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Sexta-feira, 29 de abril de 2011 |

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A ioga pode ajudar no tratamento da infertilidade feminina? Aceitação da ioga como um tratamento complementar da infertilidade cresce lentamente Além de tributar o corpo, a mente e o bolso, a infertilidade pode ser uma experiência muito solitária. Em muitos países, já existem grupos de apoio para os casais inférteis, mas nos últimos anos, os cursos de “ioga para a fertilidade” tornaram-se cada vez mais populares. Eles são os últimos de uma série de abordagens holísticas ou de tratamentos complementares para o tratamento de infertilidade que incluem programas de acupuntura (cuja eficácia para os pacientes de infertilidade é apoiada por pesquisas) e massagens (que não apresentam dados específicos para apoiá-los). Nenhum estudo científico provou até agora que a ioga tem aumentado as taxas de gravidez em pacientes inférteis. “Mas todas as pacientes que praticam ioga defendem que as habilidades de enfrentamento que aprendem nas aulas ajudam a reduzir o estresse em relação à infertilidade. A l é m disto, o comparti-

lhamento de experiências sobre a infertilidade com o grupo pode aliviar muito a tensão psicológica destas pacientes”, diz o ginecologista, Prof. Dr. Joji Ueno, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo. Estilo de vida moderna Tabagismo, álcool, estresse, cafeína e alguns medicamentos podem prejudicar a fertilidade, assim como o sobrepeso,

a obesidade ou a anorexia. Como melhorar as chances destas mulheres engravidarem: com dieta, massagem, ioga ou apenas com as técnicas consolidadas de reprodução humana? “Assim como os médicos já fazem recomendações sobre o estilo de vida, visando prevenir doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, é hora de acreditarmos que os fatores modificáveis também podem ser identificados no campo da saúde reprodutiva, visando a redução dos casos de infertilidade. E quando o assunto é modificar o estilo de vida do paciente, a ioga pode ser uma aliada das recomendações médicas”, diz o Prof. Dr. Joji Ueno. O estresse há muito tem sido apontado como um fator capaz de reduzir a probabilidade de concepção. “A ioga é uma técnica de relaxamento muito eficaz e uma ótima maneira de fazer com que as mulheres entrem em sintonia com seus cor-

pos”, conta Ueno. Importantes centros de tratamento de infertilidade já contam com aulas de ioga, como parte do “pacote de tratamentos oferecidos”. Dentre estes, destacamos os programas dos Fertility Centers of Illinois, em Chicago (criados em 2002), e o Fertilidade Shady Grove, em Washington (criado em 2008). Em 2009, a New York University Fertility Center, em Manhattan, integrou ao seu corpo clínico, dois instrutores de ioga para ajudar as pacientes. Relaxamento x gravidez Mulheres com alto nível de depressão e estresse têm baixos níveis de fertilidade. Muitas vezes, a depressão e o estresse são resultados da infertilidade, o que cria um círculo vicioso. A inclusão da ioga e de outras terapias holísticas e complementares ao tratamento da infertilidade não vêm reforçar a teoria simplista do “apenas relaxe e você vai ficar grávida”. A ioga pode ter um impacto muito positivo sobre a infertilidade, mas a infertilidade é muito mais do que simplesmente uma questão de relaxamento.

Surdez pode causar problemas emocionais e psicológicos A audição faz parte dos chamados cinco sentidos, é responsável por captar os sons do meio ambiente e é considerado um dos mais complexos sistemas do corpo humano. “Ele possui várias dinâmicas e é capaz de captar dados sonoros, sintetizá-los e enviá-los ao cérebro, responsável pela percepção e interpretação dos sons que escutamos”, explica Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ). Alguns fatores podem comprometer a saúde dos ouvidos e causar perdas na audição chegando até a surdez. Esta é uma das deficiências sensoriais mais comuns e pode desencadear problemas psicológicos, emocionais, alterações de aprendizado, de comunicação, problemas profissionais, solidão e insatisfação. “A surdez pode ser causada por fatores ambientais e fatores genéticos. As infecções pré-natais - como rubéola - e pós-natais, como a meningite, estão entre as causas ambientais desta deficiência auditiva”, ressalta. A audição dos bebês logo após o nascimento pode e deve ser avaliada pelo teste da Orelhinha, cujo nome técnico é Teste de Emissões Otoacústicas Evocadas. O profissional utiliza um aparelho que emi-

te sons e sensores eletrônicos para avaliar a sua capacidade auditiva. “É possível detectar perda auditiva precoce na criança. O resultado deve ser confirmado por exames audiológicos complementares”, observa à especialista. A outra avaliação é o Teste de Surdez Genética, que consiste em um exame laboratorial especializado a partir do sangue do bebê, criança ou adultor. “Este exame é feito em indivíduos com perda auditiva quando há suspeita de surdez genética, sindrômica ou não, com a finalidade de diagnóstico correto e acompanhamento profissional. Quanto antes os problemas de audição forem detectados, melhores serão os resultados de tratamento”, afirma. Além do acompanhamento de um otorrinolaringologista, é necessária a participação de outros profissionais, como fonoaudiólogos e psicopedagogos, no tratamento de pessoas com surdez. No caso das crianças, se o diagnóstico e as intervenções forem precoces há a possibilidade do desenvolvimento adequado da linguagem e da comunicação oral. “Se o problema for descoberto até os três meses e o tratamento for iniciado até os seis meses de idade pode-se garantir o desenvolvimento da criança surda semelhante à de uma que ouve normalmente”, acrescenta.


