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CM Constância

a j / JORNAL DE ABRANTES / Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei

FESTA DE Nª SENHORA DA BOA VIAGEM E DO CONCELHO DE CONSTÂNCIA

A festa dos afetos e dos reencontros

/ Diretora Joana Margarida Carvalho ABRIL 2017 / Edição nº 5554 Mensal / ANO 116

/ DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

ECONOMIA

Página 17 a 20

Empresas de Abrantes assumem lugar de destaque com o estatuto PME Excelência 2016

MÓVEIS

MOVÍRIS

Móveis . Colchões . Sofás VÁRIAS PROMOÇÕES E BONS PREÇOS 241 377 494 ALFERRAREDE

Ao lado da SAPEC, em frente às bombas combustíveis BP

Paulo Sousa

Pág.25

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TURISMO

SEMANA SANTA

Quando a fé guia Sardoal Pág 13 a 16

Aldeias da região são candidatas às 7 Maravilhas de Portugal Pág. 22

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entrevista/

“Tinha tudo para dar mal, mas… os próximos 10 anos podem ser os meus melhores 10 anos de empresário” Luís Correia Pires, 51 anos, empresário, natural de Tramagal. Sócio gerente das empresas Grão Café, que criou há 30 anos, da Trincanela, que criou há 22 anos com um irmão e outro sócio, e da Bemposto, o posto de combustíveis de Bemposta, que assumiu a título familiar. Foi fundador e primeiro presidente do BNI Estratégia e está à frente de um pequeno grupo empresarial de sucesso, pois conseguiu crescer apesar da crise geral. Sobre este percurso de 30 anos, quisemos saber… no preciso momento em que ele recebia a notícia de mais um bom contrato.

/ Como foi tornar-se empresário?

Desde miúdo, sempre gostei de atividade, lúdica ou empresarial. Fiz várias coisas até ser empresário: andei na apanha da maçã, talvez com 12 anos, no Tramagal, na apanha do tomate… Mas acima de tudo, a minha escola foi o armazém de mercearias de Roldão & Roldão Filhos, onde entrei a trabalhar nas férias, só que nunca mais saí de lá, desde os 16 anos. Ali passei por todos os setores da empresa, o que me deu alguma experiência para [em 1987], aos 21 anos, abrir a Trincanela. O meu irmão Adelino estava na Nestlé e soube que ia arrancar um grande projeto, para distribuidores do canal Horeca para o consumo fora do lar. As grandes empresas perceberam então que, para lá dos supermercados, no consumo quase nada estava a ser trabalhado em Portugal, e avançaram. Aproveitei a oportunidade: vendi o carro e comecei numa garagem com o apoio do meu irmão e dos meus primos.

/ Como foi a experiência?

Eu sempre fui de desafios. Não achei que iria ser uma coisa do outro mundo, porque já tinha feito tudo, tudo, não só no armazém de mercearias mas também numa gasolineira dos meus primos. Tive oportunidade de chegar a gerir esses negócios, em parceria com eles. Isso deu-me o background: era novo, mas tinha experiência e muita vontade. Não ia ao desconhecido. Começar do zero alguma coisa é desafiante, mas também gratificante. Também tive a sorte de estar a começar numa atividade que ainda não existia. Por isso o crescimento nos 10 primeiros anos

foi exponencial: em responsabilidade, em número de pessoas e no volume de negócios.

/ As principais dificuldades?

Talvez ser muito novo, com a natural imaturidade. Embora fosse conhecido no meio, até confiarem em mim… tive de ganhar a credibilidade necessária. Por exemplo na banca. Embora tivesse por trás de mim uma grande empresa, a Nestlé.

/ E as principais alegrias?

No início, foi ver que as coisas cresciam exponencialmente. Eram, de facto, outros tempos. Como era uma área nova, foi mais fácil, embora com muito trabalho. Hoje, é ser responsável por um grupo empresarial com cerca de 90 pessoas. E ter ajudado a crescer tantas pessoas. Algumas que me acompanham, o mais antigo dos quais há 29 anos, outras há 25, há 20, há 12… e outras que saíram, espero que tenham ido para melhor, faz parte, mas levam algo na sua vida que foi trabalharem nas nossas empresas e comigo. O que conseguimos atingir, em termos de dimensão é um enorme orgulho, mas uma enorme responsabilidade. Tudo isto bateria certo se o meu grupo empresarial fosse sólido financeiramente. Não é. É um grupo credível, responsável, mas, sem segredos, com um endividamento significativo, embora equilibrado para a estrutura de negócio que tem. Mas o sonho de ser um grande empresário e não ter preocupações… não existe. Eu não o atingi. Por isso tenho um desafio. Chegar aos 50 anos de empresário. Primeiro, porque é um objetivo que me dá energia

Norteio-me pelos valores de saúde, felicidade e sucesso, sendo honesto, credível, para com a sociedade”

para continuar e ajudar a cumprir as minhas responsabilidades para quem acreditou em mim toda a vida. Depois, porque então conseguirei reformar a maioria das pessoas que dedicaram toda a vida às minhas empresas. É um desafio dificílimo, mas é um objectivo que me dá força para continuar.

/ Qual foi o segredo para crescer em tempo de crise geral?

Eu norteio-me pelos valores de saúde, felicidade e sucesso, sendo honesto, credível, para com a sociedade. Por ter passado, como se sabe, por situações familiares muito complicadas em termos de saúde, o caso do meu pai, que partiu bastante cedo, e o do meu filho, percebi que, entre as muitas batalhas e derrotas, temos de tentar sempre vencer. O meu filho

venceu e deu-nos, a mim e à mãe, a força necessária para percebermos que, por muitas que sejam as guerras profissionais, as mais importantes são as que põem em causa a nossa saúde. Isso deu-me a força para relativizar as derrotas empresariais. E foi assim que continuámos a crescer. A Trincanela foi fundada quando os hipermercados entraram na nossa zona e nós estivemos presentes nos dois primeiros. Foi um acompanhar a mudança do mercado. Mas, como nem tudo são rosas, as coisas complicaram-se bastante, em 2005, há 12 anos: a Grão Café faturava 3,5 milhões e, por quebra de contrato por parte de uma grande empresa nacional, de um dia para o outro passou a faturar 2 milhões. Nestas circunstâncias, a maior parte das empresas fecha.

/ Não foi o caso.

Nós percebemos que, para crescer, tínhamos de continuar a investir e apostámos no espaço de S. Lourenço com um investimento de 600 mil euros. De novo, a 1 de julho de 2005, éramos os primeiros num projeto que era muito mais vasto, com mais valências, do que acabou por ser. Foi nesse projeto que apostámos e no que Abrantes poderia vir a ser. Como não eram capitais próprios, juntou-se o cocktail perfeito para tudo correr mal. A única coisa que corria bem é que o meu filho tinha saído do tratamento, o que me deu energia para continuar

a acreditar. Em 2007 o meu filho volta a adoecer e isso vem somar-se aos enormes problemas profissionais. Tinha tudo para dar mal outra vez, mas voltou a dar certo. Em 2009 o Francisco tinha vencido a batalha e a Grão Café adaptou a sua estrutura à nova situação e… Em 2011, rebenta a crise que traz a quebra de rendimento e de consumo, mas sobretudo a alteração das regras do jogo com a nova taxa do IVA. Entretanto o BNI veio ser uma escola de motivação e de formação. Então, eu assumi os negócios todos [como único sócio] e de então para cá, com tudo para dar mal, a Trincanela tornou-se mais forte e visível: tinha 8 espaços em 2011 e hoje tem 13, estávamos presentes em três cidades, hoje estamos em cinco: Torres Novas, Tomar, Abrantes, Castelo Branco e agora Entroncamento, no Bonito, onde estamos a testar com enorme sucesso uma nova resposta, que vamos trazer para S. Lourenço em Abrantes, a partir de 1 de Maio, onde voltamos a investir. Isto, com a alteração do IVA em 1 de Julho de 2016, faz com que, por fim, o vento sopre a favor para o grupo empresarial. Mas todo este processo está espelhado no tal endividamento que foi necessário fazer. Mas estou convicto de que os próximos 10 anos podem ser os meus melhores 10 anos de empresário. Apesar de não sabermos o que pode acontecer amanhã. Alves Jana abril 2017 / jornal de abrantes

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região/Abrantes

Investigador avança que “o rio e as comunidades piscícolas não estão de boa saúde” A Câmara Municipal de Abrantes (CMA) e a equipa de investigadores do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, coordenada pelo investigador Bernardo Quintella, deram no dia 20 de março a conhecer os trabalhos que estão a ser efetuados no âmbito da avaliação da transponibilidade do açude insuflável de Abrantes à migração piscícola. Maria do Céu Albuquerque, presidente da CMA, justificou a contratação do estudo, dando conta que “é necessário concluir o processo de licenciamento do açude e para conclusão do licenciamento é preciso a instalação de um sistema de monitorização (…) É preciso fazer um trabalho de conhecimento daquilo que são as condições deste rio, das suas espécies, do seu ecossistema para permitir de facto tirar conclusões e instalar o sistema de monitorização”. “Para que não hajam dúvidas em relação à passagem de peixes, para que tenhamos todos a certeza do que estamos a falar então nada como fazer este estudo”. Assim, “se houver alguma alteração necessária a fazer para melhorar a passagem dos peixes é claro que temos todo o interesse, não só pelo potencial socioeconómico do peixe do rio, mas também porque queremos preservar o ecossistema, garantindo todas as condições”, fez

notar a presidente. O investigador Bernardo Quintella começou por afirmar que a equipa já identificou “alguns problemas na comunidade piscícola no rio Tejo que não tem nada a ver com o açude. Detetámos a presença de espécies exóticas e também detetámos a ausência de determinadas classes dimensionais de algumas espécies que são nossas, nomeadamente o barbo, a boga, e isso indicia que o rio Tejo tem problemas”. “Não sabemos ao certo as causas desses problemas. Poderá ser eventualmente a poluição, os reduzidos caudais, poderão ser as duas coisas em conjunto. Mas de facto uma coisa é certa, as comunidades piscícolas e o rio Tejo não estão de boa saúde e de facto é importante começar a tomar conta dessa situação”, salientou. O estudo, já iniciado, vai ser realizado com a lampreia e o procedimento diz respeito à colocação de um transmissor (um chip) em 20 lampreias. “Já fizemos o procedimento a 12 lampreias que foram libertadas nas últimas duas semanas. O procedimento passa pela implementação de um transmissor que nos permite localizar a posição da lampreia no rio. Com essa informação permite-nos estudar o comportamento do animal, aqui na proximidade ao

açude. Isto para perceber se o açude constitui ou não um problema à migração piscícola. Em primeiro lugar responder a essa dúvida. Em segundo lugar, a constituir-se um problema perceber o que se pode fazer para resolvê-lo”, explicou Bernardo Quintella. Por último, o investigador disse que é percetível que o estudo fique finalizado “até ao próximo mês de junho”. Questionada sobre o funcionamento global do açude, Maria do Céu Albuquerque disse que já existe “um orçamento para fazer a intervenção, que vai ser feita com uma equipa alemã, em parceria com a empresa que fez a monitorização da instalação do açude e que a projetou. Portanto, estamos a reunir todas as condições para avançarmos com a intervenção e com isso voltar a insuflar no verão”. Sobre o investimento global alocado ao estudo e à manutenção do açude, a presidente disse ser “ainda prematuro falar sobre isso. Será o investimento necessário suficiente para garantir todas as condições, não só para a fruição da nossa população no espelho de água, mas também para a preservação do ecossistema e das condições ambientais que daí decorrem”, finalizou.

