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Instituto  Politécnico  de  Beja   Escola  Superior  de  Educação                

Dossier de Projeto Artes Plásticas e Multimédia 2º Ano/1º semestre Unidade Curricular: Atelier de Artes Plásticas III Docentes: Ana Lopes/António Inverno/Viviane Silva Discente: Mariana Gervásio Nº9525

 

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Índice

Introdução............................................................................................................pág.2 1.Fase inicial- primeira figura em barro...............................................................pág.3 2. Técnica do molde perdido.................................................................................pág9 3. Criação da Personagem...................................................................................pág18 4.Representação bi-dimensional........................................................................pag.21 Conclusão.............................................................................................................pág22

 

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Introdução

O trabalho que se segue visa a descrever através de texto e de registo fotográfico o trabalho realizado no âmbito da Unidade Curricular de Atelier de Artes Plásticas III. Aqui estão descritas as diversas fases do trabalho que vão desde a escolha do objecto orgânico a representar, à sua moldagem em barro o mais mimeticamente possível, passando pelo uso da técnica em gesso do molde perdido e, finalmente, a construção de uma personagem fictícia tendo em conta a forma do objecto inicial e uma breve sinopse que a acompanhasse. Era também pedido que para este trabalho se realizassem vários estudos bidimensionais que acompanhassem o objecto tridimensional a ser criado. Estes estudos deveriam ser feitos recorrendo a técnicas de serigrafia ,desenho e gravura.

 

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1. Fase inicial: Primeira figura em Barro

1.1 Escolha do Objecto Orgânico Para iniciar todo o processo de trabalho era antes necessário escolher um objecto orgânico encontrado na natureza: uma rocha, um tronco de árvore, uma concha, etc... O objecto escolhido para a realização deste trabalho foi um pedaço de madeira, já um pouco apodrecido e com várias ranhuras e cortes. Escolhi esta peça pois tanto a sua forma como as diferentes texturas que possuía, tornavam-na bastante interessante e apresentavam também um desafio pois no tendo tido nenhum contacto mais sério com a moldagem em barro antes esta era uma peça com algum nível de complexidade.

Vista de um dos lados do Objecto

 

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1.2 Observação e construção da peça A fase seguinte é observar bem a peça. Entender como ela se sustêm, qual o seu volume, se há diferentes níveis, entender a escala, enfim, como esta é composta. No objecto que escolhi, além de uma grande riqueza em termos de textura, existem também diferentes níveis de altura (fazem quase como que plataformas). Terminada a fase da observação mais atenta onde se tenta compreender bem como é a peça, passou-se à tentativa reprodução mimética desta mesma em barro. Numa fase inicial tentou-se apenas “apanhar” a forma geral do objecto, ou seja, a sua base para depois poder passar à reprodução das texturas. Tive algumas dificuldades nesta parte especialmente com a escala da peça, tendo demorado um bom bocado até que esta tivesse uma escala que correspondesse à peça original. Ultrapassada essa dificuldade, passei à fase das texturas da peça onde utilizei diversos materiais para conseguir diferentes resultados, escovas de dentes, palitos, tecos, foram alguns do materiais usados para dar realismo às texturas da peça aproximá-las cada vez mais do objecto inicial. Por fim criou-se um reforço na base para que a peça não ficasse demasiado frágil e se quebrasse quando se passa-se à fase do gesso.

Fase inicial da construção da peça em barro

 

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Vistas laterais

 

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Vistas frontais da peça já com pormenores e textura

 

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2. Ténico do Molde perdido 2.1 Camadas Após a conclusão da peça em barro e conferidos todos os pormenores, passou-se à fase seguinte do trabalho. Começou-se por fazer uma camada de gesso misturada com pigmento amarelo para que, quando chegasse a hora de começar a partir o gesso tivéssemos por onde nos guiar e não partir demasiado. Juntou-se então o gesso com água até ficar apenas uma diferença de 2mm entre os dois e só aí é que se misturou e adicionou o pigmento amarelo. A fase seguinte consistia em cobrir toda a peça de barro com o gesso amarelo, de forma a não deixar nenhuma zona de barro visível. Quando esta primeira camada secou, fez-se novamente gesso mas desta vez sem o pigmento amarelo e voltou-se a derramar por cima da peça criando mais uma camada.

Primeira camada com gesso e pigmento amarelo

 

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Segunda camada com gesso branco

 

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2.2 Retirar o barro e por o gesso Quando as duas camadas se encontravam secas passou-se à fase seguinte do trabalho que consistia em retirar todo o barro de dentro do molde. Esta não foi das tarefas mais fáceis pois era necessário com muito jeito retirar o barro de todas as saliências das texturas criadas. O não retirar do barro por completo pode mais tarde vir a afectar a peça final pois onde há barro o gesso não fica. Depois de se ter retirado todo o barro de dentro do molde passou-se uma camada de água misturada com sabão azul e branco para que o molde amarelo não ficasse tão agarrado à peça final e, quando chegasse a altura de partir os moldes, ser mais fácil de retirar sem danificar nada do que está por baixo. Por fim, fez-se uma última camada de gesso que foi derramada para dentro do molde até este saísse por fora d molde e o gesso não fosse mais abaixo. Quando o gesse secou raspou-se a parte superior para retirar o excesso e preencheram-se pequenos buracos e rachas que tinham ficado do derrame do gesso.

