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Sexta-feira, 11 de março de 2011 |

Operadora Nossa Saúde inaugura nova unidade regional em São José dos Pinhais A operadora de planos de saúde Nossa Saúde inaugurou, nesta semana, sua mais nova Unidade Regional de São José dos Pinhais. Operando em endereço estratégico, a unidade prestará atendimento ao cliente referente a assuntos administrativos e também na liberação de Assistência. O espaço recebeu investimentos em tecnologia, além de identificação visual completa da Nossa Saúde, visando replicar a estrutura de atendimento fornecida na sede das Mercês e demais Unidades Regionais. A nova Unidade funcionará na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, nº 600, lojas 01 e 02 (esq. com Rua Dona Izabel A Redentora) com atendimento de segunda a sexta-feira, das 08 às 18 horas. Sobre a Nossa Saúde Atuando desde 1990 no setor de saúde privada, a Nossa Saúde está presente em todo o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além do atendimento na capital, o complexo Nossa Saúde também atende em Apucarana, Cascavel, em todo litoral do Paraná, com unidade em Paranaguá, e em São José dos Pinhais. Como parte fundamental das ações de qualidade no atendimento ao cliente, em 2006, a Nossa Saúde inaugurou o Centro Clínico e Hospitalar Nossa Saúde, um hospital próprio, que concentra investimentos permanentes na qualidade médica e profissional, e cuja acolhida, hospitalidade e atenção ao paciente são os grandes diferenciais. Além disso, o CCHNS, como é conhecido, também ostenta uma importante referência: a de hospital com um dos menores índices de infecção hospitalar do Paraná. Serviço: Unidade Regional de São José dos Pinhais - Nossa Saúde Rua Mal. Deodoro da Fonseca, nº 600, lojas 01 e 02, São José dos Pinhais - Telefone: (41) 3081-5656.

No Dia Mundial do Rim, campanha alerta população para os riscos das doenças que atingem 10 milhões de brasileiros A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) lançou ontem (10) a campanha Proteja Seus Rins, Salve Seu Coração, para marcar o Dia Mundial do Rim. Com um exame simples de urina para detectar a possibilidade de doenças renais, o mutirão está sendo feito em 400 locais do país. Em São Paulo, as pessoas que passaram pelo Parque da Aclimação na manhã desta quinta-feira puderam fazer o exame para detectar se precisam de tratamento ou não. Segundo a SBN, estima-se que, no Brasil, mais de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de disfunção renal, o que aumenta a chance de problemas cardiovasculares, que resultam na morte de 17 milhões de pessoas por ano. Fazem parte do grupo de risco de doenças renais hipertensos, diabéticos, idosos e pessoas com histórico de doença renal crônica na família. “Os problemas renais podem ainda progredir para insuficiência renal crônica, levando à necessidade de diáli-

se ou transplante de rim”, alertou a coordenadora nacional da campanha, Giana Mastroianni Kirztain. O exame é feito com uma pequena quantidade de urina em uma tira reagente. Se a pessoa estiver perdendo proteína ou sangue na urina, o problema será detectado. “Aí, comunicamos à pessoa, que deverá repetir esse exame mais detalhadamente com seu clínico geral ou em algum posto de atendimento. O clínico geral pode fazer o diagnóstico e o acompanhamento com o nefrologista”, explicou. A coordenadora da campanha disse ainda que é preciso se submeter a exames anuais, porque as doenças renais são silenciosas e têm sintomas iniciais inespecíficos. “Pode ter inchaço, urina com sangue, espumosa, pressão alta. Nas fases mais avançadas, náuseas, palidez sem explicação e, nas crianças, infecções urinárias de repetição. Mas não podemos esperar pelos sinais e

sintomas porque eles podem ser tardios. O ideal é fazer exames frequentemente para detectar a doença, que seria o exame normal de urina e a dosagem de creatinina no sangue”. Os dados apontam que 95 mil brasileiros dependem da diálise para sobreviver, mas apenas 10% recebem tratamento adequado. Segundo a SBN, a diálise é um tratamento diferente da hemodiálise, que exige o deslocamento do paciente pelo menos três vezes por semana ao hospital, porque na diálise o paciente é treinado a fazer o procedimento em casa. Giana ressaltou que não há prevenção para as doenças renais, mas há formas de amenizálas ou retardar a evolução. “Medidas como dieta saudável, exercício físico regular, não beber, não fumar e dieta indicada de acordo com a doença renal diagnosticada contribuem para que a pessoa tenha maior controle sobre a doença”.