/ A colocação do transmissor na lampreia foi demonstrada aos presentes

Joana Margarida Carvalho

Ministro do Ambiente quer leis mais eficazes para combater criminalidade e apresenta novas medidas fiscalizadoras O ministro do Ambiente defendeu no dia 23 de março, em Abrantes, a necessidade de uma maior eficácia da legislação e dos mecanismos de combate à criminalidade ambiental, admitindo a “quase impossibilidade prática de sancionar criminalmente” situações graves. As declarações foram proferidas na sessão sobre a “Poluição da Água /Caso da Bacia do Tejo” que decorreu no Palácio da Justiça de Abrantes. Para além da presença do governante, autarcas, deputados, representantes da APA, do IGAMAOT, esteve também Joana Marques Vidal, Procuradora Geral da República. O Ministro Ambiente afirmou ser “público, para quem atua na

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área do ambiente, que as situações mais gravosas, tantas vezes designadas de criminosas, dificilmente são penalizáveis como tal, desde logo pela enorme dificuldade em as classificar como tal: criminosas”. O governante alertou para a “quase impossibilidade prática de classificar e sancionar criminalmente mesmo as situações muito gravosas”, o que “tem como resultado deixar ao regime contraordenacional e à tutela administrativa a responsabilidade sancionatória da quase totalidade das situações de infração em matéria ambiental, sejam elas pouco ou muito graves”. João Matos Fernandes deixou alguns exemplos de novas ações fiscalizadoras: “ Desde segunda-feira

passada, que existem dois amostradores em contínuo para avaliar a qualidade da água do Tejo e até ao final do ano outros amostradores serão colocados. Estes já com um sistema alarmística, que sempre que os parâmetros físicos, que são supostos a água ter saem dos parâmetros que estão pré-definidos, isso significa que há um fenómeno de poluição e há um alarme que dispara e que faz com que possamos vir para o terreno à procura desses mesmos poluidores”. “Estamos a preparar tudo, a criação de um piquete que trabalhará 24 horas x 7 dias, dentro da Inspeção Geral do Ambiente e que entrará em funcionamento muito breve (...) E ainda para melhorar

/ Joana Marques Vidal e João Matos Fernandes estiveram em Abrantes para falar sobre os problemas que afetam o Tejo a eficácia da fiscalização por parte das autoridades ambientais adicionaremos a videovigilância por drones e amostradores portáteis. Estes drones devem estar a funcionar no final de junho e permitem uma visão noturna”, fez notar. Por último, João Matos Fernandes referiu-se à empresa Celtejo, em Vila Velha de Rodão, explicando que a nova ETAR industrial da empresa vai estar em funciona-

mento em maio, ao invés do final do ano, como previsto.” E mais do que estar em funcionamento para a Celtejo vai estar em funcionamento para toda a zona industrial, onde existem algumas queijarias, que é muito importante terem os seus esgotos tratados, e vai tratar uma parcela dos esgotos urbanos de Vila Velha de Rodão”, afirmou. Joana Margarida Carvalho


região/Vila de Rei

Vereadores do PS votam contra mudança de nome do Hotel

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O último ponto da Ordem do Dia da reunião da Câmara Municipal de Vila de Rei, realizada a 21 de março, foi o que gerou discórdia entre o Executivo. Em causa estava um pedido de Sónia Leal, sócia gerente da firma AlmaRei, Unipessoal LDA, concessionária da Albergaria D. Dinis Hotel, para a mudança de nome do estabelecimento. “Este pedido vem no seguimento de dois objetivos comuns, lançar Vila de Rei (marca/concelho) no estrangeiro e renovar a imagem que foi deixada pela gerência anterior”, lê-se no pedido. A concessionária acrescenta ainda que “existe a necessidade de passar uma imagem renovada, moderna, jovem, de confiança e de qualidade”. Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal, considerou que, “como tem Vila de Rei” no nome, “por mim, pode haver esta mudança”. O presidente recordou que este projeto “vai ser benéfico para Vila de Rei porque, ao mesmo tempo, estão a dar a conhecer Vila de Rei”. Carlos Garcia, vereador do PS, disse não concordar com a mudança. “D. Dinis diz-nos qualquer coisa, é uma referência do nosso concelho. Temos o foral de Vila de Rei”, que foi atribuído pelo rei em 1285. Ricardo Aires respondeu ao vereador, dizendo que o novo concessionário “tem ideias para promover o Hotel e promover Vila

de Rei como nunca nenhum concessionário fez. Não é agora por ter ou deixar de ter o D. Dinis…” O autarca relembrou ainda que, “antigamente, esta unidade hoteleira era conhecida por Albergaria. Quase ninguém dizia D. Dinis”. Paulo César, vice-presidente da Autarquia, pediu a palavra para explicar que, “se no passado, eu fui contra qualquer alteração de nome, (…) neste momento, e em face não só dos investimentos mas sobretudo do desgaste do nome e da imagem que aquela infraestrutura tem tido (…) considerando que mais do que D. Dinis, aquilo que nos liga, aquilo que nos une, aquilo que nos identifica é o nosso nome, eu concordo com esta mudança”. Para Miguel Jerónimo, verea-

dor socialista, o nome do rei seria conciliável com o nome do Hotel, quer fosse “D. Dinis Hotel, Hotel Vila de Rei D. Dinis ou Hotel D. Dinis Vila de Rei”. Miguel Jerónimo acrescentou, no entanto, que “manifestamos todo o apoio a este novo concessionário, que está a mostrar capacidade de iniciativa e um projeto diferente do que tem sido até agora. Aí, estamos todos de acordo”. A alteração do nome foi aprovada pela maioria social-democrata, com dois votos contra dos vereadores socialistas e a Albergaria D. Dinis Hotel passa assim a chamar-se Hotel Vila de Rei. Patricia Seixas

Quim Barreiros regressa ao palco da FEQM

De 29 de julho a 6 de agosto, Vila de Rei vai receber a vigésima oitava edição da Feira de Enchidos, Queijo e Mel (FEQM) e, com ela, o melhor da música, artesanato e gastronomia. Depois das confirmações de Aurea, Kumpania Algazarra, Augusto Canário & Amigos e Graciano Ricardo como responsáveis pela animação musical no palco principal do certame nos primeiros quatro dias do evento, a organização lança agora mais um nome sonante para a animação do certame. Quim Barreiros está de regresso a Vila de Rei a 2 de agosto. Depois das atuações marcadas por ver-

dadeiras enchentes no Parque de Feiras em 2005, 2009 e 2013, aquele que é por muitos considerado como o “Rei da Música Popular Portuguesa” volta para animar o público vilarregense com os seus êxitos, conhecidos por públicos de todas as idades. Neste espetáculo não faltarão certamente temas como “Mestre da Culinária”, “A Cabritinha”, “A Garagem da Vizinha” ou “O Melhor Dia para Casar”, entre um sem número de sucessos que marcam os seus mais de 40 anos de carreira. Ao longo das próximas semanas, a organização irá continuar a divulgar o seu programa musical.

Rei, Fifty-Fifty – Vila de Rei, Hotel D. Dinis – Vila de Rei, O Cobra – Vila de Rei, O Eléctrico – Relva, Tasco do Rei – Vila de Rei e Tasquinha da Vila – Vila de Rei. O vice-presidente da Autarquia de Vila de Rei e responsável pelo pelouro do Turismo, Paulo César Luís, afirma que “os nossos restaurantes têm, ao longo das últi-

mas edições dos nossos Festivais Gastronómicos, atraído centenas de visitantes e comprovado a sua elevada qualidade. Com a organização destes eventos, o Município pretende valorizar e divulgar o nosso rico património gastronómico, ao mesmo tempo que promove os estabelecimentos de restauração do concelho”.

Festival Gastronómico do Bacalhau e do Azeite faz as delícias dos apreciadores O Festival Gastronómico do Bacalhau e do Azeite está de regresso aos restaurantes vilarregenses, até ao dia 9 de abril. Organizado pela Câmara Municipal de Vila de Rei, o 10º Festival Gastronómico do Bacalhau e do Azeite conta com a participação de sete restaurantes do concelho: Churrasqueira Central – Vila de

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região/Sardoal Casa Grande volta a ser tema de discórdia entre Executivo e vereador do PS O período antes da Ordem de Trabalhos da reunião de Câmara de Sardoal, realizada no dia 29 de março, trouxe mais uma vez à discussão o tema Casa Grande. Fernando Vasco, vereador socialista, questionou o Executivo acerca “desta sociedade a quem foi cedida a possibilidade de construir um hotel aqui. É uma sociedade que foi constituída no dia 23 de janeiro de 2017 e tem a sua sede na Rua Luís de Camões nº5. Ora, tenho ideia que a Rua Luís de Camões é esta aqui ao lado onde está a Casa dos Almeidas”. Depois de ver confirmada a infor-

mação, o vereador inquiriu então se, à data da constituição da sociedade, se “havia alguma autorização por parte da Câmara Municipal para que num edifício classificado pudesse ser feita uma sede de uma sociedade por quotas?” Fernando Vasco disse estranhar “esta situação que é até bizarra” e insistiu dizendo que “dada a bizarrice desta situação, ponho a questão ao senhor presidente”. Por sua vez, Miguel Borges respondeu que “a bizarrice dessa situação, julgo eu, só está no seu entendimento, visto que a Casa Grande, ou

dos Almeidas, está há cerca de dois anos na posse da empresa Marimi, através de um contrato de uso. Portanto, quem teria que autorizar a cedência do espaço seria a Marimi e não a Câmara Municipal”. Fernando Vasco pediu que a explicação dada pelo presidente da Câmara Municipal ficasse em ata pois, “me parece que bizarrice é uma forma leviana de ver a questão, porque a questão pode entrar no campo da ilegalidade”, argumentou. Perante esta afirmação, o presidente da Câmara Municipal de Sardoal afirmou que o PS de Sar-

doal “ou o senhor Fernando Vasco, andam com uma candeia apagada numa noite de breu, à procura de algo para deitar abaixo um projeto que é importante para o Sardoal”. Miguel Borges admitiu “não conseguir perceber” a postura “assumida pelo Partido Socialista de tudo fazer para deitar abaixo um projeto que

recupere um edifício classificado, um projeto que dá um equipamento hoteleiro para a nossa região e que, para além disso, é um projeto que tem 10 postos de trabalho diretos”. O projeto da Casa Grande ainda a dar que falar e a gerar controvérsia entre o Executivo sardoalense.

1º Ciclo vai ter Espaço de Ciência e Laboratório

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Na reunião do executivo da Câmara Municipal de Sardoal, que teve lugar a 9 de março, o vereador com o pelouro da Educação, Pedro Rosa, deu conta dos projetos que aguardam aprovação, e “cuja candidatura venha aprovada”, e que têm a ver com a prioridade de investimento no combate ao insucesso e abandono escolar. Esta candidatura está a ser feita em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e “para o nosso Agrupamento Escolar, e aquilo que é o compromisso do Município, implica a construção de um espaço de ciência e de um laboratório para o 1º ciclo”. Miguel Borges, presidente da Autarquia, explicou que o laboratório trará “a experimentação e as novidades científicas adequadas às crianças e jovens do século XXI, para despertar neles esta curiosidade”. Este projeto será para implementar já no próximo ano letivo “ou seja, não podemos esperar pela construção da nova escola para ter este projeto em andamento”. Como

tal, “vamos adaptar as condições que temos neste momento”. Outro dos projetos a colocar em marcha é o Projeto de Educação pela Arte, “que pretende ir um pouco mais além no que diz respeito ao ensino das artes, nomeadamente das artes performativas ou de palco. Pretendemos introduzir a área da dança e do teatro, logo nas camadas mais jovens”, afirmou Pedro Rosa. Também no âmbito desta candidatura, e no âmbito do grupo de trabalho para as bibliotecas municipais, “estão previstas um conjunto de ações e que têm a ver com a

aquisição de livros, a realização de encontros com escritores, a realização de peças de teatro… tendo em conta aquilo que são as metas curriculares definidas para o 1º ciclo”, adiantou o vereador. Para Miguel Borges, a Educação pela Arte “é fundamental. Subscrevo inteiramente porque através da música, através da pintura, através da dança e do teatro, consegue-se que as crianças consigam adquirir outro tipo de competências ou que estas artes ajudem a adquirir as competências que a escola lhes transmite e de uma forma lúdica”.

Especialidades Gelados Tradicionais Crepes Tostas Croissants Scones Sumos Chá

Café

Batidos

Chocolate quente

Luís Marques Mendes, ex-presidente do PSD, esteve, no dia 13 de março, em Sardoal, nas Jornadas a “Valorização do Território”, numa ação da JSD Distrital Santarém. A ação, que decorreu, no Centro Cultural Gil Vicente, contou também com a presença de Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal. O autarca afirmou aos presentes que “o Sardoal é um exemplo de esforço e de trabalho” no âmbito da valorização do território. O presidente referiu-se à aposta centrada na área cultural, dando conta que é necessário nivelar o concelho “por cima” e que “a cultura também é desenvolvimento económico”. Marques Mendes valorizou o papel das autarquias, referindo que as Câmaras têm tido “um papel inestimável no papel da democracia e no desenvolvimento do interior”.

Eventos

(Levamos os nossos gelados à sua festa) • Casamentos • Batizados • Aniversários • Outras festas

Lis Gelataria * Lg. Dr. Ramiro Guedes, nº 2, Abrantes * 241 377 276 * Horário Inverno: Segunda a sábado das 8h30 às 20h30 10

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especial/semana santa do Sardoal

“É um momento que todos aceitamos como um dos pontos altos da nossa vida comunitária” São milhares as pessoas que se deslocam durante as celebrações da Semana Santa à vila de Sardoal. O clima de introspeção, aliado ao misticismo desta época de fé e religiosidade, entranha-se na vila e sente-se em todo concelho. Sardoal está engalanado com o roxo. Virá o vermelho e o amarelo quando acontecer a Ressurreição. Fomos conhecer os pontos altos desta festa com o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges.

Vem aí mais uma Semana Santa. De que forma Sardoal se prepara para este momento?

