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SÃO PAULO Segunda-feira, 31 de março de 2014 Edição nº 1.762, ano 7 MÍN: 19°C MÁX: 29°C

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HÁ CINCO DÉCADAS, NO DIA 31 DE MARÇO, UM GOLPE MILITAR DERRUBOU DO PODER O ENTÃO PRESIDENTE DEMOCRATICAMENTE ELEITO JOÃO GOULART. NESTA EDIÇÃO, O METRO JORNAL RELEMBRA O QUE ACONTECEU NAQUELE DIA E MOSTRA AS CONSEQUÊNCIAS DO ATO QUE MUDOU OS RUMOS DO BRASIL

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PAGS. 4, 5 E 6

Santos e Ituano decidem o Paulista Palmeiras perde no Pacaembu e fica fora da final. Alvinegro vence na Vila PÁG. 18

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Polícia do Rio ocupa USP Leste tenta complexo da Maré retomar aulas hoje Damião comemora | DAVI RIBEIRO/FOTOARENA

Após o fim da operação, que contou com 1,5 mil policiais, menor é morto em confronto entre facções PÁG. 03

Estudantes reclamam dos locais escolhidos pela universidade e ameaçam entrar em greve PÁG. 02

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1 FOCO

Legado

“Mais uma vez fomos muito bem e vamos entregar aquele terreno a quem merece e é dono, que é a população. A nossa proposta é de legado. Não é exclusiva para a Copa ou para os Jogos Olímpicos, mas para a população.” JOSÉ MARIANO BELTRAME, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO RIO DE JANEIRO, SOBRE A OCUPAÇÃO DA MARÉ. leia mais na pág. 3

Cotações Dólar - 0,39% (R$ 2,25) Bovespa + 0,24% (49.768 pts) Euro - 0,88% (R$ 3,10) Salário Selic (10,75% a.a.) mínimo (R$ 724)

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{FOCO}

Alunos da USP Leste voltam às aulas hoje Educação. Estudantes ameaçam entrar em greve. Decisão será tomada após assembleia. Eles reclamam de falta de infraestrutura e afirmam que pesquisas serão prejudicadas Depois de 41 dias de indefinição, os alunos da USP Leste voltam às aulas hoje, com ameaça de greve. Elas devem ser realizadas na Unicid e na Fatec, ambas no Tatuapé. Os alunos reclamam de falta de infraestrutura nos locais escolhidos pela universidade. Afirmam, ainda, que os trabalhos de pesquisa serão prejudicados com a mudança porque faltam laboratórios. Uma assembleia deve decidir hoje se a greve será realizada pelos alunos. O campus da USP Leste está interditado desde janeiro por causa da contaminação do solo. Por isso, o uso do local foi vetado pela Justiça. Segundo a reitoria, as aulas dos alunos da manhã acontecerão na Unicid e Fatec Tatuapé. Os estudantes da tarde ficarão concentrados na Unicid. Os do período noturno, na Fatec e em outras unidades da USP. A distribuição dos alunos, po-

5 mil

é o número de alunos de graduação e mestrado matriculados da USP Leste.

Campus da USP Leste está interditado desde janeiro | DIVULGAÇÃO

de ser consultada no site www.each.usp.br. Entre janeiro e meados de fevereiro, a reposição de aulas de cursos que ainda não tinham terminado o se-

mestre anterior foi feita na Cidade Universitária, usando as salas do Instituto de Psicologia. Mas, desde meados de fevereiro, quando o ano letivo na Cidade Univer-

sitária foi retomado, os veteranos da USP Leste ficaram sem espaço para as aulas. Em nota, a USP afirma que a administração se preocupou, neste momento, com o início das aulas. Houve um esforço, segundo a universidade, em conseguir salas disponíveis. Sobre a falta de estrutura, a instituição disse que as atividades acadêmicas só voltarão às condições normais quando o campus da zona leste for liberado. A universidade também afirma que nenhum frequentador do local está submetido a qualquer tipo de risco de contaminação. METRO

Cabeça. Rosto de vítima será reconstruído graficamente A Polícia Civil pretende fazer a reconstrução gráfica do rosto de uma vítima de esquartejamento. No sábado, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) confirmou que a cabeça encontrada na Sé na quinta-feira pertence à mesma pessoa que teve o corpo esquartejado. Partes do corpo foram achadas em Higienópolis no dia 23. A reconstrução será utilizada na tentativa de identificar a vítima em um banco de dados de desaparecidos. O retrato deve ficar pronto ainda nesta semana. A cabeça tem um ferimento e a face está irreconhecível. A polícia estima que ela pertencia a um homem de 30 a 40 anos. Outro fator que pode ajudar na identificação da vítima é a análise da arcada dentária. A polícia também usa imagens de câmeras de segurança para tentar esclarecer o crime. Uma das imagens mostra o suspeito de deixar o corpo em Higienópolis de perfil, em um ângulo que poderá levar ao reconhecimento dele. O IML tenta confirmar o horário da morte e descobrir detalhes que possam ajudar na investigação. METRO

Chuva em São Paulo alaga vias nas zonas oeste e sul Depois de uma manhã ensolarada, a chuva que atingiu a cidade pela tarde deixou vias alagadas e 30 semáforos com problemas. De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), às 16h25, todas as regiões de São Paulo estavam em estado de atenção. A região da Lapa, na zona oeste, foi a mais atingida.

Olhar cidadão

O CGE registrou alagamentos na pista expressa da marginal Pinheiros, no sentido Interlagos, na avenida das Nações Unidas, nos dois sentidos, e na rua João Alfredo, em Santo Amaro, na zona sul. O trânsito ficou prejudicado e os índices de lentidão ficaram acima da média durante toda a tarde. Para piorar, a CET (Compa-

JOSÉ LUIZ DATENA FALE COM A REDAÇÃO

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O jornal Metro circula em 24 países e tem alcance diário superior a 20 milhões de leitores. No Brasil, é uma joint venture do Grupo Bandeirantes de Comunicação e da Metro Internacional. É publicado e distribuído gratuitamente de segunda a sexta em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, ABC, Santos, Campinas e Grande Vitória, somando 510 mil exemplares diários.

nhia de Engenharia de Tráfego) registrava 14 semáforos apagados e outros 16 em amarelo piscante por volta das 18h. Segundo o CGE, o tempo não deve mudar nos próximos dias: o sol aparece entre nuvens e pancadas de chuvas atingem a cidade, principalmente à tarde. Hoje a temperatura varia entre 19oC e 26oC. METRO

Nuvens carregadas sobre a Mooca | LUIZ GUARNIERI/BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS

Hoje, excepcionalmente, a coluna não será publicada.

EXPEDIENTE Metro Brasil. Presidente: Cláudio Costa Bianchini (MTB: 70.145) Editor Chefe: Luiz Rivoiro (MTB: 21.162). Diretor Comercial e Marketing: Carlos Eduardo Scappini Diretora Financeira: Sara Velloso. Diretor de Tecnologia e Operações: Luiz Mendes Junior Gerente Executivo: Ricardo Adamo Coordenador de Redação: Irineu Masiero. Editor-Executivo de Arte: Vitor Iwasso

Filiado ao

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Guerra entre facções mata um após ocupação da Maré

Pacificação. Operação contou com 1,5 mil policiais. Forças de segurança entraram na região em 15 minutos. Treze pessoas foram presas Horas depois da ocupação do complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, pelas forças de segurança do Estado, uma provável guerra entre facções deixou um adolescente, de 15 anos, morto. Jovens rivais de duas comunidades da região, Baixa do Sapateiro e Nova Holanda, estariam jogando pedras uns contra os outros, até que um deles tirou uma pistola e atirou, dando início ao confronto. Além do morto, que foi encaminhado para a UPA Vila do João, mas não resistiu, outros dois menores ficaram feridos e deram entrada no Hospital Federal de Bonsucesso. Um de 16 anos foi baleado nas costas e um de 13, na face. À tarde, 27 jovens foram detidos por policiais do Bata-

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lhão de Choque, acusados de depredar carros. Eles estavam jogando pedras em veículos que passavam na Linha Vermelha. Segundo familiares, o grupo foi protestar na via expressa contra a morte do adolescente atingido por tiros. As 15 favelas da Maré, onde moram mais de 122 mil pessoas, foram ocupadas no início da manhã. Com apoio de blindados da Marinha, cerca de 1,5 mil policiais entraram no complexo e retomaram o território em 15 minutos, sem disparar um tiro. Às 9h40, as bandeiras do Brasil e do Estado do Rio foram hasteadas. “Estou aqui rezando para vir a paz”, comentou Maria do Socorro da Silva, moradora da Maré. Na operação, 13 pessoas foram presas dentro do

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é o número de favelas que fazem parte do complexo da Maré, onde vivem 122 mil pessoas.

