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PUBLICAÇÕES LEGAIS / NACIONAL

| Terça-feira, 17 de dezembro de 2013 |

Combate à aids: cura funcional de bebê e vacina contra o HIV são novidades EXTRATO HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL nº. 069/13 O PREFEITO MUNICIPAL DE PIRAQUARA, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais com base na Lei no. 8.666/93 e suas alterações, Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, que institui a modalidade Pregão e Decreto nº. 3.931/01, de acordo com o procedimento licitatório e julgamento das propostas apresentadas ao Pregão presencial nº. 069/13 – processo 419/13 – Objeto: Aquisição de 10 conteineres para coleta de lixo para as unidades da Secretaria de Assistência Social. HOMOLOGA o referido processo licitatório, adjudicando seu resultado as empresas: Valmáquinas Indústria Ltda - ME, com sede na rua Evelize Aparecida Rosseti Mendes nº 172 – Borda do Campo, CEP: 83.075.270 e CNPJ sob nº. 05.727.033/0001-57, vencedor do Lote 01 (único). Pelo valor (Global) de R$ 17.500,00 (Dezessete mil, quinhentos reais). Prefeitura Municipal de Piraquara, em 16 de Dezembro de 2013.

EXTRATO DA ATA DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 069/13 Contratante: Prefeitura Municipal de Piraquara - Objeto: Aquisição de 10 conteineres para coleta de lixo para as unidades da Secretaria de Assistência Social. ATA Nº 126/2013 - Contratada: Valmáquinas Indústria Ltda - ME, CNPJ sob nº. 05.727.033/0001-57, vencedor do Lote 01 (único). Prefeitura Municipal de Piraquara, em 16 de Dezembro de 2013.

SÚMULA DE RECEBIMENTO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO Metalúrgica Metal Typo Ltda torna público que recebeu do IAP a licença de operação para Metalurgica instalada em São José dos Pinhais.

SÚMULA DE REQUERIMENTO DE RENOVAÇÃO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO Metalúrgica Metal Typo Ltda torna público que irá requerer ao IAP a renovação de licença de operação para Metalúrgica instalada em São José dos Pinhais.

SÚMULA DE PEDIDO DE LICENÇA AMBIENTAL A Terra Mater Participações e Empreendimentos Ltda., torna público que requereu ao Instituto Ambiental do Paraná – IAP, Licença de Instalação para implantação do empreendimento de extração mineral de Argila e Areia, na localidade denominada Passo Amarelo, Município de Fazenda Rio Grande, Estado do Paraná, com referência ao processo DNPM nº.: 826.366/1998 e 826.217/2011.

“A empresa JAGUAFRANGOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA solicita o pronto retorno de sua funcionária Jaqueline Santos Obo ao seu local de trabalho.”

O ano de 2013 foi marcado por muitos avanços na pesquisa contra a síndrome da imunodeficiência adquirida (aids, na sigla em inglês) e o combate ao causador da doença, o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Além de anunciar que um bebê infectado passou por tratamento e hoje não tem mais níveis detectáveis do vírus nem sinais da doença, cientistas usaram até radiação para destruir populações de vírus HIV em amostras de sangue de pacientes que passam pelo tratamento antirretroviral. Confira, a seguir, as descobertas do ano que nos deixaram mais próximos da cura da aids. Em março, cientistas anunciam a cura funcional do HIV em uma criança nos Estados Unidos. O paciente de 2 anos, que recebeu o vírus da mãe, foi tratado com drogas antivirais nos primeiros dias de vida e não tem mais níveis detectáveis do vírus nem sinais da doença. Os pesquisadores afirmam que a pronta administração dos medicamentos - que o paciente recebeu nas primeiras 30 horas de vida - pode ter levado à cura do bebê por ter impedido a formação de "reservas" do vírus. A cura funcional ocorre quando o vírus, apesar de não desaparecer do organismo, entra em remissão e o paciente não precisa mais de remédios. O anúncio, porém, foi recebido com cautela por especialistas. Pesquisas apontaram que tratar pacientes logo depois da contaminação pelo HIV pode bastar para garantir uma "cura funcional" da aids, pelo menos em uma pequena parcela de pessoas que recebem um diagnóstico precoce. A revelação foi feita no mesmo mês em que médicos do Mississippi (EUA) anunciaram a cura de uma me-

