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PORTUGAL sexta-feira 8 março 2013 ano 6, nº 1830 Lisboa 13° | 17°

Porto 12° | 15°

www.readmetro.com Diretor: Diogo Torgal Ferreira

“O MUNDO É DAS

MULHERES!”

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher e os 10 anos da SIC Mulher, as cinco caras mais emblemáticas do canal de TV mais sexy do País visitaram a nossa redação. págs. 0 2 a 05

Especial Violência contra as mulheres: epidemia oculta à escala planetária págs. 06 e 07

ME WO N W

ES VIOLE RI

E AGAINST C N

EN’S SE OM

Sport

Águias em vantagem Benfica vence Bordéus (1-0) na 1ª mão dos “oitavos” da Liga Europa pág. 15

Cronista

Balanço Vital com o Alvim Luís Oliveira, radialista da Antena 3 pág. 08 LAURA HAANPÄÄ

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www.readmetro.com SEXTA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2012

MULHER | 02 FOTOS: LAURA HAANPÄÄ

SIC MULHER: 10 ANOS Sofia Carvalho, Ana Rita Clara, Liliana Campos, Adelaide de Sousa e Raquel Strada. Fomos descobrir mais sobre as caras que fazem estes 10 anos de história. Um canal feito por mulheres (e alguns homens), para mulheres (e também para os homens)!

MUNDO MAIS COR DE ROSA Qual o balanço que fazem destes dez anos de SIC Mulher? Sofia Carvalho: Não posso deixar

de dizer que o balanço é muito positivo. Para mim, que tive o privilégio de ser convidada para estar neste projeto desde o início, é obviamente um orgulho ver tudo o que fizemos de raiz, um projeto que, na altura, fazia falta, um projeto para uma determinada mulher e que hoje em dia é uma referência. Cresceu, passou por dificuldades, alegrias e tristezas, como qualquer outro projeto passa. Hoje, numa fase de maturidade completamente diferente, temos o mesmo objetivo: fazer mais e melhor. É um motivo muito grande de orgulho. Para mim é um filho.

O que acham que mudou na cabeça das pessoas com o nascimento de um canal com estas caraterísticas? Sofia Carvalho: Quando pensámos

nele, pensámos para um tipo de mulher que caraterizámos na altura. Mas nunca barrámos a entrada aos homens. Mas o nome SIC Mulher funcionou logo como um estigma, “Ah, isto é para mulheres”, mas surpreendemo-nos logo no início, porque 40% da audiência era masculina. Esse número agora deve ter descido um pouco, mas isso queria dizer que no início havia uma curiosidade natural daquilo que dizia respeito à mulher, os homens queriam espreitar, talvez para nos perceberem um pouco melhor. O que não é nada mau! Que assim

ao menos aprendiam alguma coisa (risos). Mas acho que, ao longo dos anos, aquilo que eu constato é que somos de facto uma alternativa. Fomos crescendo e temos uma programação de qualidade que é também uma alternativa para eles. Por isso, se no início era uma curiosidade, agora há homens que gostam de ver o canal porque há programas que são transversais e isso é uma grande mais-valia. O que mudou nas vossas vidas pessoais em particular? Ana Rita Clara: Sempre tive

uma simpatia muito grande pela SIC Mulher e, para mim, tendo em conta o meu percurso e aquilo que fiz e estou a fazer

atualmente, foi um salto muito importante para poder mostrar o meu trabalho e a minha paixão pelo que faço. É uma honra e privilégio porque é um canal que acolhe muito bem as pessoas, respeita o seu talento e deixa-as voar. Em outros canais isso torna-se muito difícil de acontecer. E por isso é um privilégio poder fazê-lo todos os dias há três anos. Sobre o que mudou, sinto que cresci muito com este canal, com esta família, porque todos os dias apresento um programa [“Mais Mulher”] em que falo para vários públicos. Para eles, e para elas. E sinto isso no retorno das pessoas e no feedback. E também naquilo que tenho crescido com o canal. Essa liberdade e crescimento


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enquanto pessoa é o maior privilégio. Além de formatos que tive oportunidade de apresentar e que dificilmente veria noutro canal. Liliana Campos: Se olharmos para a mulher portuguesa há 15 anos é uma diferença brutal face à mulher de hoje. Porque apareceu uma geração de miúdas que, de repente, tiveram acesso a programas de televisão ou lojas de moda que nenhuma de nós teve na idade delas. A mulher portuguesa está completamente diferente daquilo que era. Sofia Carvalho: A SIC Mulher e a [revista] Activa são meios que ajudam a mulher a informar-se, a caminho da autonomia e independência, estimulando tudo isso. E as diferenças são abismais. Liliana Campos: Até mesmo a mudança económica vem mostrar uma outra mulher. As mulheres que estavam em casa agora estão a trabalhar e muitas delas têm os maridos desempregados. A mulher passou a gostar mais dela e o tipo de informação também melhora a auto-estima. Não tenho qualquer dúvida que a SIC Mulher veio melhorar a auto-estima da mulher portuguesa. Ana Rita Clara: ... veio ensinar-lhes a serem otimistas. Sofia Carvalho: As mulheres são mais consideradas e respeitadas. Ou seja, o canal ajudou a abater um pouco do sexismo da nossa sociedade? Raquel Strada: E não é só isso. Assu-

mindo a posição de ser a mais nova, a minha geração é muito mais ligada à Internet, e coisas de acesso rápido e fácil. Quando procuramos um programa de TV queremos coisas muito diferentes ou mais profundas do que quando “googla-

