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ricas em zinco na proteção do aço carbono. Pequenas áreas anódicas, em combinação com grandes áreas catódicas devem ser evitadas tanto quanto possível. Uma pequena área de zinco corroerá rapidamente quando acoplado à uma grande área de aço carbono, embora o aço receba pouca proteção. A proteção de metais menos nobres, deixando os mais nobres não protegidos não é uma atitude recomendada. Uma aplicação inadequada do revestimento pode reduzir em muito a vida útil do metal, pois os defeitos existentes na camada revestida promoverão uma dissolução acelerada do metal menos nobre, resultante da ação galvânica. ISOLAÇÃO DE METAIS DISSIMILARES O ataque galvânico pode ser prevenido através da utilização, quando possível, de isolantes elétricos, de modo a prevenir o contato elétrico entre ambas as partes. O metal mais nobre pode ser isolado do menos nobre pelo uso de arruelas plásticas, fitas adesivas especiais, etc. Cerâmicas ou outros materiais de isolação também podem ser empregados com essa finalidade. CONEXÃO DE MATERIAIS NOVOS E ANTIGOS A corrosão galvânica não está limitada àquelas celas formadas por materiais totalmente dissimilares em contato elétrico em um mesmo eletrólito. Diferenças de composição, ou de condições superficiais de metais “similares” podem resultar, freqüentemente, em celas galvânicas. Por exemplo, o aço carbono de superfície limpa é tipicamente anódico com relação ao aço carbono enferrujado. É comum observar em reparos de tubulações enterradas que a linha nova corrói muito mais rapidamente que o trecho de linha velha. A tubulação mais velha causa a corrosão acelerada da nova tubulação devido à ação galvânica. A instalação de anodos 26 de sacrifício locais ou a aplicação de um isolante elétrico resolverá o problema. ATERRAMENTO ELÉTRICO Tubulações de aço enterradas no solo ou na água, conectados eletricamente a vergalhões de aço existentes no concreto reforçado é outro problema relacionado à formação de celas galvânicas. A tubulação de aço deve sempre ser protegida do contato com o vergalhão imerso no concreto, pois o vergalhão está em uma situação passiva, causando um ataque intenso na tubulação. A REVERSÃO DO ZINCO À 60 o C Em temperaturas normais, os tubos de aço galvanizado são anódicos com respeito ao aço não protegido. A ação de sacrifício do zinco é causada pela diferença de potencial relativa existente entre o zinco e o aço à temperatura ambiente. Entretanto, em aplicações de água quente (de o o 60 C a 77 C), o potencial do zinco decresce, isto é, se torna mais catódico, podendo causar a reversão entre catodos e anodos. O aço então se torna anódico face ao zinco. Desse modo, tubulações de aço galvanizado não devem ser usados quando a água transportada o o estiver na temperatura compreendida entre 60 C a 77 C, pois o aço será anodo de sacrifício nesta condição peculiar. 26 Por exemplo, barras de zinco unidas eletricamente à tubulação nova pode, em algumas situações, resolver o problema. Este é o princípio da proteção catódica por anodos de sacrifício.

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Volume 2 COLETÂNEA DO USO DO AÇO Fábio Domingos Pannoni, M.Sc., Ph.D. 2004 2ª Edição Colaboração: Carlos Gaspar - Revisão Andréa Vicentin -...

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