Com todo o empenho, não só do Município mas também da população em geral, das diferentes Irmandades e das associações. Isto porque é um momento que todos aceitamos como um dos pontos altos da nossa vida comunitária. Não só no âmbito da fé e da religiosidade, com tudo o que acarreta para quem é crente, mas também no âmbito de rever e encontrar pessoas. É que nesta altura todos os caminhos vão dar ao Sardoal. Não só daqueles que nos visitam mas também dos sardoalenses que estão longe e que nesta altura do ano gostam de vir à terra. Também é uma altura em que todos nós nos preparamos para mostrar aquilo que de bom temos, não só no nosso património material mas também no imaterial.

Que sente o presidente da Câmara nesta altura, com toda esta preparação e carga emocional?

O presidente da Câmara sente uma grande responsabilidade. A responsabilidade de quem gere com a equipa e os funcionários os destinos deste Concelho, numa altura em que todos nós nos engalanamos para receber os milhares de pessoas que vêm ao Sardoal. É uma grande responsabilidade mas, ao mesmo tempo, um grande orgulho e uma grande honra participar como o cargo o permite nesta tão importante altura do ano para a nossa comunidade.

Sente-se no ar o clima de introspeção próprio da data?

Eu julgo que sim. Mesmo os não

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crentes não conseguem ficar indiferentes a toda esta mística e ao clima envolvente. Dou um exemplo: a Procissão dos Fogaréus. Ninguém fica indiferente ao que acontece, com as luzes apagadas, as velas, os painéis, o barulho das varas dos Irmãos da Misericórdia, o som da Filarmónica União Sardoalense… cria-se um clima que para quem é crente tem um valor acrescido mas que, por outro lado, também se sente que estamos em festa. Por outro lado, não estamos apenas a falar de fé e religiosidade mas também de património, neste caso, imaterial. É importante não só preservar mas, acima de tudo, transmitir aos mais novos toda esta mística, todo este sentimento para que sintam cada vez mais que isto também é deles, é da terra deles, faz parte deles e é importante que o sintam.

Nota-se a presença de jovens nestas festividades?

Com muita frequência os vemos e cada vez mais. O número de jovens vai aumentando nas capelas, onde desenvolvem o seu projeto, quer da escola quer da sua área de residência. Há um grande entusiasmo da parte dos jovens e isto leva-nos a pensar que, realmente, o futuro está garantido. Nas procissões também vemos um número crescente de jovens que vão vestidos como anjinhos ou que vão acompanhando, por isso, é uma tradição que, felizmente, não está perdida e tenho a certeza que vai ter força e vai crescer.

É uma comemoração religiosa mas atrai muito mais gente, para além dos católicos…

/ “Queremos dar passos pequenos mas sustentados e sustentáveis” afirma o autarca Miguel Borges Claro. E para que tenhamos tudo isto durante muitos anos, há algo que é de fundamental importância. Ter um enorme respeito pela essência destas festividades, ou seja, tem de haver um enorme respeito por aquilo que é a fé e a religiosidade, mesmo para os não crentes. Havendo isso e as pessoas conseguirem estar em comunhão em respeito mútuo, é garantia de que as coisas vão resultar.

As capelas, as procissões, a encenação ao vivo… são marcos importantes. O voluntariado é aqui fundamental?

Sim. Toda a população, em geral, se envolve mas, particularmente, aqueles que desenvolvem os tapetes de flores nas capelas. O que era tradição era nas igrejas e capelas da vila mas, há três anos a esta parte, nós lançámos o desafio a todo o concelho e todas as capelas das freguesias também são agora enfeitadas com tapetes de flores. Claro que tudo gira em volta da essência da religiosidade mas de-

pois temos também a Filarmónica, que tem um papel fundamental, a Fábrica da Igreja, as diferentes Irmandades, o GETAS e a população que sabe muito bem receber e se empenha com orgulho naquilo que é o seu conhecimento e a sua forma de ser. É de um empenho enorme de todos os sardoalenses.

Que atividades mais se destacam nestas celebrações?

A Procissão dos Passos porque é a primeira de todas. A Procissão dos Fogaréus, porque é diferente. Mas há ainda a Procissão do Enterro do Senhor e a Procissão da Ressurreição. Todas têm o seu significado, a sua beleza e o seu colorido diferente. No sábado, acontece mais uma vez a recriação da Paixão de Cristo, pelo GETAS, e vamos ter ainda duas exposições, uma de arte sacra e outra de trabalhos de alunos do Agrupamento de Escolas. Destacaria ainda o concerto da Filarmónica, no dia 22 de abril, e o Passeio Pedestre a que chamamos “Caminhos de Fé”

e que fazemos sempre nesta altura. Ainda aquilo que é uma tradição do Sardoal, que é o quiosque da venda de amêndoas, pois era tradição no Sardoal, durante a Páscoa, os namorados oferecerem amêndoas às namoradas.

Com o Turismo Religioso a ganhar espaço na sociedade, até onde pode ir Sardoal?

Há um objetivo claro de desenvolvimento do Sardoal através do Turismo, no âmbito da fé e da religiosidade. E a Semana Santa, no Sardoal, é diferente. Queremos dar passos pequenos mas sustentados e sustentáveis para que, um dia, não transformemos tudo isto em algo que descaracterize esta nossa festa.

São os últimos meses deste primeiro mandato. Que mensagem quer passar aos sardoalenses?

Que nestes últimos meses ainda temos muito trabalho para fazer. Patricia Seixas


especial/semana santa do Sardoal

Semana Santa vai poder ser vivida durante todo o ano Miguel Borges havia anunciado que a estratégia do Município de Sardoal passa pelo turismo cultural, religioso, patrimonial e de natureza. Como tal, o município candidatou-se ao PARU - Plano de Ação e Regeneração Urbana, que existe só para os centros históricos. Depois de aprovadas as candidaturas, são cerca de 900 mil euros que a Câmara Municipal vai ter disponíveis para a concretização de três projetos de regeneração urbana. O Município de Sardoal fez a candidatura “no âmbito de uma estratégia de rejuvenescimento e regeneração do nosso centro histórico com alguns projetos que gostávamos de ver desenvolvidos”, afirmou o presidente. Trata-se então do espaço partilhado para as artes e ofícios no antigo Lagar dos Paulinos, os passadiços na zona his-

tórica e o Centro de Interpretação da Semana Santa e do Património Religioso na Capela de Nossa Senhora do Carmo, em cerca de 300 mil euros. Projetos que vão contar com um apoio financeiro comunitário de 85%. A Capela de Nossa Senhora do Carmo é propriedade do Município e, segundo Miguel Borges, “se nós gostamos e queremos ver o nosso património recuperado, a Autarquia tem que dar o exemplo”. No entanto, “não vamos recuperar apenas em termos arquitetónicos. Vamos dar vida e conteúdos com a criação do Centro de Interpretação da Semana Santa e do Património Religioso”. Em qualquer altura do ano, “quem vier ao Sardoal e sentar-se na Capela de Nossa Senhora do Carmo pode sentir, com a devida

Espaço Cá da Terra: de onde pode levar Sardoal consigo O Espaço Cá da Terra, fruto de uma parceria entre o Município de Sardoal, a Tagus - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior e os produtores locais, está localizado no Centro Cultural Gil Vicente e comemorou três anos em dezembro passado.

“Tem funcionado muito bem”, afirma o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges. “É um espaço que tem tido um trabalho importante naquilo a que chamamos o nosso arquivo da memória, onde já fizemos muitas exposições e onde não só mostramos

distância, o que é, por exemplo, a Procissão dos Fogaréus”. Através de um sistema tridimensional, em poucos minutos o visitante está a viver os momentos da Semana Santa. “Nós na Semana Santa vendemos os bilhetes todos, como costumo dizer, e é importante potenciar tudo isto nos restantes dias do ano. Há aqui uma atratividade para quem não pode vir na Semana Santa e, por outro lado, é um desafio para quem não conhece nos visitar nessa altura”, acrescentou o autarca. Miguel Borges adiantou ainda que tudo isto vai acontecer na Capela de Nossa Senhora do Carmo “sem descaracterizar minimamente a igreja”. Quanto à recuperação do antigo Lagar dos Paulinos, “queremos manter o que está em bom estado

e criar um espaço museológico, bem como um espaço partilhado das artes e ofícios onde as pessoas possam trabalhar e desenvolver os seus trabalhos”. Já a criação de algumas passadeiras centrais em algumas ruas da zona histórica da vila vai facili-

tar a circulação de peões pois, diz Miguel Borges, “se nós queremos que as pessoas habitem no centro histórico, temos que lhes dar condições”.

os produtos mas também fazemos recolha das histórias de quem trabalhou nas atividades que mostramos”, explica o autarca. É também o espaço expositivo “daquilo que são os nossos produtos locais e regionais, que podem ser adquiridos ao custo do produtor, e onde, muitas vezes, vemos as senhoras das tardes da agulha e do dedal. Também se fazem com frequência workshops, desde a feitura do pão, da doçaria, dos cestos… é um espaço que tem tido uma dinâmica muito grande e que é um aproveitamento do que era o antigo café, sem descaracterizar aquilo que continua a ser um espaço de apoio ao Centro Cultural”. Para os visitantes, este é o espaço ideal para poder levar um pouquinho de Sardoal. “É essa a

ideia”, afirma o presidente. “As pessoas levam os nossos vinhos, os doces e compotas, as marmeladas, as tigeladas, o nosso pão, o artesanato… para oferecerem e mostrarem aquilo que de bom a nossa terra tem para oferecer”. “Sendo sardoalenses, levam uma recordação da sua terra para oferecer a outros. Levam, na verdade, Sardoal consigo”, diz Miguel Borges. Até dia 30 de abril, o Cá da Terra está a acolher a exposição “Projeto Capela 2017”. “O Projeto Capela é um projeto que para mim é muito querido pois é fruto de uma análise que fiz há 18 anos, como professor, na escola”, confessa Miguel Borges. Uma ideia que tinha como objetivo levar os jovens a participar na feitura dos tapetes de flores das capelas e que resulta agora numa

mostra de um conjunto de trabalhos realizados pelos alunos do Agrupamento de Escolas, alusivos aos tapetes de flores da Semana Santa. O espaço Cá da Terra irá receber também, no dia 8 de abril, um Workshop de Velas Artesanais, ministrado por SENS – Saúde, Bem-Estar e Natura. Os participantes terão a oportunidade de aprender a fazer velas artesanais de cera de abelha natural que se caracterizam por arderem mais lentamente que as de parafina, terem uma chama mais viva e possuírem um natural e agradável aroma a mel. A iniciativa, enquadrada no âmbito da Semana Santa e Páscoa, decorrerá entre as 14h30m e as 18 horas.

Patrícia Seixas

Patrícia Seixas abril 2017 / jornal de abrantes

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especial/semana santa do Sardoal

Semana Santa a tradição e cultura

Fotos: Paulo Sousa

Quando esta edição do Jornal de Abrantes estiver na mão do leitor, muitos Sardoalenses andarão pelos campos do nosso Concelho procurando e colhendo as flores e as verduras mais viçosas que encontram. Giestas, lilases, camélias, buxo, entre muitas outras espécies que a natureza nos oferece de forma gratuita, serão a base de verdadeiras obras de arte. Os Sardoalenses saem para o campo para cumprir uma tradição secular. Não o fazem com sentido de obrigação, mas sim com alegria e entusiasmo, orgulhosos em dar continuidade às nossas tradições e a um dos nossos

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“cartões de visita” na Semana Santa: os tapetes de flores e verduras naturais que, nesta época, decoram o chão das Igrejas e Capelas do nosso Concelho, conferindo-lhes ainda mais beleza e brilho. Os desenhos, que estão na génese de cada um dos tapetes, são pensados como elemento basilar da Semana Santa. A criatividade e o engenho popular transformam os elementos da natureza em verdadeiras obras de arte. Quando, na Quinta-feira Santa, as portas destes Templos se abrirem, os olhos voltarão a deleitar-se perante o resultado do empenho e do trabalho dos