Sofia Carvalho

“Para mim, que tive o privilégio de ser convidada para estar no projeto desde o início, é um orgulho ver tudo o que fizemos, um projeto que na altura fazia falta” mos” na Internet. A SIC Mulher tem programas muito objetivos e fáceis de perceber. Tem programas interessantes e essencialmente é feito para uma mulher muito mais perspicaz. A série “The Big C”, que aborda o cancro e que é feita com humor, é um exemplo. A SIC Mulher já não passa só aquelas coisas ditas cor de rosa e com purpurina. Não tem nada a ver com isso. Aí está uma série muito bem feita, para não estarmos só a falar de talkshows. Ana Rita Clara: Fala dos problemas reais, procura dar um outro olhar às coisas. Não é à toa que quando falamos do “Encantador de Cães” estamos num outro extremo. É essa simplicidade/qualidade de temas comuns, mas que são abordados de forma completamente coerente. Quais os programas que salientam nestes 10 anos do canal? Sofia Carvalho: A “Oprah” é

Raquel Strada

“Quando comecei não sabia o que estava a fazer. Tinha 19 anos. Era muito nova. Acho que é por causa da felicidade estúpida que tenho, contra tudo e todos”

indiscutível. É o formato marcante. Mas hoje em dia o nosso objetivo continua a ser produzir localmente. Fazer produção nacional, que é isso que nos diferencia dos outros canais e nos aproxima do público. Eu tenho um carinho muito especial pelo “Querido, Mudei a Casa!”, que é um programa marcante e que tem uma longevidade fora do comum. Estamos neste momento no 9.º ano. E isso não deixa de ser um motivo de grande orgulho. É um programa de emoções. É a grande mais-valia. Transformamos uma divisão, mas na realidade transformamos a vida de uma pessoa. Isso não tem preço e hoje em dia ninguém dá nada a ninguém. E nós damos. Liliana Campos: Não quero deixar de

04 falar no “Corte i Costura”, que é algo que recordo com muito carinho. Para mim deu-me a oportunidade de provar que era capaz de estar à frente de um programa. Tenho muita pena que não continue, mas tenho um grande carinho. Sofia Carvalho: O “Eles Sobre Elas” e “Elas Sobre Eles”. O “Entre Nós” da Adelaide [de Sousa]. Muitas vezes cruzo-me com pessoas que vão ao programa da Adelaide e que me dizem ‘Que bom que é ter tempo para conversar’. Os canais temáticos são locais em que temos um espaço descontraído. Em que quem vai ver quer ver. E claro, não posso deixar de falar num programa de lifestyle, “À Sua Medida”, que vai estrear hoje com a Raquel. São dicas e sugestões para que a mulher se sinta mais bonita e informada, e com a auto-estima renovada. E que aborda temas como a moda, a culinária.

Vamos fazer uma série de coisas: hoje Lisboa acordou mais cor de rosa, não só com o jornal, mas também com a campanha de mupis e vários balões cor de rosa pela cidade. Vamos ter uma festa, vamos associar-nos à ModaLisboa. No fundo, estas celebrações todas começaram já há algum tempo. Que projetos vão estrear em breve? Sofia Carvalho: Vamos ter uma nova

temporada do “Querido, Mudei a Casa”, que deve estrear em abril ou final de março. Vamos estrear a segunda temporada do “Sem Tabus”, com a Marta Crawford, em que falamos de sexologia de uma forma interessante e sem tabus, e depois vamos continuando a tentar produzir

Raquel, quando te estreaste tinhas a expetativa de te tornares numa das caras importantes do canal? Raquel Strada: Não tento criar uma

capa do que sou. Naquela altura não sabia o que estava a fazer. Quando a Sofia me ligou achei que estava a gozar. Tinha 19 anos. Era muito nova. Acho que é por causa desta felicidade estúpida que tenho, contra tudo e todos. Como vão celebrar estes 10 anos? Sofia Carvalho: Sou muito

apologista de celebrações. Acho que devemos celebrar muita coisa, em toda a nossa vida. Não sou nada a favor das homenagens quando as pessoas morrem. E, de facto, nós só temos razões para comemorar. Dez anos é um número redondo.

Adelaide de Sousa

“O apresentador deve ser alguém que sabe pôr-se no seu lugar e no lugar dos outros. A sua função não é a de estrela, mas revelar as outras pessoas”

História. Nasceu para elas, mas também é visto por eles Foi a quarta filha da SIC a ser lançada. E sim, dizemos filha, porque se trata de uma menina... e já bem crescida. A SIC Mulher nasceu, claro, no Dia Internacional da Mulher, a 8 de março do ano de 2003. Embora o nome leve a pensar que se trata de um canal feminino, desde o início que atrai o sexo masculino, já que transmite programas abrangentes como, por exemplo, sitcoms ou séries de ficção internacionais – quando começou tinha uma audiência masculina dentro dos 40%, o que prova que não é um canal só para elas. Entre a programação destinada à mulher,

salienta-se a existência de talkshows sobre temáticas femininas, sendo um canal que se destina a mulheres “determinadas, conhecedoras, sensíveis e atraentes”.