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Sexta-feira, 11 de março de 2011 |

Deve-se fazer alongamento antes da atividade física? Alongamento é o termo utilizado para o aumento do comprimento dos tecidos moles, os quais são diminuídos conforme a postura e hábitos de cada indivíduo. Ele está diretamente relacionado à flexibilidade, na realização de um movimento em sua amplitude máxima. Antes da atividade física o alongamento serve para melhorar a amplitude de movimento (ADM), ou seja, a flexibilidade. Assim, evita lesões e até mesmo melhora o desempenho dos atletas. Porém, este conceito caiu por terra, pois pesquisas recentes comprovam a ineficiência de tal procedimento. Estudos científicos mostram que o alongamento antes de alguma atividade que exija força, potência ou explosão acaba diminuindo o rendimento do atleta. Pois, promove um aumento no comprimento do músculo, sendo necessária a rigidez músculotendínea - que permite maior produção de força na contração de seus componentes. Segundo esses estudos, a força desenvolvida por um músculo é maior no seu comprimento de repouso, já que esta posição permite a ativação de todas as possíveis pontes cruzadas entre actina e miosina. À medida que o músculo se encurta ocorre diminuição das ligações entre as proteínas contráteis. Isso acontece, porque ocorre sobreposição dos filamentos, com diminuição da tensão que pode ser desenvolvida. E se o músculo for alongado além do seu comprimento de repouso, o número de pontes cruzadas também diminui, mostrando que a sobreposição dos filamentos se reduz significativamente. Também não há comprovação científica da eficácia do alongamento realizado minutos antes da atividade para evitar lesões, porém o alongamento é eficiente na melhora da flexibilidade. * Por Caroline Mamie Tsuru: fisioterapeuta do SEFIT – Serviços Especializados de Fisioterapia do Trabalho.

Dia Mundial do Glaucoma Lembrada no dia 12 de março, a doença atinge cerca de 2% da população brasileira, que na maioria das vezes, não sabe que possui o glaucoma O glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo. Dados da Sociedade Brasileira de Glaucoma revelam que 2% da população apresentam a doença sem saber, o que já é considerado uma estimativa de risco na área oftalmológica. Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado se diagnosticado em etapa inicial. “A característica principal da doença é a evolução lenta e constante. O que cada vez mais se recomenda é o controle, a observa-

ção do nervo óptico, do campo visual e a avaliação de história familiar”, alerta o oftalmologista Marco Canto, diretor da Clínica Canto. Por essas razões é essencial fazer exames oculares regularmente. Algumas vezes o glaucoma pode ter sintomas como dor, fotofobia (sensibilidade à luz), diminuição visual rápida, pupilas que não reagem à luz, halos coloridos ao redor da luz, olho vermelho, lacrimejamento, dor de cabeça, náuseas e vômitos. “Entretanto, esses sintomas podem ser indicativos de outras doenças, por isso é importante fazer a averiguação”, afirma Marco Canto. O oftalmologista explica que o olho normalmente produz um líquido claro que é

drenado através de pequenas aberturas microscópicas ao redor da íris (parte colorida do olho). Por várias razões, essas aberturas podem fechar e então a pressão aumenta dentro do olho. “A elevada pressão intraocular pode danificar o nervo óptico (o que transmite impulsos nervosos do olho para o cérebro). Se o nervo óptico for danificado, a ponto de conseguirmos medir essa perda de visão, essa condição é chamada glaucoma”, explica o oftalmologista. Cegueira A perda de visão no glaucoma crônico simples (mais comumente encontrado) é progressiva, difícil de perceber, pois inicialmente ocorre um dano periférico da visão – que compromete as tarefas rotineiras como andar, comer e vestir-se. Quando essa perda ocorre de forma abrupta é chamada de glaucoma agudo – problema

causado pela obstrução total da drenagem dos líquidos intraoculares de ângulo fechado, que pode ter mais de uma causa. Qualquer perda da visão pelo glaucoma é permanente, por isso exames preventivos são fundamentais. Hoje, os oftalmologistas diagnosticam o glaucoma de várias maneiras. “Nós medimos a pressão do olho e também examinamos o nervo óptico, além de realizarmos um exame de campo visual para medir a visão periférica do paciente”, detalha o oftalmologista. O glaucoma diagnosticado precocemente pode ser controlado com o uso contínuo de medicamentos ou por meio de tratamento cirúrgico a laser ou cirurgia convencional. Entretanto, salienta Dr. Canto, mesmo após procedimentos cirúrgicos deve-se manter o uso de medicamentos. “Os exames deverão continuar sendo periódicos para que o oftalmologista tenha certeza de que a doença está sob controle, a perda da visão poderá ocorrer mesmo com pressão ocular baixa, sendo necessário adequar o tratamento”, explica.

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