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5º Temporada saiba o que nos espera

DEXTER: HERÓI DISFARÇADO DE VILÃO OU VILÃO MASCARADO DE HERÓI?

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Seas n Nº5 julho/agosto de 2008

http://miani.webs.com

O EXPERIMENTO DHARMA

EXCLUSIVO

Carlos Alexandre Monteiro nos conta sobre sua experiência única na Comic-Con


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Seas n FUNDADOR E PRODUTOR GERAL JANSSEN BARUFE MIANE NABARRO DIRETOR GERAL VICTOR DARMO DESIGN JANSSEN BARUFE MIANE NABARRO JADER MIANE NABARRO PUBLICIDADE DANIEL AUGUSTO SILVA VARELLA COLUNISTAS ANGENOR SANTOS CAIO WERNER CAROL COUTO LUANA CAROLINA COSTA COELHO EDUARDO LUIZ GUEDES MARCUS VINÍCIUS DE MORAIS SOUSA MARCUS ALMEIDA DE SOUSA TIELE NAKAMURA THIAGO BASTOS THIAGO DE SOUZA LIMA VAGNER WOJCICKOSKI VICTOR DARMO REVISÃO FINAL MARCUS VINÍCIUS DE MORAIS SOUSA TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO THIAGO DE SOUZA LIMA COLABORADORES DANIELLE M. FÁBIO HOFNIK TATIANE STORCH

[Bem Vindo] Bem vindos viajantes dos mares do sul. Estamos com novidades, a partir desta edição começaremos a abordar outros seriados com objetivo de atingir outros públicos, então fiquem ligados, seu seriado preferidos pode estar em nossas páginas brevemente. É incrível tentar entender a filosofia e psicologia com que Lost trabalha: tentamos entender, estamos ainda mais confusos e com teorias mirabolantes rondando o nosso consciente compulsivo. Qual a relevância de tantos nomes conhecidos e famosos? Podemos usar dessas dicas para tentar entender a complexidade de alguns personagens e até a própria filosofia de vida dos produtores? Bem, isso, aos poucos, irá ser descoberto com o desenrolar das temporadas que ainda restam, mas não estamos alheios à necessidade de grandes descobertas que culminariam em um espetáculo ainda maior de possibilidades. Infelizmente a urgência de respostas pode levar a formulação de roteiros desastrosos e inviáveis que nem de perto podem chegar a explicar alguma coisa. Nesta edição tentaremos desvendar os mistérios por trás de simples nomes com grandes personalidades: O que foi o experimento Dharma? Psicologia? Parapsicologia? Experiências físicas, químicas, meteorológicas ou relacionamento humano? Enfim, de algumas coisas ainda não temos certeza, mas isso não nos impede de buscar conclusões sérias e sóbrias. É justamente o que buscaremos para atingir o consciente 'oculto' de vocês, leitores. Grande abraço a todos.

APOIO DUDE WE ARE LOST LOST ESCOTILHA BRASIL FORA DE SÉRIE QUER CAFÉ PORTAL LOST BRASIL ISFREEPOP DARKUFO

Janssen Barufe Miane Nabarro janssen_ogro@hotmail.com


FICHA DOS PERSONAGENS

5 ON

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2 AI

EDITORIAL

Conheça um pouco mais sobre a vida dos ‘confinados’

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ENTREVISTA SEASON

Carlos Alexandre Monteiro fala sobre o blog Lost in Lost e comenta sua visita à feira ComicCon.

MIKHAIL BAKUNIN Alguns chegaram a pensar que ele era imortal, afinal, qual seu propósito na estação de comunicação da ilha?

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A HORA DO ROMANCE

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Kate e Sawyer, como ficará esse romance ‘proibido’

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13 MURAL SEASON Novidades, notícias, correções, premiações, perturbações, enfim, tudo

FILOSOFIA DOS NOMES Os nomes não são escolhidos por acaso, descubra a importância de cada um na sua respectiva

personalidade

14 DEXTER Saiba o quão compenetrado pode ser um serial killer e conheça sua mente ritualística


Dharma

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A Flecha

39 Um lugar chamado Mistério

5º TEMPORADA, SAIBA O QUE VAI ROLAR

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20 VILÃO HERÓICO

Um dos ‘vilões’ mais queridos e requisitados da TV

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Ela suportará a sua perda?


>>Ficha Personagens

MICHELLE RODRIGUEZ [ANA-LUCIA CORTEZ ]

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na Lucia Cortez era uma ex-policial que esteve na parte de trás do vôo 815 quando ele caiu. Ela tomou a liderança do grupo e os levou em uma viagem através da ilha, reunindo-os com o resto dos sobreviventes. Ana era conhecida por ser muito fria e seu passado como policial ajudou em sua liderança. AnaLucia esteve na ilha por 65 dias antes de levar tiros e ser morta por Michael. O membro mais importante e que morreu mais cedo do Time T. Ana Lucia Cortez trabalhava no Departamento de Polícia de Los Angeles com seu parceiro Big Mike. Pouco se sabe sobre seus relacionamentos, mas possivelmente teve um namorado chamado Danny. Jason McCormack Numa ocorrência de roubo, Ana levou um tiro. Mas estava grávida e acabou sofrendo um aborto. Depois de quatro meses de afastamento, Ana voltou para o trabalho à contra gosto de Teresa Cortez, sua comandante e também sua mãe. O criminoso que atirou em Ana foi capturado e quando lhe pediram que fizesse o reconhecimento, ela mentiu, dizendo que Jason McCormack não era o homem que a atingiu. Ana seguiu Jason até um bar e atirou nele seis vezes, matando-o depois de dizer que estava grávida. Ana Lucia deixou o trabalho no dia seguinte, depois de ser confrontada por sua mãe que suspeitava dela ao saber da morte de Jason. Segurança de Christian, como Sarah Então ela conseguiu um emprego de segurança no aeroporto de Los Angeles e lá ela conheceu

Christian Shephard no bar. Ele a convidou para acompanhá-lo até Sydney como sua guarda-costas. Ela aceitou, pensando que poderia fugir de seus problemas. Eles usaram nomes falsos. Ana chamava Christian de “Tom” e ele a chamava de “Sarah” (talvez em referência a sua nora Sarah Shephard) Em Sydney, Ana viu Christian bêbado brigando com Lindsey, uma mulher que aparentemente queria mantê-lo longe de sua filha. Desapontada com suas ações, Ana Lucia levou Christian até um bar (onde ele conheceu Sawyer) e foi embora. De volta ao aeroporto de Sydney, Ana ligou para sua mãe, dizendo que tinha tentado fugir, mas que naquele momento queria voltar para casa. Depois de várias palavras de conforto da mãe, Ana chorou e pediu para encontrá-la no aeroporto dizendo que estaria no vôo 815 da Oceanic. Ana escutou Jack Shephard falando no balcão de informações da Oceanic e começou a conversar com ele no bar do aeroporto. Eles planejaram se encontrar no avião e Ana disse a ele que estaria sentada na poltrona 42F, no fundo do avião. Ela apoiou Jack em sua perda, nunca imaginando que o pai dele era Christian. Ana Lucia se lembrava de uma coisa pesada atingindo sua cabeça e fazendo-a desmaiar; de estar debaixo d'água e de nadar até a costa. Depois de cair no mar, como outros sobreviventes, ajudou os feridos a chegarem até a costa. Ela prometeu a Emma que ela voltaria para sua casa e para seus pais. Em sua primeira noite na Ilha, o grupo foi atacado pelos Outros, e Ana começou a ficar muito preocupada com aquela situação. Quando os Outros atacaram de novo, uma semana depois, Ana matou um deles, encontrando uma lista com os nomes de todos que foram levados, incluindo as crianças. Suspeitando que havia um espião entre eles, Ana se tornou a líder não oficial dos sobreviventes da parte da cauda do avião, organizando-os para que saíssem da praia em direção à selva, onde poderiam se esconder melhor. Tendo muitas suspeitas sobre um dos sobreviventes, Nathan, Ana o colocou numa armadilha que fez e planejava torturá-lo até que ele revelasse onde estavam, as crianças. Goodwin matou Nathan e Ana

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decidiu mudar o grupo de lugar, acreditando que Nathan havia fugido e que a localização dos sobreviventes estaria comprometida. Entrando mata adentro, o grupo descobriu a estação Flecha e montou acampamento lá. Ana Lucia logo percebeu que Goodwin era o espião e depois de uma briga, ela o matou. Antes de seu corpo ser encontrado, Ana apareceu no sonho de Eko, dizendo que ele devia “ajudar Jonh”. ("?") Quando foi encontrada, já estava morta e foi enterrada ao lado de Libby no cemitério. Após o Resgate dos 6 da Oceanic, seguindo sua prisão pelo Departamento de Polícia de Los Angeles, Hurley foi interrogado pelo ex-parceiro de Ana, Mike Walton, que contou a ele que alguém que ele conhecia estava no mesmo avião que Hurley. Ele descreve Ana como sendo maravilhosa com cabelos pretos e pergunta se Hurley a conheceu. Ele mente e diz que nunca a conheceu já que todo mundo pensa que apenas os Oceanic Six e mais duas pessoas sobreviveram a queda do avião.

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ichael Dawson é um dos sobreviventes da parte intermediária do vôo 815. É o terceiro membro original do Time B. Ele teve problemas com seu filho, Walt, mas os dois se acertaram com a convivência na ilha. Após o seqüestro de Walt pelos Outros, Michael se arriscou em uma tentativa de resgate, mas foi capturado também. Ele matou Ana Lucia e Libby para conseguir libertar Ben Linus do cativeiro, o que causou a captura de Jack, Sawyer e Kate. Após deixar a Ilha em um barco a motor com Walt, Michael voltou para Manhattan. Tomado de culpa pelo assassinato de Libby e Ana Lucia, Michael tenta se matar jogando seu carro contra uma parede. Michael acorda em um hospital e Libby entra, contudo, aquilo não passa de um sonho. Michael acorda novamente e uma enfermeira entra no quarto, se oferecendo para chamar Walt, cujo nome estava em um bilhete preso à camisa de Michael, endereçado a Walt. Algum tempo depois, Michael vai até a casa de sua mãe, que está tomando conta de Walt. Sua mãe diz que não entende como eles conseguiram sobreviver a um desastre aéreo dois meses atrás, e como chegaram ao continente. Ela também não entende o porquê de Walt estar tão entristecido. Michael deixa sua mãe e segue até uma loja de penhores, onde vende o relógio que Jin lhe havia dado em troca de uma arma. No beco atrás da loja, ele se prepara para cometer suicídio quando Tom o impede, dizendo que Michael tem um trabalho a fazer. Neste momento, Tom percebe que a razão pela qual Walt não quer mais ver o pai se deve ao fato de Michael ter contado ao filho sobre o assassinato de Libby e Ana Lucia. Tom também diz a Michael que não importa o que ele faça, a "ilha" não o deixará se matar. Michael volta a seu quarto de hotel, onde tenta dar um tiro na cabeça, mas a arma não dispara, apesar de estar carregada. De repente, na televisão surge a notícia de que os destroços do vôo Oceanic 815 foram encontrados no fundo de uma vala no oceano, e que todos os passageiros estão mortos. Michael então vai até o quarto de hotel de Tom, que está acompanhado de outro homem, supostamente um amante. Tom diz a Michael que ele irá se disfarçar como um ajudante chamado Kevin Johnson a bordo de um cargueiro patrocinado por Charles Widmore, que partirá de Fiji.

