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JORNAL do

Publicação do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos nas Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará - Ano II, no 04, Novembro de 2009 - www.sintufpa.com.br.

IX CONSINTUFPA

SINTUFPA agora é SINDTIFES

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m um Congresso bastante representativo, Pág.04 e 07 com participação de todos os setores da UFPA, representados por 120 delegados, a categoria tomou uma série de decisões importantes para avançar no processo de reorganização sindical dentro da Universidade, tendo em vista a luta constante pela manutenção e ampliação dos direitos dos técnicos-administrativos da instituição, constantemente ameaçados pelo Governo Federal.

Reenquadramento dos aposentados pode estar perto

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distorção ocorreu com transposição de alguns servidores para a nova carreira em 2005: indo para uma classe inferior, por causa dos novos critérios de enquadramento, eles tiveram uma redução salarial considerável ao se aposentar. Mas essa situação começa a mudar, depois que algumas Universidades reconheceram o direito ao Reenquadramento. Na UFPA, o Sindtifes coloca o assunto em pauta. Pág.03

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Servidores param por três dias para cobrar acordos de greve

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m uma paralisação de três dias (24, 25 e 26), os técnicos-administrativos da UFPA cobraram do governo acordos de greve, reajuste do auxílio-alimentação de R$ 134, para R$ 630, além da antecipação do reajuste da tabela de 2010, de julho para janeiro. Setores como Bilbioteca Central (foto), Editora,

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protocolos e RU atenderam ao chamado do Sindicato e paralisaram as atividades.

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Reformas Sindtifes Sindicato 20 anos na Sede conquista defende da queda Campestre bolsa para racionalização do Muro: A trazem mais docentes para corrigir Revolução conforto ao e técnicos- distorções na que mudou o associado administrativos carreira mundo


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EDITORIAL

Está nascendo uma nova Central Sindical Classista e de Luta

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o calor das lutas do segundo semestre, onde bancários, metalúrgicos, correios e servidores federais realizaram greves e paralisações, tivemos dois fatos que marcaram o movimento sindical e nosso sindicato em particular: o IX Congresso do Sintufpa e o Seminário Nacional de Reorganização Sindical. O IX Congresso do Sindicato reuniu-se sob o signo da reorganização sindical, e foi um Congresso vitorioso do ponto de vista político, pois, assim como a Fasubra, deliberamos desfiliar o Sintufpa da CUT, e abrir um debate até abril de 2010 sobre que alternativa teremos de central sindical. Além de votar um Plano de Lutas que arma nossa categoria para o próximo período, os delegados presentes deliberaram, após uma discussão de mais de um ano, a mudança de nome do sindicato. A partir de agora seremos SINDTIFES, e congregaremos todos os trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará. Será um novo nome, mas permaneceremos com a mesma combatividade. O outro evento importante foi

a realização do Seminário Nacional de Reorganização Sindical, nos dias 1 e 2 de novembro, em São Paulo, onde cerca de mil trabalhadores, organizados na Conlutas, Unidos Pra lutar, Intersindical, MTL, MTST, Pastoral Operária, Coletivo MAS, deixando divergências acerca de concepção de central sindical para os debates vindouros, decidiram fundar uma nova central sindical em junho de 2010. Essa foi a maior vitória do movimento sindical brasileiro, órfão que estava de um organismo centralizador das lutas, após a traição e incorporação da CUT ao governo Lula. O Sindtifes estava presente nesse momento histórico. Como parte das mobilizações que percorrem o país, onde a iniciativa privada, segundo o DIEESE, tem feito o maior número de greves desde 2008, os servidores federais e a Fasubra em particu-

Sindtifes conquista bolsa para docentes e técnicos No Conselho Universitário do dia 08/10, que discutiu os relatórios de atividades da FADESP dos anos 2007 e 2008, o Sintufpa abriu o de­bate sobre a necessidade dos profes­sores e técnico-administrativos que cursam pós-graduação no Campus UFPA terem direito a receber Bol­sas de Estudo. Fruto desse debate, o Sintufpa, através do coordenador geral, João Santiago, reuniu com o diretor da Fadesp, João Guerreiro em duas ocasiões, sobre a viabilidade da proposta apresentada pelo sindicato. Na primeira reunião (09/10), o diretor da Fadesp disse que não há nenhum impedimento legal para este pleito, e pediu que o sindicato fizesse um levantamento junto à Pro-

pesp do quantitativo de docentes e técnicos nessa condição. Já, na segunda reunião (14/10), o Di­retor da Fadesp comunicou que havia levado nossa proposta para o Reitor Carlos Maneschy e que o mesmo havia concordado com a mesma, e que no próximo Edital da Fadesp, os docentes e técnicos “Sem-Bolsa” se­riam contemplados. Ficaria faltando especificar os valores das bolsas. O Sindtifes reivindicou estar presente na discussão para ajudar com propostas de valores. Esse é o melhor presente que podemos dar aos nossos profes­ sores no seu dia e também aos nos­sos técnicos-administrativos. Agora, é acompanhar para que de fato seja efetivada nossa proposta. JORNAL DO

lar, voltaram a se manifestar com paralisações nacionais. Como o governo quer descarregar nas costas dos trabalhadores a fatura da crise econômica mundial, os servidores federais da base da Condsef e da Fasubra entraram em movimento pelo cumprimento dos acordos de greve e pelo reajuste do auxílio-alimentação. Houve paralisações nos dias 1º, 15 e 16 de outubro na base da Condsef e no dia 21/10 nas universidades. Como o governo se mostra intransigente, a Plenária da Fasubra está apontando três dias de paralisação para 24, 25 e 26 de novembro. Desde já convocamos os servidores a aderirem à paralisação nacional. O SINDTIFES não está alheio aos principais acontecimentos mundiais e nacionais, e não deixamos passar em branco o principal acontecimento do final do século

XX, a queda do “Muro de Berlim”, realizando um debate para mostrar que quando os trabalhadores querem eles derrubam qualquer “muro” seja dos burocratas sindicais, seja da exploração do capitalismo, contrapondo-se a dita morte do “socialismo”. E por conta disso, o SINDTIFES estará presente no Fórum Social Mundial em Porto Alegre, nos dias 25 a 29, em seu 10º aniversário, para dizer que “Um outro Mundo é Possível”, um mundo onde os trabalhadores governem, um mundo socialista. Por fim, em meio à disputa eleitoral de 2010 que se avizinha, abriremos os olhos dos trabalhadores para a falsa polarização entre petistas e tucanos, e discutiremos uma alternativa de classe, de esquerda para o conjunto da classe trabalhadora, que garanta salário, emprego, reforma agrária, saúde e educação, contra o “ecocapitalismo” do PV e Marina. Que todos façam este debate conosco. Desde já um ano de 2010 cheio de realizações para todos, com muitas lutas e vitórias, e a continuidade do projeto de mudança em nosso sindicato.

