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Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 |

O medo da rotina Depressão pós-férias atinge, aproximadamente, 23% dos trabalhadores brasileiros Para muitas pessoas, janeiro é sinônimo de sombra e água fresca. Muitas aproveitam as férias escolares dos filhos e o início do verão para tirar merecidos dias de descanso do trabalho e da rotina diária. Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, as férias são fundamentais para a saúde e o bom desempenho do funcionário. O estresse e pressão do cotidiano vão se acumulando e causam desgaste físico e mental, que pode evoluir para um problema grave de saúde. Já para um grande número de trabalhadores, o grande problema, que afeta a saúde psicológica, pode surgir na volta à rotina de trabalho. De acordo com estudo realizado pela International Stress Management Association no Brasil (IsmaBR) 23% dos brasileiros sofrem de depressão pósférias. Esses índices são consequência da pressão cada vez maior no ambiente de trabalho, aumento da competitividade e insatisfação de alguns pela profissão ou empresa que trabalham. Conforme detectado pela pesquisa, 93% das vítimas de depressão pós-férias se sentem insatisfeita profissionalmente; 86% não vêem possibilidade de promoção ou desenvolvimento; 71% consideram o ambiente de trabalho hostil ou pouco confiável e 49% têm conflitos interpessoais no local onde atuam. Para Soraya Hissa, todas as pessoas ao voltarem das férias demoram um tempo para entrar no ritmo novamente. “Na primeira semana é normal que os profissionais sintam um pouco de desânimo, ansiedade, sono, falta de motivação,

desconcentração e até certa irritabilidade. Quem não gosta da boa vida que tem nas férias, da possibilidade de ficar próximo das pessoas que gosta, conhecer lugares novos e não preocupar-se com nada?! Por isso, a primeira semana pós-férias é sempre de adaptação à velha rotina”, afirma a médica. Se esses sintomas persistem por mais de duas semanas, a pessoa pode estar com síndrome pósférias ou depressão pós-férias, que consiste na mudança do estado de humor do indivíduo. Essa mudança afeta o físico, a mente e o comportamento daqueles que sofrem com a síndrome, podendo, dessa forma, causar sérios problemas de relacionamento dentro de seu ambiente de trabalho. Para não sofrer com o fim das férias Para fugir da depressão com o fim das férias e a volta ao trabalho a psicanalista aconselha que, quem não estiver se sentindo bem no ambiente profissional, que analise antes do período de férias seu grau de satisfaço com a profissão, a empresa que trabalha e o que incomoda neste ambiente. “A partir dessa avaliação o trabalhador deve tentar encontrar a melhor forma de solucionar o problema. Todos devem ter em mente que dinheiro é fundamental, mas nossa felicidade deve ser primordial. O que adianta termos uma profissão se não a executamos com prazer. Um bom salário não compra felicidade! Quando fazemos o que gostamos vamos realizar com mais afinco e melhor, e o dinheiro e o reconhecimento são conseqüência de um ótimo trabalho”, acredita.

Saiba como evitar a depressão pós-férias - Organize-se para sair de férias, minimizando a pressão do retorno. Isso significa delegar atividades relacionadas a projetos urgentes, respostas a e-mail e assuntos urgentes. Outra boa dica é deixar avisado que o celular estará desligado durante esse período. - As férias são para descanso do corpo e da mente. Portanto, evite telefonar para o trabalho ou ficar acessando e-mail profissional. O uso do computador deverá ser para lazer e não para trabalho. - Aproveite a oportunidade do recesso para aprimorar ou introduzir hábitos saudáveis que ajudem a suportar melhor as pressões do dia a dia. Passear, dormir, praticar esportes, colocar a vida social em dia são ótimas opções e ainda ajudam a relaxar. - A alimentação deve ter atenção especial, com a adoção de rotina alimentar que preveja horários apropriados e alimentos nutritivos. Nos dias de retorno, evitar cafeína e álcool. Este último está associado à depressão. - Não ignore o fato de que o retorno das férias pressupõe a existência de tarefas acumuladas. Por isso, adote uma estratégia para dosar o ritmo das atividades nos primeiros dias. A ideia é ter um comportamento de maratonista: não exagere no começo para ter energia para finalizar a competição. - Tente manter o ritmo do sono nos primeiros dias, procurando ir para a cama mais cedo, propiciando um sono reparador. Use todas as estratégias para beneficiar-se disso: escureça o quarto, isole-os dos sons externos, durma com roupas confortáveis etc. Fonte:http://www.lincx.com.br