HAROLD PERRINEAU [MICHAEL DAWSON]

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Michael chega a Fiji e encontra Minkowski, Naomi e Miles quando embarca no cargueiro. Assim que entra no barco, percebe uma caixa com seu nome o esperando, e recebe uma última ligação de Tom antes de iniciar sua "missão". Já navegando, conhece Frank Lapidus que diz que o naufrágio do Oceanic 815 é uma fraude. Mais tarde, vê alguns tripulantes do cargueiro praticando tiro ao alvo com armas automáticas, e os questiona, dizendo: "Pensei que esta era uma missão de resgate". Os tripulantes fazem pouco caso e continuam atirando. Mais tarde, em seu quarto, abre a caixa que lhe havia sido endereçada, e descobre uma pasta contendo explosivos. Michael então leva a pasta até a sala das máquinas do cargueiro e se prepara para ativar o contador, quando Libby aparece dizendo para Michael não fazer aquilo. Michael ignora a aparição e insere o código de acionamento, só que os explosivos não detonam. No lugar de uma explosão, surge um bilhete onde se lê: "AINDA NÃO". Algum tempo depois, Michael é chamado por Minkowski, que diz que ele tem uma ligação do continente. Michael replica, dizendo que ninguém sabe que ele está ali, mas Minkowski insiste, e diz que quem está ligando é alguém chamado Walt. Sozinho na sala de rádio, Michael descobre que na verdade é Ben quem está ligando da ilha. Ben então lhe diz para permanecer a bordo e desabilitar o rádio e depois a sala das máquinas, explicando que alguns dos tripulantes do cargueiro são inocentes e que ele, Ben, não mata inocentes mesmo estando em guerra, ao contrário de Charles Widmore. Desmond e Sayid são levados até uma nova sala por Ray, o médico do cargueiro. Ele abre a porta da sala e Sayid percebe várias baratas e uma mancha de sangue na parede. Ray reclama que isso já deveria ter sido tirado e chama o faxineiro Kevin para limpar. Kevin diz que não pode agora, mas Ray o manda limpar. Kevin começa a andar pelo corredor e quando seu rosto sai das sombras, Desmond e Sayid o reconhecem como sendo Michael. Michael se introduz como sendo Kevin Johnson e cumprimenta Sayid e Desmond, que por sua vez, mantém a postura apesar de estarem muito confusos. Depois dois homens tentam deixar o barco, e o Capitão Gault surra os dois e diz que está tentando "salvar" todos do barco do mesmo destino de Minkowski e Brandon. Ele manda que Michael limpe a sujeira. Todos deixam o local, e Sayid pergunta porque

Michael está no barco, ele responde que está lá para morrer. Sayid e Desmond descobrem mais tarde que Michael está na sala de motores, e vão falar com ele, que está acompanhado. Sayid diz que o capitão os mandou para ajudar, e o companheiro de Michael sai da sala. Michael diz que eles não deveriam estar ali. Sayid o agarra, Michael diz que ele não entenderia, Sayid diz que entenderia perfeitamente e ordena que ele conte como foi parar no Cargueiro. Michael conta tudo que foi visto nos flashbacks a Sayid e Desmond. Sayid pergunta se ele está trabalhando para Ben, Michael confirma, e Sayid o domina com uma chave de braço, levando-o para a sala do capitão. Lá, Sayid diz a Gault: "Esse homem não é quem você pensa. Ele era um passageiro do vôo 815. Passei dois meses com ele, quando ele nos traiu. Ele que sabotou sua sala de rádio, destruiu os motores e seu nome não é Kevin Johnson. É Michael Dawson, e ele é um traidor". Quando Keamy retorna ao cargueiro com os mercenários feridos seguindo-se ao ataque às Barracas, ele questiona se Gault seria quem passou informações suas a Ben. Gault o leva para ver Michael, que havia sido mantido preso após ser delatado por Sayid. Quando Michael admite ter passado a Ben as informações, Keamy tenta matá-lo, apertando o gatilho da arma por diversas vezes. Então, ele deixa Michael inconsciente. Depois, Frank Lapidus vem para libertar Michael. Eles discutem rapidamente, com Michael insistindo que Keamy mataria todo mundo na Ilha. Logo, Michael é levado para o maquinário do cargueiro. Depois de Jin, e Dan chegarem ao navio, Desmond informa Michael que o motor está consertado. Ele, então, tenta se explicar para Sun e Jin, tentando dizer que não está trabalhando para o Ben. Então, Desmond o chama, tendo descoberto um grande depósito de C-4 na sala de comunicações. Enquanto tenta impedir a explosão, Michael percebe que eles terão que congelar a bateria com nitrogênio líquido. Infelizmente, só há um cilindro da substância disponível. Michael atrasa a detonação ao congelar a bateria conectada ao C-4, mas é incapaz de adiá-la indefinidamente em razão do equipamento de Keamy e da morte do mesmo. Enquanto o tempo se aproxima do momento da explosão, Michael convence Desmond e Jin a deixar a sala de comunicação. Logo depois que Jin parte relutante, Christian Shephard aparece para Michael, dizendo-lhe que ele pode "ir

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agora". ("Meet Kevin Johnson") (em referência ao fato de a Ilha manter Michael vivo). Michael ao ver Christian, uma pessoa desconhecida para ele, pergunta "Quem é você?". O cargueiro explode, matando Michael.

MALCOLM DAVID KELLEY [WALT LLOYD]

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alter "Walt" Lloyd é um dos sobreviventes da parte intermediária do vôo 815. Ele foi chamado de "especial" várias vezes e por diferentes pessoas, e parece ter alguns poderes sobrenaturais. Walt foi raptado pelos Outros, mas nada é mostrado enquanto ele esteve com esses. Alguns dias depois da jangada ter partido, Walt, totalmente molhado, aparece para Shannon e sussurra alguma coisa imcompreesível, o que pode ser entendido se escutado ao contrário. A tradução de seu sussurro é: "Aperte o botão. Não aperto o botão. Mal". Em qualquer caso, não se sabe se era realmente Walt, ou apenas uma visão. Walt foi visto mais duas vezes por Shannon, mesmo estando com os Outros. A primeira vez, ele novamente fala ao contrário, o que parece: "Eles estão vindo e estão perto". Quando ele apareceu pela segunda vez, ele coloca seu dedo na boca e faz "shhh". Então corre pela floresta. Dessa vez, Sayid vê Walt também e então acredita em Shannon. A garota sai correndo atrás de Walt e o iraquiano atrás dela. Nessa correria, o grupo da cauda do avião que estava chegando, se assusta, e Ana-Lucia, pensando que Shannon é uma dos Outros, atira e a mata. Walt, ou sua visão, estava tentando dizer a Shannon para ela ficar calada, já que o barulho que ela fez, causou sua morte. Algum momento depois que Walt foi retirado da jangada, foi realizada na Sala 23/Hydra. Os outros perceberam que Walt representava uma ameaça maior para eles do que o esperado, uma vez que ele não via seu Pai, ele fazia uma coisa não especificada, provocando medo neles. Juliet sugeriu a Ben que assumisse a responsabilidade de trazer de volta a Walt, Michael. Ben recusou, dizendo que Jacob o queria ali, e que Walt é importante e especial. Após Ben ter

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negado que Walt era perigoso, Juliet o levou para fora para mostrar o que Walt tinha feito: um grupo de aves mortas estavam caídas sobre as escadas. Enquanto examinava o equipamento na estação Cisne, Michael tenta mexer no computador e descobre uma mensagem que dizia: "Olá?". Digitando em resposta e se identificando como Michael, ele se assusta quando obtém como resposta: "Pai?". Convencido de que era Walt quem estava usando o computador, Michael continuou a conversar com seu filho. Quando questionando se estava sozinho, "Walt" respondeu que não poderia demorar muito porque “eles estavam voltando logo”. "Walt" conclui, dizendo a Michael que ele precisava ir a algum lugar, mas a comunicação é encerrada quando Jack aparece. Quando Michael vai atrás dos Outros para pegar seu filho, ele é capturado. Uma dos Outros que diz se chamar Sra. Klugh perguntou a ele: "Walt já esteve em algum lugar que ele não deveria estar?". Mais tarde, Michael exige ver seu filho, para ter certeza de que ele está vivo. Sra. Klugh chama por um dos Outros, chamado Pickett para trazer Walt e dá a Michael 3 minutos para falar com seu filho. Walt pergunta sobre Vincent e diz a Michael que os Outros estão fazendo testes com ele, e que "eles não são quem eles dizem ser - eles estão fingindo". Sra. Klugh ameaça colocar Walt novamente no "quarto" e Walt, em menção do nome, para rapidamente de falar e Sra. Klugh manda ele sair. Ela propõe um trato com Michael: se ele levar Jack, Kate, Sawyer e Hurley para eles, eles deixarão Michael e Walt irem embora.

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Depois de Michael levar Kate, Hurley, Jack e Sawyer para os Outros, Ben o deixa, juntamente com Walt, irem embora da ilha como o trato foi feito. Eles dão um barco a Michael e dizem para ele seguir a cordenada 325 que assim, ele sairá da ilha. Muitos episódios depois de ele e Michael deixarem a Ilha no barco dos Outros, Locke acordou em meio aos corpos em decomposição dos membros da Iniciativa Dharma, logo após ter levado um tiro de . Ele tentou mexer suas pernas e percebeu que elas não se movimentavam. Locke se desesperou e quando viu uma arma em um dos corpos pensou em se matar. Locke pega a arma e a coloca em sua cabeça, e está prestes a atirar quando uma voz lhe diz: "Não John". Ele olha para cima e vê Walt. Visivelmente mais velho, Walt diz para Locke sair da cova, ao que Locke responde que não consegue, pois não mexe as pernas. Walt diz que ele pode mover as pernas e para ele sair da cova. Quando Locke pergunta o porquê, Walt responde: "Porque você tem trabalho a fazer". Após ele e Michael deixarem a Ilha no barco dos Outros Presume-se que Michael não pode conter a culpa dos dois assassinatos que cometeu e teve que compartilhar isso com alguém. Acredita-se que isso

fez com que Walt perdesse a confiança no pai e, assim, ele se mudou para a casa da Mãe de Michael. Quando Michael tenta visitá-lo, a mãe dele diz que Walt não quer falar com ele. Ela diz que até que Michael diga a ela onde esteve nos últimos dois meses, que ela não irá deixá-lo ver Walt. Quando Michael vai embora, tristonho, ele olha para cima e vê Walt olhando para ele pela janela. Walt rapidamente fecha as cortinas. Quando Tom confronta Michael mais tarde naquela noite, ele insinua que Michael teria dito a Walt sobre o assassinato de Ana-Lucia e Libby, e que Michael agora despreza-se por compartilhar esse segredo obscuro com o filho. Nenhum dos Oceanic Six tentou contatar Walt depois do resgate, mas Locke mais tarde visitou Walt sob o codinome de "Jeremy Bentham”. Walt então visitou Hurley na instituicao mental, perguntando por que ele e os outros mentiram sobre o que aconteceu na ilha. Hurley conta que aquela mentira fora criada para proteger todos que ficaram para trás.

