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Sexta-feira, 10 de junho de 2011 |

Uso inapropriado do botox provoca efeitos danosos à aparência Recentemente, uma mãe inglesa que dizia fazer aplicações de toxina botulínica na própria filha de seis anos de idade. A mulher, que chegou a perder temporariamente a guarda da criança, agora, empenha-se para desmentir a história contada anteriormente. A notícia, falsa ou não, chocou o mundo pelo caráter absurdo das ações divulgadas: “a aplicação caseira” de toxina botulínica numa criança. “De acordo com as indicações médicas, a toxina botulínica é aprovada para ser usada terapeuticamente em crianças a partir dos 12 anos, que apresentem contração anormal dos olhos/pálpebras ou em casos de estrabismo. Também pode ajudar pacientes, a partir dos 16 anos, que apresentem contração involuntária dos músculos do pescoço, e pessoas de 18 anos em diante a combater a transpiração excessiva. A polêmica é derivada do uso offlabel da toxina botulínica em crianças e adolescentes”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada. O uso off-label da toxina botulínica pode provocar a paralisia dos nervos faciais, o enfraquecimento da capacidade de mastigação, a formação de um sorriso assimétrico e ainda o comprometimento da fala. “Efeitos absolutamente contrários à intenção de quem usa o produto indiscriminadamente”, diz Ruben Penteado. “É um equívoco pensar que rugas podem ser evitadas

O uso off-label da toxina botulínica pode provocar a paralisia dos nervos faciais e o comprometimento da fala

com a aplicação antecipada da toxina botulínica. No Reino Unido, a classe médica divulgou um manifesto, o Teen toxing, lembrando que a toxina botulínica não impede o envelhecimento natural”, conta o médico. Segundo Ruben Penteado, não é recomendada a aplicação do medicamento antes dos 25 anos. “Não existe contraindicação, mas não há necessidade. Crianças e adolescen-

tes não têm rugas, têm expressões faciais, e uma coisa é bem diferente da outra. Em alguns casos raros, é possível aplicar a toxina botulínica como forma de prevenir marcas futuras, analisando fatores genéticos, como pés de galinha muito evidentes e precoces em pais ou outros membros da família, mas é preciso muito critério por parte do profissional de saúde”, diz Ruben Penteado.

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Hepatite C é tema de campanha no HNSG A maioria dos pacientes só percebe que está doente, anos após a infecção, quando a doença já está em fase avançada A Hepatite é uma inflamação que ocorre no fígado e pode apresentar diferentes causas, sendo a transmissão por vírus através de sangue contaminado a mais comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 170 milhões de pessoas estão infectadas pela doença no mundo. Estima-se que entre 1999 e 2009, mais de 60 mil pessoas adquiriram a doença e mais de 14 mil morreram no Brasil. Para alertar sobre a doença, o Setor de Gastroenterologia do Hospital Nossa Senhora das Graças promove a campanha “Prevenção e Diagnóstico de Hepatite C”, no dia 16 de junho, das 9h às 17h. Durante o dia, profissionais da área da saúde realizarão gratuitamente o teste rápido para hepatite C. O exame utiliza uma pequena quantidade de sangue e o resultado fica pronto em dez minutos. “As pessoas que fazem ou já fizeram parte de algum grupo de risco ou mesmo aqueles que desejam saber mais sobre a sua saúde, devem fazer o teste”, destaca a Dra. Cláudia Ivantes, gastroenterologista do Hospital Nossa Senhora das Graças. São considerados grupos de risco pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 (quando não existiam exames como os de hoje, que oferecem segurança aos doadores de sangue), usuários ou ex-dependentes de drogas e trabalhadores da área de saúde. “Pessoas dos grupos de risco devem realizar o teste de screeening, que diagnostica a doença”, orienta a médica. A médica ressalta que atualmente, a transfusão de sangue não é mais um fator de risco para transmissão de hepatite C, pois, a pesquisa do vírus já é feita no sangue dos doadores. A hepatite C pode ser classificada em aguda e crônica e na grande maioria das vezes não apresenta sintomas. Apenas 6% dos portadores da doença apresentam indícios, sendo a fadiga o mais comum. “No entanto, a maioria dos pacientes só percebe que está doente, anos após a infecção, quando a doença já está em fase avançada”, esclarece. A melhor maneira de evitar a doença é não compartilhar material pérfurocortante como seringas, agulhas, aparelho de barbear, material de manicure e pedicure. Tratamento A doença possui tratamento, que oferece uma taxa de cura de cerca de 48% dos casos. Os medicamentos são disponibilizados pelo SUS e em 2012 está previsto a entrada de novos remédios para combater a doença. “Com a nova opção terapêutica, as taxas de cura serão significativamente melhores”, acredita a médica.


