaenses”, Conservatório de Mação – FirMação e também a Sociedade Filarmónica União Maçaense”, referiu o presidente da Câmara Municipal.

Associações concelhias promovem atividades desportivas As Associações representam uma parceria muito importante na organização da Feira Mostra do Concelho de Mação que, nas palavras do presidente Vasco Estrela, “o Município reconhece e agradece”. “Sem o esforço e sem o dar as mãos de muitas pessoas e entidades, não seria possível que a Feira tivesse o sucesso que todos esperamos que possa vir a ter”, adiantou o autarca. São várias as atividades que se desenvolvem ao longo dos cinco dias do evento e atividades para todos os gostos, como Torneio de Sueca, Futsal, Encontro de Cães de Parar, Torneio de Malha, Caminhada das Zagaias, Zumba, Trail, Passeio de Motorizadas Clás-

Um dos destaques da 24ª Feira Mostra do Concelho de Mação será a 19.ª edição da Feira do Livro, que irá ter lugar no Anfiteatro José Costa, à entrada da Feira. Estarão presentes oito editoras e duas distribuidoras, representantes de várias editoras, com uma enorme oferta de livros para os visitantes. No decorrer da Feira do Livro terão lugar vários lançamentos de livros e uma tertúlia literária. Destaque para quarta-feira, 28 de junho, às 21h15, para a apresentação do livro “Breve História de Abrantes”, de Alves Jana. Na quinta-feira, 29 de junho, às 21h00, será a vez da apresentação do livro “Peregrinação interior ao berço da Lusitânia”, da autoria de Camilo Mortágua. Na sexta, 30 de junho, às 21h30, tempo para uma Tertúlia Literária que trará a Mação Pedro Chaga Freitas. No sábado, 1 de julho, às 21h00, mais um livro a falar do concelho. Trata-se da apresentação de “Mação: Retrato Falado” de Vera Dias António. No dia do encerramento, domingo, 2 de julho, às 19h30, lugar para a apresentação do livro” Camminus Sapere”, de João Farinha e,

85 stands expositores das atividades do Concelho e seis espaços dedicados à gastronomia sicas e Passeio de Cicloturismo. Cada uma das atividades agendadas é da responsabilidade de uma Associação diferente “e todas elas responderam positivamente à nossa sugestão de poderem participar na Feira Mostra”, afirmou Vasco Estrela. A Autarquia, para além de todas as animações programadas, terá novamente à disposição dos mais novos um Parque Infantil de Insufláveis e um aparelho para prática de atividades mais radicais que proporcionará muita diversão e brincadeira. Este ano terá um espaço novo, maior, sendo deslocado para a entrada oeste da Feira.

Este ano serão 85 os stands de exposição disponíveis no recinto da Feira Mostra, todos eles do Concelho de Mação e de algumas entidades regionais que o Município de Mação integra. Um motivo de grande satisfação e orgulho para Autarquia, que vê assim cumprido o objetivo maior desta iniciativa: “dar a conhecer o que de melhor se faz no Concelho”. Já no que diz respeito à gastronomia, continua a ser uma das fortes apostas da Feira Mostra de Mação. Este ano serão seis espaços de restauração, atribuídos a seis Associações e IPSS do Concelho, que voltam a trazer à mesa ementas típicas do concelho. Como nos anos anteriores foi solicitada a integração de pratos da Carta Gastronómica do Concelho “À Mesa em Mação” nas emen-

tas. Os visitantes da Feira Mostra podem contar com pratos típicos como Maranho, Chanfana, Cabrito no Forno, Javali, Migas, Cabidela, Sopa de Peixe, ou outros, como o Bacalhau Assado, Carnes de Alguidar, Entrecosto grelhado ou o sempre popular Frango na Brasa. Os seis espaços de restauração vão estar a cargo da Associação Santo António, Associação Chão de Lopes, Grupo Desportivo e Recreativo de Carvoeiro, Associação Desportiva de Mação, Centro Social de São José das Matas e Centro de Dia de Aboboreira. Na Feira Mostra estarão também presentes cinco bares que serão explorados por cafés/bares do concelho, junto à zona de espetáculos. Patricia Seixas Fotos: CM Mação julho 2017 / jornal de abrantes

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ESPECIAL / 24ª Feira Mostra do Concelho de Mação