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D E S I G N J A N S S E N B A R U F E

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>: ENTREVISTA

A LOSTinLOST CARLOS ALEXANDRE FALA DA SURPRESA NA FE

IRA COMIC-CON

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arlos Alexandre Monteiro - 32 anos - nasceu e ainda reside na cidade do Rio de Janeiro. Bacharel em Comunica ção SocialJornalismo, exerce profissão de jornalista e músico atuando na área de artes, m useus e instituições. Além de séries de TV e m úsica, claro, curti uma boa leitura, games e pessoa s bacanas.

CA - No Séries Etc., falamos de todos os seriados; mas sem dúvida meu interesse maior sempre foi "Lost".

Season - Como e quando você te ve a idéia de criar o Lost in Lost?

SE - Qual seu seriado preferido e o que mais lhe chama atenção nele?

Carlos - Foi em maio/junho de 20 06, e na verdade a idéia foi um convite.

CA - "Lost", claro! Fica difícil apon tar algo em especial na série, pois todos os seus as pectos e abordagens são interessantíssimos!

SE - O que te levou a isso? CA - Um convite de uma chefe minh a na Globo.com. Eu já era funcionário do Séries Et c., site do portal especializado seriados. SE - Você tem uma parceria co m a Rede Globo? Como conseguiu chegar onde es tá hoje? CA - Sou jornalista, e meu currí culo chegou até Claudia Croitor, editora do Série s Etc.; e assim fui contratado por ela!

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SE - Você desde o início pret endia basear-se somente no seriado Lost ou tinha em mente outros shows?

SE - Você teve ajuda de mais alg uém na criação, era uma equipe já desde o iní cio ou você criou sozinho e depois a equipe foi fo rmada? CA - Faço o blog sozinho, mas co nto com o suporte da equipe de webdesign da Globo .com, responsável por todos os layouts já adot ados pelo Lost in Lost. SE - Algum dia imaginou que o site tomaria à proporção que tem hoje, tendo grande fluxo de

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acessos há um bom tempo? CA - Até hoje fico surpreso com a popularidade do blog. Me sinto tremendamente orgulhoso e grato a todos os fãs de "Lost" que prestigiam meu trabalho por lá!

seriado no Brasil. SE - Qual o real motivo de ter feito um site dedicado à Lost? CA - O amor à série. Sem isso, certamente não haveria Lost in Lost!

SE - Quais seus planos para o futuro? Pretende incrementar o site com mais algumas novidades ou até mesmo abordar outros seriados?

SE - Algumas pessoas dizem que os roteiristas e pro duto res estã o se perd end o dian te do emaranhado de mistérios e ligações que aparecem a cada episódio, o que acha disso?

CA- O Lost in Lost sem pre será ded icad o exclusivamente a "Lost", mas... quem sabe ainda não piloto mais blogs de outras séries no futuro? E sobre as novidades, tento sempre buscá-las, tentando conciliar tudo com meu tempo, claro. Recentemente, lancei o videocast do blog; e em breve o podcast voltará!

CA - Discordo. Acho que há sim um planejamento para que tudo seja contado no seu devido tempo. Na verdade, as respostas já estão vindo - e muito bem contextualizadas...

SE - Recentemente você esteve na Comic-Con, quais os pontos altos do evento você destaca? CA - Os painéis e a chance de o público poder estar fren te a fren te com seus ídol os, rece ben do informações e vendo trailers, promos e até episódios em primeiríssima mão. SE - Você teve o privilégio de se encontrar com os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof. Contenos um pouco sobre esse contato. CA - Foi uma sorte danada, pois eles resolveram dar as caras no estande da Dharma na hora em que eu tinha marcado o meu exame por lá... Os dois são muito simpáticos e tranqüilos, super-receptivos ao saber que eu era do Brasil e... Bom, devo dizer também que é muito curioso estar ao lado dos dois caras que sabem como a nossa série favorita vai terminar e todos os segredos que a envolvem. Inesquecível! SE - Sabe nos dizer como a dupla visualiza os fãs brasileiros e quais proporções eles imaginam que atingem aqui no nosso país? CA - Não tive uma extensa conversa com eles para responder essa pergunta com precisão, mas pelo pouco que falamos tive a impressão de que eles têm pelo menos uma boa noção da popularidade do

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SE - Dentro desse conceito, você acredita que Lost esteja realmente perdendo audiência desde a primeira temporada ou acredita que a cada episódio fica ainda mais incrível vê-lo? CA - "Lost" continua incrível. É uma grande história que exige um forte envolvimento de quem a acompanha; por isso, sua audiência pode não ser tão numerosa quanto a de séries como "CSI", mas certamente a relação que seu público tem com a trama é singular. SE - Qual maior mistério em Lost e quando você gostaria de vê-lo revelado? CA - O maior dos mistérios; e essa resposta, acho, só vem no «finzinho» da saga.. SE - Qual seu personagem preferido e qual sua relevância dentro do grupo dos sobreviventes? CA - John Locke é meu personagem favorito. Ele é o único de todos os do vôo 815 que conseguiu perceber desde o começo que eles estavam começando a viver uma experiência única, entendendo de cara a essência da ilha. Locke representa uma espécie de herói que tem com o guia s sua cren ça no dest ino, sua sens ibilid ade e seu insti nto. Um pers onag em espetacular.. SE - Quem você gostaria de ver “morto” por não

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telespectadores?

e que darão um fim brilhante a ela.

CA - Acho que cada personagem da série ocupa seu papel na trama e não acho que, no momento, haja algum personagem, digamos, "sobrando" não.

SE - Por fim, deixe uma mensagem para todos aficionados por Lost e que acompanham seu trabalho no blog Lost in Lost.

SE- O que espera das últimas duas temporadas que teremos pela frente?

CA - Mais uma vez muito obrigado a todos que prestigiam o blog, lendo, participando, escrevendo, comentando... Sem dúvidas uma das grandes alegrias que "Lost" me proporcionou foi ter me dado a chance de pensar a respeito da história e compartilhar pensamentos, teorias e experiências com tanta gente, seja pelos e-mails e comentários como pelos eventos dos quais já participei. Muito obrigado e Namastê!

CA - Quero entender melhor as transformações pelas quais passaram os Oceanic Six e os sobreviventes que ficaram na ilha; quero ver John Locke exercendo seu papel de "escolhido" junto aos Outros; E, claro, muitas respostas! SE - O que gostaria que ocorresse no final, no último episódio? CA - Não sei. Para falar a verdade, confio na excelência dos roteiristas. Sei que eles sempre souberam da história maravilhosa que têm nas mãos

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Ele é o único de todos os do vôo 815 que conseguiu perceber desde o começo que eles estavam começando a viver uma experiência única, entendendo de cara a essência da ilha.

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SON SEA

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NOVIDADES Em busca de expansão estrutural e alcance de público estamos, como previsto desde o início, criando novos espaços para outros seriados, além de Lost. A Season não é completamente dedicada à Lost, mas é claro que essa grande série foi o combustível para criação da revista. Então esperamos que se sintam satisfeitos e em breve seu seriado predileto poderá estar presente em nossas páginas, para isso basta acessar a comunidade do orkut (Revista Season) e votar no seu seriado predileto. _____________________________________________ NOTÍCIAS Pedimos desculpas, pois nesta edição não estaremos publicando o quiz. Esperamos que na próxima edição tudo posso se normalizar, os que enviaram as respostas serão avaliados para próxima publicação, portanto, não terá sido em vão o envio das respostas. Contamos com a compreensão de todos. _____________________________________________ EVENTOS Dia 14 de setembro a comunidade ‘lostiniana’ se encontrará na cidade de São Paulo para o grandioso evento Dharma Day, você que conseguiu seu lugarzinho no show comemore, porque o evento promete.

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T E X T O D A N I E L L E M . D E S I G N J A N S S E N B A R U F E

LA DOLCE VITA dos

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Invariavelmente os assassinos seriais transformam-se em super famosos! São uma dicotomia entre a atração e a repulsa. Fascinam, e, muitas vezes, são objetos de admiração e imitação.

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ala a verdade. Toda vez que passa um crime hediondo na tv, uma manchete sangrenta no jornal da banca, vamos lá e damos uma espiadinha. Ou então, mais escancarado, pesquisamos na Tnternet, procuramos tudo sobre o assunto, elaboramos tratados sobre a psiquê desse povo que mata assim: em pedacinhos, com todo um ritual... Violência é violência? Ah, não. Ela tem suas nuances e seus requintes. Aí que está a "beleza" da coisa. Aqui no Brasil a "coisa" é diferente. A nossa violência não é patológica, mas fruto de uma sociedade desigual, de anos de opressão e blá, blá, blá. Diferente dos americanos, a nossa curiosidade é mórbida, mas com um distanciamento quase científico para nos en-

D E X T E R A N A L I S T A

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SERIAL KILLERS volver, sem envolver, de fato. Já na Gringolândia, o assunto é mais complexo. Vítima de malucos que pegam armas e saem disparando geral, celebridades assassinas (OJ Simpson e, o mais recente, Chris Benoit, que acabou de cometer suicídio, depois de trucidar a família) e assassinos em série que, do nada, começam a matar seguindo rituais estranhos, metódicos e com carga sexual que só Freud explica (mas Lacan tb dá as suas pinceladas). Invariavelmente os assassinos seriais transformam-se em super famosos! São uma dicotomia entre a atração e a repulsa. Fascinam, e, muitas vezes, são objetos de admiração e imitação. Jack, O Estripador, o Z o d í a c o ,

Jeffrey Dahmer...Esses caras marcaram suas épocas e, com todo clichê do mundo, com muito sangue. Natural que o cinema, indústria mais querida e difusora do American Way Of Life, trabalhe com isso. John Walters dirigiu "Mamãe é de Morte", que mostra bem esse lado fashion e super cool de ser um serial killer. Oliver Stone pegou dois da espécie e os transformou nas criaturas mais sexy e descoladas do planeta em "Assassinos por Natureza". Exemplos não faltam e a TV americana também aderiu. Dexter é umas das melhores séries surgidas no ano passado. E trata exatamente sobre esse tema: Serial Killers e o modus operandis. Dexter é um cara bronzeado, vive na ensolarada Miami, charmoso, bom de papo, amigável...mas bem na dele. Tenta desesperadamente se adaptar ao nosso mundo de sentimentos aflorados, de humanidade. Mas ele é incapaz de sentir e vive uma vida que não é sua: "As pessoas fingem muitas das interações humanas, mas me sinto fingindo todas. E as finjo muito bem". Com um ímpeto de matar, ele é educado pelo seu pai adotivo (Harry) a controlar isso e só canalizá-lo para situação extremas, como um juiz para outros assassinos seriais, assim, seguindo o Código Harry, Dexter vira um assassino serial que mata assassinos seriais. Irresistível! Não tentem julgar. Só apreciem. Vale a pena. Já dizia a música dos Stones, temos uma certa simpatia pelo Diabo.

p o r D a n i e l l e M .

d a n i m i s t i c a @ g m a i l . c o m Julho/AGOSTO 2008

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EFEITO A experiência que deu certo...?

