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Saúde quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os benefícios dos alimentos probióticos e prebióticos A nutrição omizada, preconizada pelo desenvolvimento de novas tecnologias e conceitos, é um termo inovador para superar as batalhas impostas pelo aumento da expectava de vida. Para vencer esses desafios o principal foco é ampliar as funções fisiológicas de cada indivíduo. Os alimentos probiócos e prebiócos podem exercem um papel importante nesse contexto.

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AINDA NESTA EDIÇÃO:

TABAGISMO

ALIMENTAÇÃO

ODONTOLOGIA

CÂNCER DE MAMA

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Cera e descamação no canal auditivo impedem a propagação das ondas sonoras

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Excesso de cera, pequenos objetos, descamações de pele, infecções e tumores podem causar a obstrução dos ouvidos, prejudicando a audição. Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista, explica que a obstrução impede que os esmulos sonoros cheguem ao mpano, dificultando a função audiva. “Algumas causas do blo-

L

queio são de simples resolução, como o acúmulo de cera nos ouvidos. Já no caso dos tumores a situação é um pouco mais complicada”, esclarece. Os tumores que podem afetar os ouvidos são classificados em dois pos – benignos ou malignos. Os benignos não são cancerígenos e geralmente se a perda de formam no canal audivo. audição. Ele “Este po de tumor entope pode ser um e provoca o acúmulo de cera e tumor ósseo, quelóide– excesso de tecido proveniente de cicatriz – ou um cisto sebáceo, espécie de bolsa com pele e seRedação: creção. Após o tratajornalmetropole@metropolesjp.com.br mento adequado a auComercial: dição volta ao normal”, (41) 3383 0421 observa. Os tumores malignos surDiagramação: gem na parte visível do ouvido Jornal Metropole e podem se assemelhar a uma Revisão Geral verruga, úlcera ou cortes com Tânia Jeferson - DRT:5965/PR sangue e que não cicatrizam. Eles são caracterizados como

ONOSCO C E

cânceres de pele e no canal audivo causam sangramento e dor intensa. “Neste caso o tratamento requer mais cuidados. Na parte visível é feita uma interven-

ção cirúrgica e em alguns casos é necessária a realização de radioterapia. O mais importante é ficar atento a alterações nessa região e sempre buscar orientação médica”, destaca.


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COMER BEM

Alimento certo evita o aparecimento de doenças Resisr a frituras, refrigerantes e massas é uma tarefa dicil para milhares de brasileiros que combinam uma dieta tradicional, baseada no arroz e feijão com alimentos compostos por baixo teor de nutrientes e alto conteúdo calórico. Aliado ao crescente consumo de refrigerantes e refrescos, está a ingestão reduzida de frutas, verduras e legumes. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, apesar de haver uma ingestão sasfatória de proteínas, a prevalência de consumo excessivo de açúcares foi observada em 61% da população, já a de gorduras saturadas, em 82% das pessoas. O consumo insuficiente de fibras foi observado em 68% dos brasileiros. A maior preocupação está entre os adolescentes, que têm apresentado alto consumo de gorduras trans, saturadas, sódio e açúcar que podem levar ao excesso de peso e obesidade. Dados da POF 2008-09 mostram que 12% dos brasileiros estão obesos. Para controlar e reduzir o

excesso de peso, obesidade e promover a alimentação saudável, o Ministério da Saúde apresentou à sociedade o Plano de Ações Estratégicas de Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) que traz como metas, para os próximos dez anos elevar o consumo de frutas e hortaliças, reduzir o consumo médio de sal da população brasileira, aumentar a avidade sica no lazer e a implementação do Plano Intersetorial de Obesidade, que buscará reduzir ao excesso de peso e a obesidade na infância, na adolescência e na vida adulta. O Plano de Enfrentamento das DCNT também tem como objevo promover o desenvolvimento e a implementação de polícas públicas efevas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle das DCNT e seus fatores de risco e fortalecer os serviços de saúde voltados às doenças crônicas. Para a coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, esse cenário é preocu-

pante uma vez que se observa o crescimento da obesidade no Brasil, associada, entre outros fatores, à má alimentação. “A população precisa criar o hábito de fazer três refeições e um lanche nos intervalos, buscando o consumo de frutas, verduras e legumes no lugar de alimentos processados. Ter cuidados com a alimentação reduz o aparecimento de doenças

precoces como hipertensão e diabetes. E o Plano vem ao encontro dessa preocupação com a saúde dos brasileiros”, destaca. SERVIÇO O Ministério da Saúde disponibiliza o Guia Alimentar para a População Brasileira, disponível no Portal da Saúde. A publicação traz diretrizes específicas

para incenvar o consumo de alimentos saudáveis e orientações sobre as refeições. A recomendação é que se faça pelo menos três refeições diárias, intercaladas por lanches. Outras diretrizes explicam os diferentes grupos alimentares e os principais nutrientes. Acesse www.saude.gov.br


