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MEXA-SE

SAÚDE

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A força e beleza da Constelação Sistêmica

Fisioterapia e Acupuntura Domiciliar: só benefícios!

Sandra Bittencourt

Dra. Renata Celian

eu primeiro contato com a Constelação Sistêmica já faz um bom tempo – eu tinha acabado de entrar na faculdade de Psicologia e fazia formação em Análise Bioenergética. Duas professoras prepararam um workshop para apresentar esta técnica inovadora e lá fui eu. Tinha gente de muitos lugares, terapeutas familiares, médicos, psicoterapeutas e pessoas interessadas em estudar o assunto. Éramos umas 150 pessoas e a primeira a constelar, ou seja, a colocar uma questão, foi uma importante terapeuta familiar de São Paulo, de origem polonesa, cuja família tinha fugido da II Guerra Mundial e tinha deixado para trás muita dor. Esta dor ‘circulava’ em todo sistema familiar da terapeuta – era preciso fazer fluir novamente o amor que unia aquela família na dor, na perda e no sofrimento. As professoras montaram a constelação, as soluções foram se apresentando e o público foi se surpreendendo e se emocionando com a beleza e a força da Constelação. Depois de assistir a algumas constelações, criei coragem, levantei a mão e fiquei torcendo para ser escolhida; um misto de alegria e medo me tomou quando a professora me escolheu para ser constelada. Apresentei minha questão – estava recém-separada, tinha três filhas adolescentes, muitas incertezas, um sofrimento atroz! Foi montada então a minha constelação: escolhi alguém para me representar, um homem de Birigui, que eu nunca tinha visto

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antes, para representar meu ex-marido, e mais três mulheres para representarem cada filha. Posicionei-os no espaço de acordo com a imagem interna que tinha deles e de cada um em relação ao outro, afastei-me do espaço central e me sentei em uma cadeira indicada pela professora, que aguardou algum tempo e disse para que os representantes seguissem os impulsos. Eles começaram a se movimentar de acordo com a vontade corporal e, quando pararam e se reposicionaram aproximando-se mais de uns e se afastando de outros, a professora começou a perguntar o que cada um sentia e, para meu espanto, reconheci em cada participante as falas, a forma de se expressar de cada elemento da minha família. O que mais me chocou foi o homem de Birigui comportar-se literalmente como meu ex-marido, sem ter nenhuma informação. Eu apenas assistia e segurava o queixo para ele não cair, literalmente. A constelação foi se desenvolvendo, as frases de solução sendo apresentadas e os representantes cada vez mais se comportando como a minha família. Tive que me confrontar com as minhas responsabilidades, com as emoções ocultas e com as preferências que nós pais insistimos em dizer que não temos. Ao encerrar a constelação estava surpresa, chocada e comovida por me deparar como as forças da vida trabalham para que o amor volte a fluir de forma a curar as feridas. Hoje, estudo este método e cada vez mais me convenço da sua eficácia e da profundidade que ele alcança. Reconhecer as leis que regem o fluxo do amor nas relações faz toda a diferença entre viver em paz e viver em conflito. Sandra Bittencourt é psicóloga transpessoal e promove um Workshop de Constelação Sistêmica no dia 26 de fevereiro, das 14h30 às 18h30. Inf.: 114522-7217, sandrabitt@uol.com.br

uitas pessoas podem se beneficiar do atendimento de fisioterapia domiciliar. Geralmente, este tipo de atendimento é indicado para pessoas que preferem o conforto do próprio lar para realizar o tratamento ou até mesmo aquelas pessoas que têm dificuldade de locomoção ou em que a família não tem possibilidade de levar o paciente até uma clínica. Neste caso, o atendimento domiciliar é viabilizado pelo conforto do paciente e da família, uma vez que há menor exigência para a locomoção do paciente e se elimina a necessidade de passar por barreiras arquitetônicas dentro do próprio domicílio (escadas, corredores estreitos, calçadas esburacadas etc.), entrar e sair do carro, sem contar o tempo necessário para que tudo isso seja realizado. Todas essas situações muitas vezes levam à desistência do tratamento, em momentos em que o mesmo não poderia ser interrompido. Durante o atendimento, são levados equipamentos para a reabilitação, de acordo com a necessidade do paciente. As principais patologias ou situações que podem ser tratadas em domicílio são AVC’s ou derrame, osteoporose avançada, sequelas de acidentes em que há dificuldade para a marcha ou outras, pacientes acamados que não podem se movimentar ou se movimentam pouco, ca-

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sos neurológicos em geral, pacientes idosos que necessitam manter a integridade física, entre outras. Além da fisioterapia nas modalidades ortopédica e neurológica, em domicílio também podem ser realizadas sessões de acupuntura. Neste caso, não só qualquer situação acima citada pode ser tratada, mas também outras situações e pacientes que queiram e possam ser tratados no próprio lar. É importante salientar que o tratamento domiciliar é tão bom quanto o realizado em consultório ou clínica e traz muita qualidade de vida ao paciente. Em qualquer um dos casos, o apoio e conhecimento da família são fundamentais. Renata Celian é fisioterapeuta da Incorpore – Terapias e Ergonomia (11-9617-9758)

Jornal Mexa-se Janeiro 2011  

Jornal Mexa-se - Edição 144 Janeiro/2011

Jornal Mexa-se Janeiro 2011  

Jornal Mexa-se - Edição 144 Janeiro/2011

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