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Saúde quinta-feira, 1º de dezembro de 2011

1º de Dezembro

Dia Mundial da Luta Contra a Aids Em Curiba, a data será celebrada com avidades na Boca Maldita. PÁGINAS 4 E 5

AINDA NESTA EDIÇÃO:

ACUPUNTURA

SÍNDROME DA PRESSA

ENXAQUECA

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Disque Saúde, telefone 136, orienta população nacional sobre doação de sangue

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Se cada pessoa doasse duas vezes ao ano, não faltaria sangue para transfusão no país. A constatação é do Ministério da Saúde, que demonstra ser cada vez mais crescente a demanda por sangue nos hemocentros brasileiros. Atualmente, são coletadas anualmente 3,5 milhões de bolsas de sangue, quando o ideal seria 5,7 milhões. Nes-

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te Dia Mundial do Doador de Sangue, no último dia 25 de novembro, todos os hemocentros do país realizaram eventos com a finalidade de estimular a população e agradecer aos doadores, mas as atividades e campanhas seguem durante todo o ano.

gue é preciso apresentar documento com foto, válido em todo território nacional; ter peso acima de 50 Kg e ter entre 18 e 67 anos. Candidatos à doação de sangue entre 16 e 17 anos, podem ser aceitos desde que com o consentimento formal do responsável legal.

ORIENTAÇÕES De acordo com o Ministé- NO DIA DA DOAÇÃO, RECO rio da Saúde, para doar san- MENDASE: • Não doar sangue em jejum; • Fazer um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação; • Não ingerir bebidas alcoóliRedação: cas nas 12 horas anteriores; • Evitar fumar por pelo mejornalmetropole@metropolesjp.com.br nos 2 horas antes da doação; Comercial: • Não consumir alimentos (41) 3383 0421 gordurosos nas 3 horas anteDiagramação: cedentes a doação; • Pessoas que exercem proJornal Metrópole fissões como: pilotar avião ou Revisão Geral helicóptero, conduzir ônibus Tânia Jeferson - DRT:5965/PR ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e pra-

ONOSCO C E

ticar pára-quedismo ou mer- vos. De qualquer cidade do gulho, devem interromper as Brasil, os interessados atividades por 12 horas. em doar sangue podem Não podem doar sangue: ligar gratuitamente • Quem teve diagnóstico de no telefone 136, o hepatite após os 11 anos de Disque Saúde, para idade; e s c l a re c i m e nto • Mulheres grávidas ou de dúvidas e amamentando; indicação dos • Pessoas que estão locais para expostas a doenças doação. transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas; • Usuários de drogas; • Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservati-


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TÉCNICA ORIENTAL

Reconhecida pelo Conselho de Medicina, Acupuntura garante a cura de doenças A Acupuntura é uma especialidade da medicina que leva no mínimo dois anos para ser estudada, mas ainda existe muito preconceito em relação ao método no Brasil. Muitas pessoas a chamam de medicina “alternava”. Tudo porque é uma técnica milenar oriental que não uliza medicamentos para curar dores e problemas de saúde. Algumas pessoas não acreditam que a Acupuntura seja eficaz, mas a técnica além de ter sido aceita pelos órgãos responsáveis pela medicina no Brasil, tem estudos publicados internacionalmente. O mais recente trabalho nos Estados Unidos provou que a Acupuntura melhora os efeitos colaterais da radioterapia e da quimioterapia. Indicada para tratamento de várias disfunções do organismo, a especialidade é dividida em três níveis: o primeiro é o sintomáco, trata das dores e mal estar. O segundo, dos problemas fisiológicos, como regular hormônios – muito bom para Tensão Pré-Menstrual. E o nível mais avançado cuida da origem e causa da doença ou dor. A Acupuntura é mais procurada para quem tem problemas do coração, artrite, reumasmo, depressão,

