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GONSTRUçAO DE UM KIT ENTREVISTA A: Ecos da

Passo a Passo

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ESPIMODEL 2O1O

DIGAS & TÉGNIGAS

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OS MODELOS DE NOVIDADES 'ì\

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NOVIDADES

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NOVIDADES

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EVENTOS

ESPIMODEL 2010= Prazer... Esta é a palavra que para nós,Núcleo de Modelismo de Espinho, melhor define a ESPIMODEL 2010. Foi Foi Foi Foi Foi

um um um um um

prazervera nossa "casa" cheia de gente que pordiversas razões visitaram a ESPIMODEL. prazer receber modelista de todos os pontos do país. prazer receberos "nuestros hermanos" da Galiza. prazer mostrar ao nossos patrocinadores o trabalho feito pelo N.M.Espinho. prazer dar e partilhar o modelismo com todos.

t*lrtu'a a so"^vo

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Não é muito importante para nós mediro sucesso da ESPIMODEL 2010,para nós,foi eé muito mais importante ver o vosso prazer.

Atodos aqueles que contribuiriam para

a

ESPIMODEL2010 só podemos dizer:

Obrigado...foi um prazer.

tiidttüddt|[h.no"r,toïïìH? FreguesiadeEspinho,dizlembrar-sequehá -""nucïi}til

de freguesia de Espinho no último domingo do evento para a

RuiTorres,presidentedaJuntade

entrega

quatro anos a afluência era bem inÍerior, Íicando orgulhoso do crescimento do papel da Espimodel nas actividades culturais de

oram muitas as pessoas que se juntaram na junta

de prémios que destacariam alguns dos bons

modelos patentes. De todas as idades, não conseguiram evitar encanto destas réplicas reveladoras de técnica e talento dos

o

mais

Espinho."Hoje estamos muito satisfeitos por ver que os dirigentes

da associação têm estado empenhados em levar o núcleo de o modelo "Fairey Swordfish" recebendo o prémio Master, tendo-se modelismo para a frente", disse Rui Torres. Leonor Fonseca destacado no meio de muitas centenas de modelos das mais adiantou que "a Câmara continuará a apoiar o trabalho dos empenhadoseapaixonadosporestehobby.Ograndevencedorfoi

diversas temáticas. Compareceram pessoas oriundas de norte a modelistas, esperando que o 10o aniversário sul do país, e também de outras nacionalidades, em particular de conquiste adeptos de mais pontos do mundo".

da

Espimodel

Espanha que esteve representada por algumas associações. E foi num ambiente de geral satisfação que terminou bem mais uma Os prémios foram distribuidos pelas diversas categorias (um total edição da Espimodel, estando já no terreno a preparação da 10' de 118 entregues), havendo ainda os prémios patrocinados, e o do edição, a realizar em Setembro de 2011 . público. Na cerimónia de encerramento, estiveram presentes Fica já o convite a todos os modelistas que participaram e aos que por qualquer razão náo o puderam fazer este ano, que se preparem representantes da Câmara de Espinho, Junta de freguesia e atrocinadores do

Evento

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Vencedor Absoluto Troféu Master Modelista: Alberto Nunes Descrição da Peça: Fairey Swordfish


ENTREVISTA A:

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RIKARDO MATOS

esta edição vamos ficar a conhecer melhor

Quantos modelos tens actualmente na tua

conversa com o Ricardo Matos.

colecção? R:Ao certo não sei,pois recebi uma caixa cheia de

um dos nossos membros. Vamos à

modelos para restaurar...mas são bem mais de 100.

Ricardo, fala-nos um pouco mais de ti. R:Bom,chamo-me Ricardo Matos, tenho 26 anos e sou de Almada. Sou DesrElner de profissão, mas gostava de ter seguido maquetismo e 3D (tenho alguns conhecimentos). Actualmente estou de volta ao modelismo pois esÍive uns tempos de cosÍas voltadas a esta arte. De resto, não seimuito mais que dizer!

