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Móveis . Colchões . Sofás VÁRIAS PROMOÇÕES E BONS PREÇOS 241 377 494 ALFERRAREDE

Ao lado da SAPEC, em frente às bombas combustíveis BP

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ENTREVISTA /

“O APHELEIA é hoje reconhecido como o mais importante programa em termos de gestão territorial no mundo e a UNESCO abraçou-o” Luiz Oosterbeek, 56 anos, coordenador científico do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado no Vale do Tejo e presidente do Instituto Terra e Memória, em Mação, e professor coordenador do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), é o responsável pelo seminário internacional do projeto APHELEIA que decorreu em Mação no início do mês de abril e que juntou cerca de uma centena de especialistas de todo o mundo, entre professores e alunos de áreas como a arqueologia, antropologia, história, filosofia, geografia, ciências da comunicação, educação, entre outros. Fomos saber melhor do que trata o projeto APHELEIA e de como olha Luiz Oosterbeek para o futuro do mundo.

/ Foram 10 dias de projeto APHELEIA. Em que consistiu?

Esta é uma experiência única. É uma experiência de 10 dias com quase uma centena de pessoas a viverem juntas, de manhã à noite, o que também tem as suas dificuldades, com um único objetivo. Por um lado, produzir conhecimento e, por outro, serem felizes para poderem transformar a realidade.

/ E o que é, efetivamente, o projeto APHELEIA?

O projeto APHELEIA começou por ser uma rede de universidades europeias, com centros de investigação e organizações de poder local, entre as quais a Câmara Municipal de Mação e a CIMT (Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo), que são fundamentais, para mudar os modelos de gestão territorial. O que posso dizer é que ao fim de três anos, que era a duração do nosso projeto mas que agora vai continuar, e ao qual a UNESCO aderiu a partir do ano passado, vai ser apresentado na Assembleia Geral da UNESCO este ano.

/ Durante estes dias, de que falam?

Romper com certos equívocos, como por exemplo o facto das pessoas pensarem que a cultura e a

economia são coisas separadas. Na verdade, são exatamente a mesma coisa. Não são parecidas, são exatamente a mesma coisa. Ao falar com colegas dizia que o nosso erro é quando as pessoas vão ver o Convento de Cristo, dizerem-nos que aquilo é bonito. Claro que aquilo é bonito. Não é preciso ir a nenhum curso para aprender que aquilo é bonito. Mas então e a parte de engenharia? E a organização social que foi precisa para pôr aquilo de pé? Quem é que ensina isso? Acho criminosa a forma como é feita a gestão patrimonial. Temos que mudar isso radicalmente.

“Estamos a transformar isto em política mundial. E é uma política mundial de tranquilidade”

/ Um dos temas que falaram referia-se à gestão das lideranças dos territórios…

Para mim, a gestão das lideranças é um exercício de humildade. A liderança não são uns indivíduos iluminados que pensam que sabem tudo. Os bons líderes não são necessariamente os mais inteligentes. São aqueles que são humildes e são capazes de juntar. O que é perigoso são os indivíduos que acham que sabem tudo e o nosso programa é contra isso. O que é facto hoje é que esse programa está a um passo de se transformar em recomendações de política internacional. Claro que isto para os asiáticos não

é nenhuma novidade porque eles sabem isso, mas nós temos muito a aprender desse ponto de vista e penso que há coisas que estamos a fazer que têm um enorme peso. O APHELEIA é hoje reconhecido como o mais importante programa em termos de gestão territorial no mundo e a UNESCO abraçou-o. E isso deve-se aos meus alunos.

/ Durante o APHELEIA 2017, falaram também acerca dos serviços do Município onde estão inseri-

dos. Qual foi a avaliação?

Estamos ainda em processo mas há um conjunto de soluções… no entanto, tenho que dizer que toda a gente fica muito impressionada com Mação.

/ Em que medida?

Mação conseguiu fazer (e é isso que explica em grande medida o investimento que o Politécnico de Tomar e muitos de nós fazemos em Mação) um exercício que é difícil em democracia, que é manter o debate democrático, que implica contraditório e que implica divergência, com um consenso e uma pacificação sobre tudo aquilo que é fundamental para a vida das pessoas. Eu penso que Mação é um espaço de enorme felicidade, de enorme liberdade e de enorme democracia. Onde as questões que têm a ver com educação, com crescimento económico e com a cultura são pacíficas. Não quer dizer que não hajam diferenças de opinião, mas não se anda a mudar de política cada vez que não sei o quê… Penso que temos uma liderança muito boa, muito forte, muito estável e Portugal e a Europa precisam disto.

primeiro ciclo. Transformou-se numa organização internacional, já é membro do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas, já estabeleceu um acordo com a Rede Asiática das Humanidades, estamos a colaborar com colegas do Brasil e de outros países sul-americanos para criar uma rede que surgirá ainda este ano e que vai dentro da mesma lógica para a América, mas cada um com o seu próprio ritmo. Pensamos que ainda este ano, ou no próximo, se crie uma rede africana. Estamos a transformar isto em política mundial. E é uma política mundial de tranquilidade. Como o mundo vai rapidamente na direção da guerra, só há uma resposta possível, que é com um grande rigor, perceber que não é com discursos que se impede a guerra, que há problemas e que aqueles que vivem ansiosos têm alguma razão. (…) Num mundo que vai na direção da guerra, Portugal tem muito a dizer e está a saber dizer. E acho que todos temos que ter muito orgulho nisso. É o que pretendemos fazer aqui também. Patricia Seixas

/ E qual o balanço do APHELEIA 2017?

O Apheleia 2017 é o fim de um maio 2017 / jornal de abrantes

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ANIVERSÁRIO / JA

Presidente da República homenageou o Jornal de Abrantes O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou no dia 25 de abril uma homenagem à imprensa portuguesa, no Dia da Liberdade. A cerimónia reuniu as 31 publicações centenárias portuguesas, onde esteve presente o Jornal de Abrantes. Numa cerimónia na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em que condecorou a Associação Portuguesa de Imprensa com o título de membro honorário da Ordem do Mérito, o chefe de Estado realçou o “peso esmagador da publicidade de grandes empresas multinacionais no que respeita à imprensa eletrónica”. “Estamos a falar de 80% ou mais da publicidade detida por um número muito limitado de empresas multinacionais”, referiu, acrescentando que, num prazo muito curto, a situação “constitui um problema”. “Sei que o Governo está atento a esse problema, que impõe [a necessidade de] medidas que permitam ir ao encontro das vossas aspirações e das vossas necessidades”, acrescentou. Marcelo Rebelo de Sousa falou perante os 31 representantes dos

jornais centenários, membros da Associação Portuguesa de Imprensa, que também foram homenageados. “Homenageio a vossa coragem, a vossa determinação, a vossa persistência, mas estou seriamente preocupado com o panorama da imprensa em Portugal”, declarou. O Presidente da República acrescentou que está “preocupado, não por falta de liberdade, não por falta de criatividade, não por falta de determinação, mas porque as condições objetivas, nomeadamente económicas e financeiras, são cada vez mais limitativas”. Referindo que conhece bem o setor, afirmou: “Acompanho as vossas vicissitudes. Sei bem como é difícil a produção, como é muito difícil a distribuição, como é um problema cada vez mais grave a publicidade e, portanto, a sobrevivência económica e financeira da imprensa portuguesa”. Após o momento de condecoração, o Presidente da República reuniu com os 31 representantes dos jornais centenários e da Associação Portuguesa de Imprensa. Marcelo Rebelo de Sousa conversou sobre as diversas regiões representadas,

/ Joana Margarida Carvalho representou o Jornal de Abrantes na cerimónia recebeu os jornais pelas mãos dos seus diretores e tirou várias fotografias com os diferentes representantes. A iniciativa de reconhecimento da imprensa centenária portuguesa como Património Cultural Imaterial partiu da Associação Portuguesa de Imprensa (API), a insti-

/ Joana Margarida Carvalho, Jornal de Abrantes, Maria José Loureiro, Folha de Tondela, Liliana Carona, Noticias de Gouveia e Joana Ribeiro Sousa, Jornal de Estarreja

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jornal de abrantes / maio 2017

tuição representativa da Imprensa de Portugal, e de imediato mereceu a adesão e apoio do Presidente da República. A API referiu aos representantes das 31 publicações que no próximo mês de julho estará patente no Parlamento Europeu uma exposição sobre as 31 publicações periódicas

centenárias e onde os representantes serão convidados a marcar presença. No decorrer do ano, outros momentos protocolares irão acontecer de homenagem ao trabalho realizado pela imprensa centenária, na qual o Jornal de Abrantes está integrado. Na cerimónia, realizada na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, estiveram presentes representantes de Órgãos de Comunicação Social Centenários, membros da Associação Portuguesa de Imprensa, nomeadamente “A Aurora do Lima”, “A Comarca de Arganil”, “A Guarda”, “A Ordem”, “A Voz do Operário”, “Açoriano Oriental”, “Boletim Salesiano”, “Cardeal Saraiva”, “Correio da Feira”, “Correio do Ribatejo”, “Diário de Notícias”, “Diário de Notícias da Madeira”, “Folha de Domingo”, “Folha de Tondela”, “João Semana”, “Jornal de Abrantes”, “Jornal de Estarreja”, “Jornal de Noticias”, “Jornal de Santo Thyrso”, “Maria da Fonte”, “Notícias da Covilhã”, “Notícias de Gouveia”, “O Amigo do Povo”, “O Concelho de Estarreja”, “O Despertar”, “O Penafidelense” e “Soberania do Povo”.

/ Presidente da República deixou palavras de incentivo aos diretores


ANIVERSÁRIO / JA

Tudo muda, o JA continua Durante milénios, não existiam jornais. As notícias eram dadas por carta, por arautos e por viajantes, entre outros. Gutenberg (13981468), ao criar os tipos móveis, possibilitou a imprensa e, desse modo, os jornais impressos. O primeiro jornal português foi a “Gazeta em que se relatam as novas todas, que houve nesta corte, e que vieram de várias partes no mês de Novembro de 1641, com todas as licenças necessárias”. Tinha como função dar notícias da guerra com Espanha e consolidar a monarquia restaurada com D. João IV. Em 1884 surgem em Abrantes um primeiro “Jornal de Abran-

tes”, que acabaria por morrer, e o “Correio de Abrantes”. Em maio de 1900 surge um segundo “Jornal de Abrantes”, este que faz agora 117 anos. Nos fins do séc. XIX e inícios do XX, a função dos jornais era sobretudo ideológica, fazer passar a mensagem dos blocos políticos, primeiro entre republicanos e monárquicos, depois entre as fações republicanas. Mas o jornal depende também muito da tecnologia disponível. A partir de Gutenberg, dominou a caixa de tipos (ou letras em metal) que o tipógrafo juntava numa régua ou componedor (de compor).