ansiedade, apneia do sono, ferlidade, memória e enxaqueca. Dr. Jou Eel Jia, médico pioneiro na práca de Acupuntura no Brasil, afirma que o mais importante para garanr a qualidade do tratamento é conhecer a pessoa que está aplicando. Ele deve ser um médico especialista em Acupuntura. “Existe curso de dois dias que ensina a fazer a Acupuntura e muitas pessoas até fazem na boa fé, mas desconhecem o fato que o assunto é muito complexo e faz parte da Medicina, é preciso ser um médico que pelo menos fez uma Pós-Graduação de dois anos em Acupuntura para poder realizar a técnica com propriedade”, salienta Dr. Jou. Ele ainda completa que se de cinco a 10 sessões o paciente não obteve nenhuma melhora alguma coisa está errada, ou o diagnósco ou quem está aplicando não está fazendo certo. Para cada problema existem pontos específicos, existem mais de 1000 pontos e os principais são 360. Cada sessão dura de 20 a 40 minutos com a aplicação de uma a 20 agulhas, dependendo do caso. Vale lembrar que o método é extremamente seguro porque as agulhas são individuais.

DO NASCIMENTO AO RECONHECIMENTO DA ACUPUNTURA NO BRASIL A Acupuntura existe a cinco mil anos nos países do Oriente como China e Japão. O primeiro livro sobre o assunto, o Neiking(Tratado Interno), é dividido em duas partes – a primeira descreve a fisiopatologia, trata da anatomia e os diagnóscos; e a segunda aborda o lado terapêuco que é formado por quatro pilares: acupuntura, fitoterapia – terapia com plantas, alimentação e práca – treinar a consciência. Para os países ocidentais, a Acupuntura foi trazida por um Embaixador francês e no Brasil, a técnica chegou com os Jesuítas por volta do ano 1700. Os imigrantes japoneses e chineses que acabaram difundindo o método no País. Na época, eram massagistas que faziam a Acupuntura nos pacientes, hoje o ideal é realizar com um médico especialista em Acupuntura. Em 1987, foi realizado o Primeiro Congresso Médico de Acupuntura no Brasil, no qual o Dr. Jou, foi o presidente. Em 1992, o Conselho Regional de Medicina reconheceu a Acupuntura e em 1998 a Associação de Medicina Brasileira criou a especialidade.


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ESPECIAL

1º de Dezembro : D Contra a Aids tem ativi Foto: Cesar Brustolin/SMCS

Banner gigante na lateral do prédio da Secretaria Municipal de Saúde

Muita informação sobre sexualidade saudável, cultura da paz e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e aids marcarão, nessa quintafeira (1º), o Dia Mundial de Luta Contra a Aids em Curiba. A data é celebrada na Boca Maldita, das 9h às 17h, na tenda montada pela Secretaria Municipal da Saúde. A programação será especialmente voltada para o público jovem, alvo escolhido pelo Ministério da Saúde para a campanha desse ano. Rodas de conversa, de 50 minutos, e prestação de informações estarão entre as avidades. O Conselho Municipal da Condição Feminina também parcipará das ações na Boca Maldita. As rodas de conversa sobre sexualidade serão coordenadas pela psicóloga Luciana Savaris, responsável pelo Programa Adolescente Saudável. O tema prevenção das DST/aids ficará a cargo da enfermeira Dulce Blitzcow, chefe do Centro de Orientação e Aconselhamento (COA). O tema relacionado à prevenção da violência será conduzido pela médica Hedi Muraro, representante da Secretaria Municipal da Saúde na Rede de Proteção à

Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência e coordenadora do programa Mulher de Verdade. Para quem não ver tempo de parcipar das rodas de conversa, haverá entrega de material informavo e de preservavos, indispensáveis em todas as relações sexuais. Depois dessa data, outras informações e exames para diagnósco de AIDS e DST poderão ser obdos em qualquer unidade de saúde da Prefeitura. A Aids em Curiba Desde o início da nofica-

ção da epidemia, em 1984, foram idenficados 9.124 casos da doença, sendo 6.287 em homens (68,9%) e 2.837 em mulheres (31,3%). Do total, 187 foram diagnoscados em 2011. A faixa 25-34 anos lidera em número de casos, somando 3.092 casos, seguida pela faixa 35-44 anos, com 2.393 casos. Há uma tendência de aumento de noficação entre jovens entre 15 e 24 anos. De 25 casos em 2005, o número de noficações saltou para 69 em 2010 e, até outubro desse ano, somava 57 casos.