nina norte-americana que nasceu de mãe soropositiva e foi tratada logo após o parto, alcançando a chamada "cura funcional". O tratamento rápido logo depois da infecção pelo HIV pode ser suficiente para causar, em até 15% dos pacientes, essa cura funcional. Cura da aids ainda está distante Um dos descobridores do vírus HIV, o pesquisador americano Robert Charles Gallo acredita que uma vacina definitiva não está próxima. Ele e sua equipe também foram pioneiros no desenvolvimento do teste de HIV - e estiveram entre os primeiros a relacionar o vírus como causa da aids. Em entrevista exclusiva ao Terra, ele afirmou que vem trabalhando em uma vacina preventiva contra a aids, que deve entrar em testes clínicos em 2014. Embora destaque os avanços que teve em suas pesquisas, o cientista admite que ainda há um longo caminho a ser percorrido. Os pesquisadores destacam que existe somente um caso de cura "esterilizadora" conhecido do HIV, de um paciente que recebeu um transplante de medula. Vacina experimental e drogas mais eficazes Em setembro, cientistas divulgaram que uma vacina experimental contra a aids conseguiu livrar um grupo de animais do vírus da imunodeficiência símia (SIV, similar à "versão" humana, o HIV). Além disso, o resultado se mostrou persistente: alguns dos animais já estão há três anos sem sinais do SIV e isso, afirmam os cientistas, pode persistir por toda a vida deles. O problema com o HIV e o seu "irmão" símio é que esses vírus mantêm "reservas" que se manifestam após

o sistema imunológico voltar ao normal. No mesmo mês, cientistas conseguiram pela primeira vez determinar a estrutura de um dos dois coreceptores utilizados pelo vírus HIV para entrar no sistema imunológico dos humanos - e informaram que esperam, com isso, contribuir para o desenvolvimento de medicamentos mais potentes contra a doença. Através de uma imagem em alta resolução, os pesquisadores poderão analisar melhor a estrutura e, assim, desenvolver drogas com maior eficácia no combate ao causador da aids. Avanços brasileiros Uma abordagem diferente no desenvolvimento da vacina, que visa as regiões constantes do vírus e se mostrou eficaz em camundongos, é a esperança do pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Edecio Cunha Neto, um dos responsáveis pelo projeto denominado HIVBr18, patenteado por ele e seus colegas Jorge Kalil e Simone Fonseca. De acordo com o pesquisador, o motivo para que ainda não se tenha uma vacina contra o HIV reside em sua alta taxa de mutação. A ideia dos pesquisadores brasileiros é que a vacina se foque apenas nas regiões mais conservadas (constantes) do HIV, que são iguais para pessoas diferentes e não apresentam mutação. A vacina brasileira, que começou em novembro a ser testada em macacos, pretende aumentar a reação dos imunizados ao vírus, diminuindo a capacidade de transmissão e melhorando a qualidade de vida do paciente. Depois de dois anos, se tudo der certo, chegará a vez dos testes com humanos. O ensaio clínico de fase 1

