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| Quarta-feira, 8 de junho de 2011 |

Artigo

Honra aos heróis Bombeiros Adelino Venturi Nossos leitores e o público em geral estão estarrecidos com os acontecimentos envolvendo a corporação policial-militar dos Bombeiros, no Rio de Janeiro e o governo daquele estado. Não é possível acreditar que os intitulados "homens do fogo", os valorosos soldados e oficiais do Corpo de Bombeiros daquele estado sejam forçados a uma atitude radical, com a invasão das instalações da corporação. Sem ponderar sobre questões de ordem militar, como obediência à hierarquia, a democracia nos permite compreender o quanto os bombeiros fluminenses enfrentam de dificuldades de ordem financeira. Eles recebem o menor salário do país para a categoria, os soldados ao redor de R$ 900,00 mensais - de acordo com o noticiário das agências de notícias. Em contrapartida, nos demais estados o rendimento dos bombeiros é mais elevado, mas ainda insuficiente. Em Brasília, o salário menor é de R$ 4 mil mensais. É lamentável, que a maioria dos manifestantes recebeu voz de prisão do governador fluminense, acompanhada de adjetivos que não correspondem à imagem da valorosa classe dos bombeiros.

Tem muita gente achando que a medida que colocou companheiros de farda frente a frente seja somente de caráter emocional. Ontem, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), que foi ao Rio acompanhar o protesto, mostrou preocupação com a dimensão do movimento por melhores salários, que pode se estender para outras corporações pelo Brasil. "Nós precisamos encontrar uma saída para o problema do Rio de forma urgente. Eu tenho plena convicção de que haverá bom-senso. Acho impossível manter mais de 400 bombeiros presos. O governador tem que ter sensibilidade", disse. Um grupo de bombeiros continua acampado nas escadarias do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da capital fluminense. Os manifestantes garantem que só sairão quando os 439 bombeiros presos desde o último sábado forem soltos. Isso tudo é conseqüência do descaso histórico com as políticas sociais educação, saúde e segurança, principalmente. A atividade dos Bombeiros é a mais nobre nesse contexto da segurança pública, seja no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do planeta. Ser Bombeiro é ser herói;

herói de verdade e não de mentirinha como alguns chamados em programas do reality show na TV. Além de profissionais esmerados eles são voluntários, ou seja, dotados da vocação de servir ao próximo, ao público, à coletividade brasileira, em qualquer lugar e em qualquer circunstância. Temos certeza que os policiais militares do Cope do Rio de Janeiro que fo-

ram escalados para prender os manifestantes cumpriram as ordens com dor no coração. Adelino Venturi é professor, empresário e membro do Conselho Deliberativo da Associação Comercial, Industrial, Agrícola e de Prestação de Serviço (Aciap), de São José dos Pinhais


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Vendas de material de construção ficaram estáveis em maio Com aumento de vendas de 2,5%, o setor de fios e cabos de aço foi o de melhor desempenho no mês de maio de 2011 com 8,5% de crescimento sobre 2010, até em função da construção de 2 milhões de casas pelo Minha Casa Minha Vida e a aceleração prevista do PAC, que darão sustentação às vendas no segundo semestre”, completa. Em 2010, o varejo de Material de Construção teve um desempenho 10,6% superior a 2009, atingindo um faturamento recorde no total de R$ 49,80 bilhões. ANAMACO Fundada em 1984, a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) é uma entidade de classe, sem fins lucrativos, que representa as 138 mil lojas de material de construção existentes no país. A entidade funciona como interface entre os órgãos governamentais e as Acomacs (Associação dos Comerciantes de Material de Construção) regionais e as Fecomacs (Federação das Associações de Comerciantes de Material de Construção), além de fabricantes e comerciantes de material de construção.

Foto: Divulgação

A pesquisa mensal exclusiva realizada pela Anamaco, em parceria com o Ibope Inteligência, apontou que, contrariamente às previsões, o varejo de material de construção não registrou crescimento em maio sobre o mês de abril. Na comparação de maio com o mesmo mês do ano anterior, a queda registrada foi de 6%. No acumulado do ano, o setor apresenta crescimento de 2,5%. Já na relação dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 7,5%. Com aumento de vendas de 2,5%, o setor de fios e cabos de aço foi o de melhor desempenho no mês de maio. Já os setores de cimento, argamassas e tubos e conexões tiveram queda em relação a abril. Metais sanitários e cerâmicas se mantiveram estáveis. “Para o nosso setor começa a ficar claro que a dose para segurar a economia pode ter sido exagerada. Os segmentos estão reagindo diferente uns dos outros”, declara Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco. “Nossa estimativa ainda é a de fechar o ano

No acumulado do ano, o setor apresenta crescimento de 2,5%

A Anamaco atua junto ao poder público, criando e apresentando projetos que visam desenvolver o mercado de material de construção e a sociedade como

um todo. A Associação também promove debates sobre assuntos que envolvem o setor, como questões ligadas à tributação e projetos de lei.