Sardoalenses. Muitos milhares de pessoas já tiveram a oportunidade de apreciar o que aqui escrevo. E este ano não será diferente… Saber que, durante a noite e madrugada de Quarta-feira para Quinta-feira Santa, as nossas Capelas e Igrejas se enchem de Sardoalenses empenhados no único desejo de cumprir a tradição, como Presidente de Câmara só posso sentir um enorme orgulho! Crianças, jovens e menos jovens, crentes e não crentes, todos unidos no mesmo propósito. As mãos sábias ensinam as mãos mais novas a debulhar as flores, a esco-

lher as pétalas mais apropriadas. Os segredos para que as flores se mantenham viçosas durante dias são transmitidos. Os dedos ágeis vão colocando as pequenas e delicadas pétalas nos locais certos para obter o resultado pretendido. Falo-vos de Tradição e Cultura, de união e cumplicidade que atravessam todas as barreiras etárias ou sociais. Falo-vos da mais pura e bela forma de arte popular que conheço. Nos últimos anos, esta tradição estendeu-se para além da Vila do Sardoal, chegando às aldeias de todo o Concelho. Ao todo serão vinte os Templos do Concelho que terão

o seu chão decorado com os nossos tradicionais tapetes de flores e verduras naturais. O Município de Sardoal disponibilizará transporte, na Sexta-feira Santa e no Sábado, para quem quiser fazer o circuito fora da Vila. A saída será às 14h30m do Centro Cultural Gil Vicente. O leitor saberá reconhecer o que aqui tento transmitir. Sentirá que as palavras serão parcas para o que podereis ver e sentir. O Convite fica feito: entre Quinta-feira Santa e Domingo de Páscoa venha visitar-nos! António Miguel Borges PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL

/ Andreus

/ Cabeça das Mós

/ Entrevinhas

/ Mivaqueiro

/ Panascos

/ Presa

/ S. Bartolomeu - Valhascos

/ S. Simão

/ Santiago de Montalegre

/ Vale das Onegas

/ Valhascos

/ Venda Nova

/ Capela Espírito Santo

/ Capela Nossa Sra do Carmo

/ Capela S. Sebastião

/ Capela Sant’Ana

/ Capela Sr. Remédios

/ Capela Stª Catarina

/ Igreja Misericórdia

/ Igreja Stª Maria da Caridade

jornal de abrantes / abril 2017


Constância faz a festa de 15 a 17 de abril

14 de abril – sexta-feira 15h00 – Abertura da Mostra Nacional de Artesanato e Mostra de Doces Sabores 22h00 – Concerto: HYUBRIS (Palco Camões) 15 de abril – sábado 14h00 > 20h00 – Programa Aqui Portugal da RTP1 15h00 – Inauguração Oficial das Festas (Tenda Jovem) 15h00 – Abertura da Mostra Nacional de Artesanato, Mostra de Doces Sabores e Exposições 15h30 – Concerto: Carrilhão Lvsitanvs (Margem rio Zêzere) 16h00 – Apresentação de Danças Populares, pela Universidade Sénior de Constância (Palco Pelourinho) 18h00 > 21h00 – Animação de Rua: Xarral’s Dixie Band 20h30 – Animação pelo Projeto Ganhar ASAS E6G Grupo de Dança Dreamers e Grupo de Música Giorgia (Palco Pelourinho) 22h00 – Concerto: HMB (Palco Camões) 23h30 – Concerto: Ferro & Fogo (Palco Pelourinho)

CM de Constância

16 de abril – domingo 15h00 – Abertura da Mostra Nacional de Artesanato, Mostra de Doces Sabores e Exposições 16h00 – Tarde de folclore (Palco Camões) - Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Malpique – Constância - Rancho Folclórico de Paço dos Negros – Almeirim

- Grupo Folclórico de S. Tiago de Custóias – Matosinhos 18h00 > 21h00 – Animação de Rua: Miss Easy 21h00 – Concerto: Carrilhão Lvsitanvs (Margem rio Zêzere) 22h00 – Concerto: Banda Filarmónica de Montalvo (Palco Camões) 23h30 – Concerto: Echoes Tributo a Pink Floyd (Palco Pelourinho) 17 de abril – segunda-feira (feriado municipal) 09h30 – Içar das Bandeiras, nos Paços do Concelho com Guarda de Honra prestada pelos Bombeiros Voluntários de Constância e a presença da Banda da Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro de Montalvo 10h00 – Cerimónia de Distinção dos Funcionários do Município com 10, 20 e 30 anos de serviço (Salão Nobre do Paços do Concelho) 10h30 – Visita às Ruas Floridas 12h00 – Concerto: Carrilhão Lvsitanvs (Margem rio Zêzere) 13h00 – Chegada das Embarcações Engalanadas ao cais de Constância 15h00 – Abertura da Mostra Nacional de Artesanato, Mostra de Doces Sabores e Exposições 15h30 – Cerimónias Religiosas: Eucaristia Solene em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem Procissão em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem Bênçãos dos barcos nos rios Tejo e Zêzere e das viaturas

na Praça Alexandre Herculano 21h00 – Concerto: Carrilhão Lvsitanvs (Margem rio Zêzere) 22h00 – Concerto: TIM (Palco Camões) Final – Espetáculo Piromusical PROGRAMA DESPORTIVO 15 de abril – sábado 09h30 – 29º Grande Prémio da Páscoa de Constância em Atletismo / EDP Distribuição (Avenida das Forças Armadas) 17h00 – Mega aula de Zumba (Praça Alexandre Herculano)

Ruas Floridas Tasquinhas Exposições Ruas da Festa (Antiga Cadeia) 28ª Mostra Nacional de Artesanato (Parque de Merendas) 11ª Mostra de doces sabores (Parque de Merendas) Espaço criança (Insuflável – pinturas faciais – moldagem de balões – bicicleta estática) Tenda Jovem (Espaço de Animação dinamizado por Coletividades) Concurso de fotografia “Olhar a Festa” (Consultar normas no posto de turismo)


especial/festas de Constância

Júlia Amorim apresenta o principal certame do concelho como, a festa dos “afetos” e dos “reencontros”

“Estas festas e o dia do concelho são momentos que nos dão ânimo, folgo e energia para continuarmos a trabalhar o resto do ano” “Muito do que acontece durante os dias festivos deve-se ao forte envolvimento da comunidade e dos principais agentes do concelho”

Constância recebe o seu principal certame nos dias 15, 16 e 17 de abril. Este ano, a Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem conta com cerca de 50 embarcações, provenientes de vários municípios ribeirinhos, que chegam a Constância para receber a bênção da padroeira dos marítimos Para Júlia Amorim, presidente da Câmara Municipal, esta é a festa “da devoção, da fé, dos afetos e do reencontro das pessoas”.

O que representam as festas do concelho e Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem? As festas do concelho e Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem são de facto o ponto alto cultural e desportivo do nosso concelho. O ponto alto da festividade sabemos que é a segunda-feira da Boa Viagem, com o desfile das embarcações, com a procissão e a bênção dos barcos e das viaturas. E se não fosse a devoção, a fé, os afetos e o reencontro das pessoas, esta festa em honra da Nossa Senhora já não existia. Para a edição deste ano, as nossas expetativas são muito positivas. As festas do concelho têm mantido o mesmo figurino ao longo dos anos. É um modelo vencedor? Sim. Há cerca de três décadas que as festas do concelho foram iniciadas com um figurino que marcou o concelho de uma forma tão forte que ainda hoje permanece. O retorno do certame é significativo? E para o Município qual é o investimento alocado? Podemos afirmar que as festas estão consolidadas e são marcadas por uma grande riqueza. Não ri-

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queza imaterial, mas também uma grande riqueza económica. Este certame deixa dinheiro a quem trabalha por cá e gera trabalho e emprego que tem repercussões ao longo de todo ano. Por sua vez, o investimento autárquico ronda cerca de 120 mil euros sendo que tem de apoios financeiros e receita que ronda os 45.000 euros. O que vai nortear o programa festivo? Muita animação musical, a mostra de artesanato e doçaria, uma tenda jovem com animação que se prolonga pela noite dentro. Depois, para além da oferta da restauração local, vamos ter as tasquinhas tradicionais, em que se procura ter a gastronomia local muito ligada aos rios. “Muito do que acontece durante os dias festivos deve-se ao forte envolvimento da comunidade e dos principais agentes do concelho”. É um facto que a câmara muito investe para corresponder às necessidades dos agentes que fazem a festa, até porque estão a trabalhar graciosamente sendo de salientar que cerca de 50% da população trabalha dentro das festas, faz a festa

e isso é muito importante para que crie sentimentos de pertença. A segunda-feira da Boa Viagem é um dia com grande significado e mística. Como se pode explica o envolvimento de tantas pessoas? Sim. Se nós pensarmos que as bênçãos significam o dar a boa viagem àqueles que navega, esses são de facto momentos fortes. Duas das bênçãos são dadas de terra. No entanto de há uns anos para cá, e apesar de a procissão seguir sempre por terra, há uma das bênçãos que é dada no rio, onde o sacerdote vai para o meio dos barcos. É uma forma das embarcações sentirem ainda mais a proximidade com a Nossa Senhora da Boa Viagem. Já na praça Alexandre Herculano é onde se realiza a bênção das

viaturas. A praça é pequena para todos os carros que gostariam de ser abençoados e portanto temos de restringir aos moradores e às instituições locais, designadamente Santa Casa da Misericórdia, Bombeiros Voluntários e a alguns veículos da Câmara, sendo que como o Senho Padre diz a bênção é por ser extensiva a todos. Como é que a autarca Júlia Amorim se apropria das festas? O dia do concelho é para mim um dia muito especial. Quando era mais nova vivia este dia com muita intensidade, porque era o dia de Nossa Senhora da Boa Viagem. Não havia animação na festa, o certame era restrito à procissão e à missa solene. Como eu nunca gostei de foguetes, não participava

na procissão, porque tinha medo. Mas vivia com muita intensidade os prep muito a parte religiosa. A procissão dizia-me muito, pois ajudava as pessoas mais velhas no adornar, na limpeza grande da igreja para acolher o grande dia, na ornamentação dos andores e na preparação dos cânticos, pois fazia parte do coro da igreja. Hoje em dia, sinto que é um dia místico. É o dia do concelho onde as pessoas das freguesias de Santa Margarida e Montalvo convergem para a sede do concelho, ou por motivos religiosos, ou porque é o feriado municipal. É um ponto de encontro dos nossos munícipes. É um ponto de encontro das famílias que vêm de fora e que se vêm encontrar com os seus familiares. Por outro lado, a festa demonstra a coesão do nosso concelho, daqueles que trabalham dentro das festas e daqueles que vêm para usufruir das mesmas. Uns sem os outros não seria possível viver este dia com esta intensidade. Para nós que que trabalhamos com a Paróquia, com os moradores, com as associações, preparamo-nos para acolher bem quem nos visita. Assim, estas festas e o dia do concelho são momentos que nos dão ânimo, folgo e energia para continuarmos a trabalhar o resto do ano. Se tivesse de escolher três palavras para caraterizar as festas de Constância, quais escolheria? A palavra devoção é incontornável. A palavra reencontro, porque é de facto o reencontro de muitos. Por último, a palavra convívio. Joana Margarida Carvalho


especial/festas de Constância

Grande Prémio da Páscoa e Caminhada junta os amantes do desporto em Constância Festa sem atividade desportiva não é festa. Assim no dia 15 de abril, o concelho de Constância recebe o 29º Grande Prémio da Páscoa de Constância EDP Distribuição, em Atletismo, e a 9ª Caminha, numa organização da Câmara Municipal. O Grande Prémio da Páscoa de Constância EDP é certificado pela Comissão Nacional de Estrada, Corta-Mato e Montanha, faz parte dos calendários da Associação de Atletismo de Santarém e percorre uma distância de 10 Km. Luís Correia, técnico superior de desporto na CM e uma dos responsáveis pela organização da iniciativa, contou ao JA que a “prova vai manter o mesmo percurso que tem desde os anos 90. A prova começou em 1987 e evoluiu de uma prova de corta mato. Na altura, foi a Rosa Mota a madrinha da prova e foi vencida por um atleta do concelho, José Fontinha, que ainda corre”. “Desde então, a prova tem vindo a crescer e a desenvolver-se mediante a procura dos atletas. Esta é uma prova popular, que não tem aquele cariz competitivo e passa por sítios emblemáticos. Inicia junto ao monumento de Camões, depois acompanha o Zêzere em toda a sua extensão, até à entrada do concelho de Abrantes. E depois

regressa novamente pela estrada próxima ao rio. O final da prova é junto ao monumento de Camões e são cerca de 10 km”, explicou o responsável. Este ano, o Grande Prémio da Páscoa vai contar com uma presença especial, o atleta paralímpico Gabriel Macchi, natural do Fundão, que vai para apadrinhar a prova. “O Gabriel tem contribuído muito para o desenvolvimento do atletismo a nível nacional e tem marcado presença nos últimos Jogos Paralímpicos. Tem evoluído para a meia e para a maratona. É invisual, corre com um guia e já participou

aqui numa prova há três anos. Vai ser o nosso padrinho e vai ser ele que vai acolher os nossos atletas. No próximo ano, queremos dar um salto na perspetiva da inclusão, queremos que haja um escalão para deficientes. É um objetivo”, salientou Luís Correia. Em 2016, participaram no Grande prémio da Páscoa cerca de 600 atletas. Na Caminhada 300 participantes e nos escalões jovens 220. No total, cerca de 1200 participantes. “A adesão tem sido muito sazonal. Muitos dos participantes competem contra si próprios, contra o

Associado ao Grande Prémio da Páscoa desde há 9 anos que acontece a Caminhada, que percorre 5 km. Em 2016, preencheu todas as inscrições e este ano, Luís Correia afirma que o mesmo deve acontecer.

