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Talvez uma das fases mais importante pra mulher seja a gravidez, mesmo com seu possível acontecimento repetidas vezes, cada gravidez é única, é especial e completa.

A mulher, futura mamãe, logo nos primeiros meses de sua gestação começa a passar por mudanças, alterações estas que ocorrem nas diversas esferas no qual esta mãe encontra-se inserida. A começar, surgem as alterações físicas, como o crescimento da barriga e o aumento dos seios, no âmbito social sua identidade também é mudada e nomeada. Todas essas novas transformações resultam, também, em uma nova forma de ver-se. Do ponto de vista psicológico, as mudanças também não cessam, a gestante passa a ter consciência que, além das suas responsabilidades enquanto ser - humano, terá que responder por ‘”um outro ser’’, passando a se preocupar com sua alimentação, limites corporais, entre outros.

Neste processo, que tem em média a duração de 40 semanas, é criado um vínculo afetivo muito forte com esse pequeno ser - humano. Um novo sentimento começa a ser desenvolvido na mulher, afinal, ela agora terá que incorporar um papel materno, atitude que exige um cuidado com a alimentação, higiene e a capacidade de oferecer proteção, carinho e segurança emocional que, mais tarde, serão importantes para a formação da identidade social da criança.

Nesse momento de desenvolvimento intra-uterino do bebê, no imaginário da gestante, forma-se uma sensação de completude e onipotência. A função social atribuída a essa mãe, função esta de cuidar e proteger seu filhote sobrepõe às leis naturais instintivas.

Essa sensação de ‘’poder’’ e ao mesmo tempo ‘’fragilidade’’, mostra-nos o quão essa gravidez torna-se importante a ela. Essa completude vivida, preenche temporariamente as diversas outras ‘’faltas’’ que todos temos. Essa gestante é tratada com mais cuidado, com mais atenção e até mesmo como totalmente frágil.

O final da gravidez resulta então em uma grande confusão de emoções no cerne desta mãe. A situação vivida como preenchida é então desmoronada, as atenções não são deslocadas totalmente para ela, a mudança brusca de anatomia também não é nenhum


pouco favorável. Suas noites de sono passarão a ser curtas e preocupadas com o bebê.

A mulher que então carregou um ser e que nele depositou suas expectativas e anseios é então surpreendida com o medo da perda de sua feminilidade. Talvez, esse momento no qual ela achou tão único e estimável, seja o grande gerador de seu amadurecimento psicossocial. Pois aprenderá que não é mais a mulher que sempre foi, nem socialmente, pois será mãe, nem psicologicamente, pois suas preocupações e sua forma de pensar sua realidade tornar-se-á bem diferente.


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