Ex-diretor do HUJBB quer criminalizar trabalhadores Apos a greve de 2007, como forma de criminalizar o movimento e perseguir os trabalhadores, o então diretor do HUJBB, Luiz Moraes, abriu um processo de sindicância contra os trabalhadores, Ângela Azevedo (coordenadora geral do Sindtifes), Cláudio Renato (diretor de Comunicação do Sindtifes, na foto ao lado), e Floreci Sales (servidora fundacional). Como não conseguiu ter êxito, Luiz Moraes procurou atacar novamente os servidores com a abertura de Processo Administrativo na Reitoria. No entanto, mais uma vez o processo não deu em nada. Não contente com as duas

derrotas, o ex-diretor do HUJBB abriu um Inquérito Policial (nº 0297/2008-4 – SR/DPF/PA) na Superintendência da Policia Federal. Assim, no dia 13/11 os trabalhadores tiveram que comparecer em audiência que tratou sobre o tema. Os trabalhadores foram acompanhados da assessoria jurídica do sindicato. Diante do fato, o Sindtifes reafirma não arredar um milímetro na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores da UFPA, e não assistirá calado ao odioso processo de criminalização desencadeado pelo governo Lula e seus aliados nos Estados.

É uma publicação do Sindicato dos Trabalhadores Tácnicos-Administrativos nas Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes). Ano II, Número 04, Novembro/Dezembro de 2009. Sede Administrativa: Rua Augusto Corrêa s/n. Campus do Guamá, Setor Básico, Altos do Vadião. Fones: (091) 3249-5117 / 3249-0884. Endereço eletrônico: www.sintufpa.com.br/email: sindtifespa@yahoo.com.br/sintufpa@ufpa.br. Tiragem: 2.000 exemplares.Assessor de Comunicação: John Charles C. Torres (Reg. Prof. 1.449 DRT-PA) johnctorres@yahoo.com.br / (91) 9616-1865 / 8117-3515. Edição, diagramação e projeto gráfico: Mídia Alternativa. Fotos: Ascom/Sintufpa. Estagiário: Maurício Santos. Diretoria Colegiada: Coordenação geral: Ângela Soares de Azevedo, Cileide Gomes da Motta e João Carlos da Silva Santiago. Coordenação de Admistração e Finanças: Adriano Dias tenório, Raimundo Santos Pinheiro. Coordenção de Assuntos Jurídicos: Raimundo Lisboa da Costa e Paulo Sergio Braga. Coordenação Social, Esporte, Cultura e Lazer: Zila Camarão, Raimundo Nonato Salgado. Coordenação de formação e política sindical: Marcos Soares e Afonso Modesto. Coordenação de política social, educação, meio ambiente e saúde do trabalhador: Kátia Rosangela de Souza e Terezinha de Jesus da Silva. Coordenação de comunicação social: Cláudio Renato da Rocha e Sérgio Gonçalves Lima. Coordenação de aposentados: Adolfo Pereira Lima e Ivanilde Pinheiro da Silva. Suplentes: José Maria Sampaio, Elenice Lisboa, Rui da Silveira, Celso Ricardo da Silva. Gestão VAMOS À LUTA 2008-2010.


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Reenquadramento dos aposentados...

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a um passo da vitória!

uando foi publicada, no ano de 2005, a lei 11.091/05, que criou uma nova carreira para os servidores técnicos-administrativos das IFES, esta acabou gerando uma das maiores distorções da história contra uma parcela de nossa categoria: os servidores aposentados, que viriam a ser prejudicados por serem enquadrados em níveis abaixo do que deveriam ser, caso fossem tratados de forma isonômica pela lei, em relação aos servidores da ativa. Essa distorção ocorreu por que a lei 11.091/05, quando foi publicada, não previa o aproveitamento do tempo de serviço dos servidores aposentados em outras esferas do Serviço Público, considerando-o apenas para os servidores da ativa, ferindo assim o princípio da paridade entre ativos e aposentados. Como todos sabem, a contagem de tempos anteriores de serviço – a qual tem reflexo, entre outros, na progressão funcional –,

do o seu reenquadramento e a extensão para todos os servidores aposentados prejudicados. Daí em diante, trabalhadores aposentados de várias IFES, através de seus sindicatos, têm se mobilizado para reverter essa perda, recorrendo às Administrações Superiores de suas Universidades. Pelo menos em quatro delas, os aposentados já lograram Lançamento da campanha pelo Reenquadramento. Acima, Coquetel dos Aposentados; abaixo, novo reitor fala sobre o tema. vitórias: Universidade é um direito legítimo, não apenas rial significativa, em relação aos co- Federal Fluminense (UFF) Universidade Federal de Santa Maria (RG), dos funcionários públicos, mas de legas da ativa, na nova carreira. Felizmente, um servidor apo- Universidade Federal Rural do Rio qualquer trabalhador, inclusive da iniciativa privada. Sem esse tempo sentado da UFPR, Jorge Tadeu Ne- de Janeiro e finalmente na Universicontabilizado, os servidores foram galli, percebendo que havia sido dade Federal de Viçosa, em Minas enquadrados em níveis abaixo do lesado, entrou sozinho, ainda em Gerais, onde o Conselho Superior que deveriam ficar, caso a conta- 2005, com um recurso adminis- daquela Universidade deu ganho gem do tempo anterior fosse feita, trativo junto ao Conselho Superior de causa para os aposentados no o que provocou uma redução sala- daquela Universidade, conseguin- dia 17 de agosto deste ano.

