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| Terça-feira, 15 de janeiro de 2013 |

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Ansiedade na Adolescência “Aparece em qualquer idade, mas é nessa fase que pode se tornar a pior inimiga, pois o adolescente é muito imediatista.” A adolescência é uma fase de mudanças. É normalmente quando saímos do ninho e abrimos as asas para explorar novos horizontes. Além da vontade de vivenciar novas experiências, passamos por mudanças biológicas, psicológicas e físicas. A adaptação não é fácil. Com os hormônios em ebulição, é normal que apareçam inseguranças e inquietações. A ansiedade é quase incontrolável, e pode virar um distúrbio. O cuidado e a observação dos pais é imprescindível. A ansiedade é uma reação normal do organismo de todos nós. É um sentimento que vez ou outra temos, e que, bem dosado, nos prepara para reagir positivamente frente a desafios. Mas o adolescente não está emocionalmente preparado para lidar com o mundo novo que se apresenta diante dele e se vê perdido em um carrossel de ansiedade. Começa a somatizar agitação, falta de ar, hipersonia (quando uma pessoa dorme demais) ou insônia, alteração de apetite e até de humor. Quando esses sintomas aparecem, é sinal de que os níveis de ansiedade já ultrapassaram os limites da normalidade. Fique atento, eles estão precisando de ajuda. Nessa situação, o adolescente é tido como briguento cheio de manhas e manias, ou se isola da família. O papel dos pais para diagnosticar se a ansiedade do adolescente já passou do limite normal é super importante. Então, reconhecido o problema, é hora de descobrir como superá-lo: O mais importante é muito diálogo, vá aos poucos entrando no mundo deles, converse assuntos de

interesse deles e depois vá introduzindo assuntos que sejam importantes naquele momento. Não chegue impondo, isso não resolve, e até pode piorar. O que temos que ter em mente é que muitos dos transtornos ansiosos são desencadeados pelo ambiente em que o adolescente vive, pelos comportamentos que observa. Muitas vezes também pela falta de diálogo, o adolescente nunca pede ajuda, ele quer ser ajudado, mas espera que alguém o perceba. A escola é um boa aliada nesta fase, por isso é importante também comentar com a escola o que está acontecendo em casa, verificar se estas atitudes também tem acontecido lá, estar em contato com a equipe de orientação e Coordenação é fundamental, o adolescente precisa se sentir apoiado só, assim podemos controlar e ajudar. Quando só o apoio da família e escola não é suficiente, é preciso pedir a ajuda de um psicólogo. Em casos mais graves, é necessário recorrer a um médico psiquiatra. Há casos em que uso de remédios para controlar a ansiedade só será necessário se o adolescente estiver tendo prejuízos que afetem a sua vida escolar e familiar. Nestes casos somente o médico poderá avaliar. Os pais têm que ter paciência, ler bastante sobre o assunto e procurar a ajuda se necessário. Fonte: www.educarparacrescer.abril.com.br Claudia Souza Garcia Coord. Ens. Fundamental de 6º ao 9º ano


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