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uito se sabe em relação às experiências realizadas na ilha de LOST. Quer dizer, muito se sabe dependendo do seu ponto de vista. Afinal, em se tratando de LOST, nada é muito esclarecedor. Não que isto seja uma falha da série, ao contrário, é um ponto positivo a mais, já que grande parte da trama se desenvolve através de “o porquê estamos fazendo parte disto”. O que na verdade até hoje, convenhamos, prendeu muita gente em frente à TV, dando origens às mais variadas teorias e conspirações, sejam elas vindas de fãs que realmente entendem a série, sejam vindas de pessoas que não se interessam em assisti-la, mas gostam de um bom mistério. Os temas abordados pelas experiências batem muito de frente com a maioria das dúvidas dos seres humanos e as indagações são as mesmas sendo dentro da Ilha, ou no “mundo real”. São elas: “Quem sou?”, “Onde estou?” e “Para onde vou?”. Algumas dessas perguntas já foram descobertas por certos sobreviventes, porém estas tais descobertas não têm necessariamente relação com a verdade. Lembram que o pai de Locke disse que eles estavam todos mortos? Daí muita gente já imaginou onde eles estariam e abriram a boca com toda a força para dizer: “Já entendi a série: todos eles morreram e estão no purgatório!”, o que de algum modo, no início, parecia até convincente, já que dentro da Ilha é observado que quando algum dos tripulantes do vôo resolve seus “assuntos inacabados” eles morrem ou, neste caso, iriam para o céu desfrutar de paz eterna. Basta lembrarmos que Mr. Eko morre pelo monstro de fumaça logo após construir a Igreja que tivera prometido a seu irmão, ou que Nikki morre após conseguir o seu maior objetivo: achar os diamantes, ainda Shannon que leva um tiro quando vai atrás de um cachorro,

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Dharma Dharma

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DHARMA

demonstrando que realmente se importa não só com sua vida, mas também com a vida dos outros, pois o animal significava muito para Walt. Porém, como tudo em LOST não é o que parece ser, eles estão sim bem vivos! Voltando então às experiências na Ilha... A Iniciativa Dharma conduzia pesquisas relacionadas aos mais vastos campos de estudo dos seres humanos. Dentre eles estão Meteorologia, Psicologia, Parapsicologia, Zoologia, Eletromagnetismo e Engenharia Social. Porém a área que talvez desperte mais interesse nos telespectadores da série seja mesmo a psicologia, mesmo que estes não saibam.

Os temas abordados pelas experiências batem muito de frente com a maioria das dúvidas dos seres humanos e as indagações são as mesmas sendo dentro da Ilha, ou no mundo real. São elas: Quem sou?, Onde estou? e Para onde vou?. Um incidente que ocorre logo nos capítulos iniciais da segunda temporada da série é o fator “apertar o botão” a cada 108 minutos dentro da escotilha. Os Losties mal sabiam por que estavam fazendo isso mas faziam, ou não. Simplesmente faziam porque alguém os disse que deveria ser feito - no caso Desmond - . Será que eles deveriam mesmo apertar o

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tal botão? Ou isso era apenas uma experiência de rato de laboratório que realiza certas funções por que estas lhe são dadas e o animal sabe simplesmente que “tem que fazer isto, senão...”? Pois é! A mente é realmente algo interessante. O “senão” significa até mais do que o próprio dever. Ou seja, os seres humanos muitas vezes fazem algo sem nem saber o porquê pelo simples fato do medo do “senão...”. Quando você fala pra uma criança: “você tem que comer, senão...” A criança ainda não experimentou o que é não ter o que comer ou o que é passar fome. Mas ela come porque senão... Isto está relacionado ao medo do porvir. Certa vez no campo das pesquisas psicológicas ocorreu uma demonstração do que a mente humana é capaz de fazer quando se está com medo, ou em situações de vida e morte: Um grupo de pessoas respondeu a um anúncio de emprego. Quando chegaram ao local, foram mandadas esperar em duas salas separadas. Metade do grupo em uma, metade em outra. Sem saberem, entre estas pessoas, existia um ator que sabia o que deveria ser feito. Pois bem. O primeiro grupo foi para a sala e começaram a conversar. No entanto no meio da conversa sentiram cheio de queimado e por debaixo da porta viram fumaça entrando. O ator, que se fazia passar por um deles disse: “isso não deve ser nada”. Todos continuaram a conversa aguardando serem chamados um por um à entrevista. O segundo grupo que também estava conversando recebeu a mesma situação. Começaram a sentir cheiro de queimado e observaram que por debaixo da porta entrava fumaça. O ator que estava com eles disse: “corram, corram, está tudo pegando fogo”. O grupo começou a se apavorara e gritar, buscando uma saída. Ou seja, nossa mente recebe estímulos, mas o que vamos fazer mediante estes estímulos está

relacionado à nossa interpretação ou, no caso da experiência citada, a interpretação de outra pessoa. Afinal devemos sair da sala, senão... Mais alguns episódios à frente quando é descoberta a estação central ou “ponto de interrogação”, Locke assiste a um vídeo da experiência Dharma e recebe a informação de que tudo o que ocorre nas outras estações seria observado através de câmeras e deveria ser anotado em cadernos que depois de serem completamente escritos, seriam colocados em um tubo que os levariam até os responsáveis. E no mesmo vídeo é dito que nas outras estações, os grupos que lá se encontram, devem realmente achar que o que fazem é de suma importância para o andamento do projeto. Seria então que apertar aos números, ou vigiar golfinhos e tubarões, ou ainda buscar uma cura para o caso das mulheres grávidas morrerem após darem a luz era realmente importante? Pois já que algumas pessoas podem viajar no tempo, achar uma cura seria total perda de tempo. Afinal quem veio do futuro saberia se existe uma cura ou não. No caso de não existir, cortaria os investimentos da pesquisa com mulheres grávidas e caso exista uma cura, esta pessoa poderia sim ter trazido com ela do futuro. Depois disso surge uma dúvida na mente de Locke, que era quem mais acreditava que o trabalho de apertar o botão era importante, e os papéis dele e de Jack se invertem com Locke não deixando que ninguém aperte ao botão e Jack querendo apertar. Mas apertar para que? Simplesmente devemos apertar, senão... Esta resposta veio ao final da segunda temporada. Pra quem não se lembra, o botão influenciava no fluxo eletromagnético da Ilha e a cada 108 minutos deveria sim ser apertado. Pois é, ISSO era importante. Ou não. Será que quem mandou o vídeo não queria que a pessoa deixasse mesmo de apertar o botão? Isso foi talvez a

Nossa mente recebe estímulos, mas o que vamos fazer mediante estes estímulos está relacionado à nossa interpretação ou, no caso da experiência citada, a interpretação de outra pessoa.

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maior experiência psicológica observada na série. E se tratando de psicologia, as aparições também podem ser explicadas desta forma. Quando a mente humana quer realmente que algo ocorra, isto pode ocorrer, mesmo que não seja real e ocorra só na mente de um indivíduo. Afinal muitas pessoas sonham que estão voando ou sonham que estão namorando alguém de que gostam muito. Estes desejos refletidos em sonhos, ou até em visões no dia a dia podem indicar uma necessidade quase que fundamental aos seres humanos: liberdade e amor, respectivamente. Um dos personagens mais psicologicamente complexos dentro da Ilha é Ben, que dizem ter o poder de influenciar aos outros. Será que ele realmente influencia ou ele já sabe as ações que as pessoas tomarão já que talvez ele tenha observado o futuro e as ações que foram tomadas. Afinal é muito fácil eu chegar para alguém e dizer: “Você TÊM que fazer faculdade de Comércio Exterior”, sabendo que no futuro a pessoa até já concluiu a graduação há algum tempo no curso que foi imposto para ela fazer através da minha “manipulação”. Porém viagem no tempo já é um outro assunto (inclusive comentado na edição 3 da Revista SEASON). Até agora já falamos de duas das perguntas mais instigantes dos seres humanos: “Onde estou?” – Numa experiência. “Quem sou?” – Uma peça fundamental na trama psicológica. E agora? “Para onde vou?” É dito ao participantes do projeto que eles ficarão um período na Ilha e depois voltarão aos seus lares. Então podemos responder à pergunta “Para

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onde vou?” – Para casa, certo? Errado!!! Observamos na série que nem todos voltaram. Para muitos a resposta seria: “Irei para casa”. Ou seja, a casa é o ponto final. Porém a resposta à pergunta foi: “Irá para a Ilha e esta é seu ponto final”. Alguns dos personagens passam por experiências psicológicas individuais e não em sociedade, como Kate ao estar presa por uma algema à Juliet no meio da mata e sendo testada em sua confiança quando Juliet manda Kate atravessar o campo do muro elétrico e se safarem do monstro de fumaça. Ou quando Locke deve matar seu próprio pai e revelar aos outros quem ele era: uma alma boa ou não. Ainda quando Sawyer manda Charlie atacar Sun para que os sobreviventes comecem a ter medo dos others. Em todas estas experiências podemos observar mais um pouco do psicológico de cada um. Talvez, nas próximas temporadas a experiência psicológica mais atordoante seja: “Temos que voltar à Ilha!” O que podemos esperar então? Depois de sofrerem tanto naquele local, os nossos Losties voltarão ao lugar? E se eles voltarem, não seria apenas mais um teste?

Psicologia e parapsicologia, alguns dos campos de estudo da Dharma.

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a m r a h

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ocalizada na região nordeste da ilha, a Flecha é uma das mais misteriosas estações de Lost, pelo fato de não saber-se, efetivamente, muita coisa sobre ela. Apesar de a Flecha ter sido uma das estações da iniciativa DHARMA comentadas no filme de orientação do Cisne, não tem-se conhecimento de algum vídeo de orientação voltado especificamente sobre a mesma A Flecha foi descoberta pelos sobreviventes da cauda do avião no episódio “The Other 48 days”, e foi usada durante um tempo como abrigo. Basicamente vazia, a estação atualmente está sendo usada para armazenamento, após ter sido abandonada pelos membros da iniciativa DHARMA, sem razões aparentes. Os sobreviventes da parte traseira do avião mudaram-se para a estação Flecha logo que a descobriram, após 27 dias do acontecimento do acidente. No interior da estação, foi encontrada uma caixa de metal que continha: um olho de vidro, uma bíblia e um rádio transmissor, todos embrulhados num pano. A bíblia encontrada escondia, em seu interior, um pedaço de filme. Mais tarde foi descoberto que esse pedaço fazia parte do Filme de

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Orientação do Cisne. O rádio transmissor foi usado por Bernard para fazer contato com Boone, e foi levado pelos sobreviventes da cauda do avião durante o percurso para juntarem-se aos outros sobreviventes. Há algumas teorias a respeito dessa estação, entre elas, a de que pode haver uma conexão direta entre a Flecha e a estação Cisne, já que, no Mural da estação Cisne, há o símbolo de uma grande flecha; além da teoria de que a estação Flecha pode não ter sido finalizada, devido a ausência de mobílias e a presença de simples paredes de concreto. Michael, Sawyer e Jin, quando foram descobertos e capturados, no 45º dia, foram mantidos prisioneiros na estação Flecha por um breve período de tempo.