Moradores entraram no caveirão da PM | MAURÍCIO FIDALGO/FUTURA PRESS

complexo e também em outras ações realizadas na cidade e na região metropolitana. Entre elas, Daiene Rodrigues, presa pela Polí-

cia Federal em Niterói. Ela é ex-namorada de Marcelo Santos das Dores, o Menor P, chefe do tráfico da Maré, preso na semana passada.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança, 118 pessoas já foram presas desde 21 de março, quando começaram os preparativos para a ocupação do complexo. A data para a entrada das Forças Armadas nas comunidades deve ser definida nesta semana. Durante a varredura, os agentes apreenderam 452 kg de maconha e encontraram armas e carregadores que estavam enterradas nas

proximidades da Vila Olímpica e do Ciep Maré. “Essa ocupação é muito significativa, demonstra que não toleramos de forma nenhuma o poder paralelo, seja a milícia, o comando A ou B. Gerações nasceram aqui e se acostumaram a conviver com uma pessoa de fuzil, um jovem, às vezes amigo da escola, determinando quem entra e quem sai. Quantos jovens assistiram a esses meninos morrerem, mães desesperadas, serviços públicos paralisados por causa de tiroteio… É uma cidade dentro da cidade que se integra à cidade. É um dia histórico”, comemorou o governador Sérgio Cabral, que acompanhou a ação do Centro Integrado de Comando e Controle, na Cidade Nova. METRO RIO

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Os personagens Governistas Militares

Golpistas Militares

ASSIS BRASIL Chefe do Gabinete Militar. Criou o dispositivo militar montado para dar segurança ao presidente durante a implementação das reformas de base

AMAURY KRUEL Chefe do 2º Exército em São Paulo. Aderiu ao golpe após Goulart se negar a demitir ministros de esquerda

LADÁRIO PEREIRA TELLES Comandante do 3º Exército. Defendeu a resistência armada ao golpe. Afirmou ter número suficiente de homens para garantir Jango na presidência

ANTÔNIO CARLOS MURICY General do Exército. Chefiou as tropas de Minas Gerais que seguiram para o Rio de Janeiro

PERY CONSTANT BEVILAQUA Chefe do Estado-Maior. Tentou convencer Jango a resistir ao golpe e a retomar o comando Forças Armadas

GOLBERY DO COUTO E SILVA Um dos articuladores do golpe. Fundou e operou o SNI (Serviço Nacional de Informações) OLYMPIO MOURÃO Comandante militar em 1964, ã frente da 4ª Divisão de Infantaria do 1º Exército. Liderou as tropas que saíram de Minas para o Rio

Políticos SAN TIAGO DANTAS (PTB) Ministro da Fazenda. A pedido de João Goulart, tentou reunir todos os aliados do governo para evitar o desfecho do golpe

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Políticos

LEONEL BRIZOLA (PTB) Deputado federal. Consumado o golpe, tentou montar uma resistência armada no sul do país. Desistiu após a decisão de Jango de ir para o Uruguai

AURO DE MOURA ANDRADE (PSD) Presidente do Senado. Fez um apelo às Forças Armadas pedindo a garantia da ordem no país

DARCY RIBEIRO (PCB) Ministro-chefe da Casa Civil. Antropólogo, defendeu o bombardeio das tropas golpistas. Planejou a ocupação do Congresso

ADHEMAR BARROS (PSP) Governador de São Paulo. Fez uma série de discursos em cadeia estadual de rádio e televisão afirmando o apoio do governo paulista ao golpe

LUÍS CARLOS PRESTES (PCB) Ao ser informado do início do golpe, convocou todos os dirigentes do Partido Comunista. Tentou planejar o bombardeio do Palácio da Guanabara, no Rio

RANIERI MAZZILLI (PSD) Presidente da Câmara. Assumiu o poder após a derrubada de Jango. Articulou a escolha do novo presidento com o Comando Militar

MIGUEL ARRAES (PST) Governador de Pernambuco. Na manhã de 1º de abril, tropas golpistas cercaram a sede do governo. Arraes ficou preso por 11 meses

CARLOS LACERDA (UDN) Governador da Guanabara. Pediu a queda de Jango acusando o presidente de se aliar ao comunismo. Acabou cassado em 1966

ALMINO AFFONSO (PTB) Ministro do Trabalho. Apoiou as reformas de base de João Goulart. Affonso foi cassado logo após o golpe. Passou 12 anos no exílio

JOSÉ MAGALHÃES PINTO (UDN) Governador de Minas Gerais. Articulou o golpe com os militares. Participou dos bastidores para derrubada de João Goulart

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A morte d Ditadura. 31 de março marca 50 anos da tomada do poder no país

O golpe militar, que colocou o país em um vácuo constitucional por 21 anos, completa hoje cinco décadas. Ao tomar o poder, o chamado “Comando Supremo da Revolução”, responsável pela queda do presidente eleito democraticamente João Goulart (PTB), abriu caminho para o funcionamento de uma máquina burocrática de expurgos, perseguições, torturas, assassinatos e suspensão de direitos. A esquizofrenia, típica dos movimentos golpistas, elencou inimigos em todos os setores da sociedade, não deixando fora da lista nem mesmo companheiros de caserna. Documentos da Escola Superior de Guerra revelam que 146 militares foram afastados em abril de 1964. Ao ocupar o Palácio do Planalto, levado pelas armas, e não pelos votos, o general Humberto Castello Branco, sob a justificativa de proteger o país de uma ameaça comunista, determinou a cassação de parlamentares e a suspensão de direitos políticos por dez anos. Jango foi para o exílio, após levar para o centro do debate, em plena Guerra Fria, reformas que tiravam o sono da elite brasileira: agrária, trabalhista e urbana. Sem o lastro dado aos governos democráticos para gerir o país, os militares adotaram os Atos Institucionais, instrumento do poder discricionário, para manter o país sob vigília. O AI-5, em 1968, foi o mais violento e acabou com qualquer esperança de redemocratização. Em poucas linhas, ele deu ao presidente o poder de fechar o Congresso, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. Foi suspensa uma das principais garantias da República, a do habeas corpus. O direito de detenção sem justificativa foi imposto nos casos de crime político, contra a segurança nacional e a ordem econômica. Passados 50 anos do dia que resultou na derrocada de todas as instituições democráticas em funcionamento no país, é preciso avaliar a reação da sociedade brasileira. Anestesiada pelo chama-

As últimas horas da democracia NOITE DO DIA 30 DE MARÇO Jango deixa, às 22h, o Palácio das Laranjeiras, no Rio, e segue para o Automóvel Clube. Em discurso para suboficiais e oficiais do Exército afirma a necessidade das reformas de base MADRUGADA DO DIA 31 DE MARÇO Após tomar conhecimento do discurso, o general Olympio Mourão parte com suas tropas de Juiz de Fora, em Minas, para o Rio de Janeiro e Guanabara

do “milagre econômico”, cujo resultado mais expressivo foi o crescimento de 14% do PIB, em 1973, grande parte da população fechou os olhos ao terrorismo de Estado, que teve sua representação máxima em órgãos como o DOI-CODI e a Oban (Operação Bandeirantes), em São Paulo. O saldo desses braços da repressão podem ser vistos pelos números apresentados pela iniciativa do “Brasil Nunca Mais”. Entre os anos de 1964 e 1985, são 6 mil denúncias de casos de tortura e 356 de mortos e desaparecidos. Hoje, busca-se, por meio de Comissões da Verdade em todo o país, cobrar a responsabilidade dos que participaram diretamente desses crimes ou os autorizaram (leia ao lado). Nos últimos 20 anos, o país elegeu um professor

MANHÃ DO DIA 31 DE MARÇO General Assis Ribeiro, chefe do gabinete Militar da presidência, alerta as tropas governistas sobre um possível enfrentamento com militares golpistas TARDE DO DIA 31 DE MARÇO Embaixada dos EUA é informada do golpe por militares golpistas. A Marinha norte-americana coloca uma esquadra em alerta próximo a Santos

cassado pelo regime, um operário que liderou movimentos grevistas ainda durante a ditadura e uma mulher que foi vítima da máquina de tortura do Estado. A jovem democracia brasileira passou, também, pelo teste da queda de um presidente, Fernando Collor de Mello, que deixou o governo pela força da lei e da vontade popular, não das armas. Este ano, o país elegerá, pela sétima vez após o fim do regime militar, um novo presidente. Não importa quem seja o eleito, o que os brasileiros esperam do vencedor é que ele mantenha o país no rumo da democracia e do respeito às leis. DAVI FRANZON METRO SÃO PAULO