Aqui na UFPA, o Sindtifes (ainda Sintufpa) deu início a essa luta no dia 06 de novembro do ano passado, por ocasião da Paralisação Nacional da Fasubra, ao incluir, na pauta local de reivindicações apresentada ao então reitor Alex Fiúza de Melo, a proposta de Reenquadramento dos Aposentados pelo último nível da carreira. Naquela ocasião, o ex-reitor havia prometido que um estudo jurídico seria encaminhado para ser apresentado à categoria, e caso não houvesse nenhum obstáculo jurídico, a situação seria resolvida em favor dos aposentados. O reitor engavetou nosso pedido por seis meses. Em maio deste ano, obrigamos o reitor a se posicionar oficialmente, através do nosso recurso administrativo ao Conselho Universitário, protocolado no dia 06 de maio de 2009. Como era esperado, a Procuradoria da UFPA, braço do governo no interior das IFES, vetou nosso pedido administrativo no final de julho, o que nos obrigou a fazer um recurso direto ao CONSAD para que apreciasse nossa reivindicação. Com a mudança na reitoria da UFPA, em julho de 2009, o Sindicato retomou as negociações, já com o Prof. Carlos Maneschy. Na primeira audiência de agosto, o novo reitor se comprometeu a estudar a reivindicação. Na Abertura do Congresso do Sintufpa, em 21.10, o Sindicato cobrou publicamente

aposentado na Lei nº 7596/87 (PUCRCE) como Assistente Administrativo (C-VI) no teto, no último nível, mas quando da transposição para a nova carreira, Lei nº 11091/2005 (PCCTAE), o mesmo foi posicionado na Classe D, Padrão de Vencimento 11; ou seja, mesmo tendo se aposentado no teto, teve se padrão de vencimenSindicato entra com Recurso Administrativo na UFPA Raimundo Lúcio, que caiu do último nível para a classe D to reduzido em 5 (cinco) níveis, o do reitor e novamente o mesmo se ser votado, o que para nós signifi- que dá uma diferença salarial de comprometeu e colocar o proces- ca uma grande vitória. quase R$ 1.000,00, fora o retroaso em votação no CONSAD. FinalCaso conquistemos a vitória tivo. É desse ganho que estamos mente, na audiência do dia 13.11 no dia 19.11, os ganhos econô- falando, é essa injustiça que queentre o sindicato e o Reitor, ouvida micos para vários aposentados remos corrigir. a exposição técnica do sindicato, o serão significativos, como o caso Nesse sentido, o Sindtifes Prof. Maneschy se comprometeu a do aposentado Raimundo Lúcio está promovendo a campanha: colocar na pauta do CONSAD, para de Souza Brito (veja foto), que foi “Direito Adquirido, Direito Garantido, Reenquadramento Já para os Aposentados da UFPA”. Como parte desta política, o Sindicato não poupou esforços para enviar uma delegação de 22 aposentados para o Encontro Nacional de Aposentados da FASUBRA, ocorrido nos dias 10, 11 e 12 de novembro em Brasília, que tinha como pauta central o Reenquadramento ou Reposicionamento dos Aposentados. Como os setores da Fasubra ligados ao grupo Tribo não estão encaminhando em suas bases essa reivindicação achamos importante levar o máximo de aposentados para fazerem a experiência com todos os seus dirigentes. A vitória está perto, mas só ocorre com a união e participação da categoria como um todo: ativos e aposentados. Acima, contracheques de servidor da UFF, antes e depois do reenquadramento, aprovado na IFES.

Na UFPA, conquista aguarda apenas posição do Consad


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SINTUFPA agor

Congresso aprova mudança d

Em um Congresso bastante representativo, com participação de todos os setores da UFPA, representados po uma série de decisões importantes para avançar no processo de reorganização sindical dentro da Universida pela manutenção e ampliação dos direitos dos técnicos-administrativos da instituição, constantemente a

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entre essas decisões está a mudança de nome do Sindicato, que agora passa a se chamar Sindtifes (Sindicato dos Técnicos-Administrativos das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará). A mudança de nome nada mais é que a alternativa encontrada pela atual direção para sobreviver ao Decreto nº 6.386, de 29 de fevereiro de 2008, que obrigou a ampliação da base do sindicato, sob pena deste perder a sua rubrica no sistema Siape, sem a qual não poderia continuar recebendo as contribuições dos associados. O referido decreto determinou um prazo de 180 dias para que as entidades sindicais cumprissem os requisitos do art. 10º, o qual prevê que a entidade deve “estar regularmen-

te constituída”, e “possuir escrituração e registros contábeis conforme legislação específica” e “possuir regularidade fiscal comprovada”. Ou seja, o sindicato, para continuar com sua rubrica no Siape, deve ter seu estatuto conforme o que determina a lei, além de ter a posse da Carta Sindical, ou pelo menos, seu pedido encaminhado ao Ministério do Trabalho. Portanto, mudar de nome naquele momento era uma questão de sobrevivência para o sindicato. E isso foi feito através de uma Assembléia Geral da categoria, realizada no dia 19 de agosto de 2008. Entretanto, essa mudança precisava ser referendada por um fórum maior, que é o Congresso do Sindicato, o que foi feito, depois de amplo e democrático debate. Portanto, o Sintufpa agora é Sindtifes.

Um dos momentos mais polêmicos do Congresso foi o debate sobre a desfiliação da CUT, haja vista que, apesar da evidente paralisia e governismo da central petista, que prefere proteger o governo a enfrentar-se de fato com ele para defender os direitos do funcionalismo, ainda existem companheiros que reivindicam a manutenção do Sindicato nas fileiras da CUT, como o coletivo Tribo, que alegou ser esta “a maior central da América Latina”. Para os que defenderam a saída da central governista, como a atual direção do Sindicato, a “capacidade de negociar” não é privilégio da CUT. Segundo, Wellington Cabral, presidente do Sindicato dos Químicos do Rio de Janeiro e da Executiva Nacional da Conlutas, os sindicatos de esquerda também negociam muito, só que “não abrindo mão das mobilizações, como tem feito a CUT; ao contrário procuramos colocar a disposição de luta dos trabalhadores na mesa de negociação com os patrões; assim negociamos de igual

pra igual”, defendeu. Para Marcos Soares, da direção do Sindtifes e da direção nacional da Intersindical, a desfiliação da CUT “é a finalização de uma etapa, que é conseqüência do processo de conscientização da categoria, a qual, hoje, não tem mais dúvida de que essa central não representa mais os interesses da classe trabalhadora brasileira”. E foi com esse entendimento que a saída do Sindtifes da CUT foi aprovada na plenária final do Congresso, com mais do que o dobro dos votos contrários. “Essa foi a demonstração de que os trabalhadores técnicosadministrativos da UFPA não viam mais sentido em permanecerem filiados a essa central”, revela Ângela Azevedo (foto), coordenadora-geral do Sindtifes.