Bandeira Azul e Qualidade de Ouro: Praias fluviais irresistíveis Chega o verão e com ele as altas temperaturas. Nesta altura, nada melhor que ter a praia “ao pé da porta”. E é isso que acontece no concelho de Mação. Três praias fluviais e piscinas municipais que refrescam o corpo e a alma de quem as procura. Embrenhámo-nos nas freguesias do concelho e fomos descobrir as praias. A cerca de 25 minutos da vila de Mação, entramos no vale onde se esconde a mais galardoada das praias do concelho: Carvoeiro. Com um enquadramento natural único, é um lugar calmo onde se pode desfrutar dos sons da floresta em redor e do ar puro. Pelo 11º ano consecutivo, a Praia Fluvial do Carvoeiro é Bandeira Azul e Bandeira de Qualidade de Ouro, atribuída pela Quercus. Enquadrada numa moldura verde, dispõe de balneários, bar de apoio, parque de merendas, cadeira anfíbia, churrasqueira e zona de banhos para adultos e para crianças. Mas “estas coisas dão trabalho porque para ter Bandeira Azul há a necessidade de cumprir um sem número de critérios que ocupam muitos recursos, que custam muito dinheiro e que obrigam a um esforço contínuo por parte de quem tem a responsabilidade dessas praias, no caso, a Câmara Municipal de Mação”, explica Vasco Estrela, o presidente da Câmara Municipal.

A Praia Fluvial de Cardigos, situada na freguesia mais a norte do concelho de Mação, dispõe de uma zona de banhos, balneários, bar de apoio, parque de merendas e churrasqueiras. Por sua vez, em Ortiga, na praia mais próxima da sede do concelho, é possível encontrar um bar, restaurante, zona de banhos, cais de embarque, balneários e um posto médico. Um espaço que possibilita a prática de atividades desportivas de ar livre/ aquáticas e lazer, dispondo ainda de canoas, torre de escalada e campo de voleibol. “Não nos podemos esquecer do concelho em que estamos”, relembra Vaco Estrela, explicando que “temos três praias, temos as piscinas, mas tudo isto consome recursos financeiros, logísticos e humanos muito grandes. As exigências são cada vez maiores”, referindo-se a “nadadores salvadores, jardineiros para a relva estar em condições, a recolha do lixo, a qualidade da água...” “Temos a noção que cada vez mais pessoas procuram este tipo de praias e, felizmente, o concelho de Mação vai sendo bem conhecido, e conhecido pela positiva, devido às suas praias. A nossa obrigação é não estragar o trabalho que está feito e, ano após ano, ir melhorando”.

/ Cardigos

/ Carvoeiro

/ Ortiga

Autarquia aposta em Centro de Negócios para a captação de novas empresas

Sexta-feira, dia 30 de junho, é inaugurado o Centro de Negócios de Mação com a presença do Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos. O Centro de Negócios / Ninho de Empresas de Mação é um projeto da Câmara Municipal de Mação que consistiu na requalificação de edifícios industriais já existentes para a instalação de empresas a preços competitivos, tendo em consideração a qualidade do espaço e o elevado potencial para o desenvolvimento de atividades empresariais. O presidente da Câmara Municipal explicou que se trata de um “investimento avultado do Município”, de mais de 700 mil euros,

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jornal de abrantes / julho 2017

“feito exclusivamente a partir do Orçamento Municipal e onde pretendemos ter um espaço para as empresas poderem desenvolver as suas atividades a preços muito competitivos, diria mesmo simbólicos. É o culminar de um processo que se iniciou há cerca de um ano e meio, com a aquisição de uns pavilhões devolutos e pensamos que ao criar esta obra, estamos a ajudar e a contribuir para a criação, aparecimento e fixação [de novas empresas], e também para a solidificação de algumas empresas que já possam existir no nosso concelho”, avançou Vasco Estrela. O objetivo passa por dotar o Concelho de um Centro de Negócios, onde os empresários

encontrem espaços físicos autónomos para poderem estabelecer as suas atividades de uma forma cómoda, versátil e acessível e, assim, formar um ninho de empresas. Os edifícios, que pertenciam a uma antiga empresa de transportes, foram adaptados através da construção de divisórias por forma a constituir 29 módulos individuais que poderão ser disponibilizados em função das necessidades de cada empresa. Há ainda a possibilidade de se somarem para gerar espaços de 2, 3 ou mais módulos para permitir aos seus futuros utilizadores uma conveniente organização e gestão da sua atividade. De referir que este Centro de Negócios

tem como filosofia a partilha de espaços e equipamentos comuns, como as salas de reuniões, salas de formação, serviços administrativos e de segurança. Por ser constituído por três edifícios autónomos, o Centro de Negócios possibilita a instalação de empresas/negócios mais industriais, tecnológicos, de serviços, de prestadores serviços, de armazéns de várias tipologias e consequente diversidade de negócios. O Centro de Negócios / Ninho de Empresas fica situado na zona industrial das Lamas. Patricia Seixas