A tal caixa de metal misteriosa encontrada dentro da estação Julho/AGOSTO 2008

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VILÃO k 5

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HERÓICO

EIS O LADO NEGRO DA JUSTIÇA

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exter Morgan é um cientista forense, especializado em padrões de sangue, que trabalha para a polícia de Miami. Limpo e organizado, tem como hobby passear com seu barco, ler casos arquivados, comer enquanto dirige e matar bandidos. Não, caro leitor, você não leu errado. O seriado Dexter nos traz a história de um 'monstro único' – como ele próprio se descreve. Seu pai adotivo, Harry, era um policial respeitado na cidade de Miami. Ao perceber que seu filho tem tendências psicopatas - e cansado de ver assassinos serem libertados através de uma lei nem sempre justa -, ele passa a treinar o filho para que este possa continuar a exercer sua psicose, mas com uma condição: apenas matar assassinos que, por algum motivo, escaparam da justiça. Então cria o “Código de Harry”, que Dexter passa a seguir cegamente e baseia toda sua existência nele. Uma das normas do “Código de Harry” é: Nunca ser pego. E esta seja talvez a que exige maior atenção e empenho do “nobre defensor da lei”, pois por sua natureza única, Dexter é incapaz de ter sentimentos por qualquer pessoa. Portanto, ele passa todo o seu tempo fingindo sentimentalismos humanos, inclusive para sua irmã Debra e até sua namorada, Rita, com quem acaba se envolvendo apenas por ela cumprir com o modelo aceito pela sociedade de 'mulher exemplar'. E ele tem uma performance fantástica: todos com quem convive o vêem como uma pessoa pacata e simpática, longe da real faceta de sua personalidade assassina e fria. Com isso, Dexter se enclausura num mundo fictício, atuando para tudo e todos, até que um novo serial-killer começa a amedrontar a cidade. E estranhamente, Dexter finalmente sente que existe

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alguém no mundo que o desafie e complete.

UM TALENTO MONSTRUOSO. Por sua história, de um vilão com moral de mocinho, Dexter já pode ser considerado como um marco na história dos seriados. Mas sua unicidade não fica só nisso. O formato em que a história é contada, o número de episódios por temporada e principalmente a atuação estonteante de Michael C. Hall (o ator que interpreta Dexter), fazem esse seriado ser considerado um dos melhores dos últimos tempos, não só pelo seu número cada vez maior de fãs pelo mundo inteiro, mas também pelos críticos. Sua narrativa ocorre com os constantes pensamentos do personagem principal, que demonstram como este ser humano pode fingir seus atos e ser estritamente calculista em seus planos. Com isso, criase inusitadamente diálogos divertidos, pois Dexter encontra-se em situações onde não sabe reagir ao sentimento alheio e, em momentos mais restritos, nos revela surpresas bombásticas que deixam o telespectador com as unhas roídas de tanta ansiedade. Cada episódio traz várias informações novas e por seu número reduzido de episódios por temporada, a dinâmica da história faz com que aqueles que acompanham a série anseiem desesperadamente pelas próximas cenas. Diferentemente de outros seriados, Dexter começa a ser gravado somente após todo o roteiro ser escrito e sua temporada não dura mais que 12 episódios. Um vício do início ao fim, excelente para os amantes do suspense e daqueles que apreciam bons roteiros, sem rodeios.queles que apreciam bons roteiros, sem rodeios.

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PEÇAS DO JOGO Em Dexter, a personalidade e características daqueles à sua volta é explorada pela mente sombria do personagem. Cada um faz parte de um jogo em que o mocinho-vilão é o grande mestre, jogando constantemente a favor da sua norma de 'nunca ser pego'. Com isso, criase um vínculo maior com os personagens, que passamos a conhecer e cativar (ou não) desde os primeiros momentos. Listaremos a seguir as principais peças desse jogo: Personagens fixos (na 1ª e 2ª temporada): - Debra Morgan: Irmã mais nova de Dexter e filha legítima de Harry, vê no irmão um exemplo de inteligência e modelo a ser seguido. Possui temperamento forte e explosivo, caracterizado por seus inúmeros palavrões durante praticamente todas as suas falas. Apesar do jeito rude, possui baixa auto-estima que tenta justificar pela falta de reconhecimento e atenção de seu pai, que passava a maior parte do tempo com o irmão. - Harry Morgan: Policial da Polícia de Miami, pai adotivo e mentor de Dexter. Sempre atento e minucioso com seu Código, treinou Dexter a partir de seu conhecimento sobre perícia em assassinatos. Falecido, aparece no seriado constantemente em flash-backs do personagem principal.

- Sargento Doakes: Arquiinimigo de Dexter, parece ser o único que desconfia de sua verdadeira face assassina. Com temperamento forte, é destacado como um policial que consegue realizar vários casos, porém possui também um lado sombrio que poucos conhecem. Foi fuzileiro e trabalhou como parceiro da Tenente LaGuerta. - Tenente LaGuerta: Chefe do Departamento de Polícia de Miami, é considerada pelos colegas como exibicionista e temperamental. Demonstra sem rodeios seu interesse por Dexter, que o protege e valoriza. Com isso, o personagem acaba ganhando algumas vantagens em seus casos. -Vince

- Angel Batista: Um dos detetives que compõe a equipe de Investigação da Polícia de Miami. Sentimental e romântico, é atencioso e tem em Dexter um amigo com quem pode se confessar e confiar. - Paul: Ex-marido de Rita, pai de Cody e Astor. Exviciado em drogas, está na prisão até que sai em liberdade condicional a partir do 6º episódio da primeira temporada. 1ª Temporada - Rudy Cooper: Médico que cuida de uma das vítimas do Ice Truck Killer e que acaba se relacionando com Debra. Aparece no 5º episódio da primeira temporada, mas têm papel fundamental no desenrolar da história. - Ice Truck Killer (ITK): Apelido para o serial-killer que está amedrontando a cidade. É chamado assim pois usava um caminhão de gelo para transportar suas vítimas a vários pontos da cidade. A característica de suas mortes são corpos cortados em pedaços, e livres de qualquer sangue, o que coloca Dexter em pânico. 2ª Temporada: - Lila: Escultora, ex-viciada em metanfetaminas, será uma espécie de guia para Dexter, tentando ajudá-lo a encontrar sua verdadeira identidade. Passional, será a protagonista de alguns dos melhores momentos da série.

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- Rita Bennett: Namorada de Dexter, é separada e tem dois filhos, Astor e Cody. Por conta do ex-marido que a violentava, possui traumas que fazem com que Dexter enxergue-a como 'tão danificada quanto ele'. De natureza dócil e gentil, acolhe o namorado em sua vida fragilizada e o tem como um modelo de homem que gostaria para ser o pai de seus filhos.

peculiar e insaciável desejo sexual. Está sempre citando frases de conotação sexual, chegando a irritar constantemente os outros colegas de trabalho.

- Agente Lundy: Agente especial do FBI, vem para Miami para investigar um novo serial killer que pode ser muito mais perigoso que o Ice Truck Killer, o Bay Harbor Butcher. Tido como um Deus entre os agentes especiais por solucionar praticamente todos os seus casos, é visto exatamente como o demônio para Dexter, que teme que sua verdadeira identidade seja revelada.

- Bay Harbor Butcher: Sim, caros leitores, é o nosso querido Dexter. E, cá entre nós, fiquem sabendo que ele odiou esse novo apelido. Onde assistir:

- SHOWTIME (EUA) – Domingos, às 21:00 (3ª temporada a partir de 28 de setembro) - Canal FX (Brasil) – Quinta-feira, às 22:00 (1ª temporada a partir de 28 de agosto)

Masuka: Colega de trabalho de Dexter, também um cientista forense. É caracterizado por seu gosto

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MIKHAIL BAKUNIN M A R C O S V I N Í C I U S T E X T O J A N S S E N B A R U F E D E S I G N

ELE ERA O COMANDANTE DA ESTAÇÃO DE COMUNICAÇÃO DA ILHA, QUE FOI DESTRUÍDA, MAS POUCO SE SABE SOBRE SUA IDENTIDADE, CONHEÇA-O.

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Nome: Mikhail Bakunin Intérprete: Asdrew Divoff Profissão: Alega ter sido soldado soviético, na ilha era encarregado de manter comunicação com o mundo exterior Idade: 43 anos Data da suposta morte: 21 Dezembro de 2004 Razão de estar na ilha: Um dos outros Origem: Kiev, Ucrânia (antiga URSS) “Quando o homem conseguir sobreviver ao tempo ele se tornará parte do tempo” ikhail Bakunin personagem da série televisiva Lost, interpretado pelo ator Andrew Divoff nascido em San Tome Venezuela, além de atuar maravilhosamente

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bem, Divoff fala 9 idiomas entre eles o português e adora caminhar nas horas vagas. Integrante do grupo dos “outros” Mikhail Bakunin é o encarregado de cuidar da estação de comunicação da ilha com o mundo exterior a estação Chama. Por todo tempo que esteve na ilha essa era sua função, a prova de sua eficiência veio a tona quando o relatório contendo as informações dos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic foram preparadas por ele antes mesmo de Ben pedir, claro que ele já previa a necessidade do relatório para os planos de Ben, os trabalhos de Bakunin foram necessários também quando Ben levou Juliet para ver como sua irmã estava bem e que de fato ela tivera seu filho tão sonhado. Em um dado momento na ilha quando uma parte do grupo sobrevivente sai para conhecer o lugar, Locke, Sayid e outros viram por um dos monitores da estação Pérola o rosto estranho de um homem vestindo um uniforme da Iniciativa Dharma e um tapa-olho, seria o mesmo homem visto semanas depois por Kate, Locke e Sayid num sítio dentro da floresta, na verdade era a estação Chama e lá estava Mikhail o mesmo rosto estranho com um tapa-olho, depois de receber os visitantes com tiros ele conta um pouco de sua forjada história na ilha, como sendo ele o único sobrevivente da Purgação. Desde então ele vive ali, a mentira foi revelada quando Kate encontra Bea Klugh, por motivos de proteger os segredos do grupo Bea pede pra morre e Mikhail assim faz, momentos depois vem o fato que mais intrigou a todas as mentes vidradas em Lost e em seus mistérios. O grupo segue viagem rumo ao acampamento dos “outros” e se deparam com uma barreira sônica, só havia uma forma de saber se a cerca estava ligada e Locke tratou de fazer o teste, num simples ato lançou o russo agora refém entre dois pilares de sensores, numa atitude estranha Mikhail sorriu para Locke e agradeceu. Dai pra frente a cena ficou dramática, um corpo sustentando por uma energia magnética que agora espumava pela boca e sangrava pelas orelhas, de repente ele cai levando todos acreditar que ele estava morto e o cadáver é deixado para trás. Dias depois Jin e Hurley juntamente com um pequeno grupo saem de encontro a uma visão de Desmond, surge por entre as árvores alguém que não deveria estar ali, é Bakunin, vivo

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desta vez ele serve para ajudar salvar a vida de Naomi, na verdade colhia informações para entregar a Ben, ao chegar no acampamento Locke fica sabendo que ele só n]ao morreu por que a cerca estava numa voltagem muito lenta. Mikhail leva uma bela sura do careca que agora estava na liderança. Na sequência dos acontecimentos Mikhail presenciou junto com Richard Alpert o momento em que Ben recebeu a notícia de que Charlie estava na estação Espelho. O líder dos Outros mandou que o russo fosse imediatamente para lá, mas Bakunin contestou, porém foi, ao chegar encontrou Bonnie e Greta, as duas fazem parte dos Outros mais o que assustou Mikhail era que Ben tinha dito que elas estavam no Canadá isso aumentou a fúria do hostil que se sentiu traído, primeiro ele atirou em Greta que caiu na água depois em Bonnie, foi então que ele levou um tiro de Desmond e para finalizar o episódio ele contribuiu para a já prevista morte de Charlie, jogando uma granada contra o vidro da sala de comunicação onde o roqueiro estava, causando assim a morte mais triste da série. O papel de Mikhail na ilha misteriosa vai muito além do que nossa fértil imaginação pode alcançar,

um personagem misterioso que pode reaparecer em outra fase decisiva da trama, até por que muitos mistérios sobre Bakunin ainda não foram revelados como: os documentos encontrados na estação Chama; a quanto tempo ele está na ilha; como sobreviveu ao impacto da barreira sônica, mesmo estando numa voltagem lenta; que ele faz parte dos mistérios da ilha isso é fato, mas a verdadeira função de Mikhail Bakunin ainda está pra ser revelada. Com certeza uma história tão interessante como a desse personagem não vai ser perdida numa simples morte, é como ele mesmo falou para Desmond “Eu já morri uma vez essa semana”. Essa fala deixa uma possibilidade dele voltar, pois se ele sobreviveu a ela uma vez por que isso não poderia acontecer pela segunda vez?

