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UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO (UMESP) FACULDADE DE COMUNICAÇÃO Curso de Relações Públicas

ALINE DE CASTRO ANDERSON DE LUNA CAMILA E SILVA DANILO DOS SANTOS MALLORY RODRIGUES MARCELO ALVES MICHELE BOIN ROMÁRIO COSTA TAIS TORO ZAIRA DOS SANTOS

O PROFISSIONAL DE RP E A GESTÃO DA COMUNICAÇÃO NO RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE: Projeto Rondon

São Bernardo do Campo- SP, 2012


UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO (UMESP) FACULDADE DE COMUNICAÇÃO Curso de Relações Públicas

ALINE DE CASTRO ANDERSON DE LUNA CAMILA E SILVA DANILO DOS SANTOS MALLORY RODRIGUES MARCELO ALVES MICHELE BOIN ROMÁRIO COSTA TAIS TORO ZAIRA DOS SANTOS

O PROFISSIONAL DE RP E A GESTÃO DA COMUNICAÇÃO NO RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE: Projeto Rondon Trabalho final referente ao Projeto Integrado do Curso de Relações Públicas IV semestre/2012. Professores orientadores: André Olobardi, Arlete Prieto, Edi Bacco, José de Sá, Roberto Malacrida, Rodolfo Bonventti .

São Bernardo do Campo- SP, 2012


SUMÁRIO Página INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 7 Capítulo I -O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E A GESTÃO DA COMUNICAÇÃO EM PROJETOS DE RELAÇÕES PÚBLICAS ................................ 9 1.1 A gestão da comunicação e sua relação com o planejamento estratégico................9 Capítulo II – COMUNICAÇÃO, HISTÓRIA E SOCIEDADE .................................... 13 2.1 A história do Projeto Rondon no Brasil ............................................................ 13 2.2 Comunicação e sociedade ................................................................................. 15 2.2.1

Imprensa no Brasil ................................................................................. 15

2.2.2

História do rádio no Brasil .................................................................... 17

2.2.3

Surgimento da televisão no Brasil ......................................................... 18

2.2.4

Fernando Collor de Melo ....................................................................... 19

2.2.5

Plano Real de 1994 ................................................................................ 20

2.2.6

Fernando Henrique Cardoso .................................................................. 21

2.2.7

A tecnologia e a internet nos dias atuais ............................................... 22

Capítulo III – RESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPRESARIAL NO TERCEIRO SETOR ............................................................................................................................. 24 3.1 Responsabilidade social ...................................................................................... 24 3.1.1 A sociedade atual e a importância das relações com a comunidade ..... 24 3.1.2 A importância dos valores intangíveis e reputação .............................. 25 3.1.3 A responsabilidade social e a sustentabilidade ..................................... 25 3.2 Terceiro Setor ..................................................................................................... 26 3.2.1

Terceiro Setor e sua evolução a partir deste novo cenário .................... 26

3.2.2

O papel da área da comunicação, em especial das relações públicas .... 28

Capítulo IV – BRIEFING ................................................................................................. 29 4.1 História ............................................................................................................... 29 4.2 Estrutura física e humana ................................................................................... 30 4.3 Identidade visual ................................................................................................. 30 4.4 Atividades e público prioritário .......................................................................... 31 4.5 Políticas e diretrizes organizacionais ................................................................. 32 4.6 Relacionamento e reconhecimento ..................................................................... 33 Capítulo V – ESTUDO DOS PÚBLICOS ....................................................................... 35


5.1 Mapeamento dos públicos na Universidade Metodista de São Paulo ................ 35 5.2 Quadro dos públicos da Universidade Metodista de São Paulo ......................... 36 5.3 Análise dos públicos ........................................................................................... 39 5.4 Diagnóstico ......................................................................................................... 42 Capítulo VI – PESQUISA EM GRUPO FOCAL ........................................................... 43 6.1 Introdução ........................................................................................................... 43 6.2 Objetivos............................................................................................................. 43 6.2.1

Objetivo principal .................................................................................. 43

6.2.2

Objetivos secundários ............................................................................ 43

6.3 Metodologia ........................................................................................................ 43 6.4 Perfil dos participantes ....................................................................................... 44 6.5 Roteiro do grupo focal ........................................................................................ 44 6.6 Principais resultados – conclusão ....................................................................... 45 6.7 Recomendações .................................................................................................. 53 Capítulo VII – ANÁLISE ESTRATÉGICA E AMBIENTE EXTERNO ..................... 55 7.1 Análise de ambiente externo............................................................................... 55 7.2 Catalisadores ....................................................................................................... 56 7.3 Ofensores ............................................................................................................ 57 7.4 Oportunidades ..................................................................................................... 58 7.5 Ameaças.............................................................................................................. 59 Capítulo VIII – PROPOSTA DE RP................................................................................ 61 8.1 Justificativa ......................................................................................................... 61 8.2 Objetivo geral .................................................................................................... 62 8.3 Responsabilidades .............................................................................................. 8.4 Cronograma ........................................................................................................ 8.5 Instrumentos de avaliação .................................................................................. 8.5.1

Frequência no estande

8.5.2

Pesquisa de avaliação

8.5.3

Participação nas ações

8.5.4

Enquete

8.6 Programação visual............................................................................................. 8.7 Plano de ações para a divulgação ....................................................................... 8.7.1

Ação 1 (pré-evento/plano de divulgação) – Divulgar e Propagar 8.7.1.1 Estratégia


8.7.1.2 Objetivos específicos 8.7.1.3 Público-alvo 8.7.1.4 Desenvolvimento 8.7.1.5 Instrumentos/Peças 8.7.1.6 Fichas técnicas 8.7.2

Ação 2 – Participar para aproximar 8.7.2.1 Estratégia 8.7.2.2 Objetivos específicos 8.7.2.3 Público-alvo 8.7.2.4 Desenvolvimento 8.7.2.5 Instrumentos/Peças 8.7.2.6 Fichas técnicas

8.7.3

8.7.2.6.1

Biombo, folhas e canetão

8.7.2.6.2

Câmera fotográfica e tripé

Ação 3 – Incentivar e Informar 8.7.3.1 Estratégia 8.7.3.2 Objetivos específicos 8.7.3.3 Público-alvo 8.7.3.4 Desenvolvimento 8.7.3.5 Instrumentos/Peças 8.7.3.6 Fichas técnicas

8.7.4

8.7.3.6.1

Tripé e câmera fotográfica

8.7.3.6.2

TV e pedestal

8.7.3.6.3

Notebook

Ação 4 – Apresentar e oficializar 8.7.4.1 Estratégia 8.7.4.2 Objetivos específicos 8.7.4.3 Público-alvo 8.7.4.4 Desenvolvimento 8.7.4.5 Instrumentos/Peças 8.7.4.6 Fichas técnicas 8.7.4.6.1

Camiseta

8.7.4.6.2

Mochila

8.7.4.6.3

Colete


8.7.5

8.7.4.6.4

Chapéu

8.7.4.6.5

Squeeze

8.7.4.6.6

Caneca

8.7.4.6.7

Capa de chuva

8.7.4.6.8

Varal de nylon ou barbante

Ação 5 – Compartilhar 8.7.5.1 Estratégia 8.7.5.2 Objetivos específicos 8.7.5.3 Público-alvo 8.7.5.4 Desenvolvimento 8.7.5.5 Instrumentos/Peças 8.7.5.6 Fichas técnicas 8.7.5.6.1

Folhetos

8.7.5.6.2

Guia de Rondonistas

8.7.5.6.3

Guia de IES (Instituições de Ensino Superior)

8.7.5.6.4

Adesivos

8.7.5.6.5

Convite para ida ao espaço extra

8.7.5.6.6

Convite para acesso a fan page no Facebook

8.7.5.6.7

Balas

8.8 Orçamento 8.9 Roteiro institucional de receptivo ....................................................................... 8.9.1

Abordagem/recepção .............................................................................

8.9.2

Apresentação .........................................................................................

8.9.3

Fechamento ............................................................................................

8.9.4

Palavras-chave .......................................................................................

8.10 Perguntas e respostas .......................................................................................... CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ ANEXOS ............................................................................................................................


RESUMO Este trabalho aborda o papel de um gestor de comunicação e o seu relacionamento com a comunidade, ou seja, a melhor forma de um gestor obter sucesso neste relacionamento utilizando técnicas e conhecimentos fundamentais para o alcance ou proximidade do objetivo final. Para isso, verifica-se a importância do planejamento estratégico e análise de cenário para que se tenha controle ao sugerir e executar um projeto com base num diagnóstico


preciso, da história e políticas de uma organização e do mapeamento dos públicos para a escolha dos instrumentos de comunicação corretos. Portanto, a Universidade Metodista de São Paulo e o seu projeto de extensão, o Projeto Rondon, foram analisados objetivando uma proposta de relações públicas aplicada no evento ExpoMetô para a divulgação e melhoria do relacionamento na comunidade em que estão inseridos com base na percepção dos públicos e no impacto causado aos mesmos. Além do que já havia sido estabelecido, utilizou-se a pesquisa bibliográfica e documental, entrevista em grupo focal, reuniões com os clientesrepresentantes e sites como referências. A Universidade Metodista como um todo, mostra que ela executa este tipo de atividade dentro e fora de sua estrutura, o que fortifica a sua identidade, pois a cidadania faz parte das suas diretrizes organizacionais. Palavras-chave: relações públicas, estratégia, gestão, relacionamento, projetos, divulgação.


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INTRODUÇÃO A gestão da comunicação no relacionamento com a comunidade é necessária para organizar, sugerir, aprimorar e fidelizar da melhor forma possível tudo o que envolve seus públicos. Para isso o gestor deve focar principalmente no seu objetivo final, mas terá que cumprir vários outros papéis necessários para o bom desenvolvimento do trabalho. O gestor se utilizará do planejamento estratégico com base no diagnóstico envolvendo a empresa e seus públicos internos e externos mapeados para traçar um plano de ações, que é a proposta de RP, e é com base nessa etapa inicial que todo o restante das etapas serão apoiadas. As diretrizes e políticas da empresa devem ser claras para todos e o papel de cada um nesse projeto também. O gestor deve ter uma visão abrangente para analisar o cenário com mais precisão possível e em todos os seus aspectos. Por isso, todas as etapas envolvidas, desde o planejamento estratégico, diagnóstico de públicos envolvidos, até a parte mais prática como orçamentos, cronograma, escolha dos intrumentos e forma como abordar o público são essenciais para um bom resultado final. Tudo deve estar alinhado, inclusive a equipe, pois sem isso cada detalhe perde a sua eficácia. Em um plano de ação, qualquer item listado tem um objetivo e motivação próprios para ser escolhido, pois a escolha dele implicou na conclusão do objetivo para outras possíveis opções. Trabalhar com relacionamentos é uma tarefa desafiadora, por isso, é necessário entender as ligações e coisas em comum entre esses públicos e pessoas para elaborar todo o trajeto deste relacionamento e também todas as dificuldades que poderão ser enfrentadas. É a forma como esta empresa escolhe para fidelizar o seu público e aproximá-lo, por isso que sua escolha influenciará diretamente no resultado esperados. O profissional com esta visão abrangente para uma boa execução de um projeto envolvendo o relacionamento com a comunidade é o relações públicas. Tendo em vista o Projeto Rondon, projeto de extensão presente na Universidade Metodista de São Paulo na sua primeira e segunda etapa de realização, foram analisadas a comunicação,divulgação e relacionamento externos, incluindo então além do relacionamento entre o projeto e seus públicos, uma proposta de RP e plano de ações aplicados no evento ExpoMetô, com base em pesquisa exploratória, em grupo focal, no diagnótisco e mapeamento de públicos. O projeto integrado foi dividido em duas partes, sendo a parte téorica envolvendo o entendimento de alguns papéis e cenários de comunicação e relações públicas, incluindo a história da comunicação no Brasil e no mundo e posteriormente a parte prática com a


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proposta de relações públicas que contém a análise, diagnóstico, plano de ações e instrumentos sugeridos num total de oito capítulos. No primeiro capítulo, foi abordada a boa gestão de comunicação e a utilização e necessidade do planejamento estratégico para obtê-la. No segundo capítulo, foi contada a história da comunicação no Brasil e no mundo envolvendo a participação da sociedade. No terceiro capítulo, foi apontada a necessidade de inclusão desta atividade nas organizações e qual é o envolvimento do Terceiro Setor, pontos cobrados pela sociedade atual. No quarto capítulo, foi mostrada a história da Universidade Metodista de São Paulo e o Projeto Rondon executado na mesma, e suas estruturas físicas e humanas, atividades e públicos prioritários, políticas e diretrizes organizacionais, relacionamento e reconhecimento. No quinto capítulo, foi feito o mapeamento interno e externo de todos os públicos da Universidade Metodista de São Paulo, incluindo os públicos prioritários da mesma, explicando também a necessidade dos mesmos e o porquê desta identificação. No sexto capítulo, foi realizada uma entrevsta em grupo focal abordando a visão da comunidade com relação ao Projeto Rondon e a Universidade Metodista de São Paulo e suas percepções. No sétimo capítulo, foi feito um diagnóstico com base nos dados e informações colhidas através dos vários tipos de pesquisas realizadas e também uma análise geral do ambiente externo da instituição e suas implicações. No oitavo capítulo, foi mostrada a elaboração do projeto de apresentação do Projeto Rondon no estande institucional da Metodista no evento ExpoMetô, O evento conta com programação visual, cronograma, instrumentos de avaliação, responsabilidades, justificativa, objetivos geral e específicos, plano de ações para a divulgação, roteiro institucional de receptivo e conjunto de “perguntas e respostas”. O levantamento de informações foi feito através de reuniões com clienterepresentantes, materiais divulgados pelos mesmos, pesquisas realizadas nos respectivos sites e pesquisa exploratória em grupo focal, o que nos possibilitou uma visão mais ampla do cenário. Este trabalho seguiu as normas ABNT.


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Capítulo I – O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E A GESTÃO DA COMUNICAÇÃO EM PROJETOS DE RELAÇÕES PÚBLICAS. 1.1 – A gestão da comunicação e sua relação com o planejamento estratégico Para que um plano de ações possa vir a ser bem sucedido, alcançando ou pelo menos se aproximando do objetivo final, é necessário traçá-lo utilizando um planejamento estratégico. Este planejamento deve visar além do objetivo final e demais objetivos, as metas e a estratégia traçadas para conseguir um resultado substancial. Para isso é necessário primeiramente conhecer o contexto em que a organização ou demais objetos de análise estão inseridos. Para Margarida Kunsch: O planejamento estratégico visa buscar as melhores formas para gerenciar as ações estratégicas das organizações, tendo por base as demandas sociais e competitivas, as ameaças e as oportunidades do ambiente, para que a tomada de decisões no presente traga os resultados mais eficazes possíveis no futuro. (2003, p. 214)

O planejamento costuma ser mais utilizado em organizações, mas ele também pode ser usado em outros meios e condições se for adaptado. Uma família, por exemplo, pode fazer o seu planejamento familiar, que pode ser mais simples ou mais sofisticado. No entanto, independente do objetivo de enfoque para este tipo de planejamento, é importante considerar as regras existentes e a história que o envolve, pois se estes fatorem forem desrespeitados o objeto pode perder sua identidade, que está construída sobre esses detalhes. Além disso, é necessário pensar no tempo preciso para se concluir a ação, os públicos envolvidos, destes quais são os prioritários e também os eventuais problemas que podem surgir neste período. É importante pensar em cada detalhe e como agir diante de cada um. Cada público tem um perfil, cada eventual problema tem uma solução e diferentes formas adequadas para resolvê-los. Não há um padrão, por isso é necessário pesquisa, conhecimento profundo e diagnóstico para que seu planejamento estratégico se aproxime mais de sua finalização com sucesso. Por envolver tantas questões específicas o planejamento estratégico “caracteriza-se como de longo prazo e em constante sintonia e interação com o ambiente”, (KUNSCH, 2003, P. 214).


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Isso demonstra mais preocupação e controle das organizações que trabalham com este tipo de atividade, pois desta forma elas estão cientes do contexto em que estão inseridas, da situação em que estão e o quanto precisam para se alcançar o objetivo final. O planejamento estratégico é uma análise muito profunda do cenário em que a organização se encontra, mas também sofre implicações externas das quais a empresa não pode controlar e por isso às vezes é necessário fazer alguns ajustes para a empresa se adequar a este novo cenário. De acordo com Koontz e O’Donnell (apud KUNSCH, 2003, P. 216) é mais do que isso, ou seja, um excelente meio de controle, pois seu processo operacional tem condições de indicar os desvios de curso de ações e os mecanismos de correção em tempo hábil. Sua importância está também no fato dele minimizar os custos, pois quando há planejamento se prevê com mais cuidado o quanto se vai e pode gastar. O planejamento, além disso, substitui as atividades isoladas, individuais e fragmentadas pelo esforço equilibrado, incentivando mais o trabalho em equipe e contornando julgamentos improvisados por decisões mais conscientes.

Nesse contexto, o profissional de relações públicas deve estar sempre atualizado com relação aos acontecimentos e possíveis mudanças, além de ter um conhecimento ínfimo do objeto em questão. Isso é bom não apenas para efetuar um plano estratégico, mas também para observar o andamento do mesmo e alterar parte deste plano, se necessário. Portanto, este profissional deve ter o perfil de um gestor de comunicação, que toma decisões com base em saberes técnicos e utiliza o apoio de outras áreas importantes para conseguir administrar o planejamento feito. O gestor tem o papel de administrar os recursos que disponibiliza e provocar a sinergia entre os funcionários. Além disso, ele deve estar atento ao desempenho de sua equipe para conseguir motivá-la e desenvolvê-la. É sua missão fazer com que os funcionários acreditem e conheçam as diretrizes da empresa e conseguir agregar valor a cada ação e produto da mesma. Um bom gestor tem o conhecimento de percepção e também o conhecimento técnico para saber quais recursos deve utilizar, em quais etapas, e como fazê-lo. Para tudo há uma razão, então não adianta ter um bom planejamento e uma gestão mal executada, pois provavelmente o projeto poderá ser comprometido. O gestor carrega muitos papéis necessários e além de disseminador de informações ele é um porta-voz. Em alguns momentos desempenhará os dois papéis, em outros será um ou outro. Adão Albuquerque (1983, p. 47) acredita que essa necessidade do bom planejador e do gestor saber posicionar-se


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ao mesmo tempo como fonte e receptor de mensagens, é uma de suas principais características profissionais. Para se ter uma gestão adequada da comunicação é necessário ter um diagnóstico, para assim preparar um projeto utilizando o planejamento estratégico. Para que tudo dê certo, esses itens devem estar “amarrados” e a equipe bem instruída, motivada e preparada. O diagnóstico é importante para conhecer e entender os desafios, problemas, vitórias já sucedidas, história e a cultura presente em uma organização. Este diagnóstico pode conter análises críticas, mas não necessariamente precisa tê-las. É pelo diagnóstico que se conhecerá a empresa, traçará um planejamento de acordo com seu perfil e dos seus stakeholders e assim disseminará a mesma informação de diferentes formas para públicos variados, a fim de provocar reações e obter um bom resultado. O gestor vai estruturar o processo de planejamento e alinhar as metas e desafios para se aproximar do objetivo final. A divisão de tarefas, compartilhamento de informações e conhecimentos, e o efeito de comprometimento por parte da equipe e do restante da organização é parte essencial do trabalho deste profissional, pois apenas assim teremos a continuidade do planejamento, da marca e de forma estratégica, o que cabe quase que integralmente ao gestor. Ele é o responsável pelo andamento deste projeto. Nos dias atuais uma empresa não lida apenas com suas próprias dificuldades e riscos, mais do que isso, ela lida com o mercado como um todo, principalmente com empresas do mesmo segmento que o seu, mas em alguns momentos até empresas fora disto podem competir entre si. Para serem competitivas e assumirem esses riscos, as organizações devem pensar de forma estratégica, e às vezes até obterem inicialmente ou em momentos específicos resultados negativos, para futuramente conseguir os positivos. Um bom gestor conseguirá captar todos esses momentos, e decidir se pode competir para com outras empresas, e passar por momentos negativos na sua organização, para conseguir um fim positivo. É uma opção arriscada, pois se mal planejada a empresa pode se prejudicar muito ao ponto de não conseguir prosseguir com seus serviços. É preciso avaliar a flexibilidade da empresa e vulnerabilidade da mesma para tomar essas decisões com mais precisão e cautela. Além disso, para facilitar neste tipo de decisões uma técnica opcional e muito útil para qualquer empresa é fazer a análise de benchmarking, que é justamente a análise da concorrência, que se utiliza de técnicas para comparar uma organização com as demais do mesmo perfil, patamar, faturamento e segmento. Esta técnica consiste na identificação de possíveis falhas e no encontro de melhores práticas do mercado para que com base nisso, o gestor possa planejar suas ações e traçar sua estratégia.


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Hoje em dia, a sociedade exige cada vez mais respostas e soluções rápidas, valorização e respeito mais do que em qualquer outro período. Por isso, cada ação tomada e informação passada devem ser feitas com muito cuidado, pois às vezes uma pequena falha pode comprometer todo o restante de um planejamento estratégico. As pessoas devem estar preparadas para resolver rapidamente essas situações, pois uma grande ação, plano ou projeto podem ser interrompidos ou até perdidos por pequenos (ou grandes) “deslizes”. Portanto, acredita-se que o profissional de relações públicas como gestor de comunicação, possa utilizar seus conhecimentos técnicos e práticos e por meio de um plano de ação traçado com um planejamento estratégico, que englobe as diretrizes, a cultura, os públicos e os objetivos específicos de uma organização, provocando então a sinergia entre departamentos e funções por uma causa, esta mesma de transformar pensamentos, ideias e pessoas, conseguindo ao mesmo tempo agregar valores às ações, produtos e serviços de uma empresa. Este sistema é essencial para o bom desenvolvimento de projetos e consequentemente da organização como um todo, alcançando dessa forma a capacitação organizacional, que mais do que a capacitação individual, ou seja, é a capacidade da empresa como um todo para com o mercado ou o seu público. No caso do Projeto Rondon, um gestor qualificado faria exatamente isto. Este projeto é uma iniciativa única no Brasil, mas há outros tipos de projetos que envolvem questões parecidas e poderiam ser analisados com a técnica de benchmarking. Assim o gestor conseguiria identificar as falhas e ver como poderia melhorar o desenvolvimento deste projeto, conseguindo desta forma fazer um planejamento estratégico das próximas ações a serem tomadas, preservando a identidade do mesmo, provocando a sinergia da equipe de coordenação, do Ministério da Defesa e das equipes das Universidades participantes em prol dessa causa e assim, se a visão desse gestor for abrangente e ele conseguir avaliar cada ponto de risco, de desafios e de conquistas, provavelmente conquistaria o seu objetivo final, que é a maior adesão por partes das Universidades e de seus alunos e professores, e a maior divulgação do mesmo, para que as pessoas o conheçam melhor e possam ajudar mais com esta questão que é tão presente em nosso país. Conseguindo ligar todos os pontos e fazerem todos trabalharem juntos, observando possíveis barreiras, mas também se prevenindo quanto a melhor forma de enfrentá-las, ele estaria desempenhando o papel de gestor e utilizando o planejamento estratégico dentro do Projeto Rondon. O Projeto Rondon é realizado com a parceria de diversos Ministérios, sendo orientado pelo Comitê de Orientação e Supervisão do Projeto Rondon (COS), composto pelos Ministérios da Defesa, que o preside, do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e


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Combate à Fome, Educação, Esporte, Integração Nacional, Meio Ambiente, Saúde e da Secretaria-Geral da Presidência da República. Esse Comitê é necessário para a aplicação apropriada do projeto, considerando que as ações afetam cada um deles dentro da região selecionada. Para que o trabalho seja executado de forma adequada o Ministério proporciona às Universidades uma semana para uma viagem precursora, onde é possível ter um conhecimento real da localidade que serão aplicados os projetos e assim poder atingir da melhor forma os objetivos do Projeto Rondon. Pode-se observar dessa forma que dentro da aplicação das ações existem seus gerenciadores que fixam metas e objetivos a alcançar durante o dia, conhecimento e soluções dos problemas apresentados pela região, utilização de recursos financeiros viáveis para a área, levando-se em conta o baixo Índice de Desenvolvimento Humano, e a motivação das pessoas, tanto dos rondonistas quanto dos moradores. Os registros das ações planejadas e executadas são feitas através de relatórios diários, no Diário de Bordo, dando um controle para o grupo. E a postura é analisada pelos militares que os acompanham, para manterem a imagem apropriada do Projeto Rondon. Dentro da Universidade Metodista de São Paulo, o projeto é desenvolvido por alunos e professores interessados, sob autorização da Coordenadoria do Projeto de Extensão. As inscrições para a participação é disponibilizada sob as normas do Ministério da Defesa, mais os projetados pela própria universidade, visando interesse, postura e efetiva participação no desenvolvimento ainda em São Paulo, o adequado acompanhado garante a Universidade um trabalho responsável e maduro, influenciando da melhor forma a imagem da instituição.


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Capítulo II- COMUNICAÇÃO, HISTÓRIA E SOCIEDADE 2.1– A história do Projeto Rondon no Brasil O Projeto Rondon foi criado em 11 de julho de 1967, durante a ditadura militar, objetivando levar os estudantes universitários a colocar em prática aquilo que foi ensinado em sala de aula como voluntários em comunidades carentes do Brasil, ajudando as mesmas a valorizarem a sua cultura. A idéia do deste projeto surgiu na Escola de Comando e Estado Maior do Exército, durante a realização de um trabalho de sociologia chamado “O Militar e a Sociedade Brasileira”. O nome Rondon foi dado em homenagem a Cândido Mariano da Silva, o Marechal Rondon. Ele foi um mato-grossense que se tornou professor primário aos 16 anos, mas resolveu seguir carreira militar, servindo como soldado. Mais tarde graduou – se como bacharel em matemática, sempre participando de movimentos abolicionistas e republicanos. Então foi nomeado professor de astronomia e mecânica da Escola Militar. Em 1900, Rondon dirigiu uma de suas maiores construções, a das linhas telegráficas entre Cuiabá e Corumbá, que objetivava alcançar as fronteiras do Paraguai e da Bolívia. Com esse feito, Rondon foi convidado pelo governo brasileiro a ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios, que foi criado em 1910. Depois disso, Rondon ficou conhecido como defensor dos povos indígenas do Brasil. A primeira operação do Projeto Rondon, teve início em 11 de Julho de 1967 e foi denominada “Operação Zero”, com trinta estudantes, que partiram do Rio de Janeiro até Rondônia, a bordo da aeronave C-47, concedida pelo antigo Ministério do Interior. A primeira equipe ficou 28 dias realizando trabalhos envolvendo as comunidades, pesquisas e prestando assistência médica. Devido ao sucesso da primeira operação, logo depois dessa experiência, mais de 350 mil alunos universitários participaram do projeto, pela experiência que ele proporcionava para sua prática profissional. Em 1967, mesmo ano em que o Projeto Rondon foi criado, Costa e Silva foi eleito o Presidente da República pelo Congresso Nacional, obtendo 242 votos, com grande expectativas quanto ao progresso econômico e a redemocratização do pais. No final dos anos 80, o Projeto Rondon deixou de ser prioridade do Governo Federal e por isso foi extinto em 1989, mesmo ano em que aconteceu a primeira eleição direta para Presidente da República desde o Golpe Militar, de 1964. Nessa década, o Brasil teve sua


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eleição mais turbulenta, com 22 personagens se candidatando para Presidente da República, sendo que alguns morreram e outros fizeram tudo diferente do que prometeram. No entanto, naquele ano, o grande vencedor foi Fernando Collor de Melo. Até o dia em que Collor foi empossado Presidente da República, muitas curiosidades das eleições aconteceram, como o empresário Silvio Santos tentando se filiar ao partido PFL (Partido da Frente Liberal). Como não conseguiu, ingressou no partido PMB (Partido Municipalista Brasileiro), mas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não deixou Silvio Santos participar das eleições por encontrar irregularidades na sua candidatura. Sem o apresentador no páreo, os olhos da população ficaram voltados para os candidatos Luís Inácio Lula da Silva, ex-metalúrgico que mais a frente se tornaria Presidente do Brasil com oito anos de Governo, e para Collor, que venceu as eleições daquele ano. No entanto, Collor não durou muito tempo. Em 1992 já estava de malas prontas, após enfrentar um processo de impeachment e renunciar ao cargo por suspeita de corrupção. Itamar Franco assumiu seu lugar na Presidência e Collor ficou inelegível durante oito anos. Itamar assumiu o Governo do Brasil na época em que o país estava vivendo um dos momentos mais difíceis de sua história, com inflação aguda e crônica e desemprego. O ano de 1993 foi marcado pelo Massacre do Vigário. A chacina aconteceu depois de quatro policiais militares serem mortos numa emboscada feita pelos traficantes. Naquele ano o Brasil estava numa fase ruim, em todos os sentidos, e o Rio de Janeiro foi o marco de violência. Itamar Franco ficou no governo até 1995, depois que lançou o Plano Real, que acabou com a superinflação. Logo depois foi recém – eleito o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, que ficou no poder até 2002 e conseguiu controlar inflação, entretanto, a distribuição de renda continuou desigual no Brasil. No ano de 2003, Luís Inácio Lula da Silva venceu as eleições, fato que poucos esperavam. No governo Lula, o Presidente deu segmento à política econômica que já estava sendo aplicada no governo anterior. Lula ficou durante oito anos no poder e teve o maior índice de aprovação pelo Brasil, principalmente na região Norte, onde seu Governo ficou mas focado, fazendo projetos voltados para as famílias mas carentes. Em 2005 o Governo resolveu reatar com o Projeto Rondon, trazendo o projeto com roupagem nova, figurando uma nova pauta dos seus programas e passando o programa para a coordenação do Ministério da Defesa. Tudo isso com o intuito de ajudar as comunidades carentes e levar uma grande experiência para os universitários. O programa começou a contar com mais recursos do que antes.