Amor é Assim” e “Estrela Brilha”, marcado pela soul e R&B. Do concelho de Constância, mais propriamente de Montalvo, chega, no dia 16 de abril, a Banda da Associação Filarmónica 24 de Janeiro que partilha o cartaz com a banda Echoes Tributo a Pink Floyd. Se as festas começam com música, é com música que terminam. Para o último dia do certame, 17 de abril, o destaque vai para o concerto de Tim, vocalista dos Xutos & Pontapés, que em Constância atua

em nome próprio. Lançou em 1995 o seu primeiro disco a solo “Olhos Meus” e, absorvido pelas digressões dos Xutos & Pontapés, só 11 anos mais tarde edita o segundo disco de originais “Um e Outro”. Em 2010, Tim embarca num novo trabalho discográfico com “Companheiros de Aventura”. Mais recentemente, em 2016, o cantor e guitarrista editou um álbum ao vivo gravado no festival “O Sol da Caparica”. Para o fim da festa está reservado um espetáculo piromusical.

seu próprio tempo, numa tentativa de baterem records, pois querem melhorar continuadamente, mas vêm cá não pela questão do prémio, e sim pelo prazer de correr e para se apropriarem do certame. E vêm de todo o lado”, afirmou o técnico superior.

Na Caminhada “vale tudo”

“Pensámos na caminhada para aqueles que ficavam à espera do atleta que participava na outra prova, foi uma forma de os envolver e dar alguma cor à prova. O percurso é muito atrativo e agradável. Parte também junto ao monumento de Camões, pouco depois da prova dos 10 km, mas atravessa o rio Tejo pela ponte. Os percursos não se cruzam só partem e chegam ao mesmo local”, referiu. “Nesta Caminhada vale tudo, carrinhos de bebes e é destinada para todos, desde o mais novo ao mais velho. A ideia é aproveitar a paisagem, a festa e ficar com uma perspetiva da vila e dos seus rios”, acrescentou Luís. Quanto aos prémios, para além da disputa dos diversos troféus e taças para os primeiros classificados de cada escalão, encontra-se em disputa o PRÉMIO RECORD. Assim, para quem bater o tempo dos atletas Marina Bastos (33’42), ou Delfim Conceição (29’37), haverá um prémio monetário no valor de 650 euros. As inscrições poderão ser efetuadas até ao dia 12 de abril no site da Lap2go, em www.lap2go.com. Joana Margarida Carvalho

Festas com música para todos os gostos e gerações As Festas do Concelho de Constância decorrem de 15 a 17 de abril, e contam, como habitualmente, com um programa musical diversificado que abrange vários estilos e gostos. Este ano, a anteceder a abertura oficial do certame, haverá um concerto dos Hyubris, no dia 14. A banda do Tramagal está de volta aos palcos, depois de terem tocado na Gala da Antena Livre & Jornal de Abrantes em janeiro passado. Liderados pela vocalista Filipa Mota, os Hyubris estiveram

parados nos últimos quatro anos, sendo este um regresso muito aguardado. A noite de 15 de abril fica marcada pelos concertos de Ferro & Fogo e da banda HMB. Os lendários Ferro & Fogo regressam a Constância para recriarem alguns temas do rock nacional e internacional e prometem juntar em frente ao palco várias gerações. No palco principal, os HMB darão a conhecer o novo disco “Mais” (2017), do qual fazem parte temas como “O

Do programa musical há ainda a frisar os concertos do Carrilhão LVSITANVS, junto à margem do Rio Zêzere, nos dias 15, 16 e 17; a animação de rua pelos Xaral´s Dixie Band, no dia 15; e a tarde de Folclore, a 16 de abril. Destaque ainda para a presença de uma Tenda Jovem que vai animar as madrugadas da vila poema com a presença de djs. André Lopes

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especial/festas de Constância

Ruas floridas de Constância vão respirar Amor / Marta, Catarina, Maria João, Dámaris, Carina e Alexandre envolvem-se com satisfação na preparação das flores

/ Olga Antunes afirma que o envolvimento do Agrupamento nas festas é muito importante O Agrupamento de Escolas de Constância é um parceiro fundamental na realização das festas de Constância/festa de Nossa Senhora da Boa Viagem. São os cerca de 760 alunos, 90 docentes e 32 auxiliares que, de uma forma ou outra, embelezam e adornam a praça Alexandre Herculano e a Rua Luís de Camões. Para Olga Antunes, diretora do Agrupamento de Escolas, a participação nas festas, realizada desde há muitos anos, é muito “importante, pois “cada vez mais, é importante a cultura. Nos dias de hoje com tantas tecnologias, esquece-se muitas vezes, a cultura local, a nossa identidade”. O desafio de preparar as tradicionais flores de papel ou de plástico começa no início do segundo período e somente na quinta-feira santa é que se dá por terminada a árdua tarefa. “É na quinta-feira antes da Pascoa que nós enfeitamos os dois espaços e onde se envolve toda a comunidade escolar, desde o pré-escolar, 1º ciclo e a escola sede. A criança desde muito nova tem contacto com o papel ou com o plástico e com esta prática. São cerca de 760 alunos envolvidos, que contam com o apoio fundamental do pessoal auxiliar e dos próprios docentes”. Este ano o tema é Camões e

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o Amor. Por isso, a cor vermelha vai realçar e os grandes corações também. “O tema que tem sido abordado o ano inteiro, agregador das atividades, tem sido o Ano Camões. Comemoramos 25 anos de existência e juntámo-nos à Casa Memória de Camões que faz 40 anos. Chamámos a Autarquia para esta parceria e temos várias atividades”, explicou a diretora. Olga Antunes reforça que para além do ato de fazer as flores, há a preocupação de contextualizar os alunos sobre Camões e a sua ligação à vila: “Houve o cuidado de passar para os alunos esta importância de Camões em Constância. Nós com esta atividade e outras contextualizamos o currículo. Falar de Camões para os nossos alunos começa a ser norma desde o pré-escolar”.

“Amor é fogo que arde sem se ver”

“É habitual ouvirmos os alunos a declamar “Leonor vai para a fonte” ou “Amor é fogo que arde sem se ver”. Muito particularmente os nossos alunos do secundário, as três turmas, têm o espírito de Camões e a presença da sua poesia muito enraizada”, fez notar a responsável. No que diz respeito à preparação das flores, Olga Antunes ex-

/ O pessoal auxiliar é fundamental na elaboração dos trabalhos plica que “o plástico é mais difícil de trabalhar para os miúdos, mas tem sido uma opção derivado às condições atmosféricas, mas o papel também ainda continua a ser utilizado. As flores de papel fazem um efeito muito mais bonito e são mais fáceis de trabalhar até para que os alunos conseguiam trabalhar autonomamente”. Durante estas semanas, e pelos corredores da escola, encontram-se flores espalhadas, alunos e pessoal auxiliar a manusear o papel. “Todos os tempos livres são utilizados para a elaboração das flores, como também nas áreas da visual, da tecnológica e das artes ou noutras aulas, os professores arranjam sempre um tempo”, afirmou a diretora. O desafio é grande! Para este ano, o objetivo é fazer 60 corações. Cada um leva 60 flores. Depois há 1.200 metros de manga plástica para fazer a decoração dos tetos e ainda as flores de papel que vão surgir espalhadas. “A rua Luís de Camões é enorme, tem à volta de 1.000 metros. Inicialmente, quando a escola sede ainda não era Agrupamento só enfeitávamos a praça, quando se juntou o Agrupamento ficámos também com a rua, sendo uma das principais e muito visitada”. Quando a chuva aparece nos

dias festivos é que é pior: “É um pouco desmotivante quando acabamos de pendurar as flores e começa a chover. Já aconteceu vários anos. Mas por outro lado, elas estão lá e percebe-se o esforço e vale pelo grande esforço. Sentimos que cumprimos a nossa missão. E mesmo quando os alunos resmungam de fazer as flores, porque é um trabalho monótono e repetitivo, depois gostam muito de dizer às famílias o trabalho que tiveram. É o trabalho deles e é com orgulho que o mostram”. “O 1º ciclo desde há muitos anos que faz as bandeirinhas que são dadas aos barcos. E percebemos o orgulho que têm quando identificam as bandeiras nos barcos”, reforçou a diretora.

todos e depois do trabalho finalizado há sempre um sentimento de missão cumprida”. Não é só no adornar das ruas ou dos barcos que os alunos se envolvem. Desde há três anos, que também são eles os responsáveis pelas refeições das bandas. “Os nossos alunos de Restauração garantem o catering dos artistas musicais como também a receção da abertura das festas, os camarins ao nível dos comes e bebes e depois confeção e serviço dos jantares. É um fim-de-semana de muito trabalho até à segunda da Boa Viagem. Mas eles têm correspondido muito bem ao desafio. Por sua vez, os grupos e artistas que vêm têm valorizado muito o nosso trabalho”, reforçou Olga.

“É o desafio de quem sobe as escadas, quem é que estica a corda”

“Ganhar amor por Constância é fácil”

Na quinta-feira, dia da preparação é segundo Olga Antunes um autêntico “convívio. É o desafio de quem sobe as escadas, quem é que estica a corda, é um dia muito giro. Vamos quase todos e é uma organização desafiante. É preciso sempre um ou dois para coordenar. Normalmente, assumo essa função ou então também subo às escadas” (risos). “Nesse dia, almoçamos sempre

“As festas são muito a identidade de Constância. Quando se trabalha em Constância há tantos anos é muito fácil trabalhar e gostar de Constância. Ganhar amor por Constância é fácil. Esta é a minha segunda terra, é onde me sinto bem e gosto de estar. É uma vila especial, com muita mística e a cerimónia religiosa da segunda da Boa Viagem é um momento que me toca muito”, confidenciou. Joana Margarida Carvalho


região

Vidas Cruzadas celebra 10 anos a “Proteger o Presente e a Promover o Futuro” “10 Anos a Cruzar Vidas – Proteger o Presente, Promover o Futuro” foi o nome da Conferência que assinalou o décimo aniversário da Associação Vidas Cruzadas. A iniciativa teve lugar no dia 29 de março, no Edifício Pirâmide. A Instituição que trabalha na área da promoção e proteção dos direitos das crianças e jovens convidou alguns especialistas nacionais para partilharem experiências e conhecimentos com os profissionais locais e da região. Vânia Grácio, presidente da direção da Associação, referiu que o objetivo foi trazer a Abrantes “alguns dos maiores nomes especialistas na área da proteção e direitos da criança para falarem e partilharem um pouco os conhecimentos que têm do seu trabalho e partilhar aquilo que já se vai fazendo de uma forma positiva, mas que é sempre importante sublinhar e enaltecer”. “Há oito anos que temos em funcionamento no concelho o CAFAP (Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental). É uma resposta social que tem acompanhado principalmente a CPCJ e a equipa multidisciplinar de assessoria aos tribunais, mas que também tem

/ A sessão de abertura contou com a presença de Maria do Céu Albuquerque, presidente da CMA,Vânia Grácio e Tiago Leite, Diretor Distrital de Segurança Social trabalhado ao nível da primeira linha, respeitando os princípios da subsidiariedade que estão previstos na lei”, explicou a responsável, tendo feito notar que a Vidas Cruzadas pretende “continuar a trabalhar na área da promoção e proteção dos direitos das crianças e jovens”.