POLÍTICA / CDU renova equipa à Câmara Municipal de Constância

O veterinário José Vasco Matafome, 57 anos, presidente da distrital de Santarém do CDS-PP, é o candidato à presidência da Câmara Municipal de Abrantes nas eleições autárquicas de 01 de outubro, anunciou o partido. A apresentação do candidato decorreu no Luna Hotel Turismo, em Abrantes, no dia 10 de junho, na presença de Assunção Cristas, presidente do CDS-PP. Assunção Cristas salientou que “o CDS definiu a sua estratégia para estas autárquicas, no seu congresso há pouco mais de um ano. E a orientação foi muito clara queremos crescer autarquicamente”. Vasco Matafome defendeu as apostas na “agricultura sustentá-

vel, com circuitos curtos de venda direta, no turismo e na relação de Abrantes com a natureza, nas novas tecnologias e no tele-emprego”, a par de um “reforço de atenção às questões sociais e o incremento de uma Loja Social nas freguesias” rurais. Para o candidato do CDS-PP, se for eleito, “30% do orçamento global anual do município será investido na captação de empresas de base tecnológica, 30% será para a manutenção dos equipamentos públicos existentes, 30% para o apoio social a uma população cada vez mais envelhecida, e os restantes 10% ficam para o funcionamento da Câmara” Municipal. Vasco Matafome disse ainda que concorre “para poder contribuir para a terra” onde nasceu, “num exercício de cidadania, com uma campanha livre de cartazes ou outdoors”. Tiago Fidalgo, 43 anos, advogado, é o candidato do CDS-PP à Assembleia Municipal.

Candidata da CDU a Mação quer aproximar população dos órgãos políticos

A candidata da CDU à Câmara Municipal de Mação, Fátima Pereira, destacou no dia 11 junho, como prioritário naquela autarquia ouvir a população, aproximar as pessoas dos órgãos políticos e ter uma voz à esquerda de entre os eleitos. “Candidato-me pela importância de existir uma alternativa às ideias que são seguidas [o município de Mação é gerido pelo PSD desde as primeiras eleições], para ouvir a populações e aproximá-la do poder político local, e porque é indispensável ter uma voz de esquerda nos órgãos autárquicos”, disse Maria de Fátima Pereira, comerciante, 61 anos, à margem do almoço que serviu para a CDU fazer a apresentação oficial dos candidatos à Câmara Municipal,

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Assembleia Municipal, e à União de Freguesias de Mação. “O programa eleitoral” frisou, “vai ser elaborado depois da consulta à população do concelho” sobre os vários setores de atividade e em termos de conteúdos programáticos, tendo, no entanto, destacado a “necessidade de investimentos em atrativos culturais, como é exemplo a casa do artista Cipriano Dourado, em Penhascoso, e que poucos sabem que existe ou onde fica”. A candidata de Mação defendeu que a candidatura “tem ainda relevância por ser uma candidatura de uma mulher a um cargo que, em Mação, sempre foi ocupado por homens”. Na sessão foi ainda anunciado o nome de Carlos José Domingos Filipe, 71 anos, à Assembleia Municipal, e o de Rosário Nicolau à União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira. LUSA

A CDU de Constância procedeu no dia 25 de junho a apresentação dos candidatos aos vários órgãos autárquicos do concelho. A cerimónia aconteceu na União Jazz Malpiquense, ao início da tarde, e contou com a apresentação dos candidatos à Câmara, à Assembleia Municipal e às três Juntas de Freguesia do concelho, Constância, Santa Margarida da Coutada e Montalvo. Júlia Amorim é a candidata à Câmara Municipal, apresenta uma equipa renovada e deu conta dos motivos inerentes à renovação: “É uma equipa renovada (…) As pessoas vão mudando e temos as listas inacabadas, porque de facto estamos a arrancar agora e vamos fazer outras sessões noutras freguesias”. Na cerimónia foram apresentados os cinco efetivos na candidatura à Câmara Municipal de Constância. Ao nome da Júlia Amorim seguem os nomes de Sónia Varino, residente na sede de freguesia, Micael Dias, residente em Montalvo, depois Manuela Arsénio, residente em Vale Mestre e Rui Lopes, residente na Portela. No que diz respeito à Assembleia Municipal, António Mendes volta a encabeçar a lista. Quanto às Juntas de Freguesia, Eduarda Conceição é a candidata a Constância, António Pinheiro é recandidato em Santa Margarida da Coutada e Álvaro