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Com a volta do projeto, foi realizada a primeira operação nomeada “Operação Amazonas”, que foi iniciada em janeiro de 2005. Foram 200 professores e estudantes, representando 40 instituições de Ensino Superior, com o intuito de pesquisarem aspectos e indicadores da situação social, econômica, educacional, sanitária e infra-estrutura em 10 municípios. As informações coletadas serviram para melhorar a vida dos municípios atendidos, e para serem reunidas em um arquivo/relatório e destinadas a orientar futuras operações do Projeto Rondon na região amazônica. A segunda operação foi no estado do Acre, que ocorreu no período de 8 a 23 de outubro de 2005, com 12 universidades atendendo as comunidades dos municípios envolvidos, realizando atividades educativas relacionadas com proteção dos direitos da criança, adolescentes e idosos. Também foram elaborados projetos técnicos envolvendo saneamento básico, coleta de lixo e tratamento de resíduos sólidos. O Projeto encontra-se em processo de consolidação, cada vez mais as Universidades procuram participar, porque veem o Projeto com uma ferramenta poderosa para transformar a população e conscientizar cada vez mais os jovens na importância de uma sociedade mais justa. O Projeto Rondon, em 2012, já levou mais de 12 mil rondonistas a cerca de 800 municípios, com o intuito de aplicar o mesmo para valorizar sua cultura, não deixando que aquilo se perca com o tempo. Apesar de não ser a intenção mudar a cultura, isso acaba acontecendo, pois os universitários acabam levando ou criando algumas ferramentas que vão mudar o jeito deles viverem. O Projeto Rondon está sempre em busca do melhor, trazendo benefícios para os dois lados, com intenção de não deixar que a historia do Brasil se perca no tempo.

2.1 - Comunicação e sociedade 2.2.1 - Imprensa no Brasil A imprensa brasileira nasceu oficialmente no estado do Rio de Janeiro em 13 de maio de 1808, com a criação da “Impressão Régia”, hoje a imprensa nacional pelo príncipe Dom João. Antes desse período não eram permitidas publicações como jornais, livros e panfletos. Os primeiros jornais publicados em território nacional começaram a circular em 10 de setembro de 1808, impressos em máquinas trazidas da Inglaterra. Naquele mesmo ano, o exilado Hipólito José da Costa lançava de Londres, o “Correio Brasiliense”, o primeiro jornal brasileiro fora do Brasil. O primeiro número publicado do


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“Correio Brasiliense” foi no dia 1º de junho de 1808, mas só chegou ao Rio de Janeiro no mês de outubro. Este jornal foi criado para atacar os defeitos da administração do Brasil. Buscava intensificar suas notícias em caráter bem mais doutrinário do que informativo, ao contrario dos demais jornais da época. Durante o ano de 1820, apenas a “Gazeta” (e revistas impressa na própria “Régia”) tinham licença para circular. Em 1821, com o fim da proibição, surge o “Diário do Rio de Janeiro”, primeiro diário do país, que circulou de 1821 a 1878. No dia 28 de agosto de 1821, a censura prévia é extinta, devido à deliberação das cortes Constitucionais de Lisboa em defesa das liberdades públicas. A liberdade de imprensa já era garantida mesmo pela Constituição Outorgada de 1824. Mesmo assim, havia jornais que ligavam muito para a Constituição. O “Diário do Rio de Janeiro” nem sequer informa a notícia do Grito do Ipiranga, pois seguiu a regra de imprensa engajada e doutrinária. Entre os anos de 1930 até o fim de 1945, o cenário político brasileiro oscilou entre o Governo Provisório, a Revolução de 1932, que culminou com a Constituição de 1934, e o estabelecimento do Estado Novo de 1937. Naquela época a imprensa se posicionava em função dos acontecimentos que surgiam, inclusive alinhando-se com as facções em combate de 1932. Durante o ano de 1937, o espaço de liberdade de imprensa se perdeu, devido às diferenças políticas sufocadas. O Estado se fez crescer sobre jornais, com base da carta constitucional outorgada naquele ano, que tornava a imprensa um serviço público e como tal, sujeita ao controle estatal. No ano de 1939, foi criado o (DIP) Departamento de Imprensa e Propaganda, com isso foi reformulado o departamento de propaganda, pelo decreto-lei n° 1915 em 27 de dezembro, com as atribuições de censurar toda a produção jornalística, cultural e de entretenimento, produzindo conteúdos e controlando abastecimento de papel. Nesse período surgiram os seguintes jornais associados à ANJ: A Tribuna de Vitória, Espírito Santo; Correio de Uberlândia de Uberlândia, Minas Gerais; Correio Lageano de Lages, Santa Catarina; Diário da Manhã de Passo Fundo, Rio Grande do Sul; Diário de Natal de Natal, Rio Grande do Norte; Gazeta de Alagoas de Maceió, Alagoas; Jornal da Cidade de Rio Claro de Rio Claro, São Paulo; Jornal do Comércio de Porto Alegre, Rio Grande do Sul; O Imparcial de Presidente Prudente, São Paulo; O Popular de Goiânia, Goiás; e O São Gonçalo de São Gonçalo, Rio de Janeiro. No ano de 1945, se encerraria o poder autoritário de Getúlio Vargas. Com isso, uma nova fase começa a surgir com uma experiência democrática que o país nunca tinha visto e que se prolongaria até o Golpe Militar de 1964. Durante o ano de 1954, Vargas se suicidou no


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meio de uma crise política, pelo atentado contra o jornalista Carlos Lacerda. Isso causou uma grande comoção nacional com incidentes em várias cidades. Em 1961, Jânio Quadros renunciou à Presidência, e seu vice João Goulart só iria assumir de fato após o regime parlamentarista revogado em 1963. Acontecimentos como esses fizeram o jornalismo se consolidar com os temas políticos abordados ao mesmo tempo em que a imprensa crescia. Havia uma transformação no país, na parte econômica onde a empresa “Agrário Exportadora Industrializada” se fortalecia juntamente ao governo de Juscelino Kubitschek. O mesmo acelerou os processos de urbanização e industrialização do mercado interior do Brasil. O período de 1945 a 1964 ficou conhecido como o tempo de transição do Brasil e de sua imprensa. Naquela época havia liberdade nas relações entre governo e jornais, porém ainda existiam algumas práticas ultrapassadas, que começaram a perder espaço devido ao crescimento da participação de propagandas de empresas privadas no faturamento dos jornais. Dentro deste período, a televisão surge como grande instrumento de comunicação e com uma enorme audiência, mesmo assim, os jornais são o meio de comunicação por excelência.

2.2.2 - História do rádio no Brasil No dia 07 de setembro de 1922, o Brasil teve a sua primeira transmissão de rádio. O público ouviu o pronunciamento do até então presidente da República naquele ano, Epitácio Pessoa, transmitida pelo Teatro Municipal. Com o passar dos anos as emissoras foram aumentando em nosso país. No ano de 1923, através de Roquete Pinto, foi inaugurada a primeira emissora de rádio chamada de “A Rádio Sociedade”. A revolução de 1930 marcou o Brasil em sua história política, com o presidente Getúlio Vargas. No período do Estado Novo, a autopromoção das ações do Governo, através da radio, foi algo que se tornou institucional. Assim como Hitler, Vargas soube utilizar muito bem os meios de comunicação na época, no caso o rádio, que emitia todas as notícias aos brasileiros. Através do rádio, Vargas passava a imagem à população brasileira de um grande líder, um verdadeiro patriota do país. O Carnaval e outras manifestações culturais que tinham no Brasil, mas eram mais regionalizadas se tornaram símbolos nacionais pelas ondas das emissoras, assim unindo o Brasil do Norte a Sul. A legislação da radiodifusão foi instituída em 1930 e durou até 1962. Assis Chateaubriand não gostou das medidas da radiodifusão, tornou-se opositor do Governo


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Vargas, porque somente com ajuda do capital internacional o Brasil poderia desenvolver-se e integrar suas ações. Já o presidente não enxergava com essa visão, ele não era contra o capital estrangeiro, porem defendia uma relação do Brasil soberano. Durante o seu 2° governo, as pressões eram tantas por queda, que os veículos da propaganda oposicionistas, foram de três bilhões e 506 milhões de cruzeiros. Desse total um bilhão e 197 milhões de cruzeiros foram doados aos jornais e 869 milhões às empresas radiofônicas.

2.2.3 - Surgimento da televisão no Brasil Assis Chateaubriand era proprietário da empresa de comunicação “Diários Associados”, onde possuía emissoras de rádio e jornais. No dia 18 de setembro de 1950 foi inaugurada a TV Tupi em São Paulo, no canal 3. A primeira transmissão da TV Tupi foi no saguão do “Diários Associados”. Ela foi inaugurada sob a razão social “Rádio e Televisão Difusora”. Chateaubriand distribuiu duzentos aparelhos de televisão com a intensão de atrair o interesse do público, já que a maioria ainda não possuía aparelhos de TV em suas residências. As transmissões da TV Tupi ocorriam das 18 horas às 23 horas. O primeiro programa que foi ao ar foi “TV na Taba”, com Ivon Cury, Hebe Camargo e outros artistas. O primeiro telejornal foi o “Imagens do Dia”, que foi ao ar no dia 19 de setembro de 1950, sendo que as notícias eram feitas com câmeras de cinema. As empresas “Sul América Saúde”, “Moinho Santista”, “Antártica” e “Prata Wolf” foram as primeiras a comprar o espaço publicitário na televisão. No governo de Juscelino Kubitschek, a indústria eletrônica começou a fabricar aparelhos de televisão 100% brasileiros e criou o crediário, facilitando a compra dos produtos eletrônicos e popularizando a televisão, conquistando novos públicos e atraindo a população com baixo poder aquisitivo. Na década de 1970, o “Censo” apontou que quatro milhões de aparelhos de televisão chegaram aos lares brasileiros. Isso mostrou que atingiu aproximadamente 25 milhões de telespectadores. Em 25 de janeiro de 1970, foi inaugurada a “TV Gazeta”, que é propriedade da “Fundação Cásper Líbero” em São Paulo. Em 1971 é iniciada a preparação para a implantação da TV em cores. A primeira transmissão a cores da televisão brasileira ocorreu na “Festa da Uva” em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, no dia 31 de março de 1972. A “TV Globo” é a emissora mais adaptada na transmissão de imagens em cores.


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Em 18 de julho de 1980, é o fim da primeira emissora inaugurada no Brasil, a “TV Tupi” de São Paulo. Já vinham acontecendo greves entre os funcionários devido a atrasos dos salários e muitos programas foram tirados do ar por não ter como gravá-los. Em março de 1981 é iniciada as operações do “SBT” (Sistema Brasileiro de Televisão), propriedade de Silvio Santos, estreando o programa “Sessão Premiada”, apresentado por Gugu Liberato, onde os telespectadores concorriam a prêmios durante a exibição dos filmes. Em 1982 a “Rede Bandeirantes” é a pioneira a utilizar satélite em suas transmissões, substituindo o sistema de micro-ondas e reduzindo seus custos. É inaugurada a “TV Manchete” em 1983, com equipamentos de última geração, apresentando séries premiadas e filmes. A programação é voltada para o público de classes mais altas. Em 1984 a televisão brasileira adere a campanha “Diretas Já”, quando a população foi às ruas pedindo o fim da Ditadura Militar e a instauração de eleições diretas para a Presidência da República. A televisão brasileira transmite ao vivo a eleição indireta de Tancredo Neves para Presidência da República em 1985. Um dos grandes marcos para a televisão brasileira foi a transmissão ao vivo da queda do Muro de Berlim, ocorrida em 1989, onde o muro separava o lado oriental e ocidental da Alemanha. Em 1989 foi a posse do primeiro presidente Fernando Collor de Mello, que foi eleito por votos após 25 anos, desde o Regime Militar ocorrido em 1964.

2.2.4 - Fernando Collor de Mello Em 1989 aconteceu a primeira eleição direta para a Presidência da República, após o Golpe de 1964. Na concorrência para a presidência os candidatos eram Mario Covas, Paulo Maluf, Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Freire e Fernando Collor de Mello. Esta eleição foi realizada em dois turnos, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. O papel da televisão foi muito importante para a candidatura de Fernando Collor. A principal emissora de televisão foi a TV Globo, onde foi elaborada uma estratégia de marketing que beneficiava a reputação de Collor. Nos debates eleitorais, a “TV Globo” deixou que Collor tivesse mais tempo para falar seus pontos de vista do que os outros candidatos. O debate entre Lula e Collor foi editado, pois mostravam que Collor era contra as corrupções políticas, e na edição que foi feita Lula é mostrado como se estivesse somente interessado na sua candidatura e que deixava a corrupção política como segundo plano. Em uma reportagem


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a “Folha de S. Paulo”, Roberto Marinho (antigo proprietário da “Rede Globo”) deixa explícito o apoio que foi dado à candidatura de Fernando Collor de Mello. Em 1º de janeiro de 1990 Fernando Collor de Mello tomou a posse para a Presidência da República, mas em 1992, dois anos após sua posse, houve o impeachment, suspendendo o mandato presidencial de Collor, após escândalos de corrupção.

2.2.5 - Plano Real de 1994 O Plano Real foi iniciado no final do ano de 1993, devido a uma crise política que existia no Brasil, que com grandes crises inflacionárias atingiu níveis exagerados. Portanto, a finalidade com o Plano Real era a de controlar a inflação do país. O presidente da época, Itamar Franco, permitiu que o Ministério da Fazenda, guiado por Fernando Henrique Cardoso, tomasse conta com outros economistas para elaborar as medidas e reformas econômicas e monetárias necessárias. No dia de 27 de fevereiro de 1994, foi iniciado oficialmente o Plano Real, através da medida provisória n° 434. A implantação do Real teve três etapas importantes: equilíbrio das contas públicas, criação da URV e lançamento do Real. Cogitou-se a possibilidade do nome Real ser chamado de Cristal, Coroa, Cruzeiro-Cruzado, mas o nome Real vingou pela possibilidade publicitária que oferecia. O programa para estabilização da economia passou pela desindexação da economia, por um amplo processo de privatizações, pelo equilíbrio fiscal, pela abertura econômica, pelo contingenciamento e por políticas monetárias restritivas. Fernando Henrique Cardoso fortalecia sua imagem perante os acontecimentos que surgia com o Real. Os efeitos imediatos do Real refletiram-se no aumento da capacidade de consumo da população, no amplo controle da inflação que caiu de taxas de 50% para 3% e de redução da população miserável brasileira. O Plano Real foi o programa mais bem elaborado em relação a estabilização econômica da história do Brasil, mas para alcançar o sucesso foi preciso que fossem tomadas medidas como privatizações de vários setores estatais, criação de agências reguladoras, implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal, liquidação ou venda da maioria dos bancos estaduais, renegociação da dívida pública e maior abertura comercial com o exterior. Por motivos como esses, o Plano Real também recebeu oposição no seu período de implantação, tendo o Partido dos Trabalhadores (PT) como um dos maiores opositores.


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Desde 1994 até os dias atuais, o Real passou por momentos turbulentos, entretanto demonstrou capacidade de controle mediante as crises mundiais, especialmente nos anos de 2008 e 2009, que gerou um prejuízo enorme na Europa e nos Estados Unidos e que passou sem muito impacto pelo Brasil. O país, hoje, conta com uma moeda forte e estável, sem apresentar indícios de substituição.

2.2.6 - Fernando Henrique Cardoso Fernando Henrique Cardoso foi presidente em dois mandatos, no período de 1994 a 1997 e de 1998 a 2002. Esse período foi marcado pela efetiva implantação da política Neoliberal no Brasil. FHC nasceu no estado do Rio de Janeiro no dia 18 de junho de 1931. Com menos de 10 anos mudou-se para São Paulo, onde concluiu o curso de Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Realizou a pós graduação na Universidade de Paris. Durante o ano de 1960, após o Golpe Militar, foi exilado no Chile e depois foi para a França concluir sua Pós Graduação. Retornou ao Brasil se tornando professor da USP no ano de 1968. FHC teve seu início na política no ano de 1978, sendo eleito suplente do senador paulista Franco Motoro. Durante o ano de 1983 assumiu de vez o senado quando Franco Motoro assumiu o governo de São Paulo. Foi um dos fundadores do Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB). Durante o primeiro ano de governo de Itamar Franco, Fernando Henrique assumiu o Ministério de Relações Exteriores no ano de 1992, e durante 1993 foi encarregada a ele a função do Ministério da Fazenda. Nas eleições de 1994, Fernando Henrique ganhou no primeiro turno como Presidente da República, devido ao sucesso com o Plano Real, iniciado quando ainda era Ministro da Fazenda de Itamar Franco. No dia 1º de janeiro de 1995, tomou posse como presidente tendo consigo como vice Marco Maciel do PFL. Durante o seu discurso prometeu acabar com a fome e a miséria no Brasil. Em seu primeiro mandato FHC conseguiu aprovação da emenda constitucional que criou a reeleição para os cargos eletivos do Executivo, com isso sendo o primeiro presidente reeleito. No período que esteve na frente do Governo, sofreu algumas acusações de corrupção dentre as quais merecem destaque as acusações sem prova de compra de parlamentares para aprovação da reeleição e favorecimento de alguns grupos financeiros no processo de privatização de empresas.


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Já na área social, criou o primeiro programa de distribuição de renda, o Bolsa Escola, beneficiando a vida de mais de cinco milhões de família no Brasil. A Rede de Proteção Social, um programa complexo de distribuição de renda, premiou várias ações tais como Bolsa Alimentação, O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), Auxílio Gás e outros. Foi implantado o gasoduto Brasil-Bolívia e criado o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) que garante recursos para o ensino fundamental. No fim do seu segundo mandato uma crise aconteceu no setor de energia, que ficou conhecida como a Crise do Apagão. Ocorreu devido a falta de planejamento e investimento em geração e distribuição de energia. Por causa da falta de chuva, o nível dos reservatórios das hidrelétricas baixou e os brasileiros tiveram que racionar energia. Com isso a economia por sua vez também foi afetada, e aos poucos FHC já não era tão unânime nacionalmente. Fernando Henrique foi o primeiro civil eleito pelo voto direto que conseguiu terminar o mandato de presidente desde Juscelino Kubitschek. Até aquele momento, o segundo presidente que governou por mais tempo tinha sido Getúlio Vargas.

2.2.7 - A tecnologia e a internet nos dias atuais O computador nasceu em 1945 e pesava 30 toneladas com funções como cálculos para o Exército Americano, dentre outras parecidas. Somente mais tarde foi modernizado e adaptado para ações cotidianas e de acesso a todos os cidadãos comuns, como pesquisas no geral, trabalhos de escola, entretenimento, utilizações profissionais, dentre outras. Já a internet foi inventada em 1969 com uso comercial no Brasil em 1995. A tecnologia está cada vez mais avançada. Hoje em dia não podemos mais pensar em viver sem ela, pois já nos tornamos dependentes da mesma. As grandes descobertas são graças à tecnologia. Na parte da saúde é fundamental, pois a ciência e a tecnologia andam de “mãos dadas”, ajudando a descobrir a cura para doenças que antigamente não teria acesso. Para donas de casas também está sendo de grande ajuda, pois ganham tempo e evitam maiores esforços domésticos descobrindo novidades para ajudá-las. A internet é essencial na parte educacional, auxilia professores no preparo das aulas e no envio de materiais para os alunos, que também são muito favorecidos, facilitando nas pesquisas e entrega de trabalhos. Para os jovens a internet se tornou um estilo de vida, não conseguem mais viver sem ela, pois nela pode-se encontrar o que quiser, ter trocas de informações em tempo real, em qualquer lugar e com qualquer pessoa.


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As redes sociais fizeram com que as pessoas pudessem se aproximar com pessoas que estão do outro lado do mundo, facilitando a comunicação de todos os modos possíveis. Entretanto, a tecnologia e a internet não trazem somente benefícios, pois muitas vezes a tecnologia toma o lugar de pessoas, trazendo máquinas no lugar delas e assim gerando desemprego. A internet acaba deixando pessoas com “preguiça de pensar”, pois para qualquer situação ela está disponível para qualquer dúvida, já trazendo a resposta e resultando na alienação. Da mesma maneira que ela pode aproximar pessoas que estão distantes, ela distancia quem está por perto. Um exemplo simples são os filhos que ficam horas seguidas trancados em seus quartos na frente do computador e não conseguem ter uma conversa sadia com os seus pais. Tanto a tecnologia como a internet tem que ser usadas de forma consciente, sem prejudicar ninguém.


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Capítulo III – RESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPRESARIAL NO TERCEIRO SETOR 3.1 - Responsabilidade social 3.1.1 - A sociedade atual e a importância das relações com a comunidade No século XXI, houve grandes mudanças na sociedade, como evoluções tecnológicas, nos meios de comunicação e principalmente modificações relacionadas ao meio ambiente, como o aquecimento global. Além dessas mudanças, algumas situações acabaram se agravando, como a pobreza e a fome em países pobres, voltando à atenção da sociedade para esses problemas sociais. Por causa dessas transformações, principalmente das relacionadas ao meio ambiente, a sociedade acabou exigindo uma preocupação forte das grandes economias, principalmente de grandes organizações mundiais (ONU, por exemplo), que trabalham constantemente no combate a fome, miséria e trabalho infantil, assuntos que geram preocupação mundial. No mundo contemporâneo, as pessoas recebem diariamente um grande volume de informações através dos meios de comunicação, principalmente pela internet e televisão. Com a evolução desses meios, elas acabaram adquirindo uma maior preocupação mais com o que acontece a sua volta, como em política, meio ambiente e economia. Segundo Margarida Kunsch, “Hoje o individuo, mais consciente de seus direitos e deveres, percebe que pode e deve participar do processo de construção de uma sociedade mais justa, sabedor de que o Estado sozinho não dá conta de cumprir sua missão...”. Esse pensamento de aproximação com o próximo é cada vez mais comum e as ações sociais, principalmente no Brasil, estão ganhando cada vez mais espaço. Com a maior participação da sociedade e conscientização dela sobre sustentabilidade e responsabilidade social, as organizações procuram se aproximar mais das pessoas com quem mantém interações, pois sabem que o consumidor busca comprar produtos de empresas que exercem seu papel de cidadão. Hoje as organizações não visam apenas o lucro, pois sabem que a valorização desses fatores elimina concorrência e gera uma boa reputação.


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3.1.2 - A importância dos valores intangíveis e reputação Antigamente, as empresas eram medidas pelos seus valores tangíveis, como suas propriedades físicas, além de seus galpões e máquinas. No entanto, essa realidade mudou, sendo que as organizações se preocupam cada vez mais com a sua imagem, pois sabem do valor que é uma empresa que possui boa reputação no mercado. As organizações se preocupam muito com os seus valores intangíveis, como crescimento sustentável, marca forte, boas imagens e inovação, para serem reconhecidos pelo público externo. Esses valores intangíveis estão em constante crescimento, pois o consumidor associa sua imagem e reputação (o seu status) à marca, e não à estrutura física propriamente dita. É através dessa nova visão tida pelo mercado que a empresa adquire valores que vão além de tudo que ela possui. Para Robert S. Kaplan e David P. Norton “os ativos intangíveis respondem por mais de 75% do valor da empresa. Em média, os ativos tangíveis – valor contábil líquido do ativo menos o passivo – representam menos de 25% do seu valor de mercado.”. Essa valorização é obtida além do que a própria marca representa, através do apoio que as empresas dão para o Terceiro Setor. Os clientes estão cada vez mais preocupados com diversas questões que envolvem toda a comunidade, e as organizações que se preocupam com essas causas são mais bem vistas pelos consumidores, gerando cada vez mais lucro e reputação.

3.1.3 - A responsabilidade social e a sustentabilidade Um dos assuntos que mais ganharam dimensão é a questão da sustentabilidade, conceito que pode ser aplicado a qualquer coisa, seja uma pessoa, uma empresa ou um país. Uma das preocupações da sociedade atual é com o futuro do planeta e, dessa forma, automaticamente com o aquecimento global. Com isso, as organizações estão se preocupando mais sobre os danos que causam ao meio ambiente. Consequentemente, isso resultou em várias tentativas de minimizar e controlar os impactos emitidos por elas. Em 1997, por exemplo, o “Protocolo de Kyoto” foi criado para então formalizar metas e assim provocar a diminuição da emissão de gases poluentes. Uma empresa sustentável, além de pensar em questões ambientais, pensa também na comunidade e o que pode afetar seus habitantes. Ela se preocupa e busca (na maioria das


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vezes) encontrar soluções que não agridam essa população, nem sua cultura, seus costumes e espaço físico, de forma que não prejudique as funções da empresa. Esse é um dos pontos que trazem valores intangíveis à organização, pois é algo que agrega preocupação com o futuro do planeta e da própria comunidade em que a empresa está inserida. Hoje as pessoas estão tomando consciência sobre um consumo sustentável, e vendo que temos que dar atenção para esse tema, porque alguns recursos estão cada vez mais escassos.

3.2 – Terceiro Setor 3.2.1 - Terceiro Setor e sua evolução a partir deste novo cenário Com a popularidade da sustentabilidade, surgiram diversas organizações voltadas para práticas socioambientais para o bem da humanidade, surgindo assim um setor voltado a tal prática. O Terceiro Setor é um dos setores que está ganhando cada vez mais mercado, hoje em dia há mais entidades voltadas para a preocupação social, principalmente por causa da mobilização da sociedade a partir do século XXI com a sociedade. Segundo Roserly Fernandes “A origem das entidades sem fins lucrativos no Brasil é datada na metade do século XVI, com o surgimento das Santas Casas, administradas pelas igrejas cristãs que atuavam prestando assistência à comunidade”. O Terceiro Setor ganhou força e espaço no mundo a partir dos anos 1960 e no Brasil dos anos 1980, principalmente na época da Ditadura Militar com os movimentos civis da sociedade em busca de democracia. Mesmo com as manifestações populares em busca de um país que respeitasse os direitos humanos, o Governo Brasileiro juntamente ao Exército promoveram um projeto voltado para responsabilidade social chamado “Projeto Rondon”, que “É um projeto de integração social que envolve a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes e ampliem o bem-estar da população”. (fonte: Site do Projeto Rondon) Com o fim da ditadura, a Constituição Brasileira, revista e atualizada, teve um avanço em 1988 em termos de política social no Brasil. A partir de sua proclamação surgiram diversas organizações por meio de empresas privadas, como a “Fundação Abrinq” que defende os direitos da criança e dos adolescentes. No ano seguinte, em 1989, o “Projeto Rondon” foi extinto por deixar de ser prioridade do Governo Federal.


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Segundo Roserly Fernandes “O termo ‘Terceiro Setor’ para designar as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos passa a ser utilizado no Brasil a partir do início dos anos 90”. Na década de 90, várias organizações ganharam espaço na mídia e na sociedade pelo desenvolvimento de seus trabalhos sociais. Uma dessas organizações é o “Instituto Ethos”, que foi criado em 1998 por um grupo de empresários e executivos da iniciativa privada (fonte: site da organização). Nessa época os movimentos sociais e ambientais ficaram mais fortes, surgindo organizações populares, além das organizações do segundo setor voltadas à filantropia, como é o caso da “Fundação Bradesco”, que foi criada a mais de cinco décadas e a “UNESCO”. Após o “ECO 92”, os movimentos ambientais ganharam mais espaço na mídia e houve um crescimento estrondoso de ONGs, principalmente de sindicatos, com a consolidação da democracia, como é o caso do “Sindicato dos Metalúrgicos do ABC”. O setor foi então ganhando mais popularidade, principalmente com a aproximação do Segundo Setor, com a variedade de fundações, institutos empresariais, associações comunitárias, entre outros sem fins lucrativos. No Governo Lula, o “Projeto Rondon” voltou a ser executado, sendo um dos programas sociais do presidente, que no seu mandato priorizou programas para o desenvolvimento do país, além de apoiar fortemente o Terceiro Setor. Cotidianamente, o Terceiro Setor oferece boas ideias de empregos, buscando divulgar a consciência social na sociedade. Atualmente, a relação das empresas com a comunidade está cada vez mais próxima, principalmente pelo compromisso que elas têm com as pessoas que são afetadas pelo seu trabalho. Em prol dessa aproximação, por meio da busca do comportamento empresarial socialmente responsável, as organizações hoje possuem parcerias com o Terceiro Setor entidades, associações, fundações, organizações não governamentais (ONGs), e qualquer outro tipo de exercício de atividade envolvendo o interesse social civil de fins públicos e não lucrativos. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com o que acontece no mundo, por isso algumas organizações buscam tratar de sustentabilidade para poder de forma estratégica conseguir mais lucro. Mesmo com o marketing positivo que acarreta na sua imagem, a sociedade, e principalmente as organizações, se preocupam em como investir seu capital, para não associar sua imagem às organizações de caráter duvidoso. Portanto, buscam ajuda de profissionais de relações públicas na hora de gerenciar seu relacionamento com esse setor.


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3.2.2 - O papel da área da Comunicação, em especial das Relações Públicas A comunicação nas organizações é extremamente importante para o desenvolvimento delas, principalmente se tratando do contexto de responsabilidade social e sustentabilidade. Hoje em dia, os assuntos que envolvem as atividades empresariais viraram assunto de discussão na sociedade, sendo assim, as empresas têm mantido uma postura aberta ao diálogo, para crescer sua exposição e mostrar que é uma organização transparente. O profissional de relações públicas é extremamente importante na temática da responsabilidade social e sustentabilidade, pois ele contribui na hora de fazer parcerias e mediações com o Primeiro e Segundo Setor. Como diz Maria Jose da Costa Oliveira (apud KUNSCH): O papel que a área de relações publica pode desenvolver na construção da cidadania é múltiplo, pois deve incluir, em especial, a interação entre governo, empresas e terceiro setor, analisando os contrapontos, ou seja, as áreas de maior conflito, buscando uma maior aproximação e debate, que possibilitem amenizar os pontos de maior divergência e o alcance de um consenso. (2002, p. 145).