MULHER | 05

O que ninguém (ou, pelo menos, pouca gente) viu... Lançámos um desafio às “nossas” meninas. Quisemos saber alguns episódios engraçados que tenham acontecido nestes 10 anos. O resultado é hilariante! • Raquel Strada: Uma vez, no “Sixteen”, caiu um projetor à minha frente e outra vez o estúdio pegou fogo. E uma vez a minha colega desmaiou. Eu não sabia como lidar. Devia desviar-me e continuar, mas não... comecei aos gritos. Ah, e quando me disseram que ia entrevistar o David Fonseca (acho-o uma brasa) não consegui perguntar-lhe nada! Mas disso já me redimi. • Ana Rita Clara: Já fiquei a fazer uma entrevista sem luz. Como não tive indicação para parar, continuei.

mais coisas nacionais e fazendo estreias internacionais. Sentem que as pessoas ficam mais “presas” pela produção nacional ou internacional? Sofia Carvalho: Nas coisas produzi-

das por nós a realidade é completamente diferente. A “Oprah” é um programa extraordinário, mas com 260 pessoas a produzir. Ana Rita Clara: O “Mais mulher” tem duas. Mas é um programa que apresenta resultados que são coniventes com o facto de as pessoas gostarem de ver, não só o programa, mas o canal. Liliana Campos: Da experiência que tenho tido, acho que há um empenho tão grande das pessoas, que quem está a ver não tem noção do esforço e dificuldade e a falta de pessoas que existe. Só que isso não se sente porque as pessoas dão muito de si. Tudo com muito carinho e amor. A SIC Mulher tem essa magia, porque sentem que o canal é delas.

• Sofia Carvalho: Tenho grandes ataques de risos nas filmagens. • Adelaide de Sousa: Uma vez, no “Mundo das Mulheres”, em direto, entrevistei uma pessoa que começou a gaguejar. Não se percebia quase nada. Na altura, tinha um realizador que adorava dizer-me coisas ao ouvido e eu não me queria rir para não deixar a pessoa ainda mais nervosa. • Liliana Campos: Há um ponto nas costas que se soprarem quando estamos gelados o corpo aquece durante dois minutos. Uma vez estava gelada, a gravar em Sintra, e estava a tremer. Quando parávamos vinha a assistente de realização e soprava-me as costas e eu fazia mais uma pergunta.

às dificuldades por que passei por lá estar. Acho que essa experiência trouxe-me muito a mim enquanto apresentadora. O apresentador deve ser alguém que sabe pôr-se no seu lugar e no lugar dos outros. Porque a sua função não é a de estrela. É revelar pessoas que não seriam conhecidas se não tivessem aquela oportunidade para falar. Sofia Carvalho: E também porque esteve nos EUA, tivemos uma entrevista extraordinária da Adelaide com o Tommy Hilfinger... A SIC Mulher não pode ser facilmente visto como um canal sexista? Sofia Carvalho: Não, e isso vê-se com

as audiências. E para quando uma SIC Homem? Sofia Carvalho: Então não há tantas

Têm feedback do universo de espetadores masculinos? Ana Rita Clara: Eu sinto isso. Adelaide de Sousa: De ambos, sim.

Às vezes até com temas que não tinha nada a ver os homens participavam no blog que tinha na altura. Raquel Strada: Há muitos rapazes a ver. As mulheres têm o poder de chamar outras mulheres, mas também os homens. Sofia Carvalho: ... e há muito poucos homens apresentadores. Raquel Strada: Sim, e isso faz-me alguma confusão. Porque acho que o homem pode ser um bom conversador sem ter de ter graça de cinco em cinco segundos. No programa que vou apresentar agora, quando publiquei no Facebook que precisava de inscrições, e não podia dizer para o que era, apareceram logo 170 pessoas em 40 minutos, a perguntar se podiam inscrever-se sem saber o que era. E agora que já começámos a gravar, tenho imensos rapazes a perguntar se não podem participar. Não acredito em rótulos de homens metrosexuais, mas cada vez mais eles preocupam-se com a aparência. Ana Rita Clara: Também sinto isso. No meu programa temos rubricas a pensar neles. Sabem se o Dr. Pinto Balsemão é fã de algum programa em especial? Sofia Carvalho: Acho que ele é fã

da SIC mulher. Para ele a SIC Mulher era um risco de negócio e editorial, e hoje em dia deve estar muito satisfeito com o risco que correu. Gosta de estar sempre atento, de dar sugestões. Há uns dias a RTP fez uma rábula em que utilizaram o logo do “Querido” e ele chamou-nos logo a atenção. E é muito crítico também.

Liliana Campos

“A mulher portuguesa está completamente diferente daquilo que era há 10 anos. As miúdas hoje têm acesso a programas de TV ou lojas de moda que nenhuma de nós teve” top 5 do metro

Oprah Winfrey Show Um dos maiores sucessos da TV a nível mundial, um talkshow apresentado por Oprah Winfrey e que, por cá, foi dado a conhecer pela SIC Mulher.

Querido, Mudei a Casa! Muda as casas portuguesas, gratuitamente. No programa pode ver o “antes, durante e depois”, com todos os passos desta operação.

Como veem o canal daqui a 10 anos? Raquel Strada: Espero que nessa

A Adelaide viveu nos EUA, um país em que o talkshow é uma religião. Retirou experiências dessa vivência? Em Portugal não se conversa... Adelaide de Sousa: Sim. Por cá toda

a gente parece assumir que custa muito dinheiro ou que não é muito atraente para as audiências ou potenciais anunciantes. Acho que temos a pouco e pouco desmentido esse princípio. Essa experiência deu-me essencialmente uma perspetiva mais global das coisas e estou convencida que quando me foi lançado o desafio do “Mundo das Mulheres” também pude abraçá-lo com mais confiança do que teria feito se tivesse ficado por aqui. É uma questão de ter sido exposta

SIC Homens? A própria SIC Radical é mais masculina.

Ana Rita Clara

“Sempre tive uma simpatia muito grande pela SIC Mulher. É um canal que acolhe muito bem as pessoas, respeita o seu talento e deixa-as voar”

altura haja alguém mais novo que eu... Sofia Carvalho: É uma missão para continuar. Nós fomo-nos moldando ao longo destes anos e adaptando a um mercado que é cada vez mais volátil. Ainda assim, o nosso objetivo é fazer mais, melhor e antecipar. Temos de estar muito atentas em relação às nossas espetadoras. E continuarmos a ser um canal competitivo.