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da democracia JOÃO MARQUES/UH/FOLHAPRESS

ARQUIVO/FOLHAPRESS

AS REFORMAS DE BASE Em um dos últimos atos de seu governo João Goulart promete realizar as reformas agrária, urbana e eleitoral, além de apertar o cerco contra o fluxo de capital estrangeiro

Ao lado da esposa, Maria Tereza Goulart, Jango discursa na Central do Brasil, no Rio ARQUIVO/FOLHAPRESS

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{EDITORIA} {BRASIL}

Os militares presidentes HUMBERTO CASTELLO BRANCO (1964 A 1967) Chefe do Estado-Maior do Exército. Eleito presidente, cancela as eleições de 1965, extingue partidos e decreta nova Constituição

ARTHUR DA COSTA E SILVA (1967 A 1969) Chega ao poder com o apoio da linha dura do regime. Com a entrada em vigor do AI-5 (Ato Institucional) em 1968, determina a suspensão das garantias previstas na Constituição e o fechamento do Congresso por um ano

JUNTA MILITAR (DE AGOSTO A OUTUBRO DE 1969) Aurélio Lyra Tavares, Augusto Rademaker e Márcio Souza de Mello (Junta Militar). Após Costa e Silva sofrer um derrame, ela governa o país por dois meses

Tropas do Exército ocupam o centro de São Paulo na tarde de 1º de abril

População ocupa a praça da República, no centro, no dia 1º de abril

EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI (1969 A 1974)

TARDE DO DIA 31 DE MARÇO Sob a justificativa de proteger o chefe do Estado-Maior do Exército, Castello Branco, um pelotão ocupa o Ministério da Guerra FINAL DA TARDE DO DIA 31 DE MARÇO Tropas do general Carlos Alberto Muricy chegam à divisa de Minas com o Rio NOITE DO DIA 31 DE MARÇO O general Amaury Kruel liga para Jango e pede a saída dos ministros

ligados à esquerda. Com a recusa, adere ao golpe

Laranjeiras abandonam o posto e rumam para o Palácio Guanabara

MANHÃ DO DIA 1º DE ABRIL Jango deixa o Rio com destino a Brasília. San Tiago Dantas detalha a participação dos EUA no golpe

TARDE DO DIA 1º DE ABRIL Em Pernambuco, tropas golpistas invadem o Palácio das Princesas, sede do governo, e prendem o governador Miguel Arraes

TARDE DO DIA 1º DE ABRIL Oficiais ocupam o forte de Copacabana e declaram apoio ao golpe. Tanques que faziam a segurança de Jango nas

NOITE DO DIA 1º DE ABRIL Acompanhando a situação, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade,

acerta a adesão do Congresso. Ao saber da decisão, Jango deixa a Granja Torto e parte para Porto Alegre MADRUGADA DO DIA 2º DE ABRIL Em sessão extraordinária, Andrade articula a institucionalização do golpe. O chefe da Casa Civil, Darcy Ribeiro, envia carta afirmando que Jango não deixou o país e segue presidente. O documento é ignorado, e Andrade declara vaga a Presidência da República

MADRUGADA DO DIA 2º DE ABRIL Acompanhado de Moura Andrade e do presidente do STF, Ribeiro Costa, Ranieri Mazzilli, presidente Câmara, segue para o Palácio do Planalto. No caminho, o grupo passa a ser seguido por dezenas de parlamentares. Todos entram sem dificuldade na sede do governo federal. Ao chegarem ao terceiro andar, no gabinete da presidência, Mazzilli é empossado presidente

Comissão quer mostrar história real Em 31 meses de trabalhos, a Comissão Nacional da Verdade abriu espaço para que, de maneira inédita, torturadores e torturados contassem histórias ainda desconhecidas da ditadura militar entre 1964 e 1985. As primeiras conclusões revelam que 50 mil pessoas, classificadas como subversivas, foram presas. Pela primeira vez, um testemunho formal admitiu que a tortura nos porões da ditadura foi uma prática recorrente. O coronel reformado Paulo Malhães confessou ter torturado e ocultado corpos. Ele atuava na chamada Casa da Morte, que funciona-

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va em Petrópolis (RJ). O militar chegou a admitir ter desaparecido com o corpo do ex-deputado Rubens Paiva -- mas depois retirou o depoimento. Amanhã, o general reformado do Exército José Antônio Nogueira Belham, que comandou o DOI (Destacamento de Operações de Informações) do Rio de Janeiro, onde, segundo a comissão, Paiva foi morto, deverá ser ouvido na Câmara. A comissão busca dar respostas às famílias dos desaparecidos políticos e as causas de mortes que, mesmo com o passar de décadas, seguem desconhecidas. É o ca-

so, por exemplo, da morte do ex-presidente João Goulart, cujo o corpo foi exumado. A versão oficial é de ataque cardíaco (leia entrevista na pág. 6). A conclusão deve finalmente revelar se Jango foi vítima de envenenamento, como alvo da operação Condor, que uniu ditaduras do Cone Sul para assassinar opositores na década de 1970. A busca por entender a história motivou pelo menos 100 outras comissões, em universidades, Assembleias Legislativas, sindicatos e Estados. A comissão nacional buscará apontar ainda quais

eram as empresas responsáveis pelo financiamento do regime militar. A lista inclui ao menos 125 empresas, como Light, Cruzeiro do Sul, Refinaria de Petróleo União, que, segundo relatório preliminar, que tinham cotas de até 70% dos recursos consumidos pelas Forças Armadas. “Precisa construir a questão de como deve ser cobrada a reparação das empresas aos trabalhadores. Estamos lutando por tudo isto”, afirmou a coordenadora do Grupo de Trabalho sobre o golpe de 1964, Rosa Cardoso. A comissão apresentará em 16 de dezembro a conclusão dos trabalhos, mos-

trando as violações dos direitos humanos entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988. O ponto mais sensível da conclusão -- que ainda recebe o carimbo de confidencial -- é a proposta de revisar a Lei de Anistia e punir agentes do Estado acusados de torturas, mortes e desaparecimentos. Em 2010, o STF decidiu, por 7 votos a 2, manter livre de punições autores de crimes relacionados ao regime militar. A nova composição da Corte, com Roberto Barroso e Teori Zavascki, alimenta o desejo de muitos de revisitar a questão. METRO BRASÍLIA

Período marcado pela escalada da violência contra as organizações de esquerda que optaram pela luta armada e os movimentos estudantis. Durante o governo Médici, o país registra o chamado “milagre econômico”. O PIB (Produto Interno Bruto) registra crescimento de 14% em 1973

ERNESTO GEISEL (1974 A 1979) Inicia a fase da distensão. Geisel revoga o AI-5 e declara que a abertura será lenta, gradual e segura. Movimentos operários e populares ganham força em todo o país

JOÃO BATISTA FIGUEIREDO (1979 A 1985) Autoriza a criação de novos partidos políticos e das eleições diretas para governador. Movimentos pela retomada da democracia ga nham espaço. Lei da Anistia entra em vigor FONTE: ARQUIVO NACIONAL E PALÁCIO DO PLANALTO

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Depoimento

1964: golpes, tragédias e resistência

MARIA AMÉLIA DE ALMEIDA TELES Ex-militante do PCdoB, torturada na ditadura

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BRUNA PRADO/METRO RIO

Naquele dia, o último de março de 1964, tudo era estranho. Havia um ar pesado. Queríamos uma revolução social e econômica, capaz de trazer justiça, e a distribuição das riquezas da nação. No entanto, os golpistas roubaram nosso sonho. Ao menos naquele momento. Naquele dia, voltei para casa após o trabalho em Belo Horizonte. Busquei notícias com outros militantes e jovens. Não os encontrei. Fiquei com a família. No rádio, ouvimos que tropas se deslocavam para o Rio para dar o golpe e destituir Jango. Prisões e sequestros ocorriam antes de se oficializar o golpe, que foi falsamente denominado “revolução” para enganar a opinião pública, pois quem queria a “revolução social e econômica” eram os trabalhadores, sindicatos, estudantes. Éramos nós, o povo. A partir de então, minha família sofreu as consequências: meu pai foi sequestrado e ficou desaparecido por 6 meses. Eu e minha irmã fomos levadas para o quartel do Exército, no Barro Preto, onde respondemos a um Inquérito Policial Militar. Milhares de pessoas foram inquiridas. As elites conservadoras e de extrema-direita editaram a ditadura para servir ao capital internacional e massacrar as classes trabalhadoras. Fomos para a clandestinidade. Tive meus filhos sem poder usar minha identidade. Trabalhei na imprensa clandestina. Divulgamos material sobre a guerrilha do Araguaia que aconteceu, sob a direção do PCdoB, no Pará. Em 1972, fomos sequestrados pelo DOI-CODI, torturados, ameaçados de morte e testemunhamos o assassinato de Carlos Nicolau Danielli, dirigente comunista e nosso amigo. Sequestraram minha irmã Crimeia, grávida, e meus filhos de 5 e 4 anos, Janaina e Edson Luis. Tudo sob o comando do major Carlos Alberto Brilhante Ustra. Este é o resumo da minha história. Três palavras me guiaram para enfrentar a vida: lembrar e resistir sempre.