Desde quando é que te iniciaste no

Modelismo/Goleccionismo e porquê? R:Ui...provávelmente desde os meus 7,8 anos, com um navio à escala 1/700, oferecido pelo meu primo. Digamos queficou um marde cola...(em cima dele). Depois o coleccionismo veio com os meus 15 anos, em que comecei a comprar miniaturas 1/43 de carros clássicos! Hoje em dia játenho uma minigaragem!

Gonsideras-te um Modelista ou

um coleccionador? R:Um pouco de ambos. GosÍo de modificar, construir ou simplesmente ter o modelo na estante tal como o

Gomo e onde tens exposta a tua colecção? R : Vitri n a... e sta nte... e m u ito s d e ntro d a s cai xa s.

Quantas horas dedicas diáriamente aos teus modelos? Em férias forçad as, várias hora s por dia. Mas em altura detrabalho...sempre queposso. R:

Tens a tua colecção devidamente catalogada em Base de Dados e fotografada? R:Tenho Íodos os que esfão exposÍos num caderno

catalogados

por marca/modelo/ano/estado

(alterado ou origi n al). Qual a opinião da tua família e amigos sobre este teu hobby? R:Gostam... Já vem de outras gerações.

Qual é o teu modelo favorito ou aquele que merece mais realce na tua colecção? R:O meu primeiro... o Mercedes W 1 25.

comprei.

Para além de modelos auto, o que coleccionas mais? R:Tenho uma paixão por aviões, mas tenho pouca coisa!

Para ti, o que é o Modelismo? R:Uma escapatoria ao dia-a-dia.

Qual é a tua escala preferida e porquê? R:1/43, cabe em todo o lado e já tem pormenores.

Tens algum tema preferido que desenvolvas porquê?

e

R;C/ásslcos. Sem dúvida os c/ássicos, adoro historia, e ter uma peça à escala que conta algo, para mim é única.

Preferes trabalhar um Die-Gast ou construir um kit? Porquê? R;EsÍa é difícil... por vezes gosÍo de pegar em algo <finalizado> pela marca e mudar para dar mais detalhes, outras vezes gosÍo de fazer de raiz ou até mesmo um modelo de compra...tudo depende da disposição.

Qualfoi o teu primeiro modelo e o mais recente? R:Modelismo 1/43 foi o Mercedes W125...mas o primeiro de todos foi um Porta Aviões da 2" Guerra à escala 1/700...o mais recente são os meus dioramas.

Tens por hábito adquirir modelos por fascículos coleccionáveis? R:Nem porisso/ Só compro aqueles que quero.

Qual o teu critério nas compras que fazes? Gompras os modelos que gostas ou os que estão em falta na tua colecção? R;Os que gosÍo. Seja pela historia ou pela beleza do modelo.


ENTREVISTAA:

Já perdeste algum modelo, seja ele de colecção de fascículo ou de lançamento no circuito comercial, que hoje seja difícil de encontrar? Qual? R:Bom, tenho um que me doi de pensar nele... o Jaguar TypeE, mas perdi por acidente... e tentei encontrar outro e nunca mais vi! Na zona onde vives, tens

lojas

dificuldade em encontrar

que se dediquem

ao

modelismo/coleccionismo? R:Já foi mais complicado, agora tenho uma ou outra em Lisboa!

todos os modelos constantes na tua colecção qualo mais barato e o mais caro? De

R:Tenho desde 1€ a 40€ e alguns de borla! hehehe

Tens preferência poralguma marca? Qual? R:Nem porisso, desde quetenha 4 rodas!

Qual a maior dificuldade que encontras para poderes desenvolver com mais qualidade este

Em tua opinião os fórums temáticos contribuem para o estreitamento de relações e à construção de novas amizades? R;Sem duvida! Ganhei novos amigos aqui... melhor prova?

Sendo este hobby uma actividade solitária

individualista, achas que a <partilha

e

de conhecimentos e técnicas> deve ser divulgada publicamente? R:Em alguns casos sim, em outros nem por isso! Voltando ao nosso forum... entre amigos, claro que sim!