Mais Mulher

Como se definiria uma SIC Mulher?

Top Chef

É uma mulher determinada, conhecedora, sensível e atraente.

DIOGO TORGAL FERREIRA E PATRÍCIA TADEIA

Talkshow diário para a mulher moderna, que gosta de estar informada e conhecedora, que tem carreira e procura ser sempre melhor.

Project Runway Dá a conhecer o mundo do design de moda. Doze concorrentes competem entre si para produzir os melhores coordenados de roupa.

O programa, dos mesmos criadores de “Project Runway”, consiste numa competição entre vários chefs.


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Seis mulheres e duas meninas foram assassinadas em janeiro, na Guatemala. “Ainda não consegui encontrar um motivo para o homicídio”, desabafa Rosa Franco, cuja filha de 15 anos, Maria Isabel, foi morta. “É assim a vida de uma mulher neste país cheio de autoridades corruptas. Suspeito de várias pessoas, incluindo um traficante de droga de 45 anos que vinha assediando a minha filha desde que ela recusou sair com ele”. Bem-vindos ao mundo no século XXI, no qual um terço das mulheres serão vítimas de violência pelo menos uma vez durante a vida. No Peru, o seu destino é ainda pior: “Há dez homicídios de mulheres por mês”, diz María Ysabel Cedano García, do grupo de direitos humanos, Demus. Talvez ainda mais incompreensível seja que violência contra mulheres permaneça comum nos países desenvolvidos. Na Suécia,

46% das mulheres reportam ter sido vítimas. Mulheres e meninas representam 80% do tráfico humano mundial. “A violência contra as mulheres é uma epidemia oculta, e a palavra ‘oculta’ é muito importante”, nota Ann Veneman, antiga diretora-executiva da UNICEF. “Todos sabemos que as mulheres são violadas como arma de guerra em locais como a República Democrática do Congo, mas no mundo desenvolvido o problema é escondido.” Grande parte da violência contra as mulheres ocorre em casa, perpetrada por namorados ou maridos. “A violência do parceiro tem frequentemente um componente psicológico, o que a torna mais difícil de medir”, observa Markku Heiskanen, especialista em violência doméstica no Instituto Europeu para a Prevenção e Controlo do Crime. “E as mulheres querem proteger os parceiros. Mencionam muito mais a violência

quando falam de relações passadas”. São sobretudo as mulheres jovens que suportam o peso da agressão dos homens. Quase metade de todas as agressões sexuais em todo o mundo são cometidas contra meninas com menos de 16 anos. “Em muitos casos são miúdas que vêm de lares instáveis que são encurraladas por homens que dizem amá-las mas, na verdade, são chulos”, diz Veneman. “O que se passa nestes casos é extraordinário e acontece na América do Norte e na Europa.” Mas há boas notícias. Estão a ser construídas casas seguras para mulheres, mesmo em países onde a violência contra mulheres tem uma tradição de tolerância. As vítimas são treinadas em ocupações para que possam ganhar o seu próprio di-

Anos

15 anos: eis o curto tempo de vida de Maria Isabel, adolescente assassinada na Guatemala, em janeiro deste ano, num crime cujos motivos, e autores, permanecem uma incógnita para a mãe Rosa Franco.

Carta da editora

Colômbia. Vítimas encontram Demasiado segurança num lar de mulheres próximo Quando tinha cinco anos, Monica foi violada pelo seu padrasto. Mas quando contou à sua mãe, esta foi dizer ao padrasto. “Então ele ameaçou matar-me e fazer a mesma coisa às minhas irmãs”, lembra Monica, agora com 16 anos. Depois de mais seis anos de abusos, Monica fugiu e juntou-se às FARC, grupo militar-terrorista da Colômbia. “Queria pertencer a um grupo porque em casa não tinha ninguém”, explica. Mas quando ouviu que vários rapazes tinham sido mortos, escapou. A Taller de Vida, organização de Bogota que apoia antigas crianças-soldado, é que toma conta de Monica agora. “A razão mais frequente para as raparigas se juntarem a este grupo é o abuso sexual por parte de familiares”, diz Stella Duque, direto-

ra da Taller de Vida. “Mas a pertença a um grupo armado criou grandes problemas e um vazio na vida delas.” Na Taller de Vida, Monica e as outras raparigas têm apoio psicológico, vão à escola e têm aulas de teatro e música.

Stella Duque (esq) com ex-crianças-soldados na Taller de Vida, em Bogota. DIANA DUARTE

Isto é grave: Rihanna reatou com Chris. Três anos depois de ele lhe ter batido no interior de um Lamborghini, parece, segundo fotografias, aparecimentos em público e notícias dos media recentes, que as estrelas pop Rihanna e Chris Brown se reconciliaram e retomaram o relacionamento. A Índia atrai os holofotes: o julgamento de cinco homens acusados com a horrível violação em gangue e assassinato de uma jovem estudante de medicina indiana tem estado na ordem do dia em Deli, enquanto três irmãs – de 5, 9 e 11 anos – que desapareceram da sua aldeia no dia de São Valentim, foram encon-

ES VIOLE I R

EN’S SE OM

Alerta. Apesar de décadas de campanhas de sensibilização, a violência contra as mulheres é comum, mesmo em países desenvolvidos. Em parceria com as mulheres da ONU, o metro traça o panorama atual de um fenómeno milenar.