reformas de base proposto por João Goulart? Participei de um encontro sobre o comício na Central do Brasil. Um líder social afirmou que a reforma agrária proposta pelo meu pai era a melhor para o Brasil. Acredito que muito daquilo não foi feito. O PT diminuiu a desigualdade social com o Bolsa Família, mas mesmo assim tem gente que não aprova o programa. A ideia da reforma bancária também era ótima. Os bancos ganham bilhões e enviam quase todo o dinheiro para suas matrizes. Não somos contra o lucro. É preciso que haja investimento em educação e saúde. Quando meu pai assinou a lei que limitava as remessas de lucros para o exterior, foi derrubado pelos militares.

Filho de Jango fala sobre a exumação do corpo do ex-presidente da República e da investigação para verificar se ele foi envenenado

Como avalia o debate sobre a ditadura militar? Fico feliz com o esforço para lembrar essa época. É importante rever a morte de Jango, já que ele é um bem cultural brasileiro, como todos os presidentes.

No dia 13, o comício da Central do Brasil completou 50 anos. Outro político teria força para realizar um ato como aquele? Seria preciso muito apoio popular. Meu pai tinha. Esse é o desafio do atual governo. A gente vê tentativas de criminalizar as manifestações. Não

É preciso exumar o corpo de Jango para investigar as causas de sua morte? Quando ele morreu [1976], não houve necropsia na Argentina. Para que o corpo fosse enterrado no Brasil, foi exigido que o caixão estivesse lacrado. Em 2007, pedimos ao MPF que fossem investigadas as condições de morte. Isso começou antes da Comissão da Verdade.

JOÃO VICENTE GOULART

Quais são suas lembranças da tomada do poder pelos militares em 1964? Eu era muito novo. Tinha 7 anos. Lembro de muita tensão. Não foi um dia comum. Fomos arrancados da Granja do Torto [residência oficial), em Brasília. Nos levaram para Porto Alegre.

podemos chamar uma dona-de-casa que leva panela para protestar de subversiva. Não vivemos mais em uma ditadura. O político que conseguir capitalizar esses movimentos vai ser bem-sucedido. Hoje, é possível analisar um programa como o das

Desde quando há a suspeita de envenenamento? Desde o enterro tínhamos essa dúvida. Sabíamos de casos parecidos. A questão é que, com o passar do tempo, a exumação pode ser inconclusiva. Existem substâncias que, após mais de 30 anos, não podem ser detectadas. Por isso a necessidade de convocar os agentes norte-americanos que teriam participado do caso. A legislação dos EUA permite isso. Eu estou fazendo de tudo para que isso aconteça. João Goulart fazia comentários sobre os dias de exílio no Uruguai? Ele dizia que o exílio é um invenção do demônio. Você é um morto-vivo. Apesar de estar próximo ao seu país, não pode passar a fronteira e encontrar amigos e família. Mas, no princípio, achávamos que era só mais uma “quartelada”, como tantas outras que aconteceram no Brasil. Todo esse resgate histórico acontece no mesmo ano que o Brasil recebe a Copa do Mundo. Como era a relação do seu pai com o futebol? Ele sempre gostou de futebol. Era torcedor do Internacional, chegou a jogar nas divisões de base do colorado. Meu pai sempre torceu muito pelo povo brasileiro, sempre lutou por benefícios para a população. Mesmo no exílio, ele continuou vibrando com a Seleção. METRO RIO

Ponto de vista

Golpe à brasileira Nos 50 anos do Golpe Militar torna-se necessário um resgate à história para entendermos o presente. Em 1964, o Brasil era um país politicamente repartido. O clima de radicalização era agravado por velhos adversários da democracia. A direita tinha uma relação de incompatibilidade com as urnas e buscava um antigo recurso: arrastar as Forças Armadas para o centro da luta política. A esquerda comunista não ficava atrás. Sempre estivera nas vizinhanças dos quartéis para uma eventual aventura golpista. Assim, numa conjuntura radicalizada, esperava-se do presidente equilíbrio. Ledo engano. João Goulart articulava sua permanência na presidência e necessitava emendar a Constituição. Sinalizava que tinha apoio nos quartéis para, se necessário, impor pela força a reeleição (que era proibida).

Organizou um “dispositivo militar” que “cortaria a cabeça” da direita. Insistia que não podia governar com um Congresso conservador, apesar de o seu partido, o PTB, ter a maior bancada. Veio 1964. O autoritarismo aqui faz parte de uma tradição antidemocrática que nasceu com o Positivismo, no final do Império. O desprezo pela democracia rondou o nosso país durante cem anos de República. O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural que havia no país. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições diretas para os governos estaduais em 1982. Nos últimos anos se consolidou a versão de que os militantes da luta armada

Tanques do Exército são levados para São Paulo em 1964

ARQUIVO FOLHAPRESS

combateram a ditadura em defesa da liberdade. E que os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heroicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil rescrever a história. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, sequestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. Argumenta-se que não havia outro meio de resistir à ditadura a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos desses gru-

pos existiam antes de 1964 e outros foram criados pouco depois, quando ainda havia espaço democrático. O terrorismo desses pequenos grupos deu munição para o terrorismo de Estado, e acabou sendo usado como pretexto para justificar a barbárie repressiva. A luta pela democracia foi travada politicamente pelos movimentos populares, pela defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve em setores da Igreja Católica im-

portantes aliados, assim como entre os intelectuais, que protestavam contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados? Os militantes de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem os questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desqualificação dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado. Temos que refutar as versões falaciosas. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o antagonista em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra. MARCO ANTÔNIO VILLA

é historiador. Autor de dez livros, entre eles ‘Ditadura à Brasileira’ e ‘Jango: Um Perfil’

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CLÁUDIO HUMBERTO CLAUDIO.HUMBERTO @METROJORNAL.COM.BR

LOBBY VEDA MINI-PRODUÇÃO E VENDA DE ENERGIA.

“PENA QUE VEIO MUITO TARDE”

Se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o governo não fossem tão suscetíveis à influência de geradoras e distribuidoras, o Brasil poderia fazer uma revolução na área de energia. Era só permitir, como na Alemanha, que cidadãos comuns e até empresas vendessem energia excedente que produzissem (eólica, solar etc). Hoje, resolução nº 482 da Aneel proíbe isso. Admite só “desconto” na conta mensal.

culador do “blocão” que tentou emparedar o governo, o deputado Eduardo Cunha (RJ) quer mais do que se acertar com o Planalto, saindo da linha de frente da CPI da Petrobras: ele pretende disputar a presidência da Câmara, em substituição ao parceiro Henrique Alves (PMDB-RN). Mas terá de ignorar o acordo de revezamento que dá ao PT o direito de apontar o próximo presidente.

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Grupo antiestupro faz protesto online

Política

CUNHA RECUA DE CPI DE OLHO EM PRESIDIR A CÂMARA. Líder do PMDB e arti-

{BRASIL}

DEPUTADO DANILO FORTE (PMDB-CE) SOBRE A SUBSTITUIÇÃO DA MINISTRA IDELI SALVATTI

A indignação contra o resultado de uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que revelou que 65,1% dos brasileiros acredita que mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas, motivou milhares de pessoas a protestar postando fotos e mensagens no Facebook. Junto com as manifestações contra o machismo no

evento virtual #EuNãoMereçoSerEstuprada, criado pela jornalista Nana Queiroz, 28, que trabalha no Metro Brasília, porém, apareceram mensagens agressivas, preconceituosas e até ameaças contra as mulheres que aderiram ao movimento. A própria jornalista recebeu mensagens com ofensas e ameaças de estupro. Outras mulheres também

foram ameaçadas. todas prestaram queixa contra os agressores virtuais na Delegacia da Mulher. Para fazer a denúncia o ideal é que a vítima imprima a tela do computador com as mensagens agressivas e o perfil dos autores, colocando o cursor do mouse em cima do nome da pessoa para que o endereço de IP apareça na barra inferior

do navegador, o que ajuda a polícia a identificá-lo. O movimento antiestupro teve repercussão nas redes sociais e chegou à imprensa internacional. Sites de notícias como o The Huffington Post, dos EUA, “20 minutes”, da França, e “La Reppublica”, da Itália divulgaram a campanha contra o abuso sexual. METRO BRASÍLIA

ex-presidente Marco Maia (PT-RS) ao baixo clero e garantiu o cargo a Alves. ESTOU EM OUTRA. Signatário do acordo com o PT, Henrique Alves já prioriza a campanha ao governo potiguar, e não ousaria contrariar seu líder Eduardo Cunha. MAIOR BANCADA. É da tra-

dição da Câmara e do Senado a maior bancada escolher o presidente da Casa. Na Câmara, a maior bancada é a petista.