Como é que tomaste conhecimento da

existência do nosso fórum e como te tornaste membro? R:Fui convidado! E desde então nunca mais sai daqui!hehe Em tua opinião, o que devia ser melhorado ou acrescentado ao nosso fórum?

R:A meu ver está no bom caminho!

Os

hobby? R:Falta detempo e dinheiro!

mel ho ra m e ntos vão su rg i r!

Desde quando é que começaste a frequentar fórums dedicados ao Modelismo/Coleccion ismo?

Como defines o nosso fórum e qual o teu grau de satisfação? R;5 esfre/as

R:Já vai algum tempo... se calhar desde 2004.

Achas que a existência destes fórums trazem alguma coisa de positivo para este hobby? R:Em alguns casos sim (é uma pergunta com pano para mangas). O nosso é certo que sim, pena não serem mais assim....

Já recomendaste o nosso fórum a algum amigo? Porquê? R:Já! Um fórum como esÍe... é 5 estrelas. merece serdivulgado MF43.

Fazes paÉe de mais algum fórum de modelismo /coleccionismo? Qual? R:Flz pafte durante muito tempo do Fórum Die-Cast, mas embora ainda tenha conta (duas até) acabei por não irlá mais!

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CONSTRUIR UM KIT Passo a Passo Modelo: ALFA ROMEO 155 Stradade Marca. Racing 43 (Metal) Ano de Construção. Agosto 2010 Modelista: SPORTING

Pintura da carrocelia. Sempre em pequenas doses, e sempre de [ìarxo para c ma

Colagem e prntura dos travÕes aos discos Continuação da montagem do interior

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Pintura dos inter Baquets € Começo de rnontagem do arco de segurança.

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Resultado final da pintura

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\ Continuação da montagem do arco de segurança.

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Entretanto, começa a montagern das jantes. Limar por dentro e exterior da iante

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Paragem para secagem das colas do arco.

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MODETOS 1t24

de (SPORTING) TOYOTA GT ONE 24 Horas Le Mans 1999

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MODELOS 1124

Os LANCIA Rally 037 de (OkkingD


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MODELOS 1124

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MODELOS 1132

BATMOBILE by LUíS VnOURETRA (NUCLEO DE MODELISMO DE ESPINHO)

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batmobile, baseado no protótipo Licoln Futura, foi criado por William M. Schmidt e pela sua equipa. As linhas poderão ter sido inspiradas no modelo Mako Shark e Manta Ray. Em 1954, o protótipo do Lincoln Futura, Íoi construído à mão por Ghia Body Works em ltália - Turim. Um ano mais tarde, a 8 de Janeiro, foi apresentado no salão de Chicago, com cor base azul. Em 1959, o Futura surgiu nos grandes ecrãs com a corvermelha em "lt Started with a Kiss"

Mais tarde, em 1965, a 20th Century Fox Television e William Dozier's Greenway Productions, contactou o construtor Dean Jeffries para desenhar e construir o "Batmobile" para a série de televisão. A construção iniciou-se com a modiÍicação de um Cadillac, modelo de 1959. Todavia, quando os estudios quiseram lançar a série em Janeiro de 1966, Jeffries não conseguindo terminar o projecto a tempo, passou-o para o construtorGeorge Barris.

tierO Crasse toi responsável pelo design e Bill Cushenberry petas modificações, terminando o modelo em três semanas. Barris manteve os direitos de autor e emprestando-o à 20th Century Fox e Greenway Productions para o uso nas séries. No inÍcio das filmagens, surgiram alguns problemas inerentes à idade do carro: sobreaquecimento, bateria descarregada e uma despesa enorme em pneus "MickeyThompson" que Íuravam constantemente. A meio da série, o motor e a transmissão Íoram trocadas pelas de um Ford Galaxie's.