terá uma população saudável, com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada por vários anos. Além do alcance das drogas atuais Os médicos poderão um dia controlar a infecção pelo HIV em pacientes de uma nova maneira: injetando um conjunto de anticorpos destinados a combater micro-organismos nocivos. É o que apontam dois estudos publicados em outubro. Testada em macacos, essa estratégia reduziu significativamente os níveis de um "primo" do HIV no sangue. Os resultados também sugerem que um dia a tática pode ajudar a destruir o vírus da aids nos locais em que se esconde no corpo, algo que os medicamentos aplicados atualmente não conseguem fazer. Ainda em outubro, um grupo de pesquisadores suíços elaborou o primeiro mapa de resistência humana ao vírus da aids, que mostra a defesa natural do corpo contra a doença, um avanço que poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados. Através da pesquisa com cepas do vírus HIV em um hospedeiro humano, os pesquisadores puderam identificar mutações genéticas específicas, um sinal que reflete os ataques produzidos pelo sistema imunológico. Desafio Desde a identificação do retrovírus, passaram-se 30 anos. Embora o ritmo de novas infecções tenha diminuído, o vírus HIV é portado hoje por aproximadamente 35 milhões de pessoas no mundo. Do início da década de 1980 até junho de 2012, o Brasil teve 656.701 casos registrados de aids (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico.


| Terça-feira, 17 de dezembro de 2013 |

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Tatuagem 3D ajuda a reconstruir mamas de mulheres que tiveram câncer Mulheres cujas mamas foram reconstruídas após o câncer têm agora uma nova aliada no resgate da autoestima: a tatuagem tridimensional da aréola e do mamilo que, de tão real, chega a enganar os mais desavisados. A técnica consiste em fazer um retrato da aréola, com uma mistura de cores para que o desenho fique de acordo com o tom da pele.

Um jogo de luz e sombra cria a ilusão da existência dos mamilos e dos tubérculos de Montgomery (pequenos carocinhos ao redor da aréola). "É emocionante poder ajudar essas mulheres a recuperar a feminilidade e a vaidade. No final, quando se olham no espelho, algumas choram. Eu já chorei junto", conta o tatuador e pintor Sérgio Maciel, o Led's, que

faz, em média, duas tatuagens de aréolas e mamilos por semana. A Folha acompanhou na última quarta a tatuagem da psicóloga Catarina Braga Silva, 59, que retirou as mamas em 1994. Depois de sofrer problemas com os implantes, ela passou por uma reconstrução dos seios em 2001. Em 2009, o câncer voltou e Catarina precisou retirar uma parte da mama. Agora, decidiu finalizar o processo com a tatuagem da aréola. Primeiro, Led's mediu a proporção dos seios e desenhou o contorno da aréola. Depois, preencheu o desenho com uma mistura de pigmentos que resultou num tom rosado. A aréola da outra mama também foi retocada. "Cada pessoa tem um tom de aréola, que pode puxar para o rosado, para o café com leite ou o marrom mais claro. A arte está em acertar o tom adequado, misturando cores", explica Led's, 30 anos de experiência no ramo. Após duas horas, a aréola está pronta. Catarina se vê no espelho e sorri com os olhos marejados. "Ficou lindo." A mesma cena se repete em outros estúdios de São Paulo,

que têm visto aumentar a clientela de mulheres que buscam nesse tipo de tatuagem uma solução para corrigir a mutilação do câncer. "No início, você só se preocupa em ficar curada, nem liga se está sem o bico do seio ou sem aréola. Mas tê-los de volta significa encerrar um ciclo de sofrimento", diz a professora Márcia, 48, que fez a tatuagem 3D há um mês. A fisioterapeuta Tarsila Sakamoto, que se especializou em tatuar aréolas, conta que muitas mulheres com as mamas reconstruídas só voltam a mostrar os seios para os maridos ou namorados após a tatuagem. "Algumas passam anos só tendo relação sexual de sutiã ou camiseta." Segundo o tatuador Paulo Sérgio Affonso, o Paulão Tattoo, a tatuagem reparadora evoluiu muito nos últimos anos, com uma grande variedade de pigmentos e agulhas. Mas, para ele, o que conta é a experiência do tatuador. "Quando você aplica a tinta é uma cor, quando cicatriza é outra. A gente consegue visualizar como vai ficar daqui a um ano." O efeito 3D funciona como uma ilustração. "É como ver uma pintura que parece uma foto."

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