O PETRÓLEO É DELES. Do advogado Luiz Fernando Pereira, sobre o escândalo na Petrobras: “Alguns levaram muito ao pé da letra o lema ‘o petróleo é nosso’”.

Deputado Eduardo Cunha (RJ) | DIVULGAÇÃO

PT FEZ SUA PARTE. O acor-

do PT-PMDB, formalizado por escrito, devolveu o

PULGA NA ORELHA. Gerou desconfiança o sumiço do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), dedicado com afinco ímpar à MP 627, que trata da bilionária tributação de lucros de empresas brasileiras com operação no exterior.

PODER SEM PUDOR

O ex-futuro ministro Jânio Quadros era prefeito de São Paulo, em 1988, e recebeu o jovem secretário municipal João Mellão, 31, com uma novidade: - O senhor é o mais novo ex-futuro ministro da Administração! Explicou que recebera um telefonema do presidente José Sarney pedindo sua

liberação para o ministério. “Recusei de pronto!”, avisou. - Mas, prefeito, eu seria o mais jovem ministro da História... - É... – concordou Jânio – e com certeza a carreira política mais curta também... Relaxe, rapaz. E volte ao trabalho!

COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS WWW.CLAUDIOHUMBERTO.COM.BR

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Empreendedorismo

BRUNO CAETANO BRUNO.CAETANO@METROJORNAL.COM.BR

SEMANA DE APOIO PARA O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL Jonas é eletricista na cidade de São Paulo. Ele se formalizou como Microempreendedor Individual (MEI) no ano passado, adquirindo o direito à cobertura da Previdência Social. Mas ao solicitar o auxílio-doença devido a um problema de saúde, teve o pedido negado. O motivo? Ele faz parte dos 55% de MEIs que encerraram 2013 inadimplentes e tiveram os benefícios suspensos. Já falei aqui como é preocupante uma categoria estar, em sua maioria, na inadimplência. Principalmente uma que reúne 906 mil integrantes no Estado de São Paulo e 3,6 milhões no Brasil. É um passo atrás para quem obteve, há apenas poucos anos, incentivo para sair de uma situação irregular e assu-

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{ECONOMIA}

mir novo status no mercado. Pesquisa do Sebrae de 2013 mostra que 68% dos MEIs do país aumentaram as vendas após a formalização. Não é à toa que o grupo cresce sem parar desde sua criação, em 2008. Mas Jonas é um dos MEIs que caíram na inadimplência porque têm dificuldade para acessar a internet e imprimir as guias de recolhimento (por cerca de R$ 40 ao mês, o MEI garante benefícios previdenciários e quita impostos). Outros aguardam a chegada do boleto em casa. Como não chega, não pagam. E há ainda os que desconhecem a obrigação. De nada adianta o trabalhador se formalizar e pouco depois ficar novamente em situação irregular. Daí a necessidade de auxílio cons-

tante para o empreendedor. Para ajudar nessa e em outras questões, o Sebrae intensifica sua atuação de hoje a 5 de abril, com a Semana Nacional do MEI. Trata-se de uma mobilização extra para dar apoio completo ao empreendedor e capacitá-lo. A equipe do Sebrae-SP está em seus postos e nas ruas, em unidades móveis, orientando sobre gestão, legislação e muito mais, inclusive no sábado. A criação do MEI foi um passo para a cidadania. Mas esta só será perene se houver suporte para as conquistas. A formalização é a primeira etapa. É preciso qualificar o empreendedor e construir um ambiente favorável para seus negócios prosperarem. Esses são objetivos pelos quais o Sebrae-SP não abre mão de trabalhar. Assim como Jonas fez, escreva para mim e conte sua história. Este espaço também é seu. Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP e mestre e doutorando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. O Sebrae-SP é uma instituição dedicada a ajudar micro e pequenas empresas a se desenvolverem e se tornarem fortes. Saiba mais em www.sebraesp.com.br

Falta só um mês para entregar o IR Imposto de renda. Apenas 4,6 milhões DECLARAÇÃO DO IR PESSOA FÍSICA 2014 já enviaram os dados para a Receita QUEM DEVE DECLARAR: Quem recebeu rendimentos tributáveis cuja Federal. Prazo para soma foi superior a R$ 25.661 em 2013, pessoa física é Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na dia 30 de abril fonte, acima de R$ 40 mil, em 2013 O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2014 será encerrado dentro de exatamente um mês, no dia 30 de abril. De acordo com o último balanço divulgado pela Receita Federal, 4,6 milhões de contribuintes já haviam enviado a declaração até quinta-feira, 27. O número representa 17% do total de 27 milhões de declarações que a Receita estima receber. A novidade deste ano está na possibilidade de fazer a declaração pré-preenchi-

ção A declaraanual e st ju a e d ente previam passou a id h c n e pre ste ano a valer e

ENTREGA DA DECLARAÇÃO A entrega deve ser feita pela internet, utilizando o Receitanet, programa de transmissão da Receita Federal, ou por meio de dispositivos móveis tablets e smartphones para sistemas operacionais Android e iOS (Apple) Início da entrega a partir do dia 6 de março O prazo final será o dia 30 de abril A multa mínima para quem não entregar no prazo é R$ 165

da para aqueles contribuintes que possuem certificação digital. A declaração deve ser enviada pela internet, usando

RESTITUIÇÃO Lotes regulares começam a ser liberados no dia 16 de junho e terminam em 15 de dezembro de 2014

o programa disponível no site da Receita Federal (receita.fazenda.gov.br) ou os aplicativos para smartphones e tablets. METRO

Mercado aposta em alta da Selic às vésperas de reunião O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne a partir de amanhã para definir a taxa básica de juros, a Selic. A aposta do mercado financeiro é de uma nova alta de 0,25 ponto percentual, para 11% ao ano. Na última reunião do Copom, em fevereiro, a taxa foi elevada na mesma medida, para 10,75%. A previsão apontada pelo Boletim Focus, di-

vulgado na última semana pelo BC, é que a taxa feche 2014 a 11,25% e termine 2015 em 12% – projeções que se mantêm estáveis há três semanas. A taxa Selic é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao aumentar a Selic, o

Copom busca conter a demanda aquecida, mas gera reflexos nos preços porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. E a expectativa por uma inflação acima do esperado tende a levar a um aumento mais forte daSelic. No caso dos juros futuros com vencimento em dois e três anos, as taxas estão entre 12% e 13%. METRO

Inflação ‘do aluguel’ tem maior alta em seis anos O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve alta de 1,67% em março. O resultado acumulado do indicador é usado como referência no reajuste de contratos de aluguel. O número do mês é o maior desde julho de 2008, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Puxada por uma alta agressiva nos preços no atacado do setor agro-

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pecuário e por alimentos mais caros no varejo, a elevação do IGP-M em março superou a expectativa de analistas do mercado financeiro, que flutuava entre 1,45% e 1,65%. Com a aceleração registrada no mês, o índice acumula alta de 2,55% no primeiro trimestre de 2014 e, em 12 meses, 7,30% de variação. O IGP-M de março é

também muito superior ao registrado no mesmo mês em 2013 (0,21%) e em fevereiro deste ano (0,38%). Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA (Produtor Amplo) saltou de 0,27% em fevereiro para 2,20% em março, o IPC (Consumidor) passou de 0,70% para 0,82% e o INCC (Custo da Construção) saiu de 0,44% para 22%. METRO

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{MUNDO}

EUA enviam chefe militar para a Europa Crise. Em meio à tensão na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, o governo americano decidiu enviar general de volta à região Os EUA enviaram de volta ontem para a Europa o principal representante militar do país no continente, o general Philip Breedlove, em uma medida de “precaução” diante do que Washington chamou de “falta de transparência” do governo russo sobre a movimentação de tropas na fronteira com a Ucrânia. Breedlove é o chefe militar dos EUA na Europa e também atua como comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na região. Ele havia sido convocado para depor