/ Linotype

/ Off set

Nos finais do séc. XIX, a composição em linotype faz uma revolução. A nova máquina, a partir de 1886 (Ottmar Mergenthaler) era, no fundo, uma máquina de escrever com uma fundição: o linotypis-

ta escrevia uma letra e a máquina fundia o tipo e as letras iam saindo dali para a mesa de composição. O “Correio de Abrantes” usava esta tecnologia creio que até aos últimos dias.

Mais tarde, a impressão em off set fez nova revolução. Derivada da litografia, consistia numa chapa que servia de matriz pela qual passava um rolo com tinta. Em

Abrantes foi a Escola D. Miguel de Almeida, nos anos 70 do séc. XX, a ter “uma off set” que possibilitou a multiplicação de pequenas publicações, muitas delas periódicas.

A revista Ânimo (1979-1980) é um exemplo. Mas o próprio JA começou publicar as páginas interiores em off set, que mandava imprimir fora.

Naqueles tempos, os jornais eram feitos a partir de textos manuscritos, que seguiam acompanhados de um esquema página por página para uma tipografia algures, talvez em Lisboa. Quando o jornal chegava é que se via se as coisas tinham ficado como tinham sido pensadas. Entretanto, tudo (?) mudou. O computador e as comunicações rápidas vieram alterar a composição e o acompanhamento. Hoje, os originais são escritos já no seu texto definitivo, que é enviado por mail para o paginador, que tanto pode

estar na mesa ao lado como no outro lado do mundo. O paginador utiliza um programa de paginação: pega no texto recebido e coloca-o na página pré-desenhada, fazendo os acabamentos. O resultado volta pela internet para revisão final, é corrigido e enviado pela Internet para a tipografia, onde é impresso em tecnologia laser ou similar. O JA é paginado em Leiria e impresso no Porto. Entretanto, o ambiente à volta do jornal também mudou muito. Quando o JA começou, em 1900, não havia rádio nem televisão. Um

jornal era um canal de comunicação sem alternativa, a não ser outro jornal. O aparecimento da rádio e da televisão veio mudar tudo. Hoje… não é preciso explicar, há milhentos canais que debitam informação a todo o momento. O poder de um jornal é muito menor. A sua função não pode ser a mesma. Então, qual deve ser? O JA que hoje nos chega às mãos, tem 117 anos e leva já o bonito número 5555. Apesar de tudo, resistiu às mudanças, isto é, mudou com elas – Parabéns! – e merece mesmo o reconhecimento do Presi-

dente da República. Mas isso não o dispensa de ter de se defrontar com múltiplas interrogações. Que lugar deve ou pode ocupar num sistema ultra complexo de informação na região que cobre? Quanto deve ter de notícias, talvez já divulgadas noutros meios, por exemplo a rádio da casa, e quanto… de quê? Que pode levar o potencial leitor a pegar no jornal e a lê-lo? Que pode oferecer aos anunciantes que optem por este meio de divulgar as suas mensagens? Como pode continuar a custear as despesas sempre crescentes num mundo em

que a informação é abundante e gratuita? Como pode casar a edição em papel com a internet? São múltiplos os desafios de quem tem, hoje, a responsabilidade de um jornal. Eu não queria estar na pele da nossa jovem diretora, Joana Margarida Carvalho, que tem que de articular jornal, rádio e internet, todos os dias e todos os meses. Alves Jana

maio 2017 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Abrantes

Museu da MDF abre portas ao público O Museu da Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF), em Tramagal, Abrantes, foi inaugurado no Dia do Trabalhador. A fábrica que operou em Tramagal e que tornou a borboleta num símbolo de poder industrial foi no dia 1 de maio o centro das atenções para muitos tramagalenses que não quiseram perder o momento inaugural. A Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo esteve presente na cerimónia e afirmou ao JA que o novo espaço “ é um elogio à memória, à história do nosso país e aos que a protagonizaram”. “De facto, a Duarte Ferreira é um marco da nossa história industrial tal como o próprio Eduardo Duarte Ferreira é um homem absolutamente inesquecível naquilo que tem a ver com os nossos construtores de desenvolvimento e também de contexto social”, referiu. “Construir um espaço da sua memória e que mostre a história do Tramagal é muito importante e mostra a capacidade, conhecimento e lucidez das pessoas que o estão a promover”, salientou a responsável. O projeto de instalação do Museu resulta de uma parceria entre a Câmara de Abrantes, Junta de Freguesia de Tramagal e o Grupo Diorama, e conta com espaços expositivos e documentais daquela que foi uma das principais empresas metalúrgicas do país.

Joaquim Damas, presidente do conselho de administração do Grupo Diorama, anunciou na cerimónia um investimento de 1,5 ME no espaço contíguo ao novo museu. Ao JA, o administrador explicou que o objetivo é dar início “ à construção de uma unidade de laser para o tratamento de chapa”. O investimento é da empresa Futrimetal, pertencente ao Grupo Diorama e segundo Joaquim Damas “no mês de junho/julho devemos de começar a receber os equipamentos se as obras de adaptação terminarem a tempo. Em outubro/ novembro prevemos o início da produção e serão recrutados novos trabalhadores, cerca de 10”. A produção é destinada ao mercado interno e externo. A cerimónia foi ainda marcada pelo lançamento da obra “18791997: Metalúrgica Duarte Ferreira – Uma história em constante metamorfose”, da autoria de Patrícia Fonseca. Maria do Céu Albuquerque, presidente da CMA, referiu que o dia foi “um grande momento para a comunidade tramagalense. É uma aspiração de há muitos anos, em fazer memória daquilo que foi o legado que a Metalúrgica deixou no Tramagal, na nossa região, no país e no mundo. É a concretização desse sonho que nos realiza”. Num investimento de meio milhão de euros, apoiados em parte

/ Momento inaugural com a Secretária de Estado te para o Tramagal”, pois era “um anseio de todos os tramagalenses, de todos os metalúrgicos e trabalhadores”. Para o autarca, o 1 de maio foi “o recordar de um homem e de uma família que deu tudo ao país e ao Tramagal. Hoje, foi sem dúvida um dia memorável, que será recordado por muitos anos”. Victor Hugo Cardoso afirmou que o novo museu da MDF “foi o grande projeto deste mandato e destes oito anos. É o fechar de um ciclo, apesar de esta ser uma primeira fase. Segue-se o alargamento do museu no piso um e ainda o dar

pelo PRODER, o novo museu possibilita o enquadramento “de toda a história dos quase 120 anos da Metalúrgica Duarte Ferreira”, garantiu a presidente, dando conta que o visitante “fica também com uma ideia do que foi feito e do que falta fazer, porque a história não acabou, faz-se todos os dias, com o passado, presente e futuro”.

“O grande projeto deste mandato”

Por sua vez, Victor Hugo Cardoso, presidente da Junta de Freguesia, considerou que a inauguração do novo museu foi “muito importan-

/ Eduardo Duarte Ferreira continuidade ao mesmo no exterior, àquilo que foi a forja”. O museu da MDF vai ficar aberto ao público de quarta-feira a domingo, no período da tarde das 14h30 às 19h00, tendo a possibilidade de ser visitado no período da manhã, de segunda a sexta-feira, por marcação ou para serviços educativos. A obra “1879-1997: Metalúrgica Duarte Ferreira – Uma história em constante metamorfose” vai ficar disponível para compra no museu, no posto de turismo ou em qualquer espaço onde se venda merchandising municipal. Joana Margarida Carvalho

A Câmara Municipal vai disponibilizar para esta segunda edição do Orçamento Participativo 350 mil euros e já deu início ao processo. As propostas poderão ser apresentadas até 31 de maio, em https://abrantes360.cm-abrantes.pt, nas assembleias Participativas, na Biblioteca Municipal António Botto, na Biblioteca Itinerante de Abrantes (BIA), no Serviço de Atendimento Geral (Praça Raimundo Soares) e no Espaço Jo-

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jornal de abrantes / maio 2017

vem de Abrantes (Largo Ramiro Guedes). Segue-se depois o processo de votação de 1 de agosto a 15 de setembro. Já as assembleias participativas tiveram inicio a 12 de abril e percorreram todas as freguesias. Em declarações, Maria do Céu Albuquerque, presidente da CM de Abrantes, disse que este é “um orçamento de 350 mil euros que fica disponível para o cidadão decidir. A intenção é apresentarem propostas que vão ser hierarquizadas

para poderem ser levadas a efeito”. “A nossa expectativa é grande, até porque a primeira edição correu bastante bem, nomeadamente com uma participação muito grande das pessoas, particularmente na comunidade de Mouriscas com dois projetos classificados em 1º e em 2º lugar. Isso também serve de motivação para que o cidadão se sinta parte do processo, sinta que vale a pena participar, vale a pena apresentar propostas e votar”, salientou a autarca abrantina.

CMA

Segunda edição do Orçamento Participativo já arrancou

/ A segunda edição do OP foi apresentada no salão nobre perante os presidentes de Junta do concelho


REGIÃO / Abrantes

RAME pronto para apoio no combate a Jovem abrantino vence High School Innovation Summit 2017 incêndios e a atos terroristas

O ministro da Defesa destacou no dia 19 de abril a preparação e a excelência do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), criado recentemente em Abrantes para garantir apoio militar de emergência a atos terroristas ou a incêndios, entre outros. “Destaco em primeiro lugar a impressão de excelência com que saio daqui, isto é, a capacidade que o Exército demonstra, numa iniciativa que é recente (…) de estar preparado para enfrentar situações de emergência, nas mais diferentes facetas, desde as mais patológicas, como as ações terroristas, às mais catastróficas, de caráter natural”, disse aos jornalistas José Azeredo

Lopes. O RAME, observou o ministro, “não pretende substituir-se aos bombeiros”, antes, “com competências complementares, a capacidade de resposta do Exército sai reforçada para colaborar com a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e com os bombeiros”, no combate aos incêndios ou outras situações de emergência. O RAME constitui-se como polo de formação do Sistema de Informação do Exército (SIE), sendo um regimento que organiza, treina e mantém o Agrupamento Sanitário (instalado em Tancos), a Companhia de Reabastecimento e Serviços (Póvoa do Varzim) e a Com-

panhia de Engenharia de Apoio Militar de Emergência (Tancos). Sob o comando do coronel de Artilharia César Luís dos Reis, o Regimento de Apoio Militar de Emergência atua em permanente articulação com os ramos das Forças Armadas e, em especial, com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, com vista a integrar e complementar esforços especialmente nas áreas de socorro imediato, apoio às populações, apoio ao dispositivo de combate a incêndios florestais, comunicações de emergência, engenharia e apoio de saúde. Lusa

MP arquiva processo de assédio sexual nos Bombeiros de Abrantes “por falta de fundamento” Mais de um ano depois da denúncia de assédio sexual por parte de um bombeiro do sexo feminino da corporação dos Voluntários de Abrantes, o Ministério Público decidiu pelo arquivamento do processo devido à falta de provas da ocorrência do crime. Na altura, João Furtado, presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes (AHBVA), afirmou à Antena Livre que um inquérito tinha sido aberto de imediato mas daí surgiu a necessidade de “passar a um processo disciplinar, formulado por uma entidade externa e competente”. A Antena Livre voltou a falar com o presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes que comentou que o “processo disciplinar não tem a ver com o assédio sexual mas sim com o comportamento disciplinar interno e foi esse

