Page 6

06

Câmara. Apesar de protestos, pastor vai chefiar comissão A intensa pressão de movimentos sociais e de milhares de pessoas na internet não impediu a eleição do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Em sessão fechada ao público, o pastor da igreja Assembleia de Deus recebeu 11 dos 18 votos possíveis. Houve um voto em branco e os demais integrantes da comissão, entre eles o ex-ocupante do cargo, Domingos Dutra (PT), abandonaram a reunião sem votar. Parlamentar de primeiro mandato, Feliciano é atacado por discursos filmados em cultos e por posts polêmicos no Twitter. Em um deles, Feliciano afirma que os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé. Em sua defesa, o parlamentar se diz mal interpretado e nega ser homofóbico, apesar de também se dizer contra o “ato homosexual”.

Foi justamente na web que surgiu um forte movimento de oposição à eleição de Feliciano. Mais da metade dos votos que elegeram Feliciano vieram de companheiros dele no PSC, que também emplacou a vice presidente da CDH, Antônia Lúcia (AC). Minutos após a confirmação do resultado, foi lançado no site Avaaz um abaixo-assinado pedindo a destituição do pastor do cargo. Em poucas horas o documento registrou milhares de assinaturas -- já eram mais de 100 mil quando esta edição foi fechada. Como reação, simpatizantes de Feliciano lançaram um contra-ataque no mesmo site, mas, até o fim do dia, não haviam conseguido juntar mais de três mil assinaturas. Muitos partidários do parlamentar apontaram, então, para a possibilidade de ‘conspiração e outro abaixo-assinado, esse no site oficial de Feliciano, foi lançado. METRO BRASÍLIA

Adeus. Chorão é enterrado em Santos O corpo de Alexandre Abrão, o Chorão, foi sepultado na tarde de ontem no cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. Uma limusine transportou o corpo do músico da Arena Santos, onde acontecia o velório, e passou pela pista de skate de Chorão e também pelo estádio do Santos, seu time de coração. No cemitério, apenas amigos e familiares puderam entrar. METRO

CURITIBA, SEXTA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2013 www.readmetro.com

BRASIL

Corpo é acompanhado por cortejo | FRED CASAGRANDE/METRO SANTOS

Congresso derruba veto e PR comemora divisão de royalties

Renda extra. Congresso derrubou ontem veto à lei que divide entre todos os Estados e municípios os royalties do petróleo. Rio, SP e ES vão entrar com novas ações no Supremo O governador Beto Richa (PSDB) comemorou a decisão de ontem do Congresso Nacional que derrubou o veto da presidente Dilma Rousseff à redistribuição dos royalteis do petróleo entre todos os estados e municípios brasileiros. “O petróleo pertence a todo povo brasileiro, assim como os royalties. Então, é justo que o Congresso Nacional reconheça esse direito. Acho que os deputados cumpriram com méritos o seu dever de representar os anseios dos Estados e municípios, que vinham sendo discriminados na divisão dos royalties”, disse Richa. A Secretaria da Fazenda do Paraná não tem ainda uma estimativa própria do que deverá caber ao Estado e às prefeituras paranaenses. O secretário Luiz Carlos Hauly trabalha com os números da Associação dos Municípios do Paraná, que preveem R$ 350 milhões para os municípios e R$ 140 milhões para o Estado. “Espero que venha rápido”, disse Hauly. Estados Os governos do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo decidiram ir ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a derrubada dos vetos. “A posição de São Paulo era favorável à manuten-

“Isso ajuda a compensar perdas que tivemos de mais de R$ 1 bilhão em receitas, em função das últimas desonerações por parte do governo federal.” BETO RICHA, GOVERNADOR

490

milhões de reais em receitas devem vir para o Paraná com a redistribuição. R$ 350 milhões para municípios e R$ 150 milhões para o Estado, segundo estimativa da Associação dos Municípios do Paraná.

Parlamentares do Rio protestaram ontem |FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR

ção do veto da presidente. Entendemos que os contratos já assinados devem ter a regra atual. Para o futuro, nas novas licitações na área de petróleo e gás, deve ser aplicada a regra nova”, disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Para o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), a decisão levará à falência do Estado e de municípios. “Estamos falando de campos de petróleo leiloados, com contratos

assinados. Vamos aguardar a publicação da lei. Assim que ela for materializada, nós vamos ao STF”. Em nota, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), informou que também entrará com uma Adin no STF. Casagrande afirma que assunto foi tratado de maneira “demagógica, superficial e inconsequente” no Congresso. Os royalties são um percentual do lucro obtido pelas empresas de ex-

ploração repassado aos Estados produtores como compensação pelo uso de recurso natural. Com o novo modelo, os Estados produtores perderão receita porque ele propõe uma divisão mais igualitária dos recursos, beneficiando Estados não produtores de petróleo. Pela regra atual, os grandes produtores ficam com 26,25% desse montante enquanto os demais levam apenas 1,76%. METRO CURITIBA E BRASÍLIA

20130308_br_metro curitiba  
Advertisement