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UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO (UMESP) FACULDADE DE COMUNICAÇÃO Curso de Relações Públicas

ANDERSON DE LUNA DANILO DOS SANTOS MAÍSA DE SOUSA MALLORY RODRIGUES MARCELO ALVES MICHELE BOIN ROMÁRIO COSTA TAIS TORO ZAIRA DOS SANTOS

O SENTIDO ESTRATÉGICO DOS INTRUMENTOS DE COMUNICAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS: Projeto Rondon

São Bernardo do Campo- SP, 2012


UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO (UMESP) FACULDADE DE COMUNICAÇÃO Curso de Relações Públicas

ANDERSON DE LUNA DANILO DOS SANTOS MAÍSA DE SOUSA MALLORY RODRIGUES MARCELO ALVES MICHELE BOIN ROMÁRIO COSTA TAIS TORO ZAIRA DOS SANTOS

O SENTIDO ESTRATÉGICO DOS INTRUMENTOS DE COMUNICAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS: Projeto Rondon Trabalho final referente ao Projeto Integrado do Curso de Relações Públicas III semestre/2012. Professores orientadores: Arlete Prieto, Dalmo de Oliveira, Edi Bacco, Joslaine Rabelo, Marina Jugue, Oswaldo Hernandez, Paulo Ferreira, Roberto Joaquim, Rodolfo Bonventti, Simone Navacinsck .

São Bernardo do Campo- SP, 2012


SUMÁRIO Página INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 6 Capítulo I -OS INSTRUMENTOS DE COMUNICAÇÃO E O CONTEXTO EM QUE ESTÃO INSERIDOS ......................................................................................................................... 8 1.1 - Os instrumentos de comunicação .............................................................................................. 8 1.2 - O espírito de cidadania e as comunidades .............................................................................. 10 Capítulo II – O PLANO DE RELAÇÕES PÚBLICAS: BRIEFING .................................... 14 2.1 – História ....................................................................................................................................... 14 2.2 - Estrutura física e humana .......................................................................................................... 15 2.3 - Identidade visual ......................................................................................................................... 16 2.4 - Atividades e público prioritário ................................................................................................ 16 2.5 - Políticas e diretrizes organizacionais ....................................................................................... 17 2.6 - Relacionamento Rondon-Metodista ......................................................................................... 18 2.7 - Reconhecimento ......................................................................................................................... 18 Capítulo III – IDENTIFICAÇÃO DOS PÚBLICOS ESTRATÉGICOS INTERNOS ..... 19 3.1 - Mapeamento dos públicos internos – Projeto Rondon .......................................................... 20 3.2 - Análise dos relacionamentos dos públicos .............................................................................. 22 Capítulo IV – OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA ...................................................................... 23 4.1 - Objetivo geral .............................................................................................................................. 23 4.2 - Objetivos específicos ................................................................................................................. 23 4.3 - Justificativa.................................................................................................................................. 23 Capítulo V – ANÁLISE DAS DIRETRIZES ORGANIZACIONAIS ................................... 25 5.1 - Políticas e diretrizes organizacionais ....................................................................................... 25 5.2 - Relacionamento do Projeto Rondon e Universidade Metodista ........................................... 25 5.3 - As políticas das instituições ...................................................................................................... 25 5.4 - As diretrizes organizacionais da Universidade Metodista e do Projeto Rondon................ 26 5.5 - Relação entre as duas diretrizes ................................................................................................ 28 Capítulo VI – PLANEJAMENTO DOS INSTRUMENTOS................................................... 29 6.1 - Descritivo do planejamento dos instrumentos ........................................................................ 29 6.1.1 - Display ...................................................................................................................................... 30 6.1.2 - Folder........................................................................................................................................ 30 6.1.3 - Banner....................................................................................................................................... 31


6.1.4 - E-mail marketing ..................................................................................................................... 31 6.1.5 - Evento ....................................................................................................................................... 31 6.2 - Planejamento do evento ............................................................................................................. 32 6.2.1 - Organograma............................................................................................................................ 33 6.2.2 -Planejamento operacional ....................................................................................................... 33 6.2.2.1 - Pré-evento ............................................................................................................................. 33 6.2.2.2 - No evento .............................................................................................................................. 34 6.2.2.3 - O evento ................................................................................................................................ 35 6.3 - Cronograma ................................................................................................................................. 36 6.4 - Orçamento ................................................................................................................................... 37 6.5 - Sistema de avaliação: Pós-evento............................................................................................. 37 6.5.1 - Instrumentos de avaliação ...................................................................................................... 37 6.5.2 - Relatório final .......................................................................................................................... 37 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................................... 38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................................... 40 ANEXOS.............................................................................................................................................. 41 Anexo 1 - Logotipo Universidade Metodista de São Paulo ........................................................... 41 Anexo 2 - Logotipo Projeto Rondon ................................................................................................. 41 Anexo 3 – Cronograma geral de instrumentos ................................................................................ 42 Anexo 4 – Orçamento geral de instrumentos ................................................................................... 42 Anexo 5 – Display do edifício Ômega (Faculdade de Teologia) disposto ................................... 43 Anexo 6 – Display do edifício Ômega (Faculdade de Teologia) mensagem. ............................. 43 Anexo 7 – Display do edifício Delta (Faculdade de Comunicação) disposto. ........................... 44 Anexo 8 – Display do edifício Delta (Faculdade de Comunicação) mensagem. ....................... 44 Anexo 9 – Display do edifício Lambda (Faculdade de Direito e Humanidades) disposto. ...... 45 Anexo 10 – Display do edifício Lambda (Faculdade de Direito e Humanidades) mensagem. 45 Anexo 11 – Display da portaria da Rua Alfeu Tavares (Universidade Metodista de São Paulo) disposto. ............................................................................................................................................... 46 Anexo 12 – Display da portaria da Rua Alfeu Tavares (Universidade Metodista de São Paulo) mensagem. ........................................................................................................................................... 46 Anexo 13 – Display do edifício Iota (Faculdade da Saúde) disposto. ......................................... 47 Anexo 14 – Display do edifício Iota (Faculdade da Saúde) disposto. ......................................... 47 Anexo 15 – Display do edifício Ômicron (Faculdade de Administração e Economia) disposto. 48


Anexo 16 – Display do edifício Ômicron (Faculdade de Administração e Economia) mensagem. ........................................................................................................................................... 48 Anexo 17 – Parte externa do folder................................................................................................... 49 Anexo 18 – Parte interna do folder ................................................................................................... 50 Anexo 19 – Banner do Centro de Convivência (Praça de alimentação e serviços) disposto. .. 51 Anexo 20 – Banner do Centro de Convivência (Praça de alimentação e serviços) mensagem. 51 Anexo 21 – Banner da praça central, disposto. .............................................................................. 52 Anexo 22 – Banner da praça central, mensagem. .......................................................................... 52 Anexo 23 – E-mail marketing ............................................................................................................ 53 Anexo 24 – E-mail marketing disposto ............................................................................................ 54 Anexo 25 – Parte externa do folder do evento................................................................................. 54 Anexo 26 – Parte interna do folder do evento ................................................................................. 55 Anexo 27 – Link de divulgação do evento ....................................................................................... 55 Anexo 28 – Link de divulgação do evento na homepage da Universidade Metodista ............... 56 Anexo 29 – Pop-up do evento ........................................................................................................... 56 Anexo 30 – Pop-up de divulgação de evento no laboratório da Universidade Metodista. ....... 57 Anexo 31– Divulgação do evento no site da Universidade Metodista (direcionada pelo link e pop-up) ................................................................................................................................................. 57

RESUMO


Este trabalho aborda como os instrumentos de comunicação podem ser utilizados de forma planejada e estratégica e a importância desta visão, como também o olhar estratégico das diretrizes organizacionais e mapeamento de públicos e suas funções dentro de uma organização, além da cultura e ideologias inseridas neste ambiente. Para isso o projeto de extensão da Universidade Metodista de São Paulo, o Projeto Rondon, e a própria instituição foram analisados objetivando a identificação da comunicação/divulgação do mesmo na Universidade e sugestão de instrumentos de comunicação que possam agregar mais informações e concluí-lo com excelência. Além do que já havia sido estabelecido, utilizou-se os registros e relatórios, pesquisa bibliográfica e documental, entrevistas e sites como referências. Concluí-se que a comunicação para os públicos prioritários com o objetivo de divulgar o Projeto Rondon é feita em pouca demanda e de forma nebulosa e por isso não costuma alcançar maior quantidade de inscritos e interessados nas viagens semestrais, por isso os instrumentos sugeridos estrategicamente facilitam a visibilidade e maior esclarecimento por parte desse público e consequentemente trazem maiores interessados em participar de forma direta e indireta no projeto, daí a necessidade dos mesmos nas organizações. Palavras-chave: instrumentos, comunicação, relações públicas, planejamento, estratégia.


