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CAMPINAS, QUINTA-FEIRA, 1º DE DEZEMBRO DE 2016 www.metrojornal.com.br

{ESPORTE}

Notícias positivas

Tripulação. Sobrevivente conta que luzes Na Colômbia. Primeiros boletins médicos indicam pequenas melhoras dos sobreviventes da tragédia. se apagaram Neto, Alan Ruschel e Follmann seguem sob observação, entubados, e tripulação não corre risco de morte Uma das seis sobreviventes da tragédia na Colômbia, a auxiliar de voo Ximena Suárez conversou no hospital com o governador de Antioquia, Luis Pérez. De acordo com o relato dela ao político, as luzes do avião apresentaram falhas pouco antes da queda. “O pouco que ela falou foi que as luzes começaram a desligar de forma gradual e que em 40 a 50 segundos ela sentiu a pancada. Ela se recorda até aí. É a única evidência que temos. Não podemos aumentá-la ou menosprezá-la para não atrapalhar a investigação”, disse Pérez, em entrevista à rede Caracol. Além de Ximena Suárez, os outros sobreviventes são os jogadores Jackson Follman, Alan Ruschel e Neto, o técnico da aeronave Edwin Tumiri e o jornalista Rafael Henzel. Posição fetal Outro sobrevivente da tragédia, o boliviano Erwin Tumiri revelou no hospital na Colômbia que escapou da morte ao seguir um protocolo de segurança recomendado para acidentes aéreos. Segundo Erwin, que era um dos tripulantes da aeronave, ele permaneceu em posição fetal com uma mala entre as pernas, o que amenizou o impacto da queda. “Com a situação de pânico, muitos se levantaram dos assentos e começaram a gritar. Coloquei umas malas entre as pernas e fiquei na posição fetal, recomendada para acidentes”, completou, em entrevista ao jornal boliviano “La Razón”. METRO

Boletim médico Neto (jogador) O zagueiro chegou ao hospital com edemas no crânio e no tórax. Ele passou por drenagem torácica e tem boas condições circulatória e neurológica. Ainda passará por novos procedimentos nas pernas para fechar feridas e evitar infecções. Ele teve fraturas nos membros inferiores em decorrência do choque e está internado na clínica Somer, de Rio Negro. Alan Ruschel (jogador) O lateral passou por cirurgia na terça para estabilizar uma fratura na coluna. Ele teve lesão em uma das vértebras e correu risco de ficar tetraplégico, mas, segundo o porta-voz da Chapecoense, Andrei Copetti, não há mais essa possibilidade. Alan também está na clínica Somer.

Fachada da clínica San Juan de Dios, na cidade de La Ceja | ADRIANO VIZONI/FOLHAPRESS

Os primeiros boletins médicos, divulgados ontem, foram positivos para os sobreviventes da tragédia aérea que resultou na morte de 71 pessoas na Colômbia. Os primeiros tratamentos, fundamentais na recuperação, mostraram que o seis resgatados dão sinais de melhora. Esperança Familiares do zagueiro Hélio Hermito Zampier Neto, mais conhecido como Neto, torcem pela melhora no estado de saúde do jogador, que é natural do Rio de Janeiro. Último a ser resgatado com vida, ele se recupera bem depois de realizar uma drenagem torácica. A mãe do jogador, Va-

léria Zampier, disse que quando soube da tragédia procurou manter a tranquilidade. “Fiquei esperando e torcendo pelo melhor. Esse time é como uma família e Deus sabe o que é melhor para cada um”, disse em entrevista à BandNews FM. Veja ao lado as informações médicas sobre cada um dos sobreviventes. Gritos O bombeiro Arquimedes Mejía, um dos primeiros a chegar ao local do acidente com o avião da Chapecoense, contou à Rádio Caracol que as vítimas estavam presas às cadeiras da aeronave e que os gritos dos sobreviventes ajudaram no resgate.

“Os corpos estavam amarrados às cadeiras e não havia cheiro de combustível, não havia queimaduras em ninguém. O avião estava partido em três partes”, afirmou o bombeiro em entrevista à Rádio Caracol. “As pessoas que foram resgatadas com vida estavam na parte de cima da montanha. Os corpos dos mortos estavam no cânion, mais abaixo”, prosseguiu. Outro bombeiro, Juan Diego Gómez, afirmou que dez pessoas foram socorridas ainda com vida. Entre elas, um membro da comissão técnica da equipe catarinense, mas que acabou morrendo minutos depois. Ele não teve o nome confirmado. METRO

Follmann (jogador) O goleiro teve perna direita amputada abaixo do joelho. Na esquerda, sofreu lesões musculares e vasculares que exigirão novos procedimentos médicos. Follmann ainda corre o risco de perder o pé esquerdo e está sendo avaliado. Ele está na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital San Vicente Fundacion de Rio Negro, entubado, mas respirando normalmente. Rafael Henzel (jornalista) O jornalista teve trauma torácico e costelas quebradas, além de lesões em braços e pernas. O impacto também atingiu seu pulmão. Ele está entubado, mas respirando normalmente, e evoluiu bem aos procedimentos médicos. Ximena Suárez (tripulante) Está fora de perigo. Teve lesões ocasionadas pelo impacto, mas sem atingir órgãos vitais. Teve fraturas nas pernas. Segue sob observação. Erwin Tumiri (tripulante) Está fora de perigo. Foi resgatado consciente. Teve lesões decorrentes de impacto, mas nenhuma de alta gravidade.

Velório coletivo será na Arena Condá

Preparativos para o velório na Arena | TARLA WOLSKI/FUTURA PRESS

A Chapecoense, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a Prefeitura de Chapecó e o Governo de Santa Catarina fizeram ontem uma simulação de como será feito o velório das vítimas do acidente aéreo na Colômbia. A expectativa da organização é que 100 mil pessoas compareçam na Arena Condá para prestar a última homenagem aos atletas, dirigentes, membros da comissão técnica e jor-

nalistas vítimas na tragédia. A intenção do time é que todos sejam primeiramente velados no gramado e, em seguida, liberados para o enterro em suas respectivas cidades de origem. “Não podemos confirmar quando o velório será feito porque dependemos da liberação dos corpos. Mas isso está sendo feito de maneira muito rápida e diria que a tendência é que o velório aconteça na sexta-feira. A nossa intenção é que

todos os envolvidos, inclusive os jornalistas, sejam homenageados aqui no gramado, mas vamos respeitar a preferência dos familiares”, explicou o vice-presidente do Conselho Deliberativo, Gelson Dalla Costa. Os corpos serão colocados em três ou quatro caminhões, dependendo da quantidade de corpos que forem liberados e autorizados pela família para ir para Chapecó. Os familiares do técnico Caio Júnior, por

exemplo, inicialmente não pretendiam que seu corpo fosse levado para a cidade catarinense. Os veículos farão o trajeto entre o aeroporto e o estádio, com cerca de 45 minutos, levando os caixões, que estarão lacrados. A tendência é que o velório se inicie pela manhã. Os caixões ficarão no gramado, alinhados em tendas de forma que os torcedores consigam transitar entre eles. METRO

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