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ë A influência visual mais Írequente deste carro, que foi passando para os modelos mais recentes, foi a turbina traseira que possibilitava um arranque mais rápido. Actualmente o carro encontra-se avaliado em 2 milhões de dólares.


MODELOS 1132 O KIT Este kit e a edição de coleccinador, editado pela Polar Lights, contendo o

kit do batmobile

e um

plano geral do carro impresso

em papel

fotográfico.

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Não é um kit complexo, porém os moldes datam de 1960 não

ajudam muito. Algumas peças têm marcas da injecção do plástico que têm de ser removidas antes de serem coladas. Este modelo náolraz o famoso "motor atómico" e não incluí pneus de borracha. Em suma, é uma fiel reedição do modelo clássico. De uma maneira geral, tendo em conta a idade dos moldes, o kit está muito básico. Aparentemente, a carroçaria como tem em separado o nariz, vai obrigar-me a utilizar massa putty para corrigira junção do nariz. Relativamente ao interior o kit traz os bancos cromados. oorém nenhum dos modelos reais tem os bancos cromados.Assim sendo, o cromado terá de ser removido com lixívia para ser pintado de preto. Este modelo incluí ainda duas Íiguras: uma do Batman e uma do Robin, sem esquecer uma folha de decalques.

As instruções do kit são uma Íotocópia das originais, resumindo-se a três passos (30 peças) e uma descrição muito geral das cores.

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MODETOS 1t43

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Os Die Cast de <Paulo Ferreira>> Fiât 131 Abanh

SubaÍu lmpÍêzaWRC N".5- PSolbêrg/P Japan 2005 ÍHPlì

Alilalia

N".3 - M. Alen / L Kivimáki - Rallv Sâfari 1979 (Troféu)

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Âudi Quarto Madboro N".5 - H. Mikkola / R. Gumped - cote D lvoire 1982 (speidel Modellauto / Troféu)

Lânciá Dêlta 54 N'.2 - M. Alen / L Kivimâka - San Remo 1986 lHPlì

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Nissán 240RS

Lancaa Delta HF Intêgrale N'.4 - C. Sainz / L. Moyâ - San Remo 1993 (HPl)

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N'-20 - S. Mêndês / R. Cunha - Podugal 1985 (BizaÍe)

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Peugêol 205 T16 N'.2 - A. Válânen / I Ha.ryman Monrê cádo 1985 (Spârk)

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PIT.STOP

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Argentina e as corridas, um Tango desafinado. '!&,t requentemente, e no passado, as corridas de carros

foram protegidas em grande escala pelos políticos. Princioalmente na Alemanha de Hitler e na ltália de Mussolini. A protecção de Hitler A casa Mercedes e à AutoUnion, teve como consequência surpreender a Europa poucos anos antes de rebentar a2" guerra mundial. Cada firma recebeu 200.000 dólares como subsídio do governo para que produzissem carros dedicados a correr nos GP.

Cada fábrica gastou quase

1

milhão de dólares em

melhorias nos seus carros, recebendo em troca daquele esforço contratos redigidos sob condições muito favoráveis para a produção de munições de guerra. Os seus motores eram duas vezes mais potentes do que aqueles que até aí tinham corrido nos GP. Podiam atingir velocidades de 200 milhas/hora facilmente. Porém a célebre eficácia alemã controlava-os maravilhosamente tanto nas pistas como fora delas. Nunca mataram ninguém, além de alguns pilotos. Se o controlo da multidão não fosse perfeito , os carros não correriam.