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no Congresso. Em meio à crise, a Alemanha disse ontem estar prestes a oferecer apoio militar a países do Leste Europeu membros da Otan. O país poderia disponibilizar até seis caças, segundo a revista alemã “Der Spiegel”. No sábado, contudo, o chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que não há intenção de enviar tropas para a Ucrânia, mas acrescentou que Moscou está pronto para proteger os direitos dos representantes russos no país. “Não temos absolutamente nenhuma intenção

ou interesse de cruzar as fronteiras da Ucrânia”. Tropas russas ocupam a Crimeia, território anexado por Moscou. O Ocidente tem ameaçado impor fortes sanções econômicas caso Moscou envie mais tropas ao país vizinho. De acordo com os EUA, mais de 40 mil soldados russos estão nas proximidades da fronteira com a Ucrânia. Ontem, Lavrov minimizou o impacto das sanções, dizendo que elas provocam “algum transtorno”, mas não têm sido muito doídas para o país. METRO

Veículos militares supostamente russos são vistos em estrada próxima à fronteira da Ucrânia | DAVID MDZINARISHVILI/REUTERS

Diplomata critica papel brasileiro diante de crise Na semana passada o Brasil se absteve da votação, na Assembleia Geral da ONU, que condenou Moscou e considerou o referendo realizado na Crimeia ilegal. O chanceler Luiz Alberto Figueiredo defendeu uma solução “negociada” e pediu moderação. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o

ex-embaixador dos EUA no Brasil Thomas Shannon criticou o país pelo que chamou de “omissão” após a invasão russa. “Países grandes e com grandes ambições precisam se definir, para o benefício de todos”, disse. Em julho, o presidente russo, Vladimir Putin, deve vir ao Brasil para o encontro dos Brics.

“Obviamente, o Brasil toma suas próprias decisões. Mas era de se esperar que um país tão grande e com a trajetória pacífica do Brasil tivesse uma posição clara nesse caso”, afirmou. Mas para o professor de Relações Internacionais da FGV Oliver Stuenkel a passividade “não é necessariamente algo ruim”. METRO

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Socialistas perdem na França O Partido Socialista do presidente francês, François Hollande, sofreu derrota nas eleições municipais. O resultado foi de 45% da UMP contra 43% do PS. METRO Eleições 2

Oito morrem na Turquia Ao menos oito pessoas morreram ontem na Turquia em confrontos em meio às eleições municipais. Segundo a imprensa local, 17 ficaram feridos. METRO

Eleições 3

Egito define data de pleito O Egito anunciou a data para as eleições presidenciais. O pleito ocorrerá nos dias 26 e 27 de maio. O presidente Mohamed Mursi foi deposto há nove meses. METRO

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{MUNDO}

Caracas pratica tortura, diz ONG Tensão. Após visita de missão de chanceleres a Caracas, mais duas pessoas morreram em confrontos, elevando total a 39 O número de mortos nos confrontos entre a polícia e opositores do governo Nicolás Maduro, na Venezuela, subiu para 39 no fim de semana, depois que autoridades confirmaram a morte de duas pessoas. O número de feridos já passa de 560. O ministro do Interior, Miguel Rodríguez Torres, disse que a causa das mortes está sendo investigada mas garantiu que estão ligadas aos protestos. Os Estados em que ocorreram os últimos incidentes, Táchira e Zulia, são importantes redutos opositores no país, nos quais o governo ainda enfrenta dificuldade para dialogar. Também no fim de semana, uma entidade que presta assistência jurídica a manifestantes contrários a Maduro denunciou à mis-

Manifestantes montam barricada a oeste de Caracas | CHRISTIAN VERON/REUTERS

são de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) 59 casos de tortura. “Apresentamos um relatório preliminar sobre as violações aos direitos humanos e, particularmente, casos de tortura e tratamento cruel e desumano”, disse o diretor da ONG Foro Penal

Venezuelano, Alfredo Romero. Segundo ele, há um padrão nas atuações em ao menos 19 Estados. O relatório apresenta detalhes de 59 casos de tortura, 1.919 detenções arbitrárias e 30 assassinatos e denuncia os excessos no uso da força policial. METRO

MH370. Objetos encontrados no oceano não são de Boeing Os objetos avistados no sul do Oceano Índico não fazem parte do Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de três semanas. A informação foi divulgada ontem pela AMSA (Autoridade Australiana de Segurança Marítima), envolvida nas buscas. A AMSA explicou que provavelmente os objetos recuperados anteontem por um navio chinês sejam lixo ou artigos de pesca. Anos A busca pelo avião continuou ontem em uma área de 319 mil quilômetros quadrados, no oeste do Oceano Índico. Na região, trabalham uma embarcação australiana e outros três navios da China. Outras seis embarcações devem atuar na busca de objetos já avistados por aviões e satélites. A embarcação australiana “Ocean Shield” leva um detector de caixas-pretas e um submarino não-tripulado, mas pode levar dias para chegar à zona de busca. O capitão da Marinha dos

Familiares de passageiros cobram o governo malaio | JASON LEE/REUTERS

EUA Mark Matthews disse ontem que a busca pode levar anos, já que faltam informações sobre o local onde o Boeing caiu e isso está dificultando a possibilidade de encontrá-lo. O ex-chefe das Forças Armadas da Austrália Angus Houston anunciou que dirigirá o centro de coordenação de resgate. Ontem, 29 parentes de passageiros chineses chegaram a Kuala Lumpur, capital malaia. Eles cobram resultados das autoridades. METRO E AGÊNCIAS

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2 CULTURA

Kate O’Mara

Despedida

A atriz morreu ontem, aos 74 anos, em Sussex, na Inglaterra. Seu papel mais famoso é de Cassandra, na série americana “Dinastia” (foto), mas ela também atuou em atrações como “Doctor Who” e “Triangle”.

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{CULTURA}

Cena de ‘Tarja Branca’ | DIVULGAÇÃO

Cinema. Mostra foca na educação Acontece de hoje a quinta o Ciranda Filmes, festival que reúne produções de diversos países com foco em temáticas sobre educação. Serão exibidos mais de 30 filmes, divididos em três eixos: nascimento e infância, espaços de aprendizagem e movimentos de transformação. O evento acontece no Cine Livraria Cultura (av. Paulista, 2.073, cj. Nacional, tel.: 32853696; grátis) e a abertura, hoje, às 20h, para convidados, fica com “Tarja Branca”, documentário de Cacau Rhoden. A programação pode ser vista no site cirandafilmes. com.br. METRO

Exaltação ao contemporâneo Exposição. Museu de Arte Moderna apresenta ‘Vontade Construtiva na Coleção Fadel’, com obras que unem o moderno e o pós-moderno Após inaugurar o MAR (Museu de Arte do Rio), a mostra “Vontade Construtiva na Coleção Fadel” chega a São Paulo, em nova versão. O material que será apresentado no MAM (Museu de Arte Moderna) terá 216 obras de nomes marcantes ao longo do século 20, como Hélio Oiticica, Lygia Clark, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, entre outras, selecionadas pelo curador Paulo Herkenhoff na Coleção Hecilda e Sergio Fadel. A versão que será apresentada em São Paulo terá novidades, com algumas compradas exclusivamente para esta edição, como sete peças de serigrafia de Mary Vieira, ou duas obras do concretista Maurício Nogueira Lima.

Moda

SPFW retorna em novo endereço A 37ª edição do São Paulo Fashion Week começa hoje, às 17h, com desfile da Animale, mas a novidade do ano é o local do evento, no recém-inaugurado Parque Cândido Portinari (av. Avenida Queirós Filho, 114), ao lado do Parque Villa-Lobos. O SPFW acontece até sexta (4) e mais uma vez terá Gisele Bündchen na passarela, pela Colcci, na quarta. METRO Tributo a Tom Jobim

Venda de ingressos começa hoje

‘Maternidade em Círculos’, de Belmiro de Almeida | DIVULGAÇÃO

O termo “vontade construtiva” foi citado por Oiticica em 1967, explicando a forma encontrada de assimilar aspectos culturais do exterior, para digeri-los e, a partir daí, criar algo totalmente novo. METRO

Serviço No MAM (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, parque do Ibirapuera, portão 3, tel.: 50851300). Abre hoje. De ter. a dom., das 10h às 17h30. R$ 6.