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que levou ao despedimento por justa causa. Nesse processo foram ouvidos todos os intervenientes e concluiu-se, sem margem para dúvida, e incluindo o depoimento do próprio bombeiro, que houve ação sexual na camarata feminina”. E explicou que “o que não foi concluído, nem era nossa intenção, foi que essa ação sexual tinha sido objeto de um assédio sexual. Foi esse processo que foi agora arquivado pelo Ministério Público por falta de fundamento”. Na sequência do processo disciplinar, o bombeiro foi então despedido por justa causa mas recorreu para o Tribunal do Trabalho. As partes acabaram por chegar a um acordo onde o bombeiro recebeu uma indemnização mas que terminou no afastamento em definitivo do corpo de bombeiros. Relativamente ao ambiente que se vive na corporação, agora que foi conhecida a conclusão do processo,

João Furtado afirmou que “a questão do Ministério Público não interferiu nunca no processo interno”. E avançou que “teríamos aqui um problema complicado internamente se o bombeiro fosse reintegrado porque, de facto, houve uma violação grave dos deveres. Como é fácil de perceber, temos aqui muitas bombeiras, muitas mães de família, e teríamos alguma dificuldade em explicar-lhes que aquele elemento era inofensivo”. “Para nós e para o Tribunal o processo está encerrado”, avançou o presidente da AHBVA que acrescentou que “para nós, é um assunto triste. Pessoalmente tentei ver se haviam outros desfechos mas temos que zelar pelo interesse público e o interesse da corporação. Não há nada de pessoal contra ninguém e não há só um prejudicado. São duas as vítimas e o que temos é que ponderar aquilo que é menos penoso para todos”.

Tiago Silva, 17 anos, aluno da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, em Abrantes, foi o vencedor da High School Innovation Summit (HSIS) 2017. O HSIS regressou no dia 19 de abril ao Tecnopolo do Vale do Tejo em Abrantes. O vencedor da segunda edição explicou que “foi um projeto baseado num modelo de negócio que já existe, a Uber, mas aplicado a todos e quaisquer serviços”. “Porque não pegarmos num modelo de negócio que funciona com pessoas que têm o seu tempo disponível para falar e prestar os serviços mas, em vez de aplicar só ao modelo de táxis, porque não aplicar a tudo? Desde canalizadores, a explicadores, a mecânicos, a pessoas que podem ir passear o cão, empregadas domésticas… através da aplicação, nós podemos contactar com estes prestadores de serviços, sem ter que os contactar diretamente”, referiu o aluno. Estudante da área de economia, Tiago espera que este seja um projeto que possa vir a ser concretizável no futuro. “Espero que vá para a frente pois, a meu ver, é uma aplicação que tem muito potencial”, afirma o vencedor. No entanto, esta não é a visão de futuro de Tiago Silva. O jovem

abrantino espera, “se tudo correr bem, não vou ficar na área de economia. Vou seguir para a Força Aérea, para piloto aviador. Só se não conseguir entrar na Força Aérea é que irei para economia ou engenharia informática, no Técnico”, revela. A organização do HSIS é da responsabilidade da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes – Instituto Politécnico de Tomar, do Município de Abrantes, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, do TAGUSVALLEY e da Plataforma Nacional de Inovação Lusideias do Grupo Compta.

“Pelo Tejo vai-se para o Mundo” foi o mote da sessão promovida pela TAGUS “Pelo Tejo vai-se para o Mundo” foi o mote para a sessão de motivação que a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior promoveu no dia 22 de abril, no Parque Tejo, em Abrantes. Sensibilizar produtores e agentes turísticos para a importância da internacionalização e apresentar o projeto de formação e consultoria foram os intuitos da organização. Conceição Pereira, técnica coordenadora da TAGUS, salientou que “o propósito desta iniciativa foi uma ação de sensibilização e motivação para as empresas fazerem parte e integrarem este projeto de formação e ação”, no âmbito da internacionalização. A responsável lembrou que “há um conjunto de requisitos necessários” para formalizar as candidaturas, mas segundo Conceição Pereira basta o interessado “dirigir-se à TAGUS” e “ter uma empresa constituída”.

A coordenadora congratulou-se com a boa adesão à iniciativa: “Ficamos muito contentes que estas iniciativas sejam motivadas pelo público e um público que são os produtores locais e os agentes turísticos. É sinal que as pessoas estão cada vez mais despertas para estas novas realidades”. Conceição Pereira afirmou que “a temática da internacionalização é interessante. Se as empresas não tiverem sensibilizadas para essa temática provavelmente têm uma vida muito mais curta”. Por último, lembrou que a “TAGUS tem por objetivo o aproveitamento dos recursos endógenos, nas áreas agroalimentar e turismo”, nos concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal. O pequeno seminário contou com testemunhos da AICEP – Portugal Global Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e do Turismo do Centro de Portugal.


REGIÃO /

Bostelim, Aldeia do Mato e Carvoeiro recebem novamente Bandeira Azul

As praias fluviais de Bostelim, em Vila de Rei, Aldeia do Mato, no concelho de Abrantes, e Carvoeiro, em Mação, vão receber novamente este ano a Bandeira Azul. Na região do Médio Tejo voltam-se a repetir as distinções às praias localizadas nos concelhos de Abrantes, Mação e Vila de Rei. A Praia Fluvial do Bostelim recebe, pelo segundo ano consecutivo, a Bandeira Azul atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), sendo uma das 28 praias fluviais a nível nacional a

/ Aldeia do Mato receber esta distinção. O Presidente da Autarquia, Ricardo Aires, sublinha que “esta nova atribuição da Bandeira Azul à Praia Fluvial do Bostelim vem reforçar e reconhecer a enorme qualidade das zonas balneares do nosso Concelho que, anualmente, recebem largos milhares de visitantes. A Praia Fluvial do Bostelim é um espaço de lazer por excelência, conseguindo aliar a qualidade da água a um espaço com bastantes sombras e espaços verdes nas áreas circundantes, ideal para progra-

mas em família”. A Praia Fluvial de Aldeia do Mato renovou o galardão Bandeira Azul, símbolo de referência de qualidade ambiental, pelo 7º ano. A atribuição da Bandeira Azul é possível devido à “qualidade da água que assim o permite, em primeiro lugar, mas depois todo o investimento que a Câmara de Abrantes tem feito e o concessionário que também assumiu (…) criar todas as condições, que são muitas e que são exigidas para conseguirmos ter esta distinção”, disse Maria

/ Carvoeiro do Céu Albuquerque, presidente da CMA, presidente aquando da entrega da Bandeira Azul de 2016. Por sua vez, a Praia Fluvial de Carvoeiro, em Mação, é galardoada com a Bandeira Azul assumindo-se como símbolo de qualidade pelo 11.º ano consecutivo. O Presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, considera que “a Bandeira Azul é, antes de mais, o resultado de um esforço que não é só da Autarquia, há várias pessoas e entidades envolvidas que ajudam a este exce-

lente resultado”. A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade ambiental atribuído anualmente às praias e portos de recreio e marinas que se candidatam e que cumpram um conjunto de critérios, sendo que estes Critérios do Programa Bandeira Azul estão divididos em 4 grupos: Informação e Educação Ambiental; Qualidade da Água; Gestão Ambiental e Equipamentos e Segurança e Serviços.

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/ Bostelim

maio 2017 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Constância

Parque Ambiental celebrou 15 anos e quer ver nascer novo Centro Interpretativo O Parque Ambiental de Santa Margarida (PASM) assinalou o seu 15º aniversário nos dias 29 e 30 de abril. O Parque Ambiental de Santa Margarida foi inaugurado em 18 de abril de 2002, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, que na ocasião apelidou o equipamento como uma Joia para o País. Passados 15 anos, o Parque Ambiental de Santa Margarida, que integra também o Borboletário Tropical, faz jus às declarações do governante, pois é para Júlia Amorim, presidente do Município, “uma verdadeira joia” para o concelho e para a região do Médio Tejo. Júlia Amorim referiu-se aos desafios futuros do PASM e lembrou que se trata de “um espaço de 6 hectares que tem alguns equipa-

mentos como por exemplo, uma ecoteca, espaço internet, centro de documentação, posto de leitura, parque de merendas, campo de jogos, parque infantil, um anfiteatro ao ar livre e ainda um Borboletário Tropical …É um espaço que necessita de uma conservação e gestão permanente. E este é um desafio que se coloca em termos da gestão municipal no sentido de mantermos a qualidade”. A autarca de Constância afirmou que é intenção do Município criar naquele espaço um novo Centro Interpretativo que “não represente um grande esforço financeiro” e que seja um espaço “ao ar livre”, dedicado às “borboletas autóctones, características do nosso país”. “No Borboletário nós temos um

ambiente tropical criado, mas também não nos podemos esquecer que temos as nossas borboletas (…) Pensamos que no próximo mandato autárquico já seja possível termos um Centro Interpretativo das borboletas autóctones no PASM”, vincou a presidente. Por último, Júlia Amorim recordou que o PASM tem várias “ofertas em termos ambientais”, dando conta que “o PASM não é apenas um parque de lazer, mas também é um parque pedagógico. Há visitas não só no interior do parque, como os percursos da Ribeira da Foz, da Ribeira de Alcolobre, da encosta do Zêzere, no jardim das ervas aromáticas”, entre outras iniciativas pedagógicas que vão acontecendo ao longo do ano.

Transporte a Pedido chega a Constância No âmbito do projeto Transporte a Pedido no Médio Tejo, “pioneiro a nível nacional na experimentação de novas soluções de transporte público adaptadas às zonas de baixa densidade populacional”, e que se encontra atualmente em funcionamento nos concelhos de Abrantes, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha, foram recentemente desenvolvidos os estudos técnicos com vista ao alargamento do serviço de transporte a pedido a outras zonas do Médio Tejo. “Neste contexto, e considerando os trabalhos realizados de operacionalização dos serviços de transporte a Pedido nos concelhos de Alcanena e Constância, encontra-se em funcionamento desde o dia 3 de abril o serviço de transporte a pedido nestes concelhos”, informa, em nota de imprensa, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Segundo a CIMT, “o serviço de transporte a pedido no concelho de Constância melhora a oferta de transporte coletivo de ligação da população da zona sul do concelho, residentes na freguesia de Santa

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Margarida da Coutada, à sede do concelho e à sede de freguesia em Aldeia de Santa Margarida, colmatando os problemas de fraca oferta durante o período escolar e oferta quase inexistente durante as férias escolares, através da garantia de ligações ao Posto Médico localizado em Aldeia de Santa Margarida e ao Centro de Saúde localizado na sede do concelho. O serviço de transporte a pedido no concelho de Cons-

O “dia em que se juntaram os amigos do Tejo todo”

tância é realizado às 2.ª, 3.ª e 5.ª durante todo o ano, com oferta de duas circulações de ligação da zona sul à sede do concelho (ida no início da manhã e volta a hora do almoço) e quatro circulações de ligação da zona sul à sede de freguesia em Aldeia de Santa Margarida (ida no início da manhã e hora do almoço com retorno na hora do almoço e final do dia)”.