Alves é o candidato à Junta de Freguesia de Montalvo. “O nosso projeto autárquico aponta muito nas pessoas, na saúde, na educação, na cultura, na juventude, no desporto, etc”, afirmou Júlia Amorim, dando conta que “é altura de num próximo mandato de revindicarmos uma nova ponte que ligue a população do concelho, mas que também sirva a região e o país”. Já no que diz respeito às freguesias, “em Santa Margarida da Coutada, vamos implementar medidas com vista à fixação da população e de novos residentes. Relativamente a Constância, o foco principal é de facto a reabi-

Marco Gomes é o candidato da coligação PSD/CDS-PP em Constância O atual 2.º comandante dos Bombeiros Voluntários de Constância, Marco Gomes, é o candidato da coligação PSD/CDS-PP à Câmara Municipal local, gerida há 28 anos pela CDU, informou hoje fonte da nova coligação. Natural de Tramagal, Abrantes, Marco Gomes, que reside em Santa Margarida da Coutada, Constância, disse à agência Lusa que decidiu assumir a candidatura aquela autarquia do distrito de Santarém por “não aceitar a atual linha política e programática” da CDU, que gere os destinos da autarquia e tem como atual presidente Júlia Amorim. Como linhas programáticas, Marco Gomes apontou a “sustentabilidade ambiental, financeira e da segurança”, medidas que, de-

litação urbana e a zona ribeirinha. Em Montalvo, queremos dar continuação a uma grande aposta que é requalificar turisticamente as Quintas Dona Maria”, elencou a candidata. Júlia Amorim reforçou ainda que considera ter “a experiencia autárquica” para liderar os destinos do concelho: “Enquanto rosto de uma grande equipa acredito que com a experiência autárquica que tenho e com aquilo que aprendi nestes últimos 4 anos, porque aprendi muito, acho que tenho o perfil adequado para liderar esta equipa”. Joana Margarida Carvalho

Armindo Silveira (BE) é candidato à Câmara Municipal de Abrantes

DR

José Vasco Matafome é o candidato do CDS-PP à Câmara de Abrantes

fendeu, “são vitais para um futuro que assente num efetivo planeamento, com ordenamento e gestão de rigor, em articulação com as necessidades dos empresários e investidores, e não hipotecando o futuro das novas gerações”. Marco Gomes disse ainda que a coligação PSD/CDS-PP “vai apresentar candidaturas a todos os órgãos políticos, incluindo as três freguesias do concelho, e vai concorrer para ganhar”. LUSA

O Bloco de Esquerda candidata Armindo Silveira à Câmara Municipal do Abrantes, nas próximas eleições autárquicas de 1 de outubro. Ambiente, juventude, cultura, educação e saúde são áreas prioritárias. Dignidade, responsabilidade, transparência, cidadania e trabalho em equipa são os valores da candidatura.


REPORTAGEM /

/ Convento de São Domingos em obra

Câmara de Abrantes investe milhões pelo concelho tro do Convento de São Domingos. A autarca falou de uma obra que se impunha “sendo que as últimas notícias que vieram a público trouxeram algumas novidades relativamente a achados arqueológicos que foram sendo encontrados. É a nossa história que mais uma vez está a ser reescrita”. A empreitada, de cerca de 3ME, vai resultar num espaço de exposições, permanentes e temporárias, onde ficará parte da coleção de arqueologia e arte municipal, o espólio de pintura contemporânea da pintora Maria Lucília Moita e a coleção arqueológica Estrada, propriedade da Fundação Ernesto Lourenço Estrada, Filhos. Depois, demos uma volta por intervenções dentro da área urbana. Visitámos a urbanização do Condoal e a urbanização de Santa Luzia. Nos dois espaços, e por acordo interadministrativo com a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, foram instalados novos parques infantis e um parque fitness. “Podemos visitar intervenções “de bairro”, a requalificação de espaços públicos, que estavam obsoletos e subaproveitados. Visitámos também a zona de Canaverde, em Alferrarede Velha, onde também por acordo interadministrativo, re-