O portal do Sesc (sesc.org. br) abre hoje, às 17h30, a venda de entradas para o show-tributo a Tom Jobim, que terá o baixista Ron Carter ao lado do Trio Jobim, nos dias 10 e 11 deste mês, no Sesc Pompeia. A venda nas unidades começa na quarta, às 17h30. O ingresso custa R$ 40. METRO

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{CULTURA}

1964 em letras Literatura. Conheça dez livros que tentam explicar as causas e consequências do golpe militar que transformou o Brasil em uma ditadura há exatos 50 anos

ALMANAQUE 1964 Ana Maria Bahiana ed. Companhia das Letras 240 págs. R$ 50. Em texto pop, a jornalista faz um balanço do cenário social, o clima cultural e político naquele ano, lembrando nomes marcantes no Brasil e no mundo.

1964 – O GOLPE Flávio Tavares ed. L&PM, 320 págs. R$ 45. O jornalista gaúcho mostra documentos que detalham a participação dos Estados Unidos na queda de João Goulart e afirma que o golpe nasceu por ordem do governo de John Kennedy.

AS UNIVERSIDADES E O REGIME MILITAR Rodrigo Patto Sá Motta ed. Zahar, 432 págs. R$ 55. O historiador da UFMG faz uma análise de um período em que professores universitários foram proibidos de trabalhar. Ele mostra também que, ao mesmo tempo, o governo militar modernizou as instituições de ensino superior, investindo em educação.

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A DITADURA MILITAR E OS GOLPES DENTRO DO GOLPE Carlos Chagas ed. Record, 490 págs. R$ 48. O autor explora as histórias contadas por jornais e jornalistas para destrinchar ainda mais o período entre 1964 e 1969, além de analisar os dez anos que precederam a tomada do poder pelos militares.

A DITADURA ENVERGONHADA, A DITADURA ESCANCARADA, A DITADURA DERROTADA E A DITADURA ENCURRALADA 1964 NA VISÃO DO MINISTRO DO TRABALHO DE JOÃO GOULART Almino Affonso ed. Fundap, 680 págs. R$ 60. Affonso, empossado por Jango um ano antes do golpe, reconstrói o cenário de intrigas e traições que resultaram no início da ditadura no Brasil.

DITADURA À BRASILEIRA Marco Antonio Villa ed. LeYa, 432 págs. R$ 50. O autor faz um panorama sobre o período do regime militar no país nos aspectos político, econômico, social e cultural e analisa as peculiaridades da ditadura brasileira.

Elio Gaspari ed. Intrínseca. R$ 35. Quatro dos mais importantes livros sobre o assunto ganham reedição, revistas e atualizadas. Está programado um quinto livro para completar a série, ainda sem data de lançamento.

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{VARIEDADES}

O QUE ROLOU NAS COPAS

Os invasores

Leitor fala

Ataques a mulheres

SERGIO PATRICK DA RÁDIO BANDEIRANTES

AM 840 / FM 90,9

FASCISMO E BOLA

Cruzadas

O primeiro título europeu em copas ficou com a Itália depois de muito esforço em 1934. Primeiro, os donos da casa jogaram uma eliminatória para entrar no torneio e venceram a Grécia por 4x0. Já na Copa, foram quatro jogos em oito dias entre a estreia e a semifinal. Depois de golear os EUA por 7x1, a Azzurra empatou com a Espanha por 1x1 nas quartas de final e teve que ganhar o jogo-extra, no dia seguinte, com vários jogadores sem condições físicas, por 1x0. Na briga por vaga na decisão, o gramado molhado deu ainda mais dramaticidade à vitória sobre o timaço da Áustria, do craque Sindelar, por 1x0. Na final, o placar de 2x1 sobre a Tchecoslováquia garantiu ao ditador Benito Mussolini a festa nacionalista em Roma.

FÁTIMA GUIMARÃES - SÃO PAULO, SP

SPFC Concordo com Muricy sobre a necessidade de novos reforços, como mostrou o Metro Jornal do dia 28 na reportagem “Recado dado”. Mas mais do que isso, os jogadores precisam de vontade de vencer e perder o medo de chutar no gol. Um time que só toca e erra demais os passes nunca chegará a nada. DOMINGOS SÁVIO DE ARAUJO - SÃO PAULO, SP

VIAJOU, MAS NÃO JOGOU O evento cresceu em relação à edição anterior, passando de uma para oito cidades e com transmissões ao vivo pelo rádio para 12 dos países participantes. A Copa contou com Eliminatórias e teve histórias curiosas. A seleção do México bateu Cuba e viajou para a Itália, mas os Estados Unidos se inscreveram no Mundial logo em seguida. Com isso, os mexicanos tiveram que fazer mais um jogo, perderam por 4x2 e ficaram fora da Copa. O Uruguai não quis disputar o Mundial se tornou o único campeão a não defender o título porque a Itália havia se recusado a jogar a primeira Copa. A Argentina perdeu vários vice-campeões de 30 para a Itália, como Monti, DeMaria, Guaita e Orsi, todos de origem italiana.

Metro Pergunta

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda termina no dia 30 de abril. Você já fez a sua?

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Já sim. Acho que quanto antes a gente se organiza com isso, melhor.

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O VELHO MESTRE

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Enquanto o técnico do Brasil, Luiz Vinhaes, que contava com o craque Leônidas, recebeu críticas pela eliminação logo no primeiro jogo contra a Espanha, o comandante italiano foi festejado como um dos principais responsáveis pelo título. Vittorio Pozzo se encantou pelo futebol enquanto estudava na Inglaterra e foi o responsável pela consolidação de algumas caraterísticas táticas do futebol italiano. Líder autoritário e paternalista, chegaria ao bicampeonato em 38, fato jamais igualado por um treinador.

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Colaboraram Alexandre Praetzel e Leandro Quesada, da Rádio Bandeirantes.

Para falar com a redação:

Sergio Patrick é apresentador e coordenador de esporte da Rádio Bandeirantes, que comanda a Cadeia Verde e Amarela das rádios do Grupo Bandeirantes nas transmissões da Copa do Mundo. A coluna O QUE ROLOU NAS COPAS traz histórias e personagens de todos os mundiais. Envie sua sugestão para spatrick@band.com.br .

Horóscopo

Fiquei indignada ao ler a reportagem “Para 65%, mulher com roupa curta ‘merece’ ser atacada, do Metro Jornal do dia 28. Não é claro que ninguém deseja ser atacado? As mulheres não escolhem as roupas para chamar a atenção de estupradores ou outros criminosos. A culpa nunca pode ser relacionada à vítima. É triste pensar que os criminosos ainda são vistos como “homens que não conseguem controlar seus apetites sexuais”.

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Está escrito nas estrelas

A Lua continua seu signo, o que traz tendências para ampliar condutas sentimentais e uma postura nostálgica. Foque no presente.

Aproveite para exercitar a mente com atividades culturais, principalmente compartilhando interesses com quem gosta.

Procure curtir mais lazer, a família e ter diversões com mais intensidade, sem se preocupar antecipadamente com obrigações da semana.

Aproveite para repor energias de desgastes vivenciados anteriormente. Interesses por temas culturais e espirituais serão essenciais.

Às vezes é essencial dar um tempo com afazeres que estejam provocando desgastes para retomarmos com nova visão e motivações diferentes.

A atenção com temas domésticos será mais intensa, tanto no esclarecimento de algo para o lar como na relação com familiares.

A dedicação a assuntos de amigos e grupos tomará sua atenção de maneira mais intensa. Convivências sociais preencherão o dia.  

Há tendências para lidar de maneira mais constante com diferenças junto a outras pessoas, o que requisitará paciência.

Quanto mais ocupar a mente com cultura e afastar pensamentos de problemas, mais revitalizado estará para a semana.

Projetos a longo prazo são propensos a tomar dedicação mais intensa. Atente-se para que a ansiedade não faça antecipar etapas.

Um pouco mais de preocupação com o corpo e a saúde será essencial, especialmente se abusou de diversões nos últimos dias.

Atente-se para que alguns excessos – ou com algumas vaidades ou com o seu bolso - não comprometam o dia e a semana.       