Hospital simula acidente para realizar treinamento Neste domingo, 13, acontece o primeiro simulado de Atendimento a Múltiplas Vítimas (AMUV) no Hospital VITA Curitiba. O objetivo da ação é treinar enfermagem e médicos sobre como é feito um atendimento no local do acidente, encaminhamento para o hospital e atendimento. Na ação haverá a explosão de um carro e a simulação de um acidente de ônibus com mais de vinte vítimas, as quais serão socorridas e encaminhadas ao pronto-atendimento do VITA Curitiba por ambulâncias e também por um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal. O evento, que tem início às 9h30, no Hospital VITA Curitiba, conta com a parceria da Cadenas Emergências Médicas, Samu, Siate, Ecco-Salva e SOS Unimed.

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Vitamina D: essencial em todas as fases da vida Boa alimentação e exposição moderada ao sol são os primeiros passos para manter equilibrada a quantidade deste composto no organismo As vitaminas desempenham um papel fundamental para o bom funcionamento do organismo. Manter uma dieta balanceada, aliada a hábitos saudáveis, é a maneira mais segura para suprir o corpo com essas substâncias, como a vitamina D, que atua, entre outras funções, sobre o crescimento celular e a utilização de energia. Segundo a endocrinologista Sheyla Alonso, do Hospital das Nações, a falta desse composto na infância pode ocasionar deficiência no crescimento e na formação óssea, além de raquitismo. Já nos adultos, a carência em vitamina D pode levar à descalcificação dos ossos e causar osteomalácia, osteopenia, osteoporose e possíveis fraturas, principalmente nas mulheres que já passaram pela menopausa. “Alguns estudos demonstram poder haver uma ligação entre a falta de vitamina D e o aumento da susceptibilidade a doenças e condições crônicas, como tuberculose, pressão alta, câncer, esclerose múltipla, depressão e esquizofrenia”, acrescenta a médica. A ingestão de alimentos ricos neste nutriente é a melhor forma de acesso à vitamina, que pode ser encontrada principalmente em cogumelos, ovos, óleo de fígado de peixe e peixes gordurosos, como salmão, bagre, sardinha, atum e cavalinha, entre outros. Além disso, há as opções de alimentação artificialmente enriquecida com o composto, como leite em pó, cereais e shakes. Entretanto, apenas caprichar na alimentação não é suficiente. Para que a vitamina D seja ativada e possa agir no organismo, é necessária a exposição diária ao sol, por pelo menos 15 minutos, preferencialmente antes das 10h e após as

16h. “Vale ressaltar que o uso contínuo de filtro solar não prejudica a produção do composto. Isso só irá acontecer se a pessoa nunca se expuser ao sol e tiver alguma predisposição, como alimentação inadequada ou dificuldade na absorção da vitamina”, afirma a endocrinologista do Hospital das Nações. Nestes casos, a ingestão de suplementos e pílulas de vitamina D é o recurso mais indicado para repor a quantidade do composto no organismo. O mesmo ocorre para quem passou recentemente uma cirurgia bariátrica, procedimento que reduz os níveis da vitamina no corpo e exige reposição. Nem mais, nem menos Assim como a falta, o excesso da vitamina também pode prejudicar o organismo, levan-

do ao aumento da quantidade de cálcio no sangue e ao acúmulo do composto nos tecidos e nas artérias do coração e dos pulmões, causando cálculos renais, além de sintomas de intoxicação, como náuseas, vômitos, tontura e dores musculares. A quantidade ideal de ingestão da vitamina, segundo a médica, é de cinco microgramas por dia para crianças e adultos, quantidade que dobra para os maiores de 51 anos – dez microgramas diárias. “Três sardinhas possuem duas microgramas. Em cada duas colheres de sopa de carne moída, 0,132 microgramas serão ingeridas, valor muito próximo ao encontrado na mesma porção de queijo parmesão ralado, 0,130 microgramas”, esclarece a especialista.