Em ltália alguns anos antes, Mussolini tinha apoiado as corridas, facilitando fundos do governo para para construir recintos fechados, fazendo dos pilotos heróis nacionais, bem como dando esse título honorífico também a às equipas, directores e proprietários das fábricas. Em ltália algumas tragédias aconteceram, foi a época áurea das corridas em pista e fora dela, nasceu a prova das Mille Miglia, aTarga Florio, Monza construiu-se e foi 1o circuito europeu. AAlfa-Romeo ganhou centenas de corridas com pilotos como: Nuvolari, Varzi, Campari, Borzacchini, Materassi, Fagioli, Bordino, e António Ascari. Mas até que Péron organizasse GP da Argentina em 1947, nada se tinha visto igual. Anteriormente à criminosa época de 1953, tinham morrido alguns pilotos em 1949. Jean Pierre Wimille e Oriano Malusardiforam assassinados pela multidão, esta é a expressão exacta, ao serem obrigados a sair de pista empurrados por aquele muro de carne humana que lhes fechava o passo. No ano de 1954, Eric Forest Greene chocou com seu carro, mas pôde saltar a tempo do seu lugar com as roupas em

chamas. Embora houvesse assistentes por perto, ninguém sabia o quefazer, e nem sequer havia mantas à mão para apagarchamas que envolviam seu corpo. Morreu no dia seguinte. Também 1954, um chefe dos boxes, Erico

Plate, foi morto por um carro conduzido por um amador argentino sem experiência e que deslizou sobre os boxes esmagando-o contra muro. lsto porque construíram boxes muito perto da curva e por terem permitido que aquele piloto tomasse parte na prova. Em 1960 Péron estava no exílio mas os maus costumes são difíceis de desarreigar. no fim de uma longa recta e estreita pista, matou-se Henry

Blanchard. Era uma pista que

,

estupidamente,

continuava sendo um perigo para os pilotos e que devia ser suprimida. O facto de não ter havido mais mortes foi

questão de sorte. Um ano durante os 1000 km para o mundial de sport , os pilotos esperavam deslizar através de uma pista que unicamente tinha uma curva fechada em cada ponta e mais nada ao longo de todo o percurso, a não ser uns quantos fardos de palha.

A pista era muito rápida e resolveram instalar cercas de

para conter multidão e eram verdadeiras armadilhas para pilotos que se despistassem. Quando tal foi dito aos organizadores houve um encolher de ombros e responderam que não podiam estaratentos a tudo. O GP da Argentina era a imagem perfeita da desorganização latina. A organização da prova estava a cargo de amigos íntimos de Péron e nenhum faziaideia do que era uma corrida de carros. fazer sinais aos pilotos com bandeiras era coisa que desconheciam. Um certo ano um dos mais importantes membros do governo quis dar partida e só depois reparou que estava em cima da bandeira. Ao reparar nisso deu uma grande sacudidela à haste da bandeira, sobressaltados por seu gesto metade

arame

do pelotão arrancou, enquanto os outros ficavam na grelha. Foi uma saída muito típica na Argentina. A chamada temoorada de corridas era mais um espectáculo circense do que uma competição. Muitas vezes a corrida era somente o quarto ou quinto espectáculo do dia, porque havia corridas de cavalos, motos, e por aí fora. O público tinha que estar sempre entretido. Havia saltos de pára quedas e acrobacias aéreas ou algum malabarista fazia habilidades pendurado num helicóptero.


PIT€TOP Naturalmente a temporada realizava-se durante o pior tempo possível do ano. Choveu abundantemente durante duas importantes corridas que se realizaram na Argentina. Uma vez durante GP de Buenos Aires em 1958. e outra durante o ano de 1954. O resto do tempo o calor era intenso. Durante o dia a temperatura em BuenosAires é tão quente em Janeiro é de 36 graus aproximadamente mas no circuito chegava a subir aos 40. Quando fez mais calor e se sofreu mais foi na prova de 1955. as temperaturas mais baixas que se registaram eram porvolta dos 38/40 graus. O circuito era um verdadeiro forno, elevavam-se ondas de calor do alcatrão que cobria a pista, de tal modo que os pilotos por vezes padeciam de alucinações. Depois de umas voltas ao circuito nenhum piloto acreditava nos seus sentidos. Jean Behra chocou com seu carro e o mesmo aconteceu a Karl Kling e a Alberto Ascari. Stirling Moss parou seu carro num lado do circuito, completamente esgotado, tendo que