Sendo assim, o profissional de relações públicas acaba desenvolvendo um trabalho de mediar sobre como vai trabalhar com esse setor, por meio de estratégias de comunicação para atingir seu público alvo, além de conquistar mais doadores e assim ganhar mais visibilidade para se destacar no mercado. Com a valorização do profissional no setor, diversas empresas acabaram contratando profissionais de RP para melhorar a comunicação perante seu público, além de mudar a cultura organizacional de uma empresa para agregar valores socioambientais. Este é caso do “Grupo Estre Ambiental”, que desenvolveu um Programa Integrado de Comunicação para ganhar visibilidade no mercado em que atua. Em 2011 o case “Comunicação para mudança de cultura do Grupo Estre Ambiental com conceitos de Sustentabilidade” foi um dos premiados na categoria “Relações Públicas e Sustentabilidade: Responsabilidade Social e Ambiental” no 31º Prêmio Opinião Pública.


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CAPÍTULO IV – BRIEFING 4.1 - História A história da Universidade Metodista de São Paulo se inicia há mais de um século atrás, com a construção do Colégio Piracicabano, no interior de São Paulo, sendo este o primeiro colégio metodista do Brasil. Em 1964, além de fornecer educação básica como colégio ele passou a oferecer cursos de graduação. Um pouco antes, em 1938, no bairro Rudge Ramos em São Bernardo do Campo, a Faculdade de Teologia já havia sido implantada pela Igreja Metodista. A localização foi escolhida pelo seu crescimento notável. Em 1970, a Igreja Metodista decide consolidar o seu compromisso além da região do interior de São Paulo, abrangendo também a região metropolitana do estado. Para isso, cria o Instituto Metodista de Ensino Superior (IMS), que hoje possui três campi na região: o campus Rudge Ramos, que além de proporcionar a maior opção de cursos abriga a mantenedora, coordenação e administração da instituição; o campus Vergueiro que é mais voltado para cursos na área de negócios e o campus Planalto que abriga os cursos da área da saúde. A instituição ministra cursos de graduação presenciais e à distância nas áreas de Comunicação, Biológicas e Saúde, Humanidades, Gestão e Negócios e Exatas e Tecnologia. Além destes há outros cursos como o de Línguas e os de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. Sua estrutura conta com auditórios de tamanhos variados, laboratórios de informática, farmácia e biologia, centro de convivência, salas de aula com tecnologia datashow, academia de esportes, quadras poliesportivas, ginásio, bibliotecas, estúdio e muito mais. É considerada uma das melhores instituições privadas de ensino superior no país, principalmente na área da comunicação, na qual já conquistou o título pelo Guia do Estudante por três anos consecutivos de melhor instituição privada no país nesta área. O principal objetivo da Universidade é formar profissionais conscientes de seus direitos e deveres como cidadãos. É por esse motivo que ela desenvolve e participa de vários projetos de extensão. Esses projetos fazem com que os universitários adquiram conhecimento prático e desenvolvam senso crítico pela sociedade como um todo, pois grande parte deles é voltada para seu público externo, ou seja, a comunidade em geral. O Projeto Rondon, desenvolvido inicialmente pelo Exército Brasileiro e que está presente na Universidade desde 1967, é um projeto de extensão, pois foca em universitários


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voluntários de diversos cursos e professores convidados. Em 1989, este projeto não era mais prioridade do Governo Federal e por isso foi interrompido, retornando apenas em 2005, por uma decisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva a pedido da União Nacional dos Estudantes. A partir desse ano o Projeto Rondon é uma iniciativa do Ministério da Defesa em parceria com outros ministérios. A Universidade Metodista retornou com as atividades da segunda etapa do projeto em 2009 e de lá pra cá foram feitas quatro viagens pela instituição.

4.2 - Estrutura física e humana A estrutura física da Universidade Metodista de São Paulo é completa para oferecer aos seus alunos e professores o apoio necessário para o desenvolvimento de trabalhos de extensão. Entretanto, a instituição não foca apenas em auxiliar o seu público interno neste quesito, por isso ela conta com serviços de assistência médica (Policlínica), odontológica e veterinária (Hospital Veterinário) com valores acessíveis para usufruto da comunidade local. A Universidade também conta com um corpo de colaboradores qualificados para atender aos serviços prestados internamente e externamente. Esses colaboradores são funcionários efetivos registrados, temporários, estagiários e até mesmo voluntários. No caso do Projeto Rondon, a responsável é a coordenadora de projetos de extensão da Universidade, Elizabete Renders. Também há os estudantes universitários e docentes sem os quais não é possível a efetivação do projeto, pois são eles que arcam com a parte prática do mesmo, executando as ações diretamente nas regiões apontadas como necessitadas. Fora da Universidade Metodista, a estrutura humana do Projeto Rondon é composta pelo Exército e pela Marinha. A estrutura física do Projeto Rondon são os próprios municípios das regiões visitadas para a execução do projeto. Normalmente são escolas da região cedidas pelo município e suas estruturas próprias que envolvem cozinha, banheiros, refeitório, salas, pátio e áreas livres.

4.3 - Identidade visual O logotipo da Universidade Metodista de São Paulo (conforme anexo nº 01) tem os dizeres “Universidade Metodista de São Paulo” e do lado esquerdo o símbolo da instituição, que são três letras “M” que unidas estrategicamente formam uma estrela central de seis pontas. Tanto os dizeres quantos as letras “M” são de cor azul escuro. A estrela central é


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amarela contornada pela cor branca e a palavra “Metodista” encontra-se em tamanho maior em relação as demais e em negrito para destaca-la. As edificações de seus campi estão sempre pintadas nas cores branco, amarelo e azul escuro, fidelizando o padrão de seu logotipo e assim fazendo com que as pessoas consigam relacionar um ao outro. Os uniformes, materiais e produtos de sua marca vendidos dentro da instituição respeitam estas mesmas cores. O logotipo do Projeto Rondon (conforme anexo nº 02) tem os dizeres “PROJETO RONDON – Lição de vida e de cidadania”. Sua escrita está em azul (C=100, M=90, Y=0, K=30) e a segunda letra “O” da palavra Rondon foi substituída pelo mapa do Brasil em verde (c=100, M=0, Y=100, K=0) e duas setas circulares amarelas (C=0, M=20, Y=100, K=0) sobrepostas ao mapa, que é o símbolo do projeto. Suas cores foram inspiradas nas da bandeira brasileira. Sua identidade visual está presente em qualquer divulgação feita e nos uniformes fornecidos aos voluntários para as viagens. A camiseta é amarela e tem o logotipo do projeto, porém o chapéu e o colete distribuídos estão na cor bege claro, como itens de proteção ao clima desses locais e por isso sendo considerados itens adicionais.

4.4 - Atividades e público prioritário A Universidade Metodista de São Paulo tem suas atividades voltadas principalmente para a educação com o diferencial de fazer seus alunos exercitarem o pensamento da práxis cidadã. Assim, seus públicos prioritários internos são os professores e alunos, além da coordenação e reitoria. Seus públicos prioritários externos são possíveis futuros alunos e a comunidade próxima que utiliza dos seus benefícios, e assim acaba dando oportunidade aos alunos de aprenderem na prática. O Projeto Rondon é uma de suas atividades que beneficiam tanto o público interno quanto o externo. Ele tem dois principais objetivos: o aprendizado prático e humanitário além dos da sala de aula e por isso é um projeto de extensão, pois estende o conhecimento da teoria para a prática, e também objetiva orientar as comunidades carentes, principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, a utilizarem de forma mais proveitosa os recursos que já possuem, melhorando assim a qualidade de vida dessas pessoas. Por isso, hoje, o caráter do projeto é transformador e não apenas assistencialista, pois é um processo


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que visa transformar pensamentos e vidas com consciência e conhecimento. Ele é realizado em janeiro e julho de cada ano, por ser época de recesso escolar. Nestes meses, os universitários voluntários aprovados no processo de inscrição e numa espécie de processo seletivo, juntamente com os professores voluntários convidados, viajam para os locais estipulados pelo Ministério da Defesa para desenvolver diversos tipos de atividades das áreas de cultura, direitos humanos e justiça, educação e saúde (o eixo A) e/ou comunicação, meio ambiente, trabalho, tecnologia e produção (o eixo B), e assim orientar às comunidades em relação a aspectos destes segmentos, sempre acompanhados de um militar do Exército Brasileiro denominado “anjo”, que presta apoio e auxílio às equipes. A Universidade pode ser escolhida para desenvolver as atividades em um eixo ou outro ou até nos dois, porém em regiões separadas neste último caso, considerando que sempre são equipes de duas universidades diferentes (uma para cada eixo no local). O público prioritário interno do Projeto Rondon são os universitários e professores, pois sem eles a parte prática do projeto não aconteceria e assim as comunidades não seriam ajudadas e o público prioritário externo são entidades e órgãos que auxiliam na realização do projeto como um todo, como os Ministérios envolvidos, por exemplo.

4.5 - Políticas e diretrizes organizacionais A Universidade Metodista de São Paulo visa “participar efetivamente na formação de pessoas, exercendo poder de influência e contribuindo na melhoria da qualidade de vida, baseada em conhecimento e valores éticos”. (MISSÃO...; [s.d.]) Sua missão é “ser referência educacional na construção de uma comunidade aprendente, reconhecida nacional e internacionalmente por serviços de qualidade e relevância social, com práticas flexíveis, criativas e inovadoras”. (MISSÃO..., [s.d.]) Seus

valores

são

“desenvolvimento

de

consciência

crítica

da

realidade;

desenvolvimento de senso de justiça e de solidariedade, e de sua prática, inclusive nas relações de trabalho; prática reflexiva voltada para o âmbito de espiritualidade cristã; desenvolvimento da consciência de que os interesses social e individual são igualmente importantes para o equilíbrio das relações sociais e inovação e criatividade subordinadas à ética, na construção e socialização do conhecimento”. (MISSÃO..., [s.d.]) Já a missão do Projeto Rondon é “viabilizar a participação do estudante universitário brasileiro nos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da


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cidadania”. (CONCEPÇÃO..., 2011) Os objetivos são “contribuir para a formação do universitário como cidadão; integrar o universitário ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do País; consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social coletiva em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais e estimular no universitário a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas”. As diretrizes são “contribuir para o desenvolvimento sustentável nas comunidades carentes, usando as habilidades universitárias; estimular a busca de soluções para os problemas sociais da população, formulando políticas públicas locais, participativas e emancipadoras; contribuir na formação acadêmica do estudante, proporcionando-lhe o conhecimento da realidade brasileira, o incentivo à sua responsabilidade social e o patriotismo; manter articulações com os órgãos governamentais e não governamentais, em seus diferentes níveis, para evitar a pulverização de recursos financeiros e a dispersão de esforços em ações paralelas; assegurar a participação da população na formulação e no controle das ações; priorizar áreas que apresentem maiores índices de pobreza e exclusão social, bem como áreas isoladas do território nacional que necessitem de maior aporte de bens e serviços; buscar garantir a continuidade das ações desenvolvidas e democratizar o acesso às informações sobre benefícios, serviços, programas e projetos, bem como recursos oferecidos pelo poder público e iniciativa privada e seus critérios de concessão.” (CONCEPÇÃO..., 2011) Eles conciliam exatamente no “pensar” em um cidadão e não apenas em uma pessoa, bem como na responsabilidade social, valorizando a ética.

4.6 - Relacionamento e Reconhecimento A Universidade Metodista de São Paulo se relaciona com a sociedade não apenas através de serviços prestados a ela, mas também noticiando os acontecimentos da região em publicações impressas e virtuais e promovendo eventos culturais e/ou de caráter educacional. Já o Projeto Rondon se relaciona com a sociedade através da execução do próprio projeto e também no site e em comerciais na televisão. O relacionamento entre ambas as partes é de acordo com as normas impostas por ambas as organizações. A coordenadora de projetos de extensão e reitoria da Universidade


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Metodista de São Paulo se reporta ao Projeto Rondon via contato com o Ministério da Defesa. A Universidade Metodista é reconhecida pela sociedade brasileira e também no exterior, pois ela mantém parcerias com universidades de outros países, tais como Portugal, Argentina, Espanha e Estados Unidos para intercâmbio entre seus alunos. Ela também tem reconhecimento pelo Guia do Estudante com muitos cursos estrelados e, recentemente, foi considerada a melhor faculdade de jornalismo do país em análise feita pelo jornal “Folha de S. Paulo”. Seu forte é a área da Comunicação, que completou 40 anos de existência. O Projeto Rondon tem reconhecimento pelas pessoas que conhecem o seu funcionamento e a sua história, principalmente por pessoas de mais idade, que acompanharam a sua primeira etapa de realização. No entanto, as inscrições para a possível participação das operações nas universidades têm sido em menor quantidade do que o esperado, mas esse nível varia de universidade para universidade. Na Universidade Metodista as inscrições têm sido em número baixo, pois acredita-se que o Projeto Rondon não é tão conhecido dentro da instituição, sendo que o local onde os universitários e professores mais trabalham com ele é o campus Planalto.


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CAPÍTULO V – ESTUDO DOS PÚBLICOS 4.1 - Mapeamento dos públicos da Universidade Metodista de São Paulo Para que haja uma ligação adequada entre uma instituição e seus públicos, é necessário que os mesmos compreendam o que está sendo dito, sendo assim, os setores de comunicação das empresas precisam desenvolver um mapeamento destes públicos para então poderem aplicar os meios comunicacionais da melhor maneira possível, permitindo uma maior compreensão do que está sendo transmitido e inibindo distorções de informações e afastamento dos mesmos por desinteresse, já que em alguns casos o que é aplicado para um determinado público não é para outro. Essa necessidade de separar e entender onde se encontra cada público é importante, pois como diz Fábio França (2012, p. 52) “são eles que constroem a imagem da empresa e de sua marca, e a empresa depende deles para sobreviver”. Ao fragmentar os públicos e classificá-los observa-se alguns conceitos iniciais a serem levados em conta. Quem inicialmente pretende-se atingir? Os internos ou externos? Assim, pelos estudos do Dr. Fábio França, pode-se separá-los desta forma: públicos internos, públicos externos e públicos mistos, para determinarmos quais meios utilizar com cada um deles. Entendendo que cada um destes são compostos por vários tipos de interesses, logo informações dadas de formas diferentes, França (2004) realiza então um mapeamento de públicos, que funciona como guia para identificá-los e descrevê-los, por conta disso são estudados diversos modelos de tabelas, para então utilizar o que se enquadre melhor nos objetivos da instituição. Neste projeto a tabela utilizada é composta por: tipo de públicos, quem são; tipo de relação, qual é a relação entre instituição e públicos, podendo ser composto por mais de um; objetivos da organização, o que se pretende atingir levando em conta a finalidade de gerar benefícios e expectativa dos públicos, saber o que o público espera da instituição. Nesse último, Fábio França recorda a importância do estudo do quarto modelo de relações públicas de Grunig e Hunt (apud KUNSCH, 1997, p.110), simétrico de duas mãos, que tem por objetivo a busca pelo equilíbrio e entendimento entre os interesses da organização e dos públicos envolvidos, para melhor focá-los e assim desenvolver seus projetos de comunicação atrativos para os mesmos.


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Neste projeto integrado serão abordados e classificados os públicos da Universidade Metodista de Ensino Superior (UMESP), para compreensão dos instrumentos direcionados a cada um.

4.2 - Quadro dos públicos da Universidade Metodista de São Paulo Classificação

Públicos Mantenedora

Tipo da relação

Objetivos da organização

Expectativas dos públicos

Negócios

Obter apoio financeiro. Aprovação de projetos com movimentação financeira. Transparência nas comprovações fiscais, quanto às verbas destinadas à Universidade.

Retorno financeiro. Apoio Institucional. Curso, equipamentos e infraestrutura de qualidade.

Obter apoio legal. Adquirir reconhecimento institucional. Ter aprovação nos cursos e projetos da Universidade.

Cumprimento das leis e da grade reconhecida pelo Ministério. Desenvolvimento dos alunos e professores.

Acompanhar e responder pela Universidade. Ser transparente e ético.

Ter a Universidade progredindo seguindo a missão proposta em suas diretrizes. Ser referência educacional. Ser reconhecida nacional e internacionalmente. Apoio e incentivo, quanto aos projetos e aulas planejados, com comunicação transparente e objetivo. Reconhecimento profissional. Boa remuneração. Pagamentos em dia. Reciclagem profissional.

Legal

Constitutivos (Possibilitam a existência da organização, fornecendo elementos e recursos para sua constituição). MEC

Legal Político

Públicos essenciais (Ligados ou não juridicamente à organização e dos quais ela depende para sua constituição).

Reitor

Negócios Acadêmico Legal

Não-constitutivos primários (Não interferem diretamente na constituição da organização, mas em sua viabilização enquanto colaboram para a execução da atividade-fim – a organização dependem deles para sua viabilização, estão altamente envolvidos com ela.).

Professores

Negócios Acadêmico Legal Social

Alunos

Acadêmico Social Legal

Possuir equipe capacitada para o ensino. Motivação e próatividade no desenvolvimento das aulas e projetos, com práticas flexíveis, criativas e inovadoras. Manter bons relacionamentos entre funcionários e alunos. Demonstrar respeito e confiança nos trabalhos desenvolvidos. Comprometimento com a Universidade e alunos. Ética e respeito em suas condutas. Formar profissionais qualificados e cidadãos conscientes, baseado em conhecimento e valores éticos. Desenvolver senso de justiça e solidariedade.

Cursos conectados à realidade do mercado. Respeito com as diversidades Transparência nas informações quanto à Universidade. Laboratórios e equipamentos novos e de qualidade, com utilização fora das aulas. Facilidade na comunicação com todos os setores da Universidade.


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Não-constitutivos primários (Não interferem diretamente na constituição da organização, mas em sua viabilização enquanto colaboram para a execução da atividade-fim – a organização dependem deles para sua viabilização, estão altamente envolvidos com ela.).

Fornecedores

Legal Negócios

Legal Funcionários Negócios Social

Obter bons produtos a preços justos. Comprometimento com a qualidade dos produtos e materiais adquiridos. Entregas em tempo, cumprindo agendamentos.

Confiança no contrato firmado. Ética nos relacionamentos. Retorno financeiro. Pagamentos em dia.

Comprometimento pelo serviço exercido. Cuidar do bem estar no ambiente de trabalho. Confiança nos relacionamentos interpessoais. Ter equipe profissional e ética, com responsabilidades e motivações.

Ações sem discriminação. Boa remuneração. Pagamentos em dia. Respeito pelas diversidades e trabalhos realizados. Reconhecimento profissional. Oportunidade de aprendizados e desenvolvimento, pessoal e profissional. Bons materiais e equipamentos.

Obter apoio no atendimento adequado sobre a Universidade. Confiança no trabalho exercido. Credibilidade quanto ao trabalho desenvolvido com os alunos. Ser reconhecido como bom local para se trabalhar, possuir parcerias. Funcionários capacitados e éticos em seus exercícios profissionais.

Crescimento na parceria entre Universidade e empresas. Reconhecimento dos esforços para atingimento de objetivos propostos pela Universidade. Pagamentos em dia. Ética nos relacionamentos entre funcionários próprios e terceiros. Apoio no desenvolvimento profissional e da qualidade do trabalho realizado. Bons produtos e equipamentos para realização do trabalho contratado.

Adquirir novos alunos. Demonstrar qualidade educacional com cursos de qualidade. Ser a primeira opção em ensino superior. Reconhecimento pelos projetos desenvolvidos, adaptando os alunos ao mercado de trabalho e tornando-os cidadãos responsáveis.

Transparência quanto as informações da Universidade. Honestidade quanto às informações prestadas. Cursos de qualidade e reconhecidos. Retorno financeiro observados na conservação da infraestrutura da Universidade

Públicos essenciais (Ligados ou não juridicamente à organização e dos quais ela depende para sua constituição).

Não-constitutivos secundários (Não interferem diretamente na constituição da organização, mas em sua viabilização enquanto colaboram para a execução da atividade-fim – possuem menor nível de envolvimento, podendo ou não, estão juridicamente ligado a eles).

3. Empresas Parceiras 4. Empresas Terceirizadas 5. Centro de Convivência

Negócios

Vestibulandos

Acadêmico

Legal

Negócios Social

.


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Redes de Consultoria, divulgação e promoção (São representados por empresas externas de setores de prestação de serviços. Oferecem colaboração qualificada à organização no planejamento de divulgações).

Públicos nãoessenciais (Definidos como redes de interesse específico, pelo grau de participação nas atividades, porém não fazem parte das atividadesfim; não estão ligados aos fatores produtivos).

Públicos de redes de interferência (Representam públicos especiais do cenário

SINPRO-ABC (Sindicato dos Professores do ABC)

Negócios Legal

Bons relacionamentos e comunicação entre representantes trabalhistas e Universidade. Obter apoio e coerência entre os contatos. Eliminar conflitos. Comunicação transparente e realista, para melhor compreensão entre as partes envolvidas.

Redes de setores associativos (Agrupadas por interesses corporativos e setoriais, essas associações defendem interesses coletivos ou particulares, junto a setores governamentais e classicistas. As empresas filiadas podem ter diferentes níveis de envolvimento e participação. Redes de setores comunitários (Público aproximável e de maior atenção seja pelo patrocínio de atividades beneficentes, culturais, comerciais, seja pelo despertar da consciência da empresa socialmente responsável)

ADIMS (Associação dos Docentes do Instituto Metodista de Ensino Superior)

Negócios Legal Social

Compreensão quanto aos métodos de trabalho desenvolvidos pela Universidade. Respeito quanto ao método de administração, tanto da Universidade quanto da ADIMS. Ética nas ações incorporadas nos planos de ações da associação.

Comunidades

Social

Adquirir reconhecimento. Ser respeitado pelos projetos extensão. Participar ativamente da comunidade, respeitando a cultura local. Contribuir para a melhoria da qualidade de vida. Troca de experiências e aprendizado mútuo.

Convivência social. Excelente comunicação e atendimento em seus respectivos setores. Aprendizado mútuo. Respeito pela diversidade cultural e dificuldades apresentadas. Serviços de qualidade e humanista.

Redes de concorrência (Públicos representados por organizações que oferecem ao mercado produtos/serviços

Faculdades e Universidades (Públicas e privadas)

Social Negócios Institucional Comercial

Ética e respeito quanto às menções da Universidade aos meios de comunicações. Conhecimento dos métodos aplicados, para aquisição de discentes. Entendimento dos

Ética e respeito na averiguação de dados da instituição concorrente e na divulgação de informações para a imprensa. Disputa mercadológica de forma ética.

Redes de setores sindicais (São representados pelos sindicatos patronais e dos trabalhadores juridicamente organizados para defesa dos interesses classicistas comuns)

Respeito aos docentes e as propostas apresentadas para melhoria da categoria trabalhista. Excelente comunicação e compreensão das solicitações e projetos pautados. Transparência no compartilhamento de informações. Cumprimento de acordos. Ética e apoio, aos docentes, quanto à criação de projetos a serem desenvolvidos durante o período letivo. Obter apoio e coerência entre os contatos e contratos firmados. Apoio quanto aos meios de contatos entre os docentes e a instituição (ADIMS). Respeito quanto às manifestações expressas à associação.


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externo das organizações, que pelo seu poder de liderança operacional ou representativa junto ao mercado e à opinião pública podem gerar interferências indesejáveis para a organização ou podem apoiá-las, como seria esperado)

similares aos já produzidos e comercializados por outras. Redes de comunicação de massa (As redes de comunicação centralizada na mass media impressa e eletrônica representam permanentes ameaças a qualquer organização, tanto no cenário nacional como internacional em um mundo globalizado).

objetivos traçados para compreensão de sua presença no mercado. Mídia

Divulgação Social Institucional Mercadológico

Manter bons relacionamentos. Garantir informações simétricas de duas mãos. Ética na divulgação das noticias, averiguando a veracidade das mesmas. Divulgação clara e atrativa sobre a Universidade.

Confiança quanto ao uso das informações adquiridas. Excelente relacionamento entre Universidade e imprensa. Informações claras e objetivas. Ter prioridade nas divulgações da Universidade.

4.3 - Análise dos públicos Ao pesquisar os públicos da instituição, identifica-se a mantenedora, que, em sua grande maioria, visa o retorno financeiro e /ou apoio institucional como em eventos e feiras. Juntamente, analisou-se o MEC (Ministério da Educação e Cultura), com o qual o Instituto Metodista de Ensino Superior tem por objetivo obter seu apoio legal e aprovação em projetos e cursos, para que com isso a instituição venha a ser reconhecida no mercado como uma Universidade idônea e que segue as leis exigidas pelo Ministério. Na análise dos públicos o reitor da Universidade foi identificado como um representante legal da instituição, que tem como um dos objetivos ser transparente e ético na sua liderança, e com a expectativa de ser referência educacional. Também os professores, com apoio e incentivo, criam, planejam e auxiliam em aulas e projetos, tanto dentro como fora da Universidade. Os alunos buscam cursos conectados com a realidade perante a instituição e uma fácil comunicação com a Universidade, e, dentre isso, a própria instituição visa aos seus alunos, a formação profissional qualificada, que automaticamente será reconhecida e até divulgada pela sua competência. Destacam-se os funcionários da instituição, sempre valorizados, bem remunerados e principalmente sendo vistos e reconhecidos profissionalmente. A Universidade tem seus objetivos com este público alcançados com sucesso, dentre eles, podemos destacar uma equipe profissional e ética com responsabilidade e motivados em seus respectivos serviços. Citando os fornecedores e a comunidade, onde os fornecedores visam perante a instituição a confiança e credibilidade no contrato firmado, ética em seus relacionamentos, e


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juntamente com isso, a Universidade exige um comprometimento com a qualidade dos produtos e materiais adquiridos, onde se possa firmar uma parceria entre ambas por vários anos. E por fim a comunidade, que espera da instituição a convivência social, serviços de qualidade, ensino com excelência, transparência, ética e credibilidade. Com isso, a Universidade será vista e reconhecida em seu mercado, seus projetos serão respeitados e alguns até utilizados pela comunidade local. Empresas parceiras, terceirizadas e o Centro de Convivência, tem os principais objetivos desses públicos como a confiança no trabalho exercido e a credibilidade quanto ao trabalho desenvolvido com os alunos. Por exemplo, se o Centro de Convivência tiver uma boa estrutura, bom atendimento e com produtos de qualidade, a Universidade automaticamente será vista positivamente, afinal, o espaço físico é da Instituição, e mesmo os restaurantes e lanchonetes sendo particulares, cabe à Universidade fiscalizar, para dar sempre um ótimo ambiente aos alunos, professores e funcionários. Identificam-se os vestibulandos, pois buscam uma Universidade de qualidade, com infraestrutura, bons professores, cursos e instituição reconhecidos, principalmente no mercado de trabalho. Já a Universidade, além de buscar alunos para poder se manter financeiramente, visa com este público, o reconhecimento pela sua qualidade, tanto de ensino quanto pela sua estrutura física e administrativa. A instituição quer ser vista como formadora de profissionais qualificados e cidadãos, para que venha a ter futuras parcerias, até mesmo com empresas onde seus ex-alunos trabalham. Decorrente disto, vira um ciclo, pois os ex-alunos irão divulgar a Universidade e ela terá mais alunos novos. Identificou-se a ADIMS (Associação dos Docentes do Instituto Metodista de Ensino Superior) e SSIMPRO-ABC (Sindicato dos Professores do ABC). Classificados como públicos externos têm como principais objetivos o respeito aos docentes e as propostas apresentadas para melhoria na categoria trabalhista, quando trabalhando em parceria com a Universidade, os alunos saem ganhando, com professores mais motivados e valorizados, e a própria instituição acaba tendo seus valores e ética sendo aplicados pelos mesmos. Para finalizar o mapeamento, a imprensa visa ter um ótimo relacionamento com a Universidade, com informações claras e objetivas, para que assim ela possa emitir opiniões e informações dos pontos positivos e negativos da Instituição para seus leitores, assim como a Universidade Metodista espera clareza e ética nas informações que são passadas e impressas em jornais, televisão e outros veículos, sempre garantindo informações simétricas de duas mãos.


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Verificaram-se várias falhas na divulgação do Projeto Rondon na Universidade Metodista de São Paulo, a partir daí, analisou-se então a necessidade de maior esclarecimento e aprofundamento em relação a todas as etapas envolvidas. Devido a isso, deve-se dar atenção a todos os públicos, mas classificados como prioritários são alunos, comunidades, vestibulandos e empresas parceiras, de forma que instigue os mesmos a explorarem mais as questões que envolvem o Projeto Rondon como um todo, sendo não só o que é divulgado, mas também os “bastidores” do processo e viagem. Na rede de concorrência, a instituição, perante seus concorrentes, busca sempre uma disputa mercadológica de forma ética, para que seus futuros universitários as escolham pelas suas qualidades e não porque uma denegriu a imagem da outra, algumas vezes, até confundindo o vestibulando. Passando o período de vestibulares e matrículas as instituições podem até se tornarem “parceiras” em projetos em prol da sociedade e quando uma for falar, exibir ou publicar informações da concorrente para a imprensa, espera-se respeito na averiguação de dados antes de serem divulgados. Para que haja uma comunicação adequada entre uma instituição e seus públicos, é necessário que os mesmos compreendam o que está sendo dito, sendo assim, os setores de instituição precisam desenvolver um mapeamento destes públicos para então poderem aplicar os meios comunicacionais da melhor maneira possível, para tanto analisamos que alguns púbicos não têm a mesma comunicação ou relação com a instituição como outros. Por exemplo, no caso dos alunos, eles têm a Central do Aluno, site, professores e coordenadores do curso sempre a disposição para eventuais dúvidas e questionamentos, porém, o mesmo não podemos dizer da comunidade, onde em alguns setores da Universidade Metodista , tem total informação e utiliza dos serviços da Instituição, como na área da saúde, por exemplo. Vestibulandos foi outro público analisado, também tem muito foco pela Universidade Metodista, como informações sobre provas e os cursos, tanto no site da Instituição como fora dela. A Metodista participa da Feira do Estudante, Dia da Universidade Aberta, eventos onde os professores e alunos dão informações e experiências dos cursos que a Metodista tem. Entretanto, outras áreas são menos divulgadas e acabam sendo menos frequentadas pela comunidade ao seu redor, que pode ficar até sabendo sobre um serviço ou evento, mas por terceiros e não pela Universidade Metodista, como deveria ocorrer.