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Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 |

PARAPSICOLOGIA E VIDA MELHOR nº 179 Estudos científicos mostram com clareza que o aprendizado do perdão é bom para saúde e bem-estar, bom para a saúde mental e, de acordo com dados recentes, bom também para a saúde física. Diversos estudos conclusivos atestam o poder curativo do perdão. As pesquisas mostram que as pessoas que exibem maior grau de culpa sofrem mais de uma variedade de doenças. Lembre-se que a culpa está na raiz do ressentimento. O ato de culpar os outros emerge como conseqüência da incapacidade de administrar a raiva e o sofrimento. Estudos médicos e psicológicos revelaram que raiva e hostilidade duradouras são prejudiciais à saúde cardiovascular. Esses estudos mostram que as pessoas com dificuldade em lidar com a raiva possuem altos índices de doenças cardíacas e sofrem mais ataques do coração. Isso ocorre porque a raiva provoca a liberação de substancias químicas associadas ao estresse, que alteram o funcionamento do coração e causam estreitamento das artérias coronárias e periféricas. Pesquisas realizadas em diversas áreas indicam que o aprendizado do perdão beneficia as pessoas de diversos modos. Ao adquirir a capacidade de perdoar emoções positivas se desenvolvem. Brotam sentimentos de esperança, solicitude, afeição, confiança e felicidade. Quanto menos raiva se sente maior é o benefício. As pessoas que aprendem a perdoar ficam menos iradas, mais esperançosas, menos deprimidas, menos ansiosas, menos estressadas, mais confiantes e aprendem a se gostar mais. A saúde melhora quando se está mais inclinado ao perdão. Emoções mais positivas têm impacto positivo sobre o sistema cardiovascular. O estudo sobre o perdão da Universidade de Wisconsin - EUA mostrou que o aprendizado do perdão ajuda a prevenir a doença cardíaca na meia-idade. Nesse estudo, quanto mais alto era o nível de perdão apresentado pelos participantes dessa faixa de idade, menos problemas de saúde relacionados ao coração eram relatados. Ao mesmo tempo, quanto mais baixo era o nível de perdão, mais alta era a incidência da doença cardíaca. Nesse mesmo estudo, os pesquisadores revelaram que quando o participante pensava sobre alguém com quem se importava, o organismo reagia com mudanças físicas positivas. Eles verificaram uma melhoria tanto na função referente à variação da freqüência cardíaca, quanto da função imunológica. Além do mais, os pesquisadores constataram que, ao refletir sobre os sentimentos positivos, as ondas cerebrais dos participantes se harmonizaram. Uma função cerebral harmonizada propicia uma maior capacidade de pensar com clareza e criatividade. Quando as pessoas perdoam acabam tomando decisões melhores. É estimulante observar que o perdão também pode ajudar a harmonizar a atividade cerebral. Diversos estudos demonstram que pessoas com maior grau de espiritualidade são mais saudáveis e têm uma vida mais longa. Em síntese: A falta de perdão é um fator de risco para as doenças cardíacas; Pessoas que culpam outras por seus problemas apresentam índices mais altos de doenças cardiovasculares e cânceres; Pessoas que pensam em não perdoar outra pessoa mostram mudanças negativas na pressão arterial, na tensão muscular e no sistema imunológico; As pessoas que demonstram mais inclinação ao perdão têm menos problemas de saúde; O perdão gera menos estresse; Pessoas que pensam em perdoar notam uma melhora imediata nos seus sistemas cardiovascular, muscular e nervoso. A Parapsicologia pode ser muito útil na superação de mágoas e sofrimentos. Informe-se!