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INTRODUÇÃO O sentido estratégico dos instrumentos de comunicação auxiliam uma organização a atingir os seus objetivos para com seus públicos. O planejamento estratégico desde a identificação dos públicos, incluindo os prioritários, passando a escolha dos instrumentos mais adequados para atingir seus propósitos e a forma como serão utilizados é de extrema importância numa organização, pois sem o planejamento estratégico os objetivos podem se perder. A interação entre a instituição e seus públicos é necessária e como ferramenta podem ser utilizados diversos instrumentos de comunicação com diferentes finalidades. É a forma como esta empresa escolhe para fidelizar o seu público e aproximá-lo, por isso que sua escolha influenciará diretamente no resultado esperados. Tendo em vista, o projeto de extensão, Projeto Rondon, presente na Universidade Metodista de São Paulo em sua segunda etapa desde 2009, foi analisado a comunicação e a divulgação interna, incluindo então além do relacionamento entre o projeto e seus públicos, as diretrizes e ideologias. O projeto integrado foi dividido em duas partes, sendo a análise e sugestões e posteriormente a criação do layout dos instrumentos sugeridos e em seis capítulos. No primeiro capítulo (Os instrumentos de comunicação e o contexto em que estão inseridos) foi abordada a necessidade e capacidade dos instrumentos de comunicação e a sua utilização de forma estratégica e a cultura e ideologias e a sua inserção no Projeto Rondon. No segundo capítulo (O plano de relações públicas) foi feito um briefing com a análise do Projeto Rondon e Universidade Metodista de São Paulo em relação a história, estrutura física e humana, identidade visual, atividades e públicos prioritários, políticas e diretrizes organizacionais, o relacionamento entre essas duas organizações e o reconhecimento das mesmas. No terceiro capítulo (Identificação dos públicos estratégicos internos) foi analisada a necessidade do mapeamento de públicos para melhor conhecimento dos públicos trabalhados, criada a tabela de mapeamento do público interno da Universidade Metodista de São Paulo em relação ao Projeto Rondon para uma melhor visualização desses públicos e a identificação dos públicos prioritários e específicos e a necessidade dos mesmos para que as demais decisões fossem tomadas estrategicamente. No quarto capítulo (Objetivos e justificativa) foram definidos os objetivos geral e específicos do projeto integrado e a justificativa deste trabalho, com as motivações e necessidades do Projeto Rondon e Universidade Metodista de São Paulo.


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No

quinto

capítulo

(Análise

das

diretrizes

organizacionais)

as

diretrizes

organizacionais e políticas do Projeto Rondon e Universidade Metodista de São Paulo foram comparadas e relacionadas, assim como a comunicação interna quanto à divulgação e informação deste projeto de extensão da instituição. No sexto capítulo (Planejamento dos instrumentos) foram analisados os instrumentos já utilizados como meio de divulgação e informação do Projeto Rondon na Universidade e a eficácia dos mesmos, assim como a proposta e criação de novos instrumentos e utilização dos mesmos de forma planejada e estratégica que podem atingir melhor os objetivos esperados. O levantamento de informações foi feito através de entrevistas com os públicos prioritários, materiais divulgados pelos mesmos e pesquisas realizadas nos respectivos sites (Metodista, Projeto Rondon e Ministério da Defesa), o que nos possibilitou uma visão mais ampla do cenário. Este trabalho seguiu as normas ABNT.


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Capítulo I - OS INSTRUMENTOS DE COMUNICAÇÃO E O CONTEXTO EM QUE ESTÃO INSERIDOS 1.1 - Os instrumentos de comunicação Os instrumentos de comunicação podem ser utilizados por qualquer profissional da área ou não de comunicação. Eles servem para passar uma mensagem e o receptor entendê-la e assim passar um feedback. Isto é comunicação e é por meio desses instrumentos que isto é feito. Porém, eles só alcançarão seus objetivos se utilizados com um planejamento estratégico voltado exclusivamente para o seu objetivo final. Conforme Adão Eunes Albuquerque (1983, p. 21), o planejamento estratégico é definido da seguinte forma: Quanto mais demorado for o efeito de um plano e quanto mais difícil for alterá-lo, mais estratégico ele será. O planejamento estratégico destina-se tanto à formulação dos objetivos quanto à escolha dos meios para atingi-los. O planejamento estratégico, portanto, se orienta para fins e para meios.

Deve-se pensar primeiramente nos públicos prioritários a serem alcançados para produzir o instrumento com uma linguagem específica, tanto visual, quanto textual. Os públicos prioritários também servem de base para a escolha dos instrumentos a serem utilizados, por isso é importante analisar os meios de comunicação que eles mais utilizam, quais as chances desse público visualizar a divulgação/anúncio que a organização pretende neste meio e da forma que a mesma escolheu fazer, quantas vezes será necessário passar a mensagem para surtir o efeito desejado, como este público se identificaria mais com o instrumento e tipo de mensagem escolhida e assim fazer uma síntese dessas informações e priorizar a escolha dos instrumentos que, com essas informações têm mais chance de alcançar o objetivo final da organização. Deve-se atentar que a escolha dos instrumentos de comunicação, a forma como irá utilizados, o meio e o objetivo final estão voltados para as diretrizes organizacionais, para que a organização não perca sua identidade. O público tem que conseguir relacionar àquela ação com as políticas da empresa e se aproximar da mesma por esse motivo. Assim, Roberto Porto Simões (1995, p.161), define esta escolha como: um ato original, em dependência direta da estratégia estabelecida, a qual, por sua vez, foi definida em função de uma conjuntura e do plano geral da


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organização. Os limites de tais decisões são desenhados e orientados por um referencial maior ao qual devem, de algum modo, servir. Esse quadro reporta-se diretamente a todas as dimensões de relacionamento do processo (cultural, econômica, política, etc.) e torna produtivas ou eficazes, conforme o caso, técnicas que visem a interação, a troca, a doação, a participação, a persuasão.

Pode ser merchandising na televisão, mensagem no rádio, e-mail marketing, assessoria de imprensa, banner, newsletter, diversos tipos de eventos e muitos outros existentes. Uns são mais formais e outros mais dinâmicos, por isso é necessária a identificação e análise dos públicos para saber qual é o instrumento mais adequado para os mesmos. A empresa precisa ter a percepção de cada detalhe para que não falhe na comunicação, desde a tipografia da letra e as imagens e cores escolhidas até a mensagem em si. A estratégia também está presente na localização destes instrumentos. Se for um instrumento físico, o melhor lugar a ser fixado pode ser numa escola, ou numa loja, ou em bares e restaurantes. Se for um instrumento virtual, podem ser escolhidos instrumentos como pop-up, sites e mídias sociais. Cada detalhe a ser escolhido dependerá do fim a ser alcançado e do público a ser direcionado. O que as organizações precisam se conscientizar é que se não for planejado estrategicamente pode ser inútil a utilização dos mesmos. Pois às vezes, mesmo com planejamento estratégico o objetivo pode não ser atingido ou até pode ser atingido, porém não com total efetividade, pois sempre há riscos. Outro ponto importante é a qualificação, responsabilidade e comprometimento dos profissionais e empresas terceirizadas contratadas para realizar o serviço. Deve-se ficar atento a cada ponto, sejam eles jurídicos ou não. Em alguns casos a organização pode agir de forma adequada seguindo todos os passos importantes para alcançar seu objetivo final, porém as empresas terceirizadas contratadas para algum serviço específico, como gráficas e materiais eletrônicos podem utilizar um produto diferente para a construção do material ser mais ágil e econômica, mas isso pode prejudicar a imagem da organização e/ou o trabalho final da mesma. Hoje em dia observa-se a preocupação crescente dos stakeholders de uma organização em relação a qualquer tipo de ação que ela toma e como ela o faz. Preocupam-se com a qualidade do papel e a origem do mesmo, preocupam-se que as belas ações não prejudiquem o meio ambiente ou que deem algum retorno sustentável para o mesmo, preocupam-se se há escravidão, ética e todos os mínimos detalhes. Pois, hoje em dia, para que uma organização seja referência, ela deve seguir normas e regras impostas também pela sociedade atual. Não


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basta fazer uma campanha linda com frases chocantes e imagens maravilhosas e não pensar em cada ato tomado por trás dela. Sendo assim, deve-se atentar a cada detalhe, da organização e de demais companhias contratadas para desenvolver outro(s) serviço(s)/produto(s). Portanto, se as organizações não pensarem de forma estratégica estes instrumentos podem estar sendo utilizados em vão, pois se perderá o poder dos mesmos e até mesmo o objetivo final.

