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Sexta-feira, 13 de maio de 2011 |

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Hepatite C é tema de campanha no HNSG A maioria dos pacientes só percebe que está doente, anos após a infecção, quando a doença já está em fase avançada

Banhos muito quentes tiram proteção e ressecam a pele

A pele precisa de cuidados no frio Os banhos quentes e prolongados são grandes vilões e deixam a pele mais seca e desprotegida O inverno está próximo e a estação requer uma hidratação redobrada, pois o frio e o vento gelado danificam a camada de proteção natural da pele, tornando-a frágil e sensível. O dermatologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Maurício Sato explica que é necessário hidratar a pele, principalmente, após o banho. “A pele seca se torna mais sensível a agentes externos, como sabão, tecidos sintéticos e lã. A pele ressecada também pode levar a uma alergia chamada dermatite de contato, gerando coceira, vermelhidão e descamação, principalmente nas pernas”, esclarece. Os banhos quentes e prolongados são os grandes vilões e deixam a pele mais seca e desprotegida. “O ideal é o banho com água morna e não demorar muito. Mas, caso não seja possível, é necessário compensar: se a água estiver bastante quente, o banho deve ser bem rápido”, enfati-

za o dermatologista. O Dr. Sato explica que o inverno deve ser aproveitado para começar tratamentos de pele, como peelings, que têm ácido em sua composição. “Os procedimentos devem ter sempre acompanhamento de um especialista. Nesse período, a pele se recupera com mais facilidade”, explica. O médico lembra que o filtro solar é fundamental e nessa época é importante que tenha em sua fórmula, um hidratante. Câncer de pele O uso de filtro solar serve não somente para prevenir o envelhecimento da pele, mas também para diminuir a incidência de cânceres de pele. “A incidência de raios ultravioleta do tipo A é constante no ano todo. Essa radiação é a maior responsável pelo envelhecimento cutâneo, além de promover reações nas células da pele que podem ocasionar o aparecimento de lesões précancerosas”, alerta o dermatologista.

No Brasil, o câncer de pele é o tipo mais comum de neoplasia. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que surjam anualmente mais de 100 mil novos casos da doença. Já os cânceres melanoma, considerados mais agressivos e com alta taxa de letalidade, são de baixa incidência: cerca de 5 mil casos. Porém, mais da metade deles ocorrem na região sul do país. “O melanoma é o mais maligno dos tumores de pele e é mais comum em pessoas entre 30 e 60 anos”, enfatiza Dr. Sato. Em geral, o melanoma é o câncer de pele que tem aparência de uma pinta escura, bordas irregulares, cores variadas e é assimétrico. “Logo, qualquer pinta que mudou de característica (tamanho, cor e tenha dificuldade de cicatrização) é suspeita e deve ser avaliada por um dermatologista”, aponta o médico. Já os cânceres de pele não-melanoma, se diagnosticado precocemente, são menos

agressivos e de fácil tratamento. São pequenas saliências na pele ou em formato de nódulos, geralmente aparecem no rosto, tronco e extremidades do corpo. “O tipo de tratamento varia do estágio de evolução do câncer. Em casos iniciais, o uso de crioterapia (spray de gelo), cauterizações e curetagens, terapia a base de luz ou até mesmo de pomadas específicas podem curar essas lesões. Para lesões maiores, o tratamento de escolha é a cirurgia”, explica o dermatologista.

A Hepatite é uma inflamação que ocorre no fígado e pode apresentar diferentes causas, sendo a transmissão por vírus através de sangue contaminado a mais comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 170 milhões de pessoas estão infectadas pela doença no mundo. Estima-se que entre 1999 e 2009, mais de 60 mil pessoas adquiriram a doença e mais de 14 mil morreram no Brasil. Para alertar sobre a doença, o Setor de Gastroenterologia do Hospital Nossa Senhora das Graças promove a campanha “Prevenção e Diagnóstico de Hepatite C”, no dia 16 de junho, das 9h às 17h. Durante o dia, profissionais da área da saúde realizarão gratuitamente o teste rápido para hepatite C. O exame utiliza uma pequena quantidade de sangue e o resultado fica pronto em dez minutos. “As pessoas que fazem ou já fizeram parte de algum grupo de risco ou mesmo aqueles que desejam saber mais sobre a sua saúde, devem fazer o teste”, destaca a Dra. Cláudia Ivantes, gastroenterologista do Hospital Nossa Senhora das Graças. São considerados grupos de risco pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 (quando não existiam exames como os de hoje, que oferecem segurança aos doadores de sangue), usuários ou ex-dependentes de drogas e trabalhadores da área de saúde. “Pessoas dos grupos de risco devem realizar o teste de screeening, que diagnostica a doença”, orienta a médica. A médica ressalta que atualmente, a transfusão de sangue não é mais um fator de risco para transmissão de hepatite C, pois, a pesquisa do vírus já é feita no sangue dos doadores. A hepatite C pode ser classificada em aguda e crônica e na grande maioria das vezes não apresenta sintomas. Apenas 6% dos portadores da doença apresentam indícios, sendo a fadiga o mais comum. “No entanto, a maioria dos pacientes só percebe que está doente, anos após a infecção, quando a doença já está em fase avançada”, esclarece. A melhor maneira de evitar a doença é não compartilhar material pérfurocortante como seringas, agulhas, aparelho de barbear, material de manicure e pedicure. Tratamento A doença possui tratamento, que oferece uma taxa de cura de cerca de 48% dos casos. Os medicamentos são disponibilizados pelo SUS e em 2012 está previsto a entrada de novos remédios para combater a doença. “Com a nova opção terapêutica, as taxas de cura serão significativamente melhores”, acredita a médica.