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PARAPSICOLOGIA E VIDA MELHOR nº 186 Estamos prontos para perdoar quando começamos a pensar da seguinte maneira: “Quero gastar o menor tempo possível da minha vida no desconforto causado pela raiva ou sofrimento. Quero reagir bem quando as coisas não vão do jeito que quero. Essa decisão permite perdoar a mim mesmo, perdoar aos outros e, até mesmo, perdoar a própria vida quando necessário.” “A vida chega com experiências tanto positivas quanto desagradáveis. Será razoável esperar que apenas boas experiências apareçam no meu caminho? Espero pelo positivo e sei que posso perdoar o negativo.” “Lidar com a vida é um desafio. Quero ser um sobrevivente, não uma vítima. Cada situação danosa desafia minha determinação de viver do modo mais pleno e amoroso possível. Aceito os desafios que a vida coloca no meu caminho.” “A vida está repleta de beleza e prodígios incríveis. Perderei essas experiências se ficar preso nas lembranças de antigos sofrimentos ou feridas. Perdôo a mim mesmo ao me afastar dessas lembranças.” “As pessoas fazem o melhor possível. Quando erram, a melhor maneira de ajudá-las é tentando compreendê-las.” “Não sou perfeito. Como posso esperar que mais alguém seja?” “Entendo que todos, inclusive eu, defendemos principalmente o interesse próprio. Às vezes, suponho que, no meu interesse próprio, serei ferido pela expressão do interesse próprio de uma outra pessoa. Quando entendo que isso faz parte da vida, por que ficar perturbado? Quando compreendo que o interesse próprio é meu princípio orientador, como não posso conceder o perdão a todos, inclusive a mim mesmo, por se comportarem desse modo?” Aprender a pensar como uma pessoa inclinada ao perdão é um aspectochave. Outro aspecto é aprender a exercitar o perdão todos os dias. Para exercitar o perdão, não temos de esperar que alguém nos faça sofrer. A prática do perdão nos permite desenvolver os músculos do perdão, da mesma maneira que, ao se ir à academia, desenvolvemos os músculos do corpo. As pequenas frustrações e injustiças de cada dia podem ser oportunidades para se exercitar o perdão. Todo relacionamento possui seus pontos positivos e negativos, do mesmo modo que cada pessoa. Por essa verdade, todos os relacionamentos oferecem a oportunidade quase ilimitada de praticar o perdão, de ofender-se menos e impedir que os conflitos prosperem. Ocasionalmente, as pessoas nos fazem sofrer porque querem fazer o que desejam e não o que queremos que elas façam. Perguntaram ao Dalai Lama: Por que frequentemente ficamos com raiva das pessoas que amamos? Ele respondeu: “Porque elas não conseguem atender às nossas expectativas não realistas e idealizadas delas. Concentre-se nas fraquezas delas e aceite-as e não haverá decepção e a raiva se dissipará.” Ao permitir que as pessoas sejam diferentes, você pode perdoá-las. Pelo perdão você compreende que o certo para você nem sempre é o certo para as outras pessoas. Perdoar não significa aprovar tudo o que os outros fazem; significa que reconhecemos nossas feridas, mas não transformamos os outros em nossos inimigos. O ideal é que nos tornemos pessoas inclinadas ao perdão, que possamos levar uma vida em que raramente sintamos a necessidade de nos sentirmos ofendidos. Há algo que você quer melhorar em sua vida? Relacionamentos, ansiedade, estresse, medos, depressão? Curso e atendimento com o Parapsicólogo Flávio na Paróquia Bom Jesus – SJ dos Pinhais. Início: 10 de Maio. Inscrevase no 3081-4336 ou Solicite informações pelo E-mail: flavio.wozniack@ig.com.br Parapsicólogo Flávio Wozniack E-mail: flavio.wozniack@ig.com.br 1. Av. Manoel Ribas, 852 - sala 12 Mercês – Curitiba - 3336-5896 9926-5464 2. Estrada da Ribeira - Colombo Clínica Strapasson - 3606-2635