“Nós temos tido bons resultados nesta área, num trabalho reconhecido ao longo dos anos e os nossos profissionais também têm vindo a apostar na profissionalização e na especialização em diferentes áreas, nomeadamente na área do abuso sexual, na mediação fami-

liar e na intervenção no âmbito da parentalidade. Queremos assim continuar a fazer um trabalho mais profissional para ajudar da melhor forma as pessoas e crianças do nosso concelho”, fez notar. Num olhar aos últimos 10 anos, Vânia Grácio disse sentir “um or-

gulho muito grande”, acrescentando que fica sempre “emocionada” quando relembra o trabalho realizado. “Quem nos acompanhou desde início e percebeu como é que a Associação começou, as dificuldades que passámos, percebeu que nada foi fácil, mas eu costumo dizer se fosse fácil, não era para nós. Temos contado com o apoio de muitas pessoas, com os nossos associados, profissionais, parceiros e entidades públicas. Portanto é um balanço muito positivo”. No que diz respeito a projetos futuros, a presidente avançou que a Vidas Cruzadas“ gostava de desenvolver novos projetos em Abrantes dentro da linha daquilo que é a atuação da associação, mais concretamente na área da intervenção com vítimas de violência doméstica”. A Vidas Cruzadas reúne várias valências: o CAFAP, a Rede Local de Intervenção Social, a Loja Social com serviço fixo e itinerante, os Recursos de Ajudas Técnicas e o Banco de Livros Escolares. Joana Margarida Carvalho

TAGUSVALLEY abre portas e dá a conhecer potencialidades empresariais

/ Pedro Saraiva, diretor executivo do TAGUSVALLEY

O TAGUSVALLEY – Tecnopolo do Vale do Tejo, abriu portas à comunidade e deu a conhecer alguns dos projetos empresariais que estão sediados na incubadora, no passado dia 29 de março. A ação esteve integrada na Open Spring Week que iniciou no passado dia 23 de março e culminou com um dia aberto à comunidade. Antes da visita às empresas, Pedro Saraiva, diretor executivo do TAGUSVALLEY, deu as boas vindas aos presentes e afirmou que se tratava de um “dia importante” e que não era “um ponto de chegada”, mas “acima de tudo um ponto de partida”. “Nós hoje queremos partilhar o que é esta realidade destes últimos anos de atividade no TAGUSVALLEY e apresentar um número bastante significativo de empresas e projetos empresariais que estão instalados aqui no parque tecnológico, em Abrantes, que muitas vezes não é reconhecido na região”, disse o responsável. Pedro Saraiva fez um balanço das atividades que foram acontecendo durante a Open Spring Week,

dando conta que na semana passada, quando chegou a primavera, aconteceram duas iniciativas: “Uma primeira, em parceria com a Confederação Nacional de Jovens Agricultores e Desenvolvimento Rural. Tratou-se de um debate e uma conversa relacionada com o tema da inovação em espaço rural. Falámos sobre os novos usos e novas possibilidades da economia digital e os desafios do urbano/rural e da necessidade de manter a autenticidade que se mistura com a lógica da inovação”. “Já no dia 24 de março, aconteceu um dos nossos eventos mensais de animação e de dinamização do nosso ecossistema e procurámos falar sobre temas interessantes para quem está a querer desenvolver os seus projetos empresariais (…) Fizemos uma conversa informal, neste caso sobre Prototipagem e Transferência de Tecnologia”, contou o responsável. Por último, fez referência à Campanha Abrantes Invest: “O Município dentro da campanha tem uma medida específica para fixação e a criação de postos de trabalho quali-

ficados, aqui no TAGUSVALLEY. Ontem, o objetivo foi esclarecer sobre o que são esses incentivos, que são bastante interessantes e que podem chegar a 500 euros por mês em cada posto de trabalho”, salientou Pedro Saraiva. O diretor executivo lembrou que não foi somente nesta semana que o TAGUSVALLEY esteve “de portas abertas, a quem quer apresentar projetos”. E lembrou que o TAGUS VALLEY tem o objetivo “de promover a inovação de base científica e tecnológica”. Recorde-se que o parque tecnológico, em Abrantes, tem atualmente 30 empresas instaladas e 8 entidades que fazem parte do ecossistema atual: A.Logos; ESTA; LUSIDEIAS; NERSANT; OTIC.IPT; o próprio TAGUSVALLEY e a TECPARQUES. Ao longo de 15 anos, já passaram pela incubadora 46 empresas, que criaram 112 postos de trabalho, 11 entidades, que geraram 32 postos de trabalho e que representaram no global 34,3 ME em volume de negócio. Joana Margarida Carvalho abril 2017 / jornal de abrantes

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turismo

/ Água Formosa

/ Pereiro

/ Tancos

Aldeias da região são candidatas às 7 Maravilhas de Portugal

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Depois dos monumentos, da natureza, da gastronomia, das praias e das construções portuguesas edificadas além-fronteiras, a iniciativa 7 Maravilhas de Portugal vai agora à procura das aldeias nacionais. A competição arrancou no dia 7 de fevereiro. Mas a novidade começa com a participação das nossas aldeias. Tancos, no concelho de Vila

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jornal de abrantes / abril 2017

Nova da Barquinha, elaborou a candidatura e contou com o apoio do Município. Por sua vez, as aldeias de Água Formosa, Alcamim, Fernandaires e Zaboeira, no concelho de Vila de Rei, são também candidatas ao concurso “7 Maravilhas de Portugal – Aldeias”, que pretende eleger as sete mais maravilhosas aldeias do país.

A aldeia de Água Formosa concorre na categoria de “Aldeias Autênticas”, enquanto Alcamim, Fernandaires e Zaboeira farão parte da categoria de “Aldeias Ribeirinhas”. A aldeia do Pereiro, no concelho de Mação, é também candidata às “7 Maravilhas de Portugal – Aldeias de Portugal”. A Associação Desportiva e Cultural do Pereiro de Mação apresentou a candidatura desta

aldeia ao concurso nacional que vai eleger as aldeias mais bonitas do país, na categoria de “aldeias rurais”. A localidade de Aldeia do Mato, no concelho de Abrantes, também está inscrita no concurso. A 7 de abril tem início o período de “campanha” por parte dos promotores das candidaturas. De julho a 20 de agosto são escolhidas

as 14 finalistas, através de votação popular. Poderá eleger a sua aldeia preferida em sete categorias distintas: Aldeias “Monumento”, “de Mar”, “Ribeirinhas”, “Rurais”, “Remotas”, “Autênticas” e “em Áreas Protegidas”. A final realiza-se a 3 de setembro, quando serão conhecidas as 7 aldeias vencedoras.


economia/negócios

Empresas assumem lugar de destaque com o estatuto PME Excelência 2016 O IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação já divulgou a lista das empresas a quem atribuiu o estatuto PME Excelência 2016. Ao todo foram 1.786 empresas portuguesas distinguidas com este selo de reputação, mais 277 que as premiadas em 2015. Segundo a Nersant – Associação Empresarial, o distrito de Santarém tem 71 PME Excelência, com destaque para os concelhos de Ourém, Santarém, Abrantes e Coruche. Na região de Santarém, há 71 empresas distinguidas com o estatuto PME Excelência 2016, sendo o concelho de Ourém o que mais se destaca no âmbito destas distinções. Segue-se o concelho de Santarém, com a atribuição de 9 estatutos PME Excelência, e Abrantes

e Coruche, com 6 empresas cada concelho a receber este estatuto. Salvaterra de Magos e Torres Novas têm 5 empresas PME Excelência cada concelho, seguindo-se Benavente, que tem agora 4 empresas com o estatuto de PME Excelência. Aos concelhos do Cartaxo e Ferreira do Zêzere a distinção foi atribuída a 3 empresas em cada território. Os concelhos de Almeirim, Chamusca, Entroncamento, Rio Maior, Tomar e Vila Nova da Barquinha têm duas empresas distinguidas em cada um, sendo que Alcanena, Constância e Mação, têm apenas uma empresa PME Excelência em cada um dos concelhos. Os concelhos de Alpiarça, Golegã e Sardoal não têm qualquer empresa com o estatuto PME Excelência 2016.

Casal da Coelheira premiado na Gala de Vinhos do Tejo e na Alemanha Os vinhos do Casal da Coelheira, da freguesia de Tramagal, conquistaram oito prémios na VII Gala de Vinhos Engarrafados do Tejo, que aconteceu no passado dia 25, em Tomar. Segundo a página oficial de Facebook do Casal da Coelheira, foi atribuída a Medalha de Excelência, ao Casal da Coelheira branco 2016 e foram atribuídas 4 Medalhas de Ouro ao Casal da Coelheira branco 2016, Casal da Coelheira Reserva tinto 2014, Casal da Coelheira Reserva branco 2016 e ao Casal da Coelheira Private Collection tinto 2013. Em 1º lugar, na categoria - Bran-

cos 2016, ficou o Casal da Coelheira branco 2016, em 3° lugar na mesma categoria ficou o Casal da Coelheira reserva branco 2016. O Mythos 2013 ainda recebeu uma Medalha de Prata. Recorde-se que não é a primeira distinção que a quinta de vinhos de Tramagal recebe este ano. No dia 12 de março, o Casal da Coelheira tornava público que recebeu a medalha de ouro no concurso Mundus Vini 2017, que decorreu na Alemanha, com o Casal da Coelheira branco 2016. Sobre o vinho premiado o enólogo disse ser um vinho “com características fantásticas para o tempo

que se aproxima (…) admitindo que o verão virá a sério, é um vinho fresco, muito elegante e aromático. Para além destas virtudes, tem uma outra virtude muito interessante e um pouco mais rara, que é conseguir combinar essa frescura com uma boa estrutura, um bom volume de boca, que faz dele um vinho muito polivalente em termos gastronómicos. A sua leveza e frescura permite que seja um vinho para acompanhar pratos leves ou uma entrada, mas com a estrutura de boca acaba por lhe dar um pouco de polivalência na mesa (…) podendo acompanhar um peixe assado”, por exemplo.

Jardim da Cascata Eventos recebeu o prémio Wedding Awards 2017 O Jardim da Cascata Eventos, sedeado em Abrantes, foi premiado com o prémio Wedding Awards 2017 para a categoria Espaços, pela Casamentos.pt, líder global no setor nupcial. Estes prémios são atribuídos pela excelência no serviço oferecido por empresas nupciais do país com base, unicamente, nas opiniões e avaliações dos casais que contrataram esses serviços. Carla Martins, gestora do Jardim da Cascata Eventos, congra-

tulou-se com este prémio dando conta que o prémio “é atribuído pelas menções e comentários que os nossos noivos nos atribuem”. “No último ano, concretamente em termos de casamentos foi bastante positivo e o sucesso está à vista com este prémio”, acrescentou. Os prémios Wedding Awards são distribuídos entre 15 categorias: Espaços, Catering, Foto e vídeo, Música, Carro dos noivos, Convites, Lembranças, Flores e

decoração, Animação, Organizadores, Bolos de Casamento, Noiva e Acessórios, Beleza e saúde, Ourivesaria e Lua-de-mel. Sobre a próxima temporada de casamentos, Carla Martins disse que se “prevê um bom ano. Estamos com uma taxa de ocupação quase completa. Vamos continuar a trabalhar com bastante afinco e qualidade para continuarmos a merecer a confiança dos casais e do público em geral”.

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desporto/

Casa do Benfica - De Abrantes para o mundo

de Abrantes completa 23 anos de existência e que já teve cerca de 1000 sócios. Hoje, são 500. (...) Uma Casa que já ocupou vários espaços em Abrantes, desde a sua fundação, em 1994”.

O presidente da Casa do Benfica em Abrantes realçou o facto de terem conseguido atingir os objetivos “a que nos propusemos” e que passam agora “pela manutenção das atividades e seu alargamento

e pela inclusão do projeto Geração Benfica já na próxima época”. “Foi uma aventura arrojada e um avultado investimento financeiro”, disse Carlos Martins, referindo-se às novas instalações da Casa do

Benfica. Um orçamento na ordem dos 300 mil euros “do qual apenas resta um compromisso residual de cerca de 15%”. Jorge Jacinto, presidente das Casas do Benfica, aproveitou a oportunidade para apresentar o vídeo promocional das Casas do Benfica pelo mundo e que também integra imagens gravadas em Abrantes. “Esta Casa que hoje inauguramos em Abrantes é a referência mundial para todas as Casas do Benfica”, afirmou o responsável. Maria do Céu Albuquerque também falou aos convidados e fez questão de “deixar uma mensagem muito clara em relação ao Benfica e ao trabalho notável que tem vindo a fazer na prática. Não só no futebol mas em todas as outras modalidades... não só na vertente da competição, e que, felizmente, tem levado o nome de Portugal e dos portugueses lá fora”. A autarca frisou ainda o trabalho que tem vindo a ser feito na Formação, “não só de atletas mas, essencialmente, na formação de pessoas”. Patricia Seixas PUBLICIDADE

Luís Filipe Vieira esteve no dia 25 de março em Abrantes para inaugurar as novas instalações da Casa do Benfica, a nº 38 das 299 existentes. Ainda a cumprir castigo, após decisão do Tribunal Arbitral do Desporto, Luís Filipe Vieira não falou aos benfiquistas presentes nem prestou declarações à Comunicação Social. O presidente encarnado foi recebido na Câmara Municipal de Abrantes pela presidente do Executivo, Maria do Céu Albuquerque, que afirmou ser “de facto, um privilégio para nós podermos receber uma alta individualidade de um Clube que representa milhões de adeptos, não só residentes em Portugal mas um pouco por todo o mundo”. Depois de inauguradas as novas instalações, na Urbanização Quinta dos Telheiros, seguiu-se o almoço de confraternização que encheu a sala do Restaurante Jardim da Cascata, com cerca de 400 pessoas presentes. Carlos “Baineta” Martins, presidente da Casa do Benfica de Abrantes, lembrou que “a Casa do Benfica

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cultura/espetáculos

cultura/

/ Coordenação de André Lopes - circonatureza.blogspot.com/

/agenda

Festas de Vila Nova da Barquinha recebem Amor Electro, Ana Laíns e Orquestra do Exército Vila Nova da Barquinha vai estar em festa entre os dias 9 e 13 de junho. Amor Electro, Ana Laíns e a Orquestra Ligeira do Exército são os destaques musicais, num programa diversificado que integra ainda outros concertos, exposições, tasquinhas com a típica gastronomia e animação de rua. A autarquia barquinhense já deu a conhecer o programa preliminar das Festas do Concelho, que decor-

rerão no Barquinha Parque, nos mesmos moldes dos anos anteriores. Os concertos iniciam no dia 9 de junho com a atuação de Moonshiners e de Ultrarock. Os Amor Electro, que se encontram a preparar um novo disco de originais, passam pelo Parque Ribeirinho, no dia 10 de junho, seguido do concerto de Royal Pandemonium. No dia 11 de junho, o certame acolhe duas bandas “prata da casa” com a prestação dos

Abrantes Até 24 de abril – Cadernos d Até 24 de abril – Cadernos de Viagens de Abrantes: desenho, literatura, fotografia e vídeo – Biblioteca Municipal António Botto

Arregaita & convidados e Fun2rock. Ana Laíns, fadista natural de Constância, subirá ao palco das festas, no dia 12 de junho, para apresentar os discos “Sentidos” e “Quatro Caminhos”, e os Funkoff encerram a animação do palco ribeirinho. O último dia das Festas do Concelho está reservado para o concerto da Orquestra Ligeira do Exército (OLE) ao qual se junta um espetáculo com pirotecnia.