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Sexta-feira, 13 de maio de 2011 |

PARAPSICOLOGIA E VIDA MELHOR nº 188 Na vida, todos tomamos decisões equivocadas, cometemos erros, e agimos a partir de informações insatisfatórias. O aprendizado de como perdoar a nós mesmos ajudará quando chegar o momento de perdoar aos outros. Aprender a perdoar a si mesmo é um estágio muito importante no aprendizado de como se tornar uma pessoa inclinada ao perdão O perdão começa quando percebemos que não estamos sozinhos em tudo o que fizemos de errado. Lembre-se: cada erro seu já foi cometido milhares de vezes por outras pessoas. Você não criou um novo infortúnio, nem cometeu uma nova falha. O que você fez foi reagir de uma maneira comum às dificuldades humanas. Embora possa ter feito coisas grosseiras ou inábeis, você certamente agiu muito mais inconscientemente do que conscientemente. Podemos aprender a assumir as coisas em termos menos pessoais por meio da compreensão de que cometemos erros, mas não é de propósito que o fizemos. Não erramos querendo errar. Fizemos o que parecia ser o certo naquele momento. Não tínhamos consciência do erro que estávamos cometendo, portanto, não somos culpados. Precisamos ter a humildade de reconhecer que cometemos erros, mas por outro lado temos que compreender que não somos culpados. No caminho para perdoar a si mesmo o 1º passo é tomar consciência da expectativa que você tinha em relação ao seu desempenho, em relação ao seu comportamento. Você tinha esperança de ser um bom cônjuge, de ganhar dinheiro, de conseguir um emprego ou uma promoção, de ser um pai atencioso, de manter em segurança as pessoas que você ama, de ter saúde ou tratar as pessoas com respeito e honestidade. O 2º passo é compreender como as coisas funcionam, e que nem sempre funcionam como gostaríamos. É compreender que não podemos controlar os outros ou os acontecimentos da vida. Nem as nossas próprias ações, reações e sentimentos podemos controlar, já que temos um Subconsciente que nos conduz automaticamente. Compreender é aceitar que muitas vezes as expectativas que temos acabam não se concretizando. Podemos ter esperança que aconteçam, fazer o melhor possível e esperar os resultados. Criamos mágoas quando esquecemos que temos controle limitado para transformar nossos desejos em realidade, quando teimamos que aquilo que queremos deve obrigatoriamente acontecer. É preciso compreender e aceitar que a vida nem sempre flui do jeito que planejamos. O 3º passo é retomar a intenção positiva, é retomar os objetivos de vida, que deixamos de lado quando ficamos hipnotizados pela mágoa, pela tristeza. É dispor-se a crescer a partir de qualquer experiência sofrida, é olhar pra frente com esperança, retomando a marcha da vida. Quando você fica ruminando sobre as feridas e sofrimentos do passado, você fica lembrando de uma parte da sua vida que não funcionou bem. Retomar os seus objetivos positivos permite-lhe tocar a vida em frente. O 4º passo é assumir um compromisso com você mesmo para conquistar a paz de espírito, fazendo exercícios de meditação e programação mental. Durante o exercício retome os três passos anteriores. Parapsicólogo Flávio Wozniack E-mail: flavio.wozniack@ig.com.br 1. Av. Manoel Ribas, 852 - sala 12 Mercês – Curitiba - 3336-5896 9926-5464 2. Estrada da Ribeira - Colombo Clínica Strapasson - 3606-2635

Cuide dos olhos na estação mais fria do ano A falta de ventilação nos ambientes e a proximidade com outras pessoas, causam sensibilidade nos olhos e facilita a transmissão de doenças A principal característica do inverno é a queda da temperatura, baixa umidade e resfriamento do ar, fatores que podem desencadear problemas nos olhos, deixando-os sensíveis e suscetíveis a doenças. Entre as mais comuns, nesse período, estão a Síndrome do Olho Seco e as conjuntivites alérgicas. “A falta de ventilação nos ambientes e a aproximidade com outras pessoas causam maior quantidade de componentes no ar, ocasionando sensibilidade nos olhos. E, isso facilita a transmissão de doenças”, explica o oftalmologista Dr. Marco Canto. A exposição a aparelhos de ar-condicionado, aquecedores, ventiladores, poluição, uso excessivo de computadores e até algumas medicações podem levar à Síndrome do Olho Seco. “A doença é causada pelo baixo volume na produção de lágrimas ou por uma disfunção, que acarreta má quali-