Parapsicólogo Flávio Wozniack CNPAC nº 101 E-mail: flavio.wozniack@ig.com.br 1. Av. Manoel Ribas, 852 - sala 12 Mercês – Curitiba 3336-5896 9926-5464 2. Estrada da Ribeira - Colombo Clínica Strapasson - 3606-2635

A vacina contra o HPV é mais uma arma para evitar a doença

Carnaval vem aí. Tome muito cuidado com o HPV! Ao contrário do que se pensa, não se trata de apenas um tipo de vírus, mas sim de uma família de vários tipos. Os papilomavírus humanos (HPV) são vírus das famílias Papovaviridae, que possui mais de 100 subtipos diferentes identificados. As doenças mais comumente associadas a esses vírus são lesões de pele ou mucosa, que normalmente mostram crescimento limitado e regridem espontaneamente após uma resposta imune. Os subtipos 6 e 11 são encontrados na maioria das verrugas genitais (condilomas acuminados), também chamados de “crista de galo”. Já os subtipos 16 e 18 são considerados de alto risco e relacionados a tumores malignos, em especial câncer de colon do útero. Uma das características desse vírus é que ele pode ficar

instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar, entrando em ação em determinadas situações, como na gravidez ou em uma fase de estresse, quando a defesa do corpo fica abalada. Na maior parte das vezes, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. A mulher tanto pode sentir uma leve coceira, dor durante a relação sexual ou notar corrimento. O mais comum é ela não perceber qualquer alteração em seu corpo. Na maioria dos casos essa infecção não resulta em câncer, mas é comprovado que até 99% das mulheres que tiveram câncer no colon do útero foram infectadas por esse vírus. No Brasil, cerca de 7 mil mulheres morrem anualmente por esse tipo de tumor. Em seus estágios iniciais, as lesões causadas pelo HPV, deno-

minadas displasias, podem ser tratadas com sucesso em cerca de 80% a 95% dos casos, impedindo que a paciente tenha mais complicações no futuro. Portanto, a melhor arma contra o HPV é o diagnóstico o quanto antes. Os homens também desenvolvem doenças associadas ao vírus? Sim. Também nos homens as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, causadas pelos subtipos 6 e 11 do vírus. Mas alguns tipos de HPV, como o 16 e o 18, também causam câncer, como o de pênis e o da região anal. Como o HPV é transmitido? A transmissão do HPV se dá por contato direto com a pele infectada, sendo que os HPV genitais são transmitidos nas relações sexuais.

Como posso saber se tenho HPV? Os seguintes exames podem ajudar: Papanicolaou É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o vírus, mas sim as alterações causadas nas células. Colposcopia Exame feito por um aparelho chamado colposcópio, que aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões. Biópsia É a retirada de um pequeno pedaço de tecido para a análise. Captura Híbrida É um exame que consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes de a paciente ter qualquer sintoma. Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.

Previna-se contra o HPV e lembre-se: • A maioria das pessoas infectadas pelo HPV não desenvolve o câncer de colon de útero. Mas por ser o principal causador do câncer do colo do útero, o HPV precisa ser descoberto o quanto antes. Por isso, sempre faça seus exames preventivos anualmente. • Use preservativos (a proteção não é de 100%). • Fique atenta a esses sintomas: coceira, corrimento, sangramento anormal (principalmente fora da menstruação) e dor durante a relação sexual. Se você tiver algum desses sintomas, procure seu ginecologista. • Fumar, beber em excesso ou usar drogas afeta o sistema de defesa do organismo, fazendo com que o HPV atinja a mulher com mais facilidade. • Saiba mais sobre o HPV e o câncer de colon de útero e compartilhe todas essas informações com o seu parceiro e suas amigas. Assim será mais fácil se prevenir. • É importante que seu parceiro também procure um médico para verificar se está com o vírus. • Você não está sozinha!

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