Reenquadramento dos aposentados Uma campanha de âmbito nacional vem sendo desenvolvida por servidores de várias universidades para corrigir uma distorção criada com a publicação da lei que instituiu a nova carreira dos técnicos, a qual deixou em níveis abaixo do que deveria, centenas de servidores aposentados: é a campanha pelo REENQUADRAMENTO. Nesse sentido, o foi aprovada a realização urgente desta campanha no âmbito da UFPA, como já foi feito em outras universidades, como as federais UFF, Santa Maria e Viçosa, onde a distorção já foi corrigida, em nível administrativo, sem precisar acionar a justiça.

Assistência à saúde Foi aprovado ainda a luta do Sindicato para que os Hospitais Universitários disponibilizem aos servidores da ativa e aposentados e seus dependentes todo o portfólio de atendimentos, principalmente para aqueles que não possuem plano de saúde, bem como que o HUJBB disponibilize duas enfermarias para casos específicos de funcionários aposentados. Vale-refeição Foi aprovado também que o Vale-refeição seja estendido aos aposentados, e que este assunto seja incluído no Plano de Lutas.

Delegados aprovam saída da CUT

PROPOSTAS PARA OS APOSENTADOS

Por uma nova trabalhadore Como existe, entre importantes setores de trabalhadores brasileiros, o debate sobre a criação de uma nova central sindical de esquerda, classista, ampla, plural, democrática, combativa, de massas, e que tenha a unidade como valor estratégico e se paute no trabalho de base, os delegados ao Congresso aprovaram a proposta de acompanhar esse debate, na perspectiva de que o Sindtifes filie-se à nova central a ser criada, que deve nascer da fusão de Conlutas e Intersindical – as duas centrais que atualmente enquadram-se no perfil acima – capaz de oferecer resistência, à altura, às propostas de retirada de direitos freqüentemente trazidas à tona pelo governo Lula e sua base aliada conservadora, corrupta e fisiológica no Congresso Nacional. E para ampliar esse

PROPOSTAS PAR

Várias questões específicas afloraram durante os painéis, GTs e plenária sobre a carreira dos técnicos-administrativos da UFPA. Abaixo, seguem as principais deliberações sobre o tema. • Racionalização dos cargos, com novas nomenclaturas, hierarquizações, aglutinações e definições claras de atribuições e requisitos, especificamente dos motoristas e auxiliares de enfermagem. • Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas. • Concurso público para todas as classes e cargos e para os HU’s. • Contra o emprego público. • Adicionais de titulação para todas as carreiras e classes. • Contratação pelo Regime Jurídico único.


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ra é SINDTIFES

de nome e desfiliação da CUT

or 120 delegados, a categoria tomou ade, tendo em vista a luta constante ameaçados pelo Governo Federal.

a central dos es brasileiros debate o Sindtifes deve investir em seminários, palestras, grupos de trabalho, edição de jornais, cartilhas, sites, que possam colocar os trabalhadores da base a par desse processo. A proposta de filiar-se a uma nova central fortaleceu-se com a realização do Seminário Nacional de Reorganização Sindical, realizado nos dias 01 e 02 de novembro de 2009, em São Paulo, chamado por Conlutas e Intersindical, onde foi aprovada, para o mês de junho de 2010, a realização do Congresso de Fundação da Nova Central, confirmando a aproximação das duas centrais, que estão trabalhando para superar possíveis divergências e investir na construção dessa nova ferramenta de luta da classe trabalhadora.

RA A CARREIRA

• Pelo Step constante. • Garantia de carreira única para todos os níveis (apoiar a PEC 54). • Garantia de emprego dos fundacionais no quadro de funcionário do MEC. • Piso salarial de três salários mínimos. • Luta pelo reajuste do auxílio-alimentação. • Cursos de qualificação para todos os técnicos-administrativos: graduação, especialização, mestrado, doutorado. • Cursos em módulos com carga horária que garanta a utilização na exigência do PCCTAE. • Aumento dos níveis de capacitação. • Que a Fasubra assuma de fato a luta dos fundacionais, apontando estratégias na garantia do emprego desses trabalhadores.

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IX Consintufpa aprova as contas da Direção do Sindicato