Maria do Céu Albuquerque salientou que a Autarquia tem contratado projetos a fundo perdido a rondar 10 ME e candidaturas aprovadas de cerca de 14 ME

qualificámos todo o espaço no que diz respeito aos passeios”, aludiu a presidente. De seguida, partimos para o norte do concelho, onde foi possível encontrar dois caminhos municipais requalificados. A estrada que liga o Souto ao Carvalhal, “que estava bastante danificada, que foi requalificada agora e que melhora aquela zona. Em Água das Casas, visitamos a estrada que foi requalificada, e onde podemos conversar com os poucos habitantes daquele lugar e perceber o que é que significa para aquelas 20 e tal pessoas a melhoria dos acessos”, salientou Maria do Céu Albuquerque.

Especialidades Gelados Tradicionais Crepes Tostas Croissants Scones

Sumos Chá

Café

Batidos

Chocolate quente

Já no sul do concelho, foi possível encontrar a Unidade de Saúde Familiar de Rossio ao Sul do Tejo em obra e que vai servir cerca de 5 mil utentes. Em São Miguel do Rio Torto, a visita focou-se na praça central da localidade, onde a presidente falou ainda de um novo investimento - a instalação de um polidesportivo na Casa do Povo da aldeia. Passámos por Arreciadas, onde visitámos o novo parque infantil da localidade. De seguida, foi possível conhecer a obra na estrada que liga São Facundo e Vale das Mós. “Uma estrada de terra batida e que era urgente asfaltá-la, uma vez que liga duas povoações, caso único no concelho”, salientou a presidente. Por último, a visita finalizou no Jardim do Alto de Santo António, onde a intervenção da Câmara ainda não está completa e o passo seguinte será “a requalificação dos campos ténis”, como referiu Maria do Céu Albuquerque, lembrando que o espaço dispõe agora de um novo parque infantil e de fitness, novos caminhos, nova iluminação e novo equipamento urbano. A autarca abrantina recordou ainda que na urbanização junto ao café Nova Cidade, a Autarquia vai dar início “à requalificação do espa-

ço público, dos passeios, à substituição de árvores e da rede de água”, bem como, vai “requalificar o Largo Espirito Santo, em Mouriscas, um dos projetos mais votados no Orçamento Participativo que vai avançar rapidamente”. O Colégio de Fátima, a Loja do Cidadão, o Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida, a ampliação da Galeria Quartel, a requalificação da igreja de S. Vicente, o parque Intergeracional e a requalificação do Bairro de Vale de Rãs e o parque de estacionamento do Vale da Fontinha são projetos que o executivo de maioria PS quer também fazer avançar. Em jeito de balanço, Maria do Céu Albuquerque salientou que o conjunto de obras em curso, e que ainda irão decorrer, dizem respeito a “investimento de proximidade, de reabilitação urbana, de estímulo à economia local”. As obras visitadas nas freguesias do concelho foram acompanhadas pelos diferentes presidentes de Junta, que salientaram ao JA a importância dos diversos investimentos para a promoção da qualidade de vida dos cidadãos do concelho. Joana Margarida Carvalho PUBLICIDADE

A Câmara de Abrantes realizou, no dia 16 de junho, uma visita guiada com a comunicação social local às várias obras que estão em curso no concelho. Tratam-se de obras realizadas pelas Juntas de Freguesia, ao abrigo dos contratos interadministrativos de delegação de competências, através dos quais as Juntas de Freguesia realizam as obras, enquanto a Câmara assegura o montante do investimento. Mas também intervenções de regeneração urbana para recuperar património, financiadas por fundos comunitários do Portugal 2020. E ainda obras assumidas exclusivamente pelo orçamento municipal. O Jornal de Abrantes acompanhou a visita que iniciou no Largo 1º de Maio. Maria do Céu Albuquerque, presidente da CM de Abrantes, começou por explicar que a intervenção ainda não tinha arrancado naquele local e que a Autarquia iria tentar “adiar o máximo possível [a obra] uma vez que o estacionamento no Convento de São Domingos está condicionado”, devido às obras de construção do MIAA. Assim, a primeira empreitada que visitámos foi a obra do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, den-

Eventos

(Levamos os nossos gelados à sua festa) • Casamentos • Batizados • Aniversários • Outras festas