Semana Académica e da Juventude de Mação A Associação Magalhães, de Mação, organiza a quinta edição da Semana Académica e da Juventude, nos dias 13, 14 e 15 de abril. O evento começa, dia 13, com uma Noite de Tunas a ter lugar no Cineteatro local, prosseguindo, noite dentro, com a animação musical da banda RQZ e do DJ Free Mam´s & Kid Kat, na tenda montada junto ao Campo de Futebol. No dia 14 de abril, haverá o V Torneio de Futsal, no Pavilhão Municipal, e a música estará a cargo do Duo T´passas-te!, de David Antunes & The Midnight Band e de Afro Flavours. Os abrantinos Kwanta animam os festivaleiros, dia 15, juntamente com Quem é o Bob? e Ninja Kore. Neste último dia, o Centro Cultural Elvino Pereira será palco da palestra “Do sonho da medicina à realidade dos Jogos Olímpicos”, com a atleta Francisca Laia.

Até 26 de abril – Exposições itinerantes “100 anos de autores abrantinos” e “Iconografia de Abrantes em 1916” – Escola Secundária Dr. Solano de Abreu Até 28 de abril – Exposição “Montepio Abrantino Soares Mendes” – Arquivo Municipal Eduardo Campos 6 de abril – Encontro de Reflexão “Mutualismo em Abrantes – Razão de Existir” – Arquivo Municipal Eduardo Campos, 21h 7 de abril a 28 de maio – Exposição “Imagens de Fé – Ex-votos da Diocese de Portalegre/Castelo Branco” - Museu D. Lopo de Almeida, Castelo 7 de abril – Espetáculo “Cordes, Out!”, stand-up comedy com Rui Sinel de Cordes – Cineteatro São Pedro, 21h30 (12€) 8 de abril – Concerto com Carrilhão Lvsitanvs (63 sinos) – Adro da Igreja S. Luzia, Pego, 17h 8 de abril - exposição “We are all Family” – de Massimo Esposito no Museu de Alpiarça 13 abril – Espetáculo “Circo à Mostra”, de Erva Daninha (Projeto Caminhos) – Centro Histórico, 15h 13 de abril – Concerto com Galandum Galundaina (Projeto Caminhos) – Praça José Raimundo Soares, 23h 11 de abril – Baile com F&M – Aclama (Associação Cultural de Martinchel), 15h

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18 de abril – Concerto Industrial pela Academia de Música de Abrantes – Tramagal, 21h30

Humor de Rui Sinel de Cordes no Cineteatro São Pedro “Cordes, Out!” é o nome do espetáculo que o humorista Rui Sinel de Cordes vai apresentar no Cineteatro São Pedro, em Abrantes, no dia 7 de abril, às 21h30. Sozinho em palco, o comediante falará da “vida, dos sonhos, mas acima de tudo da morte - ou pelo menos do Inferno que atravessamos até lá chegar”. “Cordes, Out!” é o quinto e último espetáculo em Portugal, antes de Rui Sinel de Cordes levar o seu humor para o Reino Unido. Os bilhetes têm o preço de 12€ e encontram-se à venda no Welcome Center (loja de turismo), na ticketline.sapo.pt ou no Cineteatro no dia do espetáculo.

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Até 24 de abril – Exposição “Bonecos de Bolso em Abrantes”, de Pedro Cabral – Biblioteca Municipal António Botto

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20 de abril – “Como fazer um blogue de viagens”, por Carlos Bernardo – Biblioteca Municipal António Botto, 14h30 22 de abril – Espetáculo com Grupo de Dança Jovem de Casais de Revelhos e Grupo de Danças do Centro Cívico de Alferrarede Velha – São Facundo, 17h 22 de abril – Encontro de Cadernos de Viagens – Pela cidade, com início na Biblioteca Municipal António Botto – 10h 26 de abril – “Nós os Jovens” sob o tema “E se fosses tua a decidir?” – Espaço Jovem, 15h 27 de abril – Encontro com a escritora Maria do Rosário Pedreira, Biblioteca Municipal António Botto, 10h30, 14h (escolas) e 21h30 (púbico em geral) 28 de abril – Espetáculo de dança “Terra Chã”, pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora – Cineteatro São Pedro, 21h30 (5€) 29 de abril – Conversas sobre Folclore e Etnografia sob o tema “O Traje, o seu uso e conservação” – Sede do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tramagal, 15h 29 de abril – XIII Encontro Municipal de Associações de Juventude

Constância 15 a 17 de abril – Festas do Concelho/Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem

29 de abril – “Poesia e Música à Mesa” com Raúl Caldeira e Tintinnabvlvm – Restaurante Os Lusíadas (almoço)

Mação Até 30 de abril - Exposição de pintura “Sob o signo da utopia”, de Luís Dias Ribeiro – Galeria do Centro Cultural Elvino Pereira 13 e 15 de abril – Espetáculo infantil “Sopa Nuvem” (Projeto Caminhos) – Centro Cultural Elvino Pereira, 12h 15 de abril – Espetáculo de dança “Baile dos Candeeiros”, de Radar 3600 (Projeto Caminhos) – Centro Histórico, 21h 16 de abril – Espetáculo de dança “Andar”, de Aldara Bizarro (Projeto Caminhos) – Centro Histórico, 18h30 13, 14 e 15 de abril – Semana Académica e da Juventude com música e atividades desportivas

Sardoal Até 30 de abril – Exposição “Projeto Capela” com trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas – Espaço Cá da Terra Até 4 de junho – Exposição “Laudamus Te” com ourivesaria, paramentaria, escultura e mobiliário da Igreja Matriz – Galeria do Centro Cultural Gil Vicente 8 de abril – Workshop de “Velas Artesanais”, por SENS (Saúde, Bem-Estar e Natura) – Espaço Cá da Terra, 14h30 às 18h (5€) 15 de abril – Teatro “A Paixão de Cristo” pelo GETAS – Praça da República ao Convento de Santa Maria da Caridade, a partir das 15h 22 de abril – Concerto de Páscoa pela Filarmónica União Sardoalense – Igreja Matriz, 21h30

Vila de Rei Até 30 de abril – Exposição de pintura “Encantamento”, de Fernando Marçal – Museu Municipal 27 e 28 de abril – Fórum Cidadania e Desenvolvimento sobre “Floresta e Proteção Civil” – Biblioteca Municipal José Cardoso Pires

Vila Nova da Barquinha Até 31 de maio – Exposição de fotografia “A voz na cabeça”, de Valter Vinagre – Galeria do Parque 8 de abril – Noite de Fado com Sara Correia, Joana Melo, Teresa Tapadas e Jorge Silva – Quinta das 3 Ribeiras, 21h (20€) 14 de abril – Espetáculo de dança “Baile dos Candeeiros”, de Radar 3600 (Projeto Caminhos) – Castelo de Almourol, 21h 15 de abril – Espetáculo de dança “Andar”, de Aldara Bizarro (Projeto Caminhos) – Parque Ribeirinho, 18h30 15 e 16 de abril - “Olo”, de Teatro de Ferro (Projeto Caminhos) – Centro Cultural, 16h 16 de abril – “Circo à Mostra”, de Erva Daninha (Projeto Caminhos) – Parque Ribeirinho, 15h 29 de abril - Fados com Joaquim Júlio, António Lourenço, Dina Mendonça, Emílio Serra e Paulina Mirão – Sociedade Instrutiva e Recreativa da Atalaia, 21h30 (12,5€)


cultura/

ESTÓRIAS DE UM DINOSSAURO VIVO - 7 /por ele próprio, Manuel Lopes de Sousa “Os pegachos eram ciosos namorados e pretendentes, pelo que qualquer rapaz de fora que se fizesse ao piso a qualquer delas estava de imediato sujeito a uma surra”

pela perna esquerda, pois as mãos tinham bem segura a trompete, e o meu corpo quase seguiu o rumo do Tejo a caminho de uma forte corrente e a uma profundidade bastante elevada. Verifiquei que o meu corpo só tinha na perna direita um arranhão com pouca importância e o novo dinossauro, que felizmente ainda está vivo, chegando assim a velho, iniciou novamente o regresso a caminho de casa. Passei a herdade da Coisa Bela, palmilhando o carreiro da Barroca, passando junto ao barracão dos pais e da casa de habitação

do rendeiro desta propriedade, o Dr. José Janeiro, e também da eira, onde é presentemente a casa e o pátio do meu amigo Manuel Lisboa e sua exma. esposa, e assim chega o dinosauro são e salvo a casa. Lembro aqui o meu amigo Gaiato, um óptimo concertinista, felizmente entre nós, assim como o que foi sócio do conhecido construtor Apolinário Marçal, Joaquim da Silva, um óptimo clarinete, que julgo ainda vivo. Se eles lerem este meu escrito, para eles vai o meu amistoso e grande abraço. Já contei o primeiro percalço, vamos pois ao segundo. A seguir a uma das atuações do baile, o costumado lanche e o já referido tinto pegacho, e bem bebido, vamos ao regresso, como de costume às 3 da madrugada, desta vez com boa visibilidade, pois estava um lindo luar, quase parecia o nascer do sol. Passada que foi a passagem de nível de má memória, passando o Rocio ao Sul do Tejo rumo à ponte dos passageiros, passada esta estava nas Barreiras do Tejo, voltei para o carreiro que passava mais ou menos onde hoje é a capela e seguindo o mesmo chego a meio do vale, mais ou menos à direcção do cemitério.

Nessa altura deu-se o inevitável, tropecei e de imediato me estendi ao comprido, é que o tinto tinha 16º. Lá consegui levantar-me, verifiquei que o corpo não tinha avaria nenhuma, só que o dinheiro que era o pagamento do meu trabalho tinha voado do bolso para fora, tal o impacto do estenderête. Esse dinheiro era todo constituído por moedas de 10$00 e 5$00, tudo em prata. Dado ao bom luar, a prata reluzia e eu consegui recolher todo o fruto do meu trabalho, que naquela idade me fazia bastante jeito, pois eu ajudava os meus pais na sua sustentação. E assim o dinossauro novo inicia o seu regresso e chega à sua castiça Rua da Barca e dorme muito bem o resto da noite. Mais ou menos a partir desta altura, acabou-se a trompete, pois estabeleci-me como serralheiro civil e canalizador por volta dos 21 anos de idade e, mercê disso, a música passou a ser outra. Terminou assim a minha colaboração n’ Os Canários do Pego e os célebres bailes do ti Rina. Hoje, com 93 anos, restam-me as saudades desses bons tempos e da sã camaradagem que existia no seio desse magnífico grupo.