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ODONTOLOGIA

Técnica da implantodontia desenvolvida na década de 1960 alcança novos horizontes e conquista espaço em consultórios de todo o país nos consultórios do país. A técnica - realizada para aumentar a altura e a espessura do osso, possibilitando a colocação de implantes em pessoas que perderam seus dentes - foi desenvolvida pelo Dr. Per-Ingvar Branemark, em 1965, na Suécia. Nela, parafusos de tânio com biocompabilidade com os tecidos humanos são implantados na arcada dentária. A parr disso, quatro pos de enxertos podem ser

aplicados: autógenos (tecido ósseo próprio), homógenos (banco de tecidos humanos), alógenos (matriz óssea bovina) e o precursor ósseo (material sintéco). “Deve haver um bom diagnósco do po de defeito ósseo para que no planejamento possa ser indicado o melhor material a ser ulizado”, explica o cirurgião densta Luís Eduardo Padovan. “Hoje, com o avanço nos biomateriais, os enxertos são

colocados sem a necessidade de incisões e suturas, e o auxílio de sowares específicos e da indústria tecnológica tem colaborado muito com os profissionais da área”, completa. Para o futuro, o Dr. Luis Eduardo Padovan considera que as substuições ósseas devem ser mais ulizadas. “Este poderá ser o caminho a ser trilhado junto com as células-tronco, tornando os procedimentos menos inva-

sivos e de resultados favoráveis. Cabe ressaltar a necessidade de mais pesquisas e de acompanhamento do uso desse material, tornando-o mais acessível à população”, afirma. Apesar disso, Padovan destaca que os implantes fabricados no Brasil, com alta qualidade e com preços menores que os importados, proporcionam a uma maior parcela da população terem acesso à técnica.

Divulgação

Segundo dados do úlmo censo realizado pelo IBGE, 75% da população idosa no Brasil possui graves problemas dentários, e a falta de dentes é a causa mais agravante. Para corrigir este problema, a maioria das pessoas uliza as próteses totais removíveis, popularmente conhecidas como dentaduras. Entretanto, desde meados da década de 1960, o enxerto ósseo vem ganhando espaço

Após o enxerto ósseo os implantes serão colocados depois do período de cicatrização óssea de 6 a 12 meses. Quando possível, o enxerto é realizado na mesma cirurgia de colocação dos implantes


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TABAGISMO

Número de fumantes no Brasil diminuiu O avanço mais significativo ocorreu entre os homens, que em geral fumam mais do que as mulheres No próximo dia 29, comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo e de acordo com a pesquisa do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizado pelo Ministério da Saúde, o Brasil pode comemorar. Entre 2006 e 2010, o número de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1%. O avanço mais significavo ocorreu entre os homens que geralmente, fumam mais do que as mulheres: passou de 20,2% para 17,9%. Já para as mulheres, o índice connua estável em 12,7% no período. Pessoas com menor escolaridade (zero a oito anos de estudo) fumam mais (18,6%), em relação às pessoas mais escolarizadas (12 anos ou mais de estudo), que fumam 10,2%. Apesar da queda do número de fumantes, a data tem a finalidade de levar à população o conhecimento das principais doenças causadas pela droga. Para o pneumologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, João Adriano de Barros, o primeiro

passo para evitar inúmeras doenças que prejudicam a saúde é parar de fumar. “O fumo pode causar bronquite crônica, uma inflamação irreversível dos brônquios, que

se estreitam e produzem catarro em excesso, e o enfisema pulmonar, caracterizado pela destruição irreversível dos alvéolos (que captam o oxigênio e ajudam a eliminar o gás carbônico),

gerando muita falta de ar”, explica Dr. João Adriano. Outra doença bastante letal é o câncer de pulmão, que se prolifera rapidamente e exige tratamento especializado.