Lis Gelataria * Lg. Dr. Ramiro Guedes, nº 2, Abrantes * 241 377 276 * Horário Inverno: Segunda a sábado das 8h30 às 20h30 julho 2017 / jornal de abrantes

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CULTURA / Espetáculos

180 Creative Camp está em Abrantes há cinco anos

AGENDA / Abrantes Até 30 de junho – Exposição “Tem-te Bem”, de Luísa Cunha – Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes – Coleção Figueiredo Ribeiro, terça a sábado, das 10h às 12h30 e das 14h30 às 19h Até 31 de agosto – Mostra documental sobre a Igreja de Santa Maria do Castelo – Arquivo Municipal Eduardo Campos (Zona Industrial), de segunda a sexta, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30 Até 30 de setembro – Exposição “Jogos Matemáticos através dos tempos” – ParqueTejo, Rossio ao Sul do Tejo, 9 às 17h30

Música e desporto destacam Feira de Enchidos, Queijo e Mel O Parque de Feiras de Vila de Rei vai receber, de 29 de julho a 6 de agosto, uma nova edição da Feira de Enchidos, Queijo e Mel (FEQM), que, à semelhança de anos anteriores, alia o melhor da gastronomia e artesanato locais a um programa de animação musical diversificado. Aurea, Kumpania Algazarra, Augusto Canário & Amigos, Quim Barreiros, Deolinda Kinzimba e David Antunes & The Midnight Band são alguns dos nomes musicais que prometem animar os milhares de visitantes esperados no evento. Tal como nos anos anteriores, o programa da Feira vai igualmente contar com mais uma edição da Feira do Livro, exposições, animação de rua, rastreios de saúde, programa desportivo, tasquinhas e com a realização da 30.ª Colheita de Sangue de Vila de Rei. Em comunicado, a autarquia anuncia que “são novamente esperados mais de uma centena de expositores oriundos de vários pontos do país, que apresentarão variados produtos artesanais, para além da gastronomia regional e dos sectores de serviços, industriais e comerciais do concelho de Vila de Rei.” A FEQM é organizada pelo Município de Vila de Rei e pretende divulgar os produtos endógenos e artesanais e promover as atividades empresariais Vilarregenses.

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Até 7 de janeiro de 2018 - Exposição “IX Antevisão do MIAA – Romanização do Médio Tejo” – Museu D. Lopo de Almeida, Castelo, de terça a domingo, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h 29 de junho – Encontro Gerontolímpico – Parque Urbano de São Lourenço, 10h 1 de julho – Produtos de Cá – Mercado Municipal, 10h30 2 a 9 de julho – Abrantes 180 Creative Camp – Centro Histórico 7 de julho a 31 de agosto – Exposição “200 Anos da Invenção da Bicicleta” – Biblioteca Municipal António Botto

Pelo quinto ano consecutivo, Abrantes recebe o 180 Creative Camp, que este ano decorre de 2 a 9 de julho e que terá uma programação organizada em três eixos: Academia, Fábrica e Festival. Durante o evento, jovens de todo o mundo, acompanhados por “alguns dos melhores criadores nacionais e internacionais” terão a possibilidade de partilhar ideias e experiências, em áreas como o design, arquitetura, arte, música, vídeo, fotografia ou ilustração. A programação, promovida pelo Canal 180, inicia-se no dia 3 de julho com a 180 Media Arts Conference, uma conferência sobre as relações entre arte, música, vídeo, arquitetura e tecnologia, onde estarão presentes Jeff Hamada, fundador do BOOOOOOOM;

Inês Nepomuceno, designer gráfica; Antonia Folguera (Sónar+D e We Are Europe) e Andres Colmenares e Lucy Rojas, fundadores do Internet Age Media. A Academia, que consiste num programa de workshops no território do design, fotografia, vídeo e música, vai ter a orientação do estúdio dinamarquês Put Put, de Chris Unwin da plataforma The Creator Class, de Inês Nepomuceno e de Moriz Oberberger. O eixo Fábrica vai produzir um conjunto de intervenções e reflexões sobre o território, a cargo de Diogo Aguiar Studio e do colectivo alemão 44 Flavours. A área Festival prevê concertos gratuitos de Surma, Stereossauro, Cave Story, Holy Nothing e Conjunto Corona.

