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CAMPINAS, TERÇA-FEIRA, 16 DE FEVEREIRO DE 2016 www.metrojornal.com.br

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Após falência, funcionários ocupam fábricas da Mabe Crise. Sem receber os salários e outros benefícios, 1 mil trabalhadores acampam em unidades da empresa em Campinas e Hortolândia Cerca de 1 mil trabalhadores da Mabe do Brasil Eletrodomésticos ocuparam na manhã de ontem dois prédios da empresa situados em Campinas e Hortolândia. Na semana passada, a Justiça decretou falência da multinacional e os funcionários – que estavam acampados nas portas da Mabe desde dezembro de 2015 – decidiram ocupar as dependências da fábrica em forma de protesto. Na unidade de Hortolândia houve conflito entre um segurança da Mabe e os trabalhadores. Na ocasião, teve disparo de arma de fogo e o caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil. Segundo Sidalino Júnior, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, o objetivo da ocu-

R$ 19 Milhões é o valor da dívida da Mabe, aponta o sindicato pação é que os representantes da Mabe “olhem para os funcionários com mais respeito”, já que os trabalhadores estão com os salários e benefícios atrasados (décimo terceiro e multas rescisórias) desde 2015. Júnior ainda disse que “os funcionários vão ficar acampados por tempo indeterminado e, quem puder dormir na fábrica, vai dormir”. O representante do sindicato afirmou que a dívida da fabricante com os trabalhadores gira em torno de R$ 19 milhões. Em nota, a Mabe disse

que o administrador designado pela Justiça para gerenciar a massa falida da Mabe (ou seja, os bens que restaram após a falência decretada na semana passada) tem interesse em receber o sindicato para discutir o plano de continuidade da falida e que os trabalhadores estão habilitados a receber o FGTS e o seguro desemprego, porém a massa falida não tem receita suficiente para pagar as rescisões. Para gerar essa receita, o administrador judicial já apresentou um plano de continuidade à Justiça. De acordo com o plano, a massa falida passa a fazer parte de uma nova empresa, com seus equipamentos e fábricas. Há também o interesse em recontratar

os funcionários para a nova empresa. Com os lucros dessa nova companhia, a massa falida pagará as dívidas das rescisões. Sobre o incidente envolvendo disparo de tiros na unidade de Hortolândia, a administradora judicial informa que trata-se da reação de um segurança da empresa quando se viu acuado pelas pessoas do local. Foram três tiros para cima, para dispensar o grupo e não deixou feridos. A administradora já apurou os fatos e afastou o segurança para averiguação da situação. Os trabalhadores que estão nas unidades da fábrica não serão expulsos do local. No entanto, os portões estão fechados para que não haja ‘entra e sai’. METRO CAMPINAS

Trabalhadores na fábrica de Campinas | LUCIANO CLAUDINO/CODIGO19/FOLHAPRESS

Saúde. Teste para zika terá Dengue. Grupo Bandeirantes Energia. Concessionária perfil prioritário na Unicamp faz campanha contra Aedes fecha o cerco contra ‘gatos’ A fase de testes rápidos para o diagnóstico do zika vírus – transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito da dengue e da chikungunya – iniciou ontem na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e, segundo a instituição, ainda não foi realizado nenhum exame em pacientes. A universidade ressaltou que vai priorizar perfis como gestantes, recém-nascidos com doenças neurológicas e pacientes adultos com síndrome de Guillain Barré (doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso). De acordo com o HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, o teste diagnóstico de infecção pelo vírus zika será realizado pelo Instituto de Biologia, em caráter de pesquisa, com número limitado de testes e, portanto, com critérios de prioridade para casos graves, de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde. Desta forma, segundo o hospital, não haverá disponibilidade de testes diagnósticos de rotina, e os pacientes

HC da Unicamp | ARQUIVO/METRO CAMPINAS

com quadro clínico compatível com infecção pelo vírus zika devem buscar os postos de saúde. A partir daí, se houver necessidade, a rede encaminha para possível investigação no HC. O teste rápido desenvolvido por pesquisadores da Unicamp é realizado a partir da coleta de sangue, saliva e urina dos pacientes que apresentarem os sintomas da doença. Para ter efetividade, o vírus precisa estar ativo no organismo da pessoa contaminada e a previsão é que o resultado do exame saia em até seis horas. METRO CAMPINAS

O Grupo Bandeirantes de Comunicação em Campinas (formado pelo Metro Jornal, TV Band e rádios Educadora, Nativa, Band FM e Bandeirantes) iniciou ontem uma campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya. Além das reportagens noticiadas pelos veículos do grupo, os profissionais se uniram em um projeto informativo com alertas diários sobre a necessidade de remover os criadouros do mosquito. Batizada de “Xô, mosquito”, a campanha será veiculada na programação das rádios e jornais do Grupo Bandeirantes de Comunicação. O alerta é necessário devido aos riscos causados pelo Aedes aegypti. No ano passado, por exemplo, o município de Campinas enfrentou a segunda epidemia consecutiva de dengue (foram 42 mil casos em 2014 e 64 mil em 2015). Neste ano a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o zika vírus circula em Campinas depois de confirmar um ca-

Logo da campanha do Grupo Bandeirantes | DIVULGAÇÃO

so autóctone (contraído na cidade) em Campinas. Morador da região sudoeste, o jovem que contraiu o vírus possui 20 anos e atualmente passa bem. Além disso, Campinas registrou cinco casos importados de chikungunya e 22 casos de bebês nascidos com microcefalia. No ano passado, o Ministério da Saúde afirmou que o zika vírus pode causar microcefalia e Campinas atualmente investiga três casos da má formação que possivelmente estejam relacionados com o zika vírus. (Leia mais na página 05). METRO CAMPINAS

As distribuidoras da CPFL Energia terminaram 2015 com um aumento de aproximadamente 20% no número de inspeções realizadas para identificar ligações irregulares ou clandestinas. Foram mais de 300 mil inspeções realizadas nos últimos 12 meses, que recuperaram 330 GWh de energia elétrica desviada do sistema da CPFL Energia. Como base de comparação, esse volume seria suficiente para abastecer 130 mil residências durante um mês. Na região que compreende as cidades de Campinas, Americana, Sumaré, Hortolândia, Paulínia e Circuito das Águas, área de concessão da CPFL Paulista, foram realizadas 40 mil inspeções em 2015. Considera-se furto de energia quando há uma ligação direta na rede elétrica sem o conhecimento e autorização da concessionária de energia. São os conhecidos “gatos”. Já a fraude ocorre quando o cliente rompe os lacres da sua medição e manipula o consumo no medidor de energia com o objetivo de reduzi-

CPFL inspecionou 300 mil locais | ARQUIVO/METRO CAMPINAS

-lo. Ambos são crimes previstos no Código Penal, e a pena é de um a quatro anos de reclusão. Também são cobrados os valores retroativos do período fraudado, acrescidos de multa. Quando a fraude ou o furto são descobertos, o responsável pode ter o fornecimento de energia suspenso. “Além das inspeções, a equipe trabalha com cruzamento de dados de consumo que permitem identificar mais facilmente as fraudes”, afirma Dilson Martins, gerente de recuperação de energia da CPFL. METRO CAMPINAS

20160216_br_metro campinas  
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