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V A G N E R T E X T O J A N S S E N B A R U F E D E S I G N

A filosofia

dos nomes

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A REALIDADE POR TRÁS DA FICÇÃO.

lguém aí do outro lado já tentou escrever um livro? Ou contar uma história sem revelar os nomes verdadeiros dos principais envolvidos? Se já, sabem como é difícil escolher o nome dos personagens. Se não... quando tentarem saberão. Afinal, de onde vêm os nomes dos personagens das estórias, dos filmes, dos quadrinhos, dos contos de fada? E como fazer para o nome do personagem ficar gravado na mente das pessoas que assistem, lêem ou ouvem uma história? Se eu disser: “Lembra do Jack?” e não me referir a que estou falando? Quantos Jacks você diria... o do Titanic, o do 24 horas, o estripador... “Nããoo!! O do Lost!” Assim podemos entender a força de um nome. Até ai, tudo bem, mas voltando ao parágrafo anterior, como se escolhe, qual a relação com os nomes, de onde surgem esses personagens... Podemos dizer com toda certeza, que nada se cria, tudo se transforma. Isso foi até provado. Então... é simples. Basta escolher um nome que já existe, de outra estória, ou da história, e pronto. Esta criado o personagem. Em LOST, não se resume a isso em muitos casos. Os personagens tomam características psicológicas de seus charás de outras épocas e acabam por serem identificados pelo nome através de marcas características não de si próprios, mas de quem foi inspirado. Vamos começar por um homem liberalista. Defendia que o ser humano tinha o direito à vida, a liberdade e a propriedade de si próprio. Devia ouvir seus próprios instintos. Ele criou uma teoria chamada “Tábula Rasa”, também conhecida como empirismo, que dizia que todas as pessoas nascem sem saber absolutamente nada e que aprendem pela experiência, pela tentativa e erro. E que ninguém jamais pode

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dizer que não pode fazer algo. Sim, o nome dele é John Locke, filósofo inglês que viveu no séc. XVII. Incrivel não? É o próprio Locke que conhecemos. E mais, o Locke filósofo tinha um grande amigo, que se chamava Anthony Cooper, e que na falta de um pai de sangue, o tinha como tal. Quando estava doente, Locke prolongou sua vida o quanto pode, o salvando da morte certa devido à problemas no fígado. Pra quem não lembra, o pai do Locke em Lost tem esse mesmo nome, e também teve sua vida salva pelo próprio filho com um transplante de rim. O próximo é um pouco mais dificil pela desconexão do sexo. Sua mais celebre frase dizia: “O homem nasce livre, porém em todos lados está acorrentado”. Ele era um naturalista. Dizia que a liberdade natural caracteriza-se por ações tomadas pelo indivíduo com o objetivo de satisfazer suas necessidades. O homem neste estado de natureza desconsidera as conseqüências de suas ações para com os demais, ou seja, não tem a vontade e nem a obrigação de manter o vínculo das relações sociais. Só mais uma dica, ele era francês. Esse filósofo que viveu no século XVII, chamado Jean-Jacques Rousseau dá nome a uma personagem em Lost. É fácil de reconhecer nele, a francesa mais antisocial da face da ilha. Da Europa, e dos filósofos, para a América, um grande personagem também batiza, ou melhor define o pseudônimo de um dos sobreviventes. Ele era um garoto esperto, trapaceiro, gostava de tirar vantagem sobre tudo e sobre todos. Se achava o tal, auto- suficiente, e com o controle total sobre qualquer situação. Mas sentia que nao sabia tudo sobre si próprio, e não sabia exatamente do que era capaz. Do livro de Mark Twain, “As aventuras de Tow Sawyer”, o nosso grande James Ford. Não podemos esquecer dos nomes bíblicos presentes na série. Contei quatro, se alguém lembrar mais algum me avise. Jacob, Benjamin, Isaac e Aaron.

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Todos do velho testamento, e com uma estreita relação um com o outro, que ainda nao se confirmaram na série, mas que pode ser uma hipótese bem relevante. Aarão e Isaac, como nós conhecemos, são dois patriarcas bíblicos, profetas e grandes líderes de seus povos. Aarão era irmão de Moisés, e era seu porta-voz, já que segundo a tradição, moisés tinha problemas de dicção e oratória. Por enquanto não sabemos a verdadeira importância de Aaron para a trama. Isaac teve dois filhos, Jacó e Esaú. O filho mais velho Esaú, era o favorito do pai e teria o direito às bênçãos de Deus por ser o primogênito. Mas Jacó enganou seu pai, que era muito velho e estava cego, se apresentou a Isaac como se fosse o mais velho e o enganou recebendo assim a bênção no lugar de seu irmão Esaú. Logo após, os dois brigaram e ao se separarem, Jacó, o favorito da mãe, ficou sendo o herdeiro da tradição hebraica. Pouco se sabe da relaçao de Jacob com o Isaac em Lost. Para os desligados... Isaac é o homem que prometeu a cura do câncer de Rose, e que sabia sobre os poderes da ilha, aparentemente mais do que qualquer um até então. E Benjamim era o filho mais novo de Jacó, cuja mãe, Raquel, morreu no parto. Familiar não? Em Lost, Emily mãe de Ben morre logo após dar a luz. Vou listar aqui outras pequenas relações com os nomes dos personagens. Mikhail Bakunin foi um filósofo anarquista e revolucionário russo. Negou qualquer sistema de governo, não obstante seu nome ou forma, qualquer figura de autoridade, incluindo Deus. Bakunin negou também o conceito de liberdade-própria (livre escolha) e apoiou o método indutivo da experi-

mentação sobre os fenômenos naturais. Genioso o responsável pela estação de comunicações Chama. E obviamente ele é russo, ex-soldado soviético nascido em Kiev. Edmund Burke foi um homem de estado irlandês e Membro do Parlamento. Ele foi uma figura influente no desenvolvimento do liberalismo e é creditado como um dos fundadores do movimento conservador anglo-americano. Em Lost, Edmund Burke era marido de Juliet quando moravam em Miami. Bom, ele era americano, e não irlandês, mas ele era tão conservador ao ponto de Juliet afirmar que o único modo dela aceitar o trabalho com as pesquisas, era se Edmund fosse atropelado por um ônibus. Thomas Carlyle foi um filósofo e escritor escocês que influenciou o desenvolvimento do Socialismo. Carlyle escreveu um livro que discutia as principais essências dos heróis, e os desafios que eles deveriam enfrentar. Isto introduz um paradoxo interessante no nome Boone Carlyle que é similar em sua constituição ao de Daniel Boone, famoso herói americano. Em Lost, é um personagem que tenta ser reconhecido como um herói, até recebendo de Shannon o apelido de "Capitão America, e na trama ele morreu tentando um ato heróico. David Hume foi um filósofo escocês que defendia o ceticismo David Hume foi fortemente influenciado pelo filósofo John Locke. Ao contrário de Desmond, David Hume tem uma forte opinião contra os milagres, que ele considera como violação das leis da natureza e conseqüentemente tem uma baixa probabilidade de acontecer. Ele afirma que não é contra as leis de Deus nem da natureza as pessoas termina-

esquerda: O MIKHAIL BAKUNIN DA REALIDADE

direita: O MIKHAIL BAKUNIN DE LOST

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rem com suas vidas. Isso evidência que as pessoas têm completa liberdade sobre seus próprios corpos e o que fazem com ele. Usando a chave de emergência no Cisne, Desmond David Hume praticamente afirma esse fato, como forma de sacrifício. Edward Wadie Said é um ativista palestino e professor de inglês. Características facilmente reconhecidas em Sayid de Lost. Nessa pesquisa pelos nomes, encontrei algumas informações interessantes e no mínimo curiosas... mas é possível que os produtores de Lost digam: “hei, não é nada disso!” Jack Shephard Jack Sheppard foi um notável ladrão britânico do início do século XVIII. Nascido numa família pobre, foi aprendiz de carpinteiro, mas em torno de 1723 começou a dedicar-se ao roubo. Foi detido e preso cinco vezes em 1724, mas escapou quatro vezes, o que fez dele uma figura célebre e muito popular entre os mais desfavorecidos. No final foi detido e condenado à morte, sendo este o fim de uma curta carreira criminal de dois anos. Destacado pelas suas célebres fugas, uma narrativa biográfica foi lançada logo a seguir à sua execução, escrita por Daniel Defoe. Kate Austen Kate Austin foi membro ativo do American Press Writers' Association contribuindo para muitos periódicos trabalhistas e anarquistas. Jane Austen foi uma escritora inglesa proeminente, considerada por alguns como a segunda figura mais importante da literatura inglesa depois de Shakespeare. Ela representa um exemplo de uma escritora cuja vida sem grandes sobressaltos em nada reduziu a estatura da sua ficção.

Joseph Austen Chamberlain foi um político do Reino Unido. Foi premiado com o Nobel da Paz em 1925, pelos Tratados de Locarno. Charlie Hyeronimus Pace Segundo Damon Lindelof, o personagem Charlie é uma homenagem a Larry Underwood, um personagem do livro de Stephen King, The Stand. Larry Underwood também sacrificou sua vida para salvar o mundo depois de largar as drogas. Os personagens Charlie e Liam na banda Drive Shaft têm como inspiração os Irmãos Gallagher (Liam e Noel) da banda Oasis. Seu nome do meio "Hieronymus" é uma versão em latim de St. Jerome ("nome sagrado") e foi quem traduziu a bíblia para o latim. É também o nome de um pintor surrealista Hieronymus Bosch. As primeiras seis letras do nome do meio de Charlie, Hieronymus, podem ser rearranjadas para significar "Heroína". Hieronymus é também uma variante do nome "Geronimo", uma referência à banda fictícia Geronimo Jackson. E ele afirma que nunca ouviu Geronimo Jackson. James “Sawyer” Ford James Ford, 'Barqueiro de Satã', foi um personagem histórico de Illinois. Ele agiu como um líder cívico mas na verdade era um chefe da máfia. O nome Sawyer também pode ser uma referência ao personagem fictício Jack Sawyer que aparece nos livros "The Talisman" e "Black House" de Stephen King e Peter Straub. Os nomes James e Ford possivelmente podem ser uma referência aos famosos forasda-lei americanos, Jesse James e Robert Ford. James foi um notório membro da gangue James-Younger, que executou uma série de assaltos bem sucedidos em meados do século 19. Ford foi um jovem fora-da-

esquerda: O JOHN LOCKE DA FICÇÃO

direita: O JOHN LOCKE DA REALIDADE

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lei que fez amizade com James e, mais tarde, o matou, recebendo a recompensa de 10,000 dólares pela cabeça de James. Mesmo sobrenome de Henry Ford, que colocou o automóvel numa esteira de produçao, numa época remota, e o tornou popular até os dias de hoje. Convenhamos, muito mais a ver com o pseudônimo Desmond David Hume Hume é uma vila localizada no Estado americano de Illinois, no Condado de Edgar. Também é uma cidade localizada no Estado americano de Missouri, no Condado de Bates. Claire Littleton Littleton é uma cidade localizada no Estado americano de Colorado, no Condado de Arapahoe e Condado de Douglas e Condado de Jefferson. Claire City é uma cidade localizada no estado norteamericano de Dacota do Sul, no Condado de Roberts. Hugo “Hurley” Reyes Não encontrei nenhuma pista... e nenhuma coincidência sem sentido... Ou melhor, nada além de Vitor Hugo, escritor e poeta francês, e o jogador de futebol espanhol José Antonio Reyes Calderon. Juliet Burke Juliet é o nome da heroína trágica de William Shakespeare, que tem uma paixão por Romeu, o filho da família rival. O ódio entre as duas famílias cria uma corrente de eventos e desentendimentos. A história se conclui quando ambos se matam devido a planos complicados e secretos. Thomas "Tom" Edward Burke foi um atleta norte-americano e o primeiro campeão olímpico dos 100m e dos 400m dos Jogos Olímpicos modernos. Mr. Eko Tunde