ME WO N W

Violência: uma epidemia oculta

E AGAINST C N

nheiro. Na Índia, a violação em gangue de uma jovem, em Nova Deli, conduziu a protestos sem precedentes. E na China, a sentença de morte de Li Yan, uma mulher condenada por ter morto o seu marido depois de ser abusada durante anos, causou uma revolta pública rara. No dia de São Valentim deste ano, a organização mundial V-Day organizou a “One Billion Rising”, evento a uma escala recorde de protesto contra a violência sofrida pelas mulheres. Este mês, líderes mundiais reúnem-se na sede da ONU, em Nova Iorque, para debater o tema. Na geração anterior, a violência contra as crianças era considerada aceitável; hoje é desaprovada, e em muitos países proibida. “Isso mostra que a sociedade pode mudar a situação, se agir”, explica Heiskanen. “Todos os homens carregam violência. Cada ser humano sente agressividade, mas se calhar as mulheres foram educadas para a usar menos. Também podemos educar os homens. São seres racionais. Se lhes dissermos o que podem ou não fazer, deverão agir em concordância. Precisamos de cursos que ensinem os homens a ser homens.” ELIZABETH BRAW tradas violadas, assassinadas e atiradas para um poço. O “Blade Runner” Oscar Pistorius está acusado de ter assassinado a sua namorada entre boatos de acusações de paranoia e uma obssessão com armas de fogo. A violência contra mulheres faz manchetes, mas também pode ser encontrada em milhões de quartos, locais de trabalho e relacionamentos – atrás da porta, bocas mudas e olhos cerrados. Em reconhecimento do Dia da Mulher, o metro, junto das Nações Unidas, vai celebrar a feminilidade para aumentar a consciencialização sobre a violência contra as mulheres, e é nossa esperança que, em próximos Dias da Mulher, possamos celebrar a erradicação da violência. Nenhuma mãe, irmã ou filha – nenhuma mulher – alguma vez a mereceu ou “estava a pedir”. Levantem as vossas vozes junto das nossas. MAGGIE SAMWAYS, EDITORA-CHEFE GLOBAL


MULHER | 07

VIOLÊNCIA TAMBÉM ACONTECE NO OCIDENTE Proporção de mulheres que já foram sujeitas a violência pelos parceiros íntimos (namorados, noivos, maridos) pelo menos uma vez na vida.

Uma em cada três mulheres do planeta vão ser agredidas ou violadas antes de morrer. E este não é só um problema nos países em vias de desenvolvimento. Nos países mais desenvolvidos, como Dinamarca, Austrália, EUA ou República Checa, mais de metade das mulheres já foram sujeitas a violência. A Ásia continua a ser o continente mais seguro para as mulheres.

1 EUA 2 Costa Rica 3 Colômbia 4 Ecuador 5 Peru 6 Chile 7 Brasil 8 Reino Unido 9 Holanda 10 Dinamarca 11 Alemanha 12 Finlândia 13 Polónia 14 República Checa 15 Rússia

ASSÉDIO SEXUAL

percentagem de mulheres na União Europeia que sofreram indesejadas propostas sexuais, contactos físicos ou outras formas de assédio sexual no trabalho.

CRIMES

percentagem de mulheres asiáticas que já foram vítimas de assédio sexual no trabalho.

percentagem de raparigas que frequentam escolas públicas dos EUA, entre os 12 e os 16 anos, que já foram vítimas de alguma forma de assédio sexual na escola.

número de mulheres que foram assassinadas, por dia, na Guatemala.

16 Itália 17 Turquia 18 Egito 19 Etiópia 20 Uganda 21 República Democrática do Congo 22 Camarões 23 China 24 Hong Kong 25 Bangladesh 26 Austrália 27 Nova Zelândia

TRÁFICO

número de mortes das cerca de 800 mil é a percentagem de pessoas traficadas mulheres que foram de mulheres anualmente entre vítimas de tráfico e adolescentes, fronteiras, 80% e exploração sexual. na Índia, em 2007, são mulheres. por causa dos dotes.

SINAIS QUE PODEM AJUDAR Pensa que a sua amiga está numa relação em que pode estar a ser abusada, mas não tem a certeza? Leia isto:

GRÁFICO: MIA KORAB FONTE: UN STATISTICS DIVISION

ABUSO VERBAL CONTROLO CONSTANTE FÚRIA FIM DA DIVERSÃO O companheiro da sua O companheiro da sua Já viu o companheiro Ela já não passa amiga faz piadolas de amiga liga-lhe a toda da sua amiga ser tempo com os amigos mau gosto em privado a hora para saber onde temperamental e nem faz as coisas e em público. e com quem está. com consequências. de que mais gosta.

Iraque. Mulheres reduzidas a procriadoras no pós-guerra Há 20 anos, as mulheres iraquianas vestiam-se como queriam, conduziam carros de forma livre e tinham rendimentos independentes. No que toca a direitos das mulheres, o Iraque era considerado o país mais progressista no Médio Oriente. Era. “Desde que a guerra começou, há dez anos, o Iraque resvalou para o fundamentalismo islâmico, e as mulheres estão a pagar a fatura”, diz Yanar Mohammed, presidente da Organização da Liberdade das Mulheres no Iraque (OWFI). “Mesmo nas famílias que eram liberais antes da guerra, as mulheres são agora vistas como procriadoras sem opinião.” A situação deteriorou-se apesar de os norte-americanos terem introduzido uma quota de 25% de mulheres no novo parlamento, após

a guerra. A OWFI, com sede em Bagdade, oferece abrigo a mulheres vítimas, apesar de o governo a ter proibido de o fazer. “Não estamos autorizados a abrigar uma mulher, ainda que a vida dela corra perigo”, diz Mohammed. “A ideia geral é de que uma mulher merece ser morta se agir contra o desejo da sua comunidade.”