Constância viveu o seu feriado municipal e o dia grande das festas do Concelho. Nossa Senhora da Boa Viagem desceu em procissão até aos rios e benzeu embarcações e viaturas. António Matias Coelho relembrou que esta é uma festa centenária, “que vem dos meados do séc. XVIII, sem qualquer interrupção” e que “conta a história de Constância e do Médio Tejo, dos tempos em que este sítio, como outros ribeirinhos, eram portos importantes do transporte fluvial”. “E os marítimos fizeram aqui, durante mais de 200 anos, sempre neste dia, a festa à sua protetora, a Senhora da Boa Viagem”. Depois de anos mais complicados, os Municípios ribeirinhos pa-

recem estar a querer manter as tradições de outrora e já se vêm mais barcos nos rios no dia de hoje, em Constância. O historiador referiu “que há-de ser assim o futuro e nós continuaremos a ter festa enquanto aqui houver rios, enquanto aqui houver gente que gosta dos rios e enquanto Constância for, como sempre foi, um ponto de encontro”. Júlia Amorim, a presidente da Câmara Municipal de Constância, agradeceu a todos os intervenientes “por conseguirmos manter esta tradição (…) e por fazerem desta festa uma das maiores festas do Tejo”. A tradição voltou a cumprir-se em Constância no dia de Nossa Senhora da Boa Viagem, “dia em que se juntaram os amigos do Tejo todo”.


REGIÃO / Constância

Assembleia Municipal aprova prestação de contas e novo empréstimo bancário

/ Autarca de Constância afirmou que foi um ano de “contenção” e “dificuldade” ano de 2016 com um quadro comunitário atrasadíssimo”. Contudo, a presidente disse que foi possível

reforçar “projetos e desenvolver ainda algumas obras com a verba disponível”.

No decorrer da Assembleia Municipal, foi aprovada por maioria a contração de um empréstimo ban-

cário, de cerca de 400 mil euros, para o Centro Escolar de Montalvo em construção. Júlia Amorim explicou a necessidade do novo empréstimo bancário de médio e longo prazo: “Tem a ver com a gestão financeira do Município. Os empréstimos que são contraídos são para fazer face às despesas não comparticipadas pelos fundos comunitários (…) Nós estamos muito aquém do nosso limite de endividamento e também não o queremos atingir, mas achamos que é uma opção interessante, para podermos fazer face não só às obras do centro escolar, mas também às infra estruturas e acessibilidades envolventes”. “Com o aumento de tráfego que vai existir com o funcionamento do centro escolar há necessidade de requalificar a estrada que liga a nacional 118 até ao centro escolar e também a zona envolvente, essas partes não são comparticipadas pelos fundos comunitários”, acrescentou. Joana Margarida Carvalho PUBLICIDADE

A prestação de contas do exercício camarário de Constância de 2016 foi aprovada por maioria, com seis abstenções da bancada do PS, na Assembleia Municipal no dia 27 de abril à noite. Em declarações ao JA, Júlia Amorim, presidente do Município, salientou que foi “um ano de contenção, um ano de dificuldade, mas também um ano de bastante rigor em termos da gestão do nosso orçamento”. “Rigor no que tem a ver com o cumprimento da legislação em vigor, mas também rigor no que tem a ver com realização da despesa e receita do orçamento”, fez notar. Júlia Amorim deu conta que a Câmara Municipal transitou o ano com “um saldo positivo de cerca de 600 mil euros”, mas “que souberam a pouco. “Tivemos de fazer alguma poupança em termos correntes, mas também investimos. Esperávamos também que esta contenção fosse aplicada no âmbito dos fundos comunitários daí termos tentado fazer alguma poupança para esse efeito e chegámos ao final do

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REGIÃO / Sardoal

Prestação de contas 2016 / PS vota contra e não justifica A Assembleia Municipal de Sardoal aprovou no dia 27 de abril, os documentos de Prestação de Contas da Câmara Municipal, relativos ao ano de 2016. As contas foram aprovadas com 12 votos do PSD e 2 votos do GIS, e 3 votos contra do PS, contando com um momento de tensão, em que Miguel Borges, presidente da CM de Sardoal, lamentou a falta de justificação do voto contra dos três deputados eleitos pelo PS. “Fico muito triste, mesmo muito triste, que os senhores deputados do Partido Socialista tenham votado contra sem terem feito algum pedido de esclarecimento ou alguma dúvida”, afirmou o autarca. “Lamento, pois estou disponível e não consigo perceber quais são as razões que o PS tem para votar contra. O 25 de Abril dá-nos este direito de querermos ser oposição, de votar a favor ou contra. De qualquer das formas eu não fico bem como político que sou com esta situação”, aludiu o presidente. “Lamento ter aqui este documento com tanta importância e

os senhores votaram contra sem que se saiba porque é que votaram contra, sem uma discussão. Democracia é discussão, é troca de ideias”, reforçou ainda. Fernando Vasco (PS), vereador do PS, ainda pediu palavra para defesa de honra perante as declarações de Miguel Borges, mas o presidente da Assembleia Municipal, Miguel Alves, considerou que a honra do vereador não tinha sido comprometida. Miguel Alves afirmou que gostava de ver as coisas discutidas por todos os deputados na Assembleia Municipal. Recorde-se que na última reunião de Câmara, Miguel Borges, destacou a redução da dívida da Autarquia em 30 mil euros, referiu que o Município tem 158 trabalhadores ao serviço e salientou trabalhos concluídos e projetos de investimento em curso. O autarca elencou um conjunto de projetos e destacou a programação e aposta do Município no que diz respeito à atividade cultural, dando como exemplos a integração de Sardoal na Rede Eunice, o Jazz,

o Festival de Piano, a Semana Santa, entre outros. Miguel Borges disse que as contas do ano anterior apresentaram “um resultado líquido positivo superior a 100 mil euros, espelho da nossa gestão em 2016”. O autarca referiu que a prestação de contas se “reflete no custo que temos tido com a promoção, divulgação e na afirmação do nosso concelho, com vista ao desenvolvimento económico e à criação de postos de trabalho”. Em declarações ao JA na reunião de câmara, Fernando Vasco afirmou que “a prestação de contas reflete a política que a Câmara tem levado a cabo no último ano e entendemos que a política que a Câmara está a fazer relativamente ao investimento, à coesão social e à segurança, não tem sido a política que nós desejaríamos que fizesse. Refletindo as contas essa política, não podíamos estar de acordo com isso”, salientou.

FOTO LEGENDA /

A Semana Santa do Sardoal decorreu de 13 a 16 de abril e foi motivada pela fé, mas ao programa religioso juntaram-se iniciativas ligadas ao lazer e à cultura. Miguel Borges, presidente da CM, fez um balanço positivo de mais uma Semana Santa, considerando-o um dos principais certames do concelho.

Num dia recheado de atividades, o 25 de abril foi celebrado em Sardoal também com uma conferência intitulada “À Conversa com… os protagonistas da nossa História Local”. O Centro Cultural Gil Vicente foi o palco desta conversa informal onde estiveram 17 autarcas e ex-autarcas de Sardoal, desde presidentes da Câmara, presidentes da Assembleia Municipal e presidentes das Juntas de Freguesia. Francelina Chambel, a primeira mulher a ser eleita presidente da Câmara em Portugal, nas primeiras Autárquicas após o 25 de abril, recordou algumas histórias mas deixou outras por contar porque, segundo disse, “tenho umas histórias pouco edificantes de modo que fica para outra altura”. A respeito da iniciativa da Câmara Municipal de Sardoal de juntar atuais e ex-autarcas, Francelina Chambel considerou “interessante” e reconheceu que todos “foram

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de uma grande dedicação, fizeram um trabalho muito importante e lutaram com as mesmas dificuldades com que nós, presidentes de Câmara, lutámos”, referindo-se à “falta de meios, falta de legislação adequada ao desempenho das próprias funções e por aí fora. Entretanto, a coisa foi sendo ultrapassada mas não com a velocidade que nós desejaríamos que fosse”. A ex-presidente de Câmara lembrou que quando entrou em funções, e 1976, “havia tudo por fazer. “Não havia água, não havia luz, não havia caminhos… e tudo isso foi feito. Foram feitos bairros sociais, o centro de saúde, a escola secundária, o quartel dos bombeiros, as piscinas municipais… e tudo isto por administração direta”. A Comendadora referiu ainda que, “para mim, a parte mais positiva do 25 de abril, é o poder local democrático”. Histórias de quando nada es-

Paulo Sousa

Autarcas reunidos para celebrar 40 anos de Poder Local

tava feito em Sardoal e onde nem sede da Junta havia em Santiago de Montalegre, tendo que funcionar na casa do presidente àquela época, José Fernandes, e outras peripécias, fizeram as delícias dos que assistiram ao encontro. No final, Miguel Borges, o atual presidente da Câmara Municipal de Sardoal, estava visivelmente satisfeito com o resultado e reconheceu o trabalho feito pelos seus

antecessores. Disse-se emocionado “pois tivemos aqui histórias deliciosas de pessoas que deram muito da sua vida, que se privaram muito da sua vida particular, da sua vida familiar, para trabalharem para a sua sociedade. Foi o reconhecer de todo este trabalho, independentemente das cores políticas e das ideologias”, afirmou o presidente. Quanto a repetir o encontro,

ficou no ar voltar a fazê-lo dentro de cinco anos. No entanto, Miguel Borges disse que “é de certeza uma experiência para repetir” mas “não sei se vamos aguentar tanto tempo”. “Foi um dia muito bonito”, concluiu Miguel Borges. Patricia Seixas


REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

Assembleia Municipal aprova Medalha de Honra ao comandante da BRR

Na Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha, realizada na sexta-feira,28 de abril, foi aprovado por unanimidade, e depois de uma votação por voto secreto, a atribuição da Medalha de Honra do Município ao major-general Carlos Perestrelo, que comanda a Brigada de Reação Rápida, sedeada em Tan-

cos, desde outubro de 2014. Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal, explicou que esta distinção se fica a dever “à excelente colaboração que tem existido. Desde outubro de 2014 o major-general Perestrelo tem estado presente no nosso território e tem sido um excelente parceiro,

/ Major-General Carlos Perestrelo

preocupado com o Município”. O presidente enumerou algumas situações em que o major-general Carlos Perestrelo tem mostrado toda a sua disponibilidade, como “a questão da ponte que estamosa fazer entre o Exército Português e a Força Aérea, tem sido inexcedível na colaboração com os alunos do

Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha, nomeadamente no projeto de Turismo Militar, tem dado todo e qualquer apoio ao próprio Município, quer seja em atividades com cães de guerra, com balonismo, com saltos de paraquedistas,…” O major-general Carlos Peres-

trelo vai então deixar o comando da BRR no mês de junho. A atribuição da Medalha de Honra do Município contou com os 19 votos a favor de todos os elementos da Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha.