REFERENTE À PRESTAÇÃO DE CONTAS DO EXERCÍCIO FINANCEIRO DO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE JULHO DE 2006 A DEZEMBRO DE 2008. Nós, membros do Conselho Fiscal do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Pará - SINTUFPA, gestão 2008-2009, após proceder à análise, fiscalização e conferência dos demonstrativos contábeis e financeiros do SINTUFPA, relativos aos períodos de julho a dezembro de 2006, janeiro a dezembro de 2007 e janeiro a dezembro 2008, constatamos que a prestação de contas estão dentro dos padrões e normas contábeis. Após várias reuniões para análise dos documentos contábeis e de movimentação financeira do sindicato. Verificamos algumas ressalvas que passamos a citar: 1 – O cumprimento do estatuto de qualquer entidade é fator sine qua non, para o seu pleno funcionamento, principalmente o de uma entidade sindical como é o SINTUFPA. Uma das questões de suma importância e que por esta razão é estatutária, a prestação de contas das ações realizadas pelo sindicato, deve ser cumprido rigorosamente conforme estabelece o Art. 14 – inciso V do Estatuto Social do SINTUFPA . Portanto, além do quesito prestação de contas, é necessário que se faça cumprir também todas as prerrogativas, direitos e deveres contidos no escopo do Estatuto Social do Sindicato, 2 - No mês de julho do ano de 2006 constam vários pagamentos de corridas de táxi usufruídas por ex-coordenadores do SINTUFPA e por terceiros, com valores significantes (em média R$ 63,00/dia). Sugerimos que situações como estas não devem mais ocorrer, a não ser em situações extremamente necessárias, sabemos que em muitas ocasiões o sindicato necessita de transporte automotivo para poder desenvolver suas atividades, diante este fato, e em vista a variada e diversificadas atividades que são inerentes a uma Organização Sindical onde requer agilidade e celeridade, faz-se necessário e imprescindível que o SINTUFPA adquira um veículo automotivo utilitário, para que seja usado apenas e exclusivamente na prestação de serviços do sindicato 3 – No mesmo período constatamos também, que houve pagamentos referentes ao abastecimento de combustível em veículos de alguns ex-coordenadores com a justificativa de que estavam prestando serviços ao sindicato. É inadmissível que coordenadores, funcionários e demais associados da entidade se beneficiem com este tipo de prática. 4 - O descumprimento dos acordos em relação aos pagamentos de encargos sociais como FGTS e INSS, de convênios com supermercados e farmácia e o não pagamento de empréstimo bancário contraído junto ao Banco Bradesco em 30/05/2006 acarretou em um sério problema de ordem econômicofinanceiro ao SINTUFPA, pois isto ocasionou um elevado endividamento da instituição prejudicando substancialmente a administração do sindicato. Neste sentido, enfatizamos que é imprescindível e extremamente prioritária a efetivação do pagamento dos encargos sociais do SINTUFPA, bem como a renegociação e pagamento das dívidas devidas; 5 – Empréstimos financeiros contraídos pelo SINTUFPA: * UNICRED BELÉM - contraído em 12 de agosto de 2006, na ordem de R$ 23.000,000 (vinte e três mil reais) divididos em 05 parcelas (R$ 5.095,06), com juros de 3,59% ao mês, no dia 21 de fevereiro de 2007, na ordem de R$ 60.000,000 (sessenta mil reais) divididos em 10 parcelas (R$ 7.402,25), com juros de 3,59% ao mês, em 12 de agosto de 2006, na ordem de R$ 56.000,000 (cinqüen-

ta e seis mil reais) divididos em 8 parcelas (R$ 8.264,30) com juros de 3,59% ao mês; * Dr. Edvaldo Assunção Caldas – Empréstimo financeiro através de Contrato Mútuo contraído em 27 de outubro de 2006 na ordem de R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais) divididos em 16 parcelas sendo que a primeira no valor de R$ 540,00 e as demais (15) no valor de R$ 6.542,08 cada uma, com juros mensais de 1,5%; * Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos – Empréstimo sem cobrança de juros, contraído em janeiro de 2008 no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais); e * SINTRAJUD - Empréstimo sem cobrança de juros, contraído em janeiro de 2008 no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) Ressaltamos que apesar desses empréstimos terem sidos contraídos para suprirem as necessidades do SINTUFPA, sugerimos que quando houver necessidade de se contrair empréstimos financeiros com valores significantes (acima de R$ 10.000,000) que haja o aval de todos os coordenadores do SINTUFPA e do Conselho Fiscal. 6 – A falta de planejamento para um bom desenvolvimento das ações a serem desempenhadas pelas coordenações do SINTUFPA dificulta o andamento das atividades inerentes à instituição. A ausência desta importante ferramenta administrativa, é notória quando observamos que ações que deveriam ser realizadas de forma conjunta, estão sendo realizadas de forma isoladas, nesse contexto, conforme notado durante nossa análise dos documentos fiscais e contábeis do SINTUFPA podemos citar que algumas das atribuições que compete aos coordenadores Administrativos e Financeiros estão se confundindo com as atribuições da Coordenação Social no que se refere a administração financeira e contábil da sede campestre. Esta situação pode ser resolvida se for colocado em prática o inciso IX do Art. 23 do Estatuto Social do SINTUFPA. 7 – Em relação a prestação de contas da sede campestre, em nosso relatório preliminar emitido em 23/03/2009 sugerimos alguns ajustes no que se refere a elaboração dos registros contábeis referente as receitas e despesas realizadas na mesma, observamos que houve uma ínfima melhora, pois, dos ajustes por nós solicitados alguns não foram resolvidos, como: A regularização do professor e dos alunos de natação e hidroginástica com a formalização de contrato de prestação de serviços; em relação ao aluguel da sede campestre e do campo de futebol, faz-se necessário e obrigatório a emissão de recibo para que se possa ter um melhor acompanhamento contábil. Ainda em relação a sede campestre, não são apenas estas questões acima mencionadas que nos preocupam, há outros fatores históricos que necessitam ser discutidos por todos associados, principalmente em relação ao custo benefício produzido em decorrência de seu funcionamento, pois, mesmo tendo como característica a não geração de lucros, e sim de promover o bem estar dos associados, é preciso refletir que a sua manutenção é bastante onerosa para as finanças do sindicato. Portanto, é necessário que se tenha uma ampla discussão entre todos os associados em relação a funcionabilidade da sede campestre, pois, conforme acima mencionado, historicamente a manutenção da sede campestre vem onerando as finanças do SINTUFPA; 8 – Em relação a documentação fiscal e contábil da sede administrativa, faz-se necessário anexar as mesmas, cópia dos documentos de encargos sociais retirados para fiscalização,

Analisamos de forma positiva as iniciativas dos membros do Conselho Fiscal anterior (2004 – 2006), onde sugeriram a identificação (por meio de numeração) dos documentos fiscais do SINTUFPA, possibilitando desta forma, um melhor controle dos mesmos, e das Coordenações do sindicato em relação ao cumprimento dos acordos referente aos pagamentos dos encargos sociais (INSS e FGTS), e do controle de gastos dos orçamentos das Coordenações no exercício dos referidos períodos analisados. As notas fiscais, recibos, cupões fiscais, duplicatas, e contratos diversos, encontram-se em bom estado e legíveis, com seus respectivos comprovantes de pagamento (cópias de cheques, recibos eletrônicos de autenticação) anexados e devidamente conferidos com os valores pagos apresentados nas notas. Diante de alguma dúvida, foi realizada a devida explicação pela Assessora Contábil Drª Sandra Helena L. Neri, pelo Coordenador Administrativo e Financeiro do SINTUFPA Sr. Adriano Dias Tenório e pelo Sr. Ubiratan Pereira Marques.