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Dia Mundial de Luta idades na Boca Maldita Em Curiba, toda a rede de atenção primária – formada por unidades convencionais e de Saúde da Família – realiza exames para diagnoscar a presença do HIV no sangue – o vírus da aids. É o que se chamada descentralização do diagnósco: qualquer pessoa interessada pode fazer o exame na unidade de saúde mais perto de casa. Em 2010 foram feitos 59,5 mil testes e em 2011, até outubro, cerca de 56 mil. O teste é um dos exames previstos no pré-natal do programa Mãe Curibana. A gestante faz o exame no início da gravidez e, depois, repete a testagem na maternidade. Com esses cuidados, a transmissão vercal (da mãe para o bebê) do vírus da aids caiu para 3,8% em 2009. Sem isso, o número de bebês infectados ao nascer poderia ser de até 30% dos filhos de mães soroposivas. Isso significa que, das 1.351 gestantes soroposivas acompanhadas pelo Mãe Curibana desde 1999, apenas 48 veram seus filhos infectados ao nascer. Sem os cuidados adotados na rona do pré-natal feito em Curiba, o número de bebês HIV, poderia oscilar entre 270 e 405.

O LAÇO VERMELHO COMO SÍMBOLO O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de compromemento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids. O Visual Aids tem como objevos conscienzar as pessoas para a transmissão do HIV/ aids, divulgar as necessidades dos que vivem com HIV/aids e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas. O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo. Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda. Por causa de sua populari-

dade, alguns avistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de markeng e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço connua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia. Hoje em dia, o espírito da solidariedade está se espalhando e vem criando mais significados para o uso do laço. Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama. O amarelo é usado na conscienzação dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade. O verde é ulizado por avistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica. O lilás significa a luta contra as vímas da violência urbana; o azul promove a conscienzação dos direitos das vímas de crimes e, mais recentemente, vem sendo adotado pela campanha contra a censura na internet. Além da versão oficial, exis-

tem quatro versões sobre sua origem. Uma delas diz que os avistas americanos passaram a usar o laço com o “V” de Vitória inverdo, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos

marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das casas quando os maridos morriam em combate. Com todas essas variações, o mais importante é perceber que todas essas causas são igualmente importantes para a humanidade.

Programação do dia Mundial de Luta contra a Aids: 9h - início das avidades 9h30 - Roda de conversa: Prevenção da violência nas relações afevas 10h30 - Roda de conversa: Sexualidade na adolescência 11h30 - Roda de conversa: Prevenção da AIDS e DST 13h - Roda de conversa: Prevenção da AIDS e DST 14h - Roda de conversa: Sexualidade na adolescência 15h - Roda de conversa: Prevenção da violência nas relações afevas 17h - Encerramento


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Vício em vídeo game pode trazer consequências sérias à saúde O jovem britânico Chris Staniforth, 20 anos, morreu após desenvolver um bloqueio pulmonar devido uma trombose venosa profunda, após jogar vídeo game por 12 horas seguidas. O caso, ocorrido em agosto deste ano, chocou o mundo, e o pai do garoto declarou ao jornal inglês The Sun não imaginar que o vídeo game poderia fazer mal ao filho, já que o menino estava em casa e, aparentemente, em segurança.