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/ A atribuição da Medalha contou com os 19 votos a favor de todos os elementos da Assembleia Municipal

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REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

Contas de 2016 aprovadas com abstenções do PSD e CDU O relatório de Gestão e Prestação de Contas da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, referente ao ano de 2016, foi aprovado por maioria em Assembleia Municipal realizada no passado dia 18 de abril. Com uma taxa de execução da receita perto dos 93% e da despesa acima dos 80%, Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal, afirmou não se lembrar “de uma taxa de execução deste nível”. O presidente da Autarquia afirmou que estes números se devem “a regras de gestão com parcimónia, muita entrega dos próprios funcionários, alguma contenção nalgumas despesas que se conseguiu reduzir, muito esforço, muitas horas mal dormidas e muita colaboração de todos”. Fernando Freire acrescentou ainda que esta “foi uma apresentação dos números reais”. Quanto à dívida, a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha conseguiu uma redução de 11,2% que o presidente considerou “muito bom” e explicou que “também

tem a ver com alguma ginástica financeira”. “O Município de Vila Nova da Barquinha está entre os municípios com as contas equilibradas”, concluiu o autarca. Da bancada do PSD, o deputado Nuno de Sousa Gomes realçou a percentagem de execução, que considerou “muito boa e a redução do passivo também, tal como a nossa bancada sempre defendeu”. Já em relação “a este orçamento, como nós na altura nos referimos, era um orçamento realista. Ao contrário do orçamento de 2015, que estava altamente empolado, como aliás está também o de 2017, o de 2016 era um orçamento que era realista, portanto, era de esperar que a sua execução fosse relativamente boa”, afirmou Nuno de Sousa Gomes. O deputado social-democrata realçou ainda o facto de o investimento ter sido “baixo”. “Cerca de 50% mais baixo face a 2015, obviamente a justificação serão os fundos comunitários, como se compreende”, afirmou. “Mas se houvesse investimento, não sei

/ Contas de 2016: PS e CDS votam favoravelmente. PSD e CDU abstêm-se onde é que íamos arranjar dinheiro para o cobrir (…) e estávamos com saldo negativo. Tantas promessas, tantos investimentos que

depois, felizmente, acabaram por não haver. Mal para as populações, bom para o equilíbrio das contas do Município”, concluiu Nuno de

Sousa Gomes. César Cardigos, do PS, disse que “o Partido Socialista regozija-se com os resultados apresentados, referentes a 2016” e deu “os parabéns à Câmara pelo excelente trabalho desenvolvido”. Por parte da bancada da CDU, falou a deputada Paula Duarte, que observou ser “um documento que está, mais uma vez, bastante elucidativo do equilíbrio que a Câmara tem conseguido manter”. No entanto, referiu ter dúvidas “nalgumas informações sobre a questão do endividamento e da participação da Resitejo” por não estar tão “explícito e nós gostaríamos apenas de perceber qual foi o critério este ano e se houve ou não mudança”. O relatório de Gestão e Prestação de Contas da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha foi então aprovado por maioria e contou com cinco abstenções das bancadas do PSD e da CDU. Patricia Seixas

Câmara aprova protocolos com os Bombeiros Voluntários e o CIEC A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha aprovou, no dia 14 de abril, um protocolo, vigente até 2020, com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de VN da Barquinha (AHBVVNB), que prevê a atribuição de um apoio na ordem dos 80 mil euros anuais. Fernando Freire, presidente da CM, referiu que “ a comparticipação é uma ajuda no funcionamento operacional” da AHBVVNB. “De facto os resultados que apresentaram na última Assembleia são extremamente positivos. A nossa Associação Humanitária felizmente respira saúde financeira. Estamos a falar de um valor interno que ronda os 400 mil euros, que têm em resultados positivos o que é relevante, mas temos de pensar na gestão e no futuro”. “A Câmara entende que deve manter este apoio que vem neste protocolo”, vincou o autarca. Fernando Freire lembrou que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de VN da Barquinha é onde se recorre quando existem “situações de emergência, quer no âmbito do património das

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/ Fernando Freire salientou a missão cultural da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários pessoas, das cheias, dos incêndios e do socorro ao nível da saúde”. “A própria Associação para além de ter a sua missão tem uma vertente cultural com uma banda de

música, uma escola de música e um grupo de teatro. Isto tem de ser relevado pelo executivo camarário”, fez notar. Na reunião de câmara realizada

na quarta-feira, o executivo camarário aprovou também um protocolo com o CIEC – Centro Integrado de Educação em Ciências, que prevê uma comparticipação financeira

de cerca de 27 mil euros, repartida até ao final do ano. Fernando Freire explicou o motivo: “as chamadas aulas extra curriculares eram proporcionadas por uma empresa privada (…) Entendeu a Câmara, e devido à gestão de recursos, que teria muito mais proveito se conseguíssemos com os meios próprios gerir as aulas. Foi isso que aconteceu, estamos a gerir nas vertentes das artes e ciências”. “Para além das aulas extra curriculares, este protocolo também abrange a atividade global do CIEC. Neste momento, a própria associação CIEC tem dois professores que são suportados pela associação, que garantem as aulas, mas também as visitas abertas ao público, as visitas ao laboratório, promovendo o ensino informal”, salientou o autarca barquinhense. O presidente lembrou que só este ano o CIEC já teve cerca “de 11 mil visitas” e “78 aniversários de ciência. Temos tido os fim-de-semanas todos preenchidos”. Joana Margarida Carvalho


REGIÃO / Mação

Assembleia Municipal de Mação aprova piscina em Envendos A Assembleia Municipal de Mação, que se reuniu no dia 28 de abril, aprovou por maioria um protocolo com a Junta de Freguesia de Envendos, com vista à construção de uma piscina e de uma zona de lazer naquela que é a maior freguesia do Concelho em termos de área. “Que fique claro! O dono desta obra é a Junta de Freguesia de Envendos”, anunciou o presidente da Câmara Municipal de Mação. “Trazemos este protocolo à AM pela sua envergadura e que implica um investimento municipal de 90 mil euros”, justificou o presidente, adiantando que se trata “de uma parceria, a funcionar, onde propostas são feitas à Câmara e a Câmara decide se deve ou não acompanhar”. “O que estamos aqui hoje a fazer não é nada que não tivesse sido feito ao longo destes três anos com outros. Não vai ser feito nada de diferente do que tem sido feito noutras freguesias”, disse Vasco Estrela. A construção deste equipamento é uma pretensão de há muito agora concretizada. O presidente referiu que “há muito tempo que a freguesia de Envendos reclama algo similar. Durante muito tempo acalentou-se a esperança e a vontade de se fazer algo no Pego da Rainha”. “É a maior freguesia

/ AM de Mação aprova piscina em Envendos. PS questiona sustentabilidade do Concelho em termos de área e entendeu-se que poderia ser uma boa iniciativa para a freguesia e para o concelho”. Este é um “equipamento que faz falta” em Envendos e cujo terreno foi doado à Junta de Freguesia pelo Centro Social.

A questão já tinha sido levada a reunião do Executivo e “foi aprovado somente por maioria”, explicou o autarca, reforçando que “ao longo deste mandato, a Câmara, comprovadamente, tem dado apoio a todas as juntas de freguesia”.

António Louro, vice-presidente da CM, descreveu as vantagens deste modelo defendido pela Autarquia e que será similar à piscina do Peral, no concelho de Proença-a-Nova. “A alteração prende-se apenas com uma questão de profundida-

está a cumprir a sua missão e até um pouco mais do que isso, está a disponibilizar mais uma ferramenta que as pessoas podem utilizar para poderem poupar aqui algum dinheiro. Agora dependerá da vontade das pessoas e da sua abertura à iniciativa”.

Os manuais devem ser entregues em pontos de recolha próprios que ficarão na escola sede do Agrupamento Escolas e na Câmara Municipal. Nestes locais os interessados poderão deixar os manuais e fazer a inscrição para receber os novos já com o desconto implícito.

de. Este projeto é mais equilibrado”, explicou o vice-presidente. António Louro afirmou ainda que se “percebe a pressão que os Envendos sentem, e que nenhuma das outras freguesias sente da mesma forma, pois as freguesias que fazem fronteiras com Envendos já têm este tipo de equipamentos”. O protocolo de apoio à Junta de Freguesia de Envendos foi aprovado pela maioria social-democrata e mereceu os votos contra dos oito deputados do Partido Socialista. António Reis (PS) questionou o timing da obra, deixando no ar que poderia tratar-se de “aproveitamento eleitoral”. José Fernando Martins (PS), presidente da União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira também questionou o Executivo acerca da sustentabilidade do equipamento e quis saber qual “o papel da Câmara Municipal no futuro”. Já o deputado socialista Cardoso Lopes afirmou que “não é um investimento que se justifique, portanto, não somos muito favoráveis à proposta”. Patricia Seixas

“Mação Já Reutiliza” os Manuais Escolares Chama-se “Mação Já Reutiliza” e tem como objetivo representar uma poupança na aquisição dos manuais escolares. A iniciativa surge pelas mãos da SPIN Mação, que em estreita parceria com o Município, vai possibilitar às famílias do concelho uma poupança de 80% na compra dos manuais escolares do 5º ao 12º ano. Vasco Estrela, presidente da CM, afirmou que era “compromisso eleitoral” por parte da Câmara “tentar encontrar forma de ajudar as famílias a pouparem na aquisição dos livros escolares ou contribuir na aquisição dos manuais mediante o rendimento de cada agregado familiar”. “Vamos assim fazer este protocolo, com duração de um ano letivo e a ideia é que as famílias possam poupar até 80% no valor dos livros,

através da sua reutilização”, acrescentou o autarca. Vasco Estrela explicou o funcionamento do projeto: “ um aluno dispõe de um livro que já foi utilizado, já não precisa de utilizar mais o livro, dá esse livro para ser reutilizado e nesse momento receberá 20% do valor que pagou por esse manual e na aquisição de um novo terá um desconto até 60%. Isto dará um desconto médio global de 80%”. Esta iniciativa é dirigida aos alunos a partir do 5º ano sendo que os alunos do ensino primário já são contemplados com manuais gratuitos. Uma medida aplicada recentemente pelo Ministério da Educação, mas que já era realizada pelo Município de Mação. Vasco Estrela disse esperar acolhimento por parte da comunidade à iniciativa: “No fundo a Câmara

A ação “Mação Já Reutiliza” representa um investimento autárquico de 12.500 mais iva e iniciará no próximo ano letivo. Todas as informações sobre o projeto estão em spinmacao.pt Joana Margarida Carvalho maio 2017 / jornal de abrantes

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REGIÃO / Mação

Contas de 2016 aprovadas por maioria, com abstenção socialista A Assembleia Municipal de Mação aprovou no dia 27 de abril os documentos de Prestação de Contas da Câmara Municipal, relativos ao ano de 2016. Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal, disse-se “globalmente satisfeito com trabalho efetuado” pelo Executivo e informou que a execução da receita “é a melhor dos últimos anos”, ficando nos 88%. “Tivemos receitas de quase 10 milhões de euros e é provavelmente a melhor receita que tivemos. Tivemos mais 700 mil euros de receita do que em 2015 e mais 1 400 mil euros do que em 2014, estando

a Câmara Municipal de Mação, sistematicamente, a prescindir de verbas que poderia receber e que eram suas por direito próprio”, disse Vasco Estrela, dando como exemplo “a redução de 8,3% em relação à taxa mínima do IMI”. “Os documentos são extremamente claros, objetivos e refletem na íntegra o que foi o ano de 2016”, afirmou o presidente, que adiantou ainda que 2016 “foi um ano de trabalho intenso e que deve ser avaliado de forma positiva”. “Houve coisas que correram menos bem e que podiam ter sido feitas de maneira diferente mas, no essencial, fizemos o que nos

24.ª Feira Mostra com inscrições abertas A 24.ª Feira Mostra do Concelho de Mação decorre entre 28 de junho e 2 de julho de 2017. Segundo a informação da Autarquia, as inscrições para os expositores estão abertas e decorrem até 31 de maio de 2017. A Feira Mostra é destinada a artesãos a nível individual ou instituições de divulgação e promoção de artesanato, expositores de produtos gastronómicos tradicionais (doçaria, padaria, etc.), associações e entidades de cariz social e atividades económicas, prioritariamente, do concelho de Mação. Sempre que os expositores do Concelho de Mação não preencham a totalidade de espaços disponibilizados, poderão ser aceites expositores de fora do concelho, segundo critérios da organização. As inscrições devem ser efetua-

das através da Ficha de Inscrição disponível no site do Município de Mação (www.cm-macao.pt), finaliza a informação.