Proibido

“Não estamos autorizados a abrigar uma mulher, ainda que a vida dela corra perigo” Yanar Mohammed, presidente da Organização da Liberdade das Mulheres no Iraque, que oferece abrigo a mulheres vítimas de violência e cujas vidas estão em risco.

Susan Swan, diretora do Dia V

“Guerreiras celebram sucesso” O Dia V foi fundado depois de os Monólogos da Vagina se terem tornado um fenómeno global. Como é que, depois de anos de campanhas e eventos como os Monólogos, a violência contra mulheres continua a ser tão comum?

O Dia V acabou de cumprir 15 anos, e questionamo-nos, ‘como é que podemos celebrar quando um terço das mulheres é vítima de violência?’ Mas vimos progressos incríveis. Novas leis foram aprovadas. As mulheres estão a fazer coisas notáveis, como gerir abrigos para vítimas. Dezenas de milhares de ativistas em 142 países, incluindo a Líbia, o Irão

MUDANÇAS O peso e os hábitos da sua amiga já não são os mesmos – possível sinal de depressão.

e a Somália, juntaram-se à nossa campanha. As pessoas estão a perceber que ajudam a comunidade se ajudarem as mulheres. Onde se tem visto progressos?

As mulheres estão a organizar-se. Recebemos e-mails de mulheres de todo o mundo a dizer-nos que vão agir. Na Índia, homens e famílias estão a reunir-se no apoio às suas mulheres e filhas. E em Mogadíscio as mulheres organizaram recentemente um flash mob! As mulheres estão a olhar para o patriarcado de forma diferente. E os homens também foram atraídos para este movimento, incluindo Robert Redford e Dalai Lama. Precisamos de mais homens assim. Tudo isto cria um efeito cascata. Precisamos deste movimento em combinação com a legislação. Homens e mulheres membros do Parlamento Europeu até criaram o “Lobby da Vagina”.


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JORNAL

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Luís Oliveira, radialista Antena 3 Momentos áureos: 1. Tínhamos combinado um encontro na Foz. Não sei como ia vestido, mas estava muito nervoso. Tímido, entrei e disse: “Olá, sou o Luís.” Ela respondeu: “O meu nome é Rádio.” Ainda hoje a amo.

3. Viajar mais. Viajar muito. voltar aos Estados Unidos. Ir ao Brasil, Praia e Bissau. Angola, Moçambique, Goa e Macau etc. e ‘tau’...

“Perceber que rodeado de música não teria nunca nem cem anos nem cem horas de solidão”

2. Perder um amigo por causa de uma gaja (só pode ter mesmo sido por isso). Isto soa mal dito assim. Por causa de uma miúda. Acho que não fica a soar melhor... adiante. Dois amigos só se chateiam a sério por causa das mulheres ou por dinheiro. Nesse dia decidi que nunca iria enriquecer. Tem sido muito fácil manter a promessa.

Joana Vasconcelos

“Versalhes tornou-se um espaço limpo e as minhas peças foram colocadas no vazio. Aqui, num Palácio Nacional da Ajuda que eu redescobri, relacionam-se com a restante decoração. Esta exposição é melhor do que a de Versalhes, porque reflete a nossa cultura” Palavras da conceituada artista plástica portuguesa, em entrevista ao Correio da Manhã, fazendo uma antevisão da sua nova exposição retrospetiva, no Palácio Nacional da Ajuda, em Belém, que integra 37 das suas peças e a ser inaugurada no próximo dia 22 de março.

3. Uma nota mediana a Filosofia. O professor Branco, uma espécie de Camilo Castelo Branco dos Carvalhos, a atirar-me o teste para cima da mesa dizendo com desdém: “Você é inteligente. Podia era usar a inteligência com inteligência.” Que difícil demanda, essa. 4. Bob Dylan – “Highway 61 Revisited”. Perceber que rodeado de música não teria nunca nem cem anos nem cem horas de solidão. Em cada disco um amigo, em cada refrão igualdade. 5. O SMS seguiu tardio. “Tens planos para os próximos 50 anos?” Ainda temos mais de 40 pela frente.

4. Deixar de fumar para comprar uma mota a sério. Não uma à estafeta como a do Alvim. Uma Triumph Bonneville. Azul e branca ou então preta. (este ponto é vulgarmente designado por Momento Pêpa) Projetos maravilhosos: 1. Plantar um filho. Escrever “uma árvore”. Ter mais livros. Agora que penso nisso, acabei de escrever “uma árvore” e não tenho muito mais espaço para guardar os livros. Vou ter mesmo que me dedicar à... agricultura.

5. Fazer um programa de rádio com o Alvim. Sonhei com isso na semana passada. Íamos começar a gravar esta segunda, mas o Alvim atrasou-se. Ou o universo não se conjugou, não me lembro bem. Sabem como são os sonhos...

2. Aprender a fazer dignamente Penne alla Rabiata. Para que os ocasionais jantares solitários nunca mais sejam ocasionais jantares solitários de massa e atum.

Balanço Vital

FERNANDO ALVIM DIRETOR DA WWW.SPEAKYTV.TV | WWW.ESPEROBEMQUENÃO.BLOGSPOT.COM

Boa notícia do dia

ONU mobilizada contra a violência no feminino

O dia em que as flores reinam Em Hanoi, Vietname, tal como um pouco por todo o mundo, flores acabam por ser invariavelmente o presente preferido dos homens para oferecerem às suas mais que tudo numa data tão especial como o Dia Internacional da Mulher, que hoje se celebra. O amor não escolhe nacionalidades. EPA

A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e Igualdade, Teresa Morais, defendeu ontem que a declaração final da 57ª sessão da Comissão do Estatuto das Mulheres, da ONU, represente “um compromisso firme” no combate à violência contra as mulheres. “A posição de Portugal está a ser negociada pela Missão [Portuguesa nas Nações Unidas] no âmbito de um conjunto de países da UE que estão a consertar uma posição comum”, explicou à Lusa. A 57ª Sessão da Comissão do Estatuto das Mulheres da ONU iniciou-se na passada segunda-feira e tem como tema prioritário a “eliminação e prevenção de todas as formas de violência contra as mulheres e raparigas”.