Má postura causa celulite Mulheres francesas são magras. Isso é fato. Esbeltas, elegantes, charmosas, elas têm o corpo enxuto, livre de gorduras localizadas e celulite. Não é a toa que a técnica da Podoposturologia nasceu nesse país. Isso porque ela simplesmente corrige os maus hábitos corporais, não deixando que nenhuma gordura localizada se instale. Exibir um corpo bonito e em forma é sinônimo de saúde e não só de estética. Muita gente faz de tudo em busca da silhueta perfeita e, muitas vezes, acaba ingerindo fórmulas e componentes prejudiciais à saúde. O que as pessoas não sabem é que um dos fatores que as ajudam a ter o corpo desejado é fazer uma mudança corporal, a partir de alterações nas atividades do dia a dia. Isso pode ser difícil a princípio, mas logo se transforma em rotina. A boa forma depende do seu estilo de vida. Além disso, a boa postura corporal é mais do que algo para melhorar a aparência. Sem ela, a saúde pode ser seriamente comprometida. Além de dor nas costas, a má postura causa a temida e famosa gordura localizada e também a horrível celulite. Quando uma pessoa

tem algum tipo de desvio na coluna, como o desalinhamento, o espaço entre as vértebras é comprimido, o que pode dificultar a circulação do sangue na região, conhecido como hiperlordose. Como consequência, a circulação sanguínea na região abdominal e no quadril fica comprometida, propiciando a retenção de líquidos, a localização de gordura na região e o aparecimento de celulite, além do enfraquecimento da musculatura abdominal, projetando a barriga para frente. Normalmente, quem possui hiperlordose tende a ter hipercifose, e como conseqüência, ocorre um acúmulo de gordura na parte superior das costas, bem abaixo do pescoço, deixando a pessoa corcunda. Se você quer se manter longe dessas gordurinhas indesejáveis e da celulite, é aconselhável uma avaliação criteriosa e personalizada com um fisioterapeuta, que poderá propor um tratamento individual e específico, com o objetivo de acabar com a dor, mas também proporcionar um melhor equilíbrio e harmonia corporal como forma de prevenção. Quanto mais cedo corrigirmos as posturas inadequadas, me-

lhores serão os resultados obtidos. Alterações posturais ainda na infância predispõem problemas na vida adulta, como o transporte de carga excessiva de material escolar em mochilas. Em adultos, a má postura está relacionada a quedas, acidentes, obesidade e problemas congênitos (escolioses). Na mulher, os desconfortos na coluna são mais acentuados no período da gestação e menopausa. Na velhice, as quedas, a artrose e a osteoporose (redução da massa óssea) são as principais causas. E, principalmente, as atividades de vida diárias (AVDs) podem estar associadas à má postura, como a maneira de se sentar, de se deitar e dormir em colchões inadequados ao peso corpóreo, de carregar peso, dirigir um automóvel, a prática de atividade física inadequada, entre outros. A técnica A podoposturologia é uma técnica francesa da área da fisioterapia que tem como objetivo reeducar e realinhar a estrutura do corpo através de exames especializados que geram a prescrição de palmilhas proprioceptivas, que podem ser usadas tanto na prevenção como na

cura dos problemas. A técnica corrige vícios posturais decorrentes dos desequilíbrios que comprometem a saúde tanto de atletas quanto de pessoas sedentárias. As palmilhas são confeccionadas em EVA, borracha feita da mistura de etil, vinil e acetato, material usado em calçados esportivos de última geração e que propicia sensação de conforto e bem estar, esses materiais são importadas da França. “Na maioria dos casos, o uso das palmilhas é periódico. Há problemas que são solucionados entre 45 dias a seis meses, outros em um, dois ou três anos. Em apenas cerca de 30% dos casos, o uso de palmilhas é necessário de forma continuada”, declara Dr. Mauro Pedroni Junior, fisioterapeuta e diretor da FisioClínica Londrina, no Paraná . “Após a reorganização postural, o paciente deve estabelecer uma rotina no seu dia a dia, percebendo e reeducando seus hábitos posturais nas atividades diárias”, complementa o Dr. Vidigal Afonso Gasparini, fisioterapeuta responsável pela Corpo Equilíbrio Fisioterapia, clínica localizada na capital de São Paulo.

7 de maio é comemorado o Dia do Oftalmologista No próximo dia 7 comemora-se o Dia do Oftalmologista, uma data para lembrar a importância de fazer consulta oftalmológica periodicamente. No mundo, estima-se que dois em cada três casos de cegueira poderiam ser evitados se houvesse um diagnóstico preventivo e um tratamento apropriado. “Os cuidados com os olhos devem começar cedo, desde o nascimento dos bebês, no teste do olhinho, no primeiro exame ocular e continuar ao longo dos anos”, alerta o oftalmologista e diretor da Clínica Canto, Marco Canto. Com as consultas regulares, é possível evitar alguns problemas comuns à visão. “Além do relato das queixas, o oftalmologista examina a acuidade visual, refração, medida da pressão ocular, fundo de olho, exame biomicroscópico da córnea e do cristalino”, explica o Dr. Canto.

Segundo o médico, alguns procedimentos antes da consulta ajudam para orientar o oftalmologista nos exames que serão realizados dentro do consultório. “No pré-exame, a atendente mede a pressão ocular com um tonometro de sopro, mede a curvatura dos olhos e também faz uma medida automatizada do grau do paciente”, conta. Após a consulta podem ser indicados outros exames. “O exame de refração serve para detectar e registrar a boa visão do paciente; a biomicroscopia é realizada para verificar a córnea e o cristalino e prevenir a catarata ou degenerações”, conta e acrescenta. “A fundoscopia avalia a retina, mácula e papila e também examina as alterações em diabéticos, hipertensos ou os sinais de descolamento de retina ou até mesmo o glaucoma.”


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