1.2 - O espírito de cidadania e as comunidades Cultura é toda e qualquer manifestação do homem, seja de apreciação ou do que algumas pessoas consideram maus exemplos, como jogar papel na rua. Assim, ambas, juntamente com a arte, refletem a sociedade atual como diversificada, num mundo capitalista completamente sistematizado onde uns têm muito e outros não têm nada. A cultura está presente em todas as regiões, sejam elas carentes de recursos necessários ou não. Porque para alguns cultura é só a apreciação da arte como um todo, como de um bom livro, de saber discernir uma coisa da outra. Mas, na realidade a cultura não está presente só nas pessoas cultas, ela está inserida em qualquer contexto. A cultura de um determinado país é se cumprimentar com um abraço, em outros países um beijo, e às vezes a cultura do país se divide em diversas outras culturas que variam de acordo com cada região. Cultura é o costume de cada local, de cada pessoa. Ela pode variar até de casa pra casa, mesmo vizinhas. Para uns lavar roupas no rio, por exemplo, pode ser algo que indique falta de higiene. Para outros pode ser uma coisa normal. Não apenas por causa dos recursos que dispõem, apesar de ter uma grande relação, mas também porque às vezes essa pessoa não conhece outra forma de lavar a roupa ou até já conhece, mas por ter convivido com aquela forma e utilizado dela sempre acha que é mais conveniente, por isso é variável. O universitário tem um grande papel na construção de uma sociedade mais justa e sustentável, pois ele tem conhecimento mais amplo para estar repassando para outras pessoas. A Universidade Metodista de São Paulo trabalha com diversos projetos e ações para promover a cultura. Ela trabalha com o Trote Solidário, quando todo semestre há doação de sangue dos calouros e demais pessoas que queiram participar, Campanha do Agasalho, possui a Filarmônica Jovem Camargo Guarnieri com apresentações gratuitas, diversas palestras e teatros, além de feiras e outros projetos que visam ajudar a comunidade como um todo e


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ensinar e alertar os seus estudantes para a realidade do mundo atual. Ela traz arte e cultura e ao mesmo tempo mostra novos valores que podem ser aceitos ou não pelas pessoas que participam. O Projeto Rondon é uma dessas iniciativas da instituição que optou por tentar fazer parte das viagens realizadas semestralmente em busca de ajudar diversas comunidades carentes do Brasil (escolhidas pelo Ministério da Defesa) com os recursos que já possuem, ensinar na prática os seus estudantes universitários e ainda reforçar os valores que constam em suas diretrizes organizacionais e filosofias. Os participantes do projeto têm a possibilidade de uma troca humana e profissional com as comunidades receptoras. Os projetos elaborados são feitos exclusivamente para cada comunidade, visando suas dificuldades para melhorar á vivencia de cada um, pois o objetivo não é interferir de forma abundante em sua cultura e sim apenas auxiliar essas pessoas a adotarem novas práticas em seu dia a dia para melhorarem suas condições pessoais para com educação, higiene, saúde e ambiente. As atividades culturais tem que valorizar a cultura local e promover um intercâmbio de informações, sempre com intuito de manter a identidade local. As atividades criadas pelos alunos e docentes podem promover ações que ajudem a comunidade a valorizar a cultura local, com melhoria de vida e fazendo com que aquela pratica não se apague com tempo passando de geração para geração, ensinando-os a valorizarem o comércio e sobreviver com eles, podem capacitar, mobilizar e realizar campanhas na área de saneamento básico e ambiental, informar à comunidade sobre serviços que todos têm direto. A área da saúde é que tem a maior responsabilidade de desenvolver projetos com maiores resultados, pelo fato da maioria das comunidades necessitarem de ajuda com higiene bucal, atendimento à saúde e saneamento básico, incluindo a nutrição junto com os alimentos regionais. Essas ações incluem também, os alunos informarem sobre a vida sexual, gravidez na adolescência, prevenção de prostituição infantil, álcool e demais drogas, e violência com mulheres. Esses projetos e atividades atraem mais de 30 famílias e ao final da viagem do projeto todos esperam ter alcançado o resultado que lá atrás só estava no papel e fazer um relatório descrevendo suas experiências e falando a sua visão do antes e o depois. Os participantes da primeira etapa do projeto e agora na segunda mudaram muito. Antes boa parte deles se preocupava com a educação, hoje nem tantos querem reinvidicar esses direitos às pessoas mais necessitadas. O mundo mudou com o passar dos anos e os


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jovens de hoje têm outra cabeça e muitos são imaturos para participar do projeto. Os professores auxiliam e alguns melhoram com o passar dos dias nas viagens, mas é algo que se alterou nessas duas etapas do projeto. Claro que, apesar do Projeto Rondon não visar alterar a cultura dessas comunidades de forma abundante isso acaba acontecendo. Os participantes estão lá para mostrar que essas pessoas podem mudar seus hábitos para melhorarem sua qualidade de vida. Mas aí é que surge a questão: Será que essas pessoas necessitam de que alguém lhes diga como fazer o que elas já fazem de outra forma há décadas? E será que elas realmente querem que façam isso por elas? Obviamente há ideologias por trás disso tudo. O governo pode executar este trabalho com o apoio das instituições de ensino superior, mas tanto o governo quanto as Universidades podem trabalhar com esta ação apenas para aparentar que fazem algo pelo país, que melhoram a vida dessas pessoas e que também ensinam valores profundos aos participantes. Mas aí se volta às duas questões abordadas acima: Será que essas pessoas já não vivem bem da forma que vivem? E quem disse que viver da forma que a outra parte da população vive é certo e que algumas coisas que eles fazem é errado? Quem determinou isso? Conforme se pode pesquisar na internet ou ver em matérias da televisão, as pessoas mais idosas do mundo raramente viveram em condições de luxo, seguindo todas as normas cultas e de higiene. Muito pelo contrário, normalmente são pessoas que viveram quase a vida toda em condições consideradas precárias por outras pessoas ou são índios que seguem seus próprios preceitos. Então por que dizer que fazendo aquilo da forma que a maioria das pessoas fazem está correto? Por que chegar numa comunidade, se instalar lá por alguns dias e mudar boa parte do que se costumava fazer? Apesar disso alterar a cultura popular dessas pessoas e não se comprovar por essas teorias já citadas se é realmente benéfico pra eles enxerga-se isso de forma positiva, pois orientar não faz mal a ninguém e acredita-se que muitas orientações se seguidas podem melhorar gradativamente a qualidade de vida dessas pessoas, não apenas na saúde, mas também no lazer e nos negócios. É apenas aconselhar uma comunidade, não dizendo o que é certo ou errado, mas dando dicas de como melhorar o desenvolvimento da mesma sem que precisem utilizar mais recursos além dos que já disponibilizam ali e claro explicar o porquê seria interessante que essas pessoas trocam alguns hábitos por outros. Não é apenas mandar e desmandar pra dizer que ajuda a comunidade em alguma coisa. É dar uma base para que possam entender que certas coisas podem melhorar a vida deles e não que vão melhorar. Apenas corre-se menos


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risco e aumentam-se as chances. Nada comprovado. Nada garantido na questão de experiências de vida. Mas porque viver de uma forma que cientificamente, por exemplo, é ruim se podem alterar pequenas coisas das suas rotinas e isso trará mudanças positivas latentes ou no máximo continuará da mesma forma? Piorar dificilmente acontecerá. Então o que resta para comprovar, por meio do Projeto Rondon, se estas ações semestrais realmente melhoram a qualidade de vida dessas pessoas se seguidas corretamente, é incluir nesse projeto visitas posteriores à essas apenas como método de avaliação e relatório. É um acompanhamento para mostrar para as comunidades que já foram e que serão visitadas e para os participantes que esse projeto realmente tem um objetivo claro a ser alcançado e que isso pode de fato acontecer com a colaboração de todos.


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Capítulo II- O PLANO DE RELAÇÕES PÚBLICAS: BRIEFING 2.1 - História Em 1881 é criado o primeiro colégio metodista do Brasil, o Colégio Piracicabano, no interior de São Paulo. Em 1964 este mesmo colégio passa a oferecer cursos de graduação. A Igreja Metodista implantou em 1938 a faculdade de teologia no bairro Rudge Ramos, localizado na cidade de São Bernardo do Campo. E em 1970 foi criado o Instituto Metodista de Ensino Superior para que a Igreja Metodista consolidasse o seu compromisso também na região metropolitana de São Paulo, e não apenas no interior. Em 1997, ela conquistou o título de Universidade e ampliou mais ainda a quantidade de cursos oferecidos. Hoje o campus Rudge Ramos oferece cursos das áreas de humanidades, comunicação, saúde, tecnologia e negócios, além da administração geral da Universidade se encontrar ali. Além deste campus a Universidade tem o campus Vergueiro (negócios) e mais recentemente o Planalto (saúde). A estrutura da Universidade conta com auditórios, diversos tipos de laboratórios, salas de aula modernas, centro de convivência, academia de esportes, ginásio, dentre outras coisas. É uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil e participa de muitas premiações, das quais já conquistou várias estrelas no Guia do Estudante, o título de melhor Universidade de comunicação privada no Brasil por três vezes consecutivas também pelo Guia do Estudante e notas consideravelmente altas no Enade. A Universidade Metodista de São Paulo tem como objetivo não apenas formar profissionais, mas acima disso, formar cidadãos contribuindo com a melhoria na qualidade de vida. É por esse motivo que ela participa de várias campanhas e projetos de extensão que ajudam não apenas a comunidade, mas também os seus estudantes a vivenciarem os conteúdos de seus cursos na prática, além de desenvolverem um senso crítico para determinadas situações do nosso dia a dia. Assim, desde 1967, a Universidade participa do Projeto Rondon, um projeto que foi desenvolvido inicialmente pelo Exército Brasileiro e foi interrompido em 1989 por não ser mais prioridade do governo federal. As atividades do projeto retornaram em 2005 como iniciativa do Ministério da Defesa em parceria com outros ministérios como o da Educação, por uma decisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva aceitando o pedido da União Nacional dos Estudantes.


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Após o retorno do projeto a Universidade Metodista de São Paulo só voltou a participar das atividades em 2009 com a primeira viagem desta etapa para a cidade de Capela, localizada no estado de Alagoas.