 

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Retirar o barro de dentro do molde

 

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A peça já escavada

 

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2.3 Quebrar o gesso e dar pormenores A última fase do gesso consiste em quebrar o molde quando este já está seco. Para isso utilizou-se um formão e um maço de madeira. Começou por se partir o gesso branco e foi-se retirando bocados até começar a aparecer o gesso amarelo. A partir de aí foi necessário proceder com maior cautela pois logo a seguir à camada amarela estava a peça final que convinha não sofrer nenhuma quebra. A camada amarela já se retirou com o auxilio de um espigão. Nem tudo correu bem nesta fase do processo pois alguns pedaços de barro que deveriam estar mais recônditos não foram retirados e por isso essa parte da peça não ficou em gesso. Mas a maioria da peça resultou e nada se partiu. Depois de limpa a peça deu-se de novo alguns pormenores para reforçar os que já existiam na textura com o auxilio de um pequeno arame.

 

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3 Criação de uma personagem 3.1 A personagem (estudos e esboços) A fase final do trabalho consistiu em criar uma personagem a partir da forma que o objecto inicial tinha e contar a sua história (quem ela é, de onde veio, características) e executar essa personagem em barro. Depois de alguns esboços a personagem que escolhi foi o rei dos gnomos. Toda a peça inicial seria a zona da cabeça que por se alongar na extremidade lhe dá uma aparência quase de coroa. Aproveitei o imaginário tradicional onde as fadas e os gnomos são criaturas da natureza e por isso seres com formas muito orgânicas. Mas esta primeira opção mostrou-se impossível de realizar então mudei o aspecto e a personagem em si. Passou a ser um pequeno monstro rasteiro que vive debaixo da cama de um menino de 6 anos. Ambos têm muito medo um do outro mas não sabem porquê até que um dia se conhecem. A personagem tem uma boca enorme e uma língua bifurcada com algumas circunferência que lhe proporcionam o aspecto de tentáculos. Possui apenas um olho. Apesar do que aparenta à prmeira vista é um animal muito dócil e inteligente.

 

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Primeira idealização da personagem

 

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Sinopse -São horas de ir dormir João! Todos os dias à mesma hora a mãe chamava. E todos os dias João fazia o máximo por arrastar o tempo: lavava muito lentamente os dentes, vestia muito lentamente o pijama, subia muito lentamente as escadas para o primeiro andar e muito lentamente se lembrava sempre de algo que o fazia sair de novo do quarto e adiar a maldita hora do deitar. Ora todos sabemos que as crianças não são, nem nunca foram, grandes apreciadoras da hora de dormir, mas, no caso de João, a coisa era bem mais complicada do que apenas uma birra. É que, todas as noites sem exceção, mal a mãe do João apagava as luzes e o silêncio se instalava no quarto, eles começavam a aparecer. João já conhecia a parada: começava com um minúsculo som, quase inaudível, como o murmurar do vento nas folhas do parque, e, à medida que a noite avançava, ia-se torando maior, mais terrível, mais medonho. Eram eles! João só vira um uma única vez. Eram estranhíssimos! Tinham um corpo pequeno e possuíam apenas um olho. A maior parte do seu corpo era coberta pela sua enorme bocarra cheia de dentes e com uma língua bifurcada que parecia quase os tentáculos de um polvo. Mas, apesar de assustadoras, não eram criaturas muito inteligentes, supunha João, pois ainda não tinham descoberto maneira de trepar pela cama acima. Eram também criaturas agressivas, pois davam encontrões na cama, rosnavam e rangiam os seus enormes dentes na direção do assustado João que a cada dia que passava se encolhia mais nos seus lençóis. Até que um dia João resolveu fazer alguma coisa. Certa noite, escondeu um frasco de vidro debaixo da almofada e preparou-se para dormir. Os sons habituais não tardaram a fazer-se ouvir mas, desta vez, João estava preparado. Mal um deles saiu debaixo da cama apanhou-o dentro do frasco e num movimento muito rápido fechou a tampa. Cá em baixo os bichos ntraram em alvoroço mas nada podiam fazer. E João ficou a observar o frasco. O animal debatia-se contra a prisão de vidro mas aos poucos com o cansaço foi desistindo. E i seu aspecto foi passando de furioso a triste. - Por favor liberta-me. – disse a criatura. João ficou chocado! Nunca pensou que as criaturas fossem capazes de falar! E assim começou uma aventura que iria mudar a vida de João e do seu prisioneiro para sempre...

 

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Representação bi-dimensional

 

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Conclusão Este foi para mim um trabalho de grande aprendizagem pois nele enfrentei diversas dificuldades que me obrigaram a exigir mais de mim e do meu trabalho para as ultrapassar. Sendo a primeira vez que trabalhei esta técnica do molde perdido penso que o resultado foi até positivo embora, e penso que a figura final em barro ficou bem conseguida, embora tenha algumas falhas. Creio que a maior dificuldade com que me deparei foi alguma falta de precisão e de rigor d aminha parte pois na peça sobraram muitos pedaços de barro o que levou a que a peça ficasse de algum modo incompleta em relação à original.

 

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Dossier