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elos meus 18 – 19 anos, como trompetista, fui convidado e aceitei com muito gosto, para fazer parte do famoso conjunto de jazz Os Canários, do Pego, famoso até pela sua deslumbrante indumentária – camisa amarela de seda com os seus reluzentes adereços. Actuavam em diversos eventos, mas mais assiduamente no célebre salão de baile pertencente ao não menos célebre Tio Rina. Todos os membros eram do Pego, mas eu lembro-me de diversas atuações, das quais algumas vou relatar. Devo dizer que quase todo o elemento feminino que dançava no baile eram lindas raparigas. Os pegachos eram ciosos namorados e pretendentes, pelo que qualquer rapaz de fora que se fizesse ao piso a qualquer delas estava de

imediato sujeito a uma surra, daria às de Vila Diogo e não mais pensava em tal. Vou passar a relatar as minhas atuações e as peripécias que se passaram durante os bailes e após estes. Para gáudio da assistência e muitas vezes a pedido, eu virava a trompete ao contrário com os três botões dos pistons para baixo e com as norsas dos dedos tocava diversas partituras, muitas delas a solo. Ao terminarem os bailes, era-nos dado um bom lanche, sempre regado com o famoso tinto de Pego, está-se mesmo a ver. Aí pelas 3h da manhã fazia o regresso a casa. Certa noite, bastante escura, ao chegar perto da passagem de nível do Rocio, verificando que a guarda estava a dormir e até não era hora de passar qualquer comboio, resolvi em má hora passar a ponte, porque era mais rápido, e iniciei a marcha através da passerela composta por tábuas dispostas à distância umas das outras mais ou menos 25 a 30 cm. Já tinha percorrido 1/3 do caminho, não dei conta que faltavam duas tábuas, pelo que quase sem dar por isso a minha perna direita enfia por aí abaixo, e quando dei por mim estava dentro dum buraco só seguro

CARTÓRIO NOTARIAL DE TOMAR Paula Viegas Ferreira EXTRACTO

Certifico, para efeitos de publicação, que por escritura de Rectificação de Justificação e Compra e Venda de 24/02/2017, exarada a folhas 97, do Livro de Notas n.º 90, do Cartório Notarial sito em Tomar, da notária Paula Cristina Viegas Rodrigues Ferreira, compareceram como outorgantes: CARMINDA ROSA SEBASTIÃO PIMPÃO, NIF 189703148, natural da freguesia de Martinchel, concelho de Abrantes, residente na Rua Alexandre da Cruz, n.º 14 C, Santa Cruz, Tomar, casada sob o regime da comunhão de adquiridos com Manuel Maria Pimpão; e CARLOS MEDRÔA SEBASTIÃO, NIF 138.145.431, natural da dita freguesia de Martinchel, residente na Travessa da Saudade, n.0 4, Linhaceira, Tomar, casado sob o regime de comunhão de adquiridos com Maria Cristina de Nazaré Bernardino Sebastião. Que na qualidade de únicos herdeiros de MANUEL SEBASTIÃO, e de PALMIRA CUSTÓDIA MEDROA SEBASTIÃO, que também usava e era conhecida por PALMIRA ROSA MEDROA e por PALMIRA CUSTÓDIA MEDRÔA, rectificaram a escritura de Justificação, lavrada em 10/02/2006, exarada a folhas 61, do Livro de Notas número 224 - F, do Cartório Notarial de Abrantes, que aquele Manuel Sebastião e mulher Palmira Custódia Medroa Sebastião, outorgaram, tendo os mesmos declarado com exclusão de outrem, eram donos e legítimos possuidores, do prédio misto, sito no Casal da Serra, freguesia de Martinchel, concelho de Abrantes, com a área total de 10.480,00 m2, à data não descrito na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, que confrontava do norte com José Marques Morgado, do sul com estrada, do nascente com Augusto António Medrôa e do poente com Manuel Pimpão, com parte urbana composta de casa de habitação de rés-do-chão com cinco divisões e quatro vãos, com a superfície coberta de 75,00 m2, uma dependência com duas divisões e dois vãos, com a superfície de 72,00 m2, inscrito na matriz sob o artigo 254, sendo a parte rústica, composta de pinhal, olival, cultura arvense de regadio, oliveiras, horta, citrinos e solo estéril, inscrito na matriz sob o artigo 34 da secção T (reprodução da verba um da indicada escritura rectificada). Enferma aquela escritura de erro, porquanto o referido prédio misto, não era apenas composto por uma parte urbana, mas sim por três, pelo que da referida escritura de justificação deveria constar a descrição do prédio na sua totalidade. Que, efectivamente o mesmo era composto de: Prédio misto, sito no Casal da Serra, freguesia de Martinchel, concelho de Abrantes, composto quanto à parte urbana por casa de habitação de rés-do-chão com cinco divisões e quatro vãos, com a superfície coberta de 75,00 m2, uma dependência com duas divisões e dois vãos, com a superfície de 72,00 m2, inscrito na matriz sob o artigo 254, por casa de rés-do-chão, destinada a habitação, com a superfície coberta de 56,00 m2, inscrito na matriz sob o artigo 377, com o valor patrimonial tributário actual de€ 7.780,00, por casa de rés-do-chão, destinada a arrecadação, com a superfície coberta de 80,00 m2, inscrito na matriz sob o artigo 391, com o valor patrimonial tributário de € 4.180,00, e quanto à parte rústica por pinhal, olival, cultura arvense de regadio, oliveiras, horta, citrinos e solo estéril, com a área de 10.197,00 m2, inscrito na matriz sob o artigo 34 da secção T, a confrontar do norte com José Marques Morgado, do sul com estrada, do nascente com Augusto António Medrôa e do poente com Manuel Pimpão, então não descrito na Conservatória do Registo Predial de Abrantes. Que, o mencionado prédio, na sua totalidade, à data inscrito na matriz em nome do mencionado Manuel Sebastião, e a sua mulher foi adquirido, por doação verbal dos pais da justificante, Manuel Vicente Medroa e Rosa Custódia, casados sob o regime da comunhão geral, com última residência habitual no lugar de Casal da Serra, Martinchel, (e não como por erro ficou a constar, dos pais do então justificante) já então há mais de 20 anos, não tendo todavia sido celebrada a respectiva escritura, após o que, de facto, passaram a possuir o aludido prédio misto em nome próprio, praticando todos os actos inerentes à qualidade de proprietários, habitando a parte urbana, e nela fazendo obras de beneficiação e conservação, amanhando os rústicos, desbravando-os, semeando-os colhendo os correspondentes frutos, gozando de todas as utilidades por eles proporcionadas, pagando os respectivos impostos, com ânimo de quem exercita direito próprio, à vista de toda a gente, ignorando lesar direito alheio, sendo reconhecidos por seus donos por toda a gente, sem a menor oposição de quem quer que fosse. Que, nestes termos rectificaram aquela escritura de justificação quanto à composição, às áreas, artigos matriciais e forma de aquisição, ratificando-a em tudo o mais conforme descrito. Está conforme. Tomar, 24 de Fevereiro de 2017 A Colaboradora Autorizada, MARIA JOÃO VITORINO SANTOS, n.º de inscrição na Ordem dos Notários: 294/02 (Por delegação de poderes, da notária Paula Cristina Viegas Rodrigues Ferreira, publicitada no sitio da Ordem dos Notários em 31/01/2011)

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saúde/ Fernando Siborro demite-se do cargo de coordenador da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Espaço da Responsabilidade da Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo Dra. Lourdes León MÉDICA INTERNA DE SAÚDE PÚBLICA

Dia Mundial da Saúde: Depressão: vamos conversar… O dia mundial da saúde, marca o aniversário da fundação da Organização Mundial da Saúde, que celebra-se no dia 7 de abril. É uma oportunidade para refletir sobre as problemáticas de saúde a nível mundial, sendo que em 2017 somos convidados a debruçarmo-nos sobre a Depressão. A Depressão é uma doença muito comum a nível mundial, que afeta cerca de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, género, classe social. A depressão pode chegar a ser uma condição grave de saúde, que afeta a vida quotidiana das pessoas e no pior dos casos pode levar ao suicídio, que é a segunda principal causa de morte entre os 15 a 29 anos de idade. A depressão resulta de uma complexa interação de fatores: sociais, psicológicos e biológicos, que condicionam que uma pessoa apresente um risco maior para desenvolver a doença, como a pobreza, o desemprego, eventos da vida como a morte de familiares ou amigos ou a rutura do relacionamento, doenças físicas (como o cancro o doenças cardiovasculares) e problemas causados pelo consumo de álcool e drogas. A depressão é uma doença caracterizada por tristeza persistente e

A depressão é uma doença caracterizada por tristeza persistente e uma perda de interesse em atividades” uma perda de interesse em atividades que a pessoa normalmente desfruta, acompanhada por uma incapacidade de realizar atividades diárias, durante pelo menos duas semanas. Além disso, podem associar-se outros sintomas como a perda de energia, mudança no apetite, alterações do sono, ansiedade, dificuldade para concentrar-se numa atividade,

sentimentos de inutilidade, culpa ou desesperança e pensamentos de auto-lesão ou suicídio. Características que se diferenciam das flutuações do humor e das respostas emocionais de curta duração em resposta a situações quotidianas. É uma doença evitável e para a qual existe um tratamento eficaz, e requer uma abordagem integral, para alem de melhorar os sintomas é necessário o apoio psicológico. Uma melhor compreensão da doença ajudarão a que mais pessoas procurem ajuda, de forma a reduzir o estigma que leva a exclusão social e discriminação e cria um fardo adicional para o individuo afetado. Conversar sobre a depressão, com familiares, amigos, profissionais da saúde, outros grupos na comunidade, incluindo as escolas, locais de trabalho e ambientes sociais, ou nos meios de comunicação social, ajuda a quebrar este estigma, já que muitas vezes falar com pessoas de sua confiança pode ser o primeiro passo para a recuperação na depressão. Fonte: World Health Day - 7 April 2017 http://www.who.int/campaigns/world-health-day/2017/en/. 2017.

Vila de 3 mil pessoas sem médico de família preocupa BE A freguesia de Tramagal, Abrantes, “tem 2.437 utentes inscritos, todos sem médico de família atribuído”, informou o Governo, em resposta a uma pergunta do BE sobre o atual quadro de pessoal naquele centro de saúde. Na resposta do Governo aos deputados Carlos Matias e Moisés Ferreira, pode ler-se que “as sucessivas aposentações e rescisões de médicos de família têm forçado a algumas alterações no modo como são disponibilizados os cuidados de saúde, não existindo médicos

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jornal de abrantes / abril 2017

no mapa de pessoal da UCSP de Abrantes que possam ser alocados à unidade de saúde de Tramagal, pelo que se tem socorrido à prestação de serviços”. A informação do Governo decorre das questões levantadas pelo BE sobre “porque motivo(s) se vêm registando dificuldades recorrentes para fixar médicos no polo de saúde de Tramagal, que medidas têm sido implementadas para ultrapassar esta situação” e “qual é atualmente o quadro de pessoal” Lusa

Fernando Siborro pediu demissão do cargo de coordenador da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Abrantes, Sardoal e Constância, cargo que exercia há cerca de 5 anos. Contactado pelo JA, o médico alegou “razões pessoais”, dando conta que entregou o pedido de demissão de coordenador junto da direção do ACES Médio Tejo, no passado dia 28 de fevereiro. Fernando Siborro continuará a exercer as funções de médico de família no Centro de Saúde de Santa Margarida da Coutada, Constância e a prestar consultas de planeamento familiar e de recurso no Centro de Saúde de

Abrantes. O novo coordenador da UCSP de Abrantes, Sardoal e Constância será António Novais Tavares, coordenador do Centro de Saúde de Mação. O responsável assumirá funções no próximo dia 15 de março. Segundo a página oficial do ACES Médio Tejo, “cada UCSP tem um coordenador designado de entre os médicos especialistas de medicina geral e familiar habilitados com o grau de consultor com pelo menos cinco anos de experiência efetiva na especialidade, designado pelo diretor executivo do ACES, depois de ouvido o conselho clínico”.

Ana Paula Eusébio é a nova enfermeira diretora do CHMT “Para além dos cargos que ocupamos somos enfermeiros e temos de estar aqui por aqueles que precisam de nós, os doentes. E quando tivermos dúvidas na intervenção que temos para fazer, pensemos: E se fossemos nós? Devemos colocar-nos no lugar do outro”. Foi este o repto que a nova enfermeira diretora lançou aos enfermeiros e assistentes operacionais na sessão de apresentação a estes profissionais nas diferentes Unidades hospitalares que constituem o Centro Hospitalar do Médio Tejo. Ana Paula Eusébio aceitou o desafio para assumir esta função “com muito empenho” afirmando estar a contar com todos. “Sozinhos não fazemos nada. Precisamos de trabalhar em equipa e não apenas em grupo. Somos enfermeiros. Trabalhamos segundo os mesmos valores e defendemos os mesmos ideais.

Temos de prezar esta arte, esta missão e temos de trabalhar em prol do doente”, afirmou a enfermeira. A nova enfermeira-diretora assumiu este projeto “com um sentimento de missão”, na expetativa de percorrer “um caminho de serviço ao próximo”.


ISABEL LUZEIRO

Médica Neurologista/Neurofisiologista Especialista nos Hospitais de Universidade de Coimbra

Consulta de Neurologia, Dor, Patologia do Sono, Electroencefalograma (EEG) e Exames do Sono Centro Médico e Enfermagem de Abrantes Largo S. João n.º 1 - 2200 - 350 ABRANTES Tel.: 241 371 690

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JA edição de abril de 2017  

Jornal de Abrantes, Sardoal, Mação, Vila de Rei, Constância e VN Barquinha

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