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6.4 - Ensaios Laboratoriais: O Incêndio-padrão O conceito fundamental que suporta métodos laboratoriais desenvolvidos para a previsão da estabilidade estrutural em situação de incêndio é o de que todos os materiais estruturais perdem, gradualmente, a resistência e a rigidez quando submetidos às altas temperaturas que podem ser atingidas em um incêndio fora de controle. A figura 33 mostra o comportamento de alguns materiais de engenharia face à elevação de temperatura causada pelo fogo. Figura 33 - Resistência relativa de diferentes materiais em função da temperatura 1,2

MÓDULO DE ELASTICIDADE RELATIVO

1,2

1,0

RESISTÊNCIA RELATIVA

0,8

0,6

AÇO CONCRETO

1,0

ALUMÍNIO

0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 -0,2 0

200

400 600 800 TEMPERATURA (ºC)

1000

1200

0,4

0,2 AÇO 0,0

CONCRETO ALUMÍNIO

-0,2 0

200

400

600

800

1000

1200

TEMPERATURA (ºC)

Para colunas, vigas e estruturas em geral, o colapso acontece quando uma temperatura limite é atingida, sob a ação de um ensaio normatizado. Esta temperatura limite é conhecida como temperatura crítica. Os valores da temperatura crítica para as estruturas em aço são muito dependentes do nível de cargas efetivamente aplicadas e das condições de contorno dos componentes estruturais. Os ensaios padronizados, internacionais, de resistência ao fogo são efetuados, tradicionalmente, com o componente totalmente carregado conforme o projeto. Isto leva a temperaturas críticas na faixa de 450 oC - 650 oC. Caso existam gradientes de temperatura significativos ao longo da seção transversal, isto é, caso o componente não esteja uniformemente aquecido através da seção transversao e ao longo do componente (fato comum na maioria dos incêndios), a o temperatura crítica pode atingir 900 C ou ainda mais.

75 COLETÂNEA DO USO DO AÇO

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Volume 2 COLETÂNEA DO USO DO AÇO Fábio Domingos Pannoni, M.Sc., Ph.D. 2004 2ª Edição Colaboração: Carlos Gaspar - Revisão Andréa Vicentin -...

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