Conclui: Por encaminhar para a Plenária Congressista do IX CONSINTUFPA para apreciação e aprovação, se for o caso, as contas Do SINTUFPA, referentes aos exercícios financeiros de 2006 (julho a Dezembro), 2007 (janeiro a dezembro) e 2008 (janeiro a dezembro) ressaltando que foram analisados todos os balancetes e demonstrativos contábeis, e que não foi encontrada irregularidade que possa comprometer as Direções que atuaram nos períodos acima referidos, porém, detectamos um agravante que ocasionou um sério dano a saúde financeira da entidade que foi o não cumprimento dos acordos de pagamento referente a encargos sociais (INSS e FGTS) além de outros convênios com Supermercado e farmácia por coordenadores da gestão anterior a de julho de 2006. Dessa forma, recomendamos a aprovação das contas analisadas com as devidas ressalvas. Belém, 20 de outubro de 2009. Pelo Conselho Fiscal: JOSÉ CARLOS DA SILVA LUIZ ASSUNÇÃO SILVA CARNEIRO.

Dívidas que eram de R$ 1 milhão hoje estão em R$ 140 mil Hoje a situação financeira do sindicato apresenta uma melhora significativa: a dívida gigantesca de mais de um milhão de reais, herdada da gestão TRIBO, hoje está em torno de 140 mil reais, o que demonstra a seriedade que a atual gestão tem com o dinheiro do associado. Veja o atual quadro de despesas mensais do sindicato: R E C E I T A MENSAL: R$ 86.000,00 DESCRIÇÃO DAS DESPESAS

VALOR

FOLHA DE PESSOAL (14 FUNCIONÁRIOS)

R$ 17.000,00

FÉRIAS P/ MÊS

R$

3.000,00

INSS ( EMPREGADO/EMPREGADOR )

R$

8.500,00

FGTS

R$

2.000,00

REFIS – NOVO PARCELAMENTO

R$

7.000,00

PLANO DE SAUDE (FUNCIONÁRIOS)

R$

1.500,00

RECARGA VALE DIGITAL (FUNCIONÁRIOS)

R$

1.500,00

SUBTOTAL (DESPESAS DE PESSOAL)

R$ 40.500,00

ASSESSORIA JURIDICA

R$

3.500,00

ASSESSORIA CONTABIL

R$

1.755,00

ASSESSORIA DE IMPRENSA

R$

1.200,00

JEFFERSON ALVES – SISTEMA SIAPE

R$

500,00

REINALDO BARROS - INFORMATICA

R$

400,00

R$

7.355,00

FASUBRA - MENSALIDADE

R$

3.850,00

TELEMAR

R$

1.200,00

REDE CELPA

R$ 3.800,00

SENALBA

R$

100,00

DIEESE

R$

380,00

ECAD

R$

330,00

MATERIAL DE EXPEDIENTE (papel, tinta, faixas, etc.)

R$ 1.500,00

AMAZON QUIMICA

R$ 1.700,00

SUB-TOTAL (PRESTADORES DE SERVIÇOS)

SUB-TOTAL (DESPESAS GERAIS)

R$ 12.860,00

FASUBRA - NEGOCIAÇÃO

R$

1.700,00

GBOEX - NEGOCIAÇÃO

R$

855,00

AMAZON QUIMICA - NEGOCIAÇÃO

R$

1.625,00

EMPRESTIMO (PARCELADO)

R$

7.460,00

SUB-TOTAL (NEGOCIAÇÃO E EMPRESTIMOS) TOTAL

R$ 11.640,00 R$ 72.355,00


Novembro/2009

JORNAL do

Trabalhadores fundacionais estão ameaçados de demissão

09

Acórdão firmado entre TCU e Ministério do Planejamento em 2006, prevê que, até dezembro de 2010, todas as contratações “irregulares” sejam substituídas por novas contratações através de concursos públicos. Sindtifes defende incorporação aos quadros da UFPA.

O

que parecia ser uma ameaça, agora se transformou em pesadelo para os trabalhadores fundacionais. O Tribunal de Contas da União (TCU) deu um ultimato aos diretores de 45 Hospitais Universitários em todo o Brasil para que cumpram o Acórdão nº 1.520/2006, firmado entre o Tribunal e o Ministério do Planejamento (MPOG) em 2006, para que, até dezembro de 2010, todas as contratações “irregulares” sejam substituídas concursados. Deve-se esclarecer que desde 2002, o TCU vem intimando os Ministérios da Educação e do Planejamento, através dos Acórdãos números 276/2002, 1.571/2003 e 1.068/2004, para que procedam a essa substituição. Segundo o relatório do TCU de 2004, o governo federal gastou R$ 7,3 bilhões em serviços terceirizados contra R$ 5,8 bilhões em 2003, o que representaria um aumento de gasto na ordem de 26%. O número total estimado pelo TCU, em 2004, de terceirizados irregulares na administração federal, estaria na faixa de 55.000 trabalhadores. A causa primeira dessa situação é a política neoliberal imple-

mentada desde Collor, passando por FHC e chegando a Lula. O neoliberalismo é a doutrina do capitalismo que prega o “estado mínimo”, “enxuto”, sem empresas estatais produtivas ou com um quadro mínimo de servidores públicos, e tendo na terceirização sua base segura. De Collor a FHC houve uma redução substancial do número de servidores federais. Em 1989, havia 1.488.608 servidores ativos civis e empregados das Estatais; em 1995, ano em que FHC tomou posse, havia 1.216.037 servidores públicos civis e estatais; no último ano do governo FHC, 2001, já eram somente 776.736, uma redução drástica de 48% dos servidores civis e estatais. Houve um pequeno aumento de contratações no governo Lula, por pressão direta dos sindicatos e do TCU, chegando

a 200 mil novos servidores, mas que não repõe o quadro relativo a 1989. Aliado às demissões em massa e à não reposição de vagas, houve uma política criminosa de cortes permanentes no orçamento da saúde e da educação. A raiz dos problemas nos hospitais universitários foi a falta de pessoal, por conta dessa política de enxugamento dos quadros, que nem o governo Lula conseguiu repor. Por conta disso, os gestores não tiveram outra alternativa a não ser deslocar as verbas de custeio (para compra de equipamentos, construções, aparelhos, etc) para o pagamento de pessoal terceirizado. É isso que explica o aumento do números de trabalhadores terceirizados, via fundações de apoio nos HU’s. Sem contar a dívi-