2.2 – Estrutura física e humana O Projeto Rondon não possui uma estrutura física, nem dentro e nem fora da Universidade Metodista de São Paulo. O coordenador deste projeto é o Ministério da Defesa, porém suas atividades são realizadas em diversas cidades de estados menos favorecidos do Brasil. Durante a realização do projeto as equipes voluntárias ficam alojadas em locais que o município visitado disponibilizar, o que normalmente são escolas da região. Nesses locais normalmente a equipe pode utilizar a cozinha, refeitório, salas, banheiros e pátio. Entretanto o projeto é desenvolvido em diversos locais, tanto internos quanto externos naquelas comunidades, podendo ser desde a estrutura do local que estão alojados até praças e outros locais da região. Já a estrutura humana é composta de pessoal disponibilizado pelo Ministério da Defesa, sendo o Exército brasileiro e a Marinha brasileira, e também o comitê do Projeto Rondon, que é composto de coordenadores e docentes que participam e/ou participaram de viagens do projeto. Dentro das Universidades a efetivação do projeto só é possível pelos docentes e suplentes voluntários selecionados a cada operação mediante inscrição, sendo que normalmente são 8 universitários e 2 professores (um deles coordenador da turma) que viajam para ajudar estas pessoas. Além desses voluntários, participam também do projeto os responsáveis pela divulgação do mesmo internamente, que no caso da Metodista é a DICOM. Elizabete Renders é a atual coordenadora do projeto de extensão, portanto responsável pelo Projeto Rondon na Metodista. Além, é claro, da reitoria da Universidade que apoia e ajuda nas decisões para organização e desenvolvimento de todas as viagens passadas e futuras do projeto.


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2.3 – Identidade visual O logotipo da Universidade Metodista de São Paulo é composto das cores azul, branco e amarelo com os dizeres “Universidade Metodista de São Paulo” em azul do lado direito do símbolo da instituição que são três letras “M” azuis unidas formando uma estrela amarela de seis pontas central contornada pela cor branca (ver anexo 1). Para efeito de destaque, a palavra “Metodista” encontra-se em negrito. O logotipo do Projeto Rondon é composto das cores azul, verde e amarelo (inspiradas na bandeira brasileira) e com os seguintes dizeres: PROJETO RONDON – Lição de vida e de cidadania. A escrita está em azul (C=100, M=90, Y=0, K=30) e a segunda letra “o” da palavra Rondon foi substituída pelo mapa do Brasil em verde (C=100, M=0, Y=100, K=0) e duas setas circulares amarelas (C=0, M=20, Y=100, K=0) sobrepostas ao mapa, que é o símbolo do projeto (ver anexo 2).

2.4 – Atividades e público prioritário O Projeto Rondon atualmente é um projeto coordenado pelo Ministério da Defesa em parceria com outros ministérios e com as Forças Armadas Brasileiras e visa orientar comunidades carentes situadas em cidades isoladas e com os maiores índices de pobreza do Brasil a utilizarem de forma mais proveitosa os recursos que já possuem, proporcionando assim uma melhoria na qualidade de vida dessas pessoas. Já para os universitários voluntários tem como objetivo a extensão do aprendizado nas salas de aula, agora de forma totalmente prática e humanitária. Por ser um projeto de extensão, ele é realizado sempre em época de recesso escolar, ou seja, nos meses de janeiro e julho de cada ano. Nesses períodos os universitários voluntários aprovados pela Universidade por meio de processo seletivo juntamente com os docentes voluntários selecionados viajam para cidades determinadas pelo Ministério da Defesa acompanhados de um militar do Exército Brasileiro para desenvolver diversos tipos de atividades e orientações do conjunto/eixo A (cultura, direitos humanos e justiça, educação e saúde) e/ou B (comunicação, meio ambiente, trabalho, tecnologia e produção). A Universidade pode desenvolver apenas as atividades correspondentes a um eixo em cada cidade (o outro eixo será preenchido por outra Universidade voluntária), podendo ser selecionada para apenas um eixo em alguns casos.


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O público prioritário são primeiramente os universitários, aqueles que desenvolvem as atividades e ajudam as pessoas daquelas regiões, além de aprender na prática o conteúdo visto nas aulas, mas há também os moradores dessas comunidades carentes visitadas, que recebem auxílio, orientação e apoio para que assim consigam desenvolver uma melhoria no processo de desenvolvimento daquela região com os recursos que já dispõem e assim promovem a queda em índices de doenças, mortalidade e precariedade em relação não apenas à saúde, mas também a outros segmentos como renda, meio ambiente, dentre outros.

2.5 – Políticas e diretrizes organizacionais “A missão do Projeto Rondon é de viabilizar a participação do estudante universitário brasileiro nos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania. Os objetivos do projeto são: contribuir para a formação do universitário como cidadão; Integrar o universitário ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do País; Consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social coletiva em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais; Estimular no universitário a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas. As diretrizes são: contribuir para o desenvolvimento sustentável nas comunidades carentes, usando as habilidades universitárias; Estimular a busca de soluções para os problemas sociais da população, formulando políticas públicas locais, participativas e emancipadoras; Contribuir na formação acadêmica do estudante, proporcionando-lhe o conhecimento da realidade brasileira, o incentivo à sua responsabilidade social e o patriotismo; Manter articulações com os órgãos governamentais e não governamentais, em seus diferentes níveis, para evitar a pulverização de recursos financeiros e a dispersão de esforços em ações paralelas; Assegurar a participação da população na formulação e no controle das ações; Priorizar áreas que apresentem maiores índices de pobreza e exclusão social, bem como áreas isoladas do território nacional que necessitem de maior aporte de bens e serviços; Buscar garantir a continuidade das ações desenvolvidas; Democratizar o acesso às informações sobre benefícios, serviços, programas e projetos, bem como recursos oferecidos pelo poder público e iniciativa privada e seus critérios de concessão.” (CONCEPÇÃO..., 2011)


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2.6 – Relacionamento Rondon-Metodista A coordenadoria de projetos de extensão em conjunto com a reitoria da instituição, que são os responsáveis por essa ação na Universidade Metodista de São Paulo, se reportam ao Ministério da Defesa e respectivamente o Projeto Rondon. É um relacionamento que respeita as leis e também normas impostas por ambas as organizações. O contato se restringe a prazos, editais e discussões por meio do comitê do Projeto Rondon na Universidade.

2.7 - Reconhecimento As pessoas que conhecem o Projeto Rondon, seu funcionamento e objetivos admiram essa práxis cidadã e apoiam juntas essa causa, apesar de que nem todos pretendem participar. Entretanto, dentro da Universidade Metodista de São Paulo são poucas pessoas que conhecem o projeto, exceto os professores, coordenadores e a administração da Universidade. Em relação aos alunos, a única exceção se encontra no campus Planalto, onde a divulgação por iniciativa de alguns professores é constante e por isso o conhecimento dos mesmos para com o projeto é considerável. A intenção dos coordenadores do Projeto Rondon é que ele não apenas seja conhecido como reconhecido pela maioria dos alunos e que esses mesmos alunos e Universidade no geral queiram participar de alguma forma do projeto, seja para participar efetivamente da viagem, expandir a divulgação por meio de instrumentos e “boca a boca”, com sugestões, dentre outras coisas.


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Capítulo III – IDENTIFICAÇÃO DOS PÚBLICOS ESTRATÉGICOS INTERNOS Nem todo consumidor é necessariamente o público de um produto ou serviço. Logo as empresas devem dar atenção não somente a quem consome ou tem ligação direta ao produto/serviço, mas também saber quem são seus públicos específicos, suas necessidades e atentar aos resultados que suas ações alcançam. Segundo Porto Simões (1995, p. 131) “é imprescindível identificá-los, analisá-los e referenciá-los quanto ao poder que possuem de influenciar os objetivos organizacionais, obstaculizando-os ou facilitando-os”. Ao identificar os públicos a instituição passa a ter focos definidos para cada um, da forma mais simples de divisão os públicos são classificados como internos, externos e mistos, porém Fábio França (2004) explica que esta visão é um modo extensivo de enxergar os públicos, pois apesar de serem agrupados como, por exemplo, internos, seus interesses podem ser diversos, logo o desenvolvimento da comunicação torna-se defasado quando visto dessa forma. John E. Marston (apud FRANÇA, 2004, p. 67) define os públicos internos como pessoas ligadas a uma organização e com as quais ela se comunica no dia-adia do trabalho. Os públicos internos típicos de uma indústria são os empregados, acionistas, fornecedores, revendedores, clientes e a comunidade próxima à empresa. Em um estabelecimento escolar são públicos internos os vários tipos de empregados, estudantes, pais, fornecedores, e o público geral divididos em vários subgrupos.