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4.4 - Diagnóstico A participação em projetos sociais traz à instituição uma imagem positiva, mesmo que esta não seja afetada diretamente pelo projeto previsto. Pois dessa forma, acarreta em demais voluntários para outras ações que a Universidade está inserida, que podem ou não necessitar de presença do público externo também. Assim ela provavelmente terá maior sucesso futuro em suas ações ao longo do tempo e terá mais interessados, onde já se inclui outro público prioritário, os vestibulandos. Ou seja, com a divulgação de seus alunos nos projetos a Universidade alcançará um dos seus objetivos, que é de ser reconhecidas pela sua excelência em cursos, atividades extracurriculares e outros. Outro público são as empresas parceiras, tendo em vista que alguns projetos da Universidade necessitam de apoio de empresas que estejam ligadas diretamente ou indiretamente às atividades extracurriculares de que a Universidade Metodista participa. O Projeto Rondon vai às cidades escolhidas para aplicar suas ações na área da saúde, onde orientam a população local em relação à higiene pessoal, dentre outras coisas e também outras áreas. As empresas parceiras podem fornecer, por exemplo, os kits odontológicos para serem distribuídos à população. Contudo, para que inicialmente o público interno (alunos e professores) se interessem pelo Projeto Rondon, é crucial que o mesmo se identifique com seus objetivos e metas e que tenha conhecimento suficiente sobre o seu funcionamento, assim podendo se encantar com os ideais do mesmo e querer fazer parte desta ação. A proposta visa alcançar a meta principal de angariar mais voluntários para o projeto, obtendo qualidade nas etapas que decorrem desde o interesse de participação da instituição até o relatório final, após a viagem. A estratégia objetiva beneficiar não só o Projeto Rondon, mas também a Universidade Metodista de São Paulo. Assim o aumento de interessados no projeto de extensão poderá atrair mais participantes para outras ações da instituição e o crescimento de ambos será evidente. É necessário que os problemas e as necessidades da empresa ou as escolhas a fazer para orientar sua evolução sejam percebidas com suficiente acuidade. É imprescindível que se torne evidente a necessidade de uma visão clara, dinâmica e profunda do negócio e suas implicações.


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CAPÍTULO VI – PESQUISA EM GRUPO FOCAL 6.1 - Introdução Nesse relatório serão apresentados conhecimentos, opiniões e até mesmo sugestões levantadas de acordo com uma pesquisa exploratória em grupo focal de pessoas que eventualmente conhecem o Projeto Rondon, com o objetivo de saber qual o grau de conhecimento das pessoas sobre o mesmo, e o que podemos fazer a respeito. O Projeto Rondon, que está presente na Universidade Metodista de São Paulo desde 1967, é um dos projetos de extensão da casa que permite por meio de viagens a municípios com baixos índices de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que os universitários voluntários adquiram conhecimento além da sala de aula, ao mesmo tempo em que ajudam comunidades de todo o Brasil.

6.2 - Objetivos 6.2.1 - Objetivo principal 

Saber qual é o impacto causado na comunidade ao redor da Metodista em relação ao Projeto Rondon, a Universidade Metodista de São Paulo e a relação dos dois na comunidade.

6.2.2 - Objetivos Secundários 

Identificar o nível de conhecimento da comunidade sobre o Projeto Rondon através da mídia (impressa e digital);

Descobrir como a comunidade percebe a Metodista e sua ligação com o Projeto Rondon;

6.3 - Metodologia O estudo foi realizado em uma etapa qualitativa, através da aplicação da técnica de Grupo Focal. Foi realizada uma reunião em 09/11/2012 com base num roteiro semiestruturado, filmada e posteriormente, transcrita (anexo nº 04) para facilitar a análise.


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6.4 - Perfil dos participantes Foram entrevistadas oito pessoas (anexo nº 03) que conhecem o Projeto Rondon, cinco homens e três mulheres com idades entre 21 e 25 anos, todos são solteiros. Os níveis de instrução dos participantes são Ensino Superior incompleto (interrompido), Ensino MédioTécnico completo, Ensino Superior incompleto (cursando) e Ensino Superior completo. A classe econômica abrange classe média baixa e classe média alta. O grupo focal foi realizado no Colégio Metodista, em São Bernardo do Campo – SP.

6.5 - Roteiro do grupo focal 1. Como conheceram o Projeto Rondon? 2. Se fossem professores ou universitários, participariam do Projeto como ele é realizado hoje? Por quê? 3. Se vocês estivessem sendo impactados pelo Projeto, ou seja, fizesse parte das comunidades beneficiadas, o que esperariam do mesmo? Por quê? 4. Em suas opiniões, qual é o papel e a responsabilidade que as Universidades devem ter sobre os professores e universitários voluntários? Acreditam que a Universidade Metodista de São Paulo cumpre isso? Por quê? 5. Se baseando nos valores do Projeto Rondon e da Universidade Metodista, os mesmos condizem com suas opiniões sobre os valores que ambos deveriam ter para um trabalho desta proporção? Por quê? 6. Vocês alterariam algo na forma que a Metodista transmite o Projeto Rondon por meio de seus alunos e professores? Por quê? 7. Se tivesse a liberdade de opinar para somar ao Projeto, porém dentro do Ministério da Defesa (coordenador do Projeto), quais seriam essas mudanças? O que consideraram para levar em conta esses detalhes? 8. O Projeto Rondon influência na formação ética e cidadã dos participantes? Por quê? 9. Vocês acham que esse papel de formação ética e cidadã cabem apenas à instituição de ensino? Por quê? 10. Vocês acham que a divisão do Projeto em eixos A e B para separar algumas áreas específicas é um filtro que favorece ao Projeto Rondon como um todo e a quem está sendo impactado por suas ações? O que os fizeram chegar a essa conclusão? 11. Acreditam que um dos eixos é mais necessário para a elaboração do Projeto do que o outro? Por que?


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12. Vocês já tiveram curiosidade em saber no que resultou o Projeto às pessoas impactadas por ele? 13. Se sim – O que descobriram? 14. Se não – Quais acreditam ser as mudanças sofridas por essas pessoas? 15. Vocês acreditam que a participação dos jovens pode resultar em algum “desastre” no Projeto e nas estratégias escolhidas pelos grupos participantes? Por que? 16. Quais perfis ou critérios acham que deveriam ser estabelecidos na seleção de participantes voluntários para não correrem muitos riscos? 17. O Projeto Rondon deveria expandir o público participante para além de universitários e docentes? Por quê? 18. Como uma Universidade consegue destaque neste tipo de projeto, mesmo ele sendo executado internamente? Por quê? 19. Vocês acreditam que a Universidade Metodista poderia aprimorar o desenvolvimento do Projeto Rondon dentro da Universidade? De que forma isso poderia ser feito?

6.6 - Principais resultados – Conclusão Para ter mais conhecimento sobre o impacto causado na comunidade ao redor da Metodista em relação ao Projeto Rondon, a Universidade Metodista e a relação dos dois na comunidade, foi perguntado aos entrevistados a relação do Projeto Rondon com a Universidade, além da comunidade. Os entrevistados demonstraram que conhecem o Projeto Rondon através de pessoas que participaram do projeto, parentes, amigos - alguns da própria Universidade Metodista, pelo site do projeto e pela Universidade, através de divulgação dos professores. Ficou constatado que o Projeto Rondon é conhecido pelos jovens pela divulgação das Universidades que participam do projeto para que os estudantes participem do mesmo.

Conheci através da internet mesmo. É... Participei de outro projeto chamado Oasis, que é feito no litoral, e acabei conhecendo o Projeto Rondon.

Se pudessem participar do projeto como professores ou universitários, os entrevistados disseram que participariam do projeto, pela busca de novas experiências e principalmente pelo conhecimento, caso tivessem tempo para participar. Pois como o trabalho e os estudos atrapalham, é complicado ficar fora por algumas semanas.


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Eu acho interessante, mas também não participaria devido a atividades. Ah, gente, rotina! E é difícil sair dela. Mas a iniciativa em si é bem interessante. Eu participaria em outras ocasiões.

Em relação à hipótese de serem impactados pelo Projeto, ou seja, se fizessem parte das comunidades beneficiadas, os entrevistados acreditam que o projeto pode oferecer algo que realmente a comunidade precise, além de uma estrutura para atender a comunidade em termos de saúde e comunicação. Esperam que, principalmente informem os beneficiados sobre o projeto e expliquem o porquê de serem beneficiados. Mesmo sendo pouco tempo implantando o projeto no local, requer algo que dure mesmo após o termino dele na comunidade.

[...] Então eu como beneficiário, eu esperaria, claro, empenho e melhora de vida no geral. Porque esse é o objetivo do Projeto Rondon. Manter a cultura local, mas de certa forma melhorar as condições. Não mudar a cultura, mas, no caso, melhorar. Fazer com que eles usem o que for melhor com os benefícios que eles têm na própria terra mesmo. Não mexer muito na cultura deles.

As universidades têm um papel primordial em relação à responsabilidade que exercem de mandar universitários e professores aos locais atendidos pelo projeto, em relação ao papel e a responsabilidade que a Universidade Metodista de São Paulo tem perante o Projeto Rondon. Os entrevistados disseram que a Universidade possui um núcleo de Projetos de Extensão nas suas dependências, com professores responsáveis para organizar o projeto. A estrutura e a fiscalização dela é a mais forte, pois o Ministério da Defesa é rigoroso em relação a isso, fazendo com que as universidades participantes tenham estrutura condizente com o projeto. A seleção que a Universidade realiza para escolher os alunos que vão participar do projeto deve ser rigorosa. Os professores coordenadores do projeto apenas escolhem alunos que realmente querem participar, já que vão ter contato com pessoas que não são do mesmo cotidiano deles, além de prepará-los fisicamente e emocionalmente sobre as questões que vão enfrentar como dormir em alojamentos, falta de saneamento básico, entre outras coisas.

Ela tem que ter uma estrutura já preparada pra isso. E eu acho que não só a Metodista, mas como qualquer universidade que participa do projeto. Ela tem que orientar o aluno desde o início, antes de ir pra viagem. Ver se é


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possível, se ele, aluno, ‘tá’ realmente preparado pra ver o que ele vai fazer lá, o que ele vai esperar lá.

Como a Universidade possui sua responsabilidade social voltada ao bem da comunidade em sua volta, já prescrito em seus valores, por meio de projetos de extensão como o Projeto Rondon, ela procura participar de projetos que beneficiem a comunidade. Os entrevistados disseram que os valores do Projeto e os da Universidade estão em harmonia, mesmo não tendo o mesmo pensamento de como colocar em prática o que pretendem. Ambos possuem o mesmo foco, a vontade de ajudar o próximo, que é o começo para colocar projetos voltados à comunidade em prática e a Universidade segue as regras impostas pelo Projeto. A vontade de ajudar o próximo também é um fator muito importante para participar do Projeto Rondon. Os professores coordenadores instruem os “rondonistas” para que tomem cuidado na hora de abordar a população, sendo feita de forma amistosa a propagação de informações para ajudar a comunidade que está recebendo o projeto, pois como nunca tiveram contato anterior com a população local, podem acabar sendo mal interpretados. Por isso há preocupação da Universidade e do Projeto Rondon em passar os valores do projeto, para que os jovens cheguem preparados para enfrentar diferentes culturas, classes sociais e outras coisas.

Eu acho que tem que ser um motivo bom, tanto da faculdade, quanto do Projeto Rondon. E ambos devem se preocupar e ter a obrigação. A Universidade por ser uma instituição de ensino, de conscientizar os alunos e os demais, sociedade, comunidade, de que o projeto beneficia pessoas que às vezes não têm uma estrutura que nós temos aqui e regiões urbanas. Lá tem lugares tipo inóspitos, que não têm quase nada. Então, se não tiverem uma mesma ideia, mesmos objetivos pra alcançarem juntos a mesma meta, fica difícil. Eu acho que pela Universidade que é, eu acho que tem isso em mente e devem trabalhar em cima disso.

Perguntados a respeito se alterariam a forma de transmitir o Projeto Rondon por meio dos docentes e alunos, os participantes do grupo focal concluíram que a comunicação interna poderia ser mais bem trabalhada, pois fica muito centrada no portal da Universidade e do próprio projeto. A divulgação já foi feita via SIGA, mas apenas para os alunos da área da Saúde. A comunicação para os alunos de comunicação é via os professores coordenadores do


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Projeto, além dos alunos que já participaram e da busca no site por interesse próprio dos estudantes, sendo exposto que, realmente quem procura participar do projeto é que tem interesse mesmo.

O Projeto Rondon divulga na televisão um comercial, mas para quem não conhece o projeto, torna-se complicada a compreensão do que se trata o projeto.

Realmente não sei quanto à Metodista. A divulgação da faculdade realmente não é efetiva. Se foi é porque é uma pessoa que se interessa e foi muito atrás pra poder participar. Então eu acho que não tem que ser assim. Eu acho que é o projeto, é a faculdade que têm que se interessar. Parece que não há realmente um grande interesse assim, um interesse verdadeiro em querer uma participação mútua do projeto. Talvez interessa quem quer demais ao ponto de se sacrificar pra correr atrás de participar do projeto.

Se os entrevistados tivessem a liberdade de opinar para somar ao Projeto, porém dentro do Ministério da Defesa (coordenador do Projeto), eles mudariam a forma de abordagem que o Governo utiliza para divulgar o Projeto nas universidades, pois deixar apenas a mesma fazer esse trabalho não afetará todos os alunos. Trabalhando melhor a forma de comunicar para a comunidade em sua volta e seu corpo estudantil, teria uma maior popularização do Projeto Rondon, fazendo que mais pessoas se interessem em participar.

O Ministério da Defesa poderia exigir um mínimo de inscrições, por exemplo, ou uma mobilização. Eles tivessem uma forma de focar em cada universidade. Como a gente tem várias áreas, eu até que trabalho com “RH”, eles poderiam ter uma semana em cada faculdade, pelo menos uns dois dias, pra poder trabalhar com essa motivação e não esperar só da faculdade, que às vezes falha, muitas vezes não faz a parte dela na comunicação. Mas assim, ela colocar isso dentro da faculdade. Que nem tem pra várias coisas na faculdade. O contato direto.

O Projeto Rondon acaba influenciando a formação ética e cidadã dos participantes. No grupo focal foi constatou-se que é muito forte essa mudança de visão de mundo dos “rondonistas”, pois com a convivência com pessoas de culturas e modos de viver diferentes


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do seu, faz com que volte com outro olhar. Quando os professores responsáveis pelo Projeto escolhem os participantes, eles escolhem pessoas que têm perfis parecidos com os que o Projeto precisa, para acrescentar novas experiências em sua vida pessoal e profissional.

O que o Governo quer é formar cidadão, o que a faculdade quer é formar profissional. Porque daí ela tem mais inscrições, tem mais alunos e cresce. Então o que a pessoa que vai participar tem que tirar disso, é se desenvolver como ser humano. Ela vai participar do projeto e cair de cabeça e desenvolver como ser humano. E colocar no currículo, numa entrevista, pra aí sim agregar ao profissional e a faculdade saber orientar o aluno quanto a isso. Numa entrevista você passar também que além de um profissional você é um ser humano. Você foi lá e aprendeu isso e aquilo e ajudou as pessoas. Então é tentar tirar o humano e o profissional de tudo isso e tentar tornar o projeto interessante para ambas as partes.

A formação ética e cidadã de uma pessoa é muito importante. Perguntados se o papel de formar cidadãos éticos é apenas da instituição de ensino, os entrevistados disseram que não, pois esses valores vêm da sua criação. A família transmite primeiro e depois as instituições, além do que se aprende na sociedade. O governo e as instituições de ensino deveriam investir mais na passagem desses valores por meio de projetos de extensão.

A universidade é uma parcela mínima. Eu acho que o Governo deveria investir mais na massa, não da instituição. A universidade pega trinta, cinquenta e leva pro Rondon. Mas e o resto da população? Tinha que ter um projeto, talvez o Rondon, talvez não. Podia fazer a expansão do Rondon pra população.

O Projeto Rondon é dividido em dois eixos, o eixo A e o eixo B. O eixo A é voltado para cultura, direitos humanos e justiça, educação e saúde. O eixo B é voltado pra comunicação, meio ambiente, trabalho, tecnologia e produção. Em relação à divisão desses eixos para separar algumas áreas especificas, como um filtro para favorecer ao projeto e quem está sendo impactado por ele, os entrevistados comentaram que é válido por causa da organização.


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O bom também é que ajuda a organizar o que você vai fazer. Você vai trabalhar com quem, se você precisar de algo você tem que procurar quem. Porque você sabe que o eixo você ‘tá’ com um foco, então se você mistura os dois, poxa, “eu sou da área da saúde, só que eu também ‘to’ fazendo a parte de comunicação.”. Aí fica meio perdido. Se você separa, você consegue colocar os focos melhor.

Os convidados acreditam que o eixo B seja o mais importante e fica em primeiro plano quando os “rondonistas” chegam às comunidades, por acabar atendendo regiões mais carentes e ter um foco que inclui a área da saúde. A princípio chegam aos locais com essa prioridade, depois de analisar o que a população necessita, põe em prática o eixo A, mais voltado para comunicação. Nas regiões rurais a falta de saneamento básico acaba gerando certos costumes que perduram há anos, como lavar roupa e frango no mesmo rio, contaminando a água que os próprios utilizam para consumo próprio, o alimento e a roupa. Nessa parte de informar a população como deve proceder, o eixo A entra em ação, trabalhando paralelamente com o eixo B.

Dependendo da região deve ter uma população mais necessitada de A e outras mais de B. Mas geralmente, pô, necessidade básica. Alimentação, vestimentas, saúde... Eu acho que isso a princípio é o mais importante.

Perguntados se já tiveram curiosidade em saber qual foi o resultado do Projeto Rondon nas regiões onde ele já passou, por exemplo, se a cidade se desenvolveu, se houve melhorias ou não, os entrevistados contaram que já pesquisaram no site, mas o acharam confuso e tem poucas informações. Há algumas fotos dos soldados com crianças e determinados projetos de saúde bucal, além de pessoas narrando suas experiências no projeto, mas nada além disso. Já em relação às mudanças sofridas pelas pessoas beneficiadas pelo Projeto Rondon, o saneamento básico nos locais onde não existia é uma das grandes mudanças, além da reeducação, conscientizando-os para que os mesmos continuem com o trabalho começado pelos “rondonistas”. Em termos de reeducação os “rondonistas” tomam cuidado na forma de abordar a população, pois eles têm certas crenças da qual fazem parte da cultura local, podendo gerar certas resistências para receber ajuda, por isso são orientados há não interferir na cultural local.


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Aquilo que ‘tava’ ruim, não deu pra um mês, dois meses, fica melhorado. E mais na educação, a mobilização. Acho que a cabeça daquela pessoa que ela recebe ajuda, até ela sabe, “olha, você ‘tá’ aqui hoje, você ‘tá’ me ajudando, mas amanhã não vai ter. Mas agora eu sei como lutar pra poder melhorar a minha situação.”. Eu creio que é mais a educação mesmo. Essa parte de informação que é o efetivo. Porque assim, eu nunca vi na divulgação de resultados. Eu ouço assim, o ingresso, a forma de participar, como chegar lá. Mas assim, ninguém dando depoimento da outra parte, do que aconteceu. Um efetivo ou até depois de um tempo voltar lá pra saber o que ‘tá’ acontecendo, como ‘tá’ hoje, entendeu? Eu não vi.

Em relação à participação dos jovens, que pode acabar resultando em algum “desastre” no Projeto Rondon e nas estratégias escolhidas pelos grupos participantes, eles concordam que depende da faixa etária. A organização toma cuidado na hora de escolher alguém, escolhem pessoas que estão realmente interessadas em ajudar, a maturidade dos participantes é importante na realização do projeto. A busca de jovens para participar do Projeto Rondon é pelo motivo dos jovens serem mais dispostos, já que exige grande esforço físico e mental.

Aí entra o papel do professor, que normalmente é mais experiente e pode tocar esses alunos mais jovens e tal, instruir. Acho que a instrução desses pra que não seja um desastre, é instruir corretamente, é falar “oh, você está indo pra lugar X, que é assim, assim assado e você não deve fazer isso, isso e aquilo”. Acho que também há uma certa ignorância de quem “tá” indo. Então ela tem que ser suprida. Senão realmente vai ser um desastre.

Para manter uma linha de conduta no projeto, existem certos critérios para participar do Projeto Rondon, como disponibilidade de se deslocar por 20 dias para o local que irá receber o projeto. Os entrevistados disseram que para participar do Projeto Rondon, o jovem deve ter força de vontade, já que não tem como quantificar em relação ao caráter de uma pessoa. Condições físicas, avaliação médica, testes psicológicos e entrevistas são outros fatores importantes, já que deveram estar dispostos, pois há sempre crianças acompanhando seus pais nas palestras e atividades e eles devem entretâ-las.


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Exatamente. Acho que um dos critérios é você pegar, acho que você tem um dos critérios, é você selecionar vários maiores de dezoito, entre dezoito e vinte e cinco, mas aí você vai pegar também acho que a questão econômica. Envolve muito também, sabe? Não chegar assim, “ai, olha, vai, filhinho de papai”.

Para os entrevistados, o Projeto Rondon deveria ser expandido ao público externo, além de universitários e docentes, pois há várias pessoas e ex-alunos dispostos a participar, mas infelizmente não sabem como. O governo seleciona apenas universitários pela facilidade deles se deslocarem e porque a faculdade acaba selecionando apenas quem realmente tem interesse em participar. Para o governo atender a quantidade de pessoas que querem participar do projeto necessita-se de uma grande estrutura por intermédio de uma entidade. As universidades com apoio da prefeitura poderiam oferecer essa estrutura selecionando uma pequena porcentagem de público e depois aumentarem de acordo com a demanda da região.

Tem muita gente. Velho, novo, criança, jovem, que pode ajudar diversas regiões. É questão de estudar a necessidade da região e qual a possibilidade da pessoa. Do perfil daquela pessoa ajudar aquela região, entendeu? Se houvesse uma troca das qualidades das pessoas daqui pra passar pra lá, com certeza eu acredito que a situação melhoraria muito, sabe? Não seria necessário nenhum tipo de investimento muito alto. Simplesmente o conhecimento de pessoas que vivem aqui e sabe sobreviver a essa sociedade.

A divulgação do Projeto Rondon é feita internamente para os alunos, por isso acaba não recebendo grande destaque externamente. Perguntados sobre como uma Universidade consegue destaque neste tipo de projeto, mesmo ele sendo executado internamente, os entrevistados disseram que as universidades têm em seus valores a busca de ajudar a sociedade por meio de projetos sociais, como é o caso do Projeto Rondon, Projeto Canudos e outros.

Toda empresa, e a faculdade não deixa de ser uma empresa, todas as empresas hoje no mercado, elas tentam agregar valor a ela através de incentivos sociais. Produtos sustentáveis e tudo mais e ok. ‘Pro’ lado disso ser comercial seria o lado negro da coisa. Eles querem agregar valor à marca deles pra poder fazer o projeto social valer, render alguma coisa pra


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eles. Talvez a faculdade, se ela tentasse ajudar mais, de uma forma mais efetiva, que a gente já voltou em comunicação e tal, ela pudesse se destacar, além dos seus próprios atributos acadêmicos. Ter também com o projeto social o destaque, além de todos os atributos. A Metodista tem lá, melhor faculdade de comunicação e tal pela revista Exame lá. ‘Tá’ em todo lugar e isso todo mundo cansa de saber. Também a faculdade que mais faz ações sociais, enfim. Vai ‘tá’ ajudando, se ajudando e ajudando aí as pessoas, etc.

Em relação ao aprimoramento do Projeto dentro da Universidade, os entrevistados disseram que a mesma deve abrir suas portas para a comunidade participar dos projetos sociais e investir melhor na comunicação, pois focar apenas no site acaba centralizando as informações de como participar. Essa daí é aquela coisa, ‘como que ela poderia fazer?’. Abrindo as portas, fazendo projetos pra comunidade.

Conclui-se que o impacto causado na comunidade ao redor da Universidade Metodista, em relação ao Projeto Rondon, a instituição e a relação dos dois na comunidade é pequena, pois afeta apenas a massa universitária, pela centralização de informações na Universidade. A comunidade percebe a Metodista e sua ligação com o Projeto Rondon, através dos seus alunos que participaram do projeto, mostrando que o nível de conhecimento da comunidade sobre o Projeto Rondon através da mídia é insuficiente, as informações apenas se encontram no hotsite do Projeto Rondon e no Portal da Metodista, além de um comercial veiculado na televisão. Mas para quem não conhece o Projeto, torna-se complicada a compreensão do que se trata.

6.7 - Recomendações Com o decorrer da pesquisa foi constatado que o impacto causado na comunidade ao redor da Universidade Metodista de São Paulo em relação ao Projeto Rondon, a própria Metodista e a relação dos dois na comunidade são pequenos. Para as informações não ficarem apenas centralizadas nos universitários do campus Planalto, a Universidade deve investir na sua comunicação interna e externa, já que as informações para participar do projeto ficam centralizadas no portal da Metodista, além dos professores coordenadores do projeto.


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Por meio de totens, banners e displays distribuídos por todos os campi da instituição, chamaria a atenção dos alunos, principalmente durante o período de inscrições. Além de folders espalhados nos ambientes utilizados, informando sobre o Projeto e como participar, pop-ups nos laboratórios e a divulgação por meio de redes sociais, que é também extremamente importante, já que os universitários acessam mais suas redes do que o próprio site da Metodista. Um evento anual que pudesse informar, interagir e tirar dúvidas de todos as pessoas dos três campi também seria algo mais dinâmico que poderia chamar a atenção e fazer com que mais pessoas se interessassem pelo Projeto Rondon. Para este Projeto ser divulgado para os diversos públicos externos na instituição e fazendo a mesma ser reconhecida por mais este projeto social, além dos outros que já possui, mesmo que o Projeto Rondon não seja aberto para participação de pessoas que não graduandos e docentes, o mesmo poderia ser divulgado em datas abertas a comunidade tais como Dia da Universidade Aberta, ExpoMetô, dentre outros. Pois assim as pessoas conheceriam o Projeto e seria mais um atrativo para ingressar na Universidade.


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CAPÍTULO VII – ANÁLISE ESTRATÉGICA E AMBIENTE EXTERNO 7.1 - Análise de ambiente externo As instituições são afetadas pelo mercado, de todos os lados, não só por ações que ocorrem em seus setores internos, mas principalmente pelos externos. Por conta disso, Antonio Maximiano (1997, p. 235) afirma que “quanto mais competitivo, instável e complexo o ambiente, maior a necessidade de analisá-lo” e a análise do campo que a cerca é mais do que a previsão de um futuro, é a preparação de um planejamento estratégico para enfrentá-lo de forma adequada, pois o mercado está passando por um processo de renovação, e as organizações que desejam permanecer precisam ser rápidas na implementação de novos procedimentos, no domínio das novas linguagens e tecnologias e na maneira de se relacionar com os públicos de interesse. (BUENO, 2009, p. 75).

As variações do ambiente externo que afetam uma Universidade também são ocasionadas por alguns desses públicos, podendo ser tanto num curto prazo, como num longo prazo, sendo este último de grande impacto, considerando que suas mudanças vêm ocorrendo com os anos de forma lenta e pouco perceptiva, ocasionando despreparo da mesma, mudanças nas expectativas dos universitários é um de seus exemplos. Segundo Eliezer da Costa (2007, p. 81), “alguns autores, consultores e professores têm preferido, para uma análise rápida da situação da empresa, a conhecida análise SWOT” sendo esta utilizada para apontar os aspectos externos – as oportunidades (Opportunities) e as ameaças (Threats) – e os aspectos internos - as forças (Strengths) e as fraquezas (Weaknesses) – da instituição. Porém neste projeto integrado analisou-se, com apoio dos estudos de Costa (2007), o ambiente externo da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) em quatro ângulos – catalisadores e ofensores, que são as ações presente que afetam de imediato as atividades da Universidade, respectivamente de forma positiva e negativa; oportunidades e ameaças, sendo as ações previsíveis para os futuro, se ocorrem, afetarão as atividades da mesma, sendo respectivamente de forma positiva e negativa.


POSITIVO

IMPACTO

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Catalisadores

Oportunidades

 Quarto ano consecutivo eleita a melhor

 Manutenção / aquisição das estrelas do

Universidade, entre as instituições privadas, em

“Guia do Estudante” (Ed. Abril).

comunicação, pelo Guia do Estudante.

 Novas parcerias com empresas.

 Atualização e criação de novos cursos.

 Divulgações de projetos e eventos.

 Programas de Bolsas de Estudos.

 Apoio de órgãos públicos em projetos

 Educação a Distância (EAD)

sociais.

 Convênios com empresas.

 Melhoria dos canais de comunicação

 Redes Sociais.

existentes.

NEGATIVO

IMPACTO

 Aumento de matrículas.

Ofensores

Ameaça

 Ampliação dos concorrentes na região.

 Dispensa de diploma em alguns cursos, no

 Aumento

das

mensalidades

dos

cursos

mercado de trabalho.

superiores.

 Novas instituições no mercado, algumas até

 Pouco investimento no ensino superior por conta

mesmo com renome.

do país

 Concorrentes

mantendo

baixas

mensalidades.