Dia dos museus com passeio pedestre a Ocreza Em maio comemora-se o Dia Internacional dos Museus. Para assinalar a data o Museu de Mação vai promover um passeio a um dos mais icónicos locais do concelho de Mação. Dia 20 de maio terá lugar um Passeio Pedestre ao vale do Ocreza, com visita guiada às gravuras.

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Segundo a informação do Município, o passeio decorre por 14 quilómetros sendo de dificuldade difícil e requer inscrição tendo um limite máximo de 50 participantes. As inscrições devem ser feitas junto do Museu.

propusemos fazer (…) e que vai de encontro aos compromissos assumidos nas últimas eleições”, explicou Vasco Estrela. José António Almeida (PSD) considerou que este relatório “mostra que o Executivo foi honesto” e reforçou o pedido para que, pela primeira vez, fosse “votado por unanimidade”. José Fernando Martins (PS), afirmou ser “a prestação de contas que apresenta um nível mais razoável de execução nos últimos anos”, realçando ainda a “abertura e disponibilidade” por parte do presidente Vasco Estrela na resolução dos problemas.

/ Presidente refere estar “globalmente satisfeito com o trabalho efetuado” A Prestação de Contas recebeu elogios da bancada socialista no que diz respeito à área social e também de algumas obras públicas. No entanto, na opinião dos socialistas “faltou aquela pontinha de mais qualquer coisa”.

As Contas de 2016 da Câmara Municipal de Mação foram aprovadas por maioria em Assembleia Municipal, com oito abstenções dos deputados socialistas. Patricia Seixas

José António Almeida reconduzido na Direção do Agrupamento de Escolas

/ “A equipa que me vai acompanhar são vocês todos” “Chuva”, de Jorge Fernando, foi o tema escolhido pelos alunos do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, de Mação, para abrir a cerimónia de tomada de posse da nova Direção do Agrupamento que teve lugar esta terça-feira, 4 de abril. José António Almeida, diretor há oito anos, enfrenta agora novo desafio para os anos 2017-2021. Diz-se pronto para mais quatro anos à frente dos destinos da Escola porque “eu gosto imenso do que faço e ainda tenho a sorte de me pagarem por fazer isto”, confessa. Perante um auditório da Escola Sede manifestamente insuficien-

te, foram muitos os que quiseram dar as boas-vindas à nova Direção e ouviram José António Almeida afirmar que “garanto-vos que eu venho todos os dias trabalhar sem nenhum sacrifício e isso não há nada que pague. Mas também tenho a sorte de trabalhar com gente fantástica”. Como tal, a equipa que vai integrar a Direção do Agrupamento vai manter-se inalterada, sendo composta pelos professores Rufina Costa (subdiretora), Margarida Cardoso, Ilídio Vicente e João Gonçalves (adjuntos). Contudo, o diretor referiu que “a equipa que me vai acompanhar são vocês todos. Professores, funcionários, pais,

comunidade, instituições…” Para este novo mandato que agora se iniciou, José António Almeida definiu três parâmetros segundos os quais a Escola se vai reger: resultados, prestação de serviços educativos e a liderança. “Todas elas dependem muito do meu trabalho mas mais uns que outros. Os resultados são a área mais visível e que, provavelmente, mais interessa à comunidade. Toda a gente quer chegar aos melhores rankings e ver que a escola está bem posicionada e eu não gosto nada de ver a nossa escola mal posicionada porque nós trabalhamos como os melhores”, afirmou.


REGIÃO / Vila de Rei

Prestação de Contas de 2016 aprovada com votos contra dos socialistas A prestação do Contas relativa ao ano financeiro de 2016 da Autarquia de Vila de Rei, foi aprovada por maioria na reunião do Executivo no dia 18 de abril. Os dois vereadores socialistas votaram contra o documento apresentado por, no seu entender, existirem três razões principais para este sentido de voto. Miguel Jerónimo explicou essas razões e começou por criticar a execução da despesa “que se ficou pelos 79%, inferior à de 2015”. “Se descontarmos a fatia que é gasta em despesas com o pessoal, que é a maior fatia, vemos que a execução foi muito baixa. E vimos o sr. Presidente, quando apresentou o seu Orçamento para 2016, dizer que era o ano do investimento. Afinal, foi ano do meio investimento, pois ficaram-se pelos 58%”, avançou o vereador. O atraso no arranque dos programas do Portugal 2020 foi uma das explicações que Ricardo Aires avançou para a apresentação das contas de 2016 mas Miguel Jerónimo critica o facto de, “em Vila de

/ Vereadores do PS votam contra e criticam a execução da despesa Rei, 95% das obras vão ser concluídas a meses das eleições”. As modificações ao Orçamento é outra das críticas dos socialistas porque “ao longo do ano de 2016, tivemos oito alterações e quatro revisões (…) isto torna-se impossível para qualquer cidadão interessado seguir todas estas alterações e revisões. Não é um exercício claro, nem transparente e não é concreto.

Loja Social tem novas instalações A Loja Social de Vila de Rei, inaugurada pelo Município durante o ano de 2009, encontra-se, desde o dia 28 de março, a funcionar em novas instalações. A infraestrutura social continua a funcionar no rés-do-chão do Edifício dos Paços do Concelho, tendo, no entanto, sido transferida para uma outra divisão com mais do dobro do espaço, o que permite um melhor armazenamento, arrumação e disponibilização de todos os bens doados. Ricardo Aires, presidente do Município, disse que “a Loja Social está a funcionar bem, simplesmente estava num lugar mais pequeno e colocámo-la num sítio maior, onde as pessoas têm mais condições para ver o produto que necessitam”. O autarca recordou que todos “os produtos são doados. Temos pessoas a título individual e instituições a darem-nos produtos, desde vestuário, calçado, produtos alimentares…Existe um regulamento, normas internas e quem tem baixos rendimentos deve ir à loja social”, salientou o presidente. A Loja Social de Vila de Rei tem como principal objetivo suprir as

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necessidades e carências imediatas de indivíduos ou agregados familiares carenciados, através de um banco de bens, novos ou usados, doados por particulares ou empresas. A Autarquia lembra que todos os interessados em efetuar doações, requerer bens materiais ou solicitar informações, deverão dirigir-se ao Gabinete de Acão Social e Saúde do Município. A Loja Social de Vila de Rei funciona às terças e quintas-feiras, das 09h00 às 12h30.

Aquilo que aprovamos no início tem muito pouco a ver com aquilo que é o Orçamento no final, quando aprovamos a prestação de contas. Eu acho que isso é gravíssimo e no final, quem perde, é Vila de Rei e os vilarregenses. E isso é o pior cenário possível”, acrescenta Miguel Jerónimo. Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei

respondeu ao vereador socialista, dizendo ter pena que ainda não tenham entendido o Orçamento da Câmara e adiantou que “concordo consigo no que diz respeito ao termos menos investimento”. “Mas sabe porquê, não sabe?”, indagou o presidente. E explicou não ter “culpa” nos atrasos “do PDR 2020”. “Tenho a minha consciência tranquila pois temos feito uma po-

lítica para as pessoas de Vila de Rei. Se diz que não há investimento em Vila de Rei, é porque, se calhar, não anda por cá”, concluiu Ricardo Aires. Em declarações ao JA, o presidente explicou que os investimentos estão aí e lembrou que o Orçamento foi aprovado em setembro de 2015. Em curso estão as obras na Escola Básica e Secundária de Vila de Rei, do Parque de Feiras e o Centro Geodésico. A prestação de contas de 2016 de Vila de Rei voltou a ser aprovada em Assembleia Municipal, realizada nesta quinta-feira, 20 e abril, e contou com votos contra dos quatro deputados socialistas presentes. Em Assembleia Municipal, foi lida a mesma declaração de voto apresentada em reunião de Câmara, “sinal de que os deputados municipais estão em uníssono com os vereadores”, como avançou o deputado socialista José Januário Jerónimo. Patricia Seixas

Município avança com novo investimento na Escola do Centro de Portugal Os alunos da Escola Básica e Secundária de Vila de Rei vão passar a dispor de novos equipamentos interativos, fruto de um recente investimento por parte do Município de Vila de Rei. No âmbito “do investimento que tem sido realizado na área da Educação”, o Município de Vila de Rei adjudicou a aquisição de 4 quadros interativos fixos, uma estação móvel interativa e cinco novos computadores (quatro fixos e um portátil) à empresa Decitrel Inovação – Tecnologias para Educação S.A., num valor de cerca de 12 mil euros. Em nota de imprensa, o Município adianta que “os equipamentos adquiridos irão criar um ambiente mais motivante para os alunos, com o qual se poderão identificar mais facilmente e participar com maior atenção e concentração nas salas de aula. Os novos materiais permitem a utilização de um grande número de ferramentas pedagógico-didáticas e são de fácil ligação a outros instrumentos periféricos (como câmaras fotográficas ou de

vídeos). Permitem a gravação das aulas realizadas e a sua disponibilização em formato digital, bem como dos trabalhos realizados pelos alunos nos equipamentos interativos”. Este investimento vem assim juntar-se aos já realizados para as obras de remodelação e ampliação da Escola Básica e Secundária do Centro de Portugal (no valor de 553.226,67€ + IVA) e dos respetivos arranjos exteriores e valorização paisagística (no valor de 32.999,52€ + IVA).

