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| Terça-feira, 21 de agosto de 2012 |

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O Folclore na Região Sul do País O folclore é o conjunto de mitos e lendas passadas de geração em geração, ou seja, de pais para filhos. Alguns fatos ocorreram realmente, mas na sua grande maioria são histórias criadas pelas pessoas para amedrontar ou para aplicar lição em algum indivíduo. Repartido por lendas e mitos, as lendas são situações que são contadas para diferentes pessoas de boca em boca e envolvem ficção e fatos históricos. Os mitos têm características simbólicas que envolvem a natureza para que se expliquem diferentes fatos. Na Região Sul as danças folclóricas são realizadas em grupos ou individualmente. Apresenta-se o Fandango, com uma variação de passos, acompanhada pela gaita e o violão, sendo este dançado em duplas. Já a Balainha é uma dança realizada em duplas, onde se dança utilizando arcos de flores. Na região de Santa Catarina, as mais vistas são a Dança do Vilão e a Boi de Mamão. Já as danças típicas do Rio Grande do Sul, têm influências de imigrantes

próximos com a fronteira do Brasil. Entre elas estão o Vaneirão, a Chula, a Chimarrita e a Milonga. Lendas Dentro do Folclore brasileiro temos como um dos principais personagens da nossa Região Sul o Saci. Ele apareceu entre índios que ficavam na região, pelo século XVIII. Na Região Sul do país é descrito como um menino moreno e com rabo que faz peraltices na floresta. Ele usa um capuz vermelho e possui uma perna só. Contudo, anda fumando cachimbo e conforme diz a lenda, para capturá-lo, precisa pegar seu capuz para escondê-lo. Ainda existe a lenda do Boitatá, que é um monstro que tem o forma de cobra. Dizem que se escondeu de um dilúvio dentro de um buraco e, portanto seus olhos ficaram maiores. Em alguns contos, os indivíduos acreditam que ele tem bolas de fogo no lugar dos olhos. Em Santa Catarina, acredita-se que ele come os olhos dos bichos que mata e por isso tem essa visão grande. No período do dia, ele fica cego e conse-

gue ver apenas à noite, quando sai para caçar. Na linguagem dos índios, seu nome significa ‘coisa de fogo’.O Curupira é um personagem que também faz parte do folclore do sul. Segundo sua descrição, é representada por um menino com cabelos esvoaçantes que têm os pés virados para trás. Tem a responsabilidade de proteger a floresta e os animais. A lenda conta ainda que ele fique montado em um porco do mato e apresenta a capacidade de iludir quem o caça. Os pés virados confundem o caçador que se perde na mata ao tentar caçá-lo. Aqueles que acreditam na história evitam caçar bichos nas sextas-feiras com lua cheia, nos domingos e nos dias santos. Algumas festas tradicionais da região Sul Oktoberfest É uma festa que ocorre em Blumenau no estado de Santa Catarina, e teve como inspiração a festa homônima ocorrida em Munique na Alemanha. A primeira festa foi em 1984 e foi para divulgar as

tradições alemãs no estado. Todavia conseguiram, pois a festa é a segunda alemã do mundo. Ela acontece no mês de outubro, no período de 18 dias recebendo multidões de pessoas todos os anos. Neste evento acontecem apresentações, danças, comidas típicas, etc. A tradicional Festa Nacional da Uva Festa realizada no estado de Rio Grande do Sul, em Caxias do Sul, onde acontece a maior produção de uvas. O primeiro evento foi em 1931, na cidade de Caxias do Sul, no Rio grande do Sul. Uma situação curiosa é que no período da Segunda Guerra Mundial, a festa foi cancelada por treze anos. Na atualidade, o evento tem apresentação de vários concursos, carros de alegorias e muito mais. Festival de Cinema de Gramado Essa festa foi criada a partir de uma Mostra de Cinema. Em 1973 aconteceu a primeira edição incentivando o cinema brasileiro. Os premiados nesta festa recebem o cha-

mado Kikito de ouro, que é estatueta que significa o deus do bom humor. Marejada: Ela acontece na cidade de Itajaí, no estado de Santa Catarina. Esse evento tem como seu objetivo ter apresentações que lembram o mar. Esse foco está na culinária, nas exposições e durante as apresentações que iniciou-se com sua primeira edição em 1987. Festa de Nossa Senhora dos Navegantes Festa religiosa que ocorre no estado de Santa Catarina todos os anos. A imagem de Nossa Senhora é levada por embarcações em uma procissão pelo mar. Ela é a protetora dos pescadores. Reuni várias pessoas neste ato de fé. Nesta semana, especificamente no dia 22 de agosto comemoramos o Dia do Folclore. No Colégio Milenium os alunos do Ensino Fundamental I estão desenvolvendo com entusiasmo e criatividade diversos trabalhos, que serão expostos. Conheça um pouco mais sobre o folclore paranaense.

A Lenda das Cataratas Conta-se que os índios Caigangues, habitantes das margens do Rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por M’Boy, um deus que tinha a forma de serpente e era filho de Tupã. Igobi, o cacique dessa tribo, tinha uma filha chamada Naipi, tão bonita que as águas do rio paravam quando a jovem nelas se mirava. Devido à sua beleza, Naipi era consagrada ao deus M’Boy, passando a viver somente para o seu culto. Havia, porém, entre os Caigangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá que, ao ver Naipi, por ela se apaixonou. No dia da festa de consagração da bela índia, enquanto o cacique e o pajé bebiam cauim (bebida feita de milho fermentado) e os guerreiros dançavam, Tarobá aproveitou e fugiu com a linda Naipi numa canoa rio abaixo, arrastada pela correnteza. Quando M’Boy percebeu a fuga

de Naipi e Tarobá, ficou furioso. Penetrou então as entranhas da terra e, retorcendo o seu corpo, produziu uma enorme fenda, onde se formou a gigantesca catarata. Envolvidos pelas águas, a canoa e os fugitivos caíram de grande altura, desaparecendo para sempre. Diz a lenda que Naipi foi transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente fustigada pelas águas revoltas. Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira de um abismo, inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira achase a entrada de uma gruta sob a Garganta do Diabo onde o monstro vingativo vigia eternamente as duas vítimas.

Vanessa Brandão - Coordenadora Ensino Fundamental I

Fontes: HTTP://regiao-sul.info/ mos/view/culturaefolclore http://www.cataratasdoiguacu. com.br/portal/paginas/226-lendadas-cataratas.aspx


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