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Mulheres para melhorar Eurobarómetro. Mais de três quartos dos europeus considera que um maior número de mulheres em posições de poder político nos países em desenvolvimento “melhoraria as coisas”. De acordo com um inquérito do Eurobarómetro, 78% dos inquiridos referiram que o aumento do número de mulheres em posições de chefia nos países em desenvolvimento iria aumentar o respeito pelos direitos humanos. Já 72% disse que isso iria também melhorar as condições de vida e 65% referiu que tal permitiria evitar conflitos e guerras. Mais de nove em cada dez europeus considera que a igualdade entre homens e mulheres melhora a forma como as sociedades funcionam em geral e que todos os programas de ajuda ao desenvolvimento devem ter especificamente em conta os direitos das mulheres.

S&P

Atividades

“Colocamos as mulheres no centro de todas as nossas atividades (...) a maioria dos europeus concorda” Andris Piebalgs Comissário da UE para o Desenvolvimento

A maioria dos inquiridos considerou que as mulheres nos países em desenvolvimento são mais afetadas do que os homens pela violência física (83%), bem como pelos problemas de acesso à educação (63%) e desrespeito dos direitos humanos.

Smartshops

Rating passa a “estável” A agência de rating Standard & Poors (S&P) melhorou ontem a classificação de Portugal como pagador de dívidas a longo prazo, passando a perspetiva de classificação da solvabilidade a longo-prazo de Portugal de “negativa” para “estável”, mantendo, no entanto, o País na categoria de “investimento especulativo” (“BB”). Em reação, o primeiro-ministro, Passos Coelho, defendeu que a melhoria do rating é um “sinal de recompensa” para todos os portugueses que têm feito “sacrifícios enormes”.

www.pordata.pt

Sabia que... … as mulheres são as titulares de uma esmagadora maioria das famílias portuguesas monoparentais (85%)? Caminho:Pordata>Portugal>População>Famílias > Clássicas monoparentais do sexo feminino (%)

http://www.pordata.pt/Portugal/ Ambiente+de+Consulta/Tabela/4482499

SAIBA MAIS SOBRE PORTUGAL E A EUROPA NA BASE DE DADOS PORDATA.PT

Ameaça à saúde pública O Governo aprovou ontem um diploma que define as “novas substâncias psicoativas”, considerando-as uma ameaça para a saúde pública, e proíbe “qualquer atividade” com elas relacionada e determina o “encerramento dos locais para esses fins”. A legislação prevê o fecho das smartshops caso continuem a vender substâncias proibidas.

ANACOM

Descida de 80% do preço Os preços que os operadores de rede fixa cobram pela terminação de chamadas nas suas redes vão descer mais de 80% – em média para 0,1091 cêntimos por minuto –, uma decisão da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) que permitirá uma poupança de 11 M€, em um ano, para os consumidores.


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NOTÍCIAS | 10 - 11

Itália

Coreia do Norte

Ameaça de atacar EUA A Coreia do Norte ameaçou ontem os EUA com um “ataque nuclear preventivo”. Como os EUA “estão prestes a iniciar uma guerra atómica, vamos exercer o nosso direito a um ataque nuclear preventivo contra o quartel-general do agressor para proteger os nossos supremos interesses”, referiu o porta-voz do Ministério norte-coreano dos Negócios Estrangeiros, citado pela agência estatal KCNA.

Berlusconi condenado O ex-PM italiano, Silvio Berlusconi, foi condenado em primeira instância a um ano de prisão por violação do segredo de justiça num dos jornais do seu grupo de comunicação social. Um tribunal de Milão culpou Berlusconi pela publicação ilegal, em 2005, na publicação Il Giornale (propriedade do seu irmão, Paolo), de uma conversa entre o líder da seguradora Unipol, Giovanni Consorte, e o então líder do partido Democrata de Esquerda, Piero Fassino, sobre tentativa de ambos de controlar a Banca Nazionale del Lavoro. “Il Cavaliere” vai recorrer e aguardar o resultado desse apelo em liberdade.

INE

Europa

Risco na carne processada Comer muito presunto, salsichas, bacon e outras carnes processadas aumenta o risco de morte prematura, indica um estudo publicado ontem na revista científica BMC Medicine. A investigação, envolvendo mais de um milhão de pessoas em 10 países europeus, mostrou uma relação entre as dietas ricas em carnes processadas e as doenças cardiovasculares, o cancro e as mortes precoces. O sal e as substâncias químicas utilizadas para conservar aqueles produtos prejudicam a saúde.

FMI

Só 6% no feminino

Lagarde quer ir mais longe

Do total de pessoas que compõem os conselhos de administração das empresas que em 2011 integravam o PSI-20, apenas 6% eram mulheres. Segundo dados de ontem do Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor é 7,7% inferior à média da UE e muito aquém da meta da Comissão Europeia – 40% de mulheres em cargos de administração não executivos nas empresas cotadas, até 2018.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a Europa deve ir mais longe do que a mera extensão dos prazos de reembolso dos empréstimos europeus para facilitar o regresso aos mercados dos países resgatados. “Acho que devíamos explorar todas as possibilidades” capazes de “ajudar ao processo de transição para o crescimento”, disse Christine Lagarde em entrevista ao Irish Times. A responsável disse ainda que “a economia mundial evitou o colapso no ano passado”, mas que a complacência está “a arriscar uma recaída”.