O presidente da Autarquia vilarregense, Ricardo Aires, afirma que “o Município de Vila de Rei encara a área da Educação como uma das suas principais prioridades, como se pode comprovar pelos investimentos que têm vindo a realizar. Desejamos que as nossas crianças e jovens possam ter acesso a todas as condições para que consigam desenvolver todas as suas aptidões com vista ao seu melhor desenvolvimento e sucesso escolar.”


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Bricomarché em Abrantes há 18 anos para satisfazer o cliente O Bricomarché está em Abrantes desde de novembro de 1998. Celebrou recentemente o seu 18º aniversário com um espaço que foi evoluindo ao longo dos tempos. “Ao longo destes anos o Bricomarché sofreu várias alterações, não só em termos de área, mas também em termos de exposição dos artigos, e no tipo de artigos. Foram várias as remodelações e podemos destacar a última que tem cerca de dois anos. Efetivamente, a área de venda aumentou e implementámos um novo conceito que foi desenvolvido numa fase inicial a nível internacional e depois foi adaptado cá”, conta Carlos Rodrigues, gerente da loja. “As famílias de artigos são as mesmas só que demos mais destaque a determinadas famílias, como a motocultura, que tem vindo a crescer, a área das tintas, sendo uma família de estímulo do nosso negócio, e a área dos sanitários. Foi algo que trouxe benefícios”, salienta. O alargamento da loja foi justificado pelo responsável devido à “crise económica que o país atravessou, a partir de 2009/2010, onde houve uma necessidade de fazer algo para

O Bricomarché reúne cerca de 20 colaboradores contornar essa crise. O volume de negócio da loja decresceu e a implementação do novo conceito tentou estancar a baixa de volume de negócio”. “Esta alteração foi também muito bem vista e aceite pelos nossos clientes. Hoje, temos uma loja muito mais agradável, mais fácil de circular e com uma melhor organização dos artigos e em termos de notoriedade

também a nossa insígnia tem vindo a aumentar e o mesmo se denota na comunicação social, nomeadamente com os prémios 5 estrelas. Podemos dizer que o Bricomarché, já há dois anos seguidos, tem sido premiado neste ramo de atividade”, reforça Carlos Rodrigues. O Bricomarché dispõe de vários produtos para venda, como as ferramentas eléctricas,

eletroportáteis, todos os acessórios necessários para o funcionamento das máquinas, uma área de móveis de interior, jardinagem, uma área destinada aos animais de estimação, mais vocacionada para acessórios e comida. Com a ampliação da loja, a área dos materiais de construção assumiu mais destaque e diversidade. São cerca de 22 mil referências e vários artigos. “O principal cliente é o munícipe do concelho de Abrantes, mas também temos clientes regulares dos concelhos limítrofes como Constância, Sardoal, Mação, Ponte de Sor, entre outros. De uma maneira geral as vendas estão a correr bem. Nota-se já uma ligeira recuperação do poder de compra”, afirma o gerente. O objetivo do Bricomarché “é garantir mais proximidade com os clientes. Garantir um atendimento em que o cliente saia daqui satisfeito, bem como estar atentos às novas tendências dos produtos”, finalizou o responsável.

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Óptica Alípios “O que nos diferencia é o nosso cuidado com o cliente”

António Paulo, gerente das duas ópticas de Abrantes

A Óptica Alípios nasceu em 1996 em Abrantes. Fez 20 anos. Por sua vez e no passado dia 18 de abril, a empresa proprietária da Óptica celebrou 40 anos de existência. “A empresa foi constituída em 1976 e abriu ao público em abril de 1977. A primeira loja em Tomar abriu há 40 anos e deu origem a todas as Ópticas Alípios. Neste momento, são cinco ópticas que estão em Abrantes, Alferrerade, Tomar, Ferreira do Zêzere e Leiria”, conta António Paulo, gerente das duas ópticas de Abrantes. São cerca de 30 colaboradores que prestam vários serviços. Para além do comércio de óptica, as Alípios prestam serviços de optometria e terapia visual e ainda têm outra área destinada aos aparelhos auditivos e à proteção auditiva. “O que nos diferencia é o nosso cuidado com o cliente, o cuidado em prestar soluções de qualidade e um bom serviço pós venda. O nosso enfoque é acompanhar o cliente sempre. O cliente é alguém que nós queremos estimar por muitos anos, precisamos que ele esteja connosco muitos anos. Não nos preocupamos em fazer-lhe uma venda extraordinária, preocupamo-nos em encontrar soluções futuras”, refere o gerente. Neste momento, a Óptica Alípios em Abrantes encontra-se a renovar o portefólio de produtos, devido à mudança na procura: “Hoje a procura é diferente do que era há 5 anos atrás. As pessoas já não estão tão encantadas com as marcas. Hoje, as pessoas procuram produtos que as distingam das de-

mais. Já não vêm todos à procura da mesma marca, ainda acontece, mas de alguma forma o que mais acontece é a procura de uma identidade própria e para isso não querem produtos massificados. Os clientes procuram sobretudo produtos diferenciadores e isso é algo a que estamos atentos”, afirma António Paulo. Os clientes da Óptica Alípios são “muito heterogéneos” e provêm sobretudo do concelho de Abrantes e de concelhos vizinhos como Sardoal, Mação, Gavião, Ponte de Sor, Constância. “É um cliente que vem com exigências específicas, que vem à procura de um serviço distinto e isso não tem a ver com estratos sociais, ou condição económica, tem a ver com uma postura do consumidor perante as coisas”, explica António Paulo. O gerente considera que “o mercado está-se a segmentar. Há quem procura o preço pelo preço, e há quem faça uma análise mais profunda e procura produtos e serviços que ofereçam garantias de cumprirem os seus propósitos. Há pessoas que nós, em tom de brincadeira afirmamos que vêm à procura de descontos e depois há pessoas que procuram soluções ópticas, soluções visuais. Estes clientes são os que nos importam. Pois, queremos fazer um trabalho mais aprofundado, mais preocupado em encontrar soluções adequadas para cada cliente”.


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“A Renault é uma marca habituada a ser visionária”

Pedro Valverde diretor geral da Mercar A Mercar está no mercado desde 1983, criada dentro do Grupo Ultrena, e em 1994 foi adquirida por Martinho Jorge. É até hoje uma empresa de referência na região e conta atualmente com 27 colaboradores. Depois de alguns anos de estagnação, o sector automóvel “disparou a partir de 2011. Aqui na Mercar essa retoma chegou

um pouco mais tarde mas, a partir de 2015, temos tido crescimentos de dois dígitos nos carros novos, na ordem dos 42%, e nos usados direi que foi quase de três dígitos, com um aumento de 86%. Estamos bem e recomendamo-nos”, disse-nos Pedro Valverde, diretor geral da Mercar. A Mercar tem nos seus serviços “tudo o

que está disponível hoje para um cliente que adquire um automóvel”. Desde a venda de viaturas novas e usadas (no caso das viaturas novas, a representação da marca Renault e da marca Dacia), passando pelos serviços de manutenção e reparação, estação de serviço… “temos também um serviço de rent-a-car e temos também apoios no serviço de financiamento, que é prestado essencialmente pela financeira de marca que é a RCI Bank”, referiu o diretor geral. Mas o que distingue a Mercar? “Essencialmente, as marcas que representamos”, avançou Pedro Valverde, explicando que “desde sempre que a Renault foi uma marca habituada a ser visionária e esse facto obriga a que os seus distribuidores sigam a mesma linha de conduta. Temos necessariamente que ser melhores. Em segundo lugar, a Mercar tem umas instalações excelentes, mesmo a nível nacional. Em terceiro lugar, porque as empresas não são só feitas de intelectualidade e de imóveis, tenho que falar da equipa de trabalho que aqui está, que é muito interessante e muito madura”. Quanto aos números, “posso dizer que

entre 2014 e 2016 crescemos muito perto de 5 milhões de euros em volume de negócios”. Grande parte da atividade da Mercar desenvolveu-se ao longo dos anos com os clientes particulares “mas queremos crescer pelo lado das empresas e temo-lo feito de forma significativa, principalmente este ano”. No que diz respeito a novidades, Pedro Valverde contou que “já começámos com o novo Renault Kadjar, fizemos o lançamento da nova Renault Scenic, iremos ter em julho o lançamento de uma nova versão do Koleos e, em princípio no final do ano, iremos apresentar algo que é uma novidade para a marca Renault que será uma pick-up lindíssima chamada Renault Alaskan”, avançou. Pedro Valverde assume que “o objetivo é o crescimento e a ambição para este ano mantem-se nos dois dígitos. O orçamento para 2017, prevê um crescimento de mais um milhão de euros em volume de negócios. Queremos ainda voltar a ocupar os territórios que são consignados já à Mercar pela marca e temos uma necessidade de, nos próximos tempos, expandir um pouco mais”.

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Na Multiópticas, “quando temos um cliente, o mais comum é termos a família toda” Multiópticas em Abrantes desde 2006 A empresa Vitriu está na cidade de Abrantes desde o dia 27 de maio de 2006. Funciona em regime de franchising da marca Multiópticas e está situada em pleno centro histórico, na Praça Barão da Batalha. Carla Dias, administradora da empresa, explica que este projeto surgiu porque “eu e o meu sócio trabalhámos alguns anos na sede e, em 2001, fomos incentivados pela própria marca, devido às nossas características pessoais, a desenvolvermos um projeto nosso. Como era uma ambição nossa, avançámos” A Multiópticas é uma ótica que “vende óculos, óculos de sol, óculos graduados e lentes de contacto”. Na loja, “conta permanentemente com a presença de um optometrista que efetua me-

dições e exames de visão”, sem necessidade de marcação prévia. Carla Dias refere que “a consulta de optometria é gratuita e medimos também a tensão ocular. Também sem ser necessária marcação, até porque é uma coisa muito rápida e que ajuda os clientes que têm tendência a ter tensão ocular a ficarem mais descansados”. A administradora da Vitriu refere os horários da loja como objeto de distinção. “Temos horários alargados pois estamos sempre abertos durante a hora do almoço e ao sábado só encerramos às 18 horas. Durante a semana, fechamos às 19:30 horas, o que também nos distingue. Fazemo-lo por forma a estarmos mais disponíveis, nomeadamente

para clientes que também trabalham no comércio e quando as suas lojas encerram às 19 horas, ainda têm oportunidade de passar na nossa”. Quanto aos clientes, “é muito abrangente”, explica. “Quando temos um cliente, o mais comum é termos a família toda, desde os avós até aos primeiros óculos da criança”. Em Abrantes, contam com três colaboradores permanentes e mais duas funcionárias que fazem as folgas e as férias. Carla Dias diz ainda ter “sempre a preocupação de selecionar colaboradores que sejam da área geográfica da loja. Isso é muito importante porque é uma forma de conhecermos melhor o cliente e os seus hábitos. Sentimo-nos mais perto e conseguimos ajudar mais”.