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PARAPSICOLOGIA E VIDA MELHOR nº 192 As guerras, a violência, envolvendo países, tribos, religiões e ideologias, bem como os relacionamentos pessoais nascem da percepção distorcida que temos dos outros e de nós mesmos. Essa distorção é o ego, que é um falso eu fabricado pela mente. Desde a nossa gestação e ao longo da vida construímos uma imagem mental de nós mesmos, baseada em tudo o que ficou gravado, condicionado em nossa mente subconsciente. São apenas condicionamentos, não é o que nós somos de verdade, nosso verdadeiro Ser. Mas, na medida em que acreditamos que somos estes condicionamentos, estamos identificados com a mente subconsciente. Aí surge o ego, que é um falso eu. Exemplo disso é uma criança, que ouve de seus pais centenas de vezes que ela é burra, que não faz nada direito. Ela cresce, estuda, faz um curso superior, tem uma profissão, mas continua se sentindo burra, incapaz. Ela está identificada com o que ficou gravado em seu subconsciente e não consegue perceber quem ela é de fato. As palavras, não importa se são verbalizadas e transformadas em sons ou se permanecem como pensamentos, podem lançar um encanto quase hipnótico sobre nós. É muito fácil nos iludirmos achando que, quando vinculamos um termo a alguma coisa, já sabemos o que ela é. Na verdade não sabemos, mas colocamos um rótulo sobre ela, damos um nome. Todas as coisas, um pássaro, uma árvore, uma simples pedra e, certamente um ser humano, têm uma profundidade insondável. Tudo o que podemos perceber, sentir e pensar a respeito é a camada superficial da realidade, menos que a ponta de um iceberg. É evidente que precisamos usar palavras e pensamentos. Ambos têm sua própria beleza; no entanto, será que precisamos ser aprisionados por eles? As palavras reduzem a realidade a algo que a mente humana é capaz de entender, o que não é muita coisa. A linguagem consiste em cinco sons básicos que se originam nas cordas vocais. Eles são as vogais a, e, i, o, u. Os outros sons são consoantes produzidas pela pressão do ar: s, f, g, e assim por diante. Você acredita que uma combinação desses sons básicos é suficiente para explicar quem é você na sua essência, ou uma árvore, ou uma pedra? A palavra “eu” contém o maior erro e a verdade mais profunda, dependendo de como é utilizada. No uso convencional, é um dos termos empregados com maior freqüência (juntamente com as palavras correlatas “mim”, “meu”, “comigo”, etc.) bem como é um dos mais enganosos. Na sua aplicação cotidiana normal, “eu” contém um sentido ilusório da identidade, uma percepção equivocada de quem a pessoa é. Aquilo a que costumamos nos referir quando dizemos “eu” não é quem nós somos de fato. Albert Einstein chamou de “ilusão de ótica da consciência”. Essa identidade ilusória se torna então a base de todas as interpretações – ou melhor, das más interpretações – posteriores da realidade, de todos os processos de pensamento, das interações e dos relacionamentos. A realidade do indivíduo passa a ser um reflexo da ilusão original. O lado bom disso é que, se formos capazes de reconhecer a ilusão como tal, ela se dissolverá. A identificação da ilusão é seu fim. Sua sobrevivência depende do nosso erro em considerá-la a realidade. Quando compreendermos quem não somos, a realidade do que somos aparece por si mesma. CURSO SOBRE FENÔMENOS PARANORMAIS: Comunicação mental, pressentimentos, feitiços, mau olhado, casas assombradas, possessões. Na Paróquia Bom Jesus – São José dos Pinhais. Início: 21 de Junho. Inscreva-se no 3081-4336

Parapsicólogo Flávio Wozniack 3336-5896 9926-5464 1. Atendimento em São José dos Pinhais 2. Av. Manoel Ribas, 852 - sala 12 Mercês - Curitiba 3. Estrada da Ribeira - Colombo Clínica Strapasson - 3606-2635