ser recolhido numa ambulância. Castelloti

travou

justamente no momento em que desmaiava. Um dos carros mudou de piloto oito vezes. Entretanto o grande Fangio continuava acorrerfazendo média de 80 milhas/hora. sem cometer nenhum erro. A estrutura dos tubos do carro aqueceu de tal modo que chegou a produzir queimaduras de 2o grau nas pernas. Acada curva que faziauma de suas pernas batiam contra metal quase ao rubro. esteve prestes a desmaiar várias vezes mas mediante poderoso esforço manteve-se sempre ao volante percorrendo circuito sem descanso. Quando ao fim de 3 horas a corrida acabou, Fangio era um homem completamente desfeito. Meio desmaiado deixou-se arrancar do seu assento, não pode

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Na realidade foi ele que ganhou a prova. mas aquela vitória não era qualquer coisa que se tinha decidido de antemão. A corrida não iria ser mais do que um passeio para os 3 Ferrari que tomavam parte na prova, e assim a

equipa antecipadamente decidiu quem ganharia. O público foi escasso. O GP foi seguido da corrida dos 1000 km que o público contemplou como sempre na saída do recinto, antes de pagar para entrar nele. A corrida que fechou a temporada foi o GP de B. Aires, que se realizou

sob forte chuva. No total foram 3 corridas realizadas.2 muito mal organizadas e no conjunto foi um desastre a

nível económico. O A.C. Argentino perdeu cerca de 100.000. A maioria dos corredores estava de acordo acerca dessa previsão, mas em 1960 voltaramarealizar-se as corridas. Possivelmente porque oA.C.A. julgou que desta maneira,

atrairia Fangio, que já tinha 49 anos e estava retirado. Realizou-se um grande esforço para que o grande Fangio voltasse a pegar no volante, mas Fangio não se mostrou disposto a voltar afazê-lo mais. Então o clube virou seus

olhos para Froilan Gonzalez que até ao ano de 1954 tinha sido um dos mais audazes pilotos de corridas do mundo inteiro. Era um homem forte e corpulento que dava

a impressão, que quando corria, de estar brincando com carros de choque por todas as pistas do mundo. Sempre

lutava por chegar em primeiro e além disso era um indivíduo que não conhecia o medo em absoluto. Mas no o seu companheiro Onofre Marimon, argentino como ele, tinha-se matado com um Maserati, em Nurburgring.

ano de 1954,

reconhecer o rosto de sua mulher e murmurou com voz

Gonzalez chorou desalmadamente apoiado sobre um

quase imperceptível:

ombro de Fangio e a seguir, perdido talvez o controle de seus nervos, lançou seu carro contra o de outro piloto. Gonzalez nunca mais ganhou uma prova. Retirou-se cedo do GP e embora na temporada e de vez em quando aparecia pilotando algum carro, mas jânão era o temível adversário que sempre tinha sido. Mike Hawthorn

<Querotomar um duche antesde mais nada...!>

Ainda hoje se notam as queimaduras feitas nessa corrida. Comprou bálsamo para suas feridas com os 5.500 dólares

que a casa Mercedes lhe deu como gratificação especial

declarou em 1958 que González tinha perdido o

por correr naquelas condições e ganhar a prova.

entusiasmo pelas corridas, Em 1960 Gonzalezacedeu ao

Depois daquela corrida, os mecânicos aprenderam a abrir uns orifícios no chassis dos carros antes de irem correr à Argentina, assim como desde então , nos boxes sempre

agradava em absoluto, e o tempo estava muito quente. Parou 2 vezes para que lhe atirassem água. Acabou a

houve baldes de água fria à disposição dos pilotos (e nalgumas vezes em alguns pontos do circuito). O espectáculo de ver pilotos meio estonteados e agarrados ao volante, que eram reanimados por baldes de água fria,

que os seus mecânicos lhes atiravam ao passar, chegou a

ser uma coisa vulgar em qualquer corrida celebrada na Argentina. Inicialmente os europeus eram atraídos pelas corridas na argentina. Podiam assim preencher a lacuna que lhes deixava a suspensão das corridas na Europa. Mas conforme anos iam passando, a falta de organização, o calor, e a ausência de segurança mudaram sua atitude e

pedido do A.C.A.

