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CAMPINAS, TERÇA-FEIRA, 16 DE FEVEREIRO DE 2016 www.metrojornal.com.br

{CULTURA}

IVAN SANT’ANNA Autor de ‘Bateau Mouche – Uma Tragédia Brasileira’ revela ao Metro Jornal como foi seu trabalho investigativo sobre o naufrágio do barco de turismo que marcou o réveillon de 1988. Mais de 50 pessoas morreram no mar de Copacabana

‘A IMPUNIDADE SE DÁ PELO FATOR TEMPO’ Réveillon de 1988, na praia de Copacabana. Pouco antes da queima de fogos, o barco turístico Bateau Mouche IV naufragou, matando mais de 50 pessoas, entre elas, a atriz Yara Amaral. Quase três décadas depois, o escritor carioca Ivan Sant’Anna (de “Caixa-preta” e “Perda Total”) detalha esse triste episódio no livro-reportagem “Bateau Mouche – Uma Tragédia Brasileira”. Uma obra minuciosa e envolvente, que comove o leitor e o faz refletir sobre a morosidade da Justiça e a impunidade no país. O que o instigou a esmiuçar essa tragédia? Na verdade, comecei a es-

4 estações. Universo da arte chega para as crianças Amanhã o projeto “Quatro Estações” será inaugurado no Shopping Iguatemi Campinas. Nele, as crianças que visitarem o local poderão participar de oficinas tematizadas para cada estação e narrações de histórias com inspiração em grandes nomes da arte mundial, como Tarsila do Amaral, Piet Mondrian, Vincen Van Gogh, Claude Monet, Frida Kahlo, Pabo Picasso, Joan Miró e Henri Matisse.

Atores e bonecos caracterizados contarão histórias sobre o artista do dia, sendo dois por estação, intercalados a cada semana, e haverão oficinas com atividades sensoriais e manuais, por meio de customização de materiais relacionados ao tema da história. O evento será realizado sempre às quartas-feiras, a partir das 19 horas e o evento é gratuito. METRO CAMPINAS

Edital. Castro Mendes seleciona projetos A Secretaria Municipal de Cultura abriu ontem o edital de seleção de propostas artísticas e culturais para a utilização do Teatro Municipal “José de Castro Mendes” durante o período de 14 de maio a 31 de julho de 2016. Podem se inscrever pessoas físicas, a partir de 18 anos, e pessoas jurídicas que desenvolvem atividades artísticas e culturais. .

As inscrições podem ser feitas na Secretarial Municipal de Cultura, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12 h e das 14h às 16h30 até 11 de março ou por correspondência registrada até dia 4 de março. A avaliação será feita entre 14 e 18 de março. Detalhes estão no Diário Oficial, no site www.campinas.sp.gov.br) ou por telefone (19) 2116-0528. METRO

“BATEAU MOUCHE – UMA TRAGÉDIA BRASILEIRA” IVAN SANT’ANNA ED. OBJETIVA, R$ 34,90

crever “Bateau Mouche” logo após o sucesso de “Caixa-preta”, meu primeiro livro sobre tragédias, publicado em novembro de 2000. Mas o programa “Linha Direta”, da TV Globo, do qual eu era um dos roteiristas, produziu um especial sobre o naufrágio. Então, tive de adiar meus planos. Portanto estudei os detalhes do desastre duas vezes, lá no início de 2001 e, agora, nos dois últimos anos, quando surgiram fatos novos que eu desconhecia.

O caso acabou impune. Como o senhor avalia as investigações? As investigações foram prejudicadas por uma briga de jurisdição entre a Polícia Civil do Rio e a Marinha, que inclusive chegaram a conclusões diferentes. A impunidade se dá pelo fator tempo. No réveillon deste ano, o naufrágio completará 27 anos e a maioria das vítimas, ou dos familiares das vítimas, não recebeu as indenizações devidas. Evidentemente, muita gente já morreu nesse tempo. Uma criança, por exemplo, que perdeu os pais no Bateau, teve de ser criada por parentes sem nada receber dos

responsáveis pelo barco ou da União [a quem cabe inspecionar os barcos]. O senhor publicou livros que abordam tragédias, como “Caixa-preta”. O que o atrai nesse tema? Dos 15 livros que publiquei até agora, seis tratam de tragédias. O tema realmente me atrai, mas gosto de ficções e de escrever sobre outros assuntos também. Eu não quero ser conhecido como o escritor que escreve sobre desastres de avião. Mesmo porque não caem aviões todos os dias [risos]! GISLANDIA GOVERNO METRO RIO

Exposições trazem o cotidiano e experimentação à Unicamp A Galeria do Instituto de Artes da Unicamp estreia amanhã as exposições “Por em página”, do Grupo Bancada, e “Percurso Interior - Paisagem”, da artista Andrea Ribeiro, do Programa de pós-graduação em Artes Visuais. Contendo fotos, instalações, objetos, desenhos e outras linguagens artísticas, a abertura do evento está marcada para as 12h30, seguida de um bate-papo com os artistas às 13h. A exposição “Por em página” tem a intenção de estreitar afinidades entre o cotidiano e a arte, segundo os artistas pesquisadores Fernanda Grigolin, Glayson Arcanjo, Gustavo Torrezan, Natália Coutinho e Rafaela Jemmene, que pensaram no espaço da galeria como um campo aberto de experimentações. A artista Andrea Ribeiro, responsável por “Percurso Interior – Paisagem”, afirma que sua pesquisa é “o relato de uma experiência com um

Imagem que compõe a exposição ‘Por em página’ | DIVULGAÇÃO

novo meio expressivo dentro da trajetória do artista, calcada na prática do desenho com paisagens e registros do entorno em gravuras em metal”. Aberta de segunda a sexta, das 9h às 17h, a exposição fica na galeria até dois de março. METRO

13h Haverá um bate-papo com os artistas responsáveis pelas obras das exposições. A abertura do evento será às 12h30

Serviço Galeria do Instituto de Artes GAIA (Rua Sérgio Buarque de Holanda s/nº – Térreo da Biblioteca Central “Cesar Lattes”, na Unicamp. Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Entrada gratuita.

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