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BRASÍLIA, SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 www.readmetro.com

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CULTURA

Lincoln (Daniel Day-Lewis) mostra aos subordinados quem manda nos Estados Unidos | DIVULGAÇÃO

O homem por trás de Lincoln Estreia. Novo longa de Spielberg mostra vida do ex-presidente norte-americano, além da luta contra a escravatura. No papel principal, Daniel Day-Lewis - ironicamente, britânico - deve garantir terceiro Oscar da carreira Algumas coisas parecem óbvias antes mesmo que as primeiras imagens de “Lincoln” batam na tela. Que outro diretor seria mais adequado para comandar a cinebiografia definitiva de um dos maiores presidentes norte-americanos senão o grandiloquente Steven Spielberg? Que outro ator seria mais perfeito do que o, ironicamente, britânico Daniel Day-Lewis, para encarnar o personagem de Abraham Lincoln? O longa, que estreia hoje com o peso de 12 indicações ao Oscar nas categorias mais cobiçadas, traz também algumas supresas.

Uma delas está na direção de Spielberg, que adotou um pragmatismo um tanto cínico que ele não costuma tocar ao tratar do sagrado nacionalismo americano. O mítico presidente ligado à libertação dos escra-

vos é também apresentado de maneira mais humana. O roteiro de Tony Kushner (“Angels in America”, “Munique”), baseado parcialmente em livro da historiadora Doris Kearns Goodwin, focaliza o ano de 1865,

Resenha

Mais uma obra-prima de Day-Lewis “Lincoln” não decepciona. Tudo bem que ele é mais um filme com muitas cenas “água com açúcar” típi-

cas de Spielberg, mas, novamemente, Day-Lewis não decepciona. O ator britânico faz de sua interpretação algo tão realista e dedicado que não deixa dúvidas de que o terceiro Oscar de sua carreira está garantido. METRO

feita que o ator inglês faz do presidente norte-americano, aproximando-o do público ao retratá-lo com autenticidade, a começar por uma impressionante semelhança física na caracterização. Mistura complexa de homem rude de origem pobre, advogado interiorano e astuto animal político com capacidade quase infinita para ouvir, este Lincoln de carne e osso emerge das conversas que ele mantém com soldados no front, que visita regularmente, e também com as pessoas comuns que diariamente fazem fila nos corredores da Casa Branca. METRO COM AGÊNCIAS

SALLY FIELD

Obituário

Zózimo Bulbul

Um dos primeiros negros a ganhar relevância na TV brasileira na década de 1960, Zózimo Bulbul faleceu ontem, aos 75 anos. Ele sofria de um câncer no intestino. Cineasta e ator, Bulbul viveu papéis importantes, como na novela “Vidas em Conflito”, que foi ao ar em 1969.

quando o exaurimento do sul dos EUA prenunciava o fim da Guerra de Secessão. Ao mesmo tempo, uma luta não menos selvagem começava dentro do Congresso dos EUA, pela aprovação da 13ª emenda, que definiria a libertação dos escravos, assunto que também estava por trás da guerra, já que a economia sulista baseava-se na agricultura dependente dessa mão-de-obra. Lincoln luta nos dois fronts. Quer terminar a guerra e eliminar a escravidão. Se há uma boa razão para assistir ao filme, certamente é a composição per-

DIVULGAÇÃO

Sally Field foi indicada ao Oscar de atriz coadjuvante pelo papel da mulher de Lincoln. É verdade que você e Daniel Day-Lewis trocavam mensagens de celular como se fossem os personagens? Sim. Imprimi tudo e guardei.

Elas eram de tirar o fôlego de tão maravilhosas. Ele me escrevia após as cenas mais grandiosas. Isso significou muito para mim, mas nunca vou revelar o conteúdo. Parece assustador fazer isso com uma linguagem tão rebuscada.

Ajudou o fato de eu estar no meio de uma pesquisa, então estava lendo cartas escritas no período que traduziam o espírito daquela época. O modo como eles usavam a linguagem era incrível. Você já fez algo parecido com outros colegas de cena?

Bem, nunca fiz um papel tão intenso, emocional e conectado a um ser humano – ainda mais sem nenhum ensaio. Muitas cenas foram feitas em nossa primeira vez no set ou com poucas tomadas. A bolha criada por Steven e Daniel tornou tudo muito interes-

sante e desafiador. Lincoln era muito crítico a respeito de Mary – particularmente sobre o peso dela. Sim. Ele sempre implicava com ela, mas fazia isso com senso de humor. Pode-se ver isso em uma das cartas dele. METRO INTERNACIONAL

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