ATUAL

FUTURO TEMPO

7.2 - Catalisadores A Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) procura sempre em seu site mostrar o que de fato o mercado de trabalho procura nos profissionais e os objetivos que a Universidade tem para fazer do seu curso o melhor; os docentes são pessoas inseridas no mercado e buscam sempre orientar os alunos com o que veem de novo, com isso observa-se a quantidade de discentes atuando em suas profissões, sejam como estagiários ou efetivos. A qualidade dos cursos e da estrutura que a Metodista proporciona aos seus alunos, que também procuram absorver o que há de melhor, reflete-se não só no mercado de trabalho, mas no reconhecimento de ser a melhor Universidade privada em Comunicação pelo quarto ano consecutivo, no “Guia do Estudante” (Ed. Abril) que serve como um parâmetro para os não estudantes e pré-vestibulandos. Para suprir à necessidade do mercado a quantidade de cursos superiores vem aumentando, juntamente com outros métodos de ensino, como EAD (Educação A Distância) que nos últimos dez anos passou de 5 mil matriculados para 930 mil (CAPUCCI, 2012),


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sendo em 2010 aumento de 10,9% comparado ao ano anterior, enquanto os cursos presenciais foram de 6,45% no mesmo período (LEITE, 2012, on-line). A Metodista observando essas mudanças já incluiu em sua grade novos cursos na graduação presencial, em 2012 com o curso de Tecnologia da Informação (METODISTA, 2012); pós-graduação com o Doutorado em Educação, especializações em área da saúde e humanidades (PÓS..., 2012, on-line); e no EAD na especialização de “Língua Espanhola e Literatura” (PÓS..., 2012, on-line), para acolher e capacitar esses novos profissionais. Fator positivo para a Universidade Metodista é proporcionar aos alunos diversos programas de bolsas de estudos e incentivo a adimplência das mensalidades, dando aos prévestibulandos e alunos conhecimentos e meios para finalizar seus cursos sem comprometer drasticamente sua renda. A Metodista possui convênios com empresas que proporcionam, por meio do estágio, oportunidades para os alunos interessados em adquirir conhecimento, de seus cursos, na prática. Sendo a melhor Universidade privada de Comunicação, a influência das redes sociais não poderia ficar de fora, é um momento em que a Universidade consegue se promover oficialmente ou não, pois alunos fazem o mesmo por ela ao divulgar por si os projetos que a UMESP participa e incentiva, demonstrando aos conectados a rede que a Universidade está presente não só em sua estrutura física, mas nas ações que incentivam para o melhor da sociedade.

7.3 - Ofensores Algumas Universidades, como a Anhanguera e Anhembi Morumbi - com cursos de Pós-Graduação e Polos (ANHEMBI, [s.d.], on-line), têm ampliado seus campi, demonstrando investimentos em novas estruturas e interesses em atingir novos públicos, podendo até mesmo incentivar transferências entre elas, por aproximação e baixas mensalidades, pois apesar de ter ocorrido uma queda nos custos médios das mensalidades nos últimos 11 anos, agora em 2012 o aumento retornou com reajuste de 7,5%. Os consultores dizem que a retomada de preços é impulsionada por três causas em especial. O aquecimento da economia após 2010 é uma delas. A pequena retomada no crescimento da demanda dos alunos ingressantes, projetada entre 3% a 7%, nos próximos cinco anos é outra. Mais bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e contratos do Fundo de


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Financiamento Estudantil (Fies) seriam outros elementos que justificam parte desse cenário. (LIRA, 2012, on-line)

Com o aumento da demanda nas matriculas, vindo com as maiores possibilidades de bolsas e programas de financiamentos, a tendência da economia é aumentar os valores para então suprir os custos. Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), na França, o Brasil é um dos países que menos investe em ensino superior, apesar do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, alegar que os estudos da OCDE passam esses dados sem avaliar os programas de incentivo do governo. Porém sua analise é feito por base dos investimentos do Produto Interno Bruto (PIB) do País, que nesta fase do ensino investe somente 0,8%, e em seu geral 5,55%, com a aprovação da Câmara o planejamento é aumentar esta aplicação para 10% nos próximos anos. Então compreende-se que apesar do atual reajuste ocorrido por base da economia, o Brasil ainda é um dos países com pouco investimento no ensino superior e que traz como reflexo na inadequada aplicação de alguns dos valores, principalmente com os demais setores da educação, que é a base para o desenvolvimento de um vestibulando.

7.4 - Oportunidades A Universidade Metodista de São Paulo mantendo / adquirindo novas estrelas pelo guia do estudante ela demonstrará aos seus públicos que seu intuito é de fato a formação de bons profissionais e cidadãos, as estrelas são somente reflexos disso, a Metodista possui uma imagem formada por fatos, não interesses, pois suas ações são constantes e preocupadas com as novas gerações, tanto pessoais como do mercado. Criando parcerias com empresas e órgãos públicos interessados em colaborar nas execuções de projetos da universidade, a Metodista tem a possibilidade de prolongar a vida de seus diversos Projetos de Extensão, que servem como diálogo com a sociedade apesar da baixa divulgação de alguns - traços estes que podem ser alterados inicialmente com os Projetos Integrados proporcionados por docentes aos alunos durante o período letivo; tendo a oportunidade de continuar trabalhando com a comunidade e com seus discentes em suas áreas específicas. Parcerias com órgãos públicos, principalmente com a prefeitura local, permite a Universidade a expansão de seus projetos, exemplo disto é o apoio da Prefeitura de São Bernardo do Campo para a Expometô, onde a entrada sendo alimento não-perecível permite a doação para instituições necessitadas da cidade, então além de ocorrer um evento de grande


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porto proporcionando aos alunos experiências de mercado, destaque para a Universidade, a prefeitura ainda arrecada um modo de auxiliar suas áreas carentes, satisfazendo a todos. Apesar dos custos de mercado que acarretará no aumento significativo até das mensalidades, as propostas e prêmios constantes da UMESP servirá como uma alavanca para o aumento das matrículas e consecutivamente demonstração real da qualidade da mesma.

7.5 - Ameaças No ano de 2009 o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou que para exercer a profissão de jornalismo não seria mais necessário o diploma de formação para o mesmo (SUPREMO..., 2009, on-line), isso até certo ponto de vista foi tido como uma ameaça para as instituições de ensino superior, pois poderiam ocasionar queda no ingresso de vestibulandos neste curso, porém o mesmo não ocorreu e a procura pela mesma continua, pois como dito pela jornalista Patrícia Pereira ([s.d.], on-line) “Isso porque o mercado continuará a exigir profissionais bem preparados, com conhecimento técnico e humanístico, e dará prioridade aos graduados na área”. Mas se outras áreas aderirem a isso e juntarem com o aumento dos valores dos mesmos cursos a queda de fato pode ocorrer tornando-se um agravante, fazendo os baixos custos e mensalidades serem prioridades no lugar da qualidade e grandes colégios para manterem seus alunos e o conhecimento base abrirem como faculdades, apesar de mais tarde poderem vender para grupos maiores, como ocorreu no ano de 2011 com a Faculdade Anchieta (antes pertencente ao Grupo Educacional Anchieta), que foi adquirida pelo Grupo Anhanguera Para o sociólogo Simon Schwartzman, esse tipo de aquisição é cada vez mais comum no mercado educacional do País. “Existe uma demanda grande, que o ensino superior público não consegue suprir. Muitas pessoas precisam cursar faculdade e não podem pagar os altos preços e é nesse universo que estas instituições trabalham”, analisa. De acordo com Schwartzman, instituições como a Anhanguera não irão “ocupar” o ensino, mas conseguem captar estudantes – em sua maioria já adultos – que não conseguem entrar nas universidades públicas e não podem pagar mensalidades muito elevadas. (MARTINS, 2011, on-line).

O ProUni (Programa Universidade Para Todos), tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos em graduações e cursos presenciais, funcionando como incentivo para pessoas de baixa renda a ingressarem em cursos de ensino superior, segundo o MEC (2012),


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na segunda etapa da edição de 2012, o total de candidatos registrados foram de 456.973, e desde 2004 o programa já havia oferecido mais de 1 milhão de bolsas de estudo, comprovando que as mensalidades influenciam no ingresso das instituições de ensino superior, pois muitos não tem condições de pagar. São ponto que principalmente culminados num mesmo período podem acarretar numa grande ameaça para a Universidade Metodista que deve ficar atenta aos setores econômicos e novos concorrentes, principalmente os pequenos de sua região, pois a partir do momento que o diploma for somente um papel para determinado setor, se as verbas não forem bem aplicadas e demonstradas, as mensalidades valerão mais ainda nas escolhas dos prévestibulandos. Observa-se que a UMESP tem que estar atenta ao mercado que a cerca, não só em âmbito educacional, com seus concorrentes, mas também sempre analisando os demais setores, tendo em vista que ela procura instruir e formar novos profissionais para esses mercados. Portanto, por mais que a mesma tenha um planejamento para um ano inteiro, seus administradores devem ter em vista as mudanças que ocorrem, para sempre atualizar seus cursos e manter seus alunos preparados para as novas ações.


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CAPÍTULO VIII – PROPOSTA DE RP 8.1 - Justificativa O público prioritário, tanto interno, quanto externo da Universidade Metodista são alunos, professores, vestibulandos, e a comunidade. A Universidade já conquistou o devido prestígio em relação aos cursos ministrados por ela, no entanto, uma parte desconhecida em relação à mesma são as atividades extracurriculares, ou seja, os projetos de extensão desenvolvidos pela instituição. Um dos projetos que damos ênfase é o Projeto Rondon, um projeto que é pouco conhecido na comunidade em torno da Universidade e até mesmo pelos seus atuais alunos e professores, pois a divulgação é feita em pouca demanda. A Metodista no geral é conhecida por prezar a práxis cidadã, isso consta em suas diretrizes organizacionais, entretanto, seu público desconhece de forma mais aprofundada como a instituição trata essa questão, necessitando assim compreensão em relação a forma com que a Universidade Metodista trabalha e preserva a sua identidade. A proposta de RP contempla esclarecer aos mesmos exatamente a forma com que a Metodista trabalha sua visão, missão e valores utilizando o Projeto Rondon para ilustrar isso, da mesma forma que ambos serão conhecidos e divulgados. Quando têm conhecimento suficiente sobre algum assunto ou ação as pessoas se mostram mais propensas a ajudar com doações e contatos, por exemplo, em operações do Projeto Rondon. E isso também é uma forma de divulgar a Universidade, que poderá acarretar em mais vestibulandos para ela e mais interessados e inscritos para as operações do Projeto Rondon em um período de médio e longo prazo. É uma forma diferenciada de praticar a sua profissão e ainda por cima ajudar pessoas necessitadas do seu país, o que mostra que a Metodista se preocupa em fazer um pouco mais do que o papel que uma Universidade comum desenvolve, ela se preocupa com o aprofundamento da profissão para o estudante universitário e também em ajudar a situação atual do país, criando um vínculo entre esses dois personagens. Com a participação ativa das pessoas, não só do público interno, mas também do externo da Universidade Metodista, os seus projetos de extensão terão mais colaboração e assim poderão ser desenvolvidos com mais ideias, tempo, dedicação e até com ajuda de materiais necessários, pois uma maior quantidade de pessoas divide melhor todas essas questões. E com mais disso tudo, as ações desenvolvidas serão trabalhadas de melhor forma e isso impactará na visão positiva dos projetos de extensão da Universidade Metodista para a comunidade, o que implicará automaticamente em mais vestibulandos. Com o progresso


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contínuo nesse processo, se tornará um círculo ininterrupto, sempre fazendo com que uma ação beneficie outra e claro, com a divulgação constante e clara do desenvolvimento de cada uma delas para que esse círculo não se “quebre”.

8.2. - Objetivo geral

Aproximar a comunidade da Universidade Metodista por meio do Projeto Rondon, um de seus projetos de extensão que envolve a práxis cidadã.

8.3 – Responsabilidades 

Grupo Projeto Rondon – Responsáveis pela apresentação do Projeto na ExpoMetô, elaborações das peças de comunicação como suporte para TV utilizada, camisetas, instalação e desinstalação dos móveis e materiais necessários para o evento, verba financeira; Cliente – Projeto Rondon e Universidade Metodista:

 Ministério da Defesa: Disponibilização do material de comunicação visual oficial do Projeto Rondon como adesivos, folhetos, guias de rondonistas e de IES (Instituições de Ensino Superior);  Coordenador do evento ExpoMetô e DICOM (Diretoria de Comunicação Metodista) Disponibilização do biombo, extintor e barraca 3x3 da Universidade Metodista;  Ex-participantes do Projeto Rondon: Disponibilizam roupas e utensílios oficiais do projeto para expor no stand e ajudam na elaboração das peças de comunicação que serão apresentadas na ExpoMetô; 

Representantes do Projeto Rondon na Universidade Metodista: Disponibilizam informações úteis, intermediam contatos do grupo com o Ministério da Defesa, aprovam ações para a elaboração do projeto integrado e disponibilizam possíveis peças para as ações.

8.4 – Cronograma


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CRONOGRAMA GERAL Agosto 1 2 3 4

Setembro 1 2 3 4

Outubro 1 2 3 4

Novembro Dezembro 1 2 3 4 1 2 3 4

Planejamento ExpoMetô Reunião com o Coordenador Reunião com o Responsável Plano de Divulgação Montagem Evento - Expometô

8.5 – Instrumentos de avaliação 8.5.1 - Frequência no estande Preenchimento do cartão para participar do Sorteio Kit que será uma caneca + um mouse pad. Após o evento contaremos quantas pessoas preencheram o cartão para participar do sorteio e assim quantas visitaram o estande e o espaço extra, em separado.

8.5.2 - Pesquisa de avaliação Preenchimento do cartão de identificação para o sorteio, o visitante poderá responder a enquete no mesmo cartão, sobre a avaliação do estande e sobre as informações recebidas nele com as opções ‘ótimo/bom/regular/ruim’.

8.5.3 - Participação nas ações


67

A ação com participação dos visitantes será a ação 2 – Divulgar para aproximar e nela após escrever a mensagem o participante tirará uma foto que será postada na fan page após o evento, com as fotos sabe-se quantas pessoas participaram da ação.

8.5.4 – Enquete Qual é a sua impressão sobre o estande do Projeto Rondon? Ótima, boa, regular, ruim. Qual é a sua consideração quanto às informações passadas a respeito do Projeto Rondon e a forma como isso foi feito? Ótimas, boas, regular, ruim.

8.6 – Programação visual 

Vídeos: Depoimentos de ex-participantes do Projeto Rondon, contando experiências, vivências o que mudou e o que acrescentou em suas vidas.

Adesivo: Adesivos oficiais do Projeto Rondon com o logotipo.

Guia Rondonista: Guia oficial com informativo para professores, estudantes e universitário sobre direitos e deveres dos tais para participação no projeto.

Instituições de Ensino Superior (IES): Guia oficial onde explica regras, normas e como participar para os interessados no projeto.

Estande personalizado: Estande com intuito mercadológico e institucional, com fotos, e materiais do Rondon, onde ocorre toda apresentação do projeto.

Barraca 3x3: Além do estande há também uma barraca no espaço externo personalizada do grupo Projeto Rondon, podendo direcionar as pessoas ao local de apresentação do projeto.

Camisas: Camisetas com o símbolo e o logo do Projeto Rondon.

Kit sorteio: Caneca personalizada, com o Símbolo do Rondon.

Totens: Dois totens personalizados do Projeto Rondon.

Biombo: utilizado como mural para recados. Visitante que tem o interesse de deixar uma mensagem.

8.7 – Plano de ações para a divulgação


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8.7.1 – Ação 1 (pré-evento/plano de divulgação) – Divulgar e Propagar 8.7.1.1 - Estratégica 

Institucional

Mercadológica

8.7.1.2 - Objetivos específicos 

Esclarecer as intenções e o funcionamento do Projeto Rondon dentro e fora da Universidade Metodista de São Paulo;

Apresentar e aproximar o Projeto Rondon e a sua relação com a Universidade Metodista de São Paulo das pessoas e possíveis futuros rondonistas;

Despertar o interesse de participação em operações futuras através da interação;

Vender a ideia do Projeto Rondon, fazendo as pessoas abraçarem a causa, mesmo que não tenham o perfil para participar do Projeto;

Despertar o interesse da ida ao evento ExpoMetô através do conhecimento deste e de outros projetos presentes no evento;

Obter possíveis parceiros para as próximas operações do Projeto Rondon através da divulgação da página.

8.7.1.3 - Público-alvo 

Universitários

Vestibulandos

Comércios para possíveis parcerias

8.7.1.4 - Desenvolvimento Postagem e compartilhamento de imagens oficiais e fotografias de operações realizadas pela Universidade Metodista de São Paulo, acompanhadas de informações sobre as regras, curiosidades e funcionamento do Projeto Rondon como um todo e pela Metodista, tal como informações do evento ExpoMetô.

8.7.1.5 – Instrumentos/Peças 

Fan page na rede social Facebook

8.7.1.6 - Ficha técnica 

Criada em 07 de novembro de 2012;

Nomeada de Projeto Rondon na ExpoMetô;


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Designada como comunidade;

Possibilita interação total dos membros como comentários, opções curtir de postagens

e comentários e publicações diversas dos mesmos na página; 

Com 409 opções curtir até 1º de dezembro de 2012

Pico de 6.367 pessoas alcançadas de 07 de novembro de 2012 a 13 de novembro de

2012; 

Pico de 244 pessoas falando sobre isso de 08 de novembro de 2012 a 14 de novembro

de 2012; 

Pico de 24,17% de efeito viral de uma publicação até 1º de dezembro de 2012.

8.7.2 – Ação 2 – Participar para aproximar 8.7.2.1 – Estratégia 

Institucional

Mercadológica

8.7.2.2 – Objetivos específicos: 

Provocar a aproximação para com o Projeto Rondon e a Universidade Metodista de

São Paulo dos participantes da ação através de sua participação; 

Provocar o interesse pela participação na ação e consequentemente interesse pelo

Projeto Rondon do público presente no evento ExpoMetô utilizando dinamismo; 

Atrair mais pessoas para a fan page no Facebook de modo que acompanhem as

publicações da mesma; 

Fazer com que as pessoas se sintam parte de uma boa causa, divulgando a mesma e

automaticamente a Universidade Metodista de São Paulo; 

Mostrar as comunidades visitadas o interesse em ajuda-las por parte das proximidades

da Metodista.

8.7.2.3 – Público-alvo 

Participantes do evento ExpoMetô

Comunidade em torno da Metodista.

8.7.2.4 – Desenvolvimento Durante o evento ExpoMetô, no espaço extra do Projeto Rondon, as pessoas interessadas escreverão a próprio punho uma mensagem em uma folha sob um biombo colocado no local especificamente para isso, sendo estas mensagens para as comunidades


70

visitas na próxima operação do Projeto feito pela Universidade Metodista de São Paulo, ou seja, a operação São Francisco de janeiro de 2013, no estado do Sergipe. Após escreverem a mensagem o grupo tirará uma foto da pessoa ao lado de sua mensagem e esta pessoa ganha um folheto, duas balas, um convite para visitar a fan page e ver a sua foto e um adesivo oficial do Projeto Rondon. Esta foto será postada na fan page do Facebook “Projeto Rondon na ExpoMetô” e as mensagens escritas serão entregues em uma ou mais comunidades visitadas na próxima operação São Francisco, sendo esta entrega documentada por meio de fotos que após o término da operação serão postadas na página para a visibilidade de sua finalidade.

8.7.2.5 – Instrumentos/Peças 

Biombo com folhas e canetão para a escrita das mensagens;

Tripé e câmera fotográfica para registrar o momento;

Fan page do Facebook “Projeto Rondon na ExpoMetô” para a divulgação das fotos e de sua finalidade.

8.7.2.6 – Fichas técnicas 8.7.2.6.1 – Biombo, folhas e canetão 

Biombo com apoio;

Tamanho para folhas de 1m por 70cm (em média);

Folhas brancas;

Canetão fino de diversas cores.

8.7.2.6.2 – Câmera fotográfica e tripé 

Tripé comum de altura máxima de 1m;

Câmeras fotográficas das marcas Fujifilm e Sony wx7

Câmeras fotográficas com 14 megapixel, trabalhando com 5 megapixel.

8.7.3 – Ação 3 – Incentivar e informar 8.7.3.1 – Estratégia 

Institucional

8.7.3.2 – Objetivos específicos 

Aproximar as pessoas mostrando as expectativas e a sensação antes e depois das operações sentidas pelos ex-participantes;


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Acarretar na valorização do Projeto Rondon e Universidade Metodista, assimilando as

suas diretrizes organizacionais; 

Mostrar que a Universidade Metodista de São Paulo incentiva o seu corpo docente a

participar; 

Mostrar o apoio da instituição aos alunos e professores nas operações já realizadas;

Com clareza e objetividade, mostrar as pessoas o funcionamento do Projeto Rondon

dentro da Universidade Metodista, possibilitando no futuro interesse e participação das mesmas. 

Mostrar a seriedade do trabalho feito pela Universidade e pelos rondonistas e a prática

da cidadania, além da cultura que se pode adquirir; 

Divulgar e trazer valorização dos conhecimentos adquiridos nos projetos de extensão

da Universidade como um todo.

8.7.3.3 – Público-alvo 

Universitários e professores da Universidade Metodista de São Paulo;

Vestibulandos;

Parceiros para doações;

Comunidade em torno da Universidade.

8.7.3.4 – Desenvolvimento Em torno de 10 ex-participantes do Projeto Rondon, sendo 99% destes com sua participação no Projeto Rondon pela Universidade Metodista de São Paulo, serão entrevistados num formato de depoimento institucional gravados em áudio e vídeo em pontos estratégicos dos campi Rudge Ramos e Planalto da instituição, colaborando com comentários, curiosidades, histórias e observações sobre suas experiências, expectativas, resultados, valores e lições com o Projeto Rondon. Essas pessoas são ex ou atuais professores e alunos que serão convidados para participar da ação através de indicação por Facebook, e-mail e pessoalmente. Este vídeo será editado e o resultado apresentado durante todo o evento ExpoMetô, em um telão disponível no stand institucional do Projeto Rondon e sua edição será feita com legendas e cortes estratégicos nas mensagens, intercalando os depoimentos.

8.7.3.5

- Instrumentos/Peças

Tripé;

Câmera fotográfica para gravação do vídeo;

TV;


72

Pedestal para suporte da TV;

Notebook para conectar os vídeos a TV.

8.7.3.6

– Instrumentos/Peças

8.7.3.6.1

– Tripé e câmera fotográfica

Tripé de altura de 1,6m;

Câmera Sony wx7 de 14 megapixel.

8.7.3.6.2

– TV e pedestal

TV de plasma da marca H-Buster de 32’;

Pedestal de 2m (em média).

8.7.3.6.3 - Notebook 

Notebook da marca Acer com tela de 14’.

8.7.4 – Ação 4 – Apresentar e oficializar 8.7.4.1 – Estratégia 

Institucional

8.7.4.2 – Objetivos específicos 

Apresentar as roupas e objetivos pessoais oficiais caracterizados por uniformes,

distribuídos pelo Ministério da Defesa e de uso obrigatório nas operações; 

Mostrar a participação do Ministério da Defesa como coordenador do Projeto Rondon;

Destacar que o Projeto Rondon funciona com uma série de normas e regras

necessárias para o desenvolvimento do Projeto e o controle das situações que o envolvem; 

Mostrar a qualidade do material distribuído e a necessidade do uso dele nas operações.

8.7.4.3 – Público-alvo 

Visitantes da ExpoMetô como um todo.

8.7.4.4 – Desenvolvimento As roupas e materiais de uso pessoal e obrigatório nas operações do Projeto Rondon serão emprestadas por ex-participantes do Projeto Rondon. Será camiseta, mochila, squeeze, colete, chapéu, caneca e capa de chuva, sendo um item de cada expostos no stand institucional do Projeto Rondon no evento ExpoMetô. Serão pendurados em um varal e devolvidos após o fim do evento.

8.7.4.5

– Instrumentos/Peças


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Camiseta;

Mochila;

Colete;

Chapéu;

Squeeze;

Caneca;

Capa de chuva;

Varal de nylon ou barbante.

8.7.4.6

– Fichas técnicas

8.7.4.6.1

- Camiseta

Tamanho grande;

Cor amarela com símbolo do Projeto Rondon na lateral;

Formato padrão.

8.7.4.6.2

– Mochila

Tamanho grande;

Cor preta com logotipo do Projeto Rondon;

Formato quadrado com bordas arredondadas;

Com bolsos.

8.7.4.6.3

– Colete

Tamanho grande;

Cor bege com logotipo do Projeto Rondon;

Formato padrão.

8.7.4.6.4

– Chapéu

Tamanho médio;

Cor bege com logotipo do Projeto Rondon na frente;

Formato simples.

8.7.4.6.5

– Squeeze

Tamanho médio;

Cor preta com logotipo do Projeto Rondon;

Formato padrão.

8.7.4.6.6

– Caneca


74

Tamanho e formato padrão;

Com o logotipo do Projeto Rondon.

8.7.4.6.7

– Capa de chuva

Tamanho grande;

Transparente com o logotipo do Projeto Rondon.

8.7.4.6.8

– Varal de nylon ou barbante

Em média de 70cm de comprimento;

Transparente.

8.7.5 – Ação 5 – Compartilhar 8.7.5.1 – Estratégia 

Mercadológica;

Política.

8.7.5.2 – Objetivos específicos 

Fazer com que as pessoas que se interessaram pelo Projeto Rondon tenham um

informativo de contato fora do evento ExpoMetô; 

Mostrar a outros ministérios e/ou grandes influências políticas quanto à participação do Ministério da Defesa e da Educação e envolve-los no funcionamento do Projeto Rondon para autovalorização dos mesmos;

Divulgar a participação ativa dos envolvidos no Projeto Rondon, influenciando diretamente na imagem positiva dos mesmos.

8.7.5.3 – Público-alvo 

Influências políticas presentes no evento ExpoMetô;

Universitários da Universidade Metodista de São Paulo;

Professores da Universidade Metodista de São Paulo;

Vestibulandos.

8.7.5.4 – Desenvolvimento Folheto, duas balas e convite para ir ao espaço extra do Projeto Rondon serão entregues por quem passar no stand institucional do Projeto Rondon. Folheto, duas balas, convite para acessar a fan page do Facebook Projeto Rondon na ExpoMetô” e adesivo oficial do Projeto Rondon serão entregues para os participantes da ação do espaço extra do projeto. Guias de rondonistas e de IES (Instituições de Ensino


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Superior) serão entregues apenas às pessoas interessadas no stand institucional. Os materiais de comunicação visual serão fornecidos pelo Ministério da Defesa, coordenador do Projeto Rondon. As balas serão compradas pelo próprio grupo como estratégia de chamar a atenção tanto para o stand, quanto para o espaço extra.

– Instrumentos/Peças

8.7.5.5 

Folhetos;

Guias de Rondonistas;

Guias de IES (Instituições de Ensino Superior);

Adesivos;

Convite para ida ao espaço extra;

Convite para acesso a fan page no Facebook;

Balas.

8.7.5.6

– Fichas técnicas

8.7.5.6.1 – Folhetos 

Tamanho em média de 20x15;

Com informações gerais do Projeto Rondon.

8.7.5.6.2 – Guias de Rondonistas 

Em formato de caderno brochura;

Tamanho A4;

Com regras e normas dos Rondonistas durante as operações.

8.7.5.6.3 – Guias de IES (Instituições de Ensino Superior) 

Em formato de caderno brochura;

Tamanho A4;

Com regras e normas das instituições durante as etapas das operações.

8.7.5.6.4 – Adesivos 

Tamanho em média de 5x10;

Envernizado;

Com o logotipo do Projeto Rondon.

8.7.5.6.5 – Convite para ida ao espaço extra 

Folha sulfite cortada em tamanho 5x10;

Dizeres em cor preta;


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Localização do espaço extra e convite da ação especial.

8.7.5.6.6 – Convite para acesso a fan page no Facebook 

Folha sulfite cortada em tamanho 5x10;

Dizeres em cor preta;

Endereço e nome da página e o que encontrará lá.

8.7.5.6.7 – Balas 

Balas de iogurte.

8.8 – Orçamento Item

Quantidade

Custo Unitário

Custo Total

Adesivos

2.000

R$ 2,10

R$ 4.200,00

Guia de Rondonistas

700

R$ 0, 87

R$ 609,00

Guia de IES

700

R$ 0, 87

R$ 609,00

Folhetos

2.000

R$ 0,87

R$ 1.740,00

Extintor

1 (2 diárias)

R$ 80,00

R$ 160,00

Barraca 3x3

1

R$ 130,00

R$ 130,00

Pedestal para Televisão

1

R$ 200,00

R$ 200, 00

Estande 2x2

1

R$ 3.000,00

R$ 3.000,00

Câmera fotográfica 14 megapixel

1

R$ 500,00

R$ 500,00

Canetões de várias cores

10

R$ 2,85

R$ 28, 50


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Notebook 14'

1

R$ 2.000, 00

R$ 2.000, 00

Locação de TV plasma 32'

1

R$ 768,64

R$ 768,64

Caneca

1

R$ 21, 00

R$ 21,00

Mouse pad

1

R$ 3, 70

R$ 3,70

Camisetas

20

R$ 17, 00

R$ 340,00

Biombo

1

R$ 50,00

R$ 50,00

Varal de nylon ou barbante

1

R$ 2,99

R$ 2,99

Tripé

1

R$ 58, 00

R$ 58, 00

Folhas grandes para o biombo

50

R$ 1, 00

R$ 50, 00

Total das despesas: R$ 14.470,83

8.9 – Roteiro institucional de receptivo 8.9.1 - Abordagem/recepção Bom dia/ Boa tarde / Boa noite,

Meu nome é ____________________, sou aluno(a) do curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo, e estamos apresentando o Projeto Rondon, projeto de extensão da Universidade Metodista, e que faz parte do nosso trabalho de conclusão do semestre, chamado Projeto Integrado. Você teria alguns minutos para conhecer mais sobre o projeto?