BCE

Baixa do juro discutida Ontem, dia em que anunciou uma revisão em baixa do crescimento da Zona Euro (queda do PIB de 0,5%), o Banco Central Europeu (BCE) afirmou que discutiu o corte da taxa de juro central, tendo contudo decidido por agora manter o custo de financiamento na Zona Euro – taxa de 0,75%. No entanto, Mario Draghi, o presidente da instituição, frisou várias vezes que o BCE manterá no terreno toda a cedência de liquidez que tem vindo a fornecer à banca europeia.


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STORYBOARD PARA O SEU FIM DE SEMANA

CULTO | 12

Sábado

Sexta-feira Tiago Sousa apresenta o novo disco “Samsara”, às 18h, no Museu de História Natural, em Lisboa. Os bilhetes custam €6. FOTO: VERA MARMELO

Domingo

Dê um saltinho à exposição do ilustrador Mário Belém na Montana Shop, no Bairro Alto, em Lisboa. A mostra do artista, que tem muitas paredes pintadas pela cidade, está patente das 12h às 21h.

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15

Rodrigo deu um tiro na monotonia Liga Europa. Encarnados bateram o Bordéus na 1ª mão dos oitavos de final. Avançado espanhol das águias rematou e Carrasso fez autogolo... diz a UEFA. André Almeida, Roderick, Carlos Martins e Rodrigo foram titulares ontem no Benfica, deixando de fora Maxi, Enzo, Salvio e Lima (Matic esteve castigado), numa gestão do plantel que Jesus vai fazendo. E foi precisamente uma das (meias) surpresas da noite, Rodrigo, que rematou de fora da área, para um autogolo do guardião francês Carrasso. O golo aceita-se, pois o Benfica controlou o jogo, mas a primeira parte esteve muito longe de ser excitante. O longo bocejo manteve-se no início da 2.ª parte e só com o passar dos minutos a partida foi salpicada com momentos de emoção. Nada de especial. Os encarnados vão para a 2.ª mão – joga-se a 14 de março, em França – com uma vantagem mínima, mas fica a ideia que podiam ter feito muito, muito mais! LUÍS CARMO

FC Porto

1 0 BENFICA

3 SPORT

BORDÉUS

Liga Europa Aos 21 minutos, Rodrigo rematou de fora da área, a bola bateu na trave, foi contra o corpo do guardião do Bordéus e entrou. A UEFA deu autogolo, mas o mérito, esse, fica com Rodrigo. GETTY

Ténis

Liedson teve acidente

ITF luta contra o doping

Liga. FC Porto e Benfica caseiros

Liedson, jogador do FC Porto, esteve ontem de manhã envolvido num acidente de automóvel na A44, perto do El Corte Inglés, em Vila Nova de Gaia, quando se dirigia para o treino do FC Porto. O avançado não sofreu ferimentos, mas o seu carro ficou carbonizado, como se comprova pela fotografia. O acidente, que se pode ter dado pela paragem repentina de um veículo, envolveu três carros, mas ninguém ficou ferido.

A Federação Internacional de Ténis (ITF na sigla inglesa) anunciou ontem a introdução, já para esta temporada, do passaporte biológico, medida que se insere no quadro da luta antidoping. A FIFA anunciou há pouco a introdução do passaporte biológico durante o campeonato do Mundo de futebol, a realizar no Brasil em 2014. O ténis segue o exemplo do ciclismo e de modalidades como o triatlo, atletismo, natação e esqui.

O FC Porto, 2.º no campeonato, recebe hoje o Estoril, uma das sensações da época, ocupando o 7.º posto da Liga. Tarefa, à partida, mais fácil terá o líder Benfica, que recebe um Gil Vicente num incómodo 13.º posto. Já o Sporting, 10.º, desloca-se a Coimbra, (12.º) sem Rojo, castigado. E uma nota para o Sp. Braga-Marítimo, um encontro entre o 4.º e o 6.º classificados.

Basquetebol

Heat seguem imparáveis Os Miami Heat bateram os Orlando Magic (97-96) e já somam 16 vitórias seguidas na NBA. Os campeões, que já levam um recorde de triunfos consecutivos, tiveram em LeBron James o melhor marcador, com 26 pontos, seguido por Dwyane Wade, com 24.

O Tottenham, de André Villas-Boas, derrotou ontem, em Londres, o Inter, por 3-0. Os golos dos “spurs” foram apontados por Bale, Sigurdsson e Vertoghen.

22.ª JORNADA HOJE

OITAVOS DE FINAL (1ª MÃO)

FC PORTO-ESTORIL (20H00, SPTV)

ANZI 0- 0 NEWCASTLE STEAUA 1-0 CHELSEA ESTUGARDA 0-2 LAZIO PLZEN 0-1 FENERBAHCE BASILEIA 2-0 ZENIT BENFICA 1-0 BORDÉUS LEVANTE 0-0 RUBIN KAZAN TOTTENHAM 3-0 INTER

AMANHÃ

SP. BRAGA-MARÍTIMO (18H00, SPTV) ACADÉMICA-SPORTING (20H15, SPTV) DOMINGO

NACIONAL-RIO AVE (16H00) MOREIRENSE-OLHANESE (16H00) P. FERREIRA-BEIRA-MAR (18H00, SPTV) BENFICA-GIL VICENTE (20H15, SPTV) SEGUNDA-FEIRA

V. SETÚBAL-V. GUIMARÃES (20H00, SPTV)


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