Preocupado com a demissão em massa dos trabalhadores (mais de 700 na UFPA), o Sindtifes tem defendido em todos os fóruns e nas audiências com os reitores, a incorporação desses trabalhadores aos quadros da UFPA. No Seminário da FASUBRA sobre terceirização, realizado em março deste ano, os coordenadores João Santiago e Cláudio Renato (Fadesp) defenderam a incorporação, gerando uma polêmica no plenário, pois o Grupo Tribo e seus aliados não concordam com esta posição. No Seminário dos Fundacionais realizado em abril, na UFPA, a categoria votou a luta pelo emprego através da incorporação aos quadros da UFPA; no XX Congresso da FASUBRA, realizado em maio, em MG, os diretores do Sindtifes defenderam esta posição. Na Plenária Estatutária da Fasubra, ocorrida em 19 de setembro, novamente os diretores do Sindtifes defenderam a proposta; finalmente, essa proposta da incorporação aos quadros da UFPA foi aprovada no IX Congresso

do Sintufpa (agora Sindtifes), realizado nos dias 21 a 23 de outubro passado. Sem contar que, nas duas audiências realizadas com o atual reitor Carlos Maneschy, o sindicato defendeu sua posição. Por que defendemos a incorporação dos trabalhadores fundacionais? Primeiro, porque não é uma proposta nova. A Constituição de 1988, no Ato das Disposições Transitórias”, em seu artigo 19, garantiu a incorporação ao serviço público de todos os que se encontravam em situação parecida à dos trabalhadores fundacionais: “Art. 19. Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37, da Constituição, serão considerados estáveis no serviço público”. Melhor defe-

sa da nossa proposta não poderia ter feito a Constituição de 1988. Quantos na UFPA não foram beneficiados pela Constituição de 1988? Segundo, porque a responsabilidade das contratações por um longo período, variando de 5 a 20 anos nos hospitais, é do Estado (na figura da União). O principal culpado é o Estado que perpetuou a situação dos trabalhadores. Terceiro, porque ao invés do governo Lula romper com a lógica neoliberal, acabou aprofundando-a, ao propor o PLP 92/07, que cria as Fundações Estatais de Direito Privado nos Hospitais Universitários e no Serviço Público, e ao manter o superávit primário (economia de dinheiro para pagar juros e serviços da dívida pública) às custas do corte no orçamento da saúde e da educação, bem como dos projetos sociais. Um governo comprometido com os trabalhadores e a população pobre de nosso país deveria fazer da saúde sua primeira prioridade, garantindo pessoal concursado e

da acumulada de mais de 500 milhões de reais com fornecedores. Na UFPA, a situação é muito mais grave, pois o Hospital Barros Barreto (HUJBB), o único de referência em AIDS, meningite, doenças infecto-contagiosas, no geral, possui em seu contingente de 1.000 trabalhadores quase 50% de fundacionais, todos ligados à FADESP, lotados no Hospital e no Restaurante Universitário. Desses trabalhadores, pelo menos a metade tem mais de 10 anos de trabalho contínuo na UFPA, como é o caso de Dona Osmarina (foto, D), lotada no RU há 17 anos ou de Rosângela Faro (foto E) e Paulo Braga (Fotos A), também com o mesmo tempo de trabalho, sendo que todos prestaram concurso público à época.

Pela incorporação dos trabalhadores aos quadros da UFPA hospitais equipados. Sem contar que o governo Lula quer trocar seis por meia dúzia ao substituir os fundacionais temporários, como está colocado no seu projeto do REHUF, onde se prevê a contratação de 6.000 trabalhadores com contrato temporário. No caso dos trabalhadores do RU, pelo menos 25 deveriam ser incorporados imediatamente, pois prestaram Concurso Público para a UFPA em 1993, por ocasião da inauguração do Restaurante, e foram ludibriados pelo reitor da época, Marcos Ximenes. Essa primeira justiça precisa ser feita imediatamente. Para os demais, defendemos a incorporação no mesmo espírito da Constituição de 1988, e para os que tem menos de cinco anos de Fundação, a garantia da pontuação por experiência nos concursos públicos. Do contrário, milhares de pais e mães de família, com mais de 10 anos de serviços na UFPA e outras universidades, serão jogados na vala comum dos desempregados. Entre nessa luta conosco.


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JORNAL do

Novembro/2009

Sede Campetre está de cara nova

N

o último período a sede campestre do Sindtifes está mudando. Graças a uma política ousada da nova administração, os associados voltaram a freqüentar esse espaço, que há muito tempo vinha sendo abandonado. O retorno à sede campestre ocorre principalmente por que a atual diretoria vem dando uma cara nova ao espaço e desenvolvendo novas atividades, no intuito de proporcionar ao associado um melhor lazer. Para conhecermos essas mudanças, o Jornal do Sindtifes entrevistou a coordenadora social de Esporte, Cultura e Lazer do Sindicato, Zila Camarão, que está à frente da nova administração da sede campestre. Jornal: Como foi possível fazer os associados voltarem a freqüentar a sede campestre? Zila: Para conseguirmos trazer de volta os associados, tivemos duas iniciativas. Uma foi fazer uma boa divulgação das atividades, colocando faixas em vários espaços da UFPA, no HUJBB, divulgando os eventos no site e nos informativos do sindicato e no divulga; distribuindo convites a todos os associados. A outra foi a realização de atividades mais atrativas, e reabrindo a sede campestre às sextas-feiras. Jornal: O que tem de novo para os associados na sede cam-

Fotos: John Charles Torres.

