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BRASÍLIA, TERÇA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2014 www.readmetro.com

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Comando diz que PM está na rua, mas mobilização continua Segurança. Cai o número de homicídios no DF, mas representantes dos policiais militares tentam manter ‘operação tartaruga’ incentivando tropa a não usar viaturas Os policiais ativos e aposentados que incitam a ‘operação tartaruga’ na PM, apesar da proibição judicial, não desistiram de tentar impedir as patrulhas motorizadas, mas, de acordo com as autoridades, o policiamento voltou ao normal. No fim de semana, o comandante Anderson de Castro Moura assinou uma portaria equiparando o curso de formação dos militares ao treinamento exigido por lei para a condução de veículos de emergência. Foi uma reação ao movimento iniciado pelo batalhão do Guará, de recusa a dirigir as viaturas pela falta dessa capacitação. Ontem, porém, via e-mails e mensagens de celular, os representantes de classe sugeriram que os condutores alegassem outros problemas para deixar os carros na garagem, como falta de equipamentos obrigatórios, como extintores e estepes, e falta de licenciamento.

3 homicídios foram registrados no DF na última semana, desde a ofensiva contra a ‘operação tartaruga’. Apenas no fim de semana anterior, 12 mortes violentas haviam sido registradas Moura, no entanto, convocou a imprensa ontem para dizer que não vai admitir a continuidade do movimento. “Nunca foi necessário esse curso à parte. É uma manobra que já foi resolvida”, disse. Ainda segundo o comandante, o governo deve apresentar, até o fim desta semana, uma proposta de reajuste dos vencimentos da tropa, principal reivindicação dos PMs. RAPHAEL VELEDA METRO BRASÍLIA

Viatura patrulha a Asa Sul | ANDRESSA ANHOLETE/METRO BRASÍLIA

DAIANE SOUZA/UNB AGÊNCIA

ARTUR MORAIS Professor da UnB diz que transporte só vai melhorar com subsídio pesado

Sindicato fez ato na porta da empresa, no SIA | RONALDO BARROSO/SINDIÁGUA-DF

Após morte. Servidores da Caesb protestam O Sindicato dos Servidores da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do DF) bloqueou, ontem, a entrada da empresa, no SIA, em protesto pela morte do operário terceirizado Luciano Almeida da Silva em acidente em uma adutora na EPTG na última quinta-feira. De acordo com o Sindiágua-DF, 30% dos servidores também deixaram de trabalhar ontem. “O plantão não pode ter mais de 12 horas. O Luciano e os outros cinco começaram a trabalhar às 7h de quarta e só pararam na manhã de quinta, com a tragédia”, disse o sindicalista Igor Pontes. A Caesb, que no dia da morte havia negado que o operário estivesse trabalhando mais tempo do que o permitido, informou ontem, por nota, que a questão das horas deve ser resolvida com a empresa terceirizada. A concessionária prometeu ainda acionar o sindicato na Justiça por considerar o ato de ontem ilegal e arbitrário. Silva morreu após se afogar quando a adutora na Preconceito

Para o especialista em transporte público da Universidade de Brasília, apenas trocar ônibus, como está fazendo o GDF, não vai mudar a estrutura do transporte no DF. A troca da frota de ônibus não fará diferença na qualidade do transporte? Ter ônibus novo dá mais de conforto ao usuário, mas não melhora o serviço, porque vai continuar lotado. O que faz diferença na qualidade é ter um intervalo entre os ônibus bem menor do que o existente hoje; e isso

só é possível se houver muito mais dinheiro no sistema. E como colocar mais dinheiro no sistema? Hoje o sistema é bancado, basicamente, por quem usa o transporte, via pagamento de passagem. Nós sonhamos com um transporte parecido com o de países da Europa, mas lá o Estado subsidia o sistema em 50% ou 60%. Aqui no DF, não passa de 10% [de acordo com o GDF, o subsídio mensal para as empresas é de R$ 13 milhões, que paga o passe livre para estudantes e portado-

res de necessidades especiais]. Para ter o transporte que sonhamos, toda a sociedade precisa investir, via imposto, e não apenas o usuário, ou a passagem teria que custar R$ 8. Com esse tipo de subsídio, as pessoas trocariam o carro pelo transporte público? Não seria automático. O cidadão só fará essa troca se o uso do carro se tornar mais caro e mais demorado do que o transporte público. Porque o ônibus nunca vai dar o conforto e a capilaridade do carro, no qual a pessoa

vai ao trabalho e, ao sair, pode ir para a academia, para o shopping, e voltar para casa em qualquer horário. É preciso, então, desencorajar o uso do carro? Sim. É necessário cobrar pedágios ou coibir fortemente o estacionamento irregular. Se isso fosse feito no centro de Brasília, por exemplo, faria uma enorme diferença, já que não há espaço para todos. Se as multas e remoções forem constantes e o transporte tiver qualidade e capilaridade, a pessoa desiste do carro. RAPHAEL VELEDA

qual trabalhava se rompeu pela segunda vez em 24 horas. Outros quatro operários ficaram feridos no acidente, que é investigado pela própria Caesb e pela Polícia Civil. Adasa aperta o cerco A Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF) está preparando uma lista de metas para Caesb. O plano de avaliações de desempenho, que deve entrar em vigor em março de 2015, objetiva estabelecer uma série de parâmetros de eficiência e eficácia dos serviços prestados pela concessionária. Com o documento, a Adasa pretende exigir da Caesb o cumprimento de “metas progressivas” e, se a empresa não o fizer, sofrerá sanções. A Caesb terá ainda de encaminhar periodicamente informações sobre os serviços prestados para a Adasa e para os consumidores. Os indicadores de desempenho, assim como as metas estudadas, serão discutidos em audiências públicas ao longo deste ano. METRO BRASÍLIA E BAND NEWS FM

Intérpretes

Pesquisa avalia aceitação da diversidade sexual

Defensoria Pública terá núcleo para atender surdos

A Secretaria da Mulher está fazendo uma pesquisa sobre como os brasilienses lidam com a diversidade sexual. O levantamento fará parte do Plano Distrital de para as Mulheres. Serão entrevistadas mil pessoas sobre discriminação, homofobia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por homossexuais. METRO

Os deficientes auditivos terão atendimento especializado com o uso da linguagem de sinais no Núcleo de Atendimento de Brasília da Defensoria Pública do DF. Os intérpretes vão acompanhar todo o processo envolvendo os deficientes e atenderão às segundas e quartas-feiras, das 14h às 18h, na 114 Sul. METRO

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