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8.9.2 Apresentação A Universidade Metodista, assim como inúmeras universidades pelo país, tem um projeto de extensão voltado à ação social juntamente com o Ministério da Defesa, que é o coordenador deste projeto, chamado Projeto Rondon. O Projeto tem por objetivo chamar alunos e professores de universidades para auxiliar comunidades de outras regiões do Brasil que precisam de orientações sobre alguns costumes sem interferir em suas culturas, trabalhando com o desenvolvimento de pessoas. Ele orientam essas comunidades por meio de feiras, palestras, oficinas e outras atividades a melhorarem a sua qualidade de vida utilizando os recursos que já possuem. O Projeto é dividido em dois eixos, A e B, onde o eixo A é mais voltado para a área da saúde e o eixo B é para alunos e professores de comunicação e meio ambiente. O grande papel das universidades em relação a tudo isso é se inscrever no Projeto e dar suporte aos alunos com seus métodos de ensino e cidadania para os docentes e alunos colocarem em prática no projeto.

8.9.3 - Fechamento Assim, os alunos aprendem o exercício de suas profissões na prática utilizando o que já aprenderam mais teóricamente na sala de aula e praticam o exercício da cidadania. É um projeto voluntário, a viagem até essas regiões isoladas e carentes (normalmente interior do Norte e Nordeste do país) é oferecida pelo Ministério da Defesa, a estadia e alimentação geralmente é oferecida pelo município visitado e os demais custos (mais pessoais) são arcados individualmente pelos próprios voluntários. O objetivo deste projeto de extensão é mostrar aos alunos a situação social e econômica atual de parte do país, desenvolvendo o pensamento crítico e exercitando a cidadania com base nisso. Além do que, estarão exercendo a sua profissão na prática com orientação de profissionais formados (professores) e terão uma experiência com muitos ensinamentos, para ser lembrada a vida toda.

8.9.4 – Palavras-chave Projeto Rondon, desenvolvimento de pessoas, suporte, profissões na prática, cidadania, eixos A e B


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8.10 -Perguntas e respostas 1- O que está sendo apresentado aqui? É um evento organizado pela Universidade Metodista de caráter mercadológico e institucional com os cursos de comunicação mercadológica, design de interiores, publicidade e propaganda, e inaugurando este ano um espaço para o curso de relações públicas, onde apresentamos nosso Projeto Integrado trabalhado internamente durante o período de um semestre, desenvolvido a partir do tema proposto, que são os projetos de extensão da Universidade e no nosso caso o Projeto Rondon.

2- O que é o Projeto Rondon? O Projeto é uma iniciativa do governo que procura ajudar comunidades carentes e isoladas do interior do país (principalmente regiões Norte e Nordeste). É coordenado pelo Ministério da Defesa, com a colaboração do Ministério da Educação (MEC). Os quais procuram exercer atividades propostas pelas Universidades participantes e supervisionadas pelo Governo, ensinando as pessoas do local a importância da valorização cultural e a obterem uma melhor qualidade de vida por meio dos recursos que já disponibilizam.

3- Como surgiu o Projeto? A ideia do Projeto surgiu durante um trabalho de sociologia chamado " O Militar e a Sociedade Brasileira", dando a oportunidade à primeira operação do Projeto Rondon chamada "Operação Zero".

4- Desde que ano o Projeto esta ajudando as comunidades carentes? Desde 1967 com a 'operação zero' em sua primeira etapa, finalizada em 1989 e com a sua volta em sua segunda etapa de 2005 até então. No caso da Universidade Metodista a mesma participou da primeira etapa e no caso da segunda e atual etapa ela está presente nas operações desde 2009.

5- De que maneira podemos ajudar sem sermos voluntários? A melhor forma de ajudar sem participar se inscrevendo para viajar com as Universidade até esses locais é com doações, pois são comunidades carentes e muito necessitadas. Portanto, basta entrar em contato com as Universidades participantes (existem


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muitas) e perguntar se precisam de ajuda em relação a materiais ou até mesmo tempo para desenvolver alguma atividade, se possível.

6- Qual a origem do nome dado ao Projeto 'Rondon'? O

nome

do

Projeto

foi

uma

homenagem

mais

que

merecida

ao

Professor Cândido Mariano da Silva, o Marechal Rondon, conhecido como defensor dos povos indígenas do Brasil, após ser convidado pelo Governo Brasileiro a ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios.

7- Quantas operações são feitas por ano? As operações são feitas duas vezes por ano, sempre em período de recesso escolar, sendo uma em janeiro e outra em julho.

8- Quantas operações o Projeto Rondon já fez nos últimos anos? Desde o período de retorno do Projeto, de 2005 até 2012 foram 16 operações. Com a sua volta em 2009 na Instituição Metodista até o ano de 2012, foram realizadas 8 operações pela Universidade.

9- Quem participa? O Projeto envolve a participação voluntária de estudantes universitários, que se inscrevem no Projeto dispostos a colocar em prática o que lhes foi passado em sala de aula e também professores voluntários, que cumprem o papel de supervisionar as atividades ministradas pelos alunos.

10- Como podemos participar? Os acadêmicos interessados em participar do Projeto Rondon, devem fazer a inscrição para o processo de seleção num edital aberto no site das instituições participantes e devem estar dispostos a cumprir algumas regras simples. No caso da Universidade Metodista, uma dessas regras é que estes estudantes universitários devem estar cursando pelo menos o período correspondente a metade de seu curso.

11- O que é preciso para participar? Interesse e tempo disponível, pois não é só o período da viagem, mas também a criação e desenvolvimento do projeto proposto pela Universidade a ser colocado em prática


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na operação que será feito antes dessa viagem, ou seja, durante o semestre todo. O aluno deve se comprometer a arcar com possíveis vacinas/injeções, suas vestimentas e objetos pessoais, além de se comprometer com o projeto como um todo. O transporte e a estadia são oferecidos pelo Ministério da Defesa e o Município do local visitado. Lembrando que a inscrição não garante a sua participação no Projeto, pois é feito um processo seletivo para a escolha dos alunos que viajarão.

12- Qual o objetivo do projeto? O Projeto Rondon tem por objetivos: . Contribuir para a formação do universitário como cidadão. . Integrar o universitário ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do País. . Consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social, coletiva, em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais. . Estimular no universitário a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas.

13- Quais as áreas de atuação do Projeto Rondon? São áreas com maior numero de pobreza e exclusão social, como áreas isoladas e que necessitam de maior contribuição de bens e serviços, priorizando as regiões Norte e Nordeste do país. Costuma-se desenvolver nesses locais dois eixos de atividades, sendo um eixo mais voltado para a comunicação e meio ambiente e outro mais para a área da saúde.

14- Os universitários que participam precisam pagar alguma taxa? Os universitários que forem participar não precisarão pagar por nenhuma taxa de inscrição, o único gasto será apenas os de objetos pessoais e vacinação em dia.

15- é verdade que a Metodista foi vendida para a Anhanguera? A Universidade Metodista de São Paulo, a UMESP, não pode e nem será vendida porque ela é uma Universidade confessional e que pertence à igreja Metodista. O slogan da Universidade hoje é “A Metodista é da Metodista”. Segundo o reitor da UMESP, o professor Marcio de Moraes, “são 42 anos de história e os boatos que circularam no mercado não possuem nenhuma veracidade, pois isso, a venda não tem como acontecer conosco”.


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16- Quanto custa os cursos da área da Comunicação da Metodista? Os cursos da área da Comunicação, em 2012, possuem dois valores: um com desconto para pagamentos até o dia 06 de cada mês, dentro de um programa de estímulo à adimplência, e outro para pagamentos após o dia 06 de cada mês.

Cursos de Graduação: Cinema Digital: R$ 1.450,00 após o dia 06 e R$ 1.450,00 até o dia 06.

Comunic. Mercadológica: R$ 1.026,67 após o dia 06 e R$ 924,00 até 06.

Jornalismo: R$ 1.108,89 após o dia 06 e R$ 998,00 até o dia 06.

Publicidade Propag.: R$ 1.133,33 após o dia 06 e R$ 1.020,00 até o dia 06.

Rádio, TV e Internet: R$ 1.450,00 após o dia 06 e R$ 1.450,00 até o dia 06.

Relações Públicas: R$ 1.028,00 após o dia 06 e R$ 926,00 até o dia 06.

Tecnólogos: Design de Interiores: R$ 1.075,56 após o dia 06 e R$ 968,00 até o dia 06.

Produção Multimídia: R$ 756,67 após o dia 06 e R$ 681,00 até o dia 06.

17- De que forma é programado essas operações para que dêem certo? 1º)É necessário todo um planejamento, escolha do local pelo Ministério da Defesa onde é feito um levantamento dos municípios de interesse da área (baixo IDH, tamanho do município etc) e detalhamento das necessidades logísticas;

2º)O reconhecimento que ocorre quando os municípios selecionados recebem a visita de um integrante do projeto, para:


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a) Informar à prefeitura e às lideranças locais sobre as possibilidades e as limitações do trabalho dos rondonistas. b) Verificar se os conjuntos de ações selecionadas para a operação respondem às principais necessidades do município e carências da população. c) Apresentar a contrapartida solicitada aos municípios.

(3º) Nesta fase, a prefeitura confirma seu interesse em aderir e participar do Projeto Rondon. Divulgação do convite de participação para as instituições de ensino superior (IES) na operação. O convite indica os municípios, os conjuntos de ações a serem realizados, o cronograma de atividades e as condições a serem observadas pelas IES.

(4º) Após conhecer todas as regras de participação na operação, a IES terá que acessar o site do Projeto Rondon para efetuar a sua inscrição. Durante a inscrição a IES terá que informar para qual operação ela está se inscrevendo, dentre os municípios abrangidos quais são os de maior interesse (em ordem decrescente) e um pré-projeto a ser desenvolvido neste local. Ao término da inscrição a IES receberá um número de protocolo, que será usado durante todo o processo de seleção.

(5º) A elaboração do plano de trabalho é de inteira responsabilidade da IES, que tem total liberdade quanto ao conteúdo e formatação. É desejável que o plano de trabalho contenha, para cada conjunto de ações: atividades previstas; objetivos; metodologia; públicoalvo; cronograma; e o retorno esperado para a comunidade.

(6º) A seleção das propostas de trabalho encaminhadas pelas IES é realizada pela Comissão de Avaliação de Propostas do Projeto Rondon (CAPPR), especialmente designada pelo coordenador-geral, que inclui a participação de técnicos de diversos ministérios. Os critérios de seleção da proposta envolvem a excelência e a qualidade acadêmica da IES e o mérito, a pertinência e a exequibilidade do plano de trabalho proposto.

(7º) Após a divulgação das IES selecionadas, os professores que coordenarão as equipes de rondonistas visitam os municípios e ajustam com as lideranças municipais e as prefeituras as ações que serão realizadas pela universidade durante a operação, de forma a atender às reais necessidades de cada município. Neste momento também é definido o apoio


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logístico (alojamento, alimentação e transporte no interior do município) que será prestado aos rondonistas. (8º) Geralmente, equipe é composta por dois professores e oito alunos. Cada equipe deve ser multidisciplinar (com alunos de vários cursos dentre o eixo escolhido), de forma a possibilitar a realização das diversas ações previstas. Em cada local os dois eixos são compostos por equipes de Universidades participantes diferentes. A preparação das equipes é de responsabilidade das IES e deverá respeitar os ajustes feitos com as prefeituras durante a viagem precursora. A qualidade dos trabalhos é reflexo da atenção dada pela IES à preparação da equipe. (9º) Durante a preparação, é realizado o cadastro de todos os rondonistas – professores e alunos – pelo representante da instituição de ensino superior junto ao Projeto Rondon. Os voluntários cadastrados pela instituição terão passado por um processo seletivo desenvolvido individualmente por cada Universidade para escolher os participantes.

(10º) Terá a duração de 15 dias, sendo os dois primeiros destinados à concentração, ambientação, abertura e deslocamento dos rondonistas aos municípios e o último para o encerramento e retorno às cidades de origem. (11º) A IES terá que enviar o relatório dos trabalhos desenvolvidos no município posteriormente. O prazo para o envio será definido no convite de cada operação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste trabalho, utilizando o Projeto Rondon como análise, desenvolvemos a agilidade com relação à tomada de decisões e com a divulgação externa mais adequada a cada tipo de situação e público envolvido. Com base no grupo focal e percepção com análise no cenário, pudemos entender a variedade de públicos envolvidos juntamente a uma organização e/ou projeto. Percebemos que devemos analisar o que cada público, identificados no mapeamento de públicos, espera em relação ao outro, ou seja, qual é o vínculo que têm e que esperam ter com a organização em questão. Com esta análise, devemos nos voltar para o objetivo final, que dentre outros compreende a aproximação desses públicos da organização, resultando em uma relação de parceria e cumplicidade, até mesmo com o cidadão comum, e atingindo em longo prazo outros objetivos como, por exemplo, melhor visibilidade da empresa pela


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comunidade como um todo, pois como futuros relações públicas entendemos que tudo resulta na imagem da organização. Assim, está análise e criação das variadas ações de divulgação nos possibilitaram uma compreensão melhor do funcionamento deste processo, tal como a importância do mapeamento de público interno e externo e a necessidade da elaboração de uma ação de acordo com cada um destes públicos específicos para alcançar esse objetivo final que refletirá na imagem da organização. Outro ponto que observamos é a importância de uma visão mais voltada para um gestor de comunicação que se utiliza do planejamento estratégico e de seus conhecimentos técnicos para criar e melhorar o seu desenvolvimento com os diversos públicos envolvidos em suas ações. Portanto em todas as etapas envolvidas procuramos agir desta mesma forma para sugerir ideias e criar as ações do evento ExpoMetô. Notamos também que, uma organização, ao participar de projetos sociais e ações de responsabilidade social e sustentabilidade, além de se envolver com entidades do Terceiro Setor, é muito valorizada hoje em dia, pois faz parte da construção da reputação de uma empresa. A credibilidade está ligada a participação de uma empresa perante a sociedade e como ela retribui a natureza e aos seus contribuintes e por isso, a sociedade cobra respostas e quer ver a forma como este retorno é trabalhado e essa participação é mais importante ainda para a imagem desta empresa. Uma dificuldade encontrada foi a de montar o grupo focal para saber o impactado causado pela Universidade Metodista e o Projeto Rondon, pois a comunidade ou conhece muito pouco ou não conhece os projetos de extensão da Universidade e nem o Rondon. Outra dificuldade foi elaborar o plano de ações contendo instrumentos de divulgação com baixo custo, que chamassem a atenção dos visitantes no estande institucional da ExpoMetô e que permitissem a identificação deste projeto como um todo e sua participação na Universidade Metodista. O evento ExpoMetô é um grande evento e é muito aguardado pela comunidade, sendo considerado pelo grupo o local ideal para divulgar os projetos de extensão da Universidade por meio de um estande institucional, possibilitando assim uma maior visibilidade do Projeto Rondon pela sociedade, que desconhece o funcionamento do mesmo e sua ligação com as diretrizes organizacionais da Universidade. Concluímos então que o profissional de relações públicas deve ter a percepção e visão do cenário, pois isso é importante para que o mesmo assuma a posição de gestor e porta voz de uma empresa, assim como outros papéis pertinentes à conquista do objetivo final. Desta forma, ele aliará suas experiências aos conhecimentos técnicos adquiridos e juntamente a


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análise de públicos e pesquisas exploratórias para identificar os possíveis problemas a serem enfrentados e poderá propor uma ação de RP que consiga dar informações ao mesmo tempo que atinja ou se aproxime do que esse ou mais públicos esperam da organização, o que poderá resultar numa melhoria da imagem da empresa e possíveis parceiros, resultando na conquista de objetivos específicos ou de um objetivo final. Foi se baseando nessa perspectiva que a proposta de RP foi elaborada, resultando na participação no evento ExpoMetô com ações específicas e mais adequadas possíveis aos públicos a serem atingidos. Assim, o trabalho nos proporcionou uma visão mais clara e objetiva das melhores atitudes a serem tomadas na elaboração de um projeto que envolva o relacionamento com as comunidades, focado na obtenção de resultados e com o desenvolvimento do papel de um gestor na área, o que pode qualificar melhor o profissional, sendo que esse posicionamento é algo muito cobrado no mercado de trabalho, o que nos preparou mais para situações futuras que possamos enfrentar trabalhando na área..


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBUQUERQUE, Adão E., Planejamento das Relações Públicas, Sulina, 1983. 2ª Ed. Por Alegre ALBUQUERQUE, Fábio. RP é gestão de conteúdo e reputação, jamais publicidade. GECORP. ago. 2007. Disponível em: <http://gecorp.blogspot.com.br/2007/08/rp-gesto-de-contedo-e-reputaojamais.html>. Acesso em: 21 out. 2012.. ANHEMBI Morumbi chegou a São Bernardo do Campo. A novidade que sua carreira precisava. Anhembi Morumbi. [s.d.] Seção Unidades. Disponível em: <http://portal.anhembi.br/publique/Unidades/Sao-Bernardo-do-Campo-661>. Acesso em: 12 nov. 2012. CÂMARA aprova investimento de 10% do PIB na educação. Veja. out. 2012. Seção Educação. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/camara-aprovainvestimento-de-10-do-pib-na-educacao>. Acesso em: 27 nov. 2012. CAPUCCI, Renata. Procura por curso de graduação a distância cresce em todo o Brasil. Jornal Hoje. Rio de Janeiro, set. 2012. Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012./09/procura-porcurso-de-graduacao-distancia-cresce-em-todo-o-brasil.html>. Acesso em: 08 nov. 2012. CARVALHO, Kátia. Imprensa e informação no Brasil, século XIX. Ciência da Informação. [s.l.] Vol 25, número 3, 1996. (Pen-drive). CHAMADA de candidatos da lista de espera começa nesta terça, 7. MEC. ago. 2012. Seção Imprensa Notícias. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17994:chamadade-candidatos-da-lista-de-espera-comeca-nesta-terca-7&catid=212&Itemid=86>. Acesso em: 26 nov. 2012. COMUNICAÇÃO para mudança de cultura do Grupo Estre Ambiental com conceitos de Sustentabilidade. Prêmio Opinião Pública. [s.d.]. Seção Cases Premiados. Disponível em: <http://www.premioopiniaopublica.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article &id=128:comunicacao-para-mudanca-de-cultura-do-grupo-estre-ambiental-com-conceitosde-sustentabilidade&catid=46:2011&Itemid=12>. Acesso em 21 out. 2012. COMUNICAÇÃO. Info Escola. Disponível em: <www.infoescola.com.br/comunicacao>. Acesso em: 10 nov. 2012. CONRERP anuncia vencedores da 31ª edição do prêmio pop. Prêmio Opinião Pública. [s.d.]. Disponível em <http://www.premioopiniaopublica.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article &id=116:conrerp-anuncia-vencedores-da-31o-edicao-do-premio-pop&catid=43:2009&Itemid=12>. Acesso em: 20 out. 2012.


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ANEXOS

ANEXO Nยบ 01

ANEXO Nยบ 02


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ANEXO N潞 03

Pesquisa explorat贸ria em grupo focal - Dados dos entrevistados

Nome: Larissa Leal Gusso. Idade: 24 anos. Classe econ么mica: Classe m茅dia baixa. Escolaridade: Ensino Superior incompleto (interrompido).

Nome: Thiago Fernando Costa.


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Idade: 24 anos. Classe econômica: Classe média baixa. Escolaridade: Ensino Médio-Técnico completo.

Nome: Elton Tsunoda. Idade: 21 anos. Classe econômica: Classe média baixa. Escolaridade: Ensino Superior incompleto (cursando).

Nome: Desiree Stefanie dos Santos. Idade: 22 anos. Classe econômica: Classe média baixa. Escolaridade: Ensino Superior completo.

Nome: Caroline Silva Rosa. Idade: 25 anos. Classe econômica: Classe média baixa. Escolaridade: Superior incompleto.

Nome: Eder Roveda. Idade: 25 anos. Classe econômica: Classe média alta. Escolaridade: Ensino Superior Incompleto (cursando).


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Nome: André Akio Hamada. Idade: 25 anos. Classe econômica: Classe média alta. Escolaridade: Ensino Superior Completo.

Nome: Gerson Costa. Idade: 23 anos. Classe econômica: Classe Média alta. Escolaridade: Ensino Superior Incompleto (cursando).

ANEXO Nº 04

Transcrição da entrevista em profundidade (grupo focal) – Projeto Rondon Mediador: Boa noite! (risos e pausa) Bom, é... Todo mundo sabe mais ou menos do Projeto Rondon. E eu vou dar uma introdução mais ou menos pra, só pra, deixar as ideias assim, já prontas. Bom, o Projeto Rondon é uma iniciativa do “Gove” (interrompe), Governo Federal. E teve início de suas atividades com caráter a, “assisten” (interrompe), assistencialista (com ênfase) em 1967. Após uma pausa de 1990 até 2004, retornou suas atividades com caráter transformador em 2005, sob (suspira), coordenação (suspira), do Ministério da Defesa. É... Objetivo! (pausa)


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Orientar comunidades carentes e isoladas localizadas, na maioria, n interior da região Norte e Nordeste do Brasil a utilizarem recursos e já possuem. (pausa) Nossa! ...que já possuem para melhoria na qualidade de vida, de..., de forma que valorize a sua cultura. Enquanto essas pessoas são ajudadas os universitários voluntários aprendem na prática de sua profissão, sob orientação de seus professores, praticando o exercício de cidadania. Universidades de todo, de todo país podem “particip” (interrompe), participar sob a aprovação do Ministério da Defesa. Uma grande lição de vida. Certo? (fala em tom baixo) Vocês! Como vocês conheceram o Projeto Rondon? André: Um amigo meu que foi. Aí eu fiquei conhecendo. (pausa) Só (fala em tom baixo). Thiago: Conheci através de uma amiga da faculdade, ela estuda na Universidade, então eu fiquei conhecendo através dela. Elton: Você! Era... (pausa e riso dos demais participantes) Conheci através da internet mesmo. É... Participei de um outro projeto chamado Oasis, que é feito no litoral, e acabei conhecendo o Projeto Rondon. Gerson: Através da divulgação e também no portal. Larissa: Através de amigos... Pela Universidade. Eder: É... A minha faculdade tem, tem uns projetos de divulgação do Projeto Rondon. Desiree: E eu também conheci na faculdade, no curso... E foi um professor meu que participou. Caroline: E eu conheci através de “um” prima. Que ela levantou a hipótese de participar e aí ela acabou, é..., dizendo sobre o assunto com a gente em casa mesmo. Mediador: Hum... É... Se fossem professores ou universitários participariam do projeto? Como ele é, é realizado hoje? Por que?


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André: Eu participaria com toda certeza. Mediador: Participaria? André: Eu fui em outro projeto já pela Metodista. Mediador: Uhum... André: E... É quase a mesma coisa, assim, só que não é um projeto tão grande assim. Foi um projeto realizado pela, pela faculdade, tem parceria com outro... (pausa, gesticula, risos) Tem parceria com outro, com outra orientação, é... Acho que é mais, mais ou menos os mesmos fins. E eu fui lá pra, pra ver como é que era e acabei gostando. E... E o Projeto Rondon eu com certeza participaria, porque gostei muito de participar deste projeto que eu fui. Mediador: “Tá” bom (em tom baixo). Caroline: Eu participaria também porque eu acho que é uma forma, uma oportunidade de aprendizado. Você pegar o novo, enfrentar e, e, e isso trazer uma oportunidade de você aprender. (pausa) Na prática. Mediador consente com a cabeça. Desiree: Eu também participaria, “né”? Também por essa curiosidade do conhecimento de saber, então, qual é a finalidade, o que que daria dos meios, das ações que “ía” ser “feito” lá, qual é a finalidade da participação... Eder: Eu gostaria de participar, mas não participaria porque eu trabalho e, infelizmente, acredito que não daria tempo pra poder participar. Mas eu gostaria. Thiago: Bom, no caso eu acho que é uma iniciativa interessante da, das universidades, “né”? De divulgação e tudo mais do projeto. Mas eu, assim, acho interessante, mas também não participaria devido a atividades. Ah, gente, rotina! E é difícil sair dela. Mas a iniciativa em si é bem interessante. Eu participaria em outras ocasiões. Larissa: Se eu tivesse tempo eu participaria. Mas como exige um certo tempo, acho que semanas pra, para o local, não teria como. Gerson: Eu também participaria, só que o tempo que demanda, eu não teria a possibilidade.


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Elton: Eu participaria independente do tempo. Pelo fato de, do reconhecimento de poder ajudar algumas outras pessoas. Já “mim”, me daria o suficiente pra poder participar do projeto. Mediador: Se vocês estivessem sendo impactados pelo projeto, ou seja, fizessem parte das comunidades beneficiadas, o que esperariam do mesmo? Por que? André: Nossa! (risos) “Deixa eu” pensar aqui. Mediador: Alguém quer ajudar? Desiree: Ai eu, eu. Assim, como beneficiária, “né”? Você quer dizer? Mediador: Isso. Desiree: Bom, eu esperaria, assim, algo objetivo, “né”? Que chegassem lá, avaliassem, “né”? Avaliassem realmente a realidade da, da nossa necessidade, e esperaria, assim, algo objetivo e claro. “Olha, é em tantos dias”. Porque quando você pensa assim em alguém que “tá” precisando, você chega lá e daqui um mês, daqui dois meses... Eu esperaria algo rápido (com ênfase), assim, objetivo mesmo (com ênfase), e não ficar esperando, assim... André: É... Eu acho que é mais ou menos isso. Tipo, eu acho que é ver se a coisa é a funcionar direito, pra conhecer a mecânica do projeto. Mas acho que além disso também, o interesse pessoal dos integrantes do próprio projeto. Se eles estão envolvidos mesmo, se eles estão engajados. Porque acho que pra perceber, tipo, porque eu falo por mim, porque eu fui pra lá, fiz o projeto e, é..., é muito íntimo (com ênfase) quando você não quer fazer, quando você tá de “saco cheio”. (segura risos) Então, se “tá” faltando, eu gostaria de ver isso. Se “tá” faltando, se dá pra fazer mais, que faça com boa vontade. Caroline: Eu... Eu acho, eu esperaria uma boa estrutura. Porque não adianta você ir com a boa vontade, chegar lá, “dá de cara”, “eu estou aqui com a minha boa vontade”. Eu queria estrutura, organização das pessoas envolvidas no projeto pra gente poder ir lá e conseguir fazer um bom trabalho. Que a gente saiu da faculdade ou de casa ou... Não seja só uma iniciativa. Pra gente poder ter um objetivo e voltar com a missão cumprida. Então eu esperaria estrutura.


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Eder: Pela região do Brasil que é, é..., eu não sei se as pessoas esperam alguma coisa, “né”? Não sei também como funciona a comunicação do projeto lá na região, mas, é..., se é uma região “co” (interrompe), interior do Nordeste, do Norte, é..., acho que eu esperaria, acho que a pessoa espera uma comunicação efetiva que, que ele entenda e saiba do que ele vai participar e porque ele vai participar. Porque senão, pra pessoa ir ou não, não vai fazer a menor diferença. Então acho que a comunicação lá pra eles efetiva seria a, seria o mais, seria o, o mais esperado, “né”? Thiago: Bom, é difícil de imaginar a pers (interrompe), perspectiva de quem “tá” lá, porque, é..., ainda mais pelo grau de instrução e tudo mais. Eu acho que fica mais complicado da pessoa, tipo, “nossa”, vê um monte de gente chegando, o Exército e tudo mais. E, mas eu acho que eles têm aquela consciência de que é um benefício pra eles, “né”? Então eu como beneficiário, eu acho, esperaria, claro, empenho e melhora de vida no geral, “né”? Porque esse é o objetivo do Projeto Rondon. Manter a cultura local, mas de uma certa forma melhorar as condições. É... Não mudar a cultura, mas, no caso, melhorar, “né”? Fazer com que eles usem o que for melhor com os benefícios que eles têm na própria terra mesmo. Não mexer muito na cultura deles. Seria mais ou menos isso. Larissa: Tem de muito. Se na comunidade eles “tão” atendendo algo que “tá” necessitando muito, como..., a comunidade vai criar vontade de participar mesmo e as pessoas que “tão” no projeto vão com um... (pausa e tosse) Vão acabar, acabar participando melhor e... (pausa, gesticula, risos) Acaba realizando melhor o projeto. Gerson: Então, eu acho que eu esperaria algo duradouro. Não que a, a ação durasse só o tempo que o projeto “tá” lá e acabasse quando, quando todos fossem embora, “né”? Que ficasse dentro da comunidade. Elton: Bem... Ãhnn... Muito difícil responder essa, mas... Sendo, ãhnn, uma, uma comunidade carente que o projeto “tá” implantando, só da parte de você “vê” a esperança de que alguém “tá” pensando em você na hora, acho que já, eu esperaria deles. Deles “tá” pensando lá e pra ajudar com mais conhecimento a, a sociedade, “né”? De informação. Caroline: Posso colocar uma observação? Eu acho que eu falei mais como quem beneficia, não como beneficiário, “né”? Que foi, que eu acho que eu não entendi um pouco a pergunta.