e pilotou um Ferrari. Mas não lhe

prova em 10 lugar. Em qualquer caso, a temporada tinha terminado após um

descanso de um ano, e as corridas continuariam, ainda que de forma intermitente, durante muitos anos. Tinham começado sob impulso de necessidade política e de Péron e tinham-se tornado famosas em todo o mundo

mercê dos esforços de Fangio,

e era

provável que

continuassem por muitos anos os efeitos do poderoso impulso que estes dois homens deram às corridas de carros.

começaram a desertar daqueles perigosos circuitos. Em 1958 foi a ultima vez que essas corridas contaram com

presença de Fangio. A Vanwall, BRM, ou a Cooper não

puderam estar presentes. Assim somente 10 carros tomaram parte na prova, 6 deles antigos Maserati sem chance de ganhar. Um

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carro era um Cooper de Moss.

Cars atSpeed Robert Daley Contribuido por (GregcD - Qutubro/2010


DICAS & TECNICAS

SUPORTE DE PINTURA ma das várias dificuldades que muitos modelistas sentem é em encontrar um suporte de pintura que seja versátil e barato. Mostramos aqui, como contornar esse problema de forma fácil, através da construção do próprio suporte de pintura.

O plano aqui representado refere-se a um

O mais prático é introduzir o fio num tubo

suporte

que se encaixa bem ao seu diâmetro, o

de pintura para modelos na

cano de uma caneta (o ideal seria um tubo de metal). Segurando o fio com um alicate de arame inserido no tubo, o que leva directamente para a marca (e conseguir

escala 1124.

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que todas as secções são iguais)

dobrado usando

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Finalmente termina-se fazendo as curvas

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de 90o ao contrário das superiores do suporte. mantendo-se sempre nornondie rrlrroq

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(Fig.B), ficamos com o arame pronto para inrciarmos a construção do peça que

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roupa, em arame revestido (Fig.A). Depoìs de devidamente desmontado nroÌondamnq

como uma

alavanca.

Aqui podemos ver o material a ulilizar para r nnnclrr rnÃn d uut tòU uçdv.

o tubo

Esta também

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uma das formas

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de

proceder à dobragem do arame, embora mais custosa.

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Depois de pronta toda a estrutura do suporte procede-se ao corte de pontas

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excedentes do arame.

í Com a ajuda de uma régua, marcamos os Dontos onde iremos efectuar as dobras.

Começamos por marcar o centro (1), e depois as medidas seguintes (2)referidas no Dlano inicial.

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Já realizadas as primeiras curvas com

o

ângulo de 90o, teremos de testar se estão

perpendiculares e se assentam bem na superfície plana.

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Agora manualmente. ou com a ajuda de

rm alinate airrsta-sc ao máximo

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lrtaraiq dn qrrnnria

Ít-_ Vamos fazer os dois primeiros cantos (marca n o 2), que são 90 o. Para fazer essas curvas não recomendamos a instalação manual, pois seria difícil de igualar a todos com a marca de modo que as secções têm a mesma medida.

\-Depois realizam-se curvas de 140o, 115o e 105o em ambos os lados do suporte.

os

ângulos das curvas, e o paralelismo das

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DICAS & TÉCNICAS /tsÈ

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A)ITIgATE}ITE Eis um documento histórico do modelismo nacional. O no. 1 de <O Mini VOLANTE), suplemento dedicado ao modelismo, encartado no jornal O VOLANTE. Estavamos em 1972, e fazia as delícias dos modelistas da época, ainda hoje serve de referência para muitos modelistas da nossa praça. Nas próximas edições iremos dar continuidade à divulgação deste documento histórico e de outros.

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