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economia

60 segundos

COMO SAIR DO APERTO ‘NÃO SE ACOSTUME A SER UM DEVEDOR’ Enrolou-se com o cartão de crédito? Está com as parcelas do financiamento atrasadas? Mantenha a calma, aperte o cinto e se organize. O educador financeiro Álvaro Modernell, da consultoria Mais Ativos, ensina o que fazer: Por que as pessoas acabam se perdendo nas contas?

O principal motivo é a falta de controle. As pessoas fazem pequenas dívidas no cartão de crédito ou por meio de empréstimo consignado e isso vira uma bola de neve. Por isso é importante anotar todos os gastos. Qual é o primeiro passo para quem está endividado?

Contenha o impulso de consumo. Usar o cartão de crédito como meio de compra pode ser interes-

sante, porque todas as despesas estarão descritas em um lugar só. Pelo menos uma vez por mês, coloque na ponta do lápis quais são suas despesas. E como quitar as dívidas?

Simplifique as coisas. Procure um financiamento com juros mais baratos para saldar as dívidas, assim você deixará de dever para muitos credores. Não se acostume a ser um devedor. Estar devendo não é uma situação normal. Há contas que devem ser priorizadas?

As que ameaçam bens que você não quer perder, como a casa hipotecada ou o carro alienado. Apresente-se e diga que quer negociar. Também pague as dívidas com juros altos. METRO

www.readmetro.com SEGUNDA-FEIRA, 28 DE MAIO DE 2012

Inadimplência é a maior em dois anos Banco Central revela que 7,6% das dívidas estão atrasadas em mais de 90 dias Setor de automóveis bateu recorde de calotes no país A economia brasileira vai muito bem, mas isso não impede que muita gente ande com a corda no pescoço quando o assunto são dívidas. Um relatório do Banco Central mostrou que a inadimplência geral das famílias chegou a 7,6% em abril. Na série histórica recente, o número de calotes só ficou menor em dezembro de 2009, quando atingiu 7,7% das operações. A situação é ainda mais preocupante no setor de automóveis. O mesmo levantamento revelou que 5,9% dos pagamentos nessa categoria tiveram atraso superior a 90 dias. O índice é o maior desde 2000, quando o governo passou a fazer a estatística. Curiosamente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, na semana pas-

sada, um pacote de estímulos para a indústria de automóveis, na expectativa de alavancar ainda mais o consumo. Na hora de buscar explicações para os calotes, educadores financeiros são unânimes: com a economia aquecida, as pessoas perdem o controle e gastam mais do que deveriam. Para recobrar o prumo, a receita é controlar a carteira e procurar negociar as dívidas, principalmente, as com maiores taxas de juros, como as de cheque especial. Facilidades O relatório do Banco Central, divulgado na sexta-feira, indicou também que o prazo de financiamento para a pessoa física está ainda maior. Em abril, deste ano,

Para conter a crise, R$ 2,7 bilhões à indústria automotiva IVONALDO ALEXANDRE/GAZETA DO POVO/FUTURA PRESS

o prazo médio foi de 606 dias, 39 a mais do que no mesmo mês do ano passado. Em relação a março deste ano, houve avanço de um dia. O crédito facilitado, no entanto, pode se tornar

uma armadilha para os consumidores. Para evitar problemas, a regra é organização. “Quem se enrola, acaba trabalhando para sustentar os bancos", diz o consultor Álvaro Modernell. CAROLINA VICENTIN

Taxa de juros deve cair e mudar poupança 8,5% DORIVAN MARINHO / FUTURA PRESS

O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne a partir de amanhã para definir os rumos da taxa básica de juros, a Selic, que serve de parâmetro para toda a economia. A expectativa é que a taxa caia 0,5 ponto percentual e chegue a 8,5% ao ano. Caso a redução se confirme, passarão a valer as novas regras para o ren-

dimento da poupança. Com a Selic em 8,5%, os depósitos feitos a partir de 4 de maio passarão a render anualmente 80% do valor dos juros básicos. A mudança foi estabelecida para permitir mais cortes na Selic, sem causar uma fuga de recursos de outros fundos para a poupança. “Sem essa intervenção, a pou-

Ministro Guido Mantega falou da medida no início do mês

pança iria valer mais do que títulos da dívida pública, e o governo não conseguiria mais se financiar", explica Sílvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria. Mesmo assim, a caderneta ainda é a melhor opção aos pequenos poupadores, pois não tem impostos ou taxas. METRO

é o índice da Selic que desencadeará a nova regra. A reunião do Copom começa amanhã, mas a decisão sobre a redução da taxa de juros só deve sair na quarta-feira.

Impostos chegam a R$ 600 bilhões O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo marcou, no início da madrugada de hoje, a impressionante marca de R$ 600 bilhões de impostos federais arrecadados desde o início do ano. Em 2011, a mesma marca foi alcançada três dias depois, em 31 de maio. A expectativa é que o governo arrecade R$ 1,6 trilhão até o fim do ano, superando os R$ 1,5 trilhão que chegaram aos cofres públicos no ano passado. Empresários e comerciantes reclamam do alto valor dos impostos e pedem que o go-

verno não apenas faça pacotes de incentivos fiscais mas também corte os gastos públicos. O Impostômetro, instalado no centro de São Paulo desde 2005, computa ar-

recadação do governo em impostos, taxas administrativas e contribuições. Também estão incluídas as multas, os juros e a correção monetária. METRO COM AGÊNCIAS

Arrecadação deve superar a marca do ano passado ELISA RODRIGUES / FUTURA PRESSX

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