Entendendo que os públicos internos são compostos por vários subgrupos com interesses diferentes, FRANÇA (2004) realiza então um mapeamento de públicos, que funciona como guia para identificá-los e descrevê-los, por conta disso são estudados diversos modelos de tabelas, para então utilizar o que se enquadre melhor nos objetivos da instituição. Neste projeto a tabela utilizada é composta por: tipo de públicos, quem são; tipo de relação, qual é a relação entre instituição e públicos, podendo ser composto por mais de um; objetivos da organização, o que se pretende atingir levando em conta a finalidade de gerar benefícios; expectativa dos públicos, saber o que o público espera da instituição. Nesse último FRANÇA recorda a importância do estudo do quarto modelo de relações públicas de Grunig e Hunt (apud KUNSCH, 1997, p.110), simétrico de duas mãos, que tem por objetivo a busca pelo equilíbrio e entendimento entre os interesses da organização e dos públicos envolvidos


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para melhor focá-los e assim desenvolver seus projetos de comunicação atrativos para os mesmos. Neste projeto integrado serão abordados e classificados os públicos internos do projeto de extensão da Universidade Metodista de Ensino Superior (UMESP), o Projeto Rondon, para então compreender os instrumentos direcionados a cada público constante na Universidade. 3.1 - Mapeamento de públicos internos – Projeto Rondon

TABELA 1 – Mapeamento de públicos internos do Projeto Rondon 2012 Classificação

Constitutivos

Públicos essenciais

(Ligados ou não juridicamente à organização e dos quais ela depende para sua constituição).

Públicos

Mantenedora

(Possibilitam a existência da organização, fornecendo elementos e recursos para sua constituição).

Nãoconstitutivos primários

Tipo da relação Legal

Reitor

Social Negócios

(Não interferem

Coordenador de extensão

Social Negócios Acadêmico

Diretor das Faculdades

Social Negócios Acadêmico

Expectativas dos públicos

Obter apoio financeiro.

Receber o reconhecimento da sociedade por cumprir sua missão de contribuir na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Obter acompanhamento e responder oficialmente pela Universidade junto ao comitê do Projeto Rondon.

Ter a Universidade progredindo seguindo sua visão proposta, principalmente no reconhecimento por serviços de relevância social.

Obter apoio na liberação das divulgações e participações da Universidade/curso no projeto.

Ter credibilidade perante a comunidade com os projetos desenvolvidos.

Possuir apoio e incentivo na liberação da faculdade para participação do

Conquistar o prestígio dos alunos e públicos externos quanto à qualidade dos cursos da faculdade

Negócios

Acadêmico

diretamente na constituição da organização, mas em sua viabilização enquanto colaboram para a execução da atividade-fim)

Objetivos da organização


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Coordenador es de curso

Social

Professores

Acadêmico

Alunos

Social

Negócio

Acadêmico

Públicos nãoessenciais

(Definidos como redes de interesse específico, pelo grau de participação nas atividades, porém não fazem parte das atividades-fim; não estão ligados aos fatores produtivos)

Redes de Consultoria, divulgação e promoção

(São representados por empresas externas de setores de prestação de serviço. Oferecem colaboração qualificada à organização no planejamento de sua divulgação).

AGICOM (Agência Integrada de Comunicação)

Negócios

DICOM (Diretoria de Comunicação e Marketing)

Negócios

Divulgação

Divulgação

projeto.

responsável, para a realização de projetos comunitários em todas as áreas.

Possuir professores integrados em projetos sociais dispostos a participar e/ou incentivar quanto ao Projeto.

Ter reconhecimento das orientações dos projetos desenvolvidos com os alunos dentro do campo disciplinar do Projeto Rondon.

Incentivar à participação nos projetos sociais. Desenvolver trabalhos de fácil aprendizado e utilização.

Ajudar a população. Obter reconhecimento dos docentes e Universidade. Compartilhar conhecimentos.

Possuir ética quanto a veracidade das informações, utilizando bons projetos e criatividade

Reconhecimento dos trabalhos expostos.

Ter seus instrumentos de divulgação do projeto bem distribuídos e aprovados por profissionais.

Ser reconhecida profissionalmente nos planejamentos das divulgações propostas pela Universidade.


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3.2 - Análise dos relacionamentos dos públicos Segundo análise baseada em materiais consultados e entrevistas realizadas, chegou-se a conclusão de que os públicos prioritários do Projeto Rondon, são professores e estudantes universitários. Sobre a análise da tabela dos públicos, constata-se que os mesmos entram como uma “peça chave” para o andamento do projeto. Os alunos colocaram em prática seus conhecimentos adquiridos na Universidade em campo, juntamente com os professores que ficam encarregados da organização e execução dos projetos elaborados para o eixo A e B. Esses dois públicos foram escolhidos uma vez que o projeto não tem existência sem os mesmos. Para tanto, o próprio edital do Projeto Rondon cita esses públicos e portanto professores e alunos têm a grande missão de colocar em prática suas vivências que serão de muita importância para atingir seus objetivos relacionados ao projeto. Analisou-se também outros públicos, os ministérios, sendo principalmente o Ministério da Defesa, que tem a função organizacional de nomear as cidades e Universidades que participarão do projeto, sendo assim distribuídos igualmente às equipes do eixo A e B dando todo suporte necessário. Juntamente com este público citado temos a AGiCOM (Agência Integrada de Comunicação) e a DICOM (Diretoria de Comunicação e Marketing ) que trabalham em conjunto para métodos de divulgação tanto dentro como fora do campus. Temos as mantenedoras, que alem de “financiarem” alguns projetos da instituição, também entram como um púbico, não diretamente, mas indiretamente, uma vez que ela participa tanto na parte financeira como administrativa, onde em algumas circunstâncias a instituição teria que mostrar, por exemplo, como estão sendo investidas as verbas. Analisou-se coordenador de extensão, que fica diretamente encarregado pela parte dos projetos, eventos, onde a Universidade participa, dando suporte tanto para o Ministério da Defesa, caso algo necessite ser esclarecido, quando aos alunos e também para os coordenadores de cursos, onde estes ficam também dando suporte aos alunos que tem intenção de participar do projeto. E por fim vimos como um público também o reitor da Universidade, onde mesmo que não fique diretamente com os alunos, sua opinião juntamente com os coordenadores dos cursos, acaba dando as diretrizes para se fazer o edital, por exemplo, ou em eventos e reuniões com líderes dos ministérios. O reitor da faculdade também será convocado como uma “autoridade” dentro do Projeto Rondon.


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CAPÍTULO IV – OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA 4.1 – Objetivo geral Conseguir mais alunos e professores voluntários inscritos para participar do Projeto Rondon por meio da utilização de instrumentos estratégicos.

4.2 – Objetivos específicos 

Angariar mais alunos e professores para participar do projeto;

Mostrar aos estudantes universitários por meio dos instrumentos estratégicos a importância do projeto para a prática de sua profissão;

Conquistar parceiros para doações;

Trazer conhecimento por meio dos instrumentos estratégicos do auxílio às comunidades trabalhadas exercitando a práxis cidadã.

4.3 – Justificativa Devido a diversas falhas na comunicação e divulgação do Projeto Rondon na Universidade Metodista de São Paulo, constata-se a necessidade de maior esclarecimento e aprofundamento em relação a todas as etapas envolvidas. Chamando assim maior atenção dos públicos, principalmente os prioritários, de forma que instigue os mesmos a explorarem mais as questões que envolvem o Projeto Rondon como um todo, sendo não só o que é divulgado, mas também os “bastidores” do processo e viagem. A proposta prevê também a aproximação não apenas do público interno, mas também da comunidade em torno da Universidade Metodista de São Paulo, pois a participação em projetos sociais traz à instituição uma imagem positiva e assim acarreta em demais voluntários para outras ações que a Universidade está inserida, que podem ou não necessitar de presença do público externo também. Assim ela provavelmente terá maior sucesso futuro em suas ações ao longo do tempo e terá mais interessados para as mesmas e para outros eventos, cursos e projetos não necessariamente filantrópicos que a Universidade fornecer. Por isso, para que inicialmente o público interno se interesse pelo Projeto Rondon, é crucial que o mesmo se identifique com seus objetivos e metas e que tenha conhecimento suficiente sobre o seu funcionamento, assim podendo se encantar com os ideais do mesmo e querer fazer parte desta ação. A proposta visa alcançar a meta principal de angariar mais


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voluntários para o projeto, obtendo qualidade nas etapas que decorrem desde o interesse de participação da instituição até o relatório final após a viagem. A estratégia objetiva beneficiar não só o Projeto Rondon, mas também a Universidade Metodista de São Paulo. Assim o aumento de interessados no projeto de extensão poderá atrair mais participantes para outras ações da instituição e o crescimento de ambos será evidente.


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CAPÍTULO V – ANÁLISE DAS DIRETRIZES ORGANIZACIONAIS 5.1 - Políticas e diretrizes organizacionais Segundo

João

Evangelista

Teixeira

(2009,

informação

verbal),

diretrizes

organizacionais são princípios que orientam os negócios de uma organização, composto por vários elementos, mas destacando os valores, objetivos, visão e missão. Quando uma organização determina qual é a sua missão, ela está informando aos seus públicos o porquê de existir, às vezes como e com quem fazê-lo, para então agregar valor não só a si mesma, mas a todos os interessados. O Projeto Rondon determina que sua missão “é viabilizar a participação do estudante universitário brasileiro nos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania.”, com os objetivos de contribuir para a formação do universitário como cidadão; integrar o universitário ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do País; consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social coletiva em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais; estimular no universitário a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas. (CONCEPÇÃO..., 2011).

