Page 10

10|

Estado Islâmico. Ao menos 120 morrem em atentados no Paquistão e Iraque O Estado Islâmico assumiu ontem a autoria de atentados no Paquistão e no Iraque que deixaram aos menos 120 mortos e 205 feridos. No episódio com mais vítimas, um homem-bomba atacou um santuário sufi lotado no sul do Paquistão. De acordo com as agências de notícia, 72 pessoas morreram e 150 ficaram feridas. Muitas vítimas foram levadas em estado grave para os hospitais locais. O ataque ao santuário de Lal Shahbaz Qalandar na cidade de Sehwan Sharif é o maior numa onda de atentados a bomba no país nesta semana, num momento em que o radicais islâmicos realizam ameaças de nova ofensiva. “Cada gota de sangue da nação será vingada, e imediatamente”, disse o chefe do Exército, general Qamar Javed Bajwa. Em Bagdá, 48 pessoas morreram e 55 ficaram feridos depois da explosão de

BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO DE 2017 www.metrojornal.com.br

{MUNDO}

EUA vão reformular decreto de imigração Mudança. Trump desiste de texto inicial e afirma que terá nova ação para ‘proteger americanos’

Ataque em Bagdá foi o pior do ano | STRINGER/REUTERS

um carro-bomba. O atentado ocorreu no bairro de Bayaa, no sul da cidade, onde na terça-feira quatro pessoas morreram em outro incidente. Autoridades disseram que a bomba tinha como alvo concessionárias de automóveis. O veículo estava parado em uma rua movimentada, cheia de garagens e revendedoras de carros usados. METRO

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos disse ontem que o governo desistiu de apresentar um novo recurso contra a decisão da Corte de Apelações de São Francisco que derrubou o veto a imigrantes de sete países de maioria muçulmana e a refugiados. Na decisão da semana passada, o tribunal considerou que a ordem do presidente feria direitos individuais. Havia expectativa que Donald Trump fosse levar o tema até a Suprema Corte, mas ele parece ter optado por reformular a proposta e com isso acelerar o processo. “Fazendo isso, o presidente vai abrir caminho para proteger o país imediatamente, em vez de continuar

Reuters que Trump poderia mudar o decreto original para excluir moradores permanentes.

Placa de apoio ao ‘Dia Sem Imigrantes’ nos EUA | JIM BOURG/REUTERS

com um litígio que pode consumir tempo”, afirmou o Departamento de Justiça após anunciar a decisão. Trump disse ontem que prepara nova ação para os próximos dias. “Vamos emitir um decreto novo e muito abrangente para proteger

nosso povo. Ele vai ser bastante formatado para o que eu considero ter sido uma decisão muito ruim (da Justiça)”, afirmou o presidente em entrevista coletiva. Na semana passada, um assessor parlamentar disse à agência de notícias

Dia Sem Imigrantes Restaurantes e pequenos comércios fecharam ontem em adesão ao “Dia Sem Imigrantes” em cidades dos Estados Unidos, com apoio inclusive de brasileiros que vivem por lá. Escolas também precisaram cancelar as aulas por falta de estudantes. O principal objetivo foi chamar a atenção para a importância dos imigrantes na economia norte-americana. Além de estabelecimentos de portas fechadas, o país registrou uma marcha contra Trump em Washington. METRO

Embaixadora defende 2 Estados Um dia após Donald Trump declarar não ter objeções em se manter apenas um Estado em Israel, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU (Organização das Nações Unidas), Nikki Haley, disse ontem que o país ainda apoia uma solução de dois Estados para o conflito com a Palestina. “Em primeiro lugar, a solução de dois Estados é o que

nós apoiamos. Qualquer um que queira dizer que os Estados Unidos não a apoiam, isso seria um erro”, disse Haley a repórteres na ONU. Ela confirmou, porém, que o país discute outras alternativas para o conflito. “Estamos pensando fora da caixa também”, afirmou. Anteontem, em visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu,

à Casa Branca, Trump deu declaração contrária ao posicionamento dos últimos presidentes norte-americanos. “Estou considerando dois Estados e um Estado, e eu gosto daquela que as duas partes gostarem”, afirmou. O posicionamento gerou repercussão negativa entre os que apoiam acordo de paz no conflito. METRO

Equatorianos escolhem novo presidente neste domingo Os equatorianos vão às ruas no domingo para escolher novo presidente em eleição pautada por escândalos de corrupção. O socialista Rafael Correa tenta manter seu partido no comando do país com o nome de Lenín Moreno ao mesmo tempo em que se defende da acusação de que membros de seu governo tenham recebido US$ 33,5 milhões em propinas para facilitar os negócios da Odecrecht no país. Os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2016. A construtora brasileira admitiu ter pago propina em 12 países. Além do Equador, apa-

recem na lista Colômbia, Peru, Venezuela e Panamá. A pesquisa sobre intenção de votos mais recente realizada pela consultoria Cedatos mostra mesmo assim Moreno na liderança da disputa, com 32%, o ex-banqueiro conservador Guillermo Lasso em segundo, com 21,5%, a ex-deputada de direita Cynthia Viteri em terceiro, com 14%, e o ex-militar Paco Moncayo em quarto, com 7,7%. Para vencer o primeiro turno, o candidato mais votado precisa de 40% dos votos e uma diferença de 10 pontos sobre o segundo candidato. METRO

Lenín Moreno é cadeirante | MARIANA BAZO/REUTERS

20170217_br_metrobh