Hestia estrutura gerências e abre caminho para a transformação da empresa em grupo Estruturação gerencial proporciona maior agilidade nas tomadas de decisão que envolvem cada departamento e de forma segura Tornar-se uma companhia nacional, sem abrir capital, com atuação nas diversas áreas que compreendem a cadeia da construção civil. Este é o objetivo do empresário Gustavo Selig que dá o primeiro passo para a criação do Grupo Hestia. No início deste ano, a empresa contratou uma equipe de profissionais para

ocupar a gerência nos setores comercial, de marketing, de engenharia e de operações. “Esta estruturação gerencial proporciona maior agilidade nas tomadas de decisão que envolvem cada departamento e de forma segura. Assim, é possível controlar, organizar e planejar ações e procedimen-

Toda quartafeira nas bancas

tos com mais efetividade, aperfeiçoando constantemente os produtos e serviços. Com importantes mudanças em áreas chave do negócio, a empresa consolida sua posição no mercado e reforça sua estrutura para a criação do Grupo Hestia”, explica Selig. O administrador Aloízio Henrique Pereira, que já atuou na Plaenge e por 19 anos na Xerox do Brasil, assume a gerência comercial da Hestia em Santa Catarina, com a atribuição de ampliar a rede de parceiros da empresa no Estado. “Fui contratado para alavancar negócios em Itajaí, exercendo uma gestão efetiva nas negociações em andamento e futuras, bem como para prospectar novas oportunidades para o grupo neste mercado”, conta. No Paraná, quem ocupa o posto é Luiz Fernando Rodrigues. Com vasta experiência no mercado imobiliário, tendo passado por empresas como Galvão Vendas, Lopes e Thá, o profissional atuará diretamente na área de vendas. “Vamos desenvolver novos processos que visem a trazer agilidade, segurança e uma transparência ainda maior para a construtora e seus clientes”, diz. A publicitária Fernanda Krieger Bacelar assume a gerência de marketing. “O mercado da construção ci-

vil está muito aquecido e, por isso, é muito importante cuidar do posicionamento da marca e do relacionamento com os clientes”, comenta. A profissional tem experiência na área de marketing e comunicação, tendo atuado em empresas nacionais, como O Boticário e Positivo, e na multinacional norueguesa da área de petróleo e gás, Aker Solutions. Marlon Vinícius Rocha assume a gerência de engenharia com o objetivo de uniformizar os processos construtivos da empresa, implantar novas tecnologias, administrar e avaliar a execução dos serviços nas obras. “Para os empreendimentos que serão iniciados, a meta é adotar produtos e procedimentos que exijam pouca mão-de-obra. Também estamos inovando no plantão de vendas”, co menta. Na área de importação, Patrick Kuhnen de Mattos, assume a gerência de operações da Hestia Import. “Estamos buscando representantes capacitados em todo o território nacional para expandir a atividade da empresa na área de materiais de construção”, revela. O profissional, formado em negócios internacionais, tem experiência na área automotiva, nos Estados Unidos, e em uma empresa exportadora de madeira, no Brasil.

Pequenas empresas de construção desaceleram em abril Sondagem do setor revela que nível da atividade caiu de 49,5 pontos em março para 48,3 pontos no mês passado As pequenas empresas da construção civil, com 48,4 pontos, foram as que mais desaceleraram em abril, aponta a Sondagem da Construção Civil, divulgada na última semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As médias também desaceleraram, com 49,7 pontos, enquanto só as empresas de grande porte elevaram o ritmo de atividade, com 52,4 pontos, um ponto a mais sobre março. O indicador varia de zero a 100 e valores acima de 50 indicam crescimento da atividade e expectativa positiva. O levantamento diz que o nível de atividade efetivo de todo o setor em abril registrou 48,3 pontos, contra 49,5 pontos no mês anterior. O número de empregados no setor, contudo, foi praticamente igual a março - 49,9 pontos contra 50,4. Nota da CNI divulgada atribui boa parte da queda no ritmo do setor à contenção dos gastos públicos federais e, no caso dos governos estaduais, à redução da execução ou mesmo paralisação de vários empreendimentos, para reavaliação, onde houve sucessão de governadores. Segundo a entidade, o aumento da inflação e dos juros e as dificuldades de crédito também têm contribuído para algum arrefecimento da demanda. Por setores, o de serviços especializados registrou em abril o maior nível de recuo na atividade, com 47 pontos. A construção de edifícios assinalou 48,7 pontos e o segmento de obras de infraestrutura ficou em 48,1 pontos – todos, portanto, abaixo da linha divisória dos 50 pontos. EM SEIS MESES Os empresários do setor estão menos otimistas em maio comparativamente a abril. Suas expectativas sobre o nível de atividade caíram de 60,8 para 59,7 pontos de um mês para o outro. Segundo o estudo, a previsão para novos empreendimentos e serviços atingiu 59 pontos (foi de 61,1 pontos em abril) e assinalou 58,3 pontos nas compras de insumos e matérias-primas (contra 59,6 pontos em abril). Com 58,2 pontos, os empresários esperam empregar mais daqui a seis meses, embora o indicador da quantidade de empregados tenha sido de 60,2 pontos em abril. INFLAÇÃO Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) subiu 2,03% em maio, o dobro do resultado de abril. De janeiro até agora, o índice acumula alta de 4,04%. Os materiais de construção aumentaram 0,45%, e os preços de mão de obra subiram 3,70%.


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