Eko Eko Azarak é a frase inicial de um encantamento Wicca. Umberto Eco, que tem o nome homônimo a Eko, escreveu Pêndulo de Foucalt. Esse livro descreve pessoas em uma casa de publicações criando histórias alternativas para entretenimento. A música que está tocando no bar Nigeriano dos Traficantes em "The Cost of Living" era Eko Lagos, do Nigeriano Femi Kuti, filho do legendário Fela Kuti. Lagos, a maior cidade da Nigéria era formalmente conhecida como Eko. Tunde Nightganle e Baba Tunde foram os principais responsaveis pela proliferaçao de um gênero musical na Nigéria, o jùjú. Tudo bem, muitos desses dados, não tem nada a ver com a trama, mas onde você iria encontrar informações assim, reunidas, a nao ser aqui na SEASON? Podemos dizer também o quão espertos, e ligados aos detalhes são os produtores e roteiristas de Lost. Difícil perceber certas coisas, sem um pouco de cultura geral, e um gostinho por história. O importante é lembrar novamente que nada acontece por acaso, e em LOST tudo é possível. De agora em diante procure saber o porque dos nomes dos personagens de suas séries e filmes. Talvez não sirva pra nada. Talvez te indique o rumo da trama. Mas certamente, encontrará muitas informaçoes interessantes e muitas inuteis. Seja como for... banque o detetive e saiba mais do que quem quer que seja sobre sua série favorita.

p o r V a g n e r W o j c i c k o s k i v g w @ h o t m a i l . c o m

esquerda: DANIEL FARADAY, FÍSICO DE LOST

direita: MICHAEL FARADAY, FÍSICO DA REALIDADE

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PAPO RETO

T E X T O C A I O W E R N E R D E S I G N J A N S S E N B A R U F E

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SAIBA O QUE ESPERAR DA QUINTA TEMPORADA

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sperada para estrear no final de Janeiro/começo de Fevereiro de 2009. A quinta temporada de Lost promete muitas surpresas. Para começar, os próprios produtores disseram que não saberemos onde e quando a história estará passando quando ela começar e que termos como “flashbacks” e “flashforwards” podem sair de cena. Tudo indica que não teremos mais aquela forma de um personagem ou grupo central por episódios e que as histórias serão contadas por múltiplos pontos de vista e tempos diferentes. No final da quarta temporada ficamos na dúvida se Jin e Michael sobreviveram à explosão do cargueiro; se Daniel e os sobreviventes do bote foram atingidos pela explosão e se Claire aparecerá novamente, viva ou morta. O que sabemos até agora é que Harold Perrineau, o ator que interpreta Michael não volta para a próxima temporada, ou seja, o adeus a Michael foi definitivo. Das palavras dos produtores: “Iremos ver Jin novamente”, mas não disseram nada sobre ele estar morto ou vivo. Sobre Faraday, sim, ele sobreviverá e seu diário, aquele que continha anotações sobre a estação Orquídea e sobre Desmond ser a constante do físico, terá um papel importante na história. Quanto a Claire, a atriz Emilie de Ravin não voltará ao elenco regular da série, mas fará algumas aparições, voltando como personagem principal apenas na sexta e última temporada.

elenco principal junto com Jack, Kate, Sawyer e companhia. Quanto a personagens novos, de acordo com o colunista da Entertainment Weekly, Michael Ausiello, os produtores introduzirão dois novos personagens recorrentes: Caesar e Ilanna. De acordo com Ausiello, Caesar, que se pronuncia “Cizar” é um homem na faixa entre 35 e 45 anos de idade, de físico avantajado, extremamente inteligente e, claro, perigoso. "Mesmo sem sabermos direito suas intenções, uma coisa é certa: ele é tão habilidoso em encantar pessoas quanto em matá-las. Ele também tem um passado negro". Já Ilanna é uma européia entre 20 e tantos e 30 e poucos anos, dona de uma inteligência afiada, mas igualmente ardilosa. Ela também é atraente e faz uso de seu charme e beleza para conseguir o que quer. Tudo indica uma surpreendente temporada vindo por aí. As gravações começaram dia 17 de Agosto e Jack e Jin seriam os primeiros a gravar algumas cenas. Outra novidade é que veremos Jack e Juliet juntos de alguma forma e que Charlotte e Miles terão suas histórias contadas nessa temporada. Entre tantas novidades, ficam as perguntas antigas: Como Locke morreu e como ele saiu da ilha? Por que Aaron não deve voltar à ilha? Como Bem e Jack convencerão os sobreviventes a voltarem? Sabemos simplesmente que a Guerra pela ilha está apenas começando.

Na Comic-Con que aconteceu em Julho, os produtores ainda disseram que a história de Rousseau será finalmente contada, mas que estamos errados se pensarmos que será em forma de flashbacks. Eles ainda comentaram que Richard Alpert, o homem que não envelhece, participará mais ativamente desta temporada. Pelas fontes que andam rondando essa nova temporada, Alan Dale e John Terry, os intérpretes de Charles Widmore e Christian Shephard respectivamente, estrelarão o

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Season_P么ster


F o n t e : L o s t m e d i a


T E X T O M A R C U S V I N Í C I U S D E S I G N J A N S S E N B A R U F E

[HORAdoROMANCE]

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ames Ford, o Sawyer, no início do enredo, foi considerado por muitos, como o vilão de LOST. Além de preconceituoso com as origens da personagem Sayid, e sem escrúpulos na hora de pegar as coisas dos passageiros mortos, Sawyer era altamente rude com todos os outros passageiros, menos com uma moça que chamou sua atenção: Katherine Austen Nesse princípio de trama, percebemos que já havia rolado um clima entre Kate e o médico e líder do grupo, Jack, no entanto, não descartamos os olhares e as brincadeiras existentes entre a moça e James. Ao longo dessa temporada inicial, percebemos que Kate e Sawyer têm algo em comum: eles gostam do sabor da vingança. Antes de cair na ilha, nossa heroína acendeu o gás da casa propositalmente, fazendo com que a casa explodisse com Wayne, seu pai biológico dentro dela. A moça fez isso visando ajudar sua mãe, Diane, que em vez de agradecê-la resolveu fazer queixa na polícia de Iowa. Os sentimentos vingativos do galã da série não são muito diferentes: em 1976, um trambiqueiro chamado Sawyer enganou sua mãe e tirou todo o dinheiro de sua família. O pai de James, furioso, matou a esposa e se suicidou, James era só uma criança, mas daí em diante jurou vingança, e, mais tarde cumpre com sua promessa matando o pai de John Locke, o verdadeiro Sawyer.

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No começo da segunda temporada, Sawyer leva um tiro, o que o deixa numa situação bastante grave, mas faz a personagem perder um pouco do espaço na série, mas não no romance, já que Kate continua a se preocupar muito com ele. Delirando, o rapaz confessa a Jack que ama a “Sardenta”, como assim apelidou-a. Ao longo desta etapa da série, James perde todos os remédios que conquistou para Jack, no pôquer. Nos últimos episódios da mesma temporada, o casal, acompanhado de Jack, Michael e Hurley, é levado para uma cilada armada por Michael e Os outros, para levá-los até seu falso acampamento, para assim, Michael e seu filho, Walt, serem libertados da ilha. Na terceira temporada, observamos que Jack, Kate e Sawyer permanecem na estação Hidra, onde acontece grande parte desta terceira etapa. Lá, Jack conhece Juliet, que trabalha para Os Outros, mas assim como ele, pretende sair da ilha. Ainda nos primeiros episódios, acontece a cena mais “quente” entre o casal referido, Kate e Sawyer descobrem-se finalmente apaixonados, e Kate escala a jaula onde se encontrava, vai em direção à jaula de James, e lá, realizam seu primeiro ato como casal. Através do sistema interno de vídeo, Jack vê os dois numa cena romântica, logo depois da relação, o que o deixa triste, porém obstinado a seu objetivo de tirar os sobreviventes da ilha. Quando Ben, o aparentemente líder dos outros, pede a Jack para fazer uma cirurgia nele, Jack faz uma armadilha, para que Ben e Os Outros permitam que Kate e Sawyer deixem a estação Hidra, pedindo para que a moça não volte àquela estação por sua causa, e que ele ia “se virar”. Kate não cumpre com sua parte no acordo, e volta ao “acampamento” dos, aparentemente, nativos para buscar o doutor. No fim da temporada, o grupo de sobreviventes do vôo 815 se divide em dois grupos: um liderado por Jack, e outro liderado por Locke, que por sua vez acredita que a ilha tem poderes sobrenaturais. Na quarta temporada, assim como na segunda, os produtores e roteiristas de LOST deixam muito

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a desejar aos fãs de Sawyer e do casal, já que ele perde, bastante, a importância que tinha para a trama na terceira temporada. Além do mais, colocando Sawyer e Kate em grupos diferentes, fazendo assim com que eles percam o contato nesta fase da série. No último episódio da temporada, Jack, Kate, Sawyer, Hurley, Sun, Desmond, Sayid e Aaron, encontram-se dentro de um jato com o objetivo de sair da ilha, mas, com o excesso de massa dentro do avião, seria impossível, sendo assim, mais uma vez mostrando o seu heroísmo, Sawyer fala algo (até hoje um mistério, para nós, telespectadores) no ouvido de Kate, e logo depois pula do jato em direção ao oceano, e vai nadando até a ilha, onde encontra Juliet, que tinha tido o breve “affair” com Jack. No início da série, a torcida dos telespectadores de LOST era por Jack e Kate, depois, deu espaço a Sawyer e a moça, na segunda temporada, com a febre e os delírios do loiro, Jack novamente toma seu posto de par da Sardenta, logo no início da terceira,Sawyer mostra que ainda tem fortes influências, e não perdeu seu charme para com a heroína. Na quarta, vemos que Jack está tendo um caso com Juliet, mas, ao mesmo tempo diz que ama Kate. Enfim, dentre este triângulo, que agora virou “quadrado” amoroso, só nos resta esperar, visto que Kate saiu da ilha com Jack, e ficou noiva do mesmo, enquanto Sawyer ficou na ilha com Juliet. Esse é um dos fortes pontos de curiosidade que a quinta temporada vai nos responder, até lá, a Revista Season está aberta a especulações e torcidas.