dade da lágrima”, ressalta a Dra. Ana Paula Canto, também oftalmologista da Clínica Canto. Sensação de cisco no olho, queimação, ardor, sensibilidade à luz, embaçamento visual e olhos vermelhos podem ser indícios da Síndrome. “O lacrimejamento excessivo também é um sintoma, pois quando a qualidade da lágrima não é boa, a resposta do organismo é produzir mais lágrima”, detalha. “Geralmente esses sintomas são piores ao final do dia, em locais com pouca umidade e após uso prolongado da visão para perto”, esclarece Dra. Ana Paula. A oftalmologista indica que o tratamento pode ser feito com o uso de colírios ou gel, higiene das pálpebras, dieta alimentar para estimular a produção de lágrimas, correção cirúrgica das pálpebras e medicamentos antiinflamatórios. “Procurar piscar frequentemente, evitar ambientes com ar-

condicionado, aquecedores, fumaça e poluição, ou usar umidificadores de ambiente também ajudam no tratamento e na prevenção da doença”, lembra Dra. Ana Paula Canto. Dr. Marco Canto lembra que é possível prevenir o surgimento da Síndrome do Olho Seco. “As pessoas devem dormir em locais ventilado e umedecido e evitar ambientes climatizados e com poeira.” Entenda a conjuntivite bacteriana e viral A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, uma membrana que reveste a parte branca do olho e a superfície interna das pálpebras. Segundo Dr. Canto, a doença pode ser causada por vírus ou bactérias. “Na conjuntivite bacteriana o comprometimento é mais externo e os olhos ficam vermelhos, congestionados, com secreção purulenta (aspecto amarelado, grosso) que gru-

da nos cílios, sem lesões corneanas em geral”, afirma. Já na conjuntivite viral a infecção atinge internamente o tecido conjuntival e a córnea. “Esse tipo de conjuntivite lesiona a célula, o que é muito mais grave, pois deixa mais sequelas e o tratamento leva muito mais tempo”, acrescenta. Quando a doença se manifesta nas crianças os pais devem ficar ainda mais atentos, pois causa bastante irritação. “Geralmente o maior problema é mesmo o incômodo. A doença também pode alterar temporariamente a visão, ou seja, prejudicar a qualidade da visão do paciente”, alerta o oftalmologista da Clínica Canto. O médico ainda faz um alerta, principalmente, para aquelas pessoas com histórico da doença. “É necessário que os ambientes estejam sempre limpos. Mantas, cobertores e blusas de lã devem ser lavados e secos ao sol”.

Maternidade X sucesso profissional Dados divulgados pela Par Ideal mostram que as mulheres estão mais cautelosas em relação à maternidade A decisão de ter um filho depois de conquistar espaço no mercado de trabalho nem sempre é sinônimo de abandonar uma carreira de sucesso. Atualmente executivas em cargos de presidência ou diretoria em grandes empresas no mundo são mães. “É possível conciliar a ascensão na vida profissional com a maternidade, mas adaptações e mudanças são inevitáveis”, comenta Sheila Rigler, diretora da agência de relacionamentos de Curitiba, Par Ideal. A tarefa não é fácil e o número de mulheres que pensam em ser mães está diminuindo. Há dois anos, Sheila contava que 90% de suas clientes, entre 20 e 40 anos, sonhavam com a maternidade. Uma nova análise realizada em 2011 mostra que este número foi reduzido para 59%. Isso não significa que as outras não sonham com filhos. Na verdade 36% das cadastradas mudou a percepção sobre o assunto, mas não são contra a maternidade. Elas preferem deixar esta decisão para o futuro, decidindo junto com o parceiro e de acordo com a realidade do casal. “A quantidade de responsabilidades que a mulher acumulou nos últimos anos é uma das principais causas da nova postura e do adiamento da gravidez”, comenta Sheila.

Não tem como negar. Filhos, principalmente quando pequenos, exigem todo cuidado e atenção. É preciso educar, brincar, ensinar e acompanhar cada fase da vida. Além das crianças ocuparem quase todo o tempo disponível, as mulheres ainda precisam pensar na vida profissional. Tarefa nada fácil nos dias de hoje, já que grande parte delas anseia por uma posição de destaque no mercado de trabalho. Mas adiar por muito tempo a decisão de ser mãe pode gerar problemas no futuro. De acordo com a diretora da Par Ideal, deve haver um equilíbrio entre esperar a carreira decolar e ter filhos sem estabilidade financeira. “Para tudo tem seu tempo. A partir dos 40 anos as chances da mulher engravidar são menores. Mas assumir uma responsabilidade sem condições ideais preocupa. É neste período que muitas estão no topo da carreira e atingir a maturidade profissional antes disso não é nada fácil”. Para não correr o risco, Sheila Rigler dá a dica. “As mulheres podem muito bem conciliar a maternidade com a profissão. Administrando bem o seu tempo, elas não precisam deixar de lado a carreira. Sem dúvidas, ter um filho é uma das experiências mais emocionantes na vida de qualquer mulher”, finaliza.


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