5.2 - Relacionamento do Projeto Rondon e Universidade Metodista A coordenadoria de projetos de extensão em conjunto com a reitoria da instituição, que são os responsáveis por essa ação na Universidade Metodista de São Paulo, se reportam ao Ministério da Defesa e respectivamente ao Projeto Rondon. É um relacionamento que respeita as leis e também normas impostas por ambas as organizações. O contato se restringe a prazos, editais e discussões por meio do comitê do Projeto Rondon na Universidade.

5.3 – As políticas das instituições A Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) carrega diversas políticas englobadas com o dia a dia da Universidade. Elas podem ser encontradas, por exemplo, em um banner escrito "Trote Não É Legal", onde é deixado bem claro que a faculdade não aceita


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o trote na instituição. Portanto, políticas são métodos estabelecidos de que são necessários o respeito e o praticar de cada um, impostas pela Universidade. O reitor da Universidade Metodista de São Paulo, Marcio de Moraes, quando diz que o intuito é "que a palavra ‘cidadania’ não fique apenas na esfera conceitual, mas que se traduza em atividades práticas, com resultados efetivos para o público interno e externo" (DIRETOR, 2010), nota-se que há uma ligação com o Projeto Rondon, onde essa cidadania que a Universidade ajuda a criar é colocada em prática. O Projeto Rondon tem por finalidade levar as instituições de ensino superior e seus estudantes àquelas regiões do Brasil menos favorecidas, dando-lhes a oportunidade de conhecerem essas realidades, socializarem seus saberes e, na interação com as comunidades, elaborarem propostas e criarem soluções participativas, de modo a atenuar as deficiências estruturais locais, contribuir para o bem-estar dessas populações, e, simultaneamente, consolidar a formação dos universitários como cidadãos. (CONCEPÇÃO..., 2011)

As duas políticas estão em conjunto, pois o direito do cidadão é colocado em primeiro lugar nos dois segmentos.

5.4 - As diretrizes organizacionais da Universidade Metodista e do Projeto Rondon A Universidade Metodista de São Paulo apresenta-se à sociedade com o intuito de “Participar efetivamente na formação de pessoas, exercendo poder de influência e contribuindo na melhoria da qualidade de vida, baseada em conhecimento e valores éticos.” (MISSÃO..., [s.d.]) querendo, em um espaço de tempo indeterminado, “Ser referência educacional na construção de uma comunidade aprendente, reconhecida nacional e internacionalmente por serviços de qualidade e relevância social, com práticas flexíveis, criativas e inovadoras” (MISSÃO..., [s.d.]). Segundo Robbins (2006, p.55), “os valores são importantes no estudo do comportamento organizacional porque estabelecem a base para a compreensão das atitudes e da motivação, além de influenciarem nossas percepções.” A Universidade Metodista divulga seus valores deixando ao alcance dos seus públicos, sejam internos ou externos, para compreenderem algumas atitudes e projetos aprovados pela instituição. Valores:

Desenvolvimento

de

consciência

critica

da

realidade;

Desenvolvimento de senso de justiça e de solidariedade, e de sua pratica,


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inclusive nas relações de trabalho; Prática reflexiva voltada para o âmbito de espiritualidade cristã; Desenvolvimento da consciência de que os interesses social e individual são igualmente importantes para o equilíbrio das relações sociais; Inovação e criatividade subordinadas à ética, na construção e socialização do conhecimento. (MISSÃO..., [s.d.])

Orientado pelos princípios da democracia, da responsabilidade social e da defesa dos interesses nacionais, o Projeto Rondon veio com o intuito de “viabilizar a participação do estudante universitário brasileiro nos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania.” Querendo durante suas ações Contribuir para a formação do universitário como cidadão; integrar o universitário ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do país; consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social coletiva em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais; estimular no universitário a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas. (CONCEPÇÃO..., 2011).

Com a conduta de diretriz Contribuir para o desenvolvimento sustentável nas comunidades carentes, usando as habilidades universitárias; estimular a busca de soluções para os problemas sociais da população, formulando políticas públicas locais, participativas e emancipadoras; contribuir na formação acadêmica do estudante, proporcionando-lhe o conhecimento da realidade brasileira, o incentivo à sua responsabilidade social e o patriotismo; manter articulações com os órgãos governamentais e não-governamentais, em seus diferentes níveis, para evitar a pulverização de recursos financeiros e a dispersão de esforços em ações paralelas; assegurar a participação da população na formulação e no controle das ações; priorizar áreas que apresentem maiores índices de pobreza e exclusão social, bem como áreas isoladas do território nacional que necessitem de maior aporte de bens e serviços; buscar garantir a continuidade das ações desenvolvidas; democratizar o acesso às informações sobre benefícios, serviços, programas e projetos, bem como recursos oferecidos pelo poder público e iniciativa privada e seus critérios de concessão. (CONCEPÇÃO..., 2011).


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5.5 - Relação entre as duas diretrizes A relação entre a Universidade Metodista de São Paulo e o Projeto Rondon é vista quando a Universidade tem por missão de formar o cidadão dando-lhes diretrizes de conceitos éticos e ajudando na formação de pessoas. Consequentemente, no Projeto Rondon, todos esses princípios adquiridos na Universidade são colocados em prática nos programas feitos pelo projeto. "O conhecimento pode mudar sua vida e de muitas pessoas", esta frase colocada no site do Projeto Rondon mescla-se com a visão da Universidade Metodista ao ser pensado na formação do universitário. A Universidade tendo por objetivo ser reconhecida pela sociedade através dos seus alunos oferece a base do conhecimento e da formação do aluno/cidadão. Já com o Projeto Rondon a contribuição com o universitário é com o complemento de formação cidadã, havendo integração uma com a outra. Tanto o Projeto Rondon quanto a Universidade Metodista têm como valores a responsabilidade social, ambos trabalhando em paralelo para atingir os mesmos objetivos. A principal virtude é colocar o próximo em primeiro lugar, priorizando aqueles que mais necessitam. Trazendo essa dignidade para dentro das salas de aula, como no caso da Universidade Metodista, o Projeto Rondon consequentemente terá um bom resultado e um ótimo desempenho em seus programas e na formação dos universitários.


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CAPÍTULO VI – PLANEJAMENTO DOS INTRUMENTOS 6.1 – Descritivo do planejamento dos instrumentos A DICOM e a AGICOM são as responsáveis pela divulgação geral do projeto na Universidade. Elas se utilizam basicamente de murais e divulgação por meio de matérias informativas e editais no portal da instituição. O restante da comunicação fica condicionado voluntariamente aos coordenadores dos cursos e professores de cada área para falar não só sobre o funcionamento do projeto, mas sobre a experiência da viagem e a prática da profissão que se tem a oportunidade de exercer lá, para assim chamar a atenção e posteriormente interesse por parte dos estudantes em relação à participação no Projeto Rondon. Por iniciativa própria das pessoas que se identificam com o projeto (sem necessariamente já terem participado), alguns campi da Universidade têm mais divulgação do que outros. No campus Planalto, por exemplo, o professor de biomedicina Victor Bigoli garante que se os alunos forem perguntados do que é o Projeto Rondon saberão responder. Já no campus Rudge Ramos, o maior e que abriga toda a estrutura de apoio interna da instituição, poucas pessoas conhecem e têm interesse em se inscrever. No entanto, deveria ter a maior influência de participação, por ser como uma central e dispor de mais alunos. Porém, a própria professora de comunicação Lana Santos diz que não há muito incentivo. Verifica-se então que o Projeto Rondon necessita de maior divulgação para despertar o interesse dos possíveis participantes. No entanto, para que essa divulgação alcance seus objetivos é necessário um planejamento atrativo, que chame a atenção para a beleza por trás dos projetos sociais e voluntários, para os benefícios que tanto a Universidade Metodista, quanto os alunos, professores e comunidades ganham, e que abre espaço para qualquer tipo de esclarecimento relacionado ao projeto. Portanto, além do evento especialmente desenvolvido para o Projeto Rondon, há mais quatro instrumentos de comunicação utilizados, sendo o display juntamente com o folder, banner especificamente para o Centro de Convivência e para a Praça Central da Universidade, fidelizando os mesmos detalhes dos outros instrumentos da campanha, e o e-mail marketing, assim “cercando” os públicos internos prioritários (ver cronograma no anexo 3 e orçamento no anexo 4). Pretende-se assim, aos poucos, fazer com que as pessoas conheçam o Projeto Rondon, seu funcionamento, suas etapas, o desenvolvimento, a contribuição para a sociedade e


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adquiram assim interesse na inscrição, captando mais pessoas para a possível participação nas futuras operações. A intenção é que as pessoas se deixem envolver pela campanha inicial no geral (displays, banner e folders), em momentos que já fazem parte de sua rotina e influenciando posteriormente o seu senso crítico a lhes moverem até as operações do Projeto Rondon juntamente aos demais interessados pelas comunidades necessitadas. A ideia é que essas pessoas sejam influenciadas pelo lado emocional inicialmente e depois pelo racional. Posteriormente, elas recebem em sua caixa de e-mails mais um lembrete e isso pode reforçar a missão de contribuir com o seu conhecimento e participar de uma atividade voluntária. Ao lerem o e-mail e entenderem um pouco mais a fundo sabem que além de contribuir elas também ganham, pois ganham em conhecimentos práticos, em experiências e em lições de vida. A estratégia foca além do Projeto Rondon: se afeiçoando a este tipo de projeto essas pessoas podem ser voluntárias em demais projetos voluntários apoiados pela instituição, mas claro que tudo dependerá de demais fatores existentes nesses outros projetos. Segue abaixo o detalhamento dos instrumentos propostos:

6.1.1 – Display Os displays são espalhados em pontos estratégicos da Universidade (ver anexos 5, 7, 9, 11, 13 e 15). Têm imagens marcantes do Projeto Rondon e frases de impacto (ver anexos 6, 8, 10, 12, 14 e 16). Tanto as imagens, quanto as frases são relacionadas aos locais em que os displays se encontram. O intuito é a pessoa associar e automaticamente se sentir próxima ao projeto fazendo essa associação. No prédio Delta, voltado especialmente para a área da comunicação e com imagens e frases relacionadas, no prédio Ômicron à negócios, no Iota à saúde e assim por diante.