O encantamento com o mundo dos games é percepvel na maioria das crianças, porém, quando o limite é ultrapassado, o jogo vira vício e suas consequências afetam diretamente a saúde. A fase escolar pode ser um dos primeiros indícios de um possível vício, momento em que a criança geralmente demonstra os primeiros interesses com o mundo dos games. “O jovem encontra no jogo

uma forma de distração, um po diferente de interação comparada ao mundo presencial. Por exemplo, uma criança que não tem muitos amigos desenvolve uma maior empaa com o jogo”, explica a psicóloga Ana Luiza Mano, membro do Núcleo de Pesquisas em Informáca da Ponfica Universidade Católica de São Paulo, PUC. O papel dos pais deve ser de constante vigilância, com a obrigação de observar todo e qualquer passo da criança, conversar, conhecer os pos de jogos ulizados pelos filhos e delimitar horários diários para os jogos. No entanto, a especialista informa que a avidade só pode ser considerada vício quando atrapalha a realização de demais funções como comer, dormir ou estudar. Pesquisas demonstram que o vídeo game esmula as avidades cerebrais e trabalha a coordenação motora das crianças. Porém, pecar pelo excesso, nesses casos, é essencialmente prejudicial. Por incrível que pareça, o ato do jogo não é nocivo, e sim, suas conseqüências à saúde. Jogar ininterruptamente provoca danos ao organismo, como olho seco (a criança está

tão entreda com o game que esquece até de piscar), dores nas costas e no corpo, além de prejudicar o bom funcionamento do corpo, visto que o jovem não come, não bebe água e torna-se sedentário. Como livrar-se do vício Assim como o hábito de jogar é adquirido, ele pode ser abandonado. Com o tratamento adequado, em poucas semanas, a criança pode se curar. No entanto, o acompanhamento deve ser intenso. “De início, é preciso compreender porque o jovem está se chamando de viciado. Nas primeiras semanas,

a abordagem é relacionada às suas avidades, como quantas horas de jogo por dia, os pos, com quantas pessoas, entre outros. Nas úlmas semanas do tratamento, idenficam-se as razões que os levam ao jogo”, revela a Dra. Ana Luiza Mano. O mundo dos games está ao alcance de qualquer criança e a rotavidade desses produtos acentua o desejo desses jovens para experimentar um novo espaço virtual. No entanto, dosar a linha tênue entre o aceitável e o exagero é vital para um saudável relacionamento entre família, escola e diversão.


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SEM CURA

Enxaqueca é a quarta doença crônica mais incapacitante do mundo Algumas preocupações esgotam a mente e as consequências são direcionadas para o corpo. Conciliar tempo para aliar as funções cotidianas como trabalhar, estudar e cuidar da família pode causar uma dor de cabeça daquelas. No entanto, é fundamental esclarecer a diferença entre a dor de cabeça, que pode acontecer por uma desordem natural do organismo, e a enxaqueca, doença crônica originária da cefaléia primária e hereditária que afeta de 4% a 6% dos homens e de 15% a 16% das mulheres no País, segundo o neurologista e Chefe do Setor de Cefaléia da Unifesp, Dr. Deusvenir de Souza Carvalho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca já é a quarta doença crônica mais incapacitante do mundo. Um fato alarmante é o número de ataques da doença que uma pessoa pode desenvolver. Em um período de 30 dias, o indivíduo com enxaqueca pode relatar, em média, mais de 15 crises, que duram entre quatro e 72 horas. Os primeiros sintomas são a dor unilateral, alternando o lado e a dor latejante na cabeça. Embora esses primeiros sinais indiquem um possível indício de enxaqueca, o neurologista revela que são necessários cinco fatores, no mínimo, para que o quadro clínico seja confirmado. Além dos já citados, o paciente deve apresentar náusea ou vômito, fotofobia (forte sensibilidade à luz), fonofobia (incômodo provocado pelos sons) e piora da dor com movimentação. A equivalência da patologia é de três mulhe-

res para cada homem e elas são mais atingidas em razão dos fatores hormonais e do fluxo menstrual. Ainda assim, a patologia é diagnosticada apenas clinicamente, baseada em relatos dos sintomas. “Atualmente, a enxaqueca é uma doença pior do que a pressão alta, por exemplo. A qualidade de vida cai e as pessoas ficam impossibilitadas de realizar suas atividades mais simples”, comenta o Dr. Deusvenir. A doença não tem cura, porém, duas formas são essenciais para amenizar as fortes dores. O uso de medicamentos é uma alternativa, mas são os métodos preventivos os mais aconselháveis para o tratamento, uma vez que reduz a frequência e a intensidade das crises. Adotar mudanças nos hábitos de vida como a prática de exercícios físicos, dieta balanceada, uma boa noite de sono e evitar picos de estresse são ações bem vindas. “Não podemos, de forma