Sedentarismo: crianças de hoje são mais fracas do que a geração anterior A troca de brincadeiras de rua pela televisão e pelo videogame tem deixado as crianças mais fracas. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada no Reino Unido. O estudo comparou em 2008 o desempenho em atividades comuns de um grupo de crianças de dez anos com o desempenho de outro grupo de crianças da mesma idade, em 1998. As crianças foram estimuladas a fazer atividades físicas como exercícios de barra e abdominais. Segundo o levantamento, o grupo avaliado em 2008 não consegue realizar os exercícios com a mesma facilidade que o grupo avaliado uma década antes. O resultado da pesquisa não surpreendeu o chefe do Centro de Ortopedia da Criança e Adolescente do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Pedro Henrique Mendes. “A modernidade está fazendo com que as crianças fiquem cada vez mais na frente de computadores, de tablets, de jogos eletrônicos. E elas não têm mais as atividades ao ar livre que elas tinham no passado. Primeiro porque não existem mais grandes áreas como existia no passado. Os pais tem que trabalhar, as

Jogos eletrônicos com a falta de atividade física podem ser um dos motivos para a constatação

crianças ficam em creches e escolas. A gente tem um grande grupo de crianças que estão beirando a obesidade, algumas até obesas, outras bem próximo disso. E fazer o controle da alimentação e da atividade física dessas crianças é bem difícil”, pontua Mendes. O especialista afirma que para mudar esse cenário o exem-

plo tem que vir de casa. “Se os pais são obesos, se eles têm maus hábitos alimentares, se eles não fazem atividade física, as crianças não farão atividade física, não se alimentarão bem e serão obesas. E não só a criança devese engajar no processo. Os pais têm que mudar isso e mudar seus hábitos. Segundo passo é estimular as crianças a sempre fa-

zerem atividade física, não necessariamente a nível competitivo, mas por lazer e procurar com a criança adequar os horários, tantas horas para o computador, tantas horas para atividade física”. O especialista acrescenta que além destas dicas, é importante cuidar da alimentação dos pequenos.

Ioga: aliada no controle da artrite reumatóide e da fibromialgia Indivíduos com artrite reumatóide que praticam ioga mostraram melhora significativa na evolução da doença, segundo estudo apresentado na Reunião Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo (EULAR), em Londres. Os resultados do estudo realizado nos Emirados Árabes Unidos, com 47 pacientes (26 pacientes praticantes de ioga e 21 controles) demonstram que os pacientes que completaram 12 sessões de Raja Ioga - que é um dos estilos mais suaves da ioga, combinando exercício e técnicas de respiração - apresentaram melhora significativa nos escores de atividade da doença. Dos participantes do estudo, 80% eram mulheres. A idade média do grupo que praticava Raja Ioga era de 44 anos. A idade média do grupo controle era de de 46,2 anos. Os dados demográficos, índices de atividade da doença, o questionário de avaliação de saúde (HAQ) e SF-36 (padrão comumente utilizado para calcular a qualidade de vida dos pacientes) foram documentados, antes do início das sessões, e, após a realização de 12 sessões de yoga. “Sabemos que a maioria dos pacientes com artrite reumatóide não se exercita regularmente, e, embora o estudo da Arthritis Foundation Emirados tenha sido conduzido em um grupo pequeno de pacientes, os resultados mostram claramente os benefícios para os pacientes artríticos que praticam regularmente Raja Ioga. Acreditamos que a prática da ioga, a longo prazo, pode de fato resultar em melhorias significativas no quadro do paciente”, afirma o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo). Melhora no quadro fibromiálgico também Resultados de um outro estudo, apresentado também durante o evento, mostraram os efeitos positivos da ioga sobre a qualidade de vida de pacientes com fibromialgia, condição que causa muita dor no corpo todo. “Os resultados deste segundo trabalho revelaram que, após oito sessões de ioga clássica – programa que combina posturas de ioga suave, técnicas de respiração e meditação – os índices de qualidade de vida e os níveis de ansiedade dos pacientes fibromiálgicos eram melhores que os escores obtidos antes das sessões de ioga. Como a ansiedade é muitas vezes um sintoma-chave em pacientes com fibromialgia, este estudo representa um passo positivo na melhoria da qualidade de vida das pessoas que sofrem com a doença”, explica o reumatologista Sérgio Lanzotti.

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