dando um visual novo ao espaço. Jornal: Como é realizado o controle de entrada dos associados e convidados? Zila: Os associados podem entrar no espaço com sua identificação (carteirinha do sindicato ou contracheque), e para seus convidados, os convites podem ser adquiridos na sede administrativa do sindicato (altos do Vadião) e sede campestre.   Jornal: Suas considerações Fachada da Sede Campestre do Sindtifes, na avenida Dalva, próximo ao fim da linha do Djalma Dutra. finais... Zila: Estamos nos empenhanpestre? o toc-toc. E nos sábados e dominZila: Desde o mês de maio, gos mantêm-se o início às 10 da do, sem medir esforços, para reabrimos a sede manhã e terminando transformar o nosso espaço social de Esporte, Cultura e Lazer, em campestre às sextaàs 17h. feiras, a partir das Jornal: Como se um ambiente de maior seguran17h, sempre com múencontra hoje o espa- ça e conforto. A contribuição de cada sócio com o bom andamensica ao vivo, onde o ço físico? associado pode levar Zila: Antes das fé- to de nosso trabalho é de grande a família para curtir a rias iniciamos uma re- importância, fiscalizando e dearena de bola, a pisforma em vários espa- nunciando imediatamente à coorcina, além de uma ços da Sede, que foi denação ou funcionários da sede, bem gelada cerveja e Diretora Social, Zila Camarão. pintada internamente atos de vandalismo e destruição, que ocorrem nas dependências da sede, por pessoas que não têm compromisso e nem respeito por nosso trabalho. A responsabilidade na devolução de porta-garrafa, taças, pratos e talheres evita a compra de novos utensílios, aumentando a possibilidade de investimento e realização de novos trabalhos. Lembrando ainda, que não existe nada mais importante na sede campestre do que a presença do sócio. Playground recém-construído: uma opção de lazer a mais para as crianças, além da piscina infantil.

Sindtifes promove primeira Copa do Servidor da UFPA

A Comissão de Esporte e Lazer dos Servidores da UFPA em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores da UFPA (Sindtifes) convidam a todos os trabalhadores da UFPA a participarem da 1ª Copa do Servidor da UFPA. As inscrições encontram-se abertas na sede administrativa do Sindicato, nos altos do Vadião, ou com Zé Maria ou Salgado, pelos fones (91) 9971-4178 / 8206-4673. Cerca de 10 equipes estão sendo esperadas pela coordenação do evento, cujas rodadas serão realizadas sempre às sextas-feiras, 18h, e aos sábados, às 16h, na sede campestre do Sindicato,

na Avenida Dalva, 89, próximo o final da linha do Djalma Dutra. O objetivo do evento, segundo a coordenação, é a integração dos trabalhadores através de práticas esportivas. A abertura foi no dia 30 de outubro. Os vencedores farão jus à seguinte Jogo da rodada do dia 20/11, entre Gráfica e Sindtifes. premiação em di– www.sintufpa.com.br – enconnheiro: R$ 1.000 para o primeiro tram-se disponíveis o Regulamencolocado; R$ 500 para o vice; R$ to, a Ficha de Inscrição, bem como 250 para o terceiro lugar e R$ 150 o calendário e resultado dos Jogos para o quarto. No site do Sindtifes das Rodadas.

JOGOS DAS RODADAS DIA 06/11/2009 (SEXTA FEIRA) JOGO ÚNICO: IG X SINDTIFES DIA 13/11/2009 (SEXTA FEIRA) 1º JOGO: HUJBB X PROAD 2º JOGO: GRÁFICA X ICS DIA 20/11/2009 (SEXTA FEIRA) 1º JOGO: IG X PROAD 2º JOGO: GRÁFICA X SINDTIFES DIA 21/11/2009 (SÁBADO) JOGO ÚNICO: HUJBB X ICS DIA 27/11/2009 (SEXTA-FEIRA) 1º JOGO: GRÁFICA X PROAD 2º JOGO: HUJBB X SINDTIFES DIA 28/11/2009 (SÁBADO) JOGO ÚNICO: IG X ICS DIA 12 OU 13/12/2009 1º JOGO: 1º CHAVE A X 2º CHAVE B 2º JOGO: 1º CHAVE B X 2º CHEVE A DIA 18/12/2009 (SEXTA-FEIRA) DISPUTA DO TERCEIRO LUGAR DIA 20/12/2009 (DOMINGO) JOGO FINAL

ATLETAS: 1- ABRÃO TAVARES DA SILVA 2- ADRIANO DIAS TENÓRIO 3- ADRIANO REIS DE AMORIM 4- ADEMIR SANTA BRÍGIDA LISBOA 5- ALCEBÍADES NORMAN CUNHA GOMES 6- ANTÔNIO CARLOS DA SILVA SANTOS 7- CELSO HENRIQUE PINTO DE ANDRADE 8- DIRCEU RIBEIRO PALHETA 9- EURICO GEMAQUE RAMOS FILHO 10- FRANCISCO JOSÉ SAMPAIO DOS SANTOS 11- JOÃO CARLOS LOBATO DA SILVA 12- JOÃO NOGUEIRA LOURINHO JUNIOR 13- JOSÉ DE ATAÍDE DE LIMA 14- JOSÉ LUIZ LUZ SOUZA 15- LIBÓRIO LÚCIO AMORIM BARRETO 16- LUCAS AYRES CARDOSO 17- MARCELO AFONSO PENA LIMA

4- JOSÉ AUGUSTO ALVES DOS SANTOS – PREPARADOR FÍSICO 5- OSMARINO AVELAR DOS SANTOS - MASSAGISTA

Escalada a delegação que vai à Copa Fasubra, no RJ

A Copa Fasubra de Futebol de Campo e Futsal acontecerá entre os dias 04 e 12 de dezembro no Rio de Janeiro. O Sindicato será representado por uma delegação de 33 trabalhadores da UFPA e FADESP, associados ao Sindtifes, os quais participarão das duas modalidades. Ao lado, a relação dos Atletas e Comissão Técnica, que representarão a UFPA no certame. Boa Sorte!

18- MATHEUS BRAGA FURTADO 19- MIGUEL ATAÍDE DE LIMA 20- MILTON CARLOS SILVA 21- MOISÉS ALMEIDA DE MENEZES 22- NELSON GILVANDRO RODRIGUES SODRÉ 23- OTÁVIO SOCORRO MACHADO BAIA 24- PAULO SÉRGIO DE ALMEIDA BRAGA 25- RAIMUNDO CORREA DA SILVA 26- RAIMUNDO NONATO NASCIMENTO 27- RAIMUNDO RONALDO LISBOA DA COSTA 28- REGINALDO FARIAS COMISSÃO TÉCNICA 1- RAIMUNDO NONATO DE ARAUJO SALGADO – COORD. DE ESPORTE 2- REGINALDO MORAES DE LIMA – TÉCNICO 3- JOSÉ EDUARDO DO ROSÁRIO – AUXILIAR TÉCNICO

“Turma do Esporte”, diretores que batalham para integrar a categoria, através da prática esportiva: Salgado, Zé Maria e Adriano.

Jornal do Sindtifes  

Jornal do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará

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