alguma, confundir dor de cabeça com enxaqueca. Por isso, é de extrema importância procurar um tratamento especializado que auxilie o paciente contra as dores”, ressalta o neurologista, que alerta também com relação a automedicação, pois somente um especialista pode avaliar as origens da doença e indicar o tratamento adequado.


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COMPORTAMENTO

Síndrome da Pressa atinge 33% dos brasileiros Você conhece aquela cena do filme “Alice no País das Maravilhas”, na qual a garota está na floresta e avista o apressado coelho branco usando um colete, um relógio e exclama: “Estou atrasado!?” Pois então, a pressa, principal característica do personagem, também afeta 33% dos brasileiros, diagnosticados como a Síndrome da Pressa, não exatamente uma doença, mas sim um tipo de comportamento que altera consideravelmente a vida dos indivíduos, segundo a Dra. Ana Maria Rossi, presidente do International Stress Management Association no Brasil, ISMA-BR. Como o próprio nome sugere, aqueles que sofrem dessa Síndrome estão sempre apressados, mesmo que não estejam atrasados para algum compromisso. A qualidade de vida cai, já que a pessoa busca maneiras de realizar atividades cotidianas mais rapidamente do que as outras pessoas. “Os diagnosticados com a Síndrome da Pressa geralmente apresentam um forte indício: o transtorno é injustificado, ou seja, não existe motivo aparente para desencadeá-lo. É uma

tendência comportamental e, muitas vezes, o portador não se dá conta, visto que aquela conduta é automática”, revela a Dra. Ana Maria. As situações mais comuns vividas pelo portador são aquelas em que precisam enfrentar uma fila de banco ou parados no trânsito por conta do semáforo vermelho. As expressões corporais, como o modo de falar e andar rapidamente e até mesmo o modo ao se sentar, seja em casa ou no trabalho, denunciam o perfil do apressado. Comumente, são pessoas inquietas e que demonstram um alto índice de ansiedade e angúsa. A pressa frequente afeta a vida desses indivíduos, tanto no status emocional quanto no profissional e físico. “Na maioria das vezes o portador é tão tenso que os músculos do corpo se contraem, ocasionando dores. A ansiedade é forte característica deste transtorno e muitos utilizam medicamentos, as vezes até automedicação, para se sentirem mais confortáveis”, aponta a especialista. Como consequência, tendem a desenvolver mais facilmente sintomas relacionados a doenças como depressão e

insônia. A Síndrome da Pressa afeta os relacionamentos pessoais do portador, já que o mesmo desenvolve um sentimento de rejeição e torna-se incapacitado de investir em uma relação amorosa. A partir daí, é importante buscar o acompanhamento profissional para eliminar esse transtorno. O momento exato para buscar ajuda especializada é percebido quando desempenhar simples atividades diárias se

transforma em situações caóticas. Mesmo que o portador não esteja atrasado, ele sempre estará apressado e agitado. “É necessário reconhecer que existe algo errado em seu comportamento e começar a se condicionar. Nesta fase, além do tratamento comportamental, é preciso eliminar do cardápio a cafeína, o cigarro e praticar exercícios como respiração abdominal e relaxamento muscular. Seguindo à risca as

recomendações, a pessoa estará curada”, alerta a presidente do ISMA-BR. A intenção de se fazer tudo ao mesmo tempo e não concluir nenhuma tarefa é uma das características do mundo moderno e dos portadores da Síndrome. Portanto, organizar-se e aprender a realizações as funções, cada qual em seu período, é a melhor maneira de otimizar tempo e desfrutar de uma melhor qualidade de vida.


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