6.1.2 – Folder Os folders informativos (ver anexos 17 e 18) sobre o Projeto Rondon estão inclusos nos displays, pois em cada display haverá um compartimento desenvolvido para que esses folders sejam colocados ali. Assim, as pessoas ao irem até o display podem pegar um folder informativo dando mais detalhes do que é o Projeto Rondon. Também cada carteira em salas


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utilizadas tem um folder para que alcance os demais alunos que não tiveram a oportunidade de verem os displays.

6.1.3 – Banner Os banners (ver anexos 19, 20, 21 e 22) serão utilizados apenas no Centro de Convivência, pois os displays atrapalham a movimentação das pessoas que lá se encontram e na praça central por causa da chuva. Seguem o mesmo estilo dos displays, com imagem e frase de impacto, no caso, relacionada às comidas típicas e a alimentação no geral. Será colocado no centro para maior chance de visibilidade, sem que seja necessário alterar a rotina das pessoas ou a estrutura do local.

6.1.4 – E-mail marketing O e-mail marketing (ver anexo 23 e 24) é utilizado um pouco depois da campanha física com os outros instrumentos, apenas para relembrar e reafirmar os ideais da campanha. É de linguagem de fácil interpretação e abordará a próxima etapa do Projeto Rondon, que é a abertura das inscrições para a possível participação na próxima operação. Terá uma imagem com pessoas que já participaram do projeto e o logotipo do Projeto Rondon e Universidade Metodista de São Paulo para que as pessoas assimilem à campanha.

6.1.5 – Evento O evento tem o objetivo de chamar a atenção dos alunos e docentes da Universidade Metodista que se encaixam no perfil do Projeto Rondon, ou seja, que se interessam por trabalho voluntário, alunos que estejam cursando pelo menos a metade do período total de seus cursos e que tenham disponibilidade e condições para acompanhar e auxiliar em todas as etapas da operação. Por isso, a comunicação do evento será feita de duas maneiras, sendo uma mais formal (palestra) e outra de maneira dinâmica (stand up e mesa redonda) para despertar a atenção deste público, pois os possíveis participantes das operações do projeto podem se interessar tanto por eventos mais participativos, quanto mais esclarecedores de forma teórica. Para atingir este objetivo será realizado no Salão Nobre uma palestra informativa sobre o projeto no geral e o seu funcionamento, seguida de apresentação de stand-up para divertir os participantes com histórias engraçadas das viagens realizadas, mostrando uma outra realidade das operações, ou seja, os “bastidores” da mesma, e logo depois será feita uma


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mesa redonda a fim de debater sobre o conhecimento adquirido no projeto, dúvidas e sugestões, com a presença de participantes do Projeto Rondon, entre eles alunos e docentes. O evento será divulgado em todos os campi da Universidade Metodista, convidando todos os alunos de todos os períodos, porém a realização do mesmo será no período noturno.

6.2 – Planejamento do evento Características do evento : 

Porte do Evento : Médio – aproximadamente 800 pessoas

Periodicidade: Esporádico

Abrangência: Local

Origem/Nacionalidade: Brasileiro

Natureza do Evento: Evento especial

Âmbito de Atuação: Interno

Participação do Público: Consumidor

Tipo do Evento: Fechado

Promotor: Projeto Rondon – Universidade Metodista de São Paulo Públicos : Universitários e docentes


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6.2.1 – Organograma Universidade Metodista de São Paulo

Projeto Rondon

Comissão Executiva 3º Período R.P.

Comissões

Divulgação

Cerimonial

6.2.2 - Planejamento operacional 6.2.2.1 - Pré-Evento 

Divulgação

Relações Públicas: planejamento e organização das palestras e recepções.

Publicidade e Propaganda: criação dos meios de divulgação, por exemplo, link na homepage e folders.

Com objetivo de impactar maior número de docentes e alunos elegíveis para participar do evento do Projeto Rondon, foram criados os seguintes instrumentos de comunicação: 

Folder

Serão colocados folders (ver anexos 25 e 26) como convite em cima de todas as carteiras da Universidade, chamando a atenção dos alunos para a leitura com as informações do evento, local, data e hora.


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Link

No site da Universidade Metodista, na parte de eventos haverá um link (ver anexo 27 e 28) que direcionará o aluno para uma página que terá informações do evento (ver anexo 31). 

Pop-up

Ao logar nos laboratórios da Universidade aparecerá um pop-up em flash (ver anexo 29 e 30), com o objetivo de despertar a curiosidade e ao clicar no link será encaminhado para o site da Universidade Metodista, onde haverá mais informações do evento e do Projeto Rondon (ver anexo 31). 

Recursos Materiais:

Número de cadeiras suficiente para o público, palco, microfone, sonorização, iluminação, retoprojetor, projetor de slides. 

Recursos Humanos:

Monitores, equipe médica, corpo de bombeiro, equipe de segurança. 

Fornecedores/Terceiros:

Gráfica. 

Recursos Financeiros:

Comissão executiva. 

Gerenciamento legal e de risco:

Será necessária a autorização dos departamentos responsáveis da Universidade para utilização de espaços, serviços de segurança e bombeiros para que o evento seja realizado.

6.2.2.2 - No evento 

Disponibilidade do Local:

Salão Nobre, capacidade para 800 pessoas.


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Formato/Tipologias:

Evento fechado, com apresentações de palestra, stand up, mesa redonda. 

Infraestrutura Local:

Adaptado para pessoas com necessidades especiais. 

Turismo – Transporte, Hospedagem, Social, Alimentos & Bebidas (A&B), Atividades Culturais, Específicas para o evento, Recursos Naturais Turísticos:

Não haverá necessidade destes serviços.

6.2.2.3 – O evento 

Local: Salão Nobre – Universidade Metodista de São Paulo

Data e Duração: 15/05/2012 – Duração aproximadamente de 2 horas

Programação: Início do evento às 20:00hs.

20h00 às 20h30: Palestra A palestra terá a presença de professores e alunos dos eixos A e B que já participaram do Projeto Rondon, informando do que se trata o projeto, mostrando fotos do lugar que estiveram e quais são as expectativas, mostrando o antes e depois da participação deles no local escolhido e qual a importância de cada eixo na comunidade. 20h30 às 21h20: Stand up O stand up será uma forma mais dinâmica para atrair o público alvo, os apresentadores serão os próprios ex participantes do Projeto Rondon, onde contarão ao público de uma maneira mais descontraída e cômica as situações que eles tiveram quando participaram do projeto, falando sobre gafes e situações constrangedoras que passavam no dia a dia. 21h20 às 22h00: Mesa redonda A mesa redonda tem como objetivo debater as situações do cotidiano de cada participante, quais foram as experiências obtidas dentro do projeto, sanar possíveis dúvidas em torno do funcionamento e discutir novas sugestões. Terá a participação de professores e


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alunos que atuaram em ambos os eixos. A apresentação terá o espaço aberto para que o público tire suas dúvidas com os participantes.

6.3 – Cronograma TABELA 2 – Cronograma do evento “Diário de um Rondonista” 2012 ITEM

Divulgação

PROVIDÊNCIA

- folder - link

OBSERVAÇÃO

Folders serão

DATA

DATA

INICIAL

FINAL

15/04/2012

15/05/2012

entregues dois dias antes do evento.

- pop-up Cerimonial

Mesa principal

02/05/2012

15/05/2012

Fornecedores

Gráfica

20/04/2012

10/05/2012

Pós-Evento

- Pesquisa de

15/05/2012

22/05/2012

avaliação - Relatório Final Recursos

- projetor

O Salão Nobre já

Materiais

multimídia

possui estes

- sonorização - iluminação - ar condicionado - microfone - amplificador

6.4 - Orçamento

recursos.


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TABELA 2 – Orçamento de materiais do evento “Diário de um Rondonista” 2012 RECEITAS

DESPESAS

VIABILIDADE (SALDO)

Gráfica

12.000 folders

R$ 1.800,00

Embalagem de água

24 unidades

R$ 22,80

FONTE: Nil Arts Publicidade Exterior (gráfica) Supermercado Coop (embalagem de água)

6.5- Sistema de avaliação: Pós-Evento 6.5.1 – Instrumentos de avaliação Para avaliar se o objetivo do evento foi alcançado na entrada do Salão Nobre haverá dois monitores que entregarão a cada convidado uma pesquisa de satisfação que será respondida por meio de alternativas, onde o público colocará uma nota de 0 (zero) a 10 (dez) referente a palestra, stand up e a mesa redonda, e se o evento foi de interesse ao ponto de querer se candidatar a participar do Projeto Rondon.