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ESPORTE

Ituano despacha Verdão e faz a final com o Santos Cícero abriu o marcador na Vila Belmiro | ADRIANO VIZONI/FOLHAPRESS

Kardec saiu lesionado ainda na etapa inicial | RODRIGO COCA/FOTOARENA/FOLHAPRESS

Paulistão. Peixe sofre na Vila Belmiro, mas consegue superar a Penapolense por 3 a 2 e garante vaga na final. Adversário será o time de Itu que, em pleno Pacaembu, eliminou o favorito Palmeiras ao vencer por 1 a 0

32 SANTOS

PENAPOLENSE

“Foi difícil, mas deu tudo certo. Foi um alívio, porque falhei duas vezes. Mas o grupo é maravilhoso e agora vamos pensar na final” DAVID BRAZ, ZAGUEIRO DO SANTOS

Olho nele

“Pelo que o Pato vem jogando não dá para tirar base, mas pelos treinos, sim. Mas treino é diferente, não tem cobrança, é algo mais light. Temos de ver o cara no jogo, lá tem cobrança” MURICY RAMALHO SOBRE PATO, QUE DEVE INICIAR A PARTIDA DE VOLTA CONTRA O CSA, DIA 9 DE ABRIL, PELA COPA DO BRASIL

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Os dois finalistas do Paulistão 2014 estão definidos: Santos e Ituano, que avançaram após despachar Penapolense e Palmeiras, respectivamente. As partidas acontecem nos dias 6 e 13 de abril, no Novelli Junior e na Vila Belmiro. O primeiro a garantir vaga na finalíssima foi o Santos, que sofreu na Vila, mas conseguiu a vitória por 3 a 2. Aos 21 minutos, Cícero acertou o pé de fora da área para abrir o marcador. Nem deu nem tempo de comemorar. Em seguida, em cobrança de pênalti, Guaru igualou o placar. Só que aos 35, após Aranha e David Braz baterem cabeça,

a bola sobrou livre para Douglas Tanque fazer o segundo. No 2o tempo, o Peixe se lançou de vez ao ataque. Até que, aos 15, Leandro Damião escorou de cabeça para empatar. O Santos seguiu em cima, e foi recompensado aos 41, com gol de Stéfano Yuri, que garantiu a presença santista. Pouco depois foi a vez do Palmeiras entrar em campo no Pacaembu para encarar o Ituano. Diante de um adversário que se propôs a se fechar na defesa e buscar contra-ataque, o Verdão levou a pior: perdeu por 1 a 0. O gol saiu num belo chute de Marcelinho, de fora da

Operário que morreu no Itaquerão estava sem cinto, dizem testemunhas Dois operários que trabalhavam com Fabio Hamilton da Cruz, 23, que morreu ao cair de uma estrutura da arquibancada provisória do Itaquerão no último sábado, são peças fundamentais na investigação do acidente. A informação foi confirmada pelo delegado titular da 65ª DP, Luiz Antonio da Cruz, ontem, após a realização da perícia no local. O laudo ficará pronto em até 30 dias. “O perito falou que ele

caiu de oito metros e que estava com o cinto. Agora, a gente vai ver se ele estava com o mosquetão conectado ao cabo-vida. Se eu falar alguma coisa sem ouvir os dois funcionários antes, pode virar fofoca”, disse. Fábio foi enterrado ontem no Cemitério Municipal de Diadema, no ABC. No velório da vítima, porém, os operários deram entrevistas e afirmaram que Fábio estava com o

cinto, mas não conectado ao cabo-vida no momento da queda. Esta foi a terceira morte nas obras do Itaquerão e a oitava de funcionários ligados às obras da Copa do Mundo. No final do ano passado, dois operários morreram após um guindaste cair e atingir a estrutura do estádio corintiano. Também morreram quatro operários nas obras de Manaus e um em Brasília. METRO

área, aos 38 minutos do segundo tempo. Em um jogo em que a marcação prevaleceu, poucas chances foram criadas. Sem Valdivia, que começou no banco, com desconforto muscular, o Palmeiras ficou também sem Alan Kardec, que saiu machucado. Na volta do intervalo, o panorama não mudou, nem mesmo com a entrada do chileno. Pelo contrário, o Verdão se perdeu. E acabou derrotado, ficando fora da final. WILSON DELL’ISOLA METRO SÃO PAULO

Corinthians

01 PALMEIRAS

ITUANO

“Foi um jogo assim. Eles tiveram a chance e fizeram o gol. Hoje não conseguimos repetir as atuações que tivemos nas outras partidas” MARCELO OLIVEIRA, VOLANTE DO PALMEIRAS

Na Espanha

Emerson tem proposta de seis clubes do Brasil

Daniel Alves e Neymar são vítimas de racismo

O agente de Emerson, Reinaldo Pitta, disse que o atacante é alvo de seis times: Santos, Inter, Atlético Mineiro, Botafogo, Flamengo e Cruzeiro. Apesar disso, o empresário disse que Sheik quer ficar. “Só posso falar depois que o Corinthians me disser alguma coisa. Não vou fazer nada até lá”, disse ao site Terra. METRO

Um ato de racismo marcou a vitória do Barcelona sobre o Espanyol, sábado, no estádio Cornellà-El Prat. Torcedores do time da casa jogaram uma banana no gramado. Parte do público também teria imitado sons de macaco. Os alvos: os brasileiros Neymar e Daniel Alves, de acordo com a imprensa espanhola. METRO

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Levantou poeira Hamilton liderou GP da Malásia de ponta a ponta | CLIVE MASON/GETTY IMAGES

Fórmula 1. Lewis Hamilton vence GP da Malária e confirma soberania da Mercedes na temporada. Felipe Massa, da Williams, se desentende com equipe e acama em sétimo O inglês Lewis Hamilton conquistou ontem o GP da Malásia, o segundo da temporada da Fórmula 1, superando o alemão Nico Rosberg em dobradinha da Mercedes, no circuito de Sepang. O tetracampeão Sebastian Vettel, da Red Bull, que vinha tendo problemas com seu motor Renault, completou o pódio ao ficar na terceira posição. Esta foi a 23ª vitória da carreira de Hamilton, que largou da pole e liderou de ponta a ponta. “É uma vitória incrível, estou muito agradecido pelo trabalho da mi-

nha equipe e quero dedicar esta vitória às vítimas da tragédia que ocorreu há três semanas”, declarou o britânico. Antes da largada, foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem aos desaparecidos do voo MH370 da Malaysia Airlines. Rosberg, que venceu na estreia em Melbourne, continua na liderança do campeonato com 43 pontos, 18 de vantagem sobre o companheiro de equipe. Hoje não! Felipe Massa, da Williams, terminou em sétimo. O bra-

sileiro, inclusive, teve sua primeira indisposição com a equipe. Nas voltas finais, Massa foi ameaçado de ultrapassagem pelo seu companheiro Valtteri Bottas. Saiu faísca no duelo pela sétima posição. Pelo rádio, a Williams conversou com os dois pilotos e disse que o finlandês teria melhores condições de ultrapassar a McLaren de Jenson Button, caso conseguisse a posição de Massa, e deu a entender que era melhor que o brasileiro abrisse caminho: “Felipe, o Bottas tem pneus em melhores

condições e está mais rápido que você”. Felipe não deixou e acabou na frente. Depois da corrida, o engenheiro-chefe da Williams, Rod Nelson, evitou falar em ordens de equipe, afirmando que era apenas uma “decisão estratégica” e que não há favorecimento a um piloto. “Não é como em outras equipes que têm um piloto nº1 e um nº2. Nós temos dois pilotos nº1. E é uma situação de corrida, que poderia ter sido melhor para a equipe. Felipe não fez o que nós preferíamos que ele fizesse”, disse o dirigente. METRO

Futsal

Argentina bate Brasil e leva a Copa das Nações Após golear o Paraguai por 5 a 0 e assegurar uma vaga na final da Copa das Nações, a Seleção Brasileira de futsal foi derrotada pela Argentina ontem e ficou com o vice-campeonato do torneio – já sem Falcão, que não atuará mais pelo time. No ginásio Sabiazinho, em Uberlândia, Minas Gerais, a equipe comandada pelo técnico Ney Pereira foi superada por 3 a 2. Esta, aliás, foi a primeira derrota da equipe brasileira na temporada. O terceiro lugar do torneio ficou com o Paraguai, que derrotou o Chile pelo mesmo placar. METRO

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Will Power conquistou sua 22a vitória na carreira |CHRIS TROTMAN/GETTY IMAGES

Will Power vence na estreia da Indy em 2014 O australiano Will Power passeou em St. Petersburg e garantiu a vitória na primeira etapa da Fórmula Indy. Ryan Hunter-Reay ficou com a segunda colocação e o brasileiro Helio Castroneves fechou o pódio.

Tony Kanaan, que fez sua estreia pela equipe Ganassi, ficou apenas com a sexta colocação. Power usou da tática e da habilidade para conquistar a vitória na estreia. Tática para antes de uma re-

largada diminuir muito a velocidade a ponto de causar a batida de Jack Hawksworth com Marco Andretti. E da habilidade para fazer belas ultrapassagens sobre Scott Dixon e Tony Kanaan. METRO

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