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Mas como beneficiário também entra a parte de estrutura. É que senão vira aquela coisa, é..., “eu quero me beneficiar, mas não sei como chegar no projeto, como eu vou receber, o que eu posso esperar”. Acho que a comunicação então. A comunicação do projeto comigo, eu sendo beneficiária. Mediador: Alguém mais quer? André: Não (balança a cabeça negativamente). Mediador: É... Em suas opiniões, qual é o papel e a responsabilidade que as universidades devem ter sobre os professores universitários voluntários? Vocês acreditam que a Universidade Metodista de São Paulo cumpre com isso? André gesticula em sinal de dúvida. Caroline: (rindo) Difícil essa. Olha... André: Não é difícil porque eu não acredito na faculdade. É porque... Eder: É que eu nunca vi a faculdade fazendo, “né”? André: Na verdade não”to” mentindo. A faculdade, eu acho que ela tem um, um núcleo que chama, acho que é o nome, que chama Núcleo de Projeto de Extensão da faculdade. E eu conheço um professor que ele é responsável por fazer todos esses eventos, assim, esses trabalhos. E inclusive esse professor que eu conheço participa do Projeto Rondon. Então eu acho que isso a faculdade Metodista “tá” legal. Caroline: Eu também acredito que a faculdade, ela, ela deve fazer, é..., a parte dela. E eu creio que, que isso não é só chegar, montar uma turma e mandar pra lá. Tem toda uma fiscalização. No caso, até o Ministério da Defesa deve ficar em cima e deve ter profissional aqui preparado pra, pra encarar esse órgão lá na frente. Eu acredito que... Desiree: Eu também acredito que assim, a, a Metodista ela já tem um nome, assim, a zelar. E tem essa questão da responsabilidade social. Acredito que a Metodista esteja nos conformes, mas eu acho que também assim, tem que estar preparado. É o que ela falou (aponta para Caroline). Não dá pra você sair pegando qualquer um. “Ai, olha, vem que eu estou precisando pra ir pra um projeto”. Não! Eu acho que tem que avaliar, tem que preparar, porque só chegar lá porque “eu tenho que fazer na boa vontade” (tom de ironia), eu acho que isso não é nada. Eu acho que você tem que preparar e dar segurança pra esse aluno, afinal de contas ele vai


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“prum” outro estado, e como eu já fiquei sabendo algumas vezes, você não vai dormir, você, você dorme em alojamento... Não é assim que você vai chegar lá e vai ficar num hotel. Eu acho que tem que preparar mesmo, então. Eder: Eu não sei quanto a Metodista. Eu não, eu não faço a menor ideia, “né”? Acho que eles sejam competentes quanto a isso. Mas de uma maneira geral, as pessoas, a responsabilidade é totalmente da faculdade quanto a, ao processo seletivo, tanto dos professores, quanto dos alunos, pra participação do projeto. Pra como, como já foi dito (olha para o lado), pra questão da, é..., da vontade mesmo de fazer o projeto. Não simplesmente ir lá por querer ir. Mostrar para nesse processo “tá” falando exatamente em que vai ser passado lá. “Ah, vai ter situações adversas”, enfim, tudo que pode acontecer que é, a pessoa tem a consciência do que vai acontecer lá e que queira ir de boa vontade mesmo, com boa fé. Acho que, acredito que essa é totalmente a responsabilidade da, das universidades, das faculdades... Thiago: Eu acho que, que deve existir parâmetros aí, “né”? Porque eu acho que essa universidade, ela tem a responsabilidade de zelar pelo aluno da faculdade, “né”? Primeiramente, que seja capacitado. São boas pessoas como a nossa amiga falou (aponta para o lado), alojamento, às vezes escola, enfim. E a faculdade tem que preparar o aluno desde o início do projeto. Aqui (aponta para carteira), dentro da Universidade, ela tem que passar de uma forma eficiente “pro” aluno. O que ele vai encontrar lá, o que ele vai fazer lá, sabe? É um projeto que tem uma seriedade, “né”? Então mexe com o Ministério da Defesa e tudo mais. E tem que conscientizar o aluno de que, poxa, tá chegando lá e é uma coisa muito séria. Então eu acho que... Eu não conheço a respeito da Universidade Metodista, se deve agir de acordo, “né”? Mas eu não conheço. Mas acredito que pelo nome, pela qualidade de ensino e tudo mais, que a gente tem conhecimento, eu acho que deve seguir sim com os padrões e deve “dá” tudo certo. Acredito que sim. Larissa: Acho que pelo nome ela não vai mandar um aluno que não “tá” preparado psicologicamente “prum” local, sabe? Que é bem complicado. Que isso não deixa de ser fundamental. Então ela no processo seletivo, ela já vê, é..., deve ver um psicólogo, vê se a pessoa já tem um, tem uma estrutura de chegar lá e acabar encarando a realidade da comunidade que vai. Então ela, ela deve cumprir sim. Gerson: Como todo mundo comentou, a tradição da faculdade. Ela tem que ter uma estrutura já preparada pra isso. E eu acho que não só a Metodista, mas como qualquer universidade que participa do projeto. Ela tem que orientar o aluno desde o início, antes de ir pra viagem. Ver se


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é “possi” (interrompe), se ele, aluno, “tá” realmente preparado pra ver o que que ele, o que ele vai fazer lá, o que ele vai esperar lá. Elton: Bem, ãhn... Eu não tenho conhecimento (gesticula com as mãos em sinal de razoável) da Metodista em relação ao projeto. Não tinha ideia que a Metodista participava também. Mas creio que ela esteja dando o máximo que pode, até pra vocês que “tão” fazendo agora, formando, não sei de que é. E ela “tá” participando junto. “Tá” liberando sala, informação, professor... Eu acho que ela “tá” bem preparada pro, “pro” projeto. Mediador: Bom, vou falar agora referente aos valores, “né”? Dentro do Projeto Rondon. Bom, seria a, a orientação e apoio, para que assim consigam desenvolver uma melhoria no processo de desenvolvimento da região selecionada com, com recursos que já dispõem e assim, promovem a queda de índices de doença, mortalidade, precariedade em relação não apenas de saúde, mas também outros segmentos como renda, meio ambiente, entre outros. Tanto o Projeto Rondon, quanto a Universidade Metodista, têm os valores em responsabilidade social, ambos trabalhando em paralelo para atingir os mesmos, os mesmos objetivos. A principal virtude é colocar o próximo em primeiro lugar, priorizando aqueles que mais necessitam. É... Trazendo essa dignidade para dentro da sala de aula, como no caso da Universidade Metodista. O Projeto Rondon consequentemente terá um bom resultado e um ótimo desempenho nesses programas na formação de universitários. Baseado nos valores, no Projeto Rondon e da Universidade Metodista, os mesmos condizem com opiniões de que ambos deveriam ter para um trabalho... (pausa) Desculpa, gente (expressão de dúvida). Deixa eu, ãhn... (gesticula e pausa) Se baseando nos valores do Projeto Rondon e da Universidade Metodista, os mesmos condizem com, com as suas opiniões sobre seus valores, que ambos deveriam ter para um trabalho dessa proporção? Por quê? Caroline: Essa. Olha... Desiree: Você fala... Quando você fala de valores, quer dizer valores? (expressão de dúvida) Mediador: Então, é esse trechinho que eu li.


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André: Os valores do Projeto são os mesmos que eles dão impondo? Impondo não. Que eles “tão” no momento da faculdade? Mais ou menos isso? Mediador: Isso! É... Foi um trechinho que eu falei agora no comecinho, “né”? Ah... Vocês querem que eu leia de novo? É... Uma parte, assim? Todos consentem com a cabeça. Mediador: É... A “orien” (interrompe), orientação e apoio que assim consigam desenvolver uma melhoria no processo de, de desenvolvimento na região selecionada com recursos que já “des” (interrompe), dispõem e assim promovem a queda de índice de doenças, mortalidade e precariedade em relação não apenas a saúde, mas também em outros segmentos como renda, meio ambiente, entre, entre outros. A Metodista então ela tem, ela tem os valores dela se... Essa responsabilidade social junto com o Projeto Rondon e eles têm, têm que atingir os mesmos objetivos, então a principal virtude é colocar o próximo em primeiro lugar, priorizando aqueles que mais necessitam. Seria a, como os valores que vêm a, dos dois. Dos dois juntos. É... Bom, repetindo a pergunta seria, é... Se baseando nos valores do Projeto Rondon e da Universidade Metodista, os mesmos condizem com as, as suas opiniões sobre os valores que ambas deveriam ter para um trabalho dessa proporção? Caroline: Não sei. Eu acho que... Eu creio (aponta para si mesma), eu, assim, agora eu entendi. Eles pegam uma determinada região e aí eles estudam lá que todos, o que eles precisam, o que é precário naquela área. Mas o que... É... Geralmente, o projeto eles têm, eles, eles, eles encaram lá muito mais do que eles imaginam. Eles vão preparados pra, pra poder, pra poder se deparar a uma situação e muitas vezes, como eu já ouvi falar também, eles chegam lá e eles se deparam com coisa muito, muito mais séria. Então as vezes nem sempre os valores, eu creio que o valor do projeto que (fala em tom baixo) envolve os valores da faculdade são suficientes pra, então, pra o tipo de problemas que tem lá. Seria mais ou menos isso? E eu acredito que totalmente ele não supre. Elton: Então eu acho que com... O inicial é o... Caroline: Já é...


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Elton: ...é o necessário. Caroline: Isso! Pra começar, pra poder colocar... Elton: Ela tem vantagem em colocar o outro em primeiro lugar. Eu acho que ela... André: É impossível prever uma coisa. Sim, mas (fala em tom baixo), eu entendi o que você falou (olha e aponta para Caroline). Caroline: É... André: Com certeza vai chegar, vai falar “pode faltar material”, pode ser que dê algum problema, sei lá. Tem vários fatores. Mas eu acho que tendo os valores, sei lá, de se importar com o próximo e tudo o mais, eu acho que tendo isso na cabeça já “tá” ótimo. Eu acho bom. Elton: É tipo, um “baguio” pré-definido, “né”? Thiago: Eu acho que... André: É... (falando ao mesmo tempo que Thiago) Thiago: Eu acho que tem que ser um motivo bom, tanto da faculdade, quanto do Projeto Rondon. E ambos devem se preocupar e ter a obrigação. A universidade por ser uma instituição de ensino, de pregar, sabe? De, de conscientizar os alunos e os demais, sociedade, comunidade, de que o projeto beneficia pessoas que às vezes não têm uma estrutura que nós temos aqui e, regiões urbanas. Lá, poxa, tem, lá tem lugares tipo inóspitos, que não têm quase nada. Então, se não tiverem uma mesma ideia, mesmos objetivos pra alcançarem juntos a mesma meta, fica difícil. Eu acho que, eu acho que, pela Universidade que é, eu acho que tem essa, tem isso em mente e devem trabalhar em cima disso. Gerson: Eu acho que assim, o básico eles já “tão” dizendo, “né”? As duas, os dois valores, eles se complementam. Então, assim (fala em tom baixo), você não sabe o que vai esperar lá, mas o pensamento que você tem que ter eles já “tão” colocando. Desiree: É... Conforme, é..., o que já foi falado (aponta para todos) é isso mesmo. É... Os valores. Não sei se, se ambas vão chegar lá com o mesmo pensamento e tudo mais, mas pelo menos o básico já tem que ir em mente, entendeu? Não chegar lá, “ai, a nossa realidade é muito pior”, sabe? “E eu vou deixar de mão”. Não! Caroline: É...


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Desiree: Chegar lá (risos e olha para Caroline) arregaça e vamos que vamos. Caroline: Mas o... Desiree: Porque você tem que “tá” preparado. Chegando lá, se está pior mesmo, vamos tentar fazer alguma coisa pra melhorar, “né”? Pelo menos uma parte. Não chegar e deixa pra lá, “né”? Caroline: (interrompendo Desiree) Não com todas as missões é assim. Com todas as missões elas, elas voltem com 100%. Desiree: Cem... Caroline: ... do resultado. Mas assim, eles vão com os valores, só que, só que assim, tem um esperado. Tem aquilo que chega lá. Porque eu acho, senão tem pessoas que não são instruídas que nem a gente é aqui, então assim, a boa vontade tem. Tem que ver essa boa vontade do outro pra receber (aponta pra si mesma) essa ajuda, entendeu? Elton: Mas você não acha que isso daí é, assim, a preocupação do outro em receber ajuda. Às vezes eles não sabem... Caroline: Isso! Mas é também o que eu falei. A ignorância, “né”? Elton: E a falta de informação que eles podem ter. Caroline: Falta de informação. Elton: Talvez possa esbarrar um pouco nisso, mas eu acho que tendo amor pelo o que você “tá” fazendo, aí você consegue acho que fazer. Caroline: Sim. Aí sim. Elton: Fazer, chegar... Desiree: Eu acho que chegar impondo também não dá. Tem que ser claro, sabe? Objetivo. Não chegar lá porque “eles ‘tão’ precisando de ajuda, eles não têm que aceitar nada”. Você explica, sabe? Se, ah, sei lá, eu não sei como é que funciona, não “tá” conseguindo conversar, “olha, passo pra você a vez. Tenta lá conversar porque eu acho que não fui clara”, ou sei lá, às vezes a pessoa não “tá” conseguindo manter muita paciência, oh, “vê aqui, você vai lá e


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conversa”. Porque não é chegar, “ah, eles estão precisando, eu vou lá ajudar e eles vão ter que aceitar”. Não. Larissa: É, ah... É a boa vontade já de querer ajudar o próximo, agora depende do próximo querer ser ajudado. Já, já saindo daqui com a boa vontade de querer ir lá e ajudar já é alguma coisa. Eder: Os valores são... Os valores que foram passados aí são os valores mínimos que tem que ter pra você poder encaminhar o projeto e ter um desenvolvimento pra atingir os objetivos, “né”? Então basicamente o que foi falado. Mediador: Bom, é... Vocês alterariam algo na forma que a Metodista transmite o Projeto Rondon por meio de seus alunos e professores? Larissa: Sim. A comunicação podia ser bem melhor. André: Poderia, poderia. Larissa: Eu acho que ficou muito centrado no, no site. E os alunos mesmo, eles não, “num” têm aquele acesso toda hora ao site, sabe? Aquela curiosidade de “ai, vou procurar o Projeto Rondon”. Acho que poderia divulgar em redes sociais, talvez no, em salas mesmo, via mural, que teria uma repercussão bem melhor. Elton: Como eu sou de outra faculdade eu nem sabia que a Metodista tinha esse projeto. Eu fui saber há pouco tempo. Thiago: A divulgação do Projeto Rondon ela é uma divulgação interna, me parece. Porque externamente pelo menos eu nunca tinha visto. André: (em tom exaltado) Na verdade eu vi na “TV” outro dia. Thiago: Você viu? Eu nunca cheguei a ver. André: Assim, eu nunca tinha visto. Foi muito... Thiago: Se você ver você não vai saber, tipo, o que que é, “né”? André: É. Eu só vi no... Não fala de que faculdade que é. Thiago: Sei...


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André: ...que “tá” participando, mas fala do projeto em si. Thiago: No portal Metodista, se você entra na página inicial, tem um pequeno (fala estendido e gesticula em sinal de pequeno com as mãos) ícone do Projeto Rondon ali. A pessoa às vezes vai passar pra ver cursos, alguma coisa ali, vai passar batido. Larissa: Acho que nem e-mail marketing. Acho que eles nem mandam. O básico do básico (faz sinal negativo com a cabeça e careta). André: Eu nunca recebi pelo menos. Caroline: Eu creio que a Metodista, ela falha. Porque assim, ela “tá” aqui pra poder formar pessoas, então ela, ela “tá” aqui pra abrir caminhos e esse caminho no projeto ela não “tá” abrindo. Ela tinha que abrir campanhas, mobilização pra comunidade, entendeu? Porque aí sim ela “ía” “tá” abrindo o caminho pra esses alunos que ela “tá” formando e pra, pra o aprendizado ser completo. Tanto de quem recebe a informação, quanto dos alunos. André: Eu só acho que varia muito do curso. Eu, por exemplo, fiz curso na área de saúde. Pra mim chegou a ser divulgado. É por, só que é pelo SIGA. Desiree: Quase ninguém entra no SIGA. André: Aí ninguém entra no SIGA (fala em tom baixo, risos e gesticula em sinal de dúvida). Mas chega a ser divulgado. Agora que eu lembrei aqui não posso “tá” crucificando a faculdade. A galera divulgou, mas foi no SIGA. Eder: Eu não sei. Realmente não sei quanto à Metodista. Mas, é..., um amigo meu que foi, ele, a divulgação da, da faculdade realmente não é, não é efetiva. Se foi é porque é uma pessoa que se interessa e foi muito atrás pra poder participar. Então eu acho que não tem, tem, tem que ser assim. Eu acho que é, é o projeto, é a faculdade que têm que se interessar. Então assim, parece, acaba aparentando pelo que vocês “tão” falando da Metodista e o que eu sei, parece que não há realmente um grande (entonação) interesse assim, um interesse verdadeiro em “ap” (interrompe), eu querer uma participação mútua, é..., da, do projeto. Talvez é, é só isso mesmo. Talvez interessa quem quer demais ao ponto de se sacrificar pra, de correr atrás, de participar do projeto, “né”? Porque é, é realmente o que vocês “tão” falando. É... Se repete. André concorda com a cabeça.


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Eder: Não. Não é só na Metodista essa falta de comunicação. Parece que até mesmo uma falta de interesse de divulgar o projeto, por mais que vocês estejam fazendo esse trabalho aqui do Projeto Rondon. Pode ser que agora esteja. O panorama esteja mudando. Mas pelo menos até agora, até o momento é, é uma comunicação, uma divulgação falha. Desiree: Bem, eu já fui estudante da Metodista e só fiquei sabendo porque um professor meu, acho que ele participou de um núcleo aqui da Metodista mesmo, e ele sempre foi responsável, acho que por ações sociais. Ele participou e ele divulgou. Foi o único momento. Porque eu acho assim, que não sei, não tenho certeza do que eu “to” falando agora. Acho assim, que a Metodista tem o dia da Universidade Aberta, entre outras coisas. Será que nesse espaço se divulga? Porque assim, que nem ele falou (aponta para Eder), porque ah, uma pessoa que quer, ela tem que correr realmente atrás? Mas qual é a intenção do projeto? Atingir só essas pessoas realmente “qué” ou você quer uma comunicação maior? Quer que isso tenha um efeito maior? Se você pensar só em quem quer, vai ser um número de pessoas. Mas e se eu divulgar nesses meios que a Metodista promove muito? Dia da Universidade Aberta, entre outros? Será que não vai ter uma repercussão maior? Será que não é esse a intenção do projeto? Não é chegar lá às vezes só com si. É muito mais. Tanto que não é só a Metodista que participa, conforme foi falado (olha para André). Tem outras faculdades. Então eu acho assim, , que a comunicação ela é fundamental. Eu como estudante (aponta pra si), eu só fiquei sabendo, desde aluna eu só fiquei sabendo mesmo (entonação) porque o meu professor chegou e ele pegou um pedaço da aula dele. Não eram nem, entendeu? Não estávamos nem dentro do assunto e ele falou “olha, pessoal. Queria compartilhar com vocês as experiências”. E aí ele foi contando. Foi só assim e eu não ouvi mais falar. Gerson: Eu acho que assim, tem uma divulgação, só que ela não chega no aluno. Tem o site, tem, são coisas... O, o método usado não chega no aluno. E, e se o principal ele quer atingir que são os alunos pra participar, tem que ver o jeito que fica, o jeito que vai chegar neles. Tem que esperar eles se adequarem aos métodos lá. Eder: Olha que a faculdade de vocês fica se gabando de comunicação, que é a melhor faculdade de comunicação. André: Chega a ser irônico, “né”? Caroline: É... (risos) Todos riem juntos.


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Larissa: É meio complicado, viu? André: “Caraca”! É verdade. Caroline: Se comunica quando tem que se comunicar. Larissa: É. (faz final com a cabeça de dúvida, razoável) Caroline: Não. Quando tem que se comunicar deveria ser no projeto também, “né”? É. Mas o... Eles têm o marketing bom. Acho que a comunicação não. Mediador: Às vezes, justamente essa falta de comunicação que faz, que fazem as inscrições serem prorrogadas. Caso das últimas inscrições. Se tivessem pessoal suficiente seria necessário isso? (pausa) É... Se vocês tivessem a liberdade de opinar para somar ao Projeto “Ron” (interrompe), ao projeto, porém, dentro do Ministério da Defesa, que é o coordenador do Projeto Rondon, quais seriam essas mudanças? O que considerariam para levar em conta “esse” detalhes? Caroline: Explica. Mediador: Se vocês tivessem com, ter uma opinião, vocês querem que mude alguma coisa no Projeto Rondon? O que que seria? Elton: É difícil falar isso. É que ninguém participou ainda. Larissa: Uhum. Elton: Do projeto em si. Mediador: É... Thiago: Só tem como saber você participando pelo menos. Aí você lá... Larissa: É. Experiências. Thiago: ...vai ver realmente. Ver o que pede, o que precisa... André: Não tem nenhuma experiência. Larissa: Não tem experiência. É complicado. Elton: Tem só em mente assim como é que funciona.


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Caroline: Se fosse pra, pra... André: Talvez da divulgação então. Caroline: Isso, isso! Larissa: É... É... Caroline: O Ministério da Defesa poderia exigir um mínimo de inscrições, por exemplo, assim, o mínimo de inscrições, é..., ou uma mobilização. Eles, eles começaram... Eles tivessem uma forma de focar em, de focar em cada universidade. Como a gente tem várias áreas, eu até que trabalho com “RH”, tem a semana de, a semana de... Eles poderiam ter uma semana em cada faculdade, pelo menos uns dois dias, pra poder, pra poder ter, é..., trabalhar com essa motivação e não esperar só da faculdade, que às vezes falha, muitas vezes não faz a parte dela na comunicação. Mas assim, ela, ela colocar isso dentro da faculdade. Que nem tem pra emprego (gesticula como que contando), tem pra várias coisas na faculdade. Porque eles, eles... O contato direto. Mediador: Cobrando, “né”? Da faculdade? (fala em tom baixo) Caroline: Não na faculdade. Nem tanto da faculdade, cobrando a faculdade, mas assim, esse contato, esse contato direto em projetos, direto com o aluno. Porque assim, aí eles... André: Direto com a grande população? Caroline: Isso! (consente com a cabeça) Porque aí eles teriam um, as inscrições necessárias, porque aí eles teriam pessoas mais dedicadas, pessoas interessadas. É, é... Não aquelas que querem, mas aquelas que se mobilizaram e... André: “Ía” ser difícil, mas “ía” ser bom. Caroline: Mas “ía”, porque assim, as pessoas não conhecem e às vezes é chato falar em projetos. As pessoas acham chato. “Ai, muito chato”. Daí então assim, dentro da faculdade, entendeu? Chamaria mais atenção. Eu acho que eles deveriam ter um contato direto também. Não ter um intermediário só. A faculdade como intermediária. Eder: O interesse é, o projeto é do Governo, não da, das faculdades. Caroline: É...


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Desiree: A faculdade “tá” fazendo uma parceria. Eder: A faculdade “tá” fazendo um favor (entonação). “Tá”, “tá” falando assim, “quem quer participar, participa”, “né”? É, mas de interesse é realmente, é o projeto do Governo, então acho que, já que ninguém foi não tem o que, o que, o que acrescentar o projeto, “né”? Então acho que fica isso, então. Mediador: É... Vocês acham que o Projeto Rondon influencia na formação ética e “cida” (interrompe), cidadã dos participantes? Larissa: Sim (consente com a cabeça). André: Ah... Com certeza. Caroline: Sim. Muito! Mediador: Por quê? Elton: Pela dificuldade de estar num lugar. Você sai do seu ambiente, você “tá” indo lá, você tem que começar a se adaptar, você vê uma vida diferente, você vê as cidades ali... Tipo, você tem... Eder tosse. Elton: ...todos os dias em casa, seu prato de comida lá. Talvez seja mais restrito. Muito menos coisa. Você acaba dando mais valor ao que você tem. Thiago: Eu acho que a pessoa chega lá e conhecer o projeto lá e participar e não acrescentar em nada (balança negativamente a cabeça) na vida pessoal dela, eu acho que é uma pessoa muito insensível. Larissa: É... Caroline: É... (consente com a cabeça) André: É... (consente com a cabeça) Thiago: Pelo que eu conheço do projeto e algo tipo, eu acho muito legal assim a iniciativa. Se a pessoa não conseguir acrescentar nada a isso, o mais simples que seja, eu acredito que realmente essa pessoa precisa procurar...


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André: (interrompe Thiago) Nem “ía” “pro” projeto. Thiago: ...ajuda ou alguma coisa do tipo, porque realmente é uma coisa que mexe, “né”? Pô, é um ser humano. Eu acho que é uma coisa que, que, que agrega muito pra sua vida pessoal, pra participar. Caroline: Agrega. (consente com a cabeça) Ah é. Eu também tenho essa visão. Que ela agrega, isso agrega! Agrega muito à vida da pessoa. Tanto que as pessoas que elas têm um currículo, os universitários que eles têm um “trab” (interrompe), que eles têm trabalhos com o Projeto Rondon, até mesmo contato direto com, com o projeto em outro estado, ele, isso agrega muito no currículo. Isso agrega muito. É... Os valores, entendeu? As pessoas começam a enxergar essa pessoa de forma diferente. Então eu creio que tanto pessoal, quanto esse, essa parte profissional, isso, isso influencia, isso agrega muito. Acho que o projeto é que nem ele falou (aponta para Thiago). Uma pessoa que vai pra lá ou tem um contato, isso não mudou nem um pouquinho (gesticula em sinal de diminutivo) da vida dela, “né”? A pessoa foi porque ela (balança a cabeça negativamente) não tinha o que fazer. André: Status. Caroline: É. Ela foi por... Thiago: Mas eu acho que esse projeto... Desculpa te interromper (aponta para Caroline). Eu acho que esse projeto, esse projeto assim, quem realmente participa, se debanda daqui pra lá (entonação e gesticula) pra participar? Caroline: Isso! Thiago: Aí “tá” um ponto positivo, porque a dificuldade é tanta (entonação), tem que se esforçar tanto pra participar, eu acho que quem realmente participa é quem realmente... Caroline: (interrompe Thiago) Quem quer (consente com a cabeça). Thiago: ...quer. Quem, sabe? “Tá” interessado mesmo. Eu acho que aquele que é “ah, eu fui lá porque eu sei lá, eu sou o cara (gesticula). Eu quero viajar, conhecer outros estados... É porque é isso e acabou”. Acho melhor. Chega na hora o cara vai tirar o corpo fora. Ele não vai ter coragem de largar as coisas aqui pra ir. Eu acho que quem vai, eu dou parabéns pra quem


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tem coragem de largar e ir mesmo. É o cara que quer mesmo conhecer o projeto de alguma forma, entendeu? Caroline: E agrega. Desiree: Eu acredito que agrega. Contribui muito! Porque é uma forma da pessoa ver realmente o que o Governo como a mobilidade. Porque aqui o saneamento básico pode não ser às “mil maravilhas”, mas lá pode ser dez vezes pior (olha para todos e consente com a cabeça). E aí? É uma forma da pessoa olhar tudo isso. E o sistema de saúde? E você imagina o que é uma pessoa que não sabe o que é higiene, o que é ter higiene. Isso serve pra que? Aqui (aponta para si mesma) você não entra em determinados lugares sem o RG e CPF. E uma pessoa que não tem cadastro? Então não existe. E você olhar, imagina. Você falou, a pessoa vai pra outro lugar e ela morre indigente. E aí? Você já se viu nessa situação? Entendeu? Ah, sei lá. Eu acredito que contribui muito. André: Eu sou muito suspeito pra falar porque o outro projeto que eu fui, ele é bem semelhante. Não é o Projeto Rondon. Mas eu queria fugir disso pra ficar focado no Projeto Rondon, pra agora essa, essa entrevista. Mas o que você falou (aponta para Desiree) é bem verdade. A gente chegou lá, a gente foi pra Bahia, e a gente chegou lá, tinha gente que tirava, é..., da mesa deles pra dar pra gente, sabe? Isso é, é muito, sei lá. É muito incomum aqui em São Paulo. Pelo menos eu nunca vi. Muda muito a sua vida e... Desiree: É outra cultura, “né”? André: Não, você... Desiree: Aqui você vai “pro” restaurante, tem toda essa... Aí você chega lá, uma pessoa que nem te conhece vai tirar do seu prato (aponta pra si) pra dar. Thiago: E aí a gente vê a diferença de certos valores, “né”? De cultura de lá pra cá (gesticula) há o pessoal, como ele falou, eu ouço falar de pessoas que vão pra Bahia, pra outros estados e eles são muito (entonação) receptivos, assim, muito receptivos. Aqui em São Paulo mal se dá bom dia um pro outro. Desiree: Não. Thiago: Tem valores que, cara, é difícil de conviver, viu? Caroline: Não dá.


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Elton: É que aqui só pensa em dinheiro e trabalho. Lá o pessoal... Thiago: Eu acho que a organização, assim, as pessoas entram numa rotina tão grande que elas esquecem de certos (gesticula) valores, “né”? E eu acho que o Projeto Rondon também serve pra isso. Pra você às vezes “pô”, dá um estalo, “né”? (estala o dedo) Passa do lado do cara ali (aponta para Elton), “nossa, eu não conheço. Eu não vou falar bom dia pra ele. Não te conheço.”, “né”? Às vezes as coisas tão simples que mudam, “né”? Hábitos, coisas tão simples. E eu acho que esse projeto, além de ajudar as pessoas que “tão” lá, pode ajudar as pessoas que “tão” do lado de cá também. Uma visão melhorada da sociedade em si. Eder: É... O que o Governo quer é formar cidadão, o que a faculdade quer é formar profissional. Porque daí ela tem mais inscrições, tem mais alunos e cresce, “né”? Então o que o “alu” (interrompe), o que a pessoa que vai participar tem que tirar disso, é ela se, é se ter, se desenvolver como ser humano, “né”? Ela vai participar do projeto e, e cair de cabeça e desenvolver como ser humano. E falou de currículo, colocar no currículo, numa entrevista, pra aí sim agregar ao profissional e a faculdade saber orientar o, o aluno quanto a isso. Numa entrevista você passar também que além de um profissional você é um ser humano. Você foi lá e aprendeu isso e aquilo (gesticula) e ajudou as pessoas. Então é, é tentar tirar o humano e o profissional de tudo isso e tentar ser, e tentar tornar o projeto, é..., interessante para ambas as partes. Mediador: É... Então esse... Como vocês acham que esse papel de formação cidadã e ética cabe apenas à instituição de ensino? Só eles que, que têm esse papel de fazer você uma pessoa ética? Eder: Pelo contrário. André: Ah, vem da família. Caroline: Eu acho que pelo contrário. Eder: É o Governo que tem que, que tem que passar isso, “né”? André: Vêm da família também, eu acho. Os valores vêm da família. Gerson: Não. Vêm de todos os lugares que a gente passa. Thiago: A universidade é uma parcela mínima. Eu acho que o Governo deveria investir mais no, na massa (entonação), não da instituição. “Tá”, a universidade sei lá, pega trinta,


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cinquenta (aponta em sinal de contagem), e leva pro Rondon. Ah, legal. Mas e o resto da população? Duzentos milhões, gente! Pelo amor de Deus. Tinha que ter um projeto, talvez o Rondon, talvez não. Podia fazer a expansão do Rondon pra população. Não sei, é... Eder: Difícil, “né”? Thiago: Tem muita universidade. Eu acho que podia ter uma expansão maior. Mediador: É... Vou falar. No Projeto Rondon existem dois eixos. O eixo A e o eixo B. O eixo A, ele é voltado para cultura, direitos humanos, e justiça, direitos humanos e justiça, educação e saúde. O eixo B é voltado pra comunicação, meio ambiente, trabalho, tecnologia e produção. Então vocês acham que a divisão do projeto em eixos A e B para separar algumas áreas específicas é um filtro que favorece o Projeto Rondon como um todo e a quem está sendo impactado por suas ações? O que vocês (gesticula) acham (entonação) disso? André: Do filtro? Mediador: É. Porque é filtrado “pro” projeto “pro” eixo A e B. Thiago: Mas esse filtro é por profissionais qualificados? (gesticula) Como funciona? Mediador: O... André: Acho que é feito justamente pra ajudar, pra ficar. É que você fala do eixo A e B. São coisas distintas. Acho que é válido. É válido. Elton: Esse eixo A e B “é” feito na mesma região? Ou pego uma região, “não, essa região a gente vai aplicar o eixo A”? Mediador: É na mesma região. Elton: Esse é o eixo A, esse é o eixo B, daí? Mediador: Então, o eixo A é mais pra galera que “tá” trabalhando, que estuda na área da saúde. E aí o eixo A, o eixo B seria pra estudantes de comunicação pra poder ir lá. Eles são voltados pra diferentes... (gesticula) Eder: É interessante porque, é interessante porque pelos valores do projeto que “é” trazer, é..., mais saúde e tudo o mais, então eu acredito que o eixo A seja uma coisa mais, mais prática.