6.5.2 - Relatório final Após o término do evento esta pesquisa será entregue aos monitores que se encontrarão na saída. Após todas as pesquisas de satisfação serem analisadas, será possível saber qual é o resultado final do evento e se objetivo do mesmo foi alcançado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS


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Neste trabalho desenvolvemos uma visão mais crítica quanto à utilização estratégica dos instrumentos de comunicação, principalmente com relação aos tipos de eventos que podem ser trabalhados. Percebemos que se utilizados de forma correta, de forma que chame atenção sem desfocar a real intenção, os objetivos podem ser alcançados claramente. Quanto ao desenvolvimento do projeto integrado, ele abrange a compreensão da necessidade dos instrumentos de acordo com as diretrizes, políticas, cultura e ideologias de uma organização, pois sempre devem ser respeitados e esta mesma organização deve procurar agir e fazer escolhas estrategicamente em função destes itens, para que a identidade da mesma não se perca. Outro ponto que observamos é a importância e necessidade do mapeamento de públicos, pois é ele que nos direciona a como agir perante cada público. Com ele podemos nivelar cada público em que a empresa se envolve e o porquê, ajudando em decisões que necessitam de planejamento estratégico, como nas escolhas dos instrumentos de comunicação, por exemplo. Tivemos dificuldades em montar a tabela de mapeamento de públicos, pois o nosso cliente (Projeto Rondon) é um projeto de extensão, que funciona fora da instituição. Também encontramos dificuldades em ter um suporte físico dentro da instituição para tirar dúvidas e buscar informações a respeito do cliente. Como vimos no trabalho, os instrumentos propostos ao cliente foram sugeridos, pois fizemos o mapeamento de públicos e identificamos professores e alunos como prioritários e depois constatamos que não havia sequer conhecimento razoável por parte desse público sobre o projeto, por isso precisávamos primeiramente apresentar o Projeto Rondon aos professores e alunos, depois informar sobre as etapas e funcionamento das mesmas e assim falar sobre as inscrições. Os locais dos instrumentos foram escolhidos de forma estratégica tanto para visualização, quanto para possível identificação. Tudo por passos. Quanto ao evento percebemos que além de reforçar as informações já passadas, poderíamos mostrar o lado divertido do projeto sem tirar a seriedade do mesmo e também as pessoas poderiam ter dúvidas sobre demais detalhes do funcionamento, assim como nós tivemos no início, e por isso a palestra, seguida de stand up e debate foram propostas. Os convidados foram alunos e professores que já participaram, pois são as pessoas que sabem na prática como funciona e isso poderia aproximar os possíveis interessados do projeto. O profissional de relações públicas deve ter essa visão do cenário como um todo para poder tomar decisões quanto ao planejamento e desenvolvimento de uma ação de comunicação, de forma estratégica para com os objetivos da organização e sem ferir a


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identidade da mesma. Foi com base nessa perspectiva que as sugestões foram feitas e os instrumentos elaborados, por isso o trabalho proporcionou uma visão mais ampla dessa área da profissão, nos deixando mais preparados para o mercado de trabalho que a envolve.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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ALBUQUERQUE, Adão Eunes. Planejamento das Relações Públicas. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 1983. CONCEPÇÃO Política. Documentos Normativos. Projeto Rondon Oficial. 2011 Disponível em: <http://projetorondon.pagina-oficial.com/portal/file/download/id/9767> Acesso em: 05 abr. 2012 DIRETOR Geral. Balanço Social 2010. Metodista. Disponível em: <http://www.metodista.br/balanco-social-2010> Acesso em: 18 maio 2012 FRANÇA, Fábio. Públicos – Como identificá-los em uma nova visão estratégica. São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2004. KUNSCH, Margarida M. K. Relações Públicas e Modernidade – Novos Paradigmas na Comunicação Organizacional. São Paulo: Summus, 1997. KUNSCH, Margarida M. K. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada: 4.ed.rev., atual. e ampl. – São Paulo:Summus, 2003. MISSÃO e Valores. A Metodista. [s.d.]. São Bernardo do Campo – SP. Disponível em: <http://www.metodista.br/sobre-a-metodista/missao-e-valores> Acesso em: 05 abr. 2012 RONDON, Projeto. [s.d]. Disponível em: <http://projetorondon.pagina-oficial.com> Acesso em: 06 mar. 2012 SIMÕES, Roberto Porto. Relações Públicas: Função Política. 3. ed. São Paulo: Summus, 1995. UNIVERSIDADE Metodista de São Paulo. São Bernardo do Campo – SP, s.d. Disponível em: <http://www.metodista.br> Acesso em: 02 mar. 2012.

BIGOLI, Victor. PROJETO RONDON, jul. 2011. Fotografias. Pen-Drive. SANTOS, Lana. PROJETO RONDON, jan. 2012. Fotografias. Pen-Drive. ALUNOS, Grupo. UNIVERSIDADE METODISTA, mai. 2012. Fotografias. Pen-Drive.

ANEXOS


41

Anexo 1 - Logotipo Universidade Metodista de S達o Paulo

Anexo 2 - Logotipo Projeto Rondon


42

INSTRUMENTOS MESES DE EXPOSIÇÃO DE DIVULGAÇÃO JAN

FEV

MAR ABR

MAI

Displays de divulgação geral

X

X

X

Folders de divulgação geral Banners de divulgação geral

X

X

X

X

X

X

E-mail marketing de divulgação geral Folders de divulgação do evento Pop-up de divulgação do evento

JUN

JUL

AGO SET

OUT NOV DEZ

X

X

X

Link de divulgação do evento

X

X

Anexo 3 – Cronograma geral de instrumentos

RECEITAS Gráfica Nil’ Arts Publicidade Exterior Gráfica

DESPESAS

22 mil folders (11 mil de R$ 3.400,00 divulgação geral e 11 mil de divulgação do evento) 2 banners

Nil’Arts Publicidade Exterior Gráfica

VIABILIDADE (SALDO)

R$ 160,00 (R$ 80,00 unidade)

6 displays

Union Displays

R$ 1.494,00 (R$ 249,00 unidade)

TOTAL Anexo 4 – Orçamento geral de instrumentos

R$ 5.054,00


43

Anexo 5 – Display do edifício Ômega (Faculdade de Teologia) disposto

Anexo 6 – Display do edifício Ômega (Faculdade de Teologia) mensagem.


44

Anexo 7 – Display do edifício Delta (Faculdade de Comunicação) disposto.

Anexo 8 – Display do edifício Delta (Faculdade de Comunicação) mensagem.


45

Anexo 9 – Display do edifício Lambda (Faculdade de Direito e Humanidades) disposto.

Anexo 10 – Display do edifício Lambda (Faculdade de Direito e Humanidades) mensagem.


46

Anexo 11 – Display da portaria da Rua Alfeu Tavares (Universidade Metodista de São Paulo) disposto.

Anexo 12 – Display da portaria da Rua Alfeu Tavares (Universidade Metodista de São Paulo) mensagem.


47

Anexo 13 – Display do edifício Iota (Faculdade da Saúde) disposto.

Anexo 14 – Display do edifício Iota (Faculdade da Saúde) disposto.


48

Anexo 15 – Display do edifício Ômicron (Faculdade de Administração e Economia) disposto.

Anexo 16 – Display do edifício Ômicron (Faculdade de Administração e Economia) mensagem.


49

Anexo 17 â&#x20AC;&#x201C; Parte externa do folder


50

Anexo 18 â&#x20AC;&#x201C; Parte interna do folder


51

Anexo 19 – Banner do Centro de Convivência (Praça de alimentação e serviços) disposto.

Anexo 20 – Banner do Centro de Convivência (Praça de alimentação e serviços) mensagem.


52

Anexo 21 – Banner da praça central, disposto.

Anexo 22 – Banner da praça central, mensagem.


53

Anexo 23 â&#x20AC;&#x201C; E-mail marketing


54

Anexo 24 â&#x20AC;&#x201C; E-mail marketing disposto

Anexo 25 â&#x20AC;&#x201C; Parte externa do folder do evento


55

Anexo 26 – Parte interna do folder do evento

Anexo 27 – Link de divulgação do evento


56

Anexo 28 – Link de divulgação do evento na homepage da Universidade Metodista

Anexo 29 – Pop-up do evento


57

Anexo 30 – Pop-up de divulgação do evento no laboratório da Universidade Metodista.

Anexo 31– Divulgação do evento no site da Universidade Metodista (direcionada pelo link e pop-up)

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Projeto Integrado 3º semestre  

O Projeto Integrado do 3º semestre do curso de relações públicas da Universidade Metodista de São Paulo em 2012, tinha como tema "O sentido...

Projeto Integrado 3º semestre  

O Projeto Integrado do 3º semestre do curso de relações públicas da Universidade Metodista de São Paulo em 2012, tinha como tema "O sentido...

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