DOENÇAS DO PULMÃO Dr. João Adriano relaciona algumas doenças específicas que acometem o pulmão, geralmente relacionadas ou agravadas pelo vício do cigarro. ASMA BRÔNQUICA: é o quadro de bronquite variável. Ocorre crise após exposição a pó, mofo, cheiros, frio e perfumes. É preciso fazer tratamento prevenvo permanente. Se tratada, a pessoa tem vida normal. PNEUMONIA: infecção do pulmão por vírus, bactéria ou fungos. A pessoa fica doente repennamente, podendo vir após uma gripe ou não. Sendo necessário o tratamento com anbiócos. DPOC (Doença Pulmonar Obstruva Crônica): doença comum dos fumantes. É uma mistura de bronquite crônica e enfisema pulmonar. Doença crônica e irreversível e a única maneira de preveni-la é parar de fumar. Pode provocar a invalidez e até a morte. Alguns pacientes precisam do uso de oxigênio em casa, diariamente, para poder respirar melhor. CÂNCER DE PULMÃO: câncer relacionado ao tabagismo. A sobrevida da doença chega a cerca de cinco anos. EMBOLIA PULMONAR: coágulos que vão parar no pulmão oriundos de uma trombose nas pernas. Ocorrem em pessoas que ficam muito tempo sem se movimentar, como, por exemplo, em viagens longas e no pós-operatório de cirurgias. TUBERCULOSE PULMONAR: infecção pulmonar crônica causada pelo bacilo de koch. Deixa a pessoa enfraquecida e magra. Apesar de ser transmissível, possui tratamento, o que evita sua progressão. A cura ocorre após o uso de anbiócos específicos por cerca de seis meses. O tabagismo piora a doença.

“Trata-se de uma doença muito grave. Geralmente, as pessoas sobrevivem apenas cinco anos após o seu diagnósco”, revela o pneumologista.


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PREVENÇÃO

Curitiba recebe a Campanha DIA ROSA contra o câncer de mama Curiba foi palco ontem (24) da abertura da Campanha Nacional Dia Rosa de combate ao câncer de mama e a capital receberá uma série de eventos para mostrar às mulheres a importância do exame de mamografia para o diagnósco precoce da doença. A Campanha Nacional Dia Rosa de combate ao câncer de mama, evento organizado pela Roche, com o apoio da Sociedade Brasileira de Mastologia, Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Instuto Oncoguia e Femama, faz parte do movimento internacional Outubro Rosa. Personalidades femininas de todo o país, como Gisella Amaral e as madrinhas do evento na cidade, Andrea Muricy Leão e Marília Santos Maia, parcipam da Campanha. A iniciava surgiu na Califór-

nia, em 1997, e ganhou o mundo ao iluminar com holofotes corde rosa monumentos como a Torre de Pisa, na Itália, e o Arco do Triunfo, na França. O nome remete a cor do laço que simboliza essa luta, e tem como slogan “Um dia rosa por ano e sua vida não vai passar em branco”. No Brasil, a Campanha Dia Rosa tem o objevo de conscienzar todas as mulheres, com idade a parr dos 40 anos, da necessidade de se reservar um dia por ano para seu exame de mamografia, a principal aliada contra o câncer de mama no país. O câncer de mama é o segundo po da doença mais frequente no mundo. No Brasil, é o câncer que mais leva as mulheres à morte, segundo o Instuto Nacional de Câncer (Inca). O melhor exame para detectar o nó-

dulo em fase inicial é a mamografia e, se o diagnósco é feito no início da doença, a chance de cura é de 95%. “Esma-se que em torno de 25 milhões de mulheres no mundo serão diagnoscadas com câncer de mama nos próximos 25 anos e que mais de 10 milhões podem morrer neste período”, afirma Luciana Holtz, presidente do Instuto Oncoguia. “No nosso país são seis novos diagnóscos a cada hora e cerca de ¼ das mulheres diagnoscadas têm menos que 50 anos”, salienta a presidente do instuto de combate ao câncer. As principais dificuldades para o combate a doença s ã o desinformação, medo, preconceito, acesso dicil ao diagnósco. “São essas barreiras que a Campanha Dia Rosa pretende derrubar, por isso precisamos

Gisella Amaral, 70 anos, teve quatro cânceres de mama de uma só vez e conseguiu detectá-los precocemente através da mamografia: ela é uma das protagonistas da campanha no Brasil

do apoio de todas as mulheres”, completa Luciana. COMO PARTICIPAR? As ações das madrinhas Campanha Dia Rosa, incluem uma série de avidades pelo país com

o objevo de enfazar a importância do exame de mamografia para o diagnósco precoce. Para conhecer a madrinha e as ações planejadas para sua cidade, acesse o site: www.diarosa.com.br.


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