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Então vai lá e vai realmente influenciar ativamente no desenvolvimento daquela região. Então é, ãhn, atender, é..., os doentes, os “enfe” (interrompe), os enfermos e fazer os atendimentos lá de odontologia, medicina e etecetera. Então tem um, tem um, um, é..., um contato efetivo (entonação) com a região (gesticula), “né”? Com o que “tá” acontecendo lá. E o eixo B é trazer o desenvolvimento continuado, “né”? Então é levar conhecimento. Então quer dizer, “pro” aluno de, de direito (entonação), ele não vai lá, é..., resolver o processo judicial de alguém. Ele vai informar as leis, quais são os direitos da população. Que é uma coisa que vai se desenvolver ao longo do tempo. Um médico, ele não vai lá ensinar ninguém a fazer uma cirurgia. Ele vai lá e vai fazer alguma coisa pra, pro, pros cidadãos que moram naquela região. Então acho que o eixo A seja um eixo mais ativo (entonação), é..., num curto espaço de tempo. E o eixo B o, uma coisa mais continuada, assim, que vai trazer um desenvolvimento a longo prazo “pro” projeto. Elton: Não seria uma coisa passageira, “né”? “Fui lá, ajudei e acabou”. Depois vai ter que voltar e fazer de novo. O eixo, o eixo B é pra... Eder: É... Caroline: E também... Eder: Acaba sendo assim, “né”? Acaba sendo assim. Caroline: Os dois eixos, assim, o A e o B, eu creio que cada um é o objetivo pra algumas áreas, mas eu creio que assim, o aluno não “tá”. “Tá” indo o aluno, “tá” indo o professor e também eu creio que, que ele pode dar foco, ele pode dar um foco melhor em determinadas áreas. E assim, eu creio que seja dividido por “depar” (interrompe), que não seja só dividido só aluno e professor e que tenha, e que tenha Ministério da Defesa, e que tenha outras áreas que eles acabam instruindo as pessoas certas, entendeu? Não adianta colocar todo mundo, dar a largada e falar “vai, cada um faz a sua parte”. Não. Tem que ter organização. Tem a ajuda do Ministério da Defesa, tem o professor, tem o aluno. Então eu acredito que essa divisão seja pra, pra ser efetivo o trabalho. Pra ser efetivo, é..., que nem ele falou. Pra ser efetivo. E um professor pode trabalhar certos assuntos e o aluno pode agregar o que o Ministério da Defesa “tá” passando, o Ministério da Defesa “tá” instruindo e chegar no beneficiário, é..., a melhor, a medida certa. Não chegar pela metade. É o trabalho completo.


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Gerson: O bom também é que ajuda a organizar o que você vai fazer, você vai trabalhar, com quem, se você precisar de algo você tem que procurar quem. Porque você sabe que o eixo você “tá” com um foco, então se, se você mistura os dois, poxa, “eu sou da área da saúde, só que eu também ‘to’ fazendo a parte de comunicação”. Aí fica meio perdido. Se você separa, você consegue colocar os focos melhor. André: Verdade. Thiago: Tem que lembrar que não é mutirão, “né”? Você faz uma fila, joga um saco de arroz (aponta para o lado) aqui no primeiro e vai passando até o último. André: É mesmo. Larissa: A organização vira bagunça. Thiago: Se você não dividir em eixo vira bagunça. Porque o cara que faz “PP”, ele não vai chegar lá e “deixa eu ver o seu dente, se ‘tá’ tudo bonitinho. Vou te ensinar a escovar os dentes direitinho”. Não faz sentido. Então eu acho que organizar... André: Tem que dividir. Thiago: ...é o ideal. Até “pro” projeto poder abranger mais pessoas. Poder pegar lá desde a saúde bucal da pessoa até a instrução que ele falou (aponta para Eder), de direitos, enfim. Eu acho, eu acho que tem que ter. É uma coisa necessária. Gerson: Também a função, “né”? De cada um. Thiago: Exatamente (consente com a cabeça). Elton: Tem que ser uma coisa organizada, “né”? Não adianta a principal. Ás vezes falta alguma, falta uma coisa lá e não tem. Desiree: Eu acho importante os dois eixos, mas é também a questão da realidade. “Ah, é importante os dois”, vamos lá, se organizar em equipe. Só que “ah, eu chego lá, eles não ‘tão’, a tecnologia não é algo urgente”. Então eu acho que mesmo, se organiza. Só que quando lá você vê que é a saúde, é algo que está em emergência, eu acho que tem que se focalizar naquilo (gesticula). E não “ah, eu vim aqui, eu tenho que fazer isso porque afinal de contas eu sou desse eixo”. “Tá”, eu não sei. Vai ter pessoas “responsável” pra centrar (gesticula) as informações pra lá, “né”? Não que eu cheguei “ah, você é da tecnologia, aí vem (tom de


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ironia), vamos. Faz a sua parte, eu vou fazer a minha”. “Tá”, você vai centralizar no que está precisando mais. Eu acho que é isso aí. Eder: É isso que ela (aponta para Desiree)... E isso... Desiree: Não chegar e incluir só. É com... Eder: ...caracteriza a, o sucesso da divisão em eixo, “né”? Porque é, dá um cara de, que nem ele falou (olha para Thiago), de “PP” e falar de saúde bucal, por exemplo. Não faz sentido, “né”? Então o, isso torna o sucesso da divisão do eixo, “né”? Thiago: É claro. Apesar de todos já saberem, “né”? Todos os envolvidos têm que ter um certo conhecimento geral do que se passa lá, claro (entonação). “Ah, eu vou chegar lá”, que nem ele falou (aponta para Eder), “vou chegar lá (encena, gesticula), vou ensinar isso aqui (gesticula) e acabou e vou fazer só isso”. Você tem que ter conhecimento da sua área. Claro, você “tá” cursando, por exemplo. Mas você também tem que ter conhecimento geral do projeto, do que se passa. Você sabe que o seu colega, ele cursa, ele “tá” fazendo isso. Mas você não manja tanto quanto ele e ele não manja tanto quanto você, do seu curso. Mas tem que ter também aquela, aquela orientação geral do que se está passando. Não é só no seu eixo. A pessoa tem que saber o que está se passando no geral. Mediador: Vocês acreditam que um (sinaliza o numeral 1 com a mão) dos eixos é mais necessário pra elaboração do projeto do que o outro? Da questão de atitude? (gesticula) Caroline: Saúde. André: Talvez saúde pela região. Desiree: Saúde. Thiago: Acho que necessidades básicas... André: É... Thiago: ...acho que a princípio é mais saúde. Eu pelo menos...


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Caroline: Pelas condições que geram as “doen” (interrompe)... Igual a gente fala de saúde, mas as condições adversas igual saneamento básico. Eu acredito que tudo tem a sua importância. André: É. Caroline: Só que assim, é, tem as prioridades. Acredito que eles chegam lá no primeiro dia, desembarcou, colocou lá as prioridades. Eu creio que a saúde, ela fica em primeiro lugar. Thiago: Como dizem, saúde em primeiro lugar. Larissa: É. Thiago: Dependendo da região deve ter, “né”? Uma população mais necessitada de A e outras mais de B, não sei (fala em tom baixo). Mas geralmente, pô, necessidade básica. Alimentação, vestimentas, saúde... Eu acho que isso a princípio é o mais importante. Gerson: É a... É que se a população tiver não adianta ter um outro. Se você... Eder: Exatamente. Thiago: É. Você tem um RG, mas não tem o que comer, cara. Fica difícil. É os dois. Os dois. Caroline, Desiree e Larissa riem. Eder: É. Eu já penso um pouco diferente. Porque a, a situação da região do projeto que, que você vai lá e faz aquela ação naquele momento, é..., aquilo não vai mudar a situação da região. Vai ser algo totalmente, é..., remediável, “né”? E vai voltar! (gesticula, entonação) Vai voltar. Vai ir e vai voltar, vai ir e vai voltar. (gesticula) Porque é crônico, não tem jeito. Então talvez o eixo B trazendo uma solução, tecnológica ou não, mas uma solução a longo prazo, é..., possa fazer que a região acabe se desenvolvendo. O cara olha e fala, “nossa, é realmente isso que eu vou fazer”, acaba evitando, é..., a fazer as pessoas de lá, é..., virarem o jogo na situação deles. Ensinar eles, mostrar o caminho de como eles darem a voltar por cima, “né”? Dessa, dessa situação deles. E não remediar algo que “tá” acontecendo. Porque depois vai voltar (gesticula) e acontecer. Então acho que talvez nesse caso, o eixo B talvez seja mais interessante “pro”, pra uma região que, que não tem uma direção. Thiago: Aí depende de cada região, “né”? Eder: Aham.


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Thiago: Porque como eu tinha falado anteriormente, não é pra eternidade. O projeto ele frisa, é..., não alterar o local, mas sim melhorar dentro dos padrões deles mesmo. Reeducar, fazer com que eles aproveitem mais os recursos próprios, é..., de uma forma melhor. Porque, porque que nem eu fiquei sabendo a respeito que, poxa, no mesmo lugar que lava roupa, lava o frango. Tipo, um negócio absurdo! Larissa: É... André: É. (consente com a cabeça) Thiago: Então precisa de uma orientação. Tipo, saber que aquela água faz isso, essa água faz aquilo. E dentro disso tem todo um processo, “né”? Então é dependendo da região mesmo, o eixo A ou o eixo B é mais importante. Gerson: O B vai ser algo pra educar. Só que assim, a prioridade... Os dois trabalham juntos. A prioridade vai ser o A naquele momento. A partir do momento que você arrumar, o B vai entrar como a ser educado. Thiago: Na verdade eles trabalham juntos. (faz sinal com a cabeça e gesticula) Larissa: É. Trabalham. Elton: Mas os dois são importantes pra aquele momento. Não tem como classificar que um seja mais importante que o outro. Sem um... Mediador: Bom. Vocês já tiveram “algu” (interrompe), alguma curiosidade de saber o que resultou o projeto? Como as pessoas impactadas evoluíram, o que teve? Descobriram se teve alguma, um bom resultado? Desiree: Ai, eu... Caroline: Eu não escutei direito, assim... Mediador: Se vocês já tiveram a curiosidade de saber, é..., no que resultou o Projeto Rondon (gesticula) na, na região. Ficar sabendo o que que veio... Elton: Já, mas não achei nada. André: Eu “tive” entrando no site, mas eu achei meio confuso. Mas eu cheguei a entrar no site.


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Larissa: Podia ter uma divulgação melhor, “né”? O resultado, o que foi, no site. Tem pouca coisa, “né”? Thiago: Você vê algumas fotos de, dos soldados com crianças, alguns projetos ali de saúde bucal, escovando o dente e tal... Elton: Pessoas contando... Mediador: É. Precisa pedir tudo. Então, é, vocês acreditam quais as mudanças que tiveram, assim, pelo menos que vocês imaginam? André: Acho que saneamento básico. Porque antes não tinha nenhum e agora é o básico. Todos riem ao mesmo tempo. Caroline: Eu acho que eu creio (aponta para si mesma) que assim, aquilo que “tava” ruim, não deu pra um mês, dois meses, fica, fica melhorado. Eu acho que assim, é mais na educação, a mobilização. Acho que a cabeça daquela pessoa que ela recebe ajuda, não é só ajuda, até ela sabe, “olha, você ‘tá’ aqui hoje, você ‘tá’ me ajudando, mas amanhã não vai ter. Mas agora eu sei como lutar pra mim poder melhorar a minha situação”. Eu creio que é mais a educação mesmo. Essa, essa parte de informação que, que é o efetivo (gesticula). Porque assim, eu (aponta para si mesma) nunca vi, é, na divulgação de resultados. Eu ouço assim, o ingresso, a forma de participar, como chegar lá. Mas assim, ninguém dando depoimento da outra parte, do que aconteceu. Um efetivo ou até depois de um tempo voltar lá pra saber o que “tá” “aconte” (interrompe), como “tá” hoje, entendeu? Eu não vi. (negativa com a cabeça) Thiago: Acho que independente ninguém “tá” indo lá pra pavimentar rua, fazer serviço de encanar, enfim. É um projeto voltado pra conscientização cultural primeiramente, pra que eles tentem manter e consigam de certa forma, com recursos próprios, terem benefícios. Eu acredito que o Rondon de certa forma sim, consegue beneficiar a população. Caroline: Sim... Thiago: Ninguém “tá” fazendo caridade, ninguém “tá” fazendo obra, colocando poste lá com luz... Mas é mais a parte cultural mesmo, “né”? Mais humana (gesticula). Não obra civil. Nada disso.


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Desiree: Eu já, “né”? Como eu já falei, eu recebi e o professor contou um fato que a gente achou muito curioso. Porque ele falou que foi na casa de uma mulher que ela “tava” a perna doente fazia muito tempo (estala os dedos), e ele foi conversar com ela, tudo, e ela falou assim. E ele, a perna dela “tava” assim em uma situação grave (gesticula), que ela tinha que procurar um médico, mas ele não entrou em detalhes, como que é essa questão do médico. E ela falou pra ele, olha, pra você ver a mentalidade da pessoa. E ela falou pra ele que ela era de uma determinada igreja, que ela acreditava que Deus “ía” curar ela. E ele, acho que era pastor, e ele pegou e falou assim pra ela, “olha, é, eu respeito a sua religião, respeito a sua crença, que você acredita em Deus, mas hoje, ‘tá’, você acredita em Deus, mas sua perna, se você não procurar um médico, uma pessoa especializada, ela não vai se curar, Deus não vai descer. Não” (gesticula). Ele falou que ele “teve” toda essa conversa com ela. A única coisa que eu sei é a respeito disso. Ele falou assim, que deu trabalho, porque ela... André: Mas ela foi atrás? Desiree: Então, ele, ele falou que conversou com ela e conseguiu que ela fosse atrás de um médico. Mas ele falou que foi assim, uma coisa de persistir (gesticula) mesmo. André: Ele chegou com cuidado. Desiree: Ela falava que... Ele falou que ela era de idade. Que assim, a situação da perna dela era grave, porque aonde ela morava era difícil de chegar mesmo. Assim, o local mesmo. A casa dela era numa situação muito delicada. Ele falou que assim, ela falava diversas vezes “Deus vais me curar”. Aí... André: Então. Acho que assim... Desiree: Aí ele falou que conseguiu convencer ela de ir “pro” médico, mas a situação não era nada favorável. André: Ele podia ter chegado e falado assim, “é Deus que ‘tá’ mandando eu te ajudar”. Aí ela aceitava. Caroline, Desiree, Larissa e mediador riem ao mesmo tempo. André: Não. Não é desumano. Caroline: Mas assim...


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Thiago: Não. Porque de certa forma você “tá” ajudando, “né”? Pode dar certo, mas aí você “tá” manipulando. André: Ah... Desiree: Acho que... Eder: Nada é por acaso, mas faz sentido. Todos riem ao mesmo tempo. André: Falando assim parece ser muito cruel. Eder: Faz sentido. Caroline: Mas isso aqui em São Paulo. Aqui em São Paulo... Thiago: Não. Faz sentido. Faz todo sentido... André: Eu não posso ajudar, mas Deus desceu... Thiago: ...no Projeto Rondon. Caroline: Eu vi um caso assim, a situação não, a situação “num” ajudava, mas eu creio que aqui é, é complicado falar quando você fala de crenças ou quando você julga a fé de uma pessoa. Mas assim, aqui (gesticula) em São Paulo, com tanta informação, ainda existe, existem casos assim. Então... André: Não tem como. Caroline: É complicado. Eu acho que até a resistência dela também, pela dificuldade de poder chegar nisso. Eu não sei a situação que tem lá. Thiago: A religião munido às vezes a, a falta de médico lá na região... Caroline: Ajuda. Thiago: É complicado. A pessoa tem que apelar pra fé porque ela vai fazer o que? Não tem nada. Larissa: É... André, Caroline, Desiree e Larissa riem ao mesmo tempo.


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Eder: E é aí que entra os universitários do Projeto Rondon, “né”? É pra esse tipo de informação mesmo. Thiago: Até pra poder colher informações da região pra sei lá, pro Governo, das áreas. Projeto Rondon, beleza! Mas também falta aquela parte. Precisa de estrutura e a pessoa tiver cultura. Não, “que eu sou um cidadão. Ah, beleza. Eu devo fazer isso e aquilo, isso e aquilo” (gesticula). Mas e aí? Cadê os recursos? Não tem. Tem que partir desse ponto de vista também. Gerson: Nesse caso mexe no que ela acreditava. Só que assim, independente do que ela acreditava ou não, tem que considerar o que tem que fazer por causa da situação que ela “tava”. Da onde você “tá” tirando, tirando algo dela? Só acrescentando informações antes. Desiree: Porque depois pode “ah, a mulher morreu porque ela acreditava em milagre”. Caroline: “E ninguém fez nada pra mudar isso?”. Desiree: “Ai, eu não fiz nada porque era a religião dela”? Não é isso. Acontece. Não que, “ai, você não tem que acreditar”, mas acho que você tem que orientar. Thiago: Porque aí de repente ela fala, “vai, concordo em ir ao médico”. Caroline: “Fez a sua parte. Deus vai fazer a dele.”. Desiree: “Tá, então vamos ver uma pessoa?”. É... André: Deixou isso virar debate. (risos) Mediador: Enfim (levanta a mão). Bom, é... Você acreditam que a participação dos jovens pode resultar em algum desastre (faz sinal de aspas com os dedos) no Projeto Rondon e nas estratégias escolhidas pelos grupos participantes? André: Ah, acho que depende da faixa etária. Acho que... Elton: Acho que depende da faixa etária. Acho que é mais da organização deles. Se escolher uma pessoa errada... (gesticula) André: É. Eu acho que... Caroline: É a maturidade. Eu acho que a pessoa que, que tem que ir pra lá, ela tem vontade, ela quer viver o novo, ela quer ajudar, mas ela tem que ter a maturidade. Ela tem que ter a...


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Como eu posso dizer? (pausa para pensar) Ela tem que julgar se é necessário ela colocar determinados assuntos, situações, ou se ela “tá” sendo precipitada da forma que ela quer ajudar. André: Tipo excesso de boa vontade, “né”? Porque ajudar demais atrapalha. Caroline: Isso! E também eu acho assim, o jovem ele é mais disposto. Às vezes, quando a gente chega “numa” certa idade da vida, a gente, a gente perde aquela... Desiree: Se restringe. Caroline: Se restringe! Umas atitudes que o jovem tem ali, é, essa parte ajuda. Nessa parte que o jovem ele tem mais disposição. Mas em certas horas a precipitação, assim, ela atrapalha. Eder: Aí entra o papel do professor, “né”? Que normalmente é mais experiente e pode, e pode tocar (gesticula) esses alunos mais jovens e tal. Instruir, “né”? Acho que a instrução desses pra que não seja um desastre, é instruir corretamente, é falar “oh, você está indo pra lugar X, que é assim, assim assado e você não deve fazer isso, isso e aquilo”. Acho que também há uma certa ignorância de quem “tá” indo, “né”? Então ela tem que ser suprida. Senão realmente vai ser um desastre. André: “Né”? Mediador: Quais os perfis ou critérios que acham que deveriam ser estabelecidos nas “sele” (interrompe), nas seleções de participantes voluntários para não correr muitos riscos? André: Nossa! (risos) Larissa: Nossa! (risos) Caroline: Essa daí é pior que as outras. (risos) Elton: Primeiro a vontade. A vontade de querer participar então. Acho que é essencial. Caroline: Com... Eu acho que tem avaliação. André: Não tem como você quantificar quanto de caráter que a pessoa tem, por exemplo. Caroline: Não. É.


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Desiree: Não dá pra ver essa questão de caráter, mas assim. É... Eder: O que você vai utilizar indo pra lá, “né”? Caroline: Condições físicas. Desiree: Exatamente (olha para Caroline). Mas assim, que nem ela falou, vai. Acho que um dos critérios é você pegar, é, acho que, que você tem um dos critérios, é você selecionar vários maiores de dezoito, entre dezoito e vinte e cinco, mas aí você vai pegar também, acho que a questão econômica (gesticula). Envolve muito também, sabe? Não chegar assim, “ai, olha, vai, filhinho de papai”. André: Diferença de classe. Desiree: Não. É... Olha, vai colocar uma pessoa com... André: É. Larissa: Chega com chapinha, bater perna... André: Sem preconceito, mas eu acho que você tem razão. Thiago: Cadê a tomada pra chapinha? Larissa: Isso! Aham. Desiree: Esse daí pode ter a mentalidade de chegar lá “esculhambando” (gesticula). Thiago: Não sei se eles aceitam no processo seletivo do Rondon. André: É verdade. Thiago: Pelo que eu fiquei sabendo, você tem que ser o que? Você tem que ser mais humilde, tem que ser mais “boy”, tem que ser o que? Tem que instruir. André: Mais “boy”... (risos) Desiree: Acho que tem que mesclar (gesticula). Acho que tem que mesclar isso daí. André: Vai ter a prova? Caroline: Mas assim, mas e a condição?


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Thiago: Teste psicológico. Não sei. Caroline: Eu acho que assim, é muito importante você sair daqui e se dispor pra ajudar alguém. Que nem você sair daqui e ir fazer uma viagem, qualquer coisa assim. Você tem que ter condição. Não adianta você pegar e sair daqui pra você passar mal. É... O cara, o cara lá, você “tá” doente, “tá” morrendo e você fala “ele ‘tá’ pior, ‘tá’?”. Desiree: Você não vai dar segurança nenhuma. Larissa: É, é... André: Avaliação médica. Caroline: Você tem que ter condições físicas. Uma avaliação médica, física, pra saber se tem condição. Desiree: Por isso que eu acho. Tem que fazer um, sabe? Fazer entrevista, fazer entrevista. André: Depende da onde você vai. Eu acho que entrevista é mínimo, “né”? Desiree: Consultar, essas coisas. Porque senão, a pessoa vai saber o histórico e a pessoa “aí, meu vô morreu”. Eder: Cedo. Desiree: Sabe? Com alguma coisa. Aí vai chegar lá a pessoa piora. Caroline: Alérgico... Mediador: Vocês acham que deveria expandir o público participante ali de universitários, docentes, pessoas? Desiree: Com certeza. André: Ah, eu não sei. Caroline: Com certeza. Larissa: Sim. Elton: Existe muita pessoa por fora ali, que tem a vontade de ajudar. Quer ajudar, mas não sabe como.


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Eder: Tem muita gente. Velho, novo, criança, jovem, que pode ajudar diversas regiões. É questão de estudar a necessidade da região e qual a possibilidade da pessoa. Do perfil daquela pessoa ajudar aquela região, entendeu? Se houvesse uma troca (gesticula), é..., dos, das qualidades das pessoas daqui pra passar pra lá, com certeza eu acredito que a situação melhoraria muito, sabe? Não seria necessário nenhum tipo de investimento muito alto, “né”? Simplesmente o conhecimento de pessoas que vivem aqui e sabe, e sabe sobreviver a essa, essa sociedade. André: Mega metas. Eder: É. Essa socialização total. Passar o conhecimento pra eles. Eu, na minha opinião, tem que, tem que expandir. André: Eles escolhem universitários porque é a fatia mais fácil, “né”? Porque teoricamente são os formadores de opinião e os que “tão”, tem condições, se a gente for ver o eixo A e B... (gesticula) Desiree: Mas aí fica muito restrito. Eder: Tem que ter o objetivo contrário, “né”? Ajudar lá e ajudar aqui (gesticula). Ajudar você a se transformar “num” ser humano. Caroline: Mas eu creio que tinha que abrir mesmo. Porque até mesmo um ex-formando, depois de uma bate papo desse aqui... Eder espirra. Caroline: ...é, dá “mó” vontade de sair daqui e falar, “ah, aonde eu vou dar meu nome porque eu quero ir? Vou pegar minhas férias, eu tenho condições agora de ir, eu tenho tempo. Aonde eu vou?”. “Ah, você não pode.”. Assim, os ex-formandos até às vezes, até você se dar conta daquilo que seria necessário pra sua vida ou até pra ajudar alguém, você já passou. Então ali você fica restrito até o último ano de faculdade. Acabou, acabou. E se formou, não vai mais. Eder: É. A pessoa quer ajudar e não pode? Larissa: É.


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Caroline: Eu acho também que. Eu creio que assim, pra faculdade, eles colocarem isso na faculdade, seria por quê? Porque eles teriam que montar uma entidade, um órgão que seleciona a... Eder espirra. Caroline: Eles têm a faculdade. A faculdade seleciona, monta equipe e em conjunto com eles manda. Mas assim “ah, todo mundo pode”. E aí? Todo mundo vai bater na porta da... André: É. E aí como faz? Thiago: Aí a faculdade faz o intermédio. Agora você captar população, gente formada pra fazer... Caroline: “Faz a fila aí (gesticula). Indiana. Um atrás do outro.”. Tem que ter um órgão necessário. Thiago: Tem que ter uma baita estrutura pra fazer. Eder: Pode fazer parceria acho que com as próprias faculdades que já têm o projeto com os alunos e iniciar, iniciar essa ampliação de público com uma porcentagem de público externo, aí vai aumentando gradativamente. Caroline: Fica a sugestão, “né”? Fica a sugestão pra isso. Eder: Fica a dica. Elton: Pra pessoal externo. Eder: É. Faz uma coisa pequena e vai ampliando. Thiago: Regional, “né”? Eder: É. Região, por exemplo, Rudge Ramos. Aqui onde tem a Metodista. Faz uma ação pra regional participar. Daí o pessoal acompanha e faz tudo o que tem que fazer. Thiago: Quem pode cuidar disso aí é a prefeitura, subprefeitura, não sei. Eder: Geralmente. Caroline: E às vezes não tem pessoas necessárias, “né”? Pra poder fechar um quadro pra ir pra lá.


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Thiago: A gente tem, mas falta incentivo. Eder: É... Caroline: Então, mas a faculdade às vezes não tem a equipe necessária pra isso e muitas vezes eles prorrogam até pra poder levando isso pra lá. Só que se entrasse a população. Quantas faculdades a gente tem? Então eu creio que com todas as faculdades que a gente tem daria pra eu ir, o meu amigo ir, eu conscientizar um parente e essa mobilização com cada faculdade local. Mediador: É. Como uma universidade consegue destaque neste tipo de projeto, mesmo ele sendo executando internamente? Eder: Olha a, é... Assim, toda empresa, e a faculdade não deixa de ser uma empresa, é, todas as empresas hoje no mercado, elas tentam agregar valor a ela através de incentivos sociais, é, sabe? Produtos sustentáveis e tudo mais e ok. “Pro” lado disso ser comercial, é, seria lado negro da coisa, é, beleza. Eles querem agregar valor à marca deles pra poder fazer o, o projeto social valer, render alguma coisa pra eles, “né”? Talvez a faculdade, se ela, ela tentasse ajudar mais, “né”? De uma forma mais efetiva, que a gente já voltou em comunicação e tal, ela pudesse, é, se destacar, além dos seus próprios atributos acadêmicos. Ter também com o projeto social o destaque, além de todos os atributos (gesticula). A Metodista tem lá, melhor faculdade de comunicação e tal pela revista Exame lá. “Tá” em todo lugar e isso todo mundo cansa de saber, “né”? Também a faculdade que mais faz ações sociais, enfim. Vai “tá” ajudando, se ajudando e ajudando aí as pessoas, etecetera. Mediador: E vocês acreditam que a Universidade Metodista poderia aprimorar o desenvolvimento do Projeto Rondon dentro da Universidade? De que forma, de que forma isso poderia ser feito? Eder: Essa daí ficou repetitiva, “né”? Caroline: É. Essa daí é aquela coisa, “como que ela poderia fazer?”. Abrindo as portas, fazend projetos pra comunidade. É o que agente falou anteriormente, assim. André: A gente não falou do projeto. Caroline: Isso, mas eu acho que ela poderia fazer, fazer mais na comunicação, que aí volta todas as perguntas anteriores que eles deixam a desejar, “né”?


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Mediador: É isso, gente. Muito obrigada! Agradeço a presença de vocês.

Projeto Integrado 4º semestre  

No Projeto Integrado do 4º semestre do curso de relações públicas da Universidade Metodista de São Paulo em 2012, tínhamos como tema "O prof...

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