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Kate e Sawyer têm algo em comum: eles gostam do sabor da vingança. «

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SUN E JIN

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ELE Nome: Jin-Soo kwon Interpretado por: Daniel Dea Kim Primeira aparição na ilha: 1x01 - Pilot Local de Origem: Namhae, Coréia do Sul Flashbacks: 1x17 – In Translation 2x05 – And Foud 3x18- D.O.C

ELA Nome: Sun-Haw Kwon Interpretado por: Yunjin Kim Primeira aparição na ilha: 1x01 Pilot Local de Origem: Seoul, Coréia do Sul Flashbacks: 1x06 – House of the Rising Sun 1x24/25 - Exodus 2x05 – and Found 2x16 – The Whole Truth 3x02 – The Glass Ballerina 4x07-Ji Yeon Daniel Dea Kim nascido em Busan na Coréia do Sul no ano de 1968, se mudou para os Estados Unidos onde anos mais tarde fez graduação em ciência política e teatro. Dae traz no seu currículo trabalhos como: CSI; Homem Aranha II e Power Rangers. Também já foi nomeado um dos homens mais sexys de 2005 pela revista “Sexiest Men Alive”. Porém, como qualquer ser humano está sujeito a cometer erros com Daniel não foi diferente, em 2007 ele sentiu o furor de ser preso por dirigir alcoolizado atualmente Daniel trabalha na série Lost onde interpreta Jin. Yunjin Kim nasceu e 1973, natural da Coréia do

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O casamento não é o fim, a separação sim. Eles provarão que o amor rompe todas as barreiras do tempo e espaço.

Sul onde viveu até os dez anos quando emigrou para os Estados Unidos com sua família onde se tornou uma belíssima atriz especialista em melodramas e bacharel na arte de atuar pela escola British Drama Academy e Universidade de Boston, todo esse talento faz dela uma das melhores atrizes da Coréia responsável também pelo grande audiência de Lost nos países orientais e asiáticos, desde pequena ela sempre treinou dança (ballet, jazz, Afro-Caribenha e Peking Opera). Atuou no filme Yesterday passado no ano de 2020, o dramático Diário de Junho entre muitos outros, atualmente interpreta a coreana Sun uma das protagonistas. Culturas diferentes, mundos, classes mais algo muito forte em comum, o amor. Este que é o mais antigo dos sentimentos, capaz de sofrer, perdoar e por que não de trair. Sun Kwon e Jin Kwon, a moça a herdeira do império dos Paik uma família poderosa no ramo Industrial, ela recebeu uma criada com toda regalia que uma jovem coreana pode exigir, além de ser muito bela, toca piano divinamente. Ele filho de um pescador e uma prostituta sempre batalhou para conseguir emprego e provar que mesmo com todas as dificuldades seu caráter o levaria a uma vida bem sucedida. Um clássico romance proibido cheio de segredos forma o casal de coreanos personagens da série Lost, ambos estavam a bordo do vôo 815 da Oceanic Airlines que após uma forte turbulência, cai em uma ilha tropical, em algum lugar do Oceano Pacífico deixando 48 sobreviventes entre eles Jin e Sun. O mais interessante é que os papéis foram criados especialmente para os atores Daniel Dae Kim e Yunjin Kim depois de Yunjin ter feito um teste para o personagem Kate interpretado pela atriz Evangeline -

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Lilly os autores gostaram tanto da interação e do talento do casal que criaram Sun e Jin (fonte: Extras da 1º temporada de Lost) Para todos os sobreviventes do vôo 815 a estadia na ilha trouxe mudanças de comportamento radicais assim foi com a misteriosa Sun e o tímido Jin, um casal de coreanos totalmente distintos, porém, ligados pelo amor incondicional que nem eles próprios conheciam ate cair nesta ilha tanto quanto utópica que tem o poder de fazer a verdadeira personalidade de cada um habitante dela florescer de forma natural. No episodio “The Glass Ballerina” podemos conhecer a verdadeira Sun a mulher por traz da meiga carinha de boneca, na verdade ela não passa de uma mentirosa, mente para o pai e para Jin este que é filho de pescador e o homem que ela escolhe para se casar mesmo sabendo que seu pai jamais aceitaria esse casamento, mas ate então ela não o amava, na verdade ela mentia e se relacionava com Jae um homem pelo qual ela sentia um desejo sexual e que pagou com a vida por esta loucura já que ela esta casada com Jin que sempre esteve de seu lado e que dependia de Sun dentro da ilha já que ele não falava inglês ou pelo menos isso era o que todos achavam, pois Sawyer se encarregava de ensinar a língua para ele. Na seqüência dos fatos ao cair na ilha Jin é automaticamente tocado pelo poder de cura do lugar e esta cura é a responsável é o ponto chave para mais tarde ele descobrir que foi traído por sua esposa, é quando Sun descobre que esta grávida e como as mulheres que engravidam dentro da ilha perdem seus filhos o a própria vida foi necessário Sun revelar seu segredo para Juliet esta revelou o grande segredo que Sun e seu pai guardaram, e para graça de todos Jin e o verdadeiro pai da criança. O ato de perdoar é uma dádiva que nem todos possuem, mas Jin Kwon foi contemplado com esta divindade, no início o perdão foi doloroso, mas dentro da ilha ela era sua única família ele não poderia deixála sozinha naquele momento por isso essa atitude de Jin soa um tanto quando egoísta, ele também não queria ficar sozinho naquela ilha, antes perdoá-la e tentar viverem em harmonia ou ganhar uma inimiga muito querida pelos outros moradores da ilha por graça foi uma atitude acertada daí pra frente o romance dos dois ficou mais afetivo Sun kwon deixou

florescer um sentimento que ela tinha medo de deixar transparecer, agora dando um grande salto para o futuro dentro e fora da ilha. No episodio “Ji Yeon” o episódio mais complicado de se entender depois dos episódios de Desmond, mostra Jin escolhendo o nome do filho Ji Yeon depois Sun sozinha no hospital dando a luz, e em outra parte da história no passado mostra Jin correndo para um hospital, “piraçao” total, será que eles saíram da ilha e Jin tem um filho com outra mulher ou ele já tinha outra mulher? Nenhuma das opções é apenas uma tentativa dele de agradar a um cliente do Sr. Paik, que alívio seria constrangedor depois de torcer tanto pela felicidade do casal descobrir que ao sair da ilha eles iriam se separar. Mas o fato mais triste e ao mesmo tempo mais intrigante veio no último episódio da quarta temporada de Lost “There´s no Place Like Home” (2)-(3) onde os Oceanic Six saem da ilha e como já era de se esperar Jin não está entre eles, o papel de Jin era salvar sua mulher e seu filho e mandar o seis para fora da ilha. O esposo de Sun era um dos homens que desapareceram junto depois da explosão do barco cargueiro deixando para os fãs de Lost um mistério a mais para desvendar: estaria a missão de Jin finalizada junto com a de Michael? Ainda não se sabe, mas a cena de Sun gritando dentro do helicóptero foi penosa então descobrimos que na verdade Sun volta para casa dá luz a seu filho e o nome escolhido por Jin. O que resta e esperar, até que o final de Lost chegue tudo pode acontecer se pode Desmond sobreviver a explosão da escotilha, Locke após ter sido jogado de um prédio, e 48 pessoas sobreviverem a um acidente onde o avião partiu no céu e caiu na costa de uma ilha por que não sobreviver a explosão do cargueiro? Enquanto isso acompanhamos uma nova Sun, uma mulher mais inteligente e disposta a vingar a suposta morte de seu marido, e seu primeiro passo é tomar posse das empresas de seu pai e chantagear o Sr. Widmore e aos fãs comecem a torcemos para que Sun acredite no amor e confie que Jin pode estar vivo em algum lugar seja dentro ou fora da ilha, provando que o verdadeiro amor tudo espera, tudo crê, tudo suporta.

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revista season

apresenta

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UMA ILHA CHAMADA

Mistério D

esde que foi ao ar seu 1º capítulo, a série Lost trouxe como principal ingrediente uma ilha cercada não só de água, mas de mistérios por todos os lados. De cara, ficamos fascinados com a beleza dos cenários, do elenco e assim como seus personagens ficamos intrigados com cada novo mistério que a ilha apresentava. No fascinante universo de Lost podemos visualizar as mais variadas facetas desse seriado ímpar, afinal Lost é um verdadeiro caldeirão filosófico temperado com as mais improváveis misturas que vão desde física quântica até a mitologia grega; Some-se a tudo isso, influências das mais diversas, que vão desde o título da série até os nomes dos personagens. Assim, passando por teorias científicas e pitadas religiosas, nosso desafio é entender esse mixto de elo perdido e caverna do dragão. Aliás, falando em mitologia, a ilha de Lost é uma espécie de desafio da esfinge, parecendo nos dizer a todo momento : “Decifra-me ou te devoro”. E, olha, muitos já foram devorados... Além de alguns personagens, a ilha já devorou também muitos espectadores, gente que simplesmente desistiu de tentar entender a trama, no entanto a imensa maioria são Édipos da era pós moderna e permanecem firmes e fortes diante do desafio que a série apresenta. E, Olha, são muitos.. Quem são os outros? São mocinhos como diz o Ben? Então quem são os maus? E o Lostzila? O que é? Um guardião da ilha? Quem o comanda? A quarta temporada parece ter começado a nos dar respostas, se bem que em se tratando de Lost é sempre complicado e temeroso fazer deduções e principalmenyte afirmações... E, Por fim: Qual seria o grande mistério de Lost?

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T E X T O R O G E V A N S A N T O S D E S I G N J A N S S E N B A R U F E

Pessoalmente, creio que a ilha é o grande mistério a ser desvendado, na verdade, todo esse imenso labirinto está ligado a forte atração e infuência que a ilha exerce sobre todos. Já se falou em tantas coisas: alienígenas, experiências científicas, seita religiosa, universos paralelos, mas a verdade é que a pergunta: O que é a ilha? Ainda continua sem resposta, essa sim é a grande incógnita! Nós os aficcionados pela série, não raro nos pegamos lendo ou formulando teorias que possam dar conta do mistério em questão; mas, como mistério é mistério e só o deixa de ser quando desvendado, a saga dos lostmaníacos segue e enquanto a 5ª temporada não vem, já nos acostumamos com os jogos on line, os fóruns as especulações nas comunidades e outros artifícios que os fãs da série conhecem bem. Os criadores de Lost sabem que dentro de nós os seres humanos existe uma predileção pelo misterioso, o oculto... Isso nos atrai de uma forma que oge ao controle, e, como eles sabem explorar isso na série... Difícil? Não. Quase impossível superá-los nesse quesito. Sinceramente, espero que alguns dos meus amigos expectadores já devorados por Lost ( os que desistiram de acompanhar a série), não estejam certos quando dizem que o final da série não fará sentido porque seus criadores imaginaram demais e se perderam em meio a tantos mistérios. Então é esperar pra ver. Espero mesmo, sinceramente para o bem da série, que os diretores de Lost não nos devore a todos. Dada a inteligência de ambos, acredito muito que isso não vai acontecer.

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BEM VINDO AO MARAVILHOSO MUNDO DE DEXTER

A Ç Q

“Eu gosto de fingir que sou sozinho, completamente sozinho… Não existem segredos na vida. Apenas verdades escondidas, que ficam sob a superfície. E há anos estou flutuando na superfície da minha vida.”

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Revista Season nº 5  

Nova publicação da revista Season.

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