Live Tejo leva música à aldeia de Rio de Moinhos A Associação Juvenil Remoinhos d´Água, de Rio de Moinhos, organiza, no dia 15 de julho, a segunda edição do Live Tejo. O Festival de música, que terá lugar no Polidesportivo local a partir das 23 horas, contará com a presença de Valas, Mi Sanga, Blind, DJ Ride e The F Revengers.

7 de julho a 21 de agosto - BIAgens com livros, várias atividades e ateliers – Biblioteca Itinerante de Abrantes 8 de julho – Sabores do Mercado – Mercado Municipal, 10h30 15 de julho a 29 de setembro – Exposição “Uma Coletiva da Coleção (Figueiredo Ribeiro)” – Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes – Coleção Figueiredo Ribeiro 13 a 16 de julho – Caminhos de Água – Projeto Caminhos (CIMT) – Centro Histórico: 14 de julho – “Aprender com os nossos”, workshop “Sou DJ” com o DJ Peixinho – Complexo Municipal de Piscinas, 11 às 13h 25 de julho – “Ler os nossos” com Manuel António Traquina – Apresentação do livro “Desamores” – Biblioteca Municipal António Botto, 18h 27 de julho – Animação de Verão – Teatro “A Entrada do Rei” – Centro Histórico

Constância Até 30 de setembro – Exposição fotográfica “Ruas da Festa” - Antiga Cadeia, de terça a sexta-feira, das 10h às 12h30 e das 14h às 18h30 2 de julho - Domingo na Praça, venda de produtos hortícolas e artesanato – Praça

Alexandre Herculano, 9 2 de julho – Yoga em família – Parque Ambiental de Santa Margarida, 9h 7 de julho – Aula Pública de Carrilhão – Parque de Merendas, 15h 7 de julho – “Poesia e Música à Mesa” com Grupo Diálogos – Restaurante “Os Arcos” (jantar) 13 a 16 de julho – Caminhos de Água – Projeto Caminhos (CIMT) – Vários locais

Mação Até 3 de julho – Exposição “Histórias das nossas Memórias”, trabalhos dos alunos da Universidade Sénior – Instituto Terra e Memória 28 de junho a 2 de julho – 24.ªFeira Mostra, atividades económicas, desportivas, gastronómicas, animação e espetáculos 7 de julho – Passeio Pedestre ao luar – Concentração às 20h30, junto à Câmara Municipal 9 de julho – Mercado “Os quintais nas Praças do Pinhal” 13 a 16 de julho – Caminhos de Água – Projeto Caminhos (CIMT) – Vários locais

Sardoal 29 de junho – Companhia Nacional de Bailado interpreta “A Perna Esquerda de Tchaikovski – Centro Cultural Gil Vicente, 21h30 (3€) 30 de junho a 6 de julho – II Encontro Internacional de Piano – Centro Cultural Gil Vicente

Vila de Rei Até 30 de junho – Exposição “Aquedutos de Portugal”, de Pedro Inácio – Museu Municipal Até 30 de junho – Exposição do Concurso de Pintura e Desenho – Biblioteca Municipal José Cardoso Pires 13 a 16 de julho – Caminhos de Água – Projeto Caminhos (CIMT) – Vários locais 20 e 21 de julho – Fórum Cidadania e Desenvolvimento sobre “Turismo” – Biblioteca Municipal José Cardoso Pires 29 de julho a 6 de agosto – XXVIII Feira de Enchidos, Queijo e Mel

Vila Nova da Barquinha Até 27 de agosto – Exposição “Nós, vós, eles: failed Strategies” de Anni Katajamaki – Galeria do Parque

Errata No Jornal de Abrantes do mês de junho, na página 23, na legenda referente ao artigo “ARTEJO leva arte às aldeias” por lapso trocámos o nome do artista que surge na foto. Na foto encontra-se Manuel João Vieira e não Alexandre Farto (Vilhs). Aos visados pedimos as nossas desculpas.


ISABEL LUZEIRO

Médica Neurologista/Neurofisiologista Especialista nos Hospitais de Universidade de Coimbra

Consulta de Neurologia, Dor, Patologia do Sono, Electroencefalograma (EEG) e Exames do Sono Centro Médico e Enfermagem de Abrantes Largo S. João n.º 1 - 2200 - 350 ABRANTES Tel.: 241 371 690

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241 371 566

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241 094 143


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JA edição de julho de 2017  

Jornal de Abrantes, Sardoal, Mação, Vila de Rei, Constância e VN Barquinha

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