Acerca de novidades na loja, a empresária conta que, “neste momento estamos a focar-nos muito no sol e temos uma campanha fantástica que consiste num desconto de 30% no segundo par. No entanto, o mais interessante são os nossos preços de entrada. O cliente pode adquirir uns óculos de sol na nossa loja a 19,90€, com todas as garantias de qualidade que são necessárias para umas lentes solares. As nossas lentes garantem a proteção UV e temos estes preços apetecíveis em modelos muito atuais”. A Vitriu conta com óticas em Abrantes, Tomar, Ourém, Fátima, Torres Novas e Entroncamento.


DESPORTO /

Associação Desportiva de Mação conquista Taça do Ribatejo

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Disputou-se no dia 1 de maio, no Complexo Desportivo do Bonito, no Entroncamento, a final da 40ª edição da Taça do Ribatejo CAPSUD, que opôs as equipas do Grupo Desportivo Coruchense e a Associação Desportiva de Mação. Depois de se ver a perder por 2 - 0 logo aos 6 minutos de jogo, a tarefa tornava-se muito complicada para a equipa do concelho de Mação. No entanto, com o incansável apoio que vinha das bancadas, a equipa maçaense conseguir equilibrar a partida e empatar ao minuto 6 da segunda parte. No final do tempo regulamentar, o marcador assinalava 2 - 2. Sem mais golos, seguiram-se as

grandes penalidades e aí a ADM foi mais feliz. O Coruchense falhou 3 e o Mação marcou 3. A alegria transbordou do relvado e seguiu-se a habitual invasão de campo. Depois de ter conquistado a Taça do Ribatejo na época 2007/08, em Abrantes, a Associação Desportiva de Mação volta a levar o troféu para casa. De realçar que o Mação garantiu ainda a participação na Taça de Portugal, visto o GD Coruchense já ter assegurado a presença na prova ao sagrar-se Campeão Distrital da Associação de Futebol de Santarém e assim ascender ao Campeonato Nacional de Seniores.

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O futebol feminino está, ainda que lentamente, a ganhar terreno em Portugal, país com uma longa história e tradição associada ao futebol. Esta problemática não passa de uma mera questão cultural porque nos países nórdicos existe uma mentalidade completamente diferente quando comparada com o sul da Europa. A norte, existe uma cultura em que tanto homens como mulheres têm muito melhor acesso à actividade física, nomeadamente aos desportos coletivos. Em Portugal, no respeitante ao distrito de Santarém, já há a preocupação de tentar criar equipas com o fim de se fazer campeonatos a nível distrital. Neste momento, existem três equipas, com o Ouriense a disputar o Campeonato Nacional, Pego e Salvaterrense o Campeonato Nacional de Promoção de futebol feminino. A Casa do Povo do Pego teve no seu primeiro ano momentos riquíssimos de aprendizagem quer por parte da sua equipa técnica como dos seus dirigentes. Esta formação do concelho de Abrantes quer quebrar determinados preconceitos que, infelizmente, ainda perduram, pois em Portugal o futebol masculino continua a ser o desporto rei. Com o intuito de quebrar esse tabú, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está a desenvolver um projeto nacional denominado Girls Challenge (GC), destinado a meninas do primeiro ciclo do ensino básico. Este projecto tem como objectivo a promoção e dinamização do futebol feminino em Portugal e a

Desporto em Abrantes

“Pareces uma menina a jogar” poderá passar a ser um elogio

Associação de Futebol de Santarém (AFS) e a Câmara Municipal de Almeirim (CMA) juntaram-se ao mesmo. No dia 21 de abril de 2017, realizou-se no Estádio Municipal D. Manuel de Mello em Almeirim, sob a égide da AFS, com o apoio logístico da CMA e a colaboração dos agrupamentos de escolas do concelho de Almeirim, a etapa regional do GC. Esta acção visa dar oportunidades de poderem praticar futebol num contexto em que as componentes lúdicas e sérias coabitam e aproximar o desporto escolar do processo federativo. A GC vai passar por cada um dos dezoito distritos de Portugal Continental, com Almeirim a ser o palco da festa do evento, escolhido pela FPF no distrito de Santarém. A AFS levou a efeito também uma concentração de meninas da região norte do distrito de Santarém nascidas em 2004, 2005 e 2006 no dia 19 abril de 2017 no Campo Municipal nº3 em Rossio ao Sul do

Tejo. A realização destas concentrações tem como desafio arranjar clubes que apostem nesta modalidade com o fim de se criar competições para as meninas. A realização destes eventos tem como objectivo aumentar o número de praticantes de futebol feminino para que a implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento da modalidade possa ter pernas para andar, destacando-se assim a realização do dia do futebol feminino que culmina na festa do mesmo. A modalidade futebol tem por hábito utilizar uma frase que é usada com muita frequência com conotação pejorativa “de que pareces uma menina a jogar”, o que daqui para a frente poderá passar a ser um elogio. São estes pequenos passos que contribuirão muito para o desenvolvimento do futebol feminino e acredito que a mulher irá conquistar o seu espaço com competência e determinação. Carlos Serrano


INVESTIMENTOS /

Abrantes Espaços públicos são devolvidos à comunidade Durante o presente mandato, a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede levou a cabo um conjunto de requalificações e intervenções em diversos espaços públicos da freguesia. As intervenções prenderam-se sobretudo com a instalação de parques infantis, equipamentos de fitness, grelhadores comunitários e a melhoria de alguns espaços verdes. Para além desta intervenção nas urbanizações, foram ainda colocados 12 abrigos de passageiros espalhados pela freguesia. Os parques infantis contam com um escorrega, um baloiço duplo e uma mola, com caixa de areia devidamente vedada. Já os equipamentos de fitness são cerca de seis e estão instalados em vários locais. O investimento total da Junta de Freguesia, com o apoio da Câmara Municipal de Abrantes, totaliza cerca de 63.500 euros. O Jornal de Abrantes percorreu alguns dos locais intervencionados na companhia de Bruno Tomás, presidente da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, e de João Marques, secretário. No decorrer da viagem ficámos a conhecer o que foi realizado e o que ainda está perspetivado em termos futuros. Começámos na urbanização dos Plátanos e fomos ouvindo e questionando Bruno Tomás.

Nos Plátanos, os equipamentos fitness vêm complementar algo que já existia que é o parque infantil. Deste espaço já nos chegou algum feedback positivo, pelo simples facto de já nos terem pedido que fosse colocado junto aos equipamentos outro estilo de pavimento. Um pavimento emborrachado por forma a ser mais agradável na prática da atividade. Os utentes do Centro de Dia de Alferrarede têm começado a apoderar-se deste espaço onde têm feito as suas aulas de educação física. Para eles foi ótimo, na medida que é só atravessar a rua”.

Santa Luzia

“Neste espaço adquirimos duas balizas, requalificámos o ring, colocámos o parque infantil, comprámos a mesa de ping pong anti vandalismo e só falta o grelhador comunitário. Os espaços verdes foram requalificados pela Câmara que assumiu os trabalhos do início ao fim. É um espaço que vai ficar muito bonito quando tudo estiver concluído. Foram os moradores que nos sensibilizaram e o próprio ato inaugural vai ser pensado com eles”.

Condoal

Plátanos

/ Bruno Tomás, presidente da JF, e João Marques, secretário, à conversa com uma moradora da urbanização dos Plátanos criar uma pista de bicicleta onde os mais pequenos possam fazer alguns saltos. Uma pista devidamente sinalizada e com condições. Ainda vamos instalar uma mesa de ping pong anti vandalismo”.

algumas valências como um parque infantil, um poli desportivo, etc. Mas entendemos que devíamos instalar um grelhador comunitário e um ponto de água que complementa as infra estruturas já existentes”.

Encosta da Barata

Chainça

“Em frente ao Bloco L já existia um espaço e os moradores desse Bloco queriam que o mesmo fosse reabilitado. A Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e os moradores juntaram-se e reabilitaram o espaço, tornaram-no mais digno. Instalámos um grelhador comunitário com um ponto de água. Hoje, é um lugar onde existem convívios sobretudo no verão. Se há bom exemplo onde as coisas podem acontecer com o esforço de todos este é um bom exemplo. Já nos chegaram mais pedidos de outros Blocos para a instalação de mais grelhadores comunitários e pelo menos iremos instalar mais um. Sabemos que a Câmara Municipal vai avançar com a requalificação do parque infantil da urbanização e temos garantia que até ao final do mandato essa necessidade vai ser uma realidade”.

Alferrarede

AquaPolis Norte

Quando questionado sobre a recetividade dos fregueses às novas infraestruturas, Bruno Tomás registou “ a boa adesão e o civismo que tem existido na utilização dos parques infantis e nos equipamentos fitness”. O presidente salientou o trabalho “de proximidade” e disse querer “dar continuidade a estes projetos noutras urbanizações e espaços rurais”. Joana Margarida Carvalho

/ PROJETOS FUTUROS - Parque Infantil em Casais de Revelhos - Parque Infantil na Urbanização dos Telheiros - Parque Infantil na Samarra - Parque Infantil no Centro Cívico de Alferrarede Velha - Instalação de um grelhador comunitário na rua da Gonçalinha

“É um espaço requalificado, que já tem

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“Esta ideia tem por base uma estratégia que temos levado a cabo e que tem a ver com as nossas zonas residenciais com mais densidade populacional, para fomentar a boa vizinhança e ao mesmo tempo a promoção da atividade física. Daqui a muitos anos, queremos ter aqui uma dúzia de equipamentos deste género onde as pessoas possam ter espaços como estes para poderem fazer o seu exercício físico.

“Em colaboração com a Câmara abatemos algumas árvores que aqui se encontravam que já estavam a prejudicar a infraestrutura dos prédios. Quando mandámos as árvores abaixo percebemos que tínhamos de devolver este espaço às pessoas. Fizemos um parque infantil, um parque de máquina fitness e requalificámos o mobiliário urbano. Hoje, as crianças podem brincar à vontade, sendo que é um espaço dentro de uma urbanização. Do lado oposto às arcadas queremos ainda

Foi das primeiras intervenções que fizemos. As pessoas do bairro dos Sargentos já vinham a dizer há muitos anos que aquela bolsa de pinhal em frente ao pólo da junta deveria de ser utlizada. O que fizemos foi instalar um grelhador comunitário com um ponto de água e duas mesas. De referir que estes pontos são assumidos pela Junta ao nível do pagamento da fatura da água e temos atenção aos consumos. Registamos o civismo que tem existido nesse aspeto. Hoje, o espaço além de ser servido pelas pessoas do bairro é ainda utilizado por quem passa”.

“No parque das festas instalámos um parque infantil. Vamos ainda fazer uns desenhos na vedação, que sirvam de elemento decorativo, pois falta cor e animação ao espaço”.

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ISABEL LUZEIRO

Médica Neurologista/Neurofisiologista Especialista nos Hospitais de Universidade de Coimbra

Consulta de Neurologia, Dor, Patologia do Sono, Electroencefalograma (EEG) e Exames do Sono Centro Médico e Enfermagem de Abrantes Largo S. João n.º 1 - 2200 - 350 ABRANTES Tel.: 241 371 690

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241 371 566

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JA edição de maio de 2017  

Jornal de Abrantes, Sardoal, Vila de Rei, Mação, Constância e VN Barquinha

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